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Artigos

Valdemir Medeiros
É nosso dever combater a violência contra a mulher
Foto: Acervo pessoal

É nosso dever combater a violência contra a mulher

Nos últimos anos, o Brasil tem assistido a uma escalada dos casos de feminicídio, um cenário que exige atenção e ação imediata. Segundo dados do Ministério da Justiça, ao menos quatro mulheres são assassinadas por dia no país.

Multimídia

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"
O deputado federal Elmar Nascimento (União) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) com o que classificou como uma "presunção de culpa" adotada pelo judiciário e pela opinião pública contra a classe política brasileira.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

eleicoes 2026

Caso Lula e Flávio não compareçam, debate da Band pode ter apenas quatro candidatos; Saiba quem pode participar
Foto: Divulgação/Grupo Bandeirantes de Comunicação

O PT e a equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão envolvidos nos últimos dias em discussões internas sobre a participação do líder petista nos debates com outros candidatos. O primeiro debate televisivo com candidatos a presidente já está marcado para o dia 16 agosto, pela Band, e no momento as maiores chances são de que Lula não compareça. 

 

Para este primeiro debate já programado pelo Band, a ausência do presidente Lula não aconteceria por estratégia política para evitar ataques dos adversários. Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, dirigentes do PT alegam que no dia 16 de agosto acontecerá o primeiro ato oficial da campanha de reeleição de Lula, em um megaevento no estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. 

 

“Não há a menor condição de adiarmos esse evento. E também não há condição de o Lula ir a um debate à noite após passar o dia ali no estádio”, disse um dirigente petista ao colunista do Globo.   

 

Assim como o presidente Lula pode faltar a debates para evitar ataques dos demais candidatos, a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também analisa a conveniência de marcar presença nesses encontros sem a participação do seu principal adversário. 

 

De acordo com o site da revista Veja, membros da campanha de Flávio Bolsonaro afirmam que ele garante presença nas mesmas ocasiões em que Lula comparecer, e a eventual ausência do presidente da República deixa incerta a ida do senador do PL aos debates.

 

Pessoas da campanha de Flávio ouvidos pela Veja avaliam que a presença dele nos debates só se justifica pelo embate direto com Lula. Sem a presença do presidente, Flávio Bolsonaro automaticamente se tornaria o principal alvo dos demais presidenciáveis.

 

Apesar dos temores das equipes de Lula e de Flávio Bolsonaro, as regras e o formato dos debates que estão sendo programados eliminam a maior parte dos atuais candidatos a presidente. A Band e as demais emissoras restringem a participação nos debates aos candidatos cujos partidos possuam representação mínima no Congresso Nacional. 

 

Da lista atual de postulantes à cadeira presidencial, apenas seis atendem aos requisitos das emissoras para participar dos debates: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). 

 

Os demais nomes pertencem a partidos que não possuem qualquer deputado federal em suas fileiras. São eles: Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Leonardo Avalanche (PRTB) e Joaquim Barbosa (DC). 

 

Dessa lista atual de 13 postulantes à presidência, apenas Renan Santos (Missão) já teve seu nome oficializado por seu partido. Os demais ainda terão que ter sua candidatura submetida à convenção nacional e alguns deles ainda podem desistir da candidatura. 
 

Baiano braço-direito de Sidônio deixa a secom para integrar campanha de Lula
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo federal, Tiago César dos Santos, deixa a posição de braço-direito do ministro Sidônio Palmeira para se juntar à coordenação de comunicação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O braço-direito de Sidônio integrará campanha de Lula.

 

A exoneração a pedido foi publicada na edição desta quarta-feira (22) do DOU (Diário Oficial da União). Para o lugar de Tiago, Lula nomeou a então chefe de gabinete da Secom, Samara Mariana de Castro.

 

Com isso, a dupla formada por Tiago Cesar e pelo marqueteiro Raul Rabelo, já integrado à pré-campanha petista, terá as funções que Sidônio exerceu na disputa eleitoral em 2022. Ambos são pessoas de confiança do ministro, que deve ficar no governo até o fim do mandato por decisão do próprio Lula, e contam com histórico em agências de publicidade na Bahia.

 

Tiago é graduado e mestre em administração e tem atuação em marketing no setor privado, em campanhas eleitorais e no time do coração, o Bahia, do qual é conselheiro e trabalhou no núcleo de ações afirmativas do clube.

 

Na passagem pela Secom do governo federal, Tiago se destacou por triplicar o investimento de publicidade nas mídias digitais, elevando de 10% para 30% a fatia no orçamento da área. Com as campanhas publicitárias nas redes sociais, conseguiu aumentar a base de seguidores, assim como o alcance da divulgação sobre os programas e iniciativas oficiais.

 

Tiago Cesar também teve atuação na mudança do slogan do início do mandato – “União e Reconstrução” – para o “Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro”. A nova frase traz referência ao debate sobre soberania nacional e interferência externa deflagrado após o primeiro tarifaço anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

 

Foi com esse embate que Lula, no ano passado, conseguiu conter a queda na aprovação em pesquisas de opinião pública. Esse mote deve ser retomado na campanha oficial à reeleição, com o início da cobrança de nova sobretaxa anunciada por Trump, agora de 25%, sobre as exportações de determinados produtos brasileiros comprados pelos EUA.

Ronaldo Caiado ironiza atitude de Flávio Bolsonaro de falar sobre urnas eletrônicas com embaixadores
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Em postagem na sua conta na rede X, nesta quarta-feira (22), o pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD), ironizou o conteúdo da fala do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma reunião com embaixadores e representantes diplomáticos estrangeiros. Flávio citou uma informação falsa sobre as urnas eletrônicas brasileiras. 

 

“42 embaixadores numa sala. Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica”, escreveu Ronaldo Caiado em suas redes sociais. 

 

A citação às urnas se deu em uma palestra promovida pela consultoria Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, nesta terça (21), em Brasília. Flávio disse que os Estados Unidos denunciaram fraudes nas eleições da Venezuela e que as urnas utilizadas no país são da empresa Smartimatic, segundo ele, a mesma que fornece equipamentos à Justiça Eleitoral brasileira.

 

Estavam presentes no encontro membros do corpo diplomático de 42 países, como Estados Unidos, Israel, Reino Unido, África do Sul, Austrália, Paraguai, União Europeia e Alemanha, entre outros. O pré-candidato a presidente do PL disse que não estava questionando o sistema de votação brasileiro, mas pediu que os países mandem observadores para nossas eleições, e falou sobre suspeitas que envolvem a empresa venezuelana. 

 

“Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, é que tenha uma programação para alteração das votações nos Estados Unidos”, afirmou Flávio, acrescentando depois o dado equivocado: “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”. 

 

Segundo esclarecimento antigo publicado na seção “Fato ou Boato” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Em 2017, quando a informação falsa começou a viralizar nas redes, o TSE publicou uma nota desmentindo a notícia. 

 

“As urnas eletrônicas brasileiras foram projetadas por técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas por meio de processos licitatórios públicos e de ampla concorrência”, diz a nota, que foi republicada no dia 8 de julho deste ano.
 

Flávio Bolsonaro espalha informações falsas sobre urnas eletrônicas em evento com diplomatas 
Foto: Divulgação/Raul Spinassé

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), fez ataques à integridade técnica das urnas eletrônicas. As declarações foram feitas durante um evento na presença de representantes de quase 50 países e organizações, nesta terça-feira (21). As acusações do senador são parte de uma narrativa já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Na reunião com diplomatas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.

 

 

"Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa. Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas são da mesma empresa", disse Flávio.

 

"Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela, inclusive utilizando uma documentação do próprio serviço de inteligência americano, a CIA, apontando sobre a possibilidade de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação", afirmou o senador.

 

Segundo informações do g1, o evento em questão era o "Debatendo o Brasil", um projeto promovido pela Novo Selo Comunicação em parceria com o The Brazilian Report, veículo jornalístico em inglês voltado à cobertura do Brasil para o público internacional.

 

Durante sua fala, Flávio afirmou que não estava questionando o sistema de votação brasileiro, mas pediu para os países enviarem uma quantidade maior de observadores eleitorais.

 

"Então o pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e como o Brasil pode dar ter eleições mais seguras e transparentes", afirmou.

 

NOTÍCIAS DESMENTIDAS 
A correlação das urnas utilizadas nas eleições brasileiras e a empresa venezuelana Smartmatic já foi desmentida pelo TSE em uma nota oficial publicada 2020 e atualizada em 8 de julho de 2026.

 

"São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país", diz a nota do TSE.

 

"Dessa forma, o TSE reitera que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos. A empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras", complementa o TSE.

 

Assim como não fornece os aparelhos, o TSE também já desmentiu que a empresa Smartmatic tivesse acesso ao programa que roda nas urnas e afirmou que o software é desenvolvido e gerido apenas pela Justiça Eleitoral.

 

"O sistema eletrônico de votação do país utiliza meios próprios e criptografados de comunicação e transmissão de dados, não tendo nenhum contato com redes públicas, como a internet. Em mais de 20 anos de trajetória, o sistema foi reiteradamente testado e comprovadamente isento de quaisquer formas de manipulação, de fraude na totalização de votos ou de quebra do sigilo do voto", afirmou o tribunal em outra nota, divulgada em 2022.  

 

Após a repercussão do caso, a campanha do candidato soltou uma nota em que afirma que "não é verdade que o pré-candidato Flávio Bolsonaro tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil".

 

O texto ainda diz que Flávio teria se limitado apenas a relatar o que causou a inelegibilidade do pai e o relatório da CIA. As informações são do g1.

Novo tarifaço imposto por Trump ajuda recuperação da aprovação de Lula, que subiu 4% desde a semana passada
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desde o anúncio, na semana passada, do novo tarifaço de 25% imposto pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu reduzir de oito pontos percentuais para apenas 1% a diferença entre a desaprovação e a aprovação da população ao seu desempenho pessoal.

 

Foi o que revelou pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (22). O último levantamento do PoderData sobre o desempenho do presidente Lula havia sido apresentado no dia 15 de julho, quando o governo Donald Trump anunciou a adoção do tarifaço. 

 

Em 15 de julho, a desaprovação do presidente Lula estava em 50%. Já a aprovação do desempenho pessoal de Lula estava em 42%, após ter chegado a 44% em maio.

 

Uma semana depois do anúncio do novo tarifaço, a desaprovação de Lula desceu três pontos percentuais, caindo de 50% para 47%. Já a aprovação do desempenho do presidente subiu quatro pontos, passando de 42% para 46%, reduzindo a diferença para apenas 1%. 

 

Já na avaliação do governo Lula, as mudanças nos patamares da semana passada não foram tão significativas. A desaprovação ao governo desceu de 52% para 51%, e a aprovação subiu de 42% para 43%. A diferença, que em 15 de julho estava em 10%, caiu nesta quarta (22) para oito pontos percentuais. 

 

A pesquisa foi realizada pelo PoderData com recursos próprios. Os dados foram coletados de 18 a 20 de julho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 147 municípios nas 27 unidades da Federação. 

 

A margem de erro da pesquisa PoderData é de dois pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. Não se trata de uma pesquisa de sondagem de intenção de votos e, por essa razão, não há necessidade de registro na Justiça Eleitoral.
 

Em campanha, Rui Costa é autorizado a continuar recebendo salário de R$ 46,3 mil mesmo após deixar governo federal 
Foto: Pedro França / Agência Senado

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Federal pela Bahia, Rui Costa (PT), foi beneficiado com um período de quarentena remunerada após deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações do O Globo, o regime de remuneração foi aprovado pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República e deve ser válido por seis meses, a contar pelo período de sua exoneração. 

 

Rui Costa deixou oficialmente o comando da Casa Civil no início de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral e disputar uma vaga no Senado pela Bahia. O salário bruto de um ministro de estado está em R$46,3 mil por mês no Brasil, o que totaliza R$278 mil ao longo de um semestre. 

 

De acordo com a investigação do O Globo, a quarentena foi aplicada porque Rui Costa, durante os últimos meses à frente da Casa Civil, teve acesso a informações estratégicas e sensíveis do governo federal. 

 

A situação de Rui Costa é semelhante à do ex-ministro Márcio França (PSB), que também deixou o governo para disputar as eleições deste ano e foi submetido à quarentena remunerada pela Comissão de Ética. 

 

Essa quarentena não impede a participação dos candidatos na campanha eleitoral, mas restringe exclusivamente o exercício de atividades profissionais na iniciativa privada durante os seis meses seguintes à sua saída do governo federal.

Paraná Pesquisas: Disputa pelo governo estadual do RS registra empático técnico entre Zucco e Juliana Brizola 
Fotos: Divulgação

O deputado federal Zucco (PL) e a ex-deputada Juliana Brizola (PDT) estão tecnicamente empatados na disputa ao governo estadual do Rio Grande do Sul. Isso é o que demonstram os dados divulgados pela Paraná Pesquisas nesta quarta-feira (22). O representante do PL aparece no levantamento estimulado, quando são apresentados os candidatos, com 34,2% das intenções de voto, frente a 30,1% da neta do ex-governador Leonel Brizola. 

 

A Paraná Pesquisas entrevistou 1.500 pessoas no Rio Grande do Sul, de 16 a 19 de julho de 2026. A margem de erro é 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. Está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RS-09313/2026.

 

Também foram citados na pesquisa os pré-candidatos: Gabriel Souza (MDB), atual governador do Rio Grande do Sul, com 13% das respostas; o ex-prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata (PSDB), com 4,7%; Priscila Voigt (UP) e Rejane Oliveira (PSTU), ambas com 0,9% das intenções de voto.

 

Já na eleição do Legislativo, a pesquisa também avaliou o desempenho dos candidatos ao Senado Federal. Em uma entrevista estimulada, onde cada entrevistado cita dois nomes, a ex-deputada Manuela D'Ávila (PSOL) aparece na liderança com 30,7%. Em seguida, aparece o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo), com 28,6% das intenções de voto. Com 26,3%, também surge o ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (MDB).

"Ela própria escolheu disputar a Câmara", afirma Jaques Wagner sobre Lídice da Mata
Fotos: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Em declarações à imprensa durante a convenção partidária do Partido Social Democrático (PSD) no Edifício Mundo Plaza, em Salvador, o senador Jaques Wagner (PT) abordou as definições da chapa governista na Bahia, defendendo a escolha de Edvaldo Britto (PSD) para a sua primeira suplência no Senado e a manutenção da pré-candidatura de Lídice da Mata à Câmara dos Deputados.


Sobre a definição da primeira suplência, Wagner confirmou que a indicação cabia ao PSD e elogiou a escolha de Edvaldo Britto, classificando-o como uma referência nos âmbitos municipal, estadual e nacional. "Na verdade, meu primeiro suplente hoje já é do PSD; só sai Bebeto e entra Edvaldo Brito".

 

O senador ressaltou que a chapa mantém o alinhamento entre Partido dos Trabalhadores (PT) e PSD, mencionando a boa relação do senador Otto Alencar com o governo e com o presidente Lula. Em relação à segunda suplência, o parlamentar informou que a definição ainda não foi concluída. Os segundos suplentes ainda não entraram no debate político local.

 

Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias 


Tratando da situação de Lídice da Mata (PSB), antes cotada como suplente, o senador explicou que houve debates internos, mas que a própria parlamentar escolheu: “Ela vai ser candidata a deputada federal, como já é. Ela própria disse que preferia ficar na candidatura para deputada federal”, alega. 


Ao responder sobre a intimação para prestar depoimento à Polícia Federal, Wagner declarou que, por orientação jurídica, não se manifestará sobre o tema. O senador declarou “estar tranquilo” e pontuou que, a exemplo de 2018, sua inocência será provada.

 

SEM CONFIRMAÇÃO
Por fim, o parlamentar detalhou a articulação para a vinda do presidente Lula à convenção baiana, marcada para o dia 1º de agosto. Segundo Wagner, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a equipe presidencial trabalham para conciliar os horários da agenda.


“Hoje mesmo falei com o governador Jerônimo antes de vir para cá e esse trabalho de ajuste está sendo feito. Eu diria que a chance é muito grande de ele vir. Não vou bater martelo, que a agenda do presidente realmente é uma agenda complexa, muita demanda, mas ele já demonstrou a vontade de estar aqui”, relata.

Lula lidera no Nordeste e entre mulheres, já Flávio ganha no Sul e em meio aos homens; Confira pesquisa Big Data
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa de 2026 por conta de ter mais apoio entre as mulheres, em meio aos eleitores da região Nordeste, junto aos que se denominam católicos, além de ser o preferido dos que têm 60 anos ou mais e de quem ganha até dois salários mínimos. 

 

Já o principal opositor de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), lidera entre os homens, em meio aos eleitores da região Sul, junto aos que se denominam evangélicos, além de ser o preferido dos brasileiros situados na faixa etária entre 16 e 34 anos e de quem ganha mais do que cinco salários mínimos.

 

Esses são alguns dos resultados da simulação de primeiro turno realizada pelo Instituto Real Time Big Data, em sua mais recente pesquisa sobre a disputa presidencial de 2026. A nova pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (21). 

 

O cenário único de primeiro turno da pesquisa Big Data apresentou o presidente Lula com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 33%. Logo depois aparecem Renan Santos (Missão) com 9%; Ronaldo Caiado (PSD) com 7%; Romeu Zema (Novo) com 2%; Augusto Cury (Avante) com 1%; e Joaquim Barbosa (DC) com 1%. 

 

Separando os números dos dois principais oponentes, Lula e Flávio Bolsonaro, temos a seguinte segmentação de voto, de acordo com respostas de eleitores por gênero, idade, renda, religião e região: 

 

Gênero

 

Homens 

Flávio 38% x 35% Lula

Mulheres

Lula 44% x 29% Flávio

 

Idade

 

16 a 34 anos

Flávio 36% x 34% Lula

35 a 59 anos

Lula 38% x 36% Flávio

60 anos ou mais

Lula 51% x 24% Flávio

 

Renda

 

Até dois salários mínimos

Lula 49% x 27% Flávio

De dois a cinco salários mínimos

Flávio 38% x 34% Lula

Mais que cinco salários mínimos

Flávio 39% x 28% Flávio

 

Religião

 

Católico

Lula 44% x 29% Flávio

Evangélico

Flávio 41% x 33% Lula

Outras / Sem religião

Lula 40% x 32% Flávio

 

Região

 

Nordeste 

Lula 54% x 22% Flávio

Norte

Lula 36% x 36% Flávio

Centro-Oeste 

Flávio 33% x 32% Lula

Sudeste 

Lula 37% x 37% Flávio

Sul 

Flávio 41% x 27%

 

O levantamento do Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 18 e 20 de julho, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05864/2026.
 

ACM Neto diz que Jerônimo “enrolou até Lula” em inauguração da obra da Ponte Salvador-Itaparica
Foto: Reprodução / YouTube / Bahia Notícias

O pré-candidato ao governo do estado da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União) afirmou que o atual gestor estadual, Jerônimo Rodrigues (PT) “enrolou até Lula” no processo de desenvolvimento da Ponte Salvador-Itaparica. A declaração foi dada nesta terça-feira (21), durante entrevista ao Bahia Notícias No Ar, na Antena 1 Salvador (100.1 FM). 

 

“Eu fico impressionado porque já tiveram a coragem de enrolar o presidente da república duas vezes”, aponta o ex-prefeito de Salvador. “A primeira vez no ano passado, no dia 2 de julho, quando ele veio a Bahia, que eles levaram Lula a acreditar que a obra já tinha começado – tanto que Lula disse em entrevista que a obra tinha começado – e agora novamente, levaram Lula, e tiraram uma foto que é o maior escárnio, é a maior indecência, a maior vergonha que eu já vi na Bahia”, diz o pré-candidato do União Brasil. 

 

A foto em questão foi tirada no dia 1° julho durante a cerimônia que marcou o início das obras da Ponte Salvador-Itaparica, em Vera Cruz. Segundo ACM Neto, “essa novela da ponte, se ela não fosse trágica, ela seria cômica. Mas como não há espaço para a gente dar risada de uma coisa tão séria, ela é trágica mesmo”. 

 

O pré-candidato afirma que visitou as obras da ponte em Salvador e, até então, ela estaria completamente parada. “Eu, recentemente, mostrei, no dia 5 de julho, eu fui lá no canteiro de obras na avenida Jequitáia, eu fui lá para mostrar que eles não estavam fazendo absolutamente nada no dia que prometeram”, finaliza. 

 

Sobre o que poderia ser feito a respeito do andamento da obra, ele diz que “eu não vou aceitar que o governo do estado gaste um centavo em propaganda antes que a ponte esteja concluída”. “A única propaganda da ponte, se tiver que ter, vai ser a própria ponte”, finaliza.

ACM Neto promete mudança de postura e foco em saúde e segurança: “O governador tem que admitir o problema”
Foto: Reprodução / YouTube / Bahia Notícias

O pré-candidato ao governo do estado da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), destacou que as propostas de seu plano de governo devem estar focadas nas medidas de saúde e segurança pública. Em entrevista ao Bahia Notícias No Ar, na Antena 1 Salvador (100.1 FM), o vice-presidente do União Brasil destaca que, caso seja eleito, os temas devem ser tratados como “emergenciais”. 

 

“Esses dois temas, eles vão ter um envolvimento direto do governador. Eu vou participar ativamente das soluções para enfrentar a violência e fazer a fila da regulação andar. Nós já temos ideias, projetos, que vão ser, inclusive apresentados no nosso plano de governo e foram muito debatidos ao longo da campanha eleitoral”, afirmou o pré-candidato. 

 

O ex-prefeito ressalta que parte importante das ações está relacionada a uma “postura” do gestor estadual. “Em ambos a solução depende de uma mudança de postura do governador. Primeira coisa, o governador tem que admitir o problema, a dimensão do problema, o que ele impacta diretamente na vida das pessoas. Jerônimo, em relação à segurança pública, nos diz que está tudo bem, que a Bahia é um estado de paz. Não está tudo bem”, aponta.

 

Ao citar diretamente o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ACM Neto expõe que os temas envolvem promessas não cumpridas do petista. “Do outro lado, na saúde, ele [Jerônimo Rodrigues], há quatro anos prometeu zerar a fila da regulação. A gente chega no interior e são reclamações em cima de reclamações. É a angústia do povo baiano porque não consegue marcar uma consulta ou um exame e um internamento hospitalar”, narra. 

 

O pré-candidato destaca que, caso eleito, “as duas [áreas] terão ações emergenciais, sem prejuízo ao conjunto do governo”, finaliza.  

ACM Neto nega estratégia para esconder sobrenome do avô e destaca uso de segundo nome
Foto: YouTube

O pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), negou qualquer estratégia para esconder o sobrenome ACM em peças publicitárias para a campanha nas eleições de 2026. No programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, nesta terça-feira (21), o ex-prefeito da capital baiana esclareceu que seu objetivo no período eleitoral é enfatizar o nome "Neto” ou “Netinho". 

 

Segundo o vice-presidente nacional do União, essa seria a forma como o público mais se identifica com ele, repetindo o movimento feito em suas campanhas à prefeitura.

 

“As coisas são muito naturais e acontecem no seu devido tempo. Não existe uma estratégia de diminuir o ‘ACM’. Não é isso. A verdade é que a gente quer dar espaço e luz ao ‘Neto’, para as pessoas conhecerem o ‘Neto’. Assim como aconteceu nas minhas campanhas para prefeito de Salvador, que as pessoas nem sempre se lembram. Inicialmente, quando era deputado, era 'ACM Neto'. Depois, de prefeito, eu virei 'Neto', 'Netinho'. E é assim que as pessoas me chamam mais: Neto, Netinho”, observou aos apresentadores Rebeca Menezes e Maurício Leiro. 

 

“Então a gente quis trazer uma coisa um pouco mais leve e um pouco mais identificada com o pensamento das pessoas e como as pessoas me enxergam. Mas jamais com o propósito de esconder nada, ao contrário, eu tenho super orgulho do meu nome”, indicou. 

 

O pré-candidato explicou ainda sobre mudanças em seu jingle, onde apontou uma linguagem moderna voltada para o futuro. De acordo com ele, embora o jingle anterior, uma homenagem ao seu avô seja histórico. 

 

“Em relação ao "Dále", que já virou um sucesso, pegou para valer, eu acho que mostra o lado da alegria, da energia, da vida que uma campanha eleitoral tem que ter. Na eleição passada inclusive foi uma ideia nossa, uma releitura do jingle do meu avô, que até hoje é muito usado". 

 

Neto refletiu sobre a eleição passada, afirmando ter aprendido com os erros e ajustado o percurso. 

 

“Há quatro anos atrás perdi uma eleição. Naturalmente, a derrota traz muitos ensinamentos. Se eu estivesse fazendo tudo igual, da mesma forma, aí poderiam  me dizer: 'Poxa, Neto não caiu na real'. Mas eu caí na real. Eu vi os erros que cometi, procurei aprender e ajustar o caminho para que agora seja melhor e seja diferente. Tenho muito em mim aquele pensamento. Você não pode querer um resultado diferente fazendo exatamente as mesmas coisas. Para ter um resultado diferente, neste caso, a vitória que eu procuro, eu tenho que fazer diferente. E tenho tentado fazer”, disse.

Alegando ameaças de facções, Missão antecipa convenção e Renan Santos é o primeiro candidato oficial a presidente
Foto: Divulgação Missão

Nesta segunda-feira (20), data que marca o primeiro dia do período determinado pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias, a disputa presidencial de 2026 já tem o seu primeiro candidato oficial. O partido Missão realizou uma convenção em formato online e oficializou o nome de Renan Santos como seu candidato a presidente. 

 

O partido havia programado a oficialização do nome de seu candidato para o dia 1º de agosto, em uma convenção nacional que seria realizada na cidade de São Paulo. Alegando motivos de segurança e ameaças recebidas de facções criminosas, a legenda decidiu antecipar a convenção, optando por um formato online e sem transmissão aberta. 

 

Embora tenha adiantado a convenção, o Missão mantém programado para o dia 1º de agosto o seu evento nacional em São Paulo para apresentar a candidatura de Renan Santos e suas propostas, reunidas em um documento chamado Livro Amarelo. Em um post na rede social X, Renan comentou a sua candidatura e a escolha do vice.

 

“É oficial: partido Missão me indicou como CANDIDATO à presidência da República. Junto comigo vem meu vice, Aroldo. Bora vencer e honrar essa missão!”, disse.

 

Na mesma convenção online, o Missão oficializou a candidatura do vice, Aroldo Medina, e do deputado federal Kim Kataguiri como vice-presidente do partido e titular do Conselho de Ética da sigla. Com a definição da candidatura de Renan Santos, ele poderá a partir de agora contar com a participação de agentes da Polícia Federal em sua segurança pessoal.  

 

“Estar com a Polícia Federal não é mais uma questão de conveniência ou até de redução de gastos, dado que equipes privadas são mais caras. É uma questão de sobrevivência”, afirmou o candidato em um vídeo divulgado por sua equipe de campanha.
 

Semana terá diversas pesquisas sobre disputa presidencial e visão dos brasileiros a respeito do tarifaço
Foto: Montagem com imagens Agência Brasil, Agência Senado e redes sociais

Alguns institutos de pesquisa do país devem divulgar nesta semana novos levantamentos sobre a disputa presidencial de 2026. Pelo menos três pesquisas serão divulgadas já a partir desta terça-feira (21). 

 

A primeira delas será apresentada pela Big Time Real Data. O instituto realizou uma simulação de primeiro turno e outras de segundo turno com os nomes dos melhores colocados nas pesquisas. 

 

Na simulação de primeiro turno, uma lista com 13 candidatos foi apresentada aos entrevistados, dispostos em ordem alfabética: Cabo Daciolo (Mobiliza); Edmilson Costa (PCB); Escritor Augusto Cury (Avante); Flávio Bolsonaro (PL); Hertz Dias (PSTU); Joaquim Barbosa (DC); Leonardo Avalanche (PRTB); Lula (PT); Renan Santos (Missão); Romeu Zema (Novo); Ronaldo Caiado (PSD); Rui Costa Pimenta (PCO); e Samara Martins (UP). 

 

Já na quarta (22), será a vez de o Instituto Gerp apresentar os resultados de sua 23ª pesquisa sobre a corrida presidencial. Além de apurar a opinião espontânea dos entrevistados, o instituto fez questionamentos sobre cenários de primeiro e segundo turno, rejeição aos atuais candidatos, opinião a respeito do governo federal e dos problemas do país. 

 

No mesmo dia, o Instituto Datafolha envia seus pesquisadores a campo para medir as intenções de voto na eleição à presidência, além de questionar os brasileiros de todas as regiões a respeito de diversos temas. O resultado da pesquisa Datafolha deve ser divulgado na sexta (24). 

 

O questionário do Datafolha inicia querendo saber se o entrevistado já escolheu candidato a presidente e em quem ele pretende votar. A resposta será espontânea, sem a apresentação de uma lista com nomes.

 

Logo depois, os entrevistados escolhem seu candidato a partir de uma relação com nomes de doze candidatos. Diferentemente dos outros dois institutos, o Datafolha não incluiu o nome do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. 

 

Além de também buscar saber a opinião dos entrevistados sobre o grau de rejeição a cada um desses doze nomes, o Datafolha traça alguns cenários de disputa de segundo turno: Lula versus Flávio Bolsonaro, Lula versus Caiado e Lula versus Zema.

 

A pesquisa também vai aferir a aprovação do governo Lula; sobre como o brasileiro vê a economia (se vai melhorar ou piorar); qual é o maior problema do Brasil hoje; e seis perguntas sobre o tarifaço.

 

O levantamento do Datafolha incluiu ainda perguntas para captar os efeitos do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump nas candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro. Outro tema que o instituto vai medir diz respeito ao impacto do vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com críticas a seu enteado, Flávio Bolsonaro.
 

Elmar Nascimento defende alternância de poder na Bahia, mas alerta: “O PT não pode ser menosprezado”
Fotos: Eduarda Pinto / Ronne Oliveira / Bahia Notícias

O deputado federal Elmar Nascimento (União) destaca a importância da alternância de poder na Bahia durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (20). O estado é governado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) há quase 20 anos, com o grupo no comando do palácio de Ondina. Apesar de defender a necessidade de mudança, o parlamentar adotou um tom moderado e alertou que o partido governista é um adversário forte.

 

"Olha, o PT tem sido vitorioso ao longo dos 20 anos, é um grupo forte que conta com a máquina do governo e não pode ser menosprezado. Temos um candidato forte, mas defendo o princípio da democracia de ter alternância de poder", alerta.

 

Para o parlamentar, a Bahia não possui um histórico de alternâncias políticas constantes. Pelo contrário, ele avalia que as mudanças estruturais ocorrem em períodos longos, impulsionadas principalmente pelo sentimento das populações do interior do estado.

 

"Na minha experiência, isso acontece de 20 em 20 anos. Eu nunca assisti a um candidato ganhar contra a chapa do governador, a Bahia é acostumada a mudar em 20 anos. Há um ambiente, até mesmo no interior, propício para isso. Nos municípios pequenos, vão recrudescer as diferenças; nos maiores, que têm problemas mais sérios, os eleitores vão notar áreas sensíveis, como a saúde pública e a segurança pública. Não sei a forma de fazer isso, mas sei que haverá essa [percepção]", argumenta Nascimento.

 

O diagnóstico do deputado sobre o crescimento dos problemas de segurança reflete a realidade das grandes cidades baianas, que funcionam como entroncamentos rodoviários e portuários estratégicos, tornando-se pontos de disputa para o crime organizado. Contudo, vale recordar que o União Brasil, partido do próprio deputado, gerencia a maior dessas cidades desde 2024, inclusive na capital baiana

 

Além disso, mesmo em municípios administrados por partidos de oposição, como Camaçari, sob a gestão de Luiz Caetano (PT), a segurança pública continua sendo um desafio complexo e persistente em todo o território estadual, afinal, mesmo com a contínua e aumentada presença de policiais civis armados em diversas cidades, a gestão da segurança pública é de competência estadual.


Confira a entrevista logo abaixo:

Com Congresso em recesso, atenções em Brasília se voltam para início das convenções e definição de alianças
Foto: Assessoria de Comunicação do TSE

A semana começa com as atenções em Brasília voltadas para o início, nesta segunda-feira (20), do período de realização das convenções partidárias que definirão os candidatos às eleições de 2026. Desta segunda até o dia 5 de agosto, os partidos realização convenções nacionais e estaduais para oficiar seus candidatos a presidente e aos demais cargos em disputa neste ano. 

 

De acordo com o calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral, somente após a realização das convenções e do posterior registro das candidaturas, a campanha será iniciada e os postulantes poderão se anunciar oficialmente como candidatos. Nas próximas duas semanas, também serão fechados os nomes dos vice-presidentes, além das alianças entre partidos que definirão o tamanho do tempo de propaganda na TV e no rádio que cada coligação terá direito.

 

Com o Congresso Nacional iniciando seu período de recesso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta as suas atenções à montagem final de alianças e palanques nos estados. Em meio às restrições do período chamado de “defeso eleitoral”, no qual há forte restrição à publicidade oficial e são proibidos eventos de inauguração de obras, Lula deve fazer viagens para participar de convenções de aliados e de candidatos principalmente do PT.

 

Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula inicia a sua semana com uma agenda de compromissos no Palácio do Planalto. Lula participará de solenidade para sanção de um projeto e terá reuniões administrativas com assessores e autoridades.

 

Na parte da manhã, no Palácio do Planalto, o presidente Lula assinará a sanção do projeto de lei 2.583/2020, que cria a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, o Ensceis. O projeto, aprovado pelo Congresso Nacional, busca garantir a autonomia do Brasil na produção de medicamentos, vacinas, equipamentos e insumos médicos, reduzindo a dependência externa e fortalecendo o SUS. 

 

Já à tarde, Lula terá uma reunião com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, às 14h40. Às 15h, o encontro do presidente Lula será com uma série de ministros e autoridades. 

 

Participarão da reunião com Lula a ministra Miriam Belchior, da Casa Civil; George Santoro, ministro dos Transportes; Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos; João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente; Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional; Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas; Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral da Presidência; Hana Ghassan (MDB), governadora do Pará.

 

A agenda do presidente Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência. É certo, porém, que Lula deve iniciar nos próximos dias uma agenda voltada à participação em convenções estaduais para registro de candidaturas do PT e de aliados do governo.

 

É certo, por exemplo, que o presidente Lula estará no próximo sábado (25) em São Paulo, onde participará da convenção que vai formalizar a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). Também estarão no evento o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); o ex-ministro Márcio França, pré-candidato a vice; e as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que vão disputar uma cadeira no Senado.

 

Outros destinos que devem contar com a presença do presidente Lula nas convenções estaduais são a Bahia, para formalizar a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues (PT), e o Ceará, em que será candidato o atual governador, Elmano de Freitas (PT). A convenção da Bahia está inicialmente marcada para 1º de agosto, mas a data pode ser alterada para viabilizar a participação de Lula.

 

PODER LEGISLATIVO

 

O Congresso Nacional iniciou na última sexta (17) o seu período de recesso parlamentar. O período se encerra no dia 3 de agosto.

 

A volta de deputados e senadores ao trabalho, entretanto, deve acontecer somente a partir do dia 10 de agosto. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), agendaram apenas uma semana de esforço concentrado no mês de agosto, entre os dias 10 e 14.

 

Diversas matérias que ficaram pendentes de análise e votação antes do início do recesso podem ser pautadas para o plenário das duas Casas do Congresso nesta única semana de trabalho. Não há entre os líderes partidários, entretanto, a expectativa de que temas polêmicos sejam votados, como a mudança na jornada 6x1, o projeto que criminaliza a misogina, entre outros.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

O Poder Judiciário segue em período de recesso, que só acabará no dia 31 de julho. Até a semana passada, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, estava à frente do plantão da Corte.

 

Desde a última sexta (17), o vice-presidente, ministro Alexandre de Moraes, passou a ser o responsável pelas decisões do STF em regime de plantão. Alguns ministros, como Flávio Dino, Gilmar Mendes e André Mendonça, seguem trabalhando em seus gabinetes neste período de recesso.

 

Assim como o STF, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também entrou em recesso, e funciona em regime de plantão. Os prazos processuais no TSE ficarão suspensos até o dia 31 de julho.
 

Paraná Pesquisas: Celina Leão lidera disputa do governo e Leila do Vôlei aparece como favorita ao Senado no DF 
Foto: Agência Câmara dos Deputados

A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) venceria a eleição para o governo do Distrito Federal no 1º turno em um cenário sem a candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD). Isso é o que apontam os dados do levantamento da Paraná Pesquisas, divulgado nesta segunda-feira (20). 

 

Em um cenário estimulado sem a candidatura do ex-governador, Celina Leão aparece com 45,9% das intenções de voto. O ex-deputado Leandro Grass (PT) aparece em 2º lugar, com 16,3%, seguido por Paula Belmonte (PSDB), com 7,2%, Ricardo Cappelli (PSB), com 5,7%, e Kiko Caputo (Novo), com 2,6%. Brancos e nulos somam 13,7%, enquanto 8,6% disseram não saber ou preferiram não responder.

 

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 19 de julho, entrevistando 1,5 mil eleitores e com margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código DF-01326/2026. O intervalo de confiança é de 95%.

 

Ainda na disputa pelo governo estadual, em um cenário com José Arruda, a atual governadora segue liderando, mas com menor margem, de 34,6%, frente aos 28,1% do  ex-governador. Leandro Grass tem 11,9%, Ricardo Cappelli, 4,5%, Paula Belmonte, 3,6%, e Kiko Caputo, 1,3%. Brancos e nulos representam 9,1%, e 6,8% não souberam responder.

 

ELEIÇÃO AO SENADO
Já no âmbito do Legislativo, a senadora Leila do Vôlei (PDT) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lideram as intenções de voto para o Senado, no Distrito Federal. A atual senadora lidera em todos os cenários estimulados e em dois ela aparece empatada com Michelle Bolsonaro na margem de erro.

 

No primeiro, com Ibaneis fora da disputa, a senadora Leila do Vôlei aparece com 39,2% das intenções de voto do eleitorado. Na sequência, Michelle aparece como a preferida de 36% dos entrevistados. O terceiro lugar ficou com Erika Kokay, escolhida por 28,4%.

 

No segundo cenário, em que Bia Kicis e Ibaneis ficaram fora das opções, Leila seguiu numericamente à frente das intenções de voto, com 40,5%. Já a ex-primeira-dama foi escolhida por 37,7% dos entrevistados, empatada na margem de erro.

 

O último cenário da pesquisa estimulada, com Ibaneis e Michelle Bolsonaro fora da disputa, além da inclusão do senador Izalci Lucas (PL), também apontou Leila do Vôlei como a preferida, com 41,6% das intenções de voto. Erika Kokay aparece na segunda colocação, com 30,4%.

Disputa política entre Alcolumbre e governo Lula marca semestre legislativo no Senado Federal
Foto Montagem: Agência Senado / Agência Brasil

O Senado Federal deu início ao recesso parlamentar após um semestre marcado pelo acirramento das tensões políticas entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse período foi pautado por derrotas marcantes para o Palácio do Planalto, o represamento de projetos de grande apelo popular para o Executivo e o avanço de matérias com impacto bilionário nas contas públicas.

 

O ponto mais agudo desse embate foi a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A resistência de Alcolumbre iniciou-se após o presidente Lula preterir o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB), para a vaga. Na tentativa de articular apoio, o governo atrasou o envio da documentação de Messias até 1º de abril. Apesar das visitas do atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) aos gabinetes de senadores, ele não chegou a ser recebido pela presidência da Casa.

 

Messias foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 16 votos a 11, mas acabou rejeitado no Plenário em 29 de abril. Alcolumbre atuou diretamente na articulação contra o indicado, telefonando para aliados e antecipando o placar exato momentos antes da votação, quando seu microfone captou a frase: "Ele vai perder por oito".

 

O revés marcou uma inflexão na relação com o Executivo, aproximando Alcolumbre da oposição, em especial do senador Flávio Bolsonaro (PL). No dia seguinte à rejeição de Messias, o Senado derrubou o veto presidencial à dosimetria — votação que registrou 318 votos a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado.

 

Outro ponto de desgaste evitado para Alcolumbre foi o cancelamento definitivo da sessão conjunta do Congresso marcada para 18 de junho, que analisaria cerca de 50 vetos, inviabilizada pela falta de consenso entre líderes partidários.

 

VEJA EM NÚMEROS
Em termos estatísticos, o Senado encerrou o semestre com os seguintes dados operacionais:

  • 258 matérias deliberadas;

  • 206 propostas aprovadas (sendo 106 em Plenário e 100 em comissões);

  • 1 matéria rejeitada (a indicação de Jorge Messias);

  • 50 propostas prejudicadas, retiradas ou Medidas Provisórias com validade expirada;

  • 107 sessões realizadas (sendo 38 deliberativas);

  • 38 indicações de autoridades aprovadas.

 

PROPOSTAS E EMPASSES 
No campo das propostas de campanha prioritárias para a agenda de reeleição de Lula, Alcolumbre manteve o andamento travado, sem despachar os projetos. Entre as matérias paralisadas estão as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) da Segurança Pública e do fim da escala de trabalho 6x1, além do Projeto de Lei dos Minerais Críticos.

 

A PEC do fim da escala 6x1 (que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais) foi aprovada na Câmara no final de maio com forte articulação do governo e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). No entanto, o texto continua parado no Senado. Alcolumbre argumentou que a Casa necessita de tempo "razoável" para análise e que o Senado "não pode ser carimbador" de decisões da Câmara, promovendo reuniões com empresários e sindicalistas antes de enviar a medida à CCJ.

 

O governo também sofreu reveses no âmbito fiscal com o avanço das chamadas "pautas-bomba" capitaneadas pelo Senado. Em junho, três propostas avançaram na Casa com impacto estimado de R$ 250 bilhões em dez anos: a renegociação de dívidas rurais, o reajuste do piso salarial de médicos e dentistas e a aposentadoria especial para agentes de saúde.

 

Alcolumbre ignorou os apelos da equipe econômica para conter as propostas, rejeitando o rótulo de "homem das pautas-bomba" e afirmando que o andamento decorria de acordos prévios de lideranças partidárias.

 

Foto: Reprodução / Agência Brasil

 

Nos bastidores do governo, as opiniões sobre os próximos passos da relação com Alcolumbre estão divididas. Enquanto uma ala governista aposta que o presidente do Senado possa destravar propostas cruciais (como a escala 6x1) no próximo período legislativo para restabelecer pontes com o Planalto, outro grupo adota tom mais cético, afirmando que cabe a Alcolumbre dar novos acenos políticos para consolidar a pacificação com o presidente Lula.

Livro do partido Missão ecoa propostas da esquerda e de Lula, apesar de Renan Santos alegar ruptura 
Fotos: Redes Sociais via @renansantosmbl / Ronne Oliveira (Bahia Notícias)

O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos, apresenta como principais bandeiras de sua campanha a defesa das liberdades, a redução do tamanho do Estado e a ruptura política com o governo Lula. No entanto, o Livro Amarelo, que serve como base programática do Partido Missão, reúne propostas que contrastam com essa imagem liberal e se assemelham a bandeiras historicamente defendidas por partidos de esquerda.

 

Algumas das pautas são: a regulamentação da imprensa, a desdolarização da economia sul-americana e uma maior atuação dos países emergentes no cenário internacional.

 

Além disso, a obra propõe a chamada "democracia familiar", que visa deslocar a representação política do voto individual para o núcleo familiar, medida que já foi alvo de representação da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados por possíveis impactos sobre a autonomia política das mulheres.

 

Procurados, o Partido Missão e Renan Santos, presidente da legenda, afirmaram por meio de nota que "os fascículos de pesquisa do Livro Amarelo que foram publicados não constituem um corpo definitivo de propostas do partido", classificando-os como "textos ensaísticos, com caráter de manifesto". Essa nota enviada à imprensa não se manifestou especificamente sobre as ideias de regulação da mídia e desdolarização da economia.

 

Evento do partido | Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

AS IDEIAS DO MBL
O Livro Amarelo é uma coleção de seis volumes estruturada para reunir diagnósticos e propostas para orientar o projeto político do Missão. No site da publicação, o partido afirma que o material "não é apenas uma cartilha", mas um movimento destinado a formular um projeto de país "além das narrativas da esquerda e do centrão".

 

O jornal Estado de São Paulo analisou os volumes e notou esse padrão carregado por contradição entre os discursos dos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). Na área da comunicação, o terceiro fascículo da coleção, intitulado Para Onde Vamos?, dedica um capítulo à defesa de uma nova legislação para o setor, prevendo uma regulação para "disciplinar" a mídia nacional. 

 

Volume sobre a imprensa e Renan Santos em live falando dos livros  | Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Essa proposta é criticada por especialistas, que apontam riscos de interferência na liberdade de expressão e censura. Sob o título "A farsa da imprensa livre", o texto aponta que o principal problema do jornalismo brasileiro é "a ausência de uma lei própria que discipline a mídia".

 

Segundo a publicação, essa legislação deveria servir como "instrumento de Estado para diluir o pesado oligopólio que controla o fluxo de informações do país". Embora o capítulo se apresente preliminarmente como um "interlúdio" de diagnóstico, o texto avança na defesa de um novo marco regulatório, um código jornalístico e critérios de responsabilização para o exercício da atividade.

 

A obra argumenta que a resistência dos proprietários de emissoras de rádio e televisão impediu mudanças nas regras e que o setor vive em um "quase estado de anarquia" desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou, em 2009, a Lei de Imprensa de 1967, editada durante a ditadura militar.

 

Manifestação do partido e sede do supremo | Fotos: Reprodução / Redes Sociais /  Gustavo Moreno / STF

 

AGENDA PT-MISSÃO
Essa formulação aproxima o programa do Missão de bandeiras históricas de Lula e do PT. Em 2014, o atual presidente defendeu a "democratização dos meios de comunicação", apontando que a regulamentação do setor estava defasada.

 

A proposta de combater a concentração de mídia também constou no plano de governo petista de 2018. Lula retomou o tema na pré-campanha de 2022 e, em 2026, voltou a defender uma agenda regulatória com foco no ambiente digital e nas plataformas de tecnologia.

 

Para Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, propostas dessa natureza exigem cautela extrema, especialmente em cenários de forte polarização. Ela alerta que termos como "disciplinar a mídia" e o uso da legislação como "instrumento de Estado" abrem margem perigosa para a tutela do jornalismo.

 

"O que é disciplinar a mídia? É tutelá-la? Quem vai regular? Que órgão vai determinar?", questiona Blanco, ressaltando que, embora seja necessário debater o fortalecimento do jornalismo independente e o combate à desinformação, isso não deve ser confundido com mecanismos de controle. "A imprensa é fundamental e tem que ser livre. Não tem regulamentação possível que não seja a regulamentação pela liberdade", conclui.

 

POLÍTICA EXTERNA
Na política externa, o Livro Amarelo apresenta o capítulo "Desdolarizar a América do Sul e exportar o real brasileiro". O texto defende a redução da dependência da moeda norte-americana e a criação de mecanismos financeiros regionais com maior autonomia.

 

A publicação tece críticas ao peso das grandes potências no sistema financeiro internacional e propõe dar mais voz aos países emergentes em instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. O texto sugere o uso de moedas locais no comércio regional e o aproveitamento do fundo de reservas do Brics.

 

Essa agenda encontra forte paralelo na política externa do governo Lula, que também preconiza o uso de moedas locais nas transações comerciais, a reforma das instituições multilaterais, a ampliação do espaço do Sul Global e a defesa de uma ordem global multipolar. O livro do Missão faz a ressalva de que a atuação no bloco do Brics traz tanto oportunidades quanto desafios geopolíticos diante da forte influência da China.

 

Outro ponto controverso do documento programático é a proposta de "democracia familiar". O texto apresenta uma crítica ao sufrágio universal e propõe que a família, e não o indivíduo, passe a ser a unidade básica de representação política. Sob esse modelo, os direitos políticos seriam organizados no âmbito do núcleo familiar, permitindo inclusive a renúncia individual ao direito de voto.

 

A ideia motivou uma representação da Bancada Feminina da Câmara à Procuradoria-Geral da República (PGR), devido ao risco de que a vontade política das mulheres seja tutelada ou absorvida pela decisão do chefe de família. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o voto direto, secreto, universal e periódico é cláusula pétrea, não podendo ser alterado pelo Congresso Nacional.

 

O MISSÃO RESPONDE

Em nota oficial, o Partido Missão esclareceu que os fascículos publicados do Livro Amarelo não representam propostas definitivas ou legislativas do partido. A legenda destaca que o primeiro e o sexto fascículos possuem caráter puramente ensaístico e de manifesto.

 

Segundo a nota, o capítulo que discute o voto familiar integra o fascículo 6 e tem o objetivo de debater teoricamente os limites da democracia liberal a partir de autores como Jason Brennan (teórico da epistocracia), sem que isso signifique uma proposta de governo:

 

"Não há endosso, porque não há proposta programática ou legislativa colocada nesse fascículo: quando o texto emprega a palavra 'proposta', emprega-a no sentido ensaístico — uma tese posta em debate —, tanto que todo o trecho está escrito no futuro do pretérito: 'passaria', 'seriam', 'dariam lugar'. É o modo verbal da hipótese, não o de um programa."

 

A executiva do partido reforça que os textos são "exercícios de imaginação política" concebidos para testar os limites do debate nacional e criticar o patrimonialismo e o clientelismo brasileiros. A legenda informou que suas propostas programáticas e plano de governo oficiais, endossados por Renan Santos, serão apresentados no lançamento do Livro Amarelo de 2026 em agosto.

 

Leia a nota na íntegra do partido:

Os fascículos de pesquisa do Livro Amarelo que foram publicados não constituem um corpo definitivo de propostas do partido. Em especial, o primeiro e o sexto fascículos — o de abertura e o de encerramento — são textos ensaísticos, com caráter de manifesto. O capítulo em questão, onde se discute a ideia do voto familiar, faz parte do fascículo 6, e discute críticas à democracia liberal a partir de pressupostos teóricos diversos, engajando com autores como Jason Brennan, autor da noção de epistocracia, e de toda uma tradição que examina os limites do sufrágio moderno. Não há endosso, porque não há proposta programática ou legislativa colocada nesse fascículo: quando o texto emprega a palavra “proposta”, emprega-a no sentido ensaístico — uma tese posta em debate —, tanto que todo o trecho está escrito no futuro do pretérito: “passaria”, “seriam”, “dariam lugar”. É o modo verbal da hipótese, não o de um programa. Nesse sentido, o que está ali não se assemelha em nada a um programa sobre o futuro do Brasil, mas a uma crítica ao nosso sistema político hoje posto.

 

O próprio prefácio do fascículo estabelece essa distinção em suas primeiras linhas: “Não seria possível encerrar o Livro Amarelo com um capítulo comum, dedicado a políticas públicas ou programas de governo.” E adiante: trata-se de “um manifesto — não no sentido panfletário ou eleitoral, mas como um ato espiritual e civilizacional”. O leitor é avisado, antes de qualquer capítulo, de que saiu do terreno da técnica e entrou no terreno do pensamento. Os capítulos que seguem são exercícios de imaginação política — provocações deliberadas, construídas para testar os limites do pensável e arrancar o debate nacional de sua inércia. Não à toa, o título do capítulo em questão é uma pergunta — “É Possível Imaginar Uma Nova Democracia?”

 

Não podemos nos furtar a discutir essas ideias. Este é um país onde qualquer discussão política, qualquer discussão teórica, é inviabilizada por uma espécie de hipermoralismo jornalístico. Esse hipermodalismo é o que possibilita a manutenção indefinida dos organismos cancerosos da democracia brasileira, como o Centrão.

 

O exercício mental é este: e se partíssemos de outra unidade política que não o indivíduo atomizado? O valor do exercício está na discussão que ele abre sobre as fragilidades do modelo atual — a compra de votos, o clientelismo, a dependência — e não na adoção literal de suas conclusões. Quem lê o capítulo inteiro encontra uma crítica ao patrimonialismo brasileiro, não uma defesa da abolição do sufrágio universal, que reconhecemos como conquista civilizatória.
 

Neeee sentido, a discussão sobre voto familiar no sexto fascículo serve para chamar atenção a um pressuposto anterior: a inadequação das nossas formas políticas ao projeto moderno liberal, em função do patrimonialismo que faz parte da tradição brasileira.
 

Não se trata portanto de uma proposta programática do nosso Partido - uma vez que essa não era a função do fascículo 6 do Livro Amarelo. Nossas propostas programáticas, endossadas por Renan Santos e pelo Partido Missão, estarão presentes no Livro Amarelo de 2026, que será lançado no Congresso da Missão dia 01/08, junto ao nosso plano de governo", conclui a nota.

Alexandre de Moraes proíbe visita de Javier Milei a Jair Bolsonaro; Flávio chama decisão de "covarde e cruel"
Foto: Eduardo Valente/PL

Em decisão nesta sábado, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, pudesse visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no dia 25 de julho. O pedido havia sido feito pela defesa do ex-presidente. 

 

O ministro Alexandre de Moraes disse que o pedido estaria prejudicada em razão das medidas cautelares que proíbem Jair Bolsonaro de receber visitas com finalidade político-partidária por 30 dias. A decisão que proibiu as visitas ao ex-presidente foi tomada na noite desta sexta (17).

 

“Julgo prejudicado o pedido, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensão pelo prazo de 30 (trinta) dias”, escreveu o ministro do STF na decisão. 

 

Com base em entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes ampliou as restrições impostas a Jair Bolsonaro, proibindo o recebimento de visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026. O ministro também determinou que o ex-presidente não divulgue manifestos de conteúdo político, nem mesmo por intermédio de terceiros.

 

No pedido dos advogados de Bolsonaro ao STF, além da autorização para o presidente argentino Javier Milei, foi requisitada autorização de visita também para uma comitiva formada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirino, a secretária-geral da presidência, Karina Milei, e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby. 

 

Javier Milei já havia informado na semana passada que virá ao Brasil no dia 25 de julho para participar da convenção nacional do PL que vai confirmar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, que será realizada em São Paulo. O presidente argentino queria aproveitar sua vinda ao Brasil para também visitar Jair Bolsonaro. 

 

Na noite desta sexta (17), o senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou o ministro Alexandre de Moraes pela decisão que suspende visitas “político-eleitorais” a Jair Bolsonaro em sua prisão domiciliar, até as eleições, em outubro.

 

“Mais uma decisão ilegal, desproporcional, covarde e cruel. O Bolsonaro foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra, e está tomando chute na cara de Moraes. O medo de que Bolsonaro, ou um Bolsonaro, volte à Presidência do Brasil, tirou completamente a sua condição de ser juiz”, disse o pré-candidato a presidente, em vídeo divulgado em suas redes sociais.
 

Flávio Bolsonaro compartilha vídeo em que o vereador Tenóbio ridiculariza obra da ponte Salvador-Itaparica
Foto: Montagem com reprodução de redes sociais e Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou em sua conta no Instagram, nesta sexta-feira (17), um vídeo satírico criado pelo vereador Gabriel Bandarra (PL), de Lauro de Freitas, que ironiza a obra da prometida ponte que vai interligar Salvador com Itaparica. O vídeo já teve cerca de 530 mil visualizações, mais do que a reprodução que o pré-candidato a presidente fez de uma live realizada nesta quinta (16) em que lançou um pacote de futuras ações voltadas às mulheres.

 

O vídeo do vereador baiano, conhecido como Tenóbio, diz, em tom humorístico, que a obra da ponte Salvador-Itaparica cresce “farmando aura”. 

 

“Cada pose misteriosa, mais 100 de aura. Cada sinal do L, mais 300 de aura, cada vídeo de promessa, mais 300 de aura”, afirma a locução do vídeo protagonizado pelo vereador. 

 

Tenóbio ironiza, no vídeo, as promessas não cumpridas pelos governos do PT na Bahia e cobra o avanço das obras. O vereador mostra imagens do governo Jerônimo Rodrigues, do ex-governador Rui Costa e do senador Jaques Wagner e os associa com a demora no início da anunciada ponte. 

 

Ao compartilhar o vídeo, o senador Flávio Bolsonaro associou a obra da ponte Salvador-Itaparica a promessas não cumpridas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A ponte é igual à promessa da picanha do Lula, nunca vira realidade! Mas o povo baiano não cai mais nas mentiras do Partido dos Taxadores”, afirma o pré-candidato a presidente.

 

Gabriel Bandarra, o Tenóbio, é candidato a deputado estadual nas eleições de outubro pelo PL.
 

Levantamentos mostram que Flávio sofreu desgaste contínuo nas redes com foto ao lado do Sicário e tarifaço dos EUA
Foto: Reprodução Redes Sociais

Levantamentos divulgados nesta quinta-feira (16) revelam que, nas redes sociais, o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sofreu o maior desgaste com a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. E o engajamento negativo para o senador do PL não saiu apenas das tarifas, mas também da foto divulgada nesta quarta (15) em que ele aparece ao lado do “Sicário” de Daniel Vorcaro. 

 

Segundo o site da revista Veja, desde que foram anunciadas as novas tarifas para os produtos brasileiros, mais de 21 milhões de menções e interações digitais foram feitas nas principais redes sociais. O tema do tarifaço imposto por Donald Trump ultrapassou o campo econômico e se transformou em uma disputa política sobre quem deveria ser responsabilizado pela crise. 

 

Realizado pela Ativaweb DataLab para a revista Veja, o levantamento mostrou que o senador Flávio Bolsonaro concentrou o maior desgaste, impulsionado pela disseminação da expressão “TariFlávio”, utilizada nas redes sociais para atribuir à família Bolsonaro a responsabilidade pela aplicação de tarifas ao Brasil. 

 

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com o levantamento, levou vantagem em relação ao seu adversário ao ser associado à defesa da soberania nacional, do Pix e da reação brasileira às medidas adotadas pelo governo Trump. 

 

A revista Veja destaca ainda que um outro ponto destacado pelo levantamento foi a transformação do Pix em um símbolo da soberania brasileira. A ferramenta de pagamentos passou a ser retratada nas redes como um patrimônio nacional e exemplo da capacidade brasileira de desenvolver infraestrutura pública própria. 

 

Outro estudo, desta vez realizado pela empresa Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, mostrou que desde a última terça (14) o senador Flávio Bolsonaro vem sofrendo desgaste nas redes sociais, por conta da foto em que aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, mais conhecido como “Sicário”. A imagem foi divulgada pelo site ICL Notícias no início da tarde de terça. 

 

Segundo o levantamento da nexus, as publicações sobre a imagem de Flávio ao lado do chefe da milícia privada de Daniel Vorcaro registraram 1.247.615 interações nas três redes entre 9h da terça (15) e 9h da quarta (16). O volume total representa um engajamento 22% superior ao das publicações sobre as novas tarifas norte-americanas, que somaram 1.020.184 interações no mesmo período em redes como X, Facebook e Instagram.
 

VÍDEO: Flávio Bolsonaro reage a foto com 'Sicário', não nega registro e critica Lula com Deolane Bezerra
Fotos: Reprodução / Instagram via @flaviobolsonaro / ICL Notícias

O senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiu publicamente à divulgação de uma foto em que aparece ao lado de Luiz Mourão, o "Sicário", apontado pela Polícia Federal como operador de uma milícia. Em vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (15), o parlamentar não negou a veracidade do registro, mas minimizou o episódio e partiu para o contra-ataque político, acusando seu opositor nas eleições de 2026.

 

Veja a defesa em vídeo:

 

"Se for verdade, a foto é mais uma das várias que eu tiro todos os dias porque, graças a Deus, por onde eu ando, todo mundo pede para tirar foto", alega o senador, argumentando que, como figura pública, é impossível identificar todas as pessoas que o abordam.

 

Como estratégia de defesa, Flávio Bolsonaro compartilhou um vídeo do presidente Lula da Silva (PT) com a influenciadora Deolane Bezerra, presa recentemente sob a acusação de lavagem de dinheiro. De fato, Lula e Deolane Bezerra tiveram uma relação pública baseada em um encontro em 2022, durante a campanha eleitoral, quando a influenciadora declarou apoio ao então candidato. Deolane nunca foi advogada de Lula, e não há registros de vínculo profissional entre os dois.

 

Ao divulgar imagens de encontros públicos e apoios antigos da advogada a Lula, o parlamentar escreveu: "Os amigos de Lula nunca decepcionam". Com isso, a campanha do senador busca emparelhar o desgaste de sua imagem com investigados ao do atual presidente da República.

 

O desdobramento também provocou forte reação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), condenado no STF por coação judicial. Em suas redes sociais, o parlamentar partiu para a ofensiva contra a repórter Juliana Dal Piva e os veículos de imprensa responsáveis pela publicação da foto, acusando o registro de ser uma montagem criada por Inteligência Artificial (IA).

 

Visita da investigada ao presidente Lula | Foto: Reprodução / Ricardo Stuckert

 

OFENSIVA CONTRA REPÓRTER
Em sua postagem, Eduardo utilizou termos hostis e trocadilhos pejorativos direcionados à jornalista e aos portais de notícias: "Soltam uma matéria dessas sem nem verificar. Qual o compromisso com a verdade de uma Julaina das Picas, ICL, PCCept?", escreve o ex-deputado cassado.

 

Confira a postagem:

 

Para tentar minimizar a seriedade da possível ligação do seu irmão com o miliciano sob investigação, Eduardo publicou uma montagem cômica falsa, questionando Flávio de forma irônica. É importante destacar que Juliana Dal Pilva é a mesma repórter que, até mesmo na Bahia, foi homenageada pela Associação Baiana de Imprensa (ABI) por ter divulgado as acusações de rachadinhas no gabinete da família Bolsonaro, logo já conhecida e criticada pelo trabalho por membros da família.

 

A repórter/colunista respondeu fazendo perguntas que ficaram sem respostas. "Há 4 anos ex-deputado, revelei que o senhor tinha usado 150 mil em dinheiro vivo para pagar 2 apartamentos. Até hj o senhor não explicou a origem do dinheiro. Só gravou vídeo para me atacar e admitir que usou mesmo e botou na escritura. Podia explicar agora tb como paga suas contas?", questiona.

 

Confira as postagens:

 

(Nota atualizada às 16h51 para correção: Eduardo Bolsonaro não é mais deputado. Foi cassado em 2025 pela Câmara dos Deputados e se autoexilou nos Estados Unidos).

Leonardo Avalanche, pré-candidato a presidente, é réu na Justiça por violência política e associação criminosa
Foto: Reprodução Redes Sociais

Um dia após o presidente nacional do PRTB, Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche, anunciar sua pré-candidatura a presidente da República, veio a público nesta quarta-feira (15) que o dirigente tornou-se réu na Justiça Eleitoral de São Paulo, há alguns meses, por violência política e associação criminosa. Avalanche foi denunciado pelo Ministério Público em janeiro deste ano, e a Justiça aceitou as acusações e o tornou réu.

 

A denúncia feita pelo promotor Renato Kim Barbosa afirma que Leonardo Avalanche orquestrou fraudes na eleição interna do partido em janeiro de 2024 e, na sequência, passou a perseguir, ameaçar e humilhar uma colega de partido, Rachel de Carvalho, com ofensas misóginas e ameaças de morte. O dirigente partidário nega todas as acusações.

 

De acordo com o promotor Renato Kim Barbosa, as irregularidades começaram na eleição interna do PRTB em janeiro de 2024. A denúncia descreve que Avalanche orquestrou uma fraude para garantir sua própria vitória no pleito, recrutando pessoas que se passaram por fundadoras do partido com o uso de documentos de identidade falsificados.

 

A manobra teria assegurado o controle da legenda por Avalanche, pavimentando o caminho para a perseguição ao grupo político adversário dentro do próprio partido.

 

A principal vítima descrita na denúncia é Rachel de Carvalho. Segundo o promotor, após a vitória de forma fraudulenta, Leonardo Avalanche teria passado a assediar, ameaçar, constranger e humilhar Rachel, valendo-se explicitamente do menosprezo à sua condição de mulher para dificultar o exercício de seu mandato partidário.

 

Em nota à imprensa, Leonardo Avalanche nega as acusações. O pré-candidato afirmou que contesta “todas as acusações formuladas pelo Ministério Público” e que as rebaterá judicialmente, com produção de provas e exercício do contraditório e da ampla defesa. Ele também ressaltou que o recebimento da denúncia não representa condenação nem reconhecimento da veracidade das alegações, invocando a presunção de inocência.

 

Leonardo Avalanche teve sua pré-candidatura a presidente confirmada nesta terça (14) pelo PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro). No anúncio, o partido afirmou que a candidatura não busca “soluções prontas” nem “alianças de conveniência”, mas a construção de uma “alternativa genuína” para o país.

 

“Não estamos aqui para ser apenas mais uma opção no papel. Estamos aqui para liderar uma transformação real. O PRTB é o partido da coragem e do trabalho”, disse Avalanche.

 

O partido, que possui registro no TSE desde fevereiro de 1997, ganhou maior projeção nacional nas eleições municipais de 2024 com a candidatura de Pablo Marçal (atualmente no União Brasil) à Prefeitura de São Paulo. O partido já teve em seus quadros o hoje senador General Hamilton Mourão.

 

Em 2018, Mourão foi escolhido para ser candidato a vice na chapa presidencial de Jair Bolsonaro. Mourão concorreu a vice pelo PRTB. O partido também teve outras candidaturas a presidente com Levy Fidelix, em 2010 e 2014. 
 

Futura/Apex: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 46% no 2º turno
Fotos: Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece empatado nas intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Isso é o que diz a pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (16). No levantamento, o petista aparece com 46,3% e Flávio com 46,1%, ambos empatados tecnicamente dentro da margem de erro do levantamento.

 

Ainda no levantamento, brancos, nulos e eleitores que afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos somam 6,5%, enquanto 1,1% não souberam responder. A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 7 e 11 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

 

O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07294/2026.

 

OUTROS CENÁRIOS
O instituto também testou outros cenários de segundo turno envolvendo o presidente Lula contra os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além de Renan Santos e Michelle Bolsonaro. 

 

Em um cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 45,1% das intenções de voto, contra 38,9% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos somam 13,6%, enquanto 2,3% não souberam responder.

 

Já na simulação de um segundo turno contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o presidente registra 46%, ante 38,1% do adversário. Brancos e nulos chegam a 13,8%, e os indecisos representam 2,1%.

 

Contra Renan Santos (Missão), Lula acumula 46,4% e o representante do MBL chega a 33,1%. Brancos e nulos somam 17,3% e indecisos, 3,2%.

 

No confronto entre Lula e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), ambos aparecem empatados tecnicamente, com 46,1% e 44,3%, respectivamente. Brancos e nulos são 8,1%, enquanto indecisos, 1,5%.

VÍDEO: Em live, Flávio se exalta, diz que estuprador "tem que se f..." e acusa Lula de defender criminosos
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu por 90 dias visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma live nas redes sociais na qual perdeu o controle, disparou palavrões e fez pesadas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A live foi ao ar na noite desta segunda-feira (13). 

 

Durante mais de uma hora de live, com uma bandeira do Brasil ao fundo, o pré-candidato a presidente pelo PL alternou momentos de exaltação com promessas eleitorais, e se colocou como um político perseguido por Alexandre de Moraes e o STF. Em um dos momentos de perda de controle, Flávio Bolsonaro disse que em seu governo vai ser duro com estupradores, gritou palavrões e tentou associar o presidente Lula com a defesa de criminosos.

 

 

“Não tem que ter pena desse tipo de vagabundo. Alguém que abusa de mulher, que estupra mulher, que enfia o dedo em uma criança de 12 anos, tem que se fuder. E tem um presidente da República que defende esse tipo de gente”, gritou o senador, acusando Lula, sem apresentar provas, de defender criminosos desse tipo.

 

Em outro momento de sua live, o senador do PL disse que o presidente Lula deseja manter a população na pobreza, e apresentou a si próprio como alguém capaz de enriquecer os brasileiros.

 

“Eu quero que você, pobre, fique rico. Eu quero que você, pobre, fique rico. O Lula quer que você, pobre, permaneça pobre e fique pobre”, declarou.

 

Na sequência, Flávio ironizou pessoas que atribuem conquistas pessoais aos governos petistas.

 

“Eu vejo as postagens: ‘Tudo que eu tenho eu devo ao Lula’. Aí você vai ver o que a pessoa tem, a pessoa não tem nada. ‘Tudo que eu tenho eu devo ao Lula’. Aí a pessoa não tem nada. Gente, não tem lógica. O Lula é o pai dos ricos”, completou Flávio Bolsonaro.

 

Nas redes sociais, parlamentares e influenciadores bolsonaristas exaltaram o tom agressivo do pré-candidato do PL. 

 

“Bolsonaro está de volta”, disse o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), comentário feito também por diversos outros bolsonaristas. 

Lídice dispensa suplência ao Senado e reafirma pré-candidatura a deputada federal 
Foto: Divulgação

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) voltou a reafirmar, nesta segunda-feira (13), a sua candidatura à reeleição. A parlamentar dispensou os rumores de que seria suplente do senador Jaques Wagner e destacou que deve disputar mais um mandato para a Câmara nas eleições de outubro. 

 

Primeira mulher eleita prefeita de Salvador e senadora da Bahia, além de seis vezes escolhida como coordenadora da bancada de deputados federais do Estado, Lídice alcançou uma vaga na Câmara em 2022 com mais de 113 mil votos, sendo 51 mil em Salvador, sendo a parlamentar mais votada do campo governista na capital baiana.

 

A atual deputada está em sua quarta passagem pela Câmara de Deputados, sendo que sua primeira eleição ao cargo foi em 1986, quando participou, dois anos depois, da Assembleia Nacional Constituinte. 

 

SUPLÊNCIA DE WAGNER
Sem definição oficial até então, a disputa pela primeira suplência do candidato a reeleição no Senado, Jaques Wagner envolvia, até então, dois nomes que vêm sendo citados nos bastidores políticos: a deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do PSB, e o ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, ligado ao PSD.

 

Ao reafirmar a candidatura própria, Lídice abre o espaço para o PSD. Edvaldo tem como âncora o próprio partido. Em ato mais recente, a bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) divulgou apoio público à indicação de Edvaldo para a vaga.

Renan Santos comemora aprovação, pela CCJ, de proposta do Missão que limita alíquota máxima do IPVA a 1%
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos deputados

O candidato a presidente pelo partido Missão, Renan Santos, celebrou, em suas redes sociais, a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, nesta quarta-feira (8), da PEC 3/2026, que estabelece que o IPVA não poderá ultrapassar 1% do valor do veículo. O projeto é de autoria do deputado Kim Kataguiri, único parlamentar do Missão na Câmara. 

 

Em post na rede X, Renan Santos comparou o trabalho do seu partido pela aprovação do projeto com a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos, para participar de audiência pública a respeito da aplicação de novas tarifas aos produtos brasileiros. 

 

“Enquanto Flávio finge que se importa e faz compras na Disney, após seu irmão pedir para os EUA nos taxar, eu e meu partido reduzimos o IPVA na CCJ do Congresso”, disse o presidenciável. 

 

“Isso é uma revolução [o projeto sobre o IPVA], é dinheiro sobrando no seu bolso. É o brasileiro sendo tratado como cidadão e não como burro de carga” completou Renan Santos. 

 

A CCJ aprovou nesta quarta a admissibilidade da proposta apresentada pelo deputado Kim Kataguiri. O mérito do texto agora terá que ser apreciado por uma comissão especial, a ser criada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). 

 

O projeto altera a base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. O imposto deixaria de ser calculado pelo valor de mercado do veículo e passaria a considerar apenas o peso de fábrica do automóvel.

 

A mudança tira a Tabela Fipe do centro de cálculo e coloca o peso do carro como critério principal. O texto também estabelece que o IPVA não poderá ultrapassar 1% do valor do bem. Atualmente, a cobrança é definida pelos estados, com base no valor de mercado, e as alíquotas costumam variar entre 1% e 4%.

 

A PEC 3/2026, que foi relatada pelo deputado Rodrigo de Castro (União Brasil-MG), recebeu elogios do presidente da CCJ, Leur Lomanto Jr. (União-BA). O deputado baiano disse que o projeto representa uma resposta direta do Parlamento às demandas da sociedade civil por menor carga tributária.

 

“O brasileiro convive há anos com uma elevada carga tributária e espera respostas. A aprovação dessa PEC representa um passo importante para uma discussão que pode trazer mais equilíbrio na cobrança do IPVA, sendo uma resposta ao clamor da população que não aguenta mais pagar impostos altos e não ter serviço adequado, nem estradas de qualidade”, enfatizou Leur Lomanto, elogiando o trabalho do autor e do relator da proposta.
 

Relator defende redução da maioridade para crimes hediondos, tema de PEC de Capitão Alden já aprovada pela CCJ
Foto: Edu Mota / Brasília

Após ser confirmado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), como relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal, o deputado Mendonça Filho (PL-PE) disse à Folha de S.Paulo ser favorável à responsabilização penal de jovens entre 16 e 18 anos, principalmente por crimes violentos ou hediondos, como assassinato ou estupro. 

 

A redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos é o objetivo da PEC 8/2026, apresentada pelo deputado Capitão Alden, que tramita em conjunto com a proposta 32/2015, para a qual foi criada uma comissão especial que começará a funcionar a partir de agosto. A PEC 32/2015, que já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), possui um texto apenas genérico, de redução global da maioridade. 

 

No texto da proposta de autoria do deputado Capitão Alden, que também teve sua admissibilidade aprovada pela CCJ, além de responder judicialmente por crimes hediondos, o menor entre 16 e 18 anos poderia ser processado pelo crime de crueldade extrema contra pessoas e animais. A PEC do deputado baiano lista como crimes hediondos ocorrências de estupro, estupro de vulnerável, latrocínio, tortura, homicídio praticado com crueldade extrema, entre outros.

 

Para o deputado Capitão Alden, a sua proposta não generaliza a redução da maioridade penal e não criminaliza a infância. Ao contrário, segundo ele, cria uma exceção constitucional estritamente delimitada, aplicável apenas aos casos definidos em lei complementar, mediante critérios técnicos objetivos e avaliação individualizada da capacidade de compreensão do caráter ilícito do fato.

 

“A proposta busca, portanto, proteger a sociedade, interromper ciclos precoces de violência e impedir que a idade seja utilizada como escudo absoluto para a barbárie, sem abdicar dos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proporcionalidade, da proteção integral e da responsabilização conforme a gravidade do fato”, justifica o deputado do PL da Bahia.

 

Além de defender a redução da maioridade para crimes hediondos, o relator da PEC, deputado Mendonça Filho, falou à Folha em sugerir que a medida seja alvo de referendo popular junto às eleições municipais de 2028. Apesar disso, afirma não ter um posicionamento prévio sobre a construção do texto e afirma estar aberto para ouvir diferentes perspectivas. 

 

“Pode-se pensar, por exemplo, na separação do cumprimento de pena para esses jovens, é uma ideia que eu defendo, para que não estejam no mesmo ambiente dos maiores de 18 anos”, explica.

 

Sobre a ideia do referendo popular, o relator disse que quando forem iniciados os trabalhos da comissão especial, em agosto, pretende debater essa questão com uma sugestão para que a consulta ocorra em conjunto com as eleições municipais de 2028. Nesse caso, a população seria convocada a votar para aprovar ou rejeitar a medida, que poderia começar a valer naquele ano.

 

A comissão especial criada por Hugo Motta tem prazo de até 40 sessões do plenário para votar a proposta, que depois fica pronta para apreciação pelo plenário. Em razão do recesso parlamentar e do calendário eleitoral, os trabalhos do colegiado devem começar efetivamente somente no mês de outubro. 
 

Silogismo no PSD aponta Edvaldo Brito como suplente de Jaques Wagner ao Senado
Foto: Divulgação/CMS

Para os desavisados, o silogismo é a estrutura básica do raciocínio dedutivo na lógica aristotélica. Por base, ela consiste em um argumento formado por três proposições, de forma interligada: duas premissas - uma geral e uma específica - que conduzem a uma conclusão. Essa tem sido a aposta do PSD para emplacar o ex-vereador de Salvador Edvaldo Brito na suplência do senador Jaques Wagner (PT). 

 

O espaço, que ainda segue sendo alvo de forte disputa, principalmente entre o PSD e o PSB. A disputa pela primeira suplência de Wagner envolve atualmente dois nomes que vêm sendo citados nos bastidores políticos: a deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do PSB, e o ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, ligado ao PSD. Lídice aposta no diálogo direto com Wagner. O movimento teria também relação com uma "volta" da deputada ao Senado como forma de gratidão, além da atuação da parlamentar em Salvador

 

Edvaldo tem como âncora o próprio partido. Em ato mais recente, a bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) divulgou apoio público à indicação de Edvaldo para a vaga.

 

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, durante a caminhada do 2 de Julho, que a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) está acordada para o PSD, mas deixa claro que não tem nada fechado até o momento. "Existe um acordo feito com o PSD para que a suplência seja do PSD. Estamos dialogando com Otto [Alencar, presidente do PSD na Bahia] e Wagner está mediando. Estamos no prazo e vamos construir isso com muita naturalidade", disse Jerônimo.

 

Por isso, a cúpula do partido tem analisado a situação pela lente de Aristóteles: "Se Jerônimo Rodrigues sinalizou ao PSD. O PSD definiu Edvaldo, logo… é Edvaldo". O apontamento tem encontrado ressonância dentro do partido. Veremos se a conclusão será acompanhada de um martelo batido. 

Republicanos quer eleger mais de 10 deputados nas eleições de 2026, diz Luiz Carlos
Foto: Lizzy Maria / Bahia Notícias

O partido Republicanos tem a expectativa de eleger 10 deputados na disputa eleitoral deste ano. A declaração foi feita pelo vereador de Salvador, Luiz Carlos, nesta quarta-feira (8). O edil assumiu a coordenação de campanha do Republicanos após deixar a secretaria de Infraestrutura da capital baiana (Seinfra). 

 

Em entrevista à imprensa, Luiz Carlos mencionou que a sigla montou uma chapa com quatro nomes com mandato, entre eles os deputados federais Léo Prates, Diego Coronel, Márcio Marinho e Rogéria Santos. 

 

“Nós montamos uma nominata bastante robusta. Estamos com a expectativa de eleger cinco federais e seis estaduais. Já temos aí no partido o Léo Prates, que tem mandato, Diego Coronel, Márcio Marinho e Rogéria”, afirmou durante o encontro de lideranças políticas da Bahia na sede do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Na ocasião, foi assinado o termo do Pacto pela Integridade nas Eleições 2026

 

O coordenador da campanha reforçou ainda sobre a nominata robusta que foi montada pelo grupo. 

 

“Então, já temos quatro mandatos e com uma nominata robusta, com capacidade de fazer cinco federais, com fé em Deus. Estaduais, também estamos na mesma meta”, completou.

ACM Neto organiza convenção ainda em julho e quer "acelerar" início de campanha; saiba data
Foto: Divulgação

Os novos prazos eleitorais já começam a movimentar as campanhas, inclusive ao governo da Bahia. O pré-candidato ao governo baiano ACM Neto (União) deve repetir o local escolhido para a convenção da eleição de 2022: Centro de Convenções de Salvador. De 20 de julho a 5 de agosto de 2026, os partidos políticos e federações podem realizar convenções para definir coligações e escolher candidatos. 

 

O Bahia Notícias apurou com interlocutores do União Brasil que ACM Neto estuda o dia 22 de julho, uma quarta-feira, como data para realizar a convenção. Antecipando o lançamento em mais de 15 dias, Neto conseguiria dar o "start" para a campanha, podendo adiantar o início das atividades eleitorais da chapa. Com a confirmação da chapa completa já sendo feita, com ex-prefeito de Jequié Zé Cocá (PP) como vice, e os dois candidatos a senadores João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos), o grupo chega sem indefinições para o período. 

 

Em 2022, a convenção ocorreu em 5 de agosto de 2022. pouco depois da resolução do nome para integrar a vice, após longo período de incertezas. A definição veio na reta final do prazo, com o nome da empresária Ana Coelho (Republicanos) sendo a escolhida para aquela disputa.

 

O momento é considerado importante para mobilizar os apoiadores e a ideia do grupo é, novamente, fazer um evento de grande porte, recebendo lideranças de diversas regiões da Bahia.

 

O ato, inclusive, é aguardado para uma importante definição de ACM Neto. Durante as comemorações do 2 de Julho deste ano, ACM Neto (União Brasil) afirmou que o anúncio do seu apoio à Presidência da República ocorrerá apenas após as convenções partidárias. Sobre o cenário nacional, Neto informou que viajará a Brasília na próxima semana para se reunir com a direção do seu partido. O objetivo é discutir o cenário estadual e avaliar as tratativas federais. "Primeiro precisamos entender qual será a posição nacional do União Brasil. Após as convenções, manifestaremos a nossa posição, sempre partindo do princípio de respeitar todos os partidos e pré-candidaturas que integram a nossa aliança", explicou. 

 

CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS
As convenções partidárias são reuniões oficiais dos filiados de um partido político destinadas à escolha dos candidatos que disputarão as eleições e à deliberação sobre a formação de coligações. No Brasil, elas são obrigatórias, pois a legislação eleitoral veda candidaturas avulsas e exige que todo postulante esteja devidamente filiado a uma legenda. Para as Eleições Gerais de 2026, as convenções devem ocorrer obrigatoriamente no período de 20 de julho a 5 de agosto, seguindo os prazos da Lei das Eleições.

Diferente de 2022, disputa eleitoral na Bahia não terá "pacto de não violência" e Lula indo "pra cima" de ACM Neto; entenda
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil / Divulgação

A última visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Bahia ainda repercute nos bastidores da política do estado. Para além das entregas e eventos que esteve presente, Lula deixou um questionamento para quem ficou: como tratará a campanha ao governo baiano, levando em conta a última disputa e seu comportamento? Em 2022, um dito "pacto de não agressão" envolvendo o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) e o presidente teria sido firmado, apesar de desmentido por aliados próximos, porém, agora, o embate deve ser a tônica? 


As recentes "cutucadas" do presidente Lula, tanto ao ex-prefeito, quanto ao prefeito de Salvador Bruno Reis (União), apresentaram o "cartão de visitas" do que deve estar por vir durante o processo eleitoral e o avançar da campanha. No entendimento de lideranças governistas na Bahia, esse pacto, tanto pelo "prazo" quanto pelo "teor", atualmente não seria mais viável e, pelo contrário, o que deve ser visto na Bahia é um "Lula menos paz e amor" com a oposição. 

 

Lula fez questão de relembrar e voltou a criticar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), durante agenda na Bahia, na última semana. Em discurso, Lula relembrou a polêmica envolvendo a autodeclaração racial do político nas eleições de 2022. "O teu adversário é tão mentiroso que chegou a querer passar por negro", disse Lula olhando para o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Não parou por aí, no dia seguinte, fez uma cobrança pública ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), após ouvir o pedido de uma criança para que fossem retiradas pichações de casarões e muros da capital baiana.

 

A declaração ocorreu durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em que o governo federal anunciou entregas nas áreas de educação, saúde e habitação em cidades de diferentes estados. Ao relatar a situação em Salvador, o menino afirmou que gostaria de ver os imóveis abandonados com nova pintura. A ofensiva pode ter sido planejada. 

 

Aliados apontam que alguns fatores tem sido indicados como preponderantes para a "subida de tom"  de forma escancarada, partindo para as "espetadas" públicas. Partindo de 2022, a postura do ex-prefeito ACM Neto tem sido uma delas, já que, diretamente da Bahia, Neto foi um dos críticos mais contundentes da gestão do presidente Lula. Desde o início do Lula III, Neto já apontava para problemas na condução do governo, não se furtando de criticar de forma contundente a gestão. 


Para além disso, o "arco de apoio" de Neto também deve pesar nisso. Entre os exemplos citados estão o do senador Angelo Coronel (Republicanos), que declarou abertamente apoio a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República, o pré-candidato a vice, ex-prefeito de Jequié Zé Cocá (PP), que da mesma forma tende a apoiar Flávio, além de outro colega de chapa, o pré-candidato ao Senado João Roma (PL), fortemente ligado ao bolsonarismo. Com isso, "cercado" por apoiadores do principal adversário de Lula, Neto também deve ser alvo do atual presidente. 

 

Um ponto sinalizado por outro interlocutor do grupo é que o "ritmo mais lento" de Lula nas eleições de 2022 também produziu dividendos para ACM Neto na disputa. O conhecido voto "LulaNeto", onde os eleitores baianos nacionalmente votavam em Lula e, na disputa estadual acabavam votando no ex-prefeito, deve ser "contornado" nesta disputa com a mudança da atitude. "Lula irá [para o embate]. Ele tem mais a lucrar transformando o LulaNeto em LulaJero do que se conformando com isso", apontou um interlocutor procurado pela reportagem. 

 

NETINHO PAZ E AMOR?
Mas, e ACM Neto, como deve se portar em meio a esse debate? Questionado por jornalistas após a fala de Lula, na última semana, ACM Neto respondeu: "Netinho, paz e amor". Neto já havia indicado que a presença do presidente, que teve 72% dos votos no segundo turno de 2022 na Bahia não teria relevância e  "não muda nada" no cenário da disputa na Bahia. "Quantas vezes o presidente Lula visitou a Bahia? Isso não mexe em nada, normal. Presidente da República tem que estar na Bahia, não muda nada", completou Neto. 

 

ANTIGO PACTO
Desde o período eleitoral de 2022, quando ACM Neto se negava a indicar um nome para apoiar na disputa presidencial, a ausência de críticas ao presidente Lula chamava atenção. O movimento inspirava alerta, sendo "revelado", ao menos em parte, logo após o pleito. Informações dão como certa esse "pacto velado" de não agressão entre o presidente Lula e ACM Neto, porém o fato não foi chancelado por aliados de ambos. 

 

O senador Jaques Wagner (PT) indicou que, através do deputado federal Arthur Maia (União), teria chegado um pedido para chancelar o acordo. Maia negou. O encontro final seria com o ex-ministro José Dirceu, que também chancelou o fato. ACM Neto também indicou que não passou por ele qualquer iniciativa. De certo, com pacto firmado e não divulgado ou nada disso, o clima foi ameno em 2022. Veremos em 2026.

Diego Castro diz que tem “Zero chance” de palanque com Zema ou Caiado e chama Renan Santos de “plano B do PT”
Foto: Eduarda Pinto / Mauricio Leiro / Bahia Notícias / Agência Brasil

O deputado estadual Diego Castro (PL) declarou que há "zero de chance" de dividir palanque com os ex-governadores Romeu Zema (Minas Gerais) ou Ronaldo Caiado (Goiás) em solo baiano. Em pronunciamento sobre as articulações da oposição (composta por União Brasil, PL e Republicanos), o parlamentar cobrou coerência ideológica e defendeu que as candidaturas presidenciais fora do campo direto de articulação da família Bolsonaro acabam por fragmentar a direita.

 

"Zero de chance de subir no palanque de Romeu Zema ou Ronaldo Caiado. Meu candidato é Flávio Bolsonaro. Na política, você tem que ter coerência no que defende. Não tem possibilidade nenhuma, e eu acho que qualquer candidatura nacionalmente e na Bahia, fora do Neto, está ajudando o PT. Qualquer uma fora de Flávio [Bolsonaro] está ajudando o PT", reafirma o parlamentar.

 

Ao comentar a composição das forças de oposição na Bahia, que une partidos como o PL, o União Brasil e o Republicanos, Diego Castro pontuou que o eleitorado conservador local é guiado por valores e que o grupo busca uma convergência tática para fazer frente ao atual governo estadual.

 

"Nosso público conservador tem princípio. E a gente está aí amadurecendo esses diálogos em um denominador comum para tirar o PT da Bahia", explica, defendendo o alinhamento em torno do nome de ACM Neto (União Brasil) no plano estadual.

 

"PLANO B DO PT"

O deputado também direcionou duras críticas a Renan Santos, liderança do Movimento Brasil Livre (MBL) e integrante do recém-criado partido Missão, legenda de oposição ao PT e associada aos articuladores do impeachment de Dilma Rousseff. Para Diego Castro, as movimentações de Renan Santos têm o objetivo prático de enfraquecer o campo bolsonarista.

 

"Eu vejo esse cara do MBL, o Renan Santos. Ele se preocupa, dizendo que quer tirar o PT, mas tem uma preocupação em desgastar Flávio Bolsonaro porque ele é o plano B do PT. Ele quer minar a direita", dispara o deputado estadual.


Confira o momento abaixo:

Lula dispara na plataforma de previsões Polymarket e tem 62% de chances de vencer, contra 22% de Flávio Bolsonaro
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A expectativa de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro deste ano disparou nos últimos dias e alcançou nesta segunda-feira (6) o patamar de 62% no site norte-americano Polymarket, uma das maiores plataformas mundiais do chamado mercado de previsões. 

 

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula nas eleições presidenciais, mantém trajetória de queda e no momento possui apenas 22% de chances de vitória, na pesquisa “Brazil Presidential Elect”. Em seu melhor momento no site, em maio, o presidenciável do PL chegou a liderar por alguns dias as previsões, com pico de 45,4% contra 38% de Lula.

 

Desde a revelação sobre as ligações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, no mês de maio, com áudios que mostravam pedidos de dinheiro para o filme “Dark Horse”, o senador pelo Rio de Janeiro começou a cair no Polymarket. O patamar atual é o mesmo que ele tinha em janeiro, quando sua candidatura ainda estava se consolidando. 

 

Outros candidatos também pontuam no mercado da previsão eleitoral brasileira. Renan Santos, do Missão, é o terceiro nome mais apostado, com 10% de menções, e logo depois diversos outros nomes figuram com 1%. 

 

A Polymarket não é uma pesquisa eleitoral. A plataforma funciona como um mercado de previsão, no qual usuários compram e vendem posições sobre eventos futuros, como as eleições no Brasil. 

 

Em decisão tomada no mês de abril, o governo Lula bloqueou ao menos 27 sites do chamado mercado de previsão, como a Polymarket, por exemplo. O mercado preditivo vinha crescendo no Brasil sem regras específicas e à margem da regulação. 

 

Na visão do governo, o funcionamento é semelhante às apostas on-line de quota fixa, que são permitidas por lei e dependem de uma licença específica do Ministério da Fazenda para funcionar. A legislação hoje autoriza as apostas relativas a eventos reais de temática esportiva ou cassinos on-line.

 

Mesmo proibidas, essas plataformas continuam a ser tratadas nas redes sociais brasileiras como termômetro político e uma espécie de “alternativa” às pesquisas eleitorais tradicionais. Especialistas, entretanto, ressaltam que essas plataformas não são uma boa forma de estimar intenções de voto nem de traçar um cenário da disputa ou prever seu resultado, apesar do nome dado a esse mercado.
 

Semana tem STF de recesso, Congresso esvaziado e Lula de olho na definição de novo tarifaço pelo governo Trump
Foto: Reprodução Redes Sociais

Com o início do período chamado de “defeso eleitoral”, em que são vedadas aos agentes públicos condutas como o comparecimento em inaugurações de obras, distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios, repasses voluntários a entes federados e o uso de publicidade institucional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma semana em que o foco principal será a montagem de palanques estaduais e a formação de sua equipe de campanha. 

 

Apesar de já estar entrando em modo de campanha, o presidente Lula também estará de olho, nessa semana, da audiência pública sobre a investigação comercial aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) contra o Brasil. A investigação é sobre a possível taxação adicional de 25% sobre produtos brasileiros, o chamado tarifaço. O senador Flávio Bolsonaro se inscreveu para falar na audiência. 

 

E enquanto o Judiciário entrou em recesso, o Congresso Nacional atua com possibilidade de esvaziamento nesta semana. A proximidade do recesso parlamentar, a organização das campanhas nos estados, a realização das convenções partidárias na segunda metade do mês e uma pauta de votação com poucos itens polêmicos devem afastar deputados e senadores de Brasília.

 

Confira abaixo a pauta da semana nos três poderes em Brasília. 

 

PODER EXECUTIVO

 

Iniciado no último sábado (4) o período imposto pela legislação eleitoral que proíbe a publicidade institucional dos governos federal e estaduais - como a presença de governantes em inaugurações -, o presidente Lula deve diminuir nos próximos dias o ritmo de viagens aos estados para fazer entregas à população. 

 

Nesta semana, Lula deve ter mais compromissos em Brasília, com foco na tentativa de aprovar projetos importantes para o governo antes do recesso parlamentar, principalmente a proposta que modifica a jornada de trabalho 6x1. O Palácio do Planalto também acompanha com preocupação a possibilidade da aprovação de propostas da chamada “pauta-bomba”, que causam impacto direto no Orçamento da União. 

 

Nesta segunda-feira (6), o presidente Lula terá uma agenda de poucos compromissos no Palácio do Planalto. Às 15h, Lula terá uma reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e às 16h, a conversa será com o chefe do seu gabinete pessoal, Marco Aurélio Marcola.

 

A agenda do presidente Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência. Entretanto, é esperado que o governo venha a fazer alguma manifestação sobre a audiência pública marcada para esta terça (7) em Washington pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, na sigla em inglês), órgão responsável pela investigação comercial aberta contra o Brasil.

 

A audiência tem como foco discutir a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos. O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se inscreveu para participar do debate, e deve se posicionar contra as tarifas ao Brasil. 

 

Ainda nesta semana, o presidente Lula deve promover mudanças na equipe de governo para reforçar o time da pré-campanha à reeleição. Uma das principais mudanças ocorreu já nesta segunda (6), a exoneração do fotógrafo Ricardo Stuckert, auxiliar de confiança de Lula.

 

Stuckert assumirá a coordenação das redes sociais da campanha de Lula. Também serão feitas mudanças nos próximos dias na Secretaria de Comunicação Social, liderada por Sidônio Palmeira. 

 

No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o destaque da semana será a apresentação, pelo IBGE, na próxima sexta (10), dos resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). O indicador mostrará a inflação oficial brasileira no mês de julho. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

A semana começa no Legislativo com os parlamentares de olho na formação de palanques estaduais e definição sobre candidaturas. Em virtude de as próximas semanas serem preparatórias para a realização das convenções estaduais dos partidos, o regime de votações em plenário na Câmara e no Senado será semipresencial até o início do recesso parlamentar, o que permite que deputados e senadores não necessitem estar presentes em Brasília.

 

Por conta dessa movimentação em torno da campanha eleitoral, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não definiu qual será a pauta de votações nesta semana. Motta deve reunir os líderes para acertar quais serão os projetos a serem votados nos próximos dias. As sessões deliberativas desta semana sequer foram programadas pela Mesa Diretora.

 

Enquanto as votações em plenário não são definidas, nas comissões a semana promete muita movimentação com diversos projetos em pauta sobre direitos das mulheres, proteção à infância, apostas esportivas, defesa do consumidor, mobilidade, educação e inclusão.

 

A Comissão de Previdência, por exemplo, deve votar o projeto de lei 2.373/2023, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que estabelece medidas para prevenir e enfrentar a violência obstétrica e ginecológica nos serviços públicos e privados de saúde. O parecer da relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), é favorável à proposta.

 

Na mesma reunião, também estão na pauta o projeto de lei 3.748/2024, que cria a Semana Nacional de Combate à Ludopatia e Proteção de Crianças e Adolescentes contra os Perigos dos Jogos de Azar. Há ainda o projeto de lei 128/2026, que destina parte da arrecadação das apostas de quota fixa ao Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), e o projeto de lei 4.274/2023, que cria o Cadastro Nacional de Condenados por Crimes contra Crianças e Adolescentes.

 

Na Comissão do Esporte, os deputados poderão analisar o projeto de lei 81/2021, de autoria do ex-deputado Alexandre Frota (PDT-SP), que estabelece sanções administrativas para casos de racismo e homotransfobia em estádios, ginásios e demais equipamentos esportivos. Também estão previstos o projeto de lei 1.186/2026, que cria incentivo educacional no Programa Bolsa Atleta, e o projeto de lei 1.622/2026, que estabelece regras para proteger atletas menores de idade em campanhas publicitárias relacionadas às apostas esportivas.

 

Já a Comissão de Defesa do Consumidor deve votar o projeto de lei 2.568/2025, que torna obrigatória a divulgação de alertas sobre os riscos do vício em apostas esportivas em placas publicitárias de estádios e arenas. A pauta inclui ainda o projeto de lei 4.152/2024, sobre o transporte aéreo de animais domésticos e projeto de lei 3.592/2020, que obriga postos de combustíveis a informar especificações da gasolina comercializada.

 

Na Comissão de Educação, os deputados devem analisar propostas voltadas ao acesso e à permanência dos estudantes no ensino. Entre elas estão o projeto de lei 3.796/2024, que cria o Programa Nacional de Educação Empreendedora e Inovadora, e o projeto de lei 1.400/2025, que garante isenção da taxa de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).

 

Na Comissão de Viação e Transportes, os parlamentares poderão votar o projeto de lei complementar 96/2024, do deputado Bruno Ganem (Podemos-SP), que torna facultativa a contratação do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT). Também estão na pauta o projeto de lei 2.101/2022, que garante gratuidade no transporte coletivo para candidatos inscritos no Enem e em vestibulares, e o projeto de lei 949/2025, que determina a criação de salas multissensoriais em aeroportos para passageiros neurodivergentes.

 

Na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), os deputados devem analisar o projeto de lei 5.295/2023, que assegura o sigilo de dados de mulheres vítimas de violência doméstica em cadastros públicos, e o projeto de lei 2.458/2025, que reduz a jornada de trabalho de empregados responsáveis por filhos ou dependentes com deficiência ou síndrome de Down.

 

A comissão, presidida pelo deputado Leur Lomanto Junior (União-BA), também deve analisar o projeto de lei 4.614/2019, que torna obrigatória a presença de profissionais de educação física em entidades formadoras de atletas, além da proposta de emenda à Constituição (PEC) 505/2010, que altera as regras para perda do cargo e da aposentadoria de magistrados e membros do Ministério Público.

 

No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), já distribuiu a pauta de votações em plenário para esta semana. Entre os destaques estão a aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde, o endurecimento das penas para crimes sexuais contra crianças e adolescentes e medidas de combate à violência contra a mulher, além de votações nas comissões permanentes.

 

A agenda ainda inclui sessões especiais e solenidades ao longo da semana. Entre os destaques da semana está a proposta de emenda à Constituição 14/2021, que prevê aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. O texto também trata da regularização do vínculo funcional desses profissionais. 

 

A matéria, de autoria do deputado Dr. Leonardo (Republicanos-MT), terá sessões de discussão em primeiro turno ao longo da semana. São necessárias cinco sessões de discussão antes da votação do projeto em primeiro turno. 

 

Na sessão desta terça (7), os senadores devem analisar o projeto de lei 4.978/2023, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que altera o Código de Processo Civil para permitir a transferência automática de valores referentes à pensão alimentícia. Também na terça, pode entrar em discussão o projeto de lei 3.066/2025, do deputado Osmar Terra (MDB-RS), que endurece o tratamento penal contra crimes de violência sexual cometidos contra crianças e adolescentes. 

 

A proposta alcança casos praticados no ambiente digital e com uso de inteligência artificial. O texto altera o Código Penal, o Código de Processo Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei dos Crimes Hediondos e a Lei de Organizações Criminosas.

 

Para a sessão de quarta (8), a pauta inclui o projeto de lei 6.423/2025, da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, que trata de aspectos gerais da atividade de inteligência no Estado brasileiro. O texto altera normas sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência, acesso à informação, servidores públicos e trânsito. 

 

Outro destaque da sessão de quarta é o projeto de lei 4.300/2025, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que prevê a divulgação do serviço telefônico de denúncias relacionadas à violência contra a mulher. A proposta acrescenta dispositivo à Lei 10.714/2003 e recebeu pareceres favoráveis na Comissão de Direitos Humanos e na Comissão de Constituição e Justiça.

 

Na quinta (9), os senadores devem analisar o projeto de lei 1.076/2023, do deputado Prof. Paulo Fernando (Republicanos-DF), que inscreve o nome de Frei Orlando no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A proposta recebeu parecer favorável da Comissão de Educação e Cultura.

 

Também está prevista a análise do projeto de decreto legislativo 1.203/2025, que aprova o texto do Acordo de Coprodução Cinematográfica entre Brasil e China, celebrado em Pequim em 2017.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

Desde o último dia 2 de julho, o Supremo Tribunal Federal entrou no chamado recesso do Judiciário. Os trabalhos do tribunal serão retomados apenas no dia 3 de agosto.

 

Na semana passada, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, antecipou qual será a pauta de julgamentos do plenário para o mês de agosto. Para a sessão de abertura dos trabalhos no segundo semestre, estão previstas ações que tratam da restrição de isenção tributária para pessoas com deficiência (PCD), da aplicação da Lei Maria da Penha a agressores fora do círculo familiar ou afetivo e da extensão da proibição de nepotismo a cargos políticos do primeiro escalão do governo federal, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal.  

 

No decorrer do mês há outros temas previstos para julgamento, como mineração em terras indígenas, improbidade administrativa, participação de capital estrangeiro em plataformas digitais, jogos de azar, eleição no Estado do Rio de Janeiro e Lei Geral do Licenciamento Ambiental. 

Eduardo e Flávio Bolsonaro culpam PT por eliminação do Brasil na Copa 
Foto: Reprodução / Redes sociais

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), repercutiram a derrota da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo como um fato político. Por meio de publicações nas redes sociais, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro associaram a eliminação brasileira do torneio mundial ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Em uma publicação no X, o senador Flávio escreveu que a seleção não conquistou a Copa depois da vitória do PT nas eleições de 2002. Naquele ano, a equipe brasileira conquistou o pentacampeonato mundial durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC). Lula foi eleito no mesmo ano e assumiu a Presidência em janeiro de 2003. 

 

 

Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro fez duas publicações sobre a derrota da seleção. Em uma delas ele repetiu o que o irmão publicou e lembrou que Bruno Guimarães perdeu uma cobrança de pênalti aos 13 minutos do 1º tempo.

 

 

Em seguida, o filho “03” de Bolsonaro compartilhou uma foto do pai com a seleção brasileira depois da conquista da Copa América em 2019. “Perdemos a Copa, mas vamos ganhar o país”, disse.

 

Jair Renan Bolsonaro oficializa pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina
Reprodução / Instagram @bolsonaro_jr

O vereador de Balneário Camboriú, Jair Renan Bolsonaro (PL), oficializou neste domingo (5) sua pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina nas eleições de 2026. O anúncio foi feito por meio das redes sociais. Na publicação, o filho caçula do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende dar continuidade ao legado político do pai e defender os valores do grupo político ao qual pertence.

 

"Cumprindo a missão que meu pai, Jair Messias Bolsonaro, me deu: continuar lutando pelos brasileiros e defender os valores que sempre nos uniram", escreveu.

 

Após viver entre Brasília e Rio de Janeiro, Jair Renan transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina e iniciou sua trajetória política em 2024, quando foi eleito vereador em Balneário Camboriú com a maior votação do município.

 

CONFIRA:

Pré-candidatos somam quase R$ 3 milhões em vaquinhas virtuais após 50 dias de liberação
Fotos: Gilberto Cardoso - Agência CNM / Tomaz Silva - Agência Brasil

Cinquenta dias após a liberação do financiamento coletivo para as eleições de 2026, os dez pré-candidatos mais apoiados no país já arrecadaram, juntos, quase R$3 milhões. O balanço considera os dados de uma das plataformas autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para intermediar as doações de pessoas físicas.

 

Segundo informações do G1, os números foram extraídos da plataforma QueroApoiar, que atualiza em tempo real o ranking de arrecadação de políticos e partidos. O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) lidera a lista, sendo o único a ultrapassar a marca de R$1 milhão recebidos, somando o apoio de cerca de 19 mil doadores.

 

Veja quais são os pré-candidatos com mais doações:

 

  1. Renan Santos (Missão), pré-candidato à Presidência: R$ 1,1 milhão;
  2. Jones Manoel (Psol), pré-candidato a deputado federal: R$ 447 mil;
  3. Marcel Van Hattem (Novo), pré-candidato ao Senado: R$ 338 mil;
  4. Rodrigo Spada (PSD), pré-candidato a deputado federal: R$ 260 mil;
  5. Kim Kataguiri (Missão), pré-candidato a deputado federal: R$ 191 mil;
  6. Humberto Matos (PCdoB), pré-candidato a deputado estadual de RS: R$ 152 mil;
  7. Elias Jabbour (PCdoB), pré-candidato a deputado federal: R$ 129 mil;
  8. Professor José (PSB), pré-candidato a deputado federal: R$ 109 mil;
  9. Gustavo Gayer (PL), pré-candidato ao Senado: R$ 85 mil;
  10. Rony Gabriel (Podemos), pré-candidato a deputado federal: R$ 70 mil
Começam a valer restrições do período eleitoral a três meses do primeiro turno das eleições
Foto: Reprodução / Agência Brasil

As principais proibições previstas na legislação eleitoral para evitar o uso da máquina pública durante as campanhas eleitorais entram em vigor neste sábado (4). O início dessas restrições ocorre exatamente três meses antes do primeiro turno das eleições, agendado para o dia 4 de outubro.

 

De acordo com a Agência Brasil, as medidas visam garantir a igualdade de oportunidades entre os candidatos no pleito. Durante o chamado período de defeso eleitoral, os candidatos estão proibidos de comparecer a inaugurações de obras públicas.

 

Além disso, as páginas oficiais dos governos federal e estadual na internet devem retirar de circulação conteúdos que mencionem candidatos, mantendo no ar exclusivamente informações de utilidade pública.

 

LIMITAÇÕES NA PUBLICIDADE
Pelas regras estabelecidas, as páginas e portais governamentais precisam remover nomes, símbolos e imagens que possam identificar políticos ou associar o trabalho deles à administração pública. Essa medida aplica-se inclusive a publicações realizadas antes do dia 4 de julho, mas que ainda estejam acessíveis.

 

Fica proibida também a realização de publicidade institucional para divulgar obras, serviços e campanhas de órgãos públicos. Da mesma forma, está vetada a contratação de shows artísticos com recursos públicos durante este período. Os pronunciamentos em cadeia nacional de rádio e televisão também estão suspensos, abrindo-se exceção apenas para casos de emergência grave, mediante prévia autorização da Justiça Eleitoral.

 

Todas essas vedações encontram-se amparadas pela Lei nº 9.504 de 1997, conhecida como a Lei das Eleições, bem como pelas resoluções emitidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

REGRAS DE SERVIDORES 
O período de restrições também impõe limites à gestão de pessoal na administração pública. Os agentes públicos estão proibidos de nomear, contratar, demitir sem justa causa, exonerar, remover vantagens ou transferir servidores públicos de forma a impedir ou dificultar o exercício de suas funções.

 

As movimentações de pessoal e contratações só serão permitidas em situações específicas, tais como:

  • Nomeação ou exoneração de cargos em comissão;

  • Dispensa ou designação para funções de confiança;

  • Contratações estritamente necessárias para assegurar o funcionamento de serviços públicos essenciais.

VÍDEO: Aula de Fernando Haddad em universidade pública é marcada por briga entre participantes e membros do MBL
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

A aula magna do pré-candidato, Fernando Haddad (PT), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nesta quinta-feira (2), foi marcada por um tumulto envolvendo um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) e pessoas que acompanhavam a palestra. 

 

Confira em vídeo:

 

O crítico, identificado como Matheus Pereira (Missão), entrou em uma discussão com a equipe de segurança do evento e acabou sendo derrubado. Vídeos publicados na internet mostram o pré-candidato a deputado estadual interrompendo a aula aos gritos para criticar Haddad: "Pior prefeito da história" e "Terrível".

 

Nas imagens e publicações nas redes sociais, o manifestante afirma que Haddad realizava campanha eleitoral antecipada no campus enquanto era empurrado pelo funcionário. Logo após virar de costas, Pereira é atingido por uma rasteira e cai no chão.

 

Em nota oficial, Pereira declarou que foi ao evento acadêmico com o objetivo de questionar o petista sobre a taxação de importações de pequeno valor, conhecida popularmente como "taxa das blusinhas", e sobre a suposta campanha antecipada. 

 

Ele alegou que sua equipe foi recebida com socos e chutes tanto por estudantes quanto por seguranças de Haddad, reiterando que o grupo não buscava o confronto e que as agressões partiram de terceiros e de um funcionário. Em suas redes sociais nesta sexta-feira (03), relata que irá gravar um vídeo sobre o caso.  

 

Por outro lado, estudantes que assistiam à aula magna apresentaram uma versão divergente sobre o ocorrido. De acordo com relatos de presentes, cerca de dez manifestantes ligados ao MBL compareceram ao local com a intenção expressa de provocar tumulto e atrair atenção para postar nas redes sociais, gritando palavras de ordem.

 

Certamente, os integrantes do grupo, agora filiados a um partido, utilizam as redes sociais para publicar vídeos se opondo a uma suposta "invasão da esquerda" na Universidade de Campinas. Haddad não comentou as denúncias, mas agradeceu ao público e ressaltou a importância da universidade. 

 

Veja a postagem do ex-ministro:

 

A Reitoria da instituição de ensino superior informou em nota que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. Bem como defende o pluralismo de ideias, desde que feito com respeito. 

 

 

Teatro onde ocorreu o caso e placa na reitoria | Fotos: Reprodução / Unicamp

 

Ao portal G1, a Polícia Militar de São Paulo informou que foi acionada para averiguar a confusão, mas que não houve necessidade de intervenção, pois "a situação foi prontamente controlada pelos organizadores".

 

Leia a nota da universidade na íntegra:

"A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas condena veementemente os atos de violência e tumulto registrados no transcurso da aula magna realizada na noite de 2 de julho, no Teatro de Arena da Universidade. A interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição.
 

A Unicamp reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o debate qualificado — valores essenciais de qualquer universidade pública e da própria democracia. Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação.
 

A Reitoria informa que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. A Universidade permanecerá um espaço livre, seguro e plural para a construção do conhecimento e o exercício da cidadania", conclui a nota.

 

Jaques Wagner minimiza ter sido vaiado no 2 de Julho e rebate críticas sobre atraso na ponte Salvador-Itaparica: "É desespero"
Fotos: Redes Sociais / André Carvalho / Bahia Notícias

Em entrevista concedida à imprensa nesta sexta-feira (3) no bairro da Calçada, em Salvador, Jaques Wagner (PT) minimizou os episódios de hostilidades e manifestações políticas ocorridos durante as comemorações do 2 de Julho e classificou as manifestações como "guerra de torcidas" típica de anos eleitorais. 

 

Para o pré-candidato e nome ligado ao caso Master por meio do banqueiro Augusto Lima, a data festiva é maior do que as disputas partidárias, destacando a recente sanção presidencial que tornou Salvador a capital simbólica do país durante a efeméride.

 

"Uma vaia daqui, um aplauso dali, eu acho que é normal. O 2 de julho pra mim é maior do que isso tudo, ainda mais esse ano que ele virou uma referência nacional com a sanção pelo presidente Lula da transferência da capital do Brasil para Salvador no 2 de julho. Agora a guerra política é guerra política. Pra mim, é o normal do que acontece todo ano eleitoral", alega o senador.

 

Ao ser questionado sobre o vídeo publicado pelo ex-ministro João Roma (PL), no qual este acusa o ex-governador Rui Costa de xenofobia por questionar sua identidade baiana, Wagner adotou um tom moderado. O senador, que é natural do Rio de Janeiro, minimizou a polêmica, atribuindo as falas ao "calor da disputa eleitoral". 

 

Reveja o vídeo:

 

"É o calor, até para o que eu diga, é o calor do 2 de julho, todo mundo com a cabeça quente. Eu vivo aqui há 52 anos, não sei quanto tempo Roma está aqui. Mas, na medida em que o cara está legalizado, eleitoralmente ele pode ser candidato. Eu acho que não é por aí, é o calor da disputa eleitoral", responde Wagner.

 

O senador também rebateu com firmeza as críticas da oposição, ligada à prefeitura de Salvador, sobre o cronograma de construção da ponte Salvador-Itaparica. Para Wagner, as queixas refletem o descontentamento dos adversários com a viabilização do projeto.

 

"Eu acho que eles estão nervosos de ver que a ponte virou uma realidade, como o metrô virou uma realidade, o VLT virou uma realidade. Por que eles estão nervosos que o pilar está sendo construído, colocado? Por mais dois, três meses, você vai ver a ponte avançando e aí vai calar a boca de quem não acreditou na realidade importante que vai ser a ponte Salvador-Itaparica. É, para mim, desespero", conclui o senador.

 

O parlamentar, antiga liderança do governo no Senado Federal, prevê que o avanço dos pilares da ponte de Salvador a Itaparica vai "calar a boca de quem duvidou" nos próximos meses, o que, segundo ele, encerrará as contestações técnicas e políticas sobre a viabilidade da obra.

Ricardo Stuckert deixará governo para coordenar redes sociais da campanha de Lula, afirma colunista
Foto: Divulgação

O fotógrafo Ricardo Stuckert deixará o governo federal para atuar na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, ele permanecerá no cargo de secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual até esta sexta-feira (3) e passará a integrar a equipe de campanha a partir de sábado (4).

 

Ainda de acordo com a publicação, a exoneração deverá ser publicada na edição de segunda-feira (6) do Diário Oficial da União.

 

Na campanha, Stuckert ficará responsável pela coordenação das redes sociais de Lula, como X, Instagram e TikTok, em parceria com Nicole Briones, que atualmente atua nas plataformas digitais do Partido dos Trabalhadores (PT).

 

Fotógrafo há cerca de três décadas, Stuckert acompanha Lula há 23 anos e é considerado um dos auxiliares mais próximos do presidente, tendo permanecido ao lado do petista mesmo durante o período em que ele esteve fora da Presidência.

 

Conforme a colunista, a equipe de comunicação da campanha será liderada pelo marqueteiro Raul Rabelo, braço direito do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira. Ele ficará responsável, principalmente, pela produção dos programas de rádio e televisão.
 

Em clima de copa, Angelo Coronel adia escolha por suplente em disputa pelo Senado: "Deixa o Brasil ser campeão primeiro"
Foto: Josemar Pereira / Bahia Notícias

Em meio às comemorações da independência da Bahia e em clima de Copa do Mundo, não há espaço para pensar em suplência na oposição. Pelo menos é esse o discurso do senador Angelo Coronel, candidato à reeleição. Coronel (Republicanos) adiou a escolha de suplentes para as pré-candidaturas dele e de João Roma (PL) ao Senado Federal. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (2), o entrevistado informou que a definição será feita em cerca de 15 dias.

 

Segundo Coronel, os nomes que devem compor a suplência das chapas da oposição à Câmara Alta do Congresso Nacional já estão sendo discutidos. Ainda de acordo com o republicano, a decisão deverá ficar para depois da Copa do Mundo de futebol, que tem sua partida final marcada para o dia 19 de julho deste ano.

 

"As discussões continuam e já temos nomes cotados, mas vamos deixar o Brasil ser campeão primeiro para batermos o martelo nisso", disse o senador, agora integrante da oposição ao governo da Bahia.

 

O pré-candidato ainda afirmou que as preferências por um suplente que atue no cargo de vereador, dando prioridade aos atuantes no interior do estado. "Nada como prestigiar quem está no interior todos os dias fazendo o melhor pelo povo", elogiou o político. "A identidade com o interior é um requisito para a suplência em uma das candidaturas", completou.

Após quase abandonar a política, Michelle Bolsonaro recebe pesquisa que a coloca em primeiro para o Senado
Foto: Reprodução Redes Sociais

Pivô de uma crise na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desde que, na semana passada, expôs nas redes sociais ter sido “maltratada e humilhada” pelo enteado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em conversa com o presidente do PL, chegou perto de pedir a desfiliação do partido e desistir de se candidatar ao cargo de senadora pelo Distrito Federal.  

 

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo Instituto França sobre a disputa para o Senado no Distrito Federal mostrou que Michelle Bolsonaro quase abriu mão de uma eleição que, até o momento, tem nela a maior favorita para ser a mais votada. 

 

O instituto questionou os seus entrevistados sobre quais seriam suas escolhas para o primeiro e para o segundo voto ao Senado. Nesta eleição de 2026, os eleitores vão votar duas vezes para o Senado Federal. 

 

Na simulação do primeiro voto, Michelle Bolsonaro ganha com folga da segunda colocada, a deputada federal Erika Kokay (PT). Na terceira posição surge a atual senadora Leila do Vôlei (PDT), que busca a reeleição, e logo depois aparece o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), que desde a revelação do escândalo do Banco Master vem perdendo apoio dos eleitores do DF.

 

Veja abaixo como ficou o cenário de escolha dos eleitores de Brasília pelo primeiro voto:

 

Michelle Bolsonaro (PL) - 30%

Erika Kokay (PT) - 16,72%

Leila do Vôlei (PDT) - 11,19%

Ibaneis Rocha (MDB) - 7,46%

Bia Kicis (PL) - 4,48%

José Reguffe (Solidariedade) - 2,69%

Sebastião Coelho (Novo) - 1,94%

Branco/nulo - 8,51%

Não sabe/não respondeu - 17,01%

 

Já nas respostas dos entrevistados sobre quem escolheriam como sua segunda opção ao Senado, a atual senadora Leila do Vôlei saiu na frente dos outros candidatos. Na segunda posição aparece a deputada federal Bia Kicis (PL), que vem tendo o seu nome cotado para ser candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro.

 

Confira como ficaram os nomes ao Senado na segunda opção dos eleitores:

 

Leila do Vôlei - 14,78%

Bia Kicis - 9,25%

Michelle Bolsonaro - 7,91%

Erika Kokay - 6,12%

Ibaneis Rocha - 4,18%

José Reguffe - 4,18%

Sebastião Coelho - 1,34%

Branco/nulo - 17,91%

Não sabe/não respondeu - 34,33%

 

Foram entrevistados 1.607 eleitores brasilienses de 18 a 23 de junho. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos percentuais. Foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06776/2026 e DF-04765/2026. O levantamento custou R$ 15.790,00 e foi financiado com recursos próprios.
 

TSE passa a integrar grupo de trabalho contra violência a jornalistas nas eleições
Fotos: Lula Marques e Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a integrar o Grupo de Trabalho sobre Violência contra Jornalistas no Período Eleitoral. Criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ-SP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), a iniciativa reúne representantes de 14 instituições, incluindo órgãos do Governo Federal, do Poder Judiciário, do Ministério Público e entidades da sociedade civil.

 

O grupo tem como objetivo principal formular recomendações para fortalecer a proteção aos profissionais de comunicação e assegurar a liberdade de imprensa durante as Eleições de 2026. A medida foi motivada pelo aumento histórico no registro de casos de violência contra a categoria durante períodos eleitorais no país.

 

A atuação do colegiado foca na elaboração de diagnósticos, na sistematização de dados de ocorrências e na proposição de medidas institucionais para prevenir e encaminhar denúncias de violência física, digital, judicial e simbólica contra comunicadores. 

 

Os profissionais vítimas de violência política contam com um canal específico para envio de denúncias por meio da plataforma governamental FalaBr, o que possibilita o mapeamento detalhado dos casos no Brasil e no exterior. As informações foram confirmadas pelo portal Metrópoles. 

 

Como parte de sua contribuição direta à iniciativa, o TSE desenvolverá um painel de dados estatísticos sobre a violência política, cujo objetivo é fornecer subsídios informacionais para a formulação de políticas públicas de enfrentamento a esse cenário.

 

O grupo de trabalho opera no âmbito do Observatório criado em 2023, que monitora agressões contra jornalistas, apoia investigações em curso e sugere ações de prevenção. Além do governo e do TSE, participam ativamente do comitê o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público Federal (MPF) e outras organizações voltadas à defesa dos direitos civis e democráticos.

Michelle Bolsonaro anuncia saída da presidência do PL Mulher para se dedicar à família
Fotos: Reprodução / @michellebolsonaro / PL Mulher

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou oficialmente, na noite desta terça-feira (30), que deixará a presidência nacional do PL Mulher, a ala feminina do Partido Liberal (PL). Segundo o comunicado, a decisão foi motivada pelo desejo de se dedicar de forma integral aos cuidados de sua família, especificamente do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e de sua filha.

 

Michelle comunicou que a decisão foi o resultado de uma reflexão em família. Ela anunciou sua decisão diretamente ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em uma reunião que aconteceu na tarde de hoje. A decisão ocorre após uma tentativa de estabelecer uma melhor relação com o partido, na sequência do rompimento com Flávio Bolsonaro e da disputa com seus enteados.

 

Na nota de esclarecimento divulgada, Michelle Bolsonaro fez um balanço de sua trajetória no comando do órgão partidário, destacando a consolidação de lideranças femininas pelo país. "Construímos — juntamente com as nossas presidentes — um grande exército de mulheres de bem que já começaram a transformar o Brasil", diz.

 

A ex-primeira-dama expressou gratidão especial à vice-presidente do PL Mulher, Priscila Costa, estendendo os agradecimentos a todas as presidentes estaduais e municipais que atuaram na expansão do movimento. Ela também agradeceu a Valdemar Costa Neto pela confiança e pela autonomia concedida durante o período,

 

Não é a primeira vez que Michelle desiste de um cargo, todavia a decisão caiu na imprensa após longos atritos públicos com seus enteados. Flávio Bolsonaro (PL) confessou e se desculpou com a ex-primeira-dama por meio de suas redes sociais. A imprensa revelou informações de bastidores na capital federal que indicaram que ela seria vaiada em futuras ocasiões por segmentos do PL.

 

Confira o texto na íntegra:

"Na condição de Presidente do Partido Liberal Mulher, venho por meio desta informar que, após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o Presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar - integralmente - aos cuidados para com o meu marido e minha filha.

 

Durante o período em que estive à frente do PL Mulher, construímos - juntamente com as nossas presidentes - um grande exército de mulheres de bem que já começaram a transformar o Brasil e a corrigir os rumos da nossa Nação. Conhecendo a força e a capacidade das mulheres brasileiras, tenho certeza de que o nosso movimento crescerá ainda mais e teremos um futuro próspero para os nossos filhos e netos.

 

Quero agradecer, na pessoa da minha vice-presidente, Priscila Costa - a todas as minhas presidentes estaduais e municipais que, com tanto carinho, empenho e dedicação tornaram possível a expansão de nosso movimento que está edificando o nosso país. Sem vocês, nada disso seria possível.

 

As sementes foram lançadas e, em breve, vocês colherão os frutos desse trabalho tão lindo que vocês realizaram em favor das famílias de nossa grande Nação.

 

Peço a Deus que esteja sempre com vocês, inspirando e conduzindo esse trabalho e que as mulheres ocupem, cada vez mais, os lugares que lhes pertencem nas esferas de decisão e de poder. Vocês estarão sempre nas minhas orações como forma de gratidão e de amor por cada uma de vocês.

 

Agradeço também o Presidente Valdemar pela autonomia que me concedeu e por ter confiado a mim tão nobre desafio. 

 

À minha amada equipe da Nacional, mulheres e homens giants que comigo enfrentaram todos os desafios que surgiram à nossa frente, agradeço do fundo do meu coração. Somente Deus pode recompensá-los por todo bem que fizeram a mim e ao nosso Brasil. Eu amo a vida de cada um de vocês.

 

Que Deus os abençoe. Que Ele abençoe as nossas famílias. Que Deus abençoe o nosso amado Brasil", termina a nota.

Única mulher pré-candidata a presidente, Samara Martins estará em Salvador para participar dos festejos de 2 de Julho
Foto: Reprodução Unidade Popular

Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atende a recomendações médicas e cancela sua participação nas comemorações da Independência da Bahia, uma outra candidata a ocupar o Palácio do Planalto em 2027, Samara Martins, anuncia que estará presente em Salvador para os festejos de 2 de Julho. 

 

Filiada ao partido Unidade Popular (UP), Samara Martins é, até o momento, a única mulher que colocou seu nome como pré-candidata à presidência da República. Nas suas redes sociais, a mineira de 38 anos anunciou que irá se juntar ao povo baiano no dia 2 de julho para celebrar a Independência da Bahia e a consolidação da Independência no Brasil.

 

“No dia 2 de Julho estaremos na Bahia celebrando esse dia historicamente de luta do nosso povo!”, disse a pré-candidata, destacando sua presença a partir das 6h no Largo da Lapinha. 

 

Além da participação nos festejos de 2 de Julho, Samara Martins disse em suas redes sociais que estará em Salvador já nesta quarta (1º), no evento de lançamento das pré-candidaturas da Unidade Popular para os cargos de deputado federal e estadual na Bahia. O lançamento acontecerá às 18h30, na Casa Preta Zeferina, na Ladeira do Baluarte. 

 

Mineira de Belo Horizonte (MG), Samara Martins trabalha como dentista no Sistema Único de Saúde (SUS) e ocupa a vice-presidência nacional do UP. Também integra o Movimento de Mulheres Olga Benário e a Frente Negra Revolucionária.

 

Nas redes sociais, ela se apresenta como “o espelho da mulher brasileira”. A pré-candidata afirma que concilia maternidade, trabalho e militância política. 

 

“Estou com muita energia para levar nossa propaganda ao máximo de pessoas, chamar o povo a debater a política”, afirma a pré-candidata.

Caiado deve anunciar Gilberto Kassab como vice na disputa pela Presidência
Foto: Divulgação/PSD

O ex-governador do Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) deve anunciar Gilberto Kassab, presidente do PSD, como vice em sua chapa nesta quarta-feira (1). O escolhido é presidente do partido e considerado um ótimo articulador político.

 

Kassab fez parte do secretariado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Inicialmente, Kassab defendia que Tarcísio fosse o indicado da direita para concorrer contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas com a escolha de Flávio Bolsonaro, lançou um candidato. Caso confirmada, a chapa entre Caiado e Kassab coloca o PSD na corrida presidencial com uma chapa pura. 

 

Segundo informações da CNN, a escolha do nome se dá como uma tentativa de fortalecimento da direita tradicional como alternativa ao bolsonarismo. 

 

No momento, diferentes institutos apontam que Caiado tem entre 2% e 3%. Nem mesmo as revelações da ligação de Flávio Bolsonaro (PL) com o caso Master fizeram o pré-candidato subir nas pesquisas.

José Carlos Araújo assume mandato na Câmara dos Deputados durante licença de Léo Prates
Reprodução/Instagram @josecarlosaraujojca e Kayo Magalhães / Câmara dos Deputado

O ex-deputado federal José Carlos Araújo (PDT) assumiu temporariamente a cadeira do deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA) na Câmara dos Deputados. O afastamento faz parte de uma licença anunciada pelo parlamentar baiano ainda em março, com o objetivo de percorrer diferentes regiões da Bahia e intensificar sua pré-campanha à reeleição.

 

Antes da licença, Léo dedicou cerca de 60 dias à relatoria da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, com o fim da escala 6x1.

 

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, em dois turnos, por ampla maioria, e seguiu para análise do Senado. A proposta, que unificou textos apresentados pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP), estabelece uma transição para a nova carga horária sem redução salarial.

 

No Senado, porém, a PEC completa um mês sem avanços na tramitação e ainda aguarda despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para ser encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A expectativa é que a matéria seja debatida em sessão temática nesta semana.

 

Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, caso o Senado aprove alterações no texto e a proposta retorne à Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverá reconduzir o baiano à relatoria do projeto.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Vem aí a estreia das campanhas políticas de 2026, mas, antes de conhecer o elenco, é preciso entender o enredo. Aqui na Bahia, os ventos bons parecem mudar de lado. É o que prova a relação de Card e Pernambucano estar mais tranquila que a de Galego e Correria. Mas ninguém vive mais leve atualmente do que Ottinho - ou mais pesado, a depender do ponto de vista. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar da Costa Neto

Valdemar da Costa Neto
Foto: Beto Barata/ PL

"Isso é uma loucura, eu acho que o Trump tá, ele perdeu um pouco o rumo nisso aí, e espero que ele estabeleça uma linha melhor, porque o Brasil sempre foi um grande parceiro dos Estados Unidos". 

 

Disse o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao criticar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incluir o Brasil no pacote de tarifas norte-americanas. O dirigente classificou a medida como uma "loucura" e defendeu a negociação diplomática entre os dois governos como caminho para reverter as tarifas.

Podcast

Projeto Prisma entrevista o deputado federal Elmar Nascimento nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o deputado federal Elmar Nascimento nesta segunda
O deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (20). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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