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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

flavio bolsonaro

Flávio Bolsonaro encomenda pesquisa para definir substituto de Cláudio Castro para Senado Federal
Fotos: Andressa Anholete / Waldemir Barreto / Agência Senado

O pré-candidato a presidencia da República, Flávio Bolsonaro (PL) encomendou pesquisas de intenção de voto para definir quem substituirá Cláudio Castro como candidato ao Senado Federal pelas cadeiras do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. 

 

O ex-governador Cláudio Castro desistiu da candidatura logo após ser alcançado pela teia do Caso Master. Flávio Bolsonaro, senador que se reuniu com o banqueiro preso envolvido na maior fraude financeira do país, é acusado de negociar o repasse de até R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro para o financiamento do filme do pai, Jair Bolsonaro.

 

Agora, o PL corre atrás para assegurar as cadeiras do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Essa  informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. O levantamento encomendado testará a viabilidade de dois nomes principais do partido fluminense: os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, o atual líder do partido na Câmara dos Deputados.

 

BASTIDORES DA DIREITA
Vale lembrar que no final da semana passada, Flávio Bolsonaro teve uma reunião com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para tratar do cenário eleitoral no estado. Durante a conversa, ambos analisaram os perfis dos dois deputados federais.

 

Sosthenes e Jordy, ambos deputados federais | Fotos: Agência Brasil / Câmara dos Deputados

 

Internamente o partido tem suas dúvidas, os perfis dos pré-candidatos dividem opiniões:

  • Carlos Jordy: É avaliado como um nome de perfil ideológico, característica que, segundo aliados, poderia limitar sua capacidade de articulação e agregação política com outras legendas.
  • Sóstenes Cavalcante: É considerado um candidato mais aberto ao diálogo e com maior facilidade para atrair e consolidar uma ampla coligação de partidos em torno de sua candidatura.

 

Apesar da vantagem competitiva de Sóstenes na articulação partidária, Flávio e Jair Bolsonaro compartilham do receio de que a oficialização de sua candidatura ao Senado possa intensificar a pressão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o parlamentar. 

 

Sóstenes é investigado no supremo sob a suspeita de desvios relacionados à cota parlamentar. A necessidade de encontrar um novo nome para a disputa majoritária no Rio de Janeiro surgiu na semana passada, quando Cláudio Castro desistiu oficialmente de concorrer ao Senado. 

 

O ex-governador recuou da disputa após se tornar alvo de duas operações conduzidas pela Polícia Federal (PF) em um intervalo de menos de 15 dias.

VÍDEO: Eduardo Bolsonaro publica vídeo feito por IA com Flávio e Trump tocando música no salão oval
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / CantaDireita

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) publicou, nesta quinta-feira (28), um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) cantando ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tocando piano. Na simulação com tom de humor, o presidente Lula (PT) é retratado do lado de fora da residência oficial, observando a cena por meio da janela.

 

Confira o vídeo:

 

Essa postagem foi compartilhada com a legenda "Isso é IA? Is that AI?", em uma referência direta às especulações e memes que circularam na internet questionando a autenticidade das fotos do encontro real entre Flávio e Trump na Casa Branca.  

 

Momento em que Flávio anda pela Casa Branca:

 

COMO FOI A VISITA? 
A visita de fato ocorreu na última terça-feira (26), no Salão Oval, no entanto, estava fora da agenda oficial. De modo rápido, o pré-candidato visitou o gabinete da presidência norte-americana. Segundo a apuração da imprensa, Flávio passou 1h e 40min na Casa Branca, mas a reunião teria sido rápida. 

 

Foto divulgada de Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Diferentemente da versão alegada pelos Bolsonaro e reproduzida pelo blogueiro Paulo Figueredo, Flávio não foi recebido como "um chefe de Estado". Em uma foto que viralizou, ele exibiu uma moeda como símbolo de honra para a base bolsonarista, todavia o objeto é uma "challenge coin" destinada a visitas à Casa Branca.

 

Na coletiva de imprensa, Flávio descreveu o presente como um “gesto raro, reservado apenas a aliados de confiança”. Segundo ele, a entrega simboliza “o tipo de líder que Trump é e a relação construída” entre o bolsonarismo e o governo do presidente norte-americano.

 

Imagens da passagem do senador na Casa Branca | Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

O item em questão é uma challenge coin, espécie de moeda comemorativa semelhante a um medalhão, tradicionalmente utilizada entre militares e autoridades dos Estados Unidos. No meio militar, receber a peça representa reconhecimento, prestígio e pertencimento a um grupo seleto.

 

A honraria, no entanto, não é restrita a autoridades ou aliados políticos. Trump já entregou moedas semelhantes até mesmo a crianças que demonstraram apoio ao governo durante visitas à Casa Branca. Em janeiro deste ano, por exemplo, um menino de 6 anos recebeu o objeto após explicar ao presidente o processo correto de pasteurização do leite.

 

O símbolo também costuma ser distribuído por Trump a crianças durante partidas oficiais da NFL, como forma de interação e reconhecimento público.

 

REPERCUSSÃO NAS REDES
Na música interpretada pelos avatares digitais, Trump refere-se a Flávio como "meu amigo" e canta o verso "Eu sei que você está com ciúmes da nossa química". Em outro trecho, a canção menciona que tentam "tirá-lo da corrida" e "trancá-lo em uma cela", em uma clara alusão às investigações judiciais enfrentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

A peça audiovisual busca reforçar o discurso de proximidade e alinhamento político entre o governo norte-americano e a família Bolsonaro. Essa publicação de Eduardo Bolsonaro é uma reação à forte repercussão que o encontro presencial gerou nas redes sociais ao longo da semana.

 

Também participaram o economista Paulo Figueiredo e o próprio Eduardo, que dividiram opiniões e motivaram publicações de parlamentares da base governista e da oposição. Vale lembrar que as postagens são na mesma semana em que o portal The Intercept Brasil revelou a casa de R$ 6 milhões do ex-deputado cassado no estado do Texas.

 

Fotos: Reprodução / Agência Brasil / The Intercept Brasil

 

Os comentários na internet concentraram-se em duas vertentes principais: suspeitas infundadas de que as imagens do encontro teriam sido forjadas digitalmente e tentativas de associar a imagem do senador Flávio Bolsonaro à recente crise envolvendo o Banco Master.

 

VÍDEO: Lula responde à classificação dos EUA sobre facções brasileiras como terroristas: ‘não aceitamos ser tratados como moleques
Fotos aprimoradas por I.A (Gemini): Reprodução / Redes Sociais / CanalGovBr

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta sexta-feira (29), que o governo brasileiro combaterá internamente as facções do crime organizado e não aceitará intervenções internacionais. “Não aceitamos ser tratados como moleques”, rebate o presidente.

 

Confira fala do vídeo:

 

O pronunciamento ocorre após o Departamento de Estado dos Estados Unidos, chefiado pelo secretário Marco Rubio, anunciar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

 

"Eu [estou] muito triste, senadores. Hoje é um dia decepcionante, com a notícia do secretário de um tal de Marco Rubio. Esse Comando Vermelho e PCC são terroristas para o povo da periferia desse país. Incomodam a família, roubam tudo do povo. São terroristas aqui dentro. Não somos uma republiqueta", desabafa Lula.

 

Durante discurso em Sergipe, onde participava de um evento sobre investimentos da Petrobras, o chefe do Executivo brasileiro defendeu a soberania do país e criticou duramente a medida adotada por Washington. 

 

COMBATE É INTERNO
Lula ainda reafirmou que o PCC e o CV atuam de forma terrorista contra as famílias das periferias brasileiras e, por isso, devem ser combatidos pelas forças de segurança nacionais. Ele ressaltou que o Congresso brasileiro aprovou recentemente legislações rigorosas, como a Lei Antifacção.

 

Ação da PF e muro em Salvador | Fotos: Ascom da PF / Google Maps

 

Em contrapartida à ação norte-americana, o presidente sugeriu que o governo dos EUA colabore com as autoridades brasileiras entregando cidadãos do Brasil foragidos da Justiça que atualmente vivem em território estadunidense.

 

Ainda na sexta-feira, a Folha de S.Paulo revelou que o presidente Lula teme sanções de Trump contra o Brasil. E, mesmo que seja elogiado como "dinâmico" em reunião, o chefe de Estado brasileiro pediu uma análise sobre o impacto econômico da decisão dos EUA. 

 

Lula citou nominalmente o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (investigado em inquérito sobre tentativa de golpe de Estado) e o empresário Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit (dono da Refinaria de Manguinhos), que está foragido após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). O presidente relembrou que teria entregado ao presidente Donald Trump documentos com fotos e nomes dos envolvidos.

 

"Que combater crime organizado? Me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos. Tive 3 horas com ele, entreguei quatro documentos para ele com a foto da casa [do Ricardo Magro] em Miami. Marco Rubio não estava lá, preocupado em ajudar um filho bolsonarista que não tem vergonha na cara de trair a pátria", grita Lula.

 

Vale lembrar que o ex-deputado Alexandre Ramagem é um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. E, durante sua rápida visita à Casa Branca, o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) pediu para o governo classificar as facções brasileiras como terroristas. O mesmo senador agradeceu como um "grande dia" a classificação. Algo que seus votos no Congresso Nacional parecem ter sido esquecidos na pré-campanha

 

De fato, o lobby do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do economista Paulo Figueredo dentro da Secretaria de Estado Norte-Americana (equivalente ao Itamaraty dos Estados Unidos) foi decisivo na classificação anunciada por Marco Rubio. 

Flávio Bolsonaro comemora decisão dos EUA contra PCC e CV e critica Lula
Reprodução/Instagram @flaviobolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiu nesta quinta-feira (28) à decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar comemorou a medida e fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio afirmou que sua viagem aos Estados Unidos produziu mais resultados no combate às facções do que os governos petistas. Segundo ele, Lula teria atuado para impedir a classificação das organizações criminosas.

 

“Um, em cada quatro brasileiros, moram em áreas dominadas por esses narco-terroristas. Ou seja, não possuem soberania, nem dentro das suas próprias casas. Um governo que não tem controle sobre seu próprio território, que não controla nem as cadeias, é porque é conivente com o crime organizado”, disse.

 

Na publicação, Flávio agradeceu ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio pelo atendimento ao pedido feito durante sua visita aos EUA. 

 

ASSISTA:

 

O anúncio oficial foi realizado pelo Departamento de Estado americano, que informou a inclusão do PCC e do CV na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida passa a valer a partir de 5 de junho e faz parte da política do governo Trump de endurecimento contra grupos ligados ao narcotráfico internacional.

Polícia do Senado apura denúncia de suposto atentado que envolve Deolane contra Flávio Bolsonaro
Carlos Moura/Agência Senado

A Polícia Legislativa do Senado Federal abriu uma investigação para apurar uma suposta ameaça contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O caso veio à tona após declarações atribuídas ao MC Misa, durante uma live no perfil do influenciador Franklin, que se diz ex-membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), nas redes sociais. Segundo o boletim de ocorrência, o artista afirmou que a influenciadora Deolane Bezerra estaria envolvida em um suposto plano de atentado contra o parlamentar.

 

A Polícia Legislativa encaminhou o caso para análise e busca identificar a origem das declarações, além de verificar se há indícios concretos de ameaça ou articulação criminosa. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a existência de um plano contra o pré-candidato à Presidência da República em 2026.

 

De acordo com a revista Veja, o entorno do senador acompanha o caso e considera as acusações graves. A defesa de Deolane Bezerra ainda não se manifestou publicamente sobre o episódio.

Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump que PCC e CV sejam tratados como organizações terroristas
Andressa Anholete / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas. A declaração foi dada após reunião entre os dois no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo Flávio, o tema foi tratado diretamente durante o encontro com o presidente norte-americano.

 

“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou o parlamentar durante entrevista coletiva.

 

O senador também criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas relações com os Estados Unidos e disse que atua em direção oposta ao governo federal no debate sobre segurança pública e combate às facções criminosas.

 

Apesar do pedido, Flávio Bolsonaro afirmou que Trump não deu uma resposta definitiva sobre a possibilidade de enquadrar as facções brasileiras como grupos terroristas. “Ele ficou de avaliar”, declarou.

João Roma minimiza oscilação de Flávio Bolsonaro e reforça aliança da oposição na Bahia
Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

O pré-candidato ao Senado, João Roma (PL), afirmou nesta segunda-feira (25) que a recente oscilação do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais não preocupa o grupo político aliado ao parlamentar. Segundo Roma, a queda registrada foi pequena e o cenário segue estável.

 

Ele destacou ainda que adversários diretos do presidenciável também não apresentaram crescimento significativo nos levantamentos. “Acho que ele não caiu muito. Ele teve uma oscilação na pesquisa de aproximadamente 5 pontos e que está estabilizado. Inclusive, o candidato adversário dele principal não cresceu, o que talvez seja um dado muito mais preocupante para quem esteja pilotando a campanha de Lula”, declarou ao Bahia Notícias.

 

Durante entrevista, o baiano também comentou o posicionamento de partidos aliados na Bahia que apoiam ACM Neto ao governo estadual, mas não necessariamente acompanham o PL na disputa presidencial. De acordo com o dirigente, o principal compromisso da aliança construída no estado é derrotar o PT após duas décadas de gestão estadual.

 

“O compromisso maior que nós temos aqui é mudar a Bahia. São 20 anos de PT, 20 anos de bonitas propagandas, de muitas promessas, mas, infelizmente, não entrega o que promete. A Bahia está ficando para trás e o cidadão baiano está sofrendo. Então, nós estamos aqui juntando forças”, afirmou.

 

Roma ressaltou que, apesar da convergência regional, mantém apoio pessoal à candidatura de Flávio à Presidência da República. O presidente estadual do PL também comentou declarações do pré-candidato presidencial Renan Santos, que afirmou recentemente que Flávio Bolsonaro poderia perder força eleitoral até o período da votação.

 

Questionado sobre sua candidatura ao Senado, o presidente do PL na Bahia afirmou que ainda não há definição sobre suplentes na chapa. Segundo ele, as discussões devem avançar após o período junino, durante a fase das convenções partidárias, previstas entre julho e agosto.

Após crise envolvendo Banco Master, Flávio Bolsonaro escolhe novo comando da comunicação da pré-campanha
Foto: Beto Barata/ PL Nacional

Após semanas de desgaste político provocadas pela crise envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu um novo comando para a comunicação e o marketing de sua pré-campanha à Presidência da República.

 

A decisão foi tomada nesta segunda-feira (25), em Brasília, durante reunião da cúpula da campanha coordenada pelo senador Rogério Marinho. Flávio não participou do encontro porque está nos Estados Unidos, onde tenta se reunir com o presidente norte-americano Donald Trump.

 

A reunião marcou a primeira articulação formal do novo núcleo de comunicação após a saída do publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, do comando da estratégia eleitoral do senador.

 

Além da definição do novo responsável operacional pela comunicação, a pré-campanha também oficializou a entrada do publicitário Eduardo Fischer como consultor estratégico. Ele ficará responsável pelas diretrizes políticas, posicionamento público e estratégia macro da campanha.

 

Nos bastidores do PL, a reformulação é vista como uma tentativa de reorganizar a pré-campanha após os impactos políticos causados pelo caso envolvendo Vorcaro.

 

Segundo interlocutores ligados ao partido, a avaliação interna é que a crise atingiu a estratégia construída para apresentar Flávio como um nome de estabilidade política e capacidade de diálogo com setores empresariais e do mercado financeiro.

Datafolha mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro após caso “Dark Horse”
Ricardo Stuckert / PR e Geraldo Magela/Agência Senado

O levantamento do instituto Datafolha divulgado nesta sexta-feira (22) mostrou uma superioridade de 9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas simulações para a eleição presidencial de 2026.

 

No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 31%. Na rodada anterior da pesquisa, os dois estavam mais próximos, com 38% para o petista e 35% para o senador. Já no cenário de segundo turno, Lula soma 47% contra 43% de Flávio. Na pesquisa passada, ambos apareciam empatados com 45%.

 

A nova rodada da pesquisa foi realizada após a divulgação das denúncias envolvendo o financiamento do documentário “Dark Horse”, produção ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o levantamento, 64% dos entrevistados disseram conhecer o caso e o mesmo percentual avaliou negativamente a atuação de Flávio no episódio.

 

Apesar da queda nos números, o senador segue como principal nome da oposição ao governo federal nas simulações apresentadas pelo instituto. No primeiro turno, nomes como Ronaldo Caiado (PSD-GO, 4%) e Romeu Zema (Novo-MG, 3%) aparecem atrás dos dois líderes. 

 

Empatados, Renan Santos (Missão) e Samara Martins (UP), surgem também com 3%. O Datafolha também simulou um cenário com Michelle Bolsonaro (PL) na disputa. Nesse caso, Lula teria 48% em um eventual segundo turno, contra 43% da ex-primeira-dama.

VÍDEO: Flávio Bolsonaro publica trailer de "Dark Horse", cinebiografia sobre Jair Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

O trailer do filme “Dark Horse”, cinebiografia que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve bastidores divulgados pelo portal Metrópoles e pelo então pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) ainda na terça-feira (19). A publicação do parlamentar ocorreu após o vídeo vazar nas redes sociais.

 

Confira o trailer abaixo:

 

Antes da divulgação na internet, Flávio Bolsonaro já havia exibido a prévia do longa-metragem durante uma reunião fechada com lideranças do Partido Liberal (PL).

 

Em declaração à imprensa, o senador comentou sobre a recepção do material pelos colegas de partido: "Inclusive eu tive a oportunidade de passar um trailer aqui, na sala, para os parlamentares. Acho que gostaram bastante do trailer de dois minutos", revela.

 


A cinebiografia conta com a direção do cineasta norte-americano Cyrus Nowrasteh, conhecido em Hollywood por conduzir dramas de teor político e religioso, a exemplo de "O Apedrejamento de Soraya M." (2008) e "O Jovem Messias" (2016).

 

A estrutura narrativa do filme se inicia a partir do atentado sofrido por Jair Bolsonaro. A prévia editada destaca momentos marcantes da biografia do ex-presidente, incluindo o período de recuperação hospitalar, debates eleitorais e o casamento com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

 

 

Novo marqueteiro assume pré-campanha de Flávio com missão de “recuperar a confiança” no candidato
Foto: Beto Barata/Agência Senado

O publicitário Eduardo Fischer assume, nesta quinta-feira (21), a pré-campanha do senador Flavio Bolsonaro à Presidência da República, com a missão de “recuperar a confiança” no candidato em razão de seu envolvimento no Caso Master, segundo o entorno do time.

 

A expectativa é de que ele faça reformulações em parte da equipe e traga pessoas de sua confiança para integrar o grupo. Uma dessas mudanças ocorreu já na quarta-feira (20), com a saída de Rodrigo Saccone da assessoria de imprensa da campanha. Ele continuará, porém, a atuar com o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN).

 

A carta-branca de Fischer foi acertada nas conversas que ele teve com Marinho e Flávio nesta semana, muito embora tenha havido também o acerto de que haja um alinhamento entre eles nas decisões que forem sendo tomadas. O marketeiro deve gerenciar também as ações da gestão da crise atual vivida pelo senador. 

 

A percepção na pré-campanha é de que a primeira missão do novo chefe da comunicação é recuperar a confiança perdida por Flávio na classe política, no mercado e no setor produtivo. A avaliação é de que o estrago chega a ser maior nesses setores do que no eleitor, ainda que as pesquisas apontem queda na intenção de votos dele.

Documentário sobre Jair Bolsonaro reúne lideranças da direita em Salvador
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A estreia do documentário “A Colisão dos Destinos”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reuniu apoiadores e lideranças da direita baiana na noite desta quarta-feira (20), em Salvador. A exibição aconteceu no Shopping da Bahia, e teve ingressos esgotados antes do evento.

 

A produção aborda momentos da vida pública de Bolsonaro, desde a juventude até a eleição presidencial de 2018. A sessão na capital baiana contou com a presença dos deputados Diego Castro e Capitão Alden, ambos do PL. Os parlamentares destacaram a mobilização do público conservador em torno da estreia.

 

Segundo Diego, o interesse pela produção demonstra espaço para conteúdos alinhados ao campo da direita também no setor cultural. “Existe um público que quer consumir conteúdos alinhados com os valores da direita e participar desses espaços. O esgotamento dos ingressos mostra que há interesse das pessoas em acompanhar essa trajetória e fortalecer esse debate também no campo cultural”, declarou o parlamentar.

 

Já Alden afirmou que o cinema é um ambiente importante para debate político e formação de opinião. “A direita precisa ocupar todos os espaços, inclusive os culturais. O cinema também é um ambiente de debate de ideias e de formação de opinião. Esse documentário apresenta fatos importantes da trajetória do presidente Bolsonaro e desperta o interesse de muitas pessoas que acompanharam esse período político do Brasil”, afirmou o deputado federal.

 


Divulgação

 

Durante o evento, os dois parlamentares também manifestaram apoio ao nome de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial de 2026, após a repercussão envolvendo o senador e o empresário Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. 

Chefe da comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro deixa equipe após repercussão de caso com Banco Master
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcelão e apontado como chefe da comunicação da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro, decidiu deixar a equipe do parlamentar após a repercussão do caso envolvendo o Banco Master.

 

A decisão foi tomada após reuniões entre Marcello e Flávio Bolsonaro ao longo desta quarta-feira (20).

 

Segundo informações do Metrópoles, o publicitário afirmou que a saída partiu dele próprio e que pretende focar nas atividades da empresa Calix Propaganda.

 

Embora afirmasse que começaria oficialmente na campanha apenas em 1º de junho, Marcello já vinha atuando nos bastidores da pré-campanha de Flávio Bolsonaro nas últimas semanas.

 

A saída ocorre em meio à repercussão das revelações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

 

No lugar de Marcello, o publicitário Eduardo Fischer entra na campanha como consultor de comunicação com a função de montar uma equipe para o marketing da campanha de Flávio.

Flávio Bolsonaro visitou banqueiro Vorcaro na véspera de ser anunciado como pré-candidato à Presidência
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) realizou uma visita ao banqueiro Daniel Vorcaro, em São Paulo, na véspera de ser anunciado oficialmente como pré-candidato ao Palácio do Planalto. O encontro ocorreu no período entre 29 de novembro e 5 de dezembro de 2025, data em que a postulação do parlamentar foi oficializada.

 

Durante esse intervalo, o senador viajou à capital paulista ao menos três vezes, com todas as passagens custeadas por recursos públicos da cota parlamentar do Senado. Vale lembrar que o próprio Flávio admitiu a visita revelada pelo portal The Intercept Brasil. Essas novas informações foram reveladas pelo jornalista Igor Gadelha em Brasília. 

 

SAIBA O CRONOGRAMA: 

A primeira viagem ocorreu no sábado, 29 de novembro de 2025, mesmo dia em que Vorcaro deixou a prisão para cumprir regime domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica. Na ocasião, Flávio Bolsonaro realizou uma viagem de ida e volta no mesmo dia: desembarcou em São Paulo às 13h30 e retornou a Brasília em um voo que decolou às 21h05. O bilhete aéreo foi emitido em 28 de novembro, data em que a Justiça determinou a soltura do banqueiro.

 

Na tarde de segunda-feira, 1º de dezembro, o parlamentar viajou novamente a São Paulo para participar do podcast Flow, retornando a Brasília na manhã de terça-feira, 2 de dezembro, às 7h15. No mesmo dia, o senador visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontrava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como "Papudinha".

 

O terceiro deslocamento para a capital paulista aconteceu na tarde de quinta-feira, 4 de dezembro. Flávio Bolsonaro permaneceu na cidade até a noite de sexta-feira, 5 de dezembro, após o anúncio de sua pré-candidatura.

 


Fontes próximas a Daniel Vorcaro, ouvidas pelo portal Metrópoles, apontam que a reunião teria ocorrido no fim da tarde de 4 de dezembro, na mansão do banqueiro localizada no bairro nobre dos Jardins. Isso implica um novo encontro, além da visita que ele admitiu para a imprensa para negociar sobre o filme Dark Horse, uma cinebiografia de seu pai.

 

FLÁVIO RESPONDE
Por meio de sua assessoria de imprensa, o senador confirmou que visitou o proprietário do Banco Master naquela semana, mas não especificou o dia exato. Em nota, o parlamentar minimizou a questão: “Todas as explicações sobre esse tema já foram dadas", diz a nota.

 

"O senador Flávio Bolsonaro já falou do encontro com Daniel Vorcaro, que ocorreu para cobrar explicações e dar fim ao vínculo com o filme. Agora, resta apenas aguardar a prestação de contas que será feita para encerrar o assunto.”

 

Em pronunciamento posterior à imprensa, Flávio Bolsonaro reiterou o encontro e justificou o deslocamento em razão das restrições judiciais do banqueiro. De acordo com o senador, o objetivo foi encerrar as negociações de patrocínio para um filme sobre Jair Bolsonaro, afirmando que teria buscado outro investidor previamente caso soubesse da gravidade da situação.


Reveja: 

Após cair cinco pontos, pré-campanha de Flávio Bolsonaro aciona TSE contra pesquisa Atlas/Bloomberg
Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

A coordenação jurídica da pré-campanha do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, pelo Partido Liberal (PL), protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (19). Em sua defesa, solicita a suspensão liminar do levantamento e pede a apuração de supostos crimes eleitorais.

 

De acordo com a representação apresentada ao TSE, a defesa de Flávio Bolsonaro contesta a metodologia adotada pela AtlasIntel. A coordenação jurídica alega que o instituto estaria induzindo uma percepção negativa sobre o senador ao reproduzir para os respondentes o áudio de uma conversa entre o parlamentar e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

 

Na gravação, divulgada na semana passada pelo veículo Intercept Brasil, o senador solicita recursos financeiros ao banqueiro para a produção do filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Para os advogados da campanha, o formato adotado representa um "precedente manipulativo grave" e descumpre a neutralidade exigida de pesquisas eleitorais destinadas ao público. A nota emitida pela defesa argumenta que o levantamento não se limitou a medir a opinião dos eleitores, mas apresentou estímulos capazes de interferir nas respostas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral do pré-candidato. As informações foram confirmadas pelo portal Uol Notícias. 

 

Em contrapartida, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, defendeu a integridade do levantamento e afirmou que a reprodução do áudio não interferiu nos resultados eleitorais. Ainda nas redes sociais, o CEO foi claro: "Não há nenhum problema metodológico", escreveu.

 

Confira a postagem:

 

Em publicação na rede social X, o executivo declarou: "O áudio é reproduzido depois da conclusão do questionário da pesquisa e, portanto, não tem nenhum impacto sobre os cenários eleitorais. A ideia é entender em tempo real o impacto do áudio sobre a percepção do eleitorado, com segmentação demográfica. A AtlasIntel sempre mantém uma postura imparcial, que caracteriza nosso trabalho não apenas no Brasil, mas a nível global."

VÍDEO: Mario Frias agradeceu Daniel Vorcaro pela articulação do filme sobre Jair Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Master / Agência Brasil

Uma nova revelação do site The Intercept Brasil mostra em áudio e mensagens de texto que expõem a proximidade entre o deputado federal Mario Frias (PL) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O material indica que o ex-secretário especial de Cultura atuou diretamente na articulação do filme biográfico “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, contrariando declarações recentes do parlamentar que tentavam minimizar a relação com o banqueiro.

 

Na gravação, Frias afirma: “Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?”. Vorcaro respondeu em seguida, informando que estava em uma ligação, e ambos conversaram por voz minutos depois, por cerca de 2 minutos.


Confira o áudio abaixo:

 

A revelação surge em meio ao desdobramento de mensagens secretas publicadas pelo Intercept, que colocam a família Bolsonaro no centro de um escândalo envolvendo o Banco Master de Daniel Vorcaro. Anteriormente, o portal havia revelado que o senador Flávio Bolsonaro (PL) negociou R$ 134 milhões com Vorcaro para o financiamento do longa-metragem.

 

E AS MENSAGENS? 
Segundo as informações do site, ainda no dia 11 de dezembro de 2024, em Brasília, pouco menos de uma hora após o horário previsto para um encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, Mario Frias enviou um áudio via WhatsApp ao banqueiro agradecendo pelo apoio ao projeto cinematográfico.

 

A reunião de 11 de dezembro havia sido organizada por Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, na residência de Vorcaro em Brasília, para tratar do financiamento do filme. Registros mostram que Flávio Bolsonaro deixou seu posto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado no horário agendado, retornando trinta minutos depois. O Intercept não confirmou se o encontro ocorreu presencialmente ou de forma remota.

 

O teor das mensagens não bate com a versão pública de Mario Frias. Na semana passada, o deputado afirmou que o banqueiro não havia dado “um único centavo” para a produção. Horas mais tarde, recuou em nova nota, alegando para a imprensa que ocorreu “uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento”.

 

Imagem do deputado no legislativo | Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

 

O acompanhamento de Frias no desenvolvimento do filme também incluiu o envio de capturas de tela para Vorcaro. Em 15 de dezembro de 2024, o deputado compartilhou diálogos preliminares com o diretor do filme, Cyrus Nowrasteh. Nas mensagens, o diretor afirmava que consultaria o ator Jim Caviezel sobre o papel principal, sinalizando que o astro questionaria sobre o roteiro e o pagamento.

 

Frias respondeu ao diretor que o ator “será imortalizado por esse papel”. Ao enviar o print à Vorcaro, Frias acrescentou: “Milagres só são possíveis quando a fé [sic]”, “Esse é um desses milagres” e “Vai ser a maior super produção de uma história brasileira”.

 

Em outra interação, no dia 22 de dezembro de 2024, Frias enviou mensagens em tom de fé e de exaltação ao projeto, definindo a biografia como uma “questão de justiça divina” e afirmando que “JB precisa ter sua verdadeira história revelada”. Vorcaro endossou as afirmações, respondendo: “Tenho certeza disso”. Frias concluiu as mensagens dizendo que “2026 é do Brasil” e “Deus te abençoe meu Brother”.

VÍDEO: Flávio Bolsonaro admite que visitou Vorcaro em casa após primeira prisão do banqueiro
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visitou Daniel Vorcaro em casa após sua primeira prisão. O banqueiro, dono do Banco Master, já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). Em coletiva após se reunir com as lideranças do partido, o pré-candidato chegou a mencionar que Vorcaro estava de tornozeleira.

 

"Como eu falei lá dentro para os deputados, mas já vi que a imprensa divulgou. Estive mais uma vez, nesse evento, para encontrar ele [Daniel Vorcaro]. Ele passou a usar monitoramento eletrônico, eu fui, sim, ao encontro dele para pôr um ponto final na história. Se tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito tempo", admite o pré-candidato.

 

O senador alegou que foi informar ao suspeito que não faria mais negócios com ele após a prisão. A confirmação da visita ocorreu depois de reunião com membros do PL no diretório nacional. O encontro foi motivado pela crise na imagem do presidenciável causada pela divulgação de áudios em que o senador negocia com Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Confira o momento em que o senador admite isso para as câmeras:

 

IMPRENSA NA COLA
Segundo informações reveladas pelo portal Metrópoles, a visita aconteceu na residência do banqueiro em São Paulo, quando ele já havia deixado a prisão e foi autorizado a ir para casa com algumas restrições. Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025.

 

Ele foi detido pela PF no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar para o exterior. Ele foi solto pouco tempo depois e preso novamente em 4 de março de 2026. Desta vez, por ordem do ministro do STF André Mendonça, que alegou “risco concreto de interferência nas investigações”.

 

Na última prisão, foi descoberto que Vorcaro mantinha uma espécie de milícia pessoal, com acesso a dados sigilosos da PF, comandada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.
 

Após operação da PF contra Cláudio Castro, PL discute substituto para disputa ao Senado no RJ em 2026
Foto: Reprodução

A operação da Polícia Federal que tem o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) como alvo acelerou as discussões dentro do PL sobre um possível substituto para a disputa ao Senado em 2026.

 

De acordo com informações de bastidores obtidas pelo O Globo, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliam que a situação política de Castro se tornou “insustentável” após a operação deflagrada nesta sexta-feira (15). Reservadamente, integrantes do partido já admitem trabalhar com cenários sem o ex-governador na chapa da direita no Rio de Janeiro.

 

A avaliação é de que a nova investigação se soma ao desgaste político que vinha se intensificando desde março, quando Castro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

 

Na ocasião, o então governador renunciou ao cargo às vésperas da conclusão do julgamento, em uma tentativa de evitar a cassação formal do mandato, mas acabou condenado à inelegibilidade da mesma forma.

 

Questionado sobre a operação da PF, Flávio Bolsonaro afirmou que ainda não conhecia os detalhes da investigação.

 

“Eu ouvi a notícia, mas ainda não entendi direito. Vou saber o que houve”, declarou o senador.

Em visita a hospital, Lula ironiza relação entre Flávio Bolsonaro e dono do Banco Master: “Aqui não tem dinheiro do Vorcaro”
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou, nesta sexta-feira (15), o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que admitiu ter buscado apoio financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Durante visita ao Hospital de Amor, em Barretos (SP), Lula afirmou que os investimentos destinados à instituição não tiveram participação do empresário.

 

“Aqui nesse hospital não tem dinheiro do Vorcaro”, disse o presidente, arrancando aplausos e gritos de apoio do público presente.

 

Na última quinta-feira (14), durante visita a uma fábrica de fertilizantes da Petrobras em Camaçari, Lula havia evitado comentar o episódio, classificando o assunto apenas como “caso de polícia”.

 

O CASO
Na última quarta-feira (13), uma reportagem publicada pelo Intercept Brasil revelou mensagens em que Flávio Bolsonaro solicita apoio financeiro de Daniel Vorcaro para concluir o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

 

“Tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, disse o senador em um áudio enviado ao banqueiro.

 

Inicialmente, Flávio negou qualquer participação de Vorcaro no projeto. Após conversar com aliados, porém, o senador voltou atrás e admitiu que procurou patrocínio privado para a produção.

 

“O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, afirmou.

Flávio Bolsonaro admite novos vazamentos e nega irregularidades em filme sobre Jair
Geraldo Magela/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (15) que podem surgir novos vazamentos envolvendo conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mas garantiu que toda a relação entre os dois foi ligada apenas ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL).

 

“É legitimo que pensem dessa forma [sobre novos vazamentos], mas não tem nada diferente do filme. Pode vazar um 'videozinho' mostrando o estúdio que eu possa ter enviado pra ele, algum encontro que eu possa ter tido com ele, foi tudo para tratar sobre o filme, não vai ter surpresinha”, disse à CNN Brasil.

 

Flávio também afirmou estar disposto a divulgar os contratos ligados ao financiamento do longa, mas alegou que os documentos pertencem a um fundo privado nos Estados Unidos e seguem regras de compliance. O senador ainda pediu desculpas por ter negado inicialmente contato com Vorcaro após a divulgação de mensagens pelo The Intercept Brasil.

 

“Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”, declarou.

 

Ao comentar a participação do irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), Flávio afirmou confiar “100%” nele e no deputado federal Mário Frias (PL). De acordo com o senador, Eduardo chegou a investir recursos próprios no projeto para manter o roteirista ligado à produção.

“Não tenho que justificar nada para ninguém”, diz Flávio sobre relação com Vorcaro
Foto: Reprodução / TV Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL) comentou sobre a sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master. Em coletiva realizada em frente ao Quartel-General da Polícia Militar do Rio, onde acompanhou a entrega de armamentos e viaturas, o parlamentar afirmou que não precisava avisar a aliados sobre sua relação com Vorcaro.

 

"Não tem absolutamente nada de errado. Não tenho que justificar nada para ninguém. Foi uma época lá atrás que eu busquei investidor, quando o Vorcaro era uma pessoa que circulava por todas as rodas, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, circulava perto de autoridades. Uma pessoa que era cortejada em todo o Brasil. Foi nessa época que ele topou fazer um investimento privado em um filme privado. Não tem nada além disso", afirmou. 

 

As negociações entre Vorcaro e Flávio foram reveladas na última quarta-feira (13), pelo site The Intercept Brasil. Segundo a apuração, o banqueiro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, que retrata de modo narrativo a trajetória de Jair Bolsonaro. 

 

Na coletiva, Flávio também comentou a fala do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que afirmou que a relação do senador com Vorcaro era algo “imperdoável”

 

"Eu acho que ele se precipitou. Ele me conhece, sabe que não tem nada de errado. Ele foi induzido a erro, acho que no afã de querer ser o primeiro a falar alguma coisa. Normalmente, o mineiro é uma pessoa que tem calma na hora de falar, não tem essa velocidade do Zema. Geralmente, é uma pessoa que pensa mais, raciocina e depois se posiciona. Ele tem um perfil prudente, que acho importante na política. Espero que os esclarecimentos que eu trouxe tenham feito ele refletir sobre isso", disse.

Pesquisa Vox Brasil com entrevistas antes do caso Vorcaro mostra Flávio à frente de Lula no 1º e no 2º turno
Foto: montagem com fotos Agências Brasil, Senado e reprodução de redes sociais

Com entrevistas realizadas antes da revelação das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, pesquisa realizada pela Vox Brasil e divulgada nesta sexta-feira (15) mostra o pré-candidato da direita na frente de seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tanto nas simulações de primeiro turno quanto em um cenário de disputa no segundo turno.

 

As entrevistas da Vox Brasil foram fechadas na última terça (12), um dia antes da matéria divulgada pelo site Intercept Brasil que caiu como uma bomba no meio político brasileiro, com a exposição de áudios e prints que mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro para custear o filme “Dark Horse”, que fala da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

 

De acordo com a Vox, na simulação de segundo turno, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, tem 43,8% das intenções de voto. Já o presidente Lula teria 40,2%, o que não configuraria empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de 2,15 pontos percentuais.

 

Confira abaixo os resultados dos quatro cenários de segundo turno auferidos pela Vox em sua pesquisa:

 

Flávio Bolsonaro 43,8 x 40,2% Lula

Lula 44,4% x 26,2% Renan Santos

Lula 43,1% x 34,3% Romeu Zema

Lula 42,9% x 32,5% Ronaldo Caiado

 

Em relação ao primeiro turno, a Vox Brasil questionou seus entrevistados apresentando duas listas, e em um delas aparecia o nome do ex-governador Ciro Gomes, do PSDB. Ciro, entretanto, anunciou na última segunda (11) que não será candidato a presidente, preferindo concorrer ao governo do Ceará. 

 

Na simulação do instituto em primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro aparece pela primeira vez na liderança da corrida presidencial. Confira abaixo o cenário da Vox Brasil sem a inclusão do nome de Ciro Gomes. 

 

Flávio Bolsonaro (PL) - 37,8%
Lula (PT) - 35,1%
Romeu Zema (Novo) - 4,5%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,3%
Renan Santos (Missão) - 1,8%
Augusto Cury (Avante) - 0,8%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,5%
Aldo Rebelo (DC) - 0,2%
Nenhum/branco/nulo - 0,5%
Não sabe - 6,5%

 

No campo da rejeição aos candidatos a presidente, o quadro apurado pela pesquisa Vox é o seguinte:

 

Lula - 54,1%
Flávio Bolsonaro - 39,3%
Romeu Zema - 22,4%
Ronaldo Caiado - 18,5%
Ciro Gomes - 15,5%
Aldo Rebelo - 14,5%
Cabo Daciolo - 13,3%
Renan Santos - 11,1%
Augusto Cury - 10,3%
Não rejeita nenhum - 2,1%
Não sabe - 6,3%

 

A pesquisa entrevistou 2.100 pessoas de 9 a 12 de maio de 2026. A margem de erro é 2,15% pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-02423/2026 . O estudo custou R$ 50.000 e foi pago com recursos próprios.
 

Flávio ganhou cinco vezes mais seguidores que Lula nos últimos dois meses, mas caso Vorcaro pode mudar cenário
Foto: montagem com imagens de Edu Mota e Agência Senado

A crise que se instalou na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a revelação de seus diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro pode vir a estancar o bom desempenho que ele vinha obtendo em seus perfis oficiais nas diversas plataformas de redes sociais. Levantamento realizado pelo Bahia Notícias mostra que o candidato da direita brasileira cresceu pelo menos cinco vezes mais nas redes do que seu adversário direto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos últimos dois meses. 

 

Neste levantamento atual, o BN comparou os números de agora com pesquisa feita em 17 de março que mostra a quantidade de seguidores de Lula e de Flávio Bolsonaro nas principais plataformas de redes sociais. Foram considerados, para essa totalização, os perfis oficiais dos dois candidatos no Instagram, no Facebook, no X, no Youtube, no Threads, no TikTok e na rede BlueSky (Flávio não tem conta nesta plataforma). 

 

Em março, o presidente Lula tinha um total de 40,975 milhões de seguidores distribuídos pelas plataformas listadas acima. Já o senador Flávio Bolsonaro totalizava 19,575 milhões nas mesmas plataformas de redes. 

 

A contabilização feita pelo BN nesta sexta-feira (15) revela que Fávio Bolsonaro ganhou perto de três milhões de novos seguidores nos últimos dois meses. Já Lula viu sua quantidade de seguidores aumentar em algo próximo a 500 mil no mesmo período.

 

Confira abaixo a quantidade de seguidores de dois principais candidatos a presidente, e entre parênteses, o número que eles tinham em cada rede no levantamento do BN de março deste ano.

 

Lula

 

Instagram - 14,5 milhões (14,5)

Facebook - 6,2 milhões (6,1)

X - 10,2 milhões (10,1)

Threads - 3,1 milhões (3,1)

Blue Sky - 295,6 mil (295,3)

TikTok - 5,5 milhões (5,3)

Youtube - 1,6 milhão (1,58)

Total: 41,395 milhões (40,975)

 

Flávio Bolsonaro

 

Instagram - 10,3 milhões (8,2)

Facebook - 3,4 milhões (3,2)

X - 3,7 milhões (3,6)

Threads - 2,3 milhões (2)

TikTok - 2 milhões (1,8)

Youtube - 804 mil (0,3)

Total: 22,504 milhões (19,575)

 

Os números demonstram que o presidente Lula ainda mantém uma larga distância do seu adversário na quantidade total de seguidores, com 41,3 milhões contra 22,5 milhões de Flávio Bolsonaro. Essa distância, entretanto, diminuiu do mês de março para cá, mas as revelações desta semana sobre o pedido de dinheiro do senador do PL ao dono do Banco Master podem acabar refreando o crescimento que vinha sendo obtido pelo senador do PL, principalmente no Instagram. 
 

Mário Frias recua e admite dinheiro de Vorcaro em filme sobre Bolsonaro
Foto: Roberto Castro/Mtur

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) mudou sua versão dos fatos sobre o susposto investimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no filme "Dark Horse" cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em declaração dada nesta quinta-feira (14), o parlamentar e ex-ministro de Jair Bolsonaro confirmou que o longa-metragem recebeu recursos do ex-banqueiro.

 

Em nota enviada à imprensa, Frias afirma que não há contradição entre os posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas "uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento". As informações são da CNN Brasil. 

 

"Quando afirmei anteriormente que não há 'um centavo do Master' no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta", escreveu. 

 

Ainda na quarta-feira (13), a empresa produtora do filme, GOUP Entertainment, afirmou "categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário". No mesmo dia, o deputado Mário Frias, que é produtor executivo do longa, afirmou o mesmo.

Conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro movimenta as redes e causa forte desgaste ao presidenciável do PL
Foto: Reprodução Redes Sociais

O terremoto que abalou a política brasileira nesta semana, a partir da revelação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, provocou forte debate nas redes sociais e causou intenso desgaste ao pré-candidato e principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

 

Esse cenário foi revelado em análises da movimentação nas redes feitas por plataformas de monitoramento da atividade dos internautas. Um desses estudos, da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, por exemplo, mostra que desde a última quarta-feira (13), quando veio a público o pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro, esse assunto dominou as redes sociais, somando mais de 14 milhões de interações, entre curtidas, compartilhamentos e comentários nas principais plataformas. 

 

Na rede X, segundo o estudo da Nexus, o pico de menções ao assunto foi registrado no começo da noite da última quarta. Entre as expressões em destaque na nuvem de termos da rede figuram “Lei Rouanet”, “filme sobre Jair Bolsonaro”, “CPI do Banco Master”, “estarei contigo” e “dinheiro público”.

 

Nas redes sociais da Meta, Facebook e Instagram, foram feitas 29 mil menções em português ao tema, com mais de 10,7 milhões de interações. Na nuvem de termos destas plataformas, a expressão “134 milhões” ganha destaque.

 

Em todas as plataformas, o debate se dividiu entre a ironia dos críticos a respeito da origem dos recursos para o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a apreensão de apoiadores com o desgaste da imagem do pré-candidato e da própria família Bolsonaro, já que o irmão, Eduardo, também apareceu na história.

 

Outro estudo, realizado pelo sistema Hórus, plataforma de monitoramento em tempo real da AP Exata, revela que o caso do pedido de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse” causou forte desgaste para o senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Os números da empresa mostram que 64,3% das menções ao senador foram negativas nas redes, o pior índice entre os nomes monitorados e o mais alto desde o início de sua pré-campanha a presidente.

 

O levantamento da AP Exata também aponta queda no índice de confiança associado ao presidenciável do PL, que recuou para 13,7%, uma baixa de 2,8 pontos percentuais em relação ao período anterior ao escândalo. Trata-se do menor patamar entre os pré-candidatos monitorados.

 

Apesar do desgaste, Flávio Bolsonaro liderou novamente o volume de menções nas redes nesta quinta-feira, com 24,7% do total monitorado pela AP Exata.

 

Em seguida aparecem o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 24,3%, e o presidente Lula, com 18%. Renan Santos (Missão) teve 12,6%, enquanto o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), chegou a 9,8%.

 

O crescimento de Zema ocorreu principalmente após críticas públicas feitas por ele ao senador. Antes da crise, o ex-governador mineiro respondia por cerca de 10% das menções. Agora, ampliou sua participação em aproximadamente 14 pontos percentuais ao longo do dia.

 

A maior visibilidade de Zema, entretanto, também trouxe custo reputacional. As menções negativas ao ex-governador subiram 4,1 pontos percentuais após suas declarações sobre Flávio, impulsionadas principalmente por críticas de perfis bolsonaristas.

 

Os dados da AP Exata indicam ainda estabilidade para o presidente Lula. O líder petista manteve os principais indicadores praticamente inalterados, com leve alta de 0,4 ponto percentual em menções positivas e variação semelhante no índice de confiança, sem impacto direto relevante da crise.

 

A análise mostra que o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master ainda não se converteu em ganho expressivo para Lula, embora possa abrir espaço futuro para o presidente entre eleitores moderados e indecisos.
 

Na GloboNews, Flávio diz que Vorcaro deu R$ 160 milhões para Luciano Huck e pergunta: "era dinheiro sujo?"
Foto: Reprodução GloboNews

Em entrevista na GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador  Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que haja qualquer irregularidade em sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Durante a entrevista, o pré-candidato a presidente comparou a repercussão das conversas dele com o dono do Banco Master a investimentos feitos por Vorcaro em outros projetos, além de questionar o tratamento dado ao episódio.

 

"Quando o Daniel Vorcaro, o banco dele, colocou R$ 160 milhões na Globo entre 2025 e 2026, era dinheiro sujo? É dinheiro sujo?”, questionou o senador aos jornalistas da GloboNews que o entrevistavam.

 

Flávio Bolsonaro disse que o dinheiro investido pelo Master na Globo teria sido destinado ao programa do Luciano Huck. O senador perguntou se os jornalistas sabiam da origem do dinheiro do Banco Master.

 

“Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não, que vocês agiram de boa-fé, como eu agi de boa-fé”, argumentou o candidato do PL.

 

Segundo o senador, o empresário teria investido esperando retorno financeiro e não em razão de qualquer benefício político.

 

“Ele não estava fazendo favor. Eu era senador de oposição. Eu não tinha absolutamente nada para oferecer em troca”, disse.

 

A entrevista ocorreu um dia após o site The Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando Daniel Vorcaro por pagamentos em atraso relacionados ao financiamento do filme.
 

Eduardo Bolsonaro nega uso de recursos de Vorcaro para custear estadia nos EUA
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (14), ter recebido recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro para manter sua permanência nos Estados Unidos. A declaração ocorreu após a Polícia Federal (PF) iniciar apurações sobre possíveis repasses vinculados ao empresário para financiar despesas do ex-parlamentar no exterior.

 

Investigadores tentam esclarecer se os valores destinados ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, tiveram outra finalidade. Nas redes sociais, Eduardo afirmou que seu processo migratório nos EUA impediria qualquer irregularidade financeira.

 

“Meu status migratório não permitiria, se isso tivesse acontecido o próprio governo americano me puniria. No meu processo migratório expliquei as autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, escreveu.

 

Ele também declarou que informou às autoridades americanas a origem dos recursos utilizados durante o processo migratório e negou qualquer problema com a documentação apresentada.

 

As investigações analisam se o dinheiro enviado ao fundo responsável pelo filme foi realmente aplicado na produção audiovisual ou se parte dos recursos teria sido usada para bancar despesas pessoais nos Estados Unidos.

 

Em entrevista à GloboNews, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que os recursos pagos por Vorcaro foram destinados exclusivamente ao fundo do filme e administrados por um advogado ligado a Eduardo.

"Eu menti", diz Flávio Bolsonaro sobre conversas com Vorcaro; Senador alega que tinha contrato de confidencialidade
Foto: Reprodução GloboNews

Uma cláusula de confidencialidade em um contrato com financiadores do filme “Dark Horse”, que fala sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria sido o motivo para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escondesse sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O pré-candidato a presidente, em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (14), admitiu que mentiu sobre suas conversas com Vorcaro para não quebrar o contrato. 

 

“Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse Flávio aos jornalistas da GloboNews. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, completou o pré-candidato.

 

Segundo o senador, o contato com o banqueiro Daniel Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou irregularidade na relação.

 

“Se eu falo assim, ‘eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte qual ia ser? ‘Qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi”, alegou o filho do ex-presidente Bolsonaro.

 

Na entrevista, o pré-candidato não explicou os termos do contrato de confidencialidade e nem com quem foi firmado o acordo. Flávio afirmou que a decisão de mostrar o documento depende dos investidores e do gestor do fundo envolvido.

 

“Tem que falar com o investidor, com o gestor do fundo, para saber se é possível que isso aconteça, até porque é uma relação jurídica nos Estados Unidos”, declarou Flávio Bolsonaro, que disse ainda que os contratos envolviam outros investidores, que também exigiram sigilo.
 

Site diz que Vorcaro topou receber Jair Bolsonaro em sua mansão em Brasília; Flávio afirma que encontro não aconteceu
Foto: Reprodução X

Informação divulgada pelo site Intercept Brasil nesta quinta-feira (14) revela que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, aceitou receber o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília, em março de 2025, para juntos assistirem a um documentário. Uma troca de conversas extraída do celular do dono do Master mostra o convite. 

 

Segundo o site, o encontro foi organizado um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter virado réu por seu envolvimento na tentativa de golpe de estado em 2022. Mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) sabiam do encontro.

 

Em entrevista à GloboNews, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro confirmou o convite feito para que seu pai fosse assistir a um documentário na casa de Daniel Vorcaro. Flávio, entretanto, disse que o encontro não aconteceu.

 

A reunião era parte do plano para contar com o apoio de Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, filme que conta a história de Jair Bolsonaro. Mensagens obtidas pelo Intercept Brasil indicam que Mario Frias pediu para Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, fazer a ponte com Vorcaro. 

 

Segundo os registros, Miranda sugeriu o encontro a Vorcaro por WhatsApp no dia 27 de março do ano passado. Os diálogos não informam o nome do filme, mas, na época, Frias já atuava como produtor de “A Colisão dos Destinos”, um documentário de cerca de 70 minutos sobre a trajetória do ex-presidente, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026.

 

A troca de mensagens entre Miranda e Vorcaro ocorreu um dia depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, o STF, ter decidido por unanimidade tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por tentativa de golpe de estado em 2022. Jair foi condenado seis meses depois, em 11 de setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.

 

No registro obtido pelo Intercept, Miranda compartilhou com Vorcaro uma captura de tela de uma conversa com Frias. Nesse print, o deputado federal, que foi secretário de Cultura na gestão de Bolsonaro, afirma que o encontro “vai fazer mta diferença pro PR” – PR é uma sigla que bolsonaristas costumam usar para se referir ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
 

Caso “Dark Horse”: Flávio nega desvio de recursos para Eduardo Bolsonaro
Ton Molina/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (14) que os recursos obtidos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro foram utilizados exclusivamente na produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar negou que o dinheiro tenha sido usado para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.

 

“Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para esse filme, são integralmente utilizados para fazer o filme”, declarou em entrevista à GloboNews.

 

As declarações ocorreram após reportagens do The Intercept Brasil divulgarem mensagens e áudios em que Flávio aparece cobrando recursos de Vorcaro para financiar o longa. Segundo as publicações, cerca de R$ 61 milhões teriam sido destinados ao projeto.

 

O senador afirmou que sua participação se limitou à busca de investidores para viabilizar a produção audiovisual. Ele também disse que eventuais pagamentos a advogados estariam ligados à administração do fundo responsável pelo financiamento do filme. “Não tem por que querer empurrar uma intimidade que não tenho”, afirmou.

 

O caso também é alvo de apuração da Polícia Federal, que investiga se parte dos recursos pode ter sido utilizada para bancar despesas e articulações políticas de Eduardo nos Estados Unidos. A polêmica envolvendo o financiamento do filme ocorre em meio às investigações relacionadas ao Banco Master e à atuação de Daniel Vorcaro no mercado financeiro.

 

ASSISTA:

Flávio nega que tenha enviado dinheiro para seu irmão e diz que chamar Vorcaro de "mermão" não significa intimidade
Foto: Reprodução Youtube

Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que valores captados junto ao banqueiro Daniel Vorcaro tivessem sido utilizados para custear despesas do seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos. 

 

O pré-candidato repetiu explicação dada nas redes sociais no dia anterior sobre suas conversas com o dono do Banco Master, reveladas pelo site The Intercept. Flávio colocou que ele apenas estava buscando recursos para financiar a produção do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

“Minha participação foi buscar investidores para colocar de pé um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, meu pai, uma pessoa que está passando por uma grande perseguição e foi vítima de uma farsa por meio de uma corte, e é meu sonho fazer com que a história de vida dele, que é emocionante, seja uma homenagem em forma de filme”, disse o senador, reforçando que todos os recursos foram destinados exclusivamente ao filme.

 

A Polícia Federal iniciou uma nova linha de investigação para apurar se o dinheiro solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro serviu para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A PF quer identificar se o montante negociado com Vorcaro de fato foi destinado para o filme ou se a produção serviu para camuflar o repasse das verbas.

 

Isso porque cerca de US$ 2 milhões teriam sido transferidos para um fundo sediado no Texas denominado Havengate Development Fund LP, que tem como um dos responsáveis legais Paulo Calixto, advogado de Eduardo.

 

Na entrevista, Flávio Bolsonaro explicou que o fundo criado para financiar o filme teve utilização específica. Segundo ele, todos os recursos captados e enviados ao fundo foram utilizados “integralmente” para fazer o filme. 

 

O pré-candidato ainda justificou a aproximação com investidores privados para o projeto cinematográfico. “Fui buscar investimento privado para um filme em homenagem ao meu próprio pai”, declarou.

 

Questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro negou ter relação próxima com o banqueiro, além das tratativas relacionadas ao filme. “Eu não tenho nenhum contato com Daniel Vorcaro, a não ser para tratar de filme. As conversas mostram isso”, afirmou.

 

Outro questionamento foi feito pela emissora sobre o tom informal das mensagens trocadas com Vorcaro, o senador do PL do Rio de Janeiro disse que expressões como “irmão” e “mermão” fazem parte do vocabulário popular carioca e não indicam proximidade pessoal.

 

“Irmão, mermão, é uma expressão que a gente usa para cumprimentar, até para pedir um coco na praia. É igual guri no Rio Grande do Sul, piá no Paraná, mano em São Paulo. Não tem por que querer empurrar goela abaixo uma intimidade que não tenho”, concluiu o senador.
 

VÍDEO: Lula evita comentar mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro: "Eu não vou comentar um caso de polícia"
Foto: Wallison Breno/PR

O presidente Lula (PT) esteve no Polo Petroquímico de Camaçari, onde visitou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), nesta quinta-feira (14). Durante o discurso, Lula foi questionado sobre o vazamento de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master. O presidente se negou a falar sobre o tema.

 

 

“Eu não vou comentar um caso de polícia. Não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. Tem algum delegado aqui? Não tem. Vá na 1ª Delegacia da Polícia Federal e pergunte como vai ser tratado o caso dele. O meu caso é tratar do povo brasileiro, é tratar da Petrobras e tratar do emprego”, disse.

 

Relembre o caso

 

A fala se refere a uma reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil, que revelou a existência de negociações entre Vorcaro e Flávio. Segundo a apuração, o banqueiro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, que retrata de modo narrativo a trajetória de Jair Bolsonaro.

 

O banqueiro teria repassado R$ 61 milhões a Flávio, em seis operações realizadas entre os meses de fevereiro e maio de 2025. Em um dos áudios revelados, Flávio cobra parte do pagamento ao banqueiro, alegando temer não conseguir arcar com os custos da produção.

 

“Se você puder me dar um toque, uma posição, porque a gente precisa saber o que faz, porque eu já tenho muita conta pra pagar esse mês e no mês seguinte. Agora que é a reta final, a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos, porque senão a gente perde tudo em contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo. Podendo nos dar um toque aí irmão”, completou Flávio.

 

Os registros obtidos incluem um cronograma de desembolso, um comprovante bancário e cobranças relacionadas às parcelas previstas para a produção. A negociação teve como intermediários o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mário Frias (PL).

 

Flávio Bolsonaro confirmou o contato e disse que a conversa mostra “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”. O senador ainda afirmou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, antes das acusações sobre o caso do Banco Master.

 

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse.

Crise envolvendo Flávio Bolsonaro intensifica pressão por CPI do Master, mas Alcolumbre não quer reabrir possibilidade
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Banco Master

A revelação de negociações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro gerou um movimento atípico no Congresso Nacional, unindo parlamentares da base governista e da oposição em torno da defesa da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master.

 

No entanto, o entorno do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União), sinaliza que a comissão deve permanecer travada, sob o argumento de que a ofensiva se limita a uma disputa política de narrativas.

 

Os bastidores do Senado Federal foram revelados pelo jornal O Globo, logo após o aumento da pressão com as revelações do portal Intercept Brasil. Na ocasião, vários documentos, áudios e mensagens que indicam tratativas entre o senador Flávio Bolsonaro e Vorcaro para o financiamento do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro.

 

O aporte previsto para a produção cinematográfica seria de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões). Em resposta, Flávio Bolsonaro adotou a defesa da CPI como estratégia de pré-campanha presidencial.

 

Após reunião com seus núcleos jurídico e político, o senador afirmou que buscava apenas "patrocínio privado para um filme privado" e acusou o governo de manter relações "espúrias" com o banqueiro, reforçando o coro pela instalação do colegiado.

 

Apesar do clamor público, a postura de Davi Alcolumbre permanece inalterada. O presidente do Congresso não realizou a leitura do requerimento de criação da CPI na última sessão conjunta, há duas semanas, ato indispensável para a oficialização do colegiado.

 

Aliados de Alcolumbre apontam diferentes questões:

  • Instabilidade Política: há o receio de que a investigação produza um desgaste transversal, atingindo lideranças do Centrão e contaminando o cenário para as eleições municipais.
  • Falta de Pressão Direta: interlocutores afirmam que, apesar das declarações públicas, nenhum senador procurou Alcolumbre formalmente nas últimas 24 horas para exigir a instalação.
  • Acordos Prévios: Recorda-se que a própria oposição teria aceitado, anteriormente e de forma reservada, não priorizar a CPI em troca de avanços em outras pautas, como o veto da dosimetria das penas relacionadas ao 8 de janeiro.

 

Sem previsão de nova sessão conjunta do Congresso no curto prazo, a instalação da CPI do Master permanece dependente da conveniência política da presidência da Casa, que, por ora, descarta destravar o processo.

Pesquisa mostra que 66% dos torcedores de direita querem Neymar na Copa; Entre os de esquerda, 40% são contra
Foto: Reprodução Instagram

A polarização da política brasileira invadiu o futebol, e há poucos dias da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de Futebol, a expectativa em torno da inclusão ou não do atacante Neymar entre os que disputarão a competição mobiliza opiniões e posicionamentos que mudam quando o torcedor é de direita ou de esquerda. 

 

Para medir a pulsação do tema Neymar entre torcedores de diferentes posturas políticas e ideológicas, o Centro de Estudos Aplicados de Marketing da ESPM-SP entrevistou centenas de torcedores de todo o Brasil, e pediu que cada um dos entrevistados indicasse até três jogadores que considerava indispensáveis para uma convocação e até três que não convocaria de forma alguma.

 

Nesse recorte inicial da pesquisa, o atacante Neymar liderou os dois rankings com folga. Um total de 56% da amostra afirmam que querem Neymar de volta à Seleção, e 30% disseram que não o convocariam de jeito nenhum. 

 

Nenhum outro jogador chegou perto dos dois lados ao mesmo tempo. Vinícius Jr., o segundo mais querido com 38,5%, tem apenas 8,5% de rejeição. Paquetá e Danilo aparecem com mais opiniões de rejeição do que de aprovação.

 

Se a divisão em torno de Neymar parecia apenas esportiva, os dados indicam que ela vai além das quatro linhas. Como afirma o relatório da pesquisa, a percepção do torcedor sobre o camisa 10 acompanha, de forma consistente, o espectro político brasileiro.

 

Os dados do levantamento mostram que entre os que se identificam com o campo ideológico da direita, 66% defendem a presença de Neymar na Seleção, enquanto 24% são contrários, um saldo amplamente favorável. Entre os torcedores de esquerda, o cenário se inverte: a rejeição chega a 40%, superando a aprovação, de 37%.

 

“Os índices de aprovação e rejeição de Neymar se aproximam da dinâmica observada em pesquisas eleitorais. Segundo o levantamento, a relação entre posicionamento político e opinião sobre o jogador é estatisticamente significativa, mais do que coincidência, trata-se de padrão”, afirma a ESPM-SP.

 

No campo da centro-esquerda, o cenário é de equilíbrio absoluto: 45,5% defendem a presença do jogador, enquanto outros 45,5% são contrários. É o único grupo em que a divisão é total, um retrato que lembra disputas eleitorais em segundo turno.

 

Para os pesquisadores do CEAM, a explicação sobre a divisão em torno do atacantes do Santos passa por fatores que vão além do futebol. 

 

“Neymar declarou apoio político em 2022 e se envolveu em episódios que alimentaram narrativas em diferentes espectros ideológicos. Nesse contexto, o futebol, tradicionalmente visto como espaço de trégua, passa a refletir também as tensões do debate público”, afirma o relatório da pesquisa.
 

Antes de dizer que conversa com Vorcaro era mentira, Flávio afirmou que Mendonça não iria "sacanear" Ciro Nogueira
Foto: Reprodução Youtube

Na manhã desta quarta-feira (13), em conversa com jornalistas na porta do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do presidente do PP, Ciro Nogueira (PP-PI), e disse ter certeza de que o ministro André Mendonça não iria “sacanear” o seu colega de Senado. A fala de Flávio se deu antes dele ser questionado pelo repórter do site Intercept sobre os pagamentos que ele negociou com Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

“O Ciro é presidente de um partido importante, sofreu acusações que são graves e ele inclusive já começou a explicar. O que eu falo é o seguinte: pelo menos ele tem um relator no Supremo, que é o ministro André Mendonça, que não vai sacaneá-lo, que vai dar a oportunidade da defesa trabalhar, vai dar a oportunidade do Ciro se explicar, provar que é inocente”, afirmou Flávio.

 

A conversa com a imprensa aconteceu logo depois de o senador ter um encontro com o presidente do STF, Edson Fachin. Flávio Bolsonaro fez ainda uma comparação da condução do processo por Mendonça com a do ministro Alexandre de Moraes durante a relatoria do caso da trama golpista de 8 de Janeiro.

 

“O que não aconteceu com o presidente Bolsonaro, por exemplo, que provou que era inocente e, mesmo assim, foi condenado pelo seu perseguidor, que é o ministro Alexandre de Moraes, um relator muito ruim, uma pessoa que acaba trazendo um descrédito para a própria instituição Supremo Tribunal Federal por conta de uma atuação completamente parcial”, completou o filho do ex-chefe do Executivo.

 

Já ao final dessa entrevista, Flávio Bolsonaro foi questionado pelo repórter Thalys Alcântara, do Intercept, sobre conversas mantidas com Vorcaro para a produção do filme a respeito da vida de Jair Bolsonaro. O acordo envolveu o repasse de US$ 24 milhões de dólares – cerca de R$ 134 milhões.

 

Ao ouvir a pergunta do repórter, Flávio Bolsonaro gargalhou e foi categórico em sua negativa. “De onde você tirou essa informação? É mentira”, afirmou o senador, antes de dar as costas à imprensa e dizer que a entrevista estava finalizada. Em tom de deboche, o senador ainda tentou desqualificar o trabalho do repórter, chamando-o de “militante”.

 

Poucas horas depois, o site Intercept divulgou a reportagem que caiu como uma bomba em Brasília, com áudios e prints de conversas que mostram que o pré-candidato a presidente negociou diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”. Documentos, mensagens e comprovantes analisados pelo Intercept indicam que ao menos US$ 10,6 milhões já haviam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações ligadas ao projeto.
 

Nikolas Ferreira faz defesa apenas protocolar de Flávio Bolsonaro sobre o caso do pedido de dinheiro a Vorcaro
Foto: Beto Barata/PL

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais expoentes do campo ideológico e político da direita, só foi comentar as conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro no final da noite desta quarta-feira (13). Nikolas, que há meses vem sendo criticado pela família Bolsonaro e seus seguidores de pouco se engajar na campanha presidencial do senador do PL, em postagem nas redes, fez uma defesa apenas protocolar do presidenciável do seu partido. 

 

“Não acredito em condenações precipitadas, assim como também acredito que transparência é sempre o melhor caminho. Flávio deu sua versão dos fatos e afirmou não haver qualquer ilegalidade em sua conduta”, disse Nikolas.

 

Após citar que Flávio Bolsonaro havia apresentado sua defesa a respeito do pedido de dinheiro ao dono do Banco Master para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Nikolas Ferreira passou a relembrar outros escândalos, inclusive envolvendo o governo Lula.

 

“São muitos os escândalos que nosso país vem sofrendo. São notícias diárias de proporções gigantescas, como o escândalo do INSS ou dos contratos milionários envolvendo o Banco Master e ministros, além de pessoas ligadas ao Governo Lula”, afirmou o deputado.

 

Na parte final de sua postagem, o deputado do PL de Minas Gerais segue a mesma linha de defesa feita por diversos outros parlamentares e influenciadores de direita, comparando o dinheiro pedido por Flávio a outros filmes que teriam sido financiados pelo banco, sobre as vidas do presidente Lula e do ex-presidente Michel Temer. Nikolas Ferreira também segue na mesma linha adotada por Flávio Bolsonaro, de exigir a instalação da CPI do Banco Master.

 

“A pergunta que fica é: por que nenhuma tem a repercussão e indignação do que aconteceu hoje? Ou melhor: porque não há a mesma intenção de criminalizar o financiamento dos filmes de Lula e Temer feitos por Vorcaro? São essas e outras milhares de perguntas que precisam ser esclarecidas. Só há uma forma de elucidar todos os fatos envolvendo o Banco Master e as ações do Vorcaro: a instalação da CPMI. Quem agora silenciar, estará acusando o seu medo e, consequentemente, sua culpa”, concluiu o deputado. 

 

Nesse trecho da sua postagem, o deputado Nikolas Ferreira faz referência a uma informação divulgada nesta quarta pelo jornalista Lauro Jardim, do site de O Globo, de que Daniel Vorcaro teria injetado recursos nos filmes “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, sobre a gestão de Michel Temer, e “Lula”, um documentário dirigido em 2024 por Oliver Stone.

 

Após a divulgação da nota, o jornalista Lauro Jardim informou que recebeu resposta do produtor do documentário sobre Temer, negando ter pedido dinheiro a Vorcaro. Jardim também reproduziu nota da Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirmando que não houve qualquer pedido, nem do presidente Lula e nem do governo federal, para o financiamento do documentário do cineasta Oliver Stone.

Flávio Bolsonaro alega que segue recebendo apoio de Jair: “Ele me disse para ficar firme”
Foto: Beto Barata/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter recebido apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, logo após a divulgação de mensagens trocadas entre o filho “01” e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em declaração enviada à CCN Brasil, ele afirma que Bolsonaro o mandou “ficar firme”. 

 

O pré-candidato esteve na casa do pai, na tarde desta quarta-feira (13), para antecipar as repercussões envolvendo as mensagens sobre o financiamento do filme. “Estive com meu pai à tarde nesta quarta. Antecipei à ele que iriam explorar, de forma pejorativa e mentirosa, a questão do filme sobre a vida dele. Ele me disse pra ficar firme, pois não havia absolutamente nada de errado com o filme e que nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos”, disse em declaração a reportagem. 

 

O senador ainda completou dizendo que, nas palavras do pai, “não existe possibilidade” da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ser cotada para a disputa presidencial. “Errado seria usar dinheiro público para isso, como faz o PT em prol de seu projeto de poder. Disse ainda que não existe nenhuma possibilidade de Michellle ser candidata à Presidência, como alguns veículos de comunicação começaram a ventilar”, relatou.

 

O ex-presidente está em prisão domiciliar, cumprindo pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

FLÁVIO E VORCARO? 
Nesta quarta-feira (13), o The Intercept Brasil revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro repassou cerca de R$ 61 milhões ao senador Flávio Bolsonaro para a produção do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração revela que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia.

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou o contato e disse que a conversa mostra “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”. O senador ainda afirmou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, antes das acusações sobre o caso do Banco Master.

 

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse.

VÍDEO: Flávio Bolsonaro encerra coletiva após ser questionado sobre áudios com banqueiro
Foto: Reprodução / SBT News
O senador Flávio Bolsonaro abandonou uma entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (13) após ser questionado por jornalistas sobre o conteúdo de áudios divulgados pelo site The Intercept Brasil. O incidente ocorreu nas dependências do Supremo Tribunal Federal (STF), logo após um encontro institucional do parlamentar com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

 

A interrupção aconteceu no momento em que os repórteres indagaram o senador sobre a denúncia de que ele teria negociado R$ 134 milhões com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Confira em vídeo o momento:

 

REPERCUSSÃO POLÍTICA
Apesar de ter se retirado por conta das perguntas de uma repórter do site que revelou o caso, exclamando e gesticulando com a frase “Dinheiro privado! Dinheiro privado!”.  Em nota, o pré-candidato confirmou a veracidade do áudio e não respondeu à jornalista, classificando-a de "militante".  

 

Como resposta, lideranças políticas brasileiras, como o Partido Novo, Missão e Partido Social Democrático (PSD), já criticaram o pré-candidato de olho nas eleições de 2026.

 

Já membros de partidos aliados ao atual governo, por sua vez, dentro da Câmara, acionaram o setor jurídico partidário e a Procuradoria-Geral da República (PGR). É o caso da deputada federal Erika Hilton (Psol) e de Pedro Uczai (PT). Outros nomes também se manifestaram sobre o caso.

 

Como nomes baianos aliados do governo federal, Lídice da Mata (PT): "Eu não estou nem um pouco surpresa", conta. Confira: 

Erika Hilton pede investigação sobre relação entre Flávio Bolsonaro e banqueiro do Banco Master
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (PSol) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a apuração de uma possível ligação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O pedido foi apresentado após reportagem do The Intercept Brasil divulgar mensagens e um áudio atribuídos ao pré-candidato à Presidência da República cobrando de Vorcaro recursos para o filme biográfico Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Segundo a publicação, o empresário teria destinado cerca de R$ 61 milhões ao projeto entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações financeiras. O valor total negociado poderia chegar a R$ 134 milhões.

 

Em nota, Erika Hilton afirmou considerar “suspeita” a relação entre o senador e o banqueiro. “É inaceitável que um senador da República mantenha uma relação como essa”, declarou a parlamentar ao comentar o conteúdo divulgado.

 

Daniel Vorcaro foi preso preventivamente em novembro do ano passado durante a Operação Compliance Zero, que investigou supostas irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master. Dois dias depois, a instituição entrou em processo de liquidação.

 

 

Pré-candidato Romeu Zema critica Flávio Bolsonaro após vazamento de áudios: “é um tapa na cara”
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O cenário da pré-campanha presidencial subiu de tom nesta quarta-feira (13) com o posicionamento da liderança do partido Novo. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Romeu Zema criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) após o vazamento de áudios que indicam negociações financeiras entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro.

 

Confira em vídeo:

 

As gravações, que fazem parte da denúncia revelada pelo site The Intercept Brasil, mostram o senador cobrando valores que somariam R$ 134 milhões para o financiamento de uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o pré-candidato do Novo, o episódio fere a credibilidade da direita e compromete o discurso ético do grupo político.

Deputado Lindbergh Farias pede prisão preventiva de Flávio Bolsonaro após revelações sobre financiamento de filme
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O deputado federal Lindbergh Farias (PT) anunciou que irá solicitar à Polícia Federal (PF) a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL). A iniciativa ocorre após a divulgação de informações pelo site The Intercept Brasil, indicando que o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria financiado com cerca de R$ 61 milhões o filme biográfico "Dark Horse", que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

O parlamentar utilizou suas redes sociais para classificar o caso como "grave demais". Segundo Lindbergh, há indícios de um financiamento milionário e de uma relação íntima entre o senador e o banqueiro que demandam investigação aprofundada. "Isso precisa ser investigado a fundo. "Flávio Bolsonaro preso já!", declara. 

 

Confira abaixo: 

 

De acordo com a reportagem do The Intercept Brasil, o aporte financeiro para o projeto teria sido solicitado diretamente por Flávio Bolsonaro. Diálogos divulgados mostram negociações entre o senador e Vorcaro sobre as doações. O parlamentar baiano Jorge Solla (PT) também repercutiu a revelação em suas redes sociais, confira:

 

Os registros indicam que pelo menos R$ 61 milhões foram pagos em seis operações realizadas entre fevereiro e maio de 2025. O portal aponta que o valor total negociado poderia chegar a R$ 134 milhões, embora não existam evidências de que o montante integral tenha sido efetivamente repassado.

Flávio Bolsonaro teria se encontrado com Vorcaro e negociado R$ 134 mi para bancar o filme “Dark Horse”
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

Registros obtidos pelo site The Intercept Brasil detalham a existência de encontros presenciais em São Paulo e negociações diretas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e integrantes do clã Bolsonaro. A apuração revela que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, que retrata de modo narrativo a trajetória de Jair Bolsonaro.

 

A revelação dessas negociações e encontros presenciais contrasta diretamente com as declarações públicas de Flávio Bolsonaro. O senador vinha negando veementemente qualquer conexão de sua família ou da direita brasileira com o Banco Master, chegando a classificar as suspeitas como uma "narrativa falsa" do governo atual.

 

Apoiador ferrenho de uma CPMI no Congresso Nacional para apurar o "Caso Master", as mensagens expõem uma situação duvidosa entre Flávio e o banqueiro. Em várias ocasiões, tanto em suas redes sociais quanto em discursos, o pré-candidato à presidência do Brasil tem acusado seu adversário, o atual presidente Lula, de "ser o master". Veja em vídeo:

 


VALORES ALTOS
De acordo com os documentos, pelo menos 10,6 milhões de dólares (aproximadamente R$ 61 milhões) foram efetivamente pagos em seis operações realizadas entre fevereiro e maio de 2025. O material inclui um cronograma de desembolso e comprovantes bancários que confirmam as transferências para o projeto cinematográfico ligado à família do ex-presidente.

 

As mensagens indicam que as negociações não se restringiram ao campo virtual. Registros de conversas sugerem encontros e uma articulação próxima em São Paulo, onde o Banco Master possui forte atuação.

 

O envolvimento de Daniel Vorcaro foi negociado diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), mas contou com a participação ativa de outros intermediários do núcleo político: o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mario Frias (PL), ex-secretário de Cultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Os diálogos e documentos de Vorcaro revelam laços financeiros profundos, expondo uma relação de proximidade com o banqueiro que, atualmente, é considerado uma figura central em investigações federais. Uma das conversas mais críticas ocorreu em 15 de novembro de 2025, na véspera da primeira prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero.

 


Em março deste ano, ao comentar a doação de R$ 3 milhões feita pelo pastor Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro) à campanha de Jair Bolsonaro, Flávio afirmou à CNN que o repasse ocorreu “sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal”.

 

Na mesma época, o senador assegurou que a conta do Banco Master estava "longe de chegar perto da direita", declaração agora confrontada pelos registros de cobranças e parcelas da produção do filme.


Ainda em menos de horas da revelação do portal The Intercept Brasil, o deputado e antiga liderança na Câmara dos Deputados Lindbergh Farias (PT) confirma que vai pedir a prisão do então senador Flávio Bolsonaro pelo caso. 

Caso Master: Flávio negociou custeio de filme sobre Bolsonaro com Vorcaro, aponta Intercept
Foto: Pedro Kirilos/Estadão

Preso no caso do Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro repassou cerca de R$ 61 milhões ao senador Flávio Bolsonaro para a produção do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os repasses foram feitos em seis operações realizadas entre os meses de fevereiro e maio de 2025. A informação foi revelada pelo site The Intercept Brasil.

 

 

Segundo áudios e documentos obtidos pelo The Intercept, a negociação previa um repasse total de 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para o projeto. Em um dos áudios revelados, Flávio cobra parte do pagamento ao banqueiro, alegando temer não conseguir arcar com os custos da produção.

 

“Apesar de você ter dado liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. Mas é porque está em um momento muito decisivo do filme. E como tem muita parcela pra trás, está todo mundo tenso. Eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme. Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, no Cyrus, os caras animadíssimos lá no cinema americano mundial. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ser elevado a -1”, falou o senador. 

 

“Se você puder me dar um toque, uma posição, porque a gente precisa saber o que faz, porque eu já tenho muita conta pra pagar esse mês e no mês seguinte. Agora que é a reta final, a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos, porque senão a gente perde tudo em contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo. Podendo nos dar um toque aí irmão”, completou Flávio.

 

Os registros obtidos incluem um cronograma de desembolso, um comprovante bancário e cobranças relacionadas às parcelas previstas para a produção. A negociação teve como intermediários o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mário Frias (PL).

Maioria da população avalia que encontro de Lula com Trump foi positivo e que ele saiu fortalecido, mostra Quaest
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula saiu mais forte após encontro com o líder norte-americano Donald Trump, que ocorreu na semana passada na Casa Branca. Para 43% dos entrevistados pela Genial/Quaest, essa foi a impressão ao final da reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, conforme revelou a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13).

 

Ainda sobre o encontro, outros 26% dos entrevistados disseram que Lula saiu mais fraco após a conversa com Donald Trump. Para 13%, o presidente brasileiro ficou igual, e 18% não souberam ou não quiseram responder.

 

Veja abaixo outros questionamentos da Genial/Quaest a respeito do encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.

 

  • A reunião com Trump foi mais positiva ou mais negativa para Lula?

 

Mais positiva - 37%
Nem positiva, nem negativa - 6%
Mais negativa - 20%
Não sabe/não respondeu - 37%

 

  • Lula teve postura mais dura ou mais amigável na reunião com Trump?

 

Dura - 13%
Amigável - 56%
Nem dura, nem amigável - 3%
Não sabe/Não respondeu - 28%

 

  • Reunião de Lula com Trump na Casa Branca é bom ou ruim para o Brasil?

 

Bom para o Brasil - 60%
Nem bom, nem ruim - 10%
Ruim para o Brasil - 18%
Não sabe/não respondeu - 12%

 

  • Para você, qual a relação que o presidente do Brasil deve ter com os Estados Unidos?

 

Aliado - 56%
Independente - 29%
Opositor - 6%
Não sabe/Não respondeu - 9%

 

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

 

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
 

Genial/Quaest: Lula se recupera e ultrapassa Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno; Confira a pesquisa
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A mais nova pesquisa da Genial/Quaest sobre as eleições nacionais de outubro deste ano, divulgada nesta quarta-feira (13), revelou mudanças tanto na simulação de primeiro turno quanto na disputa do segundo turno: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a dianteira no primeiro turno e voltou a aparecer na frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na avaliação sobre o segundo turno, embora a situação seja de empate técnico.

 

Desde que o nome de Flávio Bolsonaro começou a ser testado na pesquisa Genial/Quaest, Lula manteve a liderança nas simulações de segundo turno até que ambos chegaram empatados no levantamento de março. Na pesquisa seguinte, em abril, Flávio Bolsonaro já liderava, com 42% a 40%.

 

Agora na pesquisa deste mês de maio, o presidente Lula teve uma pequena recuperação e retornou a 42%, ficando à frente do senador do PL, que marcou 41%. Os números configuram empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. 

 

Confira abaixo as simulações de disputa no segundo turno:

 

Lula 42% x 41% Flávio Bolsonaro

Lula 44% x 37% Romeu Zema

Lula 44% x 35% Ronaldo Caiado

Lula 45% x 28% Renan Santos

 

Já no cenário de primeiro turno colocado pela Genial/Quaest aos entrevistados, o presidente Lula segue na liderança acima da margem de erro. A diferença dessa pesquisa para a que foi divulgada em abril é a melhora de Lula, que ganhou dois pontos percentuais, e a piora de Flávio Bolsonaro, que caiu um ponto.

 

Veja abaixo o cenário único de primeiro turno:

 

Lula (PT) - 39%
Flávio Bolsonaro (PL) - 33%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Renan Santos (Missão) - 2%
Augusto Cury (Avante) - 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 0%
Hertzs Dias (PSTU) - 0%
Indecisos - 5%
Branco/Nulo/Não vai votar - 10%

 

Assim como foi verificado nas simulações de primeiro e segundo turno, o presidente Lula também teve melhora em seus números na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados respondem sem verem qualquer lista com nomes. Veja abaixo como ficou o cenário de respostas espontâneas.

 

Lula - 22%
Flávio Bolsonaro - 14%
Outros - 5%
Jair Bolsonaro - 2%
Indecisos - 57%

 

Outro dado que mostrou o presidente Lula se saindo melhor do que o senador Flávio Bolsonaro foi na rejeição. Lula, que em abril era rejeitado por 55% em abril, viu esse índice cair para 53% agora em maio. Já o candidato do PL, que tinha 52% de rejeição no mês passado, agora viu esse indicador subir para 54%, ficando acima do que foi registrado pelo seu principal adversário.

 

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

 

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
 

Flávio encosta em Lula no 1º turno e lidera com distância maior no 2º turno, revela pesquisa Futura/Apex
Foto: montagem (Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado)

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (11) pela Futura/Apex mostrou o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reduzindo a distância para o líder nas simulações de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas abrindo uma distância maior no cenário de segundo turno.

 

Na simulação de primeiro turno, o presidente Lula lidera, mas a diferença para Flávio, que já foi bem maior, caiu para apenas 2,2%. A pesquisa ainda havia incluído o ex-governador Ciro Gomes, que, entretanto, anunciou nesta segunda (11) que não será candidato a presidente.

 

Confira abaixo o resultado do cenário de primeiro turno:

 

Lula (PT) - 38,3%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36,1%
Ciro Gomes (PSDB) - 4,4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,4%
Romeu Zema (Novo) - 3,6%
Renan Santos (Missão) - 1,5%
Augusto Cury (Avante) - 1,4%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,6%
Aldo Rebelo (DC) - 0,1%
Ninguém/branco/nulo - 5,5%
Não sabe/indeciso - 4,1%

 

Nos cenários de segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro segue na liderança, mas neste levantamento, ele abre distância de 2,5% sobre o presidente Lula. A pesquisa Futura/Apex fez diversas simulações de disputas de segundo turno, inclusive com outros candidatos no lugar do líder petista. Veja abaixo as simulações: 

 

Flávio 46,9% x 44,4% Lula

Lula 45,1% x 36,9% Ronaldo Caiado

Lula 46% x 37,8% Romeu Zema

Lula 41,4% x 37,8% Ciro Gomes

Flávio 47,8% x 36,2% Fernando Haddad

Flávio 45,5% x 37% Ciro Gomes

Flávio 43,9% x 27,1% Romeu Zema

Fernando Haddad 38,9% x 32,8% Ronaldo Caiado

Fernando Haddad 39% x 35,6% Romeu Zema

 

O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-03678/2026.
 

“Chega a ser inocência”, diz Capitão Alden sobre hesitação de ACM em apoio a Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução / YouTube / Bahia Notícias

O deputado federal da Bahia, Capitão Alden (PL) avaliou como “inocência” a hesitação do pré-candidato ao governo da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), em declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), Alden destacou que a falta de clareza sobre os vínculos políticos é um erro na campanha da oposição ao governo petista na Bahia.

 

 

“Eu acho que chega a ser inocência demais você pensar assim. A pesquisa que foi feita indica que, a cada 10 votos que ACM Neto teve na última eleição, a cada 10 votantes, cerca de 7 a 8 teriam votado em Lula”, contextualiza. “Então, na cabeça deles, se eles apoiarem, por exemplo, o Flávio Bolsonaro, esse votantes ou aqueles que votaram e Lula poderiam não votar neles, mas chega a ser inocência você dizer ‘olhe, é certo que eu vou apoiar Flávio no segundo turno’, aí esse eleitor não está ouvindo isso? Ele é burro? Ele é ignorante?”

 

Na Bahia, a principal chapa de oposição, montada por ACM Neto, tem o PL como um dos principais aliados, por meio da figura de João Roma (PL-BA), candidato ao Senado Federal pela chapa majoritária da oposição. Nesse sentido, Capitão Alden ressalta que há uma falta de alinhamento entre os posicionamentos nacionais e estaduais. 

 

“Eu não consigo ver racionalidade nesse cálculo. Eu acho que você tem que ter posicionamento, qual é o seu posicionamento? Acho que você pode até dizer, as minhas convicções são essas, o meu papel como gestor vai ser esse, mas palanque aberto? Até Lula poderá vir no palanque dele? E porque existe [o discurso] vamos nos unir para derrotar o PP lá em cima, no [cenário] nacional, mas não vai ser unir para derrotar o PT aqui no estado?”, questiona. 

 

Segundo ele, “essa estratégia é ruim”. “Eu tenho ouvido isso no interior, muito, inclusive de pessoas que pretendem ou pretendiam votar em Neto e peçam postura dele de não definir claramente o que ele defende. Não quem ele defende, mas o que ele defende”, finaliza o parlamentar.

 

Confira o trecho da entrevista:

 

Flávio Bolsonaro chama suspensão da Lei da Dosimetria como 'canetada burocrática'
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria. Em entrevista coletiva realizada neste sábado (9), no Rio de Janeiro ao jornal O Globo, o parlamentar classificou a medida como uma "canetada burocrática" contra a vontade da maioria do Congresso Nacional.

 

A suspensão determinada por Moraes ocorre enquanto a Corte analisa ações que questionam a constitucionalidade da lei, promulgada recentemente pelo Legislativo. Para o senador Flávio Bolsonaro, "a determinação monocrática abala a democracia ao revogar uma decisão tomada pelos representantes eleitos".


Além das críticas à decisão em si, Flávio Bolsonaro acusou o magistrado de ter influenciado diretamente a redação do texto original no Congresso por meio de um "jogo combinado" com o relator na Câmara, deputado Paulinho da Força (Solidariedade). Segundo o senador, essa proximidade teria impedido o avanço de uma proposta de anistia "ampla, geral e irrestrita".

 

A Lei da Dosimetria é vista como um mecanismo que poderia abrandar as penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Com a suspensão imposta por Moraes, a eficácia da norma segue paralisada até o julgamento definitivo pelo plenário do STF.

Flávio Bolsonaro diz que Lula foi aos EUA “defender PCC e CV”
Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta sexta-feira (8), a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos e afirmou que o petista foi ao encontro com Donald Trump para “defender seus eleitores do PCC e CV”. Segundo o pré-candidato à Presidência da República em 2026, Lula deixou de aproveitar a reunião na Casa Branca para avançar em acordos voltados ao combate das facções criminosas.

 

“Perdeu a oportunidade de trazer algo concreto para o Brasil, como fazer uma parceria de fato para combater o crime organizado”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.

 

Lula e Trump se reuniram na última quinta-feira (7), em Washington, nos Estados Unidos. Entre os temas discutidos pelos dois governos estiveram segurança pública, comércio e cooperação internacional.

Frente ampla pela CPI: Governo e oposição querem investigar Master e pedem que STF obrigue criação de comissão
Foto: Divulgação Banco Master

Em meio a reivindicações de instalação da CPI do Banco Master feitas tanto pelo governo Lula quanto pelo pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eduardo Girão (Novo-CE) buscaram um outro caminho para tentar garantir a criação da comissão. 

 

Os dois senadores ingressaram com representação no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que o ministro Kassio Nunes Marques deixe a relatoria de uma ação que pede a criação da comissão parlamentar de inquérito para investigar o Master. Vieira e Girão alegam que Nunes Marques seria suspeito para relatar a ação, por ter ligações com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (7). 

 

O ministro Nunes Marques foi sorteado em 26 de março relator da ação que pede a criação da CPI no Senado, e até o momento não proferiu qualquer decisão sobre o caso. A ação que tem o ministro como relator foi apresentada por um grupo de senadores, que pede a intervenção do STF e a garantia do direito da minoria de instalar comissões de inquérito.

 

No pedido de suspeição de Nunes Marques, o senador Alessandro Vieira argumenta que o magistrado tem proximidade com Ciro Nogueira. Vieira argumenta que os dois são do Piauí e têm relação antiga no meio político e jurídico local.

 

“Considerando a relação íntima e notória entre o ministro Kassio e o senador Ciro Nogueira, que hoje passou a ser oficialmente alvo das investigações referentes ao caso Master, estou apresentando, juntamente com o senador Girão, pedido de suspeição, para que o mandado de segurança sobre a instalação da CPI do Master seja distribuído para outro ministro do STF”, escreveu Vieira em suas redes sociais.

 

Ciro Nogueira foi um dos principais articuladores e apoiadores da indicação de Nunes Marques ao STF em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), de quem foi ministro da Casa Civil. Na época, o senador elogiou publicamente o magistrado e atuou nos bastidores para viabilizar apoio à sua indicação no Senado. 

 

Em outra frente de defesa da criação de uma CPI, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) ingressou com um mandado de segurança no STF para que a Corte obrigue o Congresso Nacional a instalar a comissão mista para investigar o Banco Master. O mandado foi distribuído para o ministro André Mendonça. 
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O bicho tá solto na política baiana. E tem até tigre pronto pra virar papagaio. Por via das dúvidas, Cunha vestiu logo suas asas. Mas quem tá de ovo virado é o Potro. Ainda mais depois que tentaram passar por cima do rebento do Cavalo. Enquanto isso, tem gente apelando pros santos pra ver se as coisas na campanha vão pra frente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: CanalGovBr

"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF).  O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.

Podcast

Olivia Santana é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda

Olivia Santana é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda-feira (1°). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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