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Poucas notícias têm potencial para transformar o turismo sul-americano tanto quanto a proposta de ampliar o regime de “céus abertos” entre os países do Mercosul. A ideia, que vem sendo discutida pelos governos da região, vai além da autorização para voos internacionais entre os países-membros. O objetivo é permitir que uma companhia aérea de um país possa operar também voos domésticos em outro integrante do bloco, prática conhecida no setor como cabotagem.
Se implementada de forma ampla, estaremos diante da maior mudança na aviação regional das últimas décadas. Para o passageiro, a promessa é sedutora: mais concorrência, tarifas potencialmente menores, maior oferta de voos e novas rotas. Para o turismo, isso poderia representar uma integração inédita da América do Sul, aproximando destinos que hoje dependem de conexões caras e demoradas.
Imagine uma companhia uruguaia operando voos entre Salvador e Recife, ou uma empresa brasileira realizando ligações domésticas na Argentina. Em teoria, todos ganham. Mas a prática é muito mais complexa.
O primeiro desafio está na enorme desigualdade entre os países do Mercosul. O Brasil possui um dos maiores mercados domésticos do mundo. São centenas de aeroportos, milhares de voos semanais e uma malha aérea extremamente extensa. Ao mesmo tempo, é um dos países com maior carga tributária sobre o transporte aéreo, além de enfrentar elevados custos de combustível, infraestrutura, encargos trabalhistas e tarifas aeroportuárias.
Já Paraguai e Uruguai possuem mercados domésticos praticamente inexistentes, com poucos aeroportos e reduzida demanda interna. Se o mercado for aberto sem mecanismos de equilíbrio, as empresas desses países poderão acessar um mercado brasileiro gigantesco, enquanto as companhias brasileiras encontrarão oportunidades bastante limitadas nos demais países.
Em outras palavras, a reciprocidade jurídica poderá não representar reciprocidade econômica.
Outro ponto delicado envolve as diferenças tributárias, jurídicas e trabalhistas.
Uma companhia estabelecida em um país com menor carga de impostos (lembrando que o Brasil tem a maior carga tributária e o combustível mais caro do mundo) poderá operar com custos significativamente inferiores aos de uma empresa sediada no Brasil. A concorrência deixa de ser apenas empresarial e passa a refletir diferenças estruturais entre os sistemas fiscais de cada país.
É um fenômeno conhecido em diversos blocos econômicos: quando não existe harmonização regulatória, vence quem possui menores custos e não necessariamente quem oferece o melhor serviço.
Existe ainda a preocupação com a concentração de mercado. Grandes empresas poderão direcionar suas operações para os mercados mais rentáveis, pressionando companhias menores e regionais. Caso algumas empresas nacionais não consigam competir, determinadas rotas menos lucrativas podem acabar sendo abandonadas, reduzindo a conectividade de cidades menores. Além disso, também é preciso regulamentar em quais rotas essas empresas irão operar. Será que uma empresa argentina irá se interessar em voar Salvador x João Pessoa, ou só irá se interessar pelas superpontes (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre)? Só filé entrará nesse banquete ou os ossos também estarão no cardápio?
Por outro lado, os benefícios também são expressivos. Mais concorrência tende a estimular eficiência operacional, renovação de frota, melhoria no atendimento e redução gradual dos preços. A experiência internacional mostra que mercados mais abertos costumam ampliar o número de passageiros transportados, fortalecer o turismo e incentivar novos investimentos.
A Europa talvez seja o maior exemplo desse processo.
Após a liberalização do mercado aéreo europeu, companhias passaram a operar livremente dentro da União Europeia, surgindo empresas de baixo custo que revolucionaram o turismo continental. Viajar entre cidades de diferentes países tornou-se tão simples quanto um voo doméstico. Porém, as regras são unificadas, desde a tributação e o preço do combustível até os direitos dos passageiros.
Entretanto, essa transformação foi acompanhada por décadas de harmonização regulatória, regras comuns de concorrência, padrões de segurança unificados e políticas tributárias relativamente compatíveis.
No Mercosul, essa convergência ainda está distante. Vale a pena lembrar que 90% das ações contra empresas aéreas no mundo acontecem no Brasil. Existe uma lacuna entre o Código de Defesa do Consumidor e o Código Brasileiro de Aeronáutica, e isso gera milhares de ações judiciais.
Até o momento, a proposta permanece em discussão entre os governos e dependerá de acordos específicos entre os países, além da adequação das legislações nacionais. Questões relacionadas à segurança operacional, fiscalização, certificação das empresas, direitos dos consumidores, tributação e reciprocidade ainda precisarão ser definidas antes que um modelo de cabotagem regional possa ser efetivamente implementado.
Talvez o maior desafio não seja abrir os céus, mas construir regras capazes de garantir uma competição equilibrada. O Brasil não pode ignorar os ganhos que uma maior integração regional pode proporcionar ao turismo e à economia. Mas também não pode abrir seu maior mercado doméstico sem discutir seriamente as diferenças de custos, tributos e obrigações regulatórias existentes entre os países.
A integração aérea sul-americana é um caminho praticamente inevitável. Ela aproxima pessoas, fortalece o turismo, estimula negócios e amplia oportunidades. Contudo, para que todos decolem juntos, será necessário muito mais do que autorização para voar.
Será preciso criar condições para que a concorrência seja justa. Caso contrário, corremos o risco de transformar um projeto pensado para integrar a América do Sul em um mercado onde alguns países terão uma pista de decolagem muito maior do que outros.
Boa viagem!
Durante muito tempo, falar em inverno e turismo significava olhar para fora do Brasil. A neve dos Alpes, as estações de esqui da América do Sul ou as paisagens geladas da Europa ocupavam o imaginário de quem buscava viver o frio. Mas o turismo brasileiro amadureceu. Descobriu que nem sempre é preciso atravessar um oceano para encontrar charme, boa gastronomia e experiências memoráveis.
É justamente nesse cenário que Monte Verde, um pequeno distrito de Minas Gerais encravado na Serra da Mantiqueira, consolidou-se como um dos destinos mais desejados da estação. Não por acaso. Monte Verde conseguiu transformar simplicidade em sofisticação, natureza em experiência e hospitalidade em sua maior marca.
Ali, o frio não é apenas uma condição climática. É parte da identidade do destino. É ele que convida a desacelerar, a caminhar sem pressa pelas ruas arborizadas, a entrar em uma cafeteria apenas para saborear um chocolate quente, a escolher um bom vinho para acompanhar um fondue ou simplesmente a contemplar a fumaça saindo das chaminés enquanto a neblina desenha a paisagem.
Há algo de muito mineiro em Monte Verde. A acolhida sincera, o atendimento próximo, a boa mesa e aquela sensação de que o visitante deixa de ser turista para se sentir um convidado da cidade.
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Sua principal avenida concentra restaurantes, empórios, chocolaterias, lojas de malhas, cafés e pequenos comércios que preservam o charme de uma vila de montanha. Tudo pode ser feito a pé, sem a ansiedade das grandes cidades, permitindo que cada detalhe seja apreciado.
Mas Monte Verde vai muito além do romantismo que lhe deu fama. Para quem gosta de natureza, a região oferece trilhas belíssimas até a Pedra Redonda, a Pedra Partida e o Pico do Selado, proporcionando algumas das vistas mais impressionantes da Mantiqueira. Há ainda passeios de quadriciclo, cavalgadas, tirolesas, arvorismo e experiências em meio às matas preservadas, mostrando que o destino também conversa com quem busca aventura.
Na gastronomia, Monte Verde encontrou outro de seus grandes diferenciais. A culinária mineira divide espaço com influências europeias, especialmente as suíça, italiana e alemã. Os fondues continuam sendo protagonistas durante o inverno, mas a cidade oferece muito mais: excelentes carnes, massas artesanais, trutas da região, cafés especiais, cervejas artesanais e uma produção crescente de vinhos de inverno que reforçam a vocação gastronômica da Serra da Mantiqueira.
A hotelaria acompanha esse padrão de excelência. Pousadas charmosas, muitas delas com lareira, hidromassagem e vista para as montanhas, transformam a hospedagem em parte da própria viagem. Entre os destaques estão o Kuriuwa Hotel, a Pousada Spa Mirante da Colyna, a Pousada Jardim da Mantiqueira e o Hotel Meissner-Hof, referências em conforto e hospitalidade.
Talvez o maior segredo de Monte Verde esteja justamente em sua capacidade de oferecer aquilo que se tornou raro no turismo contemporâneo: tempo. Tempo para conversar, para caminhar, para apreciar uma boa refeição, para observar uma paisagem ou simplesmente para não fazer absolutamente nada.
Vivemos uma época em que muitas viagens se transformaram em verdadeiras maratonas de fotografias e listas intermináveis de atrações. Corremos para conhecer tudo e, muitas vezes, acabamos não vivendo nada.
Monte Verde faz o caminho inverso. Ela nos lembra que viajar também pode ser um exercício de contemplação. Que o luxo nem sempre está em hotéis grandiosos ou em destinos distantes, mas na qualidade da experiência que levamos conosco.
Talvez seja exatamente por isso que essa pequena cidade mineira tenha se tornado a grande queridinha do inverno brasileiro. Porque, em um mundo cada vez mais acelerado, ela oferece algo que nenhuma tecnologia consegue substituir: o prazer de desacelerar.
E talvez seja essa a principal tendência do turismo nos próximos anos. Menos viagens para impressionar e mais viagens para sentir. Menos quilômetros percorridos e mais memórias construídas. Afinal, os melhores destinos nem sempre são aqueles que nos levam mais longe. São aqueles que conseguem nos trazer de volta ao essencial.
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Boa viagem!
A Air France vai ampliar a oferta de voos diretos de Paris para Salvador durante a alta temporada. Entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, a companhia passará de três para cinco frequências semanais na rota. O anúncio foi feito durante uma reunião on-line entre representantes da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA) e da empresa.
Os voos partem do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, principal hub da Air France, que conecta passageiros a mais de 180 destinos na Europa, Ásia e África. A ligação direta com Salvador entrou em operação em outubro de 2024 e é realizada por aeronaves Airbus A350-900, com capacidade para 324 passageiros.
A ampliação da operação acompanha o crescimento do fluxo de turistas franceses na Bahia. Segundo dados da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e da Polícia Federal, o estado recebeu 5,2 mil visitantes da França em 2023. Em 2025, já com o impacto da rota direta, esse número mais que triplicou, chegando a 16,7 mil turistas.
As passagens para o período já estão disponíveis no site da Air France.
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A Bahia voltou a figurar entre os principais destinos de hospedagem de luxo do mundo. O UXUA Casa Hotel & Spa, localizado no Quadrado de Trancoso, em Porto Seguro, foi incluído na lista dos mil melhores hotéis do planeta em 2026, elaborada pelo La Liste Hotels. O empreendimento recebeu 91 pontos e aparece ao lado de alguns dos hotéis mais prestigiados do mundo.
Divulgado nesta quarta-feira (8), o ranking analisou 7.300 hotéis distribuídos por mais de 200 países e territórios. A classificação é definida por um algoritmo que reúne avaliações de guias especializados, críticas da imprensa internacional, publicações do setor e milhões de opiniões de viajantes em diferentes idiomas.
Ao todo, sete empreendimentos brasileiros aparecem na seleção. Entre eles, o UXUA Casa Hotel & Spa divide a pontuação de 91 pontos com o Palácio Tangará, em São Paulo. O primeiro lugar entre os representantes nacionais ficou com o Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu, que alcançou 98,5 pontos.
Instalado no Quadrado de Trancoso, o UXUA Casa Hotel & Spa é conhecido pelas casas e bangalôs privativos que unem arquitetura histórica, design contemporâneo e artesanato local, tornando-se um dos principais empreendimentos de alto padrão do destino baiano.
Confira os hotéis brasileiros presentes no ranking:
1. Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel (Foz do Iguaçu-PR) – 98,5 pontos;
2. Fasano Boa Vista (Porto Feliz-SP) – 95 pontos;
3. Copacabana Palace, A Belmond Hotel (Rio de Janeiro-RJ) – 93,5 pontos;
4. Palácio Tangará (São Paulo-SP) – 91 pontos;
5. UXUA Casa Hotel & Spa (Trancoso-BA) – 91 pontos;
6. Emiliano São Paulo (São Paulo-SP) – 90,5 pontos;
7. Fasano Rio de Janeiro (Rio de Janeiro-RJ) – 90,5 pontos.
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Há destinos que vivem sob os holofotes e aparecem em praticamente todas as listas de viagens dos sonhos. Cancún, Punta Cana, Bahamas, Jamaica e Aruba costumam monopolizar as atenções quando o assunto é Caribe.
Mas quem gosta de viajar além do óbvio sabe que algumas das maiores surpresas estão justamente fora da primeira página dos catálogos turísticos. É exatamente aí que entra Curaçau, uma pequena ilha que reúne praias cinematográficas, arquitetura histórica, excelente gastronomia, diversidade cultural e uma das melhores infraestruturas turísticas do Caribe.
Mais do que um destino de mar azul-turquesa, Curaçau oferece uma experiência completa, combinando o charme europeu com a alegria e a hospitalidade caribenhas.
Um pedacinho da Holanda em pleno Caribe
Localizada a apenas 65 quilômetros da costa da Venezuela, Curaçau integra o Reino dos Países Baixos. Essa ligação histórica com a Holanda é percebida desde a chegada à capital, Willemstad.
O centro histórico parece um cartão-postal permanente. Casarões coloniais pintados em cores vibrantes refletem nas águas da Baía de Santa Ana, formando uma das paisagens urbanas mais bonitas do Caribe. Não por acaso, Willemstad recebeu o título de Patrimônio Mundial da Unesco.
As ruas convidam a longas caminhadas entre cafés, galerias de arte, lojas, museus e restaurantes ao ar livre, onde a atmosfera descontraída faz o tempo passar sem pressa.
Praias para todos os estilos
Se existe um motivo que leva turistas a Curaçau, certamente são suas praias. São mais de 35 enseadas espalhadas pela ilha. Algumas possuem completa infraestrutura para famílias; outras permanecem praticamente intocadas, cercadas por falésias e vegetação nativa. Entre as mais conhecidas estão Grote Knip, Cas Abao, Porto Mari, Playa Lagun e Mambo Beach, cada uma com características próprias.
O mar impressiona pela transparência e pelos diversos tons de azul. Em muitos pontos, basta colocar uma máscara de mergulho para encontrar peixes coloridos, tartarugas marinhas e recifes de corais preservados.
Para mergulhadores, Curaçau é considerada um verdadeiro paraíso, oferecendo dezenas de pontos de mergulho acessíveis diretamente da praia, além de naufrágios que atraem visitantes do mundo inteiro.
Muito além das praias
Quem pensa que Curaçau vive apenas de sol e mar acaba descobrindo uma ilha repleta de experiências. O Parque Nacional Christoffel oferece trilhas ecológicas e a possibilidade de subir ao ponto mais alto da ilha. As Cavernas de Hato revelam formações rochosas impressionantes e ajudam a contar parte da história geológica de Curaçau.
Os amantes da natureza ainda encontram passeios de barco, observação de golfinhos, esportes aquáticos, visitas a plantações de aloe vera e roteiros culturais pelos bairros históricos da capital.
Uma gastronomia que mistura continentes
A cozinha local é um dos reflexos mais interessantes da diversidade cultural da ilha. As influências holandesa, africana, espanhola, portuguesa e latino-americana convivem harmoniosamente nos pratos típicos.
Os frutos do mar dominam boa parte dos cardápios, sempre preparados com ingredientes frescos. Entre as especialidades estão o tradicional Keshi Yena, preparado com queijo recheado, além de ensopados, peixes grelhados, lagostas, camarões e sobremesas feitas com frutas tropicais. Naturalmente, nenhuma visita fica completa sem experimentar o famoso licor Blue Curaçao, produzido a partir da casca da laranja Laraha, cultivada exclusivamente na ilha.
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Uma mistura de culturas
Poucos destinos possuem uma identidade tão plural quanto Curaçau. Na mesma rua, é comum ouvir conversas em papiamento, holandês, inglês e espanhol. O papiamento, idioma criado ao longo de séculos pela convivência entre diferentes povos, simboliza exatamente essa diversidade cultural.
A música também faz parte do cotidiano. Ritmos caribenhos, festivais populares e apresentações ao ar livre ajudam a criar uma atmosfera alegre durante praticamente todo o ano.
Estrutura turística que impressiona
Apesar de relativamente pequena, Curaçau oferece uma rede hoteleira extremamente diversificada.
Há resorts de luxo, hotéis boutique instalados em edifícios históricos, pousadas charmosas, apartamentos para temporada e hospedagens voltadas para famílias, casais e viajantes independentes. A ilha também conta com bons restaurantes, cassinos, centros comerciais modernos, marinas, parques e excelente estrutura para turismo náutico.
Outro aspecto bastante valorizado pelos visitantes é a sensação de segurança e organização, resultado da administração ligada ao Reino dos Países Baixos.
Um Caribe mais acessível
Embora seja frequentemente associada ao turismo de luxo, Curaçau costuma oferecer uma excelente relação custo-benefício quando comparada a outros destinos caribenhos. Existem opções de hospedagem para diferentes orçamentos, restaurantes de preços variados e muitas atrações naturais praticamente gratuitas.
O dólar americano é amplamente aceito, embora a moeda oficial seja o Florim Caribenho, implantado recentemente em substituição ao antigo florim das Antilhas Holandesas.
O clima é outro atrativo importante. Localizada fora da principal rota dos furacões do Caribe, Curaçau mantém temperaturas médias entre 27 °C e 30 °C durante praticamente todo o ano.
Um destino que merece entrar no radar
Em tempos de turismo cada vez mais voltado para experiências autênticas, Curaçau representa exatamente aquilo que muitos viajantes procuram: beleza natural, boa gastronomia, patrimônio histórico, diversidade cultural e excelente infraestrutura, sem abrir mão da tranquilidade.
Talvez o maior charme da ilha seja justamente este: ainda conservar a sensação de descoberta. Enquanto boa parte dos turistas segue para os destinos mais famosos do Caribe, Curaçau continua oferecendo praias espetaculares, ruas coloridas, hospitalidade e experiências memoráveis para quem decide sair do roteiro tradicional. Talvez seja exatamente por isso que tantos visitantes voltam para casa com a mesma impressão: a de terem conhecido uma das joias mais bonitas — e ainda relativamente pouco exploradas — do Caribe.
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Serviço
Como chegar: Não há voos diretos regulares do Brasil. As melhores opções são conexões via Bogotá, Cidade do Panamá ou Lima, além de alguns hubs do Caribe.
Melhor época para visitar: Curaçau pode ser visitada durante todo o ano. Como está fora da principal rota dos furacões, apresenta clima estável e ensolarado na maior parte dos meses.
Moeda: Florim Caribenho (XCG). O dólar americano é aceito praticamente em toda a ilha, assim como cartões de crédito internacionais.
Idioma: Papiamento, holandês e inglês são idiomas oficiais. O espanhol também é amplamente falado.
Tempo ideal de permanência: Entre cinco e sete dias permite conhecer as principais praias, explorar Willemstad e realizar passeios de natureza e mergulho.
Imperdíveis:
- Passear pelo centro histórico de Willemstad.
- Conhecer as praias de Grote Knip, Cas Abao e Playa Lagun.
- Mergulhar ou fazer snorkel em águas cristalinas.
- Visitar o Parque Nacional Christoffel.
- Explorar as Cavernas de Hato.
- Experimentar o Keshi Yena e o autêntico licor Blue Curaçao.
- Assistir ao pôr do sol em uma das praias da costa oeste da ilha.
Vale a pena? Sem dúvida. Curaçau reúne tudo o que se espera de um grande destino caribenho: praias paradisíacas, excelente infraestrutura, rica herança cultural e ótima gastronomia, mas com um diferencial cada vez mais raro: a sensação de descobrir um lugar que ainda preserva autenticidade, tranquilidade e personalidade própria.
Boa viagem!
Até poucas semanas atrás, para muita gente, Cabo Verde era apenas um pequeno ponto perdido no mapa do Atlântico. Bastou uma campanha histórica na Copa do Mundo de 2026 para que o arquipélago africano despertasse a curiosidade de milhões de pessoas. E quem decidir conhecê-lo descobrirá um dos destinos mais fascinantes da África.
Cabe esclarecer que esse país é um arquipélago no atlântico localizado a cerca de 600 quilômetros da costa do Senegal. Cabo Verde é formado por dez ilhas vulcânicas, cada uma com personalidade própria. Colonizado por Portugal a partir do século XV, o país tornou-se independente em 1975 e preserva uma identidade singular, fruto da mistura entre as culturas africana e portuguesa. O português é a língua oficial, mas o crioulo cabo-verdiano é o idioma do dia a dia, o que faz com que brasileiros se sintam rapidamente em casa.
O turismo ainda está longe do turismo de massa observado em outros destinos tropicais, e justamente aí reside um dos seus maiores encantos. São praias praticamente intocadas, montanhas vulcânicas, cidades históricas, música em cada esquina e um povo conhecido pela hospitalidade e pelo famoso lema local; “No Stress”.
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AS ILHAS QUE MERECEM ENTRAR NO ROTEIRO
A ilha do Sal é a porta de entrada para a maioria dos visitantes. Suas praias de areia branca e águas azul-turquesa lembram o Caribe e atraem praticantes de kitesurf, windsurf e mergulho graças aos ventos constantes durante boa parte do ano.
Já Santo Antão é o oposto. Montanhas dramáticas, vales cobertos por plantações, trilhas espetaculares e pequenas aldeias que parecem suspensas entre os penhascos. É considerada um dos melhores destinos de trekking da África.
São Vicente abriga Mindelo, considerada a capital cultural do país. A cidade respira música, especialmente a morna, ritmo eternizado pela cantora Cesária Évora. À noite, bares e restaurantes oferecem apresentações ao vivo praticamente todos os dias.
Na ilha de Santiago está a capital, Praia, e também a histórica Cidade Velha, primeiro núcleo urbano construído pelos portugueses nos trópicos e hoje reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco.
Para quem gosta de aventura, a ilha do Fogo oferece a oportunidade de subir o impressionante vulcão Pico do Fogo, o ponto mais alto do país.
UMA GASTRONOMIA CHEIA DE PERSONALIDADE
A culinária cabo-verdiana é simples, mas extremamente saborosa. O prato nacional é a cachupa, um cozido preparado com milho, feijão, legumes e diferentes tipos de carne ou peixe. Nos litorais predominam lagostas, atum, polvo, garoupas e outros frutos do mar fresquíssimos.
Outra tradição é o grogue, destilado artesanal de cana-de-açúcar, além dos doces produzidos com frutas tropicais cultivadas nas ilhas.
MÚSICA E CULTURA
Poucos países possuem uma identidade musical tão marcante. A morna, declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, traduz a alma cabo-verdiana com melodias melancólicas e letras sobre saudade, mar e imigração. Ao lado dela convivem ritmos mais dançantes como o funaná, a coladeira e o batuque. É praticamente impossível passar uma noite em Mindelo sem encontrar música ao vivo.
COMO CHEGAR
Ainda não existem voos diretos entre Brasil e Cabo Verde. O acesso normalmente é feito com conexões em cidades europeias, principalmente Lisboa, além de algumas ligações por Casablanca ou outras capitais africanas. Os principais aeroportos internacionais ficam nas ilhas do Sal e de Santiago.
VALE A VIAGEM?
Sem dúvida. Cabo Verde reúne praias comparáveis às do Caribe, montanhas dignas dos Andes, clima agradável praticamente o ano inteiro, excelente gastronomia, rica herança histórica e uma cultura vibrante, tudo isso em um país ainda pouco explorado pelos brasileiros.
Talvez a Copa do Mundo tenha apresentado Cabo Verde ao planeta através do futebol. Mas é bem provável que, nos próximos anos, seja o turismo que transforme definitivamente esse pequeno arquipélago em um dos grandes destinos africanos da próxima década.
Boa Viagem!
Salvador está entre os destinos nacionais mais desejados pelos brasileiros para viajar até o fim de 2026, segundo uma pesquisa da Verisure. A capital baiana figura entre as cinco cidades mais citadas pelos entrevistados, ao lado de Gramado, São Paulo, Rio de Janeiro e Campos do Jordão.
O levantamento mostra que o interesse por viagens segue em alta: 84,8% dos brasileiros já têm planos para o segundo semestre, seja para as férias de julho, feriados prolongados ou as festas de fim de ano.
Além de Salvador, o Nordeste concentra metade dos dez destinos nacionais mais lembrados pelos participantes. Fortaleza, Natal, Maceió e Fernando de Noronha também aparecem na lista, reforçando a preferência dos viajantes por destinos de sol e praia para a temporada de verão.
Realizado com 500 brasileiros de todas as regiões do país, o estudo também investigou como a segurança influencia o planejamento das viagens. Entre os entrevistados, 33,4% afirmaram ter dificuldade para relaxar durante o passeio por preocupação com roubos e furtos na própria residência, enquanto 24% disseram já ter desistido de viajar em datas comemorativas por receio de invasões.
A preocupação também influencia a escolha da hospedagem. Câmeras de segurança em áreas comuns foram apontadas como o principal item para uma estadia tranquila, citadas por 59,2% dos participantes. Em seguida aparecem portaria ou recepção 24 horas (56%) e controle de acesso de visitantes (46%).
A pesquisa foi realizada por meio de questionário online com 500 brasileiros maiores de 18 anos, residentes em todas as regiões do país. O levantamento tem índice de confiabilidade de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais.
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Quando se fala em turismo na África, os destinos mais lembrados costumam ser os safáris da África do Sul e da Tanzânia, as pirâmides do Egito ou os mercados vibrantes de Marrakech. No entanto, o continente guarda cidades fascinantes que permanecem fora dos circuitos tradicionais e oferecem experiências autênticas, rica herança cultural e paisagens inesquecíveis.
Viajar pela África é descobrir um continente muito mais diverso do que os estereótipos costumam mostrar. Das cidades históricas da costa oriental aos centros culturais da África Ocidental, passando por joias arquitetônicas e paisagens desérticas únicas, o continente reserva experiências que vão muito além dos roteiros convencionais.
Para quem busca conhecer uma África diferente, estas seis cidades merecem atenção especial.
STONE TOWN, TANZÂNIA
Localizada na ilha de Zanzibar, Stone Town é um verdadeiro encontro de culturas africanas, árabes, indianas e europeias. Suas ruas estreitas, portas esculpidas em madeira, mercados coloridos e edifícios históricos fazem da cidade um museu a céu aberto.
Patrimônio Mundial da Unesco, Stone Town encanta pela atmosfera exótica, pela gastronomia baseada em especiarias e pela sensação de estar caminhando por séculos de história.
LAMU, QUÊNIA
Pouco conhecida fora da África Oriental, Lamu é uma das cidades mais antigas do continente ainda habitadas. Não existem carros em boa parte da cidade; os deslocamentos são feitos a pé, de barco ou até mesmo em lombo de burro.
Com arquitetura suaíli preservada, praias praticamente intocadas e ritmo de vida tranquilo, Lamu oferece uma experiência rara em um mundo cada vez mais acelerado.
CHEFCHAOUEN, MARROCOS
Conhecida como a “Cidade Azul”, Chefchaouen parece saída de um conto de fadas. Suas casas pintadas em diferentes tons de azul transformam cada rua em um cenário fotográfico.
Cercada pelas montanhas do Rif, combina charme, tranquilidade e uma rica herança cultural, representando um lado muito diferente do Marrocos normalmente visto pelos turistas.
ASMARA, ERITREIA
Poucas cidades no mundo preservaram tão bem a arquitetura modernista do século XX quanto Asmara. Conhecida como a “pequena Roma da África”, a capital da Eritreia possui avenidas elegantes, cafés históricos e edifícios em estilo art déco, que renderam à cidade o título de Patrimônio Mundial da Unesco.
Além da arquitetura singular, Asmara impressiona pela atmosfera tranquila e pela mistura de influências africanas e italianas, resultado de sua história colonial.
SAINT-LOUIS, SENEGAL
Localizada em uma ilha na foz do rio Senegal, Saint-Louis foi a primeira capital da África Ocidental Francesa e mantém, até hoje, um dos conjuntos arquitetônicos coloniais mais bem preservados do continente.
As ruas coloridas, as varandas de ferro trabalhado, a música presente em cada esquina e a forte tradição artística fazem da cidade um dos destinos culturais mais fascinantes da África.
SWAKOPMUND, NAMÍBIA
À primeira vista, parece uma pequena cidade costeira europeia transplantada para a África. A herança alemã é visível na arquitetura, nos cafés e até na culinária local.
O que torna Swakopmund especial, entretanto, é o contraste entre o Oceano Atlântico e as dunas gigantes do Deserto do Namibe. O visitante pode praticar sandboard, passeios de quadriciclo ou simplesmente contemplar uma das paisagens mais impressionantes do planeta.
Para quem gosta de explorar destinos autênticos e ainda pouco conhecidos, essas seis cidades representam uma oportunidade de conhecer uma África surpreendente, acolhedora e repleta de histórias para contar.
Boa viagem!
Um dos destinos mais procurados da Chapada Diamantina no período junino, Mucugê registrou 100% de ocupação hoteleira durante o São João deste ano. Segundo a prefeitura, cerca de 60 mil visitantes nacionais e estrangeiros devem passar pela cidade ao longo dos cinco dias de festa, iniciados no último sábado (20) e que seguem até quarta-feira (24).
Além da alta procura por hospedagem, a cidade tem chamado a atenção pela decoração temática inspirada na Copa do Mundo, que tomou conta das ruas, praças e do Centro Histórico. Milhares de bandeirolas coloridas transformaram Mucugê em um grande corredor junino de aproximadamente 20 mil metros quadrados.
Os enfeites acompanham o percurso da tradicional procissão de São João, realizada em 24 de junho.
A programação principal acontece na Praça dos Garimpeiros, que recebe os shows noturnos, e na Vila Junina, onde o público acompanha apresentações de quadrilhas, filarmônicas e trios de forró. Entre as atrações deste ano estão Mariana Aydar, Xamego de Tay, Bete Nascimento, Rachel Lessa e a banda Gatinha Manhosa.
Segundo a prefeitura, a festa deve movimentar cerca de R$ 7 milhões na economia local, impulsionando setores ligados ao turismo, à gastronomia, ao comércio e aos serviços.
O destino também vem conquistando visitantes de diferentes partes do país. “Tenho muitos amigos na Bahia que amam Mucugê, e agora estou tendo a oportunidade de conhecer e desfrutar, pela primeira vez, das maravilhas deste lugar. É uma cidade belíssima e acolhedora”, relatou a carioca Sueli Almeida.
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O Salvador Bahia Airport, integrante da rede Vinci Airports, terá mais de 1,4 milhão de assentos em voos domésticos e 75 mil em operações internacionais entre 15 de junho e 31 de julho, período da alta temporada de inverno de 2026. O volume representa um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2025.
Durante o São João, até a sexta-feira (26), o terminal conta com mais de 267 mil assentos domésticos e internacionais, um acréscimo de 17% em comparação com o festejo do ano passado.
A ampliação da oferta será acompanhada por novas rotas, frequências extras e voos sazonais para destinos das regiões Sul, Sudeste e Nordeste. A Latam Airlines terá voos diretos para Porto Alegre três vezes por semana, às segundas, terças e sextas-feiras, até 14 de agosto, além de operar voos diários para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
Já a Gol, que registrou aumento de 25% na oferta de assentos em voos que conectam a Bahia a diferentes regiões do país, oferecerá voos sazonais aos sábados para Congonhas (SP) e Ilhéus (BA) entre 20 de junho e 1º de agosto, com partidas às 14h50 e 14h30, respectivamente. A companhia também retomará, a partir de 13 de agosto, a operação entre Salvador e Teresina (PI), com duas frequências semanais, às quintas-feiras e aos sábados, às 15h10, e manterá voos diários para o Aeroporto Santos Dumont.
Nos meses de junho e julho, a Azul também reforçará a operação para Congonhas, com cinco frequências semanais, de segunda a sexta-feira. A Copa Airlines, por sua vez, ampliará as operações para facilitar o acesso a destinos nas Américas.
“O incremento visa acompanhar o crescimento da demanda no meio do ano, colocando Salvador entre os maiores polos de conexão aérea do país. Teremos mais uma alta temporada de inverno com malha bem ampliada, resultado de um trabalho estratégico junto às companhias aéreas. As operações refletem o compromisso da Vinci Airports no Brasil em proporcionar mais opções de conectividade e qualidade para os viajantes”, afirma Anderson Ribeiro, gerente de negócios aéreos da Vinci Airports no Brasil.
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