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“Na hora que chegar, vamos fazer a avaliação”, diz Gleisi sobre possível veto aos “penduricalhos” aprovados no Congresso

Por Mauricio Leiro / Leonardo Almeida

“Na hora que chegar, vamos fazer a avaliação”, diz Gleisi sobre possível veto aos “penduricalhos” aprovados no Congresso
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

A ministra de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, afirmou que o governo federal irá avaliar um possível veto aos “penduricalhos” aprovados pelo Congresso Nacional para os servidores legislativos. Em entrevista ao Bahia Notícias, neste sábado (7), durante evento de 46 anos do PT realizado em Salvador, a titular da SRI informou que ainda aguarda a chegada dos projetos apreciados pelo legislativo federal para a tomada de decisão.

 

“Na hora que chegar, vamos fazer a avaliação”, disse Gleisi.

 

Na última terça-feira (3), a Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram projetos de lei que autorizam o pagamento de valores acima do teto constitucional a servidores do Legislativo que acumularem funções consideradas estratégicas e de alta responsabilidade. As propostas, conhecidas como “penduricalhos”, foram aprovadas em votação simbólica e podem elevar a remuneração mensal para até R$ 77 mil, extrapolando o teto, segundo projeções.

 

Atualmente, o teto do funcionalismo público é de R$ 46.366,19, valor correspondente ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Com as novas regras, servidores que já recebem o teto poderão obter ganhos adicionais por meio de indenizações e licenças compensatórias, classificadas como verbas de natureza não remuneratória.

 

DESAFIOS
Ao comentar os desafios políticos e a estratégia eleitoral para 2026, a ministra avaliou que o cenário tende a repetir, em linhas gerais, o modelo adotado na eleição de 2022, com alianças formais no campo democrático e acordos regionais específicos.

 

“Nós estamos muito confiantes na reeleição do presidente Lula. Obviamente que a gente tem que trabalhar muito, agregar apoios, mas eu acho que nós vamos repetir um quadro muito parecido com o de 2022”, avaliou.

 

Segundo Gleisi Hoffmann, a construção de palanques regionais será determinante, especialmente em estados como Bahia e Piauí, onde o PT dialoga com partidos de centro, a exemplo do PSD.

 

“Nós tivemos um núcleo de alianças formais com os partidos do campo democrático de centro-esquerda e tivemos apoios de partidos de centro de forma estadual. Na Bahia, por exemplo, tivemos apoio do PSD. Em outros estados, como São Paulo, não tivemos. Então, vamos ter que ir conversando e fazendo as alianças regionais para ter um palanque forte para o presidente Lula”, explicou.

 

Questionada sobre a possibilidade de manutenção do apoio de partidos como o União Brasil, que atualmente ocupa ministérios no governo federal, a ministra afirmou que o diálogo segue aberto e depende das realidades locais.

 

“Leva em conta sim. Eu acho que tem estados em que o União Brasil vai estar conosco, por estar com seus ministros no governo e também pela realidade estadual. A gente tem que ter paciência, costurando e conversando. Tudo vai dar certo”, concluiu.