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jaques wagner
Em declarações à imprensa durante a convenção partidária do Partido Social Democrático (PSD) no Edifício Mundo Plaza, em Salvador, o senador Jaques Wagner (PT) abordou as definições da chapa governista na Bahia, defendendo a escolha de Edvaldo Britto (PSD) para a sua primeira suplência no Senado e a manutenção da pré-candidatura de Lídice da Mata à Câmara dos Deputados.
Sobre a definição da primeira suplência, Wagner confirmou que a indicação cabia ao PSD e elogiou a escolha de Edvaldo Britto, classificando-o como uma referência nos âmbitos municipal, estadual e nacional. "Na verdade, meu primeiro suplente hoje já é do PSD; só sai Bebeto e entra Edvaldo Brito".
O senador ressaltou que a chapa mantém o alinhamento entre Partido dos Trabalhadores (PT) e PSD, mencionando a boa relação do senador Otto Alencar com o governo e com o presidente Lula. Em relação à segunda suplência, o parlamentar informou que a definição ainda não foi concluída. Os segundos suplentes ainda não entraram no debate político local.
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias
Tratando da situação de Lídice da Mata (PSB), antes cotada como suplente, o senador explicou que houve debates internos, mas que a própria parlamentar escolheu: “Ela vai ser candidata a deputada federal, como já é. Ela própria disse que preferia ficar na candidatura para deputada federal”, alega.
Ao responder sobre a intimação para prestar depoimento à Polícia Federal, Wagner declarou que, por orientação jurídica, não se manifestará sobre o tema. O senador declarou “estar tranquilo” e pontuou que, a exemplo de 2018, sua inocência será provada.
SEM CONFIRMAÇÃO
Por fim, o parlamentar detalhou a articulação para a vinda do presidente Lula à convenção baiana, marcada para o dia 1º de agosto. Segundo Wagner, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a equipe presidencial trabalham para conciliar os horários da agenda.
“Hoje mesmo falei com o governador Jerônimo antes de vir para cá e esse trabalho de ajuste está sendo feito. Eu diria que a chance é muito grande de ele vir. Não vou bater martelo, que a agenda do presidente realmente é uma agenda complexa, muita demanda, mas ele já demonstrou a vontade de estar aqui”, relata.
Nesta terça-feira (21), durante a convenção estadual do Partido Social Democrático (PSD) na Bahia, o senador Jaques Wagner (PT-BA) manifestou-se sobre a recente intimação da Polícia Federal (PF) para depor na Operação Compliance Zero.
Veja em forma de vídeo:
Questionado sobre como recebeu a notificação da autoridade policial, o parlamentar adotou um tom de cautela jurídica, mas demonstrou confiança quanto ao desfecho das investigações. "Eu, por orientação do meu advogado, eu não falo sobre o tema, eu estou falando só sobre campanha e ele responde sobre isso aí, mas eu estou tranquilo. Acho que, assim como em 2018, a inocência será provada, independente dessa agitação que está agora."
A declaração ocorreu em meio ao evento político na sede do partido, onde Wagner anunciou o nome de Edvaldo Brito como primeiro suplente na corrida pela reeleição ao Senado Federal.
CONTEXTO:
O senador está intimado a prestar depoimento presencial no dia 7 de agosto, na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A oitiva faz parte das investigações que apuram um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras com ramificações no Banco Master.
De acordo com o inquérito da Polícia Federal, as suspeitas contra o parlamentar envolvem os seguintes pontos:
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Agente Beneficiário: A PF aponta o senador como o "suposto beneficiário central" de vantagens econômicas. Segundo os investigadores, pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais teriam sido estruturados em seu favor.
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Contrapartidas no Congresso: A investigação apura se Wagner recebeu tais benefícios em troca de apoio político para aprovar medidas legislativas favoráveis ao Banco Master, como a chamada "Emenda Master".
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Movimentações Financeiras e Bens: Estão sob escrutínio a compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses financeiros que totalizam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do senador.
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Conexões no Mercado Financeiro: O inquérito destaca a proximidade do parlamentar com o banqueiro Augusto Lima, proprietário do Banco Pleno (liquidado pelo Banco Central) e ex-sócio de Daniel Vorcaro.
DESDOBRAMENTOS POLÍTICOS
Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero em 18 de junho deste ano, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), sofrendo buscas e apreensões em endereços ligados a ele em Salvador e Brasília. O senador nega o cometimento de qualquer irregularidade.
A pressão da investigação levou a mudanças na articulação política do Planalto. Dias após as buscas, Wagner reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e abdicou do cargo de líder do governo no Senado. À época, o parlamentar afirmou que sua "prioridade absoluta" seria provar sua inocência e dedicar-se às campanhas eleitorais de seus aliados e à própria reeleição.
A Polícia Federal marcou um novo depoimento do senador Jaques Wagner (PT), no âmbito da investigação da Operação Compliance Zero, no inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A informação foi divulgada nesta terça-feira (21), pelo jornal Metrópoles.
Segundo apurou a coluna da jornalista Milena Teixeira, o parlamentar será ouvido no dia 7 de agosto e a orientação da defesa é que Wagner exerça o direito ao silêncio durante o depoimento.
O senador foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 18 de junho. A investigação da PF apontou inicialmente que Jaques Wagner teria recebido favorecimento indevido do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Entre os benefícios, teria um pedido para que Lima comprasse um apartamento de R$2,5 milhões, em Salvador.
Wagner afirma que procurou o empresário para adquirir o imóvel temporariamente, com o compromisso de recomprá-lo posteriormente para sua filha. Além disso, a empresa da esposa do enteado de Jaques Wagner, o secretário de Meio Ambiente da Bahia (SEMA), Eduardo Sodré, também firmou um contrato de R$12 milhões com uma instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro.
O prefeito de Conceição do Coité, na região sisaleira, Marcelo Araújo (União), divulgou um vídeo neste domingo (19) para se defender de que a compra de um apartamento pertencente ao senador Jaques Wagner (PT) foi feita dentro da legalidade.
A negociação ganhou repercussão nacional após a transferência do imóvel ter sido impedida por uma decisão judicial, a mesma que suspendeu a venda de uma área para a construção de um centro de treinamento para o Esporte Clube Bahia.
??Prefeito de Coité afirma que compra de apartamento de Wagner ocorreu antes de operação
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 20, 2026
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No caso do imóvel do prefeito de Conceição do Coité, o apartamento foi adquirido pela MSMG Patrimonial Ltda., uma das empresas do gestor. No vídeo, Araújo afirma que a aquisição do imóvel ocorreu antes da deflagração da Operação Overclean e dentro da legalidade.
De acordo com Marcelo Araújo, a negociação foi iniciada e concluída por intermédio de um corretor de imóveis em dezembro do ano passado. Segundo ele, após a definição do valor e das condições de pagamento, a empresa solicitou a documentação e as certidões do vendedor para a elaboração do contrato de compra e venda.
O prefeito afirmou que somente nessa etapa tomou conhecimento de que o proprietário do imóvel era o senador Jaques Wagner. Ainda conforme o relato, todas as certidões apresentadas indicavam que o apartamento não tinha restrição judicial, o que permitiu a formalização da negociação.
Ainda segundo Marcelo Araújo, o contrato foi assinado em dezembro do ano passado e previa a quitação do pagamento até 30 de abril deste ano. Diante da situação, Marcelo Araújo informou que a MSMG Patrimonial Ltda. apresentou petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), com documentos que, segundo ele, comprovam que as etapas da negociação [assinatura do contrato, pagamentos, lavratura da escritura e protocolo para registro] ocorreram antes da deflagração da Operação Overclean.
No pronunciamento, o prefeito afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação ao caso e declarou que a empresa agiu de boa-fé, possuindo documentação que comprovaria a regularidade da operação. O caso foi repercutido pelo Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias.
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) afirmou neste domingo (19) que solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a adoção de medidas cautelares contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. O pedido foi anunciado após reportagem do Estadão informar sobre a tentativa de venda de um terreno pertencente ao parlamentar petista, avaliado em cerca de R$ 15 milhões.
Segundo Leandro, a medida seria necessária para evitar eventual risco de fuga enquanto avançam as investigações relacionadas ao chamado caso Master, no qual Wagner tem sido citado durante as apurações. “Diante da gravidade dos fatos que vêm sendo apurados e das novas informações divulgadas, solicitei ao ministro André Mendonça que determine o uso de tornozeleira eletrônica por Jaques Wagner”, declarou o deputado.
O parlamentar também afirmou que a negociação do imóvel reforça, em sua avaliação, a necessidade de acompanhamento rigoroso por parte das autoridades e questionou se o senador estaria tentando se desfazer de provas.
Um dia após ser alvo de busca e apreensão da Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina do Banco Master, o senador Jaques Wagner (PT) tentou efetivar a venda de um terreno de 51 mil m² na Região Metropolitana de Salvador por R$ 15,8 milhões. Segundo reportagem do Estadão, a transferência da propriedade, no entanto, foi barrada às pressas pelo cartório de Camaçari (BA), que cumpriu uma ordem de bloqueio de bens emitida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Outra transação barrada por decisão do ministro André Mendonça envolve o prefeito baiano Marcelo Passos (União), de Conceição do Coité, que comprou o apartamento de luxo do senador em Salvador, no Corredor da Vitória, por R$ 10 milhões. Essa segunda transação havia sido protocolada uma semana antes da operação da PF.
Somadas, as vendas chegam a R$ 25,8 milhões, dos quais Wagner já conseguiu receber ao menos R$ 12 milhões, mesmo com as escrituras travadas pela Justiça. O prefeito assegura que os pagamentos do apartamento foram em depósitos bancários, no valor referente ao apartamento.
A cronologia dos fatos investigados aponta para uma possível tentativa de repasse patrimonial em meio à crise jurídica. Em 18 de junho de 2026, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Jaques Wagner na 9.ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga propinas do Banco Master. No dia seguinte, a defesa do senador vai até o 1.º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari para protocolar a escritura e transferir o terreno de R$ 15,8 milhões. O registro, porém, foi travado após a chegada da ordem de indisponibilidade de bens assinada pelo ministro André Mendonça. Com isso, Wagner não pôde passar a propriedade adiante.
O terreno em questão havia sido comprado por Wagner no ano 2000 por apenas R$ 28 mil. Corretores da região estimam que o valor de mercado atual da área seja de no máximo R$ 12 milhões, bem abaixo dos R$ 15,8 milhões acordados na venda. A área seria repassada a um empreendimento imobiliário associado ao Grupo City (dono da SAF do Esporte Clube Bahia).
Marcelo Passos de Araújo confirmou a transação do apartamento e se declarou "terceiro de boa-fé". Ele enviou uma petição ao STF e aos cartórios pedindo a liberação dos imóveis, argumentando que os negócios foram firmados no final de 2025 e quitados em abril de 2026, antes da operação da PF vir a público. “Tenho um nome a zelar. Essa transação foi feita dentro da mais absoluta legalidade. Os pagamentos foram feitos diretamente na conta de Jaques Wagner”, afirmou o prefeito.
O advogado do senador, Pablo Domingues, negou qualquer irregularidade, mas evitou explicar os detalhes e os motivos da urgência na venda do terreno logo após a chegada da PF. “A defesa esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder”, disse.
O desgaste das investigações e o bloqueio dos bens forçaram a saída de Jaques Wagner do posto de líder do governo Lula no Senado por pressão do Palácio do Planalto. O petista, contudo, mantém sua pré-candidatura à reeleição em 2026.
Ao BN, o senador encaminhou nota apontando que "a venda do imóvel é resultado de uma negociação iniciada em 2024 e formalizada em 2025 pelo City Football Group, conforme demonstram os documentos". "O acordo previa a permuta do imóvel por lotes do empreendimento e o pagamento antecipado de R$ 2 milhões, valor devidamente declarado, com o recolhimento do imposto sobre o ganho de capital (DARF pago em 30/06/2025). A escritura pública foi lavrada em maio de 2026, preservando a natureza da operação como uma permuta", complementa a nota.(Atualizado às 10h25)
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) protocolou, nesta sexta-feira (17), uma notícia de fato na Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia contra o senador Jaques Wagner (PT) por suposta propaganda eleitoral antecipada durante o evento Programa de Governo Participativo (PGP), realizado em Itabuna.
Na representação, o parlamentar afirma que Wagner teria feito pedidos explícitos de voto antes do início oficial da campanha eleitoral. Segundo o documento, o senador declarou que era necessário eleger o ex-governador Rui Costa (PT) para o Senado, afirmou que também precisava de "um votinho" para sua candidatura e incentivou o público a escolher candidatos a deputado estadual, além de mencionar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Conforme a representação, a legislação autoriza atos de pré-campanha, como a apresentação de propostas e pré-candidaturas, mas veda pedidos explícitos de voto antes do período oficial de propaganda. Além de Jaques Wagner, o deputado solicita que o Ministério Público Eleitoral apure eventual responsabilidade de Rui e Jerônimo, apontados como possíveis beneficiários das manifestações feitas durante o evento.
Entre os pedidos encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral estão a abertura de procedimento investigatório, a apuração de possível violação aos artigos 36 e 36-A da Lei nº 9.504/1997 e a adoção de medidas judiciais para retirar das plataformas digitais o vídeo com o discurso, caso a Justiça Eleitoral reconheça a existência de propaganda antecipada.
A Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia irá analisar a notícia de fato e decidir se instaura investigação e quais providências serão adotadas. O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria do senador Jaques Wagner para solicitar posicionamento sobre a representação, mas a equipe informou que o petista não irá se manisfestar.
CONFIRA A FALA DE JAQUES WAGNER:
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quarta-feira (15), que faz críticas frequentes ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), ao comentar as investigações sobre supostas relações entre integrantes do PT e o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A declaração foi dada durante entrevista ao Flow News.
Ao responder a questionamentos sobre o tema, Flávio negou que evite abordar o caso e afirmou que costuma relacionar Wagner e Rui Costa às apurações envolvendo a instituição financeira. "Eu esculhambei ele. Eu falei da Bahia, eu falo de Rui Costa, eu falo de Jaques Wagner a todo momento. Ele subiu na tribuna para falar mal de mim, para responder. Não tem dificuldade, não", declarou.
Durante a entrevista, o senador voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Segundo ele, a comissão deveria ouvir Daniel Vorcaro e o empresário baiano Augusto Lima, apontado por Flávio como ligado a Wagner e Rui.
"Eu quero a CPI do Banco Master, sim. Quero o Augusto Lima e o Vorcaro sentados nessa CPI. O núcleo do PT inteiro está envolvido nessa sacanagem começando na Bahia, com esse Augusto Lima", afirmou.
Flávio também rebateu comparações entre o investimento do Banco Master na cinebiografia de Jair Bolsonaro e as suspeitas envolvendo integrantes do governo federal. Segundo ele, o aporte para o filme foi uma relação privada, enquanto classificou como "crime" uma suposta promessa de favorecimento ao banco atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao senador Jaques Wagner e ao ministro Rui Costa.
ASSISTA:
A maior parte dos brasileiros não sabia sobre as investigações envolvendo o senador baiano Jaques Wagner (PT) no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, mas acredita que o petista agiu de forma errada. Isso é o que apontam os dados da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15).
A pesquisa questiona inicialmente aos entrevistados sobre o domínio deles sobre o assunto. Na ocasião, 31% disseram que sabiam da investigação envolvendo o ex-governador e estavam bem informados, outros 15% responderam que sabiam mas não estavam bem informados sobre o tema. Por outro lado, a maioria dos entrevistados, 54%, disseram que não sabiam sobre o ocorrido.
A 9ª fase da Operação Compliance Zero, ocorreu no dia 18 de junho, no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito do esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Entre os alvos estavam o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, no Congresso Nacional.
Quando questionados sobre a avaliação das ações de Jaques Wagner, a maioria dos brasileiros, cerca de 61%, disseram acreditar que Jaques Wagner agiu de forma errada na relação com o Master. Apenas 11% acreditam que ele não agiu de forma errada e outros 28% disseram não saber ou não responderam.
A pesquisa Quaest falou com 2.004 pessoas por meio de entrevistas face a face, possui uma margem de erro de dois pontos percentuais e uma confiança de 95%. A coleta ocorreu entre os dias 10 a 13 de julho. O público alvo foram brasileiros em idade eleitoral, ou seja, com 16 anos ou mais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-071181/2026.
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) voltou a subir o tom no embate com o senador Jaques Wagner (PT) após as críticas recebidas por retirar a placa de inauguração da BA-649, no sul da Bahia. Em nota divulgada nesta sexta-feira (10), o parlamentar afirmou considerar uma "honra" ser alvo de ataques do petista e direcionou novas acusações ao adversário.
A troca de declarações ocorre após Wagner afirmar que Leandro "não tem nada na cabeça" ao comentar o episódio envolvendo a Rodovia Gabriela. Em resposta, o deputado disse que prefere ser criticado por alguém que, segundo ele, está sendo investigado pela Polícia Federal. "Eu jamais gostaria de receber elogios de alguém que hoje é investigado pela Polícia Federal. Se ele me critica, significa que estou no caminho certo", declarou.
Leandro também afirmou que o senador deveria priorizar explicações sobre o caso envolvendo o Banco Master, em vez de criticar sua atuação. "Os baianos esperam respostas sobre os problemas do estado, enquanto o senador prefere atacar quem denuncia obras inauguradas sem estarem plenamente concluídas", disse.
No trecho mais duro da manifestação, o parlamentar voltou a atacar Wagner e afirmou: "O que Wagner deveria se preocupar era com explicações sobre o caso Master e não com uma placa retirada por um deputado que refletiu o que o povo está achando deste partido que vem destruindo a Bahia há 20 anos. A prisão te espera, Wagner, com fé em Deus".
A polêmica teve início após Leandro de Jesus retirar a placa de inauguração da primeira etapa da BA-649, alegando que a obra havia sido entregue sem estar totalmente concluída. Em seguida, a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) registrou boletim de ocorrência contra o deputado por furto da placa e informou que a rodovia foi inaugurada por etapas, com parte das intervenções ainda em execução.
Além disso, o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Rosemberg Pinto (PT), acionou o Conselho de Ética da Casa e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) contra o parlamentar por suposto dano ao patrimônio público.
Para os desavisados, o silogismo é a estrutura básica do raciocínio dedutivo na lógica aristotélica. Por base, ela consiste em um argumento formado por três proposições, de forma interligada: duas premissas - uma geral e uma específica - que conduzem a uma conclusão. Essa tem sido a aposta do PSD para emplacar o ex-vereador de Salvador Edvaldo Brito na suplência do senador Jaques Wagner (PT).
O espaço, que ainda segue sendo alvo de forte disputa, principalmente entre o PSD e o PSB. A disputa pela primeira suplência de Wagner envolve atualmente dois nomes que vêm sendo citados nos bastidores políticos: a deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do PSB, e o ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, ligado ao PSD. Lídice aposta no diálogo direto com Wagner. O movimento teria também relação com uma "volta" da deputada ao Senado como forma de gratidão, além da atuação da parlamentar em Salvador.
Edvaldo tem como âncora o próprio partido. Em ato mais recente, a bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) divulgou apoio público à indicação de Edvaldo para a vaga.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, durante a caminhada do 2 de Julho, que a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) está acordada para o PSD, mas deixa claro que não tem nada fechado até o momento. "Existe um acordo feito com o PSD para que a suplência seja do PSD. Estamos dialogando com Otto [Alencar, presidente do PSD na Bahia] e Wagner está mediando. Estamos no prazo e vamos construir isso com muita naturalidade", disse Jerônimo.
Por isso, a cúpula do partido tem analisado a situação pela lente de Aristóteles: "Se Jerônimo Rodrigues sinalizou ao PSD. O PSD definiu Edvaldo, logo… é Edvaldo". O apontamento tem encontrado ressonância dentro do partido. Veremos se a conclusão será acompanhada de um martelo batido.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), conseguiu vitórias recentes na Justiça Eleitoral após ter sido alvo de uma investigação da Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga a fraude financeira vinculada ao Banco Master. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou, nos últimos dias, a remoção de publicações que relacionavam Wagner a esquemas de corrupção e ao tráfico de drogas.
As decisões, que são liminares, atenderam a pedidos da Federação Brasil da Esperança, que inclui o PT. Segundo informações da revista Veja, uma das postagens excluídas era do vereador Jamessom (PL), de Camaçari, que publicou um vídeo gerado por inteligência artificial que mostrava Jaques ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do ex-ministro Rui Costa, todos do PT, com dinheiro vivo.
Conforme a reportagem, a desembargadora Patricia Didier escreveu que “a publicação alcançou 35 mil visualizações em dezesseis horas, em perfil com 30,9 mil seguidores, com potencial exponencial de replicação, característico do formato reels”. O entendimento da Justiça foi que “cada hora de permanência amplia dano de difícil reversão à imagem dos pré-candidatos e à higidez do debate eleitoral”.
Já o deputado estadual Capitão Assumção (PL-ES) escreveu que o “bandido achou que a PF era do Lula” e disse que o senador teria ido “choramingar” com o “chefão da máfia” sobre a atuação da Polícia Federal na operação que o atingiu.
“A conduta examinada não se limita à disseminação de uma crítica, mas sim à veiculação de manifestações claramente ofensivas à honra e à imagem, em afronta à legislação eleitoral que veda a propaganda”, diz a decisão.
Uma outra postagem chamou o PT de “Partidos dos Traficantes”.
Sete em cada dez brasileiros acreditam que Jaques Wagner recebeu vantagens indevidas do Banco Master
Novo levantamento realizado pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado nesta quinta-feira (2), aponta que 74,34% dos brasileiros acreditam que o senador Jaques Wagner (PT) recebeu vantagens econômicas indevidas do Banco Master.
Segundo informações da CNN, a inclusão do nome do parlamentar no questionário ocorreu após a Polícia Federal (PF) instaurar investigação sobre possíveis vínculos financeiros entre o entorno familiar de Wagner, suas empresas e outras figuras ligadas ao liquidado Banco Master.
Segundo as investigações da corporação, foram identificados indícios que apontam para o recebimento de vantagens econômicas de forma direta ou indireta pelo parlamentar, utilizando-se de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas à instituição financeira.
Os dados do levantamento mostram ainda que 9,4% dos entrevistados não acreditam no envolvimento de Jaques Wagner com o banco, enquanto 16,4% declararam-se indecisos sobre o tema.
LIDERANÇA E DEFESA
Após a deflagração da operação da Polícia Federal, o senador deixou o posto de líder do governo no Senado a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota oficial enviada ao CNN, o senador baiano ressaltou suas prioridades para o período: "Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado".
A defesa técnica de Jaques Wagner contesta veementemente as acusações. Em nota, os advogados do parlamentar argumentaram a existência de "erros graves" na operação policial e asseguraram que o senador "jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master".
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg também mensurou o impacto político do episódio sobre a imagem do Palácio do Planalto. Para 37,8% dos entrevistados, o caso constitui um problema de natureza exclusivamente pessoal do senador. Por outro lado, 35,6% avaliam que o episódio afeta diretamente o presidente Lula, enquanto 23,5% acreditam que o caso afeta parcialmente o mandatário. O percentual de indecisos nessa questão somou 3%.
Apesar do afastamento estratégico de Wagner da liderança governamental, o presidente Lula cumpriu agenda oficial ao lado do senador na última quarta-feira (1º), na Bahia. Na ocasião, o presidente defendeu publicamente o aliado, a quem se referiu como um "irmão". Em resposta, Jaques Wagner reafirmou que segue "firme" na sustentação e defesa do nome de Lula para o pleito eleitoral deste ano.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro estimada é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, sob um intervalo de confiança de 95%. O estudo foi financiado com recursos próprios do instituto de pesquisa e encontra-se devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04582/2026.
Confira a pesquisa completa:
O senador Jaques Wagner (PT-BA) e o governador Jerônimo Rodrigues anunciaram nesta sexta-feira (3), em Salvador, um pacote de investimentos nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, desenvolvimento urbano e segurança hídrica para 165 municípios da Bahia. Entre os destaques está a entrega de 29 escavadeiras hidráulicas, viabilizadas por emenda parlamentar de Wagner no valor de R$ 15 milhões.
"O volume de recursos impressiona até a mim. Hoje, ao todo, são mais de R$ 6 bilhões em investimentos assinados. O governo Jerônimo é uma locomotiva da mudança", destacou o senador.
As escavadeiras serão destinadas à Federação dos Consórcios Públicos da Bahia, com uma máquina para cada um dos 29 consórcios intermunicipais do estado, entre eles Chapada Forte, Portal do Sertão, Consisal, Ciapra e Velho Chico.
A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional e tem como objetivo dar suporte aos municípios para obras de infraestrutura, manutenção de estradas vicinais, segurança hídrica e apoio à agricultura familiar.
"É isso que o povo espera e é isso que a gente vem fazendo ao longo dos últimos 20 anos: a mudança contínua no dia a dia, a mudança para melhor", finalizou Wagner.
O senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) deve assumir, na próxima terça-feira (7), a liderança da bancada do PT no Senado. A definição ocorre após o parlamentar ter sido cotado para comandar a liderança do governo na Casa, cargo que acabou ficando com a senadora Teresa Leitão (PT-PE).
Com a nova função, Camilo deverá acumular a articulação da bancada petista no Senado com a coordenação da campanha do PT no Ceará, um dos principais redutos eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No estado, a disputa ocorre em meio ao cenário de enfrentamento político com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).
Nos bastidores do Palácio do Planalto, Camilo chegou a ser apontado como um dos favoritos para substituir o senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado. O nome do parlamentar ganhou força em razão da boa relação com integrantes da base aliada e da proximidade com o presidente Lula, mas a escolha recaiu sobre Teresa Leitão.
Interlocutores do PT afirmam que, à frente da bancada no Senado, Camilo terá papel estratégico na articulação das pautas do governo, especialmente às vésperas do período eleitoral.
No Ceará, o senador seguirá como principal coordenador das campanhas de reeleição do presidente Lula e do governador Elmano Freitas. Aliados avaliam que a combinação das duas funções amplia o protagonismo de Camilo na estrutura nacional do PT.
Com mandato no Senado até 2030, Camilo Santana não disputará cargo eletivo neste ano, o que, segundo aliados, lhe permitirá dedicar-se tanto à articulação política no Congresso quanto à coordenação da campanha no estado.
Em entrevista concedida à imprensa nesta sexta-feira (3) no bairro da Calçada, em Salvador, Jaques Wagner (PT) minimizou os episódios de hostilidades e manifestações políticas ocorridos durante as comemorações do 2 de Julho e classificou as manifestações como "guerra de torcidas" típica de anos eleitorais.
Para o pré-candidato e nome ligado ao caso Master por meio do banqueiro Augusto Lima, a data festiva é maior do que as disputas partidárias, destacando a recente sanção presidencial que tornou Salvador a capital simbólica do país durante a efeméride.
"Uma vaia daqui, um aplauso dali, eu acho que é normal. O 2 de julho pra mim é maior do que isso tudo, ainda mais esse ano que ele virou uma referência nacional com a sanção pelo presidente Lula da transferência da capital do Brasil para Salvador no 2 de julho. Agora a guerra política é guerra política. Pra mim, é o normal do que acontece todo ano eleitoral", alega o senador.
Ao ser questionado sobre o vídeo publicado pelo ex-ministro João Roma (PL), no qual este acusa o ex-governador Rui Costa de xenofobia por questionar sua identidade baiana, Wagner adotou um tom moderado. O senador, que é natural do Rio de Janeiro, minimizou a polêmica, atribuindo as falas ao "calor da disputa eleitoral".
Reveja o vídeo:
??João Roma acusou Rui Costa de xenofobia por falar que ele não é daqui.
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 3, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/EURzkj2Apw
"É o calor, até para o que eu diga, é o calor do 2 de julho, todo mundo com a cabeça quente. Eu vivo aqui há 52 anos, não sei quanto tempo Roma está aqui. Mas, na medida em que o cara está legalizado, eleitoralmente ele pode ser candidato. Eu acho que não é por aí, é o calor da disputa eleitoral", responde Wagner.
O senador também rebateu com firmeza as críticas da oposição, ligada à prefeitura de Salvador, sobre o cronograma de construção da ponte Salvador-Itaparica. Para Wagner, as queixas refletem o descontentamento dos adversários com a viabilização do projeto.
"Eu acho que eles estão nervosos de ver que a ponte virou uma realidade, como o metrô virou uma realidade, o VLT virou uma realidade. Por que eles estão nervosos que o pilar está sendo construído, colocado? Por mais dois, três meses, você vai ver a ponte avançando e aí vai calar a boca de quem não acreditou na realidade importante que vai ser a ponte Salvador-Itaparica. É, para mim, desespero", conclui o senador.
O parlamentar, antiga liderança do governo no Senado Federal, prevê que o avanço dos pilares da ponte de Salvador a Itaparica vai "calar a boca de quem duvidou" nos próximos meses, o que, segundo ele, encerrará as contestações técnicas e políticas sobre a viabilidade da obra.
Vitória petista nas urnas no âmbito estadual e federal, isso ainda no primeiro turno. Foi assim que o deputado federal Valmir Assunção (PT) projetou o resultado da eleição geral agendada para outubro de 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias, o deputado do PT ainda defendeu o senador Jaques Wagner (PT), investigado pela PF na 9ª fase da Operação Compliance Zero.
Presente nos festejos de 2 de Julho, o deputado federal comentou sobre as recentes entregas na Bahia, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecendo ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na entrega do Teatro Castro Alves e no evento de início das construções da Ponte Salvador-Itaparica, além da inauguração de uma maternidade na cidade de Alagoinhas, gerida por Gustavo Carmo (PSD).
Para o político, estes projetos devem ser decisivos para uma vitória rápida da gestão governista na Bahia e no Brasil. "Por toda essa entrega, devemos ganhar ainda no primeiro turno", afirmou Valmir.
Perguntado sobre o peso do Caso Master para a chapa governista, Valmir Assunção acusou o centrão de criar narrativas que situam Jaques Wagner no caso e que a PF deveria redirecionar suas investigações para políticos do centrão. "Fizeram de tudo para colocar Wagner no centro disso, mas quem o conhece sabe que ele jamais faria isso", afirmou o deputado. "Jaques Wagner é patrimônio da Bahia e devemos zelar por ele", completou Assunção.
Também citado em relatório da PF durante fases anteriores, ACM Neto (União) foi mencionado por Valmir como um dos políticos que deveria estar na mira das investigações. Segundo Assunção, o ex-prefeito da capital baiana estaria tão envolvido quanto a família Bolsonaro na fraude bilionária do Banco Master.
O deputado ainda argumentou que Wagner não se opôs à CPI proposta para investigar a fundo o escândalo do Master. "Ele não tinha problema algum, muito menos envolvimento com o caso", sugeriu Valmir.
O senador Jaques Wagner (PT) foi recebido com vaias ao ser reconhecido pela população durante a caminhada do 2 de Julho, realizada nesta quinta-feira do Largo da Lapinha até o Campo Grande, em Salvador.
A reação do público ocorre semanas após a deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve Wagner entre os alvos, gerou desgaste em sua imagem e o levou a deixar a liderança do governo Lula (PT) no Senado.
Veja o vídeo:
?? Wagner é recebido com vaias na caminhada do 2 de Julho em Salvador pic.twitter.com/KJ5mmWjsTU
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 2, 2026
Entre os cartazes vistos no percurso, estavam frases relacionando o senador ao ex-banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A previsão de gastos do Governo da Bahia com juros da dívida mais que dobrou durante a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) e chegou ao maior patamar da série histórica disponível nos documentos orçamentários do Estado, iniciada em 2007.
Segundo levantamento feito com base nas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs), o valor reservado para juros e encargos da dívida saiu de R$ 864 milhões em 2023 para R$ 1,9 bilhão na proposta orçamentária de 2026. A alta é de 116% em quatro anos.
Na prática, isso significa que o governo prevê gastar muito mais dinheiro apenas com o custo da dívida. Não se trata do pagamento do valor principal que o Estado deve, mas dos juros cobrados sobre essa dívida — como acontece quando uma pessoa, empresa ou governo toma dinheiro emprestado e precisa pagar encargos ao longo do tempo.
Em valores absolutos, a previsão de gastos com juros aumentou mais de R$ 1 bilhão entre 2023 e 2026. O avanço no governo Jerônimo supera os períodos anteriores analisados.
Juros da dívida por governo:
- Jaques Wagner: R$ 671,8 mi → R$ 546,5 mi | queda de 18,66%
- Rui Costa: R$ 608 mi → R$ 769,1 mi | alta de 26,51%
- Jerônimo Rodrigues: R$ 864,9 mi → R$ 1,868 bi | alta de 116,03%
O aumento ocorre porque o custo da dívida tende a crescer quando o Estado contrata novos empréstimos, quando o volume total da dívida aumenta ou quando contratos antigos ficam mais caros por causa de juros, inflação ou variação cambial. Em resumo: quanto maior ou mais cara fica a dívida, mais dinheiro o governo precisa separar para pagar seus encargos.
No caso da Bahia, os próprios documentos orçamentários mostram que o Estado segue recorrendo a operações de crédito, que são empréstimos tomados pelo governo para financiar investimentos e despesas previstas no orçamento. A LOA de 2023 previa R$ 1,395 bilhão em operações de crédito. Na proposta de 2026, esse valor sobe para R$ 1,910 bilhão.
Além disso, desde o início do mandato, Jerônimo Rodrigues intensificou os pedidos de autorização para novos empréstimos junto à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com novo pedido de R$ 5,5 bilhões encaminhado em 2026, o governo chegou ao 24º pedido de empréstimo, somando cerca de R$ 32,2 bilhões em solicitações.
Parte dessas operações ainda depende de contratação efetiva e nem todo o valor representa dívida direta já assumida pelo Estado. Em alguns casos, como no empréstimo de até R$ 5,49 bilhões para a Embasa, o governo atua como garantidor da operação. Ainda assim, o volume de pedidos ajuda a explicar a preocupação com o avanço dos gastos futuros ligados ao endividamento.
Esse tipo de empréstimo pode viabilizar obras e programas, mas também cria compromissos para os anos seguintes. Depois que o dinheiro é contratado, o Estado precisa pagar não apenas o valor tomado, mas também juros e outros encargos. A alta também aparece no comparativo mais recente. De 2025 para 2026, a previsão para juros e encargos da dívida passou de R$ 1,358 bilhão para R$ 1,868 bilhão, crescimento de 37,55% em apenas um ano.
Embora a LOA de 2023 tenha sido aprovada ainda no fim de 2022, antes da posse de Jerônimo Rodrigues, ela corresponde ao primeiro orçamento executado pela atual gestão. Já a proposta de 2026 é a última prevista antes do encerramento do mandato. Com isso, os gastos previstos com juros da dívida no governo Jerônimo não apenas superam os governos anteriores, como atingem o maior valor já registrado na série histórica das LOAs analisadas.
O senador Jaques Wagner confirmou que deve participar do tradicional desfile da Independência do Brasil na Bahia, em Salvador, que ocorre nesta quinta-feira (2). Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (29), o parlamentar destacou que “o 2 de julho é uma parada obrigatória”.
Wagner tem estado no centro das discussões políticas na Bahia e em Brasília após ter sido alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Na última semana, o petista chegou a ser afastado da liderança do governo petista no Senado após a revelação de sua relação com o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Sobre o desfile de 02 de julho, que, tradicionalmente, é referido como marco político das pré-campanhas eleitorais, Wagner destaca que “olha, o 2 de julho é uma tradição nossa, evidentemente no ano eleitoral sempre esquenta um pouquinho as torcidas organizadas, mas para mim o 2 de julho é a festa maior dos baianos”.
Segundo ele, a tradição histórica é mais importante. “É um direito de cada um fazer sua torcida, mas o mais importante é a gente reverenciar os heróis da independência do Brasil aqui na Bahia”, sustenta. “Então, para mim, o 2 de julho é uma parada obrigatória”, conclui.
O governador Jerônimo Rodrigues negou a possibilidade de afastamento do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, após citação nas investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (29), o petista disse ao Bahia Notícias que nenhum afastamento vai ocorrer “sem motivação concreta”.
?? Jerônimo Rodrigues nega afastamento de Eduardo Sodré após citação em caso Master: “Não está no script”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 29, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/oQ1Mcoxcvd
A resposta vem após o senador Jaques Wagner, que também foi alvo das operações da PF, ser afastado da liderança do governo petista no Senado após a revelação de sua relação com o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Sobre a situação do gestor da Sema, Jerônimo afirma que “de forma nenhuma, de forma nenhuma nós vamos fazer afastamento sem qualquer tipo de motivação concreta, de provas”. “Eduardo é advogado, está defendendo, a ele e a família minha solidariedade, mas não está no script qualquer afastamento de nenhum secretário, por motivo do que está acontecendo, de denúncias ou qualquer tipo de julgamento”, respondeu.
Eduardo Sodré é enteado do senador. O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a liberação dos mandados de busca e apreensão contra ambos e o empresário Augusto Lima.
Nos registros destacados na peça jurídica, a Polícia Federal diz que, em conversas com Augusto Lima, o secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia teria mencionado boletos, notas fiscais, documentos a serem assinados e providências necessárias à formalização de pagamentos.
Ainda em declaração nesta segunda, Jerônimo destaca: “Não há julgamento para que a gente possa definir ou determinar a saída de qualquer secretário”, conclui.
Em um evento ocorrido em Barreiras, no Oeste da Bahia, nesta sexta-feira (26), o governador baiano, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu com veemência o senador e pré-candidato Jaques Wagner (PT), associando que o aliado teria cometido o “erro de cuidar de pobre”. Este foi o primeiro ato público conjunto dos partidários após as revelações da Polícia Federal, que mostram a relação de Wagner com um banqueiro, ex-sócio do Banco Master.
Em seu discurso, sob aplausos do público presente, o governador elogiou a trajetória de Wagner e destacou a recente interlocução do parlamentar com o Palácio do Planalto para pacificar sua situação política. Emocionados, ambos se abraçam. Confira o momento em vídeo:
"É o primeiro ato público com Wagner depois do que quiseram fazer com ele. Ele esteve lá anteontem, conversou com o amigo dele, amigo nosso, o Lula, e se acertou. Porque, para além de um cargo de liderança, estão o Brasil e a Bahia. E nós vamos mostrar, nós vamos provar que, se você tem um erro na vida, para eles o erro é cuidar de pobre e dedicar a sua vida [a isso]. E nós confiamos em você. A Bahia te ama", alega o governador.
A manifestação de apoio de Jerônimo Rodrigues ocorre em um momento delicado para o senador. Jaques Wagner é alvo de investigação da Polícia Federal por suposto recebimento de vantagens indevidas da parte de Augusto Lima, banqueiro do banco Pleno, ex-sócio do banco Master.
O objetivo da suposta ação seria beneficiar o Banco Master em tramitações e discussões no Senado Federal. Em resposta, Wagner chamou a investigação de "patacoada". Em decorrência das investigações e do desgaste político, o parlamentar foi recentemente afastado da liderança do governo no Senado pelo presidente Lula, a ação segue na Operação Compliance Zero.
Alvo da operação Compliance Zero, senador Jaques Wagner (PT) criticou a condução da investigação da Polícia Federal (PF) e a apreensão em seu apartamento localizado em Brasília. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o parlamentar afirmou que houve “espetacularização” durante a operação.
O senador criticou a exposição da investigação e questionou a divulgação de imagens da operação. Wagner chamou de “patacoada” a fotografia de valores apreendidos sobre uma cama com o símbolo da Polícia Federal.
“Para que aquela patacoada de dinheiro em cima da cama com o escudo da PF? Esse processo era comum na Lava Jato”, afirmou.
Segundo o parlamentar, a crítica não é contra a investigação, mas contra a forma como o caso foi divulgado. “Eu não estou pedindo que não me investiguem, só estou dizendo para não fazer a patacoada que fazem. Aquela foto foi para tudo que é capa de jornal. Eu acho que isso é condenação a priori”, disse.
Em referência à investigação da empresa de sua nora, que recebeu 3,5 milhões do Banco Master, o senador disse que a Polícia Federal estaria construindo uma tese contra ele. “Acham que a empresa foi construída para me servir e vão correr atrás de provar essa tese. Não vão provar”, declarou.
Wagner também rebateu a ideia de que o caso teria origem na Bahia e citou o Banco Central ao falar sobre o Banco Master. “Nada começou na Bahia. Quem visualizou o Banco Master foi Roberto Campos Neto e seu Banco Central”, afirmou.
Apesar de ter ficado em segundo plano nesta semana por conta da briga pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro, a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) da Liderança do Governo deve seguir sendo explorada pela oposição e por seus adversários. Segundo a coluna Radar da revista Veja que chegou às bancas nesta sexta-feira (26), interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam afirmado que a demora na demissão do senador baiano seguirá sendo um “prato cheio” que pode vir a impactar o desempenho do líder petista nas pesquisas.
Uma das principais críticas dos adversários do senador baiano foi direcionada para a entrevista dada por ele à Band News no mesmo dia em que foi deflagrada a operação da Polícia Federal em suas residências. Ouvido pela coluna Radar, o presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, disse à Veja que a performance de Jaques Wagner na entrevista foi pior do que a própria operação.
“É um escárnio. Uma coisa é ter relação com Vorcaro, outra é ver as coisas materializadas. É uma vergonha ele achar normal um banqueiro comprar um apartamento para a filha dele como se fosse um picolé na praia, uma cervejinha”, disse Roma.
Apesar da crítica, integrantes do PT da Bahia ouvidos pela coluna minimizaram o impacto da operação contra Jaques Wagner em relação ao desempenho do senador nas eleições, assim como do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A aposta desses interlocutores é que bastaria o presidente Lula dedicar algumas agendas no estado da Bahia para consagrar junto aos eleitores quem estiver ao seu lado.
A coluna Radar da Veja afirma ainda que na comemoração da independência da Bahia, no próximo dia 2 de julho, o presidente Lula deve evitar fotos ao lado de Jaques Wagner. Fontes ouvidas pela coluna dizem que a orientação a Lula seria a de manter uma “distância protocolar” do senador petista e candidato à reeleição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (25), que a senadora Teresa Leitão (PT-PE) é a nova líder do governo no Senado, após a saída de Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função nesta quarta (24).
Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros.
— Lula (@LulaOficial) June 25, 2026
Em publicação no X, antigo Twitter, o presidente escreveu: "Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros", afirmou.
O senador baiano Jaques Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado, dias após ser incluído na lista de alvos da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), publicou nesta quarta-feira (24) uma manifestação em sua conta na rede social X em apoio ao senador Jaques Wagner (PT-BA), após o parlamentar anunciar seu afastamento da liderança do Governo no Senado Federal.
Na publicação, Jerônimo afirma que a Bahia e o Brasil reconhecem o importante trabalho realizado por Wagner na função, destacando sua experiência, senso democrático e dom conciliador como fundamentais para a reconstrução da democracia e da soberania brasileira.
O governador reiterou ainda ter confiança total no senador, expressando certeza de que ele irá se defender de todas as injustiças e que seguirá se dedicando ao estado e ao país como senador e figura fundamental na caminhada de transformações e avanços na Bahia e no Brasil.
A Bahia e o Brasil reconhecem o importante trabalho realizado pelo senador Jaques Wagner na liderança do governo do presidente Lula. A experiência, o senso democrático e o dom conciliador de Wagner foram fundamentais para a reconstrução da democracia e da soberania brasileira.…
— Jerônimo Rodrigues (@Jeronimoba13) June 24, 2026
O afastamento de Jaques Wagner da liderança do governo foi anunciado pelo próprio senador em publicação nas redes sociais também nesta quarta-feira (24). Segundo o parlamentar, a decisão foi tomada em “comum acordo” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após uma reunião que classificou como “uma conversa entre amigos”.
A medida ocorre dias depois de o senador ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao petista em Brasília e Salvador. Desde a operação, realizada na última quinta-feira (18), aliados do governo no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto vinham defendendo a saída de Wagner da função, com a avaliação de que a permanência do senador na liderança havia se tornado um fator de desgaste para o governo diante da repercussão da investigação.
Em seu anúncio, Wagner também indicou que, a partir de agora, sua prioridade absoluta será concentrar esforços em sua defesa diante das investigações e na articulação política para as eleições de 2026. "Minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado", afirmou o senador.
Em uma publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (24), o senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou seu afastamento da liderança do Governo no Senado Federal. A decisão, segundo o próprio parlamentar, foi tomada em “comum acordo” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após uma reunião que classificou como “uma conversa entre amigos”.
A decisão ocorre dias depois de o parlamentar ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao petista em Brasília e Salvador.
O senador também indicou que a prioridade, neste momento, será concentrar esforços em sua defesa diante das investigações e na articulação política para as eleições de 2026. “Minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, afirmou.
Desde a operação da Polícia Federal realizada na última quinta-feira (18), aliados do governo no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto vinham defendendo a saída de Wagner da função. Integrantes da base governista avaliavam que a permanência do senador na liderança havia se tornado um fator de desgaste para o governo, diante da repercussão da investigação.
A operação incluiu buscas em endereços ligados ao parlamentar e resultou na apreensão de valores em espécie. Segundo informações da investigação, foram encontrados US$ 49 mil em um imóvel relacionado a Wagner em Brasília. Somando também dólares e euros apreendidos em um endereço em Salvador, o montante recolhido pela Polícia Federal equivale a cerca de R$ 482 mil, conforme a cotação atual.
Segundo o O Globo, os bastidores do governo, interlocutores de Lula avaliavam que a situação tornava “praticamente insustentável” a permanência de Wagner no cargo de confiança. Apesar disso, a expectativa era de que o afastamento ocorresse sem rompimento político, considerando a longa trajetória de proximidade entre o senador e o presidente.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou o Palácio da Alvorada na tarde desta quarta-feira (24), após uma reunião de cerca de duas horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro terminou por volta das 16h40 e teve como um dos temas o futuro de Wagner na liderança do Governo no Senado.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou o cargo de líder do governo no Senado após a reunião.
A mudança ocorre após quase uma semana de crise e pressão pela saída, em meio à investigação da Polícia Federal sobre a suposta atuação do parlamentar em favor do Banco Master em troca de "vantagens indevidas". A decisão representa a tentativa de estancar o impacto na campanha à reeleição do presidente.
Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que a saída foi de "comum acordo" e chamou o encontro com Lula de "conversa entre amigos". Nos últimos dias, Wagner foi aconselhado por aliados próximos, especialmente do PT da Bahia, a deixar o posto para focar em sua defesa e preservar o presidente de desgaste político maior às vésperas da eleição.
Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no @SenadoFederal.
— Jaques Wagner (@jaqueswagner) June 24, 2026
Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do…
A Polícia Federal (PF) está investigando as tratativas dos ex-sócios do Banco Master, Daniel Vorcaro e Augusto Lima, com os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA). A suspeita é de que houve pagamento de propina em troca de uma atuação parlamentar que favorecesse os interesses dos empresários em projetos de lei no Congresso Nacional.
As investigações apontam que o grupo buscava alterações legislativas em temas ligados aos seus negócios, como energias renováveis, crédito consignado e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Entre as medidas de maior interesse estava a chamada “emenda Master”, que pretendia aumentar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Segundo a PF, essa mudança poderia "sextuplicar" os negócios do banco, mas o texto acabou sendo rejeitado após oposição do governo e de grandes instituições financeiras.
Além disso, a PF identificou movimentações relacionadas a projetos de transição energética e ao mercado de crédito de carbono. Um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) detalha como Vorcaro teria articulado para que seu motorista buscasse documentos em um endereço de Ciro Nogueira e os entregasse no Senado aos cuidados de um assessor do parlamentar. Para evitar a identificação, o ex-banqueiro teria orientado o motorista a apagar nomes de contatos no celular e a utilizar envelopes sem a logomarca do Banco Master.
No caso do senador Jaques Wagner, a investigação foca em uma medida provisória de 2022 que permitia operações de crédito consignado para beneficiários do BPC e do Auxílio Brasil. A PF alega que Augusto Lima teria procurado o senador para tratar do projeto. No entanto, a decisão judicial sobre o caso é considerada vaga quanto à atuação efetiva de Wagner, uma vez que a proposta foi aprovada rapidamente no Senado sem participação aparente do parlamentar, que na época era da oposição.
Jaques Wagner afirmou que a investigação cometeu um "erro grave" ao confundir uma emenda apresentada por ele com a ementa da medida provisória do governo anterior. Ele alega que sua atuação teve objetivo "estritamente social" e pediu a anulação das medidas de busca e apreensão. Além disso, Augusto Lima declarou que atua dentro da lei.
O Banco Master, que está no centro das investigações, é acusado de uma fraude bilionária ao sistema financeiro, tendo causado um prejuízo superior a R$ 57 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos após sua quebra.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), fez nesta terça-feira (23) a defesa mais enfática de um líder petista em favor do senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal na semana passada.
"Sou testemunha de que ele atuou contra o Banco Master e ajudou o governo a bloquear os interesses da instituição", afirmou Haddad à Folha de S. Paulo. O ministro acrescentou que poderia "depor onde ele quiser" em favor do senador.
A declaração representa uma mudança de tom em relação à semana passada, quando, logo após a operação, Haddad havia afirmado apenas torcer para que "a justiça seja feita" e dito que lamentaria "se uma pessoa próxima a mim errou".
A Polícia Federal identificou uma ligação de WhatsApp feita pelo chefe de gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA) e pré-candidato a deputado federal, Lucas Reis (PT), ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O telefonema teria ocorrido no dia 7 de agosto de 2024, mesmo dia em que Vorcaro havia marcado um encontro com Wagner em seu gabinete.
Segundo informações do Estado de S. Paulo, o encontro entre o senador e o dono do Master foi articulado pelo publicitário Guilherme Sodré, apontado pela PF como "intermediário historicamente vinculado" a Jaques Wagner.
Conhecido como Guiga, Sodré é pai do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, enteado do senador. Tanto Guilherme Sodré quanto Wagner e o filho foram alvos da Polícia Federal na última quinta-feira (18). Vorcaro também recebeu de Guilherme Sodré o número direto de Wagner.
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A ligação de Lucas Reis não foi atendida por Vorcaro. No dia seguinte, o banqueiro enviou mensagem dizendo estar à disposição para conversar.
Em nota ao Bahia Notícias, a assessoria de imprensa do senador afirmou que Lucas Reis "confirma que recebeu, no dia 7 de agosto de 2024, um pedido de agenda com Daniel Vorcaro", que consultou Wagner e que o senador não autorizou o encontro. "À noite, tentou contato com Vorcaro para informar que o encontro não iria acontecer. Não foi atendido", diz a nota.
Em entrevista nesta segunda-feira (22) ao site Metrópoles, a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB-SP), disse que o senador Jaques Wagner (PT) deveria deixar o cargo de líder do governo. Candidata ao Senado pelo estado de São Paulo, Tebet classificou o escândalo do Banco Master como uma situação “escabrosa” e “vergonhosa”.
“Jaques Wagner tem que entregar a liderança do governo. Já tinha que ter feito isso. E, obviamente, deve estar esperando porque é assim que se faz, a primeira sessão legislativa do Senado, que deve ser amanhã”, afirmou Tebet em entrevista ao Metrópoles.
Na semana passada, o senador petista foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) relacionada ao caso do Banco Master. Para Simone Tebet, o escândalo do banco de Daniel Vorcaro trata-se do “maior esquema de corrupção do sistema financeiro do Brasil, quiçá do mundo”, e Jaques Wagner tem que sair do cargo para se defender.
“Como advogada, eu defendo que ele tenha ampla defesa, contraditório, que possa se defender, apresentar todas as suas alegações, como todos os envolvidos nesta denúncia”, defendeu a ex-ministra do governo Lula.
O senador Jaques Wagner aguarda uma reunião com o presidente Lula para decidir sua situação na Liderança do Governo. A reunião entre ambos deve acontecer nesta quarta (24).
Antes da reunião com Lula, entretanto, Jaques Wagner deve se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo reportagem da CNN, o objetivo do senador petista é o de agradecer a Alcolumbre pelo apoio após operação deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.
Davi Alcolumbre foi um dos únicos dirigentes do centrão que declarou publicamente apoio explícito ao líder do governo no Senado, quando concedeu uma entrevista coletiva e defendeu a presunção de inocência do senador baiano.
O senador Otto Alencar (PSD-BA) manifestou publicamente apoio ao senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta segunda-feira (22). Em publicação nas redes sociais, Otto destacou a trajetória política do colega e reafirmou sua parceria na atuação em defesa da Bahia.
Na mensagem, o parlamentar elogiou o legado de Wagner e escreveu: "Nada resiste ao trabalho. Vamos juntos, companheiro". A postagem foi acompanhada por uma fotografia dos dois durante uma cerimônia na Assembleia Legislativa da Bahia.
Jaques Wagner respondeu à manifestação agradecendo o gesto de solidariedade. "Obrigado pelo apoio e parceria, meu amigo. Estamos juntos!", escreveu o senador petista.
A declaração ocorre dias após Wagner ter sido alvo de busca e apreensão durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que aponta uma possível ligação entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
CONFIRA:
A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) protocolou, nesta segunda-feira (22), um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da decisão que autorizou a operação de busca e apreensão realizada na residência do parlamentar. Segundo os advogados, a medida foi fundamentada em informações equivocadas.
A defesa afirma que Wagner não atuou no Congresso Nacional para beneficiar o Banco Master e argumenta que sua única emenda sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, tinha como objetivo limitar juros e ampliar a proteção aos consumidores.
Os defensores também destacam que o senador se posicionou contra a chamada "Emenda Master", apresentada durante a tramitação da PEC 65/2023. De acordo com a nota, o relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), declarou publicamente que nunca foi procurado por Wagner para tratar do assunto.
Em relação aos valores em dinheiro encontrados durante a operação, a defesa sustenta que os recursos possuem origem lícita e comprovada. Conforme o recurso, parte do montante corresponde a diárias recebidas em missões oficiais no exterior e declaradas ao Senado, enquanto outra parte foi obtida por meio de operações bancárias regularmente registradas.
A equipe do senador também afirma que o Ministério Público Federal havia considerado prematura a apreensão dos valores e diz confiar que o STF reconhecerá os equívocos da decisão, anulando a medida adotada contra o senador.
A Polícia Federal identificou mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro que mencionam o senador Jaques Wagner (PT-BA) em conversas sobre um possível envio de recados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O material integra a investigação da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção e favorecimento envolvendo o Banco Master.
Segundo o Estadão, o diálogo ocorreu em julho de 2024 entre Vorcaro e um diretor do Banco Master. Após comentarem que o banco era visto como próximo ao governo federal, Vorcaro sugeriu que a informação fosse encaminhada ao presidente e à base aliada. Em resposta, o interlocutor afirmou que enviaria a mensagem para "tio Guiga e Jaques".
De acordo com a Polícia Federal, a referência seria ao publicitário Guilherme Sodré e ao senador Jaques Wagner. Os investigadores afirmam que as conversas indicam proximidade entre Vorcaro e pessoas com influência política na Bahia.
A PF também sustenta que o banqueiro mantinha contato direto com Wagner e que o senador teria atuado em pautas de interesse do Banco Master, como propostas relacionadas ao crédito consignado, ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e ao processo de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). A investigação aponta ainda suspeitas de vantagens econômicas supostamente recebidas pelo parlamentar entre 2024 e 2025.
Na quinta-feira (18), Jaques Wagner foi alvo de mandado de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de pagamentos indevidos envolvendo a compra de um imóvel e repasses a uma empresa ligada a um familiar do senador.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, o senador Jaques Wagner reitera que não tem nenhuma relação com Daniel Vorcaro e não pode ser responsabilizado por conversas de terceiros, que sequer participou e em contexto que sequer sabe qual foi. Ele ainda afirma que não existiu intermediação e não existe relação.
Atualizada às 21h12 para adicionar posicionamento de Jaques Wagner
O presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.
O caso foi parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional e possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Em publicação oficial, Roma afirmou:
"Minha posição é a mesma de sempre: toda irregularidade deve ser apurada com seriedade, respeito ao devido processo legal e punição aos responsáveis. A lei não pode ter lado político. A Bahia merece verdade, transparência e respeito", diz o pré-candidato.
O ex-ministro do governo Bolsonaro também relacionou o episódio ao cenário político estadual e fez críticas à gestão petista na Bahia: "Em 2026, os baianos terão a oportunidade de decidir os rumos do nosso estado. Escolham com consciência. O futuro da Bahia está nas mãos de vocês. São 20 anos de PT na Bahia desse mesmo jeito", diz.
Roma reforçou o discurso de mudança política: "A Bahia cansou. O eleitor tem chance real de escolher representantes dignos, tanto para o Senado quanto para o governo. O futuro está na mão de vocês".
Foto: Moreira Mariz / Agência Senado
SENADOR NO MASTER
A operação contra Jaques Wagner (PT) ocorre em meio ao avanço das investigações relacionadas ao chamado Caso Banco Master. Para a Polícia Federal, há apurações sobre uma possível relação entre agentes públicos e integrantes do grupo empresarial ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, Wagner teria feito lobby em favor do banco Master.
Wagner nega irregularidades e afirma que não recebeu vantagens indevidas. Segundo as decisões judiciais divulgadas pela imprensa nacional, os investigadores apuram supostos benefícios que teriam sido destinados ao senador e pessoas próximas a ele.
O STF autorizou as buscas com base em elementos considerados suficientes para aprofundar as investigações, ressaltando que a medida não representa condenação nem oferecimento de denúncia.
A repercussão do caso alcança diferentes setores da política nacional. Reportagens publicadas nos últimos meses apontaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) também teve seu nome mencionado em desdobramentos das investigações envolvendo Daniel Vorcaro, assim como o senador Ciro Nogueira (PP), que nega qualquer irregularidade.
A operação contra um dos principais líderes do PT no Congresso adiciona novos elementos ao debate político nacional e estadual, especialmente diante das articulações para as eleições de 2026. Aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jaques Wagner é uma das figuras centrais do grupo político que governa a Bahia.
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O vice-líder petista no Senado Federal também pede afastamento de Wagner: "Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas", escreve o mineiro Rogério Correia.
Confira abaixo:
O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente.
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 18, 2026
Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua…
Depois de ter apresentado explicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre suas relações com o Banco Master e os sócios Daniel Vorcaro, que o levaram a ser alvo, nesta quinta-feira (18), de operação da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner (PT-BA) seguiu atuando normalmente como líder do governo. Em entrevista à Band News, Wagner disse que Lula se solidarizou com ele e que vai continuar na liderança do governo no Senado até segunda ordem.
“A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje, e eu acho muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem e pela confiança que ele tem em mim”, disse Jaques Wagner na entrevista.
Como líder, o senador Jaques Wagner protocolou, na noite desta quinta, um recurso ao projeto que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais. No documento, o líder do governo pede que o projeto seja apreciado e votado no plenário do Senado.
O projeto, aprovado em 10 de maio na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, foi analisado em caráter terminativo, e caso não recebesse recurso de algum senador, seguiria diretamente para a Câmara dos Deputados. A proposta que aumenta a remuneração mínima de médicos e cirurgiões-dentistas, é considerada pelo governo federal uma das “pautas-bombas” em análise pelo Congresso.
A equipe econômica do governo apresentou uma estimativa de impacto de R$ 47 bilhões ao ano para as contas públicas caso o projeto seja aprovado também pela Câmara. Além de elevar o piso salarial, a proposta também prevê um aumento de 20% para 50% no adicional por trabalho noturno e as horas extras e estabelece um intervalo obrigatório de dez minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho.
O prazo para recurso ao projeto vencia nesta quinta (18), e o senador Jaques Wagner apresentou seu recurso às 21h04 da noite. A partir do recurso apresentado por Jaques Wagner, a Mesa Diretora decidiu abrir prazo para recebimento de emendas, que serão analisadas posteriormente por um relator de plenário a ser escolhido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A ação de Jaques Wagner como líder, na prática, retardou a tramitação do projeto tachado pelo governo como uma “pauta-bomba”. O projeto agora só deverá ter sua discussão retomada no início de julho, a depender de decisão do presidente do Senado.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), manifestou apoio público ao senador Jaques Wagner (PT) nesta quarta-feira (18), por meio de uma publicação nas redes sociais. Na mensagem, o chefe do Executivo estadual destacou a trajetória política do senador e reafirmou confiança em sua conduta.
O gestor afirmou ter se encontrado com Wagner para prestar solidariedade e classificou o parlamentar como uma liderança que honra a Bahia e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "A Bahia conhece Wagner e sabe que sua história e legado são motivos de orgulho e inspiração. Reafirmo a confiança no senador que honra a Bahia e lidera com compromisso o governo do presidente Lula", escreveu.
O governador também declarou que o senador tem sido alvo de perseguições políticas e disse acreditar que os fatos serão esclarecidos. "Não é a primeira vez que o perseguem; a verdade há de vencer. E nós, seus verdadeiros companheiros, não soltaremos sua mão, Wagner!", completou.
A manifestação ocorreno mesmo dia em que o senador foi alvo de um mandado de busca e apreensão da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga o "Caso Master".
Vice-líder do governo defende afastamento de Jaques Wagner da liderança do Senado: "Doa a quem doer"
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, defendeu nesta quinta-feira (18) que o senador Jaques Wagner (PT-BA) se afaste da liderança do governo no Senado após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ao citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar afirmou a investigação precisa ser concluída "doa a quem doer".
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Em publicação nas redes sociais, Correia afirmou que Wagner deve concentrar esforços em sua defesa, sem abrir mão da presunção de inocência. "Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas", escreveu.
O parlamentar também destacou que a investigação demonstra a autonomia dos órgãos de controle durante o governo do Lula, afirmando que a Polícia Federal atua com independência. Apesar da manifestação do correligionário, Jaques Wagner afirmou que pretende permanecer no comando da liderança do governo no Senado e só deixará a função caso seja uma decisão do presidente.
CONFIRA A PUBLICAÇÃO:
O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente.
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 18, 2026
Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua…
O senador Jaques Wagner (PT) adquiriu recentemente um segundo apartamento no Victory Tower, luxuoso edifício residencial de frente para o mar localizado no Corredor da Vitória, em Salvador. O parlamentar já reside no mesmo condomínio desde 2011. A informação sobre a nova aquisição foi confirmada por funcionários do prédio.
A revelação ocorre no mesmo dia em que o senador foi alvo de um mandado de busca e apreensão, cumprido pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), no âmbito de uma nova fase de investigações ligada ao "caso Master". Embora o valor exato da transação não tenha sido divulgado oficialmente, anúncios em sites de compra e venda de imóveis apontam que um apartamento no mesmo edifício está avaliado em R$ 9 milhões.
Procurado pela equipe de reportagem para se manifestar sobre a compra do imóvel e a operação policial, o senador Jaques Wagner não havia enviado posicionamento até o momento da publicação desta matéria.
O PT da Bahia divulgou, nesta quinta-feira (18), uma nota em defesa do senador Jaques Wagner (PT), alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Em manifestação, o presidente estadual da legenda, Tássio Brito, afirmou que o parlamentar possui uma trajetória pública pautada pela ética e disse confiar que as investigações confirmarão sua atuação dentro da legalidade.
Segundo o dirigente, Wagner tem uma carreira marcada pela "retidão e compromisso com o interesse público" e já apresentou esclarecimentos sobre os fatos investigados. "Tem total confiança minha e do PT. Não temos dúvidas de que as investigações provarão, mais uma vez, que o senador sempre se pautou dentro da legalidade", declarou.
Na nota, Tássio defendeu que a apuração siga com transparência e responsabilidade para identificar os responsáveis pelos fatos investigados. Ele também afirmou que Wagner não possui relação com os investigados no caso e criticou adversários políticos ao dizer que há uma tentativa de desviar o foco do escândalo envolvendo o Banco Master.
O presidente estadual do PT ainda atribuiu as críticas ao senador a uma estratégia da oposição. "O que vejo é uma tentativa desesperada da extrema direita de criar um massacre midiático contra o senador Jaques Wagner para tentar estancar o crescimento da nossa chapa na Bahia", afirmou.
Por fim, Tássio Brito destacou que foi durante um governo do PT que o Banco Central promoveu a liquidação do Banco Master e reiterou confiança na condução das investigações e na inocência do senador baiano.
O senador Jaques Wagner (PT) afirmou nesta quinta-feira (18) que recebeu um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Segundo o parlamentar, o chefe do Executivo manifestou solidariedade e reafirmou confiança em sua conduta.
Em entrevista à BandNews, Wagner disse que a conversa não tratou de uma eventual saída da liderança do governo no Senado. "O presidente Lula ligou para mim para se solidarizar comigo, dizer que mantém absoluta confiança em mim. A gente se conhece há 48 anos e, portanto, ele sabe qual é o meu jeito de agir", afirmou.
O senador também declarou que Lula o incentivou a permanecer firme diante da investigação. "Ele só ligou para dizer: 'Fique firme, essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas conte com a minha confiança'. Então, do meu ponto de vista, até agora, o que eu tenho do presidente Lula é a solidariedade ao ocorrido", disse.
CONFIRA:
A operação da Polícia Federal investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento a interesses ligados ao Banco Master. O senador foi alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das apurações, mas nega as suspeitas levantadas pela investigação.
O senador Jaques Wagner (PT) negou nesta quinta-feira (18) qualquer relação próxima com o banqueiro Daniel Vorcaro, um dos alvos da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. O parlamentar afirmou que teve apenas dois encontros com o empresário e rejeitou as suspeitas levantadas pela investigação.
"Minha relação com o Daniel Vorcaro é praticamente zero. Eu nunca tive maiores entendimentos com o Daniel", declarou em entrevista à BandNews.
Segundo Wagner, o primeiro encontro ocorreu quando Vorcaro passou a integrar um negócio envolvendo o empresário Augusto Lima. O segundo, disse ele, foi para apresentar o então ministro aposentado Ricardo Lewandowski, indicado para atuar na área jurídica de uma instituição financeira. "Foi a segunda vez que eu vi quando fui apresentar o ministro Lewandowski para ele. Só essas duas vezes, não tem nenhuma relação com o Daniel Vorcaro", afirmou.
ASSISTA:
As declarações foram dadas horas após a Polícia Federal cumprir mandado de busca e apreensão na residência de Wagner, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação aponta suspeitas de que o senador teria atuado em favor de interesses ligados ao Banco Master no Congresso Nacional e recebido vantagens indevidas, acusações que ele nega ao afirmar que não possui relação com o banqueiro investigado.
O senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, negou nesta quinta-feira (18) ter recebido qualquer dinheiro do Banco Master após ser alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
Em entrevista à TV Band, o senador afirmou que os US$ 49 mil encontrados pela PF são referentes a diárias recebidas do Congresso Nacional para viagens ao exterior.
"O dinheiro, várias vezes viajei pro exterior. Mandei até levantar: de diária eu recebi 70 mil dólares. Eu fui viajar e comprei via Banco do Brasil. Então não tenho nada para esconder desse dinheiro. Do ponto de vista do dinheiro, estou absolutamente tranquilo", disse Wagner.
O senador também comentou sobre um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões no Horto Florestal, em Salvador. Segundo ele, não houve transferência de patrimônio.
Wagner afirmou que queria dar o imóvel à filha e pediu ao empresário Augusto Lima, a quem chama de "Guga", que comprasse o apartamento com a intenção de recomprá-lo depois.
"Nunca recebi dinheiro do Master ou de Augusto Lima. Sobre o apartamento, eu tinha interesse de dar à minha filha um apartamento desse. Falei com o Guga: você pode comprar e depois eu recomprar? Não tem nenhuma transferência de patrimônio para mim", declarou.
Integrantes do Palácio do Planalto e do PT esperam que o senador Jaques Wagner (PT-BA) entregue o cargo de líder do governo no Senado depois da operação da Polícia Federal (PF) desta quinta-feira (18), que mirou a relação dele com o ex-banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do banco Master.
As informações são da GloboNews.
Interlocutores do presidente Lula ainda aguardam uma reunião para avaliar a repercussão política do episódio envolvendo Wagner. O petista chegou essa madrugada em Brasília, depois de participar da reunião de cúpula do G7 na França.
A avaliação interna é de que será preciso blindar a campanha de Lula do episódio. O tom do Planalto é de se afastar ao máximo do escândalo, deixando a responsabilidade da explicação com o próprio Wagner.
Tanto no Planalto como no PT, a avaliação é que Jaques fará um gesto de entregar o cargo de líder, no governo, o ambiente é de surpresa. A avaliação é que Jaques deveria ter se antecipado e deixado a liderança sabendo do que poderia surgir na investigação. Há o reconhecimento de que a investigação da PF revela fatos graves envolvendo Wagner.
Além disso, que a resposta política precisa ser firme para se diferenciar dos casos do senador Flávio Bolsonaro (PL), que pediu dinheiro para Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro; e do senador Ciro Nogueira que recebeu mesada do ex-banqueiro de acordo com a PF.
A PF investiga se o senador atuou diretamente em favor de projetos de interesse do grupo financeiro.
Entre as medidas citadas estão a chamada "Emenda Master" e uma proposta legislativa que visava ampliar o limite do crédito consignado, setor onde o grupo de Vorcaro e Lima possui forte atuação por meio do Credcesta.
Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (18), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou solidariedade ao líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), alvo de operação da Polícia Federal devido às relações dele com o banco Master. Alcolumbre condenou a polarização política que leva políticos a serem condenados antes mesmo de serem julgados.
“Meu apoio, minha solidariedade integral a um colega senador da República. [...] Tenho a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas. Um dia elas serão julgadas, é lá nesse dia que a pessoa pode ser condenada ou inocentada”, disse o presidente do Senado.
“Ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados. Isso é normal no Estado democrático de Direito, mas todos também têm que ter a presunção da inocência”, completou Alcolumbre.
As investigações da PF indicam que Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de pautas relacionadas aos interesses do Banco Master. O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a expedição dos mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar nesta quinta (18).
No documento oficial, a Polícia Federal aponta que os indícios da relação entre Wagner e o banco de Vorcaro foram divididos em três eixos, que vão desde o favorecimento financeiro por meio de propinas e presentes até a atuação parlamentar como líder do governo no Senado.
Davi Alcolumbre, na entrevista, disse respeitar o papel das instituições, mencionando a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça, “mas a gente precisa ter a compreensão de que esse mantra de que todo mundo é culpado até que se prove que é inocente está errado”.
O presidente do Senado disse ainda que o senador Jaques Wagner “é um colega, respeitado por todos, cuja trajetória política é admirada e que teve a legitimidade do voto popular”.
Na última terça (16), no plenário do Senado, após Alcolumbre se defender de acusações sobre envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro e negar que recebeu US$ 30 milhões em uma conta no exterior, Jaques Wagner manifestou sua solidariedade ao senador. Wagner disse que a revista Veja mentia e que se tratava de uma 'guerra de narrativas'.
“Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da Federal que encontrou algo sobre V. Exa., na medida em que foi citado agora, ou sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa”, afirmou o senador Jaques Wagner no plenário.
Antes de divulgar a nota de solidariedade, Davi Alcolumbre havia cancelado a realização de uma sessão do Congresso Nacional, marcada para a manhã desta quinta (18). Segundo Alcolumbre, a sessão foi cancelada por falta de acordo entre as lideranças e uma nova sessão deve ser agendada em no máximo 15 dias, antes do início do recesso parlamentar.
A sessão desta quinta havia sido agendada para analisar dezenas de vetos presidenciais pendentes de apreciação, além de projetos de lei nos quais o Executivo pede ao Congresso autorização para destinar créditos adicionais a órgãos públicos no Orçamento de 2026.
A Polícia Federal definiu a atuação de Eduardo Sodré como interlocutor de pagamentos entre o senador Jaques Wagner, seu padrasto, e Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro. Ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18), a PF resume que Eduardo "teria exercido papel ativo nas cobranças" dos valores repassados ao senador em forma de vantagens financeiras.
O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a liberação dos mandados de busca e apreensão contra Jaques Wagner e Augusto Lima. Nos registros destacados na peça jurídica, a Polícia Federal diz que, em conversas com Augusto Lima, o secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia teria mencionado boletos, notas fiscais, documentos a serem assinados e providências necessárias à formalização de pagamentos.
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Uma das transferências da PKL One Participações S.A. — empresa do grupo de Augusto Lima — à BN Financeira, empresa de Bonnie Bonilha — esposa de Eduardo Sodré e, consequentemente, nora de Jaques Wagner —, no valor de R$ 3,5 milhões, teria sido precedida por diálogos nos quais ele cobrava os pagamentos das pendências financeiras, em outubro de 2025.
A autoridade policial aponta ainda que, em uma planilha no celular de Daniel Lopes Monteiro, operador vinculado ao núcleo empresarial e jurídico-financeiro de Augusto Lima e do Banco Master, constam pagamentos a “Dudu”, que, segundo a investigação, corresponderia a Eduardo Sodré, com valores superiores a R$ 2,34 milhões.
Segundo o documento do STF, esses apontamentos da investigação foram suficientes para justificar a busca em seus endereços residenciais e profissionais. Conforme a peça, a busca e apreensão relacionada a Eduardo Sodré na Operação Compliance Zero prevê a apreensão de documentos, contratos, notas fiscais, registros bancários, comunicações e dispositivos eletrônicos relativos à BN Financeira e empresas correlatas.
Alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, o senador Jaques Wagner (PT) teve os gastos discriminados pela Polícia Federal na investigação que apura o suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros que envolve, ainda, os gestores do Banco Master.
O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a liberação dos mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar nesta quinta-feira (18). No documento oficial, a Polícia Federal aponta que Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, pagou ao líder do governo no Senado as despesas de um “show de cantora internacional” na Califórnia, nos Estados Unidos, a um custo de R$ 63,3 mil.
No documento, consta que, em junho de 2023, foi orientada a compra dos ingressos para familiares do senador. "A aquisição dos bilhetes, que também foi objeto de diálogo envolvendo JOÃO CARLOS MANSUR, teria sido realizada pela empresa REAG Investimentos S.A, pelo valor total de R$ 63.339,00".
Em novembro de 2023, uma nova troca de mensagens traz o assunto dos ingressos. Na ocasião, o senador questiona sobre os "ingressos de sábado", referente a um show no dia 25 de novembro de 2023, e, logo em seguida, foram enviados arquivos de ingressos para um camarote.
SOBRE A OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO
Além de Jaques Wagner, o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, também foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero na Bahia.
A operação, que investiga um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional, realizou cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.
Na Bahia, a ação foi cumprida inicialmente na residência do senador e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Congresso Jaques Wagner, no Corredor da Vitória, em Salvador.
Entre as formas de pagamento estariam os valores pagos durante anos pela empresa da enteada, viagens em jatinhos particulares de Daniel Vorcaro e ainda um apartamento avaliado em R$2,5 milhões de reais no Horto Florestal, bairro de luxo em Salvador.
Na sessão plenária do Senado na última terça-feira (16), o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), disse que processaria a revista Veja por fazer ilações a respeito de ligações dele e do PT da Bahia com o dono do Master, Daniel Vorcaro. O senador disse também que procuraria o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para saber se havia alguma acusação contra ele ou declaração de alguém que o envolvesse em atividades suspeitas.
A fala do líder do governo se deu em uma manifestação de solidariedade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Naquela mesma sessão, Alcolumbre negou informações divulgadas pela Veja de que teria recebido cerca de US$ 30 milhões de Vorcaro em uma conta no exterior. Jaques Wagner disse que a revista mentia e que se tratava de uma 'guerra de narrativas'.
“Do meu ponto de vista, meu advogado já está preparando a peça para processar, e eu quero saber a mesma verdade. Eu vou perguntar ao chefe da Polícia Federal, Dr. Andrei, se essa coisa pode chegar a alguém para me acusar, eu quero saber também para poder me defender”, afirmou o senador baiano.
No seu discurso na última terça, Jaques Wagner reiterou que não possuía qualquer vínculo com Daniel Vorcaro ou o Banco Master, e classificou as informações da revista como infundadas.
“Eu estou muito à vontade porque não tenho, como V. Exa. afirmou, nenhuma relação com ... Conheci esse senhor duas vezes, uma vez em Salvador e uma vez em São Paulo. Não tenho nenhuma relação com ele, não tenho nenhum negócio. Aliás, eu não tenho nem CNPJ, eu só tenho CPF - eu não tenho CNPJ. Então, eu quero me solidarizar com V. Exa. e antecipar que meu advogado já está preparando a peça para processar a revista”, reforçou o senador.
Jaques Wagner aproveitou ainda para criticar a forma como a delação premiada vem sendo utilizada dentro de um contexto de guerra política e voltada à difamação da classe política. Para o senador, há uma distorção no uso da delação, que, para ele, tem servido de instrumento para coerção e obtenção de elementos de acusação que posteriormente não se sustentam.
“Nós, acho, cometemos um erro, o Congresso Nacional. A lei de delação premiada, que foi aprovada ainda no tempo da presidenta Dilma, admitiu a delação premiada com as pessoas sob coação, com as pessoas presas. Na verdade, foi com essa delação, sob coação psicológica, ou real, que se arrancou um número infindável de acusações que levaram [...] Lula à cadeia. Talvez, naquele momento, a gente não tenha se dado conta da violência”, explicou o senador Jaques Wagner.
Além do discurso, o líder do governo publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que a informação da revista Veja sobre ele seria mentirosa e que foi proveniente de uma delação que não se concretizou.
“A capa da Veja trata de uma delação inexistente, já negada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A verdade sempre vencerá”, afirmou o senador do PT da Bahia, alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta (18) por relações suspeitas com o dono do Banco Master.
A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18), resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito das investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master no sistema financeiro nacional.
As ações, que abrangeram diferentes localidades, incluíram a casa do senador Jaques Wagner (PT), em Salvador. No entanto, em decisão judicial, o ministro André Mendonça indeferiu o pedido de medida de busca e apreensão em relação a Bonnie Toaldo Bonilha, esposa de Eduardo Sodré e vinculada à estrutura societária da BN Financeira, e Patrich Toaldo Bonilha, irmão de Bonnie.
A decisão, registrada nos autos, determina: “Indefiro a medida de busca e apreensão em relação a Bonnie Toaldo Bonilha e a Patrich Toaldo Bonilha".
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar da Costa Neto
"Isso é uma loucura, eu acho que o Trump tá, ele perdeu um pouco o rumo nisso aí, e espero que ele estabeleça uma linha melhor, porque o Brasil sempre foi um grande parceiro dos Estados Unidos".
Disse o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao criticar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incluir o Brasil no pacote de tarifas norte-americanas. O dirigente classificou a medida como uma "loucura" e defendeu a negociação diplomática entre os dois governos como caminho para reverter as tarifas.