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Mauricio Leiro
Jornalista formado pelo Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge). Trabalhou como estagiário no Núcleo de Práticas Comunicacionais (Nuprac) Produtora Júnior da Unijorge. Iniciou no Bahia Notícias como estagiário é editor de política no site. Além disso, apresenta o programa "Bahia Notícias no Ar" na rádio Salvador FM.
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No contexto da escalada de violência na Bahia, o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) atribuiu à gestão federal a culpa pela falta de investimentos em armamentos e renovação da frota de viaturas das forças de segurança pública do estado.
A informação está contida num relatório institucional de desempenho do Plano Plurianual Participativo (PPA), do quadriênio 2024-2027. Portanto, é um documento confeccionado pelo próprio governo do estado. Segundo a análise realizada por técnicos da Secretaria de Segurança Pública (SSP), em 2025 houve déficit de quase R$ 250 milhões em investimentos para ampliação e renovação da frota de viaturas policiais – foram orçados R$ 340 milhões, mas executados apenas R$ 92,4 milhões para este fim.
A mesma situação foi identificada nos recursos para aquisição de armamentos para as tropas policiais. Neste quesito, o orçamento previsto foi de R$ 33,7 milhões. No entanto, foram gastos R$ 13,3 milhões. Ou seja, defasagem de R$ 20,4 milhões em investimentos para reforço armado para os policiais baianos.
O maior déficit aconteceu em programas de prevenção à vitimização e de saúde física e mental para os profissionais do Sistema Estadual de Segurança Pública (Sesp). Foram orçados, para estes projetos, R$ 21 milhões, mas só foram investidos R$ 150 mil, o que consiste em apenas 7% do orçamento inicial.
Na justificativa, o governo da Bahia apontou que não houve mais investimentos “em função dos processos licitatórios que foram prejudicados devido ao atraso dos repasses de 2025 oriundos do Fundo Nacional de Segurança Pública que financiam esta ação orçamentária”.
O impasse ocorre entre duas gestões alinhadas politicamente, uma vez que os governos federal e estadual são comandados pelo PT. Inclusive, a principal plataforma eleitoral do governador Jerônimo Rodrigues, em 2022, foi vincular a própria imagem à do então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele ano, o ex-secretário de Educação da Bahia se elegeu amparado na imagem do atual comandante da Presidência da República.
CRISE NA SEGURANÇA
A Bahia convive, ano a ano, com alguns dos piores índices de violência entre os estados do país. O mais novo Atlas da Violência, lançado em 2026, confirma esta tendência.Segundo o levantamento produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública a partir de dados oficiais fornecidos pelos estados, em 2024 a Bahia completou uma década como unidade da federação com o maior número de homicídios registrados.
Além disto, a Bahia integra a ponta do ranking entre os estados que mais registraram, em 2024, homicídios de crianças de 5 a 14 anos, jovens entre 15 e 29 anos, de negros e de mulheres.
Outro dado alarmante também compõe o círculo de violência no estado: o número de mortes violentas contra indígenas cresceu 85% entre 2023 e 2024. Na ocasião, foram 24 assassinatos, o que representa a maior quantidade de mortes na série histórica, iniciada em 2014. Em uma década, o contingente de indígenas assassinados cresceu 118% na Bahia. Vale lembrar que Jerônimo é o primeiro governador indígena da história do Brasil.
SUCATEAMENTO
Além da falta de investimentos na segurança pública, justificada pela falta de repasses do governo Lula à SSP de Jerônimo, a Polícia Militar convive com defasagem de material humano no estado. Atualmente, conforme dados contidos no portal da transparência do estado, a Bahia tem déficit de quase 13 mil policiais.
Desta forma, Jerônimo descumpre a Lei nº 14.567/2023, sancionada por ele mesmo, segundo a qual o estado deveria ter 44,7 mil PMs na ativa. No momento, são apenas 32 mil, o que representa proporção de um policial para 440 pessoas.
A rota de linhas de ônibus do Bus Rapid Transit (Transporte Rápido por Ônibus), conhecida como BRT, deve ser ampliada com a chegada de novos coletivos, em Salvador. A medida chega em meio à expectativa da instalação de um ponto ou estação do modal de transporte próximo ao campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na última semana, uma publicação referente ao equipamento viralizou nas redes sociais e chamou atenção de soteropolitanos que utilizam o transporte público.
Ao Bahia Notícias, o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, revelou, no entanto, que esse projeto deve ocorrer a longo prazo. Entretanto, o titular da pasta anunciou que o órgão trabalha para a compra de novos veículos que devem contemplar outra região da cidade.
Em conversa com a reportagem, Pablo apontou que a prefeitura vai realizar um empréstimo com o Banco Mundial para a compra de novos ônibus do BRT.
“Estamos negociando um empréstimo com o banco mundial para comprarmos ônibus para os trechos Pituba, Aeroporto e Estação Pirajá, e Orla pela Pinto de Aguiar”, disse Souza ao BN.
BRT ESTAÇÃO PIRAJÁ
Em outubro de 2025, a Prefeitura de Salvador tinha anunciado a implantação do BRT que sairia da Estação Pirajá para chegar à orla, passando pelas avenidas Gal Costa e Pinto de Aguiar. A nova linha visa ligar alguns bairros da região, que fazem parte do circuito de bairros no trajeto entre a estação e a orla da capital baiana.
Além disso, a expectativa é que houvesse integração com as regiões de Sussuarana, Pau da Lima, São Marcos, Pinto de Aguiar e a estação de metrô Pituaçu. A expectativa é que o BRT entre em operação nesta área entre 2027 e o início de 2028.
O Governo Federal firmou contrato com um consórcio bancário para captar recursos e garantir o pagamento de precatórios atrasados na Bahia. A medida visa regularizar pagamentos financeiros públicos atrasados, por meio da estrutura de crédito formalizada.
Conforme acessado pelo Bahia Notícias, o valor total estipulado neste contrato é de R$ 2.000.000.000,00, que serão destinados para que o Governo da Bahia realize o pagamento do seu estoque de precatórios vencidos e não pagos.
Além disso, o contrato firmado aponta que a União assume a responsabilidade de garantir a operação financeira realizada pelo Estado da Bahia junto ao sindicato de bancos.
O consórcio é liderado pelo banco Itaú Unibanco e com participação do Santander e do Bradesco. Já a gestão administrativa dos recursos fica a cargo da TMF Brasil.
O QUE É PRECATÓRIO
O precatório é uma ordem de pagamento emitida pela Justiça para obrigar o governo (seja federal, estadual ou municipal) a pagar uma dívida decorrente de uma condenação judicial definitiva.
O juiz do processo emite um documento oficial e o envia ao Tribunal responsável para que o valor seja incluído no orçamento do governo. Os valores entram, então, em uma fila cronológica.
O pagamento segue regras estipuladas pela Constituição Federal, com prioridade para idosos, pessoas com doenças graves e portadores de deficiência.
NOVO SISTEMA
Em abril deste ano, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) publicou um Ato Normativo Conjunto que cria o Sistema de Administração de Precatórios e de Requisições de Pequeno Valor (Sapre).
Segundo o documento, a medida atende a determinações de inspeção e correição nacional, que fixaram prazos para a implementação integral do módulo de protocolo e gestão desses expedientes, cedido ao TJ-BA pelos tribunais do Distrito Federal e do Mato Grosso do Sul.
O novo sistema será utilizado para protocolização e gestão de precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs) pelas unidades judiciárias de primeiro e segundo graus. Apesar da adoção do Sapre, o processamento do precatório permanecerá eletronicamente no sistema PJe de segundo grau, com a formação do documento ocorrendo mediante integração automática entre as duas plataformas.
De acordo com o TJ-BA, as RPVs geradas também serão anexadas automaticamente aos autos digitais do processo de execução. Ficam ressalvadas da obrigatoriedade as unidades vinculadas a outros tribunais, caso em que os precatórios deverão ser protocolados exclusivamente pelo Núcleo Auxiliar de Conciliação de Precatórios.
A implementação será escalonada, iniciando-se pelas unidades da Comarca de Salvador que participaram da fase piloto, nos termos do Decreto Judiciário nº 173/2025: a Vara de Acidentes de Trabalho, a 2ª Vara do Sistema de Juizados Especiais da Fazenda Pública e a Seção Cível de Direito Público. A expansão para as demais unidades seguirá cronograma progressivo a ser publicado por decreto específico da Presidência, assegurando transição ordenada dos fluxos de trabalho.
O Ato determina ainda que a Universidade Corporativa do TJ-BA (UNICORP) promova treinamento obrigatório para magistrados e servidores, conforme calendário disponível no Sistema de Educação Corporativa (SIEC), devendo a capacitação preceder a data de obrigatoriedade do uso do sistema em cada unidade.
Desde o dia 15 de abril, o protocolamento de precatórios nas unidades-piloto são feitos exclusivamente pelo Sapre. Ofícios precatórios expedidos antes do prazo, mas não protocolizados no PJe de segundo grau pelo advogado, serão automaticamente cancelados. A Secretaria de Tecnologia da Informação e Modernização (Setim) adotará medidas técnicas para o bloqueio gradativo do cadastramento de novos processos sob a classe 1265 no sistema PJe, conforme o cronograma de implantação.
O Governo Federal, por meio da Superintendência de Patrimônio da União (SPU), autorizou a transferência de um terreno, de propriedade da União, para a construção do Centro de Convenções e Teatro, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia.
Segundo documento acessado pelo Bahia Notícias, a área em si está avaliada em R$ 316.937.844,14 e corresponde a um espaço de 35.509,77 m². De acordo com a portaria, o contrato firmado determina ainda um vínculo jurídico de vinte anos entre as partes, para que os equipamentos tenham a concessão para utilizar o local.
O novo equipamento deve contemplar um complexo cultural e de eventos, que pode estar apto para receber apresentações artísticas e músicas, além de feiras, congressos, espetáculos teatrais, entre outras iniciativas.
PROMESSA ANTIGA
Desde 2020, o tema da construção de um centro de convenções de feira já era debatido no município. Conforme informações do Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, a cidade já tinha expectativa de receber o equipamento.
Além disso, segundo o site, no ano de 2024, durante a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), reforçou o projeto para construir o equipamento. Naquela época, os investimentos para a obra estavam estimados em R$ 56 milhões. A área destinada para a construção seria no antigo aeroporto da cidade, localizado no bairro Patagônia.
Em setembro do último ano, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista realizou uma audiência pública para discutir o assunto. Na ocasião, o superintendente da SPU, Otávio Freire, participou da audiência e detalhou os planos para a área do antigo aeroporto de Vitória da Conquista.
Já sobre o teatro, é importante lembrar que Conquista conta com um equipamento do tipo. Trata-se do Teatro Municipal Carlos Jehovah, importante equipamento cultural. Inaugurado em homenagem ao escritor, poeta e teatrólogo conquistense de mesmo nome, o espaço no estilo arena possui capacidade para mais de 200 pessoas. Entretanto, no ano retrasado, foi apresentada a necessidade de reforma e requalificação do espaço.
O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) firmou dois contratos de repasse com a União, por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Caixa Econômica Federal, para a construção das sedes próprias das Promotorias de Justiça Regionais de Paulo Afonso e Itabuna.
Os extratos dos contratos foram divulgados pela Gerência Executiva Governo Salvador da Caixa Econômica Federal.
O primeiro contrato, de nº 994135/2026, prevê a construção da sede da Promotoria Regional de Paulo Afonso. O investimento total será de R$ 8.141.841,68. Desse montante, R$ 4,75 milhões serão repassados pela União, com recursos previstos no orçamento federal de 2026, enquanto o MP-BA entrará com uma contrapartida de R$ 3.391.841,68.
Já o contrato de repasse nº 994159/2026 destina recursos para a construção da sede própria da Promotoria Regional de Itabuna. O valor total do investimento será de R$ 8.627.495,40, sendo R$ 5.225.000,00 oriundos da União Federal e R$ 3.402.495,40 de contrapartida do Ministério Público baiano.
Os recursos federais destinados aos dois projetos e a vigência dos contratos vai até 25 de maio de 2030. Os documentos foram assinados por Silvio José Conceição e Pedro Maia Souza Marques.
O pré-candidato ao Senado Federal e ex-governador Rui Costa confirmou, na tarde desta quinta-feira (28), a indicação do ex-deputado federal Ronaldo Carletto, presidente estadual do Avante, como seu primeiro suplente na pré-candidatura ao Senado. O anúncio oficial ocorreu em Ilhéus, durante um encontro com prefeitos das regiões Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia.
Confira o momento do anúncio:
O evento, realizado em apoio ao grupo político governista, foi promovido pela Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc). A atividade contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT), do senador Jaques Wagner e de aproximadamente 40 prefeitos da região.
Também compareceram ao encontro deputados estaduais e federais, além de ex-prefeitos e vice-prefeitos das três regiões representadas. Rui Costa já aparece nas pesquisas eleitorais como um nome forte para as eleições deste ano, com a troca de 54 das suas 81 cadeiras, o que corresponde a dois terços (2/3) do total da Casa.
O governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) sancionou a lei que retira o Banco Master do empréstimo que seria concedido ao estado. O ato foi publicado e assinado pelo gestor, no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta quinta-feira (28).
De acordo com a publicação, o empréstimo que tem garantia da União, está estimado em um valor de até R$200.000.000,00. Com a medida, a contratação do empréstimo é retirada do Banco de Brasília (BRB) para ser contratada pelo Banco do Brasil.
A lei que estabeleceu o empréstimo do Governo do Estado com o BRB foi assinada no ano de 2021, na gestão do ex-governador Rui Costa (PT).
O BRB
O Banco de Brasília (BRB) adquiriu R$ 30,4 bilhões em carteiras do Banco Master desde 1º de julho de 2024, segundo planilhas de prestação de contas obtidas via Lei de Acesso à Informação (LAI).
Além desse montante, outros R$ 10,8 bilhões foram incorporados por meio de operações classificadas como “substituições”. Nesse modelo, o BRB devolvia ao Master carteiras consideradas problemáticas do Credcesta e recebia novos ativos em troca.
As aquisições começaram em julho de 2024 e envolveram diferentes tipos de ativos, incluindo crédito de varejo, atacado, CDI, CRI e fundos. Em março de 2025, o BRB identificou que parte das carteiras adquiridas apresentava indícios de fraude.
Apesar disso, as negociações não foram interrompidas. Após a identificação das irregularidades, o banco realizou novas compras que somaram R$ 20,7 bilhões em produtos do Master.
Enquanto a Marinha do Brasil administra um patrimônio bilionário de R$ 3,4 bilhões em imóveis funcionais na Bahia, o Exército e a Aeronáutica mantêm os valores de suas centenas de unidades habitacionais no estado sem transparência clara.
Os dados, obtidos pelo Bahia Notícias por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) em parceria com a organização sem fins lucrativos Fiquem Sabendo, revelam uma profunda disparidade na transparência ativa entre as três Forças Armadas sobre os gastos e ativos imobiliários em território baiano.
Entre apartamentos e residências destinados a oficiais, a Marinha é a única a detalhar os custos de seu patrimônio, que se concentra majoritariamente na capital. Salvador lidera com R$ 3.488.702.254,54 em ativos imobiliários, seguida por Porto Seguro, com R$ 7.068.363,53, e Caravelas, com R$ 1.424.759,17.
Por outro lado, o Exército e a Aeronáutica limitaram-se a divulgar apenas listas gerais de cidades onde possuem imóveis. O comando do Exército foi ainda mais restrito, alegando razões "segurança institucional" e a "segurança da família militar", além de exigir um "elevado esforço administrativo" para consultar seus 21.541 imóveis no Brasil.
Uma boa parte desses gastos é explicada pela estrutura legal vigente. A Lei Complementar n.º 97/1999, que regula o funcionamento das Forças Armadas, e a Lei n.º 13.341/2016, que reestruturou o Ministério da Defesa, mantêm um modelo de efetivo elevado com garantias específicas de carreira.
O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) também critica a falta de transparência no orçamento da Defesa e defende que o debate sobre os gastos militares deve considerar a necessidade de readequação a prioridades sociais, como saúde, educação e combate à pobreza.
Esses valores de imóveis não ficam claros após pedidos via LAI. O Exército forneceu apenas uma lista de cidades da Bahia, justificando que o "detalhamento excessivo poderia comprometer a segurança nacional e a integridade física das famílias militares".
A Força Aérea Brasileira (Aeronáutica) respondeu com dados públicos de forma mais direta, com atualização no formato do arquivo no dia 11 de maio. A instituição informou que possui 241 imóveis registrados em território baiano, distribuídos entre Salvador, Porto Seguro, Ilhéus, Caravelas e Bom Jesus da Lapa.
A Marinha do Brasil foi mais transparente e direta com os pedidos de acesso à informação dentre as três forças. Ao todo, entre apartamentos e residências, a Marinha possui um total de 648 unidades pela Bahia, distribuídas em Ilhéus, Salvador, Porto Seguro, Juazeiro e Caravelas.
Sendo os únicos que revelaram os valores desses imóveis em arquivo, os dados da Marinha mostram que Salvador tem um custo imobiliário de R$ 3,48 bilhões, além dos seguintes valores nas cidades litorâneas:
- Porto Seguro: R$ 7.068.363,53
- Caravelas: R$ 1.424.759,17
O Exército Brasileiro, pelo CEX, negou o detalhamento técnico e geográfico, citando riscos estratégicos. Negando novamente após recurso em maio, seus dados revelam somente que a Bahia tem seis localidades com suas forças: Alagoinhas, Salvador, Barreiras, Ilhéus, Paulo Afonso e Feira de Santana.
Mesmo com um requerimento apresentado na Justiça, o Exército enviou um anexo sem nenhuma atualização dos valores.
Locais representativos das Forças Armadas em Salvador | Fotos: Reprodução / Google Street View
GASTOS BRASILEIROS
Vale contextualizar que o Brasil foi o país latino-americano que mais ampliou suas despesas militares em 2025, com alta de 13%, totalizando 23,9 bilhões de dólares (R$ 119,6 bilhões), segundo relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri).
Nos últimos anos, segundo o Sipri, o Brasil tem retornado a participação do PIB nacional para as Forças Armadas, custeando cerca de 1,05% do PIB, com alta registrada entre 2024 e 2025, com uma alta de 9,3% dos valores.
Ainda assim, o Brasil não lidera a América do Sul em participação proporcional do PIB destinada à defesa. Em termos comparativos, países sul-americanos como Chile, Equador, Colômbia e Uruguai apresentam percentuais proporcionalmente superiores em determinados períodos.
Mesmo sem liderar o ranking regional, o Brasil vem retornando uma ampliação dos seus investimentos em defesa e buscando fortalecer sua capacidade estratégica e militar na América do Sul.
O BN consultou os dados do Sipri e fez a projeção entre 1985 e 2025. Confira abaixo:
Os dados gerais refletem a distribuição e a realidade do patrimônio imobiliário militar sob a circunscrição do estado da Bahia.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) decidiu de forma favorável ao pedido de desfiliação partidária por justa causa do vereador de Jacobina, Juliano de Carvalho Cruz. Com a decisão, o parlamentar poderá deixar o partido Solidariedade sem perder o mandato conquistado nas eleições de 2024.
O entendimento da Corte levou em consideração a alegada mudança substancial no posicionamento político da legenda na Bahia, além da existência de uma carta de anuência apresentada pelo vereador.
O TRE-BA acompanhou o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral e rejeitou, na prática, os argumentos do Diretório Nacional do Solidariedade sobre uma suposta falsificação do documento.
Na ação, o vereador sustentou que o Solidariedade promoveu uma “abrupta mudança em seu espectro político” na Bahia após as eleições de 2022.
Segundo o parlamentar, a legenda integrou formalmente a coligação de oposição liderada por ACM Neto (União) na disputa pelo Governo da Bahia, entretanto, após as eleições, a sigla aderiu à base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O vereador argumentou que sempre construiu sua trajetória política em oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT) e que a aproximação do Solidariedade com o grupo governista criou um ambiente de “intolerável constrangimento” dentro da legenda.
Na decisão, o tribunal destacou que a Constituição Federal prevê a possibilidade de desfiliação sem perda do mandato quando houver justa causa, incluindo casos de mudança programática partidária ou anuência da legenda.
O TRE-BA também considerou que a mudança de posicionamento político do partido no “xadrez político baiano” inviabilizou a manutenção do vínculo de filiação do parlamentar. Atualmente, Juliano Cruz já está filiado ao União Brasil.
"FALSIDADE MATERIAL"
O principal ponto de confronto jurídico no processo envolveu uma carta de anuência datada de abril de 2026, supostamente assinada pelo presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força.
O Diretório Nacional do partido alegou que o documento apresentava “falsidade material”. Segundo a legenda, a assinatura não seria compatível com o padrão gráfico utilizado por Paulinho da Força, e o documento não teria sido emitido em papel timbrado oficial do partido.
Diante disso, o Solidariedade pediu a instauração de incidente de falsidade documental, solicitando perícia grafotécnica e comunicação ao Ministério Público Eleitoral para apuração de eventual crime. A legenda também requereu a condenação do vereador por litigância de má-fé.
Apesar das alegações, o TRE-BA entendeu que a autenticidade da carta não foi formalmente desconstituída nos autos a ponto de afastar os fundamentos do pedido de desfiliação.
FEDERAÇÃO PARTIDÁRIA
Outro argumento apresentado pela defesa de Juliano Cruz foi a declaração pública do presidente do Solidariedade na Bahia, deputado Luciano Araújo, afirmando que a legenda estaria alinhada ao arco político do PT no estado e que não apoiaria candidatura adversária ao do governador Jerônimo Rodrigues em uma futura disputa eleitoral.
O vereador também citou a formação da federação partidária entre o Solidariedade e o PRD, chamada de Federação Renovação Solidária, como mais um fator de divergência política. Segundo ele, a criação da federação resultou em um novo estatuto partidário ao qual teria sido submetido sem participação ou concordância prévia.
Na ação, a defesa sustentou ainda que a permanência no partido poderia comprometer sua carreira política, especialmente por conta do apoio dele declarado ao grupo liderado por ACM Neto (União), com risco de dificuldades futuras para obtenção de legenda em novas eleições.
Por outro lado, o Diretório Nacional do Solidariedade argumentou que não houve alteração substancial no programa partidário e classificou a movimentação do vereador como ato de infidelidade partidária.
O deputado federal Paulo Azi criticou, nesta quarta-feira (27), a condução do Partido dos Trabalhadores em torno da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. Segundo o parlamentar, a legenda estaria tentando “capitalizar politicamente” a pauta de olho nas eleições.
“O PT enxerga nisso um discurso que pode lhe trazer benefícios nas eleições de outubro e nós, reconhecendo a importância disso para a classe trabalhadora, vamos votar esperando que, num segundo momento, a Câmara possa discutir alternativas para mitigar os impactos dos efeitos em alguns setores da economia”, afirmou.
A declaração foi dada durante o lançamento do programa “Sua Voz é a Nossa Voz”, liderado pelo pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto.
Paulo Azi também comentou as mudanças debatidas na proposta e afirmou que a ideia inicial previa uma jornada 4x3 com período de adaptação de dez anos.
“Na realidade, 4x3 e 10 anos de carência era aquilo que estava previsto na proposta do deputado Reginaldo Lopes, do PT. A proposta original é exatamente essa. Chegou-se a um consenso de que o país não está nesse momento preparado para uma alteração tão grande e se buscou uma alternativa, um modelo intermediário que possivelmente será aprovado entre hoje e amanhã na Câmara Federal”, disse.
O deputado ainda criticou o momento em que o tema voltou ao debate, afirmando que a discussão acabou sendo impactada pelo cenário eleitoral.
“Infelizmente o processo eleitoral inviabilizou a ampliação desse debate, dessa discussão de buscar pontos e alternativas principalmente para proteger setores da economia que serão fortemente impactados com o aumento do custo da produção. Se não houver por parte do governo alguma ação, infelizmente isso será transferido para os custos dos produtos, gerando aumento do custo de vida e inflação. Não tenho dúvida de que o debate foi contaminado pelo clima político”, declarou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.