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Artigos

Lucas Figueredo
Entre a urgência do país e o vazio da oposição
Foto: Divulgação

Entre a urgência do país e o vazio da oposição

O Brasil atravessa 2026 sob um espelho partido: problemas reais nas ruas e uma disputa política que frequentemente transforma demandas públicas em munição eleitoral. A insegurança pública segue como uma das principais angústias da população. Episódios recentes, como a chacina ocorrida no Rio de Janeiro, escancaram o avanço de uma violência que já não se limita a territórios específicos nem admite soluções fáceis. Ainda assim, parte relevante do debate insiste em tratar segurança como slogan, não como política de Estado. A direita, em especial, costuma reduzir o tema a discursos de endurecimento penal e enfrentamento retórico, sem apresentar propostas estruturadas, integração federativa ou estratégias de inteligência capazes de enfrentar o crime organizado.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

mst

Morre ex-deputado do PT e um dos fundadores do MST, Frei Sérgio Gorgen
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Frei Sérgio Antônio Gorgen morreu na manhã desta terça-feira (3), aos 70 anos, em sua casa no Assentamento Conquista da Fronteira, na região da Campanha do Rio Grande do Sul. O religioso foi deputado estadual pelo PT, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e prestou apoio espiritual ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve preso em Curitiba (PR).

 

Nascido no Rio Grande do Sul, frei Sérgio ingressou ainda jovem na Ordem dos Frades Menores e construiu uma trajetória marcada pela Teologia da Libertação. Além de fundador do MST, foi dirigente histórico do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), organizações nas quais ajudou a formular estratégias de luta pela terra, soberania alimentar e defesa da agricultura camponesa como modo de vida.

 

Sua trajetória na política institucional começou em 2000, quando se filiou ao PT no Rio Grande do Sul e foi eleito deputado estadual. No Parlamento, atuou em pautas como o direito à terra, o combate à fome e a defesa de políticas públicas voltadas ao campo. Ao longo de sua militância, também recorreu diversas vezes à greve de fome como forma de protesto.

 

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o perfil oficial de frei Sérgio destacou a convicção de que o frade “já está junto de Deus, olhando e intercedendo por todos nós”.

 

Os atos de despedida começaram ainda nesta terça-feira, no próprio Assentamento Conquista da Fronteira, e seguem no Salão Paroquial de Candiota, onde será celebrada uma missa às 19h, presidida pelo bispo Dom Frei Cleonir Dal Bosco. Na quarta-feira, as despedidas continuam no Convento São Boaventura, no distrito de Daltro Filho, em Imigrante, com sepultamento previsto para as 16h, no cemitério dos freis, no próprio convento.

Lula diz que “não quer votos” de agressores de mulheres: “Voto amaldiçoado”
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou maior participação masculina no combate ao feminicídio durante seu discurso no evento de aniversário do MST, realizado no Parque de Exposições, em Salvador. Em pronunciamento nesta sexta-feira (23), o petista também afirmou que “não quer votos” de agressores de mulheres e os considerou como “amaldiçoados”.

 

“Todos nós, em cada discurso que a gente tiver, na porta de fábrica, na igreja, na porta da loja, no Congresso, a gente tem que dizer homem que bate mulher, não é homem. Não é homem. Nessa campanha, eu vou dizer em alto e bom som: o cara que levanta a mão para bater uma mulher não precisa votar em mim. Eu não quero um voto amaldiçoado. (...) E nós temos que saber, todos nós, homens, que temos que comprar essa vida. Falar com os nossos companheiros no local de trabalho: ‘Aí eu estou com raiva’. Mete a cabeça na parede porr4’”, afirmou Lula.

 

Confira o vídeo:

Lula diz que “quer fazer guerra com o poder do convencimento” e cita Mahatma Gandhi: “Fazer política na paz”
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (23), que pretende conduzir a política externa e o debate político “na paz” e “com o poder do convencimento”, ao discursar durante o evento de aniversário do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado no Parque de Exposições, em Salvador.

 

“Então eu não quero fazer guerra armada com os Estados Unidos. Eu não quero fazer guerra armada com a China. Eu não quero fazer guerra armada com a Rússia. Eu quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, mostrar que a democracia é imbatível. Para a gente compartilhar aquilo que a gente tem de bom. É importante lembrar que o Mahatma Gandhi derrotou o Império Inglês sem dar um tiro, quase que pelado. Ele conseguiu mobilizar toda a Índia e derrotou o Império Inglês”, afirmou o presidente.

 

“É assim que a gente quer fazer política na paz, na convergência”, completou.

 

Na sequência, Lula reforçou que pretende atuar politicamente por meio da convergência entre os países, sem estimular conflitos. Durante o discurso, o presidente também fez críticas a guerras e à destruição de territórios, sem citar diretamente países ou governos. Em um trecho mais duro da fala, Lula questionou projetos de reconstrução em áreas devastadas por conflitos armados.

 

“É assim que a gente quer fazer política na paz, na convergência. E não acendendo em condição de qualquer país ou outro país. (...) Não queremos mais ter cara fria. (…) Roubaram, mataram mais de 70 mil pessoas. Vai dizer que eu vou voltar agora e resolver a casa e fazer um hotel de luxo? E o povo que morreu e as pessoas que morreram vão morar onde?”, declarou.

“O multilateralismo está sendo jogado fora”, diz Lula em críticas a Trump e cobranças de reforma na ONU
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teceu críticas ao chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, e cobrou uma reforma na Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir o direito ao multilateralismo. Em discurso durante o evento de aniversário do MST, realizado no Parque de Exposições, em Salvador, o petista também revelou que está diálogo com lideranças políticas para agendar uma reunião visando “impedir a predominância da força da arma e intolerância”.

 

No pronunciamento desta sexta-feira (23) na capital baiana, Lula afirmou que o “multilateralismo está sendo jogado fora”. Em críticas a Trump, o petista também o acusou de querer criar uma nova ONU, em que o presidente norte-americano atuaria, sozinho, como “dono” da entidade.

 

“O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo, ou seja, está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada, e ao invés da gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que eu fui presidente em 2003, reforma da ONU. O que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo a proposta de criar uma nova ONU e que ele, sozinho, é o dono da ONU”, disse Lula.

 


Lula em evento do MST em Salvador | Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

 

Em relação aos diálogos com outros países, o presidente brasileiro informou que já telefonou para alguns chefes de Estado ao redor do mundo. O objetivo seria justamente assegurar o direito ao multilateralismo. Durante o discurso, Lula também reforçou que o Brasil “não tem preferência de relação”, mas que não aceita que o país “volte a ser colônia”.

 

“Eu estou há uma semana telefonando para todos os países do mundo, já falei com muitos países. Conversei com Putin, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, com o presidente da Hungria. Tentando encontrar uma forma de se reunir, e não permitir que o multilateralismo seja jogado no chão para que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer bem do mundo”, disse o presidente.

 

“O Brasil não tem preferência de relação, o Brasil quer ter relação com os Estados Unidos, o Brasil quer ter relação com Cuba, o Brasil quer ter relação com a China, o Brasil quer ter relação com a Índia, o Brasil quer ter relação com a Rússia, a gente não tem preferência, o que a gente não aceita mais é voltar a ser colônia”, completou.

Robinson Almeida projeta crescimento do PT e aposta em 11 cadeiras na AL-BA em 2026
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) comentou, nesta sexta-feira (23), sobre as expectativas do Partido dos Trabalhadores para a composição da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições de 2026. Segundo ele, em entrevista ao Bahia Notícias durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a sigla, que atualmente possui nove cadeiras, pode ampliar a bancada para até 11 deputados.

 

“Olha, eu creio que, na chapa de deputado estadual, nós temos um indicativo de uma renovação importante. Primeiro, eu acredito que o PT pode ampliar o número de deputados, voltar aos 11 deputados de bancada. Hoje, o partido tem nove, e há novas lideranças colocando seus nomes à disposição, o que é muito bem-vindo”, declarou o parlamentar, ao projetar crescimento da legenda.

 

Ainda ao Bahia Notícias, Robinson comentou sobre o funcionamento da Assembleia em ano eleitoral. Segundo ele, o primeiro semestre deve transcorrer normalmente, mas a pauta tende a diminuir no segundo semestre, em razão do período pré-eleitoral e do início oficial das campanhas.

 

“A minha expectativa é de que, pelo menos no primeiro semestre, tudo funcione a pleno vapor. Temos um recesso no meio do ano, em julho, e, no retorno em agosto, realmente a pauta fica reduzida por conta da pressão do período eleitoral, com a campanha oficialmente iniciada. Ainda assim, não vejo motivo para que, no primeiro semestre, a Assembleia não funcione de forma plena, aprovando projetos de interesse da sociedade, dos deputados e do governo”, avaliou.

 

Ao comentar a morte do deputado Alan Sanches, Robinson destacou que, apesar das divergências ideológicas, o sentimento predominante é de luto, em razão da relação respeitosa que o parlamentar mantinha com os colegas da AL-BA.

 

“Eu ainda estou de luto. É uma perda grande para mim e para a Assembleia. Alan era de outro campo político, mas tinha um relacionamento muito plural. As dificuldades comuns da atividade parlamentar eram tratadas de forma cordial. Ele fazia o debate político com base no argumento, sem exaltação, sempre apresentando conteúdo para ser contestado ou apoiado”, concluiu o deputado.

MST anuncia envio de brigadas para Gaza e Venezuela e internautas ironizam: "vão logo e fiquem por lá"
Foto: Dowglas Silva (MST)

Durante as atividades desta quarta-feira (21) do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que está sendo realizado em Salvador, foi anunciado que está sendo preparado o envio de brigadas de jovens à Venezuela e à Faixa de Gaza. A alegação do MST é de que essas brigadas seriam enviadas a esses países para contribuir no processo de reconstrução e intercâmbio de conhecimentos agrícolas.  

 

A declaração foi feita por Simone Magalhães, representante do Setor Internacionalista do grupo, em entrevista à televisão estatal venezuelana. Simone afirmou  que as brigadas teriam entre suas atividades a troca de experiências em produção de alimentos agroecológicos, técnicas formativas e processos de agroindústria desenvolvidos pelo movimento ao longo de décadas no Brasil. 

 

“O Movimento Sem Terra do Brasil vai enviar uma brigada grande de jovens para continuar esse processo. Desde o produtivo, formativo, o que nós temos para intercambiar, que é nossa produção de alimentos agroecológicos, saudáveis, a produção de agroindústria”, afirmou Simone Magalhães na entrevista. 

 

Além dessa iniciativa, a dirigente do MST sinalizou o planejamento de outra brigada voltada para a Faixa de Gaza, com uma frente, de acordo com ela, em “ajudar a fortalecer” os camponeses do enclave palestino. Também neste caso, o movimento não especificou datas ou detalhes operacionais para a partida dos grupos. 

 

Nas redes sociais, internautas ironizaram o anúncio do envio de brigadas do MST para a Venezuela e a Faixa de Gaza. Diversas pessoas postaram comentários do tipo “têm meu apoio, sigam para o Irã também”, ou “vão e fiquem por lá”. 

 

“Vai só com passagem de ida” ou “vão logo e fiquem por lá esperando o amigo do papai ser solto” foram outras de muitos comentários e mensagens que ironizavam o anúncio do envio das brigadas. 

 

Ainda nesta quarta (21), a direção do MST decidiu alterar a programação do seu 14º Encontro Nacional e mudar a data de um ato de solidariedade à Venezuela, que integra o calendário de atividades de 42 anos do grupo. Inicialmente, o ato de solidariedade ao governo venezuelano aconteceria na sexta (23) à tarde, no Pelourinho. 

 

Entretanto, como o presidente Lula anunciou que estará, junto com a primeira-dama Janja, na próxima sexta no evento do Movimento, a direção do MST optou por fazer um ajuste na programação. Com isso, a solidariedade à Venezuela passou para esta quinta (22).

 

Segundo o MST, as alterações foram necessárias porque os dois atos — presença de Lula e apoio à Venezuela — têm finalidades distintas e exigem espaços físicos diferentes.

 

O ato em solidariedade à Venezuela integra o que está sendo chamado pelo movimento de "jornada internacionalista", e irá contar com mais de 60 representantes de organizações internacionais de 22 países diferentes, além de representantes da embaixada do país vizinho.
 

Deputado bolsonarista aciona Justiça para impedir evento do MST com Lula em Salvador
Foto: Roberto Parizotti / CUT

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) ingressou com uma ação popular na Vara da Fazenda Pública de Salvador pedindo a suspensão imediata do Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O evento é realizado no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador e foi iniciado nesta segunda-feira (19), com previsão para encerramento na sexta (23). 

 

Ainda nesta terça, foi informado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Janja da Silva devem comparecer ao encontro do MST no encerramento. Segundo o Estadão, na data prevista para a visita, está programada um ato de solidariedade à Venezuela, com a participação de um representante da embaixada do país.

 

Na ação, o parlamentar defende que a cessão do espaço público pela Secretaria da Agricultura (Seagri) é ilegal e afronta normas administrativas que proíbem a utilização do equipamento para atividades de caráter político-partidário 

 

Segundo o Leandro, o evento tem natureza essencialmente político-ideológica, com plenárias, manifestações e presença de autoridades nacionais. Para o deputado, o parque estadual possui destinação prioritária para atividades agropecuárias e só poderia ser cedido de forma excepcional para eventos compatíveis com o interesse público, o que não seria o caso.

 

Segundo o deputado, não há transparência sobre o processo administrativo que autorizou o uso do espaço e afirma que requisitos previstos na Instrução Normativa Conjunta Seagri/PGE nº 001/2019 não teriam sido cumpridos. Entre as exigências estariam apresentação de projeto detalhado, pagamento de caução, parecer técnico e identificação de responsável legal.

 

O deputado requereu tutela de urgência para que a Justiça determine a paralisação imediata do encontro, inclusive dos atos finais programados para 23 de janeiro, quando o presidente Lula estará presente. Ele alega risco de dano irreparável, pois a realização do evento consolidaria o uso do patrimônio público para finalidade vedada e poderia comprometer a neutralidade da administração em ano eleitoral.

 

Na peça, o autor também solicita que a Seagri e a administração do Parque de Exposições sejam oficiadas para cumprir eventual decisão, com fixação de multa diária em caso de descumprimento. No mérito, pede a declaração de nulidade do ato que autorizou o evento e eventual ressarcimento ao erário caso sejam constatados prejuízos.

 

Para Leandro de Jesus, a cessão do equipamento público representa desvio de finalidade, já que o parque é voltado ao fomento da agropecuária e estaria sendo transformado em “palco para manifestações político-ideológicas”. 

Lula e Janja voltam à Bahia para 14° Encontro Nacional do MST nesta sexta, diz jornal
Foto: Divulgação/MST

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Janja da Silva devem comparecer ao 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocorre em Salvador, na Bahia, nesta sexta-feira (23). A informação foi divulgada pelo Estadão nesta segunda-feira (19).

 

Sem confirmação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), o evento espera a participação de Jerônimo Rodrigues (PT-BA) e Elmano de Freitas (PT-CE) no Parque de Exposições Agropecuárias da capital baiana. 

 

O encontro teve início nesta segunda e vai até a sexta-feira com a expectativa de receber cerca de 3.000 pessoas. Na data prevista para a visita, a presença de Lula e Janja está programada para um ato de solidariedade à Venezuela, com a participação de um representante da embaixada do país. 

 

De acordo com o MST, a programação inclui ainda plenárias, reuniões, ciclos de debates, apresentações culturais e uma jornada internacionalista.

Líder da bancada ruralista quer incluir ações do MST no PL Antifacção
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O deputado federal Paulo Lupion (Republicanos-PR), líder da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) da Câmara dos Deputados, apresentou emenda para incluir indivíduos ou grupos que realizam ocupação de terras ao projeto de lei (PL) Antifacção. A medida pode abarcar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outros movimentos sociais.

 

O artigo primeiro da emenda apresentada nesta quarta-feira (12) proíbe que o poder público ofereça proteção ou apoio, ou qualquer benefício, a grupos, organizações ou movimentos sociais “envolvidos na prática de crimes contra propriedades privadas ou públicas, rurais ou urbanas, especialmente esbulho possessório, ocupação ilegal e depredação patrimonial”.  

 

Ao justificar a medida, o líder ruralista diz que o objetivo é aumentar a proteção da propriedade, especialmente a rural. “Trata-se de medida salutar para combater o crime no meio rural, o qual tem como norte a violação à propriedade privada e a vida dos produtores rurais”, justificou.

 

Segundo informações da Agência Brasil, a emenda proíbe que o programa de proteção a testemunhas para defensores de direitos humanos seja acionado para quem participa de ocupação de terras. “Não poderá ser reconhecido como movimento social, ou defensor de direitos humanos, a pessoa ou grupo que empregue esbulho possessório ou qualquer tipo de ocupação como instrumento de pressão política”, diz o texto. O esbulho é quando um proprietário perde a posse do imóvel.

 

O PL deve ser apreciado nesta quarta-feira no Plenário da Câmara, podendo o relator Guilherme Derrite (PP-SP) acatar, ou não, a emenda apresentada pelo deputado Lupion. 

 

Em resposta a emenda, o advogado Diego Vedovatto, do setor de direitos humanos do MST, explicou que essa é mais uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais, associando-os a facções criminosas. Vedovatto avalia que, se aprovada, essa emenda alcançaria todos os movimentos sociais do país devido ao seu texto genérico e abrangente.

 

“Movimentos sociais são organizações legítimas que visam a reivindicação de algum direito constitucional, de alguma política pública, seja a reforma agrária, o direito à moradia ou demarcação dos territórios indígenas. De forma alguma podem ser comparadas com facções que promovem o tráfico, a violência e a grilagem de terras”, argumenta o doutorando em direito pela Universidade de Brasília (UnB).

 

Ele também argumenta que o MST faz ocupações de terras como forma de denúncia e de chamar atenção do poder público. O MST fundamenta as ocupações de terra com objetivo de realizar a reforma agrária com base no Artigo 184 da Constituição Federal, que diz: “compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social”.

 

O movimento diz que ocupa terras improdutivas para que o Estado atue no cumprimento da Constituição. Por outro lado, organizações de proprietários de terras acusam o movimento de crimes contra o patrimônio e buscam aprovar, no Parlamento, projetos para inibir novas ocupações. 

Morre a ex-prefeita de Itiúba, Cecília Petrina, aos 79 anos em Salvador
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A advogada, professora e ex-prefeita de Itiúba, Cecília Petrina, conhecida como Irmã Cecília, faleceu neste domingo (31), em Salvador, aos 79 anos. A causa da morte não foi divulgada. Figura importante na política local e nos movimentos sociais da Bahia, Cecília Petrina marcou sua trajetória pela defesa dos direitos sociais e das causas populares.

 

Com uma carreira dedicada à vida pública, Cecília administrou o município de Itiúba por três mandatos, sendo eleita pela primeira vez em 2004 e reeleita em 2008 pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2016, já pelo PCdoB, foi eleita para seu terceiro mandato, optando por assumir a prefeitura em vez de uma vaga como suplente na Assembleia Legislativa da Bahia. 

 

Nas redes sociais a prefeitura de Itiúba decretou luto: 

 

Em sua atuação na Diocese de Senhor do Bonfim, ela se fixou em Itiúba, onde conciliou o trabalho pastoral com o ativismo social. Formada em Direito, tornou-se uma referência na luta por justiça social, defendendo assentamentos rurais, comunidades quilombolas e tendo papel de destaque na Comissão Pastoral da Terra (CPT) e no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

MST desocupa estação de pesquisa em Itabela após negociação com órgãos federais
Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) encerram a ocupação da Estação de Zootecnia do Extremo Sul da Bahia, localizada em Itabela, na Costa do Descobrimento, informou o G1 nesta terça-feira (5). O grupo passou 15 dias no local, que pertence à Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e é administrada pelo governo federal.

 

Esta foi a terceira vez que o espaço foi ocupado pelo MST, as ações anteriores ocorreram em 2022 e em 2024. Os manifestantes cobravam a retomada de um acordo com órgãos federais para destinação de terras públicas consideradas improdutivas à reforma agrária. O acordo em questão envolvia a Ceplac, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

 

Após reunião com representantes dos órgãos citados, foi firmado o compromisso de agilizar a doação de terras até o dia 23 de agosto. Caso o prazo não seja cumprido, o MST afirma que poderá retomar a ocupação da área. Durante a ocupação, mais de 340 integrantes do MST estiveram na estação.

 

Funcionários da Ceplac relataram que, durante a ocupação, houve danos à infraestrutura do local, incluindo cortes de cercas e ligações irregulares de energia elétrica, o que teria provocado curtos-circuitos e danificado equipamentos. Além disso, o acesso de servidores às instalações foi bloqueado em alguns momentos.

 

A Estação de Zootecnia do Extremo Sul da Bahia realiza pesquisas científicas voltadas para a mitigação de efeitos das mudanças climáticas, manejo de pastagens e estoque de carbono no solo. O local mantém ainda parcerias com universidades brasileiras e instituições de pesquisa dos Estados Unidos e do Canadá.

Decisão judicial autoriza retirada pacífica de 100 pessoas de fazenda ocupada pelo MST no extremo sul baiano
Fotos: Reprodução / Radar News

Agentes da Polícia Militar realizaram a reintegração de posse da Fazenda Conjunto Raiz, na manhã desta quarta-feira (30). O espaço que estava tomado por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Cerca de 100 pessoas deixaram a propriedade de forma pacífica durante a ação, a fazenda fica no município de Guaratinga, no Extremo sul baiano.

 

A decisão foi autorizada pelo desembargador Ângelo Jeronimo e Silva Vita, do Tribunal de Justiça da Bahia, após o proprietário apresentar um laudo técnico. O documento comprovou que a fazenda é produtiva, com uma área de 235,5 hectares, infraestrutura completa para trabalho e cerca de mil cabeças de gado. O mandado de reintegração foi emitido no dia 29 de março.

 

Imagem dos membros do MST em meio ao acampamento sendo desmontado | Foto: Reprodução / Radar News

 

Os membros do movimento tomaram a propriedade ainda em 25 de fevereiro. Segundo relatos obtidos pelo Radar News, parceiro do Bahia Notícias, aproximadamente 300 pessoas chegaram ao local em ônibus, carros e motos. Eles teriam arrombado portas da sede da fazenda, bloqueado a estrada de acesso e impedido a entrada da Polícia Militar na época. A saída das famílias ocorreu sem confrontos, cumprindo a determinação judicial.

MST ocupa unidade da Ceplac em Itabela e cobra retomada de acordo com governo federal
Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

Cerca de 340 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) seguem em uma ocupação na Estação de Zootecnia do Extremo Sul da Bahia, em Itabela, na Costa do Descobrimento. O grupo permanece no local nesta quarta-feira (23), passando das 24 horas de mobilização, iniciada nesta terça-feira (22), informou o G1.

 

Segundo o movimento, a ocupação é pacífica e reivindica a retomada de um acordo com órgãos do governo federal para a destinação de terras a fins de reforma agrária. A estação ocupada pertence à Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e é administrada pelo governo federal. Esta é a terceira vez que o local é ocupado pelo MST, as outras ocorreram em 2022 e 2024.

 

Conforme os manifestantes, o acordo interrompido previa a destinação de áreas federais consideradas improdutivas ou sem função social para assentamentos rurais. As negociações envolviam a Ceplac, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

 

Funcionários da Ceplac relataram que, durante a ocupação, cercas foram cortadas e instalações elétricas foram modificadas de forma irregular, provocando curtos-circuitos e danos a equipamentos. Além disso, servidores estão impedidos de acessar a unidade, o que compromete as pesquisas em andamento.

 

A Estação de Zootecnia do Extremo Sul da Bahia desenvolve pesquisas reconhecidas internacionalmente nas áreas de mitigação de gases de efeito estufa, manejo de pastagens e estoque de carbono no solo. O local mantém parcerias com instituições acadêmicas do Brasil, Estados Unidos e Canadá.

 

Com o acesso interrompido, parte das atividades científicas está paralisada, e há risco de perda de dados e prejuízo a estudos em andamento. O MST informou que ainda não há previsão para desocupação do local.

MST ocupa Codevasf em Juazeiro e protesta contra Ministério do Desenvolvimento Agrário por descumprir acordo
Foto: MST / Bahia

Como parte da chamada “Semana Camponesa”, com ações programadas para todo o país, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no estado da Bahia ocupou nesta terça-feira (22), com 250 famílias, a sede da Codevasf no município de Juazeiro. Outras 200 famílias que pertencem ao movimento também fizeram ocupações na sede do Incra, na região do médio São Francisco. 

 

Com o lema “Para o Brasil alimentar, Reforma Agrária Popular!”, o MST promoverá uma série de mobilizações ao longo da semana tanto na Bahia quanto em outros estados.  A chamada Semana Camponesa tem como objetivo cobrar do governo federal medidas concretas para destravar a reforma agrária. 

 

Os líderes do movimento reivindicam do Ministério do Desenvolvimento Agrário a atualização dos índices de produtividade, o assentamento das famílias acampadas, a recomposição orçamentária dos programas de apoio à agricultura familiar e a revogação de medidas que facilitam a mineração e a grilagem de terras em áreas da reforma agrária.

 

De acordo com postagem feita pelo deputado Valmir Assunção (PT-BA) em suas redes sociais, as ações simbólicas da Semana Camponesa visam pautar o governo Lula pelo avanço das políticas voltadas à reforma agrária, além de convencer o Congresso a não levar à frente pautas que ameacem a população campesina. 

 

“Fruto da escuta coletiva de milhares de famílias assentadas e acampadas, a Carta à Sociedade do MST manifesta repúdio aos retrocessos impostos pelo Congresso Nacional, como o chamado PL da devastação, e outras propostas que criminalizam os movimentos sociais”, afirma o texto divulgado pelo deputado baiano.

 

As ocupações desta terça na Bahia buscam denunciar o descumprimento de acordo feito entre o MDA e a Codevasf para o assentamento de mil famílias no perímetro irrigado Nilo Coelho, parte através do Incra e parte em área cedida pela Codevasf. 

 

“O acordo foi firmado desde 2008. Depois de todos esses anos, na retomada do governo Lula, foi prometido pelo Incra que as famílias seriam assentadas em uma área devoluta de 15 mil hec. Absolutamente nada andou. O socorro veio do Governo da Bahia, que alojou as famílias em uma área pequena, mas o MDA e o INCRA Nacional não operaram nada”, disse José Mota, da direção estadual do MST na Bahia. 

 

Segundo Mota, a Codevasf se comprometeu com a logística de deslocamento das famílias e com projetos hídricos para a produção agrícola. 

 

"A Companhia cumpriu esse acordo em parte. Mas se o MDA não honrar suas promessas, as famílias efetivamente ficam desamparadas. Já vamos  pro último ano de governo Lula e MDA está mais preocupado em emitir nota que em resolver o problema real das famílias. A equipe atual se demonstra ineficiente”, disparou. 

 

Ainda na Bahia, 350 pessoas do MST também ocuparam nesta semana a Ceplac em Itabela, no Extremo Sul. Segundo denuncia o movimento, as negociações na região foram iniciadas em 2011, e até os dias atuais o MDA não teria resolvido os acordos feitos com multinacionais papeleiras para o assentamento de famílias da região em áreas vinculadas à Superintendência do Patrimônio da União e à própria Ceplac.
 

Após CPI do MST ser barrada, bancada de oposição da AL-BA deve forçar embate por investigações no Planserv
Foto: Ascom / Oposição AL-BA

Os deputados estaduais que compõem a bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) já se mobilizam para se concentrar seus esforços em uma nova pauta após ter a instalação da Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) barrada pela Justiça. De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, os parlamentares agora devem trazer para debate o serviço prestado pelo Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais (Planserv).

 

A movimentação ocorre também após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) ironizar a CPI do MST. Em conversa com a imprensa na quinta-feira (10), mesmo dia da decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o petista sugeriu que a AL-BA fizesse uma investigação no serviço de limpeza, fazendo alusão às diligências da Operação Overclean, que prendeu pessoas ligadas ao União Brasil, principal partido da oposição.

 

O líder da oposição, Tiago Correia (PSDB), repudiou a fala de Jerônimo e afirmou que a declaração desrespeitou a autonomia da Casa. Segundo o tucano, a CPI do MST tinha conseguido recolher assinaturas, também, de parlamentares da base do governo.

 

“Caso o governador tenha alguma denúncia a fazer, basta encaminhá-la ao Ministério Público. Caso queira muito participar dos trabalhos na Assembleia, pode se candidatar a deputado estadual nas eleições do ano que vem e, se eleito, poderá propor a investigação que quiser”, disse Correia.

 

Conforme o Regimento Interno da AL-BA, é preciso que 1/3 dos deputados assinem o requerimento para a criação de uma comissão de inquérito. Um último marco aponta que a CPI do Planserv já possuía as 21 assinaturas necessárias e deve ser protocolada na Assembleia para investigar os serviços do plano de saúde dos servidores do estado.

 

“Governador não pediu uma outra CPI? Ele vai receber a do Planserv”, escreveu um deputado ao Bahia Notícias.

 

Contudo, conforme apuração da reportagem com informações mais recentes, pelo menos três nomes já teriam retirado seu consentimento para a instalação da CPI.

 

A comissão de inquérito do Planserv foi protocolada em agosto de 2023 pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL). Na época, o parlamentar disse que a CPI foi protocolada por ele após ter recebido constantes reclamações dos beneficiários do plano de saúde, com denúncias que relatam descaso e sucateamento dos serviços prestados.

 

"As reclamações por parte dos beneficiários vão desde a dificuldade de marcação de consultas e exames até a falta de atendimento de emergência, o que tem deixado os usuários em situação precária, de verdadeira insegurança sobre os serviços de saúde", disse Leandro.

TJ-BA rejeita pedido para instalação de CPI do MST na AL-BA; entenda
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Em votação apertada e cheia de reviravoltas, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) denegou por maioria dos votos, sendo dez votos para denegar e nove votos para a concessão, o mandado de segurança relacionado ao pedido do deputado estadual Leandro de Jesus (PL) para instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ações do Movimento Sem Terra (MST).

 

No julgamento desta quinta-feira (10), o desembargador Cássio Miranda manteve sua posição e reafirmou a obrigatoriedade da criação da CPI, enquanto os desembargadores Nivaldo dos Santos Aquino e Ricardo Regis Dourado, seguiram o voto da divergência feita pelo desembargador Cláudio Cesare Braga Pereira, afirmando que a investigação sobre as invasões de terra não caberia à AL-BA, questionando a legitimidade da CPI.

 

Na sessão do dia 27 de março, o desembargador Nivaldo dos Santos Aquino pediu vista do processo. Em seu voto nesta manhã, afirmou que o requerimento não possuía determinação temporal, configurando um pedido genérico que viola os dispositivos constitucionais. "Inexiste termo inicial ou final para a investigação. Sabe-se que o conflito agrário na Bahia é histórico e envolve contexto socioeconômico complexo, referindo-se a períodos remotos da história brasileira", explicou o voto.

 

Já o desembargador Ricardo Regis Dourado reforçou os argumentos apresentados pelo desembargador Cláudio Césare [veja o voto], no julgamento anterior, e afirmou que o indeferimento pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Adolfo Menezes (PSD), não foi arbitrário e sim fundamentado na competência da União. "O impetrante, em sua inicial, limitou-se a insurgir-se contra a não instauração, sem enfrentar a legalidade do fundamento invocado pelo presidente à época", disse.

 

Ao fazer a sua argumentação, o desembargador Adriano Borges entendeu que não houve um ato ilegal praticado por Adolfo Menezes e que ele "seguiu um caminho adequado". O magistrado afirmou ainda que a ALBA não possui competência para investigar e instaurar uma CPI, pois transborda a matéria estadual. "Eu compreendo que essa matéria é política, pertinente a reforma agrária, que pertence à União e não ao Estado", explicou.

 

Após as manifestações dos magistrados, foi aberta a votação para denegar ou conceder a segurança para implementação da CPI que visa apurar irregularidades na atuação do MST na Bahia, tendo vencido os votos com a divergência e denegando o pedido feito pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL) .

 

ENTENDA O CASO
A solicitação de CPI do deputado foi negada com base em um parecer da Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa, que considerou o pedido incompatível com as atribuições da Casa. Diante disso, Leandro de Jesus (PL) recorreu ao TJ-BA para tentar reverter a decisão. O desembargador Cássio José Barbosa Miranda concedeu liminar determinando a instalação imediata da CPI, porém, a Assembleia Legislativa não cumpriu a determinação, acirrando o embate entre os poderes Legislativo e Judiciário.

Ivana Bastos instala CPI do MST na AL-BA após mandado de segurança do TJ-BA
Foto: Sandra Travassos / AL-BA

A Assembleia Legislativo da Bahia (AL-BA) instalou a Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) para apurar a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) na Bahia. A medida foi publicada no Diário Oficial do Legislativo deste sábado (5), sendo assinada pela presidente da Casa, a deputada estadual Ivana Bastos (PSD).

 

Foto: Reprodução / Diário Oficial da AL-BA

 

A instalação da CPI ocorre após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) conceder mandado de segurança ao deputado estadual Leandro de Jesus (PL), autor do requerimento de criação da comissão, na quinta-feira (3). Na decisão, a Corte determinou um prazo de 15 dias para cumprir a medida.

 

Além disso, o desembargador Cássio Miranda estipulou multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, com possibilidade de majoração ou outras medidas coercitivas, como a multa astreintes, ou seja, que recai sobre o patrimônio do agente público responsável, e não do ente estadual, para garantir a efetividade da decisão.

 

Nesta segunda (7), em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, Ivana Bastos afirmou que irá cumprir a determinação da Justiça “sem problemas” e que está conversando com os procuradores da AL-BA para verificar como será feita a implementação.

 

“Tenho 15 dias para isso. Eu tô conversando com os procuradores da Casa e vamos fazer o que determina a justiça determinar sem nenhum problema, tranquilamente. Vamos fazer como que vai ser feito. Se a justiça determinou, eu não tenho o que discutir. Ela foi arquivada porque não conseguiu vingar”, disse Ivana.

“A quem interessa impedir uma CPI do MST tão sensível”, questiona desembargador do TJ-BA em voto
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) iniciou a análise, nesta quinta-feira (27), de um mandado de segurança relacionado ao pedido do deputado estadual Leandro de Jesus (PL) para instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ações do Movimento Sem Terra (MST). O parlamentar contestava a decisão do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), à época, Adolfo Menezes (PSD), que indeferiu o pedido para instaurar a CPI.

 

No julgamento desta quinta-feira (27), o desembargador Cássio Miranda manteve sua posição e reafirmou a obrigatoriedade da criação da CPI.

 

“Há de se perguntar o seguinte: a quem interessa impedir a realização de uma CPI que trata de um tema tão sensível como esse do desrespeito da a propriedade privada de invasão. Quem está financiando? Tem motivação política? Qual é, afinal de contas, a grande questão que orienta esse movimento?”, questionou o Cássio Miranda ao defender o voto.

 

O desembargador afirmou ainda que se faz necessário a CPI e a investigação do Movimento, pois, segundo ele, o país precisa de uma reforma agrária, mas, ele defende que não “as custas dos particulares”. “Porque, se por um lado, é evidente que o Brasil carece de uma reforma agrária desde sempre, esse é um problema, inclusive, histórico nosso, mas não vai ser o particular que vai patrocinar essa reforma agrária”, disse em sessão.

 

No entanto, o desembargador Cláudio Cesare Braga Pereira abriu divergência, afirmando que a investigação sobre as invasões de terra não caberia à AL-BA, questionando a legitimidade da CPI.

 

Ao abrir divergência, o desembargador Cláudio Césare explicou que, por se tratar de tema relacionada a divisão de terras, a AL-BA não possui competência para instaurar uma CPI, mesmo que seja acerca do MST da Bahia. “Neste sentido, a circunstância do requerimento de criação da CPI ter sido formulado por mais de um terço dos parlamentares da casa, com fato certo e determinado, não autoriza por si só a criação da CPI. Se o fato investigado não se inclui no rol de competências da casa”, afirmou Césare.

 

O desembargador Nivaldo dos Santos Aquino, pediu vista, adiando a decisão final. A desembargadora Rosita Maria de Oliveira Netto antecipou seu voto e acompanhou o relator, mantendo a liminar. Com isso, o placar parcial é de 2 a 1 a favor da instalação da CPI.

 

ENTENDA O CASO
A solicitação de CPI do deputado foi negada com base em um parecer da Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa, que considerou o pedido incompatível com as atribuições da Casa. Diante disso, Leandro de Jesus (PL) recorreu ao TJ-BA para tentar reverter a decisão. O desembargador Cássio José Barbosa Miranda concedeu liminar determinando a instalação imediata da CPI, porém, a Assembleia Legislativa não cumpriu a determinação, acirrando o embate entre os poderes Legislativo e Judiciário.

Polícia Civil pede prisão preventiva de suspeito envolvido em ataque a assentamento do MST
Foto: MST / Júlia Dolce

A Polícia Civil de São Paulo pediu a prisão preventiva de um homem suspeito de envolvimento no atentado ao assentamento do MST, que ocorreu na última sexta-feira (10). Cerca de oito pessoas foram baleadas e duas vítimas morreram durante o ataque. 


Segundo o site CNN, o suspeito, Ítalo Rodrigues da Silva, foi delatado por Antonio Martins, acusado de chefiar o ataque. O homem também foi identificado por testemunhas, que afirmaram terem sido ameaçadas por Ítalo. 


A Polícia Federal vai investigar o atentado, que ocorreu no assentamento Olga Benário, em Tremembé (SP), no Vale do Paraíba. O caso foi registrado como homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido no plantão da Delegacia Seccional de Taubaté.
 

Em encontro do MST, Jerônimo diz querer cuidar da educação do campo
Foto: Manu Dias/GOVBA

Modelos pedagógicos que valorizam a natureza e a agricultura limpa foram apresentados por 14 escolas estaduais do campo presentes nos três dias do 24º Encontro Estadual de Educadoras e Educadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Bahia.

 

O encerramento do evento, apoiado pela Secretaria da Educação (SEC), neste sábado (26), no Centro de Treinamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no bairro de Itapuã, em Salvador, contou com um café da manhã com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, da secretária da Educação, Rowenna Brito, e de outras autoridades. 

 

“A gente percebe um amadurecimento das proposições, dos cuidados, dos elos. Nós queremos cuidar do tema da educação do campo, mas também da saúde para quem mora no campo, das condições para manutenção da cultura. É uma pauta conjunta do Estado com os movimentos, e do Estado com os Municípios, para que quem mora no campo possa ter terra, possa ter água, possa ter estrada pavimentada”, enfatizou Jerônimo Rodrigues. 

 

De acordo com dados divulgados pela SEC, 80 mil estudantes estão matriculados em escolas do campo na rede estadual — 1.111 em escolas de assentamento. Para a dirigente do setor estadual de educação do MST Bahia, Síntia Carvalho, o evento tem como prioridade o estudante assentado, quando fortalece o trabalho conjunto, com o Estado e a União. 

 

“A Secretaria de Educação está junto conosco, pensando, construindo junto, reformando nossas escolas, construindo refeitórios, estradas, organizando os nossos espaços para que, de fato, as nossas escolas estejam bem estruturadas para receber os nossos educandos e educandas com a nossa identidade, para que tenhamos uma educação pública gratuita e de qualidade”, disse Síntia. 
 
Cerca de 340 educadores que trabalham em assentamentos e quilombos de dez regiões da Bahia estiveram nos três dias de encontro. Juntos, os professores fizeram um balanço dos resultados da Educação de Jovens e Adultos (EJA) nos territórios de reforma agrária, dos trabalhos de agroecologia realizados nas escolas e da implantação da alimentação da agricultura familiar na educação estadual.

A Secretária da Educação, Rowenna Brito ressaltou que o encontro acontece em diálogo com os projetos estratégicos da pasta para os próximos anos nas zonas rurais e nos territórios quilombolas. 

“Fizemos uma formação em conjunto com o Ministério da Educação e com as nossas universidades estaduais. No primeiro dia da formação, a gente recebeu a representante do Ministério da Educação, que tratou de pautas das escolas do campo, de assentamento, dialogando com os projetos estratégicos da Secretaria da Educação, com o Bolsa Presença, com o Educa Mais Bahia, com toda essa agenda de garantia de permanência dos estudantes na escola”, reforçou Rowenna.

 

O educador popular Munvualenganga, professor de matemática e de agroecologia do Colégio Estadual Luana Carvalho, de Ituberá, avaliou que o encontro foi essencial para o aprimoramento da pedagogia dos professores nos seus territórios. 

 

“O encontro também é um momento que você conhece outras experiências positivas, divide sofrimentos comuns a outros professores e se atualiza dos debates. Conhecemos um pouco das políticas públicas, dos princípios organizativos. Reacende na gente a esperança em relação a educação popular”, celebrou. 

 

40 ANOS DE TRABALHO NO CAMPO

 

O encontro também marcou a celebração dos 40 anos do MST e das suas lutas por reforma agrária em todo país, desde o pós-ditadura no Brasil.

VÍDEO: Marcha do MST deixa trânsito congestionado na Avenida Paralela, em Salvador
Foto: Reprodução Redes Sociais

Uma marcha do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), chegou, em Salvador, na manhã desta terça-feira (16), causando um congestionamento. A classe realiza a manifestação na Avenida Luís Viana Filho (Paralela), ocupando vias da pista, no sentido Aeroporto. 

 

Segundo informações enviadas por leitores do BN, o grupo está a caminho do Centro Administrativo da Bahia (CAB). 

 

A Superintendência de Trânsito (Transalvador) informou que o protesto já entrou no CAB e deixa o trânsito lento no sentido rodoviária. Agentes da Transalvador acompanham e monitoram o ato. 

 

VÍDEO: Integrantes do MST alcançam BR-324 em Simões Filho em marcha estadual
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A marcha estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) já chegou na manhã desta segunda-feira (15) a Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Imagens obtidas pelo ao Bahia Notícias mostram a movimentação do grupo pela BR-324. Um engarrafamento também é registrado no trecho.

 

 

Desde o dia 9 de abril, o grupo segue na caminhada, que teve início em Feira de Santana, com o objetivo de percorrer 110 quilômetros até Salvador. A previsão era de chegada na próxima quarta-feira (17), mas o prazo deve ser antecipado.

 

Segundo o MST, em torno de três mil militantes participam da marcha. Durante a marcha, o grupo faz críticas e chama a atenção para diferentes formas de violência do latifúndio e do agronegócio, além de anunciar o projeto de Reforma Agrária Popular do MST.

 

O movimento completa em 2024, quatro décadas de existência.

VÍDEO: Marcha do MST já alcança trecho da BR-324 em Amélia Rodrigues
Foto: Leitor BN WhatsApp

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) já atingiram o trecho da BR-324 de Amélia Rodrigues, no Portal do Sertão. Imagens da manhã desta quinta-feira (11) enviadas ao Bahia Notícias mostram a movimentação do grupo, mesmo com chuvas.

 

 

A caminhada começou na última terça-feira (9) em Feira de Santana, com previsão de chegar em Salvador no dia 17, percorrendo cerca de 110 quilômetros.

 

Segundo o MST, a estimativa é que em torno de três mil militantes participem da marcha pela reforma agrária. Neste ano, o movimento completa 40 anos de existência.

Governo Lula diz que 11 mil famílias sem-terra foram integradas em programa nacional de reforma agrária
Foto: Reprodução Agência Brasil

O governo Lula (PT) contemplou 10.995 famílias ao programa nacional de reforma agrária no ano passado, entre assentadas em novos locais ou em áreas retomadas. A informação é do Ministério do Desenvolvimento Agrário via Folha de São Paulo. 

 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tinha a meta de que o governo federal assentasse 50 mil famílias em cada um dos quatro anos. 

 

Segundo o MDA, até dezembro de 2023, mais de 52 mil famílias foram beneficiadas com políticas de acesso à terra. Além disso, outras 39.857 famílias foram beneficiadas com a regularização e reconhecimento em lotes, permitindo acesso às políticas públicas do governo, e 1.735 tiveram acesso ao Programa Nacional de Crédito Fundiário. Já em dezembro do ano passado, João Pedro Stedile, líder histórico do movimento, chegou a dizer que, em termos de famílias assentadas, 2023 havia sido o pior ano de todos os anos 40 anos do MST. 

 

O ministro Paulo Teixeira, respondeu às críticas de Stedile e afirmou que o número de famílias assentadas é maior desde 2015. 

VÍDEO: Protesto deixa trânsito lento na Avenida Paralela, em Salvador
Foto: Reprodução TV Bahia

Um protesto deixa a Avenida Luís Viana Filho (Paralela), com trânsito lento na manhã desta sexta-feira (8), em Salvador. O protesto acontece no sentido Aeroporto, próximo a entrada do Parque de Exposições e bloqueia todas as faixas da avenida. 

 

 

A Superintendência de Trânsito (Transalvador) informou ao Bahia Notícias, que agentes estão sendo enviados ao local para acompanhar o protesto.

 

Foto: Leitor BN 

 

Ainda não há informações sobre o motivo da manifestação.   

 

 

Foto: Google Maps 

“Essas arestas não existem mais”, diz Valmir Assunção sobre atrito entre Movimento Sem Teto e Geraldo Jr
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Estado, garantiu que o movimento apoia a candidatura do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) à Prefeitura de Salvador. O petista ainda minimizou as críticas emitidas pelo Movimento dos Sem Teto de Salvador (MSTS) à candidatura do emedebista.

 

Ao final de dezembro, após o anúncio de que Geraldo Júnior foi o nome escolhido pela base aliada, o MSTS - entidade ligada ao PT - declarou que recebeu a notícia com “imensa tristeza” e afirmou que o MDB é o “partido do golpe nacional”, se referindo ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

 

"Olha, a primeira coisa, o MST, que luta pela Reforma Agrária na Bahia, apoia e defende a candidatura de Geraldo Júnior em Salvador. Até porque o MST na Bahia, boa parte da sua militância, votou em Mateus [Ferreira - do MDB, filho do vice-governador] para deputado estadual. Então essa estratégia do governador Jerônimo tem sintonia conosco em todo o Estado. Quando se trata do movimento sem teto aqui em Salvador, aí tem uma diferença. Mas eu acho que isso é normal. Normal porque boa parte da militância do PT queria uma candidatura do PT. Mas a candidatura não é do PT, é da base. Essas arestas, que eu acho que não existem mais, serão sanadas no percurso do debate”, explicou Valmir Assunção, destacando que toda a sigla está imbuída em ganhar a eleição em Salvador para, “pela primeira vez, termos um prefeito aliado do governador e ao presidente”.

 

Falando em presidente, o deputado federal também comentou sobre a derrubada do veto de Luiz Inácio Lula da Silva, por parte do Congresso Nacional, à desoneração da folha. Ele disse que enxergou como natural a medida dos parlamentares e que deveria ter havido um diálogo prévio sobre o tema.

 

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“Eu acho natural o congresso ter derrubado. Digo isso porque eu sou daqueles que acredito que a decisão do presidente Lula teria que ter sido dialogada, debatida com o congresso nacional, até porque foi uma matéria votada pelos deputados, deputados e senadores. Lógico que quando chegasse no congresso iria votar pela derrubada do veto, mesmo sabendo que isso tem um impacto financeiro grande. Mas acredito que a relação que o presidente Lula construiu ao longo desse período com a Câmara e o Senado permitiu ele aprovar uma série de medidas importantes, como a reforma tributária, as regras fiscais, uma série de medidas importantes para o povo brasileiro”, explicou Valmir, pontuando que o presidente Lula tem uma relação boa com todas as lideranças.

 

A medida impacta, segundo o Movimento Desonera Brasil, empresas que contratam diretamente 8,9 milhões de pessoas, além de outros milhões de postos de trabalho indiretos. De acordo com representantes dos setores atingidos pela desoneração, a medida contribui para que as empresas paguem menos impostos e, com a redução dos custos tributários, consigam contratar mais funcionários. 

Incêndio em acampamento do MST deixa 9 mortos no Pará; fogo começou após curto-circuito 
Foto: ilustrativa/Thaina Barbosa/Fotos Públicas

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lamentou a morte trágica, neste domingo (10), de 9 pessoas no acampamento Terra e Liberdade, localizado em Parauapebas, no Sul do Pará. O grupo faleceu por conta de um incêndio provocado por um curto-circuito na rede elétrica.

 

Segundo a assessoria do movimento à Agência Brasil, uma empresa estava instalando internet no acampamento e a antena colidiu com a rede de alta-tensão de energia: “essa descarga elétrica produziu incêndio e entrou na casa das pessoas através da rede de eletricidade e da cerca que dividia o acampamento”.

 

Das nove vítimas, seis são acampados e três são servidores da empresa de internet. O número das vítimas, entretanto, pode aumentar, pois há feridos.

 

 “Com muita tristeza que neste dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, venho comunicar essa tragédia que se abateu sobre o acampamento do MST no sul do Pará, que vitimou companheiros do movimento, fruto de um incidente”, disse João Paulo Rodrigues, da direção nacional do MST.

 

Em nome da direção do MST, Rodrigues se solidarizou com as famílias das vítimas. O diretor anunciou que amanhã (11) haverá o enterro coletivo das vítimas.

 

“Neste Dia Internacional dos Direitos Humanos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), que é um momento para celebrar os avanços conquistados e refletir sobre ações concretas dos Estados para a sociedade, no sentido de garantir para todos os direitos civis, políticos, sociais e ambientais à população mundial, estamos em LUTO. Aos nossos mortos, nenhum minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta! Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!”, diz nota do MST do Pará.

MST denuncia assassinato de dois membros na Paraíba
Foto: Reprodução/Instagram

O Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra da Paraíba (MST) divulgou neste domingo (12) a denúncia do assassinato de Ana Paula Costa Silva e Aldecy Viturino Barros, membros do Quilombo do Livramento, Sítio Rancho Dantas, no município de Princesa Isabel. O crime teria ocorrido por volta das 15h30 da tarde de sábado (11), e a Polícia Civil da Paraíba está investigando o caso. As informações são da Agência Brasil.

 

Em comunicado, o MST solicitou justiça, a identificação dos autores e a celeridade nas investigações. Conforme o movimento, Ana Paula Costa Silva, de 29 anos e mãe de três filhos, era acampada. Aldecy Viturino Barros, de 44 anos e coordenador do acampamento, era pai de dois filhos.

 

Relatos dos moradores do Quilombo do Livramento indicam que Ana Paula Costa e Aldecy foram mortos a tiros por dois homens que chegaram em uma moto, alegando que Aldecy precisava assinar um documento que estava em posse dos assassinos.

 

Ao descer a escada para atender aos homens que o procuravam, o coordenador do acampamento foi surpreendido com vários tiros, que também atingiram Ana Paula. Aldecy faleceu imediatamente, enquanto Ana Paula foi levada para o hospital, mas não resistiu.

 

Em 6 de novembro, o agricultor e acampado do MST Josimar da Silva Pereira também foi assassinado a tiros em Vitória de Santo Antão, Pernambuco. Esse caso também está sob investigação.

Ministro André Mendonça suspende despejo de famílias do MST em fazenda na Bahia
Foto: Reprodução / Jornal da Chapada

Uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a reintegração de posse de uma fazenda ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) em Boa Vista do Tupim. A área tem em torno de 1,3 mil hectares.

 

A medida derruba uma decisão da 1ª Vara Cível da Comarca de Itaberaba, na mesma região, que havia ordenado no último dia 9 de outubro a retirada de 120 famílias, que ocupavam a Fazenda Reunidas Boa Esperança, na zona rural de Boa Vista do Tupim. No pedido de liminar, representantes das famílias questionaram o processo que resultou na ordem de despejo.

 

Segundo os ocupantes, a Comarca fez uma audiência, sem a presença das famílias, em que determinou que um oficial de Justiça fosse ao local para comprovar através de “fotos de barracos” a existência de invasores, o que incluía imagens de bandeiras do MST.

 

Os representantes das famílias também declararam que o grupo que se estabeleceu na área produz alimentos para o próprio sustento, uma vez que são pessoas em situação de vulnerabilidade social.

 

Eles também declararam que a decisão contestada não previa nenhum plano de remoção das famílias que seriam despejadas, o que pioraria a situação dos afetados.

Valmir Assunção diz que bancada bolsonarista fracassou em tentar criminalizar as atividades do MST
Foto: Reprodução TV Câmara

Assim como fizeram deputados de direita liderados por tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS) e Ricardo Salles (PL-SP), os representantes dos partidos de esquerda na CPI do MST realizaram uma entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (27), para falar sobre o encerramento dos trabalhos da comissão de inquérito. A entrevista contou também com dirigentes do Movimento dos Sem Terra e lideranças partidárias. 

 

Na entrevista, os parlamentares disseram que ao final de meses de trabalho, a CPI não teria conseguido provas para criminalizar as atividades do MST, e foi utilizada apenas como palanque político para o grupo de direita bolsonarista interromper avanços na luta em defesa da reforma agrária. Para a bancada de esquerda, a CPI se omitiu de investigar os principais problemas agrários do Brasil que seriam, para eles, provocados pelo agronegócio, tais como o crescente desmatamento e queimadas, a grilagem de terra, a violência no campo, a super exploração do trabalho, entre outros.

 

A CPI do MST foi encerrada nesta quarta sem votação do relatório do deputado Ricardo Salles. Em sua fala na coletiva no Salão Verde, o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) disse que não era esperado outro desfecho para os trabalhos dessa comissão de inquérito.

 

“O relatório do Salles se tratava de conteúdo extremista, que não representa o Parlamento brasileiro. Eles tiveram a prorrogação e foram incompetentes em produzir alguma contribuição às políticas de reforma agrária, de produção de alimentos. Começamos a CPI denunciando que ela não tinha fato determinado. Agora se finda desta forma justamente por não ter tido sucesso em nenhuma das suas tentativas de criminalizar o MST e suas lideranças”, afirmou Valmir. 

 

Ainda segundo o parlamentar baiano, o MST sai como grande referência de força política. “O bolsonarismo tentou atacar o estado da Bahia de todos os modos. Só conseguiram produzir fake news. Enquanto que o MST se consolida como referência de força política na Bahia e no Brasil, um grande movimento legítimo e democrático. Agradeço toda solidariedade ao MST e meu mandato. Saímos mais fortalecidos e animados para a defesa da pauta dos movimentos sociais”, completou o deputado. 

 

Em nota divulgada nesta tarde, a direção nacional do MST afirma que o encerramento da CPI, da forma como se deu, representou uma derrota política da “bancada agromilitar”. A direção do movimento diz ainda que o MST recebeu a solidariedade de milhares de organizações sociais do Brasil, através da plataforma “MST em Debate”. Por ela, diz a nota, o Movimento recebeu quase 65 mil assinaturas de brasileiros, além de centenas de notas e moções de apoio. 

 

“Superada mais uma tentativa de criminalização, seguiremos em luta. Esta CPI em nenhum momento intimidou a histórica bandeira da Reforma Agrária, pela qual marcharemos até que a terra seja um bem de todas e todos no Brasil. Não recuaremos da tarefa de alimentar o povo brasileiro com dignidade e justiça social”, finaliza a nota do MST.

CPI do MST é encerrada sem votação do relatório, mas Salles diz que vai encaminhar informações à PGR e TCU
Foto: Reprodução TV Câmara

Com a negativa do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), em publicar ato prorrogando o prazo de funcionamento, a CPI criada para investigar as ações do Movimento dos Sem Terra (MST) foi encerrada nesta quarta-feira (27). O pedido para prorrogação foi assinado pelo presidente da comissão, tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS), e pelo relator, Ricardo Salles (PL-SP). Lira já havia prorrogado a CPI em dez dias, mas agora não acatou o novo pedido. 

 

Com a decretação do fim oficial dos trabalhos, a CPI do MST encerra suas atividades sem a votação de um relatório final. O relator, Ricardo Salles, chegou a apresentar um parecer, no qual pedia o indiciamento de 11 pessoas. A deputada Sâmia Bonfim (Psol-SP) também apresentou um relatório paralelo, mas ambos nem sequer chegaram a ser discutidos.

 

Em uma entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara com a presença de diversos membros da CPI, o presidente do colegiado, Tenente-Coronel Zucco, fez diversas críticas ao MST e ao governo federal. Segundo o deputado, o governo teria agido com truculência para impedir que a comissão realizasse a investigação e fosse aprovado o relatório final. 

 

“Esse governo federal joga baixo. Isso prejudicou diretamente a aprovação do relatório, uma vez que tínhamos e temos votos para aprovar. Infelizmente, as informações que nos chegam é de que, uma vez encerrada a CPI, haverá uma nova escalada de violência e terror no meio rural. A apresentação do relatório final da CPI do MST na última semana representou o ponto alto de um longo trabalho de investigação contra a escalada de invasão de propriedades urbanas e rurais”, disse Zucco.

 

Presente na entrevista, o relator, Ricardo Salles, Salles disse que apesar de o seu parecer não ter sido votado, o documento final com o resultado das investigações será enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Procuradoria-Geral Eleitoral e o Tribunal de Contas da União (TCU). Salles disse que se o relatório tivesse sido votado, teria sido aprovado, e que a CPI apresentou aos brasileiros um quadro de crimes praticados pelo que chamou de “facções” que atuam no campo. 

 

“A sociedade brasileira conhecia pouco sobre a face da covardia, do abuso, dos crimes praticados pelas facções, por lideranças e militantes desses movimentos, dentre os quais uma das facções é o MST. É a mais conhecida, mas há várias outras, e como confessado pelo José rainha, são iguais entre si. O critério que as diferencia é a disputa política entre os líderes. Se de um lado fustigam o agronegócio, o principal pilar da economia brasileira, do outro, é covarde, é um lado criminoso, baixo, obscuro, no qual essas lideranças utilizam os liderados, os mais humildes como massa de manobra”, disse Salles.
 

“Relatório da CPI do MST é ataque ao Governo da Bahia e movimentos sociais”, critica Valmir Assunção
Foto: Ascom / PT

Após a leitura do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), nesta quinta-feira (21), o deputado federal Valmir Assunção (PT) emitiu nota se posicionando sobre o conteúdo apresentado pelo relator da CPI, deputado Ricardo Salles (PL-SP), que apresentou um pedido de indiciamento contra o parlamentar.

 

Dois dos principais nomes mencionados por ex-integrantes do MST como os possíveis líderes em invasões de propriedades no sul da Bahia são funcionários do Valmir.

 

“Tal relatório não representa nem o agronegócio, nem a agricultura familiar. Atende apenas a um setor minoritário, extremista, derrotado nas eleições que quer criminalizar a luta pela terra e a reforma agrária enquanto política pública”, disse o pestista.

 

O parlamentar baiano afirmou ter tido uma expectativa melhor em relação à Comissão, mas que o texto apresentado foi feito para “atacar o Governo da Bahia, os movimentos sociais e suas lideranças”.

 

“Meu nome é por vezes inserido não porque há algo de fato imputado, afinal não tenho empresa, não há cometimento de nenhum crime eleitoral que envolva meu mandato. Sou citado porque ao longo destes quatro mandatos como deputado federal nunca me esquivei da minha identidade Sem Terra, da minha defesa à causa negra, indígena e quilombola no meu estado e no Brasil”, completou o deputado.

 

Segundo Assunção, há a descredibilidade no próprio relator, que é réu em uma denúncia do Ministério Público Federal. Segundo o MPF, há a existência de um "grave esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais" quando Ricardo Salles foi ministro do Meio Ambiente. A denúncia do MPF foi recebida pela 4ª Vara Federal/Criminal do Pará. 

Salles apresenta relatório final da CPI do MST e retira pedido de indiciamento contra Valmir Assunção
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado Ricardo Salles (PL-SP) apresentou na manhã desta quinta-feira (21), em reunião da CPI que investiga a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), relatório no qual pede o indiciamento de 11 pessoas. A deputada Sâmia Bonfim (Psol-SP) também apresentou um relatório paralelo, e ambos devem ser votados em reunião agendada para a próxima terça (26). 

 

O relatório apresentado por Salles não incluiu na lista de indiciados o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA). O deputado chegou a constar no parecer preliminar apresentado pelo relator, com acusação de que ele seria mandante de ações do movimento no estado da Bahia. Na versão final, entretanto, Salles retirou o pedido em relação ao deputado baiano. 

 

Entre os relacionados por Ricardo Salles em seu relatório está o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Gonçalves Dias. Segundo Salles, o general G Dias teria prestado falso testemunho na CPI no dia 1º de agosto, ao dizer não ter tido acesso a nenhum relatório da Abin no período em que foi ministro.

 

Segundo o relator, “Para além da falta de verossimilhança das alegações do depoente, face ao fato de ser o Ministro Chefe do GSI, a quem a ABIN estava subordinada, a sua versão acabou sendo desmentida duplamente, tanto pela fala do Ministro de Estado de Desenvolvimento Agrário, Sr. Paulo Teixeira, quanto do Ministro de Estado da Agricultura e Abastecimento, Carlos Favaro”.

 

Além do general Gonçalves Dias, são também alvo de pedidos de indiciamento no relatório do deputado Ricardo Salles: 

 

  • José Rainha, líder da FNL;
  • Paulo Cesar Souza, integrante do MST;
  • Diego Dutra Borges, integrante do MST;
  • Juliana Lopes, integrante do MST;
  • Cirlene Barros, integrante do MST;
  • Welton Souza Pires, integrante do MST;
  • Lucinéia Durans, assessora parlamentar;
  • Oronildo Lores Costa, assessor parlamentar;
  • Jaime Silva, diretor presidente do Iteral (Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas);
  • Debora Nunes, integrante do MST. 

 

O deputado Ricardo Salles inicia seu relatório exaltando medidas do ex-presidente Jair Bolsonaro para reprimir invasões e a violência no campo. “Foram quatro anos de relativa calmaria no campo, proporcionando significativos ganhos ao país a partir da prosperidade do setor agropecuário”, disse Salles, afirmando que esta suposta calmaria teria sido interrompida em 2023, com a eleição do presidente Lula e o aumento das ocupações de terras decorrentes, segundo ele, da revogação das políticas adotadas por Jair Bolsonaro. 

Deputado quer proibir administração pública de comprar produtos oriundos de terras invadidas
Foto: Divulgação

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL), que é o autor do pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST, protocolou na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) um projeto que proíbe a Administração Pública direta e indireta de comprar produtos agrícolas e pecuaristas oriundos de terras invadidas ou de movimentos de invasão de terra.

 

Na proposta do parlamentar, o projeto de lei tem como um dos principais objetivos coibir invasões ilegais de terras, promover a regularização fundiária, incentivar práticas agrícolas sustentáveis e responsáveis, proteger a credibilidade dos sistemas de certificação e conscientizar a sociedade sobre a importância do respeito ao direito de propriedade.

 

"É essencial que a Administração Pública não coadune com esses crimes, patrocinando os frutos ilegítimos que dele geram, pois só favorece o aumento exponencial dessas ilegalidades, bem como cria um paradoxo absurdo, um Estado, um governo que coopera para sua autodestruição. E é uma verdadeira autodemolição visto que se o Estado coopera para o acontecimento de crimes que perturbam a paz e a ordem pública, violam direitos constitucionais e afrontam a soberania do Estado, só pode ser uma atitude destrutiva da administração, que prejudica o povo e as instituições", disse Leandro na justificativa da proposição. 

 

O deputado ainda lembrou que a Bahia, após a volta do governo Lula, tem registrado novas invasões de terra. "Essa é uma realidade deplorável que vem se multiplicando e prolongando ao longo do tempo, um crime que só se agrava e que vulnerabiliza famílias e o direito constitucional da propriedade, enfraquece o Estado e desestabiliza a ordem pública", completou.  

Depoimentos da CPI do MST marcados para esta segunda estão suspensos por decisão de Barroso
Foto: Divulgação / MST

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Roberto Barroso, suspendeu nesta segunda-feira (4) os depoimentos agendados para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Câmara dos Deputados.

 

O magistrado atendeu a um pedido da Assembleia Legislativa de Alagoas. A sessão desta segunda foi cancelada depois da decisão liminar. Os deputados ouviriam dois gestores do Iteral Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral): o diretor-presidente Jaime Messias Silva; e  o gerente-executivo José Rodrigo Marques Quaresma.

 

Instalada em 17 de maio, a CPI do MST, que investiga a legitimidade das ações do movimento social, foi proposta por opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois do aumento de invasões de terras registrado no 1º semestre de 2023. Ela deve ser encerrada em 14 de setembro, com a apresentação do parecer do relator, Ricardo Salles (PL-SP). O deputado deve pedir o indiciamento de integrantes do MST – alguns inclusive, aliados de Lula. O deputado diz que não pedirá a prorrogação dos trabalhos.

 

O objetivo da comissão seria obter esclarecimentos sobre as feiras agrárias dos movimentos sociais do campo e confirmar se o Iteral teve participação na realização dos eventos. A informação consta no requerimento de convocação protocolado pelo deputado Delegado Fábio Costa (PP-AL).

 

Em resposta à convocação, a Assembleia Legislativa de Alagoas acionou o STF e argumentou que a CPI estaria ultrapassando suas competências, “pondo-se a fiscalizar atos exclusivamente custeados pelo erário estadual”.

 

Barroso atendeu ao pedido. Na decisão, afirmou que o requerimento de criação da CPI indica que a comissão investigaria “a atuação do grupo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, do seu real propósito, assim como dos seus financiadores, uma vez que existe uma suposta influência por parte do governo federal na atuação deste grupo”.

 

Para o magistrado, os elementos apresentados por Alagoas evidenciam a “inexistência” de fatos submetidos ao Legislativo para investigar a conduta de servidores estaduais. A CPI do MST divulgou uma nota manifestando contrariedade à decisão. No texto, diz que ouviu funcionários estaduais sem que eles tenham sido impedidos de depor e que fará um pedido formal para que o STF reconsidere a decisão.
 

STF suspende reintegração de posse no Extremo Sul baiano e ordena transição em processo
Foto: Reprodução / MST

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu uma reintegração de posse que atingia 88 famílias em um acampamento para reforma agária do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em Teixeira de Freitas, no Extremo Sul.

 

Em decisão desta quinta-feira (31), o ministro Edson Fachin, relator do caso, ordenou que o processo cumpra o regime de transição, já definido pelo STF, em casos de desocupações de terras em conflito coletivos, o que não teria sido respeitado.

 

A reintegração de posse foi proposta em 2014. Oito anos depois, a medida retirou 88 famílias do Acampamento Fábio Santos, nas áreas das fazendas Sol Nascente e Santa Rita. Depois, o local voltou a ser ocupado, o que deixou as partes novamente em disputa.

 

No início do mês passado, o MST informou que o acampamento tinha iniciado a colheita de abóbora, prevendo 200 toneladas do legume em cerca de 60 hectares plantados.

Deputado Valmir Assunção recebe jogador Raí no extremo sul da Bahia
Foto: Luara Dal Chiavon

 

O ex-jogador do São Paulo, Raí, está no extremo sul da Bahia, em virtude da comemoração dos 10 anos da Escola Popular de Agroecologia Egídio Brunetto. Nesta sexta-feira (25), Raí foi recepcionado pelo deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) para apresentar ao jogador acampamentos e assentamentos de reforma agrária na região. 

 

Em discurso para os assentados, o jogador afirmou estar à frente da Fundação Gol de Letra por acreditar na justiça social que “só existe com a reforma agrária”. “Estou honrado. Foi um dia intenso, com várias visitas que provam o quando esse movimento é legal, legítimo e necessário para o país”, disse o ex-jogador em vídeo gravado durante a visita.

 

Além do assentamento Jacy Rocha, que abriga a escola de agroecologia, Raí visitou o acampamento Oscar Azevedo, em Itabela; e almoçou no assentamento Pau Brasil, em Itamaraju, lugar onde os assentados preservam o maior e mais antigo pau-brasil, com cerca de 600 anos. 

 

“Nesta quinta-feira passamos o dia esperando uma diligência com deputados bolsonaristas da CPI do MST chegar ao assentamento Jacy Rocha. Não foram encontrar com assentados, apenas com seus próprios apoiadores. Diante disto, vimos que seria mais interessante mostrar a uma grande personalidade, a exemplo do Raí, o que é de fato a reforma agrária e os projetos de agroecologia e produção de alimentos que existem na região”, disse Valmir Assunção.   

Werner e Coutinho são ouvidos na CPI do MST e falam das ações de segurança realizadas na Bahia
Foto: Reprodução/TV Câmara

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados sobre o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) ouviu na noite desta quarta-feira (16) o secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, e o comandante da Polícia Militar da Bahia, coronel da PM Paulo José Reis de Azevedo Coutinho.

 

As oitivas foram propostas pelo deputado Capitão Alden (PL-BA). Segundo ele, a Bahia tem se notabilizado pelo grande número de invasões de terra. "Para melhor compreensão dessas ocorrências, que ferem gravemente a ordem política e social, há de se ouvir diretamente o comandante da Polícia Militar do estado."

 

Na sessão, os representantes da Bahia evidenciaram as ações de segurança que têm sido realizadas.

 

“Eu diria de forma muito transparente que a nossa instituição tem sido uma pesquisadora no sentido de que cada vez mais a preservação da vida humana, nesses controles esteja presente e para isso estamos a fazer 200 anos como quarta força do país, com 29 mil homens e mulheres que buscam de forma incessante elevar a segurança para todos” ressaltou Coutinho.

 

Já Werner falou sobre a importância do trabalho parlamentar nas medidas de proteção.

 

“Eu estava hoje mais cedo no Conselho dos Secretários de Segurança Pública e isso foi unânime, falar justamente dessa questão e das responsabilidades que os senhores também têm aqui enquanto parlamento, inclusive de propor mudanças legislativas, para que a gente possa efetivamente fazer o cumprimento da lei dos crimes mais gravosos”, declarou.

Governo Lula vai retomar reforma agrária, diz ministro na CPI do MST
Foto: Gabriel Paiva

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que o governo Lula vai retomar a demarcação de terras para assentamentos da reforma agrária e em áreas indígenas e quilombolas.

 

“Queremos a paz no campo, já temos terras no estoque do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)”, declarou o ministro, nesta quinta-feira. A demarcação ou a regularização dessas áreas será acompanhada da oferta de assistência técnica e crédito para a produção e a comercialização das safras, assegurou Paulo Teixeira.

 

Para o relator da CPI, deputado Ricardo Salles (PL-SP), esses planos poderão ser frustrados. “A verdade é a seguinte: por força da omissão dos parlamentares que defendem a reforma agrária, não há orçamento em 2023, pode ser que tenha em 2024”, disse. Mas, segundo o ministro, o Executivo buscará os ajustes necessários.

 

Ricardo Salles questionou Paulo Teixeira sobre um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) produzido em 2016 – suspenso posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – e que apontava indícios de irregularidades em relação a 35% do 1,6 milhão de assentados da reforma agrária no País até 2015.

 

Segundo o ministro, aquele acórdão do TCU resultou “de mau trabalho técnico e preconceito”, e análises posteriores demonstraram que eventuais irregularidades não chegariam a 1% de todos casos. “Foi um crime paralisar a reforma agrária por seis anos”, disse Paulo Teixeira, ao comentar efeitos decorrentes do acórdão.

 

Em resposta ao relator, que questionou o ministro sobre eventual participação dos movimentos sociais na seleção dos futuros beneficiários da reforma agrária, Paulo Teixeira disse que a Lei 13.465/17 estabeleceu critérios de preferência para elencar os assentados e eliminou dispositivos aplicados pelo Incra desde 2001. 

Ricardo Salles diz que CPI do MST não será prorrogada e que "manobras" do governo esvaziam as investigações
Foto: Myke Sena / Câmara dos Deputados

O deputado federal Ricardo Salles (PL-SP) disse à imprensa, na tarde desta quarta-feira (09), que não vai mais pedir a prorrogação dos trabalhos da CPI do MST, na Câmara. A CPI tem prazo de funcionamento até o dia 14 de setembro, e tanto o relator como o presidente do colegiado, deputado Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS), criticaram o que chamaram de "manobras" para esvaziar os trabalhos da comissão. 

 

 

Uma das alegadas "manobras" seria, segundo o relator, trocas de membros da comissão por outros que seriam, segundo ele, "alinhados" com o governo. Salles disse que deputados do Republicanos que foram substituídos como membros da CPI do MST teriam ficado revoltados. 

 

"Conversei com todos os deputados que foram substituídos. Eles estão indignados, se sentindo traídos, foram retirados sem motivo nenhum, pelo simples fato de que o governo queria ter maioria na CPI para evitar o aprofundamento das investigações", disse o relator. 

 

Ao Bahia Notícias, Ricardo Salles afirmou que não pretende ingressar com qualquer recurso, ou apresentar novo requerimento para convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. Nesta quarta, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), atendendo a requerimento do deputado Nilto Tatto (PT-SP), revogou de ofício a convocação do ministro, aprovada na semana passada na CPI do MST por 14 votos 10. 

 

"Como não vamos prorrogar a CPI, qualquer iniciativa em relação ao Rui Costa é tempo perdido", concluiu Ricardo Salles.

Por ordem de Arthur Lira, CPI do MST cancela depoimento de Rui Costa
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

A CPI do MST cancelou o depoimento do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, previsto para a tarde desta quarta-feira (9), na comissão. A informação foi publicada pelo Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

De acordo com as informações, a ordem do cancelamento partiu do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que acatou uma questão de ordem do deputado Nilto Tatto (PT-SP) contra o requerimento de convocação de Rui aprovado na comissão.

 

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Além disso, a publicação aponta que na terça-feira (8) Lira esteve reunido com Rui Costa, de onde teria partido a articulação para anular a convocação. Na decisão do presidente da Câmara, ele dá razão para Tatto, que alega que a convocação de um ministro para a CPI precisa ter “fato determinado” e que, como não há ligação clara entra a Casa Civil e as invasões do MST, a comissão não teria competência para convocar Costa.

Lídice rebate deputado que gritou com ela e defende Rui Costa de acusações de ex-membros do MST
Foto: Reprodução TV Câmara

Em mais uma tarde de muitas discussões e bate boca, a CPI do MST ouviu nesta terça-feira (8) o depoimento de ex-assentados do Movimento dos Sem Terra, convocados a partir da aprovação de requerimento do deputado Capitão Alden (PL-BA). Os convocados foram chamados à CPI para falar e responder questionamentos dos deputados sobre possíveis abusos e crimes cometidos pelo MST.

 

Durante sua fala e após fazer perguntas aos depoentes, o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) teve áspera discussão com a deputada Lídice da Mata (PSB-BA). A deputada baiana repreendeu Chrisóstomo após ele dizer que os parlamentares de esquerda “atrapalharam” a fala dele, o que o obriga a tratá-los “no cacete”. 

 

Lídice da Mata protestou contra a fala do deputado, e disse não ter medo dos gritos que ele dirigiu a ela. Em outro momento da sessão, quando estava fazendo questionamentos aos depoentes, a deputada do PSB da Bahia respondeu com rigor ao deputado Coronel Meira (PL-PE), após o mesmo falar do ex-governador da Bahia, Rui Costa.

 

A deputada afirmou que um dos ex-assentados ouvidos na CPI fez acusações falsas ao atual ministro-chefe da Casa Civil, e disse a Meira que ele devia se respeitar ao chamar os outros de “ladrão”. 

 

“É por estas e por outras que esta comissão vai cometer o erro de trazer para cá o ministro Rui Costa, que governou a Bahia com excelente posicionamento, mais de 80% de aprovação da nossa população, e que no entanto, e vítima de uma armação aqui dos querem envolve-lo nesta situação específica de apenas um dos 60 assentamentos existentes no Estado da Bahia. Portanto, se respeite, deputado. O senhor não tem direito de acusar o ministro Rui Costa. O senhor não é policial, é deputado, e a Constituição diz que todos são apenas deputados. Vocês usam o título militar por uma permissividade da Casa”, disse Lídice, rebatendo comentários do deputado Coronel Meira.

 

Confira:

 

 

Arthur Lira vai decidir se acata recurso do PT e cancela convocação de Rui Costa pela CPI do MST
Foto: Divulgação PT

Já está na mesa do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), o recurso apresentado pelo deputado Nilto Tatto (PT-SP), para reverter a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, à CPI do MST. O requerimento de convocação foi aprovado por 14 votos a 10 na sessão da comissão realizada na última terça-feira (1º). Como foi aprovada uma convocação, o ministro estaria obrigado a comparecimento à CPI.

 

No recurso, o deputado Nilto Tatto alega que não há fato determinado para a convocação do ministro pela CPI, e cita o artigo 58 da Constituição Federal que impõe prerrogativas e limites de uma comissão parlamentar de inquérito. Tatto enumera os três requerimentos votados em conjunto para a convocação do ministro Rui Costa, e enumera os vícios de origem dos documentos que, segundo ele, justificam a decretação da prejudicialidade dos mesmos. 

 

“O Supremo Tribunal Federal possui reiteradas decisões sobre a necessidade de autorização da Corte para autorizar qualquer investigação contra ministros de Estado. Ademais, o próprio Regimento Interno desta Casa Legislativa, em seu art. 36, parágrafo único, prevê que as Comissões Parlamentares de Inquérito valer-se-ão, subsidiariamente, das normas contidas no Código de Processo Penal. Assim sendo, o Código de Processo Penal, em seu art. 86, inciso II, prevê a competência privativa do STF para processar e julgar os ministros. Logo, a CPI sobre o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra não possui a competência para a convocação de ministros”, afirma o deputado no recurso encaminhado ao presidente da Câmara. 

 

Nilto Tatto explica que o requerimento nº 275/2023, do deputado Ricardo Salles (PL-SP), possui erro formal ao não qualificar a condição do convocado. Já o requerimento nº 279/2023, do deputado Evair Vieira de Mello (PP/ES), segundo Tatto, possui justificativa desvinculada das competências da Casa Civil da Presidência da República, dispostas na Lei nº 14.600, de 19 de junho de 2023, e Decreto nº 11.329, de 1º de janeiro de 2023. Por último, o deputado do PT afirma que o requerimento nº 280/2023, também do deputado Evair Vieira de Melo, deveria ter como destinatário os órgãos do Estado da Bahia ao invés do ministro da Casa Civil.

 

Antes de decidir que encaminhamento dará ao recurso apresentado pelo deputado Nilto Tatto, o presidente da Câmara, Arthur Lira, fará uma consulta à Comissão de Constituição de Justiça sobre o documento. Após a consulta, cabe ao presidente decidir se indefere o recurso ou se anula os requerimentos de convocação aprovados pela CPI.

 

Existem precedentes na Câmara para anulação de convocação de ministros por comissões da Casa. Em outubro de 2013, o então presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anulou a convocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, aprovada pela Comissão de Agricultura. Alves atendeu recurso do PT que indicava ter a aprovação da convocação desrespeitado o Regimento Interno da Câmara. 

 

Em 2019, o então presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anulou convocação do ministro da Justiça, Sérgio Moro, para prestar esclarecimentos à Comissão de Legislação Participativa. Ao atender o recurso da deputada Carla Zambelli (PL-SP), Rodrigo Maia ressaltou que a convocação de membros do governo “não pode ser vista como algo ordinário, rotineiro e periódico e que a obrigatoriedade da presença de ministros no Parlamento deve ser tratada como exceção, já que pode levar à responsabilização criminal do titular da pasta convocado, caso injustificadamente não atenda ao chamado parlamentar”.

 

O próprio Arthur Lira (PP-AL) já anulou uma convocação de ministro feita por comissão da Câmara. Aconteceu em abril de 2021, após a Comissão de Fiscalização e Controle aprovar a convocação do ministro da Defesa, Braga Netto, para que ele explicasse gastos das Forças Armadas com a compra de milhares de toneladas de carnes especiais e bebida alcoólica. 

 

Lira atendeu a pedido do então líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR), e do deputado Aluisio Mendes (Podemos-MA), para tornar sem efeito a decisão tomada pela Comissão de Fiscalização. O presidente da Câmara alegou que o requerimento aprovado fazia menção apenas ao cargo de ministro da Defesa, sem explicitar o nome da autoridade – o que, segundo ele, não é permitido regimentalmente.
 

Fazendeiros negam agressão a membros do MST em Itiruçu: “Foi pacífica e pelo diálogo”
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahmução

Os produtores rurais, que foram acusados de expulsar membros dos Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em uma fazenda, em Itiruçu, no sudoeste da Bahia, no último domingo (30), negaram que a saída do grupo tenha sido realizada com agressão ou ameaça. Segundo eles, a ação foi “totalmente amistosa, pacífica e conduzida pelo diálogo”.

 

Segundo um membro do MST um imóvel chegou a ser incendiado pelo grupo de fazendeiros e que eles estariam armados.

 

Na ocasião, a entidade que congrega os produtores, a União Agro Bahia (UNAGRO), publicou uma nota pública sobre o caso. O texto diz que a reintegração da propriedade mobilizou cerca de 60 produtores e que foi finalizada após 30 minutos de diálogo.   


Segundo eles, após apresentação de documentação, ficou provado que a propriedade era totalmente produtiva e se estabeleceu consenso para a saída dos integrantes do MST. 


Um dos produtores conta que antes de deixarem o local, os invasores queimaram restos de madeira e outros materiais que não iriam mais usar.


“Não houve nenhum tipo de agressão, de embate, nem agressão verbal, nenhuma lesão corporal em nenhum dos dois lados. A versão que saiu é como se tivesse havido ameaça por parte dos produtores rurais, como se eles tivessem chegado armados, agredido eles e que tivessem tocado fogo na casa…nada disso ocorreu”, detalha.


“Não há uma queixa crime de lesão corporal, não há uma foto, um vídeo que substancie qualquer tipo de agressão”, acrescenta.  


NOTA NA ÍNTEGRA
Neste domingo, 30 de julho de 2023, às 14h, cerca de 60 integrantes da Associação de produtores do Núcleo de Jaguaquara, com o apoio da Associação Bahia de Fazendeiros-ABF, promoveram a reintegração de posse de uma propriedade rural, produtiva, na cidade de Itiruçu, no sudoeste da Bahia. Quarenta indivíduos do MST- Movimento Sem Terra, invadiram a fazenda às 4h da manhã, mas foram devidamente retirados do local, após 30 minutos de diálogo com os produtores rurais.

Gonçalves Dias afirma na CPI do MST que não recebeu relatórios sobre invasões de terras
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Em uma sessão tumultuada, repleta de discussões entre deputados do governo e da oposição, e que contou até com parlamentares comendo pedaços de melancia como provocação, o general Gonçalves Dias, na CPI do MST, disse não ter conhecimento sobre planos de invasão de terras pelo Movimento dos Sem Terra. O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, em resposta a questionamentos, afirmou não ter recebido relatórios da Abin a respeito das invasões. 

 

Questionado pelo relator da CPI, deputado Ricardo Salles (PL-SP), se terá avisado ao presidente Lula sobre planos de invasões de terra, o ex-ministro Gonçalves Dias negou ter recebido informações sobre o tema. “Não tratei desse assunto porque não tinha conhecimento. Se eu tivesse informações, tinha levado ao presidente, é uma resposta lógica”, afirmou G.Dias. 

 

O ex-ministro destacou que o seu órgão estava passando por reformulação devido à mudança de governo, e concordou que os órgãos de inteligência deviam ter elaborado relatórios sobre a situação no campo. Gonçalves Dias também disse ter ficado sabendo de algumas invasões do MST, como a de Suzano, na Bahia, em fevereiro, “pela imprensa”.

 

O general Gonçalves Dias exerceu o cargo de ministro do Gabinete de Segurança Institucional de 1º de janeiro a 19 de abril, quando deixou o cargo após surgirem imagens dele dentro do Palácio do Planalto, no dia 8 de janeiro, sem dar voz de prisão aos invasores do prédio. 

 

Apesar de ter sido beneficiado com decisão do ministro André Mendonça, do STF, que o autorizou parcialmente a ficar em silêncio para não se incriminar na CPI do MST, o ex-ministro do GSI buscou responder à maioria das perguntas formuladas pelo relator e membros da comissão. 

 

No início da oitiva, o general Gonçalves Dias se recusou a responder perguntas feitas pelo deputado Ricardo Salles sobre o golpe militar de 1964. A pergunta gerou intenso bate-boca entre deputados governistas e oposicionistas. Apesar da negativa do general, o relator insistiu com a pergunta. 

 

“Me soa o estranho o senhor não dizer sua posição sobre o 31 de março de 1964. Isso soa como traição aos seus colegas de farda”, disse Salles.

 

“Essa pergunta não é objeto da investigação desta CPI”, respondeu o ex-ministro do GSI. “O Exército brasileiro pauta a sua conduta em cima da hierarquia, da disciplina e da cadeia de comando, amalgamada em valores éticos e morais, pensando em um país maior e que tenha espaço para todos”, completou G. Dias. 

Grupo de fazendeiros ateia fogo e expulsa membros do MST de fazenda no interior baiano
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

Membros dos Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra (MST) foram expulsos por um grupo de fazendeiros em Itiruçu, no Vale do Jiquiriçá. O fato ocorreu no início da tarde deste domingo (30). Um imóvel situado no local chegou a ser incendiado pelo grupo formado por cerca de 60 produtores rurais que alegaram que as terras são produtivas.

 

Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, a fazenda fica às margens da BA-250. Nas redes sociais, um membro do MST afirmou que os fazendeiros estariam armados.

 

Os fazendeiros negaram o uso de armas. Não havia polícia durante a ação dos fazendeiros.

Famílias do MST voltam a ocupar fazenda na Bahia após serem retiradas de local
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

Membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) retornaram nesta segunda-feira (17) à fazenda onde tinham sido retirados em Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá. A área fica às margens da BA-250, na localidade conhecida como Entroncamento de Jaguaquara.

 

Na última quinta-feira (13), um mandado de reintegração de posse havia ordenado a retirada das famílias, informou o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias. Imagens mostraram tratores passando por cima de barracos. Policiais militares e agentes da prefeitura participaram da ação.

 

Ainda segundo informações, policiais militares se dirigiram para o local assim que ficaram sabendo do retorno das famílias para poder negociar a retirada. 

Trator derruba barraco em área ocupada pelo MST na Bahia
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

Uma área ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra é alvo de um mandado de reintegração de posse nesta quinta-feira (13). O fato ocorre em uma fazenda no Entroncamento de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá. Imagens mostram tratores avançando sobre barracos.

 

Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, as famílias estavam acampadas desde o dia 5 de fevereiro. A área ocupada fica em uma fazenda de cerca de 70 hectares, localizada às margens da Rodovia BA-250. Policiais militares do 19º BPM de Jequié participam da ação.

 

Uma oficial de Justiça foi ao local junto com equipes do Corpo de Bombeiros e da prefeitura de Jaguaquara. A reintegração ocorre de forma pacífica, apesar da insatisfação dos ocupantes. As famílias afirmam que as terras são improdutivas e que estavam ocupadas para produção de alimentos. 

Após polêmica de CPI, Adolfo Menezes confirma subcomissão do MST na AL-BA
Foto: André Carvalho/ BN Hall

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Adolfo Menezes, confirmou, nesta quinta-feira (25), que será autorizada a criação da subcomissão para discutir as invasões de propriedades pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). 

 

O pronunciamento veio durante durante o prêmio da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário da Bahia ( ADEMI-BA). 

 

Segundo o parlamentar,  a instalação da subcomissão não causa nenhum problema para as atividades legislativas.   

 

“Sim, está autorizada. Como parece ser de interesse dos deputados, sem problema nenhum, até porque a maioria dos membros são da bancada do governo. Então não vejo problema nenhum em instalar essa subcomissão”, contou Menezes. 

 

A Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) foi quem criou e aprovou, por unanimidade, a subcomissão para discutir as invasões de terras baianas. 

 

A comissão chega como alternativa à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar as invasões de terras na Bahia pelo MST. 

 

A criação da CPI foi solicitada pela oposição da AL-BA e contou com o apoio de 29 deputados. Porém a procuradoria da Assembleia deu parecer contrário à instalação do colegiado. 

 

O desembargador Cássio Miranda até chegou a expedir liminar para a instalação da CPI, mas a Assembleia recorreu ao caso. Após ser autorizada por toda a Mesa Diretora da Casa legislativa, o requerimento agora retorna para a Comissão de Agricultura, que seguirá com o processo de instalação. 

 

A subcomissão será formada por quatro integrantes, seguindo a proporcionalidade de bancadas do Legislativo baiano. Serão três integrantes do governo e um da oposição.

Plano de trabalho da CPI do MST prevê visitas e diligências a assentamentos em todo o País e a fazendas invadidas
Foto: Bruno Spada/ Câmara dos Deputados

Os deputados da CPI do MST realizarão diligências e visitas a acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em todos os estados em que estão assentados, e também às fazendas que foram invadidas neste ano de 2023. A ação está prevista no plano de trabalho apresentado pelo relator da CPI, deputado Ricardo Salles (PL-SP), no início da reunião nesta terça-feira (23). Para as diligências, Salles disse que todos os membros do colegiado poderão participar. 

 

O plano de trabalho apresentado pelo relator da CPI prevê também que sejam requisitados de órgãos e entidades públicas e privadas informações e documentos relacionados à investigação. Após a aprovação dos primeiros requerimentos de convocação, serão organizadas as oitivas iniciais, tanto de autoridades como de possíveis investigados.

 

Ricardo Salles também mencionou em seu plano de trabalho a necessidade de a comissão de inquérito manter um canal de comunicação direto com a sociedade civil. Segundo on relator, "é necessário que possam ser encaminhadas pela sociedade denúncias e outras informações relativas ao tema e que possam ajudar nas investigações".

 

Outro ponto citado por Salles envolve a realização de visitas técnicas e diligências de membros da CPI em todos os estados onde existam assentamentos instalados pelo Incra. 

 

"As atividades do plano de trabalho visam conferir efetividade à investigação parlamentar que se inicia. Pretende-se levar a efeito um trabalho de natureza técnica com eficiência e capacidade de se fazer um diagnóstico correto do tema, identificando a verdade e obtendo resultados que permitam a essa casa legislativa que faça, ao final dos trabalhos, os encaminhamentos e as recomendações cabíveis a quem de direito", disse Ricardo Salles, após apresentar o plano de trabalho.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Resgataram o nome de Harry Potter Envelhecido só pra ele poder desagradar todo mundo. Não teve graça pros vermelhos, pros azuis e nem pro centrão. Mas o clima de traição está mesmo no ar. É briga por candidatura de deputado, é amizade destruída pela cadeira do Senado... Como disse o Molusco, esse ano é guerra. E só a vinda do Molusco já resgatou outros nomes que estavam de pijama por aí. Mas uma outra coisa me preocupa: de onde os políticos tiraram que dançar traz voto? Porque o Carnaval nem chegou e eu já não aguento mais. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Bruno Monteiro

Bruno Monteiro
Foto: Reprodução / Antena 1

"É realmente uma questão que precisa se encontrar uma solução. Tanto do ponto de vista de se colocar limite, quanto na garantia de contratação dos artistas do forró da Bahia. É uma discussão que nós temos interesse". 

 

Disse o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro ao comentar a situação dos cachês milionários pagos aos cantores durante os festejos de São João. A declaração aconteceu em entrevista à Antena 1 nesta segunda-feira (9).

Podcast

Presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

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Presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Carlos Muniz é o entrevista do Projeto Prisma nesta segunda-feira (9). O programa é transmitido a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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