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O Partido Novo acionou, nesta terça-feira (10), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT e a escola de samba Acadêmicos de Niterói por suposta propaganda eleitoral antecipada no Carnaval de 2026. Segundo a legenda, o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” funcionaria como peça de pré-campanha para a reeleição do petista.
De acordo com a ação, a letra do enredo faz referências à disputa eleitoral de 2022, utiliza trechos de jingles de campanha e menciona o número do PT. Para o partido, a combinação desses elementos configura um pedido implícito de voto.
O Novo afirma ainda que dirigentes da escola apresentaram o enredo a Lula em setembro de 2025, em um encontro divulgado publicamente, o que indicaria, na avaliação dos advogados, que o presidente tinha conhecimento prévio da homenagem. A ação também cita a presença da primeira-dama, Janja, em ensaios e atividades da agremiação.
“O desfile de Carnaval de 2026, impulsionado pelo capital privado e subvencionado pelo erário, caminha a passos largos para se tornar um evento megalomaníaco voltado à promoção de propaganda eleitoral antecipada em benefício do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição ao cargo de Presidente da República”, escreveram os advogados Lucas Bessoni Coutinho de Magalhães e Paulo Augusto Fernandes Fortes.
O partido sustenta que o desfile ocorrerá na Marquês de Sapucaí, espaço público do município do Rio de Janeiro, o que, segundo a sigla, agravaria a suposta irregularidade. A Acadêmicos de Niterói será a primeira escola a desfilar no Grupo Especial, em 15 de fevereiro, com apresentação prevista para durar entre 70 e 80 minutos, em horário nobre.
A legenda também aponta que o presidente de honra da escola, Anderson Pipico, é vereador pelo PT em Niterói e que a própria agremiação se apresenta nas redes sociais como “escola petista”, o que, na avaliação do Novo, afasta a tese de neutralidade.
Com base nesses argumentos, o partido pede ao TSE que impeça a divulgação do conteúdo questionado e aplique as sanções previstas na legislação eleitoral, que incluem multa de R$ 5 mil a R$ 25 mil em casos de propaganda antecipada.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, foram os políticos que mais se encontraram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde o início de seu atual mandato, em 2023. Conforme dados da “Agenda Transparente”, da Agência Fiquem Sabendo, Wagner lidera a estatística no Congresso Nacional, com 52 compromissos com Lula, enquanto Rui ocupa o topo do ranking geral, tendo 343 agendas com o presidente.
Dentre o ministério de Lula, Alexandre Padilha (Saúde) e Fernando Haddad (Fazenda) ocupam o segundo e terceiro lugar, com, respectivamente, 215 e 203 encontros. Sobre os ministros baianos, Sidônio Palmeira (Comunicações) realizou 93 compromissos, Márcio Macêdo (Secretaria Geral) teve 85 e Margareth Menezes (Cultura) finaliza com 16.
No legislativo, atrás de Wagner, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), aparece em segundo lugar com 38 encontros com Lula. Em seguida, ficou o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o qual realizou 35 compromissos com o chefe do Executivo nacional.
Um destaque também fica para o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que se reuniu 17 vezes, assim como o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ambos comandaram as respectivas casas legislativas por um período durante a gestão de Lula.
Segundo a Fiquem Sabendo, o senador Otto Alencar (PSD) teve 5 encontros e os deputados federais Lídice da Mata (PSB) e Otto Alencar Filho, que atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), registraram uma agenda com Lula desde 2023.
Já em relação aos governadores e prefeitos, Jerônimo Rodrigues (PT) ocupou a sexta posição, com 5 compromissos, empatando com o governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). Em sua frente ficaram:
- Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD): 12
- Governador do Ceará, Elmano Freitas (PT): 10
- Governador do Pará, Helder Barbalho (MDB): 9
- Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD): 7
- Prefeito de Recife e presidente nacional do PSB, João Campos: 7
Apesar de ganhar de todos os seus adversários nas simulações de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui uma alta rejeição, com 48% dos brasileiros afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. A rejeição de Lula só não é maior do que a do senador Flávio Bolsonaro (PL), que chegou a 49%.
Os números foram apresentados na nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (9). A pesquisa analisou a rejeição de oito candidatos: Lula, Flávio Bolsonaro, Ratinho Jr (PSD), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD), Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão).
A pesquisa, para avaliar o grau de votabilidade dos pré-candidatos, fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “É meu voto, estou decidido”; “Posso votar”; “Conheço e não votaria”; “Não conheço o suficiente para opinar”.
Os números apurados mostram que o presidente Lula, ao mesmo tempo em que é o candidato mais conhecido, é aquele que reúne o maior contingente de eleitores certos do seu voto. Já Flávio Bolsonaro é menos conhecido, tem menos votos certos e rejeição maior do que a do presidente.
Confira abaixo o resultado do grau de votabilidade aferido pelo Real Time Big Data:
Lula (PT)
É meu voto, estou decidido - 33%
Posso votar - 17%
Conheço e não votaria - 48%
Não conheço o suficiente para opinar - 2%
Flávio Bolsonaro (PL)
É meu voto, estou decidido - 18%
Posso votar - 20%
Conheço e não votaria - 49%
Não conheço o suficiente para opinar - 13%
Ratinho Jr. (PSD)
É meu voto, estou decidido - 5%
Posso votar - 38%
Conheço e não votaria - 35%
Não conheço o suficiente para opinar - 22%
Ronaldo Caiado (PSD)
É meu voto, estou decidido - 3%
Posso votar - 34%
Conheço e não votaria - 38%
Não conheço o suficiente para opinar - 25%
Eduardo Leite (PSD)
É meu voto, estou decidido - 2%
Posso votar - 32%
Conheço e não votaria - 29%
Não conheço o suficiente para opinar - 373%
Romeu Zema (Novo)
É meu voto, estou decidido - 2%
Posso votar - 28%
Conheço e não votaria - 34%
Não conheço o suficiente para opinar - 36%
Aldo Rebelo (DC)
É meu voto, estou decidido - 1%
Posso votar - 21%
Conheço e não votaria - 36%
Não conheço o suficiente para opinar - 42%
Renan Santos (Missão)
É meu voto, estou decidido - 1%
Posso votar - 21%
Conheço e não votaria - 28%
Não conheço o suficiente para opinar - 58%
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores em todo o território nacional, entre os dias 6 e 7 de fevereiro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06428/2026.
A mais nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (9), mostra uma liderança mais folgada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seus adversários do que outros levantamentos recentes. A pesquisa elaborou três cenários, só modificando o nome dos eventuais candidatos do PSD.
Em todos os cenários, inclusive no espontâneo (em que os entrevistados respondem sem a apresentação de listas com nomes), Lula lidera acima da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais. O adversário mais forte do atual presidente, assim como já mostrado em outras sondagens, é o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Entre os três nomes do PSD colocados nos cenários - Ratinho Jr., Ronaldo Caiado e Eduardo Leite -, o que apresentou melhor resultado foi o governador do Paraná.
Confira abaixo os resultados do cenário espontâneo e dos três simulados apresentados aos entrevistados da Real Time Big Data:
Resposta espontânea
Lula (PT) - 28%
Flávio Bolsonaro (PL) - 14%
Jair Bolsonaro (PL) - 6%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 2%
Ratinho Jr. (PSD) - 2%
Ciro Gomes (PSDB) - 1%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Outros - 1%
Nenhum/branco/nulo - 14%
Não sabe - 31%
Cenário 1
Lula (PT) - 39%
Flávio Bolsonaro (PL) - 30%
Ratinho Jr. (PSD) - 10%
Romeu Zema (Novo) - 3%
Aldo Rebelo (DC) - 2%
Renan Santos (Missão) - 1%
Nulo/branco - 7%
Não sabe/não respondeu - 8%
Cenário 2
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 32%
Eduardo Leite (PSD) - 5%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Aldo Rebelo (DC) - 3%
Renan Santos (Missão) - 1%
Nulo/branco - 7%
Não sabe/não respondeu - 8%
Cenário 3
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 32%
Ronaldo Caiado (PSD) - 6%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Aldo Rebelo (DC) - 2%
Renan Santos (Missão) - 1%
Nulo/branco - 7%
Não sabe/não respondeu - 8%
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores em todo o território nacional, entre os dias 6 e 7 de fevereiro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06428/2026.
A semana que antecede as festividades do Carnaval terá uma agenda leve nos três poderes, com poucas atividades no Congresso Nacional, embora nos bastidores, as movimentações políticas sigam intensas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta uma conversa nesta semana com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para destravar a indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma cadeira de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF).
Câmara dos Deputados e Senado terão poucos temas para serem apreciados em plenário. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tentará acelerar a tramitação do Marco Legal do Transporte Público e do Redata, voltado à atração de investimentos em data centers. Já os senadores e deputados brasileiros do Parlamento do Mercosul buscarão dar celeridade ao acordo de livre-comércio do bloco com a União Europeia.
No Judiciário, a ministra Cármen Lúcia reúne presidentes de tribunais regionais eleitorais, para apresentar um conjunto de regras voltado para as eleições, e que posteriormente pode ser a base para o discutido código de conduta para magistrados do STF. E os ministros do STF iniciam julgamento que vai definir se a Lei da Anistia pode ser aplicada a crimes de ocultação de cadáver cometidos durante a ditadura militar.
Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes em Brasília:
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula iniciou a semana na cidade de São Paulo, e nesta manhã de segunda-feira (9), visita o Centro de Produção de Vacina contra a Dengue do Instituto Butantan. No local, Lula participa de uma cerimônia para anúncios relacionados à infraestrutura de produção de insumos e imunobiológicos.
Na parte da tarde, o presidente Lula se desloca para a cidade de Mauá (SP), onde irá visitar a Unidade Móvel de Exames por Imagem. No local, por volta das 15h30, Lula estará na cerimônia de anúncios de investimentos em Educação e saúde em Mauá. No final da tarde, Lula retorna para Brasília.
A agenda do presidente Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. A partir da sexta (13), Lula deve visitar algumas cidades durante o Carnaval.
Estão previstas ida a Salvador e Recife. Na capital pernambucana, no sábado (14), a previsão é de que o presidente Lula marque presença no desfile do Galo da Madrugada.
Já no domingo (15), o presidente Lula seguirá para o Rio de Janeiro, onde deve assistir no Sambódromo, junto com a primeira-dama, Janja, o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói. A agremiação fará uma homenagem a Lula e contará a sua trajetória de vida e na política.
No calendário da divulgação de indicadores da economia, nesta terça (10), o IBGE divulga os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O indicador mostrará os números da inflação oficial do país no mês de janeiro.
Também na terça (10) o IBGE divulga a sua Pesquisa Industrial Mensal, com os números do mês de dezembro do ano passado. Já na quinta (12) o instituto apresenta os números do setor de serviços, também de dezembro/2025, e o seu Levantamento da Produção Agrícola em todo o Brasil.
PODER LEGISLATIVO
Por conta da proximidade do Carnaval, a semana deve ser esvaziada no Congresso Nacional. Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) reúne os líderes partidários nesta segunda (9), e a expectativa é de que aconteçam poucas sessões no plenário.
Motta deve tentar votar um requerimento de urgência do projeto de incentivos fiscais para investimentos em serviços de data center, protocolado na semana passada pelo líder do governo, José Guimarães (PT-CE). O presidente da Câmara também deve pautar a urgência para um projeto de marco regulatório do transporte urbano público, defendido pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP).
Nesta terça (10), parlamentares brasileiros que representam o país no Parlasul (Parlamento do Mercosul) analisam o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A representação do Brasil no Parlasul contém 10 senadores e 27 deputados federais.
Na sessão, os parlamentares devem analisar o relatório do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que é o atual presidente da representação. Se o texto for aprovado pela representação, passa para o formato de projeto de decreto legislativo. A partir daí, será enviado para análise da Câmara dos Deputados e do Senado.
Uma das poucas comissões que funcionará na Câmara nesta semana será o Conselho de Ética, que dará continuidade às oitivas relacionadas aos processos contra parlamentares acusados de participar de um motim no plenário. Nesta terça (10), o colegiado ouvirá testemunhas ligadas aos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC).
Também está programada para esta terça (10), no plenário da Câmara, uma sessão solene de homenagem aos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT).
No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) não agendou sessões deliberativas no plenário. O trabalho no Senado deve se dar principalmente nas comissões.
Sem atividades no plenário, a semana no Senado será marcada por oitivas de governadores na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Na terça (10), está prevista a oitiva da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e do secretário estadual de Defesa Social, Alessandro de Mattos.
Já na quarta (11), o colegiado, presidido pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), convidou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o secretário de Segurança Pública do estado, Victor Cesar dos Santos.
Também se reunirá nesta semana a comissão mista que analisa a Medida Provisória nº 1.323/2025, que altera as regras do seguro-defeso para pescadores artesanais.
A reunião será na tarde de terça (10), e os parlamentares discutirão a proposta que tem como objetivo aprimorar a gestão do benefício, ampliar a transparência e reforçar o combate a fraudes.
No seu único dia de atividades, nesta segunda (9), a CPMI do INSS ouvirá o deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PSB) e Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti. As oitivas estão previstas para começar às 16h.
Araújo é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto. Ele é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), entidade suspeita de realizar descontos irregulares em benefícios previdenciários.
Em novembro de 2025, o deputado Duarte Jr. (PSB-MA), vice-presidente da CPMI, afirmou ter sido ameaçado por Araújo por meio de mensagens no WhatsApp após mencionar a confederação durante sessão do colegiado. Na semana seguinte ao episódio, a comissão aprovou a quebra dos sigilos fiscal e bancário, além da convocação do parlamentar para prestar depoimento.
PODER JUDICIÁRIO
No Judiciário, a semana começa com uma reunião, nesta terça (10), que será comandada pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, com chefes dos tribunais regionais eleitorais. A ministra quer debater um código de conduta para os magistrados neste ano eleitoral.
O documento divulgado pela presidente do TSE veda, por exemplo, o comparecimento de juízes em confraternizações com potencial para gerar conflito de interesses. O código que a ministra Cármen Lúcia tenta implantar também obriga os magistrados a divulgar suas agendas e dar “transparência republicana” às suas decisões.
Um outro ponto do código é a proibição do recebimento de presentes ou favores pelos magistrados. O código também impõe comedimento nas manifestações fora dos autos, além de desautorizar a exposição de preferências políticas, inclusive nas redes sociais.
No Supremo Tribunal Federal, o presidente, ministro Edson Fachin, marcou sessões no plenário para terça (10), quarta (11) e quinta (12). Um dos destaques da semana é o julgamento no qual os ministros analisam se é constitucional restringir publicações que denunciam maus-tratos a animais na Festa do Peão de Barretos. O caso tem repercussão geral e discute os limites da liberdade de expressão.
Os ministros também retomarão om julgamento sobre lei do Ceará que flexibilizou o licenciamento ambiental para atividades com uso de agrotóxicos. O relator votou pela inconstitucionalidade, e a norma foi suspensa por liminar. O julgamento continua com voto de Gilmar Mendes.
Outro destaque da semana é um julgamento que pode ter impacto na disputa eleitoral do Rio de Janeiro. Os ministros do STF vão retomar a análise de um recurso do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis contra uma condenação por crime ambiental.
Caso consiga reverter a punição, Reis voltaria a ser elegível e poderia concorrer ao governo estadual — intenção que já anunciou publicamente — ou a outro cargo majoritário.
O ex-prefeito foi condenado pelo STF a sete anos, dois meses e 15 dias de reclusão por danos ambientais em unidade de conservação e parcelamento irregular do solo. O relator atual é o ministro Flávio Dino, que já votou para manter a decisão de forma integral e foi acompanhado por Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
No plenário virtual, os ministros iniciam julgamento que vai definir se a Lei da Anistia pode ser aplicada a crimes de ocultação de cadáver cometidos durante a ditadura militar. O caso tem repercussão geral e pode influenciar outros processos ao estabelecer se esse tipo de crime é permanente e, portanto, não anistiável.
O ex-presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, foi cortado de uma fotografia publicada nas redes sociais oficiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após um almoço na casa do cantor Gilberto Gil, no Corredor da Vitória, em Salvador. Bellintani é cotado em círculos políticos como possível candidato da esquerda à prefeitura da capital baiana.
A imagem original, divulgada pelo secretário de Cultura, Bruno Monteiro, mostra Bellintani ao lado do presidente Lula e de outras personalidades, como os músicos Gilberto Gil e Caetano Veloso, a cantora Margareth Menezes, o senador Jaques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues.
No entanto, na publicação feita na rede social em uma collab que reúne Lula e os demais artistas, Bellintani foi suprimido da composição.
Veja foto original:
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Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) almoçou na casa do cantor Gilberto Gil no Corredor da Vitória, em Salvador, neste sábado (7). O encontro aconteceu depois de um evento público que comemorou os 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT).
O vídeo do presidente saindo do condomínio do artista foi enviado por um leitor do BN. Nas imagens, vê-se a comitiva do presidente deixando o bairro de alto padrão de Salvador.
Veja momento:
Nas redes sociais, o secretário de Cultura, Bruno Monteiro, compartilhou fotos do encontro, que teve como anfitrião o cantor Gilberto Gil. Estiveram presentes também o cantor Caetano Veloso, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, bem como o ex-presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani.
Gilberto Gil foi ministro da Cultura de janeiro de 2003 a julho de 2008, durante o primeiro e parte do segundo governo de Lula.
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Foto: Ricardo Stuckert / PR
ANIVERSÁRIO DO PT
O Partido dos Trabalhadores (PT) organizou uma celebração de três dias para marcar os 46 anos de fundação da sigla. Um dos eventos aconteceu neste sábado, em Salvador, e contou com a participação do Presidente da República.
Segundo lideranças do partido, a comemoração deve funcionar também como um momento de projeção política, sendo tratada internamente como possível ato de largada para a pré-campanha de Lula à reeleição.
(Matéria atualizada às 20h17)
Mesmo debaixo da forte chuva que caiu no Rio de Janeiro, a primeira-dama Janja participou, na noite desta sexta-feira (6), do ensaio técnico da escola de samba Acadêmicos de Niterói. A agremiação neste ano vai homenagear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
Acompanhada da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e de seguranças, Janja se posicionou em frente ao primeiro recuo da bateria, na Marquês de Sapucaí. A primeira-dama assistiu o ensaio junto com o presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, e prestigiou a entrada na avenida de todos os componentes da escola.
Artistas como Paulo Betti, Antônio Pitanga, entre outros, acompanharam o ensaio junto com a primeira-dama. Ao longo do desfile, uma chuva torrencial começou a cair na Marquês de Sapucaí, mas Janja, e sem capa ou guarda-chuva, dançou, cantou o samba da escola e cumprimentou diversos integrantes da comunidade.
A Acadêmicos de Niterói vai abrir o Grupo Especial do Rio de Janeiro no domingo (15). O “esquenta” começa às 21h45, e o desfile está marcado para as 22h.
A escola estreante na elite das agremiações trará um samba-enredo narrado em primeira pessoa por uma retirante nordestina: Dona Lindu, mãe do presidente Lula. Na letra do samba, Eurídice Ferreira de Mello, mãe de oito filhos, narra a viagem de “13 noites e 13 dias” com a família, em um caminhão “pau-de-arara”, entre Garanhuns, no interior de Pernambuco, e a periferia de Guarujá, no litoral paulista.
O mulungu (mulungu-da-caatinga), citado no título do samba da Acadêmicos de Niterói, é uma árvore de copa larga e flores avermelhadas, de altura de 12 a 18 metros, com tronco de até 80 centímetros de diâmetro, onde as crianças do agreste costumavam brincar, como faziam Lula e os seus irmãos.
Para além da trajetória de Lula até os dias atuais, o samba-enredo da agremiação faz referência à melhoria das condições de vida da população ao longo dos três mandatos do líder petista, como no combate à fome e na ampliação de acesso à educação.
A letra do samba ainda relembra o ex-deputado Rubens Paiva, a estilista Zuzu Angel, o jornalista Wladimir Herzog – mortos pela ditadura militar (1964-1985) ? e o sociólogo Betinho (Hebert de Sousa) e seu irmão, o cartunista Henfil.
O ex-ministro e ex-presidente do PT, José Dirceu (PT-SP), fez uma análise sobre o Partido dos Trabalhadores durante o evento que celebra os 46 anos da sigla realizado em Salvador neste sábado (7), no Trapiche Barnabé.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o ex-ministro falou sobre a trajetória do partido na política brasileira e pontuou a força dos eleitores na história do PT.
"Em 86, eu fui num programa, Cadeira do Barbeiro, no final ele me perguntou, em 86, 'Qual o seu maior sonho?', falei eleger o Lula presidente do Brasil. Realmente, mas esse sonho foi realizado por causa do povo, foi realizado pela classe trabalhadora, por aqueles que se aliaram conosco. Nós não fizemos isso sozinhos."
De olho nas eleições de 2026, Zé Dirceu elencou o principal desafio do PT para a corrida: conseguir fazer uma transformação no Congresso Nacional.
"O desafio é muito grande, mas a Bahia nos deu 4 milhões de votos. Espero reeleger o presidente Lula e mudar o Congresso Nacional. Tão importante quanto reeleger o presidente Lula é mudar o Congresso Nacional. Eu inclusive vou fazer uma campanha muito no foco de mudar o Congresso Nacional para ajudar o presidente Lula a fazer as reformas que o Brasil precisa. O Brasil precisa crescer 5% ao ano, precisa dobrar essa riqueza e distribuir ela melhor em 10 anos, precisa fazer uma revolução tecnológica, e principalmente o Brasil precisa distribuir renda. Eu acredito que não é fácil, é uma disputa, mas a tendência é o Lula ser reeleito."
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da cerimônia de anúncio de novas ações do Novo PAC Saúde, no Parque de Exposições de Salvador, nesta sexta-feira (6). Segundo o governo federal, o momento marcou o início de um conjunto de investimentos estruturantes voltados ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso a exames, cirurgias e ao transporte de pacientes, com impacto direto na rede pública de saúde no estado e em todo o país.
Durante o evento, o presidente Lula ressaltou a retomada das obras paralisadas e o papel do Novo PAC na retomada dos investimentos em todo o país. “Uma política de investimento público e privado de R$ 1,8 trilhões. Só aqui na Bahia, R$ 45 bilhões já foram executados. Já chegamos a quase 70% do PAC a nível nacional e vamos chegar a muito mais até o final do governo. Isso fez com que houvesse vontade das pessoas voltarem a acreditar no Brasil”, disse Lula.
“Essa é a diferença: é dar às pessoas mais humildes o direito de serem cidadãos de primeira categoria. É por isso que nós temos a menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil, é por isso que nós estamos gerando muito emprego, o salário mínimo está crescendo um pouco, porque estamos pensando naqueles que nunca tiveram oportunidade”, ressaltou o presidente Lula.
Na cerimônia, foi anunciada a primeira compra de 2,1 mil veículos destinados ao transporte de pacientes do SUS que precisam se deslocar para realizar tratamentos especializados. A ação inédita conta com investimento de R$ 815 milhões por meio do Novo PAC Saúde e marca o lançamento de uma nova frente do programa Agora Tem Especialistas, o Caminhos da Saúde.
A aquisição inclui 700 micro-ônibus, 700 vans e 700 ambulâncias de suporte básico para os casos que exigem maior cuidado. Esses veículos estarão disponíveis para levar pacientes até os serviços especializados, com prioridade para o cuidado ao câncer. A previsão é que todo esse quantitativo seja entregue em 2026.
“Hoje é um dia muito feliz, saber que vão chegar essas ambulâncias, essas vans odontológicas, que vão chegar 10 mil equipamentos para modernizar e as pessoas terem acesso a coisas que nunca pensaram ter. Vocês vão ver que maravilha uma pessoa tratar os dentes. Quero entregar dignidade e respeito”, afirmou o presidente.
Confira o discurso:
Outro anúncio foi a aquisição de 80 novos tomógrafos, com investimento de R$ 170 milhões. Os equipamentos vão ampliar a oferta de exames de imagem no SUS e acelerar diagnósticos, etapa fundamental para o início precoce dos tratamentos.
“São tomógrafos ultramodernos, especializados, que usamos, inclusive sai mais rápido, com mais qualidade. Hoje nós assinamos a ata de registro de preço de 80 tomógrafos a serem espalhados em todo o país. Nenhum país do mundo está comprando a quantidade de tomógrafos que o presidente Lula está comprando para distribuir pelo SUS. E essa é a diferença”, disse o ministro da Saúde Alexandre Padilha, que assinou o contrato para as aquisições.
Também foi assinado o contrato para adquirir 50 Unidades Odontológicas Móveis, para alcançar áreas remotas ou de difícil acesso. O contrato permite alcançar a meta de 800 unidades para todo o país.
O ministro da Saúde destacou que a Bahia está no centro da ampliação e da modernização do SUS promovida pelo Governo do Brasil. “Essa revolução tecnológica acontece aqui nas entregas na Bahia e no Brasil em todos os níveis do SUS. Começa na Atenção Primária, como se fosse o alicerce da saúde”, afirmou Padilha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista à TV Aratu na manhã desta sexta-feira (6), em Salvador, que a segurança pública dos estados é uma das prioridades do governo federal em 2026.
Durante a conversa, Lula reforçou a importância da aprovação da PEC da Segurança Pública, que propõe a consolidação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) para integrar a atuação da União, dos estados e dos municípios no combate ao crime organizado. Segundo o presidente, a medida permitiria a criação de um orçamento específico para repasses aos estados.
“Se o Congresso Nacional aprovar a PEC, nós criaremos o ministério em seguida. A PEC é para definir qual é o papel da União na intervenção na segurança pública. Quando isso estiver definido, vamos precisar de um novo orçamento, dobrar o número de delegados da Polícia Federal, ampliar a Polícia Rodoviária Federal e fortalecer uma Guarda Nacional. Por isso, a Operação Carbono Oculto é tão importante: nós chegamos aos magnatas da corrupção”, afirmou ao Aratu Notícias, da TV Aratu.
Na sequência, o presidente destacou que, com a aprovação da PEC, o orçamento destinado ao combate ao crime organizado será significativamente ampliado.
“Prender e combater o narcotráfico é tudo o que eu quero. Quero aprovar essa PEC para mudar a segurança pública do país, para que o governo federal não seja apenas um repassador de pequenos recursos. Hoje, o governo federal tem apenas R$ 2 bilhões no Fundo Nacional de Segurança Pública, enquanto a Bahia deve gastar cerca de R$ 8 ou R$ 9 bilhões com segurança. Se o governo federal vai entrar nessa questão, precisa de um orçamento especial, com muito dinheiro, para que a intervenção seja teórica e prática ao mesmo tempo”, disse.
Por fim, Lula explicou o motivo da resistência de alguns governadores e lideranças da oposição à proposta.
“Todos os governadores do Nordeste concordaram com a PEC. Quem não concordou? Estados que não querem que o governo federal tenha algum tipo de intervenção, como Goiás, São Paulo e Minas Gerais. Mas a PEC diz o seguinte: o governo federal está disposto a participar ativamente, em parceria com os governos estaduais, da segurança pública. Será criado um orçamento novo para que a gente possa colocar dinheiro de verdade”, concluiu.
Em evento com Lula, Otto Alencar confirma apoio a Wagner e Rui Costa ao Senado e cita “conspirações”
O senador Otto Alencar (PSD) confirmou, nesta sexta-feira (6), que vai apoiar as candidaturas do senador Jaques Wagner à reeleição e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, à segunda vaga da chapa majoritária ao Senado nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante um evento de entrega de equipamentos e ambulâncias do SAMU, em Salvador, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Nessa cooperação que avança há muitos anos e que vai estar ainda mais sólida agora, nas eleições de 2026, com a reeleição de Jerônimo e com a eleição dos meus candidatos ao Senado Federal, Rui Costa e Jaques Wagner. Nós vamos trabalhar intensamente para que possamos ter uma representação ainda mais forte do que temos tido neste período”, afirmou Otto.
O senador também comentou estar acostumado a enfrentar conspirações e relembrou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A declaração ocorre após a circulação de informações de que o senador Angelo Coronel, ex-PSD, teria tentado retirar o comando estadual do partido das mãos de Otto Alencar.
“Chegamos lá em 2015 com a presidente Dilma Rousseff, que, de maneira incorreta, sofreu um impeachment fruto de uma conspiração que eu não acompanhei. Eu já sou acostumado a enfrentar conspiração e vou enfrentar qualquer conspiração que se promova contra o nosso grupo e o nosso projeto”, completou.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (5), o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, embora também tenha feito críticas à taxa básica de juros, a Selic, que, segundo ele, está muito alta.
“Bendito seja Deus por me dar a possibilidade de ter um quadro da capacidade do Gabriel Galípolo no Banco Central, mesmo com os juros a 15% ao ano. Eu falo para ele todo dia que o juro está alto, como eu falava para o (Henrique) Meirelles. O Meirelles não tinha autonomia, mas me dizia: ‘Presidente, se eu baixar vai acontecer isso’. Como eu trabalho em uma relação de confiança, acredito naquilo que o Galípolo está fazendo”, afirmou Lula, em entrevista ao portal UOL.
Na sequência, o presidente riu ao dizer que, mesmo que quisesse, não poderia demitir Galípolo, já que o Banco Central é uma instituição independente.
“Eu acredito e confio. Agora, eu não posso nem tirá-lo, porque fui eu quem o indiquei, mas o mandato é fixo, ele tem autonomia. Feliz é o país que tem um menino, um jovem, da qualidade e com a expertise do Galípolo no Banco Central”, disse Lula.
O presidente voltou a criticar, em seguida, previsões negativas feitas por analistas econômicos sobre a economia brasileira.
Se Fábio Luís da Silva, o Lulinha, tiver algum envolvimento com o escândalo e as fraudes no INSS, “vai pagar o preço”. A afirmação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista exclusiva ao site Uol, nesta quinta-feira (5).
Lula foi perguntado sobre eventual relação do filho dela, o Lulinha com o Careca do INSS. Parlamentares da CPMI tentam convocar o filho do presidente para dar explicações e esclarecer denúncias de que ele recebia uma mesada de R$ 300 mil do Careca.
Na entrevista, Lula revelou ter tido uma conversa com o filho, após o nome dele ser mencionado nas investigações. Lula afirmou que teria dito ao filho que ele “vai pagar o preço” se tiver envolvimento.
“Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei meu filho aqui. Olhei no olho do meu filho e disse: 'Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda'”, afirmou.
Em outro questionamento da entrevista, o presidente Lula foi questionado sobre as irregularidades cometidas pelo Banco Master, que levaram à sua liquidação. Lula recordou que quando soube dous problemas do banco, teria convocado o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, para saber o que achavam do banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao Uol, Lula disse que os envolvidos nas fraudes precisam “pagar” pelas irregularidades que podem resultar no maior escândalo financeiro da história do país. “Nós vamos investigar até as últimas consequências”, garantiu o presidente, lembrando que parlamentares podem estar por trás do esquema que levou à liquidação do Master.
"Vamos a fundo nesse negócio [o escândalo do Banco Master]. Queremos saber por que o governo do Rio de Janeiro, do estado do Amapá, colocaram dinheiro do fundo dos trabalhadores nesse banco. Qual é a falcatrua que existe entre o Master e o BRB? Quem está envolvido?", disse o petista.
Ainda sobre o banco, o presidente Lula defendeu a atuação do seu ex-ministro Ricardo Lewandowski, e disse não ter visto problema na revelação de que o escritório de advocacia da família foi contratado pelo Master.
“O Lewandowski é um dos maiores juristas que esse país já produziu. Todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer grande empresa que esteja em dificuldade. Quando eu convidei pra vir (para o ministério), ele saiu do banco. Não tem problema nenhum”, colocou Lula.
Depois de uma reunião com líderes partidários e membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga fraudes no INSS, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu retirar de pauta diversos requerimentos polêmicos e que não possuíam consenso. Com isso, na reunião desta quinta-feira (5) da CPMI, foram votados apenas documentos fruto de acordo entre as bancadas de governo e oposição.
Ficaram de fora da votação de hoje os diversos requerimentos que buscam convocar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para depor ao colegiado. Outros requerimentos de quebra dos sigilos bancário e telefônico de Lulinha também ficaram de fora da lista aprovada.
No pedido apresentado pelo Novo, o partido sustenta que há indícios financeiros que apontam uma possível conexão entre operadores da chamada “Farra do INSS” e pessoas próximas ao presidente da República, incluindo Lulinha.
Parlamentares da CPMI do INSS tentam convocar ou quebrar o sigilo bancário e fiscal de Lulinha para esclarecer suspeitas de ligação dele com o Careca do INSS em um esquema bilionário que afeta aposentados e pensionistas. Requerimentos de deputados e senadores de oposição citam depoimento de uma testemunha sobre uma suposta mesada de R$ 300 mil que o Careca do INSS dava para o filho do presidente.
Havia também a expectativa de votar requerimentos de quebra de sigilo de Danielle Fonteles, publicitária que fez campanha do PT, e da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Danielle Fonteles teria recebeu R$ 200 mil de uma consultoria que apresenta indícios de atuar como empresa de fachada de quem atuava junto a lobistas que desviaram dinheiro descontado dos aposentados.
Requerimentos de parlamentares citam reportagens da imprensa que colocam Danielle Fonteles como eventual coordenadora de uma operação de maconha medicinal ligada ao Careca do INSS em Portugal.
Outros requerimentos que foram deixados de lado na reunião desta quinta previam a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master. As propostas não tiveram acordo para serem votadas.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que os requerimentos foram retirados de pauta por acordo entre os líderes da comissão e que não serão analisados “por enquanto". Segundo ele, as propostas devem voltar à pauta após ajustes ou em sessões futuras.
Os pedidos relacionados ao Banco Master haviam sido apresentados por parlamentares do partido Novo e solicitavam acesso a informações financeiras da instituição, como contas, investimentos, bens, direitos e valores mantidos pelo banco em instituições financeiras. Os parlamentares alegam indícios de problemas em contratos de empréstimos consignados vinculados ao Banco Master, incluindo registros de operações sem autorização dos beneficiários.
Na mesma sessão, também foi retirado de pauta o pedido que solicitava à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informações sobre voos e passageiros de aeronaves registradas em nome de empresa ligada ao empresário Daniel Vorcaro. O objetivo do requerimento era verificar eventuais vínculos entre a atuação do banco no mercado de consignados e estruturas empresariais relacionadas ao investigado.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido na última segunda-feira (2), na Penitenciária da Papuda, em Brasília, no âmbito de uma investigação por crimes contra a honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Bolsonaro prestou depoimento na condição de investigado. A Polícia apura se ele cometeu calúnia ao associar Lula, de forma falsa, a traficantes de drogas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. As declarações foram divulgadas em um vídeo publicado no YouTube em 26 de março de 2025.
O ex-presidente também é suspeito de injúria por publicações feitas na rede social X. Nos posts, ele usou expressões consideradas ofensivas à honra e à dignidade de Lula, como “cachaça” e “patifaria armada”.

A investigação foi aberta a pedido do Ministério da Justiça. A defesa de Bolsonaro afirma que as declarações estão protegidas pelo direito à crítica política.
O inquérito segue em andamento.
Uma missão de todas as instituições brasileiras e, principalmente, dos homens que possuem cargos públicos nos três poderes da República, a partir de uma aliança inédita e duradoura. Assim foi descrito o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, assinado nesta quarta-feira (4) em solenidade realizada no Palácio do Planalto.
O pacto, que partiu de uma ideia da primeira-dama Janja, foi corroborado pelos presidentes dos três poderes. O documento, que estabelece ações de prevenção e responsabilização de agressores em casos de violência de gênero, foi assinado em conjunto pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), do Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), da Câmara.
“Pela primeira vez os homens estão assumindo a responsabilidade de que a luta pela defesa da mulher não é só da mulher, é do agressor, que é o homem”, afirmou o presidente Lula durante discurso que encerrou a solenidade.
Dados do Ministério da Justiça mostram o tamanho do problema do feminicídio no país. O Brasil registrou recorde de feminicídio no ano passado na contagem que começou em 2015.
Em 2015 foram registrados 535 feminicídios. Já em 2025 o número saltou para 1530, um crescimento de 185% no intervalo de uma década. A média é de 4,2 casos por dia.
No seu pronunciamento, o presidente Lula disse que “não basta não ser agressor, é preciso lutar para que não haja agressores”. Durante a cerimônia, Lula assinou decreto que cria um Comitê Interinstitucional de Gestão, com representantes dos três poderes, para garantir a efetividade das ações firmadas no pacto.
“Cada homem neste país tem uma missão. Começando com amigos, primos, tios, vizinhos, colegas de trabalho, companheiros privados e parceiros de futebol. Não podemos nos omitir. Enquanto poder público, vamos aprimorar os instrumentos de proteção, prevenção e acolhimento. Enquanto homens, vamos desconstruir, tijolo por tijolo, essa cultura machista que nos envergonha a todos”, afirmou Lula.
Em sua fala, Lula disse ser inadmissível que enquanto os poderes buscam fortalecer os instrumentos de proteção, a exemplo da Lei Maria da Penha e da Lei do Feminicídio, homens continuem agredindo e assassinando mulheres. O presidente também comentou sobre a responsabilidade das plataformas digitais na disseminação da violência contra a mulher.
“Houve um tempo que a defesa da honra era justificativa para a violência contra a mulher. O ciúme não serve mais de justificativa. Nunca deveria ter servido. Mas continua a ser um dos principais argumentos usados pelos assassinos em suas próprias defesas. Enquanto isso, as redes digitais, algumas delas, ensinam crianças e adolescentes do sexo masculino a odiarem mulheres. As plataformas digitais não podem mais ser usadas por criminosos que aliciam meninas, cometem contra elas toda sorte de abusos, e as induzem à automutilação e muitas vezes ao suicídio. Cabe a cada homem transformar essa realidade”, disse o presidente Lula.
Antes de Lula, quem falou na solenidade foi o presidente do STF, ministro Edson Fachin. O ministro disse ser urgente a intervenção do Estado para prevenir mortes de mulheres no Brasil.
Fachin, que também é presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), declarou que o Judiciário vai ampliar ações de capacitação, julgamento com perspectiva de gênero, mutirões de júri e medidas protetivas eletrônicas no enfrentamento ao feminicídio, crescente no país.
“O Estado não pode apenas reparar. Não pode apenas punir. O Estado deve evitar que as mulheres morram”, declarou Fachin. Segundo ele, o Supremo e o CNJ aderem ao pacto com “senso de urgência” e compromisso total de atuação.
“O feminicídio é uma violação de direitos humanos que deve ser repudiada, punida e erradicada da vida social. Não haverá igualdade e liberdade de fato para todas as pessoas que aqui vivem enquanto as meninas e mulheres brasileiras precisarem conviver, todos os dias, com a perspectiva de serem vítimas dessa violência”, completou o presidente do STF.
Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta disse ser “inconcebível” o recorde de feminicídios no Brasil no ano de 2025.
“Eu não tenho dúvidas de que, dentro do Congresso Nacional, estaremos prontos para agir juntamente com o poder Judiciário nas respostas que não podemos mais esperar. As entregas estão atrasadas, porque a nossa sociedade não admite mais viver com números que chegam a nos envergonhar”, destacou Motta.
Segundo o presidente da Câmara, “este dia ficará marcado na história do Brasil por uma agenda feita no Poder Executivo, Legislativo e Judiciário com um único objeto, que é proteger as mulheres”.
Na mesma linha, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que o enfrentamento ao feminicídio deve ser tratado como um dever permanente do Estado brasileiro e não como uma agenda circunstancial de governos. Em seu discurso, Alcolumbre destacou o simbolismo do ato e a necessidade de uma resposta firme do Estado.
“Hoje daremos ao Brasil o sinal claro de que as instituições estão unidas em torno da defesa da vida e contra a violência às brasileiras”, afirmou.
Para o presidente do Senado, o feminicídio não pode ser reduzido a números. “O feminicídio não é uma estatística. É o lado mais cruel de uma violência que atravessa todos os dias milhares de mulheres”, disse Alcolumbre.
O senador ressaltou que o pacto representa um compromisso institucional duradouro.
“O pacto é, antes de tudo, um compromisso entre as instituições, uma declaração de responsabilidade do Estado brasileiro. Neste ato, a República reafirma um de seus deveres fundamentais: combater o feminicídio com o máximo rigor, com prioridade absoluta e ação permanente”, concluiu o presidente do Senado.
Saindo do script depois de ler um discurso sobre o engajamento do Congresso no combate ao feminicídio, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez uma fala de improviso procurando negar que os três poderes estariam vivendo um tempo de conflitos e disputas. O desabafo foi feito durante solenidade no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (4), para lançamento de um pacto contra a violência cometida às mulheres.
Alcolumbre, em fala contundente, disse ser mentira que as instituições estejam voltadas para agressões mútuas e desacordos. O presidente do Senado afirmou que o lançamento do pacto é uma prova de que os três poderes estão unidos.
“Ao longo dos últimos dias e dos últimos meses, alguns atores da sociedade brasileira insistem em criar uma disputa ou uma narrativa de agressões entre as instituições democráticas republicanas, ou seja, os poderes constituídos do nosso Brasil. Quero reafirmar que as instituições brasileiras estão unidas em propósitos como este. A defesa das instituições brasileiras carece a todo instante ser propalada para que as mentiras não pareçam verdades, porque na história da humanidade as mentiras em um certo momento se transformaram em verdades”, afirmou Alcolumbre.
Ao contrário do evento realizado para lembrança dos atos cometidos em 8 de janeiro de 2023, e que não contou com a presença de nenhum representante do Congresso ou do Supremo Tribunal Federal, o pacto assinado nesta quarta teve a participação dos presidentes dos três poderes, Lula, Edson Fachin, Davi Alcolumbre e Hugo Motta. Também participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin, a primeira-dama Janja, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além dos ministros da Casa Civil, Rui Costa, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
Para Alcolumbre, o ato realizado no Palácio do Planalto seria a demonstração de que as instituições estão fortes e unidas para enfrentar problemas do país, como a violência cometida contra mulheres e meninas.
“As instituições precisam estar unidas porque os problemas que enfrentamos no mundo real das brasileiras e dos brasileiros não nos permitirá tirarmos o foco do que é principal para o Brasil. As instituições estão unidas, estão firmes e estão com coragem de juntos enfrentarmos os grandes desafios do Brasil”, concluiu o presidente do Senado.
Em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, a primeira-dama Janja abriu a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.
“Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas”, disse Janja ao ler um pronunciamento na abertura do evento.
A solenidade acontece nesta quarta-feira (4) no Palácio do Planalto. Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin, participam da cerimônia os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A primeira-dama Janja, no seu pronunciamento, agradeceu a presença dos presidentes de todos os poderes. Janja leu pequenos relatos de violências cometidas contra mulheres, e foi às lágrimas quando lembrou o apoio recebido pelo presidente Lula à causa da luta contra o feminicídio.
“Tenho orgulho do meu marido, que percebeu a minha angústia. E a minha angústia é a angústia de milhões de brasileiras. Meu marido me deu a mão e me disse que vai fazer dessa luta uma luta de todos os homens. Estamos cansadas, estamos exaustas, mas não estamos desistindo, e jamais desistiremos da vida de nenhuma de nós, por isso pedimos que os homens brasileiros estejam ao nosso lado neste momento”, afirmou a primeira-dama.
Ao final do discurso de abertura feito por Janja, a cantora e poeta baiana Larissa Luz cantou a música “Maria da Vila Matilde”. A canção, do compositor Douglas Germano e que era cantada por Elza Soares, trata da dor da violência doméstica.
Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o pacto “Todos por Todas” tem como objetivos acelerar o cumprimento das medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores, combatendo a impunidade.
O acordo encampado pelo governo federal também prevê compromissos voltados à transformação da cultura institucional dos três Poderes, à promoção da igualdade de tratamento entre homens e mulheres, ao enfrentamento do machismo estrutural e à incorporação de respostas a novos desafios, como a violência digital contra mulheres.
Para garantir a efetividade das ações, o pacto firmado nesta quarta (4) institui uma estrutura formal de governança, com a criação do Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República.
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou, nesta terça-feira (3), que ele tenha se irritado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que estivesse dando recados políticos de possível delação premiada. A nota da defesa de Vorcaro procurou negar comentário da jornalista Monica Bergamo, publicado em sua coluna na Folha de S.Paulo.
Segundo a colunista da Folha, o banqueiro teria manifestado irritação cada vez maior com o presidente Lula, pelas declarações contrárias a ele. No dia 23 de janeiro, por exemplo, durante um evento em Maceió, Lula disse que o pobre no Brasil é sacrificado “enquanto que um cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”.
Monica Bergamo afirma que Vorcaro, em conversas com interlocutores, teria afirmando que declarações desse tipo do presidente Lula ajudariam a piorar a sua situação jurídica. O banqueiro também teria feito chegar ao Palácio que ele tem conexões com políticos próximos a Lula, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner (PT-BA), além de ter contratado Guido Mantega e Ricardo Lewandowski a pedido desses políticos.
Interlocutores de Vorcaro disseram ainda à colunista da Folha que ele teria condições de “dragar o PT” para o centro do escândalo se viesse a se decidir por tornar públicas informações e fatos constrangedores para o governo federal.
A nota da defesa de Daniel Vorcaro nega essas conversas e diz que ele não fez qualquer manifestação nesse sentido. Leia abaixo a nota na íntegra:
“É falsa a alegação de que Daniel Vorcaro teria se irritado com o presidente da República ou feito qualquer tipo de manifestação nesse sentido. Também são falsas as ilações sobre vazamentos ou recados políticos atribuídos a ele.
Daniel Vorcaro é, inclusive, um dos maiores prejudicados por vazamentos seletivos e pela divulgação de versões distorcidas dos fatos. Atribuir a ele comportamentos ou intenções sem que tenha sido sequer consultado configura narrativa indevida”.
Apresentadas por meio de uma publicação com mais de 800 páginas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou ao Congresso Nacional as suas prioridades para o ano legislativo de 2026. Projetos como a mudança na jornada de trabalho 6x1, a PEC da Segurança Pública e a lei antifacção, a regulação do trabalho por aplicativos, o pacto contra o feminicídio e a ratificação do acordo União Europeia-Mercosul estão presentes neste documento de metas elaborado pelo Palácio do Planalto.
A mensagem do presidente Lula foi lida nesta segunda-feira (2) na abertura da sessão que inaugura os trabalhos do Congresso Nacional neste ano. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, foi quem levou o documento e o entregou nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A sessão de abertura dos trabalhos do Congresso contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Ministros do governo como o do Turismo, Gustavo Feliciano, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também compareceram à sessão representando o governo federal.
Na abertura da mensagem, lida pelo primeiro-secretário da Mesa do Congresso, deputado Carlos Veras (PT-PE), o presidente Lula destacou índices econômicos alcançados durante a sua gestão. A mensagem lista indicadores como Produto Interno Bruto (PIB), desemprego, inflação, e reforçou que o ano passado teria começado sob forte desconfiança dos agentes econômicos, e se encerrou com resultados históricos, como o menor desemprego desde o início da apuração sobre a geração de emprego no país.
“O ano de 2025 começou sob ceticismo e projeções pessimistas, mas chegou ao fim com avanços e recordes. As profecias eram as piores possíveis, de economia estagnada, inflação descontrolada e em disparada, bolsa em queda livre, saída de investimentos estrangeiros. Aconteceu justamente o contrário: o Brasil chegou ao fim de 2025 mais forte do que nunca”, destacou Lula no texto.
O presidente da República também deu ênfase à relação do seu governo com o Congresso e exaltou projetos encaminhados ao Legislativo que alcançaram sucesso, como a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, aprovada por unanimidade na Câmara e no Senado.
“Além de seu caráter promotor de progressividade e redutor de desigualdades, o aumento da renda disponível decorrente da reforma no IRPF contribuirá para a ampliação do poder de compra de aproximadamente 16 milhões de brasileiras e brasileiros”, destacou o presidente.
Colocada como uma das prioridades do governo federal no ano eleitoral de 2026, a proposta de mudança na jornada de trabalho dos brasileiros mereceu lugar de destaque ma mensagem presidencial. O projeto é considerado a maior aposta do Palácio do Planalto, e o governo ainda estuda se vai apoiar alguma das propostas em tramitação ou optará por encaminhar um texto próprio.
"Nesses três últimos anos, a parceria com o Congresso Nacional tem sido fundamental para importantes avanços. Nos momentos cruciais, este Parlamento demonstrou estar atento aos reais interesses do Brasil e do povo brasileiro. Nosso próximo desafio é o fim da escala 6x1 de trabalho, sem redução de salário. O tempo é um dos bens mais preciosos para o ser humano. Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir a família", diz a mensagem de Lula.
Além de falar do tarifaço imposto ao Brasil no ano passado pelo governo dos Estados Unidos e de destacar os robustos números das exportações do país, o presidente Lula comemorou a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Lula afirmou que o acordo abre um ciclo de oportunidades para as empresas brasileiras, fortalece as exportações e atrairá investimentos de forma sustentável.
“Sob a liderança no Brasil, podemos finalmente celebrar o acordo Mercosul, União Europeia. O novo bloco reúne uma população de 720 milhões de consumidores, e tenho certeza de que o Congresso Nacional não medirá esforços para, no menor prazo possível, internalizar este acordo”, diz o presidente.
A sessão de abertura dos trabalhos legislativos, nesta segunda (2), reuniu um baixo quórum de parlamentares. Como a semana não terá votações polêmicas, muitos deputados e senadores só devem retornar ao Congresso após o Carnaval.
A mensagem presidencial destacou ainda o fortalecimento do investimento público e privado como motor do desenvolvimento. Segundo diz o texto, o programa do Novo PAC, gerido pela Casa Civil, alcançou execução de R$ 945 bilhões, com mais de 34 mil empreendimentos em todo o país.
Na área da saúde, o presidente Lula ressaltou a ampliação do acesso a procedimentos e a redução das filas, com 14,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas. Em relação aos avanços na área de educação, o Programa Pé-de-Meia, segundo afirma a mensagem, teria beneficiado cerca de quatro milhões de estudantes, além de ter contribuído para a redução de 43% na evasão escolar no ensino médio.
“Vamos continuar trabalhando juntos e juntas para que o ano de 2026 seja ainda melhor”, conclui o presidente Lula ao final da mensagem.
Uma pesquisa nacional realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas em janeiro de 2026, traz o panorama da percepção dos brasileiros sobre as áreas sociais no governo Lula.
O levantamento, que entrevistou 2080 eleitores em 26 estados e Distrito Federal em 160 municípios entre os dias 25 e 28 de janeiro, aponta que a segurança pública é o setor com a avaliação mais crítica, enquanto a situação dos mais pobres é a área onde se percebe a maior melhoria.
Na pesquisa, a principal queixa dos eleitores foi relacionada a segurança pública, que enfrenta um cenário de desaprovação acentuado.
Para 44,3% dos entrevistados, a segurança no país piorou. Enquanto 32,4% não viram mudanças no setor, e apenas 20,0% percebem avanços na área. Comparativamente a outubro de 2025, houve um ligeiro crescimento na percepção de melhora, que subiu de 17,2% para os atuais 20,0%.

No tópico de Saúde e Economia Familiar, a percepção sobre a saúde pública e a situação financeira pessoal apresenta um equilíbrio maior.
34,3% dos entrevistaram afirmam que a situação permanece igual, enquanto 33,8% dizem que piorou e 28,6% veem melhora.
Já para 37,2% dos eleitores, a vida financeira da família continua igual; 30,1% indicam melhora e 31,1% apontam piora. No comparativo histórico, a percepção de melhora financeira pessoal (30,1%) é a maior registada desde julho de 2024.
Na pesquisa, a área com o melhor desempenho na percepção popular foi o cuidado com a população mais carente.

Para 37,6% dos brasileiros, a vida de quem está em situação vulnerável melhorou no governo Lula. Entre os beneficiários do programa Bolsa Família, a percepção de melhora para os mais pobres sobe para 44,9%.
O Nordeste apresenta o maior otimismo, com 47,5% afirmando que a situação dos mais pobres melhorou.
A Região Sul demonstra maior descontentamento, onde 42,2% dos entrevistados afirmam que a sua situação financeira piorou e 40,2% criticam a saúde pública.
A pesquisa está registada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR-08254/2026. A margem de erro geral é de 2,2 pontos percentuais, com um grau de confiança de 95%.
A cirurgia de catarata, realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na manhã desta sexta-feira (30), é o procedimento oftalmológico mais feito e também o que concentra a maior fila de espera no Sistema Único de Saúde (SUS). Um ano atrás, cerca de 179 mil pessoas aguardavam pela operação na rede pública em todo o país.
Essencial para a preservação da visão, especialmente entre pessoas idosas, o procedimento apresentou crescimento expressivo na última década. Entre 2015 e 2024, o número de cirurgias de catarata realizadas pelo SUS aumentou cerca de 150%, passando de 470,2 mil para aproximadamente 1,2 milhão de procedimentos, conforme dados do Observatório da Saúde Ocular, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).
Somente em 2024, até o mês de novembro, foram realizadas 1.034.714 cirurgias de catarata. Desde 2015, o total acumulado chega a cerca de 7,8 milhões de procedimentos na rede pública.
O avanço é contínuo. Em 2022, o SUS registrou 846,7 mil cirurgias do tipo. No ano seguinte, em 2023, o número subiu para 983,5 mil.
Em relação ao perfil dos pacientes, os dados de 2024 apontam que 59% das cirurgias foram realizadas em homens. A maioria dos procedimentos ocorreu em pessoas entre 40 e 69 anos (52%), enquanto pacientes com 70 anos ou mais responderam por 46% do total. As informações são do Globo.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai ampliar os limites de renda das faixas do programa Minha Casa, Minha Vida. A Faixa 1, que atualmente contempla famílias com renda mensal de até R$ 2.850, deve passar a atender quem ganha até R$ 3.200. Já a Faixa 2 deve ter o teto elevado dos atuais R$ 4.700 para cerca de R$ 5.000.
A decisão deve ser formalizada pelo Ministério das Cidades até o fim desta semana. Em seguida, no próximo mês, a proposta será encaminhada ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), responsável por aprovar as novas regras.
A ampliação dos limites faz parte da estratégia do governo para fortalecer o programa habitacional, considerado uma das principais vitrines da atual gestão. Em 2024, o Minha Casa, Minha Vida já havia passado por mudanças com a criação de uma nova faixa de renda voltada à classe média.
Com a alteração, o programa deixou de atender apenas famílias com renda de até R$ 8.600 e passou a incluir também aquelas que ganham até R$ 12 mil mensais. A medida busca facilitar o acesso ao financiamento habitacional para esse público, que enfrenta dificuldades para obter crédito devido à redução dos recursos da poupança, tradicional fonte de financiamento imobiliário.
De acordo com a pesquisa nacional realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas que analisa o grau de conhecimento sobre os candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro apresentam os maiores índices de fidelidade de voto, mas também as maiores rejeições para as eleições de outubro.
Lula é a figura mais conhecida entre os entrevistados, com 82,1% afirmando que o conhecem bem, enquanto apenas 1,9% declaram não conhecê-lo. Em termos de potencial eleitoral, 31,5% dos eleitores que o conhecem afirmam que votariam nele com certeza, já a rejeição é de 45,3%.
Com relação a Flávio Bolsonaro, a pesquisa ainda indica que 34,9% da população conhece bem o senador, enquanto a maioria, 52,7%, afirmou apenas ouvir falar, e 12,4% não possuem conhecimento sobre ele. Seu potencial eleitoral entre os que o conhecem revela que 26,3% votariam nele com certeza e o índice de rejeição chega a 44,7%.
O levantamento comparativo mostra que o Lula é o candidato mais conhecido pela população, enquanto Ratinho Junior possui o menor índice de conhecimento entre os citados.
A Presidência da República divulgou nesta quinta-feira (29), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou na manhã de hoje exames pré-operatórios para uma cirurgia de catarata no olho esquerdo, que acontecerá amanhã (30).
Hoje à tarde, o presidente segue rotina de despacho na Granja do Torto.
Em entrevista ao site Metrópoles, na manhã desta quinta-feira (29), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que deixará o governo Lula em fevereiro, mas não quis cravar uma data para a sua saída. O ministro tem dito que não pretende se candidatar a nenhum cargo, apenas atuar na campanha do presidente Lula, mas salientou que ainda não há uma decisão tomada sobre seu futuro.
“Eu não posso dar uma data sem combinar com o presidente, mas ele está informado que deixo o governo em fevereiro, com certeza”, afirmou o ministro.
De saída da Fazenda, Fernando Haddad já teria acertado com o presidente Lula o desenho da pasta até o final do ano. O novo ministro da Fazenda será o atual secretário-executivo, Dario Durigan.
Para o posto secretário-executivo, considerado o “número 2”, da Fazenda, o nome colocado por Haddad é o de Rogério Ceron, hoje secretário do Tesouro Nacional. Ceron foi um dos idealizadores do projeto do arcabouço fiscal.
Para o lugar de Ceron no Tesouro Nacional deve ser escolhido um nome da equipe. Já para a Secretaria de Reformas Econômicas, o escolhido seria Regis Dudena, atual secretário de Prêmios e Apostas do Ministério.
A aposta na escolha de nomes que já fazem parte da equipe da Fazenda faria parte de uma estratégia de Lula e Haddad para sinalizarem ao mercado de que não haverá qualquer guinada na política econômica ou fiscal do país.
Na entrevista, Fernando Haddad não quis confirmar se Dario Durigan já estaria confirmado como substituto. Haddad, entretanto, afirmou que Lula conhece toda a equipe econômica e tem confiança em todos os nomes que atuam na pasta.
“O presidente Lula tem muito apreço pela equipe do Ministério da Fazenda. Conhece todos, sabe que cada secretário ali entregou uma agenda importante para o Brasil. O salto de qualidade que tivemos na PGFN, na Secretaria da Receita, a secretaria do Marcos Pinto com as reformas econômicas… [...] então o presidente conhece todo mundo”, disse o ministro.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, revelou, nesta quinta-feira (29), o nome que vai substituí-lo no Governo Federal durante sua saída para a disputa pelo Senado Federal, nas eleições de 2026. Em entrevista à rádio FM de Jequié, o ex-governador da Bahia confirmou que a atual secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, é o nome indicado para sucedê-lo a partir de abril.
“O presidente já comunicou a sua escolha tanto a mim quanto à Miriam. Ela foi ministra do Planejamento, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. A prioridade do presidente é que [as indicações] sejam de quem já está na equipe, para não haver descontinuidade nas ações de governo.”
O anúncio feito por Rui reforça as teses e especulações acerca da criação de uma chapa totalmente petista, durante a disputa eleitoral, onde ele, o senador Jaques Wagner (PT) e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), vão encabeçar o grupo.
Com a oficialização, o senador Ângelo Coronel seria ceifado da chapa.
Uma nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada na manhã desta quinta-feira (29), revela que o Lula mantém a liderança nas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026. No entanto, o cenário se complica para o atual presidente no segundo turno, chegando a registrar empate técnico contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na consulta espontânea, onde os nomes não são apresentados, Lula lidera com 25,5%, seguido por Jair Bolsonaro (12,1%) e Flávio Bolsonaro (6,3%). 44,2% dos eleitores afirmou que não sabe.
Nos cenários estimulados, a disputa se estreita. Lula registra 39,8% contra 33,1% de Flávio Bolsonaro. Os dados mostram uma trajetória de crescimento consistente de Flávio, que saltou de 19,2% em outubro de 2025 para o patamar atual. Outros candidatos como Ratinho Junior (6,5%), Ronaldo Caiado (3,7%) e Romeu Zema (2,8%) aparecem na sequência. Com Tarcísio de Freitas como oponente, Lula atinge 40,7% contra 27,5% do governador de São Paulo.

As projeções para um eventual segundo turno mostram que a vantagem do atual governo vem diminuindo. No embate entre Lula (44,8%) e Flávio Bolsonaro (42,2%), a diferença caiu para apenas 2,6 pontos percentuais. Contra Tarcísio de Freitas, o cenário é de empate técnico, com Lula somando 43,9% e Tarcísio 42,5%.
Entre quem recebe o Bolsa Família, 63,3% afirmam que Lula merece a reeleição. Nesse segmento, o presidente atinge 55,8% das intenções de voto no primeiro turno. Por outro lado, o eleitorado religioso mostra-se mais dividido: entre aqueles que participaram de celebrações religiosas nos últimos 10 dias, Flávio Bolsonaro (37,0%) e Lula (36,0%) aparecem tecnicamente empatados.
Regionalmente, o Sul do país apresenta a maior resistência, com 58,1% dos eleitores afirmando que o presidente não merece ser reeleito, enquanto o Nordeste mantém-se como o maior reduto governista, com 57,1% de aprovação ao merecimento da reeleição.

METODOLOGIA
A pesquisa ouviu 2.080 eleitores em 160 municípios de 26 estados e do Distrito Federal entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2026. O levantamento utiliza uma amostra representativa com grau de confiança de 95,0% e possui uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
O Instituto Paraná Pesquisas vai divulgar nesta quinta-feira (29) mais uma simulação sobre a corrida presidencial de 2026. A pesquisa, além de contar simulações de primeiro e segundo turno, ainda avalia a rejeição dos principais presidenciáveis e analisa a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A sondagem projetará dois cenários de primeiro turno. Em um deles, os entrevistados escolherão entre Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ratinho Junior (PSD), Ronaldo Caiado (União), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC). No outro, apenas uma mudança: sai Flávio, entra Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O instituto também apresentará três cenários de segundo turno, todos com a presença do presidente Lula: contra Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ratinho Junior. Os outros dois postulantes a uma candidatura presidencial pelo PSD, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, ficaram de fora das simulações de segundo turno.
No quesito da avaliação pessoal de cada candidato, o Paraná Pesquisas questionou os entrevistados se teriam certeza em votar, se poderiam votar ou não votariam de jeito nenhum nos candidatos Lula, Flávio Bolsonaro, Ratinho Júnior e Tarcísio de Freitas.
Esse levantamento será o primeiro da Paraná Pesquisas em 2026. Em sua última pesquisa do ano passado, o Paraná Pesquisas havia apurado que o presidente Lula aparecia em primeiro lugar em todos os cenários de primeiro turno. Já nas seis simulações de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente, mas empatado tecnicamente, pela margem de erro, com Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Ratinho Junior.
Um dado curioso da nova sondagem do Paraná Pesquisas é que nomes que vinham sendo inseridos anteriormente nos levantamentos entre os postulantes a uma candidatura presidencial, como Michelle Bolsonaro (PL), a senadora Tereza Cristina (PP), o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), foram deixados de fora das simulações. Até mesmo o presidente do Missão, Renan Santos, que vem tendo o seu nome testado em outras pesquisas, foi deixado de fora nos cenários do Paraná Pesquisas.
O trabalho de campo para a realização do levantamento foi feito pelo Paraná Pesquisas entre o último domingo (25) e esta quarta (28). Foram 2.080 entrevistas, com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
A filiação ao PSD do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, não deve levar o partido a realizar prévias para decidir qual será o seu candidato a presidente da República em outubro deste ano. A afirmação foi feita pelo governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), em entrevista nesta quarta-feira (28) ao podcast Warren Política.
Com a chegada de Caiado, o PSD passou a ter três postulantes à candidatura oficial à presidência pelo partido: o próprio Ronaldo, Ratinho Junior e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
“Acho que vai ser muito simples, bem fácil, porque todos aqueles que podem vir a ser candidatos estão desarmados. Porque a gente quer ajudar o Brasil. Aquele que tiver maior capacidade de poder liderar esse processo, de aglutinar bons quadros, bons nomes, eu acho que vai ser tranquilamente aprovado e apoiado por todos os demais”, disse Ratinho Jr. na entrevista.
À CNN, o governador Ronaldo Caiado deu opinião na mesma linha que seu agora colega de partido Ratinho Junior. Caiado descartou a realização de prévias dentro do PSD para escolher o candidato à presidência pela sigla.
“A escolha será feita por um colegiado do PSD com nomes como Gilberto Kassab, Jorge Bornhausen, Guilherme Afif e Andrea Matarazzo”, afirmou o governador goiano.
Questionado sobre a disputa no campo da direita contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Caiado disse que a campanha no primeiro turno será “respeitosa” e que todos estarão juntos no segundo turno.
“Vamos adotar o modelo chileno: uma disputa respeitosa no primeiro turno e todos juntos no 2°”, concluiu o governador de Goiás.
Assim como Caiado, o governador Ratinho Junior também defendeu uma multiplicidade de candidaturas de direita para se debater o país. Ao ser questionado sobre o nome do senador Flávio Bolsonaro para presidente, Ratinho argumentou que a população brasileira não pode ter apenas duas opções de voto.
“É extremamente natural o PL ter candidato, o PSD ter candidato, o MDB daqui a pouco ter candidato. Eu acho que é natural, é do jogo político”, completou Ratinho.
O governador Eduardo Leite também concedeu entrevista nesta quarta (28), ao site R7, mas não chegou a falar sobre o processo de escolha do candidato do PSD. Leite expressou interesse em concorrer à presidência da República pela sigla e destacou o desejo por um novo rumo político-econômico para o Brasil.
“Para mim, política é missão. Conforme a gente vai avançando, fui prefeito, governador, naturalmente que a presidência passa a ser algo possível e até desejado, mas não é sobre atender a minha aspiração individual de ser presidente, e sim de conseguir fazer com que o país encontre um rumo diferente do que eu estou observando hoje”, explicou o governador gaúcho.
Segundo apuração do jornal Opção, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, determinou a criação de uma comissão formada por Ronaldo Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite. O grupo terá a missão de avaliar cenários eleitorais e assessorar o partido na escolha do nome que representará o PSD na disputa pelo Palácio do Planalto.
A comissão também deve atuar na interlocução com outras forças políticas, analisando possíveis alianças e o posicionamento estratégico da legenda no cenário nacional. A expectativa é de que a definição do candidato do PSD ocorra até o dia 15 de abril, embora o anúncio possa ser antecipado a depender do avanço das articulações.
O senador Otto Alencar (PSD) afirmou, em entrevista à Antena 1, que não apoiará a candidatura de Ronaldo Caiado caso o presidenciável migre para o PSD. A declaração acontece em meio à saída do governador de Goiás do União Brasil e chegada no PSD, confirmada nesta terça-feira (27).
Questionado por Maurício Leiro e Rebeca Menezes, no programa Bahia Notícias no Ar, o senador garantiu que seguirá com o apoio ao presidente Lula mesmo com a escolha de um nome de sua sigla para disputar à Presidência da República.
“No palanque do PSD Bahia não. Aqui na Bahia vamos apoiar com todas as letras Luiz Inácio Lula da Silva em sua reeleição e a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. Isso já conversei com deputados federais, a maioria deles consentiram. O Kassab já sabe disso”, destacou Otto.
O senador ainda afirmou que, apesar de não ter problemas com o candidato, a decisão não foi planejada. “Não tenho nenhuma crítica a ele, mas aqui na Bahia não não vamos aceitar uma mudança de caminho de última hora”, disparou.
Após o pedido feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para que o Brasil sedie a Copa do Mundo de Clubes de 2029, reforçado em reunião no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (26), o governo federal deu um novo passo sobre o tema.
Segundo informações do Globo, Lula solicitou ao ministro do Esporte, André Fufuca, que faça um levantamento dos custos e das responsabilidades que o país teria ao receber a competição. A ideia é mapear os impactos financeiros e a estrutura exigida pela Fifa para a realização do torneio.
Para isso, Fufuca deve pedir, nas próximas semanas, uma reunião com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a fim de identificar os gastos previstos, além das condições técnicas e logísticas necessárias para sediar a Copa de Clubes.
A Copa do Mundo de Clubes no novo formato foi disputada pela primeira vez em 2025, nos Estados Unidos. Na final, o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0 e conquistou o título.
Em um mês de janeiro no qual divulgou mais um vídeo sobre monitoramento do pix, que teve mais de 71 milhões de visualizações, e que liderou uma caminhada a pé de 240Km de Minas Gerais a Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) consolidou ainda mais a sua posição de político mais influente no Instagram.
Levantamento realizado pela plataforma de análise de dados Zeeng, divulgado nesta segunda-feira (26), revela que Nikolas Ferreira liderou com folga o ranking de engajamento entre políticos brasileiros entre os dias 1° e 26 de janeiro deste ano. O resultado do político mineiro foi 689% maior que o do segundo colocado, o também deputado Sargento Fahur (PSD-PR).
De acordo com a análise, o engajamento médio de Nikolas Ferreira nos primeiros 26 dias de janeiro deste ano no Instagram foi de 2.488.745 interações. Além do vídeo do Pix, diversos vídeos postados por Nikolas durante a caminhada realizada na semana passada tiveram forte engajamento, pelo menos dois deles na casa de 60 milhões de visualizações.
Já o deputado Fahur, por sua vez, registrou 315.087 participações em média no período, ficando com a segunda posição. O deputado paranaense entrou na caminhada já nos últimos dias.
O segmento da direita dominou o top 5 dos mais influentes, com o vereador Lucas Pavanato (PL-SP) na terceira posição, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) na quarta e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na quinta colocação. Pavanato se juntou à caminhada logo nos primeiros dias, e gravou vídeos que tiveram milhões de visualizações e interações.
A esquerda, por outro lado, colocou apenas três nomes entre os 20 primeiros colocados. Foram eles: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na 7ª colocação; a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), no 8° lugar; e o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR), na 12ª posição.
Lula, por sinal, ficou logo abaixo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal rival até o momento na disputa presidencial deste ano. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, o outro presidenciável que aparece na lista é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na décima posição.
Dos 20 primeiros colocados na lista do ranking de influência, oito participaram da caminhada liderada por Nikolas Ferreira. São eles, além do próprio Nikolas: Sargento Fahur, Lucas Pavanato, Rony Gabriel, Carlos Bolsonaro, Jeffrey Chiquini, Gustavo Gayer e Maurício Marcon.
Além da deputada Erika Hilton, a outra mulher entre os 20 mais influentes é a deputada estadual Índia Armelau, do Rio de Janeiro. A deputada pertence ao PL do Rio, e faz muitas postagens com fortes críticas aos parlamentares e políticos de esquerda.
Confira a lista dos 20 primeiros colocados em engajamento no Instagram, segundo a plataforma Zeeng (número de interações em média por postagem):
1 - Nikolas Ferreira – 2.488.745
2 - Sargento Fahur – 315.087
3 - Lucas Pavanato – 193.106
4 - Sergio Moro – 187.530
5 - Eduardo Bolsonaro – 167.715
6 - Flávio Bolsonaro – 161.937
7 - Lula – 157.114
8 - Erika Hilton – 137.271
9 - Rony Gabriel – 134.697
10 - Tarcísio de Freitas – 103.184
11 - Carlos Bolsonaro – 93.353
12 - Renato Freitas – 88.206
13 - Delegado Bruno Lima – 79.057
14 - Jeffrey Chiquini – 78.495
15 - Cleitinho Azevedo – 75.742
16 - Gustavo Gayer – 74.804
17 - Mauricio Marcon – 72.707
18 - Sargento Salazar – 71.591
19 - Rodrigo Manga – 68.619
20 - Índia Armelau – 62.708
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na manhã desta terça-feira (27), um telefonema do presidente da França, Emmanuel Macron. A ligação, que durou cerca de 1 hora, veio após uma conversa entre Lula e o presidente americano, Donald Trump, nesta segunda-feira (26).
Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, os dois líderes conversaram sobre a proposta de Conselho da Paz apresentada pelos Estados Unidos. Sobre o tema, ambos defenderam o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e “coincidiram que iniciativas em matéria de paz e segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU”, diz o informe do governo brasileiro.
Os chefes de Estado ainda conversaram sobre a situação na Venezuela, tema sobre o qual condenaram o uso da força em violação ao direito internacional e concordaram com a necessidade de paz e estabilidade na América do Sul e no mundo.
Segundo o Planalto, o Acordo MERCOSUL - União Europeia também foi abordado na conversa. Atualmente, o acordo Mercosul-UE está paralisado, depois que o Parlamento Europeu decidiu levar o texto final à Justiça. Publicamente, o presidente francês Emmanuel Macron se posicionou contra o acordo desde o início das negociações, argumentando que o texto não garante proteção suficiente ao setor agrícola europeu, especialmente aos produtores franceses.
A nota do governo Lula aponta que o presidente brasileiro “reafirmou sua visão de que o Acordo MERCOSUL - União Europeia é positivo para os dois blocos e constitui uma importante contribuição para a defesa do multilateralismo e do comércio baseado em regras”.
Ao final da ligação, ambos os presidentes garantiram a manutenção da cooperação bilateral, em especial nos temas de defesa, ciência e tecnologia e energia. “A esse respeito, comprometeram-se a instruir suas equipes técnicas a ultimar as negociações em curso, com vista à conclusão de acordos ainda no primeiro semestre de 2026”, conclui a nota.
O técnico da Seleção Brasileira Masculina, Carlo Ancelotti, participou na última segunda-feira (26) de uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da Fifa, Gianni Infantino. O encontro integrou a agenda institucional de lançamento da marca da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
Além do Mundial Feminino, a conversa também abordou a possibilidade de o Brasil se candidatar para sediar a Copa do Mundo de Clubes de 2029. A proposta, já debatida no âmbito da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), recebeu sinalização positiva do governo federal durante a reunião.
Ancelotti esteve acompanhado de dirigentes da CBF, entre eles o presidente da entidade, Samir Xaud, e o vice-presidente Gustavo Dias Henrique. O ministro do Esporte, André Fufuca, também participou do encontro com Infantino.
Após a reunião, Samir Xaud afirmou que a presença do treinador reforça o alinhamento entre a seleção, a CBF e as instituições envolvidas na organização de grandes eventos esportivos no país. O dirigente reiterou que o Brasil está preparado para receber o Mundial de Clubes.
"A gente acredita que o Brasil está apto a receber esse evento grandioso [Mundial de Clubes], mas isso requer muitas conversas, muitos ajustes, mas o Brasil vai sim colocar a sua candidatura para 2029", afirmou.
Em outro momento, em tom descontraído, Lula dirigiu-se a Ancelotti durante o encontro e fez uma brincadeira sobre o futuro do treinador no futebol brasileiro.
"Você ganha a Copa do Mundo esse ano e depois vem para o Corinthians ganhar o Mundial", brincou.
Vale lembrar que o italiano Carlo Ancelotti está em fase avançada de negociações para renovar seu contrato e permanecer à frente da Seleção Brasileira até 2030.
A jornalista Andreza Matais revelou nesta segunda-feira (26), em sua coluna no site Metrópóles, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um encontro no Palácio do Planalto com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a conversa durou cerca de uma hora e meia. O encontro teria acontecido em dezembro de 2024, e contou também com a participação do então indicado por Lula para presidir o Banco Central, Gabriel Galípolo (ele só viria a tomar posse no dia 1º de janeiro de 2025).
Segundo Andreza Matais, a reunião com Vorcaro no Palácio do Planalto não foi incluída na agenda oficial do presidente Lula. Além do presidente e de Galípolo, também estiveram presentes os ministros da Casa Civil, Rui Costa, da Casa Civil, e das Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Ainda conforme Andreza Matais, o então CEO do Banco Master, Augusto Lima, também esteve presente na reunião e tratou sobre uma suposta articulação dos grandes bancos para prejudicar o Master e concentrar o poder do mercado. O ex-ministro Guido Mantega é apontado como o responsável por conseguir a reunião de Vorcaro com Lula.
Uma nota publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, antecipou essa informação sobre Mantega. Segundo o colunista, Guido Mantega não só conseguiu um encontro de Vorcaro com Lula, mas ainda teria feito lobby no Banco Central para a aprovação da operação de venda do Master ao BRB e também pela não intervenção no banco de Vorcaro.
O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para atuar como assessor, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração acertada teria sido de R$ 1 milhão por mês.
Entre julho e novembro de 2025, em sua atuação como consultor do Master, Mantega recebeu cerca de R$ 16 milhões em honorários. O ex-ministro da Fazenda nos dois primeiros mandatos de Lula só chegou ao Master após a intervenção direta de Jaques Wagner. Antes disso, o governo havia recuado da indicação do ex-ministro para o Conselho de Administração da Vale, após questionamentos do mercado.
A coluna da jornalista Andreza Matais expôs ainda que o presidente Lula teria pedido a Gabriel Galípolo para tratar a situação do Master com isenção depois que ele assumisse a presidência do BC. Foi na gestão de Galípolo que o Banco Central vetou a negociação entre o Master e o BRB e decretou a liquidação da instituição financeira de Daniel Vorcaro com a alegação de uma fraude de R$ 12 bilhões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou, nesta segunda-feira (26), por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a ligação, que durou cerca de uma hora, os dois trataram sobre a situação na Venezuela e acordaram uma visita a Washington, nos próximos meses.
Segundo a nota divulgada pelo governo brasileiro,Lula teria defendido o equilíbrio na América Latina. "No curso da conversa, Lula e Trump trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano", diz o posicionamento do Palácio do Planalto.
Também foi acordado que Lula fará uma visita a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro. A data, no entanto, ainda será fixada. Segundo informações obtidas pelo g1, o presidente sugeriu a visita, que foi bem recebida pelo chefe da Casa Branca.
Entre outros temas, o convite feito ao Brasil para integrar o Conselho da Paz, criado por Trump, também entrou em pauta. No entanto, Lula não confirmou se vai integrar a iniciativa.
Ao comentar o convite, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. O representante brasileiro ainda defendeu a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança", conclui a nota.
Ainda sob o impacto do final da caminhada promovida pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que culminou com uma manifestação em Brasília neste domingo que reuniu cerca de 18 mil pessoas, a semana em Brasília começa com a oposição mostrando força e os três poderes imersos ainda nas descobertas sobre o Banco Master.
A semana, que terá a reunião do Banco Central para definição da taxa de juros, será marcada também pela visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, na Papudinha, onde ele está preso. O governador adiou a visita que estava inicialmente marcada para a semana passada. A expectativa é de que Bolsonaro confirme a Tarcísio a sua escolha pelo filho Flávio como candidato a presidente.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia a sua semana, nesta segunda (26), recebendo no Palácio do Planalto o presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino. Acompanham o encontro o ministro do Esporte, André Fufuca e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud.
O encontro tem como tema central a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil. Lula e Infantino vão discutir a realização do evento, que acontecerá de 24 de junho e 25 de julho do ano que vem em oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Ainda nesta segunda, o presidente Lula tem uma agenda de reuniões no Palácio do Planalto. Lula vai ter conversas com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
A agenda do presidente Lula nesta semana prevê uma viagem, nesta terça (27), para o Panamá. Lula vai participar do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.
No evento, o presidente Lula deverá falar sobre integração regional e cooperação econômica na região. Lula deve ter ainda um encontro com o presidente panamenho, José Raúl Mulino.
Na viagem, que é a primeira para o exterior em 2026, está prevista ainda uma visita ao Canal do Panamá. O presidente volta ao Brasil na noite de quarta (28).
No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o destaque da semana é a apresentação, pelo IBGE, dos números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15). A divulgação será nesta terça (27).
O IPCA-15, que indica a prévia da inflação oficial, vai mostrar os números da alta de preços neste mês de janeiro de 2026.
Na quarta (28), o Ministério do Trabalho apresentará os dados sobre o Caged. O estudo abrangerá a situação do mercado de trabalho em todo o ano de 2025.
Também na quarta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulga sua decisão sobre a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. O mercado já aguarda a manutenção do patamar atual, de 15% ao ano.
Por fim, na sexta (30), o IBGE divulgará a Pnad Contínua, com os números do mercado de trabalho. O instituto apresentará os dados consolidados do ano de 2025, o número de desempregados, de empregados com carteira de trabalho, entre outras estatísticas.
Ainda na sexta, o Banco Central divulga as estatísticas fiscais de 2025 do setor público consolidado, formado por governo federal, Estados, municípios e estatais. O resultado deve ser um rombo superior a R$ 50 bilhões.
No Congresso Nacional, esta será a última semana de recesso parlamentar, antes do início dos trabalhos de 2026 na próxima segunda (2). Neste dia, deputados e senadores vão se reunir em sessão conjunta para inaugurar a 4ª sessão legislativa da 57ª legislatura, o que corresponde ao último dos quatro anos que compõem a legislatura iniciada em 2023.
A solenidade está marcada para as 15 horas no Plenário da Câmara e será conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Durante a sessão, será lida a mensagem do presidente Lula com os projetos considerados prioritários pelo governo para 2026.
A presença do presidente da República na entrega da mensagem é opcional. Normalmente, o Palácio do Planalto envia o texto por meio de um representante do Poder Executivo, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
O Supremo Tribunal Federal (STF) também segue de recesso, e a abertura dos trabalhos de 2026 se dará na próxima segunda (2). O presidente do STF, ministro Edson Fachin, participará nesta segunda (26) da abertura do ano judicial e da posse da nova junta diretiva da Corte Interamericana de Direitos Humanos, em San José, na Costa Rica.
Fachin será o orador principal de uma conferência com o tema “O enfraquecimento do Estado de Direito democrático como fator de violação de direitos humanos”. No evento, o presidente do STF também deve assinar um termo de compromisso para ampliar a cooperação institucional entre os dois tribunais.
A agenda internacional de Fachin inclui ainda uma mesa de diálogo com presidentes de tribunais constitucionais da região e reuniões bilaterais com o presidente da Corte Suprema de Justiça da Costa Rica, Orlando Aguirre Gómez, e com a presidente do Tribunal Eleitoral do país, Eugenia Zamora Chavarría.
Ainda em relação ao Judiciário, entre hoje e esta terça (27) serão realizadas oitivas com oito investigados nas apurações que envolvem suspeitas de fraude no Banco Master. Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal, em mais uma etapa do inquérito que tramita sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, no STF.
Os depoimentos acontecerão por videoconferência ou no Supremo, no prédio onde são realizadas as sessões das duas Turmas do tribunal. Apenas três dos oito investigados (Roberto Bonfim Mangueira, Luiz Antonio Bull e Augusto Ferreira Lima) irão presencialmente.
Eis a lista de quem deve depor:
Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB, por videoconferência;
André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa investigada (Cartos), por videoconferência;
Henrique Souza e Silva Peretto, empresário, por videoconferência;
Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Master, por videoconferência;
Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB, presencial no STF (Supremo Tribunal Federal);
Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Master, presencial no STF;
Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Master, por videoconferência;
Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master, presencial no STF.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta segunda-feira (26), em Brasília, com Gianni Infantino, presidente da Fifa. O encontro está marcado para o Palácio do Planalto e integra a agenda institucional entre o governo brasileiro e a entidade máxima do futebol mundial.
De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, a principal pauta da reunião será a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027, que terá o Brasil como país-sede. O torneio está previsto para ser disputado em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Além do planejamento do Mundial feminino, outro tema que deve entrar na conversa é a Copa do Mundo de Clubes da Fifa de 2029. Após a realização da primeira edição no novo formato, nos Estados Unidos, em 2025, vencida pelo Chelsea, o presidente brasileiro pretende manifestar o interesse para que o Brasil sedie a competição em uma próxima oportunidade.
A intenção do governo também inclui trazer para o país o Congresso da Fifa, programado para 2027.
No campo esportivo, o Flamengo aparece como o primeiro clube brasileiro classificado para a próxima edição da Copa do Mundo de Clubes. A vaga foi garantida com a conquista da Copa Conmebol Libertadores, em final disputada contra o Palmeiras, em Lima, no Peru. Com isso, o clube carioca, até o momento, figura como o único do país presente em todas as edições do torneio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (23) que a carta da Organização das Nações Unidas (ONU) está sendo "rasgada" e criticou a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criação de um Conselho de Paz. A declaração aconteceu durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador.
“Está prevalecendo a lei do mais forte, a carta da ONU está sendo rasgada e, em vez de a gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que fui presidente em 2003, reforma da ONU com entrada de novos países [como membros permanentes no Conselho de Segurança], com a entrada de México, do Brasil, de países africanos… E o que está acontecendo: o presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU, em que ele sozinho é o dono da ONU”, afirmou Lula.
O presidente dos Estados Unidos convidou Lula para compor conselho da Paz, que será criado para supervisionar o trabalho de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza.
Lula disse ainda que está telefonando para vários líderes mundiais para discutir o tema, entre eles o presidente da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; e a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
“Estou conversando para fazer com que seja possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado para o chão e que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer país do mundo”, pontuou.
Na ocasião, o presidente voltou a criticar a ação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada e primeira-dama, deputada Cilia Flores.
Citando os Estados Unidos, Cuba, a Rússia e a China, como exemplos, Lula disse ainda que o Brasil não tem preferência de relação com qualquer país, mas que não vai aceitar “voltar a ser colônia para alguém mandar na gente”.
Banco Master teria contratado Guido Mantega por R$ 1 milhão ao mês após articulação de Jaques Wagner
O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para atuar como assessor, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração acertada teria sido de R$ 1 milhão por mês, segundo apuração da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles.
A contratação ocorre em contraste com declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante evento em Maceió (AL), na sexta-feira (23), Lula fez duras críticas ao Master — sem citar o banco nominalmente — ao acusar o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, de promover um “golpe de mais de R$ 40 bilhões” e cobrar “falta de vergonha na cara” de quem o defende. O discurso destoou das ligações mantidas anteriormente entre integrantes do núcleo petista e o grupo financeiro.
Mantega só chegou ao Master após a intervenção direta de Jaques Wagner. Antes disso, o governo havia recuado da indicação do ex-ministro para o Conselho de Administração da Vale, após questionamentos do mercado. Apesar de privatizada, a mineradora ainda sofre influência do governo federal por meio de concessões públicas e de investimentos realizados por fundos de pensão de estatais. Interlocutores do mercado chegaram a classificar a indicação de Mantega como uma interferência indevida do presidente Lula na empresa.
No Banco Master, a principal missão de Mantega era facilitar a venda da instituição controlada por Vorcaro ao BRB. Ele prestou serviços de consultoria até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação do Master, em novembro do ano passado. Os valores pagos ao ex-ministro teriam alcançado ao menos R$ 11 milhões.
Dentro do banco, a relação política mais próxima de Jaques Wagner era com Augusto Lima, sócio de Vorcaro e ex-CEO da instituição. Lima também mantém amizade com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e esteve presente no palanque do evento em que Lula fez as críticas ao banco, reforçando os vínculos entre os envolvidos.
Em meio a essas articulações, Mantega esteve ao menos quatro vezes no Palácio do Planalto em 2024, sempre recebido pelo chefe de gabinete de Lula, Marcola. As visitas ocorreram nos dias 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro, no 3º andar do prédio. As agendas oficiais registraram apenas a expressão “encaminhamento de pauta”, sem detalhamento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou maior participação masculina no combate ao feminicídio durante seu discurso no evento de aniversário do MST, realizado no Parque de Exposições, em Salvador. Em pronunciamento nesta sexta-feira (23), o petista também afirmou que “não quer votos” de agressores de mulheres e os considerou como “amaldiçoados”.
“Todos nós, em cada discurso que a gente tiver, na porta de fábrica, na igreja, na porta da loja, no Congresso, a gente tem que dizer homem que bate mulher, não é homem. Não é homem. Nessa campanha, eu vou dizer em alto e bom som: o cara que levanta a mão para bater uma mulher não precisa votar em mim. Eu não quero um voto amaldiçoado. (...) E nós temos que saber, todos nós, homens, que temos que comprar essa vida. Falar com os nossos companheiros no local de trabalho: ‘Aí eu estou com raiva’. Mete a cabeça na parede porr4’”, afirmou Lula.
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Lula diz que “não quer votos” de agressores de mulheres: “Voto amaldiçoado”
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (23), que pretende conduzir a política externa e o debate político “na paz” e “com o poder do convencimento”, ao discursar durante o evento de aniversário do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado no Parque de Exposições, em Salvador.
“Então eu não quero fazer guerra armada com os Estados Unidos. Eu não quero fazer guerra armada com a China. Eu não quero fazer guerra armada com a Rússia. Eu quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, mostrar que a democracia é imbatível. Para a gente compartilhar aquilo que a gente tem de bom. É importante lembrar que o Mahatma Gandhi derrotou o Império Inglês sem dar um tiro, quase que pelado. Ele conseguiu mobilizar toda a Índia e derrotou o Império Inglês”, afirmou o presidente.
“É assim que a gente quer fazer política na paz, na convergência”, completou.
Na sequência, Lula reforçou que pretende atuar politicamente por meio da convergência entre os países, sem estimular conflitos. Durante o discurso, o presidente também fez críticas a guerras e à destruição de territórios, sem citar diretamente países ou governos. Em um trecho mais duro da fala, Lula questionou projetos de reconstrução em áreas devastadas por conflitos armados.
“É assim que a gente quer fazer política na paz, na convergência. E não acendendo em condição de qualquer país ou outro país. (...) Não queremos mais ter cara fria. (…) Roubaram, mataram mais de 70 mil pessoas. Vai dizer que eu vou voltar agora e resolver a casa e fazer um hotel de luxo? E o povo que morreu e as pessoas que morreram vão morar onde?”, declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que concederá isenção de algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses. O anúncio foi feito em conversa por telefone com o presidente da China, Xi Jinping, na noite desta quinta-feira (22). A isenção brasileira é uma retribuição à medida de isenção adotada pela China desde 2025.
Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (23), o Palácio do Planalto explicou que a isenção ocorre no contexto da ampliação da cooperação em áreas da “fronteira do conhecimento”.
A política de isenção de visto da China passou a incluir os cidadãos brasileiros desde 1º de junho de 2025, com validade de um ano, que posteriormente foi ampliada até 31 de dezembro de 2026. Segundo a Agência Brasil, a medida também inclui outros países sul-americanos como Argentina, Chile, Peru e Uruguai.
O objetivo é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático e outras regiões, no contexto de aproximação da China com a América Latina e outros blocos. Os portadores de passaportes comuns válidos desses países, são isentos da exigência de visto ao entrarem na China para fins de negócios, turismo, visita a familiares ou amigos, intercâmbios e trânsito. Eles podem permanecer no país por no máximo 30 dias sem visto.
TELEFONEMA
O telefonema entre Lula e Xi Jinping durou cerca de 45 minutos. Os dois líderes conversaram sobre o adensamento das relações bilaterais desde a visita do presidente Xi ao Brasil e a formação da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável, em novembro de 2024. A iniciativa eleva a parceria estratégica entre os dois países.
“A esse respeito, destacaram as sinergias entre os respectivos projetos nacionais de desenvolvimento, em especial nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia”, diz a nota da presidência do Brasil sobre a conversa.
Com relação ao cenário global, segunda a nota, Lula destacou que Brasil e China são países que detêm “papel central na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio”.
“Nesse contexto, os presidentes Lula e Xi reiteraram seu compromisso com o fortalecimento das Nações Unidas como caminho para a defesa da paz e da estabilidade no mundo.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teceu críticas ao chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, e cobrou uma reforma na Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir o direito ao multilateralismo. Em discurso durante o evento de aniversário do MST, realizado no Parque de Exposições, em Salvador, o petista também revelou que está diálogo com lideranças políticas para agendar uma reunião visando “impedir a predominância da força da arma e intolerância”.
No pronunciamento desta sexta-feira (23) na capital baiana, Lula afirmou que o “multilateralismo está sendo jogado fora”. Em críticas a Trump, o petista também o acusou de querer criar uma nova ONU, em que o presidente norte-americano atuaria, sozinho, como “dono” da entidade.
“O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo, ou seja, está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada, e ao invés da gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que eu fui presidente em 2003, reforma da ONU. O que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo a proposta de criar uma nova ONU e que ele, sozinho, é o dono da ONU”, disse Lula.

Lula em evento do MST em Salvador | Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias
Em relação aos diálogos com outros países, o presidente brasileiro informou que já telefonou para alguns chefes de Estado ao redor do mundo. O objetivo seria justamente assegurar o direito ao multilateralismo. Durante o discurso, Lula também reforçou que o Brasil “não tem preferência de relação”, mas que não aceita que o país “volte a ser colônia”.
“Eu estou há uma semana telefonando para todos os países do mundo, já falei com muitos países. Conversei com Putin, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, com o presidente da Hungria. Tentando encontrar uma forma de se reunir, e não permitir que o multilateralismo seja jogado no chão para que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer bem do mundo”, disse o presidente.
“O Brasil não tem preferência de relação, o Brasil quer ter relação com os Estados Unidos, o Brasil quer ter relação com Cuba, o Brasil quer ter relação com a China, o Brasil quer ter relação com a Índia, o Brasil quer ter relação com a Rússia, a gente não tem preferência, o que a gente não aceita mais é voltar a ser colônia”, completou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se posicionou publicamente pela primeira vez sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e criticou os defensores do dono da instituição financeira, o empresário Daniel Vorcaro. Sem citar nominalmente o administrador do Master, Lula deu a declaração nesta sexta-feira (23), em evento na cidade de Maceió (AL), durante a entrega de 1,3 mil casas do programa "Minha Casa, Minha Vida".
Na ocasião, Lula mencionava a situação da população pobre do país e a comparou com o que chamou de "desfalque" envolvendo o banco Master.
"Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões nesse país", disse Lula.
"Então, companheiros, e tem gente que defende porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara nesse país", completou.
O pronunciamento sobre o desfalque é em relação com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir os credores que compraram CDBs do Banco Master. Segundo o G1, o FGC não conta com recursos do governo nem com aportes diretos dos clientes, atua como um mecanismo de segurança.
Contudo, de acordo com ministro da Fazenda, Fernando Haddad, só a Caixa responde por um terço da capitalização do FGC.
A primeira pesquisa nacional de 2026 do instituto capixaba Cidades/Futura, divulgada nesta quinta-feira (22), revelou um resultado diferente de outras divulgadas há poucos dias. A pesquisa Futura apresenta diversos cenários de disputa apertada entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em primeiro turno, mas com liderança do senador do Rio de Janeiro nas simulações de segundo turno.
Em cinco dos seis cenários estimulados apresentados pelo instituto Futura para primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, levando-se em conta uma margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. No sexto cenário, há vantagem para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o presidente Lula.
Nos cenários de segundo turno levantados pelo instituto, Lula perderia para Flávio Bolsonaro e também para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O presidente empata tecnicamente com o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD).
Em outros cenários, o governador Ronaldo Caiado (União), de Goiás, venceria apenas Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul. Por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro vence Ratinho Junior, Zema e Leite, e empata tecnicamente com Tarcísio.
Considerando o primeiro turno, foi feita uma pergunta para resposta espontânea (quando os nomes não são apresentados previamente para escolha do eleitor) e seis cenários estimulados (quando são mostrados os nomes, entre os quais o entrevistado deve escolher). Confira abaixo os cenários de primeiro turno:
Pesquisa espontânea
Lula (PT): 31,1%
Flávio Bolsonaro (PL): 19,9%
Jair Bolsonaro (PL)*: 4,8%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 2,4%
Eduardo Bolsonaro (PL): 1,7%
Ratinho Junior (PSD): 1,6%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 0,8%
Renan Santos (Missão): 0,7%
Romeu Zema (Novo): 0,4%
Ciro Gomes (PSDB): 0,4%
Outros: 2,6%
Ninguém/Branco/Nulo: 5,8%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 27,8%
Cenário 1
Lula (PT): 37%
Flávio Bolsonaro (PL): 33,3%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 10,5%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%
Romeu Zema (Novo): 2,6%
Renan Santos (Missão): 1,2%
Aldo Rebelo (DC): 0,5%
Ninguém/Branco/Nulo: 6,6%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 5,3%
Cenário 2
Lula (PT): 35,4%
Flávio Bolsonaro (PL): 34,3%
Ratinho Junior (PSD): 9,1%
Romeu Zema (Novo): 4,4%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 3,7%
Renan Santos (Missão): 1,7%
Aldo Rebelo (DC): 0,6%
Eduardo Leite (PSD): 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 7%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 3,7%
Cenário 3
Flávio Bolsonaro (PL): 39,4%
Lula (PT): 36,3%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 4,9%
Romeu Zema (Novo): 4,8%
Eduardo Leite (PSD): 3,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 8,4%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 3,0%
Cenário 4
Lula (PT): 37,5%
Flávio Bolsonaro (PL): 35,1%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 14,8%
Renan Santos (Missão): 2,7%
Ninguém/Branco/Nulo: 6,8%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 3,2%
Cenário 5
Flávio Bolsonaro (PL): 39,6%
Lula (PT): 38%
Ratinho Junior (PSD): 11%
Renan Santos (Missão): 2,3%
Ninguém/Branco/Nulo: 6,8%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 2,4%
Cenário 6
Flávio Bolsonaro (PL): 43,8%
Lula (PT): 38,7%
Eduardo Leite (PSD): 4,2%
Renan Santos (Missão): 2,8%
Ninguém/Branco/Nulo: 7,5%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 2,9%
Pesquisa simulou possibilidades de segundo turno para presidente
Para o levantamento a respeito da intenção de voto dos brasileiros no segundo turno, o instituto 100% Cidades simulou 11 cenários. Foi apresentado aos entrevistados um cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, além de outros cinco cenários com a presença de Lula e mais cinco cenários com a presença de Flávio Bolsonaro.
Veja abaixo os resultados dos cenários de segundo turno:
Flávio Bolsonaro 48,1% x 41,9% Lula
Tarcísio de Freitas 46,1% x 41,3% Lula
Ratinho Junior 44,8% x 41,2% Lula
Ronaldo Caiado 42,0% x 41,8% Lula
Lula 42,8% x 40,5% Romeu Zema
Lula 41,9% x 37,3% Eduardo Leite
Flávio Bolsonaro 37,5% x 34,7% Tarcísio de Freitas
Flávio Bolsonaro 42,4% x 30,2% Ratinho Junior
Flávio Bolsonaro 45,0% x 25,7% Ronaldo Caiado
Flávio Bolsonaro 44,7% x 24,6% Romeu Zema
Flávio Bolsonaro 47,2% x 25,9% Eduardo Leite
A pesquisa 100% Cidades/Futura ouviu dois mil entrevistados entre os dias 15 e 19 de janeiro de 2026. A pesquisa teve custo de R$ 160 mil, pagos com recursos próprios da Futura Pesquisas e Assessorias Ltda. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-08233/2026.
Durante as atividades desta quarta-feira (21) do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que está sendo realizado em Salvador, foi anunciado que está sendo preparado o envio de brigadas de jovens à Venezuela e à Faixa de Gaza. A alegação do MST é de que essas brigadas seriam enviadas a esses países para contribuir no processo de reconstrução e intercâmbio de conhecimentos agrícolas.
A declaração foi feita por Simone Magalhães, representante do Setor Internacionalista do grupo, em entrevista à televisão estatal venezuelana. Simone afirmou que as brigadas teriam entre suas atividades a troca de experiências em produção de alimentos agroecológicos, técnicas formativas e processos de agroindústria desenvolvidos pelo movimento ao longo de décadas no Brasil.
“O Movimento Sem Terra do Brasil vai enviar uma brigada grande de jovens para continuar esse processo. Desde o produtivo, formativo, o que nós temos para intercambiar, que é nossa produção de alimentos agroecológicos, saudáveis, a produção de agroindústria”, afirmou Simone Magalhães na entrevista.
Além dessa iniciativa, a dirigente do MST sinalizou o planejamento de outra brigada voltada para a Faixa de Gaza, com uma frente, de acordo com ela, em “ajudar a fortalecer” os camponeses do enclave palestino. Também neste caso, o movimento não especificou datas ou detalhes operacionais para a partida dos grupos.
Nas redes sociais, internautas ironizaram o anúncio do envio de brigadas do MST para a Venezuela e a Faixa de Gaza. Diversas pessoas postaram comentários do tipo “têm meu apoio, sigam para o Irã também”, ou “vão e fiquem por lá”.
“Vai só com passagem de ida” ou “vão logo e fiquem por lá esperando o amigo do papai ser solto” foram outras de muitos comentários e mensagens que ironizavam o anúncio do envio das brigadas.
Ainda nesta quarta (21), a direção do MST decidiu alterar a programação do seu 14º Encontro Nacional e mudar a data de um ato de solidariedade à Venezuela, que integra o calendário de atividades de 42 anos do grupo. Inicialmente, o ato de solidariedade ao governo venezuelano aconteceria na sexta (23) à tarde, no Pelourinho.
Entretanto, como o presidente Lula anunciou que estará, junto com a primeira-dama Janja, na próxima sexta no evento do Movimento, a direção do MST optou por fazer um ajuste na programação. Com isso, a solidariedade à Venezuela passou para esta quinta (22).
Segundo o MST, as alterações foram necessárias porque os dois atos — presença de Lula e apoio à Venezuela — têm finalidades distintas e exigem espaços físicos diferentes.
O ato em solidariedade à Venezuela integra o que está sendo chamado pelo movimento de "jornada internacionalista", e irá contar com mais de 60 representantes de organizações internacionais de 22 países diferentes, além de representantes da embaixada do país vizinho.
Lázaro Ramos mostrou aos mais de 5 milhões de seguidores do Instagram um pouco do sentimento dos brasileiros nesta quinta-feira (22) com as indicações de 'O Agente Secreto' ao Oscar.
Melhor amigo de Wagner Moura, o baiano não conteve as lágrimas ao comemorar a conquista do artista, que fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a ser indicado na categoria Melhor Ator. "Orgulho meu irmão!", escreveu.
Lázaro gravou um story dentro do carro vibrando pelas quatro indicações do longa na maior premiação do cinema. O filme de Kleber Mendonça Filho foi indicado como Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco, categoria inédita na premiação.
VÍDEO: Lázaro Ramos chora ao comemorar indicação de Wagner Moura e 'O Agente Secreto' ao Oscar
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) January 22, 2026
Confira?? pic.twitter.com/cLR9QPWaq4
"Cês viram? Cês viram? Ó aqui, Lazinho chorando de novo. Brasil tá no Oscar, zorra! Waguinho indicado ao Oscar, o baiano tem o molho. Melhor elenco também, dona Tânia vai tá lá também, melhor filme estrangeiro! É Brasil no Oscar!", disse.
Além de Lázaro, outras personalidades comemoraram o feito histórico brasileiro. O presidente Lula, celebrou a indicação de Wagner com uma citação de O Kannalha, que acabou se tornando trilha da campanha do baiano rumo ao Oscar.
"Wagner Moura tem o molho, tem talento de sobra, já levou o Globo de Ouro de melhor ator em filme drama e agora pode vir o Oscar de melhor ator", escreveu o presidente, que ligou para o baiano logo após o Globo de Ouro para parabenizar o artista.
A atriz Dira Paes, que participa do longa 'Manas', que quase foi indicado pelo Brasil para a premiação, também parabenizou Kleber e o elenco de 'O Agente Secreto' nas redes sociais.
"Que maravilha! 4 indicações ao Oscar para O Agente Secreto. Nosso cinema é global. Num momento onde líderes mundiais pensam em retrocessos democráticos, ter um filme que mostra o horror cotidiano do nosso passado, sendo celebrado no mundo, é também um alerta para o presente. Viva Kleber Mendonça Filho, viva Emilie Lesclaux, viva Wagner, viva esse elenco lindo e indicado, viva a todas e todos que contribuem para o cinema brasileiro."
A cerimônia do Oscar 2026 acontecerá fora do período de Carnaval, no dia 15 de março, no Teatro Dolby, em Los Angeles, Califórnia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Monteiro
"É realmente uma questão que precisa se encontrar uma solução. Tanto do ponto de vista de se colocar limite, quanto na garantia de contratação dos artistas do forró da Bahia. É uma discussão que nós temos interesse".
Disse o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro ao comentar a situação dos cachês milionários pagos aos cantores durante os festejos de São João. A declaração aconteceu em entrevista à Antena 1 nesta segunda-feira (9).