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Artigos

André Fufuca e Fábio Araújo
O Esporte como recomeço - Construindo o futuro do Paradesporto no Brasil
Foto: Divulgação

O Esporte como recomeço - Construindo o futuro do Paradesporto no Brasil

O Brasil já provou ao mundo sua força no paradesporto. Nas últimas edições dos Jogos Paralímpicos em Milão-Cortina 2026, consolidamos nosso lugar entre as grandes potências, com recordes, medalha e novos talentos surgindo a cada ciclo. Esse é um patrimônio do país. Mas, se por um lado o alto rendimento avança, por outro, ainda buscamos consolidar o esporte como ferramenta de reabilitação.

Multimídia

"Nosso grupo tem 14 anos que não faz política em Salvador", diz Bacelar

"Nosso grupo tem 14 anos que não faz política em Salvador", diz Bacelar
O deputado federal Bacelar (PV) realizou um balanço sobre as articulações do grupo político do governo do estado para, enfim, lograr êxito na disputa pela prefeitura de Salvador. Em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (23), o parlamentar criticou as estratégias adotadas até o momento e pregou pelo “investimento” em candidatos fixos.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

eleicoes 2026

Ao final do prazo, 11 governadores e dez prefeitos de capitais renunciaram para concorrer nas eleições de outubro
Foto: Assessoria de Comunicação / TSE

Com o fim do prazo de desincompatilização determinado pela Justiça Eleitoral para quem quer disputar outro mandato nas urnas de outubro, um total de 11 governadores e dez prefeitos de capitais renunciaram aos seus cargos até este sábado (4). 

 

A saída dos cargos não garante que seja concretizada uma eventual candidatura, mas em caso de ser efetivada, era necessário cumprir a exigência da legislação eleitoral. As candidaturas só serão oficializadas em agosto, após as convenções partidárias e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Entre os governadores que renunciaram aos seus mandatos, dois são pré-candidatos à Presidência da República: Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). Zema, entretanto, vem sendo cotado também para ser candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

 

Já no caso dos outros nove ex-governadores, o mais provável é que disputem vagas para o Senado Federal. Confira abaixo a lista dos governadores que deixaram o cargo:

 

  • Gladson Cameli, do PP, no Acre
  • Wilson Lima, do União Brasil, no Amazonas
  • Ibaneis Rocha, do MDB, no Distrito Federal
  • Renato Casagrande, do PSB, no Espírito Santo
  • Ronaldo Caiado, do PSD, em Goiás
  • Mauro Mendes, do União Brasil, em Mato Grosso
  • Romeu Zema, do Novo, em Minas Gerais
  • Helder Barbalho, do MDB, no Pará
  • João Azevêdo, do PSB, na Paraíba
  • Cláudio Castro, do PL, no Rio de Janeiro
  • Antonio Denarium, do Republicanos, em Roraima

 

Além dos governadores, também deixaram os cargos dez prefeitos de capitais, em sua maioria para disputar os governos estaduais. No caso do ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), ainda não está definido se ele sairá a governador ou a senador por Alagoas.

 

Confira a lista dos prefeitos de capitais que renunciaram até este sábado:

 

  • Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro (RJ)
     
  • Lorenzo Pazolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória (ES)
  • João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife (PE)
  • Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís (MA)
  • Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa (PB)
  • David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus (AM)
  • Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá (AP)
  • Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco (AC)
  • Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista (RR)
  • João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió (AL)
Eduardo Bolsonaro faz duras críticas a Nikolas e diz que ele não defende Flávio e ainda debocha da família
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se auto-exilou nos Estados Unidos desde o ano passado, fez duras críticas ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), alegando que o colega de partido desrespeita a sua família e não se empenha na campanha do senador Flávio Bolsonaro. Eduardo fez uma longa postagem na rede X neste sábado (4) com críticas ao comportamento de Nikolas.

 

A divergência teve início na sexta (3), quando Eduardo compartilhou um vídeo do influenciador de direita Kim Paim. No conteúdo, Paim criticava Nikolas por ter compartilhado uma postagem do perfil Space Liberdade, que segundo Eduardo Bolsonaro, não apoia a candidatura de Flávio à Presidência.

 

Ao compartilhar o perfil Space Liberdade, Nikolas criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por fala sobre o Pix e reforçou que foi o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que criou o mecanismo financeiro. Silvio Grimaldo respondeu Eduardo Bolsonaro ao publicar um print da postagem de Nikolas, afirmando que o conteúdo era “contra o Lula e em defesa do pai do rapaz [Eduardo]”. Em comentário à postagem, Nikolas escreveu “kkk’, interpretado por Eduardo como deboche e desrespeito. 

 

“Risinho de deboche para mim, Nikolas? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família. Triste ver essa versão caricata de si mesmo. Não é, nem de longe, o menino que conheci, apoiei e acreditei”, disse Eduardo.

 

O ex-deputado pelo PL de São Paulo declarou ainda que a “fama não faz bem” à Nikolas e afirmou que o congressista mineiro não apoia Flávio Bolsonaro. 

 

“Eu realmente acreditava que você iria cair em si, que com a eleição se aproximando o senso de salvar o país falasse mais alto do que o ego e eventuais desentendimentos, mas meses se passaram e você continua colocando Flavio numa espiral do silêncio, com menos de meia dúzia de apoios públicos, apenas para fingir não ter abandonado o grupo político que te projetou”, criticou Eduardo Bolsonaro.

 

“A eleição de Flávio não é um capricho da minha família, mas a única chance real de acabarmos com um regime que persegue senhorinha e cidadãos inocentes. Afaste-se desse tipo de gente, que apenas rebaixa sua história até aqui. Deixe eventuais desavenças de lado, não por mim ou por minha família, mas pelo Brasil. Ou tudo que lhe restará é o risinho de deboche”, completou o ex-deputado e irmão de Flávio.

 

Até a publicação deste texto, o deputado Nikolas Ferreira não havia respondido às críticas. 
 

Bisneto de Juscelino Kubitschek troca PSD pelo PL para disputar vaga de deputado no Distrito Federal
Foto: Divulgação PL

O ex-secretário de Juventude do governo do Distrito Federal André Kubitschek, bisneto do ex-presidente Juscelino Kubitschek, se filiou nesta sexta-feira (3) ao PL, com intenção de se candidatar a deputado distrital pelo Distrito Federal. André estava no PSD, que em Brasília é presidido por seu pai, o ex-senador Paulo Octavio.

 

Filho de Anna Christina Kubitschek Pereira, neta de JK, o pré-candidato contou com a presença da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), na sua solenidade de filiação. Também estavam presentes o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), e a presidente regional do partido, deputada federal Bia Kicis (DF). 

 

Após se filiar, o bisneto de Juscelino Kubitschek afirmou que ingressa no PL por acreditar que o partido pode transformar o Brasil em um “celeiro de oportunidades”. 

 

“Preservando valores fundamentais como a família, a transparência, o bom senso, o trabalho, o equilíbrio fiscal e principalmente o respeito absoluto à nossa Constituição. Então, contem comigo nessa caminhada para solidificar e resgatar a confiança no nosso país”, declarou André.

 

A mudança de partido ocorreu em meio a divergências com o PSD sobre a disputa pelo governo do Distrito Federal. O pré-candidato a deputado distrital apoia a reeleição de Celina Leão, enquanto o PSD, presidido por Gilberto Kassab, filiou o ex-governador José Roberto Arruda, que pode ser lançado ao cargo, embora esteja inelegível por condenação por improbidade administrativa.

 

Também na disputa nacional, o bisneto do ex-presidente JK possuía divergências com o partido. André Kubitschek apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para presidente, enquanto o PSD anunciou o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como o seu nome na disputa. 

 

André Kubitschek, de 32 anos, é conselheiro no museu Memorial JK e concorreu a deputado federal em 2022. Foi o primeiro titular da Secretaria da Juventude do Distrito Federal, criada em 2025 pelo governador Ibaneis Rocha. 
 

Cabo Daciolo anuncia pré-candidatura à Presidência da República pelo Mobiliza
Foto: SBT

O ex-deputado federal Cabo Daciolo anunciou neste sábado (4), que será pré-candidato à Presidência da República pelo Mobiliza, antigo Partido da Mobilização Nacional (PMN).

 

Com a pré-candidatura à Presidência, o ex-deputado federal fica indisponível para concorrer ao Senado, como havia anunciado no último mês.

 

"Eu não tenho ouro, não tenho prata, mas o que nos temos, o homem mais rico do mundo não pode comprar. Não estou à venda para o sistema. Só estou aqui de passagem, na minha jornada terrena, anunciando o reino, e preciso de tua oração, do teu clamor, para que possamos juntos continuar essa batalha", afirmou Daciolo.

 

Quando concorreu em 2018 nas eleições presidenciais, Cabo Daciolo ficou em 6º lugar com 1.348.229 votos, à frente de nomes como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos). Na época, ele era candidato pelo Patriota.

Deputados estaduais Eduardo Salles e Antônio Henrique oficializam filiação ao PV
Foto: Divulgação

Os deputados estaduais Eduardo Salles e Antônio Henrique assinaram, nesta quinta-feira (2), em Salvador, suas filiações ao Partido Verde em cerimônia com a participação do presidente estadual da legenda, Ivanilson Gomes. Ambos os deputados concorrerão em outubro à reeleição ao cargo de deputado estadual.

 

“Agradeço muito a acolhida do PV e assumi o compromisso com as executivas estadual e federal que estaremos no partido com a mesma conduta que tive nos meus 20 anos de vida pública em outra sigla. Trabalharemos juntos para fortalecer a legenda com ética, retidão e lealdade”, disse Eduardo Salles. 

 

A filiação dos parlamentares, que eram do Progressistas, ocorre às vésperas do fechamento da janela partidária e confirmação das chapas eleitorais. 

 

“Eu que agradeço a presença de vocês [Eduardo Salles e Antônio Henrique]. Tenho certeza que vocês vão nos ajudar a construir o partido e vamos ser parceiros nessa caminhada. Sejam bem-vindos, Eduardo Salles e Antônio Henrique”, declarou Ivanilson Gomes.

Confirmado como candidato a vice, Alckmin critica Flávio: "Quem defende ditadura não deveria ser candidato"
Foto : Cadu Gomes/VPR

Em um café da manhã com jornalistas, para marcar a sua despedida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o vice-presidente Geraldo Alckmin dise ter ficado “honrado” com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor novamente a chapa nas eleições de 2026, e também fez duras críticas ao principal adversário do atual governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

 

A respeito do convite de Lula, o vice-presidente afirmou que ser candidato é um “ato de amor”. Já sobre Flávio Bolsonaro, Alckmin disse que “quem defende a ditadura não deveria ser candidato”, além de afirmar que a pesquisa é apenas um retrato de momento.

 

“Pesquisa é momento. Na maioria das pesquisas, o Lula está na frente. O que vai valer mesmo é a campanha eleitoral. A campanha é o momento alto da vida pública. Você vai poder comparar governos”, declarou.

 

Ainda na crítica ao principal adversário do governo, Geraldo Alckmin também fez uma distinção entre as candidaturas de Lula e de Flávio Bolsonaro. O vice-presidente afirmou que o governo Lula “salvou a democracia”, e que na campanha deste ano a sociedade vai poder se confrontar com uma luta entre “democracia versus ditadura”. 

 

“O princípio é a defesa da democracia. Esse é o valor. O que diferencia mesmo é quem tem apreço pela democracia e quem não tem”, afirmou Alckmin, que na reunião ministerial da última terça (31) foi confirmado por Lula como candidato a vice em sua chapa. 

 

Geraldo Alckmin deve deixar o seu cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços até o próximo sábado (4). O presidente Lula ainda não definiu quem será o substituto.
 

Lídice critica mudança nas regras eleitorais e cita Fabíola Mansur: “Atualmente não discutimos ideias, discutimos matemática”
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

A deputada federal e presidente estadual do PSB, Lídice da Mata, teceu críticas ao novo formato de filiação e domicílio eleitoral, promovido pelas atualizações da legislação. Presente no evento oficial da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às obras de implantação do VLT em Salvador, nesta quinta-feira (2), a líder partidária destaca que, com a redução do tempo de migração entre os candidatos na janela partidária, de 1 ano para 6 meses, as discussões políticas foram substituídas pelas análises matemáticas. 

 

“Isso é o resultado de um sistema absolutamente esquizofrênico que criamos na Câmara dos Deputados, que define como prazo de filiação seis meses antes da eleição. Isso é um absurdo. Sempre foi, historicamente, um ano. Não tem partido que se organize dessa maneira. Vai ser a maior mudança de cadeiras de um partido para outro, de toda a história política do país. Então, se isso está acontecendo, obviamente está errado”, afirmou a deputada. 

 

Segundo Lídice, a nova modalidade complexifica e dificulta discussões relacionadas a ideologias e projetos partidários. “Fala-se que era para fortalecer os partidos, estão enfraquecendo os partidos, porque ninguém mais discute qual é a ideia do partido. A pessoa senta e quer saber onde eu vou me eleger. Claro que não pode se eleger todo mundo, todo partido vai eleger meia dúzia, e olha lá”, destaca. 

 

Especialmente sobre a organização dentro do PSB, liderado nacionalmente pelo prefeito de Recife, João Campos, a representante baiana afirma que buscou ir na contramão da “tendência”, privilegiando a formação de uma chapa conceitualmente sólida. 

 

“O PSB entrou nessa discussão com uma chapa, com pessoas que queriam vir para o partido e depois cada um foi mudando seus planos de acordo com o seu interesse particular, porque o processo indica que os interesses coletivos são minoritários. É isso, eu estou lutando muito, acho que vou conseguir, porque não vou parar de lutar, vamos fazer uma chapa e vamos disputar”, garante. 

 

Ela ainda comenta sobre a saída de um forte quadro do PSB baiano, Fabíola Mansur, apontada como novo quadro do PSD. Sobre a desfiliação da ex-correligionária, Lídice aponta que “as pessoas estão compreendendo que esse é o resultado desse sistema". "Fabíola foi, nessa mesma lógica. Ela saiu do PSB, mas ainda nem decidiu qual é o partido para o qual vai. Então, está fazendo conta. Nós atualmente não discutimos ideias, discutimos matemática”, conclui.

Wilson Cardoso nega diálogo sobre chapa majoritária mas garante que campanha para vice é “movimento inédito”
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, comentou sobre a indicação do seu nome como possível candidato à vice-governador, na chapa do atual governador Jerônimo Rodrigues, por parte dos colegas da organização. O prefeito de Andaraí, município da Chapada Diamantina, esteve presente no evento oficial de visitação do presidente Lula às obras de implantação do VLT em Salvador nesta quinta-feira (2), e afirmou que, mesmo sem diálogo formal com Jerônimo, vê a indicação como um “movimento inédito”.

 

“Eu não tive nenhuma conversa com o governador, deixar claro. Esse movimento saiu dos prefeitos e prefeitas, um movimento legítimo, um movimento inédito. Estou dizendo de mais de 340 prefeitos e prefeitas, é um movimento que eles acham que eu representaria bem o município na chapa majoritária do governador Jerônimo. É um movimento que veio de fora para dentro, que eu recebi com muita alegria e com muita satisfação”, destacou a liderança municipalista. 

 

Wilson afirmou ainda que depois da indicação formal, os colegas incentivaram uma mobilização mediante a visita de Lula, a qual ele negou. “Depois desse movimento, que aconteceu na segunda-feira no Parque de Exposição, esse movimento eles já queriam fazer na última visita de Lula no Parque de Exposição. Naquele momento eu disse, ‘não, não é momento disso’”, explica. 

 

O presidente do UPB destacou que o movimento é parte do fortalecimento da organização municipalista na Bahia e, em nome deste movimento, se coloca à disposição dos partidos e grupos em caso de uma possível consideração do seu nome para o cargo no Palácio de Ondina. “Hoje eu estou à disposição de todos os nossos prefeitos, prefeitas, para, se for o caso, se for da vontade das lideranças de todos os partidos, de todos os deputados estaduais, federais, o meu nome está à disposição”, afirma. 

 

Ele conclui dizendo que, no caso de uma indicação, é necessário “olhar a legitimidade de quem já está aí”. “Eu digo sempre, tem fila, mas se for da vontade deles, deles entenderem que é uma vontade dos prefeitos, meu nome está à disposição para trabalhar com muito amor, com muita determinação, unindo nossa Bahia”, conclui.

Rui Costa “bate o pé” e trava Geraldo Jr. como vice de Jerônimo; impasse com chapa segue durante visita de Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Nem a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Bahia, nesta quinta-feira (2), para cumprir agenda na capital parece ter resolvido o impasse do nome para compor a cadeira de vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Com o atual ocupante, Geraldo Jr. (MDB), sem ser confirmado, a indefinição persiste, podendo transformar o cenário atual. 

 

O Bahia Notícias apurou com interlocutores da cúpula petista no estado que, antes da chegada de Lula à Bahia, um encontro foi realizado na última terça-feira (31), para tentar fechar o espaço da vice. Na segunda (30), algumas garantias teriam sido dadas, inclusive ao presidente de honra do MDB, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, de que o nome de Geraldo Jr. seria confirmado no atual espaço. Entretanto, após o encontro para sacramentar a arrumação, uma ligação teria suspendido o entendimento. 

 

Do outro lado da linha estava o ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), que estaria irredutível, indicando o veto ao nome de Geraldo Jr. para a vice, elevando a a incerteza sobre como seria arrumada a chapa. Jerônimo preferiu não falar com a imprensa, postergando o anúncio, cogitado para esta quarta (1º). No fim do dia, a visita de Lula prometia "desembaralhar" o cenário, apontando que um nome seria definido. Em mais um encontro, agora contando com a presença de Lula, no Palácio de Ondina, nada foi definido, mantendo a incerteza. 

 

Além disso, aliados próximos aos caciques petistas no estado também têm indicado que o panorama pode sofrer uma mudança ainda mais drástica. Ainda em 2024, em meio a confirmação da candidatura de Rui ao Senado, o Bahia Notícias já indicava o desejo confesso do ex-governador da Bahia em retornar para o estado e disputar o governo. Aos mais próximos, Rui apontava a vontade, porém o movimento também teria se intensificado mais recentemente. "Mais próximo de Lula", Rui também tem apontado para pesquisas como forma de demonstrar a viabilidade de seu retorno, podendo manter o grupo petista no comando e "encaminhar" a eleição de Lula no plano nacional. 

 

A indefinição da vice também pode escancarar o acirramento nesse flanco. Aliados próximos revelaram ao Bahia Notícias que, para além de vetar Geraldo Jr. na vice, Rui também articularia o "retorno ao governo" como forma de reverter um cenário eleitoral indigesto no estado, diante de mais um embate interno, desta vez com o senador Jaques Wagner. O senador tem engrossado o coro pelo nome de Geraldo Jr. na vice, estabelecendo mais um capítulo de desententimento com o ainda ministro da Casa Civil. 

 

Com a Bahia sendo fundamental para o pleito nacional, o presidente Lula pode deixar o estado sem conseguir fazer com que os locais se entendam e fechem questão sobre esse tema. 

 

EMBATE RUI X WAGNER

Os episódios são muitos entre a disputa de Wagner e Rui. Outro deles foi o pelo comando do PT da Bahia, ainda em 2025, deixando o governador Jerônimo Rodrigues no meio do fogo cruzado. Com vetos de ambos os lados, a sucessão da presidência estadual do partido teve alguns retornor à “estaca zero”, durante o Processo de Eleição Direta (PED).

Lula é recusado por corrupção, já Flávio perde votos por conta do pai; Veja motivos da rejeição aos dois candidatos
Foto: Montagem com imagens do arquivo da Agência Brasll

A decisão para escolha do futuro presidente em outubro deste ano pode ser tomada não pelo apoio a algum dos postulantes, mas pela preocupação ou pelo medo de que ganhe o candidato que o eleitor mais rejeita. Partindo dessa premissa, a AtlasIntel organizou um levantamento com entrevistas em todo o país para avaliar a disputa presidencial de 2026 sob o ângulo da rejeição.

 

O questionamento principal da AtlasIntel envolveu os dois candidatos que disputam ponto a ponto a liderança das pesquisas: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O instituto perguntou qual resultado saído das urnas causaria mais preocupação aos eleitores. Confira abaixo o resultado:

 

A reeleição do presidente Lula - 47,1%

A eleição de Flávio Bolsonaro - 46,3%

Ambos me preocupam igualmente - 6,5%

 

O estudo da AtlasIntel também procurou conhecer a percepção do eleitor a respeito dos que votam no campo oposto ao dele. O instituto fez a seguinte pergunta: “Na sua percepção, as pessoas que votam no político que você mais rejeita são, geralmente”. Eis como os entrevistados responderam:

 

Pessoas manipuladas/ignorantes – 57,4%

Pessoas com falhas graves de caráter – 31%

Pessoas comuns, que apenas pensam diferente de mim – 11,7%

 

Na mesma linha, da visão do eleitor sobre o candidato que mais rejeita, a AtlasIntel o quanto as pessoas seriam afetadas emocionalmente em casa de vitória de um presidente rejeitado por elas. Veja as respostas:

 

Me afetaria muito - 62,3%

Me afetaria moderadamente - 16,4%

Me afetaria pouco - 10,2%

Não me afetaria - 6,5%

Não sei - 4,6%

 

Em relação aos sentimentos dos eleitores em caso de uma vitória do candidato que eles rejeitam, veja como a eleição de um determinado candidato poderia ser absorvida pela população (os entrevistados aqui podiam citar múltiplas respostas):

 

Falta de esperança - 66,9%
Medo - 58,1%
Frustração - 56,5%
Tristeza - 48,9%
Raiva - 46,7%
Aceitação - 6%

 

Na medição do potencial eleitoral dos dois principais candidatos de 2026 e também do índice de rejeição de cada um, o presidente Lula aparece com a maior quantidade de pessoas que dizem que não votariam nele “de jeito nenhum”: 50%. Já os que dizem que “com certeza” votarão nele somam 41%.

 

O mesmo índice de 41% certeza de voto acompanha a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Já na avaliação da rejeição do candidato do PL, 49% dizem não votar nele de jeito nenhum. 

 

Para avaliar os motivos da alta rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro, a AtlasIntel perguntou aos entrevistados porque eles não votariam em um ou em outro “de jeito nenhum”. Em relação ao presidente Lula, os motivos listados foram os seguintes:

 

Envolvido/conivente com corrupção - 85,9%
Quer a população dependente do estado - 45,7%
Representa um projeto de poder autoritário - 33,2%
Não foi um bom presidente - 29,9%
Não prioriza os verdadeiros problemas do país - 21%
Estimula a divisão do país - 16,1%
Ameaça aos valores cristãos - 15,1%
Oportunista/age por conveniência - 13,4%
Não se preocupa com o povo - 9,2%
Idade avançada - 5,7%
Já teve a sua oportunidade - 5,1%
Fraco - 1,2%

 

Já em relação ao senador Flávio Bolsonaro, confira como foram as respostas daqueles que mais o rejeitam e dizem não votar nele “de jeito nenhum”:

 

Não quero um governo parecido com o de Jair Bolsonaro - 74,4%
Envolvido/conivente com corrupção - 62,7%
Representa um projeto de poder autoritário - 47,2%
Oportunista/age por conveniência - 31,5%
Não prioriza os verdadeiros problemas do país - 28,8%
Não se preocupa com o povo - 28%
Governa para os ricos - 26,1%
Estimula a divisão do país - 22,2%
Não tem experiência/preparo - 20,4%
Fraco - 16,5%
Muito conservador/retrógrado - 13,2%
Não é um líder autêntico da direita - 6,7%

 

A pesquisa AtlasIntel entrevistou 4.224 pessoas de 16 a 23 de março de 2026. A margem de erro é 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06058/2026. 
 

AtlasIntel: Maioria dos catarinenses rejeita candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado e dizem ser oportunismo
Foto: Reprodução Instagram Carol de Toni

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (1º) pela AtlasIntel revela que a população de Santa Catarina não vem recebendo com bons olhos a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de deslocar um de seus filhos para concorrer ao Senado pelo estado. Os números da pesquisa mostram que o ex-vereador Carlos Bolsonaro ostenta um terceiro lugar nas simulações de voto, além de ter rejeição maior do que seus adversários.

 

Quando surgiu o projeto de tirar Carlos Bolsonaro do Rio de Janeiro para que ele concorresse por Santa Catarina, no final do ano passado, o PL tentou convencer a deputada Caroline de Toni a não postular vaga para o Senado e se candidatar à reeleição para a Câmara. O partido tinha um acordo anterior com o PP para apoiar o atual senador Esperidião Amin.

 

Incentivada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Carol de Toni manteve a intenção de se candidatar, e ameaçou mudar de partido para seguir com os planos de se lançar ao Senado. Com a intervenção de Michelle, o PL recuou e anunciou que sairia com uma chapa pura, formada por De Toni e Carlos Bolsonaro. Amin, por sua vez, disse que não deixaria de ser candidato à reeleição.

 

Os números da pesquisa AtlasIntel desta quarta revelam a força da deputada Caroline de Toni no estado, e o acerto de sua decisão sobre manter a candidatura, já que ela recebeu inclusive a manifestação de apoio de dezenas de prefeitos. Já Carlos Bolsonaro, que renunciou ao cargo de vereador pelo Rio de Janeiro e mudou seu domicílio eleitoral para Santa Catarina, vê seu projeto ser rejeitado por boa parte da população catarinense.

 

Confira abaixo os números da simulação para o Senado: 

 

Caroline de Toni (PL) - 30,7%
Esperidião Amin (PP) - 20,1%
Carlos Bolsonaro (PL) - 18,3%
Décio Lima (PT) - 13,4%
Afrânio Boppré (Psol) - 9,7%
Branco/nulo - 5%
Não sabem - 2,8%

 

A AtlasIntel perguntou também aos entrevistados sobre o que pensavam a respeito de uma possível candidatura do ex-vereador Carlos Bolsonaro, apoiada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. As respostas saíram da seguinte forma:

 

Oportunismo político contra
interesses do estado - 50%

 

A melhor alternativa para os
interesses do estado - 25,6%

 

Estratégia política legítima,
mas questionável - 20,6%

 

Não sei - 3,7%

 

Em outro recorte da pesquisa, o ex-vereador Carlos Bolsonaro aparece com uma rejeição entre os catarinenses maior do que a do irmão, Flávio, e a do pai, Jair. Enquanto Jair Bolsonaro tem taxa de rejeição de 35,6% e Flávio de 36,5%, Carlos aparece com um índice de 43,6%. 

 

O filho de Jair Bolsonaro e pretendente a uma cadeira de senador por Santa Catarina só não tem rejeição maior do que a de Lula (65,1%), de Décio Lima (52,3%) e de Eduardo Leite (43,8%). Na outra ponta, entre as taxas de rejeição mais baixas estão a de Caroline de Toni (23,9%) e a do senador Esperidião Amin (21,6%). 

 

Apesar dos percalços enfrentados por Carlos Bolsonaro na sua candidatura a senador, o irmão, Flávio Bolsonaro, lidera com folga em Santa Catarina. Segundo a AtlasIntel, Flávio registrou 53,4% em um cenário com diversos candidatos, contra 28,4% de Lula, na simulação de primeiro turno.

 

Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro alcançaria 59,4%, contra 31,1% do presidente Lula. Nas outras simulações de segundo turno, Lula também fica bem abaixo das intenções de voto de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e até de Jair Bolsonaro.

 

Por fim, a pesquisa AtlasIntel avaliou a aprovação do trabalho do presidente Lula aos olhos dos eleitores de Santa Catarina. O resultado foi ainda pior do que nas simulações de primeiro e segundo turnos.

 

De acordo com o levantamento, o presidente Lula tem uma aprovação de 24%, enquanto a desaprovação chega a 71%.

 

A pesquisa foi realizada pela AtlasIntel de 25 a 30 de março de 2026. Foram entrevistadas 1.280 pessoas com 16 anos ou mais em Santa Catarina. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento da AtlasIntel está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-01666/2026 e SC-05257/2026. 
 

Lula lidera em Minas Gerais, mas Flávio dispara em São Paulo; Confira pesquisas nos dois estados com mais eleitores
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto nos cenários de primeiro quanto nos de segundo turno entre os eleitores de São Paulo, mas em Minas Gerais, a situação se inverte e é o líder petista que está à frente nas simulações. Esses foram alguns resultados de duas pesquisas realizadas pela AtlasIntel/Estadão nos estados que representam os dois maiores colégios eleitorais do país. 

 

As duas pesquisas foram divulgadas nesta quarta-feira (1º), com simulações das intenções de voto a presidente em São Paulo e em Minas Gerais. De um eleitorado de 156 milhões em todo o país, São Paulo e Minas possuem cerca de 33% do total (SP tem 33,7 milhões e MG 16,2 milhões de eleitores).

 

A pesquisa Atlas/Estadão constatou que no estado de São Paulo, Flávio Bolsonaro e o presidente Lula aparecem tecnicamente empatados, com vantagem numérica para o primeiro. Em um eventual segundo turno entre os dois, o senador abre vantagem de cinco pontos sobre o líder petista, acima da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

 

Nas simulações de disputa no segundo turno entre Lula e outros adversários, o petista perde para todos os nomes colocados contra ele. 

 

Confira abaixo os cenários de primeiro e segundo turno em São Paulo:

 

Primeiro turno

 

Cenário 1

 

Flávio Bolsonaro (PL) - 43,4%
Lula (PT) - 42,5%
Renan Santos (Missão) - 5%
Romeu Zema (Novo) - 3,2%
Ronaldo Caiado (PSD) - 2,4%
Aldo Rebelo (DC) - 0,8%
Brancos/nulos - 2,2%
Não sei - 0,4%

 

Segundo turno

 

Flávio Bolsonaro 49% x 44% Lula


Romeu Zema 49,3% x 43,8% Lula


Ronaldo Caiado 45,9% x 42,4% Lula

 

O levantamento Atlas/Estadão foi realizado entre os dias 24 e 27 de março, ouvindo 2.254 eleitores de São Paulo por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-01079/2026.

 

Em Minas Gerais, a pesquisa AtlasIntel realizada com eleitores do estado aponta o presidente Lula na frente de Flávio Bolsonaro. A distância de Lula para Flávio, na opinião dos mineiros, é de 3,3%, acima da margem de erro.

 

Ao contrário do que foi apurado entre os eleitores de São Paulo, a pesquisa AtlasIntel mostra uma vantagem do presidente Lula sobre todos os outros adversários no estado de Minas Gerais. Lula ganha no segundo turno até mesmo de Romeu Zema, que renunciou no dia 22 de março do cargo de governador de Minas Gerais para concorrer à presidência.

 

Confira abaixo os cenários com os eleitores de Minas Gerais:

 

Primeiro turno

 

Cenário 1

 

Lula (PT) - 43,7%
Flávio Bolsonaro (PL) - 40,4%
Romeu Zema (Novo) - 4,7%
Renan Santos (Missão) - 3,3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 2,4%
Aldo Rebelo (DC) - 0,2%
Voto branco/nulo - 0,9%
Não sei - 4,4%

 

Segundo turno

 

Lula 47,3% x 46,9% Flávio Bolsonaro

 

Lula 47,3% x 46,5% Romeu Zema

 

Lula 44,2% x 40,8% Ronaldo Caiado

 

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A AtlasIntel entrevistou 2.195 eleitores de Minas Gerais, pela internet, entre 25 e 30 de março. O levantamento, pago com recursos próprios do instituto, apresenta índice de confiança de 95%, e o número de registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-05686/2026.
 

Em meio a processo de diálogo com governo Jerônimo Rodrigues, principal aliado de Elmar Nascimento é alvo de operação
Foto: Divulgação

A operação da Polícia Federal e Controladaria Geral da União (CGU), nesta quarta-feira (1), tendo como alvo o deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD), pricipal aliado do deputado federal Elmar Nascimento (União), ocorre na temporada de definições políticas. Nascimento se encontrou, recentemente, com o governador Jerônimo para, inclusive, debater a indicação da vice na chapa à reeleição. 

 

O diálogo e o "clima de namoro" entre o parlamentar e o grupo governista na Bahia pode ter ficado somente naquele encontro. De acordo com aliados de Elmar e lideranças que participaram das costuras para uma possível migração, o movimento foi "sepultado" com a operação de hoje. Na análise dos procurados pela reportagem, a CGU teria forte relação política com operações deste tipo, pondendo, de certa forma, "incentivar ou minimizar" a execução da operação. 

 

Equipes da PF cumprem mandados em Salvador, na residência do parlamentar, que fica localizada no condomínio Le Parc, na Avenida Paralela e na própria Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), além dos municípios de Serrinha, Santaluz, Araci e Feira de Santana. De acordo com a PF, as investigações são decorrentes de investigação relativa a desvio de verbas públicas decorrentes da execução de contrato de locação de veículos no município de Serrinha, além de crime de fraude à licitação, lavagem de capitais e organização criminosa.

 

A aproximação entre Elmar e o governo teve seu ponto alto com um encontro, que ocorreu no Palácio de Ondina. O debete foi feito para discutir possibilidades como a indicação de um nome da escolha de Elmar para assumir a vice na disputa de outubro. O nome do deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD), que seria uma das principais opções, por conta da relação com ambos os grupos e seria um “ponto médio”, foi alvo dessa operação da PF.

 

O movimento também deve reforçar a manutenção da aliança de Elmar com ACM Neto (União). O ex-prefeito de Salvador, inclusive, indicou que teria um encontro com Elmar para debater a relação com o grupo. A conversa seria realizada após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) confirmar que consultou o parlamentar sobre uma possível indicação para sua vice na disputa pelo governo neste ano. A fala ocorreu durante o lançamento de sua pré-candidatura ao governo, em Feira de Santana, Neto fez questão de apontar para a relação de amizade entre ambos. 

 

OPERAÇÃO NA BAHIA
A investigação apontou que o então gestor municipal, juntamente com diversos outros servidores públicos do município de Serrinha, em conluio com a empresa vencedora, e outras empresas cooptadas, fraudaram as licitações de locação de veículos no município entre 2017 e 2024.

 

O ex-prefeito de Serrinha, na região sisaleira, Adriano Lima (PSD), também foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação deflagrada nesta quarta-feira (1°) pela Polícia Federal (PF). Outro político investigado é o deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD), que tem base na mesma região e foi vice-prefeito de Santaluz entre 2017 e 2020.

 

A ação inclui o cumprimento de mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação sobre supostos desvios de verbas públicas.

PSOL anuncia filiação de Geraldo Simões, fundador do PT e ex-prefeito de Itabuna
Foto: Arquivo Pessoal

A Executiva Estadual do PSOL Bahia aprovou, na noite da última terça-feira (31), o ingresso do ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, no Partido Socialismo e Liberdade.

 

“A vinda de Geraldo Simões representará um marco de reafirmação do PSOL Bahia como alternativa política. Ele (Geraldo) é uma liderança histórica da esquerda na Bahia, com erros e acertos ao longo da sua trajetória. Cabe agora ele assinar a ficha, para chegar com o respaldo da direção nacional e estadual", afirma Davidson Brito, da direção estadual e presidente do PSOL em Itabuna.

 

Geraldo é fundador do PT, nunca filiado a outro partido, com trajetória de mais de 46 anos de liderança ocupando diversos postos como deputado federal, estadual, secretário de Estado e prefeito de Itabuna, sinaliza sua possível ida ao PSOL pelos acertos da sigla.

 

"O PSOL demonstrou maturidade política, ao entender os riscos e apoiar Lula em 2022 e já está engajado agora em sua reeleição. Além de encabeçar uma das principais lutas em curso no país, que é o fim da escala 6x1, e ter um papel de protagonismo no enfrentamento à extrema-direita", destaca Geraldo.

 

A possível filiação de Geraldo Simões ao PSOL pode ser confirmada nos próximos dias. Caso queira ser candidato em 2026 pelo Partido Socialista e Liberdade a filiação precisa ser confirmada até dia 04 de abril. Simões segue avaliando uma possível candidatura a deputado federal, podendo voltar à Câmara dos Deputados em 2027, desta vez pelo PSOL. 

 

O PSOL, que nacionalmente já aprovou apoio à reeleição do presidente Lula, na Bahia têm aprovadas a pré-candidatura de Ronaldo Mansur, para governador, e da Professora Delliana, para o senado federal.

Cadê as mulheres? Mudanças levam governo a ter o menor número de ministras desde início do mandato de Lula
Foto: Ricardo Stuckert/PR

As mudanças anunciadas nesta terça-feira (31) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no seu ministério, com ministros que saem para disputar eleições e outros que permanecem até o final de 2026, deixou a Esplanada com o menor número de mulheres comandando pastas desde o início do terceiro mandato do líder petista. 

 

Em 1º de janeiro de 2023, quando tomou posse, o presidente Lula deu posse a um ministério com 37 pastas, e naquela ocasião, 11 mulheres estavam presentes na fotografia da posse do novo governo. Eram elas: 

 

Nísia Trindade – Ministério da Saúde; 
Esther Dweck – Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos; 
Luciana Santos (PCdoB) – Ministério da Ciência e Tecnologia;
Cida Gonçalves (PT) – Ministério das Mulheres; 
Margareth Menezes – Ministério da Cultura; 
Anielle Franco – Ministério da Igualdade Racial; 
Ana Moser – Ministério do Esporte; 
Marina Silva (Rede) – Ministério do Meio Ambiente; 
Simone Tebet (MDB) – Ministério do Planejamento; 
Daniela Souza Carneiro [Daniela do Waguinho] (União Brasil) – Ministério do Turismo; e
Sonia Guajajara (PSOL) – Ministério dos Povos Indígenas

 

A atual configuração da Esplanada dos Ministérios chegou às atuais 38 pastas com a criação, em janeiro de 2024, do Ministério do Empreendedorismo. Márcio França, que era o ministro de Portos e Aeroportos, assumiu o novo ministério. 

 

Durante os últimos três anos e três meses, diversas ministras foram deixando o governo e sendo substituídas por homens, assim como alguns homens acabaram sendo substituídos por mulheres. Da primeira formação do governo, deixaram a Esplanada as ministras Nísia Trindade, Cida Gonçalves, Ana Moser e Daniela do Waguinho. 

 

Já as que entraram durante o mandato foram Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Márcia Lopes (Mulheres) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos). Com as entradas e saídas, a configuração do governo Lula até esta terça contava com dez ministras mulheres entre os 38 comandantes de ministérios.

 

Por conta do prazo de desincompatibilização imposto pela Justiça Eleitoral, que obriga ministros a saírem de seus cargos seis meses antes das eleições, cerca de 18 titulares de pastas da Esplanada pedirão exoneração. Entre a bancada feminina, seis devem deixar o governo: Macaé Evaristo, Anielle Franco, Marina Silva, Simone Tebet, Sônia Guajajara e Gleisi Hoffmann. 

 

Das dez que atualmente são ministras, quatro permanecerão na Esplanada: Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Margareth Menezes (Cultura), Esther Dweck (Gestão e Inovação) e Márcia Lopes (Mulheres). 

 

A esse grupo se somarão quatro atuais secretárias-executivas que serão empossadas como ministras. São elas: Miriam Belchior (Casa Civil), Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário), Janine Mello dos Santos (Direitos Humanos) e Rachel Barros de Oliveira (Igualdade Racial). 

 

Pelas mudanças desta semana, o governo Lula passará a contar com oito ministras entre os 38 titulares de pastas, o menor número de mulheres desde o início do terceiro mandato. Esse total ainda pode mudar, caso haja a indicação de alguma mulher para substituir Gleisi Hoffmann nas Relações Institucionais. 
 

Confira quem sai do governo Lula, quem continua no cargo e os novos ministros que assumirão na Esplanada
Foto: Cadu Gomes/VPR

Em reunião realizada nesta terça-feira (31) no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou as mudanças de ministros em pelo menos 18 pastas do seu governo. Lula também disse não saber ainda qual será a decisão de alguns dos ministros, que não definiram se concorrerão nas eleições deste ano ou seguirão na Esplanada. 

 

Entre os indecisos estão o ministro Wolney Queiroz, da Previdência, a ministra Luciana Santos, da Ciência e Tecnologia, e Alexandre Silveira, das Minas e Energia. Já Márcio França, do Empreendedorismo, está cotado para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no lugar de Geraldo Alckmin, que sai para se candidatar a vice-presidente na chapa de Lula.

 

Há o caso ainda do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, que deve deixar seu cargo somente próximo ao início da campanha eleitoral. Sidônio comandará o marketing da campanha de reeleição do presidente Lula.

 

A grande maioria dos ministros que assumirão os cargos será composta dos atuais secretários-executivos da pasta. Os próprios ministros indicaram os seus secretários-executivos para seguir no comando dos ministérios, como forma de dar continuidade ao trabalho que já vem sendo realizado.

 

Confira abaixo como ficam todos os 38 ministérios do governo Lula, e a que cargo devem concorrer os ministros que deixam a Esplanada:

 

  • Advocacia-Geral da União

 

Jorge Messias permanece na pasta. O ministro fica à frente da AGU pelo menos até a sabatina no Senado Federal. Messias foi indicado por Lula para a vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal). Se o nome for aprovado pelos senadores, o presidente precisará escolher um substituto para a chefia da AGU.

 

  • Agricultura e Pecuária

 

Carlos Fávaro deixa o cargo para disputar uma vaga no Senado por Mato Grosso em outubro.
André de Paula, até então ministro Pesca e Aquicultura, assume o comando da pasta.

 

  • Casa Civil

 

Rui Costa deixa a pasta para disputar a uma vaga do Senado pela Bahia.
Miriam Belchior, secretária-executiva da pasta, assume o cargo.

 

  • Cidades

 

Jader Filho deixa o cargo para concorrer como deputado federal pelo Pará.
Antônio Vladimir Lima, secretário-executivo, assume o cargo.

 

  • Ciência e Tecnologia

 

Luciana Santos está propensa a se manter no cargo, mas ainda não foi anunciada a decisão final.

 

  • Comunicações

 

Frederico Siqueira segue no cargo.

 

  • Controladoria-Geral da União

 

Vinícius de Carvalho segue no cargo.

 

  • Cultura

 

Margareth Menezes segue no cargo.

 

  • Defesa

 

José Múcio segue no cargo.

 

  • Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

 

Paulo Teixeira deixa o cargo para concorrer a deputado federal por São Paulo.
Fernanda Machiaveli, secretária-executiva do ministério, assume a chefia da pasta. 

 

  • Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

 

Geraldo Alckmin deixa o ministério para ser pré-candidato a vice-presidente.
O Planalto ainda não informou quem deve assumir o comando da pasta.

 

  • Desenvolvimento Social

 

Wellington Dias segue no cargo.

 

  • Direitos Humanos e da Cidadania

 

Macaé Evaristo deixa o cargo para concorrer como deputada estadual em Minas Gerais.
Janine Mello dos Santos, secretária-executivo, assume o cargo.

 

  • Educação

 

Camilo Santana deixa o cargo. De início, a intenção do ministro é de tentar reeleger o governador do Ceará, Elmano de Freitas, mas não está descartado que ele seja candidato. 
Leonardo Barchini, secretário-executivo do ministério, assume a chefia da pasta.

 

  • Empreendedorismo

 

Márcio França está cotado para assumir a pasta do Desenvolvimento no lugar de Geraldo Alckmin ou ainda pode sair candidato em São Paulo. A decisão do ministro ainda não foi comunicada oficialmente.

 

  • Esporte

 

André Fufuca deixa o cargo e tenta articular uma candidatura ao Senado pelo Maranhão, ou então para se reeleger como deputado federal.
Paulo Henrique Cordeiro Perna, atual secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social, assume o cargo.

 

  • Fazenda

 

Fernando Haddad já tinha anunciado a saída do ministério no último dia 19. Haddad vai concorrer ao governo do estado de São Paulo.
Dario Durigan, até então secretário-executivo, assumiu o cargo.

 

  • Gabinete de Segurança Institucional

 

General Marcos Amaro segue no cargo

 

  • Gestão e Inovação

 

Esther Dweck permanece no seu posto.

 

  • Igualdade Racial

 

Anielle Franco deixa o ministério para concorrer como deputada federal pelo Rio de Janeiro.
Rachel Barros de Oliveira, secretária-executiva, assume o cargo.

 

  • Integração

 

Waldez Góes permanece no cargo.

 

  • Justiça

 

Wellington Lima segue no cargo.

 

  • Meio Ambiente e Mudança do Clima

 

Marina Silva deixa ministério e deve concorrer a uma vaga ao Senado por São Paulo.
João Paulo Ribeiro Capobianco, secretário-executivo, assume o cargo.

 

  • Minas e Energia

 

Alexandre Silveira a princípio permanece no posto, embora sua decisão final ainda não tenha sido anunciada.

 

  • Mulheres

 

Márcia Lopes segue no cargo.

 

  • Pesca e Aquicultura

 

André de Paula deixa o ministério e assume outra pasta, de Agricultura e Pecuária.
Rivetla Edipo Araujo Cruz, atual secretário-executivo, assume o cargo.

 

  • Planejamento e Orçamento

 

Simone Tebet deixa o ministério para disputar a uma vaga ao Senado por São Paulo.
Bruno Moretti, atual secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, assume o cargo.

 

  • Portos e Aeroportos

 

Silvio Costa Filho deixa o ministério para concorrer como deputado federal em Pernambuco.
Tomé Barros Monteiro da Franca, secretário-executivo, assume o cargo.

 

  • Povos Indígenas

 

Sônia Guajajara deixa o cargo e deve concorrer à reeleição como deputada federal por São Paulo.
Eloy Terena, secretário-executivo, assume a chefia da pasta.

 

  • Previdência Social

 

Wolney Queiroz permanece no cargo, mas essa decisão ainda não é definitiva.

 

  • Relações Exteriores

 

Mauro Vieira permanece no cargo.

 

  • Trabalho

 

Luiz Marinho

 

  • Turismo

 

Gustavo Feliciano segue no cargo.

 

  • Saúde

 

Alexandre Padilha permanece no cargo.

 

  • Secretaria de Comunicação Social

 

Sidônio Palmeira permanece no cargo.

 

  • Secretaria-Geral da Presidência da República

 

Guilherme Boulos permanece no cargo.

 

  • Secretaria de Relações Institucionais

 

Gleisi Hoffmann deixa o ministério para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.
O Planalto ainda não informou quem deve assumir o comando da pasta.

 

  • Transportes

 

Renan Filho deixa o cargo para concorrer ao governo de Alagoas.
George Santoro, secretário-executivo, assume o cargo.

 

Conversa com Zé Ronaldo deve definir possível candidatura de Pablo Roberto
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

O futuro político do vice-prefeito e secretário de educação de Feira de Santana, Pablo Roberto (PSDB), deve ser definido nas próximas horas. O desfecho sairá da reunião que ele tem nesta terça-feira (31) com o prefeito José Ronaldo (União) para tratar das eleições.

 

Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, Pablo Roberto já manifestou publicamente o interesse em disputar uma vaga como deputado federal. A definição, no entanto, depende do posicionamento do grupo político liderado por José Ronaldo.

 

Em entrevista concedida na manhã desta terça ao radialista Dilton Coutinho, o secretário foi questionado sobre qual seria a reação dele caso o prefeito peça que Pablo não se candidate.

 

“Rapaz, eu não sei te responder isso agora, sincero e honestamente. É uma decisão [difícil]; não é fácil tomar essa decisão quando você projeta um sentimento e organiza um movimento. Eu sempre tive muita clareza daquilo que eu quero; eu tenho o desejo de ser candidato a deputado federal. Claro que eu não posso fazer isso só por mim; eu tenho que ser candidato de um sentimento coletivo”, afirmou.

 

Em Feira de Santana, Pablo Roberto disputa a preferência do prefeito feirense com o empresário Zé Chico, presidente do União Brasil na cidade, que também se propõe a concorrer a deputado federal.

Rui enaltece conquistas do governo e pede a Sidônio que leve à população a comparação com gestão Bolsonaro
Foto: Reprodução Youtube

Com saída marcada do governo apenas depois da assinatura da ordem de serviço para expansão do metrô de Salvador, na próxima quinta-feira (2), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, foi o responsável por mostrar as conquistas e resultados favoráveis do governo durante a reunião ministerial desta terça (31), no Palácio do Planalto.

 

Rui Costa fez a apresentação de uma série de slides com números favoráveis ao governo Lula, desde o aumento do investimento público e privado no País, casas entregues do Minha Casa, Minha Vida e queda do desmatamento. O ministro da Casa Civil destacou ações de diversos colegas de ministério que estão de saída dos seus cargos, e destacou também indicadores econômicos como a redução da desigualdade de renda e queda do desemprego.

 

Assim como na fala do presidente Lula, o ministro Rui Costa fez críticas veladas à imprensa, por não divulgar as ações e entregas do governo. Costa, que sairá do governo para se candidatar ao Senado pela Bahia, disse ter “dúvida” se “o povo sabe” dos números favoráveis ao governo. 

 

“Minha dúvida, Sidônio, é se o povo sabe disso (série de números favoráveis a Lula). Temos de colocar como foco comparar (os governos)”, afirmou Rui Costa, se dirigindo ao ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira.

 

O ministro da Casa Civil aproveitou a apresentação de slides para fazer comparações e críticas ao governo anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro. Se dirigindo novamente a Sidônio, que seguirá no cargo até meados de julho, Rui Costa disse que é preciso estimular a comparação entre a gestão Lula e a de Bolsonaro para que a população saiba o que cada um fez ou deixou de fazer à frente do governo federal.

 

“Mais uma vez, Sidônio, o povo tem o direito de saber desses gráficos. A comunicação, o povo quer saber”, afirmou Rui Costa.

 

Quando deixar a Casa Civil, Rui Costa será substituído pela atual secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior. Quadro histórico do PT, Miriam Belchior é uma veterana de administrações petistas, já tendo sido ministra do Planejamento, da Casa Civil, presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora do PAC em gestões passadas de Lula e de Dilma Rousseff.
 

"Muito provavelmente vai ingressar no PL", diz Bruno Reis sobre saída de Igor Dominguez do DC
Foto: Bahia Notícias

O prefeito Bruno Reis (União) informou que Igor Dominguez, seu antigo secretário, deve se filiar ao PL para disputar as eleições de outubro. A declaração sobre a saída do ex-secretário do DC aconteceu nesta terça-feira (31), durante o anúncio dos novos secretários.

 

“Igor já saiu do DC. Muito provavelmente vai ingressar no PL. Ele tem uma relação histórica, sempre trabalhou ao lado de João Roma, então teve esse convite. Naturalmente, ele entendeu que dentro dos partidos da nossa base esse era o que ele se mais identificava”, declarou o gestor.

 

Nos bastidores, Dominguez é tratado como a grande aposta de Bruno Reis para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Para o posto dele, o prefeito nomeou Alex Santana. 

Lula anuncia saída de diversos ministros e confirma que Geraldo Alckmin será o seu candidato a vice-presidente
Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (31), em reunião no Palácio do Planalto, que 14 ministros estão deixando seu cargo no governo, e outros ainda podem definir até o final da semana se ficam ou continuam no posto. A desincompatibilização até 4 de abril é uma exigência da lei eleitoral.

 

De acordo com Lula, parte das trocas de ministros estão sendo concretizadas já nesta reunião, e outras poderão ocorrer nos próximos dias. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, por exemplo, vai deixar o cargo somente após participar de uma inauguração de nova linha do metrô de Salvador ao lado de Lula, na próxima quinta (2).

 

“Essa reunião hoje em que pelo menos 14 companheiros deixarão o governo a partir de hoje, mais quatro companheiros que vão anunciar daqui a pouco. E depois quem sabe mais alguns. Eles nos deixarão porque terão missões mais importantes nos próximos meses. É um direito legítimo disputar uma eleição, seja qual cargo for”, disse Lula na abertura da reunião.

 

Perto do fim da janela partidária, ao menos quatro ministros do governo ainda não decidiram se saem ou se permanecem na Esplanada até o fim da gestão petista. A indefinição envolve nomes como Wolney Queiroz, da Previdência, Luciana Santos, da Ciência e Tecnologia, Alexandre Silveira, das Minas e Energia, e Márcio França, do Empreendedorismo.

 

Há também o caso de ministros que podem sair depois do prazo da desincompatibilização. É o caso do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, que deixará o cargo para participar da campanha eleitoral.

 

As substituições na Esplanada dos Ministérios em sua maioria serão feitas com substitutos que já estão nas pastas, com o secretário-executivo assumindo o posto. O objetivo do presidente Lula objetivo é que as políticas colocadas em prática pelo ministro que sai continuam em vigor. 

 

“Na saída dos ministérios tomei como decisão não ficar colocando ministros novos. Temos máquina funcionando há três anos e quatro meses. Não quero que nenhum ministério comece tudo outra vez. A máquina está em andamento e tem que continuar andando. Temos muita coisa para concluir até 31 de dezembro e a obrigação de quem vai ficar é concluir. Não dá para começar a fazer um novo ministério faltando nove meses”, afirmou Lula.

 

Na sua fala inicial, Lula confirmou que Geraldo Alckmin (PSB) será candidato a vice-presidente na chapa dele para a disputa da reeleição. Alckmin chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), e está se despedindo do cargo para poder concorrer.

 


Foto: Cadu Gomes/ VPR

 

"O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez", afirmou Lula.

 

Outro ponto tocado por Lula no pronunciamento inicial foi um apelo por maior seridade na política. O presidente citou Ulysses Guimarães em sua fala: "Eu não canso de dizer que a política piorou muito. Hoje ainda tem muita gente séria, tem muita gente que faz política"!, afirmou, acrescentando que "em muitos casos a política virou negócio".

 

"Vocês estejam dispostos a entrar na vida parlamentar para ajudar a mudar a promiscuidade que está estabelecida na política mundial e na brasileira. Perdeu muito de seriedade a política", declarou Lula.

 

Veja a lista de ministros que estão deixando as suas pastas:

 

  • Renan Filho (MDB), dos Transportes: deve disputar o governo de Alagoas;
     
  • Rui Costa (PT), da Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia;
  • Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: deve disputar o Senado pelo Paraná;
  • Simone Tebet (PSB), do Planejamento: deve disputar o Senado por São Paulo;
  • Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: deve disputar o Senado por São Paulo;
  • André Fufuca (PP), do Esporte: deve disputar o Senado pelo Maranhão;
  • Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: deve disputar o Senado por Mato Grosso;
  • Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: deve disputar o Senado por Amapá;
  • Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: deve disputar a Câmara por Pernambuco;
  • Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: deve disputar a Câmara por São Paulo;
  • Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial: deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro;
  • Sônia Guajajara (Psol), dos Povos Indígenas: deve disputar a Câmara por São Paulo;
  • Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: deve disputar a Câmara legislativa de Minas Gerais
  • Camilo Santana (PT), da Educação: deve ajudar na campanha de 2026;
  • Sidônio Palmeira, da Comunicação Social: deve ser exonerado não agora, mas no meio do ano, para ser o marqueteiro de Lula na Campanha.
  • Geraldo Alckmin, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, será candidato a vice-presidente na chapa de Lula.
Candidatas de Lula ao Senado por São Paulo, Tebet e Marina têm disputa acirrada com Derrite, segundo pesquisa
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Duas ministras do governo Lula que estão deixando seus cargos na Esplanada - Simone Tebet, do Planejamento, e Marina Silva, do Meio Ambiente - estão bem posicionadas na disputa às duas cadeiras no Senado Federal pelo estado de São Paulo. Foi o que mostrou pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (31). 

 

A pesquisa revelou que Simone Tebet, que recentemente se filiou no PSB, lidera a disputa para o Senado, com 22,6%. Na segunda posição aparece o deputado federal Guilherme Derrite (PP), com 22%.

 

Derrite, que foi secretário de Segurança Pública de São Paulo, é a principal aposta do governador Tarcísio de Freitas para a eleição ao Senado. Como ainda há uma disputa pela segunda vaga de candidato na sua chapa, Tarcísio atualmente vem atuando apenas para fortalecer o nome de Derrite, que na Câmara foi o relator do projeto antifacção, sancionado recentemente pelo presidente Lula. 

 

A terceira colocação na pesquisa da Atlas/Estadão é ocupada pela ministra Marina Silva (Rede), que vem sendo incentivada por Lula a concorrer em São Paulo. Marina aparece com 19,6%, uma situação de empate técnico com Guilherme Derrite. 

 

Na quarta colocação está o atual vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo, do PL, com 14,8%. O PL, entretanto, ainda não definiu o nome dos seus candidatos ao Senado em São Paulo, já que há uma pressão do ex-deputado Eduardo Bolsonaro para que o apoio seja dado ao deputado estadual Gil Diniz, além de outros nomes do partido que correm por fora, como os deputados federais Mário Frias e Marco Feliciano.

 

Na pesquisa Atlas/Estadão pontuam ainda o deputado Ricardo Salles (Novo), com 11,1%, e o deputado Paulinho da Força (Solidariedade), com 0,5%. Brancos e nulos somam 6,7% e não sabem, 2,8%. 

 

O Atlas também fez uma simulação de um segundo cenário com o deputado Mário Frias como candidato à direita e com o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) concorrendo ao Senado em vez de disputar o governo. Neste caso, o empate é entre Derrite, Haddad e Marina, com o bolsonarista numericamente à frente, com 22,1%. Haddad teria 21,8% e Marina somaria 19,7%.

 

Completando a lista, aparecem Ricardo Salles, com 12,8%, Mário Frias, com 12,3%, e Paulinho da Força, com 0,6%. Os brancos e nulos são 8% e os que não souberam responder são 2,7%.

 

O levantamento Atlas/Estadão foi realizado entre os dias 24 e 27 de março, ouvindo 2.254 eleitores de São Paulo por recrutamento digital aleatório, A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-01079/2026.
 

Otto Alencar critica declaração de Caiado sobre anistia e diz que na Bahia o PSD "vai completo" com Lula e Jerônimo
Foto: Montagem com fotos da Agência Brasil e Agência Senado

Em entrevista à CNN na noite desta segunda-feira (30), o senador Otto Alencar criticou a fala do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), sobre assinar uma anistia ampla, geral e irrestrita caso seja eleito presidente nas eleições de outubro. Otto, que é o presidente do diretório estadual do PSD na Bahia, disse que, junto com outros senadores do partido, atua contra a anistia no Congresso. 

 

“A declaração do Caiado vem totalmente contra o que eu e grande parte do partido pensamos. Sou contra a anistia, atuei aqui no Congresso contra a anistia e ele já vem contrariando a minha posição”, disse Otto à CNN.

 

A declaração de Ronaldo Caiado se deu durante o lançamento de sua pré-candidatura a presidente pelo PSD, nesta segunda. O candidato prometeu “desativar” a polarização no país com a concessão, logo no início de seu eventual governo, de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de estado. 

 

À CNN, Otto Alencar citou outros integrantes do partido que seriam contrários à anistia, como o senador Omar Aziz (AM). O senador baiano também reforçou que na Bahia, o PSD estará no palanque do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues. 

 

“Aqui na Bahia temos aliança com Lula. O PSD vai votar inteiramente com Lula. São 115 prefeitos, 18 candidatos a deputado federal, 7 estaduais. O PSD completo com Lula. O palanque do Caiado na Bahia não é o PSD, é o União Brasil de ACM Neto, que é meu adversário”, afirmou Otto.

 

O senador Otto Alencar disse, ainda, que o mesmo cenário deve se repetir em outros estados. 

 

“No Amazonas: o Omar vota com Lula. No Rio Grande do Sul com Eduardo Leite, no Rio de Janeiro com Eduardo Paes, em Pernambuco com Raquel Lyra, no Sergipe. E muitos, como eu, não fomos consultados sobre a candidatura de Caiado”, afirmou.

 

No lançamento de sua candidatura, Ronaldo Caiado afirmou que apoiará o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, na disputa pelo governo da Bahia. “Na Bahia, o PSD tem uma posição, e eu estarei no palanque de ACM Neto”, salientou Caiado.

 

Apesar da posição do presidenciável do PSD, o senador Otto Alencar afirmou na CNN que o partido deve confirmar a candidatura na convenção.

 

“Eu não vou apoiar, mas também não vou atrapalhar. Agora, aqui na Bahia, não haverá apoio do PSD”, concluiu Otto Alencar.

Pesquisa Nexus/BTG revela que o antipetismo alcança 44% do eleitorado, enquanto o antibolsonarismo está em 35%
Foto: Montagem com imagens da Agência Senado e da Agência Brasil

A pesquisa Nexus/BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira (30), além de confirmar o cenário de disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro e no segundo turno, buscou entender junto aos eleitores brasileiros como a polarização política afeta a sua escolha entre os dois principais candidatos. O resultado do levantamento revela que o antipetismo é, no momento, um sentimento mais forte do que o antibolsonarismo.

 

De acordo com o resultado dos questionamentos feitos aos entrevistados, a pesquisa Nexus/BTG avaliou que o percentual dos que dizem ser “anti-Lula” chegou a 39% dos eleitores. Já o percentual dos que afirmam ser “anti-Bolsonaro e sua família” está em 30%. 

 

Os entrevistados da Nexus responderam à questão “Sou Anti-Lula” ou “Sou Anti-Bolsonaro” marcado o nível de sua concordância com a afirmação em uma tabela de 1 a 10, sendo que o 10 representava uma concordância integral com a afirmação e o 0 uma discordância completa. No caso do presidente Lula, contando as respostas entre os números 7 a 10, o percentual de antilulistas chega a 44%.

 

Já em relação à família Bolsonaro, o perfil dos que rejeitam não apenas o pai, Jair Bolsonaro, mas também o filho, Flávio Bolsonaro, chega-se a um índice total de 35% nas respostas de 7 a 10. A diferença da rejeição total a Lula sobre a família Bolsonaro é de 9%.

 

Na outra ponta, da discordância em relação ao sentimento de rejeição, os índices são menos favoráveis a Lula do que à família Bolsonaro. Nas respostas de 0 a 3, que marcariam em tese os que seriam favoráveis ao presidente, o percentual chega a 33%.

 

No caso da família Bolsonaro, as respostas de 0 a 3, dos que não se colocam como “Anti-Bolsonaro”, chega-se a um percentual de 39%. Com isso, o presidente Lula possui um déficit de 11%, enquanto a família Bolsonaro tem um superávit de 4%. 

 

A partir do cruzamento das respostas dos entrevistados em todo o Brasil, a pesquisa Nexus/BTG agrupou os eleitores brasileiros em seis grupos, que seriam os seguintes:

 

Bolsonaristas convictos - 27%
Não-polarizados - 23%
Lulistas convictos - 21%
Anti-Lula e Anti-Bolsonaro - 8%
Bolsonaro como alternativa - 8%
Lula como alternativa - 5%

 

A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2006 eleitores de 27 a 29 de março de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-078/75/2026. 
 

Semana tem Lula promovendo reunião para despedida de ministros e Congresso esvaziado nos últimos dias da janela
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O feriado da Semana Santa e as movimentações de bastidores para mudanças de legenda dentro do período da janela partidária, que se encerra em 4 de abril, devem esvaziar os próximos dias em Brasília. Câmara e Senado agendaram uma semana de pouco trabalho como forma de liberar os deputados às últimas costuras com vistas a decidir o partido pelo qual irão concorrer nas eleições de outubro.

 

No Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também lida com o final do prazo para desincompatibilização dos ministros que pretendem concorrer nas eleições deste ano. Na terça-feira (31), Lula pretende comandar uma reunião ministerial em que os ministros que saem farão uma defesa das ações realizadas e devem ser apresentados os novos ocupantes das pastas.

 

Enquanto, por um lado, Lula rearruma a Esplanada com a saída de quase 20 ministros, por outro terá uma agenda cheia de compromissos e entregas à população nos estados. Nessa semana o presidente vai a solenidades em São Paulo, no Ceará e na Bahia. 

 

Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula inicia a semana participando do anúncio da inauguração de 107 obras de educação executadas em todo o país. O evento, que acontece no Ministério da Educação, também celebra o marco de mais de 99 mil escolas públicas que já contam com internet para uso pedagógico.

 

As entregas, que serão feitas por Lula e pelo ministro da Educação, Camilo Santana, incluem 18 creches, 23 escolas de tempo integral, 43 obras de 12 institutos federais, dez obras em nove universidades e 13?obras em 11 hospitais universitários.

 

Na manhã de terça (31), o presidente Lula comandará uma reunião ministerial que marcará a despedida de diversos ministros, que sairão de seus cargos com objetivo de concorrer nas eleições de outubro. A reunião acontecerá no Palácio do Planalto. 

 

O encontro reunirá ministros que deixam seus cargos e os futuros substitutos, com o objetivo de formalizar a “passagem de bastão”. Os ministros que deixarão suas pastas aproveitarão a reunião para apresentar um balanço das ações realizadas e alinhar as prioridades do governo para a reta final do mandato presidencial.

 

Ainda na terça, Lula vai a São Paulo junto com o ministro da Educação, Camilo Santana, para participar do evento Universidade com a Cara do Povo Brasileiro. Na ocasião, serão divulgadas ações relacionadas a programas e políticas do governo federal de acesso à educação superior.

 

O encontro contará com outros ministros e autoridades, estudantes cotistas, alunos de cursinhos populares e jovens de movimentos sociais. Na solenidade serão feitas homenagens a iniciativas que promoveram a inclusão no acesso à educação superior.

 

Devem ser assinados ainda no evento atos normativos relacionados ao Prouni e ao Programa Nacional Escola Nacional Hip Hop H2E, política educacional voltada para as redes de ensino públicas. Além disso, o ministro da Educação deve divulgar o resultado de propostas submetidas ao edital da chamada pública da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP).

 

Já na quarta (1º), o presidente Lula vai ao Ceará para inaugurar o novo campus do ITA Fortaleza. Junto com o ministro da Educação, Camilo Santana, e com o governador cearense Elmano de Freitas (PT), será inaugurada a primeira unidade do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) construída fora de São Paulo, que deve oferecer cursos de Engenharia de Sistemas e Engenharia de Energias Renováveis.  

 

O campus do ITA Fortaleza deve contar com dois blocos de três pavimentos cada, sendo um para alojamentos e outro para o bloco das engenharias. Estima-se que terão 50 vagas por curso de graduação. O início das aulas está previsto para março de 2027. 

 

O presidente também deverá visitar, no mesmo dia, a partir das 15 horas, as obras do novo data center que será operado pela chinesa ByteDance, controladora do TikTok.  O centro de processamento de dados está sendo construído em Caucaia (região metropolitana de Fortaleza).

 

A agenda de Lula para a quinta (2) prevê uma viagem a Salvador, onde o presidente pretende assinar a ordem de serviço da obra que vai expandir o metrô da Lapa até o bairro do Campo Grande, região do Centro Histórico da capital baiana. O ato em Salvador vai marcar também a despedida do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que deixará o cargo para disputar as eleições como senador. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

A semana promete ser de plenários vazios na Câmara e no Senado. Por conta do feriado da Semana Santa e devido aos últimos dias de prazo da janela partidária, haverá intensa negociação nos bastidores, mas com poucas atividades legislativas em Brasília.

 

Na Câmara, o esvaziamento é total. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não agendou sequer a realização de sessões deliberativas. Em acordo com os líderes, Motta liberou os deputados para se dedicarem às costuras partidárias na reta final do prazo da janela. 

 

No Senado, haverá atividade, mas com pauta curta. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), agendou sessões com poucos temas e regime semi-presencial, em que os parlamentares não precisam registrar presença. 

 

A sessão deliberativa no plenário na terça (31) prevê poucos itens: a medida provisória 1.326/2025, o projeto de lei 4.278/2025, do Superior Tribunal de Justiça, e o projeto de decreto legislativo 380/2021, sobre acordo de cooperação entre Brasil e Tunísia em ciência, tecnologia e inovação.

 

O projeto do STJ amplia a estrutura do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). que tem sede no Recife e atende os Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e Sergipe. A proposta amplia a composição do tribunal de 24 para 27 desembargadores.

 

A principal urgência do Senado é a MP 1.326/2025, que reajusta a remuneração das forças de segurança pública do Distrito Federal, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros dos ex-territórios e do antigo Distrito Federal, além de elevar o auxílio-moradia desses militares e extinguir cargos vagos no Executivo federal. Os reajustes foram divididos em duas parcelas, com implantação em dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

 

O Senado precisa votar a medida nesta semana porque o texto está na fase final de tramitação. A MP foi publicada em 1º de dezembro de 2025, entrou em regime de urgência no Congresso e tem prazo constitucional limitado: se não for aprovada até a próxima quarta (1º), perde a validade.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ainda não divulgou a pauta de julgamentos no plenário da Corte para a próxima quarta, 1º de abril. 

 

Em relação ao julgamento sobre as eleições para governador do Rio de Janeiro, cargo que está vago desde a renúncia de Cláudio Castro, Fachin decidiu que será realizado no dia 8 de abril. No último sábado (28) o ministro Cristiano Zanin suspendeu as eleições indiretas para governador em decisão liminar. 

 

Zanin também pediu destaque no julgamento sobre as regras da eleição-tampão que definirá o novo governador fluminense até o fim de 2026. Por isso, a votação que ocorria no plenário virtual passará para o plenário presencial, com a data definida nesta segunda (30) pelo presidente do STF.

 

Nesse julgamento, os ministros decidirão se as eleições para o governo do Rio serão indiretas, com votação aberta ou secreta dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa, ou se serão diretas, com a população escolhendo o novo governador para um mandato-tampão. Até o julgamento, o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto de Castro, segue no exercício do cargo de chefe do Executivo.

Sobe para 53,3% percentual de eleitores que diz que Lula não merece ser reeleito, segundo Paraná Pesquisas
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (30) revela que subiu de 52,2% em fevereiro para 53,3% agora em março a quantidade de eleitores que afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não merece ser reeleito para um novo mandato. A pesquisa foi feita entre os dias 25 e 28 deste mês.

 

Desde o início de 2026, essa rejeição ao nome do presidente Lula como candidato já cresceu mais de dois pontos percentuais. No levantamento do Paraná Pesquisas de janeiro, o índice dos que afirmavam que Lula não merece ser reeleito era de 51%.

 

Na outra ponta, vem caindo a quantidade de eleitores que diz que o líder petista merece ser reeleito. Em janeiro, esse índice era de 45,3%, e houve redução para 43,9% em fevereiro e 43,7% agora em março. Apenas 3% afirmam não saber responder. 

 

O Paraná Pesquisas revela que o Nordeste é a região que mais considera que Lula merece a reeleição: 54,8%. O Sul é a região do país que mais considera que Lula não merece vencer a eleição presidencial, com 66,1% dos entrevistados respondendo nesse sentido. 

 

Nas outras regiões, também predomina a posição dos eleitores de que Lula não merece ser reeleito para o seu seu quarto mandato: Norte + Centro Oeste tem 59,5% de rejeição ao presidente e Sudeste 53,6%. No Nordeste, 42,6% disseram que o petista não merece ser reeleito. 

 

A Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores do Brasil de 25 a 28 de março de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-00873/2026.
 

"Here We Go!" na política: Portal adota estilo de Fabrizio Romano para anunciar novas filiações; entenda
Foto: X / @camarotedacpi

Que futebol e política conversam, já é sabido. Não à toa, vemos de maneira muito comum nomes influentes do esporte brasileiro atuando nas câmaras estaduais e federais — a exemplo do tetracampeão mundial Romário e de Bobô, ídolo do Bahia e campeão brasileiro em 1988. Agora, a tendência parece ser outra: as novas filiações partidárias estão bebendo da referência de anúncios de mercado da bola "à la" Fabrizio Romano.

 

No último fim de semana, o portal Camarote da República utilizou uma forma diferente para anunciar a filiação de Simone Tebet ao PSB. Ela estava no MDB há 29 anos. Na imagem, a frase "Here we go!", marca registrada de Fabrizio Romano — um dos maiores jornalistas e especialistas em transferências de futebol do mundo —, foi utilizada para ilustrar a nova "janela" política. Veja:

 

 

Para aproveitar a brincadeira, um usuário do X (antigo Twitter) criou um card de estatísticas da ministra. Entre os dados listados estão: uma corrida presidencial, um ministério assumido, o terceiro lugar na disputa pelo Planalto em 2022 (com 4,16% dos votos) e três processos vencidos na Justiça. Os dados são do “Lulascore”, alusão ao site de estatísticas Sofascore, que deu nota 8.4 para a Ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil.

 

 

Entre as referências da página, estão outras maneiras de anunciar diferentes estágios na “janela de transferências” política. Entre as notícias, figuram o acerto de André Janones com a Rede Sustentabilidade e a proximidade da “assinatura de contrato” do ex-presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, trocando o PSD pelo PSB.

 

 

 

ELEIÇÕES 2026
O portal Camarote da República pertence aos administradores Paola Costa e Stevens, como se identificam no X. As eleições (ou o "mercado da bola", como preferir) terão início no dia 4 de outubro, com encerramento no dia 25. Neste ano de 2026, além do novo presidente, o Brasil elegerá governadores, deputados estaduais e federais, além de senadores.

 

QUEM É FABRIZIO ROMANO?
Fabrizio Romano é um jornalista italiano que se tornou a maior autoridade global em notícias sobre contratações no futebol. Sua trajetória de sucesso começou aos 18 anos, quando recebeu informações privilegiadas sobre a ida de Mauro Icardi para o Barcelona, mas o fenômeno mundial veio com a criação do seu bordão icônico: "Here we go!".

 

A expressão surgiu de forma espontânea em suas redes sociais para confirmar que um negócio estava 100% selado, servindo como um selo de garantia em um meio repleto de especulações vazias. Hoje, o "Here we go!"  se tornou um dos grandes bordões do jornalismo esportivo que paralisa a internet, sendo aguardado por torcedores de todos os continentes como a palavra final antes do anúncio oficial dos clubes.

PL dispara em novas adesões de deputados, União é o que mais perde; Confira mudanças da janela partidária
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O período da janela partidária, que autoriza que parlamentares possam trocar de siglas sem sofrerem processos de perda de mandato, começou no dia 5 de março e está programado para terminar em 4 de abril. Até o início deste sábado (28), 23 dias após o início do prazo, apenas 20 trocas de legenda foram oficializadas na Secretaria-Geral da Câmara. 

 

Nas redes sociais, partidos anunciam crescimento de bancada e novas filiações, mas elas ainda não foram consignadas na Mesa Diretora. O PL, por exemplo, afirma que já estaria com um número entre 105 e 110 deputados, mas até o momento apenas sete parlamentares tiveram seus nomes oficializados no sistema da Câmara.

 

Nas trocas efetivadas até o momento, o PL é o partido que mais teve novas adesões de deputados federais. O partido não chegou a perder nenhum dos seus atuais membros. 

 

Já o que mais perdeu parlamentares nestas três semanas de janela partidária foi o União Brasil. O partido perdeu seis deputados e não ganhou nenhum, e de acordo com movimentações anunciadas nas redes sociais, a legenda pode ser afetadas por mais sete ou oito saídas.

 

Na bancada da Bahia, até esta sexta apenas dois deputados mudaram oficialmente de partido: Diego Coronel foi do PSD para o Republicanos e Raimundo Costa saiu do Podemos e ingressou no PSD.

 

Confira abaixo quem mais teve deputados ingressando em suas fileiras, quem mais perdeu parlamentares para outros partidos e o saldo total. 

 

                         Entraram        Saíram    Saldo

PL                            7                   x           +7
PSD                         3                   3            0
Podemos               2                   1           +1
Republicanos       2                  4           -2
PSDB                       2                   1           +1
PP                             1                   1             0
Missão                    1                  x            +1
MDB                         1                  3             -2
Solidariedade       1                  x            +1
União Brasil           x                 6            -6
PRD                          x                  1             -1


Com as mudanças atuais, as bancadas partidárias possuem até o momento o seguinte tamanho:
 

PL - 94 deputados

PT - 68 deputados

União Brasil - 51 deputados

PP - 49 deputados

PSD - 47 deputados

Republicanos - 42 deputados

MDB - 40 deputados

Podemos - 17 deputados

PDT - 17 deputados

PSB - 16 deputados

PSDB - 16 deputados

Psol - 11 deputados

PCdoB - 9 deputados

Avante - 8 deputados

Solidariedade - 6 deputados

Novo - 5 deputados

Cidadania - 4 deputados

PRD - 4 deputados

PV - 4 deputados

Rede - 4 deputados 

Missão - 1 deputado
 

ACM Neto nega rusga com Zé Cocá após eleição de 2022; dupla estava em mesmo palanque há 4 anos
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) afirmou que não houve rompimento com o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), nos últimos anos. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (26) quando os dois tornaram oficial a chapa de oposição ao governo do estado nas eleições deste ano.

 

Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, Neto disse que em vez de rompimento houve uma espécie de “compreensão mútua” em função das circunstâncias políticas e administrativas.

 

Questionado sobre o suposto esfriamento na relação com Cocá após a aliança firmada em 2022, quando o prefeito rompeu com o PT para apoiar a candidatura ao governo estadual, o ex-prefeito negou distanciamento político. ACM Neto e Zé Cocá estiveram no mesmo palanque em 2022 quando a chapa de oposição voltou a ser derrotada.

 

Dupla em pré-campanha em Jequié em maio de 2022 / Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

 

Durante o encontro em Jequié, ACM Neto justificou que Cocá, na condição de gestor municipal, precisou priorizar a reeleição em Jequié e evitar a estadualização do debate eleitoral. Após o pleito, acrescentou, caberia ao prefeito buscar investimentos e obras junto ao governo estadual para Jequié.

 

“O que houve foi compreensão, de lado a lado. Eu tinha que compreender o papel de Zé Cocá como prefeito de Jequié, a movimentação que ele fez para primeiro, a sua reeleição, e ele tinha que focar na sua reeleição, não poderia estadualizar a campanha. Depois disso, a obrigação dele como prefeito de tentar buscar as obras, os investimentos, os projetos pra Jequié, como ele fez, como ele tentou e, se as coisas tivessem acontecido, o resultado disso aqui fosse outro. Nada disso é coincidência, nada disso é fruto da sorte, isso é fruto do destino e da vontade de Deus”, declarou.

 

Ainda segundo o blog, Cocá também revelou que recebeu convite do PSB, sigla da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas optou por não se filiar.

Pesquisa mostra aumento expressivo da desaprovação a Lula entre os mais jovens, além de subir em meio às mulheres
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (25) elevou as preocupações do Palácio do Planalto não apenas por revelar um aumento da desaprovação ao trabalho do presidente, mas principalmente por um aumento maior à rejeição em segmentos do eleitorado antes considerados mais favoráveis a Lula, como entre os mais jovens, cidadãos com menor renda e escolaridade média e superior. 

 

No geral, a pesquisa mostrou que a desaprovação do trabalho do presidente Lula aumentou dos 52% verificados em fevereiro para 54% agora no mês de março. Já a aprovação de 47% para 46% no mesmo período. 

 

O resultado apurado no mês de março iguala o pior índice de desaprovação que Lula havia alcançado em seu terceiro mandato em outros dois momentos, em março e maio do ano passado. Já os piores patamares de aprovação chegaram a 45%, também nos meses de março e maio de 2025.

 

Na avaliação da aprovação do presidente Lula por cruzamentos demográficos, a AtlasIntel mostra piora significativa em alguns dos segmentos pesquisados. É o caso da faixa etária de eleitores entre 16 e 24 anos. Neste grupo, a desaprovação ao trabalho do presidente Lula estava em 58,6% na pesquisa de fevereiro, número que subiu agora para 72,7% no levantamento mais recente.

 

Também houve forte crescimento da desaprovação de Lula na faixa etária de pessoas entre 60 e 100 anos, com o índice passando de 39,2% em fevereiro para 50,8% em março. Nas demais faixas etárias as mudanças não foram tão significativas. 

 

Há uma variação maior de rejeição ao trabalho do presidente também entre as mulheres. Se em meio aos homens a desaprovação cresceu de 62,3% para 63,1%, entre as eleitoras esse número passou dos 41,8% verificados em fevereiro para 45,4% em março. 

 

Em meio à segmentação dos eleitores por religião, a desaprovação ao presidente Lula teve forte crescimento junto aos que se declaram evangélicos. Neste grupo, a desaprovação a Lula passou de 74,2% em fevereiro para 85,5% em março. Já entre os católicos, a rejeição permaneceu os mesmos 45%.

 

Outro grupo onde foi verificado forte aumento da desaprovação se deu entre aqueles que afirmam ter como nível educacional o ensino médio. Neste grupo, a rejeição ao trabalho do presidente cresceu de 53,6% para 63,5%. 

 

Já entre os que declaram ter como nível educacional o ensino fundamental, a rejeição a Lula caiu de 56,6% para 46,8%. Também houve crescimento da desaprovação nos que declararam ter ensino superior, de 40,7% para 48,2%.  

 

Já na segmentação dos eleitores por região do país, onde aconteceu o maior aumento da desaprovação do presidente Lula se deu na região Norte, onde subiu de 37,7% para 63,9%. Na região Sul também houve aumento exponencial da rejeição, que saltou de 49,3% em fevereiro para 60,2% em março.

 

A pesquisa foi realizada pela AtlasIntel Bloomberg de 18 a 23 de março de 2026. Foram entrevistadas 5.028 pessoas com 16 anos ou mais. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o nº BR-04227/2026. 
 

Lula visita Bahia na próxima quinta para ordem de serviço do metrô no Campo Grande
Foto: Ednei Cunha / Bahia Notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitará mais uma vez a Bahia em 2026. Ele retorna após participar de três eventos no estado no mês de fevereiro, entre eles: aniversário do Partido dos Trabalhadores, entrega de equipamentos e ambulâncias do Samu, ambos em Salvador, e o Carnaval da capital baiana, quando prestigiou a folia no sábado carnavalesco. Pouco mais de um mês de sua última passagem em território baiano, o petista volta ao estado na próxima quinta-feira (2). 

 

Segundo a Folha de S.Paulo, o chefe do Executivo nacional vai assinar a ordem de serviço da obra que vai expandir o metrô de Salvador até o bairro do Campo Grande, região do Centro Histórico da capital baiana. No entanto, o Planalto ainda não oficializou a viagem do presidente na agenda de compromissos.

 

De acordo com a publicação, o ato vai marcar também a despedida do ministro da Casa Civil, Rui Costa, do cargo no Governo Federal, para disputar as eleições de 2026 como senador. Diferente de outros ministros que devem sair da função na próxima terça-feira (31) para a disputa eleitoral, Rui permanece no cargo por mais dois dias, para anunciar a ampliação do sistema metroviário da capital baiana. 

 

A vinda de Lula ao estado chega em um momento crucial para seus apoiadores baianos. A chapa petista ainda não oficializou o nome do candidato a vice-governador de Jerônimo Rodrigues. Nesta quarta-feira (25), o gestor baiano indicou que a definição de quem ocupará a vaga de vice-governador só deve ocorrer após o fim da janela partidária.

 

“O foco vai ser a composição nos partidos até o dia 4 de abril. Parece que há um acordo de que, neste momento, ninguém está tratando de vice, mas sim da montagem das chapas estaduais e federais. Até o dia 4, o olhar é esse”, declarou à imprensa.

AtlasIntel: Lula lidera todos os cenários de primeiro turno, mas Flávio aumenta vantagem no segundo turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (25) apresenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação de segundo turno. Flávio teria 47,6% das intenções de voto contra 46,6% de Lula. 

 

Como a pesquisa tem margem de erro de um ponto percentual, a diferença entre Flávio e Lula representa empate técnico. Entretanto, o cenário consolida resultados de pesquisas de outros institutos que já haviam mostrado o candidato do PL à frente do líder petista. 

 

O próprio AtlasIntel já havia registrado essa ultrapassagem de Flávio sobre Lula na pesquisa realizada em fevereiro. Naquela ocasião, entranto, a diferença era bem menor, com Flávio ganhando por 46,3% a 46,2%, uma distância de apenas 0,1%. Nesta sondagem atual, Flávio passou a ter 1% a mais que o líder petista.

 

Apesar da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, o presidente Lula lidera todos os cenários possíveis de simulações de primeiro turno. Confira abaixo os cinco cenários apresentados pela AtlasIntel.

 

Cenário 1

 

Lula (PT): 45,9%
Flávio Bolsonaro (PL): 40,1%
Renan Santos (Missão): 4,4%
Ronaldo Caiado (PSD): 3,7%
Romeu Zema (Novo): 3,1%
Aldo Rebelo: 0,6%
Branco/Nulo: 1,9%
Não sei: 0,3% 

 

Cenário 2

 

Lula (PT): 45,5%
Flávio Bolsonaro (PL): 42,4%
Renan Santos (Missão): 4,6%
Romeu Zema (Novo): 3,7%
Eduardo Leite (PSD): 1,2%
Aldo Rebelo: 0,8%
Branco/Nulo: 1,6%
Não sei: 0,3% 

 

Cenário 3

 

Neste cenário o instituto apresentou o nome do governador do Paraná, Ratinho Jr. O governador, entretanto, anunciou nesta semana que desistiu da disputa e que seguirá no cargo até o final do mandato. 

 

Lula (PT): 45,7%
Flávio Bolsonaro (PL): 40,6%
Renan Santos (Missão): 4,5%
Ratinho Jr. (PSD): 3,4%
Romeu Zema (Novo): 3,3%
Aldo Rebelo: 0,7%
Branco/Nulo: 1,6%
Não sei: 0,3% 

 

Cenário 4

 

Lula (PT): 45,6%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 33,3%
Romeu Zema (Novo): 6,2%
Renan Santos (Missão): 4,6%
Ronaldo Caiado (PSD): 4,2%
Aldo Rebelo: 0,6%
Branco/Nulo: 3,9%
Não sei: 1,7% 

 

Cenário 5

 

Lula (PT): 45,7%
Flávio Bolsonaro (PL): 35,8%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 7,9%
Renan Santos (Missão): 4,3%
Ronaldo Caiado (PSD): 2,8%
Romeu Zema (Novo): 1,6%
Aldo Rebelo: 0,5%
Branco/Nulo: 1,3%
Não sei: 0,1% 

 

Nas simulações de segundo turno, o presidente Lula, além de perder para Flávio Bolsonaro, também tem menos intenções de voto do que outros nomes apresentados pela pesquisa, como os de Michelle Bolsonaro, Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Confira abaixo o quadro de disputas de segundo turno:

 

Lula 46,6% x 47,6% Flávio Bolsonaro

Lula 46,8% x 47% Michelle Bolsonaro

Lula 46,6% x 47,4% Jair Bolsonaro

Lula 46,3% x 47,2% Tarcísio de Freitas

Lula 46,3% x 43,7% Romeu Zema

Lula 46,2% x 36,7% Ronaldo Caiado

Lula 46,1% x 38,7% Ratinho Jr.

Lula 45,5% x 22,7% Eduardo Leite

 

Os pesquisadores da AtlasIntel ouviram 5.028 eleitores entre os dias 18 e 23 de março. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de um ponto percentual. 
 

Ex-prefeito de Jaguaquara deixa base de ACM Neto e mostra incerteza em escolha política
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

O ex-prefeito de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, Ademir Moreira afirmou que não integra mais a base política de ACM Neto, pré-candidato mais uma vez ao governo do estado pela oposição.

 

Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, a declaração foi feita durante entrevista à uma emissora [Rádio Povo], ao comentar sobre o posicionamento político dele. Moreira, por sua vez, ainda não definiu sobre qual caminho deve seguir nas próximas eleições.

 

 

“Não sei o que vai acontecer daqui pra frente. O que eu posso dizer para a população de Jaguaquara é que estou saindo da base aliada de ACM Neto, não faço mais parte. Até então, estou sem partido e estou sem candidato”, afirmou.

 

A declaração ocorreu após questionamento sobre a possibilidade de o nome dele surgir como candidato à sucessão da prefeita Edione Oliveira (PT) em 2028. Ademir foi prefeito do município por dois mandatos, além de ter atuado como vereador e presidente da Câmara. Ele não ocupa cargo público desde 2012.

 

Naquele ano, teve participação ativa no processo eleitoral ao apoiar o engenheiro agrônomo Giuliano Martinelli (PP), que venceu a disputa contra o empresário Ricardo Leal (PT) por uma diferença de 603 votos.

 

Atualmente, tanto Giuliano Martinelli quanto Ricardo Leal não ocupam cargos políticos e atuam na iniciativa privada, no setor agrícola. Apesar disso, ambos seguem acompanhando o cenário político local. Giuliano mantém relações políticas com o grupo ligado à família Leão, enquanto Ricardo é apontado como próximo ao ministro Rui Costa (PT).

 

Nos bastidores, há avaliações de que, a depender do resultado das eleições estaduais, ambos podem voltar ao cenário eleitoral no município. Caso ACM Neto vença a disputa pelo governo estadual, há especulações sobre uma possível candidatura de Giuliano Martinelli à prefeitura.

 

Por outro lado, em caso de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Ricardo Leal poderia ser indicado como candidato do grupo governista local. Em meio a esse cenário, Ademir Moreira tem adotado postura crítica em relação à oposição e demonstrado aproximação com a atual prefeita Edione Oliveira. O ex-prefeito também tem feito avaliações positivas da gestão municipal, mesmo diante de sinais de desgaste administrativo.

 

Outro nome citado no contexto político local é o do ex-vice-prefeito Raimundo do Caldo (PSD), que foi segundo colocado nas duas últimas eleições municipais. Atualmente, ele ocupa função no Conjunto Penal de Jequié, por indicação do deputado federal Antônio Brito (PSD).

 

Nos bastidores, há informações de que Raimundo pode assumir protagonismo na oposição em Jaguaquara. A movimentação envolveria articulações do senador Angelo Coronel (PSD), que pode alterar sua filiação partidária e apoiar ACM Neto em uma futura disputa estadual.

 

Diante das articulações e indefinições, o cenário político em Jaguaquara segue aberto para as próximas eleições, com possíveis mudanças nas alianças e no posicionamento das principais lideranças locais.

Janela partidária entra na reta final com apenas sete mudanças, longe do recorde de 84 trocas de siglas em 2022
Foto: Montagem Agência Câmara

Faltando apenas 12 dias para o encerramento do período da janela partidária, em que deputados federais podem trocar de partido para concorrer às eleições sem risco de perder o mandato, as movimentações ainda são pequenas, bem diferente do cenário observado em 2022, quando houve um recorde de mudanças de parlamentares, com 84 trocas de sigla. 

 

Neste ano de 2026, a janela partidária foi iniciada em 05 de março, e deve seguir até o dia 4 de abril. Até o momento, apenas sete mudanças foram oficializadas na Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara. Foram as seguintes as mudanças de partido:

 

Kim Kataguiri (SP), do União para o Missão
Magda Mofatto (GO), do PRD para o PL
Nicoletti (RR), do União para o PL
Sargento Fahur (PR), do PSD para o PL
Saullo Vianna (AM), do União para o MDB
Vicentinho Júnior (TO), do PP para o PSDB
Vitor Lippi (SP), do PSDB para o PSB 

 

As mudanças atuais mostram o PL como o principal beneficiário das trocas partidárias. O partido, que já era a maior bancada na Câmara, recebeu três novos deputados. 

 

Na janela de 2022, o PL também foi o maior beneficiado com as mudanças de partido. Na ocasião, o partido do então presidente Jair Bolsonaro ganhou 38 novos deputados, saindo de uma bancada de 43 para 81 parlamentares. 

 

Os outros partidos que mais ganharam deputados naquele ano de 2022 foram o Republicanos, com 16 novas adesões, e o PP, com dez parlamentares filiados. Apenas dois baianos mudaram de partido naquela janela: Alex Santana saiu do PDT para o Republicanos, e Marcelo Nilo saiu do PSB também para o Republicanos.

 

Do lado das perdas, o União Brasil até esta segunda-feira (23) é o partido que mais perdeu cadeiras, com três desfiliações. Em 2022, o União também foi o partido que mais perdeu parlamentares durante o período da janela. 

 

Entre os dias 3 de março e 1º de abril de 2022, o União Brasil perdeu 35 deputados. O partido, que até o início da janela tinha a maior bancada da Câmara, com 81 deputados, iniciou o mês de abril com apenas 46 parlamentares. 

 

Nos próximos dias, novas mudanças devem ser registradas no sistema da Câmara. Uma delas deve ser a saída do deputado baiano Leo Prates do PDT e entrada no Republicanos. O ato de filiação está marcado para a próxima quinta (26), no Centro de Cultura da Câmara de Vereadores, em Salvador.
 

De olho no interior, ACM Neto deve anunciar vice até próxima semana
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União) afirmou, nesta segunda-feira (23), que a composição da chapa majoritária dele deve ser anunciada até a próxima semana. Ele também comentou rumores sobre uma possível mudança no comando do Republicanos no estado.

 

A declaração foi dada durante a entrega da Comenda 2 de Julho ao deputado federal Márcio Marinho, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Na ocasião, Neto reforçou o papel do parlamentar no Republicanos e nas articulações para a disputa de outubro.

 

“Em relação à presidência, eu acho que isso nunca esteve em discussão, é um tema absolutamente pacificado. O presidente do partido na Bahia, Márcio Marinho, é, inclusive, quem vem conduzindo todos os entendimentos e o diálogo conosco sobre a organização da chapa majoritária, das chapas proporcionais”, disse Neto

 

O presidente da Fundação Índigo também projetou uma eleição positiva para o Republicanos, que marcha junto ao União Brasil. Para o pré-candidato, a previsão é de um grande número de votos, especialmente com a chegada de Angelo Coronel ao grupo.

 

“O Republicanos está dando um passo muito importante de crescimento com a chegada do senador Angelo Coronel, então a gente projeta um Republicanos grande e forte para o futuro. Certamente vai ser um dos campeões de votos da Bahia. Com perspectiva de eleger alguém para um cargo majoritário, que é o senador Angelo Coronel que vai disputar uma vaga ao Senado”, ponderou Neto.

 

O pré-candidato disse ainda que o anúncio oficial da chapa deve ocorrer ainda em março, possivelmente em uma cidade do interior. Segundo ele, a escolha do nome para vice prioriza um perfil com liderança política e capilaridade fora da capital.

 

“Estamos fazendo as últimas conversas. Provavelmente será feito no interior com apresentação do nome que está faltando, que é a pessoa que vai disputar a vice ao nosso lado. Tinha dito desde o princípio que o mais importante era entender o perfil desta pessoa, alguém que tivesse liderança política e votos no interior”, afirmou. 

 

Entre as possibilidades avaliadas está o prefeito de Jequié, Zé Cocá. “Não estou antecipando, mas é uma das hipóteses fortes que a gente avalia. Não tenho dúvida de que será o principal fato desse processo de organização e montagem das chapas”, declarou.

VÍDEO: Em Jequié, Rui Costa critica Zé Cocá e o classifica "gente ruim" em tom de pré-campanha
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Bahia Notícias

O ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), cumpriu agenda em Jequié nesta sexta-feira (20), onde autorizou o início das obras de restauração da BR-330. Durante o evento, que integra investimentos de R$ 57,4 milhões do Novo PAC, o ministro criticou o prefeito Zé Cocá (PP), utilizando metáforas para reclamar de uma suposta “ingratidão” política.

 

“Eu nasci em uma favela. Era muita gente pobre, [às vezes] não tínhamos o que fazer. Na favela, todo domingo tinha coisa para fazer: uma laje para bater. Aí, depois, quando menos se espera, está o cara falando mal de você. Não é possível, correndo o risco de mudar sua cabeça ou seu coração. Não permito isso, porque gente ruim não pode mudar nossa cabeça”, dispara Rui Costa.

 

Sem citar nominalmente o gestor, cotado para compor a chapa de ACM Neto (União) como candidato a vice-governador, Rui Costa relembrou o apoio que deu à trajetória política de Cocá no passado.

 

Rui reforçou que sua dedicação ao aliado de outrora foi ativa e pessoal. “Eu ajudei a construir a casa do cara. Dez domingos eu me dediquei a isso, bati laje, carreguei pelas costas, e o cara está agora falando mal”, completa.

 

As declarações obtidas pelo Blog do Marcos Frahm, parceiro local do Bahia Notícias, ocorrem em um momento de acirramento das articulações para 2026, quando Rui e o atual prefeito de Jequié ocupam campos opostos na política estadual.

 

Apesar das críticas, o ministro afirmou que as divergências não mudarão sua postura pessoal ou política. O trecho da rodovia que receberá as melhorias compreende a ligação entre Jequié e Ubaitaba, obra considerada estratégica para a infraestrutura da região sudoeste e sul da Bahia.

 

“Tem muitas alegrias e muitas ingratidões. Não vamos nos abater com as ingratidões. Gosto de frase que nada supera a fé em Deus e vontade de trabalhar. O político pode ser ingrato, mas o povo não é ingrato.

 

Confira o momento das declarações:

 

GESTORES INGRATOS?
Na ocasião, sem citar nomes, o antigo governador da Bahia também mencionou um antigo aliado de Seabra que teria se aliado com a oposição e, em uma caminhada na cidade, Rui Costa teria mostrado a diferença de influência sob a ótica do poder na região.

 

Em 2022, nunca esquecerei: em Seabra fizemos hospital da Chapada, uma maternidade que não existia. Quando chegou na hora H, o cara olhou as pesquisas e achou que a gente ia perder e disse ‘olha, vou ficar do outro lado’, e o povo reagiu com uma das maiores caminhadas, com uma surra gigantesca no prefeito de lá”, alfineta.

 

O “cara” mencionado pelo ministro Rui Costa parece ser o então ex-prefeito Fábio Oliveira, na época eleito pelo PP para comandar o executivo municipal. Conhecido por ter sido investigado pelo TJ-BA durante o fim do mandato por fraudes em licitações, também por ser multado pelo TCM (Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia) no valor de R$ 100 mil.

 

"Lula vai ficar do lado de criminosos?", questiona Flávio Bolsonaro ao criticar demora na sanção do projeto antifacção
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em um evento empresarial no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (19), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula. 

 

Flávio Bolsonaro disse que há grandes chances de Lula vetar trechos da proposta. De autoria do próprio governo, o projeto antifacção é um arcabouço que cria novos instrumentos legais para que o Estado possa investigar de forma mais célere as facções criminosas, além de asfixiar o braço financeiro desses grupos e endurecer a responsabilização de seus líderes e membros. 

 

“A depender do que vimos após a promulgação dos resultados das últimas eleições de 2022 para presidente, tem grandes chances de ele escolher o lado dos criminosos, e não do cidadão de bem”, afirmou.

 

O presidente Lula tem até o dia 24 para decidir sancionar ou vetar o projeto. Segundo Flávio, as medidas propostas no texto são capazes de “estancar a chamada porta giratória do sistema penal, que dificulta o trabalho das nossas polícias e farão marginais violentos ficar muito mais tempo presos”.

 

O pré-candidato do PL senador também chamou Lula de “ignorante” e classificou o governo petista como “atrasado” e “incompetente”. 

 

“Não dá para continuar no caminho que o Brasil está seguindo, com gente atrasada, com gente que não tem ideia nova, com gente que acha que inteligência artificial só serve para manipular vídeo e foto na internet. Olha o tamanho da ignorância deste ser”, disse Flávio.

 

Ainda sobre segurança pública, o senador Flávio Bolsonaro defendeu a redução da maioridade penal para menores até 14 anos em casos de crimes hediondos. 

 

“Hoje, um moleque dessa idade sabe exatamente o que está fazendo e quais são as consequências”, disse Flávio. “Tem de ter castração química para estuprador. Isso já se mostrou eficaz, por exemplo, em países da Europa, onde mais de 90% dos criminosos, depois de passarem pelo procedimento, não reincidem”, completou.
 

Após confirmar Haddad em São Paulo, Lula vai a Minas Gerais e quer anunciar candidatura de Pacheco ao governo
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Depois de participar do lançamento da pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Minas Gerais nesta sexta-feira (20) com esperança de conseguir anunciar outro candidato ligado ao governo federal. Lula participará de eventos com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e pode anunciar o nome do ex-presidente do Senado para a disputa ao governo mineiro.

 

Em São Paulo, nesta quinta (19), Lula aproveitou a realização da Caravana Federativa para anunciar Haddad como candidato. Nesta sexta, o presidente quer seguir o mesmo script, aproveitando uma agenda de diversos eventos e entregas à população para fazer o anúncio da pré-candidatura de Rodrigo Pacheco.

 

Pela manhã, o presidente Lula, junto com o senador e outros ministros, vai anunciar na cidade de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, investimentos de R$ 9 bilhões da Petrobras, com previsão de geração de 36 mil empregos nos próximos 10 anos. Nesse evento, Lula vai descerrar, ao lado de Pacheco, a placa de inauguração da primeira usina fotovoltaica da estatal, que iniciou funcionamento no final de dezembro passado. 

 

São 20 mil painéis fotovoltaicos espelhados em 20 hectares, por meio de um investimento de R$ 63 milhões. O objetivo com a usina é substituir a queima de gás natural pelo uso de energia limpa, modelo que está sendo replicado para outras refinarias de petróleo da Petrobras.

 

À tarde, também acompanhado de Pacheco, Lula participa em Sete Lagoas de visita à fábrica da Iveco, quando anunciará a entrega de 158 novos ônibus escolares do Programa Caminho da Escola. O ministro da Educação, Camilo Santana, participa da agenda. 

 

A ação marca o início da distribuição de mil ônibus da segunda etapa do Novo PAC Seleções, com investimento de cerca de R$ 500 milhões. Os veículos vão beneficiar estudantes da educação básica, especialmente de áreas rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A cerimônia contará ainda com a participação de prefeitos de diferentes regiões do estado.

 

A sinalização de que Rodrigo Pacheco cedeu e pode ser anunciado como pré-candidato é o fato dele estar negociando uma mudança de partido antes do prazo final de filiação para quem quer concorrer às eleições. Pacheco está de saída do PSD pelo fato de o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab (SP), ter filiado o vice-governador Mateus Simões, que vai assumir o governo com a desincompatibilização de Romeu Zema (Novo) e, no cargo, se candidatará a mais um mandato.

 

O senador Rodrigo Pacheco vinha negociando com o União Brasil, mas as negociações emperraram depois que o noticiário expôs ligações entre o presidente da legenda, Antônio Rueda, com Daniel Vorcaro e o banco Master. Nesse contexto, o senador retomou as negociações com o MDB e com o PSB.

 

No MDB, entretanto, o presidente estadual do partido, o deputado Newton Cardoso Júnior, vem resistindo à filiação. O deputado tem a intenção de lançar o nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, como candidato do partido ao governo.

 

Depois dos eventos junto com Rodrigo Pacheco, o presidente Lula viajará no final do dia para Bogotá, na Colômbia. No fim de semana será realizado o 10º Fórum de Alto Nível Celac-África, com representantes de países da América do Sul, do Caribe e da África.

Wagner admite mal-estar com Eures Ribeiro após prefeito de Bom Jesus da Lapa negar apoio ao Senado para ele
Fotos: UPB / Senado Federal

O senador Jaques Wagner (PT) reagiu, nesta quinta-feira (19), à postura do prefeito de Bom Jesus da Lapa, no oeste baiano, Eures Ribeiro (PSD), que sinalizou uma divisão em seu apoio para o Senado nas eleições de 2026. Em entrevista ao programa da TV Band, Wagner admite a existência de um distanciamento político com o gestor e afirmou que pretende trabalhar para reverter o cenário.

 

A reação de Wagner ocorre após Eures Ribeiro declarar, na última segunda-feira (16), que, embora tenha compromisso fechado com o ministro Rui Costa (PT), a segunda vaga de sua chapa para o Senado segue indefinida. Na ocasião, o prefeito mencionou que o senador Angelo Coronel (PSD) tem destinado emendas ao município, fator que pesaria em sua decisão final.

 

Ao ser questionado sobre a resistência do prefeito, Wagner contextualizou que o embate tem origem na eleição municipal de 2024.

 

“Olha, sinceramente, eu entendo a postura do prefeito, ele teve uma relação mais próxima com Rui. Na última eleição de prefeitura, eu entendi que era o direito de quem estava sentado ir para a reeleição e de uma certa forma se estabeleceu talvez ali um mal-estar entre eu e Eures”, explica o senador, referindo-se ao seu apoio ao então prefeito Fábio Lima, hoje desafeto de Ribeiro.

 

Apesar do impasse, Wagner demonstrou otimismo na manutenção da unidade do grupo governista. “Se está em aberto, eu vou disputar o voto dele, eu acho que Otto [Alencar] vai disputar o voto dele e o grupo como um todo vai disputar o voto dele”, alegou o petista.

 

O senador reforçou ainda a tese de que o eleitorado baiano historicamente vota em chapas completas. “Todas as vezes que o grupo elegeu o governador, elegeu também um senador ou os dois senadores. Na minha opinião, deve se repetir porque as pessoas acabam votando no grupo político”, concluiu Wagner, sinalizando que a articulação política em Bom Jesus da Lapa deve se intensificar nos próximos meses.

Denúncia aponta coleta de dados vinculada a benefícios sociais e assinaturas falsificadas em processo da Rede em Ilhéus
Local do encontro e porta-voz da Rede | Fotos: Redes Sociais / Google Maps

Uma denúncia de falsificação de assinaturas em documentos internos da Rede Sustentabilidade levanta questionamentos sobre a regularidade de um processo partidário realizado em Ilhéus, no sul da Bahia. Conforme relatos, as supostas vítimas teriam seus dados colhidos durante oferecimento de benefícios sociais, como o Minha Casa Minha Vida (MCMV), e de cursos de capacitação. O caso segue sob análise na Justiça. 

 

Em áudios e documentos obtidos pelo Bahia Notícias, há registro de assinaturas de uma reunião da qual moradores afirmam não ter participado ou desconhecer a natureza política da convenção, alegando que não foram informados da relação com o partido.

 

A reunião em questão foi realizada no dia 3 de fevereiro de 2025, às 18h, em um pequeno imóvel localizado no bairro Nossa Senhora da Vitória, identificado pelos nomes ouvidos nesta reportagem como uma “igreja”.

 

Segundo a ata de presença, 84 pessoas teriam participado do encontro, que definiu a escolha de delegados para a conferência estadual do partido Rede Sustentabilidade na Bahia.

 


Trecho das atas do partido — Foto: Reprodução / Bahia Notícias

 

Números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) daquele mesmo mês de 2025 registram que a cidade de Ilhéus possuía 62 filiados, o que implicaria que pessoas de municípios vizinhos teriam participado da conferência.

 

As dúvidas sobre essa reunião foram apresentadas em uma ação na Justiça do Distrito Federal, já que muitos nomes que aparecem na lista de presença negam ter participado. O documento implica que afiliados políticos assinaram a lista de presença de modo consciente em uma plenária.

 

No entanto, pessoas que aparecem na ata afirmam não ter estado naquela igreja na data em questão ou sequer saber da existência do partido, mesmo que o documento esteja assinado. O Bahia Notícias identificou e entrou em contato com pessoas que constavam com assinatura na lista.

 

Embora não tenham conhecimento da natureza política da convenção, os entrevistados relataram temer represálias. Por isso, o BN optou utilizar nomes fictícios para as supostas vítimas, em respeito aos relatos e às queixas de possíveis retaliações por parte dos organizadores. Vale ressaltar que parte dos ouvidos e fontes internas do partido na Bahia confirmam que o caso segue em sigilo na Justiça.

 

Para casos como o de Gabriela Santos, tudo teria sido uma “enganação malandra”. Mãe de duas crianças no espectro autista e moradora de Ilhéus, a mulher relata se sentir enganada com promessas de que a reunião seria para conseguir um endereço por meio do programa Minha Casa Minha Vida.

 

Mesmo com o nome assinado junto ao número de seu título de eleitor no documento, entre os 84 registros, ela declarou que não foi informada que usavam seus dados para associação com um partido político.

 

"Me colocaram em grupo, outro grupo, outro grupo. E eu confirmei minha presença, pois eu quero a minha casa. Me sinto enganada. Estou me sentindo um lixo, já tem 3 anos, dei meus dados. Estou sendo usada para política. Eles estão nos enganando”, revela ao BN.

 

Além de Gabriela Santos, a reportagem identificou pelo menos outros dez moradores da região que declararam, em entrevistas ou em manifestações anexadas ao processo judicial, não serem associados ao partido e afirmarem que não assinaram nenhuma ata de filiação partidária.

 

Um deles é Pedro Borges, morador de Águas de Pontal, em Ilhéus. Ele afirma que não conhece a Rede Sustentabilidade e que acredita ter sido incluído na lista de presença sem autorização.

 

“Não estive presente nesse ano. Alguém deve ter colocado meu nome lá. Eu moro em Águas de Pontal, nem estive na cidade. O número do título na ata é meu, mas eu não assinei nada, nem fui lá”, salienta.

 

Outra pessoa citada na ata é Verônica Costa, que declarou à reportagem não conhecer a sigla e disse não ter informações sobre qualquer participação em reunião partidária. Em alguns casos, os relatos apontam que os convites para as reuniões eram feitos por meio de promessas relacionadas a programas sociais, principalmente o Minha Casa Minha Vida.

 

Patricia Santos diz ter participado de um encontro em 2024 acreditando se tratar de uma reunião sobre moradia. “Fui a uma reunião no ano passado, mas foi do Minha Casa Minha Vida. Não foi em fevereiro e não assinei nada”, relata.

 

Segundo familiares, Patricia teria sido atraída pela promessa de informações sobre o programa habitacional. Outro caso semelhante é o de Fernanda Santana, que afirmou à reportagem ter fornecido dados pessoais, incluindo o título de eleitor, após os organizadores alegarem ser para um cadastro para habitação.

 

Ela afirma que o grupo reunia mais de 200 pessoas que aguardavam informações sobre moradias populares. “Disseram que era para casa do Minha Casa Minha Vida. Pediram o título de eleitor e dados pessoais. Até hoje estamos esperando”, relata.

 

Karoline Sales afirma ter participado de uma reunião em uma igreja, mas diz que não foi informada de qualquer vínculo partidário. “Não faço parte de nenhum partido. Assinei uma ata de presença na igreja, mas não era documento de partido político”, diz.

 

Ela também cita os nomes organizadores na cidade, entre eles o pastor Antonio Araújo, como pessoas presentes na organização do encontro.

 

Em outros casos, os relatos apresentam contradições. Edison Carvalho retrata inicialmente que teria participado de uma assembleia do grupo, mas depois disse que não autorizou o uso do próprio nome em registros políticos.

 

“Na realidade, eu nem participei dessa reunião. Usaram meu nome. É questão política lá da igreja”, declara.

 

Maria Rocha confirmou que autorizou sua filiação em certo momento ao partido, mas afirmou não ter estado presente na reunião registrada na ata, mesmo com seu nome nela. Em alguns casos, os registros apresentam grafias muito semelhantes. 

 

Um dos nomes é o de Hanna Dias, que afirma no processo não ter participado do encontro. A suposta vítima diz que a assinatura atribuída a ela não corresponde à sua própria letra, além de apresentar erro na grafia de seu nome. Na ata recebida pelo Bahia Notíciasa assinatura inclui sua nomenclatura escrita errado, sem a letra "H".

 

"Não estive na Assembleia de Deus no dia. Não é minha letra na assinatura da ata de convenção, fora que meu nome está escrito errado na assinatura", disse em relato.

 

MODUS OPERANDI
Os relatos coletados pela reportagem indicam que a mobilização das pessoas ocorria principalmente por meio de grupos de mensagens e convites informais, frequentemente associados a promessas de benefícios sociais, batizados como “MLMT” ou “MSTI” com centenas de membros.

 

Capturas de telas realizadas pelas fontes nos grupos | Foto: Reprodução / BN 

 

Em áudios obtidos e revelados pelos moradores dentro desses grupos, é possível ouvir menções a cursos de qualificação, viagens e oportunidades relacionadas ao programa Minha Casa Minha Vida.

 

Alguns entrevistados relataram que os participantes eram orientados a levar documentos pessoais e o título de eleitor, sem que fosse explicado que a reunião teria relação com atividades partidárias.

 

LIDERANÇAS DA REDE
Ao final da ata consta a assinatura de Paulo Roberto Chaves de Miranda, dirigente do partido em Minas Gerais e aliado da deputada federal Heloísa Helena. Uma fonte da reportagem indicou que ele seria responsável por todas as atas eleitorais da legenda ao redor do país, sendo um dos mentores da suposta fraude.

 


Uma das páginas da lista de presença, anexada ao processo. (Nomes / N.° de eleitor / Data de Afiliação e Assinaturas) | Foto: Reprodução / BN

 

No âmbito municipal, nomes são apontados por moradores como organizadores da reunião. Entre eles aparece Antonio Araújo, citado durante as entrevistas como articulador na mobilização de pessoas para o encontro.

 

“Participei sim, em 3 de fevereiro, ele falou do Minha Casa Minha Vida, perguntou quem queria ser associado ou viajar para Brasília, mas como tenho dois filhos, não tinha como. É um tal de pastor. Eu não sou afiliada a nada, não me falou disso não. Uma moça me enviou um link e pediu meus dados para enviar os documentos para Brasília para o Minha Casa Minha Vida”, detalha a mãe, Gabriela Santos.

 

Mensagem obtida pela pela reportagem em grupos de participantes, um áudio atribuído ao pastor Antônio Araújo orienta as pessoas a não falarem com a imprensa. A gravação de voz foi enviada durante a apuração do Bahia Notícias sobre o suposto esquema de fraude nas assinaturas nas atas. 

 

“Não dê ouvido a pessoas que estão passando por jornalistas, dizendo que querem entrevista porque vocês estão na base do partido. Não vá nessa não. É gente que quer atrapalhar nosso trabalho, roubar o sonho de vocês”, instrui na gravação.

 

Confira o registro reproduzido em grupo:

 

Procurado, o pastor Antonio Araújo, afirmou à reportagem que passa por um momento de luto e negou ter enviado áudios orientando moradores a não falar com jornalistas. Ao BN, ele também respondeu sua relação com o partido, mas nega coleta de dados, registrada no mesmo espaço de sua mobilização. 

 

“Sou ligado ao partido Rede. Não houve coleta de dados eleitorais de qualquer tipo, não falamos sobre partido lá. Tenho projetos de moradia. A igreja é um espaço meu que faço realizações independentemente do partido”, esclarece.

 

O pastor recomenda falar à direção do partido, contudo não deu mais informações sobre as reuniões no espaço. 

 

A reportagem também procurou Paulo Roberto Chaves de Miranda via e-mail para comentar as denúncias e esclarecer a origem das assinaturas presentes na ata, mas não houve resposta até o fechamento desta edição.

 

Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que questionamentos semelhantes já teriam ocorrido em outros municípios baianos, como Entre Rios e Una. Em janeiro, o Bahia Notícias publicou uma reportagem que trouxe uma denúncia de uma assinatura “pós-morte” do cantor e compositor baiano Carlos Pitta (1955–2025).

 

A reportagem do BN obteve acesso à ata da conferência de eleição do partido, datada em 3 de fevereiro de 2025, na qual consta a presença de Carlos Pitta, inclusive, com sua assinatura. Entretanto, o artista faleceu no mês anterior, no dia 7 de janeiro de 2025, assim não sendo possível sua participação na conferência.

 

DECISÕES
A reportagem também identificou decisões judiciais envolvendo disputas internas da legenda no Rio de Janeiro. O caso relacionado à ata de Ilhéus está sendo analisado pela Justiça, com julgamento relacionado ao tema previsto para tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF).

 

Lideranças locais da Rede Sustentabilidade foram procuradas para comentar as denúncias. A organização municipal do partido não respondeu. Todavia, o Diretório Estadual da Bahia, por meio de seu porta-voz Marcelo Carvalho, enviou uma nota.

 

Na manifestação, a legenda pontua que “reafirma seu compromisso histórico com a ética, a legalidade e a transparência em todas as suas atividades partidárias” e que “não compactua, em nenhuma hipótese, com qualquer prática irregular ou ilegal”.

 

O partido também alega que “todas as conferências municipais realizadas no estado da Bahia observaram rigorosamente as normas partidárias e os procedimentos estatutários aplicáveis”, acrescentando que os encontros foram analisados e ratificados pela Comissão Eleitoral Nacional da sigla.

 

Leia a nota completa do partido na íntegra: 

"A Rede Sustentabilidade – Diretório Estadual da Bahia reafirma seu compromisso histórico com a ética, a legalidade e a transparência em todas as suas atividades partidárias.
 

O partido não compactua, em nenhuma hipótese, com qualquer prática irregular ou ilegal, e rechaça de forma veemente quaisquer condutas que eventualmente possam contrariar a legislação eleitoral ou os princípios que orientam sua atuação política.
 

Cumpre esclarecer que todas as conferências municipais realizadas no estado da Bahia observaram rigorosamente as normas partidárias e os procedimentos estatutários aplicáveis. Tais conferências foram devidamente submetidas à análise da Comissão Eleitoral Nacional da Rede Sustentabilidade, tendo sido regularmente ratificadas por esse órgão interno de controle.
 

Além disso, os atos partidários correspondentes foram posteriormente validados no Congresso Nacional do partido, instância máxima de deliberação da Rede Sustentabilidade, o que reforça a regularidade formal e institucional dos procedimentos adotados.
 

A direção estadual permanece à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários e reafirma sua confiança nos mecanismos institucionais de apuração, certos de que os fatos serão devidamente esclarecidos.
 

A Rede Sustentabilidade seguirá atuando com responsabilidade institucional e respeito às normas democráticas, preservando os valores que orientam sua atuação política e sua relação com a sociedade."

Band e TV Cultura firmam parceria para debates presidenciais das Eleições 2026
Foto: Débora Mendonça / Acervo TV Cultura

A parceria entre a Band e a TV Cultura durante o período eleitoral se repetirá em 2026. Fórmula que deu certo em 2022, as emissoras firmaram um acordo que prevê a realização dos debates presidenciais deste ano.

 

A Band mantém a tradição e promoverá o primeiro encontro entre os candidatos ao Palácio do Planalto no mês de agosto, enquanto a sabatina com os concorrentes no segundo turno ocorrerá em outubro.

 

Para a emissora, o modelo visa ampliar o alcance da transmissão e fortalecer a entrega de conteúdo analítico e plural para o eleitorado.

 

"Esta parceria Band/TV Cultura significa antes de tudo um salto de qualidade. Um salto de qualidade num horizonte de enorme expectativa e responsabilidade. Unidos nós vamos enfrentar esse desafio com mais competência, com mais credibilidade e com mais disposição para dar na cobertura ao eleitor, ao telespectador, o que de fato interessa" afirma Fernando Mitre, da direção de Jornalismo da Band.

 

Em 2026, o diferencial desta eleição será a integração total dos veículos. TVs, rádios e todas as plataformas digitais do grupo atuarão em sinergia para combater a desinformação e fornecer análises em tempo real.

 

A TV Cultura iniciou, já em janeiro, a cobertura das eleições deste ano, com o Jornal da Cultura temático às sextas-feiras, discutindo políticas públicas que devem integrar os planos de governo dos candidatos, como saúde, segurança pública, educação, cultura, assistência social, relações internacionais, saneamento básico, entre tantos outros. 

 

Na bancada, especialistas comentam as matérias que fazem uma radiografia de cada área e apontam caminhos para soluções dos problemas levantados.

 

Ainda sobre eleições, no segundo semestre haverá o tradicional programa De Olho no Voto, as coberturas das agendas dos candidatos nos telejornais e o Roda Viva que entrevistará individualmente os candidatos à presidência e ao governo de São Paulo.

 

“É uma alegria anunciar que estaremos juntos para levar ao público debates qualificados e uma discussão política responsável. Estamos fortalecendo em nossa programação o diálogo construtivo, as boas conversas e a informação de qualidade, para que o telespectador possa tomar sua decisão de forma consciente na hora do voto”, celebra Maria Angela de Jesus, presidente da TV Cultura. 

Lula lidera em presença nas redes, mas domínio em interações é de Flávio; veja números da guerra digital entre os candidatos
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui uma maior quantidade de seguidores nas redes sociais do que o seu principal oponente para as eleições de outubro, mas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é quem lidera nas últimas semanas no crescimento da base de apoiadores digitais, além de receber atualmente quase o dobro das interações nas suas postagens a mais do que o líder petista.

 

Essas são algumas conclusões de dois levantamentos divulgados nos últimos dias com análise da movimentação nos perfis em redes sociais do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro. Os levantamentos feitos pelas empresas Ativaweb e Bites levaram em consideração as interações nas redes Instagram, Facebook, X (antigo Twitter), Tik Tok e Youtube. 

 

No mês de janeiro, outro levantamento, feito pelo Bahia Notícias, revelava que um ano depois do baiano Sidônio Palmeira ter assumido a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, houve um expressivo aumento na quantidade de seguidores do presidente Lula. Em janeiro de 2025, Lula tinha 36,6 milhões nas redes citadas acima e mais Threads e BlueSky. 

 

De acordo com o levantamento do BN em janeiro deste ano, a quantidade de seguidores de Lula havia saltado para 40,3 milhões. No total, o presidente ganhou em um ano cerca de 3,7 milhões de novos inscritos no Instagram, X, Facebook, Threads, Blue Sky, TikTok e Youtube. 

 

De janeiro até esta terça (17), o presidente Lula somou mais 600 mil seguidores no acumulado de todas as redes, com um total de 40,975 milhões. Confira abaixo como ficou a distribuição de seguidores nas redes de Lula:

  • Instagram - 14,5 milhões 
  • X (antigo Twitter) - 10,1 milhões
  • Facebook - 6,1 milhões 
  • Threads - 3,1 milhões
  • Blue Sky - 295,3 mil
  • TikTok - 5,3 milhões 
  • Youtube - 1,58 milhão 

 

Já o senador Flávio Bolsonaro possui praticamente a metade da quantidade total de seguidores do líder petista, com 19,575 milhões. Flávio não tem conta oficial na rede BlueSky, e nas demais plataformas, o número de seus seguidores é o seguinte:

  • Instagram - 8,2 milhões 
  • X (antigo Twitter) - 3,6 milhões
  • Facebook - 3,2 milhões 
  • Threads - 2 milhões
  • TikTok - 1,8 milhão
  • Youtube - 775 mil

 

Apesar de ter a metade do número de seguidores, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem quase o dobro de comentários, curtidas e compartilhamentos nas suas postagens a mais do que o verificado nas redes do presidente Lula. De acordo com o levantamento da consultoria Bites, no cômputo total dos meses de janeiro e fevereiro, Flávio teve um total de 49,7 milhões de interações, contra 28,2 milhões de Lula. 

 

Na quantidade de interações, Flávio também supera os outros membros da família Bolsonaro. No mesmo período de janeiro e fevereiro, a Bites apurou que Carlos Bolsonaro teve 20,2 milhões de interações, Eduardo Bolsonaro teve 17,5 milhões e Michelle Bolsonaro, 5,7 milhões. O vereador Jair Renan alcançou apenas 0,5 milhão.

 

A análise da consultoria Ativaweb confirma o bom desempenho de Flávio nas redes sociais neste começo de ano. A empresa verificou que o presidente Lula, mesmo com o dobro de seguidores, perde para o seu adversário na média de curtidas por publicação.

 

Enquanto Lula teve 65,1 mil likes por post, Flávio Bolsonaro chegou a 117,8 mil. O levantamento da Ativaweb também mostra que, proporcionalmente, o engajamento das publicações do senador (1,33%) é maior que o obtido pelos posts feitos na conta oficial do líder petista.

 

O relatório indica também que, ao longo do mês de março, o aumento do número de seguidores de Flávio (11,29%) foi superior ao obtido por Lula (0,45%). O parlamentar registrou maior crescimento no número de curtidas (57,60%) em comparação ao presidente (57,60%).

 

Os dados da Ativaweb indicam ainda que os grupos que os acompanham ambos os candidatos também variam. Enquanto o presidente Lula é seguido por um público majoritariamente feminino (61,36% de mulheres e 38,64% homens), no perfil de Flávio há uma leve predominância masculina (51,08% de homens e 48,92% de mulheres). 

 

O levantamento, por fim, lista as principais cidades onde eles concentram o melhor desempenho online. Lula tem melhor desempenho de interações em São Paulo (10,39%), Rio de Janeiro (7,89%), Belo Horizonte (3,60%), Salvador (3,47%) e Fortaleza (3,03%).

 

Já Flávio Bolsonaro tem seus melhores índices no Rio de Janeiro (10,99%), São Paulo (7,13%), Belo Horizonte (2,89%), Campinas (2,18%) e Goiânia (1,87%). 

"Meus compromissos com o PSDB estão em dia", diz Bruno Reis após declarações de Muniz sobre o partido
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador Bruno Reis (União) comentou nesta segunda-feira (16) sobre as últimas articulações com o presidente da Câmara Municipal e seu partido, o PSDB. Bruno classificou a última reunião com o vereador como “excelente”, mesmo após declarações de Carlos Muniz sobre uma possível saída de seu filho da legenda.

 

“Tenho convicção que a nossa reunião de sexta-feira foi uma reunião excelente. Teve depois algum ruído e posso assegurar que não tem nada a ver com a relação do presidente da Câmara com a Prefeitura. Vamos naturalmente sentar e achar os caminhos”, disse o prefeito.

 

O descontentamento do vereador teria sido causado por entraves na candidatura do filho pelo mesmo partido do pai. Muniz Filho já anunciou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados e disputaria as eleições de outubro na legenda do pai. 

 

Bruno Reis, no entanto, negou qualquer descumprimento de acordos com os membros da sigla. “Os meus compromissos com todas as partes envolvidas do PSDB estão em dia. Os novos que nós estamos assumindo podem ter certeza que serão cumpridos”, afirmou.

Cachorro morde e persegue deputada bolsonarista que foge, cai e quebra o joelho em quatro partes
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em vídeo postado nas suas redes, a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), relatou um acidente que sofreu após ter sido perseguida por um cachorro no interior de Santa Catarina. Falando da cama de um hospital, a deputada disse que teve que correr do cachorro para tentar fugir da mordida e por isso caiu em um lugar com pedras e fraturou o joelho. 

 

Com a queda, a deputada do PL fraturou a patela e o joelho em quatro partes, e teve que passar por cirurgia. A deputada mostrou ainda que o cachorro chegou a morder e ferir a sua perna.

 

“Nós fomos em um sítio com as crianças, e acabou que um cachorro correu atrás de mim para me morder, caí em cima das pedras, fraturei a minha patela em quatro lugares, e vou ter que fazer cirurgia. E o cachorro me mordeu na outra perna, mas vou ter que fazer uma cirurgia ortopédica e peço a todos vocês orações”, afirmou a deputada no leito do hospital.

 

Neste sábado (14) a deputada, que é pré-candidata ao Senado em Santa Catarina, cumpriu diversas agendas nas cidades de Caibi e Maravilha, próximas a Chapecó, no oeste catarinense. Carol de Toni participou de eventos junto com o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), que também se candidatará ao Senado no estado.

 

A última pesquisa sobre a eleição para o Senado em Santa Catarina mostrou Carol de Toni e Carlos Bolsonaro bem colocados na disputa. A pesquisa do Instituto Mapa, divulgada no dia 9 deste mês, mostra Carlos Bolsonaro em primeiro, com 29,7%, e Carol de Toni em segundo, com 22,6%. Em terceiro lugar está o atual senador Esperidião Amin (PP), com 21%, e na quarta posição aparece Décio Lima (PT), com 11,5%. 
 

Entre Lula e Flávio, quem é o mais honesto, o mais sincero ou radical? Saiba como os brasileiros avaliam os candidatos
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O presidente Lula (PT) é um líder mais forte, mais sensível, que se preocupa com as pessoas, além de ser competente e sincero. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é visto como menos radical que Lula e mais honesto que o presidente.

 

Em resumo, essas foram algumas opiniões dadas pelos entrevistados da pesquisa Quaest, em uma rodada de questionamentos sobre características pessoas e atributos dos dois candidatos. A Quaest apresentou diversas características e perguntou se os entrevistados concordavam ou discordavam se o atributo cabia a cada um dos candidatos. 

 

Um desses atributos apresentados foi a honestidade. Neste quesito, 23% concordam que Lula possui esse atributo e 69% discordam. Sobre Flávio Bolsonaro, 26% acham que o senador é honesto e 62% discordam.

 

O quesito em que o presidente Lula teve o maior índice de concordância a seu favor foi sobre a força como líder. Um total de 51% concordaram que Lula é um líder forte, contra 42% que enxergaram essa característica em Flávio Bolsonaro.

 

Confira abaixo como os entrevistados da Quaest enxergaram os dois principais candidatos da corrida presidencial deste ano:

 

É um líder forte?

 

Lula

 

Concorda: 51%
Discorda: 46%
Não concorda nem discorda: 1%
Não sabem/não responderam: 2%

 

Flávio Bolsonaro

 

Concorda: 42%
Não concorda nem discorda: 2%
Discorda: 49%
Não sabem/não responderam: 7%

 

É radical?

 

Lula

 

Concorda: 46%
Discorda: 46%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 6%

 

Flávio Bolsonaro

 

Concorda: 45%
Discorda: 44%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 9%

 

É sensível?

 

Lula

 

Concorda: 45%
Discorda: 50%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 3%

 

Flávio Bolsonaro

 

Concorda: 32%
Discorda: 59%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 7%

 

Tem princípios?

 

Lula

 

Concorda: 42%
Discorda: 53%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 3%

 

Flávio Bolsonaro

 

Concorda: 41%
Discorda: 50%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 7%

 

Se preocupa com as pessoas?

 

Lula

 

Concorda: 42%
Discorda: 53%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 3%

 

Flávio Bolsonaro

 

Concorda: 31%
Discorda: 60%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 7%

 

É competente?

 

Lula

 

Concorda: 41%
Discorda: 53%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 3%

 

Flávio Bolsonaro

 

Concorda: 37%
Discorda: 52%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 8%

 

É sincero?

 

Lula

 

Concorda: 27%
Discorda: 67%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 4%

 

Flávio Bolsonaro

 

Concorda: 25%
Discorda: 64%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 8%

 

É honesto?

 

Lula

 

Concorda: 23%
Discorda: 69%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 5%

 

Flávio Bolsonaro

 

Concorda: 26%
Discorda: 62%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 9%

 

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
 

Em cinco dos seis estados que somam 60% do eleitorado, Lula tem desaprovação maior do que a média nacional
Foto: Edu Mota / Brasília

Pesquisa Ipsos/Ipec divulgada nesta terça-feira (10/3) pelo Bahia Notícias revela que, no plano nacional, 51% dos brasileiros desaprovam a forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) governa o país. Já a aprovação ao trabalho do presidente ficou em 43%. 

 

Levantamento realizado pelo Bahia Notícias nas pesquisas mais recentes nos seis estados brasileiros com maior quantidade de eleitores revela que apenas na Bahia a desaprovação do presidente Lula iguala o 51% da média nacional. Nos outros cinco estados a desaprovação é maior, chegando a aumentar ainda mais na região Sul. 

 

Os seis estados pesquisados pelo BN possuem cerca de 91 milhões de eleitores, ou quase 60% do total nacional apto a participar do pleito de outubro deste ano. A verificação da aprovação do presidente Lula se deu em São Paulo (33,6 milhões de eleitores), Minas Gerais (16,1 milhões), Rio de Janeiro (12,6 milhões), Bahia (11,1 milhões), Paraná (8,4 milhões) e Rio Grande do Sul (8,4 milhões). 

 

Em São Paulo, o estado com maior quantidade de eleitores no país, a desaprovação do presidente Lula chegou a 56%, contra 40% de aprovação. A pesquisa Big Time Real Data mostrou ainda que 47% consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto apenas 28% classificaram a gestão petista como ótima ou boa. 

 

Confira abaixo os índices de desaprovação e aprovação do governo do presidente Lula nos demais cinco estados com mais eleitores, de acordo com números do levantamento mais recente em cada unidade federativa.

 

Minas Gerais

 

Desaprovação 52,4%
Aprovação 43,4%
(Paraná Pesquisas)

 

Rio de Janeiro

 

Desaprovação 56%
Aprovação 38%
(Big Time Real Data)

 

Bahia 

 

Desaprovação 51%
Aprovação 47%
(Quaest)

 

Paraná

 

Desaprovação 68%
Aprovação 30%
(Quaest)

 

Rio Grande do Sul

 

Desaprovação 66%
Aprovação 33%
(Quaest)

Na Antena 1, Neusa Cadore anuncia pré-candidatura à reeleição para deputada estadual em 2026
Foto: Divulgação / Ascom / AL-BA

A secretária de Políticas para Mulheres, Neusa Cadore (PT), confirmou pré-candidatura para reeleição como deputada estadual, nas eleições de 2026. O anúncio foi feito nesta terça-feira (10), durante entrevista à rádio Antena 1 Salvador, no programa Bahia Notícias no Ar. 

Neusa deixou a cadeira de deputada na Assembleia Legislativa da Bahia, para assumir a pasta em 2024. No entanto, Cadore deve deixar o órgão com o objetivo de ser uma das mulheres do Legislativo baiano. Segundo ela, o objetivo é expandir a presença feminina na Casa e na política baiana. 

 

“Estou pré-candidata novamente. Acho que nós temos uma sub-representação na Assembleia Legislativa. Hoje, das 63 cadeiras, apenas 9 são ocupadas por mulheres. Então, a gente defende o empoderamento feminino, a presença de mulheres no espaço onde se faz leis, onde se pode fazer indicações ao governo, onde a gente pode decidir sobre o orçamento”, disse aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes. 

 

Neusa reforçou ainda a intenção de sua candidatura feminina, tendo em vista que 71 municípios da Bahia não possuem nenhuma vereadora.

 

“A Bahia tem 71 municípios que não tem nenhuma vereadora, então vou disputar sim, sempre defender a pauta das mulheres e estarei nessa disputa para que a gente possa usar da nossa representatividade, junto com o nosso governador, Jerônimo Rodrigues. Podemos afirmar que nosso governo tem preocupação com as mulheres [...]”, completou. 

Kim Kataguiri anuncia mudança do União para o Missão; Confira quem já trocou de partido aproveitando a "janela"
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Kim Kataguiri (SP) anunciou nesta segunda-feira (9) que saiu do União Brasil e se filiou ao partido Missão. Assim que a mudança for oficializada pela Câmara, Kataguiri se transformará no primeiro deputado federal do partido Missão, sigla criada pelo Movimento Brasil Livre (MBL).

 

O Missão, que teve seu registro de funcionamento autorizado em novembro do ano passado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vinha aguardando o início da período da janela partidária para contar com Kim Kataguiri em suas fileiras. Caso o partido consiga atrair outros deputados na janela, que se encerra em 3 de abril, poderá até mesmo reivindicar um gabinete de liderança com funcionários, se atingir o total de cinco parlamentares. 

 

Em uma postagem nas suas redes sociais, o deputado Kim Kataguiri relembra sua trajetória como membro do Movimento Brasil Livre (MBL), desde o surgimento do grupo, na época do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, até as suas eleições como parlamentar pelo estado de São Paulo. Kataguiri fala de sua atuação no Congresso e comemora o fato de ser o primeiro deputado federal do Missão.

 

“Com a minha eleição, uma conquista conjunta de todos nós do movimento, uma nova era se iniciou, em que eu estava separado daqueles que sempre estiveram comigo até então. A minha luta no Congresso Nacional a partir daí, isolado no meio de adversários políticos e pessoas completamente estranhas ao MBL, se mostrou extremamente solitária e difícil”, disse o deputado. 

 

“Cada provação nos ensinou a sermos melhores que os outros. mais fortes que os outros. Mais inteligentes que os outros. As dificuldades se ergueram e nós conseguimos construir a nossa própria casa. Com muito orgulho eu serei o primeiro deputado federal do partido Missão”, afirmou Kataguiri, destacando ainda que a nova sigla deve eleger outros parlamentares neste ano. 

 

A janela partidária está prevista na lei dos Partidos Políticos e funciona como um rearranjo de forças políticas antes das eleições nacionais, marcadas para outubro. É uma exceção à regra de fidelidade partidária. A janela é aberta sete meses antes das eleições, que, neste ano, acontecem no dia 4 de outubro.

 

Até as 19h desta segunda, cinco deputados já tiveram sua mudança de partido ratificada pela Mesa Diretora da Câmara. Os deputados fizeram a mudança de sigla já dentro do período da janela partidária. São eles: 

 

Magda Mofatto (GO), saiu do PRD para o PL

Nicoletti (RR), saiu do União Brasil para o PL

Sargento Fahur (PR), saiu do PSD para o PL

Saullo Vianna (AM), saiu do União Brasil para o MDB

Vicentinho Júnior (TO), saiu do PP para o PSDB

 

Com as mudanças atuais (sem ainda a oficialização da saída de Kim Kataguiri para o Missão), as bancadas partidárias possuem o seguinte tamanho:

 

PL - 90 deputados

PT - 68 deputados

União Brasil - 56 deputados

PP - 48 deputados

PSD - 46 deputados

PDT - 16 deputados

PSB - 16 deputados

Podemos - 16 deputados

PSDB - 15 deputados

Psol - 11 deputados

PCdoB - 9 deputados

Avante - 8 deputados

Solidariedade - 5 deputados

Novo - 5 deputados

PRD - 4 deputados

PV - 4 deputados

Rede - 4 deputados 
 

"Desidratação" de Geraldo Jr. abre espaço para novo vice de Jerônimo, e PSD estuda nomes em "lista tríplice"
Foto: Divulgação

A configuração da chapa majoritária ligada ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem ganhado novos rascunhos. Após uma crise interna ligada ao atual vice-governador Geraldo Jr. (MDB), com o estopim para a retomada do debate sobre a vice ocorrendo após ocupante da cadeira solicitar em um grupo de WhatsApp que interlocutores divulgassem uma mensagem com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), o tema ganhou contornos de substituição. 

 

A troca segue sendo debatida de forma interna, com a inserção do PSD como possível partido para indicar o nome para a vaga. Com isso, uma "lista tríplice" do partido teria três nomes, todos "mais próximos" ao senador Otto Alencar, principal liderança da legenda. O principal deles é o da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, que começou a circular nos bastidores com maior intensidade desde a noite do último sábado (7). O entrave seria o desejo da própria deputada estadual, que comanda o legislativo baiano, podendo permanecer no posto por um período mais longo, após uma eventual reeleição. Interlocutores que participam da negociação indicaram ao Bahia Notícias que Ivana "atenderia o convite", no caso do pedido partir do próprio senador Otto Alencar. 

 

Citados como eventuais nomes para concorrer ainda estão outros dois deputados estaduais. O ex-presidente da Assembleia Adolfo Menezes também foi mencionado como eventual integrante da chapa, também por conta da relação com Otto e o próprio Jerônimo Rodrigues. Ligado a Campo Formoso, Adolfo também reforçaria a penetração governista em uma região já ligada ao grupo. O entrave seria apenas o seu desejo de assumir uma das vagas ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), fato citado, novamente, nesta segunda-feira (9).

 

Além dele, o deputado estadual Alex da Piatã, mais um nome de forte relação com o senador Otto Alencar disponta na lista. O foco seria o reforço na região sisaleira, onde o deputado também tem forte atuação.

 

O movimento, inclusive, foi confirmado pelo governador, que sinalizou sobre o diálogo com Otto Alencar. "Conversamos com o senador Otto Alencar, nós temos um compromisso com ele e à lealdade dele ao projeto. A responsabilidade que ele tem, ele tem e terá direito na majoritária. Estamos fechando esse acordo. O senador Otto Alencar é uma pessoa de palavra e estamos discutindo com o partido, tanto aqui no estado quanto na esfera nacional, por conta da relação que nós temos com o PSD aqui na Bahia. Nós estamos aguardando isso", disse Jerônimo em coletiva, nesta segunda (9).

 

"Eu falei que quanto mais a gente fica aguardando acaba as pessoas mexendo mais, mas nós temos um prazo. Se nós temos um prazo no mês de março, eu vou utilizar até o último dia, se for preciso, para que a gente possa tomar uma decisão aderente com aquilo que nós acreditamos. Uma chapa que não machuque ninguém, que não maltrate ninguém, nós não podemos ter perdas nessa caminhada, mas uma chapa que dialogue com o projeto nosso", completou.

 

BRIGA INTERNA
Após o imbróglio, o ministro da Casa publicou um provérbio com críticas relacionadas a “falsidade” e “infidelidade”, em suas redes sociais. O post com o provérbio 11:3, descreve sobre “a integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói”.  A repercussão foi imediata. Em ato contínuo, o vice-governador foi obrigado a pedir desculpas públicas ao ex-governador por enviar mensagens atribuídas a ele.

 

"Já pedi as minhas desculpas a quem deveria pedir e estou pedindo aqui de público porque sou um homem público, e, por ser um homem público, eu tenho que fazer essa sorte pedindo desculpas aqui a quem se sentiu incomodado, em especial ao ministro Rui Costa. Tenho o maior respeito a figura humana do ministro Rui ao homem público”, disse durante entrevista à rádio Metrópole. 

 

Geraldo atribui o ocorrido a um “erro tecnológico” e explicou que, por ser da “época analógica", cometeu um erro ao usar o WhatsApp.

 

Com isso, durante uma reunião na última quarta-feira (4), o governador Jerônimo Rodrigues convocou o atual presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto, e seu sobrinho, deputado federal Neto Carletto (Avante). No encontro, o tema foi, justamente, o espaço na vice. Interlocutores próximos a dupla que lidera o Avante no estado sinalizaram que um convite foi feito ao presidente da legenda, tentando ver alternativas de "compor" interesses do grupo.  "Não teve negativa. Foi indicado apenas que Carletto preferia a suplência de Rui [na disputa ao Senado]. Porém, o grupo não está fechado para negociações, caso o governador entenda que é melhor", sinalizou um interlocutor do partido. 

José Ronaldo confirma permanência na prefeitura de Feira de Santana e descarta candidatura a vice-governador
José Ronaldo | Foto: Ney Silva / Acorda Cidade

Após meses de intensas especulações e movimentações nos bastidores do partido União Brasil, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, quebrou o silêncio neste domingo (8). Em entrevista ao programa Boca de Forno, da Rádio Sociedade da Bahia, o gestor confirmou que não deixará o cargo para disputar as eleições estaduais de 2026.

 

A decisão de José Ronaldo encerra a teoria de que ele comporia uma "chapa de peso" como vice-governador ao lado do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. A movimentação já havia sido antecipada pelo radialista Dilton Coutinho, do programa Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, que no mês passado avaliou que o prefeito "não iria para lugar nenhum" fora do comando de Feira de Santana.

 

Questionado sobre os convites recebidos, José Ronaldo foi transparente ao admitir que as sondagens foram reais, mas reiterou seu compromisso com o eleitorado feirense.

 

“Se eu dissesse que conversas sobre a vice-governadoria não existiram, eu estaria mentindo. Elas existiram e existem. Mas minha posição é clara: sempre prometi ao povo de Feira de Santana que, se eleito, cumpriria todo o meu mandato. Eu vou cumprir. Não vou me afastar e não serei candidato a vice-governador”, explica o gestor.

 

O prefeito também aproveitou para descartar os boatos de que indicaria o seu vice-prefeito, Pablo Roberto, para a vaga na chapa majoritária estadual, afirmando que tal diálogo sequer ocorreu.

 

Apesar da definição sobre sua permanência na prefeitura, o cenário político em Feira de Santana permanece sob observação. Nos últimos meses, chamou a atenção a relação institucional harmônica e tranquila que José Ronaldo vem mantendo com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Por ora, a única certeza é que o comando da segunda maior cidade da Bahia permanece inalterado até o final de 2028. 

Pesquisas mostram disputa acirrada entre Lula e Flávio; veja comparação dos resultados de quatro institutos
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Uma liderança apertada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cenários de primeiro turno e nas respostas espontâneas, e um empate técnico nas simulações de segundo turno, com alguns institutos apresentando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente por alguns décimos. Esse pode ser lido como o resumo das mais recentes pesquisas que traçaram cenários para as eleições presidenciais de outubro deste ano.

 

A análise dos quatro mais recentes levantamentos, divulgados nos últimos 11 dias, revela um cenário em que o presidente Lula segue na liderança da disputa, mas já assistindo não apenas a consolidação de Flávio Bolsonaro como seu principal oponente, mas já podendo até mesmo liderar a corrida nas próximas sondagens.

 

Nesse levantamento, separamos alguns dos resultados das pesquisas AtlasIntel Bloomberg, divulgada em 25/2; da Paraná Pesquisas do dia 27/2; da Real Time Big Data que teve seus números apresentados em 3/3; e da mais recente sondagem do Instituto Datafolha, que saiu neste sábado, 7/3.  

 

Para as disputas de primeiro turno, separamos aquele que cada instituto considerou como seu cenário principal. Os cenários de primeiro turno possuem diversos outros nomes colocados aos entrevistados, mas concentramos o foco na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, já consolidamos como os dois principais adversários nestas eleições. 

 

A comparação entre os números das quatro pesquisas revela uma diferença pequena entre cada instituto, e distâncias entre os candidatos que pouco oscilam de uma sondagem a outra. Confira abaixo a comparação entre os números dos quatro institutos para três tipos de simulação (apenas a AtlasIntel não divulgou resultados espontâneos). 

 

 

Cenário principal de primeiro turno

 

    
           Datafolha    Atlas   Paraná  RealTime

Lula         39%         45%     39,6%     39%

Flávio     34%         38%     35,3%     32%
     

 

Cenário principal de segundo turno

 

           Datafolha  Atlas   Paraná   RealTime

Lula        46%        46,2%   43,8%     42%

Flávio     43%        46,3%   44,4%     41%

 

 

Pesquisa espontânea

 

           Datafolha  Atlas   Paraná   RealTime

Lula        25%         -           26%        29%

Flávio     12%         -          14,8%      19%

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
A vice do Cacique parece que virou leilão. O curioso é que todo mundo quer saber, mas oficialmente ninguém está debatendo sobre o assunto. Enquanto isso, o Soberano calcula como posicionar melhor o Cocar. É nessa de não escolher a melhor posição que Piaba quase derruba Gargamel.

Pérolas do Dia

Geraldo Alckmin

Geraldo Alckmin
Foto : Cadu Gomes/VPR

"Quem defende ditadura não deveria ser candidato". 


Disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante sua despedida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ao indicar ter ficado “honrado” com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor novamente a chapa nas eleições de 2026, e também fazer duras críticas ao principal adversário do atual governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Podcast

Projeto Prisma entrevista deputado estadual Niltinho nesta segunda-feira

Projeto Prisma entrevista deputado estadual Niltinho nesta segunda-feira
O deputado estadual Niltinho (PSD) é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (30). O programa será transmitido ao vivo partir das 16h, no canal do Bahia Notícias no YouTube.

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