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Davidson Pelo Mundo: Por que é tão caro voar no Brasil?

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A resposta não está simplesmente no preço do combustível, na margem de lucro das companhias aéreas ou na política comercial das empresas.
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Desafio Ambiental - Por Lenilde Pacheco

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Desafio Ambiental: Braskem capacita mulheres para impulsionar a economia local

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O programa ofereceu dois meses de formação teórica e prática em áreas essenciais à gestão de negócios, como recursos humanos, finanças, produção, marketing e vendas
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The Latvian lança aplicativo próprio para ampliar serviços e benefícios aos associados

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O business lounge The Latvian lançou um aplicativo próprio para reunir informações sobre a programação do clube, facilitar a confirmação de presença em eventos e ampliar o acesso dos associados aos serviços e benefícios oferecidos.

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Pousada de Trancoso conquista quinto prêmio internacional e coloca a Bahia em destaque na hotelaria de luxo

A hospitalidade baiana voltou a ganhar projeção internacional. A Pousada Estrela D’Água, em Trancoso, no sul da Bahia, foi reconhecida como o Melhor Hotel Boutique das Américas no Condé Nast Johansens Awards for Excellence 2027. O resultado foi anunciado nesta segunda-feira (2), em Londres, na Inglaterra, e consolida a trajetória do empreendimento entre os nomes de destaque do turismo de luxo no continente.

 

O reconhecimento representa a quinta conquista da pousada na premiação, que reúne hotéis e experiências de hospedagem avaliados por critérios de qualidade e excelência. Desta vez, o estabelecimento baiano recebeu o título de vencedor direto, sem passar pela tradicional seleção de finalistas. A escolha considera a participação do público, as avaliações dos visitantes e inspeções realizadas por profissionais ligados à publicação.

 

O prêmio foi recebido por Victória Figueiredo, integrante da terceira geração da família à frente do negócio. Fundada em 1998, a Estrela D’Água construiu sua identidade a partir da integração entre hospitalidade, natureza e características culturais de Trancoso.

 

Instalado na Praia dos Nativos, o hotel ocupa uma área de 19 mil metros quadrados cercada pela Mata Atlântica. São 28 acomodações, entre suítes e bangalôs, além de piscinas, spa e espaços gastronômicos. O empreendimento também incorpora práticas de sustentabilidade à operação, com iniciativas de energia solar, compostagem e coleta seletiva.

 

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Davidson Pelo Mundo: Por que é tão caro voar no Brasil? A aviação que o país ainda não aprendeu a valorizar
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Por que é tão caro voar no Brasil? A resposta não está simplesmente no preço do combustível, na margem de lucro das companhias aéreas ou na política comercial das empresas. Está, sobretudo, na estrutura econômica de um país que depende cada vez mais do transporte aéreo, mas ainda não compreendeu a importância estratégica da aviação.

 

Comecemos pelos números: o combustível representa, normalmente, entre 30% e 35% das despesas operacionais de uma companhia aérea. É um dos maiores componentes da planilha de custos e está sujeito às oscilações do mercado internacional de petróleo e do dólar. Em 2025, por exemplo, o combustível representou 33% das despesas operacionais da Azul.

 

Mas o combustível não está sozinho. Leasing de aeronaves, manutenção, peças, seguros, treinamento e diversos contratos técnicos também sofrem influência direta ou indireta da moeda americana. Uma companhia aérea brasileira vende a maior parte de suas passagens em reais, mas tem uma parcela expressiva de suas despesas vinculada ao dólar. Quando nossa moeda perde valor, a conta aumenta. E não há milagre contábil capaz de neutralizar esse desequilíbrio.

 

A isso se somam despesas com pessoal, serviços aeroportuários, tecnologia, atendimento, marketing, distribuição e toda a complexa estrutura necessária para manter aeronaves operando com segurança e regularidade.

 

E ainda temos a questão tributária. O Brasil precisa discutir seriamente o peso dos tributos sobre a aviação e, principalmente, os efeitos da reforma tributária sobre a competitividade do setor. Não se trata de defender privilégios empresariais, mas de compreender que tributar excessivamente uma atividade essencial à integração nacional pode produzir um efeito contrário ao desejado: menos passageiros, menos voos, menos conectividade e menor desenvolvimento econômico.

 

Outro fator que merece atenção é a insegurança jurídica. O Brasil apresenta uma concentração absolutamente desproporcional de processos judiciais contra companhias aéreas. Em junho de 2026, o diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) afirmou que o país concentrava aproximadamente 95% dos processos judiciais relacionados aos direitos dos passageiros registrados mundialmente.

 

É evidente que o passageiro precisa ter seus direitos respeitados e que as empresas devem responder por falhas e danos que efetivamente provocarem. Isso não está em discussão. O problema é quando a judicialização excessiva, inclusive com demandas oportunistas, transforma-se em mais um componente de custo de uma atividade que já opera sob margens apertadas.

 

Mas existe uma questão ainda mais profunda, que raramente aparece quando discutimos o preço das passagens.]O Brasil colocou nas costas da aviação uma responsabilidade que deveria ser compartilhada com outros meios de transporte.

 

Não construímos uma rede ferroviária capaz de integrar adequadamente o território nacional. Nossa infraestrutura rodoviária é insuficiente em muitas regiões, e o transporte hidroviário e a navegação de passageiros estão muito aquém de seu potencial. Em um país continental, com dimensões e características geográficas tão diversas, essa deficiência tem consequências enormes.

 

Na prática, a aviação acaba sendo a única alternativa viável para conectar inúmeras cidades e regiões distantes dos grandes centros.

 

É por ela que médicos chegam a comunidades isoladas, que órgãos para transplantes percorrem grandes distâncias, que medicamentos e insumos chegam a regiões remotas, que empresários movimentam negócios e que turistas descobrem destinos que, sem o avião, seriam muito mais difíceis de acessar.

 

A aviação transporta pessoas, mas também transporta desenvolvimento, oportunidades, conhecimento, saúde, cultura e riqueza. E é justamente aí que está o nosso equívoco: o Brasil ainda enxerga a aviação predominantemente como uma atividade empresarial, sujeita exclusivamente às regras de mercado, quando deveria reconhecê-la também como um instrumento estratégico de integração territorial e desenvolvimento econômico e social.

 

Isso não significa retirar das companhias aéreas a responsabilidade empresarial de buscar eficiência, produtividade e sustentabilidade financeira. Significa reconhecer que existem rotas, regiões e serviços cuja importância para o país ultrapassa a rentabilidade imediata de uma operação.

 

É nesse contexto que precisamos discutir políticas públicas de incentivo, subsídios transparentes, estímulos à aviação regional, revisão de custos tributários e mecanismos que tornem economicamente viáveis ligações aéreas essenciais para o desenvolvimento de determinadas regiões.

 

Subsidiar a aviação, quando houver interesse público comprovado, não deve ser entendido como um favor às empresas. Deve ser compreendido como investimento em conectividade, integração nacional, turismo, saúde e desenvolvimento regional. É preciso estabelecer critérios, metas, contrapartidas e fiscalização. O que não podemos é tratar toda rota aérea como se tivesse apenas valor comercial.

 

Afinal, uma passagem aérea cara não representa apenas uma dificuldade para quem deseja viajar de férias. Representa também uma barreira ao turismo, aos negócios, à circulação de riquezas e ao acesso de milhões de brasileiros a serviços e oportunidades.

 

O Brasil precisa decidir se quer continuar tratando o avião como um produto de consumo ou se finalmente vai compreendê-lo como parte fundamental de sua infraestrutura nacional.

 

Não basta cobrar passagens mais baratas das companhias aéreas. É preciso construir um país em que voar seja economicamente viável, socialmente necessário e estrategicamente valorizado.

 

Porque, em um país das dimensões do Brasil, a aviação não é luxo. É necessidade. E, em muitas partes do território nacional, é a única ponte possível entre o isolamento e o desenvolvimento.

Bahia está entre destinos mais procurados para os feriados de novembro, aponta Decolar
Fotos: TripAdvisor

A Bahia está entre os destinos brasileiros mais procurados para os feriados da Proclamação da República, em 15 de novembro, e do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. É o que aponta um levantamento divulgado pela plataforma de viagens Decolar, com base nas buscas por hospedagem para as datas em 2026.

 

Salvador aparece na quarta posição entre os destinos nacionais mais procurados nos três feriados do mês, incluindo Finados, celebrado nesta segunda-feira (2). A capital baiana mantém a mesma colocação nos três rankings, enquanto Porto Seguro também integra a lista, na décima posição entre os destinos mais buscados para a Proclamação da República. 

 

Finados registra o maior crescimento nas buscas por hospedagem, com alta de 103% em relação a 2025. Para a Proclamação da República, o aumento foi de 14%.

 

No cenário internacional, Lisboa lidera as buscas para a Proclamação da República, enquanto Buenos Aires ocupa a primeira posição para o Dia da Consciência Negra. Outro destaque é Barranquilla, na Colômbia, que registrou aumento de 37.211% na procura por hospedagem para 20 de novembro. O crescimento está relacionado à realização da final da Copa Sul-Americana na cidade, marcada para 21 de novembro.

 

O levantamento considera as buscas por hospedagens nacionais e internacionais realizadas nos canais de venda da Decolar, em comparação com os períodos correspondentes de 2025.

 

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Bahia emplaca nove hotéis entre os 50 melhores do Brasil em ranking nacional

A Bahia emplacou nove empreendimentos entre os 50 melhores hotéis do Brasil em 2026, segundo a terceira edição do Ranking Casual EXAME. A seleção foi elaborada com a participação de 34 especialistas e contempla hotéis e pousadas em Salvador, Trancoso, Itacaré, Praia do Forte, Maraú e Cocos.

 

O Fasano Salvador é o hotel baiano mais bem colocado, ocupando a 8ª posição no ranking nacional. Instalado em um edifício histórico na Praça Castro Alves, no Centro da capital, o empreendimento combina arquitetura de época, design contemporâneo e vista para a Baía de Todos-os-Santos. Na sequência, aparece o Fera Palace Hotel, também em Salvador, que ocupa o 10º lugar e se destaca pela arquitetura inspirada no art déco e pela localização na Rua Chile.

 

O litoral baiano concentra outros destaques da lista. Em Trancoso, o Uxua Casa Hotel & Spa aparece na 16ª posição, enquanto o Fasano Trancoso ocupa o 48º lugar. Em Itacaré, o Barracuda Hotel & Villas está na 18ª colocação, seguido pelo Txai Resort Itacaré, em 19º lugar. Já o Tivoli Ecoresort Praia do Forte, em Mata de São João, ocupa a 23ª posição, enquanto o KA BRU Beach Boutique Hotel, em Maraú, aparece em 34º lugar.

 

A lista inclui ainda a Pousada Trijunção, em Cocos, no oeste baiano, que ocupa a 44ª posição. Situado em uma região de Cerrado, o empreendimento aposta na integração com a natureza e em experiências de observação da fauna.

 

No topo do ranking nacional está o Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel, em Foz do Iguaçu, no Paraná, localizado dentro do Parque Nacional do Iguaçu. O Rosewood São Paulo ficou em segundo lugar, seguido pelo Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

 

Ao todo, a seleção reúne empreendimentos de 33 cidades, distribuídas por 13 estados brasileiros. Entre os critérios considerados na avaliação da hotelaria estão a arquitetura, a gastronomia, a integração com a natureza e as experiências oferecidas aos hóspedes.

 

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Salvador é o segundo destino mais buscado do Brasil para Natal e Ano-Novo

Salvador aparece entre os destinos nacionais mais procurados pelos brasileiros para as festas de fim de ano, segundo levantamento do buscador de viagens Kayak. A capital baiana ocupa a segunda posição no ranking das cidades mais buscadas para o Natal e o Ano-Novo de 2026, atrás apenas de Recife.

 

Maceió, Rio de Janeiro e Fortaleza completam a lista das cinco primeiras colocadas no levantamento.

 

Segundo a pesquisa, a preferência por Salvador acompanha a procura por destinos litorâneos durante o período de férias, quando praias, passeios ao ar livre e opções de lazer atraem visitantes de diferentes regiões do país. A cidade também oferece uma programação cultural diversificada e registra movimentação turística durante as celebrações de dezembro e a chegada do novo ano.

 

O relatório aponta ainda oportunidades para quem pretende viajar sem comprometer tanto o orçamento. De acordo com o Kayak, escolher a data de embarque pode fazer diferença no preço das passagens. Para voos nacionais, viajar em 30 de dezembro pode representar uma economia média de até 27%, em comparação com outras datas do período analisado.

 

O levantamento considera as buscas realizadas entre abril e setembro de 2026 para viagens entre 19 de dezembro de 2026 e 3 de janeiro de 2027.

 

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Davidson Pelo Mundo: O turismo precisa parar de contar turistas e começar a contar resultados
Foto: Freepik

Por muito tempo, o turismo aprendeu a comemorar números. Mais visitantes, mais passageiros desembarcando nos aeroportos, mais quartos ocupados, mais voos, mais eventos e mais gente circulando pelos destinos. Tudo isso importa. O problema começa quando esses indicadores deixam de ser instrumentos de avaliação e passam a ser tratados como o próprio resultado da política turística.

 

Afinal, receber mais turistas significa necessariamente desenvolver mais uma cidade, uma região ou um estado? A resposta não é tão simples quanto sugerem os discursos comemorativos e os recordes anunciados a cada temporada. O turismo é uma atividade econômica extraordinária: movimenta hotéis, restaurantes, transportes, comércio, entretenimento, cultura e uma extensa cadeia de fornecedores. Gera empregos, estimula investimentos, amplia mercados e pode transformar realidades. Mas existe uma diferença fundamental entre movimentar a economia e promover desenvolvimento, e é justamente nessa diferença que precisamos concentrar nossa atenção.

 

Um destino pode receber milhares de visitantes e não conseguir transformar todo esse movimento em prosperidade para sua população. Pode registrar hotéis lotados enquanto pequenos empreendedores enfrentam dificuldades. Pode atrair grandes investimentos sem ampliar, na mesma proporção, as oportunidades para os trabalhadores locais. Pode até comemorar uma temporada excepcional sem conseguir manter a atividade econômica nos meses seguintes.

 

Não se trata de diminuir a importância dos números, mas de fazer perguntas melhores sobre eles. Quanto da riqueza gerada pelo turismo permanece no destino? Quantos empregos foram criados e qual é a qualidade desses postos de trabalho? Quanto os pequenos negócios locais participam dessa cadeia econômica? Qual é o retorno para a arrecadação pública? Estamos conseguindo reduzir a sazonalidade? A população percebe os benefícios da atividade turística ou apenas convive com seus impactos?

 

Essas perguntas deveriam ocupar um espaço tão importante quanto os indicadores de fluxo de visitantes. O turismo não pode ser avaliado apenas por quem chega, mas também pelo que deixa. Essa mudança de perspectiva exige uma nova maneira de governar o setor. Não basta investir na promoção de destinos, participar de feiras, produzir campanhas publicitárias e anunciar expectativas de crescimento; é necessário estabelecer metas, acompanhar resultados e avaliar se os investimentos realizados estão efetivamente produzindo benefícios econômicos e sociais.

 

Promover um destino continua sendo indispensável, mas a promoção precisa estar conectada a uma estratégia de desenvolvimento. Atrair visitantes sem preparar a infraestrutura, qualificar os serviços, organizar a oferta e fortalecer os negócios locais pode significar desperdiçar parte do potencial econômico da própria atividade.

 

O mesmo raciocínio vale para a sazonalidade. Não basta comemorar a ocupação elevada durante feriados e períodos de férias; é preciso criar condições para que hotéis, restaurantes, guias, transportadores e demais empreendedores tenham oportunidades de trabalho e receita durante todo o ano. Um destino que depende excessivamente de poucos períodos de grande movimento também precisa reconhecer sua vulnerabilidade.

 

Existe ainda um indicador que merece mais atenção: a satisfação de quem vive no destino. O morador não pode ser visto apenas como parte da paisagem que o turista deseja conhecer. Ele é cidadão, trabalhador, consumidor e parte essencial da identidade local. Quando o turismo contribui para melhorar os espaços públicos, valorizar a cultura, gerar oportunidades e fortalecer os serviços, a população tem mais razões para reconhecer a atividade como uma aliada do desenvolvimento.

 

Quando os benefícios não são percebidos, a relação pode se desgastar. O turismo precisa ser bom para quem visita, mas também precisa fazer sentido para quem recebe. Na Bahia, essa discussão tem importância estratégica. Nosso estado reúne diversidade cultural, patrimônio histórico, litoral, gastronomia, natureza e uma ampla variedade de experiências turísticas. Temos condições de trabalhar não apenas para ampliar o fluxo de visitantes, mas também para distribuir melhor essa atividade pelo território, estimular a circulação entre destinos, fortalecer os pequenos negócios e gerar oportunidades em diferentes épocas do ano, aumentando o gasto médio de cada turista que nos visita.

 

Isso requer integração entre poder público e iniciativa privada, planejamento de longo prazo, conectividade, qualificação profissional, infraestrutura e indicadores confiáveis. Requer, sobretudo, uma compreensão de que o turismo não é responsabilidade exclusiva de uma secretaria: é uma atividade transversal, influenciada por decisões sobre mobilidade, segurança, saneamento, educação, cultura, tributação e ambiente de negócios.

 

Assim, considero fundamental que o debate avance nessa direção. Precisamos aproximar os agentes públicos e privados em torno de objetivos concretos, capazes de transformar o potencial turístico baiano em resultados mensuráveis para as empresas, os trabalhadores e a sociedade.

 

Isso significa olhar além dos números de desembarques e das taxas de ocupação. Significa acompanhar a geração de renda, os empregos, a participação dos fornecedores locais, a arrecadação, a distribuição territorial dos benefícios e a satisfação dos moradores. Significa também ter disposição para rever estratégias quando os resultados não correspondem às expectativas.

 

Não se trata de abandonar os indicadores tradicionais, mas de complementá-los com aquilo que realmente permite avaliar o desenvolvimento. O turismo do futuro não será necessariamente o daquele destino que recebe mais visitantes. Será também o daquele que souber transformar suas visitas em oportunidades, sua cultura em valor, seu patrimônio em ativo econômico e sua vocação turística em melhores condições de vida.

 

No fim das contas, a pergunta mais importante não é quantos turistas chegaram, mas o que aconteceu de positivo depois que eles chegaram, porque o verdadeiro sucesso do turismo não está apenas no movimento que provoca, mas no desenvolvimento que consegue deixar.

Salvador entra na lista dos 25 melhores destinos para visitar em 2027

Salvador foi incluída na lista dos 25 melhores destinos para visitar em 2027, divulgada pela revista norte-americana National Geographic na última terça-feira (20). A capital baiana integra a seleção anual Best of the World, que reúne lugares de diferentes partes do mundo com atrativos culturais, históricos e naturais.

 

Entre os destaques que contribuíram para a escolha estão a cultura afro-brasileira, a gastronomia, o patrimônio histórico e as festas populares, como a Festa de Iemanjá e o Carnaval. A cidade também foi reconhecida como uma das sedes da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027, fator que deve ampliar sua projeção internacional e impulsionar o turismo.

 

A seleção reúne 25 destinos de diferentes continentes, incluindo cidades como Melbourne, na Austrália, Jaipur, na Índia, e Leipzig, na Alemanha. Salvador é a representante brasileira da lista.

 

Confira lista:

Baltimore, Maryland (Estados Unidos)
Pacific Coast Highway, Califórnia (Estados Unidos)
Halifax, Nova Escócia (Canadá)
Sul dos Montes Ozark, Missouri e Arkansas (Estados Unidos)
Porto Rico
Granada (Caribe)
Cabo Froward (Chile)
Kuélap, Chachapoyas (Peru)
Dumfries e Galloway (Escócia)
Leipzig (Alemanha)
Normandia (França)
Santander (Espanha)
Trilha Transcaucásica (Armênia)
Tríplice Cidade (Gda?sk, Sopot e Gdynia – Polônia)
Vestland (Noruega)
Luxor (Egito)
Malawi
Chengdu (China)
Niigata (Japão)
Jaipur (Índia)
Melbourne (Austrália)
Madison, Wisconsin (Estados Unidos)
Maya Ka’an (México)
Salvador, Bahia (Brasil)
Penang (Malásia)

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Resort na Praia do Forte é o único brasileiro concorrendo a categoria do World Travel Awards 2026
Foto: Fred Kendi / Divulgação

O Tivoli Ecoresort Praia do Forte, localizado no município de Mata de São João, na Bahia,  é o único representante brasileiro a concorrer ao título de melhor resort de praia do mundo no World Travel Awards 2026. Esta é a quarta vez consecutiva que o ecoresort é indicado à categoria internacional, tendo figurado entre os finalistas nas edições de 2023, 2024 e 2025.
Além do destaque global, o Tivoli disputa o reconhecimento em outras três categorias válidas para resorts da América do Sul: melhor resort de praia, melhor resort familiar e melhor hotel sustentável.

 

O histórico do empreendimento na premiação é repleto de conquistas. Em 2025, o Tivoli foi eleito o melhor resort do Brasil e o melhor resort de praia da América do Sul, título regional que já havia conquistado anteriormente em 2023.

 

A votação para definir os vencedores de todas as categorias da premiação segue aberta ao público até o dia 30 de outubro, através da plataforma oficial do evento. Além do Tivoli Ecoresort, outros 16 empreendimentos internacionais concorrem ao título de World’s Leading Beach Resort.

 

Com estrutura que reúne seis restaurantes, SPA com sessões de bem-estar e experiências à beira-mar, o Tivoli Ecoresort consolida sua posição de destaque na hospitalidade do país com a disputa em uma das principais premiações do setor.

 

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Salvador recebe mais de 6 milhões de turistas entre janeiro e agosto de 2026
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

Salvador está entre os destinos mais procurados do Brasil nos oito primeiros meses de 2026, com 6.349.323 visitantes entre janeiro e agosto. O volume representa uma média de 793,7 mil visitantes por mês e cerca de 26,1 mil por dia. Os dados são do Observatório do Turismo de Salvador.

 

De acordo com o órgão, a maior concentração de turistas na capital baiana ocorreu em janeiro, quando 946.739 pessoas visitaram a cidade. Já o menor número foi registrado em junho, com 624.789 visitantes.

 

A visitação aos espaços culturais do município também apresentou maior volume em janeiro (70.089), seguido por julho, com 48.433, e agosto, com 35.535. Entre janeiro e agosto, os oito espaços administrados pela Prefeitura de Salvador registraram 316.989 visitantes, dos quais 285.427 até agosto.

 

A Galeria Mercado recebeu o maior número de visitantes, com 78.818. O segundo e o terceiro lugares foram ocupados pela Cidade da Música da Bahia, com 70.332 visitantes, e pela Casa do Carnaval, com 68.870.

 

De acordo com Alexandre Reis, secretário municipal de Cultura e Turismo, os resultados reafirmam a potência cultural da capital baiana, mas também evidenciam a concentração do turismo na alta estação. Para o secretário, a pasta deve planejar ações para elevar a visitação nos demais meses e transformar a cidade em um centro de experiências contínuas.

 

“Nosso foco é fazer com que esse visitante circule, conheça os nossos equipamentos, fique mais tempo e volte. A meta é reduzir a dependência da alta estação e transformar cada visita em experiência cultural, do Centro Histórico ao Rio Vermelho, do Mercado à Cidade da Música”, destaca.

 

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Navio de luxo chega a Salvador antes de seguir roteiro por Itacaré, Trancoso e Abrolhos

O navio de expedição SH Vega, da companhia Swan Hellenic, chega a Salvador no próximo domingo (25) para realizar um itinerário de expedição pelo litoral brasileiro, com destino ao Rio de Janeiro. Com cabines a partir de R$ 6.525, a viagem prevê paradas em Itacaré, Trancoso e no Arquipélago de Abrolhos, na Bahia, e em Búzios, segundo o portal World Cruises.

 

A embarcação, que navega pela Amazônia, integra a movimentação de navios internacionais que passam pelo país antes do início da temporada de cruzeiros na Antártica. 


Outro destaque previsto para os próximos dias na capital baiana é o Seabourn Venture, navio de expedição de alto padrão que deve percorrer diferentes portos brasileiros com passageiros estrangeiros a bordo.

 

Nas últimas semanas, uma série de embarcações especializadas passou pela costa brasileira em deslocamento para o extremo sul do continente. 

 

Em Salvador, a temporada começou em 7 de outubro, com a chegada do World Odyssey, que permaneceu seis dias na capital baiana. Conhecido por funcionar como uma universidade flutuante, o navio marcou oficialmente a abertura da temporada 2026/2027 desse segmento no país.

 

A passagem de embarcações de expedição pelo litoral costuma ocorrer entre setembro e novembro, quando embarcações que encerraram suas operações no Ártico e durante o verão europeu cruzam o Atlântico rumo à Antártica. Nesse percurso, muitas navegam sem passageiros e não realizam escalas turísticas em portos nacionais.

 

Entre os navios que passaram recentemente pela costa brasileira estão Sea Spirit, Ortelius, Sylvia Earle, Seaventure, Ocean Albatros, Ocean Explorer, Ocean Victory, World Navigator, Fram, Ocean Nova e Expedition. Embarcações como Roald Amundsen, Ultramarine e National Geographic Explorer também podem realizar paradas técnicas no país.

 

A movimentação antecede ainda a temporada de cruzeiros de cabotagem, voltada ao público brasileiro. A operação será aberta pela estreante Corazul Cruceros, com o navio Buenavista, cuja chegada a Santos está prevista para 30 de outubro.

 

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