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Coluna

Doutor Pet: Setembro Vermelho - Quando é hora de investigar a saúde do coração do seu pet?

Por CenterVet

Doutor Pet: Setembro Vermelho - Quando é hora de investigar a saúde do coração do seu pet?
Foto: CenterVet

Durante o Setembro Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a saúde cardiovascular, a atenção também pode se estender aos animais. Cães e gatos estão sujeitos a diferentes doenças cardíacas e, em alguns casos, as alterações podem evoluir por algum tempo sem provocar sinais facilmente percebidos pelos tutores.

 

Por isso, investigar a saúde do coração não deve acontecer apenas quando o animal apresenta uma manifestação evidente. A idade, o histórico clínico, a raça, os achados durante a consulta e as mudanças percebidas na rotina podem levar o médico-veterinário a recomendar uma avaliação mais aprofundada.

 

ALGUNS SINAIS PODEM APARECER NA ROTINA
Uma mudança aparentemente simples pode ser relevante. Um cachorro que fazia determinado percurso sem dificuldade e começa a parar com frequência, por exemplo, pode estar apresentando redução da tolerância ao exercício. Respiração mais acelerada ou difícil, episódios de fraqueza ou desmaio, alterações na disposição e outros sinais também merecem avaliação veterinária.

 

Isso não significa que essas manifestações sejam necessariamente provocadas por uma doença cardíaca. Problemas respiratórios, metabólicos e outras condições podem produzir sinais semelhantes. É justamente a avaliação clínica que permite direcionar a investigação e entender o que está acontecendo com o paciente.

 

Nos gatos, a atenção precisa ser ainda maior, porque algumas cardiopatias podem permanecer sem manifestações evidentes durante determinados períodos. Mudanças na respiração, redução importante da atividade, fraqueza ou alterações súbitas devem ser avaliadas.

 

O QUE O VETERINÁRIO OBSERVA DURANTE A AVALIAÇÃO?
A investigação começa antes dos exames. Durante a consulta, o médico-veterinário reúne o histórico do animal e realiza o exame físico, que pode incluir auscultação cardíaca e pulmonar, avaliação da frequência cardíaca, das mucosas, do pulso e de outros parâmetros clínicos.

 

Achados como sopros cardíacos ou alterações do ritmo podem indicar a necessidade de aprofundar a investigação. A ausência de um sinal isolado, entretanto, não substitui a avaliação do paciente como um todo.

 

Dependendo do quadro, podem ser indicados exames complementares, como eletrocardiograma, ecocardiograma, radiografias e exames laboratoriais. Cada recurso responde a perguntas diferentes e deve ser solicitado de acordo com a necessidade clínica.

 

IDADE E PREDISPOSIÇÃO TAMBÉM ENTRAM NESSA AVALIAÇÃO
O envelhecimento é um dos fatores que tornam o acompanhamento periódico ainda mais importante. Conforme cães e gatos avançam em idade, algumas condições cardiovasculares tornam-se mais frequentes, embora animais mais jovens também possam apresentar alterações, inclusive de origem congênita.

 

A raça também pode ser considerada. Algumas cardiopatias apresentam maior ocorrência em determinadas raças, mas isso não significa que os demais animais estejam livres de risco. Histórico familiar, condições preexistentes e características individuais também ajudam o veterinário a definir como deve ser feito o acompanhamento.

 

NÃO É PRECISO ESPERAR O APARECIMENTO DOS SINTOMAS
Uma das principais mensagens do Setembro Vermelho é justamente ampliar a percepção sobre prevenção e acompanhamento.

 

Consultas periódicas permitem comparar informações ao longo do tempo e identificar mudanças que talvez passassem despercebidas no dia a dia. Quando existe alguma alteração durante a avaliação, o médico-veterinário pode determinar se há necessidade de investigação cardiológica e quais exames são adequados para aquele paciente.

 

Na CenterVet, cães e gatos contam com estrutura para acompanhamento clínico, diagnóstico e diferentes especialidades veterinárias, sob agendamento, permitindo que a investigação seja direcionada de acordo com as necessidades de cada caso.

 

O Setembro Vermelho reforça uma mensagem que vale durante todo o ano: observar mudanças, manter o acompanhamento veterinário e investigar quando houver indicação são atitudes importantes para cuidar da saúde cardiovascular dos pets.