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Artigos

Valdemir Medeiros
É nosso dever combater a violência contra a mulher
Foto: Acervo pessoal

É nosso dever combater a violência contra a mulher

Nos últimos anos, o Brasil tem assistido a uma escalada dos casos de feminicídio, um cenário que exige atenção e ação imediata. Segundo dados do Ministério da Justiça, ao menos quatro mulheres são assassinadas por dia no país.

Multimídia

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"
O deputado federal Elmar Nascimento (União) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) com o que classificou como uma "presunção de culpa" adotada pelo judiciário e pela opinião pública contra a classe política brasileira.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

jair bolsonaro

STF autoriza que sejam investigados repasses de R$ 61 milhões de Vorcaro a filme "Dark Horse", sobre Bolsonaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

Atendendo às manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (23) a abertura de inquérito e o início de uma investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

No início do mês de julho, o ministro havia enviado à PGR um pedido feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para a investigação sobre eventuais irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse” por parte do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Em resposta a Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que há elementos suficientes para pedir a abertura formal de um inquérito que apure os repasses.

 

O pedido do deputado Lindbergh Farias ao STF foi feito após o site The Intercept Brasil revelar, no mês de maio, que Daniel Vorcaro repassou ao menos R$ 61 milhões para financiar o filme. A reportagem mostrou que Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, pediu dinheiro para o ex-banqueiro. 

 

A negociação inicialmente envolvia um valor maior, de R$ 134 milhões para financiar “Dark Horse”. Segundo Lindbergh, apesar de mensagens revelarem que Flávio pediu dinheiro para o filme, é preciso investigar para onde foram os recursos, quem os recebeu, quem os intermediou e se houve desvio de finalidade.

 

Na mesma linha, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pediu a abertura de investigação para apurar o envio de recursos de Daniel Vorcaro aos EUA sob a justificativa de financiar o filme.

 

O caso era inicialmente relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, mas o presidente do STF, Edson Fachin, no final do mês de junho, redistribuiu o pedido para que ele fosse conduzido por André Mendonça. O motivo é que Mendonça já relata outros inquéritos com relação ao “Dark Horse”.
 

Ronaldo Caiado ironiza atitude de Flávio Bolsonaro de falar sobre urnas eletrônicas com embaixadores
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Em postagem na sua conta na rede X, nesta quarta-feira (22), o pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD), ironizou o conteúdo da fala do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma reunião com embaixadores e representantes diplomáticos estrangeiros. Flávio citou uma informação falsa sobre as urnas eletrônicas brasileiras. 

 

“42 embaixadores numa sala. Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica”, escreveu Ronaldo Caiado em suas redes sociais. 

 

A citação às urnas se deu em uma palestra promovida pela consultoria Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, nesta terça (21), em Brasília. Flávio disse que os Estados Unidos denunciaram fraudes nas eleições da Venezuela e que as urnas utilizadas no país são da empresa Smartimatic, segundo ele, a mesma que fornece equipamentos à Justiça Eleitoral brasileira.

 

Estavam presentes no encontro membros do corpo diplomático de 42 países, como Estados Unidos, Israel, Reino Unido, África do Sul, Austrália, Paraguai, União Europeia e Alemanha, entre outros. O pré-candidato a presidente do PL disse que não estava questionando o sistema de votação brasileiro, mas pediu que os países mandem observadores para nossas eleições, e falou sobre suspeitas que envolvem a empresa venezuelana. 

 

“Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, é que tenha uma programação para alteração das votações nos Estados Unidos”, afirmou Flávio, acrescentando depois o dado equivocado: “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”. 

 

Segundo esclarecimento antigo publicado na seção “Fato ou Boato” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Em 2017, quando a informação falsa começou a viralizar nas redes, o TSE publicou uma nota desmentindo a notícia. 

 

“As urnas eletrônicas brasileiras foram projetadas por técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas por meio de processos licitatórios públicos e de ampla concorrência”, diz a nota, que foi republicada no dia 8 de julho deste ano.
 

Polícia Federal conclui inquérito e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono do cargo de escrivão
Foto: Reprodução Redes Sociais

Escrivão da Polícia Federal concursado desde 2010, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro deve ser demitido por abandono de cargo. Foi o que decidiu a Polícia Federal após concluir um Processo Administrativo Disciplinar aberto em fevereiro contra o ex-parlamentar por abandono de cargo.

 

Com a conclusão do processo, caberá agora ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, assinar o ato de expulsão de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal. O posto de escrivão da corporação, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupava, tem remuneração inicial de cerca de R$ 14 mil mensais.

 

Eduardo Bolsonaro se auto-exilou nos Estados Unidos desde o mês de fevereiro do ano passado. Como ainda era deputado federal, estava licenciado de suas funções na PF. 

 

No final de 2025, entretanto, Eduardo teve decretada a perda de seu mandato pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por excesso de faltas. Desde então, Eduardo Bolsonaro recebeu diversas advertências da Polícia Federal para que se apresentasse à unidade onde é lotado, no Rio de Janeiro. A PF alertou que a ausência injustificada poderia resultar em providências administrativas e disciplinares.

 

Como o ex-parlamentar não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro determinou que ele entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo.

 

A perda do cargo na Polícia Federal representa mais um revés para Eduardo Bolsonaro. Além da perda de mandato como deputado federal, o irmão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda foi  condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, acusado de atuar nos Estados Unidos para impedir a análise de ações por tentativa de golpe de Estado.

 

Quando o seu julgamento transitar em julgado no STF, Eduardo Bolsonaro ficará inelegível por 12 anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. 

 

Apesar da condenação pelo STF, o ex-deputado não tem intenção de retornar ao Brasil. Inclusive porque nesta terça (21) o governo dos Estados Unidos concedeu a ele o visto de residência permanente (green card). 

 

O documento assegura ao cidadão estrangeiro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações adicionais.
 

Moraes amplia restrições a Bolsonaro e proíbe visitas após descumprimento de medidas cautelares
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na sexta-feira (17) a proibição de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo prazo de 30 dias. Segundo a Agência Brasil, a decisão foi motivada pela publicação, nas redes sociais do senador Flávio Bolsonaro, de uma carta escrita pelo ex-presidente, o que foi configurado como um descumprimento da proibição do uso de redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

 

A decisão de Moraes endurece as condições da prisão domiciliar de Bolsonaro, determinando que Bolsonaro não poderá receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de outubro. O ex-presidente também está proibido de divulgar manifestos político-eleitorais por qualquer meio, mesmo que por meio de terceiros. Também estão suspensas algumas visitas específicas ao ex-presidente, essa medida deve impedir a visita solicitada pela defesa para o presidente da Argentina, Javier Milei. Além disso, Moraes manteve a suspensão de visitas do filho, Flávio Bolsonaro, por 90 dias.

 

"Patente, portanto, o desrespeito de Jair Bolsonaro à medida cautelar, cuja fiel observância é requisito obrigatório para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária", afirmou o ministro.

 

Antes da decisão de Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou sobre o episódio da carta. O procurador-geral, Paulo Gonet, reconheceu que a publicação afrontou as proibições judiciais. No entanto, a PGR defendeu a manutenção da prisão domiciliar, argumentando que o retorno imediato ao regime fechado seria uma medida "desproporcional" frente aos motivos humanitários que levaram ao benefício. Gonet sugeriu que as regras fossem mais explícitas para evitar exploração política durante o período eleitoral.

 

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após ser condenado a mais de 27 anos de prisão por trama golpista e passar por uma cirurgia. Ele atualmente se recupera de uma pneumonia bacteriana. Os advogados de Bolsonaro protocolaram uma manifestação afirmando que o ex-presidente não sabia que a carta seria publicada por Flávio Bolsonaro nas redes sociais.

Antes de decisão de Moraes que proibiu visitas, Javier Milei havia pedido para ter encontro com Jair Bolsonaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

Na tarde desta sexta-feira (17), a defesa de Jair Bolsonaro ingressou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que fosse liberada a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, à casa do ex-presidente brasileiro. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em sua residência no bairro Jardim Botânico, em Brasília. 

 

O pedido foi feito antes da decisão tomada nesta sexta pelo ministro Alexandre de Moraes de proibir visitas a Jair Bolsonaro tanto de seu filho, Flávio, quanto de qualquer outro político, até o final das eleições. Segundo a decisão de Moraes, apenas advogados, médicos e fisioterapeutas poderão ingressar na residência do ex-presidente. 

 

Os advogados de Jair Bolsonaro informaram ao STF que Javier Milei estará no Brasil no dia 25 de julho, e gostaria de poder visitar o ex-presidente. No pedido ao STF, foi pedida autorização ainda para uma comitiva de Milei, formada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirino, a secretária-geral da presidência, Karina Milei, e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby.

 

O presidente argentino Javier Milei já havia informado na semana passada que virá ao Brasil no dia 25 de julho para participar da convenção nacional do PL que vai confirmar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. A convenção será realizada em São Paulo. 

 

Como em sua decisão o ministro Alexandre de Moraes proibiu visitas a Jair Bolsonaro “com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026”, o pedido feito pelo presidente da Argentina deve ser negado pelo STF.
 

Moraes mantém proibição de visitas de Flávio a Bolsonaro e amplia restrições ao ex-presidente
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelos próximos 90 dias. A decisão, publicada nesta sexta-feira (17), também amplia as restrições impostas ao ex-chefe do Executivo, incluindo a proibição de contatos políticos até as eleições de outubro e a divulgação de novos manifestos.

 

 

A medida foi tomada após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária. O entendimento é que a leitura pública da "Carta aos brasileiros", feita por Flávio Bolsonaro, violou a determinação que impede o ex-presidente de utilizar redes sociais, de forma direta ou por intermédio de terceiros.

 

 

Na decisão, Moraes afirmou que o regime domiciliar não pode ser utilizado para conceder "privilégios" incompatíveis com a legislação nem justificar o descumprimento de ordens judiciais. O ministro destacou que a vedação também alcança a atuação dos advogados do ex-presidente, entre eles Flávio, que está habilitado no processo.

 

 

A defesa de Jair Bolsonaro sustentou ao STF que a divulgação da carta ocorreu sem conhecimento prévio do ex-presidente e negou qualquer tentativa de burlar as medidas cautelares impostas pela Corte.

VÍDEO: "Só estava querendo uma desculpa para acabar de enterrar meu pai vivo", diz Flávio sobre Alexandre de Moraes
Foto: Reprodução / Youtube via Flow News

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (15) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes utilizou a divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro (PL) como justificativa para ampliar as restrições impostas ao ex-presidente. O parlamentar declarou que o magistrado "só estava querendo uma desculpa para acabar de enterrar meu pai vivo".

 

A declaração ocorre após Moraes determinar a suspensão, por 90 dias, das visitas de Flávio ao pai. A medida foi tomada depois que o senador leu publicamente uma carta de Bolsonaro e divulgou o conteúdo nas redes sociais, o que, segundo o ministro, contrariou as restrições judiciais impostas ao ex-presidente.

 

Durante a entrevista, Flávio afirmou que a punição não tem justificativa e alegou que a decisão busca manter Bolsonaro incomunicável. Segundo ele, a restrição prejudica a articulação política do grupo e impede o contato do ex-presidente com familiares e integrantes de sua defesa.

 

"Ele só estava querendo uma desculpa para acabar de enterrar meu pai vivo. Não tem nenhuma lógica querer me dar essa punição de 90 dias sem falar com ele, a não ser a vontade do Alexandre de Moraes de deixá-lo incomunicável", afirmou Flávio durante entrevista ao Flow News.

 

O senador também afirmou que Bolsonaro já enfrentava limitações para receber visitas e citou que até familiares precisavam de autorização judicial para encontrá-lo. Além disso, disse que o irmão do ex-presidente, Renato Bolsonaro (PL), aguarda uma decisão do STF sobre um pedido para visitá-lo, classificando a ação como "sem pé nem cabeça".

 

Mais cedo, a defesa de Jair informou ao STF que o ex-presidente não sabia que a carta seria divulgada por Flávio. O documento foi apresentado em resposta à determinação de Alexandre de Moraes para esclarecer a divulgação da carta.

 

ASSISTA:

Defesa diz ao STF que Bolsonaro não sabia que carta seria divulgada por Flávio
Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (15), que ele não tinha conhecimento de que a carta entregue ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seria divulgada publicamente. A manifestação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou na condenação do ex-chefe do Executivo.

 

O posicionamento responde à determinação de Moraes, que concedeu prazo de 48 horas para esclarecimentos após o documento ser lido por Flávio e posteriormente publicado nas redes sociais. Na mesma decisão, o ministro suspendeu por 90 dias as visitas do senador ao pai por entender que houve descumprimento das medidas cautelares impostas.

 

Na petição, os advogados sustentam que Bolsonaro "jamais soube" que o conteúdo seria tornado público e afirmam que não houve qualquer combinação prévia para divulgação do manuscrito. Segundo a defesa, a decisão de publicar a carta foi tomada exclusivamente por Flávio, sem conhecimento antecipado do ex-presidente.

 

Os defensores também alegam que Bolsonaro tem cumprido rigorosamente as restrições impostas pela Justiça, entre elas a proibição de utilizar aparelhos de comunicação, acessar redes sociais ou divulgar manifestações por intermédio de terceiros. Conforme o documento, a carta foi escrita de forma privada e entregue ao filho durante uma visita autorizada, sem a intenção de que fosse divulgada.

 

VÍDEO: Em live, Flávio se exalta, diz que estuprador "tem que se f..." e acusa Lula de defender criminosos
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu por 90 dias visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma live nas redes sociais na qual perdeu o controle, disparou palavrões e fez pesadas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A live foi ao ar na noite desta segunda-feira (13). 

 

Durante mais de uma hora de live, com uma bandeira do Brasil ao fundo, o pré-candidato a presidente pelo PL alternou momentos de exaltação com promessas eleitorais, e se colocou como um político perseguido por Alexandre de Moraes e o STF. Em um dos momentos de perda de controle, Flávio Bolsonaro disse que em seu governo vai ser duro com estupradores, gritou palavrões e tentou associar o presidente Lula com a defesa de criminosos.

 

 

“Não tem que ter pena desse tipo de vagabundo. Alguém que abusa de mulher, que estupra mulher, que enfia o dedo em uma criança de 12 anos, tem que se fuder. E tem um presidente da República que defende esse tipo de gente”, gritou o senador, acusando Lula, sem apresentar provas, de defender criminosos desse tipo.

 

Em outro momento de sua live, o senador do PL disse que o presidente Lula deseja manter a população na pobreza, e apresentou a si próprio como alguém capaz de enriquecer os brasileiros.

 

“Eu quero que você, pobre, fique rico. Eu quero que você, pobre, fique rico. O Lula quer que você, pobre, permaneça pobre e fique pobre”, declarou.

 

Na sequência, Flávio ironizou pessoas que atribuem conquistas pessoais aos governos petistas.

 

“Eu vejo as postagens: ‘Tudo que eu tenho eu devo ao Lula’. Aí você vai ver o que a pessoa tem, a pessoa não tem nada. ‘Tudo que eu tenho eu devo ao Lula’. Aí a pessoa não tem nada. Gente, não tem lógica. O Lula é o pai dos ricos”, completou Flávio Bolsonaro.

 

Nas redes sociais, parlamentares e influenciadores bolsonaristas exaltaram o tom agressivo do pré-candidato do PL. 

 

“Bolsonaro está de volta”, disse o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), comentário feito também por diversos outros bolsonaristas. 

Jair Bolsonaro oficializa Flávio como porta-voz e pede união da direita após crise no PL
Foto: Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu porta-voz e seu pré-candidato à Presidência da República. A decisão foi anunciada neste sábado (11), por meio de uma carta escrita por Bolsonaro e lida pelo filho após um encontro entre os dois, em meio à crise interna enfrentada pelo partido.

 

No documento, Jair afirma que o primogênito é a "melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento" e diz confiar no senador para representá-lo politicamente. O texto também defende que apoiadores deixem de lado divergências e se unam em torno do projeto eleitoral para 2026.

 

Durante a leitura da carta, Flávio afirmou que a definição busca evitar "falas conflituosas ou direções diferentes" entre lideranças da direita. O senador ainda sugeriu que há grupos tentando enfraquecer sua pré-candidatura e convocou militantes a defenderem o projeto nas redes sociais e em outros canais de comunicação.

 

ASSISTA:

 

O anúncio acontece após o desgaste provocado por vídeos publicados pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Nas gravações, ela criticou a aliança do PL no Ceará com Ciro Gomes (PSDB) e fez reclamações sobre a condução política dos filhos de Jair Bolsonaro.

Sóstenes Cavalcante diz que Michelle ensinou Bolsonaro a beijar e revela bastidores do início do relacionamento
Foto: Carolina Antunes / PR

Uma declaração do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) sobre a vida pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou atenção após ser revelada em um podcast sobre a trajetória de Michelle Bolsonaro. Segundo o parlamentar, a ex-primeira-dama precisou ensinar o marido a beijar quando os dois iniciaram o relacionamento.

 

De acordo com a jornalista Adriana Negreiros, responsável pelo podcast lançado pelo UOL, Sóstenes afirmou que Bolsonaro "não sabia beijar" e que Michelle foi responsável por ajudá-lo. "Ela ficou dando deu aula para ele aprender a beijar na boca, porque ele não sabia. Ela foi perseverante", relatou o deputado.

 

Durante a entrevista, Adriana também contou detalhes sobre a vida de Michelle antes de conhecer o ex-presidente. Segundo ela, a ex-primeira-dama trabalhava na vinícola Aurora, em Brasília, onde fazia demonstrações de vinhos e conheceu o brigadeiro da Aeronáutica Átila Maia, com quem manteve um relacionamento por cerca de um ano. 

 

Ainda conforme a jornalista, foi o próprio militar quem incentivou Michelle a buscar uma oportunidade de trabalho na Câmara dos Deputados, apresentando-a a um parlamentar. Nesse período, ela conheceu Jair Bolsonaro. 

 

OUÇA A FALA DE SÓSTENES:

PF apreende espingarda registrada em nome de Bolsonaro no RS
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Polícia Federal apreendeu, nesta quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O armamento foi localizado na casa de um homem em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul. O homem teria procurado voluntariamente à Polícia Federal para informar que estava com a arma e demonstrar interesse em entregá-la.

 

Segundo informações do g1, o armamento era o último da relação de armas vinculadas ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhido e agentes da PF se deslocaram até o endereço para recolher o armamento e adotar as medidas cabíveis.

 

A ação faz parte de uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O ministro entendeu que a permanência de armas na posse de Bolsonaro é uma situação incompatível com a medida de prisão domiciliar. Após solicitar a entrega das armas, Moraes também autorizou buscas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

 

Nesta quarta, o mandado previa a busca e apreensão de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro. Nada foi encontrado. O representante da Suprema Corte destacou que a ação foi motivada por informações desencontradas quanto ao número de armas em nome do ex-presidente.

 

"Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, circunstância que evidencia, em tese, o descumprimento da determinação judicial e recomenda a adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado", afirmou Moraes.

 

Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes inicialmente por 90 dias, e, posteriormente, prorrogada.

PF faz buscas por armas e munição na casa de Bolsonaro
Foto: Ton Molina/STF

A Polícia Federal (PF) fez buscas por armas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (8), segundo informou a defesa dele. Além de armamentos, mandado previa a busca e apreensão de munição, acessórios e documentos de registro, mas, ainda segundo os advogados do ex-presidente, nada foi encontrado.

 

O advogado João Henrique de Freitas, que é ex-assessor de Jair e faz parte da defesa, divulgou o ocorrido em uma publicação no X. Ele escreveu que “é lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”. 

 

 

Ele afirma ainda que a ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A ação foi confirmada pela Polícia Federal, mas os investigadores não deram detalhes.

Exército nega estar com duas de oito armas de Bolsonaro; restante do arsenal foi entregue à PF
Foto: Ton Molina / STF

O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que entregou à Polícia Federal as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estavam sob sua guarda. O comando também informou que duas das oito armas que, segundo a defesa do ex-presidente, estariam no Batalhão de Polícia do Exército não se encontram sob a posse do Exército.

 

Após a divulgação da nota do Exército, na noite desta segunda-feira (6), a defesa de Bolsonaro disse que fez uma nova verificação no armamento do ex-presidente e afirmou que a outra arma, uma espingarda, está em uma importadora no Rio Grande do Sul. A arma teria sido um presente ao ex-presidente e que não chegou a ser retirada por Bolsonaro.

 

Segundo o G1, a outra arma não entregue possui o mesmo da arma do ex-presidente que foi apreendida em uma blitz em Brasília com um militar do Exército que atuava na segurança do ex-presidente.

 

ENTREGA DAS ARMAS 
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega, para a Polícia Federal, de 8 armas de propriedade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estão, segundo advogados, com o Exército.

 

O ministro do STF deu a ordem após a defesa de Bolsonaro informar na sexta-feira (3) que essas armas estavam no Batalhão de Polícia do Exército.

 

Diante da decisão de Moraes, a defesa de Bolsonaro informou que, dessas 10 armas, duas já haviam sido entregues para a Polícia Federal em abril de 2023, após ordem do Tribunal de Contas da União (TCU). Outras oito, disseram os advogados ao STF, estavam com o Batalhão de Polícia do Exército.

Moraes dá 48 horas para Exército entregar armas de Bolsonaro à PF
Foto: Felipe Sampaio / STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta segunda-feira (6) que o Comando do Batalhão de Polícia do Exército entregue à Polícia Federal as oito armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estão sob sua guarda. O ministro definiu um prazo de 48 horas para a entrega, em Brasília.

 

Na última sexta-feira (3) Moraes determinou que todo o arsenal vinculado ao ex-presidente fosse entregue à PF pela defesa após decidir mantê-lo em prisão domiciliar. Na decisão, o ministro considerou "incompatível" a manutenção da posse de armas de fogo por Bolsonaro enquanto ele cumpre pena criminal. As informações são da CNN. 

 

Ainda na sexta-feira, porém, a defesa informou ao STF que duas armas da marca Caracal já haviam sido entregues em 2023, em cumprimento a uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da União). Outras oito, segundo os advogados, estão acauteladas no Batalhão de Polícia do Exército.

 

Em resposta a medida, a defesa chegou a indicar os nomes de um advogado e de um segurança que fariam a retirada do armamento do Batalhão para viabilizar a entrega à PF dentro do prazo estabelecido.

 

Já nesta segunda, Alexandre de Moraes decidiu transferir a responsabilidade diretamente ao Comando do Batalhão, dispensando a necessidade de que a defesa retire as armas antes de entregá-las à Polícia Federal. 

 

O ministro também determinou que a Polícia Federal confirme se as duas armas da marca Caracal mencionadas pela defesa estão, de fato, sob sua guarda, conforme informado pelos advogados. Além da entrega do arsenal, Moraes determinou na sexta a revogação do Certificado de Registro de CAC de Bolsonaro.

Jair Renan Bolsonaro oficializa pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina
Reprodução / Instagram @bolsonaro_jr

O vereador de Balneário Camboriú, Jair Renan Bolsonaro (PL), oficializou neste domingo (5) sua pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina nas eleições de 2026. O anúncio foi feito por meio das redes sociais. Na publicação, o filho caçula do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende dar continuidade ao legado político do pai e defender os valores do grupo político ao qual pertence.

 

"Cumprindo a missão que meu pai, Jair Messias Bolsonaro, me deu: continuar lutando pelos brasileiros e defender os valores que sempre nos uniram", escreveu.

 

Após viver entre Brasília e Rio de Janeiro, Jair Renan transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina e iniciou sua trajetória política em 2024, quando foi eleito vereador em Balneário Camboriú com a maior votação do município.

 

CONFIRA:

Alexandre de Moraes mantém Bolsonaro em prisão domiciliar e determina entrega de armas em até 48 horas
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar após o encerramento do prazo inicial de 90 dias da medida. Na mesma decisão, o magistrado determinou que Bolsonaro entregue todas as armas de fogo em até 48 horas.

 

Segundo o g1, o prazo da prisão domiciliar havia terminado na última quinta-feira (25), e a decisão sobre a continuidade da medida era aguardada ao longo desta semana.

 

Na decisão, Moraes afirmou que a manutenção da prisão domiciliar é justificada pelas circunstâncias do caso. "No presente momento, a manutenção de prisão domiciliar humanitária mostra-se razoável, adequada e proporcional, sobretudo porque, afastados os fatores impeditivos anteriores e presentes as excepcionalidades humanitárias, é possível sua concessão mesmo para os condenados em regime fechado", escreveu o ministro.

 

Antes de ser colocado em prisão domiciliar, Bolsonaro permaneceu detido na Superintendência da Polícia Federal. Em 15 de janeiro deste ano, foi transferido para uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

 

Entre os fatores considerados por Alexandre de Moraes para a manutenção da medida estão o estado de saúde do ex-presidente e a conduta durante o período em que permaneceu em casa. Um dos episódios analisados foi a apreensão, em 15 de junho, de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal. A arma estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e, segundo a ocorrência, não estava acompanhada do certificado de registro no momento da fiscalização. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.

 

Em depoimento, Bolsonaro afirmou que a arma é de propriedade dele e declarou que havia solicitado apenas um conserto no armamento. O ex-presidente também disse que mantinha a arma na residência dele por motivos de segurança. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou entendimento de que a análise sobre eventual falta grave deve considerar o resultado final das investigações.

 

Nos últimos dias, a defesa de Bolsonaro sustentou ao Supremo que não houve irregularidade na posse da arma e que o episódio não deveria impedir a continuidade da prisão domiciliar. Segundo os advogados, o armamento estava regularmente registrado e o ex-presidente não foi comunicado sobre eventual suspensão ou cancelamento do registro.

Defesa de Bolsonaro pede ao STF manutenção da prisão domiciliar
Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a manutenção da prisão domiciliar. Em manifestação encaminhada nesta sexta-feira (3) ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados sustentam que não houve falta disciplinar grave relacionada à apreensão de uma arma com um dos seguranças particulares do ex-chefe do Executivo.

 

No documento, a defesa afirma que a Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que a arma estava devidamente registrada e decidiu não indiciar Bolsonaro, entendendo que ele não praticou crime. Os advogados também destacam que o ex-presidente não pretende reaver o armamento apreendido.

 

"Os elementos agora produzidos apenas reforçam as razões já deduzidas pela defesa acerca da inexistência de falta grave, da regularidade do registro da arma e da completa excepcionalidade da situação", afirmaram os advogados.

 

A manifestação também reforça que o estado de saúde de Jair deve ser considerado na análise do pedido. Segundo a defesa, o ex-presidente ainda se recupera de uma pneumonia bacteriana após passar por cirurgia.

 

O político foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado. Posteriormente, obteve autorização para cumprir prisão domiciliar por 90 dias em razão de seu quadro clínico. Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se o benefício será mantido ou se o ex-presidente retornará ao sistema prisional.

Flávio Bolsonaro pede aos EUA adiamento de tarifa sobre produtos brasileiros até após as eleições
Vittor Sales / Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) encaminhou um documento ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) solicitando que a aplicação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros seja adiada para depois das eleições presidenciais. No texto, o parlamentar argumenta que a medida pode favorecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Segundo Flávio, a adoção das tarifas neste momento daria ao governo federal uma "vitória política", além de prejudicar interesses econômicos dos próprios Estados Unidos. O senador também sustenta que a postergação da medida evitaria que a decisão fosse interpretada como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro.

 

No relatório, o parlamentar afirma que pesquisas de opinião indicam crescimento de Lula após o anúncio das sobretaxas e cita esse cenário para defender que a pressão comercial tem fortalecido o presidente. O primogênito de Jair Bolsonaro (PL) também declarou que pretende participar de uma audiência pública do USTR, marcada para 7 de julho, em Washington, para apresentar seus argumentos.

 

Além do pedido de adiamento das tarifas, o senador defendeu no documento a manutenção do Pix, classificado por ele como uma das principais realizações do governo Bolsonaro, e sugeriu que os Estados Unidos adotem outras medidas contra autoridades brasileiras, como sanções individuais e restrições de vistos, em vez de impor novas tarifas comerciais ao Brasil.

Michelle descarta apoio a Flávio sob qualquer hipótese após reunião com Valdemar e pode ir ao Senado pelo DF
Foto: Beto Barata

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teve uma longa conversa nesta terça-feira com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Do encontro saiu a possibilidade de ela concorrer ao Senado pelo Distrito Federal, mas também a negativa definitiva de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Palácio do Planalto.

 

Segundo apuração de Lauro Jardim, a crise entre madrasta e enteado, que explodiu há exatamente uma semana, tornou-se um peso que Flávio terá de carregar até o dia da eleição, em um momento em que ele precisa melhorar seu desempenho nas pesquisas justamente entre as mulheres e, especialmente, entre as evangélicas.

 

A chance de reconciliação entre os dois é zero, de acordo com interlocutores de Michelle. Nos últimos dias, além de garantir que não estará ao lado de Flávio nesta campanha, ela tem afirmado que a candidatura do senador será abalada em breve por novos escândalos, que, segundo ela, nocautearão sua candidatura.

Pistola de Bolsonaro foi inutilizada pela equipe de segurança com aval de Michelle por causa dos remédios do ex-presidente
Foto: © Carolina Antunes/PR

A arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro e apreendida durante uma abordagem da Polícia Civil do Distrito Federal havia sido inutilizada temporariamente pela própria equipe de segurança, com o aval de Michelle Bolsonaro. 

 

A medida foi tomada em razão da grande quantidade de medicamentos utilizados pelo ex-presidente. As informações são baseadas em relatos de pessoas com acesso à investigação e ao depoimento prestado pelo militar responsável pelo armamento.

 

O carro abordado era dirigido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional e cedido à Casa Civil para atuar na segurança de Bolsonaro. Segundo pessoas próximas à investigação, ele afirmou em depoimento que transportava a arma a pedido do ex-presidente para que fosse consertada. O armamento estava sem o percussor, peça responsável pelo disparo, retirado pela equipe de segurança em decisão tomada em conjunto com familiares e com o conhecimento de Michelle.

 

Ainda segundo o depoimento, o militar afirmou que recolocou o percussor após realizar o conserto, mas que só devolveria a arma mediante autorização de Michelle Bolsonaro. Como ela não estava presente no momento, ele decidiu levar o armamento para casa para fazer a manutenção antes de entregá-lo ao ex-presidente. Após prestar depoimento, o militar foi liberado.

Semana tem Lula no Mercosul e na Bahia, jornada 6x1 e pauta-bomba no Congresso e decisão sobre prisão de Bolsonaro
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Depois de uma semana esvaziada por conta dos festejos de São João, os próximos dias em Brasília prometem muita movimentação, principalmente por conta da proximidade do recesso parlamentar do Congresso Nacional, que se inicia no dia 19 de julho. O governo federal tenta acelerar a votação de projetos de seu interesse, como a mudança na jornada 6x1, ao mesmo tempo em que tenta barrar as chamadas “pautas-bombas”, que criam novas despesas e impactam as contas públicas. 

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu realizar um debate temático nesta semana para discutir o projeto que muda a jornada de trabalho no país. Entretanto, ainda não é possível saber se ele enviará o projeto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para dar prosseguimento à tramitação da matéria.

 

Já o presidente Lula terá uma semana com compromissos no Paraguai, onde participa da reunião dos líderes do bloco do Mercosul, e também na Bahia. Lula não acompanhará o cortejo do dia 2 de julho em Salvador, mas no dia anterior anunciará investimentos e programas na Bahia, além de tomar parte na reinauguração do Teatro Castro Alves. 

 

No Judiciário, são aguardadas decisões sobre uma eventual investigação com foco no financiamento do filme “Dark Horse” pelo banqueiro Daniel Vorcaro, e a respeito da permanência ou não do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar. A decisão será tomada pelo ministro Alexandre de Moraes com base em entendimento firmado pela Procuradoria-Geral da República.

 

Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula abriu a semana nesta segunda-feira (29) participando de uma solenidade no Palácio do Planalto para o anúncio do programa Desenrola Adimplentes, nova modalidade da política de crédito do governo voltada a consumidores que mantêm as contas em dia. O anúncio contou com a participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

 

O programa Desenrola Adimplentes busca oferecer condições mais vantajosas de crédito para pessoas que, embora não estejam inadimplentes, seguem comprometendo parte significativa da renda com empréstimos contratados em momentos de juros elevados.

 

A agenda do presidente Lula nesta segunda prevê ainda uma reunião com o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira.  No restante do dia não há previsão de compromissos para o presidente, em virtude do jogo da seleção brasileira contra o Japão. 

 

Já nesta terça (30), o presidente Lula embarca para Assunção, no Paraguai, onde vai participar da abertura da cúpula do Mercosul. O encontro reunirá os líderes dos países membros e associados do bloco para discutir medidas de aprofundamento da integração regional, fortalecimento do comércio, agenda social e desenvolvimento.

 

A sessão de chefes de Estado ocorrerá na manhã de terça, com participação do presidente Lula e dos demais líderes da região. Entre os avanços previstos para a cúpula está a assinatura do acordo que permitirá o reconhecimento da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento válido para ingresso nos países do Mercosul e Estados Associados. 

 

Também será firmado um protocolo de reconhecimento mútuo de meios de identificação e autenticação eletrônica, aproximando sistemas digitais como o GOV.BR dos mecanismos adotados pelos demais países do bloco.

 

Na área de segurança cidadã, o Brasil apresentará uma proposta de pacto regional de combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres. A iniciativa se soma aos esforços já em andamento para implementação da Estratégia Mercosul contra o Crime Organizado Transnacional, considerada prioritária para os países da região.

 

Outro destaque da reunião será o anúncio do aumento da contribuição brasileira ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), instrumento criado para reduzir desigualdades entre os países do bloco por meio do financiamento de obras de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e projetos sociais.

 

Na quarta (1º), o presidente Lula vai a Salvador, onde participará da cerimônia que marcará o início das obras da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, em Vera Cruz. Incluída no Novo PAC, a obra terá 12,4 quilômetros de extensão e é considerada um dos principais projetos de infraestrutura do governo federal na Bahia.

 

No mesmo dia, Lula vai participar da reabertura do Teatro Castro Alves, e depois vai liderar uma cerimônia de anúncio de investimentos do governo federal para o estado da Bahia. Os anúncios estão no âmbito do Novo PAC e serão nas áreas de energia, habitação, educação, saúde e patrimônio histórico baiano. 

 

No programa Luz Para Todos, os investimentos serão na ordem de R$ 1,5 bilhão, com a meta de levar energia a todos os baianos até 2026. Municípios do estado receberão mais de 5.700 unidades habitacionais, com recursos de R$ 882 milhões. Na saúde, R$ 90 milhões serão aplicados em quatro novas policlínicas, nas cidades de Camaçari, Remanso e Itapetinga.

 

Além disso, mais R$ 50 milhões serão investidos em obras e projetos voltados para a preservação do patrimônio cultural. E no setor de educação, haverá anúncios de expansão e fortalecimento de institutos e universidades federais. 

 

Na quinta (2), o presidente Lula não deve participar do tradicional cortejo em comemoração à independência da Bahia. A equipe médica do presidente considerou que o esforço físico e o risco de insolação durante a caminhada pelas ruas da capital baiana poderiam ser prejudiciais.

 

PODER LEGISLATIVO

 

Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) convocou reunião de líderes para esta terça (30), com objetivo de discutir a pauta de votações no plenário nesta semana. Motta quer costurar um acordo com os líderes para votar propostas que considera prioritárias, como o PLP 108/21, que aumenta o valor de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs), além do projeto que regulamenta a inteligência artificial (PL 2338/23) e o que criminaliza a misoginia (PL 896/23).

 

A correção dos limites de faturamento de pequenas empresas vem sendo negociada com o governo e deve ser tema de debate de sessão solene em homenagem ao Dia das Micro e Pequenas Empresas, marcada para quarta (1º). O governo fala inclusive em enviar nesta semana ao Congresso uma proposta alternativa para reajustar o teto de faturamento anual do MEI do limite atual de R$ 81.000 para uma faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil, com implementação escalonada até 2028, além de permitir a contratação de até dois funcionários.

 

A pauta do plenário da Câmara já conta com matérias que restaram na semana retrasada, como um requerimento de urgência para o projeto que reduz a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina (PL 849/25); e projetos como o que institui o Programa Nacional de Assistência Integral às Pessoas com Epilepsia (PL 5538/19); e o que autoriza a instalação, em todo o território nacional, de câmeras de reconhecimento facial nas estações ferroviárias e rodoviárias (PL 1828/23).

 

Outro projeto que deve ser votado nesta semana amplia o controle sanitário e as punições para fraudes e publicidade enganosa de suplementos alimentares (PL 5229/25). Também pode ser votado projeto que trata do tempo máximo de espera para atendimento de crianças e adolescentes no sistema de saúde (PL 192/26).

 

O plenário ainda pode votar uma proposta de emenda à Constituição (PEC 253/16) que autoriza entidade de representação de municípios de âmbito nacional a propor ação direta de inconstitucionalidade (ADI) e ação declaratória de constitucionalidade (ADC).

 

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) quer iniciar uma ampla discussão sobre o projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1. Apesar de ainda não ter enviado a proposta para a Comissão de Constituição e Justiça, Alcolumbre programou uma sessão de debate, na próxima quarta (1º), no plenário. 

 

Vão participar do debate a deputada Erika Hilton (PSOL) e o deputado Reginaldo Lopes (PT), autores dos projetos que estão sendo analisados no Congresso, além de representantes das centrais sindicais e a nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT). A avaliação é que a sessão temática é a primeira sinalização dada por Alcolumbre de que a proposta deve ser encaminhada à CCJ nos próximos dias, para poder seguir sua tramitação e ser apreciada e votada.

 

Para a sessão plenária de terça (30), o presidente do Senado agendou a primeira sessão de discussão da PEC 14/2021, que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. A proposta é chamada pelo governo federal de “pauta-bomba”, por ter um impacto nas contas públicas de cerca de R$ 3 bilhões ao ano.

 

O projeto deve passar por cinco sessões de discussão antes de ser votado em primeiro turno no plenário. Depois a PEC terá que passar por três sessões de discussão e votação em segundo turno. 

 

PODER JUDICIÁRIO

 

O Judiciário inicia na próxima quarta (1º) o seu recesso de maio de ano, que vai até o dia 31 de julho. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou um último julgamento no plenário, na quarta, com uma pauta reduzida de temas a serem apreciados pelos ministros.

 

O STF terá a continuidade do julgamento de duas ações que questionam vários dispositivos das alterações na Lei de Improbidade administrativa. Já foram analisados pontos como a sanção da perda da função pública, a indisponibilidade de bens, a inversão do ônus da prova, a responsabilização de múltiplos réus e a comunicabilidade com a esfera penal. 

 

No plenário virtual, os ministros do STF julgam o processo que consolidou o entendimento de que a aposentadoria compulsória com remuneração proporcional não pode mais ser aplicada como punição disciplinar a magistrados. A decisão pode alterar a forma de responsabilização de juízes acusados de faltas graves, prevendo a perda definitiva do cargo e da remuneração mediante processo judicial específico.

 

Também nesta semana pode sair a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar desde março. A defesa aguarda a análise do pedido que deve ocorrer nesta quarta (1º), após a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e acredita que a decisão deverá ser tomada nos próximos dias. 

 

Caso o regime domiciliar não seja mantido, Bolsonaro poderá retornar ao cumprimento da pena na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.

 

É aguardado ainda para esta semana o envio, pelo ministro André Mendonça, de pedido de manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre a necessidade ou não de investigação de repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A PGR deve se manifestar se é o caso de uma abertura de inquérito, por exemplo, ou se ainda há necessidade de diligências preliminares. Ou, ainda, se o caso deve ser arquivado.

 

O envio à Procuradoria é praxe nesse tipo de caso, já que o pedido de apuração foi enviado ao Supremo Tribunal Federal por um parlamentar, o deputado Lindbergh Farias (PT). 
 

PGR defende aguardar investigação sobre arma apreendida antes de decidir situação de Bolsonaro
Carolina Antunes / PR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta quinta-feira (25) que o Supremo Tribunal Federal (STF) aguarde a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal sobre a arma apreendida em uma blitz antes de avaliar se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cometeu uma falta grave durante o período de prisão domiciliar.

 

A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Segundo Gonet, as investigações ainda estão em fase inicial e, por isso, não há elementos suficientes para concluir que Bolsonaro tenha descumprido as condições impostas pela medida cautelar.

 

Com o parecer da PGR, a defesa de Bolsonaro terá 48 horas para apresentar manifestação. Em seguida, caberá a Alexandre de Moraes decidir se prorroga ou revoga a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente. O prazo inicial de 90 dias venceu nesta quinta-feira, mas a medida permanece válida até nova decisão judicial.

Moraes avalia revogar prisão domiciliar de Bolsonaro após apreensão de arma de fogo
Foto: Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, indicou que pode encerrar o regime de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão fundamenta-se na possibilidade de Bolsonaro ter cometido uma “falta grave” ao manter uma arma em sua residência enquanto cumpre pena. 

 

A controvérsia teve início na última segunda-feira (15), quando uma pistola Glock 9mm, registrada em nome do ex-presidente, foi apreendida pela Polícia Militar durante uma blitz no Distrito Federal. O armamento estava em um veículo conduzido por um militar do Exército que atua na segurança de Bolsonaro.

 

Em despacho proferido nesta quarta-feira (24), Moraes ressaltou que, de acordo com a Lei de Execução Penal, comete falta grave o preso que possui "instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem" de forma indevida. O ministro destacou que a consequência direta dessa infração pode ser a cessação da prisão domiciliar. 

 

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária devido ao seu estado de saúde. Em depoimento à Polícia Civil, Bolsonaro admitiu que a arma estava em sua casa durante o cumprimento da prisão. O ex-presidente justificou a posse afirmando que "tinha três mulheres em casa" e que "não podia ficar desarmado". Segundo sua defesa, o militar parado na blitz estava apenas levando a pistola para conserto a pedido de Bolsonaro e não havia uma decisão judicial específica que obrigasse a entrega de seus armamentos.

 

A conduta de Bolsonaro e do militar envolvido está sendo analisada por investigadores, que avaliam se o caso se enquadra em uma infração administrativa ou em violação do Estatuto do Desarmamento. Antes de tomar uma decisão definitiva sobre o regime prisional, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Bolsonaro se manifestem sobre o episódio. 

Paris Filmes recusa proposta para estar à frente da distribuição de Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro
Foto: Divulgação/Dark Horse

Em meio a um debate interno na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o melhor momento para a estreia do filme “Dark Horse”, se antes ou depois das eleições, a Paris Filmes, considerada uma das maiores distribuidoras cinematográficas do Brasil e da América Latina, recusou uma proposta para estar à frente da exibição mundial da biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

 

De acordo com informações obtidas pelo SBT News, a Go Up, produtora responsável pelo longa-metragem, afirmou que as negociações de distribuição “fazem parte da estratégia comercial do projeto e seguem em andamento”. Outras empresas do setor estão sendo procuradas, mas, segundo pessoas próximas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nenhum contrato foi fechado até o momento.

 

Após a publicação da matéria, a Paris Filmes confirmou ao SBT News que decidiu não avançar com a distribuição do filme.

 

“A Paris Filmes informa que, como distribuidora atuante no mercado cinematográfico brasileiro, é frequentemente procurada por produtoras nacionais e estrangeiras para avaliar oportunidades de distribuição de diversos projetos. Nesse contexto, a empresa foi contatada há um tempo para avaliar eventual interesse comercial na distribuição do filme Dark Horse”, diz o comunicado da empresa. 

 

“Após análise interna, a Paris Filmes decidiu não avançar com a distribuição do longa. A distribuidora esclarece que não há negociação em curso, compromisso firmado ou contrato de distribuição relacionado ao filme”, finaliza a distribuidora internacional.

 

A princípio, o lançamento do filme “Dark Horse” estava previsto para acontecer antes das eleições presidenciais, marcadas para o início de outubro. Problemas financeiros na reta final da produção somados ao temor do impacto político na candidatura de Flávio Bolsonaro adiaram a data de estreia.

 

Segundo informações do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o temor de aliados do senador Flávio Bolsonaro é que a chegada da produção aos cinemas reabra as especulações sobre as relações entre o presidenciável e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro defende que o filme, exibido ao público pela primeira vez na semana passada, em Las Vegas, vai ajudar a eleger seu irmão.
 

Pesquisas mostram que Lula pode repetir 2022 no Nordeste, quando obteve 12,5 milhões de votos a mais que Bolsonaro
Foto: Montagem com foto do Bahia Notícias e de divulgação do PL

As mais recentes pesquisas realizadas nos nove estados do Nordeste mostram que nas eleições deste ano, pode vir a se repetir o panorama observado em 2022, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva recebeu grande quantidade de votos na região, o que acabou garantindo a sua vitória contra o então presidente Jair Bolsonaro, que tentava se reeleger.

 

No segundo turno da eleição passada, Bolsonaro foi vitorioso sobre Lula nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O líder petista, entretanto, fechou o segundo turno com 69,34% dos votos válidos contra 30,66% do então presidente. 

 

A diferença de votos obtida no segundo maior colégio eleitoral do país levou Lula a ganhar a disputa com apenas 1,8% de diferença para Bolsonaro. O candidato do PT recebeu cerca de 12,5 milhões de votos a mais que Jair Bolsonaro, diferença que anulou a vantagem obtida nas outras regiões pelo candidato à reeleição. 

 

Levantamento do Bahia Notícias com base nas pesquisas mais recentes divulgadas nos nove estados do Nordeste mostram que em relação a Flávio Bolsonaro, o presidente Lula não conta com uma vantagem tão folgada quanto obteve em 2022. Os números, porém, mostram que Lula ganha com folga nas simulações de segundo turno contra o candidato do PL, vantagem que pode ser decisiva no cômputo final de votos.

 

Para esse levantamento, as pesquisas citadas foram realizadas em um período máximo de um mês e meio. Apenas no estado de Alagoas a pesquisa citada foi divulgada no mês de janeiro, por conta de decisões da Justiça Eleitoral que retiraram de circulação sondagens de alguns institutos. 

 

Confira abaixo como está a disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro nos nove estados do Nordeste.

 

Bahia

 

Lula 57% x 33,7% Flávio Bolsonaro

Futura/Apex (05/5)

 

Maranhão

 

Lula 61,6% x 31,8% Flávio Bolsonaro

AtlasIntel (15/5)

 

Piauí 

 

Lula 67,3% x 20,6% Flávio Bolsonaro

AtlasIntel (22/6)

 

Ceará

 

Lula 55,8% x 31,8% Flávio Bolsonaro

AtlasIntel/Focus (17/6)

 

Rio Grande do Norte

 

Lula 61,1% x 31,8% Flávio Bolsonaro

AtlasIntel/94 FM (29/5)

 

Paraíba

 

Lula 58% x 30% Flávio Bolsonaro

Big Time Real Data (27/5)

 

Pernambuco

 

Lula 62% x 30% Flávio Bolsonaro

Datafolha (29/5)

 

Alagoas

 

Lula 45% x 22% Flávio Bolsonaro

TDL Pesquisa (29/1)

 

Sergipe

 

Lula 62% x 26% Flávio Bolsonaro

Real Time Big Data (26/5)

 

Veja a seguir como foi o quadro de vitórias do líder petista contra Jair Bolsonaro nos nove estados do Nordeste no segundo turno das eleições de 2022:

 

Alagoas

 

Lula: 976.8 votos (58.68%)
Bolsonaro: 687.827 votos (41,32%)

 

Bahia

 

Lula: 6.097.815 votos (72,12%)
Bolsonaro: 2.357.028 votos (27,88%)

 

Ceará

 

Lula: 3.807.891 votos (69,97%)
Bolsonaro: 1.634.477 votos (30,03%)

 

Maranhão

 

Lula: 2.668.425 votos (71,14%)
Bolsonaro: 1.082.749 votos (28,86%)

 

Paraíba

 

Lula: 1.601.953 votos (66,62%)
Bolsonaro: 802.502 votos (33,38%)

 

Pernambuco

 

Lula: 3.640.933 votos (66,93%)
Bolsonaro: 1.798.832 votos (33,07%)

 

Piauí

 

Lula: 1.551.383 votos (76,86%)
Bolsonaro: 467.065 votos (23,14%)

 

Rio Grande do Norte

 

Lula: 1.326.785 votos (65,10%)
Bolsonaro: 711.381 votos (34,90%)

 

Sergipe

 

Lula: 862,951 votos (67,21%)
Bolsonaro: 421.086 votos (32,79%)

Em semana esvaziada pelo São João, Lula pode decidir situação de Wagner e Moraes analisa domiciliar de Bolsonaro
Foto: Alessandro Dantas/PT-SF

 

Os festejos de São João prometem esvaziar o Congresso Nacional nos próximos dias e com isso projetos importantes que estão em pauta na Câmara e no Senado ficarão prorrogados para serem discutidos ou votados nas últimas três semanas de trabalho antes do recesso parlamentar. Matérias como a mudança na jornada de trabalho 6x1 estão inclusive ameaçadas de não serem votadas antes das eleições de outubro. 

 

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de olho no prazo final de 4 de julho para a realização de solenidades de inauguração de obras e lançamento de programas oficiais, vai ao Rio de Janeiro e Santa Catarina nesta semana. Nesses estados, Lula terá uma intensa agenda de entrega de obras e anúncio de investimentos. 

 

Mas além da pauta de inaugurações e anúncios, o presidente Lula deve ter uma reunião nesta semana com o seu líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Alvo de operação da Polícia Federal devido às suas relações com Daniel Vorcaro e o Banco Master, Wagner vai definir com Lula a sua permanência ou não na Liderança do Governo. 

 

No Judiciário, a semana também é de definição sobre a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem um importante julgamento sobre a existência ou não de vínculo empregatício entre motoristas e plataformas de aplicativos, e a decisão a ser tomada pelos ministros será aplicada aos milhares de processos que correm na Justiça sobre esse tema. 

 

Confira abaixo um resumo da semana em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula inicia a sua semana no Rio de Janeiro, onde participará de uma série de eventos. O primeiro deles, na manhã desta segunda-feira (22), será o anúncio da adesão do Estado do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (PROPAG). 

 

Ainda pela manhã, Lula segue para a sede do BNDES no Rio de Janeiro. Lá, o presidente participa da solenidade de abertura do Seminário “Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) 74 Anos – Um Novo Banco para a Construção de um Novo Mundo”. 

 

Na parte da tarde, o presidente Lula vai ao Jardim Maravilha, para a cerimônia de anúncio de investimentos do governo federal para periferias, favelas e comunidades urbanas do Rio de Janeiro. No final do dia, Lula estará na cerimônia nacional de premiação da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). 

 

Já nesta terça (23), a agenda do presidente Lula prevê outros compromissos no Rio de Janeiro. O destaque será a solenidade de entrega do novo trecho da estrada na Serra das Araras (RJ).

 

De volta a Brasília, Lula  deve ter uma reunião com o seu líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). No encontro será definida a situação do senador como líder. 

 

A investigação da Polícia Federal que atingiu o senador na última quinta (18) deixou o cargo de líder do governo no Senado na mira. A possibilidade de uma troca na posição ganhou força, mas o congressista resiste, também de olho em se reeleger nas eleições deste ano.

 

A agenda do presidente Lula prevê ainda para esta semana uma viagem na próxima sexta (26) ao estado de Santa Catarina. Está prevista inicialmente uma visita ao Porto de Itajaí. 

 

No calendário da economia, a semana tem como destaque a divulgação, nesta terça (23), da Ata do Copom, com detalhes sobre a decisão tomada na semana passada a respeito da taca básica de juros. O Copom reduziu a Selic de 14,50% para 14,25%, e o mercado financeiro aguarda a Ata para saber se acontecerão novos cortes ou se o ritmo de redução dos juros vai ser interrompido. 

 

Outro destaque da semana será a divulgação, na próxima quinta (25), pelo IBGE, do IPCA-15. O indicador revelará a prévia da inflação oficial no mês de junho. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

A semana no Congresso Nacional deve ser esvaziada por conta dos festejos de São João e pelo jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não marcaram nenhuma sessão de votação no plenário para os próximos dias.  

 

Com a agenda esvaziada nas duas casas do Congresso, pautas de maior peso político devem ficar para a próxima semana, quando líderes partidários tentarão organizar um esforço concentrado antes do início do recesso parlamentar. 

 

As comissões da Câmara e do Senado também devem ter poucas atividades nos próximos dias. Nesta segunda (22), a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara faz visita técnica a hospitais federais do Rio de Janeiro. Em São Paulo, a Comissão de Legislação Participativa promove seminário sobre Justiça do Trabalho, pejotização e fim da escala 6x1.

 

Na terça (23), em Belo Horizonte, uma comissão especial da Câmara realiza seminário sobre o novo enquadramento do microempreendedor individual (MEI) e a atualização do Simples Nacional. Também estão previstos debates sobre trabalhadores da cultura, servidores do Instituto Nacional da Produção Industrial (Inpi), call centers, Defensorias Públicas, inclusão de estudantes com deficiência e preservação do bioma Pampa.

 

Na próxima quinta (25), no Senado, a Comissão de Direitos Humanos promove audiência pública interativa. Na Câmara, a Comissão Externa sobre Feminicídios no Rio Grande do Sul fará visitas técnicas em Porto Alegre para entrega de relatório à Polícia Civil e à Defensoria Pública.

 

Também na quinta, a Comissão de Finanças e Tributação realiza mesa redonda em Poços de Caldas sobre política de terras raras. A Comissão de Comunicação discute a implementação do ECA Digital, enquanto a Comissão de Meio Ambiente debate a preservação do rio Tietê em Penápolis, no interior paulista.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

No Judiciário, um dos destaques da semana é a possível decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Na quarta (24) vence o prazo de 90 dias definido por Moraes quando permitiu que Bolsonaro cumprisse pena em sua residência e se recuperasse de uma internação hospitalar. 

 

A prorrogação do regime domiciliar, no entanto, pode ter sido prejudicada depois que um sargento do Exército foi pego numa blitz em Brasília portando uma arma pertencente a Bolsonaro. Moraes determinou que o ex-presidente preste esclarecimentos à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça (23), em sua casa, e esse depoimento pode ser determinante para a decisão sobre a prisão. 

 

Já no Supremo Tribunal Federal (STF), o destaque da semana é o julgamento, na próxima quarta (24), do RE 1446336 (Tema 1.292), que discute a natureza da relação de trabalho entre motoristas de aplicativo e as plataformas digitais que oferecem esse tipo de serviço. O recurso foi apresentado ao STF pela Uber, que afirma existirem mais de 10 mil processos sobre o tema em tramitação nas diversas instâncias da Justiça do Trabalho.  

 

A empresa questiona decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconheceu a existência de vínculo empregatício entre uma motorista e a empresa. Para a corte trabalhista, a empresa deve ser considerada uma empresa de transporte e não uma plataforma digital.

 

O TST considerou que a subordinação fica caracterizada porque o motorista não possui nenhum tipo de controle em relação ao preço das corridas e ao percentual a ser descontado sobre o valor. A autonomia do trabalhador, destaca a decisão, está restrita apenas à escolha de horários e corridas. 

 

Além disso, a empresa estabelece parâmetros para aceitar determinados motoristas e faz unilateralmente o desligamento do motorista, caso ele descumpra alguma norma interna.

 

No Supremo, a Uber argumenta que a decisão do TST tolhe o direito à livre iniciativa de exercício de atividade econômica e coloca em risco “um marco revolucionário” nos modelos de mobilidade urbana, com potencial de inviabilizar a continuidade de sua atividade.

 

A decisão a ser tomada pelos ministros do STF sobre esse tema passará a ser aplicada a todos os demais processos semelhantes na Justiça.

 

Já para a sessão plenária de quinta (25) está pautada a análise de três ações (ADIs 7493, 7867 e 7869) que contestam normas estaduais de Mato Grosso e da Paraíba sobre emendas parlamentares e reajuste das propostas orçamentárias.

Moraes marca depoimento de Bolsonaro em investigação sobre arma apreendida com agente do GSI
Antonio Augusto / STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (19) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preste depoimento no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em seu nome e localizada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem policial no Distrito Federal.

 

A oitiva foi marcada para o dia 23 de junho, às 15h, e será realizada de forma presencial na residência de Bolsonaro, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária. Segundo Moraes, o procedimento ocorrerá no local devido às restrições impostas ao ex-presidente quanto ao uso de comunicações eletrônicas.

 

O depoimento foi solicitado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), responsável pela investigação conduzida pela 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte. Na mesma decisão, o ministro também determinou que a defesa informe se há um profissional de saúde contratado para acompanhar Bolsonaro durante o período noturno e esclareça se os agentes responsáveis por sua segurança deixam a residência diariamente à noite.

 

A investigação teve início após a apreensão da arma na última segunda-feira (15), durante uma blitz em Taguatinga. O armamento estava com um sargento do Exército vinculado ao GSI, que afirmou aos policiais trabalhar para Bolsonaro e informou que a pistola pertencia ao ex-presidente.
 

Lindbergh pede ao STF que revogue domiciliar de Bolsonaro por ter mantido arma de fogo em cumprimento de pena
Foto: Divulgação/Sindifisco Nacional de Brasília

Em ofício encaminhado nesta quarta-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado petista cita a revelação de que uma arma Glock calibre 9mm, de propriedade do ex-presidente, foi apreendida durante uma blitz em Brasília, em poder de um militar.

 

Segundo o militar vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e cedido à Casa Civil para atuar na segurança de Bolsonaro, a arma seria levada para o reparo. Apesar de ter documentação regular, a pistola foi recolhida pela Polícia Civil, após sua apreensão na blitz, porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo. 

 

No ofício encaminhado a Alexandre de Moraes, Lindbergh Farias afirma que a manutenção de uma arma de fogo no local de cumprimento da custódia por parte de Jair Bolsonaro é incompatível com o benefício concedido a ele pelo STF.

 

“A prisão domiciliar continua sendo prisão. A residência, enquanto durar a medida, não é apenas domicílio privado: é o espaço definido judicialmente para o cumprimento da custódia. Por isso, deve ser compatível com as finalidades da execução penal, com a segurança pública e com a autoridade da condenação”, afirmou Lindbergh.

 

O deputado, que é vice-líder do governo na Câmara, reitera que o episódio deveria ser considerado um impeditivo para a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente. O prazo de 90 dias dado pelo ministro Alexandre de Moraes para a prisão domiciliar vence no próximo dia 25 de junho. 

 

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em documento enviado ao STF nesta quarta, reconheceu ter havido o pedido de ajuda a um militar do Gabinete de Segurança Institucional para o conserto da arma de fogo. Os advogados afirmam que a própria equipe de segurança de Bolsonaro havia deixado a arma de fogo inoperante para evitar riscos, em face das condições de saúde mental do político.

 

“[...] as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário [Jair Bolsonaro], capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante”, diz o documento da defesa.

 

Ainda segundo os advogados, Jair Bolsonaro manipulou a arma, testou o disparo e constatou que “o mecanismo não estava funcionando regularmente”. Por isso, teria pedido que um dos militares que atuam na sua segurança pessoal levassem a pistola para o conserto.
 

Arma registrada em nome de Jair Bolsonaro é apreendida durante blitz no DF
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz na noite desta segunda-feira (15), no Pistão Norte, em Taguatinga. A informação foi divulgada pelo jornal Metrópoles. 

 

O armamento estava na posse de um sargento ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ele foi abordado durante a fiscalização de rotina e conduzido à 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul) para prestar esclarecimentos.

 

Segundo a reportagem, o militar se apresentou como integrante do GSI durante a abordagem policial e apresentou documentação referente ao porte funcional. Ele informou ainda no local que a arma pertenceria a Bolsonaro. Em depoimento, o sargento afirmou que havia retirado o armamento para realizar um reparo mecânico após identificar uma pane que, segundo ele, seria de simples solução. O problema estaria relacionado ao percussor da arma.

 

O relato do militar ainda citou que o armamento foi retirado na segunda-feira (15) e seria devolvido ao proprietário nesta terça-feira (16), após a conclusão do conserto. Apesar de possuir porte de arma, a situação chamou a atenção dos policiais porque o armamento estava registrado em nome de terceiros. 

 

Diante da circunstância, a arma foi apreendida e o caso encaminhado para análise da Polícia Civil. A ocorrência foi registrada na 21ª Delegacia de Polícia, que irá apurar as circunstâncias da posse da arma, a regularidade do transporte do armamento e a documentação apresentada pelo militar.

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro, dono do armamento, está em prisão domiciliar. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado, Bolsonaro começou a cumprir pena em novembro de 2025.

VÍDEO: Flávio visita Bolsonaro e lamenta não poder assistir jogo do Brasil com pai
Foto: Reprodução / Instagram de @flaviobolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), realizou uma visita ao pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste sábado (13), após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em vídeo publicado no X após o encontro, o parlamentar lamentou não poder assistir ao jogo do Brasil na casa em que o pai cumpre prisão domiciliar.

 

"Estou saindo agora da casa do meu pai, mais um dia de visita, dessa vez com a minha esposa, minhas filhas que estavam com saudade aqui do vovô. Está bem o meu pai, firme e forte aqui como sempre, dando todo apoio", afirmou.

 

"Vamos torcer pelo Brasil hoje. Infelizmente não vou poder assistir o jogo junto com ele, mas ele está aqui na torcida pela seleção e pelo Brasil como todos nós", completou.

 

 

A visita de Flávio, esposa e filhos foi autorizada por Moraes na última quinta-feira (11). De acordo com o magistrado, apesar de Bolsonaro estar em um regime específico de visitas por conta de seu estado de saúde, a visita das netas "revela-se compatível com as finalidades da prisão domiciliar e com as condições anteriormente fixadas, contribuindo para a manutenção do suporte familiar indispensável ao adequado cumprimento da pena".

 

O ex-presidente cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão pelo julgamento da trama golpista desde novembro de 2025.

Bolsonaro intensifica tratamento após agravamento de crises de soluço
Marcos Corrêa / PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou agravamento nas crises de soluço registradas nos dias 9 e 10 de junho, segundo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa. De acordo com o documento, a equipe responsável pelo acompanhamento clínico decidiu aumentar a dosagem dos medicamentos utilizados no tratamento após a intensificação dos sintomas.

 

Além disso, foram solicitados exames para identificar possíveis causas relacionadas à recorrência do problema. Entre os procedimentos indicados estão uma endoscopia digestiva alta, uma manometria esofágica de alta resolução e uma pHmetria gástrica. 

 

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde 27 de março, benefício concedido em razão de seu estado de saúde. O ex-presidente também segue em recuperação de um quadro de broncopneumonia e recebe acompanhamento médico por outras condições crônicas.

 

A medida tem prazo inicial de 90 dias e deverá ser reavaliada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do processo. Caberá ao magistrado decidir se Bolsonaro continuará em prisão domiciliar ou retornará ao sistema prisional após o período estabelecido.

Mais de 65% dos brasileiros afirmam que Flávio Bolsonaro errou ao pedir dinheiro para Daniel Vorcaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) errou ao pedir dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa foi a visão da grande maioria dos entrevistados da nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). 

 

De acordo com a pesquisa, 65% disseram que o candidato a presidente do PL errou ao pedir cerca de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para financiar o filme. Já para 17% dos entrevistados pela Genial/Quaest, Flávio Bolsonaro acertou em pedir o financiamento e não viram nada demais na situação. 

 

Em outro questionamento da pesquisa, 60% disseram que, pelo que foi ouvido até aqui, consideraram suspeitas as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Outros 19% acreditaram que as relações entre o senador e o banqueiro foram “normais”, e 21% não sabem ou não responderam. 

 

A Genial/Quaest também perguntou aos brasileiros se o presidenciável Flávio Bolsonaro poderia estar escondendo algum tipo de envolvimento ilegal no caso do Banco Master. Para 58%, Flávio poderia sim estar escondendo informações e ilegalidades, enquanto 27% negaram que ele estivesse envolvido em algo ilegal. 

 

A percepção de que o senador Flávio Bolsonaro “errou” na sua relação com Vorcaro foi majoritária entre lulistas (76%), esquerdistas não lulistas (87%), independentes (67%) e direitistas não bolsonaristas (53%). Entre os bolsonaristas, houve empate entre quem considerou que o pré-candidato devia ter evitado pedir financiamento e quem não viu nada de mais na negociação: 42%.

 

Outro recorte da pesquisa mostrou que 62% dos entrevistados acreditam que o senador do PL sabia que Vorcaro estava envolvido em corrupção, e mesmo assim pediu dinheiro a ele para o filme. Para outros 26%, Flávio Bolsonaro não sabia que Vorcaro seria corrupto.

 

O instituto Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, a pesquisa foi registrada junto à Justiça Federal sob o número BR-07661/2026.
 

Parlamentares pedem que Mendonça inclua financiamento de filme sobre Bolsonaro em inquérito do Banco Master
Fotos: Reprodução / CNJ / Redes Sociais via Instagram @flaviobolsonaro

Parlamentares de esquerda acionaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para solicitar que o financiamento do documentário "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, seja investigado no âmbito do inquérito do Banco Master, sob relatoria do ministro. A informação foi originalmente revelada pelo Lauro Jardim, do jornal O Globo.

 

De acordo com a petição apresentada à Corte, há indícios de conexões entre o núcleo econômico-financeiro ligado ao banco e a produção do longa-metragem, que foi financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os parlamentares também apontam suspeitas envolvendo a produtora e a Organização Não Governamental (ONG) associadas ao filme, além de contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo.

 

RECURSOS PÚBLICOS 
O documento enviado ao STF cita, como exemplo, uma recente operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo que investiga suspeitas de irregularidades no programa municipal "Wi-Fi Livre SP", voltado à instalação de pontos públicos de internet. Entre os alvos dessa apuração em território paulista figuram entidades relacionadas ao documentário "Dark Horse" e a produtora Karina Gama.

 

Outro ponto destacado pelos parlamentares refere-se ao patrocínio de R$ 3,5 milhões concedido pelo município de São Paulo a uma feira gospel. A organização desse evento evangélico também esteve sob a responsabilidade de Karina Gama.

 

Para os autores da petição, as transações financeiras revelam um "eixo comum" e uma possível circulação de verbas públicas e privadas envolvendo o mesmo grupo de pessoas, entidades e estruturas empresariais, o que justificaria a unificação dos casos sob a relatoria do ministro André Mendonça.

 

"A apuração fragmentada pode impedir a compreensão global dos fatos, especialmente quanto à origem, circulação, destino e eventual triangulação de recursos", sustenta trecho da petição à qual o jornal O Globo teve acesso.

 

Os deputados Luciene Cavalcante (Psol) e Carlos Giannazi (Psol), em conjunto com o vereador paulistano Celso Giannazi, solicitaram que o magistrado determine a preservação de todos os documentos, mensagens e registros de comunicação dos envolvidos. Eles também pedem que o STF requisite o envio de inquéritos policiais e processos administrativos em andamento em outros órgãos que versem sobre o tema.


Em outra frente de investigação na Suprema Corte, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste a respeito de um pedido para ampliar o escopo do inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A manifestação solicitada visa avaliar a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro no rol de investigados desse caso.

Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump que PCC e CV sejam tratados como organizações terroristas
Andressa Anholete / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas. A declaração foi dada após reunião entre os dois no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo Flávio, o tema foi tratado diretamente durante o encontro com o presidente norte-americano.

 

“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou o parlamentar durante entrevista coletiva.

 

O senador também criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas relações com os Estados Unidos e disse que atua em direção oposta ao governo federal no debate sobre segurança pública e combate às facções criminosas.

 

Apesar do pedido, Flávio Bolsonaro afirmou que Trump não deu uma resposta definitiva sobre a possibilidade de enquadrar as facções brasileiras como grupos terroristas. “Ele ficou de avaliar”, declarou.

Deputado baiano integra comitiva bolsonarista em viagem aos EUA para encontro com Trump
Divulgação

O deputado estadual baiano Leandro de Jesus (PL), foi convidado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro para integrar a comitiva de parlamentares brasileiros que acompanha a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. O parlamentar já está em solo americano ao lado de Eduardo Bolsonaro.

 

“O Eduardo é diferenciado e consegue ler muito bem a política brasileira. Estamos aqui representando a Bahia para dizer que a esquerda vai perder em outubro”, afirmou o deputado baiano.

 

De acordo com o pré-candidato a deputado federal, o senador Flávio Bolsonaro informou, em ligação neste sábado (23), que deve chegar aos Estados Unidos nos próximos dias para uma reunião com o presidente norte-americano Donald Trump, a convite da Casa Branca.

 

Flávio também afirmou que mantém conversas frequentes com o ex-presidente Jair Bolsonaro e destacou que o grupo deve permanecer mobilizado politicamente. 

VÍDEO: Flávio Bolsonaro publica trailer de "Dark Horse", cinebiografia sobre Jair Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

O trailer do filme “Dark Horse”, cinebiografia que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve bastidores divulgados pelo portal Metrópoles e pelo então pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) ainda na terça-feira (19). A publicação do parlamentar ocorreu após o vídeo vazar nas redes sociais.

 

Confira o trailer abaixo:

 

Antes da divulgação na internet, Flávio Bolsonaro já havia exibido a prévia do longa-metragem durante uma reunião fechada com lideranças do Partido Liberal (PL).

 

Em declaração à imprensa, o senador comentou sobre a recepção do material pelos colegas de partido: "Inclusive eu tive a oportunidade de passar um trailer aqui, na sala, para os parlamentares. Acho que gostaram bastante do trailer de dois minutos", revela.

 


A cinebiografia conta com a direção do cineasta norte-americano Cyrus Nowrasteh, conhecido em Hollywood por conduzir dramas de teor político e religioso, a exemplo de "O Apedrejamento de Soraya M." (2008) e "O Jovem Messias" (2016).

 

A estrutura narrativa do filme se inicia a partir do atentado sofrido por Jair Bolsonaro. A prévia editada destaca momentos marcantes da biografia do ex-presidente, incluindo o período de recuperação hospitalar, debates eleitorais e o casamento com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

 

 

Documentário sobre Jair Bolsonaro reúne lideranças da direita em Salvador
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A estreia do documentário “A Colisão dos Destinos”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reuniu apoiadores e lideranças da direita baiana na noite desta quarta-feira (20), em Salvador. A exibição aconteceu no Shopping da Bahia, e teve ingressos esgotados antes do evento.

 

A produção aborda momentos da vida pública de Bolsonaro, desde a juventude até a eleição presidencial de 2018. A sessão na capital baiana contou com a presença dos deputados Diego Castro e Capitão Alden, ambos do PL. Os parlamentares destacaram a mobilização do público conservador em torno da estreia.

 

Segundo Diego, o interesse pela produção demonstra espaço para conteúdos alinhados ao campo da direita também no setor cultural. “Existe um público que quer consumir conteúdos alinhados com os valores da direita e participar desses espaços. O esgotamento dos ingressos mostra que há interesse das pessoas em acompanhar essa trajetória e fortalecer esse debate também no campo cultural”, declarou o parlamentar.

 

Já Alden afirmou que o cinema é um ambiente importante para debate político e formação de opinião. “A direita precisa ocupar todos os espaços, inclusive os culturais. O cinema também é um ambiente de debate de ideias e de formação de opinião. Esse documentário apresenta fatos importantes da trajetória do presidente Bolsonaro e desperta o interesse de muitas pessoas que acompanharam esse período político do Brasil”, afirmou o deputado federal.

 


Divulgação

 

Durante o evento, os dois parlamentares também manifestaram apoio ao nome de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial de 2026, após a repercussão envolvendo o senador e o empresário Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. 

Caiado critica políticos ligados a Vorcaro e eleva tom em disputa pela direita
Secretaria de Comunicação / Governo de Goiás

O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), endureceu o discurso sobre os desdobramentos do caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro durante participação na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, nesta quarta-feira (20). Sem citar diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL), Caiado afirmou que “político contaminado por Vorcaro não pode ser presidente do Brasil”.

 

A declaração acontece após a divulgação de áudios que mostram o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro cobrando recursos do dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-chefe do Executivo.

 

Durante a fala, Caiado afirmou que o empresário teria influência sobre diferentes setores do poder público e criticou o cenário político nacional. “Você não sabe em quem acredita”, declarou o governador, ao mencionar instituições como Congresso, Supremo Tribunal Federal e Presidência da República.

 

Apesar da repercussão, o pré-candidato do PSD negou que a declaração tenha sido direcionada especificamente a Flávio Bolsonaro. Segundo ele, não costuma fazer “indiretas” e defendeu que é necessário ter responsabilidade para disputar o comando do país.

 

ASSISTA:

Dark Horse: PGR analisa pedido de bloqueio de bilheteria do filme de Bolsonaro bancado por Vorcaro
Foto: Divulgação

O filme 'Dark Horse', que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, está sendo alvo de uma representação enviada à Procuradoria-Geral da República, que pede a abertura de investigação sobre os recursos usados na produção do longa, financiado por parte da fortuna desviada por Daniel Vorcaro.

 

As informações são da coluna de Lauro Jardim, do jornal 'O Globo'.

 

A PGR confirmou o recebimento da representação, que pede para que o órgão adote medidas cautelares para bloquear eventuais receitas de bilheteria do longa no Brasil, e informou que o caso foi encaminhado à Assessoria de Controle Extrajudicial para análise preliminar.

 

A justificativa para o pedido é que o investimento feito no longa pode ter sido de recursos hoje investigados pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal, já que o Banco Master está sendo acusado de cometer uma fraude bilionária.

 

De acordo com a publicação, o argumento central da representação é o de que o aporte feito por Vorcaro no projeto, de R$ 61 milhões, poderia configurar tentativa de ocultação ou circulação de patrimônio em meio às investigações sobre o rombo do banco.

 

No documento, são mencionados ainda as apurações que miram a recuperação de cerca de R$ 50 bilhões atribuídos ao colapso do negócio de Vorcaro, incluindo recursos ligados ao Fundo Garantidor de Créditos e a fundos previdenciários estaduais.

 

Na última terça-feira (19), o longa foi alvo de denúncias de más condições de trabalho durante as gravações realizadas em São Paulo. Ao menos 15 profissionais procuraram o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP) relatando agressões físicas, assédio moral, atrasos salariais e revistas pessoais consideradas constrangedoras nos bastidores da produção.

 

Já no início da semana, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a abertura de uma investigação sobre o financiamento do longa 'Dark Horse', que conta a história de Jair Bolsonaro, para impedir o lançamento da produção antes das Eleições 2026.

Deputado baiano confirma ida aos EUA para encontro com Eduardo Bolsonaro após repercussão do caso “Dark Horse”
Divulgação

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) confirmou que viajará aos Estados Unidos para participar de reuniões com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), em meio à repercussão envolvendo o filme “Dark Horse” e os áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro. Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar afirmou que o encontro, previsto para ocorrer em Dallas, no Texas, terá foco nas eleições de 2026 e não será bancada pelos cofres públicos.

 

“Alguns temas específicos que dizem respeito, por exemplo, às eleições agora de 2026, os desdobramentos dos próximos meses, as nossas estratégias de expansão, de campanha e de busca do resultado que nós esperamos ter no Brasil como um todo. [...] Só para deixar claro: os recursos que pagam essa minha viagem aos Estados Unidos são recursos próprios”, declarou.

 

Leandro também destacou que Eduardo Bolsonaro acompanha de perto a política baiana e apoia sua pré-candidatura a deputado federal. “No caso da Bahia, especialmente o Eduardo, ele é um apoiador direto em relação à minha caminhada”, disse. O deputado ainda citou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto ao comentar o cenário eleitoral no estado. Segundo ele, Eduardo considera Neto “o único nome de oposição capaz de vencer o PT na Bahia”.

 

Durante a entrevista, Leandro de Jesus também saiu em defesa do filme “Dark Horse”, projeto inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o parlamentar, as críticas envolvendo o longa e as recentes revelações sobre negociações financeiras seriam motivadas pelo crescimento político do grupo bolsonarista.

 

“Toda essa 'desinformação' está sendo criada exatamente porque estávamos num cenário em que o Flávio vinha despontando para derrotar o Lula. O filme retrata uma história real do Jair Bolsonaro e reacende essa chama sobre aquilo que nós queremos para o Brasil”, afirmou.

 

As reuniões organizadas por Eduardo Bolsonaro devem reunir deputados federais, estaduais e pré-candidatos ligados ao PL. Os encontros também são vistos como uma demonstração de apoio ao filho do ex-presidente após a divulgação de reportagens sobre o financiamento do filme e movimentações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Deputado aciona TSE para impedir lançamento de filme sobre Jair Bolsonaro antes das eleições; entenda
Foto: Divulgação

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a abertura de uma investigação sobre o financiamento do longa 'Dark Horse', que conta a história de Jair Bolsonaro, para impedir o lançamento da produção antes das Eleições 2026. As informações são da colunista Malu Gaspar, do jornal 'O Globo'.

 

A movimentação, junto ao grupo Prerrogativas, tem como propósito evitar que o filme funcione como uma "peça de comunicação política" para a campanha de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência do Brasil.

 

O grupo ainda aponta que o filme, que recebeu R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, pode ser configurado como propaganda eleitoral “dissimulada”, financiada por "recursos milionários de origem suspeita, com indícios de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação, caixa 2, doação empresarial indireta e lavagem de dinheiro".

 

“O conjunto de fatos revela possível engrenagem de financiamento político paralelo: agentes políticos, banqueiro investigado, estrutura empresarial estrangeira, fundo no exterior, contratos privados, valores milionários, obra de exaltação política e lançamento estratégico no período eleitoral.”

 

Na representação que foi obtida pela coluna de Gaspar, os aliados de Lula traçam um paralelo entre “Dark horse” e um precedente do próprio TSE de 2022, quando a Corte Eleitoral suspendeu a divulgação durante as eleições do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da produtora de vídeos de direita Brasil Paralelo.

 

“A aplicação do precedente ao caso ‘DarkHorse’ é direta. A obra também envolve Jair Bolsonaro, também possui conteúdo de alta relevância política, também se projeta sobre eleição presidencial e também pode ser lançada em momento sensível do calendário eleitoral”, afirma a ação.

Ingressos para estreia de documentário sobre trajetória de Bolsonaro esgotam em Salvador após mobilização de apoiadores
Foto: Divulgação

Os ingressos para a estreia do documentário “A Colisão dos Destinos”, em Salvador, foram esgotados após mobilização de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. A exibição está marcada para a próxima quarta-feira (20), às 19h30, no UCI do Shopping da Bahia.

 

O filme acompanha a trajetória de Bolsonaro desde a infância até a chegada à Presidência da República, em 2018. Segundo a sinopse oficial, a produção busca apresentar episódios pessoais e fatos que marcaram sua vida política.

 

O documentário reúne depoimentos dos filhos Carlos, Flávio e Eduardo Bolsonaro, além de relatos de familiares e aliados políticos, como o deputado federal Nikolas Ferreira. Entre os temas abordados está o atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, narrado a partir de relatos dos próprios filhos.

 

“Existe um público que quer consumir conteúdos alinhados com os valores da direita e participar desses espaços. [...] A direita precisa ocupar todos os espaços, inclusive os culturais. O cinema também é um ambiente de debate de ideias e de formação de opinião. Esse documentário apresenta fatos importantes da trajetória do presidente Bolsonaro e desperta o interesse de muitas pessoas que acompanharam esse período político do Brasil”, afirmou o deputado estadual Diego Castro (PL), aliado do ex-presidente na Bahia.
 

Eduardo Bolsonaro nega que é financiado por Vorcaro e diz que investiu dinheiro próprio em filme
Reprodução/EDUARDO BOLSONARO via Youtube

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) negou ter recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para custear sua estadia nos Estados Unidos ou atuar como produtor do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, Eduardo afirmou que investiu cerca de US$ 50 mil do próprio bolso para garantir a contratação de um diretor de Hollywood responsável pelo roteiro da produção.

 

"Recebi de volta o dinheiro investido, referente ao contrato com a produtora, mas essa transação não passou pelo fundo de investimento. A afirmação de que Eduardo Bolsonaro é financiado por Daniel Vorcaro é falsa. Investi US$ 50 mil nos Estados Unidos. O objetivo era garantir um contrato com um diretor de Hollywood, para que ele pudesse elaborar o roteiro e dar início ao projeto. Esse contrato permitiu manter o diretor por dois anos, assumindo eu, pessoalmente, todos os riscos," declarou.

 

Segundo o ex-parlamentar, o valor foi enviado aos Estados Unidos para manter o diretor ligado ao projeto por dois anos, até a chegada de investidores interessados em financiar o longa. Ele também afirmou que chegou a constar como diretor-executivo do filme em um contrato antigo, mas disse que deixou a função após a criação de uma estrutura de investimento fora do Brasil.

 

A declaração ocorre após reportagens apontarem que o banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado recursos para a produção do filme, alvo de apurações sobre a origem e destinação do dinheiro.

 

CONFIRA:

Relatório enviado ao STF aponta melhora de Bolsonaro após cirurgia no ombro
Alan Santos/PR

Os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviaram nesta sexta-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo relatório sobre o estado de saúde do ex-mandatário após cirurgia realizada no ombro direito no início do mês.

 

Segundo o documento encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro apresentou melhora nos episódios recorrentes de soluços após ajustes no tratamento médico. A equipe informou ainda que o ex-presidente mantém sessões diárias de fisioterapia motora leve e utiliza tipoia para imobilização parcial do braço direito. O relatório aponta que ele está sem dores e faz uso de analgesia transdérmica.

 

Os médicos também relataram alteração residual na base do pulmão esquerdo e quadro persistente de instabilidade no equilíbrio corporal. Bolsonaro passou por uma cirurgia no dia 1º de maio para tratar lesões no manguito rotador do ombro direito. O ex-presidente segue cumprindo prisão domiciliar, dentro do prazo inicial de 90 dias determinado pelo STF.

Flávio Bolsonaro admite novos vazamentos e nega irregularidades em filme sobre Jair
Geraldo Magela/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (15) que podem surgir novos vazamentos envolvendo conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mas garantiu que toda a relação entre os dois foi ligada apenas ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL).

 

“É legitimo que pensem dessa forma [sobre novos vazamentos], mas não tem nada diferente do filme. Pode vazar um 'videozinho' mostrando o estúdio que eu possa ter enviado pra ele, algum encontro que eu possa ter tido com ele, foi tudo para tratar sobre o filme, não vai ter surpresinha”, disse à CNN Brasil.

 

Flávio também afirmou estar disposto a divulgar os contratos ligados ao financiamento do longa, mas alegou que os documentos pertencem a um fundo privado nos Estados Unidos e seguem regras de compliance. O senador ainda pediu desculpas por ter negado inicialmente contato com Vorcaro após a divulgação de mensagens pelo The Intercept Brasil.

 

“Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”, declarou.

 

Ao comentar a participação do irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), Flávio afirmou confiar “100%” nele e no deputado federal Mário Frias (PL). De acordo com o senador, Eduardo chegou a investir recursos próprios no projeto para manter o roteirista ligado à produção.

Conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro movimenta as redes e causa forte desgaste ao presidenciável do PL
Foto: Reprodução Redes Sociais

O terremoto que abalou a política brasileira nesta semana, a partir da revelação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, provocou forte debate nas redes sociais e causou intenso desgaste ao pré-candidato e principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

 

Esse cenário foi revelado em análises da movimentação nas redes feitas por plataformas de monitoramento da atividade dos internautas. Um desses estudos, da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, por exemplo, mostra que desde a última quarta-feira (13), quando veio a público o pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro, esse assunto dominou as redes sociais, somando mais de 14 milhões de interações, entre curtidas, compartilhamentos e comentários nas principais plataformas. 

 

Na rede X, segundo o estudo da Nexus, o pico de menções ao assunto foi registrado no começo da noite da última quarta. Entre as expressões em destaque na nuvem de termos da rede figuram “Lei Rouanet”, “filme sobre Jair Bolsonaro”, “CPI do Banco Master”, “estarei contigo” e “dinheiro público”.

 

Nas redes sociais da Meta, Facebook e Instagram, foram feitas 29 mil menções em português ao tema, com mais de 10,7 milhões de interações. Na nuvem de termos destas plataformas, a expressão “134 milhões” ganha destaque.

 

Em todas as plataformas, o debate se dividiu entre a ironia dos críticos a respeito da origem dos recursos para o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a apreensão de apoiadores com o desgaste da imagem do pré-candidato e da própria família Bolsonaro, já que o irmão, Eduardo, também apareceu na história.

 

Outro estudo, realizado pelo sistema Hórus, plataforma de monitoramento em tempo real da AP Exata, revela que o caso do pedido de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse” causou forte desgaste para o senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Os números da empresa mostram que 64,3% das menções ao senador foram negativas nas redes, o pior índice entre os nomes monitorados e o mais alto desde o início de sua pré-campanha a presidente.

 

O levantamento da AP Exata também aponta queda no índice de confiança associado ao presidenciável do PL, que recuou para 13,7%, uma baixa de 2,8 pontos percentuais em relação ao período anterior ao escândalo. Trata-se do menor patamar entre os pré-candidatos monitorados.

 

Apesar do desgaste, Flávio Bolsonaro liderou novamente o volume de menções nas redes nesta quinta-feira, com 24,7% do total monitorado pela AP Exata.

 

Em seguida aparecem o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 24,3%, e o presidente Lula, com 18%. Renan Santos (Missão) teve 12,6%, enquanto o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), chegou a 9,8%.

 

O crescimento de Zema ocorreu principalmente após críticas públicas feitas por ele ao senador. Antes da crise, o ex-governador mineiro respondia por cerca de 10% das menções. Agora, ampliou sua participação em aproximadamente 14 pontos percentuais ao longo do dia.

 

A maior visibilidade de Zema, entretanto, também trouxe custo reputacional. As menções negativas ao ex-governador subiram 4,1 pontos percentuais após suas declarações sobre Flávio, impulsionadas principalmente por críticas de perfis bolsonaristas.

 

Os dados da AP Exata indicam ainda estabilidade para o presidente Lula. O líder petista manteve os principais indicadores praticamente inalterados, com leve alta de 0,4 ponto percentual em menções positivas e variação semelhante no índice de confiança, sem impacto direto relevante da crise.

 

A análise mostra que o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master ainda não se converteu em ganho expressivo para Lula, embora possa abrir espaço futuro para o presidente entre eleitores moderados e indecisos.
 

Na GloboNews, Flávio diz que Vorcaro deu R$ 160 milhões para Luciano Huck e pergunta: "era dinheiro sujo?"
Foto: Reprodução GloboNews

Em entrevista na GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador  Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que haja qualquer irregularidade em sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Durante a entrevista, o pré-candidato a presidente comparou a repercussão das conversas dele com o dono do Banco Master a investimentos feitos por Vorcaro em outros projetos, além de questionar o tratamento dado ao episódio.

 

"Quando o Daniel Vorcaro, o banco dele, colocou R$ 160 milhões na Globo entre 2025 e 2026, era dinheiro sujo? É dinheiro sujo?”, questionou o senador aos jornalistas da GloboNews que o entrevistavam.

 

Flávio Bolsonaro disse que o dinheiro investido pelo Master na Globo teria sido destinado ao programa do Luciano Huck. O senador perguntou se os jornalistas sabiam da origem do dinheiro do Banco Master.

 

“Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não, que vocês agiram de boa-fé, como eu agi de boa-fé”, argumentou o candidato do PL.

 

Segundo o senador, o empresário teria investido esperando retorno financeiro e não em razão de qualquer benefício político.

 

“Ele não estava fazendo favor. Eu era senador de oposição. Eu não tinha absolutamente nada para oferecer em troca”, disse.

 

A entrevista ocorreu um dia após o site The Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando Daniel Vorcaro por pagamentos em atraso relacionados ao financiamento do filme.
 

"Eu menti", diz Flávio Bolsonaro sobre conversas com Vorcaro; Senador alega que tinha contrato de confidencialidade
Foto: Reprodução GloboNews

Uma cláusula de confidencialidade em um contrato com financiadores do filme “Dark Horse”, que fala sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria sido o motivo para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escondesse sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O pré-candidato a presidente, em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (14), admitiu que mentiu sobre suas conversas com Vorcaro para não quebrar o contrato. 

 

“Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse Flávio aos jornalistas da GloboNews. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, completou o pré-candidato.

 

Segundo o senador, o contato com o banqueiro Daniel Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou irregularidade na relação.

 

“Se eu falo assim, ‘eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte qual ia ser? ‘Qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi”, alegou o filho do ex-presidente Bolsonaro.

 

Na entrevista, o pré-candidato não explicou os termos do contrato de confidencialidade e nem com quem foi firmado o acordo. Flávio afirmou que a decisão de mostrar o documento depende dos investidores e do gestor do fundo envolvido.

 

“Tem que falar com o investidor, com o gestor do fundo, para saber se é possível que isso aconteça, até porque é uma relação jurídica nos Estados Unidos”, declarou Flávio Bolsonaro, que disse ainda que os contratos envolviam outros investidores, que também exigiram sigilo.
 

Site diz que Vorcaro topou receber Jair Bolsonaro em sua mansão em Brasília; Flávio afirma que encontro não aconteceu
Foto: Reprodução X

Informação divulgada pelo site Intercept Brasil nesta quinta-feira (14) revela que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, aceitou receber o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília, em março de 2025, para juntos assistirem a um documentário. Uma troca de conversas extraída do celular do dono do Master mostra o convite. 

 

Segundo o site, o encontro foi organizado um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter virado réu por seu envolvimento na tentativa de golpe de estado em 2022. Mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) sabiam do encontro.

 

Em entrevista à GloboNews, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro confirmou o convite feito para que seu pai fosse assistir a um documentário na casa de Daniel Vorcaro. Flávio, entretanto, disse que o encontro não aconteceu.

 

A reunião era parte do plano para contar com o apoio de Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, filme que conta a história de Jair Bolsonaro. Mensagens obtidas pelo Intercept Brasil indicam que Mario Frias pediu para Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, fazer a ponte com Vorcaro. 

 

Segundo os registros, Miranda sugeriu o encontro a Vorcaro por WhatsApp no dia 27 de março do ano passado. Os diálogos não informam o nome do filme, mas, na época, Frias já atuava como produtor de “A Colisão dos Destinos”, um documentário de cerca de 70 minutos sobre a trajetória do ex-presidente, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026.

 

A troca de mensagens entre Miranda e Vorcaro ocorreu um dia depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, o STF, ter decidido por unanimidade tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por tentativa de golpe de estado em 2022. Jair foi condenado seis meses depois, em 11 de setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.

 

No registro obtido pelo Intercept, Miranda compartilhou com Vorcaro uma captura de tela de uma conversa com Frias. Nesse print, o deputado federal, que foi secretário de Cultura na gestão de Bolsonaro, afirma que o encontro “vai fazer mta diferença pro PR” – PR é uma sigla que bolsonaristas costumam usar para se referir ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
 

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