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gordinho da favela
A operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que mira o empresário Lázaro de Carvalho Nunes, o secretário Luciano Sandes e o vereador licenciado George Gordinho da Favela (PP), revelou detalhes que vão além das investigações sobre um suposto esquema de corrupção responsável pelo desvio de R$ 38,3 milhões. Entre eles, estão imóveis em condomínios de alto padrão, empresas instaladas em um dos centros empresariais mais luxuosos de Salvador e a estrutura que, segundo o MP, teria sido usada para ocultar os verdadeiros responsáveis pelo grupo.
Um dos pontos que chama atenção é a concentração de empresas ligadas ao caso no Salvador Shopping, na Avenida Tancredo Neves. Salas comerciais no centro empresarial eram utilizadas por diferentes empresas citadas na investigação, entre elas G3 Polaris, MP2 Construções, LN Distribuidora e WLSP Logística.
Outro endereço que aparece nos autos é o Condomínio Hemisphere 360, em Pituaçu, um dos empreendimentos residenciais mais valorizados da orla de Salvador. Além disso, mandados de busca foram cumpridos em imóveis localizados em bairros considerados nobres, como Barra, Pituba e Stella Maris.
GRUPO USAVA "LARANJAS"
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) também aponta que os supostos líderes do esquema utilizariam terceiros para figurar formalmente como responsáveis por empresas ligadas ao grupo. Outro aspecto destacado na decisão envolve servidores públicos.
Conforme os autos, um fiscal de contratos é suspeito de receber R$ 118,5 mil para atestar a execução de serviços que, segundo a investigação, não teriam sido realizados. A apuração também cita a presidente de uma comissão de licitação, que teria recebido depósitos bancários relacionados aos operadores do esquema.
Ao todo, a Justiça autorizou buscas em 20 endereços, incluindo residências, empresas e salas comerciais. Os mandados permitiram a apreensão de documentos físicos, computadores, celulares, dispositivos de armazenamento e valores em dinheiro acima de R$ 10 mil, além do acesso a mensagens e registros eletrônicos considerados relevantes para o andamento das investigações.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Bahia deflagrou, nesta segunda-feira (13), uma operação para desarticular um suposto esquema de fraudes em licitações, superfaturamento de contratos e pagamento de vantagens indevidas (propina) na Prefeitura de Salvador. Entre os alvos estão o empresário Lázaro de Carvalho Nunes, apontado como líder do núcleo empresarial investigado, o secretário municipal Luciano Sandes e o vereador e pré-candidato por uma cadeira na AL-BA (Assembleia Legislativa da Bahia) George Gordinho da Favela (PP).
Segundo a decisão da 3ª Vara das Garantias, obtida pelo Bahia Notícias (BN), a organização criminosa teria atuado por cerca de dez anos dentro da administração municipal, principalmente na Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) e na Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).
A decisão determinada pela juíza Martha Carneiro Terrin e Souza defende o bloqueio de bens dos investigados até o limite de R$ 38.321.127,95, valor estimado como prejuízo aos cofres públicos. A magistrada também determinou o afastamento cautelar de Luciano Sandes do cargo público e a suspensão do mandato do vereador George Carlos Reis Pereira. Questionada pela equipe BN após o portal revelar o caso, a prefeitura de Salvador confirmou o afastamento do então ex-secretário Luciano Sandes.
O ESQUEMA MILIONÁRIO
Segundo o Ministério Público, a organização criminosa atuava de forma estruturada há aproximadamente dez anos e era dividida em três núcleos: empresarial, operacional e de agentes públicos. O núcleo empresarial seria liderado por Lázaro Nunes, apontado como controlador de fato de um conglomerado formado pelas empresas G3 Polaris Serviços, MP2 Construções, LN Distribuidora, Podium Distribuidora e WLSP Logística.
Conforme a investigação, essas empresas eram utilizadas de forma alternada para simular concorrência em licitações municipais e garantir contratos públicos ao mesmo grupo econômico.
Ainda de acordo com o MP, Luciano Sandes exerceria papel central no núcleo de agentes públicos ao facilitar o ingresso e a permanência das empresas investigadas em contratos da administração municipal, influenciando a liberação de pagamentos e a aprovação de aditivos contratuais.
Já o vereador George Gordinho da Favela é apontado como o responsável por articular os interesses do grupo empresarial dentro da Secretaria Municipal de Manutenção (SEMAN), mantendo influência política sobre a pasta mesmo durante o exercício do mandato parlamentar.
A investigação também aponta uma série de irregularidades em contratos públicos. Um dos principais casos envolve o Pregão Eletrônico n.º 25/2018, da SEMAN. Segundo o Ministério Público, o contrato firmado inicialmente em R$ 8,9 milhões foi elevado para R$ 15,2 milhões por meio de aditivos, um aumento superior a 60% que, conforme os investigadores, não teria justificativa técnica suficiente.
Outro contrato sob investigação é o Pregão nº 01/2020, da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), destinado ao fornecimento de grama sintética. Conforme a apuração, o valor do contrato passou de R$ 434 mil para mais de R$ 1,4 milhão.
Além das supostas fraudes em licitações, o Ministério Público afirma ter identificado indícios de pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos. Entre os casos citados na decisão judicial está o do fiscal de contrato José Nazareno Gonçalves, que, segundo a investigação, teria recebido R$ 118,5 mil em transferências relacionadas ao esquema.
Embora o Ministério Público tenha requerido a prisão preventiva de seis investigados, entre eles Lázaro de Carvalho Nunes, Luciano Sandes e George Gordinho da Favela, a juíza Martha Carneiro Terrin e Souza entendeu que a adoção de medidas cautelares seria suficiente neste momento da investigação.
Além do afastamento dos agentes públicos, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em 20 endereços ligados aos investigados, incluindo residências e sedes de empresas localizadas no Edifício CEO Salvador Shopping e em Porto Seco Pirajá. Também foi determinado o bloqueio de bens, a proibição de contato entre os investigados e o acesso ao conteúdo de celulares, computadores e serviços de armazenamento em nuvem apreendidos durante a operação.
Após o cumprimento dos mandados, o processo deixou de tramitar sob sigilo. As defesas de Lázaro de Carvalho Nunes e de Caroline Xavier da Cruz já solicitaram habilitação para acessar integralmente os autos. Em nota encaminhada anteriormente ao Bahia Notícias, a defesa do vereador George Gordinho da Favela afirmou que demonstrará a legalidade de sua atuação e colaborará com a Justiça.
A investigação também cita Caroline Xavier da Cruz, esposa de Lázaro de Carvalho Nunes, como integrante do grupo investigado. Segundo o MP-BA, ela figura formalmente como responsável por empresas ligadas ao conglomerado e mantém uma centena de registros de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAEs), abrangendo segmentos variados.
Vale destacar que o BN checou o CNPJ da empresa e o nome do quadro societário tem o mesmo sobrenome do investigado. Para os investigadores, essa ampla gama de atividades permitiria ao grupo disputar contratos em diferentes áreas da administração municipal, ampliando sua capacidade de participar de licitações promovidas por órgãos e secretarias da Prefeitura de Salvador.
A reportagem também procurou o secretário Luciano Sandes via e-mail e contato direto, contudo não houve retorno. A empresa G3 Polaris também foi procurada via e-mail, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.
A defesa do vereador e pré-candidato a deputado estadual, George Gordinho da Favela (PP), divulgou uma nota oficial nesta segunda-feira (13) após o parlamentar ser alvo de uma operação de busca e apreensão realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).
No comunicado para a imprensa, o político afirma que ainda não teve acesso aos autos do inquérito, reforça que provará a legalidade de suas ações e reitera sua confiança na Justiça. "Coloco-me à inteira disposição do Ministério Público e das demais autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, sempre que regularmente solicitado, colaborando com as investigações".
Veja a publicação da defesa do pré-candidato:
Além do político mencionado, outras pessoas também foram alvo da operação. O Bahia Notícias falou com os envolvidos e deixa espaço aberto para futuras declarações públicas.
Confira a nota na íntegra:
"Venho a público manifestar-me acerca da operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, realizada em 13 de julho de 2026, conforme divulgado pelos meios de comunicação. Esclareço que, até o presente momento, não tive acesso aos autos da investigação, razão pela qual desconheço os elementos que fundamentam a apuração.
Coloco-me à inteira disposição do Ministério Público e das demais autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, sempre que regularmente solicitado, colaborando com as investigações, com respeito às instituições e absoluta confiança no devido processo legal.
Reafirmo minha plena convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos por meio do meu depoimento às autoridades competentes e da atuação da minha defesa técnica, oportunidade em que será demonstrada a legalidade de todas as minhas condutas. Ao longo da minha trajetória pública, sempre atuei com responsabilidade, honestidade, respeito ao patrimônio público e compromisso com a população.
Reitero meu compromisso com o mandato que me foi confiado por 11.120 soteropolitanos e confio plenamente na Justiça e nas instituições brasileiras, certo de que a apuração será conduzida com isenção, técnica e respeito às garantias constitucionais, demonstrando a minha inocência", termina a nota.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) realizou, nesta segunda-feira (13), uma operação de busca e apreensão em endereços ligados a um empresário, a um alvo na secretaria municipal de Salvador e ao vereador George Gordinho da Favela (PP), afastado para pré-candidatura a deputado estadual, substituído por Thiago Queiroz (PP) na Câmara de Salvador. De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, as medidas judiciais miraram o proprietário da empresa G3 Polaris.
De acordo com informações obtidas pela equipe de reportagem, as medidas judiciais miraram o proprietário da empresa G3 Polar. Também foram alvos das buscas e apreensões coordenadas pelos agentes do GAECO, vinculado ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).
A defesa do vereador de Salvador e pré-candidato à reeleição informou que o parlamentar ainda não teve acesso aos autos da investigação que motivou a operação deflagrada pelo Ministério Público da Bahia. A nota destaca que, ao longo de sua trajetória pública, o vereador sempre "atuou com responsabilidade, honestidade e respeito ao patrimônio público" e reafirma o compromisso com o mandato.
Confira a nota na íntegra:
"Venho a público manifestar-me acerca da operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, realizada em 13 de julho de 2026, conforme divulgado pelos meios de comunicação. Esclareço que, até o presente momento, não tive acesso aos autos da investigação, razão pela qual desconheço os elementos que fundamentam a apuração. Coloco-me à inteira disposição do Ministério Público e das demais autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, sempre que regularmente solicitado, colaborando com as investigações, com respeito às instituições e absoluta confiança no devido processo legal.
Reafirmo minha plena convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos por meio do meu depoimento às autoridades competentes e da atuação da minha defesa técnica, oportunidade em que será demonstrada a legalidade de todas as minhas condutas. Ao longo da minha trajetória pública, sempre atuei com responsabilidade, honestidade, respeito ao patrimônio público e compromisso com a população.
Reitero meu compromisso com o mandato que me foi confiado por 11.120 soteropolitanos e confio plenamente na Justiça e nas instituições brasileiras, certo de que a apuração será conduzida com isenção, técnica e respeito às garantias constitucionais, demonstrando a minha inocência.
Salvador (BA), 13 de julho de 2026".
Confira a nota publicada pelo pré-candidato abaixo:
(Nota em atualização).
O líder do PP na Câmara de Salvador, vereador George o Gordinho da Favela, reafirmou compromisso com a gestão do prefeito Bruno Reis, nesta terça-feira (04), durante sessão plenária na Câmara Municipal. Na mesma ocasião em que o vereador Sidninho afirmou estar de saída do partido, devido a uma suposta mudança do partido para a base do governo estadual, George negou as suposições.
O vereador reforçou ainda que, ao contrário do exposto pelo correligionário, sempre houve amplo e franco diálogo com o presidente do diretório municipal, Cacá Leão. “Reafirmo meu compromisso com a gestão do prefeito Bruno Reis, o melhor prefeito do Brasil. E, como líder da bancada do Progressistas, afirmo que não há interesse da bancada em fazer oposição ao prefeito. Pelo contrário, o PP de Salvador vai seguir trabalhando pelo povo da capital, ao lado de Bruno”, disse Gordinho.
O vereador explicou ainda que o diálogo amplo e franco tem sido assegurado pelo presidente municipal e secretário de Governo, Cacá Leão. “Apesar de existir divergências, há diálogo e vamos seguir dialogando e isso o presidente Cacá Leão sempre assegurou. Nosso interesse comum é continuar apoiando o grupo político do prefeito Bruno Reis e do ex-prefeito ACM Neto”, reforçou.
O vereador George Carlos Pereira, o “Gordinho da Favela”, vai assumir a liderança da bancada do Progressistas (PP), a partir de 2025. Na reunião do grupo, nesta quinta-feira (2), os cinco integrantes da segunda maior bancada da Câmara - empatados com o PSDB - ainda escolheram o vereador Jorge Araújo como vice-líder do grupo.
“Somos a segunda maior bancada no Legislativo da capital e estou muito honrado com essa missão que recebo do meu partido. Comandar a bancada do PP de Salvador é uma missão que cumprirei com dedicação e muito diálogo, a exemplo do que faz nosso presidente, Cacá Leão”, disse Gordinho.
Compõem a bancada progressista na Câmara os legisladores: Maurício Trindade, Sidninho, Gordinho da Favela, Jorge Araújo e Sandro Filho.
O vereador George Reis, conhecido como Gordinho da Favela, assumiu, nesta quarta-feira (10), a liderança do Partido Progressistas (PP), na Câmara Municipal de Salvador. A legenda conta com quatro vereadores.
“Nossa ascensão à liderança do Progressistas no Legislativo da capital da Bahia é reflexo de empenho e da confiança depositada pelos colegas de partido. Como líder, continuarei a representar os valores e as necessidades das comunidades, buscando soluções e projetos que promovam o bem-estar e o desenvolvimento de Salvador”, disse Gordinho da Favela.
Em seu novo papel, Gordinho da Favela reafirma seu compromisso com a transparência, a ética e o trabalho árduo em prol do povo. “Estou pronto para enfrentar os desafios e contribuir para um futuro ainda mais promissor para todos os cidadãos de Salvador. Nosso foco permanece na melhoria das condições de vida da população da capital da Bahia”, disse o parlamentar.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar da Costa Neto
"Isso é uma loucura, eu acho que o Trump tá, ele perdeu um pouco o rumo nisso aí, e espero que ele estabeleça uma linha melhor, porque o Brasil sempre foi um grande parceiro dos Estados Unidos".
Disse o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao criticar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incluir o Brasil no pacote de tarifas norte-americanas. O dirigente classificou a medida como uma "loucura" e defendeu a negociação diplomática entre os dois governos como caminho para reverter as tarifas.