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Apesar de ganhar de todos os seus adversários nas simulações de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui uma alta rejeição, com 48% dos brasileiros afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. A rejeição de Lula só não é maior do que a do senador Flávio Bolsonaro (PL), que chegou a 49%.
Os números foram apresentados na nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (9). A pesquisa analisou a rejeição de oito candidatos: Lula, Flávio Bolsonaro, Ratinho Jr (PSD), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD), Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão).
A pesquisa, para avaliar o grau de votabilidade dos pré-candidatos, fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “É meu voto, estou decidido”; “Posso votar”; “Conheço e não votaria”; “Não conheço o suficiente para opinar”.
Os números apurados mostram que o presidente Lula, ao mesmo tempo em que é o candidato mais conhecido, é aquele que reúne o maior contingente de eleitores certos do seu voto. Já Flávio Bolsonaro é menos conhecido, tem menos votos certos e rejeição maior do que a do presidente.
Confira abaixo o resultado do grau de votabilidade aferido pelo Real Time Big Data:
Lula (PT)
É meu voto, estou decidido - 33%
Posso votar - 17%
Conheço e não votaria - 48%
Não conheço o suficiente para opinar - 2%
Flávio Bolsonaro (PL)
É meu voto, estou decidido - 18%
Posso votar - 20%
Conheço e não votaria - 49%
Não conheço o suficiente para opinar - 13%
Ratinho Jr. (PSD)
É meu voto, estou decidido - 5%
Posso votar - 38%
Conheço e não votaria - 35%
Não conheço o suficiente para opinar - 22%
Ronaldo Caiado (PSD)
É meu voto, estou decidido - 3%
Posso votar - 34%
Conheço e não votaria - 38%
Não conheço o suficiente para opinar - 25%
Eduardo Leite (PSD)
É meu voto, estou decidido - 2%
Posso votar - 32%
Conheço e não votaria - 29%
Não conheço o suficiente para opinar - 373%
Romeu Zema (Novo)
É meu voto, estou decidido - 2%
Posso votar - 28%
Conheço e não votaria - 34%
Não conheço o suficiente para opinar - 36%
Aldo Rebelo (DC)
É meu voto, estou decidido - 1%
Posso votar - 21%
Conheço e não votaria - 36%
Não conheço o suficiente para opinar - 42%
Renan Santos (Missão)
É meu voto, estou decidido - 1%
Posso votar - 21%
Conheço e não votaria - 28%
Não conheço o suficiente para opinar - 58%
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores em todo o território nacional, entre os dias 6 e 7 de fevereiro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06428/2026.
A mais nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (9), mostra uma liderança mais folgada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seus adversários do que outros levantamentos recentes. A pesquisa elaborou três cenários, só modificando o nome dos eventuais candidatos do PSD.
Em todos os cenários, inclusive no espontâneo (em que os entrevistados respondem sem a apresentação de listas com nomes), Lula lidera acima da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais. O adversário mais forte do atual presidente, assim como já mostrado em outras sondagens, é o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Entre os três nomes do PSD colocados nos cenários - Ratinho Jr., Ronaldo Caiado e Eduardo Leite -, o que apresentou melhor resultado foi o governador do Paraná.
Confira abaixo os resultados do cenário espontâneo e dos três simulados apresentados aos entrevistados da Real Time Big Data:
Resposta espontânea
Lula (PT) - 28%
Flávio Bolsonaro (PL) - 14%
Jair Bolsonaro (PL) - 6%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 2%
Ratinho Jr. (PSD) - 2%
Ciro Gomes (PSDB) - 1%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Outros - 1%
Nenhum/branco/nulo - 14%
Não sabe - 31%
Cenário 1
Lula (PT) - 39%
Flávio Bolsonaro (PL) - 30%
Ratinho Jr. (PSD) - 10%
Romeu Zema (Novo) - 3%
Aldo Rebelo (DC) - 2%
Renan Santos (Missão) - 1%
Nulo/branco - 7%
Não sabe/não respondeu - 8%
Cenário 2
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 32%
Eduardo Leite (PSD) - 5%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Aldo Rebelo (DC) - 3%
Renan Santos (Missão) - 1%
Nulo/branco - 7%
Não sabe/não respondeu - 8%
Cenário 3
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 32%
Ronaldo Caiado (PSD) - 6%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Aldo Rebelo (DC) - 2%
Renan Santos (Missão) - 1%
Nulo/branco - 7%
Não sabe/não respondeu - 8%
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores em todo o território nacional, entre os dias 6 e 7 de fevereiro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06428/2026.
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste, Júnior Marabá (PP), explicou como vai agir nas eleições de 2026. Ele afirmou que vai apoiar Flávio Bolsonaro para presidente, mas que não fará campanha contra o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), a quem considera um amigo.
Ao falar sobre a eleição para governador, o prefeito foi claro: não vai apoiar o adversário do governador atual. "Não vou fazer campanha contra o Jerônimo. Ele é meu amigo e nos ajuda muito com coisas para a cidade", disse Marabá. Ele deu como exemplo a UTI do Hospital Míriam Borges, que segundo ele foi conseguida com ajuda do governo do estado e tem salvado vidas.
No entanto, o prefeito deixou claro que também não vai fazer campanha a favor do petista. "Ele é de esquerda, e minha linha política é mais de direita. Ficar defendendo publicamente um candidato de esquerda é muito difícil para mim", explicou em entrevista ao podcast Talk Bahia Cast.
Já para presidente, o posicionamento foi diferente. Junior Marabá declarou apoio a Flávio Bolsonaro. "Vejo nele um perfil mais moderado, que dialoga mais. Me identifico com essa forma de fazer política", afirmou. O prefeito, que se diz de direita, fez uma crítica: "A direita não conseguiu fazer um projeto sólido, duradouro, que desse segurança para o futuro. Acho que o Flávio pode representar isso, pode trazer um projeto que construa um país melhor".
Sobre as eleições para deputado, o prefeito disse que vai trabalhar para eleger um candidato local que represente a região.
O ex-ministro e ex-presidente do PT, José Dirceu (PT-SP), fez uma análise sobre o Partido dos Trabalhadores durante o evento que celebra os 46 anos da sigla realizado em Salvador neste sábado (7), no Trapiche Barnabé.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o ex-ministro falou sobre a trajetória do partido na política brasileira e pontuou a força dos eleitores na história do PT.
"Em 86, eu fui num programa, Cadeira do Barbeiro, no final ele me perguntou, em 86, 'Qual o seu maior sonho?', falei eleger o Lula presidente do Brasil. Realmente, mas esse sonho foi realizado por causa do povo, foi realizado pela classe trabalhadora, por aqueles que se aliaram conosco. Nós não fizemos isso sozinhos."
De olho nas eleições de 2026, Zé Dirceu elencou o principal desafio do PT para a corrida: conseguir fazer uma transformação no Congresso Nacional.
"O desafio é muito grande, mas a Bahia nos deu 4 milhões de votos. Espero reeleger o presidente Lula e mudar o Congresso Nacional. Tão importante quanto reeleger o presidente Lula é mudar o Congresso Nacional. Eu inclusive vou fazer uma campanha muito no foco de mudar o Congresso Nacional para ajudar o presidente Lula a fazer as reformas que o Brasil precisa. O Brasil precisa crescer 5% ao ano, precisa dobrar essa riqueza e distribuir ela melhor em 10 anos, precisa fazer uma revolução tecnológica, e principalmente o Brasil precisa distribuir renda. Eu acredito que não é fácil, é uma disputa, mas a tendência é o Lula ser reeleito."
A oposição à prefeitura de Salvador decidiu, ao longo das últimas semanas, atacar a administração de Bruno Reis (União) de maneira mais incisiva. A estratégia, todavia, não envolve diretamente os vereadores da capital baiana, mas deputados federais e estaduais que mantêm relação com a cidade, porém não estão no embate diário com a população, como é o caso dos edis. Segundo fontes do Bahia Notícias, a mudança de postura teria ocorrido após pesquisas qualitativas indicarem desgastes na relação do prefeito com os eleitores.
Em entrevistas recentes, tanto Bruno Reis quanto auxiliares diretos do prefeito admitem que o primeiro ano da segunda administração é o “mais difícil” para um gestor. Com muitas obras em planejamento, os resultados começam a ser percebidos apenas após a virada do ano. Tanto que, no último dia 26, Bruno acelerou a entrega do Viaduto José Linhares, uma das obras de mobilidade com grande impacto em um dos funis da capital baiana.
Por isso, há uma perspectiva otimista de que os sinais de alerta percebidos pela oposição nas pesquisas qualitativas sejam temporários e que possam facilmente ser superados pela administração municipal. Contudo, não quer dizer que parlamentares ligados ao governo da Bahia não possam tentar “colar” a imagem de que Bruno Reis está desgastado e, com isso, indiretamente, atingir o pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União), aliado e antecessor do atual prefeito.
As críticas recentes à prefeitura vão desde a ressuscitação de um estudo publicado em agosto do ano passado sobre educação infantil até ataques mais voltados a declarações do prefeito Bruno Reis sobre transporte público. Segundo um aliado do governo Jerônimo Rodrigues, em condição de anonimato, o pleito do próximo mês de outubro gerou a percepção de “uma janela de oportunidade” para expor supostas falhas na gestão de Salvador, sob controle do grupo de Bruno Reis e ACM Neto desde 2013.
Do lado da prefeitura, entretanto, o alerta não chega a ser tão problemático. “É fase”, resumiu um aliado.
O vereador de Salvador Duda Sanches (União) falou sobre seu futuro nas eleições de outubro, em entrevista a Andaiá FM nesta quinta-feira (5). O vereador confirmou a pré-candidatura a deputado federal e criticou a postura do possível candidato e empresário de Santo Antônio de Jesus, Ditinho Lemos.
Citando nominalmente o empresário, ele criticou a postura adotada após o falecimento de seu pai, o deputado estadual Alan Sanches. De acordo com o parlamentar, Ditinho iniciou as articulações na tentativa de angariar a vaga de deputado federal do grupo de ACM Neto (União), pré-candidato a governador.
“Não é Ditinho e ninguém mais que vai cuidar de todo o legado que doutor Alan deixou. Ditinho não esperou sequer o corpo de meu pai esfriar para mudar os planos. Em menos de 24h, Ditinho procurou ACM Neto para dizer ‘eu sou candidato a deputado federal’”, disparou o vereador.
Ele ainda afirmou que o concorrente o ameaçou com áudios de discussões com seu pai, e o acusou de ser “ladrão de oportunidades”. Duda Sanches ainda caracterizou as atitudes do político como “um dos maiores golpes de ingratidão”.
“Enquanto eu estava cuidando de tudo, ele estava por trás costurando. Ditinho Lemos é um ladrão de sonhos. Não esperou o corpo de meu pai esfriar pra trair a família [...], pra sair acusando e chantageando todo mundo”, acusou o vereador.
O candidato à Câmara dos Deputados garantiu que segue na disputa pela vaga e, sem dar detalhes, reforçou que não existe quantia em dinheiro que o faça desistir. “Se alguém achou que ele ia me amedrontar por causa de dinheiro, eu digo a vocês, eu tenho muito mais do que isso. O dinheiro manda muito, mas o mais importante é a história que a gente vai contar, os projetos que nós temos pra Santo Antônio”, completou.
VÍDEO: Duda Sanches reafirma pré-candidatura como deputado federal e critica Ditinho Lemos: “Não esperou nem o corpo de meu pai esfriar”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 5, 2026
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Toda ação gera uma reação. Com a movimentação política recente de migração do senador Angelo Coronel (PSD) em aderir o bloco de oposição na Bahia, não seria diferente. Ou não. De acordo com deputados federais ligados ao governo e lideranças da gestão, o ato de Coronel já seria um “contra-golpe” promovido pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União).
Além disso, segundo interlocutores oposicionistas, não existirá um novo "contragolpe no horizonte". Na avaliação, o governo tem conseguido apaziguar alguns grupos internos, incluindo o Avante, liderado pelo ex-deputado federal Ronaldo Carletto, além de nomes que ainda estão ligados ao PP. "Outro movimento foi trazer o PDT. A rigor, levar Coronel já foi um contra-ataque de ACM Neto", avaliou uma das fontes procuradas.
Nos bastidores se comenta sobre a adesão de alguma liderança ligada ao grupo de ACM Neto, porém, isso não estaria no radar do grupo governista. Entre os nomes mais mencionados estão o do prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo (União). Apesar disso, informações de bastidores indicam que o gestor não deve selar o apoio a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mesmo sem também negar o movimento diretamente.
O estopim ocorreu no final de semana, quando o senador Angelo Coronel confirmou a saída do PSD em entrevista ao programa 'Frequência Política', da transmitido em rede pelas rádios Interativa FM, Difusora AM e Itapuy FM. De acordo com o político, a movimentação dele e de outros nomes, como seus filhos Diego e Angelo Filho, João de Furão, Thiago Gileno, Luizinho Sobral, acontece após ele ter sido limado da chapa.
A resposta veio quase que de imediato. O senador Otto Alencar se manifestou, destacando que nunca “tomou iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele [Coronel]”. Alencar destacou que só deve se pronunciar sobre a saída de Angelo Coronel “quando for concretizado”. No entanto, garantiu que deu oportunidade para que o senador buscasse uma reeleição de maneira avulsa, ainda que o partido estivesse vinculado ao PT baiano. “É talvez o momento mais difícil da minha vida”, completou Otto.
Também na avaliação de lideranças petistas, a forma de saída de Coronel também pode deixar marca. “A história de procurar Kassab pelas costas de Otto acabou mexendo muito com o presidente [Otto Alencar]. E agora ele vai tratar o caso como uma disputa pessoal, direta, o que nos ajuda muito”, indicou um dos procurados pela reportagem.
O movimento, inclusive, foi respondido de forma direta por Otto Alencar, ao reunir as bancadas de federais e estaduais após o anúncio do rompimento de Coronel com o grupo. Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), iniciou o vídeo afirmando que toda a bancada estadual segue com Otto, Jerônimo e Lula na disputa de outubro. Já Sérgio Brito, deputado federal da sigla, também reafirma o apoio a Otto e descreve a legenda como “partido unido, forte e coeso”. (Atualizado às 07h45 para corrigir o nome das emissoras de rádio)
Após a saída do senador Angelo Coronel do PSD, confirmada no último sábado (31), deputados federais e estaduais da sigla se reuniram para reafirmar o apoio ao Senador Otto Alencar, líder do partido na Bahia.
VÍDEO: Após saída de Coronel, bancada do PSD se reúne e declara apoio à Otto
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 2, 2026
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Depois de semanas de indefinição, o senador decidiu deixar a base de Jerônimo para disputar sua reeleição no Senado, já que o ministro da Casa Civil Rui Costa e o senador Jaques Wagner devem compor a chapa majoritária.
Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, inicia o vídeo afirmando que toda a bancada estadual segue com Otto, Jerônimo e Lula na disputa de outubro. Sérgio Brito, deputado federal da sigla, também reafirma o apoio a Otto e descreve a legenda como “partido unido, forte e coeso”.
O deputado Antonio Brito e Charles Fernandes não participaram do vídeo, mas segundo seus correligionários, também estão de acordo.
A vice-prefeita de Salvador e secretária de Cultura, Ana Paula Matos, indicou que vai apoiar a candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará pelo PSDB. Em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (2), durante a reabertura dos trabalhos da Câmara Municipal, ela indicou que deve viajar para o território cearense durante a campanha de Ciro.
“Com certeza, se eu puder, ainda em setembro, nem que seja um bate-volta, eu vou lá, deixar minha energia, dizer ao povo do Ceará como é bom trabalhar com um homem público leal, correto, honesto, inteligente, brilhante. Eu fui a sua companheira de campanha em 2022. Ciro comigo sempre teve uma postura de equilíbrio, de entender o meu papel de mulher. Eu sou pequenininha, quando eu ficava atrás nos eventos ele me puxava”, observou Matos.
Ana relembrou ainda o desejo de Ciro em que ela ficasse responsável por coordenar o seu plano de governo, nas eleições de 2022.
“Ele sempre, quando falava sobre mim, me dizia que eu ajudaria a coordenar o seu plano de governo. Então é um homem inteligente, brilhante e que de fato sabe ficar o da mulher e eu estarei consigo”, completou.
Voltou a viralizar nas redes sociais nesta reta final do mês de janeiro um vídeo gravado em dezembro do ano passado pelo presidente do Missão, o pré-candidato a presidente Renan Santos, com diversos ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), chega a dizer no vídeo que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “tem que morrer”.
No vídeo, Renan Santos acusa o senador e pré-candidato a presidente de corrupção e traição ao movimento. O presidente do Missão afirma que a atuação de Flávio Bolsonaro teria enfraquecido pautas defendidas pelo MBL e favorecido a defesa do Supremo Tribunal Federal.
“Flávio Bolsonaro é um ladrão. Nossa função histórica (do MBL) não é só acabar com a roubalheira e com a esquerda. O traíra tem de morrer. O traíra é Flávio Bolsonaro, ele precisa ser destruído. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro”, disse Renan Santos.
Em outro trecho do vídeo, o fundador do MBL amplia as críticas a Flávio e estende as agressões ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Não há Lava Jato. As ruas foram tomadas pelo culto ao bolsonarismo. Tudo foi entregue ao Supremo Tribunal Federal porque o Flávio Bolsonaro é corrupto, ladrão, vendilhão e fraco. O pai dele, outro fraco, para protegê-lo, entregou tudo ao STF”, afirmou.
As falas de Renan Santos foram rebatidas nas redes sociais por diversos políticos e influenciadores de direita. O ex-vereador por São Paulo, Fernando Holiday, que foi fundador do MBL junto com Renan, repudiou os comentários do presidente do partido Missão, e denunciou o ex-parceiro de movimento ao Ministério Público de São Paulo.
Holiday, que atualmente está no PL, em ofício ao Ministério Público, afirma que Renan Santos atentou contra a vida de Flávio Bolsonaro, e pede que, “diante da gravidade do conteúdo”, sejam abertas investigações. “Nada vai nos impedir de mudar esse país”, diz o ex-vereador em postagem na rede X.
Em uma transmissão em suas redes sociais neste sábado (31), o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, anunciou a sua pré-candidatura a presidente da República pelo DC (Democracia Cristã). Alagoano da cidade de Viçosa, Rebelo tem 69 anos e há pouco tempo rompeu com a esquerda, segmento onde sempre militou na política.
Aldo Rebelo foi deputado federal por seis mandatos, e entre 28 de setembro de 2005 e 31 de janeiro de 2007, presidiu a Câmara. Na sua atuação parlamentar, destaca-se a articulação para a aprovação do Novo Código Florestal Brasileiro.
Em sua carreira, Rebelo assumiu diversos cargos de destaque em governos de esquerda. No primeiro mandato de Lula, entre 2004 e 2005, o deputado do PCdoB se tornou ministro da Secretaria de Coordenação Política, saindo da pasta para concorrer a presidente da Câmara após a renúncia de Severino Cavalcanti.
Já no governo Dilma Rousseff (PT), Aldo Rebelo foi ministro do Esporte de 2011 a 2015. No segundo mandato de Dilma, entre 2015 e 2016, foi ministro de Ciência e Tecnologia e posteriormente, ministro da Defesa, até ela ser afastada pelo processo de impeachment e ser substituída pelo vice, Michel Temer (MDB-SP).
A sua pré-candidatura foi anunciada oficialmente com um discurso voltado ao reequilíbrio entre os Poderes e fortes críticas ao Judiciário. Na live que fez nas redes sociais, Aldo afirmou que o Brasil precisa “remover obstáculos institucionais”.
O pré-candidato a presidente disse ter ‘apreço pessoal por alguns ministros do STF”, mas insistiu que sua crítica não é dirigida às figuras individuais. “Não é um problema pessoal, é um problema institucional”, declarou, argumentando que o STF “não pode ser um poder acima dos demais”.
Rebelo também criticou decisões recentes dos ministros do STF e citou o julgamento do marco temporal como exemplo de conflito entre Judiciário e Legislativo. Aldo lembrou ainda que passou 24 anos na Câmara sem ver contestação ao entendimento original sobre o tema.
Para Aldo Rebelo, o choque entre as decisões dos dois Poderes criou insegurança.
“O Congresso aprovou uma norma, dizendo que o marco temporal estava em vigor, e o Supremo revogou essa norma”, disse, ao afirmar que o país convive hoje com “duas normas contraditórias”.
No ano passado, Aldo Rebelo teve um entrevero com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, (STF), que o ameaçou de prisão por desacato durante depoimento que ele deu como testemunha do processo sobre a trama golpista no governo Jair Bolsonaro (PL).
"Se o senhor não se comportar, vai ser preso por desacato', disse Moraes, depois de pedir que Aldo fosse objetivo e de ouvir como resposta "não admito censura".
"Estou me comportando", respondeu Rebelo a Moraes. Aldo foi chamado para depor como testemunha de defesa do ex-chefe da Marinha Almir Garnier Santos.
O nome do pré-candidato Aldo Rebelo já vem sendo testado nas recentes pesquisas de intenção de voto para as eleições deste ano. Na sondagem a Paraná Pesquisas divulgada nesta semana, o nome de Rebelo foi inserido nos dois cenários apresentados pelo instituto, um com Lula, Flávio Bolsonaro e outros cinco nomes, e outro em que o senador do Rio de Janeiro foi substituído pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
No primeiro cenário, com Lula, Flávio Bolsonaro, Ratinho Jr, Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, Aldo Rebelo aparece na última posição, com 1,1%. No segundo cenário, com os mesmos nomes do primeiro e a substituição de Flávio por Tarcísio, Rebelo continua em último, mas seu índice aumenta para 1,4%.
O DC, partido de Aldo Rebelo, foi fundado em agosto de 1997, inicialmente como Partido Social Democrata Cristão, posteriormente mudando o nome para Democracia Cristã. O partido era presidido até o ano passado por José Maria Eymael, candidato a presidente da República por seis vezes, nas eleições de 1998, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022.
Desde 2025, o Democracia Cristã é presidido pelo ex-deputado federal, João Caldas, alagoano como Aldo Rebelo. João Caldas é pai de João Henrique Caldas (JHC), atual prefeito de Maceió, e esposo da senadora por Alagoas Eudócia Caldas, que assumiu o cargo em dezembro de 2024.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) preferiu, neste sábado (31), não comentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel do PSD e de apoio ao governo do estado. Jerônimo declarou que vai ouvir o líder do PSD no senado, Otto Alencar, antes de emitir uma opinião.
"Eu estou montando ainda a reforma do governo, conversando com os partidos. Como vão ser as montagens das chapas. Eu vou optar por ouvir do senador Otto Alencar, a manifestação dele, para a gente poder tomar as nossas iniciativas", disse ao jornalista Victor Pinto na tarde deste sábado (31).
O governador também afirmou que não discutiu a situação de Coronel com o filho do senador, o deputado federal Diego Coronel, também do PSD e que pode também deixar a legenda.
Questionado sobre a repercussão de uma possível troca na cabeça de chapa para a eleição deste ano, Jerônimo negou as especulações.
"Isso não interessa à gente. O foco é a consolidação do grupo. Estive ontem com Rui Costa, Jaques Wagner, em Jequié, com o prefeito Zé Cocá, em um ambiente positivo para a continuidade da união do grupo, com minha liderança na construção política e como candidato", declarou.
Um dos grandes jargões da política é que “não existe eleição fácil”, mesmo para aqueles já consolidados em seus cargos. Seguindo nessa linha, os deputados estaduais baianos que visam a reeleição projetam um “páreo duro” no pleito de 2026. Segundo os próprios parlamentares, a disputa estaria “inflacionada” pela entrada de fortes candidaturas de ex-prefeitos do interior.
Em diversos relatos colhidos pelo Bahia Notícias, legisladores afirmaram que a eleição ficou “mais cara”, muito em razão do lançamento dessas candidaturas com forte base municipalista. Nas conversas, foi destacado que a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) foi antecipada: alguns gestores, antes mesmo do fim de seus mandatos, já articulavam nomes e apoios para o legislativo estadual.
Em conversa reservada com a reportagem, um deputado experiente classificou a situação como “absurda” e defendeu que as articulações antecipadas deveriam ser investigadas. Segundo ele, a campanha de reeleição será uma “parada dura” para quem já ocupa o cargo.
“É um completo absurdo o que está acontecendo. Isso não existe. Tinha prefeito e ex-prefeito fazendo campanha ostensiva já em 2023”, desabafou o parlamentar.
Nesta quarta-feira (28), em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, a presidente da AL-BA, deputada Ivana Bastos (PSD), também apontou o aumento dos custos de campanha e a complexidade logística como alguns dos principais desafios para a eleição deste ano. Além disso, a parlamentar observou que há uma fragmentação do apoio político nas cidades, ampliando a concorrência entre os candidatos.
“A Bahia é muito grande, a eleição é cara. Às vezes você passa um dia inteiro dentro de um carro ou precisa ir de avião. (...) Hoje o voto se divide muito. Não é mais um prefeito votando em um deputado estadual e um federal. São dois, três deputados estaduais, três federais”, afirmou
O MAPA
O Bahia Notícias contabilizou ao menos 14 ex-prefeitos já confirmados na disputa por uma vaga na AL-BA. Os nomes abrangem desde a Região Metropolitana de Salvador (RMS) e Recôncavo até o Sertão do São Francisco, passando pelo Oeste e o Extremo Sul, alcançando os “quatro cantos do estado”.
Confira os ex-prefeitos confirmados até aqui:
- Carlinhos Sobral (MDB) – Coronel João Sá
- Dr. Pitágoras (PP) – Candeias
- Elinaldo Araújo (União) – Camaçari
- Júlio Pinheiro (PT) – Amargosa
- Juvenilson Passos (PT) – Sento Sé
- Léo de Neco (Avante) – Gandu
- Luciano Pinheiro (PDT) – Euclides da Cunha
- Luizinho Sobral (PP) – Irecê
- Marão (PSD) – Ilhéus
- Quinho (PSD) – Belo Campo
- Rodrigo Hagge (MDB) – Itapetinga
- Silva Neto (PDT) – Araci
- Thiancle Araújo (PSD) – Castro Alves
- Thiago Gileno (PSD) – Ponto Novo
Além destes, há a possibilidade de o prefeito João de Furão (PSD), atualmente no mandato em Conceição da Feira, também disputar o cargo. Outro fator que aumenta a concorrência é a presença de parentes de gestores influentes, como:
- Jânio Júnior: Filho de Jânio Natal (PL), prefeito de Porto Seguro;
- Andrea Castro: Esposa de Augusto Castro (PSD), prefeito de Itabuna;
- Wagner Alves: Marido de Sheila Lemos (União), prefeita de Vitória da Conquista.
EX-PREFEITOS NA AL-BA
Atualmente, a AL-BA já conta com 11 deputados estaduais que já foram chefes do Executivo municipal. Nessa lista, destaca-se a força do PSD, legenda que detém o maior número de prefeituras na Bahia e a segunda maior bancada da Casa, o que sinaliza uma disputa interna intensa na sigla.
Veja os atuais deputados que já foram prefeitos:
- Cafu Barreto (PSD) – Ibititá
- Cláudia Oliveira (PSD) – Porto Seguro
- Eduardo Alencar (PSD) – Simões Filho
- Luciano Ribeiro (União) – Caculé
- Manuel Rocha (União) – Coribe
- Marcone Amaral (PSD) – Itajuípe
- Patrick Lopes (Avante) – Jitaúna
- Ricardo Rodrigues (PSD) – Lapão
- Robinho (União) – Nova Viçosa
- Rogério Andrade (MDB) – Santo Antônio de Jesus
- Zé Raimundo (PT) – Vitória da Conquista
O ex-presidente da AL-BA, deputado Adolfo Menezes (PSD), chegou a ser eleito prefeito de Campo Formoso em 2012. Contudo, ele renunciou o mandato em dezembro do mesmo ano, não chegando a assumir o cargo.
Após uma série de impasses em relação à participação de Angelo Coronel (PSD) na chapa majoritária, o senador falou sobre sua relação com Otto Alencar, senador e presidente do PSD na Bahia. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar nesta sexta-feira (30), na Antena 1, Coronel garantiu que a relação segue firme apesar dos embates.
“Tem mais ou menos uma semana que nós conversamos, não tem nenhuma rusga. Evidentemente Otto prega um apoio diretamente ao PT e eu discordo. Defendo que o PSD, por ser o maior partido da Bahia, tenha espaço na chapa majoritária”, afirmou.
Otto já definiu o apoio à Jerônimo e afirmou que marchará com o atual governador Jerônimo Rodrigues e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. Já Angelo Coronel, mesmo sem definição da participação na chapa, garante que a amizade continue.
“Quanto a Otto Alencar estou tranquilo, a nossa amizade é inabalável. Agora, Otto torce pelo Vitória, eu torço pelo Bahia. Quem está plantando notas para nos afastar, está plantando errado. Da minha parte, continuo na amizade.”
A insistência em tornar pública a chapa “puro-sangue” do PT, formada pelas candidaturas à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner, somada à chegada de Rui Costa como candidato ao Senado, começa a gerar ruído entre partidos da base aliada — e não somente com o PSD. Os socialdemocratas tendem a ficar de fora da chapa com a saída de Angelo Coronel, porém outros aliados seguem sem ser consultados sobre as perspectivas eleitorais de 2026.
Para além das três cadeiras “principais”, há em jogo a vaga de vice, atualmente ocupada por Geraldo Jr. (MDB), e as suplências do Senado — que podem virar vagas temporárias em caso de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, dada as projeções do grupo para vitória conjunta nacional e estadual. São para essas composições que a queixa começa a aparecer, ainda que de maneira discreta.
“Não há alinhamento automático”, confidenciou um aliado que garante ter cadeira cativa nos espaços de debate. Às vésperas dos prazos estabelecidos pelos próprios agentes políticos — no caso, o governador Jerônimo Rodrigues, que traçou o mês de março como marco-limite —, não houve um encontro da base para tratar prioritariamente do pleito de outubro. Segundo o mesmo interlocutor, as informações que chegam são “truncadas” e pela imprensa, sem “conversa olho no olho”.
O ruído atinge desde partidos com maior envergadura até siglas que tradicionalmente ficam à margem de formações majoritárias, mas que convergem quase sempre com o PT. “Defendemos que, antes do Carnaval, haja uma conversa com os partidos. Não dá para postergar mais. Até agora está tudo num círculo muito restrito e não é uma tradição do nosso lado”, completa outro membro da base.
A reclamação não é pública, mas, nos bastidores, é tratada como crescente. Apesar do risco de fratura ser pequeno, qualquer desacerto em uma eleição apertada pode ser decisivo nas urnas. Por essa razão, as fontes ouvidas pelo Bahia Notícias cobram certa agilidade nas discussões, antes que o ruído se torne uma insatisfação mais difícil de ser contornada.
“Não é só o PT que importa”, bradou uma das fontes. Somente petistas estariam participando das discussões, deixando todas os demais partidos excluídos de qualquer conversa. Enquanto o senador Angelo Coronel torna pública uma “batalha” para permanecer candidato à reeleição, outros aliados reclamam em silêncio de estarem escanteados no debate. E nem todos estão devidamente contemplados no governo como o presidente do PSD da Bahia, Otto Alencar, que assegura o apoio ao grupo ainda que o PSD perca espaço na chapa majoritária.
O partido Republicanos e PSOL são os partidos com maior inserção no eleitorado soteropolitano, considerando o número de filiados. É o que apontam as informações obtidas pelo Bahia Notícias junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), com base em dados de 1º de janeiro de 2026. Ambos os partidos concentram a maior parte de suas forças justamente na capital.
O balanço do TRE-BA aponta que, em ano de eleições nacionais e estaduais, a capital baiana representa quase um quinto (1/5) do eleitorado baiano, com 1.926.767 (um milhão, novecentos e vinte seis mil) eleitores. Entre eles, 121.468 mil soteropolitanos possuem alguma filiação partidária, ou seja, tem vínculo comprovado com partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
No que diz respeito aos partidos, foram identificados 50 com filiações em Salvador. O maior deles, em número de filiados, é o Republicanos, com 18.223 eleitores. A sigla, vinculada a Igreja Universal do Reino de Deus, concentra 33,18% dos seus filiados estaduais em Salvador. Com 44 cadeiras na Câmara dos Deputados, é um dos partidos que "lidera" a Casa, na figura do presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na capital baiana, a inserção política se refletiu na eleição de quatro cadeiras na Câmara Municipal de Salvador (CMS) e uma secretaria na gestão municipal.
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Por outro lado, o partido na vice-liderança de filiados é Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que ocupa o outro lado do espectro político. Segundo os dados do TRE-BA, o partido concentra 35,35% de suas filiações na capital baiana, com 15.520 eleitores vinculados. A legenda é parte da oposição política à gestão municipal, hoje ocupada pelo União Brasil e, nesse contexto, possui apenas duas cadeiras no Legislativo municipal. Já na Câmara dos Deputados, o PSOL elegeu 11 parlamentares.
Na sequência, fechando os cinco maiores partidos em Salvador, aparecem os seguintes partidos: Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Progressistas (PP) e Podemos (Pode). No caso do PT, partido com maior inserção política no estado, foram registrados 14.634 filiados em Salvador, que representa apenas 16,58% do total de filiados.
O Partido Progressistas, que possui a segunda maior bancada da Câmara Municipal de Salvador, com cinco cadeiras, tem 10.281 eleitores soteropolitanos filiados, conforme o TRE-BA. Já o Podemos, concentra 9.166 das filiações partidárias em Salvador. Na CMS, o partido tem duas cadeiras, vinculadas à oposição política do governo municipal.
O União Brasil, partido que lidera o governo municipal e com maior representatividade legislativa, com sete nomes na Câmara, ficou em 12° lugar no ranking. O partido possui 4.716 filiados em Salvador e concentra pouco mais de 5,6% de seus filiados estaduais na capital.
Do outro lado do ranking, estão os partidos Unidade Popular (UP/157), Partido da Causa Operária (PCO/110), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU/89), Partido Comunista Brasileiro (PCB/39) e Partido Socialista Cristão (PSC/12).
As portas para a candidatura avulsa de Angelo Coronel (PSD) ligada a base governista parecem não estar abertas. O senador Jaques Wagner (PT), um dos nomes que deve integrar a chapa majoritária, avaliou o cenário atual. Em contato com o Bahia Notícias, o senador apontou como “difícil” a possibilidade do grupo ligado ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) aceitar uma candidatura independente de um partido aliado à gestão estadual.
A possibilidade foi aventada tanto pelo presidente do estadual do PSD na Bahia, senador Otto Alencar, quanto pelo principal interessado na composição, o também senador Angelo Coronel (PSD). A resistência do grupo governista seria justamente pela acomodação de Coronel como “independente”, sendo que o partido ao qual ele é filiado já teria fechado questão quanto ao apoio do partido a reeleição de Jerônimo, quanto ao apoio para mais um mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar de petistas tratarem como remota, a possibilidade de Coronel ser candidato à reeleição pelo PSD contaria com o aval do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. O dirigente aposta na ampliação da bancada do partido no Senado e a saída de Coronel representaria um postulante a menos do PSD para permanecer com uma cadeira.
Outras lideranças petistas na Bahia também tem discutido — e rechaçado — as chances de uma candidatura avulsa ao Senado, formada por um filiado a uma sigla da base aliada, porém em condição de anonimato. “Não existe candidatura independente de partido da base”, sinalizou outro político do PT na Bahia.
Com o debate ocorrendo desde 2025, todos já se posicionaram sobre o tema e um desfecho está próximo. O próprio senador Angelo Coronel comentou sobre a chapa do grupo governista para as eleições de 2026, composta apenas por petistas. O desenho da futura composição inclui o nome do governador Jerônimo Rodrigues, em busca da reeleição, fechando uma chapa “puro-sangue” com três candidatos do PT, com os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos ao Senado Federal. “Boa chapa. Cada partido tem o direito de indicar seus nomes para concorrer a qualquer cargo. Eu não sou PT, sou PSD”, disse Coronel em maio do ano passado.
IMPACTO NACIONAL
A composição da chapa governista tem ganhado novos contornos desde a última terça-feira (27), quando o governador de Goiás Ronaldo Caiado confirmou sua filiação ao PSD. O movimento pode possibilitar que o PSD, mesmo apoiando a reeleição de Lula e Jerônimo, tenha um candidato à presidência no palanque de oposição. “O Kassab liberou nossas bases para que tivéssemos essa independência também, aquele que for escolhido. Por exemplo, eu cito, na Bahia, por exemplo, se lá o PSD estiver vinculado ao governador candidato pelo PT, o candidato nosso estará ali no palanque do ACM Neto”, afirmou o governador do Goiás.
Em entrevista ao site Metrópoles, na manhã desta quinta-feira (29), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que deixará o governo Lula em fevereiro, mas não quis cravar uma data para a sua saída. O ministro tem dito que não pretende se candidatar a nenhum cargo, apenas atuar na campanha do presidente Lula, mas salientou que ainda não há uma decisão tomada sobre seu futuro.
“Eu não posso dar uma data sem combinar com o presidente, mas ele está informado que deixo o governo em fevereiro, com certeza”, afirmou o ministro.
De saída da Fazenda, Fernando Haddad já teria acertado com o presidente Lula o desenho da pasta até o final do ano. O novo ministro da Fazenda será o atual secretário-executivo, Dario Durigan.
Para o posto secretário-executivo, considerado o “número 2”, da Fazenda, o nome colocado por Haddad é o de Rogério Ceron, hoje secretário do Tesouro Nacional. Ceron foi um dos idealizadores do projeto do arcabouço fiscal.
Para o lugar de Ceron no Tesouro Nacional deve ser escolhido um nome da equipe. Já para a Secretaria de Reformas Econômicas, o escolhido seria Regis Dudena, atual secretário de Prêmios e Apostas do Ministério.
A aposta na escolha de nomes que já fazem parte da equipe da Fazenda faria parte de uma estratégia de Lula e Haddad para sinalizarem ao mercado de que não haverá qualquer guinada na política econômica ou fiscal do país.
Na entrevista, Fernando Haddad não quis confirmar se Dario Durigan já estaria confirmado como substituto. Haddad, entretanto, afirmou que Lula conhece toda a equipe econômica e tem confiança em todos os nomes que atuam na pasta.
“O presidente Lula tem muito apreço pela equipe do Ministério da Fazenda. Conhece todos, sabe que cada secretário ali entregou uma agenda importante para o Brasil. O salto de qualidade que tivemos na PGFN, na Secretaria da Receita, a secretaria do Marcos Pinto com as reformas econômicas… [...] então o presidente conhece todo mundo”, disse o ministro.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmam que, no ano eleitoral de 2026, três partidos apresentam maior força em número de filiados no interior da Bahia. Com mais de 80 mil filiados, o Partido dos Trabalhadores (PT), o União Brasil (União) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) se mantiveram como as legendas com os principais números de pessoas engajadas em todo estado.
A Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do Brasil, com uma importância inegável na política nacional e regional. Entre os eleitores, o número de filiados não se destaca nos grandes centros urbanos tanto quanto nas pequenas cidades. Os dados evidenciam ainda um aumento considerável de filiações dos Republicanos, PRD e MDB em pequenos municípios entre 2024 até 2025.
Entre as 15 maiores cidades em número de população do estado, como a própria capital Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Itabuna, a porcentagem desses eleitores com filiações é considerada menor que em outras cidades pequenas.
Entre os menores, ou seja, partidos com menos filiações temos o Partido Missão, Partido Social Cristão e Partido Republicano Progressista (PRP), todos com menos de 20 pessoas. Em seguido, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), a Unidade Popular (UP), o Partido da Causa Operária (PCO) e o antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) também são pequenos e possuem menos de mil filiados.
Já entre os outros 25 dos 30 partidos registrados no TSE, outros menores, porém com milhares de afiliados, é o partido Novo, com 3 mil, seguido pelo partido "O Democrata", antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB).
O top 5 da Bahia é formado por PT, União Brasil, MDB, PRD (Partido Renovação Democrática) e PP (Partido Progressistas). Não muito atrás a lista é completada pelo Podemos, PSB (Partido Socialista Brasileiro), Republicanos, PL (Partido Liberal) e PSD (Partido Social Democrata). Vale lembrar que cada município enfrenta certas particularidades políticas. Veja a lista em ordem dos maiores:
Também é relevante ressaltar que, para considerar o nível de engajamento partidário, não é ideal seguir pela linha do eleitorado baiano total. Afinal, a população que vota é diferente e complexa. Por isso o Bahia Notícias (BN) focou na porcentagem entre os eleitores registrados que são filiados a cada partido, dessa forma sendo mais preciso com a realidade de cada um dos 417 municípios baianos.
Exemplos claros são: Camaçari, Salvador, Vitória da Conquista, Juazeiro, Lauro de Freitas, Itabuna, Ilhéus, Jequié e Alagoinhas são as cidades com maior número de eleitores baianos no total. Todavia, todas essas cidades têm menos de 15% dos eleitores filiados a partidos políticos.
A capital baiana, por exemplo, tem 1.926.767 eleitores. Entre eles, menos de 6% dos eleitores são filiados aos partidos. Portanto, o total chega a cerca de 121 mil filiados. Esse número é impressionante, mas a capital é a sede do poder do estado e possui milhões de pessoas, é necessário considerar o efeito comutativo.
Imagem ilustrativa de filiação partidária | Foto: Reprodução / TRE-BA
Outro caso que chama atenção é o município de Barreiras, no Oeste da Bahia. Mesmo sendo um dos maiores redutos eleitorais do estado, tem baixíssima porcentagem de filiações. Para efeito ilustrativo, o União Brasil tem o maior número de filiados na cidade, 822.
Um valor pequeno para cidade de Barreiras, afinal, a cidade tem 105 mil eleitores, ao todo a somente 6,8% desses possuem filiação partidária (seja em qualquer partido).
O mesmo acontece com a cidade de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. O partido Republicanos é o mais forte em número filiados. Contudo não possui mais que 548 filiados em um município com alto número de eleitores.
Todavia, essas realidades no Oeste baiano não é uma regra na totalidade do interior. Existem cidades em que pelo menos 1 em cada 4 pessoas está filiada a partidos, um valor de pelo menos 25%. É o caso de Jussari, Lajedão e Paripiranga. Nesses locais, os eleitores são muito mais aguerridos, mas isso representa no total menos de 10 mil pessoas filiadas.
Em outras cidades, esse número chega a 1 em 5 eleitores, ou seja, mais de 20% do eleitorado, como Rio do Antônio, Gongogi, Aiquara, Feira da Mata e outras cidades. Para efeito ilustrativo é necessário relembrar que as políticas locais para as eleições são contextos individuais de disputa.
O BN realizou um levantamento em forma de um Mapa, com a porcentagem em cada cidade do estado de eleitores afiliados, em como os partidos mais engajados em cada local, que está acessível no gráfico abaixo:
O Instituto Paraná Pesquisas vai divulgar nesta quinta-feira (29) mais uma simulação sobre a corrida presidencial de 2026. A pesquisa, além de contar simulações de primeiro e segundo turno, ainda avalia a rejeição dos principais presidenciáveis e analisa a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A sondagem projetará dois cenários de primeiro turno. Em um deles, os entrevistados escolherão entre Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ratinho Junior (PSD), Ronaldo Caiado (União), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC). No outro, apenas uma mudança: sai Flávio, entra Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O instituto também apresentará três cenários de segundo turno, todos com a presença do presidente Lula: contra Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ratinho Junior. Os outros dois postulantes a uma candidatura presidencial pelo PSD, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, ficaram de fora das simulações de segundo turno.
No quesito da avaliação pessoal de cada candidato, o Paraná Pesquisas questionou os entrevistados se teriam certeza em votar, se poderiam votar ou não votariam de jeito nenhum nos candidatos Lula, Flávio Bolsonaro, Ratinho Júnior e Tarcísio de Freitas.
Esse levantamento será o primeiro da Paraná Pesquisas em 2026. Em sua última pesquisa do ano passado, o Paraná Pesquisas havia apurado que o presidente Lula aparecia em primeiro lugar em todos os cenários de primeiro turno. Já nas seis simulações de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente, mas empatado tecnicamente, pela margem de erro, com Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Ratinho Junior.
Um dado curioso da nova sondagem do Paraná Pesquisas é que nomes que vinham sendo inseridos anteriormente nos levantamentos entre os postulantes a uma candidatura presidencial, como Michelle Bolsonaro (PL), a senadora Tereza Cristina (PP), o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), foram deixados de fora das simulações. Até mesmo o presidente do Missão, Renan Santos, que vem tendo o seu nome testado em outras pesquisas, foi deixado de fora nos cenários do Paraná Pesquisas.
O trabalho de campo para a realização do levantamento foi feito pelo Paraná Pesquisas entre o último domingo (25) e esta quarta (28). Foram 2.080 entrevistas, com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
A filiação ao PSD do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, não deve levar o partido a realizar prévias para decidir qual será o seu candidato a presidente da República em outubro deste ano. A afirmação foi feita pelo governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), em entrevista nesta quarta-feira (28) ao podcast Warren Política.
Com a chegada de Caiado, o PSD passou a ter três postulantes à candidatura oficial à presidência pelo partido: o próprio Ronaldo, Ratinho Junior e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
“Acho que vai ser muito simples, bem fácil, porque todos aqueles que podem vir a ser candidatos estão desarmados. Porque a gente quer ajudar o Brasil. Aquele que tiver maior capacidade de poder liderar esse processo, de aglutinar bons quadros, bons nomes, eu acho que vai ser tranquilamente aprovado e apoiado por todos os demais”, disse Ratinho Jr. na entrevista.
À CNN, o governador Ronaldo Caiado deu opinião na mesma linha que seu agora colega de partido Ratinho Junior. Caiado descartou a realização de prévias dentro do PSD para escolher o candidato à presidência pela sigla.
“A escolha será feita por um colegiado do PSD com nomes como Gilberto Kassab, Jorge Bornhausen, Guilherme Afif e Andrea Matarazzo”, afirmou o governador goiano.
Questionado sobre a disputa no campo da direita contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Caiado disse que a campanha no primeiro turno será “respeitosa” e que todos estarão juntos no segundo turno.
“Vamos adotar o modelo chileno: uma disputa respeitosa no primeiro turno e todos juntos no 2°”, concluiu o governador de Goiás.
Assim como Caiado, o governador Ratinho Junior também defendeu uma multiplicidade de candidaturas de direita para se debater o país. Ao ser questionado sobre o nome do senador Flávio Bolsonaro para presidente, Ratinho argumentou que a população brasileira não pode ter apenas duas opções de voto.
“É extremamente natural o PL ter candidato, o PSD ter candidato, o MDB daqui a pouco ter candidato. Eu acho que é natural, é do jogo político”, completou Ratinho.
O governador Eduardo Leite também concedeu entrevista nesta quarta (28), ao site R7, mas não chegou a falar sobre o processo de escolha do candidato do PSD. Leite expressou interesse em concorrer à presidência da República pela sigla e destacou o desejo por um novo rumo político-econômico para o Brasil.
“Para mim, política é missão. Conforme a gente vai avançando, fui prefeito, governador, naturalmente que a presidência passa a ser algo possível e até desejado, mas não é sobre atender a minha aspiração individual de ser presidente, e sim de conseguir fazer com que o país encontre um rumo diferente do que eu estou observando hoje”, explicou o governador gaúcho.
Segundo apuração do jornal Opção, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, determinou a criação de uma comissão formada por Ronaldo Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite. O grupo terá a missão de avaliar cenários eleitorais e assessorar o partido na escolha do nome que representará o PSD na disputa pelo Palácio do Planalto.
A comissão também deve atuar na interlocução com outras forças políticas, analisando possíveis alianças e o posicionamento estratégico da legenda no cenário nacional. A expectativa é de que a definição do candidato do PSD ocorra até o dia 15 de abril, embora o anúncio possa ser antecipado a depender do avanço das articulações.
A primeira pesquisa PoderData de 2026 mostra a ampliação de um quadro desfavorável para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na avaliação da população brasileira tanto sobre seu governo quanto na sua atuação pessoal. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (28) revela que aumentou a distância entre a desaprovação e a aprovação do presidente.
Segundo o PoderData, a desaprovação do presidente Lula, que era de 56% no final de dezembro, chegou a 57% agora em janeiro. Já a aprovação do desempenho pessoal do presidente caiu de 35% no mês passado para 34% neste final de janeiro de 2026.
Pelos dados da nova pesquisa, a diferença entre a desaprovação e a aprovação da atuação pessoal do presidente Lula, que era de 19% no final de dezembro, subiu para 23% agora no primeiro mês de 2026. O pior resultado de Lula segue sendo o mês de maio do ano passado, quando a diferença entre desaprovação e aprovação alcançou 28%.
A avaliação que os eleitores fazem do líder petista é pior do que a que fazem do governo Lula como um todo. O levantamento apurou que 53% desaprovam a gestão Lula, enquanto 41% aprovam. A diferença, que era de 10% em dezembro, subiu para 12% agora em janeiro.
Entre os grupos que avaliam de forma positiva o desempenho pessoal de Lula estão as mulheres (35%), pessoas de 16 a 24 anos (41%), moradores da região Nordeste (46%), os que cursaram o ensino fundamental (39%) e os com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos (38%).
Já em meio aos que mais desaprovam o líder petista estão principalmente os homens (59%), pessoas de 25 a 44 anos (60%), moradores do Centro-Oeste (69%), os que cursaram o ensino médio completo (63%) e os com renda familiar maior que 5 salários mínimos (69%).
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 24 a 26 de janeiro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.
Foram 2.500 entrevistas em 111 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
O senador Otto Alencar (PSD) rechaçou a possibilidade de mudança de partido do seu correligionário, Ângelo Coronel para as eleições de 2026. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, nesta quarta-feira (28), o presidente estadual da sigla afirmou que a chegada do pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado ao grupo, não vai influenciar na filiação de Coronel para um partido da oposição baiana.
Segundo Otto, a manutenção da candidatura de Coronel ao Senado Federal ainda será avaliada. De acordo com ele, está sendo analisada a possibilidade da manutenção da aliança PSD e PT nas vagas que vão encabeçar a chapa majoritária.
“Não vai optar nada, zero [possibilidade]. Não vai ter nenhuma mudança não. Quanto ao senador Ângelo coronel ainda está em discussão. Estamos tentando ver se tem a possibilidade da manutenção da aliança, isso se discute desde o ano passado. A convenção de 2026 é em julho, nós vamos ter que esperar e aguardar um pouco ainda, é só isso”, disse.
O senador comentou ainda que a chegada de Caiado não vai impactar e influenciar na orientação e apoios políticos de prefeitos do interior e de deputados da sigla.
“Não altera absolutamente nada. Converso com prefeitos e ex-prefeitos todos os dias, com deputados estaduais e federais e não vai alterar nada. Os prefeitos têm um alinhamento conosco e com o governo de muito tempo. Pode haver uma outra dissidência. Porém, é muito difícil. Todos estão alinhados, tenho conversado com todos eles, são aliados de mais de 30 anos, que estão comigo e que trabalham conosco e tem essa linha de seguir nossa orientação. Não vejo possibilidade de mudança não”, observou.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira que já comunicou a provável saída do União Brasil e que está em negociação com outras siglas para viabilizar sua candidatura à Presidência da República nas eleições de outubro.
Segundo Caiado, a decisão de deixar o partido está ligada à falta de apoio interno ao seu projeto eleitoral. Ele reforçou que não abre mão da candidatura e que mudará de legenda caso não tenha respaldo político. O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o secretário-geral da sigla, ACM Neto, já teriam sido informados sobre a decisão. A declaração foi dada em entrevista à rádio Novabrasil.
“É algo a ser resolvido nos próximos dias”, afirmou o governador, acrescentando que as conversas com outros partidos estão em andamento. Apesar disso, Caiado preferiu não revelar quais legendas estão sendo procuradas para uma possível filiação.
Nos bastidores, pesa o possível apoio do União Brasil à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). No início do mês, o parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou que Antônio Rueda é entusiasta de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Um encontro no final da última de semana está movimentando os bastidores da política baiana. Em um evento reservado, com a presença de amigos em comum, o senador Angelo Coronel (PSD) e o filho deputado federal Diego Coronel (PSD) estiveram com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) e o prefeito Bruno Reis (União), onde teriam dialogado sobre uma eventual aproximação nas eleições futuras.
O Bahia Notícias apurou com interlocutores ligados aos dois grupos que o encontro não foi marcado com o propósito de debater sobre a relação política. O evento teria sido promovido por uma pessoa em comum com os políticos, mais precisamente no extremo-sul da Bahia. Apesar disso, o tema eleitoral esteve em debate, mesmo que em tom de brincadeira.
“Foi uma conversa descontraída. Nenhum aprofundamento sobre a relação política, apenas sobre cenários gerais”, confidenciou uma liderança presente no encontro.
Sem debater sobre migração, apoio ou mudanças partidárias, o encontro também contou com um momento cômico. Em dado momento, um dos participantes teria disparado que Coronel estaria sendo “rifado pelos petistas”, já que tanto o senador Jaques Wagner (PT) e o ministro Rui Costa (PT) indicam que ocuparão os espaços ao Senado. Com isso, logo após, diversos presentes “convocaram” o ex-prefeito de Salvador ACM Neto para comentar sobre o tema ao lado de Coronel. O riso teria vindo de ambos os grupos — até porque a expressão utilizada no momento não seria publicável na imprensa.
O endosso a chegada de Coronel já foi feito publicamente por Bruno Reis, que indicou que o grupo está “aberto ao diálogo”. “Temos toda disposição de conversar e tentar construir uma parceria. Temos já uma relação e parcerias pretéritas que nos permitem construir planos”, afirmou.
Já ACM Neto também reforça que o “espaço segue aberto” para diálogo com Coronel. “Nunca escondi nossa disposição em dialogar. Entretanto, eu não posso tratar isso no campo da especulação. Só tenho condições no momento que houver uma real sinalização de que o senador não vai caminhar no projeto de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues”, ponderou.
CHAPA DA OPOSIÇÃO
A definição sobre a composição da chapa majoritária ligada a oposição ainda segue com pontos indefinidos. Mesmo com ACM Neto já reforçando sua pré-candidatura e uma das vagas com o indicativo de ocupação do ex-ministro da Cidadania João Roma (PL). A cadeira de vice e o outro posto ao Senado seguem sem confirmações.
A segunda vaga para o Senado teria como preferido por ACM Neto o atual senador Angelo Coronel, porém o movimento ainda não foi definido. O Republicanos, partido da base aliada do ex-prefeito, tem afirmado através do presidente da legenda, deputado federal Márcio Marinho, que não “renunciará a indicar um nome para uma das vagas”. Entre os postulantes estão o próprio Márcio Marinho e o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo.
Já para compor a vice, a ideia seria disponibilizar o espaço para um nome “do interior”. O arranjo passa pela ideia de ampliar a atuação da chapa por territórios com menor adesão do grupo político. Alguns nomes foram cotados, incluindo o do deputado federal Ricardo Maia (MDB), o prefeito de Jequié Zé Cocá (PP), além do prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo (União). Os dois primeiros, inclusive, deram demonstrações públicas de estarem ao lado do projeto de reeleição de Jerônimo Rodrigues, enquanto Zé Ronaldo segue com sinais mais dúbios.
O deputado federal Léo Prates (PDT) comentou, nesta segunda-feira (26), a saída do PDT após o provável rompimento da legenda com o grupo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). A declaração aconteceu na inauguração do viaduto Zé Linhares, entrega que ele acompanhou ao lado de mais dois representantes da Câmara: Rogéria Santos (Republicanos) e Márcio Marinho (Republicanos).
Questionado sobre a migração do PDT, o deputado confirmou que manterá o apoio ao candidato a governador e deve deixar o partido. Na ocasião, ele sinalizou o alinhamento com o Republicanos.
"Sairei com o coração partido, mas, por amigos, irei pro Republicanos. O vereador Luiz Carlos é meu parceiro. O presidente Hugo Mota me abraçou, me dá espaço na Câmara. Se eu fiz um ano de 2025 bom, foi graças a ele e ao meu partido. Eu acho que esse namoro vem desde 2016. Republicanos é um partido que eu gosto. Gosto de Márcio Marinho", afirmou o deputado.
Prates defendeu a presença de Márcio Marinho para compor a chapa majoritária da oposição nas eleições de 2026. Para ele, o bispo deve estar no grupo.
"Acho ele um dos grandes homens públicos, mas claro que defendo a liberdade de Neto de fazer a melhor escolha. Mas se eu puder opinar e minha voz for escolhida, com certeza Márcio Marinho estará presente na chapa", endossou o deputado.
Apesar da provável saída, o parlamentar deixou clara a vontade de trazer seu atual partido de volta à base do candidato a governador.
"ACM Neto gostaria muito de contar com todas as forças que querem sonhar com uma Bahia melhor, mas depende do PDT. Assim como o PDT sabe que, por princípio, eu faço parte do grupo político de ACM Neto", completou.
O ex-prefeito de Juazeiro, no Sertão do São Francisco, Isaac Carvalho, anunciou apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), pré-candidato ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Ao justificar a decisão, Isaac avaliou que a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem frustrado as expectativas da população baiana, ao adotar, segundo ele, uma condução centralizadora e com pouco diálogo com lideranças regionais. O fato foi também noticiado pelo Rede GN, parceiro do Bahia Notícias,
De acordo com Isaac Carvalho, o atual governo estadual tem enfrentado dificuldades na articulação política e na manutenção de sua base aliada em diversos municípios. Ele também apontou indicadores considerados preocupantes nas áreas de segurança pública, geração de empregos e educação.
Durante o anúncio, Isaac fez questão de agradecer ao presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar (PSD), a quem classificou como “sempre muito correto conosco”. O ex-prefeito também agradeceu ao senador Ângelo Coronel (PSD) e ao deputado federal Diego Coronel (PSD).
Isaac Carvalho é considerado uma das principais lideranças da esquerda em Juazeiro e na região do Vale do São Francisco. Ele exerceu dois mandatos como prefeito pelo PCdoB e, posteriormente, filiou-se ao PT. “Não faz sentido a continuidade do atual governo. Existe um sentimento claro de mudança na Bahia, e ACM Neto reúne experiência administrativa, capacidade de diálogo e compromisso com o futuro do nosso estado, para restaurar a esperança do nosso povo”, afirmou Isaac.
Na mesma ocasião, Carvalho e os deputados do PSDB, Adolfo Viana (federal) e Jordávio Ramos (estadual), convidaram ACM Neto para participar do carnaval antecipado de Juazeiro, programado para a próxima sexta-feira (30). O pré-candidato ao governo confirmou presença e informou que, no mesmo dia, concederá entrevista coletiva à imprensa.
O vereador de Salvador, Alexandre Aleluia (PL), reafirmou sua intenção de migrar de partido e concorrer ao cargo de deputado federal pelo Novo, legenda liderada por seu pai, José Carlos Aleluia, na Bahia. Em entrevista neste sábado (24), em Salvador, durante evento ao lado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Aleluia destacou que quer “contribuir com Brasília”.
“Sou pré-candidato a deputado federal, tenho vontade realmente de contribuir, poder contribuir em Brasília e agora eu quero ser candidato pelo partido novo. Então, para isso eu preciso migrar para o partido, mas afirmo que a minha vontade é total”, afirma.
Segundo ele, os desafios para a mudança é garantir um entendimento junto ao Partido Liberal. “É o entendimento. Tem um tempo ainda, a gente tem até o final de março para fazer essa migração. O entendimento com o meu partido atual, que é o PL. Mas eu acredito que isso irá amadurecer até o final de março”, conclui.
O deputado federal da Bahia, José Carlos Aleluia (Novo), destacou que a conquista de ao menos duas cadeiras nos parlamentos é a prioridade do Partido Novo na Bahia. Em entrevista neste sábado (24), em Salvador, durante evento ao lado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Aleluia reafirmou sua pré-candidatura ao governo do Estado e definiu os objetivos para a disputa eleitoral em outubro.
“Nós estamos com a chapa, botando a chapa para deputados estaduais e uma chapa para deputados federais. É fundamental que o partido consiga contribuir para a consolidação do partido novo no Brasil. Para isso nós vamos trabalhar para termos um ou dois deputados federais, um ou dois deputados estaduais. Essa é a nossa prioridade”, afirma o parlamentar.
Segundo Aleluia, o partido também vai manter a chapa majoritária, incluindo um candidato ao Senado Federal. “Olha, nós estamos montando, até porque, nós temos que esperar a janela [partidária]. A janela vai se abrir agora depois do Carnaval. E tem, por exemplo, o caso do Alexandre [Aleluia, vereador de Salvador pelo PL], que só concorrerá a deputado federal, se for pelo Partido Novo”, completa.
O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) negou que a direita brasileira esteja “fragmentada” para a disputa eleitoral deste ano. Em entrevista coletiva neste sábado (24), em Salvador, o governador mineiro destacou que a multiplicidade de candidatos deve funcionar como uma estratégia coletiva para atração de votos em um possível segundo turno.
“A direita não está fragmentada. A direita tem vários candidatos e isso, ao contrário do que se imagina, a fortalece. Mais candidatos pela direita significa mais votos para a direita e no segundo turno nós estaremos todos juntos”, sucinta o representante do Partido Novo.
Ele explica que as variadas candidaturas de governadores seguem o princípio de atrair votos para o campo nos principais estados, minando possíveis votos do presidente Lula, que hoje representa a principal figura eleitoral dos partidos de centro-esquerda.
“Então essa questão que a direita precisa ter um candidato é lorota. Não é verdade. Se eu for candidato em Minas, com certeza, vou levar mais votos do que outro. Em Goiás, o governador de lá [Ronaldo Caiado, do União Brasil], a mesma coisa. No Paraná, a mesma coisa. Então isso significa mais votos e esses votos irão para o segundo turno”, explica.
Zema conclui dizendo que “essa é a visão de todos que acompanham a eleição”. Assim, “um candidato a mais significa votos a mais e não a menos”, finaliza.
A primeira pesquisa nacional de 2026 do instituto capixaba Cidades/Futura, divulgada nesta quinta-feira (22), revelou um resultado diferente de outras divulgadas há poucos dias. A pesquisa Futura apresenta diversos cenários de disputa apertada entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em primeiro turno, mas com liderança do senador do Rio de Janeiro nas simulações de segundo turno.
Em cinco dos seis cenários estimulados apresentados pelo instituto Futura para primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, levando-se em conta uma margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. No sexto cenário, há vantagem para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o presidente Lula.
Nos cenários de segundo turno levantados pelo instituto, Lula perderia para Flávio Bolsonaro e também para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O presidente empata tecnicamente com o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD).
Em outros cenários, o governador Ronaldo Caiado (União), de Goiás, venceria apenas Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul. Por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro vence Ratinho Junior, Zema e Leite, e empata tecnicamente com Tarcísio.
Considerando o primeiro turno, foi feita uma pergunta para resposta espontânea (quando os nomes não são apresentados previamente para escolha do eleitor) e seis cenários estimulados (quando são mostrados os nomes, entre os quais o entrevistado deve escolher). Confira abaixo os cenários de primeiro turno:
Pesquisa espontânea
Lula (PT): 31,1%
Flávio Bolsonaro (PL): 19,9%
Jair Bolsonaro (PL)*: 4,8%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 2,4%
Eduardo Bolsonaro (PL): 1,7%
Ratinho Junior (PSD): 1,6%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 0,8%
Renan Santos (Missão): 0,7%
Romeu Zema (Novo): 0,4%
Ciro Gomes (PSDB): 0,4%
Outros: 2,6%
Ninguém/Branco/Nulo: 5,8%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 27,8%
Cenário 1
Lula (PT): 37%
Flávio Bolsonaro (PL): 33,3%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 10,5%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%
Romeu Zema (Novo): 2,6%
Renan Santos (Missão): 1,2%
Aldo Rebelo (DC): 0,5%
Ninguém/Branco/Nulo: 6,6%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 5,3%
Cenário 2
Lula (PT): 35,4%
Flávio Bolsonaro (PL): 34,3%
Ratinho Junior (PSD): 9,1%
Romeu Zema (Novo): 4,4%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 3,7%
Renan Santos (Missão): 1,7%
Aldo Rebelo (DC): 0,6%
Eduardo Leite (PSD): 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 7%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 3,7%
Cenário 3
Flávio Bolsonaro (PL): 39,4%
Lula (PT): 36,3%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 4,9%
Romeu Zema (Novo): 4,8%
Eduardo Leite (PSD): 3,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 8,4%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 3,0%
Cenário 4
Lula (PT): 37,5%
Flávio Bolsonaro (PL): 35,1%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 14,8%
Renan Santos (Missão): 2,7%
Ninguém/Branco/Nulo: 6,8%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 3,2%
Cenário 5
Flávio Bolsonaro (PL): 39,6%
Lula (PT): 38%
Ratinho Junior (PSD): 11%
Renan Santos (Missão): 2,3%
Ninguém/Branco/Nulo: 6,8%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 2,4%
Cenário 6
Flávio Bolsonaro (PL): 43,8%
Lula (PT): 38,7%
Eduardo Leite (PSD): 4,2%
Renan Santos (Missão): 2,8%
Ninguém/Branco/Nulo: 7,5%
Não souberam/Não responderam/Indecisos: 2,9%
Pesquisa simulou possibilidades de segundo turno para presidente
Para o levantamento a respeito da intenção de voto dos brasileiros no segundo turno, o instituto 100% Cidades simulou 11 cenários. Foi apresentado aos entrevistados um cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, além de outros cinco cenários com a presença de Lula e mais cinco cenários com a presença de Flávio Bolsonaro.
Veja abaixo os resultados dos cenários de segundo turno:
Flávio Bolsonaro 48,1% x 41,9% Lula
Tarcísio de Freitas 46,1% x 41,3% Lula
Ratinho Junior 44,8% x 41,2% Lula
Ronaldo Caiado 42,0% x 41,8% Lula
Lula 42,8% x 40,5% Romeu Zema
Lula 41,9% x 37,3% Eduardo Leite
Flávio Bolsonaro 37,5% x 34,7% Tarcísio de Freitas
Flávio Bolsonaro 42,4% x 30,2% Ratinho Junior
Flávio Bolsonaro 45,0% x 25,7% Ronaldo Caiado
Flávio Bolsonaro 44,7% x 24,6% Romeu Zema
Flávio Bolsonaro 47,2% x 25,9% Eduardo Leite
A pesquisa 100% Cidades/Futura ouviu dois mil entrevistados entre os dias 15 e 19 de janeiro de 2026. A pesquisa teve custo de R$ 160 mil, pagos com recursos próprios da Futura Pesquisas e Assessorias Ltda. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-08233/2026.
“Ou superamos o passado ou não teremos futuro”. A afirmação foi feita pelo ex-presidente Michel Temer, em entrevista à edição da revista Veja que chegou nesta sexta-feira (23) às bancas. A frase de Temer se refere à polarização que domina a política brasileira.
“No meu tempo havia oposição, mas não havia essa radicalização de posições”, colocou o ex-presidente. Superar o passado, segundo ele, é a única receita para o Brasil sair do “atoleiro político” em que se encontra hoje.
À revista, o ex-presidente defendeu a construção de um pacto político contra a polarização. Michel Temer afirma que o eleitor brasileiro está cansado da disputa entre Lula e Bolsonaro, e diz acreditar que a alternativa aos dois passa pela moderação.
“É um momento em que os candidatos podem lançar projetos para o país. Se isso acontecesse, ao invés da disputa Lula e Bolsonaro, teríamos uma disputa de projetos para chegar ao poder. Essa pregação parece de certa ingenuidade, eu sei, mas não é. O ideal seria o centro e a centro-direita terem um programa para o país para se opor a outro programa, e daí nós melhoramos as relações políticoeleitorais-administrativas no país”, explica o ex-presidente.
Michel Temer diz à Veja que já foi procurado pelos governadores que pretendem disputar a Presidência, e teria dado a eles essa sugestão. Há pelo menos quatro atuais governadores que demonstram intenção de se candidatar em outubro: Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União), Romeu Zema (Novo) e Ratinho Jr. (Paraná).
“Qualquer um deles que vier a ser candidato representa muito adequadamente o meu pensamento. O eleitorado está cansado dessa disputa de nome contra nome”, concluiu Temer.
O ex-presidente também foi questionado se a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderia ser um fato de união da centro-direita. Para Temer, se Fávio chegar a um segundo turno, o nome dele acabará sendo uma opção natural do centro, da centro-direita e da “direita radical”.
A revista Veja perguntou ainda ao ex-presidente Michel Temer se ele se incomoda com declarações do presidente Lula o chamando de “golpista”. Temer disse que Lula faz isso para agradar a militância, mas mostrou não gostar do tratamento que lhe é dispensado.
“Conheço bem o presidente Lula. Sempre me dei muito bem com ele e ele comigo. Mas ele faz isso para agradar a uma ala do PT. Não deveria fazê-lo. Muita gente diz que, como fizemos grandes reformas, como recuperamos as estatais, como reduzimos juros, como recuperamos o PIB, como reduzimos inflação — se foi golpe, foi golpe de sorte. Não me incomodo minimamente mais com isso. Compreendo essas coisas e, com toda a franqueza, fico acima dessas palavras inteiramente inadequadas”, disse Michel Temer.
Aliados de Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência do Brasil pelo União, e lideranças bolsonaristas, apontaram a possível desistência do governador de Goiás na disputa das eleições nacionais em 2026.Segundo o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, interlocutores indicaram que o gestor estadual ainda não sinalizou de forma claro a desistência. Porém, ele estaria sendo aconselhado a recuar, já que não conseguiu pontuar com destaque nas pesquisas.
Na ala bolsonarista, a desistência do governador goiano teria ficado mais explicita depois de um arranjo entre o PL do estado com o deputado federal Gustavo Gayer e vereador da capital de Goiás, Major Vitor Hugo para a disputa do governo estadual.
Segundo a coluna, Gayer e Hugo declararam uma “guerra” interna pela vaga de candidato ao Senado. Ambos desejam concorrer a vaga de senador, sendo candidatos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os dois também divergiam em relação à disputa ao governo. Gayer defendia apoio ao senador Wilder Moraes (PL-GO), enquanto Hugo queria aliança com o atual vice-governador, Daniel Vilela (MDB), apoiado por Caiado.
No entanto, os dois chegaram a um acordo. Com isso, o PL iria caminhar para apoiar Vilela ao governo. Bolsonaristas acredita que o consenso seria a motivação para que Caiado desistisse de concorrer ao Planalto e apoiasse Flávio Bolsonaro.Ronaldo usaria o acordo como argumento de que estaria desistindo da candidatura em troca do apoio do PL aos seus aliados em Goiás.
Nessa configuração, Caiado seria candidato ao Senado na chapa que Gayer.
O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), reafirmou publicamente que não pretende deixar o cargo para disputar as eleições deste ano. A declaração ocorre em um momento de intensa movimentação nos bastidores da política baiana, motivada por uma reunião entre o gestor e o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), realizada na última segunda-feira (20), em Salvador.
As especulações sobre uma possível composição de chapa ganharam força após o encontro. No entanto, durante evento de apresentação do balanço das ações da Secretaria de Saúde referentes ao ano de 2025, o prefeito foi enfático ao ser questionado sobre suas pretensões eleitorais e a relação com o ex-ministro da Integração Nacional. As informações foram confirmadas pelo Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias.
José Ronaldo fundamentou sua decisão na promessa feita durante o período eleitoral. "No meu horário eleitoral, eu disse que, se fosse eleito, ficaria o mandato inteiro. E eu vou cumprir", diz o prefeito, assegurando que pretende ocupar a cadeira do Executivo municipal até o final de 2028.
Embora o encontro com Geddel Vieira Lima tenha sido interpretado por analistas como um movimento de articulação, a postura oficial de José Ronaldo busca encerrar os rumores de uma desincompatibilização precoce. Enquanto o governo federal projeta a saída de diversos ministros para a disputa eleitoral de abril, o cenário em Feira de Santana, segundo o próprio gestor, permanece focado na continuidade administrativa.
Apesar de ganhar de todos os seus adversários nas simulações de primeiro e segundo turnos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui rejeição maior do que outros 13 nomes de pretensos candidatos a presidente ou políticos de expressão nacional. A rejeição de Lula só não é maior do que a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O resultado foi apurado pela primeira pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de intenção de votos. O levantamento, que contou com mais de cinco mil entrevistados, foi divulgado nesta quarta-feira (21).
Um total de 49,7% dos entrevistados da AtlasIntel/Bloomberg disse que não votaria de jeito nenhum no presidente Lula nas eleições de outubro de 2026. Esse patamar só é menor do que os 50% que afirmam que não votariam de jeito nenhum em Jair Bolsonaro, que está inelegível.
Na sequência, o nome mais rejeitado pelos eleitores é o do senador Flávio Bolsonaro (PL), indicado pelo pai, Jair Bolsonaro, para ser o principal candidato do segmento da direita. Um total de 47,4% afirmam que não votariam no senador do PL de jeito nenhum.
Confira abaixo a lista completa da rejeição aos presidenciáveis e outros políticos de expressão nacional:
Jair Bolsonaro (PL) - 50%
Lula (PT) - 49,7%
Flávio Bolsonaro (PL) - 47,4%
Renan Santos (Missão) - 45,6%
Michelle Bolsonaro (PL) - 44,9%
Nikolas Ferreira (PL) - 44,7%
Ciro Gomes (PSDB) - 43,4%
Romeu Zema (Novo) - 42,1%
Eduardo Leite (PSD) - 41,7%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 41,1%
Ronaldo Caiado (União) - 40,7%
Ratinho Jr. (PSD) - 39,9%
Fernando Haddad (PT) - 36,9%
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.418 eleitores, entre os dias 15 a 20 de janeiro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
Em um quadro parecido com o que já havia sido apresentado pela Genial/Quaest na semana passada, a primeira pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de 2026, divulgada nesta quarta-feira (21), da mesma forma mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de todos os seus adversários. Pelo levantamento, Lula ganha tanto no primeiro quanto nas simulações de segundo turno.
Para o primeiro turno, a AtlasIntel/Bloomberg testou cinco cenários, com diferentes listas de adversários. No primeiro deles, foram inseridos os nomes de praticamente todos os que são pretensos candidatos, e mesmo assim Lula alcançou 48,4%. Neste primeiro cenário, o mais surpreendente foi o crescimento de Renan Santos, do Missão.
Lula (PT) - 48,4%
Flávio Bolsonaro (PL) - 28%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 11%
Renan Santos (Missão) - 2,9%
Ronaldo Caiado (União) - 2,9%
Ratinho Jr. (PSD) - 1,7%
Romeu Zema (Novo) - 1,7%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Voto branco/nulo - 2,1%
Não sei - 0,3%
Nos cenários seguintes, alguns nomes ora são retirados, ora são colocados de volta. Em todos eles, o presidente Lula lidera, e a menor diferença foi em um eventual embate com o candidato Flávio Bolsonaro, do PL.
Confira abaixo os quatro outros cenários de disputas em primeiro turno, conforme a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg.
Cenário 2
Lula (PT) - 48,9%
Flávio Bolsonaro (PL) - 35%
Ronaldo Caiado (União) - 4,39%
Renan Santos (Missão) - 3,4%
Ratinho Jr. (PSD) - 2,8%
Romeu Zema (Novo) - 2,8%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Voto branco/nulo - 1,5%
Não sei - 0,4%
Cenário 3
Lula (PT) - 48,5%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 28,4%
Ronaldo Caiado (União) - 5%
Ratinho Jr. (PSD) - 3,9%
Romeu Zema (Novo) - 3,9%
Renan Santos (Missão) - 3,2%
Aldo Rebelo (DC) - 1,1%
Voto branco/nulo - 5%
Não sei - 1,1%
Cenário 4
Lula (PT) - 48,4%
Michelle Bolsonaro (PL) - 30,9%
Ronaldo Caiado (União) - 11,3%
Renan Santos (Missão) - 3,9%
Eduardo Leite (PSD) - 1,7%
Aldo Rebelo (DC) - 0,7%%
Voto branco/nulo - 2,8%
Não sei - 0,5%
Cenário 5
Lula (PT) - 48,8%
Ronaldo Caiado (União) - 15,2%
Romeu Zema (Novo) - 11,4%
Ratinho Jr. (PSD) - 9,4%
Renan Santos (Missão) - 3,9%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Voto branco/nulo - 8,1%
Não sei - 2,2%
Nas simulações de segundo turno apresentadas aos entrevistados da AtlasIntel/Bloomberg, o presidente Lula teria vantagem de quatro a 25 pontos contra os nomes de adversários que podem disputar eleições. A Atlas chegou a simular uma disputa entre o líder petista e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apesar de ele estar inelegível. De acordo com as simulações Lula marcaria 49% dos votos totais contra praticamente todos os adversários.
Confira abaixo os cenários de segundo turno da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg:
Lula 49 x 46 Jair Bolsonaro
Lula 49 x 45 Tarcísio de Freitas
Lula 49 x 45 Michelle Bolsonaro
Lula 49 x 45 Flávio Bolsonaro
Lula 49 x 39 Ronaldo Caiado
Lula 49 x 39 Romeu Zema
Lula 49 x 39 Ratinho Jr.
Lula 48 x 23 Eduardo Leite
Uma outra simulação de primeiro turno feita pela AtlasIntel/Bloomberg retirou o nome do presidente Lula e o substituiu pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O instituto fez duas simulações de disputa, uma delas com o governador Tarcísio de Freitas e outra com Flávio Bolsonaro. Confira os resultados.
Cenário 1 (sem Lula)
Fernando Haddad (PT) - 41,5%
Flávio Bolsonaro (PL) - 35,4%
Ronaldo Caiado (União) - 5,2%
Renan Santos (Missão) - 3,4%
Romeu Zema (Novo) - 3,3%
Eduardo Leite (PSD) - 2,6%
Aldo Rebelo (DC) - 1,1%
Voto branco/nulo - 6,3%
Não sei - 1,1%
Cenário 2 (sem Lula)
Fernando Haddad (PT) - 42%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 28,9%
Ronaldo Caiado (União) - 5%
Ratinho Jr. (PSD) - 4,9%
Romeu Zema (Novo) - 3,8%
Renan Santos (Missão) - 3,6%
Aldo Rebelo (DC) - 0,7%
Voto branco/nulo - 9,5%
Não sei - 1,6%
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.418 eleitores, entre os dias 15 a 20 de janeiro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
“Quem bate em mulher, não precisa votar em mim”. A afirmação foi feita nesta terça-feira (20) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao participar de evento na cidade gaúcha de Rio Grande, para assinatura de contratos de construção de navios gaseiros, empurradores e barcaças.
Além de dizer que não quer os votos de homens que cometerem violência doméstica, Lula reiterou o compromisso do seu governo com o combate à violência cometida contra a mulher.
“Quem tem que evoluir somos nós, homens. Portanto, eu assumi essa luta, estamos fazendo um pacto nacional contra a violência contra a mulher. E eu vou dizer o seguinte, quem bate em mulher, não precisa votar em mim”, reforçou o presidente.
O discurso de Lula no dia em que foi divulgada uma triste estatística no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou um novo recorde de feminicídios em 2025, com ao menos 1.470 ocorrências em todo o país.
Os registros de 2025 superam os 1.459 contabilizados em 2024 (um aumento de ao menos 0,41%) e são os maiores em dez anos. Os dados, entretanto, ainda devem subir, uma vez que Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo ainda não enviaram os dados referentes aos crimes de dezembro.
Segundo disse Lula, a orientação dada pelo Palácio do Planalto é que todos os ministros de Estado abordem o tema durante seus discursos nas solenidades futuras.
“Quem tem que lutar contra o feminicídio não é a mulher, é o homem. Ele que é agressivo. Cada ministro meu sabe que em cada discurso a partir de agora, tem que falar da violência contra a mulher”, afirmou.
Na sua fala no evento, Lula se dirigiu diretamente às mulheres presentes, e pediu para que estudem, a fim de evitar que a violência seja perpetuada por motivos financeiros.
“Vocês não podem viver com alguém a troco de um prato de comida ou de um aluguel. Vocês têm que ser independentes. O homem não te respeita, se você for subserviente, se você ficar esperando que ele dê R$ 10 reais para comprar algo. É importante que o homem saiba que a mulher mora com ele porque gosta dele, não porque depende dele”, disse o presidente.
O evento, que contou com a presença do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi realizado no Estaleiro Ecovix na cidade de Rio Grande. As contratações assinadas nesta tarde são parte do Programa Mar Aberto, que busca incentivar a indústria naval e offshore brasileira.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que concorra ao Senado no estado do Paraná. A saída da ministra até o final de março já era esperada, mas para se lançar como candidata à Câmara dos Deputados.
Gleisi Hoffmann, de acordo com a “Folha”, ainda não teria se decidido pela candidatura ao Senado, que a levaria a uma disputa difícil. Pesquisas divulgadas no final do ano passado mostraram Gleisi perdendo para nomes como o atual governador, Ratinho Jr. (PSD), do ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) e do deputado Filipe Barros (PL).
Mesmo que não concorra ao Senado, Gleisi Hoffmann será mais uma do grupo de 25 ministros que deixarão seus cargos no governo Lula de janeiro até o final de março. O prazo para desincompatibilização de ministros termina em 6 de abril de 2026, seis meses antes do primeiro turno.
A exigência da desincompatibilização está prevista na Lei Complementar nº 64/1990, que busca impedir o uso da máquina pública em benefício eleitoral.
A lista dos cerca de 25 que devem entregar seus postos na Esplanada dos Ministérios será inaugurada pelo titular da Fazenda, Fernando Haddad. Ainda sem data definida para sair, Haddad vem afirmando que pode sair até o final de janeiro, e já preparou seu substituto, o atual secretário-executivo, Dario Durigan.
O ministro da Fazenda, entretanto, a princípio não sairá do governo para concorrer a algum cargo eletivo em outubro deste ano. Em entrevista nesta segunda (19) ao Portal Uol, Fernando Haddad afirmou que não pretende se candidatar e manifestou o desejo de “discutir um projeto de país no cenário internacional”, além de fazer campanha pelo presidente Lula.
Outro ministro que deve deixar o seu cargo, mas que não pretende ser candidato nas eleições de outubro é o titular da Educação, Camilo Santana. Cotado nos últimos dias para ser até mesmo candidato a vice-presidente na chapa de Lula, o ministro da Educação negou que tenha pretensões de se eleger, e garantiu que vai deixar a pasta para trabalhar pela reeleição do presidente e também do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).
O grupo dos ministros que pretendem sair, mas que não devem se candidatar é reforçado ainda pelo titular da Defesa, José Múcio. O ministro já manifestou por diversas vezes o seu desejo de sair, mas ficou mais um tempo para atender a um pedido do presidente Lula.
Outra pasta que deve ter a saída do seu titular é a do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ocupada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Apesar de ter seu nome cotado para disputar o governo de São Paulo, Alckmin por enquanto ainda está garantido para repetir a dobradinha com Lula nas urnas deste ano.
Do restante do grupo, existem ministros que devem deixar a Esplanada dos Ministérios para concorrer a governos estaduais, outros para disputar uma vaga ao Senado, e ainda há aqueles que tentarão uma cadeira na Câmara dos Deputados. Confira abaixo para concorrer a quais cargos os ministros deixarão o governo:
Possíveis candidatos a governos estaduais
Renan Filho (MDB), ministro dos Transportes, em Alagoas;
Márcio França (PSB), ministro do Empreendedorismo, em São Paulo.
Possíveis candidatos ao Senado
Simone Tebet (MDB), Planejamento e Orçamento, por Mato Grosso do Sul ou São Paulo;
Anielle Franco (PT), Igualdade Racial, pelo Rio de Janeiro;
Marina Silva (Rede), Meio Ambiente, por São Paulo;
Alexandre Silveira (PSD), Minas e Energia, por Minas Gerais;
Carlos Fávaro (PSD), Agricultura, por Mato Grosso;
Silvio Costa Filho (Republicanos), Portos e Aeroportos, por Pernambuco;
Rui Costa (PT), Casa Civil, pela Bahia;
André Fufuca (PP), Esportes, pelo Maranhão.
Possíveis candidatos à Câmara dos Deputados
Luiz Marinho (PT), Trabalho, por São Paulo;
Wolney Queiroz (PDT), Previdência, por Pernambuco;
Sônia Guajajara (PSOL), Povos Indígenas, por São Paulo;
André de Paula (PSD), Pesca, por Pernambuco;
Paulo Teixeira (PT), Desenvolvimento Agrário, por São Paulo;
Jader Filho (MDB), Cidades, pelo Pará;
Luciana Santos (PCdoB), Ciência e Tecnologia, por Pernambuco.
Até o momento, dos 38 ministros com assento na Esplanada dos Ministérios, 22 sairiam até o final de março/começo de abril, e outros 16 continuariam em seus postos. Há dúvidas, entretanto, se alguns deles realmente continuarão no governo ou se decidirão por lançar candidatura.
É o caso da ministra da Cultura, a baiana Margareth Menezes. Em uma solenidade no mês de novembro, o presidente Lula disse que Margareth era um “desastre” para falar, mas melhorou a desenvoltura e parecia “até querer ser candidata”.
O PT já convidou Margareth Menezes para se filiar ao partido. A ministra tem o apoio de Lula e da primeira-dama Janja para disputar uma vaga na Câmara em 2026.
Há o caso também dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha (PT), e da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (Psol). Ambos já disseram que pretendem seguir em seus cargos até o final do ano, mas não está descartada uma convocação do presidente Lula para que um ou outro se candidate ao Senado pelo estado de São Paulo. Lula vem defendendo que o governo tenha candidatos fortes para o Senado nos principais estados do país.
Uma outra saída do governo pode acontecer na Advocacia-Geral da União (AGU). O titular da pasta, Jorge Messias, que possui status de ministro, foi escolhido pelo presidente Lula para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Caso Messias seja eleito pelo Senado para ser ministros do STF, deixará seu cargo vago.
Confira abaixo a lista dos ministros (e secretários que possuem status de ministro) que, até o momento, afirmaram que pretendem continuar no governo Lula:
Frederico Siqueira, ministro das Comunicações;
Margareth Menezes, ministra da Cultura;
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social;
Macaé Evaristo, ministra dos Direitos Humanos;
Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação;
Waldez Goés, ministro da Integração e Desenvolvimento Regional;
Wellington Cesar Lima e Silva, ministro da Justiça;
Márcia Lopes, ministra das Mulheres;
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;
Alexandre Padilha, ministro da Saúde;
Gustavo Feliciano, ministro do Turismo;
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral da Presidência
Cargos com status de ministro
Vinícius Marques de Carvalho, controladoria-geral da União;
Marco Antonio dos Santos, gabinete de Segurança Institucional;
Sidônio Palmeira, secretaria de Comunicação Social
O vereador Cláudio Tinoco (União), atual líder do União Brasil na Câmara Municipal de Salvador (CMS), deve se licenciar de seu quarto mandato legislativo. Há cerca de nove meses do pleito, Tinoco deve anunciar sua licença para atuar em prol da campanha eleitoral de Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, líder da oposição na Bahia e vice-presidente do partido União Brasil, ao Palácio de Ondina em outubro.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, o legislador deve atuar como coordenador de campanha do ex-prefeito de Salvador na capital baiana e região metropolitana (RMS). Há de se lembrar que, na disputa eleitoral de 2022, ACM Neto venceu, com margem considerável nas dez maiores cidades do estado, incluindo Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari.
Um coordenador de campanha assume a responsabilidade com relação à estratégia de divulgação e agenda de campanha, além do gerenciamento de recursos e equipes em uma disputa eleitoral. A chegada de Tinoco no cargo, que praticamente exige dedicação exclusiva, abre espaço para um novo mandato de suplência na Câmara Municipal de Salvador.
Considerando que Palhinha, primeiro suplente do União nas urnas, já assumiu um mandato no lugar de Alberto Braga, vereador eleito que atualmente ocupa o cargo de secretário municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT), a substituição deve recair sobre a ex-vereadora e segunda suplente, Cátia Rodrigues.

Foto: Reginaldo Ipê / CMS
Quadro conhecido do grupo na Bahia, Cátia Rodrigues foi eleita para três mandatos na capital baiana, tendo assumido o cargo no legislativo entre 2013 e 2024, ao final de seu terceiro mandato. Durante seu histórico na Casa, a edil foi a primeira mulher a ser 1ª vice-presidente do Legislativo Municipal da história da capital baiana, durante o biênio de 2023/2024.
Esposa do ex-vereador e ex-deputado federal, Pastor Luciano Braga, Cátia Rodrigues é diretamente vinculada à Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD), tendo base no eleitorado cristão e conservador da capital baiana. No pleito de 2024, a vereadora registrou 7.257 votos nas urnas soteropolitanas, ficando a 1.616 votos do último vereador eleito pelo União, Marcelo Guimarães Neto, que finalizou a campanha com 8.873 votos.
No mesmo dia em que Fernando Haddad disse que deixará a pasta da Fazenda sem pretensão de se candidatar a qualquer outro cargo, um outro ministro, Camilo Santana, confirmou que deixará o Ministério da Educação, e já se especula em Brasília que ele pode vir até mesmo a concorrer ao governo do Ceará. As declarações foram dadas em entrevistas nesta segunda-feira (19).
Ao site Uol, Fernando Haddad, que deve sair do cargo até o final do mês, disse que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que teria manifestado a ele o desejo de ajudar neste ano a “discutir um projeto de país no cenário internacional”. Haddad deve ser substituído no Ministério da Fazenda pelo atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan.
“Disse a Lula, em todas as ocasiões, que não iria me candidatar em 2026, a todos os cargos. Tenho relação pessoal com Lula, o presidente convive com a minha família. Eu tenho ouvido o presidente. Começamos a conversar sobre a minha saída do governo na semana passada e levei as minhas considerações a ele”, disse Haddad.
Na entrevista ao portal Uol, o ministro afirmou ainda que o país vive uma fase mais propensa ao surgimento de candidatos de extrema-direita.
“Todo extremo gera instabilidade. Isso gera esperança em candidatos menos prováveis. Se Bolsonaro chegou na presidência, qualquer candidato será habilitado para ser 'imperador do Brasil'. As esperanças de pessoas que não eram ouvidas passam a ser consideradas em uma alternativa’, avaliou o ministro.
Já o ministro da Educação, Camilo Santana, em conversa com jornalistas durante a divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), descartou deixa o seu cargo para assumir outro ministério. O político cearense vem sendo cotado para se tornar ministro da Casa Civil, após a saída de Rui Costa por conta das eleições, ou mesmo entrar como vice-presidente na chapa de Lula.
Aos jornalistas, Camilo Santana não chegou a cravar quando deixará a pasta da Educação, mas disse que caso isso aconteça, o fará para voltar ao Senado e se dedicar à reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas. O ministro disse ainda que sua saída do MEC depende da decisão do presidente Lula.
“Em relação à questão mais pessoal, política, essa é uma decisão que vamos ter até março para tomar, mas quero dizer claramente aqui que o meu candidato, que eu vou trabalhar, será Elmano de Freitas, para ser reeleito governador do Estado do Ceará e presidente Lula para ser reeleito presidente desse País”, afirmou o ministro.
Nos últimos dias o nome de Camilo Santana começou a ganhar força para disputar o governo do Ceará, principalmente após a divulgação de pesquisas eleitorais que apontam um cenário desfavorável para o atual governador Elmano de Freitas ante uma disputa com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Segundo o Instituto Paraná Pesquisas, Elmano perderia de Ciro por 46% a 33,2%.
A mesma pesquisa mostrou que Camilo Santana ganharia de Ciro Gomes com alguma distância. Apesar do favoritismo, o ministro da Educação insistiu que o atual governador será seu candidato ao governo do Ceará.
“Qualquer saída minha do ministério será para me dedicar à reeleição do governador Elmano e do presidente Lula”, reafirmou Camilo Santana nesta segunda.
No último dia 14 de janeiro, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, completou um ano à frente do cargo, que antes era ocupado pelo deputado Paulo Pimenta (PT). Sidônio tomou posse em meio ao pior momento vivido pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de opinião, além da crise iniciada a partir de notícias sobre uma suposta medida da Receita para monitorar operações via Pix.
A entrada de Sidônio na Secom foi saudada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, como a virada de chave na comunicação do governo Lula. Rui Costa concordava com as críticas de que o governo “se comunicava mal” e disse que tinha plena confiança de que Sidônio Palmeira iria reverter este cenário, principalmente com a promoção de uma mudança de linguagem nas redes sociais oficiais de Lula e do governo federal.
Entre as exigências que fez ao presidente Lula quando aceitou o convite para se tornar ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio estabeleceu condições, como, por exemplo, ter total autonomia para demitir integrantes da gestão anterior e formar sua própria equipe. Lula deu carta branca e o novo secretário realizou feitos que Paulo Pimenta não tinha conseguido, como tirar o Instagram do presidente das mãos do fotógrafo oficial Ricardo Stuckert, além de exonerar diversas aliadas da primeira dama Janja que comandavam as redes sociais do Planalto.
Outro pedido feito por Sidônio Palmeira a Lula, e que foi acatado em 2025, foi o aumento no Orçamento da Secretaria de Comunicação da Presidência. O publicitário baiano demonstrou ao presidente que as verbas da pasta eram insuficientes para operar uma melhoria da comunicação oficial.
Atualmente, a Secretaria de Comunicação tem à sua disposição cerca de 1 bilhão de reais. O valor é 60% maior do que o ministro Paulo Pimenta teve em 2024.
No ano passado, a Secom alcançou a marca de R$ 130 milhões em despesas com anúncios on-line. O valor representa um grande salto em relação às despesas da secretaria em anos anteriores: R$ 51 milhões em 2023, e R$ 44 milhões em 2024.
De acordo com levantamento realizado pela revista Piauí, a maior parte da verba da Secom vai para campanhas de publicidade. Por determinação do ministro, pelo menos 30% do que é gasto com essas campanhas tem sido direcionado à internet (a média era de 20%, até então).
Os dados de 2025 mostram que a Secretaria de Comunicação concentrou os anúncios em um número menor de sites e plataformas, mas aumentou o dinheiro aplicado em cada uma delas, sobretudo nas chamadas big techs. O Google, que em 2024 recebeu R$ 9,5 milhões de reais para veicular propagandas do governo, e em 2025 já havia embolsado mais de R$ 36 milhões até novembro.
Já os gastos com a Meta, que gerencia o Instagram e o Facebook, saltaram de R$ 20 milhões de reais para R$ 32,9 milhões no mesmo período. A estratégia digital implementada por Sidônio passa, em larga medida, por impulsionar postagens em redes sociais, repetindo o que fez na campanha de Lula, em 2022.
Segundo a Piauí, a biblioteca de anúncios da Meta informa que, de agosto a novembro de 2025, a Secom gastou R$ 17,6 milhões patrocinando posts no Facebook e no Instagram.
A estratégia de acabar com divisões internas que prejudicavam a divulgação das ações do presidente Lula, de profissionalizar a edição de vídeos e criação de conteúdos para redes, combinadas com o aumento nas verbas à disposição da Secom, levaram o ministro Sidônio Palmeira a colher resultados nestes 12 meses à frente da pasta. Entre seus feitos estão a melhoria na aprovação do líder petista em pesquisas de opinião, além de um aumento expressivo no número de seguidores nas redes sociais.
Em relação às redes sociais, neste seu primeiro ano de gestão, inclusive com a concentração de poderes na Secom, o ministro Sidônio Palmeira conseguiu aumentar a quantidade de seguidores do presidente Lula de 36,6 milhões para 40,3 milhões. No total, cerca de 3,7 milhões de novos inscritos nas contas de Lula no Instagram, X (antigo Twitter), Facebook, Threads, Blue Sky, TikTok e Youtube.
Confira abaixo como estão atualmente as redes do presidente Lula, em número de seguidores, em comparação como elas estavam na época em que Sidônio assumiu a Secom:
Instagram - 14,3 milhões (eram 12,9 milhões)
X (antigo Twitter) - 9,9 milhões (eram 9,3 milhões)
Facebook - 6 milhões (5,6 milhões)
Threads - 3 milhões (eram 2,5 milhões)
Blue Sky - 295 mil (eram 200 mil)
TikTok - 5,3 milhões (eram 4,7 milhões)
Youtube - 1,57 milhão (1,4 milhão)
Total: 40,365 milhões (eram 36,6 milhões)
O volume de postagens nas redes do presidente Lula deve crescer ainda mais em 2026, quando as três agências contratadas pelo governo para cuidar da comunicação digital – Brivia, Binder e BKR – entrarem em ação. A licitação prevê que elas forneçam anualmente 3 mil vídeos, 1 mil ilustrações, banners e infográficos, 156 episódios de podcast, entre outras metas. As três empresas dividirão um orçamento de R$ 98 milhões.
A Secretaria de Comunicação tocada por Sidônio Palmeira também pode comemorar neste começo de 2026 a recuperação da situação do presidente Lula nas pesquisas de opinião. Em meados de 2025, Lula e o seu governo chegaram ao fundo do poço nas pesquisas, com os piores resultados desde o início do terceiro mandato.
O instituto Genial/Quaest, por exemplo, revela que em janeiro de 2025, mês da entrada de Sidônio Palmeira na Secom, a avaliação do governo Lula era negativa para 37% e positiva para 32%. No pior momento do governo, no mês de maio de 2025, a Quaest mostrava uma avaliação negativa de 43%, contra uma positiva de apenas 26%, uma diferença, portanto, de 17 pontos percentuais.
Neste começo de ano, a mais recente pesquisa Quaest revela que a rejeição veio caindo durante o ano passado, e agora está em 39%. Já a avaliação positiva subiu até alcançar os atuais 32%. A diferença entre ambas, que era de 17 pontos, recuou para apenas sete pontos percentuais.
O mesmo movimento aconteceu na aprovação pessoal do trabalho do presidente Lula. Em janeiro de 2025, Lula tinha uma desaprovação de 49%, contra uma aprovação de 47%. A diferença, portanto, era de apenas 2%.
Em maio, a desaprovação ao trabalho do presidente chegou a 57%, contra uma aprovação de apenas 40%, diferença de 17 pontos percentuais. Agora em janeiro, a Quaest mostra que a desaprovação está em 49% e a aprovação em 47%, o mesmo patamar de janeiro do ano passado. A diferença, portanto, recuou de 17% para apenas dois pontos percentuais.
O desafio imposto a Sidônio Palmeira neste seu segundo ano à frente da Secom é o de melhorar a visibilidade do presidente Lula nas redes sociais, além de levar o presidente a ter uma aprovação maior do que a desaprovação nas pesquisas de opinião. E este trabalho de busca de sucesso na apresentação das melhorias promovidas pelo governo deve seguir até julho, quando começa efetivamente o calendário eleitoral a partir da realização das convenções partidárias.
Para comandar a parte de comunicação da campanha eleitoral do presidente Lula, Sidônio Palmeira provavelmente deve deixar o governo federal a partir de julho, para se dedicar integralmente à tentativa de reeleger o líder petista. Na campanha, Sidônio deve dividir o trabalho com o marqueteiro baiano Raul Rabelo.
Segundo informação recente da colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles, Raul Rabelo foi escolhido para atuar na campanha de Lula por já ter trabalhado com Sidônio na última eleição, além de ter estado à frente de outras corridas eleitorais, a exemplo do governo da Bahia. Formado em Comunicação Social pela Universidade Católica do Salvador, Raul Rabelo é considerado nome de confiança de Sidônio Palmeira.
Em uma curta postagem nas suas redes sociais, o ministro Sidônio Palmeira falou sobre o primeiro ano que completou à frente da Secom e dos desafios impostos para o futuro.
"Há um ano, recebi o convite para liderar uma nova fase da comunicação do Governo do Brasil. Um ano de trabalho construído ao lado do povo brasileiro, com escuta atenta e presença constante. O caminho é coletivo. E o trabalho continua", disse o ministro.
De acordo com informação da coluna Radar da revista Veja, que chegou às bancas nesta sexta-feira (16), o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) teria sido convencido a entrar na disputa pelo cargo de governador por Minas Gerais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o maior incentivador dessa candidatura de Pacheco.
Por diversas vezes o presidente Lula falou publicamente sobre a sua preferência por ter Pacheco em um palanque junto com ele no estado de Minas Gerais. Em junho de 2025, em um evento na cidade de Mariana, Lula se voltou para Pacheco e o chamou de “futuro governador dos mineiros”, além de dizer que o estado não merece ter como seu gestor políticos como Nikolas Ferreira (PL) ou Cleitinho (Republicanos).
O mesmo aconteceu durante uma cerimônia em setembro, em Belo Horizonte, durante o lançamento do programa "Gás do Povo". No palanque do evento, Lula voltou a chamar Pacheco de governador de Minas Gerais.
A aliança entre Lula e Pacheco, entretanto, ficou estremecida no final de 2025, após o presidente anunciar que o advogado-geral da União, Jorge Messias, teria sido o seu escolhido para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. O nome de Rodrigo Pacheco para o Supremo sempre foi fortemente defendido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A partir da escolha de Lula por Messias, Alcolumbre chegou a cortar relações com o governo, e parou até de atender mensagens do líder no Senado, Jaques Wagner. Por conta do aborrecimento do presidente do Senado, o governo decidiu não enviar a mensagem com a indicação de Messias, e a sabatina acabou ficando para 2026.
No final do ano passado, entretanto, o presidente Lula e Alcolumbre tiveram uma longa conversa, e uma espécie de armistício foi acertado. Lula já declarou inclusive que deve enviar a mensagem com a indicação de Jorge Messias ao STF no começo de fevereiro.
Essa retomada das relações entre Lula e Alcolumbre pode ter influenciado em uma mudança de posição de Rodrigo Pacheco. Um outro desdobramento da aliança entre Lula e o presidente do Senado pode vir a ser a ajuda de Alcolumbre para a aprovação do nome de Jorge Messias como novo ministro do STF.
Segundo a coluna Radar da revista Veja, a composição para a candidatura de Rodrigo Pacheco inclui uma mudança de partido. Pacheco, que foi eleito pelo PSD, sairia do partido comandado por Gilberto Kassab, e se filiaria ao União Brasil, mesmo partido de Davi Alcolumbre.
A coluna diz ainda que nessa composição, a prefeita da cidade de Contagem, a petista Marília Campos, seria a candidata ao Senado no palanque de Lula e Pacheco. O senador mineiro ainda teria a precedência para escolher o nome do seu a vice e o outro candidato ao Senado.
O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, se colocou à disposição para uma possível candidatura nas eleições deste ano. Em conversa com o Bahia Notícias, o gestor apontou que a decisão cabe ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), que também decidiria por qual partido ele poderia realizar a disputa do pleito.
“Pedreiro constrói casa, padeiro faz pão, ferreiro trabalha com ferro e política é candidato. Mas antes de eu ser candidato, eu sou soldado de Jerônimo, quem comanda o meu destino é o governador. Se ele determinar que faço parte do projeto político dele, uma candidatura, serei candidato. Qual o partido também, ele quem vai definir, ou seja, meu projeto é o projeto de Jerônimo Rodrigues”, disse o presidente da CBPM durante a Lavagem do Bonfim.
Na entrevista, Carballal também fez uma observação sobre o termômetro político na caminhada iniciada na Igreja Conceição da Praia. Na ocasião, o gestor destacou a atuação do governo do estado pelo “desenvolvimento social” e a união do grupo aliado ao governo Jerônimo.
“Eu acho que o governador tem a cor do povo, o cheiro do povo, a cara do povo e o sentimento do povo. E essa demonstração verdadeira se dá exatamente com a receptividade que ele vem tendo, colhendo os frutos desses três anos de trabalho incessante pelo desenvolvimento social do nosso povo, com programas e políticas sociais que de fato trouxeram benefícios para a população. Então eu acho que esse Bonfim é o momento da gente agradecer tudo que conquistou, rezar para ter força para conquistar cada vez mais e, acima de tudo, bancar a união”, disse Carballal.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), falou sobre sua disputa pela presidência e a conquista de votos na Região Nordeste. Para ele, a população está insatisfeita com a gestão do PT, que “convive bem com as facções criminosas”. A declaração aconteceu durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15).
Ao lado de ACM Neto e Bruno Reis, o governador marcou presença num dos eventos mais tradicionais da política baiana em meio à definição do nome do candidato à presidência da chapa de oposição à Jerônimo Rodrigues.
Avaliando a possibilidade de expandir sua base de eleitores, o governador falou sobre o trabalho realizado no estado.
“O brasileiro vai observar aquele que só tem discurso e ver o que eu já fiz em sete anos como governador no estado de Goiás. É o estado primeiro lugar em segurança, educação, saúde regionalizada... Eu não estou sendo candidato pra ficar prometendo o que não cumpre.”
Caiado também acredita que a insatisfação com a gestão do PT pode ser favorável para sua campanha, e reforça os problemas da insegurança e corrupção como questões principais para o país.
“O que o Brasil quer é elevar o país. O PT não tem coragem de enfrentar o crime porque ele é complacente, ele convive bem com as facções criminosas”, afirmou o presidenciável.
“O povo vai acordar com isso. A maior demanda no Brasil é violência e corrupção. E o PT é exatamente o sinônimo de corrupção e de violência. Então eu tenho muita fé de que a Bahia vai eleger Neto e que eu terei chance real de presidir o Brasil”, completou.
Questionado sobre o apoio do União Brasil e da chapa de ACM Neto na Bahia, Caiado afirmou ter conversado com os líderes do partido e disse ter outras opções.
“Eu respeito as decisões partidárias, já conversei muito com ACM Neto e com [Antonio] Rueda, eles sabem da minha disposição em disputar a presidência. Agora, tem outros partidos que já abriram alternativa pra eu sair candidato”, disse o governador.
O deputado estadual Alan Sanches também marcou presença na tradicional Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (15) e reafirmou seu apoio ao candidato a governador ACM Neto. O parlamentar ainda não definiu se deverá sair deputado federal junto ao grupo da oposição.
“Vamos fazer as avaliações de quem vai ser candidato a deputado federal, já conversei com Neto, temos até 3 de abril para tomar essa decisão”, afirmou.
Questionado sobre o imbróglio envolvendo a saída de Angelo Coronel (PSD) da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Sanches não confirmou nenhum movimento de contato com o senador, mas garantiu o desejo de construir a chapa mais forte possível.
“Nosso momento é da expectativa. Espaço pra conversar e agregar, tem. Temos o candidato a governador, o primeiro senador e o resto a gente ‘tá’ fazendo a composição”, disse o deputado.
O deputado federal Leo Prates (PDT) afirmou que possui conversas avançadas para se filiar ao Republicanos, mas informou que irá se reunir com o presidente do PDT, Carlos Lupi, para dialogar sobre a possível saída da legenda. Ao Bahia Notícias, nesta quinta-feira (15), o parlamentar disse que o “desejo é ficar” na sigla, mas com a adesão dos pedetistas ao governo Jerônimo Rodrigues (PT), ele reforçou que estão em grupos políticos divergentes.
“Eu fiquei de conversar com o presidente Carlos Lupi, agora entre fevereiro e março. Vocês sabem, eu sou feliz no PDT. Me prestigiou nacionalmente, mas hoje eles fazem parte de outro grupo político. A gente vai sentar, conversar, somos todos amigos e ver quais serão os caminhos que eu vou adotar. O meu desejo é ficar, mas eu estou com conversas bem avançadas com o Republicanos”, disse Leo Prates.
O marketeiro baiano Raul Rabelo é cotado para dividir a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o atual ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), Sidônio Palmeira. A informação é da colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles. Rabelo atuou com Sidônio na última campanha de Lula e também esteve à frente de outras corridas eleitorais, a exemplo do governo da Bahia.
Conforme a publicação, Sidônio pretende ficar na Secom até junho, quando deve se desvincular para se dedicar integralmente à campanha de reeleição. Até lá, Rabelo deve ficar como responsável por toca as ações com propósito eleitoral de Lula.
Raul Rabelo é considerado nome de confiança de Sidônio. Formado em Comunicação Social pela Universidade Católica do Salvador, Rabelo atua também no braço responsável pela área de política a Leiaute Propaganda.
Pablo Roberto nega tensão na relação entre ACM Neto e Zé Ronaldo e afirma que 2025 foi “ano difícil”
O vice-prefeito de Feira de Santana, Pablo Roberto (PSDB), negou haver um tensionamento entre o pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), e o prefeito do município, Zé Ronaldo (União). Questionado pelo Bahia Notícias nesta quinta-feira (15), o tucano afirmou que Zé Ronaldo enfrentou um ano “difícil” em 2025, mas garantiu que a relação com Neto estaria “tranquila”.
“A relação está tranquila. Eles dois têm conversado, Neto tem ido à feira. Zé Ronaldo tem um jeito dele, tem um perfil dele, que é muito na dele, muito focado na gestão de Feira. O ano 2025, eu tenho certeza que foi o ano mais difícil que o Zé Ronaldo enfrentou na prefeitura de Feira de Santana, então ele se dedicou muito lá. Mas os dois têm conversado, tá no clima, o Zé Ronaldo tá tocando a gestão, mas com o olho também nas eleições, eu tenho certeza que tá tudo tranquilo”, comentou Pablo Roberto durante a Lavagem do Bonfim.
O vice-prefeito, que era deputado estadual, também falou sobre suas articulações para a disputa à Câmara dos Deputados neste ano. Segundo Pablo, as conversas devem se intensificar este ano, após 2025 ter sido focado na gestão de Feira de Santana.
“Desde quando assumi o mandato de deputado estadual, que eu não me escondi, o desejo que já tinha em disputar a eleição esse ano para a Câmara. Então, a movimentação está acontecendo. Eu confesso que 2025 realmente foi um ano de muito trabalho, seguindo a orientação, inclusive, do prefeito Zé Ronaldo, que nós pudéssemos focar na gestão por conta dos desafios. Começando agora, em 2026, o movimento começa a se organizar e a expectativa é que nós possamos ficar à frente da secretaria até o prazo legal e a partir daí se afastar para se dedicar única exclusivamente para a campanha”, afirmou Pablo Roberto.
Durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), o deputado estadual Eduardo Sales comentou sobre a saída do PP após aliança do partido com União Brasil. O parlamentar, que tem até março para migrar de sigla, ainda não definiu a nova legenda.
A pretensão dos correligionários é saírem todos para o mesmo partido. Deputados estaduais do Progressistas, Niltinho, Hassan Iossef, e Antonio Henrique Júnior devem acompanhar o movimento para continuar na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Nosso objetivo é estar todo mundo em bloco. A decisão dos deputados é que iremos para um partido que contemple a vontade que nós temos de ser um grupo forte e que possa avançar junto ao governo. Apesar de termos o prazo de março, até fevereiro teremos o martelo batido”, garantiu.
Questionado sobre a migração para o PSB, o parlamentar admitiu a possibilidade de passar a fazer parte do quadro de deputados do partido.
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“Temos uma conversa bem andada com o PSB. O João Campos tem trazido uma força muito importante a nível nacional e estamos estudando. Essa possibilidade sem dúvida é uma das cogitadas”, afirmou Sales.
O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), revelou que fará uma agenda focada no interior do estado para iniciar sua pré-campanha. Em entrevista coletiva durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15) em Salvador, o vice-presidente do União Brasil apontou que está confiante na garantia de apoios regionais.
“A gente agora tem agenda toda semana no interior, estamos fechando, inclusive, alguns compromissos para o mês de abril, porque janeiro e fevereiro já estão fechados. Março já tem uma parte fechada, então já estamos entrando na agenda de abril na programação”, afirmou.
Ele revela que tem “conversado com os deputados de mandato, pedindo paciência e compreensão, porque sempre alguém pede alguma coisa, então a gente tem que ir ali administrando”. O líder da oposição revela, no entanto, que “ter candidaturas regionais é muito importante para a gente, porque fortalece o palanque, aumenta a representatividade, incrementa a campanha”.
ACM Neto detalha que vai mudar a estratégia com relação ao último pleito estadual. “Então, a gente vai vir com poucos partidos, mas partidos muito fortes. Essa é a estratégia”, sucinta. No âmbito federal, ele diz que “quando a gente decidiu fazer a Federação, a gente abriu mão de decidir sozinho”.
“A gente compartilhou essa decisão, então ela vai ter que ser dividida com progressistas. O senador Ciro [Nogueira] é um homem muito inteligente, um dos políticos mais experientes do país e vai saber, conosco, construir o melhor caminho para a federação, sem atrito, sem divergência, sem nada a ver”, completa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Monteiro
"É realmente uma questão que precisa se encontrar uma solução. Tanto do ponto de vista de se colocar limite, quanto na garantia de contratação dos artistas do forró da Bahia. É uma discussão que nós temos interesse".
Disse o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro ao comentar a situação dos cachês milionários pagos aos cantores durante os festejos de São João. A declaração aconteceu em entrevista à Antena 1 nesta segunda-feira (9).