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Leda Maria Martins, Elisa Larkin e Juão Nyn participam de festival que celebra os 80 anos do Teatro Experimental do Negro em Salvador

Por Redação

Leda Maria Martins, Elisa Larkin e Juão Nyn participam de festival que celebra os 80 anos do Teatro Experimental do Negro em Salvador
Foto: Matheus José Maria | Rebeca dos Santos | Milsoul Santos

O Melanina Acentuada Festival chega à sua oitava edição entre os dias 28 de julho e 3 de agosto, em Salvador, reunindo artistas, pesquisadores e intelectuais negros e indígenas em uma programação dedicada aos 80 anos do Teatro Experimental do Negro (TEN), criado por Abdias do Nascimento. Ao longo de sete dias, o evento promove espetáculos, debates, lançamentos de livros e encontros que destacam a produção artística afrodiaspórica e afroindígena.

 

Idealizado pelo dramaturgo Aldri Anunciação, o festival contará com mais de 30 convidados de diferentes estados brasileiros. Entre os nomes confirmados estão a ensaísta e professora Leda Maria Martins, a escritora e ativista norte-americana Elisa Larkin, os atores contemporâneos Paulo Guidelly (A Nobreza do Amor), Juão Nyn, Lincoln Oliveira e Clayton Nascimento.

 

Um dos destaques da programação será a participação de Leda Maria Martins, considerada uma das principais estudiosas do teatro negro e dos conceitos de oralitura e tempo espiralar. Durante o festival, ela lançará o livro “A Fina Lâmina da Palavra", obra em que reúne reflexões sobre memória, linguagem e criação artística.

 

Já Elisa Larkin Nascimento, viúva de Abdias do Nascimento e presidente do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), participa do lançamento de “Teatro Experimental do Negro: Testemunhos e Ressonâncias”, livro escrito em parceria com Aldri Anunciação e Jessé Oliveira. A publicação revisita a trajetória do TEN e analisa a permanência de seu legado na cena cultural brasileira.

 

A programação também reúne montagens de destaque da dramaturgia negra contemporânea. Entre elas está "MACACOS”, monólogo de Clayton Nascimento, premiado por sua abordagem sobre o racismo estrutural. O espetáculo retorna aos palcos após conquistar reconhecimento nacional e prêmios como Shell, APCA e APTR.

 

Outro destaque é “Namíbia, Não!”, texto de Aldri Anunciação dirigido por Lázaro Ramos, que celebra 15 anos desde a estreia e permanece como uma das obras mais relevantes do teatro brasileiro ao discutir o racismo institucional.

 

O festival também recebe a estreia de “TYBYRA – Uma Tragédia Indígena Brasileira”, primeiro texto teatral de Juão Nyn. Inspirada na história de Tybyra, indígena tupinambá considerado o primeiro caso documentado de LGBTfobia no país, a montagem amplia o diálogo entre as narrativas negras e indígenas presentes na programação.

 

A homenagem aos 80 anos do Teatro Experimental do Negro inclui ainda o espetáculo Abdias do Nascimento, protagonizado por Lincoln Oliveira, com participações de Paulo Guidelly e João Vitor Nascimento. A peça revisita os primeiros anos da trajetória do intelectual e ativista, destacando a criação do TEN como um marco na luta pela representatividade negra nas artes brasileiras.

 

Além das apresentações teatrais, o Melanina Acentuada reúne escritores, pesquisadores e artistas como Guilherme Diniz, Jessé Oliveira, Eugênio Lima, Luciany Aparecida, Daniel Arcades, Sulivã Bispo e Johayne Hildefonso, fortalecendo o intercâmbio entre diferentes gerações da produção artística negra.

 

A programação completa está disponível nas redes sociais do festival.

 

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