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Artigos

Ernesto Marques
Jabuti não sobe em árvore
Foto: Divulgação

Jabuti não sobe em árvore

A expressão é comum nos corredores em que jornalistas, assessores e políticos movimentam os chamados bastidores. Refere-se a algum acontecimento estranho, consumdo por causa da ação deliberada de quem prefere o anonimato. Claro! Se aparece um jabuti no alto de uma árvore, é porque alguém o colocou lá em cima, sabe-se lá qual a razão. Mas é fato: jabuti não sobe em árvore.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

politica

Filho de Pastor Sargento Isidório, Tancredo chega aos holofotes da AL-BA após anos nos bastidores da política
Foto: Reprodução / Instagram @tancredoisidorio

Filho do deputado federal Pastor Sargento Isidório, Tancredo Isidório (Avante) chega à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em fevereiro de 2027 após uma trajetória construída desde cedo entre a gestão da Fundação Dr. Jesus e os bastidores da política. Eleito deputado estadual em 2026 com 82.883 votos, ele foi o 20º mais votado entre 612 candidatos.

 

A relação com a política começou ainda na infância, influenciada diretamente pelo pai. Aos nove anos, Tancredo passou a ajudar na administração de um dos mercados da família. Aos 11, começou a atuar também na área de recuperação de pessoas, dentro do trabalho desenvolvido pelo pai.

 

“Eu de manhã estudava, de tarde vendia pão, de noite cuidava do centro de recuperação. Quando eu fiquei adolescente, procurei estudar. Fui focar no meu estudo, mas meu pai já tinha sido eleito deputado e eu comecei a ter contato com a política de verdade”, relatou ao Bahia Notícias.

 

Aos 12 anos, Tancredo também vivenciou um dos episódios mais marcantes da trajetória política do pai. Em 2001, durante a greve da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), Pastor Sargento Isidório foi preso. Segundo Tancredo, a família passou cerca de 15 dias sem saber onde ele estava e passou a acompanhar a mobilização pela libertação do então líder religioso e político. “Você vê essa situação com 12 anos de idade. Tiros de bala de borracha, policial quebrar perna em confrontos... Ali foi o estopim de tudo”, relembrou.

 

A partir da eleição do pai para a Assembleia Legislativa, em 2002, Tancredo passou a se aproximar ainda mais da rotina parlamentar. Ele começou a atuar no gabinete e também assumiu responsabilidades administrativas relacionadas à Fundação Dr. Jesus, incluindo prestação de contas, pagamentos e compras.

 

A experiência se aprofundou a partir de 2007, quando a Fundação firmou uma parceria com o Governo da Bahia. Tancredo passou a administrar os recursos e a estrutura das atividades desenvolvidas pela instituição. Em 2010, com o retorno do pai à Assembleia, Tancredo passou a atuar diretamente na organização do gabinete, entre 2011 e 2017. 

 

A trajetória política da família ganhou um novo capítulo em 2018, quando um dos seis irmãos de Tancredo, João Isidório, foi eleito deputado estadual. Tancredo, no entanto, optou por permanecer nos bastidores e continuar ligado à administração da Fundação Dr. Jesus. 

 

A decisão também ocorreu após um período de afastamento provocado por enfrentar um câncer no cérebro, que o levou a interromper parte das atividades políticas e administrativas. Depois da recuperação, ele voltou a atuar na gestão da instituição. Em 2020, Tancredo tentou pela primeira vez conquistar um mandato próprio, disputando uma vaga de vereador em Salvador. Recebeu 961 votos, mas não foi eleito.

 

A trajetória de Tancredo também foi marcada pela morte de João, em novembro de 2021, aos 29 anos. Ele morreu após sofrer um mal súbito e se ferir ao pular de uma embarcação em águas rasas na Praia do Loreto, na Ilha dos Frades, em Salvador.

 

Um ano depois, o primogênito voltou às urnas em busca de uma vaga na Assembleia. Com 30.610 votos, ficou como primeiro suplente da legenda e não assumiu o mandato. A eleição de 2026 marcou, enfim, a chegada à AL-BA. Com 82.883 votos, Tancredo foi eleito pelo Avante e ampliou em mais de duas vezes a votação obtida quatro anos antes.

DC na Bahia muda comando e coloca chefe de gabinete de Léo Prates na presidência estadual
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O Democracia Cristã (DC) tem uma nova direção na Bahia. Márcio Paranhos de Araújo, chefe de gabinete do deputado federal Léo Prates (Republicanos), assumiu a presidência da comissão provisória estadual da legenda. A mudança foi registrada e validada pela Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (5), conforme certidão obtida pelo portal Alô Juca, responsável pela apuração.

 

O mandato da nova comissão vai até 4 de novembro de 2027. A sede estadual do partido está localizada no bairro da Pituba, em Salvador.

 

A composição da nova executiva estadual ficou definida da seguinte forma:

  • Presidente: Márcio Paranhos de Araújo;

  • 1ª vice-presidente: Bianca Lago de Holanda;

  • 2º vice-presidente: Sidney de Oliveira Carvalho;

  • Secretário-geral: Ramon de Souza Garcia;

  • Tesoureira-geral: Carina Lima Santos;

  • 1ª tesoureira: Hortência Martins Barreto Pimenta.

 

MOVIMENTAÇÃO DE OLHO EM 2028

A mudança no comando estadual do DC amplia a influência do grupo político de Léo Prates na legenda e pode representar uma alternativa para a articulação eleitoral com foco nas eleições municipais de 2028, quando será escolhido o próximo prefeito de Salvador.

 

O deputado federal, que já manifestou interesse em disputar o comando da capital baiana, ainda não confirmou se pretende entrar na corrida eleitoral. Reeleito em 2026 com 103.794 votos, Prates também tem a possibilidade de deixar a Câmara dos Deputados a partir de 2027 para assumir uma secretaria na Prefeitura de Salvador.

 

Na Câmara Municipal de Salvador, o DC conta atualmente com dois vereadores: Ricardo Almeida, que está no terceiro mandato, e Alex Alemão, eleito em 2024. Ambos integram a base de apoio ao prefeito Bruno Reis (União Brasil).

 

LEGENDA NÃO TERÁ TEMPO DE TV

Apesar da estrutura partidária, o DC enfrenta limitações para a disputa eleitoral de 2028. A legenda não atingiu a cláusula de desempenho nas eleições de 2026 e não elegeu deputados federais, o que a deixa sem acesso à divisão do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

 

Como a distribuição do horário eleitoral em 2028 terá como referência a composição da Câmara dos Deputados eleita em 2026, o partido não contará com minutos próprios de propaganda.

 

Na prática, uma eventual candidatura de Léo Prates à Prefeitura de Salvador continuaria dependendo do tempo de rádio e televisão assegurado pelo Republicanos e por outras legendas que possam integrar uma aliança eleitoral. O DC, nesse cenário, contribuiria principalmente com a estrutura partidária e a formação de uma chapa de candidatos à Câmara Municipal.

Léo Prates se posiciona contra unificação das eleições e alerta para risco de um "Congresso só de amigos do presidente"
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador

O deputado federal Léo Prates (Republicanos) declarou ser contrário à proposta de unificação das eleições no Brasil. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador. Apesar de ressaltar que é um membro disciplinado de seu partido e de expressar gratidão aos líderes partidários, o parlamentar justificou sua posição apontando os riscos para a balança de poder democrática.

 

Para Prates, a hegemonia do Poder Executivo em um pleito unificado seria prejudicial. "A influência da figura do presidente, ela é muito forte, e aí ela passa a ser influenciada e a gente corre o risco inclusive, estou falando de reflexão da democracia, de ter um Congresso, uma Câmara, governadores, vereadores, todos só amigos do presidente", argumentou o deputado, concluindo que isso não é benéfico para a democracia.

 

PODER DAS REDES SOCIAIS

Ainda durante a entrevista, ao afastar a polarização entre direita e esquerda, Léo Prates se definiu como um político de "centro social", termo cunhado pelo senador Otto Alencar (PSD), que traz uma visão de mundo que, segundo Prates, busca equilibrar o desenvolvimento econômico com a justiça social.

 

Confira a entrevista completa: 

Cotado para Esplanada, Rui Costa pode ser o primeiro senador baiano a se licenciar para virar ministro desde 1998; confira histórico
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador eleito Rui Costa (PT) é cotado para voltar a um ministério no quarto mandato do petista. Se isso acontecer, ele será o primeiro senador da Bahia em 28 anos a se licenciar do mandato para assumir um ministério.

 

A definição dos ministros do próximo governo deve ficar para depois da viagem de Lula à Ásia. Já o nome do senador Jaques Wagner (PT), reeleito em outubro, não aparece entre os mais cotados. Segundo interlocutores do PT baiano ouvidos pelo Bahia Notícias, o motivo é o desgaste da imagem do senador no caso do Banco Master.

 

O último senador a pedir afastamento temporário do cargo para ir à Esplanada dos Ministérios foi Waldeck Ornelas (PFL), eleito em 1994. Em 1998, ele se licenciou para assumir o Ministério da Previdência e Assistência Social no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), onde ficou até fevereiro de 2001. Nesse período, o suplente Djalma Bessa exerceu o mandato no Senado. Desde então, segundo levantamento do Bahia Notícias, apenas três suplentes assumiram uma cadeira baiana no Senado, e nenhum deles por causa da ida do titular para um ministério.

 

A primeira troca no período aconteceu em 2003. Paulo Souto (PFL), eleito senador em 1998, venceu a eleição para o governo da Bahia em 2002 e deixou a cadeira, que passou ao suplente Rodolpho Tourinho.

 

A segunda foi em 2007, com a morte do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), eleito em 2002. O filho e primeiro suplente, ACM Júnior, assumiu a vaga e ficou até o fim do mandato.

 

A terceira mudança ocorreu em 2016. Walter Pinheiro, então no PT, eleito em 2010 junto com Lídice da Mata (PSB), se licenciou para assumir a Secretaria da Educação da Bahia no governo de Rui Costa. O primeiro suplente, Roberto Muniz (PP), tomou posse em junho de 2016 e ficou no cargo até abril de 2018, quando Walter Pinheiro voltou para o fim do mandato.

 

O único ex-senador baiano a virar ministro no período foi César Borges, que comandou o Ministério dos Transportes no governo Dilma Rousseff (PT) em 2013, quando já não tinha mais mandato no Senado.

 

Os dois senadores eleitos pela Bahia em outubro já foram ministros, mas antes de chegar ao Senado. Jaques Wagner comandou cinco pastas. No governo Lula, como deputado federal licenciado, foi ministro do Trabalho e Emprego, de 2003 a 2004, da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, de 2004 a 2005, e das Relações Institucionais, de 2005 a 2006, quando saiu para disputar e vencer a eleição para o governo da Bahia. 

 

No governo Dilma, depois de dois mandatos como governador, foi ministro da Defesa, de janeiro a outubro de 2015, e da Casa Civil, de outubro de 2015 até o afastamento da presidente, em maio de 2016. Wagner só chegou ao Senado em 2019 e, desde então, não deixou o mandato para ocupar cargo no Executivo.

 

Rui Costa, que vai começar o primeiro mandato de senador em 2027, foi ministro da Casa Civil do governo Lula de 2023 a 2026.

 

Os demais senadores baianos do período, João Durval, Lídice da Mata, Otto Alencar e Angelo Coronel, não ocuparam ministérios. Antes desse intervalo, Antonio Carlos Magalhães foi ministro das Comunicações no governo de José Sarney, de 1985 a 1990, antes de se eleger senador.

Vilma Reis chega à AL-BA após quatro décadas de militância e promete levar luta antirracista ao Legislativo
Foto: Reprodução / Instagram @vilmareisoficial

A trajetória política da deputada estadual eleita Vilma Reis (PT) começou muito antes de a socióloga, professora e defensora dos direitos humanos conquistar espaço nas urnas. Ainda adolescente, aos 15 anos, ela já participava de mobilizações em defesa da escola pública em Salvador. Mais de quatro décadas depois, a militante do movimento de mulheres negras se prepara para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

 

Mulher negra, de 57 anos, nascida em Salvador e criada em Nazaré das Farinhas, no Recôncavo baiano, Vilma construiu sua formação política a partir das experiências da própria família e das desigualdades que atravessaram sua juventude. Filha de um trabalhador ferroviário e neta de uma mulher que valorizava a educação como caminho de transformação, ela passou pelo movimento estudantil, pela pesquisa acadêmica e por instituições públicas antes de ingressar na disputa eleitoral.

 

A história da futura deputada começa em uma família cuja relação com a política foi marcada pela luta dos trabalhadores. Embora tenha nascido em Salvador, em 29 de outubro de 1969, Vilma passou parte da infância em Nazaré das Farinhas, para onde foi aos três anos. Seu pai trabalhava na Rede Ferroviária e participou de uma mobilização de funcionários que estavam há meses sem receber salários. Após o movimento, segundo ela, ele foi expulso da cidade.

 

A família voltou para Salvador, onde o pai passou a trabalhar como barraqueiro nas festas populares. A atividade aproximou Vilma de uma parte da cultura da cidade que, na avaliação dela, também representava uma forma de resistência dos trabalhadores negros. Nas festas de largo, as barracas precisavam disputar espaço e negociar sua permanência com o poder público.

 

“Barraqueiro de festa de largo sempre teve que lutar com o poder público para manter sua barraca, para ter os seus espaços garantidos todos os anos”, lembrou em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Na adolescência, ela trabalhou como empregada doméstica e como feirante no interior. Mesmo diante das dificuldades, seguiu em busca de uma formação acadêmica e construir outro caminho por meio da educação. “Minha avó dizia: ‘Um dia você vai para a Bahia para ser doutora’”, recordou. Bahia era a referência que pessoas mais velhas faziam a Salvador.

 

Já de volta à capital, Vilma estudou em escolas públicas e se envolveu com atividades culturais e políticas no ambiente escolar. Participou de movimentos em defesa da educação e chegou à presidência do grêmio estudantil do Colégio Central, instituição que, segundo ela, reunia milhares de estudantes de diferentes regiões da cidade e também das ilhas da Baía de Todos-os-Santos.

 

A militância também esteve presente na busca por moradia. Aos 19 anos, a militante participou de uma ocupação na terceira etapa de Castelo Branco, em Salvador. Aos 21 anos, ela passou a morar na residência universitária da Universidade Federal da Bahia (Ufba), onde continuou envolvida com o movimento estudantil, o movimento negro e a organização de mulheres.

 

A formação acadêmica se desenvolveu em paralelo à militância, que também a aproximou de debates internacionais sobre racismo e diáspora africana. Em 1993, Vilma foi para Viena, na Áustria, onde viveu por dois anos. No período, teve contato com outras experiências políticas e ampliou suas referências intelectuais, como os autores Frantz Fanon, Abdias Nascimento, Aimé Césaire e Lélia Gonzalez.

 

De volta à Bahia, ingressou na Ufba e aprofundou a atuação acadêmica e política. Em 1999, participou da reconstrução dos festivais de cultura da União Nacional dos Estudantes (Une), iniciativa que, segundo ela, reuniu artistas e promoveu debates sobre juventude.

 

Vilma integrou o programa Cor da Bahia, de iniciação científica, e participou de atividades relacionadas ao projeto Raça e Democracia nas Américas, desenvolvido com o Centro de Recursos Humanos da Ufba e a Associação de Cientistas Políticos Negros dos Estados Unidos. Posteriormente, passou a atuar no CEAFRO, programa de educação para a igualdade racial e de gênero ligado à universidade, do qual se tornou coordenadora executiva.

 

Vilma relatou que o trabalho também envolveu profissionais dos distritos sanitários de Salvador, com o objetivo de ampliar a compreensão sobre os efeitos do racismo no atendimento à população. “Isso é uma coisa muito importante para enfrentar o racismo institucional na saúde, para que a gente pudesse apurar o olhar sobre as questões de anemia falciforme, de hipertensão, de diabetes, de glaucoma”, explicou.

 

Depois da formação acadêmica, Vilma ingressou na docência universitária. Em 2009, começou a lecionar na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), no campus de Seabra, na Chapada Diamantina, onde trabalhou com estudantes quilombolas. Em 2015, Vilma foi eleita pela sociedade civil para a função de ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), cargo que ocupou até 2019.

 

No período, também presidiu o Conselho Nacional das Ouvidorias Externas das Defensorias Públicas do Brasil. Antes de ingressar na política, ela liderou o movimento “Agora é Ela por uma Cidade de Direitos – Mulheres Negras na Prefeitura de Salvador”. Em 2022, concorreu a deputada federal, obteve 60.949 votos e ficou na suplência. Em 2026, foi eleita com 83.222 votos, sendo a 18ª mais votada.

 

PROPOSTAS PARA O MANDATO
Para o mandato na Assembleia, Vilma Reis defende propostas voltadas ao combate ao racismo, à violência contra mulheres e à discriminação, além da ampliação de direitos sociais. Entre as prioridades estão o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a valorização dos trabalhadores, a defesa dos territórios quilombolas e indígenas e a ampliação do acesso à educação.

 

Na área da segurança pública, a socióloga defende uma atuação orientada pelos direitos humanos, com acompanhamento da letalidade policial e ampliação da rede de atendimento às mulheres vítimas de violência. Ela também se posiciona contra a chamada “guerra às drogas”, que, segundo ela, atinge principalmente a população negra e periférica.

 

Vilma também propõe medidas para ampliar a participação popular nas decisões públicas, fortalecer políticas de igualdade racial e de gênero e combater a violência política. Na educação, defende o fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA), a valorização da educação quilombola e o cumprimento das leis que tornam obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena.

 

LEGADO DE OLÍVIA SANTANA
A chegada de Vilma Reis ao legislativo baiano também ganha relevância diante da eleição de Olívia Santana (PCdoB) para a Câmara dos Deputados. Referência na defesa dos direitos da população negra, Olívia era a única mulher negra no Parlamento baiano.

 

Para Vilma, a presença de uma única mulher negra no Legislativo é insuficiente. “Eu penso que a gente tem que batalhar, daqui para frente, para ter muitas outras mulheres negras. Essa política de ser a única, ela é muito ruim. Essa política do sozinho, do único, ela não nos ajuda”, afirmou.

 

Vilma e Olívia se conhecem desde o movimento estudantil. Enquanto Vilma dirigia a União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (Umes), em Salvador, Olívia atuava no Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal da Bahia (Ufba). A futura deputada também destacou a eleição de Maria Marighella para o Congresso Nacional como um avanço para a representação política de mulheres negras.

Flávio Bolsonaro nega auxílio em viagem aos EUA e diz acreditar que será preso
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou acreditar que será preso no Brasil e classificou a prisão como o provável “desfecho final” de sua situação. A declaração foi feita em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, publicada nesta quinta-feira (5), na primeira conversa do parlamentar com a imprensa desde que deixou o país rumo aos Estados Unidos.

 

“Eu já sei que o desfecho final será a minha prisão”, afirmou Flávio ao comentar as investigações em andamento no Brasil. Até o momento, o senador não responde a uma acusação formal na Justiça, mas é alvo de apurações sobre suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

 

Na entrevista, Flávio também negou ter recebido ajuda para deixar o Brasil no dia 27 de outubro e afirmou que organizou sozinho a viagem. “Foi tudo obra minha”, declarou. Em seguida, reforçou: “Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”.

 

A versão apresentada pelo senador, no entanto, contrasta com informações divulgadas pelo governo dos Estados Unidos. Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, afirmou ao portal Metrópoles que providenciou o jato utilizado por Flávio durante o deslocamento para o exterior.

Jair Bolsonaro pede autorização para receber Marinho e Tereza Cristina em meio à disputa pelo Senado
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para receber os senadores Rogério Marinho (PL) e Tereza Cristina (PP). Ambos são rivais que disputarão a Presidência do Senado Federal contra Davi Alcolumbre. O pedido foi apresentado em meio às articulações para a disputa pelo comando da Casa.

 

Bolsonaro solicitou que os encontros sejam realizados na residência onde cumpre prisão domiciliar humanitária, em datas ainda a serem definidas. O ex-presidente indicou preferência por reuniões às terças, quartas ou quintas-feiras.

 

A solicitação ocorre um dia depois de o PL oficializar a candidatura de Rogério Marinho à Presidência do Senado. Líder da oposição na Casa, o parlamentar é apontado como principal adversário do atual presidente, Davi Alcolumbre (União), na disputa pelo cargo.

 

Marinho foi coordenador da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). Na disputa pelo comando do Senado, ele pretende reunir parlamentares insatisfeitos com a atuação de Alcolumbre, especialmente quanto à postura da Casa com o Executivo e o Judiciário.

 

Tereza Cristina, por sua vez, também mantém a intenção de disputar a presidência do Senado e busca apoio entre integrantes do Centrão. A senadora e Marinho, no entanto, discutem a possibilidade de evitar uma disputa direta entre os dois.

 

Segundo Marinho, há um entendimento entre os parlamentares para que ambos avaliem a viabilidade de suas candidaturas antes de uma eventual definição de um nome único da oposição para concorrer ao comando da Casa.

Câmara de Salvador aprova requerimento de Aleluia e marca eleição da Mesa Diretora para segunda-feira
Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) aprovou em plenário nesta quarta-feira (4) o requerimento que convoca a eleição da nova Mesa Diretora da Casa para a próxima segunda-feira (9). O pedido foi apresentado pelo vereador Alexandre Aleluia (Novo), candidato à presidência, e teve a assinatura de 32 dos 43 vereadores.

 

Três vereadores se abstiveram na votação: Eliete Paraguassu, Silvio Humberto e Marta Rodrigues. Não houve votos contrários.

 

A apresentação do requerimento nesta quarta e a data da votação foram antecipadas pelo Bahia Notícias. Pelo regimento interno da Câmara, a eleição pode ser marcada 24 horas depois da apresentação do pedido, e a segunda-feira é o próximo dia de sessão.

 

Favorito na disputa, Aleluia reúne o apoio de pelo menos 37 vereadores. O primeiro vice-presidente da chapa deve ser o líder do governo na Câmara, Kiki Bispo (União Brasil), indicado pela Prefeitura de Salvador.

Jorge, da dupla com Mateus, se defende e pede respeito após ter shows cancelados por apoio a Flávio Bolsonaro
Foto: Instagram

O cantor Jorge Barcelos, da dupla com Mateus, se pronunciou nas redes sociais após o cancelamento de duas apresentações dos sertanejos em cidades do Nordeste para o Réveillon.

 

Apesar do motivo não ter sido dito de forma explícita, o público passou a associar o cancelamento ao posicionamento político do cantor, que declarou apoio ao candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL). Em nota, o artista falou sobre o respeito as diferentes opiniões.

 

"Respeito as diferentes opiniões e acredito que, acima de qualquer divergência, devem prevalecer o diálogo, a empatia e o respeito. A música sempre foi a minha forma de me conectar com as pessoas, levar alegria e retribuir todo o carinho que recebo. Independentemente de qualquer diferença, meu desejo é que o nosso país esteja bem, que as pessoas estejam bem e que nunca percamos o respeito uns pelos outros."

 

 

Jorge também negou que tenha criticado o povo nordestino, afirmou que tem "gratidão" pela região e defendeu o respeito a opiniões diferentes. A "crítica" passou a ser atribuída ao artista pela defensa ao candidato do PL.

 

"Diante de algumas informações que circularam nas redes sociais nos últimos dias, considero importante esclarecer que as falas que estão sendo atribuídas a mim, especialmente em relação ao Nordeste e ao povo nordestino, não são verdadeiras. Nunca fiz essas declarações e jamais me referiria dessa forma a uma região pela qual tenho tanto carinho, admiração e respeito", afirmou.

 

Jorge também afirmou que seu pronunciamento e o posicionamento não tinha ligação com Mateus, que escolheu não se posicionar politicamente na última eleição. "Faço esse esclarecimento em meu nome, por se tratar de uma situação relacionada a mim, e não ao Mateus ou à nossa trajetória como dupla".

 

Em Salvador, a dupla não teve o show cancelado como aconteceu em Recife e Fortaleza. Os artistas se apresentam na capital baiana no dia 31 de dezembro, ao lado de Ivete Sangalo, Bell Marques, Tony Salles e Dennis DJ, na Arena O Canto da Cidade, na Boca do Rio.

Bruno Reis defende Jorge e Mateus no Virada Salvador após cancelamentos de shows por apoio a Flávio Bolsonaro
Foto: Jefferson Peixoto/ Secom PMS

A dupla Jorge e Mateus está confirmada para se apresentar no Festival Virada Salvador 2027. O anúncio dos sertanejos na grade do evento, promovido pela Prefeitura de Salvador, aconteceu nesta quarta-feira (4) e foi na contramão de um momento envolvendo os artistas, o cancelamento de apresentações para o final do ano.

 

Só nas últimas 24 horas, os artistas tiveram duas apresentações canceladas, uma no Réveillon de Fortaleza e outra no Réveillon de Recife. De acordo com os gestores municipais, Evandro Leitão (PT), e Victor Marques (PCdoB), o cancelamento se deu por uma demanda do público.

 

O cancelamento dos shows, no entanto, vem sendo associado ao posicionamento político de Jorge, que na reta final do segundo turno, anunciou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Ao ser questionado sobre o movimento, o prefeito Bruno Reis (União), falou sobre a presença dos artistas na grade e reforçou que não pensa nas contratações levando em consideração o posicionamento político de cada estrela do Festival Virada.

 

"Esse festival celebra a música, a cultura, a arte. Nunca, em nenhum momento, questão política foi critério para definição das apresentações. E não pode ser, até porque, é ilegal utilizar este critério para definição de quem vai se apresentar", pontuou.

 

O gestor municipal ainda falou sobre a liberdade do pensamento diferente e frisou que o Festival Virada prega pela diversidade. 

 

"Nós vivemos em uma democracia, temos que respeitar as opiniões divergentes, democracia é isso, ter a capacidade de conviver com quem pensa diferente do nosso pensamento. A nossa grade de atrações por si só, ela já se explica, porque contempla todos os estilos musicais, dos mais diversos ritmos, foi sempre este critério que nós utilizamos", afirmou.

 

Nas redes sociais, um movimento pedindo o cancelamento do show da dupla foi iniciado em diversas cidades do Nordeste. Apenas Jorge se posicionou politicamente, enquanto Mateus, optou por não falar sobre eleição nas redes sociais.

 

Em uma entrevista dada ao 'Conversa com Bial', em 2018, Mateus falou sobre o motivo que o fez escolher não se posicionar nas redes.

 

"Já publiquei minhas vontades políticas e quase fui linchado por isso. Como quando pus a foto de um candidato que não queria que fosse representante máximo da nação. A gente não toma partido. Odeio ser criticado por pessoas que não me conhecem. Na internet se acham dignos de julgar tudo, mas sem consciência do assunto."

 

A dupla segue uma "tradição" de se apresentar na capital baiana no dia 31 de dezembro. A grade do Festival Virada Salvador neste dia contará ainda com apresentações de Ivete Sangalo, Bell Marques, Tony Salles e Dennis DJ.  O show segue sendo realizado na Arena O Canto da Cidade, na Boca do Rio.

Jorge e Mateus tem show cancelado no Réveillon de Fortaleza e Recife após "polêmicas"
Foto: Instagram

O show da dupla Jorge e Mateus, que aconteceria no Réveillon de Fortaleza deste ano, foi cancelado. O anúncio foi feito pelo prefeito da capital cearense, Evandro Leitão (PT), na última terça-feira (3), por meio das redes sociais.

 

De acordo com o gestor municipal, o cancelamento da apresentação aconteceu devido a uma demanda do público. Evandro não citou diretamente o fato que fez a dupla "cair" da grade, no entanto, o petista cita "questões que geraram polêmicas".

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por PT Ceará (@ptceara)

"Eu quero informar que essas negociações são tocadas com meses de antecedência e sempre buscando o melhor para o público. Porém, diante das questões posteriores que geraram polêmica, tirando o foco do nosso real objetivo, que é fazer uma das maiores e mais animadas festas populares do país, foi acordado o cancelamento do contrato de participação da dupla na celebração deste ano, de forma absolutamente legal."

 

Além de Fortaleza, o show da dupla foi cancelado em Recife. Em vídeo, o prefeito da cidade, Victor Marques (PCdoB), afirmou que não havia clima para o show dos sertanejos na grade da cidade.

 

"Final de ano é sempre um momento de união, unidade, fraternidade, estar junto de quem a gente ama, de muito amor e também de renovação da esperança. E é justamente por esse motivo que não há mais clima para a apresentação da dubla Jorge e Matheus dentro da nossa programação."

 

Nenhum dos gestores pontuaram de forma direta questões políticas. No entanto, vale lembrar que dias antes do segundo turno, Jorge, da dupla com Mateus, se posicionou politicamente, declarando voto em Flávio Bolsonaro (PL). Na ocasião, o artista chegou a declarar: "Pode chorar, mas eu não voto no PT".

Aleluia deve apresentar requerimento para convocar eleições na CMS nesta quarta-feira; saiba quem deve ser seu vice e datas
Foto: Divulgação

A eleição para a nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Salvador (CMS), grupo que comanda a Casa, pode acontecer já na próxima segunda-feira (9). O vereador Alexandre Aleluia (Novo), favorito para assumir a presidência, deve apresentar nesta quarta-feira (4) o requerimento para convocar a votação. Na chapa dele, o primeiro vice-presidente deve ser o líder do governo na Câmara, Kiki Bispo (União Brasil), indicado pela Prefeitura de Salvador.

 

Segundo apurou o Bahia Notícias, a indicação de Kiki Bispo foi feita pela Prefeitura para selar o apoio da base do prefeito Bruno Reis (União Brasil) a Aleluia. O restante da chapa ainda não foi fechado. Na quarta, Aleluia deve se reunir com a bancada de oposição e com outros vereadores para negociar os demais cargos da Mesa.

 

O candidato já reúne o apoio de pelo menos 37 dos 43 vereadores. Na sessão desta terça-feira (3), ele recolheu assinaturas de colegas para o requerimento, que precisa de pelo menos 23 nomes para ser válido. O documento será entregue ao atual presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB).

 

De acordo com vereadores ouvidos pela reportagem, depois que o requerimento for apresentado, a eleição pode ser marcada após um prazo de 24 horas. Como segunda-feira é o próximo dia de sessão previsto no regimento interno, conjunto de regras que organiza o funcionamento da Câmara, a votação deve acontecer nessa data.

'Fora' da presidência da Câmara, Muniz deve atuar nos bastidores do mandato do filho e mira comando de partido; entenda
Foto: Divulgação

O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), não pretende disputar a reeleição para vereador em 2028 e deve passar a atuar nos bastidores em Brasília, onde o filho, Carlos Muniz Filho (PSDB), vai exercer mandato de deputado federal. 

 

Segundo interlocutores, o tucano também quer assumir o comando de algum partido na Bahia, e o Podemos aparece como a opção mais provável.

 

De acordo com apuração do Bahia Notícias, Muniz já começou a traçar os planos para depois de deixar a presidência da Câmara. Pessoas próximas afirmam que ele não demonstrou interesse em concorrer a um novo mandato de vereador. A ideia é ficar mais presente em Brasília para ajudar o filho nos bastidores e, ao mesmo tempo, buscar a presidência estadual de uma legenda.

 

Sobre uma eventual candidatura à Prefeitura de Salvador, os interlocutores dizem que Muniz não pretende articular o próprio nome, mas também não descartam a possibilidade. A decisão, segundo eles, vai depender do cenário político de 2027.

 

Os planos acontecem após Muniz perder espaço na disputa pelo comando da Câmara. O vereador Alexandre Aleluia (Novo) já reúne o apoio de 37 dos 43 vereadores, número mais do que suficiente para se eleger presidente da Casa, incluindo o apoio público do atual gestor do Legislativo soteropolitano.

 

O filho dele, Muniz Filho foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2026, sendo o mais votado da sigla na Bahia, com 141.762 votos, a frente de Adolfo Viana (PSDB), que recebeu 119.865 votos. 

PDT e MDB negociam formação de bloco com sete deputados na Assembleia Legislativa
Foto: Ascom / Agência AL-BA

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) avançaram nas conversas para formar um bloco parlamentar de sete deputados na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a partir de fevereiro de 2027. A articulação busca ampliar a participação das duas legendas na divisão de espaços da Casa, incluindo cargos na Mesa Diretora e nas comissões permanentes.

 

A negociação foi confirmada ao Bahia Notícias pelo deputado estadual eleito Luciano Pinheiro (PDT) e pelo presidente de honra do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima. A composição reuniria os cinco parlamentares eleitos pelo PDT aos dois representantes do MDB na próxima legislatura.

 

“Na AL-BA, é sempre importante formar bloco porque aumenta os espaços. Então, com certeza, o MDB está tendo conversas para formar um bloco, sim”, afirmou Lúcio. Segundo ele, a soma das bancadas permitiria alcançar o que chamou de “número mágico” de sete integrantes, patamar que amplia as possibilidades de participação na estrutura do Legislativo.

 

O dirigente avaliou que a composição seria vantajosa para os dois partidos, que integram a base do governo estadual. “Como são dois partidos da base do governo, não terá nenhuma diferença do tipo ideológica, do tipo de apoio ao governo ou de votações de causas polêmicas que vá provocar divisão do bloco”, disse.

 

Luciano também confirmou que as tratativas estão concentradas no MDB. “A nossa intenção é formar um bloco, com sete parlamentares, já que elegemos cinco. E essa conversa hoje é só com o MDB, que elegeu dois, com quem faríamos uma bancada de sete deputados”, declarou.

 

O PDT elegeu Luciano Pinheiro, Marcinho Oliveira, Neto Coelho, Cacau da Mata e Josafá Marinho. Pelo MDB, foram eleitos Rogério Andrade, que conquistou a reeleição, e Carlinhos Sobral.

 

A formação de um bloco permite às legendas reunir forças para disputar espaços que, individualmente, seriam mais limitados. Além de liderança própria, a bancada passa a ter melhores condições de participar da distribuição de cargos na Mesa Diretora e nas comissões, além de contar com estrutura específica de funcionamento.

 

NEGOCIAÇÃO DEPENDE DO JUDICIÁRIO

A apuração do BN aponta, porém, que a articulação ainda precisa considerar a situação jurídica do PDT em relação à cláusula de desempenho, também conhecida como cláusula de barreira. A legenda não atingiu o desempenho exigido nas eleições de 2026, e há discussões judiciais pendentes sobre a possibilidade de formação de federações partidárias após o pleito.

 

O cenário pode ter impacto sobre a organização das bancadas e a permanência dos parlamentares nas atuais legendas. Caso o partido não consiga superar os efeitos da cláusula, os deputados poderão ter a possibilidade de mudar de sigla sem perder os mandatos, o que também interfere nas alternativas em discussão.

 

Nos bastidores, a formação do bloco com o MDB aparece como uma saída para preservar a articulação política dos dois partidos e ampliar sua força na Assembleia. A possibilidade de uma federação após o resultado das eleições, por outro lado, ainda depende de definições na Justiça.

Lula viaja a São Paulo nesta terça-feira para realizar exames médicos de rotina
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para São Paulo nesta terça-feira (3), onde passará por uma avaliação médica. A expectativa é de que o deslocamento ocorra durante a tarde. De acordo com interlocutores do presidente ouvidos pelo veículo, os procedimentos são exames de rotina. A avaliação ocorre após o período de intensa agenda durante a campanha eleitoral e também tem como objetivo preparar Lula para os compromissos internacionais previstos para a próxima semana, na Turquia e nas Filipinas.

 

A previsão é de que o presidente permaneça na capital paulista durante a noite e retorne a Brasília na quarta-feira (4). Antes de deixar a capital federal, Lula recebeu, no fim da manhã desta terça-feira, o senador e ex-ministro Camilo Santana (PT-CE), em reunião no Palácio da Alvorada. As informações foram confirmadas pelo portal Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha.

 

O parlamentar é apontado como um dos nomes cotados para ocupar um cargo de destaque no próximo governo. Entre as possibilidades discutidas está o comando da Casa Civil. Durante o feriado de Finados, Lula permaneceu em Brasília e descansou com familiares na Granja do Torto, residência oficial de campo da Presidência da República.

AL-BA aprova nova Lei Orgânica do TCE-BA e atualiza legislação após 35 anos
Foto: Lucas Vieira / Bahia Notícias

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou, por acordo, nesta terça-feira (3), o Projeto de Lei Complementar que institui a nova Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA). Relatada pelo deputado estadual Zé Raimundo (PT), a proposta substitui a legislação em vigor desde 1991 e estabelece um novo conjunto de regras para a atuação do órgão. A nova lei entrará em vigor 120 dias após a publicação oficial.

 

Entre as principais mudanças está o incentivo à resolução consensual de conflitos e à cooperação entre gestores públicos e auditores. O texto autoriza o TCE-BA a firmar Termos de Ajustamento de Gestão e adotar Procedimentos de Solução Consensual de Controvérsias, priorizando a orientação e a correção de falhas administrativas antes da aplicação de penalidades.

 

A nova legislação também regulamenta os chamados processos estruturais, instrumentos destinados a solucionar situações recorrentes de irregularidades que demandem reorganização institucional de órgãos públicos ou reestruturação de políticas públicas estaduais.

 

Outro ponto previsto é a definição de prazos de prescrição de cinco anos para as pretensões punitivas e de ressarcimento ao erário. O texto estabelece ainda a prescrição intercorrente quando um processo permanecer paralisado por mais de três anos.

 

No âmbito das penalidades, a lei mantém mecanismos de responsabilização de gestores e fornecedores. As multas poderão chegar a R$ 45 mil em casos de descumprimento de normas ou sonegação de informações, enquanto as sanções relacionadas a danos ao erário poderão alcançar 100% do prejuízo identificado.

 

Gestores responsabilizados por irregularidades graves também poderão ser impedidos de ocupar cargos em comissão por períodos de cinco a oito anos. Já fornecedores envolvidos em fraudes em licitações poderão ser declarados inidôneos por até seis anos.

 

A legislação prevê ainda medidas de fortalecimento do controle social e da qualificação dos agentes públicos, com a regulamentação da Escola de Contas Conselheiro José Borba Pedreira Lapa e da Ouvidoria do TCE-BA.

 

Além da proposta relacionada ao Tribunal de Contas, os deputados estaduais aprovaram outros projetos durante a sessão, incluindo concessões de títulos de cidadão baiano, outorgas da Comenda Dois de Julho e declarações de utilidade pública.

Alexandre Aleluia tem pelo menos 37 votos para presidir Câmara de Salvador após adesão de vereadores da oposição
Oposição na CMS | Foto ilustrativa: Reprodução / CMS

O vereador Alexandre Aleluia (Novo) chegou a 37 apoios declarados, entre os 43 integrantes da Câmara Municipal de Salvador (CMS), na disputa pela presidência da Casa. A candidatura ganhou novos apoiadores nesta terça-feira (3), após a adesão de vereadores da oposição e da vereadora Débora Santana (PSDB).

 

A bancada de oposição se reuniu e decidiu liberar os partidos para que cada um definisse seu posicionamento sobre a eleição. A decisão foi anunciada pelo líder do grupo, vereador Randerson Leal (Podemos).Após o entendimento, os vereadores João Cláudio Bacelar e Randerson Leal, ambos do Podemos; Carlos Kleber (PSD); e David Rios (MDB) declararam apoio a Aleluia. A definição ocorreu depois de uma reunião dos parlamentares com o candidato, da qual não participaram os vereadores do PSOL.

 

Também nesta terça-feira, a vereadora Débora Santana confirmou adesão à candidatura durante uma reunião com Aleluia. Com o apoio da tucana, o vereador passou a contabilizar 35 votos declarados."Conheço a seriedade do trabalho de Aleluia nas comissões e sei que ele será um presidente competente e democrático à altura dos desafios da Câmara de Salvador", argumenta Débora.

 

Foto: Divulgação / Assessoria 

 

Durante o encontro com integrantes da oposição, Aleluia recebeu uma pauta de compromissos apresentada por Randerson Leal. Entre as reivindicações estão a garantia de autonomia e independência da Câmara em relação à Prefeitura de Salvador e ao Palácio Thomé de Souza, a retomada do protagonismo do Legislativo e a priorização de projetos de iniciativa dos vereadores.

 

O documento também prevê o cumprimento do Regimento Interno e dos prazos para tramitação de propostas encaminhadas pelo Executivo, a garantia da proporcionalidade na composição das comissões permanentes e a regulamentação das emendas parlamentares.

 

Segundo Randerson, Aleluia sinalizou positivamente em relação aos pontos apresentados. O líder da oposição afirmou que a liberação dos partidos permite que cada legenda discuta internamente e defina sua posição de acordo com as próprias orientações. A eleição para a presidência da Câmara Municipal definirá o comando do Legislativo soteropolitano para o próximo biênio.

Lula quer evitar "unção" a sucessor e buscará opções para Casa Civil
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu, segundo fontes próximas ao mandatário, abrir o “leque” de opções para comandar a Casa Civil – considerada a pasta mais importante do governo federal, responsável por coordenar ações de Ministérios e relações com entes federativos – em seu quarto mandato.

A apuração é da CNN Brasil.

 

Após a vitória do presidente nas urnas, a disputa pela Casa Civil se afunilava entre os ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Camilo Santana (PT). O primeiro era o preferido antes das eleições; e o segundo ganhou força após ingressar no núcleo da campanha no segundo turno e ser considerado peça crucial para a vitória.

 

Lula tem ponderado com aliados que a nomeação de um dos dois para a Casa Civil poderia ser entendida como uma “unção” a um sucessor. O presidente foca em seu último mandato e não quer adiantar essa discussão, afirmam interlocutores.

 

O mandatário se mostra disposto a ouvir outros nomes. Aliados sugeriram, por exemplo, a ex-ministra Gleisi Hoffmann – que perdeu as eleições pelo Senado no Paraná e está sem mandato – como uma opção.

 

Também são cogitadas quais posições poderiam acomodar o peso político de Haddad e Camilo e dar protagonismo a ambos sem sinalizar uma “unção”.

 

Auxiliares do presidente mencionam o Ministério da Segurança Pública, que será criado caso a PEC (proposta de emenda à Constituição) que reforça as atribuições federais nessa frente, e o Ministério da Educação, que estará responsável por promessas como a universalização da escola em tempo integral e o Pé-de-Meia Universitário.

 

Após os dois primeiros mandatos de Lula, foi indicada para a sucessão do petista Dilma Rousseff (PT) – que esteve à frente da Casa Civil entre 2005 e 2010. A então ministra era chamada de “mãe do PAC”, por tocar o Programa de Aceleração do Crescimento, que concentrava as principais obras e ações do governo.

Deputado federal Neto Carletto se casa com filha do senador Otto Alencar em cerimônia intimista no sul da Bahia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O deputado federal Neto Carletto (Avante) e a empresária Isadora Alencar oficializaram a união neste domingo (1º), em uma cerimônia intimista realizada em Arraial d’Ajuda, no sul da Bahia. A celebração foi conduzida por Edgar Abbehussen e reuniu familiares e convidados próximos, sem grande alarde.

 

Isadora é filha mais nova do senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, que celebrou o casamento nas redes sociais. “A felicidade invadiu o meu coração”, escreveu o parlamentar na legenda de uma fotografia publicada no Instagram.

 

O casal estava noivo desde abril deste ano, quando realizou uma celebração no Horto Florestal, em Salvador.

 

Neto Carletto é sobrinho de Ronaldo Carletto, presidente estadual do Avante e suplente do senador Rui Costa (PT). O deputado integra uma família com tradição na política baiana, especialmente no interior do estado.

 

Fotos: Reprodução / Redes Sociais

 

Nas eleições de 2026, Neto Carletto foi reeleito para a Câmara dos Deputados pela Bahia, com 197.240 votos, o equivalente a 2,38% dos votos válidos no estado.

Governo dos EUA evita apoiar pretensão de Flávio Bolsonaro de liderar o Brasil, aponta agência
Foto: Reprodução / X

O governo do presidente norte-americano Donald Trump não demonstra intenção de respaldar as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre assumir a liderança política do Brasil. A avaliação foi divulgada pela agência Reuters neste sábado (31), com base em informações de pessoas familiarizadas com as discussões na administração dos Estados Unidos.

 

De acordo com os relatos, autoridades americanas não pretendem assumir publicamente uma posição favorável ao parlamentar, apesar de terem contribuído para viabilizar sua entrada no território norte-americano. A preocupação seria evitar um novo desgaste diplomático com o governo brasileiro.

 

A movimentação de Flávio ocorre após sua derrota na disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois do resultado das urnas, o senador divulgou um documento no qual reivindicava o posto de “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Posteriormente, alterou o discurso e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

 

Ainda conforme a Reuters, a postura da Casa Branca não representa uma decisão definitiva de Trump, que poderia rever sua posição. No momento, entretanto, o presidente americano estaria pouco disposto a criar novos atritos nas relações entre os dois países.

 

O senador chegou a Miami na quarta-feira (28), depois de deixar o Brasil, e tem planos de seguir para Washington nos próximos dias. A viagem à capital americana teria como objetivo estabelecer conversas diretamente com representantes da administração Trump.

 

Em uma transmissão pelas redes sociais, Flávio afirmou que decidiu sair do país por temer novas providências judiciais contra ele. Depois da eleição, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a retenção dos documentos de viagem do parlamentar.

 

Na mesma transmissão, o senador também sinalizou que poderá voltar a disputar o comando do Executivo federal. Flávio mencionou a possibilidade de uma nova candidatura em um prazo inferior ao calendário eleitoral de 2030 e vinculou essa hipótese a uma eventual crise econômica durante o próximo governo Lula.

 

O parlamentar, contudo, não apresentou detalhes sobre como essa situação poderia resultar na convocação de uma nova eleição presidencial. “Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui pronto, inclusive, se for preciso, para disputar a Presidência da República de novo. (...) Eu não tô falando de 2030, não. Eu tô falando de antes disso”, alega.

Na Antena 1, Éden defende construção de projeto para Salvador antes de discutir candidaturas em 2028
Foto: Divulgação

O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, defendeu que a discussão sobre as eleições municipais de 2028 em Salvador comece pela elaboração de um programa para a cidade, antes da definição de possíveis candidatos. A declaração foi feita nesta sexta-feira (30), durante entrevista ao programa Linha de Frente, da rádio Antena 1.

 

Ex-presidente do PT na Bahia, Éden afirmou que pretende contribuir com a formulação de uma proposta para a capital baiana e ressaltou a importância de envolver diferentes setores da sociedade nesse processo. “Eu penso que a gente não pode começar o debate pelo nome. Primeiro a gente vai ver qual é a proposta, qual é o programa, qual é o projeto para Salvador”, disse.

 

O dirigente também defendeu uma reflexão interna da esquerda sobre sua atuação na cidade e a necessidade de apresentar uma alternativa ao modelo político que classificou como carlista. “A esquerda precisa fazer autocrítica, ter humildade de admitir que a gente desacumulou sobre Salvador. A gente tem crítica ao modelo carlista, mas qual é mesmo o nosso programa?”, questionou.

 

Para Éden, a construção de uma proposta deve ocorrer em diálogo com comunidades e diferentes segmentos da sociedade. Ele reafirmou que está disposto a participar da elaboração de um projeto antes de iniciar as discussões sobre nomes e campanhas para 2028.

Vereadora denuncia lista de boicote a comerciantes considerados de esquerda em Alagoinhas
Foto: Reprodução / Redes sociais

A vereadora Juci Cardoso (PT) do município de Alagoinhas, no Agreste Baiano, foi às redes sociais para denunciar uma suposta lista de boicote a comerciantes de esquerda na cidade. Na publicação feita nesta quinta-feira (29), a parlamentar criticou a iniciativa e chamou a atenção para os possíveis impactos econômicos de um boicote motivado por posicionamentos políticos. 

 

Segundo a vereadora, mais de 65 mil eleitores de Alagoinhas votaram em Lula. Ela estimou que, considerando os familiares desses eleitores, o grupo representaria aproximadamente 130 mil consumidores. “Isso não é só sobre política partidária, também é sobre economia e sustento das famílias”, afirmou a parlamentar.

 

Em resposta à suposta iniciativa, Juci Cardoso propôs que a população adote uma postura contrária ao boicote, incentivando a divulgação e o consumo nos estabelecimentos mencionados na lista. “Indique esses estabelecimentos, comprem, curtam, compartilhem e ajudem a divulgar essas lojas e restaurantes que estão lá na tal listinha”, pediu a vereadora petista.

 

“Imaginem se fosse a esquerda fazendo o anúncio de boicote a quem votou diferente? Mas não faremos isso exatamente porque nossa luta não é contra os cidadãos que pensam diferente da gente, e sim pela democracia”, afirmou a política alagoinhense.

Com Coronel sem renovar mandato, Marinho rechaça senador na presidência do Republicanos na Bahia
Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado e Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Após não conseguir se eleger para o Senado nas eleições de 2026, Angelo Coronel (Republicanos) tem o nome cotado nos bastidores para assumir a presidência estadual do partido. A possibilidade, que já era discutida desde março, quando o senador deixou o Partido Social Democrático (PSD) para ingressar na legenda, foi rechaçada pelo atual dirigente da sigla na Bahia, Márcio Marinho.

 

Ao Bahia Notícias, Marinho afirmou que não houve conversa sobre a mudança no comando estadual. A possibilidade, no entanto, teria ganhado força após o segundo turno, realizado no último domingo (25). Fontes ouvidas pelo BN relataram que a direção nacional teria assumido o "compromisso" de ceder a presidência a Coronel após o encerramento das eleições, embora a mudança ainda dependa das articulações internas.

 

Coronel recebeu 2.898.885 votos na disputa pelo Senado, ficando em terceiro lugar entre dez candidatos. As duas vagas da Bahia foram conquistadas por Rui Costa (PT), com 4.335.196 votos, e Jaques Wagner (PT), com 3.986.690. O mandato atual de Coronel termina em 31 de janeiro de 2027. 

Áudio revela articulação de sindicalistas para adesivagem de ônibus em Salvador
Foto: Reprodução / Instagram @brunoreisba

Áudios atribuídos a Fábio Primo, presidente interino do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, mostram uma articulação de integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para adesivar ônibus da capital baiana. As gravações foram divulgadas pelo portal Informe Baiano.

 

 

Nas mensagens, o sindicalista orienta a distribuição de materiais e divide a atuação dos grupos por garagens de empresas que operam o transporte público. Ele cita equipes responsáveis por unidades da G2, G5 e G6 e cobra o envolvimento dos integrantes da central na mobilização.

 

Em um dos trechos, Primo afirma que o material disponível não seria suficiente para toda a frota e orienta os participantes a identificar, junto aos operadores, quais veículos seriam colocados em circulação. A recomendação era adesivar apenas os ônibus que sairiam das garagens.

 

“Não tem material suficiente para todos os carros. Então a gente tem que chegar, quando chegar, pegar na mão do operador o número dos carros que vão sair, para gente colar apenas nos carros que vão sair”, diz na gravação.

 

O áudio também traz orientações sobre o local de aplicação dos adesivos. Segundo Primo, deveria ser colocado apenas um por veículo, na parte dianteira, próximo ao lado do passageiro, sem atrapalhar a visão do motorista.

 

A divulgação das gravações ocorre após problemas envolvendo propaganda eleitoral irregular em ônibus de Salvador no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Na ocasião, veículos precisaram ter adesivos retirados, o que, segundo a Prefeitura, gerou atrasos na operação do transporte público.

 

O Bahia Notícias tentou contato com Fábio Primo para obter um posicionamento sobre as gravações, mas não recebeu retorno até o momento.

ACM Neto quebra silêncio após eleições e projeta atuação da oposição: "Pensando no futuro"
Foto: Reprodução / Instagram @acmneto

Quatro dias após o segundo turno das eleições, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) se pronunciou nesta quinta-feira (29) e reuniu integrantes de sua equipe na sede do partido, na capital baiana, para discutir os próximos passos políticos do grupo.

 

Após o encontro, Neto afirmou que a oposição pretende fiscalizar os governos e cobrar soluções para os problemas da Bahia e do Brasil, respeitando o resultado das urnas. “Quem ganhou deve governar; quem não ganhou deve fazer oposição”, declarou.

 

"Nós estamos preparados para fazer um trabalho respeitando a democracia, mas um trabalho com sinceridade, com verdade, mostrando os problemas da Bahia e do Brasil. [...] Vamos à luta. Estamos aqui, já pensando no futuro”, concluiu.

 

O ex-prefeito também disse que o grupo está motivado para representar os baianos que, segundo ele, desejam mudanças no estado.

 

ASSISTA:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Governo dos EUA pediu que Flávio Bolsonaro retirasse termo “presidente eleito” de carta
Fotos: Reprodução / Google Street View / Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos pediu ao senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais por 4,4 mi de votos, que Flávio retirasse de uma carta divulgada por ele as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. Integrantes do Departamento de Estado alegaram que isso poderia ser interpretado como um rompimento diplomático com o governo brasileiro.

 

Segundo informações publicadas pelo blog do jornalista Valdo Cruz, da GloboNews, nesta quinta-feira (29), o uso dos termos poderia sugerir que o governo norte-americano reconhecia o parlamentar como vencedor do pleito. De acordo com diplomatas ouvidos, a mudança ocorreu após o governo do presidente Donald Trump tomar conhecimento do conteúdo da primeira versão do documento.

 

Apesar de críticas ao processo eleitoral do Brasil, Trump tem mantido interlocução com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, segundo o relato, não pretende reconhecer Flávio como presidente eleito. Aliados do senador afirmaram que a alteração foi apenas um ajuste no texto. A informação sobre a solicitação do governo norte-americano também foi divulgada pela colunista Mariana Sanches, do UOL, e confirmada por diplomatas ouvidos pela GloboNews.

 

Na primeira versão da carta, publicada na quarta-feira (28), Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. No documento, ele também contestou o resultado do segundo turno e alegou, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição.

 

Pouco depois, o senador apagou a publicação e divulgou uma nova versão, na qual substituiu as expressões por “líder do Brasil” e “líder”. Na carta revisada, Flávio agradeceu a Trump e ao presidente da Argentina, Javier Milei, e afirmou estar nos Estados Unidos com a família e em segurança. Ele também negou ter fugido do Brasil, disse ser alvo de perseguição política e declarou que passaria a liderar a oposição a partir do território norte-americano.

Voto distrital misto: Entenda o sistema que deve ser votado na Câmara
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta quarta-feira (28) que pretende discutir e tentar votar ainda neste ano uma PEC para instituir o voto distrital misto no Brasil. A alteração substituiria o atual sistema proporcional de lista aberta por outro que combina a escolha individual de representantes de regiões geográficas com a distribuição de cadeiras entre os partidos.

 

Motta apresentou um calendário para a implantação do novo sistema. "A ideia aqui tratada e decidida na manhã de hoje vai no seguinte sentido: de podermos buscar a efetivação desse sistema eleitoral no voto distrital misto para o ano de 2034 e, até lá, construirmos uma transição para esse modelo", declarou.

 

A mudança alcançaria as eleições para a Câmara dos Deputados, as assembleias legislativas, a Câmara Legislativa do Distrito Federal e as câmaras municipais. As regras para presidente da República, governadores, prefeitos e senadores permaneceriam inalteradas.

 

As regras a serem adotadas para o distrital misto no Brasil ainda serão debatidas durante a elaboração da proposta. O modelo é bastante conhecido na política mundial e citado como forma de chegar ao "meio termo" entre parlamentos voltados à representação de bandeiras partidárias e aqueles que buscam priorizar o fortalecimento de bases regionais.

 

MODELO ATUAL: VOTO PROPORCIONAL

O Brasil utiliza o sistema proporcional de lista aberta para eleger deputados e vereadores. Nele, os votos recebidos pelos candidatos de cada partido ou federação são somados aos votos dados diretamente às legendas. O resultado determina quantas cadeiras cada agrupamento político terá direito a ocupar, enquanto a votação individual define quais candidatos assumirão essas vagas.

A distribuição começa pelo cálculo do quociente eleitoral, obtido pela divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras em disputa. O total recebido por cada partido ou federação determina sua participação nessa divisão, com regras adicionais para a distribuição das vagas restantes.

 

Além do Brasil, países como Finlândia, Chile, Portugal e Polônia utilizam variantes desse sistema. Alguns optam pelo modelo de lista fechada, no qual não há votação em candidatos, mas sim em partidos, com uma relação predefinida para a ordem de prioridade dos futuros ocupantes das cadeiras.

 

A principal característica do sistema proporcional é a facilidade para eleger representantes de diferentes correntes políticas. Ao mesmo tempo, a possibilidade de reunir votos de vários candidatos favorece aqueles com expressiva visibilidade pessoal, os chamados "puxadores de votos", capazes de contribuir para a eleição de colegas da mesma legenda, nem sempre conhecidos pelo eleitor.

 

O formato também facilita o acesso de partidos menores ao Parlamento, o que, por um lado, fortalece o pluralismo de ideias e, por outro, dificulta a formação de maiorias e a tomada de decisões colegiadas.

 

O QUE É VOTO DISTRITAL

O modelo proporcional tem como principal contraponto o sistema distrital puro. Nele, o território é dividido em regiões geográficas menores, chamadas distritos eleitorais. Cada uma delas elege apenas um representante, escolhido diretamente pelos moradores daquela área. Em sua forma mais comum, vence o candidato mais votado, independentemente da soma de votos obtida por seu partido em outras regiões.

 

Alguns países, como os Estados Unidos, adotam o sistema em turno único. Outros, como a França, realizam dois turnos quando nenhum candidato alcança 50% dos votos locais.

 

Esse formato dá maior peso ao desempenho individual dos candidatos e estabelece uma área geográfica específica para cada parlamentar. Seu ponto forte é permitir que o eleitor identifique o representante responsável por seu distrito, facilitando o acompanhamento e a cobrança por sua atuação.

 

O voto distrital é utilizado nas eleições legislativas dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá e da Índia. No Parlamento, ele favorece siglas capazes de vencer disputas locais, concentrando a distribuição das cadeiras nas legendas com maior força eleitoral em cada território. Partidos com votação expressiva em escala nacional podem conquistar poucas vagas caso seus eleitores estejam espalhados por diferentes distritos ou quando há tendência local ao voto útil.

 

DISTRITAL MISTO: MEIO TERMO

O voto distrital misto combina os dois sistemas. Em sua configuração mais conhecida, o eleitor dispõe de dois votos: um para escolher o candidato que representará seu distrito e outro para escolher o partido de sua preferência. Parte dos parlamentares chega ao Legislativo pela disputa territorial, enquanto os demais são escolhidos por listas partidárias, geralmente organizadas previamente pelas legendas.

 

Esse modelo é adotado em diferentes formatos ao redor do mundo, como na Alemanha, Nova Zelândia e Japão. Em alguns países, os dois sistemas operam de forma independente, com cadeiras separadas para os eleitos por voto distrital e para os escolhidos pelo proporcional. Em outros, há vinculação entre ambos, com a vitória do candidato de um distrito condicionada ao número de vagas conquistadas pela legenda.

 

A combinação procura preservar a representação das diferentes correntes políticas e permitir que parte dos parlamentares tenha vínculo eleitoral direto com suas regiões.

 

Os efeitos sobre a composição do Parlamento dependem das regras escolhidas. Sistemas com compensação proporcional tendem a preservar o espaço dos partidos menores direcionados ao debate ideológico, enquanto modelos de distribuição independente podem favorecer legendas maiores especializadas em representação regional.

 

O debate em torno da adoção do sistema distrital misto não começou agora. Desde 2017, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 9212/2017, do ex-senador José Serra, que trata exatamente da implementação do modelo. O atual relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é o deputado Domingos Neto (PSD-CE).

Filha de ACM Neto ironiza críticas após viagem e rebate comparações com Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Lívia Magalhães, filha do ex-prefeito de Salvador Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, ironizou as críticas recebidas após ter sido flagrada ao lado do pai no Aeroporto Internacional de Salvador, nesta quarta-feira (28), mesmo dia em que o senador Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami, nos Estados Unidos. 

 

Após a divulgação das imagens, a jovem, que estuda Administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicou um story – publicação temporária com exibição em até 24 horas, dizendo: “Eu, nos Estados Unidos de São Paulo depois que eu e meu pai, e só nós dois, saímos do Brasil pelo aeroporto de Salvador”, escreveu no post. 

 

A fala ocorreu após diversas publicações compararem a viagem entre pai e filha com a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. O ex-candidato a presidente saiu do Brasil com a família na noite de terça-feira (27), em direção à Argentina, de onde pegou um voo para o Equador e, em seguida, para Miami. 

 

ACM Neto apoiou o senador Flávio na campanha presidencial no segundo turno, mas não se manifestou oficialmente sobre o resultado final, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou sobre a ida do candidato derrotado aos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro corrige carta e troca “presidente eleito” por “líder”; brasão também foi alterado
Foto ilustrativa: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) alterou trechos da primeira versão da carta divulgada pelo seu aliado nesta quarta-feira (28), na qual questiona o resultado das eleições presidenciais e alega ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, após uma derrota nas urnas. Em uma nova versão do documento, a expressão “presidente eleito” foi retirada de um parágrafo e substituída pela referência a “líder”.

 

No trecho modificado, Flávio afirma que pretende continuar atuando politicamente em defesa dos eleitores que o apoiaram. Na primeira versão, o senador dizia: “Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito”.

 

Na nova redação, a referência a “presidente eleito” foi substituída por “líder”. O restante do parágrafo mantém o tom de mobilização política, com a promessa de que o senador será “a voz e a liderança livre da nossa nação”.

 

Capturas dos trechos alterados / Reprodução / X (antigo Twitter)

 

A alteração ocorre após a repercussão da primeira versão da carta, na qual Flávio se apresenta como presidente eleito, apesar de ter sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25).

 

BRASÃO ERRADO
Além da mudança no texto, a carta foi distribuída inicialmente com um brasão desatualizado do Brasil. A imagem trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, com a letra “z”, denominação histórica que deixou de ser utilizada oficialmente após mudanças na nomenclatura do país.

 

A primeira versão foi divulgada pelo comentarista político Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi compartilhada por WhatsApp, desta vez com o brasão correto e a inscrição “República Federativa do Brasil”.

 

Figueiredo afirmou, em publicação na rede social X, que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. O influenciador também apagou a publicação inicial. O episódio foi marcado por duas correções distintas: a substituição do brasão utilizado no documento e a mudança na forma como Flávio se refere a si próprio em um dos parágrafos da carta.

 

No texto, o senador também questiona a legitimidade do resultado eleitoral e alega fraude na votação, sem apresentar provas que sustentem as acusações nos trechos divulgados. Ele ainda afirma que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior.

Aliado de Flávio Bolsonaro divulga primeira versão de carta com brasão errado e inscrição 'Estados Unidos do Brazil'
Fotos: Reprodução / X via @FlavioBolsonaro e @realpfigueiredo

O aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), Paulo Figueiredo, divulgou nesta quarta-feira (28) uma primeira versão de uma carta com um brasão desatualizado e a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. A denominação deixou de ser utilizada em 1967, quando o país passou a adotar oficialmente o nome República Federativa do Brasil.

 

A carta foi divulgada inicialmente por Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi distribuída por WhatsApp, desta vez com o brasão correto, que contém a inscrição “República Federativa do Brasil”. O influenciador admitiu o erro e apagou a postagem nas suas redes:

 

Confira postagem:

 

Em publicação na rede social X, Figueiredo afirmou que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. Ele também ressaltou que a versão publicada pelo próprio Flávio Bolsonaro deveria ser a considerada. Após a publicação errada, Flávio publicou de modo correto:

 

Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter). 

 

No documento, o senador agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento no exterior. Flávio também questiona o resultado das eleições em que foi derrotado, alegando fraude, sem apresentar, no trecho divulgado, provas que sustentem a acusação.

 

A primeira versão foi reproduzida na imprensa; internautas reagiram com brincadeiras pelo erro no contexto:

 

Flávio Bolsonaro divulga carta em que se declara “presidente eleito” e chama eleição de “golpe de Estado”
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou, nesta quarta-feira (28), uma publicação em que se declara “presidente eleito” e classifica o resultado das eleições como um “golpe de Estado”. O conteúdo foi compartilhado nas redes sociais do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, aliado do parlamentar.

 

Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter). 

 

 

Após internautas apontarem um erro no brasão do Brasil na carta publicada pelo aliado Paulo Figueiredo, Flávio Bolsonaro corrigiu a versão divulgada em seu perfil oficial. O documento inicial trazia a inscrição “Estados Unidos do Brasil”, denominação que deixou de ser utilizada em 1967, quando a Constituição passou a adotar o nome “República Federativa do Brasil”.

 

Capturas de tela das cartas | Foto: Reprodução / X via @FlavioBolsonaro e @@realpfigueiredo

 

A versão corrigida da carta foi publicada por Flávio às 17h19. O senador autodeclarado presidente eleito, que ocupa cargos públicos desde a juventude, em 2003, quando assumiu como deputado estadual  fez a correção em sua postagem.

 

Confira abaixo o documento divulgado pelo senador.

 

Essa manifestação ocorre após Flávio ser derrotado por Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, com votação histórica, perdendo por 4,4 milhões de votos, realizado no último domingo (25). Com a declaração, o senador questiona o resultado oficial das urnas e não reconhece a vitória do petista.

 

O posicionamento representa uma mudança em relação às declarações feitas pelo senador na véspera. Na terça-feira (27), ele havia afirmado que desistiria de tentar anular a eleição e que não fugiria do país. Integrantes da cúpula da campanha do Partido Liberal (PL) também relataram tentativas de convencê-lo, na segunda-feira (26), a recuar da declaração de que não aceitaria a derrota.

 

Flávio desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28), após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião particular que fez escala no Equador. A fuga ocorreu após avisos da Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do senador no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro.

 

Flávio nega irregularidades e também diz não ter realizado uma fuga. "Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está", alega.

 

A ida para os Estados Unidos surpreendeu integrantes da campanha, segundo relatos de aliados. Inicialmente, o senador teria seguido a orientação de interlocutores mais moderados, que defendiam uma postura de reconhecimento do resultado eleitoral e o encerramento das tentativas de contestação da votação.

 

Com o novo discurso, Flávio conta com o asilo do governo Trump e retoma os questionamentos à legitimidade do resultado eleitoral, apesar da vitória oficialmente atribuída a Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Confira a carta na íntegra: 

"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.


Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.


Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.


A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.


Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.


Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.


Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.


Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.


Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York.
 

Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.
 

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

 

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.
 

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.
 

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.
 

E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.
 

Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.

Que Deus abençoe o Brasil", diz Flávio Bolsonaro.

Oposição na Câmara de Salvador deve se reunir com Aleluia e levar termo de compromisso antes de decidir apoio
Foto: Divulgação

A bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS) deve se reunir até o fim desta semana com o vereador Alexandre Aleluia (Novo) para decidir se apoia a candidatura dele à presidência da Casa. O grupo, formado por 9 vereadores e liderado por Randerson Leal (Podemos), vai levar ao encontro um termo de compromisso com reivindicações que espera ver atendidas na próxima gestão. Aleluia já conta com o apoio de 33 dos 43 vereadores.

 

A reunião foi definida depois de um encontro de alinhamento da oposição na segunda-feira (26). Segundo apurou o Bahia Notícias, os vereadores querem ouvir de Aleluia como será a gestão dele antes de fechar qualquer apoio. “Vamos dialogar e ouvir dele, em caso de apoio, como será a sua gestão, e também elaborarmos um termo de compromisso de algumas pautas que defendemos”, afirmou o líder da oposição.

 

Entre os pontos do documento estão a autonomia da Câmara em relação à Prefeitura, mais protagonismo dos vereadores nas decisões da Casa, o compromisso de colocar em votação projetos apresentados pelos parlamentares e o cumprimento rigoroso do regimento interno, conjunto de regras que organiza o funcionamento da Câmara.

 

Até agora, o único vereador da oposição a declarar apoio a Aleluia foi Carlos Kleber (PSD). O anúncio foi feito na segunda-feira, depois de uma reunião com o presidente do PSD em Salvador, Edvaldo Brito.

 

Se toda a bancada de oposição fechar com Aleluia, praticamente toda a Câmara estará do lado dele. O único nome que ficaria de fora é o do atual presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB). O próprio PSDB, por meio do líder da bancada, Daniel Alves, já declarou apoio a Aleluia.

Apesar de apoio ao PT, Jonga Bacelar deve permanecer no PL e tem reunião marcada com Valdemar Costa Neto; saiba mais
Foto: Evertton Pacheco

Reeleito deputado federal com 107.332 votos, Jonga Bacelar (PL) deve continuar no Partido Liberal, mesmo depois da polêmica causada por sua participação em um ato ao lado do governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT), em Ribeira do Pombal, durante a campanha eleitoral.

 

Segundo apuração do Bahia Notícias, o parlamentar baiano tinha um encontro marcado nesta quarta-feira (28) com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para tratar de política. De acordo com relatos, reuniões desse tipo entre os dois acontecem com frequência “quase semanal”.

 

Ainda conforme a apuração, mesmo após o episódio em Ribeira do Pombal, onde o edil declarou apoio a Jerônimo e utilizou um adesivo do PT, não há qualquer possibilidade de expulsão ou de saída de Jonga do partido. Interlocutores relatam que existe uma espécie de “gratidão” da legenda com o deputado, que é o parlamentar do PL com mais legislaturas na Bahia. Ele está na Câmara desde 2007 e, a partir de 2027, chega ao sexto mandato consecutivo. Um interlocutor do grupo destaca ainda que Jonga é um parlamentar que “não precisa de fundão eleitoral para se eleger”.

 

Na Bahia, o PL não lançou candidato próprio ao governo e integrou a chapa de ACM Neto (União Brasil), com o presidente estadual da sigla, João Roma, na disputa pelo Senado. 

 

Por isso, a presença de Jonga no palanque de Jerônimo, onde chegou a usar um adesivo com o número 13, gerou mal-estar na ala bolsonarista do partido, que chegou a defender a expulsão do deputado. Na época, Jonga se retratou com Valdemar e afirmou, em nota, que sempre apoiou os candidatos indicados pelo PL.

 

Jonga já comandou o partido no estado, quando a sigla ainda se chamava Partido da República (PR). Ele assumiu a presidência estadual em janeiro de 2015, após uma disputa interna com o também deputado federal José Rocha, e ficou no cargo até agosto de 2016, cerca de um ano e meio. Nesse período, o deputado integrava a base do então governador Rui Costa (PT) e votou contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Ex-coordenador diz não saber paradeiro de Flávio Bolsonaro após derrota nas urnas: "queria dar um tempo”
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL), ex-coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que não sabe onde o candidato derrotado nas eleições está. Segundo ele, a última comunicação com o parlamentar ocorreu pela manhã, quando Flávio disse que queria “dar um tempo” e que conversaria com a equipe posteriormente.

 

“Nós não temos ainda informações sobre o seu paradeiro, apenas algumas notícias que já saíram da imprensa, inclusive de outros países, que demonstram que pode ter havido um deslocamento do senador Flávio para um outro país”, alega Marinho.

 

O ex-coordenador relatou que recebeu uma mensagem de texto de Flávio por volta das 8 horas, após ser procurado por veículos de imprensa que buscavam informações sobre o senador. Segundo Marinho, o parlamentar afirmou que precisava de um tempo naquele dia e que voltaria a conversar com a equipe.

 

Marinho disse ainda que esteve com Flávio na segunda-feira (26), até pouco depois das 16h. Na ocasião, integrantes da campanha conversaram sobre a necessidade de agradecer aos eleitores que votaram no senador. 

 

As informações foram confirmadas pelo portal g1, . O ex-coordenador afirmou que a equipe ficou surpresa com o resultado da eleição.

Maria Bethânia celebra aniversário de 81 anos do presidente Lula nas redes sociais
Foto: Reprodução / Instagram @mariabethania

Maria Bethânia celebrou o aniversário de 81 anos do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio de suas redes sociais nesta terça-feira (27). 

 

Com fotos de um encontro entre os dois e uma declaração na legenda da publicação, a baiana parabenizou o petista e desejou um bom governo. “Felicidades para o nosso Presidente Lula. Que Deus o ilumine para governar o Brasil que eu amo”, escreveu a artista. 

 

 

A cantora baiana e o presidente Lula possuem uma relação marcada por décadas de apoio político e reconhecimento mútuo. Em 2002, quando o petista foi eleito presidente pela primeira vez, a artista gravou a música “Sonho Impossível” para o programa eleitoral dele. Vinte anos depois, durante a campanha presidencial de 2022, Bethânia repetiu gestos de apoio e “fez o L”. 

 

Em 2025, Lula e a primeira-dama Janja prestigiaram um show em que Bethânia celebrou os 60 anos de carreira. Na ocasião, o presidente entregou flores à cantora no camarim e deixou um bilhete a chamando de “a mais extraordinária cantora brasileira”. Já em 2026, a cantora reafirmou seu apoio ao presidente. Durante sua apresentação no Coala Festival em São Paulo, Bethânia disse: “Eu voto Lula presidente”. 

Após fuga, aliado de Trump confirma chegada de Flávio Bolsonaro aos EUA
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos em segurança nesta terça-feira (27), segundo informou o advogado mexicano Simón Levy, ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA), do presidente norte-americano Donald Trump.

 

Em uma publicação na rede social X, por volta das 15h20, Levy afirmou que o senador havia chegado ao país sem problemas. “Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, escreve o advogado.

 

Confira postagens do aliado trumpista: 

 

A viagem ocorre três dias após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Até o momento, as informações divulgadas não detalham o motivo da viagem, o tempo de permanência do senador nos Estados Unidos nem a agenda prevista para a visita.

Igor Dominguez assume posto na Assembleia Legislativa como nome forte de Bruno Reis
Foto: Reprodução / Instagram @igordominguez

A renovação de 38,1% da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a partir de fevereiro de 2027 terá entre os novos integrantes Igor Dominguez (PL), eleito deputado estadual com 79.736 votos. Escolhido pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), como um dos nomes do grupo político para a disputa, ele concentrou mais da metade de sua votação na capital baiana, onde construiu parte de sua trajetória na gestão pública.

 

Dos votos recebidos por Igor nas eleições de 2026, 40.784 foram registrados em Salvador, o equivalente a 51,1% do total. O resultado evidencia o peso eleitoral da capital para o deputado eleito, que ocupava a Secretaria Particular de Bruno Reis e atuava diretamente nos bastidores da administração municipal. 

 

A relação profissional com Bruno Reis começou em 2011, quando Igor passou a integrar o gabinete do então deputado estadual. Antes disso, havia iniciado sua trajetória no serviço público, em 2002, na Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba).

 

Na Assembleia Legislativa, ocupou a Diretoria de Planejamento e comandou a Fundação Paulo Jackson, responsável pela TV e pela Rádio AL-BA. Em 2021, com a chegada de Bruno Reis à Prefeitura de Salvador, assumiu a Secretaria Particular do prefeito, função em que acompanhou demandas da gestão e atuou na interlocução com secretarias municipais, lideranças políticas e representantes de comunidades.

 

Formado em Administração de Empresas e em Direito, Igor também presidiu o Democracia Cristã (DC) na Bahia em fevereiro de 2024, antes de se filiar ao Partido Liberal (PL) para disputar as eleições de 2026. Além do prefeito, sua candidatura contou com o apoio do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).

 

Ao apresentar sua candidatura, Igor destacou a experiência acumulada ao lado das lideranças do grupo político. “Com seriedade e competência, estou preparado para minha próxima missão: representar os baianos na Assembleia Legislativa”, afirmou ao Bahia Notícias.

 

Para o mandato, o deputado eleito pretende priorizar a cobranças por melhorias na segurança pública e na saúde. Entre as propostas anunciadas também estão o fortalecimento dos municípios, a ampliação de oportunidades para jovens e o incentivo ao empreendedorismo, com foco na redução da burocracia e na geração de emprego e renda.

 

Aliado ao grupo de Neto, Igor afirma que pretende exercer uma “oposição responsável” na AL-BA, exercendo uma forte fiscalização do governo estadual e mantendo abertura ao diálogo sobre propostas que beneficiem a população baiana.

VÍDEO: Cezar Leite nega que bolsonarismo seja de extrema-direita e defende pluralidade na direita baiana
Fotos: Agência Brasil / Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Em entrevista concedida ao apresentador Fernando Duarte no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN), o vereador Cezar Leite (PL) foi questionado sobre a existência de espaço para a direita baiana fora do bolsonarismo, considerando os projetos de lei defendidos por seu mandato. Em seguida, Cezar Leite rejeitou o rótulo de extrema-direita associado ao bolsonarismo.

 

“Sim, mas o bolsonarismo não é extrema-direita, né? Essa é uma colocação de rótulo que as pessoas colocam, fazem. O bolsonarismo é... não só o carinho, mas o respeito que eu tenho por Jair Messias Bolsonaro. Que é um cara que hoje [está] preso por muitas coisas que ele não aceitou lá atrás, né? Jair tem uma história linda. 28 anos no Congresso que nunca teve nenhum ato de corrupção com ele. Ele nunca foi envolvido em nenhum ato de corrupção”, responde.

 

Veja momento em vídeo: 

 

ENTENDA O CONTEXTO
O bolsonarismo é considerado um movimento político com pautas de alienação à extrema-direita, como registros de negacionismo científico no governo federal, atos extremados como invasão e depredação no 8 de janeiro e flertes com a ditadura militar. Além do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado pela 2.ª turma do Supremo. 

 

Na avaliação do entrevistado, o ex-presidente não integrava o sistema político tradicional e, por essa razão, enfrenta adversidades e reveses na atualidade. Durante sua trajetória parlamentar, Bolsonaro também fez declarações sobre sua relação com o chamado Centrão, bloco informal de partidos e parlamentares que costuma atuar em negociações no Congresso Nacional.

 

Na campanha presidencial de 2018, Bolsonaro se apresentou como uma alternativa "outsider" aos grupos políticos tradicionais. Já durante o governo, sua administração manteve relações com partidos e lideranças do Centrão, especialmente no contexto das negociações para garantir apoio no Legislativo.

 

Apesar de reiterar seu apoio pessoal e político a Bolsonaro, Leite reconheceu a existência e o fortalecimento de outras vertentes no espectro político da direita. Entre elas, citou a direita liberal e a direita conservadora cristã, ressaltando que ambos os segmentos vêm registrando crescimento.

 

“Ele nunca fez parte do sistema e está pagando por tudo isso. Então eu tenho um respeito muito grande pelo Bolsonaro, é por isso que eu sou bolsonarista. Mas você... claro que você tem áreas da direita que... é a direita liberal, é a direita conservadora cristã, né? Que também vem crescendo, eu não tenho dúvida nenhuma disso”, argumenta.

 

Ao abordar sua atuação pública e a importância da integridade na política, Leite ressaltou que a honestidade deve ser um compromisso permanente do representante público. 

 

O vereador também relatou o impacto pessoal e financeiro de sua dedicação à vida pública, observando que, ao reduzir sua atividade profissional como médico para focar no mandato, registrou perda de patrimônio em comparação ao período em que atuava exclusivamente na medicina.

 

Confira a entrevista completa logo abaixo:

Flávio Dino exalta "persistência democrática" e critica "chicotes, pessoas acorrentadas, símbolos nazistas" na campanha
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (26) para saudar os candidatos vitoriosos nas eleições de 2026 nos âmbitos federal e estadual, ocasião em que exaltou a "persistência democrática" do país e criticou o uso de "pedradas, tiros, chicotes, pessoas acorrentadas, símbolos nazistas" e coações na campanha eleitoral.

 

Em pronunciamento oficial, o magistrado defendeu o pluralismo político e fez um apelo pelo fim do extremismo e da violência no debate público brasileiro. Confira a postagem: 

 

Ex-governador, ex-senador e ex-deputado federal, Dino ressaltou a honra do mandato concedido pelo voto e classificou a confiança popular como um dos pilares do Estado Democrático de Direito. Ao avaliar a conclusão do processo eleitoral, o ministro fez uma correlação com sua trajetória pessoal e política, lembrando a participação na campanha pelas "Diretas Já", em 1984.

 

"Constato que, mais uma vez, tal campanha se revelou vitoriosa, pois chegamos ao final de uma eleição presidencial com a certeza de que outras virão. Em um país marcado por tantas rupturas institucionais desastrosas, essa persistência democrática deve sempre ser enaltecida", alega o ministro.

 

Dino citou expressamente o artigo 1º, inciso V, da Carta Magna — que estabelece o pluralismo político como um dos fundamentos da República — para cobrar respeito mútuo entre as correntes políticas. Ele fez um apelo rigoroso pelo banimento de atos de coerção e extremismo do cenário eleitoral brasileiro.

 

"Pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e coações nunca mais devem fazer parte de um processo eleitoral no nosso país", enfatiza.

 

Na condição de integrante do Poder Judiciário, o ministro defendeu que os representantes eleitos priorizem a governança e a implementação de políticas públicas voltadas às populações de menor renda, descritas por ele como "destinatários prioritários do manto protetor da Constituição".

 

Por fim, Flávio Dino dirigiu uma mensagem de pacificação a diversos setores do país, pedindo que atuem como vetores de paz e ponderação frente a um cenário global conflagrado. "O Constitucionalismo Social e Liberal, consagrado pela Carta de 1988, deve seguir como o nosso mapa do caminho para um futuro melhor", conclui o magistrado.

 

Confira nota na íntegra de Flávio Dino:
"
Findo o processo eleitoral de 2026, as minhas homenagens a todos os eleitos, tanto em nível federal quanto dos estados. Por ter tido a oportunidade de ser eleito governador, senador e deputado federal, sei o quanto é honroso receber a confiança popular, esteio fundamental do Estado Democrático de Direito. Espero que todos consigam bem exercer os seus mandatos, nos termos e limites da Constituição Federal.
 

Em 1984, ainda bem jovem, participei da gloriosa campanha Diretas Já. Constato que, mais uma vez, que tal campanha se revelou vitoriosa, pois chegamos ao final de uma eleição presidencial com a certeza de que outras virão. Em um país marcado por tantas rupturas institucionais desastrosas, essa persistência democrática deve sempre ser enaltecida.
 

A Constituição Federal protege o pluralismo político (artigo 1º, V), o que exige respeito entre os compatriotas. Pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e coações nunca mais devem fazer parte de um processo eleitoral no nosso país.
 

Como integrante do Poder Judiciário, espero que os agentes políticos consigam definir bons caminhos de governança para que a nossa Pátria propicie mais políticas públicas especialmente aos mais pobres - destinatários prioritários do manto protetor da Constituição.
 

Desejo que a sociedade civil, os agentes de mercado, os profissionais das várias áreas, a classe trabalhadora, as empresas de mídia, os líderes religiosos, cada um no seu espectro de atuação, sejam portadores de mensagens de paz e ponderação, em um mundo tão conflagrado por extremismos e egoísmos, que nada constroem.
 

O Constitucionalismo Social e Liberal, consagrado pela Carta de 1988, deve seguir como o nosso mapa do caminho para um futuro melhor", diz em postagem. 

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

 

“Eu acho que foi muito em virtude do momento atual eleitoral. Porque em outros momentos você teve figuras nacionais que receberam título aqui em Salvador, até o próprio Lula em 2006, e não teve essa repercussão toda de ataques, nem tentativas de revogação”, afirmou.

 

A homenagem a Flávio Bolsonaro foi entregue por Cezar Leite no dia 17 de outubro, durante um ato político no Farol da Barra. A cerimônia ocorreu após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) derrubar uma liminar que havia determinado o adiamento da solenidade para depois do segundo turno das eleições.

 

O vereador afirmou que sua principal preocupação durante a disputa judicial foi preservar as prerrogativas dos parlamentares e a autonomia da Câmara Municipal de Salvador (CMS). Para ele, a aprovação do título pelo Legislativo legitimava a concessão da homenagem.

 

“Quando você coloca em votação e é aprovado, isso tem legitimidade. Se você não fere qualquer tipo de regimento ou ato processual da Câmara, é legítimo”, declarou.

 

Cezar Leite também elogiou o presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), por ter compreendido seus argumentos, apesar das diferenças políticas entre os dois. Segundo o vereador, a discussão não se limitava à homenagem ao senador, mas envolvia a defesa das competências do Legislativo municipal.

 

A concessão do título foi aprovada pela Câmara por meio da Resolução nº 3.592/2026, após proposição apresentada a pedido de Cezar Leite. A primeira decisão judicial também havia suspendido a transferência temporária da sede do Legislativo para o Farol da Barra e estabelecido multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento. 

 

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Zé Felipe surpreende e pede para Deus abençoar Lula após reeleição: "Que possa fazer um governo incrível"
Foto: Instagram

O cantor Zé Felipe, ex-marido de Virginia Fonseca, surpreendeu os seguidores ao falar sobre o fim das eleições nas redes sociais. Filho do cantor Leonardo, que declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o sertanejo pediu para que Deus abençoasse o petista em seu quarto mandato.

 

O artista afirmou que sempre evitou falar de política nas redes sociais por saber que tem fã dos dois lados. "As Eleições 'acabou'. Nunca fui de falar de política por aqui, até porque eu não entendo muito, e canto para todo mundo, tenho fã de todo lado, amo todos e é isso", disse.

 

 

Apesar de não ter declarado apoio publicamente a nenhum candidato, o sertanejo pediu para que o governo de Lula fosse bom. Vale lembrar que no início de outubro, Zé Felipe anunciou que faria uma mudança temporária para Miami, nos Estados Unidos, para focar em novos projetos musicais.

 

"A Eleição acabou, Lula ganhou, que Deus abençoe ele, que ele possa fazer um governo incrível aí e que o Brasil possa crescer cada dia mais, nesse país que é o melhor, tem o melhor povo do mundo", afirmou.

 

Zé Felipe também frisou não falar de política por não entender sobre o assunto. "Não falo de política porque não entendo mesmo, mas que Deus abençoe nosso país e nosso povo".

 

Na família do cantor, o pai declarou apoio a Flávio Bolsonaro, enquanto o irmão, o ator João Guilherme chegou a participar de atos a favor de Lula.

Deputados pedem à PGR que retenha passaporte de Flávio Bolsonaro e impeça que ele saia do Brasil
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil.

Deputados federais governistas apresentaram representação na Procuradoria-Geral da República (PGR), alguns ainda neste domingo (25), pedindo a adoção de medidas urgentes para impedir que o senador Flávio Bolsonaro (PL) saia do país. Entre os pedidos estão a proibição de deixar o Brasil, a entrega dos passaportes e a comunicação da eventual decisão à Polícia Federal e às autoridades de controle migratório.

 

Nas redes sociais, uma eventual viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos é um tema que vem crescendo nos debates desde o final da apuração do segundo turno das eleições. Os internautas repercutem principalmente um vídeo da ex-deputada Joice Hasselmann, que afirmou, no fim de semana, que o senador do PL já tinha um jatinho pronto, inclusive com plano de voo, para seguir rumo a Miami, nos Estados Unidos, em caso de derrota. 

 

Um dos deputados que apresentou representação na PGR foi Otoni de Paula (PSD-RJ), que solicitou que o órgão avalie, em caráter de urgência, a possibilidade de impor medidas cautelares ao senador Flávio Bolsonaro.

 

O documento protocolado por Otoni trata principalmente do inquérito que apura operações envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, no qual Flávio figura como investigado. A representação também solicita análise de informações sobre movimentações financeiras internacionais e apurações envolvendo o advogado Willer Tomaz e a empresa Alcazar Holdings.

 

“Ele não vai fugir do país porque o negão aqui não vai deixar”, afirmou o deputado, em vídeo publicado no Instagram. “Os seus esquemas com Vorcaro você vai ter que pagar aqui”, completou Otoni.

 

Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Duda Salabert (Psol-MG) também acionaram a PGR e o Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a apreensão do passaporte e a proibição de saída do país do candidato derrotado à Presidência. 

 

Em vídeo nas redes sociais, a deputada Duda Salabert relatou que solicitou à Justiça a retenção do passaporte do senador Flávio Bolsonaro. Segundo a parlamentar, o objetivo é impedir uma eventual saída dele do Brasil para escapar de investigações ou de possíveis responsabilidades perante a Justiça. 

 

“Acabo de pedir a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro! O Brasil não pode correr o risco de assistir a mais uma tentativa de fuga para os Estados Unidos para escapar da Justiça”, escreveu Duda nas redes sociais.

 

Flávio Bolsonaro encerrará seu mandato no Senado Federal em fevereiro de 2027, ficando sem cargo eletivo e sem imunidade parlamentar pela primeira vez em 24 anos de carreira política. O senador, quando deixar o cargo, também perderá direito ao foro privilegiado. 
 

Flávio Bolsonaro chama resultado de ‘sacanagem’ e promete pedir anulação da eleição
Fotos: Reprodução / TV Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, afirmou neste domingo (25) que considera “impossível” reconhecer o resultado das urnas e anunciou que pretende pedir a anulação do pleito. Durante pronunciamento à imprensa, o candidato classificou o resultado como uma “sacanagem” e questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação em 2 horas.

 

“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. [...] É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, disse Flávio.

 

O senador alegou que a decisão de Zanin, tomada em meio a relatos de dificuldades de deslocamento de eleitores, teria comprometido a igualdade de condições entre os votantes de diferentes estados. Segundo ele, a extensão do horário poderia ter influenciado o resultado da disputa.

 

“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se no estado aonde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, afirmou.

 

A crítica, no entanto, contrasta com uma solicitação feita pela própria campanha de Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mais cedo, o grupo pediu a extensão do horário de votação até as 19h em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sob a justificativa de que fortes chuvas prejudicaram o deslocamento de eleitores.

VÍDEO: Flávio Bolsonaro acompanha apuração em clima de consternação após vitória de Lula
Fotos: Reprodução / Leitor BN

O QG da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) foi marcado por um clima de consternação e tristeza após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25). Ao lado de aliados políticos, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador acompanhou a apuração e demonstrou incredulidade diante do resultado.

 

Veja em vídeo:

 

Também estiveram no local nomes conhecidos nas redes sociais, como André Castro, Lucas Pavanato e Pablo Marçal. A derrota de Flávio ocorreu após uma disputa marcada pela virada de Lula durante a apuração, consolidando a vitória do petista na eleição presidencial.

 

Com o resultado, Lula conquistou um quarto mandato presidencial por meio de eleições democráticas, feito inédito na história do país. O petista já havia governado o Brasil entre 2003 e 2010 e retornado ao Palácio do Planalto em 2023, após vencer Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022.

 

Ainda não se sabe se Flávio vai reconhecer a derrota publicamente para Lula, afinal, seu pai, Jair Bolsonaro, saiu do Brasil e não passou a faixa presidencial.

Abstenção cai no 2º turno e registra menor índice em 20 anos nas eleições de 2026
Foto: Reprodução / Agência Brasil

A abstenção nas eleições presidenciais de 2026 caiu no segundo turno e atingiu o menor percentual desde 2006. Cerca de 3 milhões de eleitores que não compareceram à votação do primeiro turno foram às urnas neste domingo (25). Ao todo, 30,4 milhões de pessoas deixaram de votar, segundo dados divulgados durante a apuração.

 

Com 98,27% das urnas apuradas, a taxa de abstenção ficou em 19,11%, uma redução de 1,97 ponto percentual em relação ao primeiro turno, quando o índice chegou a 21,08%, o maior da série histórica até então. Além da redução no número de ausentes, os votos brancos e nulos também registraram queda. Juntos, eles representaram 3,23% dos votos, o menor percentual observado nos dois turnos das eleições presidenciais neste século.

 

Apesar da queda na abstenção, dificuldades na oferta de transporte público prejudicaram o deslocamento de eleitores em diferentes regiões do país. O Ministério da Justiça identificou problemas em municípios da Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro. Em Salvador, a Justiça Eleitoral determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, em meio a medidas para garantir a circulação dos ônibus durante a votação.

 

Diante das dificuldades, o PT pediu a ampliação do horário de votação, de 17h para 19h. O PL também solicitou a extensão do prazo em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando dificuldades provocadas pelas chuvas intensas.

 

Os ministros Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acolheram os pedidos e autorizaram a extensão do horário em todo o país. No entanto, as decisões foram anunciadas perto das 17h, quando diversas seções eleitorais já haviam encerrado os trabalhos, o que limitou o alcance da medida.

 

A redução da abstenção no segundo turno também rompeu uma tendência observada em eleições presidenciais anteriores. Até 2022, o percentual de eleitores ausentes aumentava entre o primeiro e o segundo turno em todas as disputas realizadas no país.

 

Na eleição de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou Jair Bolsonaro (PL), a abstenção caiu de 20,95% no primeiro turno para 20,57% no segundo, uma redução de 0,38 ponto percentual.

 

Em 2026, a queda foi significativamente maior, passando de 21,08% para 19,11%, conforme os dados parciais da apuração. O perfil detalhado dos eleitores ausentes, por faixa etária e escolaridade, depende da divulgação posterior dos dados pelo TSE.

VÍDEO: Lula comemora vitória histórica e celebra conquista do quarto mandato como presidente do Brasil
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

Em meio a lágrimas, risos e comemorações, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebraram a vitória do petista no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25). No QG da campanha, a conquista do quarto mandato foi acompanhada por momentos de forte emoção. Um clamor se ouviu entre os presentes: "Lula, guerreiro do povo brasileiro", com a presença de aliados e dos presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).

 

Veja em vídeo: 

 

Com as projeções de vitória apontadas pelos institutos Atlas, Datafolha e o jornal Estadão, o QG já se alegrava com a vitória de Lula da Silva (PT). Lula é o único brasileiro da história a obter o quarto mandato. 

Histórico: Lula vence eleição e conquista quarto mandato como presidente do Brasil
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80 anos, tornou-se, neste domingo (25), o primeiro presidente da história do Brasil a se eleger democraticamente para um quarto mandato. Foi também a primeira vez, entre as sete vezes em que concorreu à Presidência. Lula venceu pontualmente às 21h08 uma eleição logo no segundo turno com uma virada histórica, nenhum candidato havia perdido o 1.º turno e vencido no segundo.

 

A vitória coroa uma trajetória marcada por altos e baixos desde 2016, ano em que o petista se tornou alvo central da Operação Lava Jato. Na época, ele havia sido alvo de condução coercitiva e teve a nomeação para a Casa Civil do governo Dilma Rousseff suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), semanas antes do impeachment da aliada.

 

Em 2017, Lula perdeu a esposa, Marisa Letícia, e foi condenado pelo então juiz Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá. Com a pena ampliada para 12 anos e um mês pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ele se entregou à Polícia Federal em abril de 2018 e passou 580 dias preso na Superintendência da PF em Curitiba.

 

Liderando as pesquisas da época, Lula teve a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa e viu seu companheiro de partido, Fernando Haddad (PT), perder a eleição presidencial para Jair Bolsonaro (então no PSL). Na prisão, ele ainda enfrentou as mortes do irmão, Vavá, e do neto Arthur, de sete anos, em 2019.

 

A reviravolta começou no mesmo ano, com as reportagens da Vaza Jato, que expuseram diálogos entre o então juiz Sérgio Moro e procuradores responsáveis pelo caso. Em novembro de 2019, Lula deixou a prisão depois de o STF derrubar a possibilidade de execução da pena após condenação em segunda instância. Em 2021, teve as condenações anuladas pelo ministro Edson Fachin, decisão seguida pelo reconhecimento da parcialidade de Moro no processo.

 

Com os direitos políticos restabelecidos, Lula se casou com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, em 2022, e venceu Jair Bolsonaro no segundo turno daquele ano, com 50,9% dos votos válidos, na eleição mais apertada da história do país até então. A posse, em janeiro de 2023, foi marcada pela ausência do tradicional rito de passagem da faixa presidencial, já que Bolsonaro não compareceu à cerimônia, e sucedida pelos ataques de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes.

 

O terceiro mandato foi marcado por oscilações de popularidade, por uma cirurgia de emergência para drenar uma hemorragia intracraniana, em dezembro de 2024, e por embates externos, como o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos em 2025. Naquele ano, Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado.

 

A história de Lula com as urnas presidenciais, porém, não é feita apenas de vitórias. Sua relação com o cargo começou em 1989, na primeira eleição direta para presidente desde 1960. O ex-metalúrgico e fundador do PT chegou ao segundo turno contra Fernando Collor, mas perdeu, com cerca de 47% dos votos válidos, em uma disputa marcada pela polêmica edição do último debate, exibido pela TV Globo.

Nas duas eleições seguintes, a derrota veio já no primeiro turno: em 1994 e em 1998, Lula foi superado por Fernando Henrique Cardoso, impulsionado pela estabilidade econômica do Plano Real. Após três tentativas frustradas, ele passou a ser visto por parte do PT e da imprensa como um candidato com teto eleitoral.

 

A virada ocorreu em 2002, quando o petista moderou o discurso, adotou o slogan “Lulinha paz e amor”, escolheu o empresário José Alencar como vice e divulgou a Carta ao Povo Brasileiro, na qual se comprometeu a respeitar contratos e preservar a estabilidade econômica. Lula venceu o tucano José Serra no segundo turno, com 61% dos votos válidos, e tomou posse em 2003 como o primeiro operário a presidir o país.

 

O primeiro mandato teve a criação do Bolsa Família e o crescimento da economia, mas também foi marcado pelo escândalo do mensalão, em 2005, que derrubou o ministro José Dirceu e abalou a cúpula petista. Ainda assim, Lula foi reeleito em 2006, novamente no segundo turno, contra Geraldo Alckmin.

 

O segundo mandato consolidou a popularidade do presidente, com a descoberta do pré-sal, o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a resposta à crise financeira de 2008 e a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Lula deixou o cargo em 2010 com aprovação recorde, acima de 80%, e conseguiu eleger sua sucessora, Dilma Rousseff.

 

Fora do Planalto, Lula enfrentou um câncer na laringe em 2011 e seguiu como principal fiador político de Dilma, reeleita em 2014. No mesmo ano, porém, a deflagração da Operação Lava Jato abriu o capítulo que levaria Lula ao centro das investigações a partir de 2016, dando início à montanha-russa política que o acompanharia até a conquista de seu quarto mandato presidencial.

PT estuda pedir prisão de subsecretário enquanto secretário está em Paris
Foto: Divulgação

O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, está em Paris, na França, e teve a prisão em flagrante determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) neste domingo (25). Segundo apuração do Bahia Notícias, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, deve pedir a prisão do subsecretário da pasta, Daniel Gabrielli.

 

Pablo Souza integra a comitiva da vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, que cumpre agenda oficial na capital francesa. Conforme divulgado pela prefeitura no sábado (24), a programação inclui reuniões sobre mobilidade urbana e uma visita técnica ao teleférico Câble C1, em Créteil, em meio ao planejamento do Teleférico do Subúrbio, na capital baiana.

 

A ordem de prisão foi expedida pelo presidente do TRE-BA, desembargador Mauricio Kertzman Szporer, em meio à redução da frota de ônibus de Salvador durante o segundo turno das eleições. A decisão também determina o retorno de 100% dos coletivos à circulação e prevê multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.

 

Grupos começaram a organizar caronas solidárias para levar pessoas que estavam no ponto. Uma eleitora, que preferiu não se identificar, contou ao BN que começou a mobilizar amigos e conhecidos para que levassem os eleitores. “Teve uma senhora que a gente levou que disse que saiu de casa 11h, e até 13h30 não tinha conseguido pegar o ônibus. A sensação que temos é que, mesmo que libere agora, não vai dar tempo de tirar o prejuízo, porque as filas estão enormes. O ônibus chega no ponto e já fica lotado”, lamentou.

VÍDEO: Vereadora do PT Iara Pimentel é agredida durante ato em Minas Gerais e recebe atendimento médico
Foto: Reprodução

A vereadora Iara Pimentel (PT-MG) foi agredida na noite deste sábado (24), enquanto estava em um carro de som na Avenida Sanitária, em Minas Gerais. Manifestantes arremessaram garrafas de vidro, tijolos e outros objetos contra os ocupantes do veículo. A parlamentar foi atingida no rosto e precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), que participava da manifestação, também foi alvo dos objetos lançados contra o grupo.

 

Vídeos publicados nas redes sociais mostram um grupo de manifestantes vestindo camisas da seleção brasileira lançando objetos em direção ao trio elétrico. Em outra gravação, Pimentel aparece desacordada, com um ferimento próximo ao olho. Ao fundo, um homem que não se identifica condena as agressões e afirma que as forças de segurança seriam acionadas.

 

"O que vocês querem pregar amanhã é agressão contra as pessoas, contra as mulheres. Principalmente o mapa de Minas, que vergonha mapa de Minas. Todos nós ficamos sensíveis com você. É uma vergonha colocar funcionário para agredir um deputado e uma vereadora. Estamos acionando a força da Polícia Militar e da Polícia Federal, porque se trata de um deputado federal. E nós não vamos aceitar isso. Vai ser com spray de pimenta e nós vamos resolver essa situação agora", disse.

 

Em outro registro, a vereadora aparece deitada em uma maca e sendo colocada em uma ambulância. Na gravação, pessoas afirmam que ela teria sido atingida por uma tesoura na cabeça.

 

Em nota, a equipe de Pimentel informou que a vereadora e outras pessoas foram vítimas das agressões. Segundo o comunicado, ela foi encaminhada a um hospital, onde passa por exames e permanece em observação. A equipe também cobrou a investigação do episódio e a responsabilização dos envolvidos.

 

“É inadmissível que pessoas sejam agredidas por expressarem suas posições políticas. Nenhuma divergência justifica a violência. A democracia pressupõe liberdade de manifestação, respeito às diferenças e o direito de participar da vida política sem medo de ameaças ou agressões”, diz a nota.

 

O comunicado afirma ainda que o caso exige apuração rigorosa e que a violência política não pode ser tratada como algo corriqueiro ou tolerada no debate público. Ao final, a vereadora manifestou solidariedade às demais pessoas atingidas e agradeceu as mensagens de apoio. “Pensar diferente é um direito. A violência política é uma ameaça à democracia. Nenhuma divergência pode justificar agressões ou colocar vidas em risco”, conclui a nota.

 

Confira:

 

Segundo turno em Feira de Santana acontece com expectativa de votação rápida e sem santinhos pelas ruas
Foto: Paulo José / Acorda Cidade

A movimentação no segundo turno das eleições de 2026, neste domingo (25), começou cedo em Feira de Santana. Durante uma visita da reportagem do Acorda Cidade ao Colégio Gastão Guimarães, eleitores relataram ter chegado ainda de madrugada para votar e destacaram que o processo é mais rápido nesta etapa.
 

As informações são do Acorda Cidade, portal parceiro do Bahia Notícias.

 

“Eu cheguei 5h30”, contou Natanael Brito, morador do bairro Aviário. Já Neide Teixeira Lima, que mora no Jardim Acácia, confirmou que acordou às 4h para votar e, em seguida, viajar para São Luís, no Maranhão.

 

Além da movimentação, a reportagem também observou a redução da quantidade de material de propaganda eleitoral descartado nas entradas dos colégios. No Gastão Guimarães e no Colégio Luís Eduardo Magalhães, a equipe não identificou o acúmulo de santinhos visto durante o primeiro turno.

 

A situação ocorre após uma operação de limpeza realizada pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp). As equipes concluíram, há cerca de 10 dias, o recolhimento de materiais de propaganda eleitoral nas portas e nas vias do entorno dos colégios.

 

Segundo o secretário Justiniano França, em entrevista ao Acorda Cidade, foram retiradas das ruas 29 toneladas dos chamados “santinhos”, descartados ilegalmente durante a campanha do primeiro turno. “Não tem nesse santinho segundo turno, pelo menos no Gastão, aqui no Colégio Luís Eduardo Magalhães, aquela sujeira do material que o pessoal fez descarte na porta das escolas”, observou o repórter do Acorda Cidade durante o registro feito na manhã deste domingo.

 

 

 

 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Secretário estadual da Casa Civil Eracy Lafuente é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Secretário estadual da Casa Civil Eracy Lafuente é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
O secretário estadual da Casa Civil da Bahia, Eracy Lafuente, é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (9). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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