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Artigos

Ernesto Marques
Jabuti não sobe em árvore
Foto: Divulgação

Jabuti não sobe em árvore

A expressão é comum nos corredores em que jornalistas, assessores e políticos movimentam os chamados bastidores. Refere-se a algum acontecimento estranho, consumdo por causa da ação deliberada de quem prefere o anonimato. Claro! Se aparece um jabuti no alto de uma árvore, é porque alguém o colocou lá em cima, sabe-se lá qual a razão. Mas é fato: jabuti não sobe em árvore.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

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O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

eleicoes 2026

Filho de Pastor Sargento Isidório, Tancredo chega aos holofotes da AL-BA após anos nos bastidores da política
Foto: Reprodução / Instagram @tancredoisidorio

Filho do deputado federal Pastor Sargento Isidório, Tancredo Isidório (Avante) chega à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em fevereiro de 2027 após uma trajetória construída desde cedo entre a gestão da Fundação Dr. Jesus e os bastidores da política. Eleito deputado estadual em 2026 com 82.883 votos, ele foi o 20º mais votado entre 612 candidatos.

 

A relação com a política começou ainda na infância, influenciada diretamente pelo pai. Aos nove anos, Tancredo passou a ajudar na administração de um dos mercados da família. Aos 11, começou a atuar também na área de recuperação de pessoas, dentro do trabalho desenvolvido pelo pai.

 

“Eu de manhã estudava, de tarde vendia pão, de noite cuidava do centro de recuperação. Quando eu fiquei adolescente, procurei estudar. Fui focar no meu estudo, mas meu pai já tinha sido eleito deputado e eu comecei a ter contato com a política de verdade”, relatou ao Bahia Notícias.

 

Aos 12 anos, Tancredo também vivenciou um dos episódios mais marcantes da trajetória política do pai. Em 2001, durante a greve da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), Pastor Sargento Isidório foi preso. Segundo Tancredo, a família passou cerca de 15 dias sem saber onde ele estava e passou a acompanhar a mobilização pela libertação do então líder religioso e político. “Você vê essa situação com 12 anos de idade. Tiros de bala de borracha, policial quebrar perna em confrontos... Ali foi o estopim de tudo”, relembrou.

 

A partir da eleição do pai para a Assembleia Legislativa, em 2002, Tancredo passou a se aproximar ainda mais da rotina parlamentar. Ele começou a atuar no gabinete e também assumiu responsabilidades administrativas relacionadas à Fundação Dr. Jesus, incluindo prestação de contas, pagamentos e compras.

 

A experiência se aprofundou a partir de 2007, quando a Fundação firmou uma parceria com o Governo da Bahia. Tancredo passou a administrar os recursos e a estrutura das atividades desenvolvidas pela instituição. Em 2010, com o retorno do pai à Assembleia, Tancredo passou a atuar diretamente na organização do gabinete, entre 2011 e 2017. 

 

A trajetória política da família ganhou um novo capítulo em 2018, quando um dos seis irmãos de Tancredo, João Isidório, foi eleito deputado estadual. Tancredo, no entanto, optou por permanecer nos bastidores e continuar ligado à administração da Fundação Dr. Jesus. 

 

A decisão também ocorreu após um período de afastamento provocado por enfrentar um câncer no cérebro, que o levou a interromper parte das atividades políticas e administrativas. Depois da recuperação, ele voltou a atuar na gestão da instituição. Em 2020, Tancredo tentou pela primeira vez conquistar um mandato próprio, disputando uma vaga de vereador em Salvador. Recebeu 961 votos, mas não foi eleito.

 

A trajetória de Tancredo também foi marcada pela morte de João, em novembro de 2021, aos 29 anos. Ele morreu após sofrer um mal súbito e se ferir ao pular de uma embarcação em águas rasas na Praia do Loreto, na Ilha dos Frades, em Salvador.

 

Um ano depois, o primogênito voltou às urnas em busca de uma vaga na Assembleia. Com 30.610 votos, ficou como primeiro suplente da legenda e não assumiu o mandato. A eleição de 2026 marcou, enfim, a chegada à AL-BA. Com 82.883 votos, Tancredo foi eleito pelo Avante e ampliou em mais de duas vezes a votação obtida quatro anos antes.

As vesperas, Professor Hamilton Assis desafia Aleluia e lança candidatura à presidência da Câmara de Salvador
Foto: Reprodução

O vereador Professor Hamilton Assis (PSOL) lançou nesta sexta-feira (6) sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS). Ele vai enfrentar Alexandre Aleluia (Novo), favorito na disputa, que tem o apoio declarado de 37 dos 43 vereadores. A eleição está marcada para a próxima segunda-feira (9).

 

O anúncio foi feito nas redes sociais. Segundo Hamilton, a candidatura defende um Legislativo “independente, antirracista, democrático e comprometido com o povo”.

 

A data da eleição foi definida na quarta-feira (4), quando o plenário aprovou o requerimento apresentado por Aleluia, com a assinatura de 32 vereadores. 

 

Ação do PDT no STF pode tirar mandato de Joseildo e Manuel Rocha e levar Lídice e Jayminho à Câmara; veja conta eleitoral
Foto: Divulgação

Uma ação apresentada pelo PDT ao Supremo Tribunal Federal (STF) pode mudar quatro cadeiras ocupadas por políticos baianos, duas na Câmara dos Deputados e duas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Se a tese for aceita, a deputada federal Lídice da Mata (PSB) e Jayminho Vieira Lima (MDB), que não se elegeram em outubro, ganhariam vaga em Brasília, enquanto Joseildo Ramos (PT) e Manuel Rocha (União Brasil) perderiam o mandato conquistado nas urnas. Na Assembleia, Hilton Coelho (PSOL) e Bete Ataíde (MDB) entrariam no lugar de Neusa Cadore e Euclides Fernandes, ambos do PT.

 

O cálculo feito pelo Bahia Notícias com os votos oficiais do primeiro turno, divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi confirmado pelo especialista em direito eleitoral Ademir Ismerim.

 

A ação questiona a regra usada para distribuir as chamadas sobras eleitorais, que são as vagas que restam depois da primeira divisão das cadeiras. Hoje, essas vagas são distribuídas pelo método das maiores médias: a votação total de cada partido é dividida pelo número de cadeiras que ele já conquistou mais um, e a vaga fica com quem tiver o maior resultado. Para o PDT, essa fórmula favorece as legendas maiores e fere o princípio da representação proporcional previsto na Constituição.

 

A alternativa mais citada para substituir o método atual é a dos maiores restos, em que as sobras vão para os partidos que tiveram mais votos sem aproveitamento na primeira etapa da distribuição. Esse foi o critério usado na simulação.

 

Na bancada baiana na Câmara, a federação formada por PT, PCdoB e PV cairia de 10 para 9 deputados, e a federação União Progressista, de União Brasil e PP, de oito para sete. MDB e PSB passariam de um para dois deputados cada. A mudança acontece porque MDB e PSB terminaram a primeira etapa com sobras de 153 mil e 130 mil votos, respectivamente, enquanto a federação do PT ficou com 48 mil e a União Progressista, com 18 mil. Pela regra atual, as duas federações levam as vagas extras por terem votação total maior.

 

Jayminho, que teve 115.292 votos, é inclusive citado na própria ação do PDT como exemplo de candidato bem votado que ficou fora da Câmara. Lídice teve 89.705 votos. Joseildo recebeu 108.200, e Manuel Rocha, 104.969.

 

Na Assembleia Legislativa, a federação PT, PCdoB e PV perderia duas das 20 cadeiras conquistadas, ficando com 18. O MDB subiria de dois para três deputados estaduais, e a federação PSOL e Rede, de um para dois. Hilton Coelho, que já foi vereador de Salvador e deputado estadual, obteve 64.500 votos, e Bete Ataíde, 44.723. Neusa Cadore teve 56.914 votos, e Euclides Fernandes, 54.557.

 

O PDT, autor da ação, não ganharia nem perderia cadeiras na Bahia. O partido tem um deputado federal eleito no estado, Félix Mendonça Júnior, e cinco deputados estaduais.

 

A ação, registrada como ADI 8036, foi protocolada em 21 de outubro e está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. O PDT pede uma liminar para suspender a regra antes da posse dos eleitos, marcada para fevereiro. O processo tramita em rito abreviado, que permite o julgamento direto do mérito, mas ainda não há prazo para a decisão.

 

Mesmo que ocorra uma mudança no cálculo eleitoral, também não é certo que uma eventual mudança valha para a eleição deste ano. A Constituição proíbe alterações nas regras eleitorais a menos de um ano do pleito, mas há precedente. Em 2024, o STF mudou a regra das sobras, e a decisão acabou sendo aplicada às eleições de 2022, o que levou sete deputados federais a perder o mandato em julho de 2025.

PDT aprova federação com Solidariedade, PRD e Avante para superar cláusula de barreira; PSB pode aderir
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A executiva nacional do PDT aprovou a entrada do partido na Federação Renovação Solidária, hoje formada por Solidariedade e PRD, e que também deve receber o Avante. A decisão foi tomada depois que o PDT ficou abaixo da cláusula de barreira na eleição de outubro. A informação foi confirmada ao Bahia Notícias pelo presidente estadual do partido na Bahia, Félix Mendonça Júnior.

 

Segundo apurou o BN, o PSB também pode entrar na federação, mas a decisão só deve ser tomada em uma reunião futura. 

 

Os partidos vão enviar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para ampliar a federação, que depois terá nome e estatuto atualizados. A ideia é que, somando os votos, as legendas superem juntas a cláusula de barreira, regra que exige desempenho mínimo nas urnas, e garantam acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na TV.

 

A entrada do Avante já foi aprovada pelo próprio partido e pela federação em outubro, também depois de a legenda não alcançar a cláusula de barreira. 

 

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) (PGE) já deu parecer favorável à soma dos votos do Avante com os da federação para esse cálculo, mas a decisão final cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Léo Prates diz que foi neutro na eleição nacional por “lealdade” e destaca mobilização dos idosos na vitória de Lula
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador

O deputado federal reeleito, Léo Prates (Republicanos), afirmou que manteve a neutralidade na disputa eleitoral nacional por uma “lealdade”. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da Antena 1 Salvador (100.1), nesta sexta-feira (6), ele afirmou que levou em consideração o bem-estar da relação com o governo Lula, cultivado durante o mandato atual. 

 

Prates relata sua trajetória de atuação na Câmara dos Deputados, muitas vezes negociando e trabalhando em pautas do governo Lula, como na relatoria da PEC (Projeto de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1. 

 

“Em relação à política nacional, eu resolvi me recolher, porque o governo federal tinha sido leal comigo e eu tinha sido leal com o governo federal. E a maior expressão disso foi a relatoria da 6x1 [Projeto de Emenda à Constituição pelo fim da escala 6x1], onde claro que para o presidente Hugo Motta [presidente da Câmara dos Deputados] designar um relator tinha que ter a anuência do governo porque era pauta muito importante para o governo. Foi a pauta mais importante do governo”, relembra Léo Prates. 

 

Para o parlamentar, “eu achei que por lealdade a mim – não a nada – eu deveria me retrair por conta dessa questão e de uma relação”. Ainda comentando sobre o cenário nacional e a disputa em dois turnos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), Prates diz que conversou com Marcos Pereira, presidente do Republicanos, sobre o assunto. 

 

“Em relação à questão nacional, eu destacaria que uma coisa que não é tão ativa e precisa ser explicada foi a mobilização dos idosos. Eu nunca tinha visto isso em uma eleição, e esse mesmo testemunho foi me dado pelo Marcos Pereira, em São Paulo”, afirma. 

 

Ele dá um exemplo sobre o próprio pai: “Meu pai teve um AVC isquêmico, tem uma condição de saúde muito complexa e meu pai tinha três eleições que não votava. Meu pai acordou, no domingo, pedindo para ir votar. Onde foi que a campanha do Lula acertou nesse despertar dos idosos, é uma coisa que a gente precisa entender melhor, porque realmente é uma coisa importante inclusive para a política”, completa. 

Léo Prates diz que “não tinha expectativa de crescimento” da votação de ACM Neto no 1º turno eleições em Salvador
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador

O deputado federal reeleito, Léo Prates (Republicanos), avaliou os resultados das eleições estaduais e nacionais da perspectiva do seu grupo político, vinculado ao ex-prefeito de Salvador Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da Antena 1 Salvador (100.1), nesta sexta-feira (6), o parlamentar afirmou que confiou na possibilidade eleição do aliado, porém admite que “não tinha expectativa de crescimento” da margem de votos de ACM Neto em Salvador frente ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), que concorreu à reeleição. 

 

Ele destaca o trabalho nas redes sociais como um dos pontos cruciais da disputa na Bahia. “A primeira coisa que eu destacaria para ACM Neto – que é para quem eu fiz campanha, para quem eu me dediquei – eu diria que precisamos avançar em alguns conceitos, especialmente esse conceito das redes sociais. A política mudou”, 

 

Em seguida, Léo Prates, destaca que, apesar do trabalho pela reeleição do aliado, havia uma limitação relevante na campanha frente ao potencial eleitoral da campanha governista de oposição. 

 

“Segundo, a política de reeleição. É muito difícil tirar um governador em reeleição. Eu confesso a você Fernando, outras pessoas poderiam ter essa expectativa e eu não falaria durante a campanha porque estaria prejudicando meu próprio grupo, mas eu não tinha expectativa de um crescimento expressivo na votação de ACM Neto”, explica. 

 

O deputado completa: “Achei que que a gente iria ganhar, em determinado momento, trabalhei para isso, mas é muito difícil desse instrumento da reeleição. É um instrumento muito forte”, afirma.

 

Após a apuração das urnas no 1º turno, o governador Jerônimo Rodrigues foi reeleito com 55,41% dos votos válidos, o equivalente a 4.440.938 votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). ACM Neto (União) recebeu 44,11% dos votos (3.535.498).

 

Durante a sabatina, Léo Prates também fez uma longa avaliação sobre o impacto das plataformas digitais no processo eleitoral recente, afirmando que a política tradicional enfrentou diversos problemas. Ele destacou que foi possível notar uma mudança clara no comportamento do eleitorado. "As redes sociais nesta eleição, você conseguiu sentir a transformação da ação nas redes em voto", pontuou o deputado.

 

Prates usou como exemplo o seu próprio desempenho, relatando que sua votação em Salvador, onde concentra a maior parte de seu público nas redes (cerca de 75% a 80%), o surpreendeu positivamente, enquanto no interior do estado ele obteve 56 mil votos, errando seu cálculo inicial que projetava 70 mil. Segundo ele, a política mudou e hoje "a pessoa que está curtindo é voto, a pessoa que está postando é voto".

Sem citar Flávio Bolsonaro, Alcolumbre ironiza quem contesta urna só após derrota no segundo turno da eleição
Foto: Reprodução / TV Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), criticou na quarta-feira (4) quem passou a contestar a urna eletrônica só depois do resultado do segundo turno da eleição presidencial. Sem citar nomes, ele se referiu aos questionamentos feitos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa, e por aliados. Segundo Alcolumbre, as mesmas urnas foram aceitas no primeiro turno, quando elegeram 120 deputados federais e mais de 20 senadores do partido do candidato derrotado.

 

“Abriu as urnas e ganharam a eleição, mas o pior de tudo isso é que no primeiro turno a urna eletrônica prestou. Ela serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição, serviu para eleger mais de 20 senadores, ela serviu para comemorar uma eleição vitoriosa do adversário do presidente Lula, e quando abriu no segundo turno, não prestou mais a urna”, afirmou.

 

Alcolumbre também disse que os ataques pessoais ultrapassaram o limite do debate político e criticou parlamentares que partem para ofensas. “Algumas vezes, alguns colegas nossos passam apenas do debate para as agressões em relação a esta presidência. Infelizmente, muitos atores políticos do meu país chamado Brasil se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas”, declarou.

Câmara de Salvador aprova requerimento de Aleluia e marca eleição da Mesa Diretora para segunda-feira
Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) aprovou em plenário nesta quarta-feira (4) o requerimento que convoca a eleição da nova Mesa Diretora da Casa para a próxima segunda-feira (9). O pedido foi apresentado pelo vereador Alexandre Aleluia (Novo), candidato à presidência, e teve a assinatura de 32 dos 43 vereadores.

 

Três vereadores se abstiveram na votação: Eliete Paraguassu, Silvio Humberto e Marta Rodrigues. Não houve votos contrários.

 

A apresentação do requerimento nesta quarta e a data da votação foram antecipadas pelo Bahia Notícias. Pelo regimento interno da Câmara, a eleição pode ser marcada 24 horas depois da apresentação do pedido, e a segunda-feira é o próximo dia de sessão.

 

Favorito na disputa, Aleluia reúne o apoio de pelo menos 37 vereadores. O primeiro vice-presidente da chapa deve ser o líder do governo na Câmara, Kiki Bispo (União Brasil), indicado pela Prefeitura de Salvador.

Grupo de Carletto negocia migrar para Podemos, mas federação Avante, PRD e Solidariedade pode mudar planos; entenda cenário
Foto: Divulgação

O grupo político do presidente estadual do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto, negocia a mudança para o Podemos. A ida, no entanto, depende do resultado da federação que o Avante tenta formar com o PRD e o Solidariedade. Caso a Justiça Eleitoral reconheça que a nova federação, se concretizada, superou a cláusula de barreira, o grupo deve permanecer no Avante. Do contrário, a ida para o Podemos já está acertada.

 

Segundo apuração do Bahia Notícias, Carletto mantém conversas com a presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu (SP). A eventual mudança de partido seria acompanhada pelos parlamentares de seu grupo político, entre eles 2 dos 3 deputados federais eleitos pelo Avante na Bahia em outubro: Elmo Vaz, ex-prefeito de Irecê, e Neto Carletto, sobrinho de Ronaldo.

 

Nem o Avante nem a Federação Renovação Solidária, formada pelo PRD e pelo Solidariedade, alcançaram individualmente o desempenho mínimo exigido pela cláusula de barreira nas eleições de outubro. A regra estabelece um patamar mínimo de votos para que os partidos tenham acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na televisão. Para contornar o problema, o Avante decidiu ingressar na federação, movimento já aprovado pela direção nacional do partido e pela assembleia da aliança. A estratégia é somar os votos das três legendas para alcançar o desempenho exigido.

 

Na quinta-feira (29), a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) emitiu parecer favorável à soma dos votos para o cálculo da cláusula de barreira, mesmo que o Avante tenha disputado as eleições fora da federação. O vice-procurador-geral Eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa ressalvou que os votos não podem ser somados para a distribuição de cadeiras, mas afirmou que “não há veto” à utilização dos resultados conjuntos para o cálculo do desempenho eleitoral.

 

Assim, há dois cenários. Se o TSE aceitar a federação e considerar que o grupo superou a cláusula de barreira, o Avante mantém acesso aos recursos e ao tempo de TV, e o grupo de Carletto tende a ficar. Se a federação não sair ou se a Justiça Eleitoral entender que a união feita depois da eleição não vale para a cláusula, a mudança para o Podemos deve acontecer.

 

O Podemos, ao contrário do Avante, conseguiu eleger 27 deputados federais, garantindo acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.

PDT e MDB negociam formação de bloco com sete deputados na Assembleia Legislativa
Foto: Ascom / Agência AL-BA

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) avançaram nas conversas para formar um bloco parlamentar de sete deputados na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a partir de fevereiro de 2027. A articulação busca ampliar a participação das duas legendas na divisão de espaços da Casa, incluindo cargos na Mesa Diretora e nas comissões permanentes.

 

A negociação foi confirmada ao Bahia Notícias pelo deputado estadual eleito Luciano Pinheiro (PDT) e pelo presidente de honra do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima. A composição reuniria os cinco parlamentares eleitos pelo PDT aos dois representantes do MDB na próxima legislatura.

 

“Na AL-BA, é sempre importante formar bloco porque aumenta os espaços. Então, com certeza, o MDB está tendo conversas para formar um bloco, sim”, afirmou Lúcio. Segundo ele, a soma das bancadas permitiria alcançar o que chamou de “número mágico” de sete integrantes, patamar que amplia as possibilidades de participação na estrutura do Legislativo.

 

O dirigente avaliou que a composição seria vantajosa para os dois partidos, que integram a base do governo estadual. “Como são dois partidos da base do governo, não terá nenhuma diferença do tipo ideológica, do tipo de apoio ao governo ou de votações de causas polêmicas que vá provocar divisão do bloco”, disse.

 

Luciano também confirmou que as tratativas estão concentradas no MDB. “A nossa intenção é formar um bloco, com sete parlamentares, já que elegemos cinco. E essa conversa hoje é só com o MDB, que elegeu dois, com quem faríamos uma bancada de sete deputados”, declarou.

 

O PDT elegeu Luciano Pinheiro, Marcinho Oliveira, Neto Coelho, Cacau da Mata e Josafá Marinho. Pelo MDB, foram eleitos Rogério Andrade, que conquistou a reeleição, e Carlinhos Sobral.

 

A formação de um bloco permite às legendas reunir forças para disputar espaços que, individualmente, seriam mais limitados. Além de liderança própria, a bancada passa a ter melhores condições de participar da distribuição de cargos na Mesa Diretora e nas comissões, além de contar com estrutura específica de funcionamento.

 

NEGOCIAÇÃO DEPENDE DO JUDICIÁRIO

A apuração do BN aponta, porém, que a articulação ainda precisa considerar a situação jurídica do PDT em relação à cláusula de desempenho, também conhecida como cláusula de barreira. A legenda não atingiu o desempenho exigido nas eleições de 2026, e há discussões judiciais pendentes sobre a possibilidade de formação de federações partidárias após o pleito.

 

O cenário pode ter impacto sobre a organização das bancadas e a permanência dos parlamentares nas atuais legendas. Caso o partido não consiga superar os efeitos da cláusula, os deputados poderão ter a possibilidade de mudar de sigla sem perder os mandatos, o que também interfere nas alternativas em discussão.

 

Nos bastidores, a formação do bloco com o MDB aparece como uma saída para preservar a articulação política dos dois partidos e ampliar sua força na Assembleia. A possibilidade de uma federação após o resultado das eleições, por outro lado, ainda depende de definições na Justiça.

Roberto Carlos denuncia discriminação do PV e revela reeleição sem verba partidária
Foto: Ascom / Agência AL-BA

O deputado estadual reeleito Roberto Carlos (PV) afirmou que não recebeu recursos do Fundo Partidário para disputar as eleições de 2026 e denunciou o que classificou como discriminação da legenda. A situação também foi relatada pelo deputado Marquinho Viana (PV), que confirmou ao Bahia Notícias não ter recebido recursos do partido para financiar sua campanha.

 

Em conversa com o Bahia Notícias nesta terça-feira (3), Roberto Carlos disse que, além de não receber verba partidária, ficou de fora da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Segundo ele, a decisão de não destinar recursos à sua campanha partiu da direção nacional do PV.

 

“Não tive um centavo de fundo eleitoral. Perguntei ao presidente estadual, e ele me disse que foi uma decisão da nacional. O partido estava cobrando uma taxa de R$ 60 mil para as gravações. Eu não tive, ainda, um centavo do fundo partidário. Mas, graças a Deus, conseguimos a vitória nas urnas”, declarou.

 

Apesar de não ter recebido recursos do Fundo Partidário, Roberto Carlos contou com doações de aliados e utilizou dinheiro próprio na campanha. O maior aporte foi feito pelo deputado federal reeleito Bacelar (PV), que destinou R$ 200 mil. O parlamentar investiu outros R$ 125 mil na própria candidatura. As demais contribuições ficaram abaixo de R$ 25 mil, incluindo uma doação do filho, o vereador de Salvador Randerson Leal (Podemos).

 

Procurado pela reportagem, o também deputado estadual pelo PV Marquinho Viana afirmou que não recebeu recursos do Fundo Partidário nem do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Segundo ele, a direção partidária alegou falta de recursos para realizar os repasses.

 

O deputado relatou ainda que recebeu uma mensagem do presidente estadual do partido, Ivanilson Gomes, informando que havia tentado viabilizar o envio de verba junto à direção nacional, mas não conseguiu. Assim como Roberto Carlos, Marquinho Viana também relatou uma cobrança para participar da propaganda eleitoral gratuita.

 

De acordo com o parlamentar, foi informado de que os candidatos a deputado estadual precisariam pagar R$ 60 mil para ter espaço nas gravações, enquanto o valor para os candidatos a deputado federal seria de R$ 120 mil. Marquinho também disse que a ausência de recursos para candidatos estaduais não foi uma situação isolada nesta eleição. Segundo ele, nas cinco disputas para deputado que enfrentou, nunca recebeu dinheiro do partido para financiar sua campanha.

 

Ao BN, Ivanilson Gomes atribuiu a distribuição dos recursos a uma decisão da direção nacional. Segundo ele, a cúpula priorizou candidaturas à Câmara dos Deputados, por causa do impacto da votação federal no cálculo do tempo de rádio e televisão e do fundo partidário. “Para a nacional, estadual não é prioridade, mas sim federal. Pois é a eleição de deputado federal que conta na hora de calcular tempo de rádio e TV e fundo partidário. Mas eu atuei muito para que ele pudesse receber”, afirmou Ivanilson.

 

O dirigente também declarou que Fabíola Mansur foi a única candidata a deputada estadual do PV a receber recursos do Fundo Partidário, por estar incluída na cota destinada às mulheres. No entanto, os dados do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados pela reportagem até esta terça-feira (3), não apontavam repasses dessa fonte para nenhum dos candidatos estaduais da legenda, incluindo Fabíola.

 

A divergência ocorre enquanto os candidatos ainda estão no prazo para apresentar a prestação de contas final. Segundo o calendário do TSE, o limite para os concorrentes que disputaram apenas o primeiro turno termina nesta terça-feira (3). A ausência de registros na consulta, portanto, precisa ser considerada dentro desse prazo.

 

A ausência de repasses do Fundo Partidário não significa, por si só, que os candidatos não tenham recebido recursos de outras fontes, como o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), destinado especificamente ao financiamento eleitoral. No caso dos deputados estaduais do PV, Roberto Carlos e Marquinho Viana afirmaram não ter recebido recursos partidários para suas campanhas.

Thiago Correia coloca nome à disposição do PSDB para chapa majoritária em Salvador
Fotos: Lucas Vieira / Bahia Notícias / PSDB

Em entrevista concedida ao Bahia Notícias (BN) ainda nos corredores da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Thiago Correia (PSDB) comentou a participação do partido na gestão municipal de Salvador, as articulações para a composição da chapa majoritária e a situação do presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Muniz (PSDB), na base política do grupo.

 

Ao abordar a possibilidade de disputar um cargo na chapa majoritária, Correia afirmou que colocou seu nome à disposição do PSDB e das demais siglas que integram o grupo político. O parlamentar também destacou a presença da legenda em cargos da administração municipal ao longo das últimas gestões. "O PSDB sempre participou das gestões municipais em Salvador, desde a gestão ACM Neto, quando nós tivemos a Secretaria de Educação [...] tivemos o secretário Bruno Barral, tivemos o secretário Marcelo Oliveira, e na gestão Bruno Reis nós temos a Secretaria de Saúde, além da Transalvador, e temos também a presidência da Câmara com o presidente Carlos Muniz", detalha.

 

O deputado defendeu a manutenção da participação do partido nos espaços políticos e administrativos do município, mas ressaltou que a escolha do candidato será definida coletivamente, após diálogo entre os integrantes do grupo. "Acreditamos que deveríamos continuar ocupando esses espaços com um grande número de vereadores e, como falei, com a presidência da Câmara. Em relação à pré-candidatura, na verdade eu coloquei o meu nome à disposição do partido, coloquei o meu nome à disposição do grupo. Como bem disse, eu acho que essa é uma decisão que vai ser tomada depois de muito diálogo do grupo", disse.

 

Correia acrescentou que apoiará a decisão coletiva, independentemente de o escolhido ser ele ou outro integrante da coalizão. "Caso haja o entendimento que o nome deva ser do PSDB, meu nome está à disposição. Como disse, sou um integrante de um grupo. Caso o grupo entenda que o nome deva ser outro, nós estamos ali também para, com certeza, marchar ao lado desse nome que será escolhido. Mas, de antemão, meu nome está à disposição, como falei, coloco à disposição não só do nosso partido, mas de todo o grupo. Essa decisão vai ser tomada aí nos próximos meses, talvez ano".

 

Questionado sobre os nomes da vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT) e do deputado federal Leo Prates (PDT), apontados como possibilidades para compor a chapa majoritária, o deputado avaliou positivamente as trajetórias de ambos na administração municipal. Correia lembrou que Ana Paula já ocupou diferentes funções na gestão de Salvador, enquanto Leo Prates esteve à frente das secretarias municipais da Saúde e da Assistência Social. Apesar dos elogios, reforçou que a definição dependerá de um entendimento entre os integrantes do grupo político.

 

"Difícil falar em nome do partido todo sem ouvir todos os membros, mas com certeza são dois nomes que já contribuíram bastante para o município. A vice-prefeita Ana Paula ocupou diversas pastas dentro da gestão municipal, contribuindo bastante, como também o deputado federal Leo Prates foi secretário de Saúde, foi secretário de Assistência Social, também passou por pastas importantes, deu a sua contribuição. São dois nomes que agregam, mas como eu disse, essa decisão vai ser tomada em grupo, ela não vai ser individual, e vamos aguardar aí que as conversas comecem em torno desse assunto", afirma.

 

Ao comentar a permanência de Carlos Muniz na base política do grupo, diante de especulações sobre possíveis movimentações em direção ao governo estadual, Thiago Correia afirmou que o vereador continua vinculado ao PSDB e ressaltou que ele tem autonomia para definir seus posicionamentos políticos. O deputado também fez uma distinção entre Carlos Muniz e seu filho, Carlos Muniz Filho, que deverá assumir um mandato em Brasília. Em relação ao presidente da Câmara de Salvador, Correia afirmou que as decisões políticas cabem ao próprio vereador.

 

"De maneira nenhuma. O vereador, o deputado Carlos Reis é o filho, que tá lá em Brasília, né, que vai assumir agora nessa nova legislatura, mas o vereador Carlos Muniz é ainda o presidente da Câmara Municipal, é membro do nosso partido. Ele tem toda a sua liberdade para tomar os seus posicionamentos e acho que só quem pode dizer pelo vereador Carlos Muniz é ele próprio", relata.

 

Por fim, Correia afirmou que o presidente da Câmara tem espaço na legenda e destacou sua participação na organização do partido. Segundo o deputado, eventuais posicionamentos de Muniz serão respeitados internamente. "Agora, é claro que ele tem um abrigo dentro do PSDB, é um cara de grupo, ajudou inclusive na construção de um partido mais forte e, com certeza, os seus posicionamentos serão respeitados".

VÍDEO: Vereadores trocam acusações sobre possível investigação da retenção de ônibus no 2º turno das eleições
Fotos [Auxiliadas com uso de I.A - Gemini]: TV CMS / Redes Socias

Os vereadores Sidninho (PP), da base do prefeito Bruno Reis (União), e Randerson Leal (Podemos), líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), protagonizaram um bate-boca durante a sessão desta terça-feira (3). O desentendimento ocorreu durante uma discussão sobre a proposta de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a retenção de ônibus do transporte público durante o segundo turno das eleições de 2026.

 

Confira momentos da briga:

 

A discussão começou após Sidninho questionar a declaração de Randerson de que solicitaria a abertura de uma CEI para apurar o caso em nome dos soteropolitanos. O vereador da base da prefeitura chamou o líder da oposição de "mentiroso" e afirmou que a comissão ainda não havia sido protocolada na Casa.

 

Segundo Sidninho, como são necessárias 14 assinaturas para formalizar o pedido, Randerson não teria conseguido e mentiu sobre isso. O parlamentar também reclamou de supostos "ataques nas redes sociais" e afirmou ser alvo de grupos organizados que, segundo ele, fazem críticas à sua atuação e à gestão do prefeito Bruno Reis.

 

"Uma pequena parte da população esqueceu que a eleição acabou. Eu quero saber quem é o mentiroso da eleição que sinalizou que protocolou uma CEI. Para uma CEI ser protocolada, [são necessárias] 14 assinaturas. Mentira que foi protocolada! Mentira que tem assinaturas! Estamos aqui para trabalhar pelo objetivo do Legislativo. Eu desafio qualquer vereador desta Casa que consiga protocolar a CEI. Um prefeito que entrega, um prefeito que é humano, que já mostrou nos últimos seis anos o que tem feito na cidade", alega Sidninho.

 

Em seguida, o vereador voltou a atacar Randerson e disse que precisou bloquear seu perfil no Instagram devido ao volume de críticas recebidas da militância, que o critica com uso de robótica. "Esse vereador mentiroso, nos últimos dez dias tive que bloquear meu Instagram, que tem esquema pesado, militância pesada e robótica confirmando no mentiroso do Randerson Leal. Vossa Excelência tem que entender de que lado vai jogar, amigo. Quero uma resposta e não minta", disse.

 

Críticas recebidas pelo vereador nas redes sociais | Foto: Reprodução / Bahia Notícias

 

Randerson rebateu as declarações e pediu respeito durante os debates na Câmara municipal, alegando que o seu colega opositor não tem decoro com a divergência política: "Acho que o colega está muito raivoso. E tem que ter respeito, independentemente de sua posição partidária. A gente debate no campo político. Se Vossa Excelência não tem altura para debater politicamente, então não venha aqui atingir qualquer vereador", rebate.

 

O líder da oposição também afirmou que a população de Salvador espera esclarecimentos sobre a retenção dos ônibus, que deveriam operar gratuitamente durante o segundo turno das eleições, e defendeu a investigação do episódio. "Se Vossa Excelência quer saber quem assinou, vai procurar a liderança da Casa. Não sou presidente. Não tem um vereador sequer que pode falar que sou mentiroso. O povo de Salvador quer isso, não quer picuinha", acrescenta Randerson.

 

Na sequência, Sidninho voltou a questionar a atuação do oposicionista e comparou a discussão a um debate eleitoral. "Parece debate na campanha. Um fala uma coisa coerente e o outro não responde com nada. No momento oportuno, quero ver as assinaturas, porque Vossa Excelência é mentiroso", retruca.

 

ENTENDA O CONTEXTO
Randerson Leal anunciou, na segunda-feira (26), que solicitaria a abertura de uma CEI para investigar a retenção de ônibus em garagens de Salvador durante o segundo turno das eleições. Segundo informações divulgadas pelo vereador, pelo menos 75 veículos teriam deixado de circular na capital baiana.

 

A denúncia foi oficializada pelo Partido dos Trabalhadores na justiça eleitoral. Em imagens é possível ver homens colando adesivos do partido nos ônibus. Logo, a oposição da casa questiona se a retirada dos veículos de circulação teria ocorrido de forma sistemática na cidade, onde Lula obteve 1.154.072 votos (73,24%) no segundo turno, contra 421.752 votos (26,76%) de Flávio Bolsonaro (PL).

 

O caso também foi alvo de fiscalização do Procon-BA. O órgão identificou 544 ônibus parados em cinco garagens de empresas de transporte público de Salvador no domingo (25), data do segundo turno das eleições presidenciais. A fiscalização foi motivada por denúncias de eleitores sobre um suposto bloqueio da saída dos veículos por parte da prefeitura.

 

Diante das denúncias, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) determinou o restabelecimento integral da frota, com frequência equivalente à dos dias úteis, além da gratuidade no transporte para os eleitores. O tribunal também determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade (Semob), Pablo Souza, que estava em viagem a Paris, na França.

 

A proposta de investigação apresentada por Randerson também prevê apurar as circunstâncias da viagem do titular da pasta ao exterior. Por sua vez, o gestor da capital baiana argumentou que o atraso na saída de transporte público se deve a problemas operacionais nas garagens e a mobilizações políticas.

 

Registros dos adesivos | Foto: Reprodução / Leitor BN

 

Esse episódio também gerou divergências sobre a responsabilidade pela retenção dos veículos. Na sexta-feira (30), o Sindicato dos Rodoviários de Salvador divulgou uma nota para rebater acusações de envolvimento da entidade no caso. A manifestação ocorreu após a divulgação de áudios atribuídos ao presidente interino da categoria, Fábio Primo, com orientações para a aplicação de adesivos em ônibus nas garagens.

 

Releia a nota do sindicato:

 

Nas gravações, integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) aparecem articulando a distribuição de materiais e a aplicação de adesivos. O sindicato negou responsabilidade pelos problemas na operação do transporte e afirmou que não aceitará acusações sem comprovação, além de defender a apuração transparente dos acontecimentos.

Alice Portugal destaca relevância internacional da eleição no Brasil e define vitória de Lula como “virada épica”
Foto: Daniel Araújo / Antena 1 Salvador

A deputada federal reeleita, Alice Portugal (PCdoB), comentou sobre a relevância das eleições presidenciais no Brasil para o cenário da política internacional. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1) nesta terça-feira (3), a parlamentar destacou que, assim como as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, as midterms, que ocorrem este mês, a eleição brasileira foi importante para a multipolaridade.

 

“Então, se durante um bom tempo os americanos se preocuparam com a eleição no Brasil, hoje, evidentemente, nós no Brasil estamos de olho também naquelas eleições”, afirmou a deputada. “Porque o mundo vive esse processo de embate entre a tentativa de uma unipolaridade controlada pela principal potência econômica do mundo e a possibilidade da multipolaridade, que é uma garantia de livre comércio, de relações internacionais onde a diplomacia seja – e não a guerra – o elemento nuclear”, completou.

 

Para Alice, o diferencial é que as eleições brasileiras foram dominadas pelas manifestações de rua. “Não há dúvida de que a mobilização estudantil, que foi aqui o estopim do processo de rua, que é o diferencial dessa eleição, esteve com muita força na discussão da democracia, da soberania e dos direitos, de não perder direitos”, garantiu a parlamentar.

 

Ainda sobre a força da mobilização estudantil, ela atribui o movimento à própria expansão da rede pública de ensino no Brasil durante os governos petistas: “Você vê, 18 anos com 18 universidades, todo esse processo de estímulo à educação como elemento de ascensão social e as massas populares, os idosos, é um negócio assim emocionante. Netos a carregar seus avós e mães e pais. Então, é uma eleição, de fato, épica, onde a nacionalidade aflorou”, conclui.

Kassab afirma que Lula procurou PSD e avalia aproximação do partido com governo
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) procurou a legenda após o resultado das eleições presidenciais de 2026. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste sábado (31), o dirigente disse que o partido considera ampliar a aproximação com o governo federal, desde que sejam adotadas mudanças na condução da economia.

 

Kassab, que também não descartou a possibilidade de assumir novamente um ministério, defendeu que a gestão petista amplie o diálogo com setores de centro. Segundo ele, uma política econômica voltada ao equilíbrio fiscal poderia favorecer uma relação mais próxima entre o PSD e o Palácio do Planalto.

 

O dirigente afirmou que o partido ainda não definiu uma participação formal na base governista, embora tenha ocupado três ministérios durante o atual mandato. Para ele, a aproximação dependerá dos sinais apresentados pelo governo em relação à economia.

 

Ao analisar o resultado das eleições, Kassab atribuiu a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) à escolha de uma candidatura que, na avaliação dele, afastou parte do eleitorado de centro.

 

O presidente do PSD afirmou que a oposição poderia ter seguido outro caminho caso tivesse escolhido um nome com perfil mais moderado. Segundo sua interpretação, a candidatura de Flávio contribuiu para dividir o eleitorado de centro e favorecer Lula.

 

Kassab também avaliou que a campanha petista conseguiu explorar a rejeição ao bolsonarismo. Entre os fatores mencionados por ele estão declarações do senador sobre mudanças na Constituição, sua postura durante os debates e a atuação de apoiadores nas redes sociais.

Sindicato dos Rodoviários rebate acusações sobre retenção de ônibus em Salvador
Reprodução / Instagram @brunoreisba

O Sindicato dos Rodoviários de Salvador divulgou uma nota nesta sexta-feira (30) para contestar a responsabilização da entidade pela retenção de ônibus nas garagens durante o segundo turno das eleições presidenciais, no último domingo (25). A manifestação ocorre após a divulgação de áudios atribuídos ao presidente interino da categoria, Fábio Primo, que mostram orientações para adesivar veículos do transporte público.

 

Na nota, a entidade afirmou que não aceitará acusações sem comprovação e criticou tentativas de atribuir ao sindicato e aos seus diretores a responsabilidade pelos problemas registrados na operação do transporte. A representação dos trabalhadores também defendeu que as circunstâncias do episódio sejam apuradas com transparência.

 

As gravações, divulgadas pelo portal Informe Baiano na quinta-feira (29), mostram uma articulação de integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para distribuir materiais e realizar a aplicação de adesivos nas garagens de empresas de ônibus. No domingo da votação, imagens de câmeras de segurança registraram homens colocando adesivos do PT em ônibus que estavam nas garagens.

 

A Prefeitura de Salvador apontou a necessidade de retirar o material e higienizar os veículos como motivo para o atraso na saída de parte da frota. Em posicionamento anterior, o sindicato afirmou que não tinha responsabilidade pelos atos registrados nas imagens. Na nova manifestação, a entidade voltou a repudiar o que classificou como tentativas de distorcer os acontecimentos e instrumentalizar politicamente o episódio.

 

LEIA A NOTA COMPLETA:

Após vitória de Lula, sub-prefeita de Salvador diz que não vai ajudar em pedidos de regulação para petistas: "Faz o L"
Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

A diretora da Prefeitura-Bairro de Valéria, Kelly Morais, afirmou que não vai ajudar eleitores de Lula com pedidos de regulação. A declaração da sub-prefeita de Salvador foi feita nas redes sociais, após a reeleição do presidente no último domingo (25), no 2º turno das eleições presidenciais. 

 

"Na partir de amanhã, vou sempre responder "faz o L". Não me peça ajuda na regulação", diz a postagem republicada em seu perfil. As Prefeituras-Bairro de Salvador operam como representantes da gestão municipal em 11 bairros de Salvador, atendendo a grandes zonas regionais, aproximando os serviços públicos das comunidades e evitando deslocamentos até a sede da prefeitura. 

 

Segundo informações do G1, Kelly Moraes já atuou em outros cargos na administração da capital baiana. Ela foi diretora da Secretaria Municipal de Promoção Social (Sempre), subsecretária da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), e diretora da prefeitura-bairro de Cajazeiras. 

 

Após a repercussão negativa da publicação, Kelly pediu desculpas: “Quero deixar absolutamente claro que aquela manifestação foi uma atitude estritamente pessoal, da qual me arrependo profundamente, e não representa, em nenhuma hipótese, o posicionamento da Prefeitura de Salvador ou da gestão municipal, que trabalha diariamente para acolher, cuidar e oferecer assistência à população, especialmente àqueles que mais precisam”. 

 

Segundo a prefeitura, ela segue no cargo de diretoria. Em nota, a prefeitura de Salvador afirmou que não compactua com qualquer conduta discriminatória no atendimento à população e que os serviços públicos devem ser prestados a todos os cidadãos de forma igualitária.

 

“A Prefeitura de Salvador ressalta que não compactua com qualquer conduta discriminatória no atendimento à população. Os serviços públicos devem ser prestados a todos os cidadãos de forma igualitária, sem distinção por posicionamento político”, diz o posicionamento.

 

A gestão também informou que o caso será apurado internamente, com a adoção das medidas cabíveis.

 

Confira a mensagem de retratação de Kelly Morais na íntegra:

"Venho a público pedir desculpas, de forma sincera, pela publicação que fiz em minhas redes sociais e que, compreensivelmente, provocou indignação em muitas pessoas.

Reconheço que a publicação foi errada e incompatível com o cargo que exerço na gestão pública. Errei ao compartilhar uma mensagem que confunde a minha obrigação de prestar atendimento à população com a minha preferência política pessoal. Não há justificativa para isso.

Quero deixar absolutamente claro que aquela manifestação foi uma atitude estritamente pessoal, da qual me arrependo profundamente, e não representa, em nenhuma hipótese, o posicionamento da Prefeitura de Salvador ou da gestão municipal, que trabalha diariamente para acolher, cuidar e oferecer assistência à população, especialmente àqueles que mais precisam.

Sei que, por ocupar uma função pública, tenho uma responsabilidade ainda maior com minhas atitudes e manifestações. A população tem todo o direito de esperar de seus representantes respeito, sensibilidade, compromisso e disposição para ouvir e ajudar. Foi justamente com esses princípios que falhei, e reconheço isso com humildade.

Peço desculpas, especialmente, aos moradores da região de Valéria e das demais comunidades que confiaram em meu trabalho e que possam ter se sentido desrespeitados pela publicação. Peço desculpas também a todos os cidadãos de Salvador.

Quem procura o poder público em busca de ajuda merece ser ouvido, respeitado e acolhido. Jamais deve encontrar indiferença. Esse é o compromisso da Prefeitura de Salvador e é também o compromisso que reafirmo publicamente.

Mais uma vez, peço desculpas. Reconheço meu erro e reafirmo meu compromisso de agir com mais responsabilidade, sensibilidade e respeito".

 

Confira a nota de posicionamento da Prefeitura de Salvador na íntegra:

"A Secretaria de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro informa que tomou conhecimento de uma possível publicação atribuída à diretora da Prefeitura-Bairro de Valéria, Kelly Morais, a partir de imagem encaminhada pela reportagem.

A Secretaria esclarece que a publicação teria ocorrido em caráter pessoal, sem caráter institucional. No entanto, repudia qualquer conduta que possa ser interpretada como discriminatória e informa que o caso será apurado internamente, com a adoção das medidas cabíveis.

A Prefeitura de Salvador ressalta que não compactua com qualquer conduta discriminatória no atendimento à população. Os serviços públicos devem ser prestados a todos os cidadãos de forma igualitária, sem distinção por posicionamento político.

A Prefeitura reafirma seu compromisso com o respeito aos cidadãos, a igualdade de tratamento e a garantia de um atendimento público pautado pelo respeito e pela imparcialidade".

Relatório da embaixada dos EUA classifica vitória de Lula como 'definitiva' e descarta impacto de horário ampliado
Foto: Ricardo Stuckert - PR / Divulgação

 

A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília encaminhou, nesta segunda-feira (26), um relatório diplomático a órgãos governamentais norte-americanos, como o Departamento de Estado, classificando a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições como "definitiva" e "surpreendente". 

 

O documento pontuou que o pleito ocorreu de maneira majoritariamente pacífica, apesar de registros pontuais de dificuldades operacionais em algumas regiões. O documento obtido pela Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (30), indica que a extensão do horário de votação por duas horas foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e teve impacto insignificante no resultado final. 

 

Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados no texto, apenas 34 mil votos (cerca de 0,03% do total) foram depositados após as 17h, montante insuficiente para alterar a margem de cerca de 4,4 milhões de votos que consolidou a eleição do petista frente ao senador Flávio Bolsonaro.

 

O parecer da representação diplomática ressaltou ainda a validação do pleito por missões internacionais, ressaltando que observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) declararam não ter "nenhuma dúvida sobre os resultados". 

 

Embora aliados do candidato derrotado e o próprio Flávio tenham classificado o desfecho como "impossível de aceitar", o relatório observou que lideranças do campo conservador reconheceram publicamente o resultado das urnas.

 

No entanto, a avaliação técnica da embaixada contrasta com as declarações públicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem questionado reiteradamente a lisura do processo eleitoral brasileiro. 

 

Na segunda-feira (26), o republicano declarou que "A impressão que passou para o mundo foi terrível. Eleições precisam ser indiscutíveis". Já nesta quinta-feira (29), Trump voltou a criticar a votação, embora tenha indicado que pretende dialogar com o presidente reeleito. "Vou falar com ele, mas acho que a eleição no Brasil foi uma vergonha", afirmou. 

 

Ao ser questionado sobre quem considerava o vencedor legítimo, o mandatário norte-americano evitou resposta direta: "Não quero comentar, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro. O atual presidente me pediu para não tomar partido, e eu não tomei. Mas, quando vi o que aconteceu no Brasil, achei uma vergonha".

Prefeitura de Conceição do Jacuípe nega exonerações por motivação política após eleições
Foto: Reprodução

 

A Prefeitura de Conceição do Jacuípe respondeu às acusações de que a prefeita Tânia Yoshida (PSD) teria promovido exonerações de servidores municipais que não votaram no senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições presidenciais no último domingo (25). Em nota enviada ao Bahia Notícias, a gestão nega a prática de retaliações partidárias no quadro de colaboradores da gestão.

 

Segundo informações do Bahia Notícias, publicadas nesta quinta-feira (29), uma ex-servidora municipal, que preferiu não se identificar, informou que a prefeita teria convocado uma série de funcionários para conversar em particular, induzindo-os a votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno, já que, para a edil, "seria o melhor para o Conceição do jacuípe e para sua chapa". 

 

A funcionária demitida não hesitou em declarar apoio a Lula à prefeita, que encarou a desavença ideológica como uma afronta e afirmou que ela estaria demitida. Sobre o caso, a Prefeitura destaca que “a exoneração mencionada na reportagem foi um episódio pontual, decorrente de uma ocorrência de desrespeito à autoridade da gestora municipal, sem qualquer relação com a preferência eleitoral da ex-servidora”, diz a nota. 

 

O texto ressalta ainda que a prefeita possui histórico de alinhamento com lideranças do PT, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Rui Costa, o que demonstraria a inconsistência das alegações de perseguição a apoiadores da legenda.

 

“A própria prefeita é eleitora do presidente Lula e do ex-governador Rui Costa, circunstância que evidencia a inconsistência da narrativa de perseguição a servidores por apoio a lideranças petistas”, escreveu a Prefeitura de Conceição do Jacuípe.

 

A gestão municipal diz que declarações veiculadas por radialistas da região sobre o caso refletem apenas opiniões pessoais dos profissionais e não contam com autorização para representar o posicionamento ou a orientação da chefia do Executivo. 

 

A prefeitura reafirmou o compromisso com a liberdade de convicção política no ambiente público e destacou que a conduta da administração se pauta pelo respeito à pluralidade democrática.

 

“A prefeita Tânia Yoshida não persegue pessoas por suas convicções políticas. Respeita a liberdade de escolha de cada cidadão e exige, no exercício da administração pública, o mesmo respeito que sempre dispensou aos seus colaboradores.”, conclui a nota. 

 

Confira o posicionamento na íntegra:

"NOTA DE ESCLARECIMENTO 

Prefeitura Municipal de Conceição do Jacuípe 

A Prefeitura Municipal de Conceição do Jacuípe vem a público esclarecer que não procede a acusação de que a prefeita Tânia Yoshida tenha promovido exonerações de servidores por motivação ou perseguição político-partidária, conforme divulgado pelo portal Bahia Notícias nesta quinta-feira (29). A exoneração mencionada na reportagem foi um episódio pontual, decorrente de uma ocorrência de desrespeito à autoridade da gestora municipal, sem qualquer relação com a preferência eleitoral da ex-servidora. Tânia Yoshida tem sua trajetória pública marcada pelo compromisso social, pelo respeito às pessoas e pela defesa da dignidade humana. Reconhecida por sua atuação humanista, jamais condicionou o exercício de funções públicas à orientação política ou ao voto de seus colaboradores. A própria prefeita é eleitora do presidente Lula e do ex-governador Rui Costa, circunstância que evidencia a inconsistência da narrativa de perseguição a servidores por apoio a lideranças petistas. Quanto às manifestações atribuídas a radialistas da região, a Prefeitura esclarece que tais declarações expressam exclusivamente as opiniões e concepções de seus autores, não representando, em nenhuma hipótese, o pensamento da prefeita Tânia Yoshida, tampouco sua conduta republicana. A gestora não autorizou qualquer pessoa a falar em seu nome ou a emitir julgamentos políticos como se fossem manifestações de sua vontade ou orientação. A administração municipal reafirma que divergências políticas são próprias da democracia e não constituem motivo para retaliações no âmbito da gestão pública. A prefeita Tânia Yoshida não persegue pessoas por suas convicções políticas. Respeita a liberdade de escolha de cada cidadão e exige, no exercício da administração pública, o mesmo respeito que sempre dispensou aos seus colaboradores."

Com Coronel sem renovar mandato, Marinho rechaça senador na presidência do Republicanos na Bahia
Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado e Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Após não conseguir se eleger para o Senado nas eleições de 2026, Angelo Coronel (Republicanos) tem o nome cotado nos bastidores para assumir a presidência estadual do partido. A possibilidade, que já era discutida desde março, quando o senador deixou o Partido Social Democrático (PSD) para ingressar na legenda, foi rechaçada pelo atual dirigente da sigla na Bahia, Márcio Marinho.

 

Ao Bahia Notícias, Marinho afirmou que não houve conversa sobre a mudança no comando estadual. A possibilidade, no entanto, teria ganhado força após o segundo turno, realizado no último domingo (25). Fontes ouvidas pelo BN relataram que a direção nacional teria assumido o "compromisso" de ceder a presidência a Coronel após o encerramento das eleições, embora a mudança ainda dependa das articulações internas.

 

Coronel recebeu 2.898.885 votos na disputa pelo Senado, ficando em terceiro lugar entre dez candidatos. As duas vagas da Bahia foram conquistadas por Rui Costa (PT), com 4.335.196 votos, e Jaques Wagner (PT), com 3.986.690. O mandato atual de Coronel termina em 31 de janeiro de 2027. 

Áudio revela articulação de sindicalistas para adesivagem de ônibus em Salvador
Foto: Reprodução / Instagram @brunoreisba

Áudios atribuídos a Fábio Primo, presidente interino do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, mostram uma articulação de integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para adesivar ônibus da capital baiana. As gravações foram divulgadas pelo portal Informe Baiano.

 

 

Nas mensagens, o sindicalista orienta a distribuição de materiais e divide a atuação dos grupos por garagens de empresas que operam o transporte público. Ele cita equipes responsáveis por unidades da G2, G5 e G6 e cobra o envolvimento dos integrantes da central na mobilização.

 

Em um dos trechos, Primo afirma que o material disponível não seria suficiente para toda a frota e orienta os participantes a identificar, junto aos operadores, quais veículos seriam colocados em circulação. A recomendação era adesivar apenas os ônibus que sairiam das garagens.

 

“Não tem material suficiente para todos os carros. Então a gente tem que chegar, quando chegar, pegar na mão do operador o número dos carros que vão sair, para gente colar apenas nos carros que vão sair”, diz na gravação.

 

O áudio também traz orientações sobre o local de aplicação dos adesivos. Segundo Primo, deveria ser colocado apenas um por veículo, na parte dianteira, próximo ao lado do passageiro, sem atrapalhar a visão do motorista.

 

A divulgação das gravações ocorre após problemas envolvendo propaganda eleitoral irregular em ônibus de Salvador no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Na ocasião, veículos precisaram ter adesivos retirados, o que, segundo a Prefeitura, gerou atrasos na operação do transporte público.

 

O Bahia Notícias tentou contato com Fábio Primo para obter um posicionamento sobre as gravações, mas não recebeu retorno até o momento.

João Santana recusa convite para comandar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução / TV Cultura

O marqueteiro baiano João Santana foi convidado para assumir a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, mas recusou o convite. A informação foi publicada pelo jornalista Gustavo Maia, no blog de Lauro Jardim, do jornal O Globo, nesta quinta-feira (29).

 

Segundo a publicação, o contato ocorreu antes do início oficial do período eleitoral, depois que Paulo Vasconcelos, nome preferido de Flávio para comandar a campanha, informou que não poderia aceitar o trabalho por já ter se comprometido com o então governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

 

Um representante do senador procurou Mônica Moura, mulher e sócia de João Santana, para apresentar o convite. Após alguns dias, ela informou que o marqueteiro havia decidido trabalhar em apenas uma campanha nas eleições de 2026: a de ACM Neto (União), candidato ao Governo da Bahia.

 

Posteriormente, Santana também aceitou comandar a campanha de Ciro Gomes ao Governo do Ceará. De acordo com o jornal, integrantes do entorno de Flávio interpretaram a recusa como uma possível resistência ideológica do marqueteiro ao senador. Santana, no entanto, não teve essa motivação atribuída diretamente a ele na publicação.

Votos após as 17h caem 16% no segundo turno de 2026 em relação a 2022
Foto: Antonio Augusto/TSE

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 registrou 34.393 votos depositados após as 17h, número 16,2% inferior ao contabilizado no mesmo período da disputa de 2022, quando 41.025 eleitores votaram depois do horário oficial de encerramento. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram divulgados nesta quinta-feira (29), em despacho da Coordenadoria de Arquitetura, Identificação e Inovação do órgão.

 

A comparação considera que, em 2026, o horário de votação foi prorrogado por duas horas, até as 19h, por determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2022, não houve extensão do prazo, e os votos registrados após as 17h foram de eleitores que já estavam nas filas das seções eleitorais.

 

Segundo o TSE, apenas 4.773 votos foram depositados em seções efetivamente impactadas pela decisão de prolongar a votação. O número representa uma parcela do total registrado depois das 17h neste ano. 

 

A prorrogação foi determinada após um pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que relatou dificuldades de eleitores com o transporte público em diferentes estados. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também solicitou a extensão do horário.

 

Após a decisão de Zanin, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, definiu que a medida seria aplicada apenas às seções em que a votação ainda não havia terminado e cujas urnas permaneciam abertas. Lula venceu Flávio por uma diferença de 4,43 milhões de votos. Apesar do resultado, o senador contestou inicialmente a eleição e afirmou que pediria sua anulação, mas recuou no dia seguinte.

ACM Neto quebra silêncio após eleições e projeta atuação da oposição: "Pensando no futuro"
Foto: Reprodução / Instagram @acmneto

Quatro dias após o segundo turno das eleições, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) se pronunciou nesta quinta-feira (29) e reuniu integrantes de sua equipe na sede do partido, na capital baiana, para discutir os próximos passos políticos do grupo.

 

Após o encontro, Neto afirmou que a oposição pretende fiscalizar os governos e cobrar soluções para os problemas da Bahia e do Brasil, respeitando o resultado das urnas. “Quem ganhou deve governar; quem não ganhou deve fazer oposição”, declarou.

 

"Nós estamos preparados para fazer um trabalho respeitando a democracia, mas um trabalho com sinceridade, com verdade, mostrando os problemas da Bahia e do Brasil. [...] Vamos à luta. Estamos aqui, já pensando no futuro”, concluiu.

 

O ex-prefeito também disse que o grupo está motivado para representar os baianos que, segundo ele, desejam mudanças no estado.

 

ASSISTA:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por ACM Neto (@acmneto)

Secretário de Mobilidade denuncia mensagem que desejou morte da mãe dele após atraso de ônibus no dia da eleição em Salvador
Foto: Reprodução

O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, divulgou nas redes sociais uma mensagem em que um internauta deseja a morte da mãe dele, uma idosa de 82 anos que tem Alzheimer.

 

O ataque foi enviado por mensagem privada no Instagram e dizia: “Desgraçado! Que sua mãe morra” Pablo afirmou que vai tomar medidas judiciais contra o autor e que denunciou a mensagem à plataforma.

 

Na publicação, o secretário mostrou o texto recebido e a foto do perfil de quem o enviou, que se apresenta como diretor e ator de teatro e apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

“Recebi uma mensagem desejando a morte da minha mãe, uma senhora de 82 anos que enfrenta o Alzheimer. Como filho, é profundamente doloroso ver minha família ser atingida dessa forma”, escreveu Pablo.

 

O secretário também comentou as críticas que vem recebendo pelo cargo. 

 

“Como secretário, compreendo meu dever de prestar contas, ouvir críticas e esclarecer os fatos. Tenho cumprido as determinações da Justiça e confio em uma apuração justa. Mas nenhuma divergência política justifica ameaças ou tamanha crueldade”, afirmou. “O debate público exige responsabilidade. Acima de qualquer diferença, precisamos preservar o respeito à vida e à nossa humanidade”, completou.

 

A mensagem teria sido enviada na noite do último domingo (25), dia do segundo turno das eleições, depois de atrasos na saída dos ônibus em Salvador. Na ocasião, houve pedido de prisão do secretário, que estava na França e só voltou à capital baiana na segunda-feira (26).

Deputado eleito, Lucas Reis avalia campanha de 2026 e fala em “clima de euforia” após resultado do 2º turno 
Foto: Divulgação

O deputado federal eleito pelo Partido dos Trabalhadores, Lucas Reis, avaliou a evolução da campanha eleitoral em primeiro e segundo turno para o partido na Bahia. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), o petista afirmou que o ritmo mudou de forma abrupta entre os dois turnos eleitorais e que hoje o grupo ainda segue em “clima de euforia” após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

“Olha, a gente saiu da eleição do 1° turno, que é quando eu me elegi deputado federal, e entramos de cabeça no 2º turno porque sabíamos da importância para o Brasil, mas principalmente no nosso caso aqui, para a Bahia, da reeleição do presidente Lula. Para que a gente pudesse continuar os investimentos, continuar a parceria que se estabeleceu, para que a gente pudesse avançar ainda mais”, narra. 

 

Ele conta que, em meio a celebração da vitória, os preparativos para a posse do mandato, em fevereiro de 2027, já estão ocorrendo em Brasília. “Acabou o segundo turno, estamos em um clima de euforia, mas eu já fui a Brasília. Essa semana já teve reunião da bancada eleita do PT, já teve reunião também o presidente Hugo Motta, para declarar apoio à sua reeleição, junto com a Federação com o PV e o PCdoB”, conta. 

 

Lucas relembra ainda que a agenda de campanha foi ainda mais corrida. ““Eu acho que não vai dar tempo até dezembro parar, mas óbvio que o ritmo diminuiu muito. Foi uma campanha muito intensa, eu rodei mais de 50 municípios considerando só o período oficial de campanha”, destaca. 

 

Eleito com mais de 192 mil votos, a quinta votação mais expressiva para a Câmara dos Deputados na Bahia, Reis recapitula sua trajetória política, especialmente vinculada ao senador reeleito Jaques Wagner. 

 

“Mas eu to muito feliz, muito satisfeito, acho que o resultado é fruto desse trabalho que a gente vem fazendo ao longo desses anos, eu na chefia de gabinete do senador Jaques Wagner desde 2019. Eu em 2022 não fui candidato, e em 2023 já começa com as pessoas dizendo: ‘Olha, acho que era bom a gente ter um nome na linha do senador Jaques Wagner, para a renovação do partido’, e eu estou feliz de poder representar o meu estado, o meu povo no Congresso Nacional a partir de fevereiro”, completa. 

Tarcísio defende respeito às urnas após Flávio se declarar líder do Brasil: "Entendo indignação, mas caminho é seguir em frente"
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (28) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deve respeitar o resultado das eleições presidenciais e seguir em frente. A declaração foi feita após o parlamentar divulgar uma carta em que contesta o resultado do segundo turno e se apresenta como “presidente eleito” e depois corrige para “líder do Brasil”.

 

“Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, aconselhou Tarcísio. O governador também defendeu a construção de uma oposição forte, com atuação dentro das instituições democráticas.

 

“O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel”, afirmou. Segundo Tarcísio, em entrevista à imprensa, o respeito ao processo democrático é necessário para fortalecer os mecanismos de equilíbrio entre os Poderes e preservar a democracia. As aspas foram confirmadas pelo G1.

Flávio Bolsonaro corrige carta e troca “presidente eleito” por “líder”; brasão também foi alterado
Foto ilustrativa: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) alterou trechos da primeira versão da carta divulgada pelo seu aliado nesta quarta-feira (28), na qual questiona o resultado das eleições presidenciais e alega ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, após uma derrota nas urnas. Em uma nova versão do documento, a expressão “presidente eleito” foi retirada de um parágrafo e substituída pela referência a “líder”.

 

No trecho modificado, Flávio afirma que pretende continuar atuando politicamente em defesa dos eleitores que o apoiaram. Na primeira versão, o senador dizia: “Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito”.

 

Na nova redação, a referência a “presidente eleito” foi substituída por “líder”. O restante do parágrafo mantém o tom de mobilização política, com a promessa de que o senador será “a voz e a liderança livre da nossa nação”.

 

Capturas dos trechos alterados / Reprodução / X (antigo Twitter)

 

A alteração ocorre após a repercussão da primeira versão da carta, na qual Flávio se apresenta como presidente eleito, apesar de ter sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25).

 

BRASÃO ERRADO
Além da mudança no texto, a carta foi distribuída inicialmente com um brasão desatualizado do Brasil. A imagem trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, com a letra “z”, denominação histórica que deixou de ser utilizada oficialmente após mudanças na nomenclatura do país.

 

A primeira versão foi divulgada pelo comentarista político Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi compartilhada por WhatsApp, desta vez com o brasão correto e a inscrição “República Federativa do Brasil”.

 

Figueiredo afirmou, em publicação na rede social X, que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. O influenciador também apagou a publicação inicial. O episódio foi marcado por duas correções distintas: a substituição do brasão utilizado no documento e a mudança na forma como Flávio se refere a si próprio em um dos parágrafos da carta.

 

No texto, o senador também questiona a legitimidade do resultado eleitoral e alega fraude na votação, sem apresentar provas que sustentem as acusações nos trechos divulgados. Ele ainda afirma que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior.

Aliado de Flávio Bolsonaro divulga primeira versão de carta com brasão errado e inscrição 'Estados Unidos do Brazil'
Fotos: Reprodução / X via @FlavioBolsonaro e @realpfigueiredo

O aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), Paulo Figueiredo, divulgou nesta quarta-feira (28) uma primeira versão de uma carta com um brasão desatualizado e a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. A denominação deixou de ser utilizada em 1967, quando o país passou a adotar oficialmente o nome República Federativa do Brasil.

 

A carta foi divulgada inicialmente por Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi distribuída por WhatsApp, desta vez com o brasão correto, que contém a inscrição “República Federativa do Brasil”. O influenciador admitiu o erro e apagou a postagem nas suas redes:

 

Confira postagem:

 

Em publicação na rede social X, Figueiredo afirmou que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. Ele também ressaltou que a versão publicada pelo próprio Flávio Bolsonaro deveria ser a considerada. Após a publicação errada, Flávio publicou de modo correto:

 

Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter). 

 

No documento, o senador agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento no exterior. Flávio também questiona o resultado das eleições em que foi derrotado, alegando fraude, sem apresentar, no trecho divulgado, provas que sustentem a acusação.

 

A primeira versão foi reproduzida na imprensa; internautas reagiram com brincadeiras pelo erro no contexto:

 

Governo contabiliza 10 homicídios e 45 casos de violência política desde sábado
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, informou que o governo federal contabiliza 10 homicídios (sendo três de indígenas) e acompanha 45 casos de violência motivados pela política, desde sábado (24).

 

Durante uma coletiva no Ministério da Justiça nesta quarta-feira (28) Boulos afirmou que os episódios se intensificaram no domingo (25) após o resultado das eleições presidenciais,que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL).

 

O ministro acrescentou ainda que Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina foram os estados com mais registros no levantamento apresentado pelo governo, nessa ordem.

 

Entre as ocorrências registradas, estão atropelamentos intencionais, agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos, disparos e atentados com armas de fogo, casos de violência e coação contra povos indígenas e abuso de autoridade e violência policial.

 

A grande parte das ocorrências foi registrada entre a noite de domingo e segunda-feira (26). A maioria dos casos, segundo Boulos, foi provocada pela reação perante o resultado das eleições.

 

O governo anunciou que vai acompanhar a apuração dos episódios e cobrar a responsabilização dos envolvidos e para isso irá se organizar nas seguintes frentes:

 

A Polícia Federal ficará responsável pelos crimes que forem de competência federal. Enquanto que os crimes comuns continuarão sob responsabilidade das autoridades estaduais.

 

Nos episódios que envolvam suspeitas de violência policial, o Ministério da Justiça informou que acionará as corregedorias das polícias estaduais e acompanhará as investigações administrativas. O governo também afirmou que pedirá o afastamento dos policiais envolvidos.

Flávio Bolsonaro divulga carta em que se declara “presidente eleito” e chama eleição de “golpe de Estado”
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou, nesta quarta-feira (28), uma publicação em que se declara “presidente eleito” e classifica o resultado das eleições como um “golpe de Estado”. O conteúdo foi compartilhado nas redes sociais do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, aliado do parlamentar.

 

Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter). 

 

 

Após internautas apontarem um erro no brasão do Brasil na carta publicada pelo aliado Paulo Figueiredo, Flávio Bolsonaro corrigiu a versão divulgada em seu perfil oficial. O documento inicial trazia a inscrição “Estados Unidos do Brasil”, denominação que deixou de ser utilizada em 1967, quando a Constituição passou a adotar o nome “República Federativa do Brasil”.

 

Capturas de tela das cartas | Foto: Reprodução / X via @FlavioBolsonaro e @@realpfigueiredo

 

A versão corrigida da carta foi publicada por Flávio às 17h19. O senador autodeclarado presidente eleito, que ocupa cargos públicos desde a juventude, em 2003, quando assumiu como deputado estadual  fez a correção em sua postagem.

 

Confira abaixo o documento divulgado pelo senador.

 

Essa manifestação ocorre após Flávio ser derrotado por Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, com votação histórica, perdendo por 4,4 milhões de votos, realizado no último domingo (25). Com a declaração, o senador questiona o resultado oficial das urnas e não reconhece a vitória do petista.

 

O posicionamento representa uma mudança em relação às declarações feitas pelo senador na véspera. Na terça-feira (27), ele havia afirmado que desistiria de tentar anular a eleição e que não fugiria do país. Integrantes da cúpula da campanha do Partido Liberal (PL) também relataram tentativas de convencê-lo, na segunda-feira (26), a recuar da declaração de que não aceitaria a derrota.

 

Flávio desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28), após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião particular que fez escala no Equador. A fuga ocorreu após avisos da Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do senador no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro.

 

Flávio nega irregularidades e também diz não ter realizado uma fuga. "Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está", alega.

 

A ida para os Estados Unidos surpreendeu integrantes da campanha, segundo relatos de aliados. Inicialmente, o senador teria seguido a orientação de interlocutores mais moderados, que defendiam uma postura de reconhecimento do resultado eleitoral e o encerramento das tentativas de contestação da votação.

 

Com o novo discurso, Flávio conta com o asilo do governo Trump e retoma os questionamentos à legitimidade do resultado eleitoral, apesar da vitória oficialmente atribuída a Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Confira a carta na íntegra: 

"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.


Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.


Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.


A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.


Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.


Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.


Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.


Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.


Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York.
 

Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.
 

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

 

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.
 

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.
 

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.
 

E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.
 

Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.

Que Deus abençoe o Brasil", diz Flávio Bolsonaro.

VÍDEO:‘A gente falhou’: Carlos Bolsonaro relata conversa com o pai após derrota do irmão
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

Carlos Bolsonaro (PL), segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais após visitar a casa do pai, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. A gravação foi divulgada nesta quarta-feira (28) três dias após a derrota do filho mais velho de Jair, Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026. 

 

Na gravação, publicada nas redes sociais, ele conta que passou cerca de duas horas conversando com o pai, e confessa que se emocionou durante o encontro.

 

"Em determinado momento, eu me emocionei na frente dele e falei: 'desculpa, pai, a gente falhou'", diz em referência à derrota do irmão.

 

Diante da emoção, o senador declara que ouviu uma resposta de incentivo do pai: 

 

"Negativo, levanta a cabeça, vamos embora. Muita coisa para fazer pelo Brasil ainda".

 

Na gravação, Carlos não mencionou a fuga de Flávio para os Estados Unidos, que aconteceu nesta terça-feira (27). 

 

O vídeo já acumula 1 milhão de curtidas em seu Instagram e milhares de comentários dos apoiadores e políticos.

 

CONFIRA:

Oposição na Câmara de Salvador deve se reunir com Aleluia e levar termo de compromisso antes de decidir apoio
Foto: Divulgação

A bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS) deve se reunir até o fim desta semana com o vereador Alexandre Aleluia (Novo) para decidir se apoia a candidatura dele à presidência da Casa. O grupo, formado por 9 vereadores e liderado por Randerson Leal (Podemos), vai levar ao encontro um termo de compromisso com reivindicações que espera ver atendidas na próxima gestão. Aleluia já conta com o apoio de 33 dos 43 vereadores.

 

A reunião foi definida depois de um encontro de alinhamento da oposição na segunda-feira (26). Segundo apurou o Bahia Notícias, os vereadores querem ouvir de Aleluia como será a gestão dele antes de fechar qualquer apoio. “Vamos dialogar e ouvir dele, em caso de apoio, como será a sua gestão, e também elaborarmos um termo de compromisso de algumas pautas que defendemos”, afirmou o líder da oposição.

 

Entre os pontos do documento estão a autonomia da Câmara em relação à Prefeitura, mais protagonismo dos vereadores nas decisões da Casa, o compromisso de colocar em votação projetos apresentados pelos parlamentares e o cumprimento rigoroso do regimento interno, conjunto de regras que organiza o funcionamento da Câmara.

 

Até agora, o único vereador da oposição a declarar apoio a Aleluia foi Carlos Kleber (PSD). O anúncio foi feito na segunda-feira, depois de uma reunião com o presidente do PSD em Salvador, Edvaldo Brito.

 

Se toda a bancada de oposição fechar com Aleluia, praticamente toda a Câmara estará do lado dele. O único nome que ficaria de fora é o do atual presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB). O próprio PSDB, por meio do líder da bancada, Daniel Alves, já declarou apoio a Aleluia.

Lula faz aliança com Alcolumbre e Motta para atrair centrão e neutralizar força da oposição no Congresso
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Menos de 24 horas depois de ter sido proclamado vencedor do segundo turno das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já deu início às articulações políticas para garantir sua governabilidade no Congresso Nacional. Lula se reuniu no final da tarde desta segunda-feira (26) com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pode vir a anunciar, nos próximos dias, seu apoio à reeleição de ambos. 

 

Diante do cenário de maior presença de parlamentares de direita no Congresso, principalmente no Senado, o presidente Lula já estaria apressando as articulações para frear o avanço bolsonarista e atrair rapidamente os partidos do chamado centrão. A preocupação no Palácio do Planalto é que o presidente Lula enfrente uma oposição fortalecida em seu novo mandato.

 

O PL elegeu 121 deputados e 19 senadores. Contando os senadores que ainda possuem quatro anos de mandato, o principal partido de oposição teria, a partir de fevereiro do ano que vem, uma bancada de 29 senadores, o que poderia inclusive garantir ao PL a presidência do Senado.

 

Lula, entretanto, em sua aproximação com Alcolumbre e Hugo Motta, já busca isolar o PL para eliminar a possibilidade de o partido assumir a presidência de alguma das Casas. O PL já tenta inclusive convencer a senadora Tereza Cristina (PP-MS) a abrir mão de sua candidatura para unir forças com Rogério Marinho (PL-RN), que foi coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). 

 

Entretanto, antes mesmo da discussão de uma aliança com o PL, a senadora Tereza Cristina já viu o seu partido lhe fechar as portas, ao anunciar, na tarde desta terça, o apoio à reeleição de Alcolumbre. O anúncio do PP foi feito em parceria com o União Brasil. 

 

Em meio ao desafio de reagrupar ao seu lado partidos que anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, o encontro desta segunda, que gerou uma fotografia com Lula, Alcolumbre e Motta de mãos dadas, sinaliza uma união que pode garantir ao governo petista uma maioria de mais de 350 votos na Câmara e cerca de 50 no Senado. 

 

SITUAÇÃO NA CÂMARA
Em 14 de outubro, antes mesmo do segundo turno, União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e a federação PSDB-Cidadania anunciaram a manutenção de um bloco parlamentar com 245 deputados na próxima legislatura. O grupo também declarou apoio à tentativa de reeleição de Hugo Motta à presidência da Câmara.

 

Ainda ao lado do presidente Lula estão os deputados do PT e de outros partidos de esquerda e centro-esquerda. O PT, por exemplo, terá uma bancada de 70 deputados, a segunda maior da Câmara. Esses partidos governistas também já disseram que vão apoiar a reeleição de Hugo Motta em 2027.

 

Nesse agrupamento, há ainda o PSB com 15 deputados, o Psol com 14, o PCdoB com 11, o PV com 7, PDT com 6, Avante com 5 e Rede com 1. O total da bancada de esquerda e centro-esquerda chega a 129 parlamentares. 

 

O grupo de oposição na Câmara conta com os 121 deputados do PL, os dez do Novo, os cinco do PRD e um do Missão. O Solidariedade, com dois deputados, também pode ser somado a essa conta, que chega a um total de 139 deputados. 

 

Em resumo, a nova legislatura que toma posse na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2027 teria a formação de três blocos claros, divididos da seguinte forma:
 

Bloco governista

  • PT - 70
  • PSB - 15
  • Psol - 14
  • PCdoB - 11
  • PV - 7
  • PDT - 6
  • Avante - 5
  • Rede - 1
  • Total: 129 deputados
     

Bloco do centrão

  • União Brasil - 46
  • PSD - 43
  • PP - 41
  • Republicanos - 41
  • MDB - 36
  • Podemos - 27
  • PSDB - 11
  • Total: 245 deputados
     

Bloco da oposição

  • PL - 121
  • Novo - 10
  • PRD - 5
  • Solidariedade - 2
  • Missão - 1
  • Total: 139 deputados

 

Veja mapa de projeção de composição da casa baixa: 

 

SITUAÇÃO DO SENADO
Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), relatam à imprensa que ele teria garantido, na reunião com Lula e Hugo Motta no Palácio da Alvorada, que já teria mais do que os 41 votos necessários para se reeleger a um novo mandato em fevereiro de 2027. Na conversa com Lula, Alcolumbre teria afirmado ter condições de derrotar “qualquer nome” lançado pela oposição para concorrer com ele.

 

Desde o final do primeiro turno, em 4 de outubro, Davi Alcolumbre já teria começado a entrar em contato com senadores eleitos, tanto para cumprimentar pela vitória como para negociar gabinetes em boa localização. 

 

Apesar do otimismo, Davi Alcolumbre deve enfrentar um terreno hostil no próximo ano. Derrotado na disputa presidencial, o PL terá a maior bancada, e passou a tratar como inegociável o lançamento de uma candidatura própria, com o senador Rogério Marinho (PL-RN) colocado como favorito para concorrer contra Alcolumbre.

 

No Senado, assim como na Câmara, há três blocos que podem ser separados: partidos de oposição, governistas e do centrão. Pelos números de cada bloco, o próximo presidente do Senado será aquele que conseguir atrair maior quantidade de apoios em meio ao centrão. 

 

Confira abaixo o tamanho de cada bloco para a próxima legislatura do Senado:


Bloco governista

  • PT - 10 
  • PSB - 4
  • Rede - 1
  • PDT - 1
  • Total: 16 senadores


Bloco do centrão

  • MDB - 8
  • PP - 6
  • União Brasil - 5
  • Republicanos - 5
  • PSD - 4
  • Podemos - 2
  • Total: 30 senadores
     

Bloco de oposição

  • PL - 29
  • Novo - 3
  • PSDB - 2
  • Total: 34 senadores
  • Sem partido - 1

 

Romário, que era do PL, não tem posição definida sobre o lado que defenderá na próxima legislatura.

 

Confira a composição da casa:

Ex-coordenador diz não saber paradeiro de Flávio Bolsonaro após derrota nas urnas: "queria dar um tempo”
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL), ex-coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que não sabe onde o candidato derrotado nas eleições está. Segundo ele, a última comunicação com o parlamentar ocorreu pela manhã, quando Flávio disse que queria “dar um tempo” e que conversaria com a equipe posteriormente.

 

“Nós não temos ainda informações sobre o seu paradeiro, apenas algumas notícias que já saíram da imprensa, inclusive de outros países, que demonstram que pode ter havido um deslocamento do senador Flávio para um outro país”, alega Marinho.

 

O ex-coordenador relatou que recebeu uma mensagem de texto de Flávio por volta das 8 horas, após ser procurado por veículos de imprensa que buscavam informações sobre o senador. Segundo Marinho, o parlamentar afirmou que precisava de um tempo naquele dia e que voltaria a conversar com a equipe.

 

Marinho disse ainda que esteve com Flávio na segunda-feira (26), até pouco depois das 16h. Na ocasião, integrantes da campanha conversaram sobre a necessidade de agradecer aos eleitores que votaram no senador. 

 

As informações foram confirmadas pelo portal g1, . O ex-coordenador afirmou que a equipe ficou surpresa com o resultado da eleição.

Olívia Santana evita comentar possível candidatura de Bellintani e defende mulheres para Prefeitura de Salvador
Fotos: PMS / Lucas Vieira / Bahia Notícias

A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) evitou avaliar uma possível candidatura de Guilherme Bellintani à Prefeitura de Salvador e defendeu que a oposição discuta nomes para disputar o comando da capital baiana. Entre as possibilidades citadas pela parlamentar estão o próprio nome, o da vereadora Maria Marighella e o de Vilma Reis.

 

“Eu não estou aqui para avaliar nome de Guilherme Bellintani, né? Eu estou aqui para avaliar e mostrar que Salvador precisa mudar. Não é possível, ainda mais com o que aconteceu nessa eleição, que sinaliza a necessidade de mudança na capital baiana”, disse.

 

Olívia também criticou o prefeito Bruno Reis (União), a quem acusou de tentar impedir que eleitores de Salvador exercessem o direito ao voto. A deputada classificou a conduta como crime eleitoral e afirmou que o gestor deverá responder pelas supostas irregularidades.

 

“O atual prefeito, Bruno Reis, tentou impedir que o eleitorado de Salvador exercesse a sua cidadania. Isso é muito grave, é crime eleitoral, e a gente tem que dar resposta. Ele vai ter que responder pelo crime eleitoral cometido”, declarou.

Ao defender a presença de mulheres na disputa municipal, a deputada destacou sua votação em Salvador e mencionou outras lideranças políticas que, segundo ela, têm condições de concorrer ao Executivo municipal.

 

“E se é para fazer avaliação de nomes, Salvador me deu cerca de 70 mil votos, tá certo? Então, eu prefiro avaliar meu nome, avaliar o nome de Maria Marighella, avaliar o nome de Vilma Reis. Tem muita mulher retada, muito bem votada em Salvador, com capacidade de governar essa cidade”, conclui.

 

Temer defende "grande conversação nacional" e pede que Lula trabalhe pela pacificação do país
Foto ilustrativa: Reprodução / Agência Brasil

Dois dias após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026, o ex-presidente Michel Temer (MDB) pediu que o chefe do Executivo promova a pacificação do país. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (27), Temer sugeriu a realização de uma “grande conversação nacional”, com a participação de representantes dos Três Poderes e da sociedade civil.

 

Sem citar Lula nominalmente, o emedebista defendeu que o presidente reeleito atue para reduzir a polarização política e a tensão entre os brasileiros. “O presidente reeleito faça o possível para impedir a agressividade que tem resultado em divisão dos brasileiros e até das instituições”, disse.

 

Temer também ressaltou que o diálogo deve incluir representantes da oposição. Segundo ele, a iniciativa é necessária para promover a “tranquilização do país e um ambiente de confiança”, condições que, em sua avaliação, favorecem o crescimento da economia nacional.

 

No início do mês, após a definição do segundo turno, o ex-presidente havia declarado apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial. As informações foram confirmadas pela CNN Brasil. 

 

Ao encerrar o pronunciamento, Temer reforçou a importância da harmonia entre os diferentes setores da sociedade e associou o princípio ao texto constitucional. “A harmonia entre todos os setores do país é fundamental e determinação da Constituição Federal”, afirma.

PF havia apontado o risco de fuga e suspeita sobre dinheiro de Vorcaro ao pedir apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) havia identificado indícios considerados “concretos e atuais” de uma possível fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial, ao solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a apreensão de seu passaporte e a proibição de deixar o território brasileiro.

 

De acordo com os investigadores, três fatores fundamentaram a preocupação: as declarações públicas de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, incentivando-o a deixar o país em caso de derrota eleitoral; a capacidade financeira de Flávio; e a existência de uma estrutura no exterior que poderia permitir sua permanência por um período prolongado.

 

O prazo estabelecido para que Flávio apresentasse o passaporte terminou às 11h desta terça-feira (27), mas o documento não foi entregue. Conforme informações publicadas no blog da jornalista Andreia Sadi, no g1, a Polícia Federal apura se o senador deixou o Brasil após o resultado das eleições realizadas no domingo (25), mesmo diante da determinação judicial que o impede de sair do país.

 

No pedido, a PF citou declarações de Eduardo Bolsonaro defendendo que o irmão deixasse o Brasil em caso de derrota eleitoral. Os investigadores também mencionaram a condenação de Eduardo por coação no curso do processo.

 

A corporação destacou ainda que Willer Tomaz, investigado com Flávio em um inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro, está em Miami desde agosto de 2026, após ser alvo da Operação Sem Desconto.

 

Segundo os investigadores, Tomaz dispõe de recursos para permanecer no exterior por tempo indeterminado. A PF também investiga se recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, enviados aos Estados Unidos por intermédio do doleiro Antonio Freixo, podem ter financiado a permanência de Eduardo Bolsonaro no país. O deputado cassado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

 

No pedido, os investigadores afirmaram que “não está descartada a hipótese de que parte desses valores tenha sido destinada ao custeio da permanência de EDUARDO BOLSONARO em território estadunidense”.

 

A investigação sobre Flávio também envolve sua relação com Willer Tomaz e suspeitas relacionadas a empresas e apostas esportivas. O caso tramita sob sigilo. O senador ainda é investigado por possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Robinson Almeida critica ACM Neto por associação ao bolsonarismo na Bahia
Foto: Lucas Vieira / Bahia Notícias / Redes Sociais

 

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou, nesta terça-feira (27), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) pela associação ao bolsonarismo e afirmou que o grupo político está em “declínio”. As declarações foram feitas durante entrevista coletiva à imprensa baiana.

 

Este ano, ACM Neto disputou o governo do estado contra Jerônimo Rodrigues (PT). O petista foi eleito em primeiro turno, no primeiro domingo do mês (4). Robinson compara a derrota de ACM a de Flávio Bolsonaro (PL) que disputava a presidência da república e foi derrotado nas urnas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (25). 

 

Para o deputado,é comum da oposição “não aceitar as derrotas”.

 

“Essa é a forma daqueles que têm uma presunção de superioridade, não aceitar as derrotas, né, e reverenciar os vencedores. Ele também [ACM Neto], quando se associou ao bolsonarismo, virou um negacionista. Ele nega que perdeu para Jerônimo, por exemplo, né? E agora ele está com o mesmo método do líder maior do grupo dele, que é Flávio Bolsonaro, ele não reconhece a realidade”, comenta. 

 

O parlamentar também avaliou que o bolsonarismo atravessa um período de enfraquecimento político na Bahia e demonstrou expectativa de que o cenário represente uma mudança no quadro político local.

 

“Então, eu acredito que é o declínio desse grupo político. Eles estão no pior momento da vida deles, da existência aqui no Estado depois da conquista da prefeitura, e tomara que isso seja o prenúncio de novos ventos, de novos tempos para a nossa cidade” conclui.

Após fuga, aliado de Trump confirma chegada de Flávio Bolsonaro aos EUA
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos em segurança nesta terça-feira (27), segundo informou o advogado mexicano Simón Levy, ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA), do presidente norte-americano Donald Trump.

 

Em uma publicação na rede social X, por volta das 15h20, Levy afirmou que o senador havia chegado ao país sem problemas. “Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, escreve o advogado.

 

Confira postagens do aliado trumpista: 

 

A viagem ocorre três dias após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Até o momento, as informações divulgadas não detalham o motivo da viagem, o tempo de permanência do senador nos Estados Unidos nem a agenda prevista para a visita.

Presidente da China parabeniza Lula pela vitória e diz que quer “relação mais proeminente” com Brasil
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente da China, Xi Jinping, parabenizou nesta terça-feira (27) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição para o Palácio do Planalto. A declaração do líder chinês ocorre após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, país que tem na China o seu principal parceiro comercial global.

 

Segundo informações da Xinhua, divulgadas pela imprensa internacional, Xi Jinping destacou na mensagem enviada ao mandatário brasileiro as contribuições do chefe do Executivo para o fortalecimento do diálogo bilateral. "Nos últimos anos, o presidente Lula e eu mantivemos estreita comunicação por diversos meios, liderando conjuntamente a construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável, rumo a novos progressos", afirmou o presidente chinês.

 

Xi Jinping ressaltou ainda o papel estratégico da parceria entre as duas nações no cenário internacional: "A natureza global, estratégica e de longo prazo da relação bilateral tornou-se mais proeminente, servindo como modelo de unidade e cooperação entre os países do Sul Global".

 

O líder do governo chinês manifestou disposição para "trabalhar com o presidente Lula para conduzir a construção da comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado a novos patamares". De acordo com a agência estatal, o vice-presidente chinês, Han Zheng, também enviou mensagem de felicitações ao vice-presidente Geraldo Alckmin.

Pablo Souza revela que PL ingressou com ação contra sindicalistas envolvidos em “adesivaço” de ônibus no 2º turno 
Foto: Divulgação

O secretário municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Pablo Souza, informou que uma ação movida pelo PL ainda no último domingo (25) pede a prisão dos sindicalistas envolvidos no “adesivaço” de ônibus na madrugada do dia do segundo turno das eleições 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador nesta terça-feira (27), o gestor da Semob disse que a manifestação será enviada ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que ainda investiga as falhas na operação do transporte público durante o segundo turno das eleições. 

 

Por telefone, o secretário, que retornou de uma missão em Paris nesta segunda-feira (26), diz que “nós vamos pedir sim que o TRE adote um atendimento igualitário com relação aos ônibus estaduais”, afirma. 

 

Ainda no domingo, a Prefeitura de Salvador revelou que o motivo por trás dos atrasos e diminuições na frota de ônibus nas ruas, denunciadas por eleitores e partidos políticos, foi motivado pela ação de sindicalistas que teriam adesivados os ônibus municipais com material de boca de urna, configurando crime eleitoral. 

 

O secretário defende que não apenas os sindicalistas envolvidos sejam identificados e responsabilizados, como também sejam analisadas outras denúncias de obstrução da operação do transporte público na Região Metropolitana de Salvador, que segundo ele, não foram tratadas com a mesma ênfase direcionada à gestão da capital baiana. Pablo Souza fala abertamente sobre a suposta “criação de um fato político”. 

 

“É um absurdo, no estado democrático, que todos nós defendemos, a gente ter uma postura dessa natureza, em que se há uma ação desproporcional. Há imagens circulando em toda a imprensa das garagens dos ônibus metropolitanos lotados e não houve qualquer tipo de posição por parte do governador ou do Governo do Estado, muito pelo contrário, houve a criação de um fato político em relação a este tema. Mas a gente tem muita tranquilidade porque independente de política, a gente está aqui para trabalhar pelas pessoas”, diz o secretário. 

Em seu quarto mandato, Lula poderá indicar duas dezenas de ministros para os tribunais superiores
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Reeleito no último domingo (25) para seu quarto mandato como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva terá pela frente a oportunidade de indicar, até o final de 2030, quase duas dezenas de novos integrantes para todos os tribunais superiores do país. Lula deverá também preencher cerca de 37 cargos nas diretorias colegiadas dos 12 principais órgãos reguladores da economia. 

 

Em relação aos tribunais superiores, o presidente Lula poderá indicar até 21 ministros, ou decidir reconduzir alguns nomes. O presidente terá cadeiras para decidir, até o final do seu mandato, no Supremo Tribunal Federal (STF), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no Superior Tribunal Militar (STM) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

 

No STF, por exemplo, Lula tem a cadeira que segue em aberto desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, em 2025. Como o Senado rejeitou o indicado por Lula, o advogado-geral da União, Jorge Messias, essa já é a primeira indicação a ser feita pelo presidente.

 

Em seguida, o presidente Lula terá no mínimo mais duas vagas a preencher no STF, com as aposentadorias de Luiz Fux (2028) e de Cármen Lúcia (2029). Já o ministro Gilmar só completa 75 anos em 30 de dezembro de 2030, e a renovação desta vaga pode ficar para o futuro presidente que será eleito após Lula. 

 

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), que conta com 33 ministros, seis aposentadorias compulsórias estão previstas entre 2026 e 2029. As saídas programadas são dos ministros Antonio Saldanha Palheiro, Og Fernandes, Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Moura Ribeiro e Benedito Gonçalves.

 

O total de indicações para o STJ poderá chegar a sete caso seja confirmada uma vaga adicional relacionada ao processo disciplinar envolvendo o ministro Marco Buzzi, afastado durante as apurações. A abertura definitiva do posto depende da conclusão do procedimento.

 

A escolha dos integrantes do STJ segue um rito diferente do adotado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os candidatos são selecionados a partir de listas tríplices, votadas pelo plenário do tribunal e encaminhadas ao presidente da República. 

 

As vagas são distribuídas entre a Justiça Federal, a Justiça Estadual, a advocacia e o Ministério Público. Depois da indicação presidencial, os escolhidos precisam passar por sabatina e obter aprovação da maioria do Senado Federal.

 

No Tribunal Superior do Trabalho (TST), a previsão é de seis indicações no total, incluindo os nomes de Antônio Fabrício e Margareth Costa, já escolhidos, além de quatro substituições esperadas entre 2027 e 2028, em razão da idade-limite para permanência no cargo.

 

Já no Superior Tribunal Militar (STM), a expectativa é de seis nomeações acumuladas. Quatro indicações já foram concluídas, enquanto as saídas previstas dos ministros Francisco Joseli e Péricles Queiroz até 2030 devem abrir espaço para outras duas escolhas presidenciais.

 

Em relação aos órgãos reguladores, o presidente Lula terá indicações a fazer para as diretorias de dez agências reguladoras, além do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O número de indicados sobe se forem considerados os conselheiros do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

 

Atualmente, as dez agências reguladoras estão com 15 vagas em aberto em suas diretorias colegiadas. Somando Banco Central e CVM, o número sobe a 18. No Cade, são três cargos de conselheiro vagos. 

 

Até o final do ano, mais sete posições ficarão abertas em todos esses órgãos, por término de mandato dos dirigentes. Em 2027, serão mais 12 postos disponíveis, incluido o Cade. Já no Banco Central, mandatos de quatro diretores acabarão em 2027. 

 

Até o fim do próximo mandato do presidente Lula, que começa em 5 de janeiro, praticamente todos os cargos de diretorias colegiadas poderão ser trocados. Uma legislação sancionada em 2019 definiu regras gerais para as agências reguladoras e harmonizou os mandatos de dirigentes para cinco anos. 

 

Portanto, mesmo quem foi nomeado há pouco tempo terá a gestão encerrada até o fim de 2030.

Voto em Lula cresce 22,6% em cidade da Bahia onde Nikolas gravou vídeo sobre Nordeste
Foto: Reprodução / Poder 360

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a votação em 22,6% no segundo turno das eleições presidenciais em Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste.

 

Conhecido como reduto do bolsonarismo no estado, o município foi um dos quatro da Bahia em que o petista perdeu para Flávio Bolsonaro (PL) e ganhou destaque durante a campanha após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) gravar um vídeo com eleitores que criticavam o governo federal.

 

 

Lula recebeu 20.173 votos no primeiro turno e chegou a 24.739 no segundo, um aumento de 4.566 votos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, passou de 38.496 para 39.688 votos, crescimento de 3,1%. Com a diferença, a vantagem de Flávio sobre Lula caiu de 18.323 votos no primeiro turno para 14.949 no segundo, uma redução de 3.374 votos.
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Lula foi reeleito presidente do Brasil no domingo (25), com 51,7% dos votos válidos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro. Na Bahia, o petista venceu em 413 dos 417 municípios. Além de Luís Eduardo Magalhães, Flávio obteve a maioria dos votos em Buerarema, Itamaraju e Teixeira de Freitas.

 

No resultado nacional, Lula reverteu a desvantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos registrada no primeiro turno e terminou a disputa com 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões de Flávio.

 

Luís Eduardo Magalhães tem forte presença do agronegócio e registra disputas fundiárias. Em 2022, o município também deu a maioria dos votos ao então presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

ABSTENÇÃO EM LEM

Conforme o g1, além do crescimento da votação de Lula, Luís Eduardo Magalhães registrou redução no número de eleitores que não compareceram às urnas.

 

A abstenção caiu de 17.190 no primeiro turno para 15.255 no segundo, uma diminuição de 11,3%. Os votos brancos passaram de 744 para 596, enquanto os nulos recuaram de 1.128 para 861.

 

Segundo informações de fontes ouvidas pelo colunista Valdo Cruz, da Globonews, a intenção de Nikolas Ferreira ao produzir o vídeo, divulgado nas últimas semanas da campanha bolsonarista, era tentar reduzir a vantagem de Lula no Nordeste.

 

A gravação, no entanto, provocou críticas também entre aliados de Flávio Bolsonaro. Adversários passaram a questionar a escolha dos entrevistados, destacando que alguns dos personagens que reclamavam do governo eram proprietários de caminhonetes Hilux, veículos de alto valor.

 

A campanha de Lula explorou o episódio, argumentando que o deputado havia depreciado os eleitores nordestinos.

PDT decidirá futuro em convenção e Félix Mendonça aponta federação com PSB como possibilidade
Foto: Divulgação

O PDT realizará nesta terça-feira (27), no Rio de Janeiro, uma convenção nacional que poderá definir os rumos do partido após as eleições deste ano. Entre os principais assuntos estão a possibilidade de formação de uma federação partidária, fusão ou incorporação com outras legendas. Presidente do PDT na Bahia e reeleito para o quinto mandato na Câmara, o deputado federal Félix Mendonça Júnior afirmou que o encontro será decisivo para discutir o futuro da sigla e sua atuação no cenário político brasileiro.

 

Em conversa com o Bahia Notícias, Félix destacou que a convenção também discutirá outros temas, entre eles a conjuntura nacional após o segundo turno da eleição presidencial. O encontro acontecerá a partir das 14h, na sede da Fundação Leonel Brizola–Alberto Pasqualini, no Rio de Janeiro, em formato híbrido, permitindo a participação presencial e virtual dos convencionais. A convocação do evento foi assinada pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

 

Uma das possibilidades em discussão é a formação de uma federação com o PSB, partido que integra a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na Bahia, a legenda socialista não conseguiu eleger deputados estaduais neste ano e conquistou apenas uma cadeira na Câmara Federal, com a reeleição de Mário Negromonte Júnior.

 

O PDT, por sua vez, reelegeu Félix Mendonça Júnior para a Câmara e conquistou cinco cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) (AL-BA). Uma eventual federação entre as duas legendas abriria uma nova discussão sobre a divisão de espaços políticos e o comando da estrutura partidária no estado.

 

Questionado sobre quem poderia presidir a federação na Bahia, Félix afirmou que ainda é cedo para tratar do assunto. "A prioridade, neste momento, é definir nacionalmente o caminho que será seguido pelo PDT. Temos conversado com diversos partidos", declarou o deputado. 

 

Outra alternativa que circula nas articulações é uma aproximação com o Avante, comandado na Bahia por Ronaldo Carletto. A legenda saiu das urnas fortalecida no estado, com três deputados federais e cinco estaduais eleitos. A urgência das negociações está relacionada à cláusula de desempenho eleitoral. O PDT não alcançou, sozinho, os requisitos estabelecidos para as eleições deste ano, o que compromete seu acesso ao Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão.

 

Para superar a cláusula em 2026, os partidos precisavam eleger pelo menos 13 deputados federais distribuídos por nove unidades da federação ou alcançar 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara, com votação mínima de 1,5% em nove unidades da Federação.

 

O PSB, diferentemente do PDT e do Avante, conseguiu superar a cláusula de desempenho. Por isso, uma união com os socialistas surge como alternativa para fortalecer a estrutura nacional pedetista.

 

Além de discutir as alternativas partidárias, a convenção poderá autorizar a Executiva Nacional a concluir negociações e aprovar manifesto, estatuto, programas regionalizados e até o nome de uma eventual federação. O encontro ocorrerá dois dias depois do segundo turno presidencial, quando o PDT terá um cenário político mais definido para avaliar suas alianças e estratégias para os próximos anos.

Geraldo Alckmin rebate afirmação de Donald Trump de que eleição no Brasil "pareceu fraudada"
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a eleição brasileira “pareceu fraudada”, foi criticada nesta segunda-feira (26) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Em entrevista a uma emissora de TV, Alckmin defendeu o diálogo como forma de reaproximar o governo Lula da administração do presidente republicano.

 

“Olha, totalmente equivocada, né? Primeiro não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar. Segundo não tem nenhum referencial para dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo pro mundo. De urna eletrônica, de segurança jurídica. Democracia é assim. Você ganha eleição, você perde a eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o da negociação”, reforçou Alckmin.

 

Nesta segunda, Donald Trump, ao falar com a imprensa, criticou o processo democrático brasileiro, mas, ao mesmo tempo, evitou dizer se irá tomar alguma atitude em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro.

 

“Achei que foi uma situação muito ruim. Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, disse Trump.

 

“Francamente, não tomei partido, mas foi uma imagem péssima para o mundo. É mais uma eleição. Sabe, as eleições precisam ser incontestáveis, e aquilo me pareceu muito ruim. Acompanhei a eleição. Pareceu tão, tão corrupta, tão terrível”, afirmou o presidente norte-americano.

 

Ainda sobre os Estados Unidos, Geraldo Alckmin disse que avançar nas negociações comerciais com o governo Trump será uma das prioridades do quarto mandato do presidente Lula.

 

“Nós, encerrada a eleição, vamos continuar a negociação com os Estados Unidos para ter um bom acordo, estamos abrindo mercado, fizemos acordo Mercosul-Singapura, Mercosul-Nafta, Mercosul-União Europeia, 27 países da Europa, cresceu mais de 30% em 5 meses as nossas exportações para Europa. Estamos bem encaminhados Mercosul-Canadá, tanto é que mesmo com tarifação americano nós estamos batendo recorde de exportação. eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o caminho da negociação”, afirmou o vice-presidente. 
 

Flávio Bolsonaro supera Lula e vence votação entre presos provisórios da Papuda no 2º turno
Foto: Vittor Sales / Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) venceu a disputa no segundo turno da eleição presidencial entre os eleitores que votaram no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, no último domingo (25). O candidato registrou 81 votos na seção destinada a presos provisórios, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 74 votos.

 

Segundo informações do Estado de Minas, o resultado marcou uma inversão em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando o candidato do PT liderou a votação na unidade com 74 votos contra 70 de Flávio Bolsonaro. Na segunda etapa do pleito, Lula manteve a mesma votação, enquanto o postulante do PL teve um acréscimo de 11 votos.

 

A seção eleitoral funcionou na unidade conhecida como Papudinha, instalada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, em São Sebastião. O direito ao voto no local é restrito aos detentos provisórios, que ainda não possuem condenação criminal definitiva transitada em julgado, incluindo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Show de Igor Kannario em celebração à vitória de Lula ganha nova data e local em Camaçari
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O show do cantor Igor Kannário, que celebrará a vitória nas urnas do presidente Lula (PT) no pleito deste domingo (25), terá nova hora e local no município de Camaçari, situado na Região Metropolitana de Salvador. A apresentação deverá acontecer por volta das 15h desta sexta-feira (30), em frente aos Correios, no centro da cidade.

 

A festa, que contará com a presença do cantor, ex-vereador e ex-deputado federal, estava anteriormente agendada para ocorrer na tarde desta segunda-feira (26), em frente à Prefeitura Municipal de Camaçari. O cantor se apresentou em Salvador já na noite deste domingo (25) e arrastou uma multidão da Ondina até o bairro do Rio Vermelho em celebração à reeleição do candidato petista.

 

De acordo com o Camaçari Notícias, parceiro do Bahia Notícias, a troca visou permitir que o público pudesse acompanhar o trio na sexta-feira sem precisar se preocupar com a questão do trabalho, mantendo a proposta de celebrar a vitória de Lula nas urnas.

 

 

Operação Vai e Vota emite 120 mil passagens gratuitas durante as eleições na Bahia
Fotos: Joá Souza / GOV-BA

A Operação Vai e Vota registrou cerca de 120 mil passagens gratuitas emitidas no transporte intermunicipal rodoviário durante o segundo turno das Eleições 2026, superando a meta inicial de 42 mil bilhetes.

 

O balanço foi divulgado pelo Governo da Bahia nesta segunda-feira (26). O número ainda pode aumentar, com o processamento de passagens emitidas. 

 

Para atender à demanda, as empresas disponibilizaram mais de 1.500 horários extras e utilizaram mais de 50 ônibus de terceiros.

 

A operação foi coordenada pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), vinculada à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), em conjunto com o Procon-BA, ligado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH).

 

O Procon-BA registrou 117 casos resolvidos com a intermediação da fiscalização e identificou seis ocorrências sem solução, nas quais foram constatadas infrações. No domingo (25), o órgão também apurou as denúncias de retenção de ônibus urbanos em Salvador.

Rueda defende respeito ao resultado das urnas e sinaliza abertura para diálogo do União Brasil com Lula
Foto: Divulgação União Brasil

Em uma nota divulgada nesta segunda-feira (26), o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, reconheceu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições 2026. Rueda também defendeu que fosse respeitado o resultado da urna, assim como a vontade popular.  

 

“A soberania popular se manifestou de forma livre nas urnas, e o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral deve ser respeitado por todos. Essa é a base da democracia brasileira e o compromisso do nosso partido”, afirmou Rueda.

 

Assim como defendeu o resultado das urnas, o presidente do União Brasil demonstrou a disposição de sua legenda em estabelecer uma relação de cooperação com o governo Lula durante o próximo mandato presidencial. O dirigente afirmou que, encerrada a disputa, o momento exige esforços para “unir o País em torno de uma agenda comum”.

 

“Desejo ao presidente pleno êxito no novo mandato, que começa em janeiro de 2027. Reafirmo também nossa disposição de apoiar medidas e ações por um Brasil que cresça, gere empregos e reduza as desigualdades, em benefício de todos os brasileiros”, declarou Antonio Rueda. 

 

Quem também externou posição a favor do reconhecimento do resultado das urnas foi o deputado Pedro Lucas Fernandes (MA), líder do União Brasil na Câmara. O deputado disse que a eleição passou, além de defender união e diálogo para vencer os desafios que atrasam o desenvolvimento do país. 

 

“É hora de deixar as diferenças de lado, respeitar quem pensa diferente e lembrar que, acima de qualquer partido ou candidato, está o nosso país. O Brasil precisa se unir. Não para pensar igual, mas para trabalhar junto por um futuro melhor para todos os brasileiros”, afirmou o líder do União Brasil.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Secretário estadual da Casa Civil Eracy Lafuente é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Secretário estadual da Casa Civil Eracy Lafuente é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
O secretário estadual da Casa Civil da Bahia, Eracy Lafuente, é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (9). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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