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O pré-candidato a presidencia da República, Flávio Bolsonaro (PL) encomendou pesquisas de intenção de voto para definir quem substituirá Cláudio Castro como candidato ao Senado Federal pelas cadeiras do Rio de Janeiro nas eleições de 2026.
O ex-governador Cláudio Castro desistiu da candidatura logo após ser alcançado pela teia do Caso Master. Flávio Bolsonaro, senador que se reuniu com o banqueiro preso envolvido na maior fraude financeira do país, é acusado de negociar o repasse de até R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro para o financiamento do filme do pai, Jair Bolsonaro.
Agora, o PL corre atrás para assegurar as cadeiras do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Essa informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. O levantamento encomendado testará a viabilidade de dois nomes principais do partido fluminense: os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, o atual líder do partido na Câmara dos Deputados.
BASTIDORES DA DIREITA
Vale lembrar que no final da semana passada, Flávio Bolsonaro teve uma reunião com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para tratar do cenário eleitoral no estado. Durante a conversa, ambos analisaram os perfis dos dois deputados federais.
Sosthenes e Jordy, ambos deputados federais | Fotos: Agência Brasil / Câmara dos Deputados
Internamente o partido tem suas dúvidas, os perfis dos pré-candidatos dividem opiniões:
- Carlos Jordy: É avaliado como um nome de perfil ideológico, característica que, segundo aliados, poderia limitar sua capacidade de articulação e agregação política com outras legendas.
- Sóstenes Cavalcante: É considerado um candidato mais aberto ao diálogo e com maior facilidade para atrair e consolidar uma ampla coligação de partidos em torno de sua candidatura.
Apesar da vantagem competitiva de Sóstenes na articulação partidária, Flávio e Jair Bolsonaro compartilham do receio de que a oficialização de sua candidatura ao Senado possa intensificar a pressão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o parlamentar.
Sóstenes é investigado no supremo sob a suspeita de desvios relacionados à cota parlamentar. A necessidade de encontrar um novo nome para a disputa majoritária no Rio de Janeiro surgiu na semana passada, quando Cláudio Castro desistiu oficialmente de concorrer ao Senado.
O ex-governador recuou da disputa após se tornar alvo de duas operações conduzidas pela Polícia Federal (PF) em um intervalo de menos de 15 dias.
O PSD estuda a possibilidade de indicar o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo governador Ronaldo Caiado. A informação foi confirmada pela legenda neste sábado (30).
De acordo com a CNN Brasil, a possibilidade de lançar uma chapa "puro-sangue" passou a ser estudada pelo partido, no entanto, apesar das articulações, a definição oficial do nome de Kassab, ou de outro integrante do partido para o posto, só deve ser anunciada em julho.
A proposta de unir dois nomes do mesmo partido na chapa presidencial ganhou força nos últimos dias e atende a objetivos estratégicos internos de unificação partidária, além de ser uma alternativa na direita, aresentando o projeto do PSD como uma candidatura politicamente robusta e viável dentro do campo da direita.
A movimentação ocorre em meio a reavaliações no cenário político. Integrantes do PSD avaliam, nos bastidores, que a potencial candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) perdeu força e viabilidade após o envolvimento do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), fez duras críticas sobre a atuação de facções criminosas no estado, durante evento pelos 146 anos de emancipação política do município de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, na noite da última sexta-feira (29).
A manifestação ocorre em meio ao debate sobre a decisão do governo norte-americano de Donald Trump de classificar as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Ao comentar o tema, ACM Neto afirmou ser defensor da soberania nacional, mas criticou a omissão dos governos federal e estadual diante da escalada de violência na Bahia, e alertou para a gravidade da atuação desses grupos no cotidiano da população.
“A pergunta que eu faço é a seguinte: quem toca o terror é o quê? É o que faz o PCC, é o que faz o Comando Vermelho, é o que faz o Bonde do Maluco, é o que fazem 21 facções criminosas presentes no território baiano. Então, é fundamental que a gente sempre defenda a soberania nacional, não há dúvida. Mas eu também enxergo que o que essas facções estão fazendo no dia a dia é terror. O que essas facções fazem com o cidadão, matando gente, tirando a vida de pessoas inocentes, tirando o sonho de muitas famílias”, disse.
O ex-prefeito de Salvador também associou o avanço da criminalidade à falta de resposta mais firme do poder público e declarou ser favorável a ações de enfrentamento às facções.
“Quantas mães hoje choram? E quando você perde um filho, e eu peço a Deus todo dia que a única coisa que ele me permita na vida é jamais perder um filho, mas a gente sabe o relato de pessoas que já perderam um filho, você nunca mais é o mesmo na sua vida. Então quantas vidas essas facções criminosas já condenaram, e por que chegamos a esse ponto pela omissão do governo federal? E principalmente no caso da Bahia pela omissão do governo do Estado, mais precisamente nos últimos anos, de Jerônimo Rodrigues. Eu sou a favor de todas as medidas que botem para quebrar o PCC e o Comando Vermelho”, afirmou.
O ex-suplente e atual deputado federal, Jorge Araújo (PP), publicou um vídeo em suas redes sociais que está sendo interpretado nos bastidores políticos como uma série de indiretas ao seu grupo político. O desabafo ocorre logo após o anúncio de sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados para as eleições de 2026.
Confira abaixo:
? Em desabafo, Jorge Araújo manda indireta a grupo político após críticas a pré-candidatura
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 29, 2026
????Redes Sociais/ @jorgearaujooficial
Confira ? pic.twitter.com/PsCmH7pGfK
Sem mencionar nomes, o ex-apresentador do quadro "Bafafá" utilizou a gravação para rebater supostos comentários sobre sua trajetória na comunicação e criticar a postura de determinados articuladores políticos.
A fala mais enfática, apontada como um recado ao chamado "fogo amigo" dentro de sua base, encerrou a publicação. "Existem pessoas dentro do meu grupo que tentam me desestabilizar de qualquer forma", fala o pré-candidato.
O ex-vereador da cidade de Salvador também direcionou sua fala a quem tenta desmerecer sua atuação política ao associá-lo apenas ao seu antigo personagem de entretenimento na televisão.
"Algumas pessoas me tiram como aquele repórter 'Aeee Bafafá', fofocagem é comigo. Aqui a política é séria, é conversada e levada olho no olho. No fio do bigode", alega.
Em vídeos nas redes sociais, o político se coloca como já deputado federal, mirando na vitória das eleições desse ano. Questionado pela redação do Bahia Notícias, o ex-vereador se recusou a falar desse assunto.
O ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador do estado, Zé Cocá (PP), recebeu, na manhã desta quinta-feira (28), a Comenda Dois de Julho no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A honraria, considerada a principal distinção da Casa Legislativa baiana, foi proposta pelo deputado estadual Hassan Iossef (PP).
Durante seu pronunciamento, Zé Cocá relembrou a trajetória política ao lado do deputado Hassan Iossef e agradeceu o apoio de sua equipe e familiares. Em seu discurso, o homenageado justificou sua aliança política com ACM Neto, destacando que a decisão visa a projetos de desenvolvimento para o estado.
"Tomei a decisão de caminhar com Neto com o propósito de mudar a Bahia. Ele me disse: nós podemos muito mais, e não quero que você seja uma figura decorativa, mas que chegue para botar a mão na massa, acordar cedo, dormir tarde, trabalhar de domingo a domingo para fazer da Bahia o estado mais desenvolvido da nação”, discursa Cocá.
Ao abordar o significado da Comenda Dois de Julho, Cocá associou a honraria ao processo histórico de libertação da Bahia. "Essa comenda nos diz isso: o processo de libertação desse estado. Você, Neto, vai mudar os rumos da Bahia, mas não é só com obras, tirando fotos e visitando o interior: é cuidando das pessoas e chegando em todos os cantos desse estado”, afirmou. “Não tenho dúvidas da nossa vitória”, acrescentou.
Antes do pronunciamento do homenageado, discursaram no plenário o deputado estadual Hassan Iossef, o vereador de Jequié Rui Bulhões (PP), o deputado federal Cacá Leão (PP), além de Leur Lomanto Júnior e ACM Neto. Os oradores abordaram o histórico profissional de Zé Cocá, que já atuou como prefeito de Lafaiete Coutinho, deputado estadual e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB).
PRESENÇA DA OPOSIÇÃO
O evento contou com a presença de representantes políticos da oposição, incluindo o pré-candidato ao governo, ACM Neto (União), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), e os pré-candidatos ao Senado, Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL).
Também compareceram o deputado federal Leur Lomanto Júnior (União), os prefeitos de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), e de Lauro de Freitas, Débora Régis (União), além de familiares e aliados políticos do homenageado.
O ex-prefeito de Jequié, Zenildo Brandão Santana, conhecido como Zé Cocá (PP), minimizou as ações do governo do estado na região do Médio Rio de Contas. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (27), durante o lançamento do projeto "Sua Voz é a Nossa Voz", o atual pré-candidato a vice-governador afirmou que o governador, Jerônimo Rodrigues (PT), “prometeu o mundo”, mas não resolveu os problemas da região.
“O governador, na nossa microrregião, se você colocar nos quatro anos, ele prometeu o mundo. Ele prometeu que ia resolver o problema de todos os municípios, criou pautas que eram necessárias para a nossa região — cobranças inclusive nossas —, e infelizmente nenhuma saiu do papel. Nenhuma, nenhuma, nenhuma. Nenhuma pauta relevante saiu do papel”, destacou o ex-gestor.
Em eventos recentes do governo petista, Jerônimo chegou a citar o avanço da proposta de construção de um aeroporto para a região. Para Zé Cocá, a promessa é mínima. “Nós estamos falando de sistema de irrigação, nós estamos falando de aeroporto regional, abertura de novas vias, eixos de produção... Isso não aconteceu”, garante.
Ainda sobre as promessas, o pré-candidato da chapa de oposição afirma: “Eu torço para que isso aconteça, acho que o governo tem o seu dever, sua obrigação de fazer isso”. No entanto, ele sinaliza que “o governo teve quatro anos para iniciar essa e outras obras necessárias também”.
Já no que diz respeito à política na região, segundo ele, a população local já é adepta à ideia de rompimento com o governo petista. “Nós temos conversado com a maioria dos prefeitos da nossa região. É uma região de fato em que você vê um clamor por mudança. Se você fizer qualquer pesquisa eleitoral na nossa região hoje, [verá isso] por conta de muita promessa que foi feita e pouca execução do governo”, alega.
O ex-prefeito, reeleito em 2024, conta que deve avançar nas negociações com gestores vizinhos para fortalecer a campanha do ex-prefeito de Salvador e atual pré-candidato ao governo, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União).
“Nós temos alguns municípios que estão prestes a declarar apoio, outros vão declarar [mais à frente], e em outros nós estamos construindo bem as oposições. Estamos construindo bem grupos que não aceitam mais o governo, então eu não tenho dúvida de que sairemos vitoriosos daqueles dois territórios”, conclui.
Em evento de lançamento de seu projeto “Sua Voz é a Nossa Voz”, o pré-candidato ao governo do estado da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), diferenciou as ações previstas pela oposição do que já é realizado no Programa de Governo Participativo (PGP) do PT na Bahia. O projeto da oposição prevê a visita e escuta ativa às comunidades de Salvador e do interior da Bahia durante o período de pré-campanha.
“O PGP deles é uma coisa que é feita ali em quatro paredes, toda ela é manipulada para ter um resultado que interesse a eles. [O PGP é] Tudo feito e manipulado pelas pessoas dos partidos e ali do centro do governo. Nós queremos fazer uma coisa ampla, eu quero dar voz a todos os baianos, sobretudo aos que não têm uma identificação partidária imediata, não tem uma militância, não tem como chegar a gente”, afirma o ex-prefeito de Salvador.
A fala ocorreu em meio ao lançamento do “Sua Voz é a Nossa Voz”, como uma forma de alcançar o interior da Bahia, com 10 eventos presenciais e transmissões virtuais. Segundo ACM Neto, a expectativa é ampliar o diálogo. “Então eu não quero fazer uma coisa maquiada, eu não quero fazer uma coisa que eu já sei o resultado e eu só vou ali validar, não. Eu quero fazer uma escuta ampla, aberta, transparente, direta, onde todo mundo possa participar”, diz.
O anúncio do grupo da oposição ocorre após membros da base governista apontarem, durante o Programa de Governo Participativo (PGP 2026) em cidades do interior, que o ex-prefeito da capital baiana participa somente de ações fora da Bahia. As críticas do governo foram respondidas pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), e chegou a rebater as críticas da oposição sobre a agenda de ACM Neto no estado.
Ao lado de aliados como Zé Cocá (PP), pré-candidato a vice-governador, e os pré-candidatos ao Senado, Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL), Neto aproveitou a oportunidade para questionar a efetividade do PGP do governo petista.
“A segunda grande diferença é o que vai ser no futuro. Porque eu não posso conceber e admitir que o governador Jerônimo tenha coragem de voltar a uma cidade na qual há quatro anos atrás ele fez uma promessa, e estava no PGP, e ele vai lá e faz a mesma promessa de novo, como se ele não tivesse sido candidato há quatro anos. Como se ele não tivesse tido o tempo suficiente para cumprir aquela promessa”, afirma o principal líder da oposição ao PT na Bahia.
Ele completa dizendo que “em alguns casos são promessas de 20 anos que eles voltam a prometer no PGP que eles fazem”. Na tentativa de se diferenciar, ele garante que “então a gente quer transformar isso aqui numa plataforma e numa base de compromissos, em um plano de governo, em uma bússola para o que será de fato a nossa gestão, sobre o que é que nós vamos nos debruçar, quais serão as nossas prioridades”, finaliza.
O pré-candidato ao governo do estado da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), anunciou, nesta quarta-feira (27), a realização do projeto "Sua Voz é a Nossa Voz", de visita e escuta ativa às comunidades de Salvador e do interior da Bahia durante o período de pré-campanha.
Em evento realizado no Edifício Central Pinheiro, localizado na Avenida Garibaldi, ACM Neto reuniu os aliados, Zé Cocá (PP), pré-candidato a vice-governador, e os pré-candidatos ao Senado, Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL). O ex-prefeito de Salvador afirmou que serão realizados dez eventos no interior e reuniões menores na capital, com início já nesta semana.
Sobre as ações na capital, ele cita que o histórico de sua gestão na cidade será importante para permitir reuniões menores, “uma coisa mais do corpo a corpo, direto com as comunidades, com os bairros da cidade”. Segundo ele, “muitos deles onde nós temos relevantes serviços prestados na época da minha gestão como prefeito”, explica.

Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias
Já no interior, a dinâmica será maior, com a promessa de alcançar os 417 municípios. O primeio evento ocorre no dia 2 de junho em Jacobina, na região do Piemonte de Diamantina. “O primeiro encontro regional vai acontecer a partir da próxima semana e nós vamos dar início a um movimento que carinhosamente, dentro da nossa equipe, está sendo chamado de ‘Maratona da Mudança’”, detalha ACM Neto, que também é vice-presidente do partido União Brasil.
Segundo ele, é impossível atingir fisicamente a marca de se comunicar com todos os municípios do estado, mas a mobilização vai envolver o uso da tecnologia. “Nós pretendemos alcançar todos os 417 municípios do estado da Bahia. Vocês vão ver qual a estratégia que nós montamos para isso. É claro que fisicamente é impossível nós estarmos em todas as cidades, só que hoje, felizmente, existem os recursos tecnológicos que nos permitem chegar sem que necessariamente, fisicamente, nós estejamos naqueles municípios”, destaca o pré-candidato.
O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União) , afirmou nesta segunda-feira (25) que as recentes polêmicas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) não terão impacto na estratégia da oposição baiana para as eleições de 2026. A declaração foi dada durante o lançamento do Camarote LEM, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado.
Ao comentar o caso envolvendo Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Neto disse ao Bahia Notícias defender que as investigações sejam conduzidas de forma séria, mas reforçou que o tema não altera os planos políticos do grupo na Bahia.
“O nosso debate é sobre a Bahia. A eleição para governador será disputada contra Jerônimo Rodrigues. Tudo o que eles querem é que a gente aceite cortinas de fumaça que possam desviar o foco central dessa eleição, que é mostrar as promessas feitas há quatro anos atrás e não cumpridas”, declarou.
Na ocasião, o ex-prefeito de Salvador também rebateu críticas relacionadas sua fala na sexta-feira (22), em que minimizou o peso do apoio dos gestores municipais ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), e classificou o episódio como uma “falsa polêmica”. “Não vou render isso. Foi feito um corte completamente descontextualizado. Lamento que alguns veículos tenham dado espaço para algo manipulado”, afirmou.
Durante a entrevista, o vice-presidente nacional do União Brasil também afirmou não ter confirmação sobre uma eventual visita de Flávio Bolsonaro ou de outras lideranças nacionais à Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães. Segundo Neto, sua agenda na região oeste já está definida para o dia 12 de junho, quando participará de compromissos políticos ao lado do prefeito Júnior Marabá (PP) e lideranças da região.
Uma declaração do pré-candidato ao governo do Estado, ACM Neto (União), provocou uma insatisfação nos bastidores da política baiana. A fala do político na sexta-feira (22), com tom de minimizar o peso do apoio dos gestores municipais ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), repercutiu mal e desencadeou debates em um grupo de WhatsApp institucional da União dos Municípios da Bahia (UPB).
Confira a fala e mensagens vazadas abaixo:
Durante um evento político realizado em Vitória da Conquista, ACM Neto fez uma fala alegando o apoio como uma força da máquina pública. O posicionamento foi registrado pelo Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias. Na ocasião, ele aponta um desejo de mudança da população baiana após duas décadas de gestões consecutivas do PT e demonstrou forte confiança na vitória ao governo do Estado.
"Eles podem vir com a máquina de governo, com não sei quantos prefeitos que eles alegam ter, podem vir com o dinheiro do mundo, porque nós temos o povo da Bahia. E eu sei que temos o povo de Vitória da Conquista ao meu lado", discursou ACM Neto.
AS MENSAGENS
A fala repercutiu imediatamente nos bastidores, sendo interpretada por diversos gestores municipais como uma desvalorização de sua relevância no processo eleitoral. O vazamento de mensagens do espaço virtual da UPB, divulgado pelo Blog dos Políticos do Sul da Bahia, transformou um ambiente administrativo em arena de debates político-partidários.
O prefeito de Encruzilhada, Dr. Pedro Lacerda (PCdoB), defendeu o seu direito de reação no grupo. Em uma das mensagens, ele afirmou ter o “direito de manifestar” sua insatisfação com a fala do pré-candidato, argumentando que a declaração do líder do União Brasil envolveu “no coletivo os prefeitos”.
No mesmo sentido, o prefeito de Caturama, Antônio Leão (PSD), demonstrou descontentamento com o tom adotado por ACM Neto em relação às lideranças do interior do estado. Danilo Delicinha (PCdoB), gestor de Várzea da Roça, também se somou às críticas, posicionando-se contra a postura do ex-prefeito soteropolitano.
A discussão ganhou contornos ainda mais complexos quando os integrantes do grupo passaram a debater os limites do que deve ser considerado publicação política no canal oficial.
Pedro Lacerda ironizou compartilhamentos anteriores feitos no próprio chat ao questionar: “Isso aqui não é uma postagem política?”. Na sequência, outro Danilo Delicinha completou: “Todos os tipos de postagens aqui são políticas”.
Diante do agravamento da discussão e da repercussão negativa, a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), interveio para tentar conter o desgaste e amenizar o conflito entre os colegas de partido e de oposição.
Ela alertou no grupo sobre o desvio de finalidade do canal, afirmando acreditar que os colegas haviam errado o grupo, uma vez que aquele espaço seria destinado estritamente a relações para assuntos institucionais da UPB.
Em tom de apelo, a prefeita de Conquista relembrou que o debate ali não alteraria o cenário eleitoral, pontuando que todos os prefeitos já têm seus candidatos definidos e que insistir em debates partidários poderia transformar o grupo de trabalho em uma verdadeira bagunça.
Nos bastidores da política estadual, analistas avaliam que o episódio tensionou a relação de ACM Neto com importantes lideranças locais. A aparente desvalorização da força política dos prefeitos acabou estremecendo pontes de diálogo essenciais para formação de bases aliadas focadas nas eleições de 2026.
Sede da entidade em Salvador | Foto: Divulgação / UPB
UPB SE MANIFESTA
Após a discussão vazada entre os gestores, o número institucional do UPB orientou os prefeitos sobre a entidade ser suprapartidária. E salientou que a reunião realizada com a Bancada Baiana em Brasília foi uma demonstração do que é o suprapartidarismo necessário para avançar na pauta municipalista.
No comunicado, a direção reforçou compreender que cada prefeito e prefeita possui sua própria coloração partidária e identidade política, mas enfatizou a necessidade de reconhecer a UPB como um espaço de atuação estritamente coletiva.
Momento em que o UPB manda comunicado | Foto: Reprodução / BN
Confira a mensagem na íntegra:
"Prefeitos e Prefeitas!
A UPB acaba de realizar uma reunião com a Bancada Baiana em Brasília, que foi uma grande demonstração do que a nossa entidade entende de suprapartidarismo e do que precisamos para avançar na luta municipalista.
Compreendemos que cada prefeito e prefeita tem a sua coloração partidária e identidade política, mas é preciso compreender que a UPB é um espaço de atuação coletiva.
Por esse motivo, pedimos o cuidado e o respeito em não divulgar conteúdo de cunho político-partidário aqui no grupo.
Contamos com a contribuição de todos para seguirmos unidos na luta municipalista, com um objetivo muito maior", termina a nota.
(Nota atualizada às 16h27 para incluir pedido da UPB)
O deputado federal da Bahia, Bacelar (PV), avaliou a escolha do grupo governista em manter uma chapa “puro-sangue” para a disputa estadual deste ano. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (25), o parlamentar alega que esta formação é “a melhor chapa que poderia ser construída”.
A chapa “puro-sangue” ou “chapa dos governadores” é formada por Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição, e Jaques Wagner e Rui Costa na disputa pelas vagas no Senado, todos pelo Partido dos Trabalhadores. Para Bacelar, “a nossa chapa é uma chapa, praticamente, eu diria – porque nada humano pode ser dito que é 100% perfeito –, mas é a melhor chapa que poderia ser construída na Bahia no momento”.
Ele explica que a escolha reflete o histórico do grupo governista na Bahia. “Nós temos quem iniciou tudo isso, que foi o senador Wagner. Tudo isso que nós estamos vivendo no estado de desenvolvimento, de obras, de volume de investimentos, de uma vida mais tranquila, de uma política de paz, de uma política civilizada foi iniciada pelo governador Wagner”, explica.
“Depois vem o Rui Costa, o Rui Correria, com um volume de obras presente em todo o estado, o governador que era considerado um prefeito de Salvador, prefeito e governador pelo volume de obras que nós temos em Salvador, e por um estilo que o ministro Rui Costa implantou na política, de conversa direta com os prefeitos”, diz Bacelar.
O parlamentar afirma que “os prefeitos têm verdadeira admiração pelo ex-ministro Rui Costa e isso tudo, a soma de Wagner com Rui Costa, refletindo nessa administração [de Jerônimo Rodrigues] que é a administração que faz a Bahia mais avançar”.
Segundo ele, é justamente pela força nas bases municipais que a chapa teria aberto uma vantagem frente à oposição. “Nós temos uma chapa fortíssima, nós temos o apoio de quase 390 prefeitos, são 380 prefeitos, 11 prefeitos ainda indefinidos. Sobra para o nosso adversário cerca de 15, 16 prefeitos que a gente espera que até o início da campanha venham nos apoiar, porque essa é a melhor proposta para a Bahia e para os baianos”, ressalta.
A força no Legislativo também foi destacada por Bacelar. “Temos o maior número de senadores, o maior número de deputados, as nossas bancadas, tanto a estadual quanto a federal, em relação à eleição de 2022, aumentaram o número de deputados estaduais e federais”, destaca.
O possível pré-candidato à Presidência da República, Aldo Rebelo, afirmou neste sábado (23) que permanece filiado ao partido Democracia Cristã (DC) e segue com suas atividades de pré-campanha ao Palácio do Planalto. A declaração ocorre após a direção nacional da legenda anunciar sua expulsão sumária na última sexta-feira (22).
"Continuo vinculado ao partido, sim, e fazendo a minha pré-campanha. Estou aqui convidado como pré-candidato e falando como pré-candidato", conta Rebelo em entrevista coletiva de imprensa em São Paulo. O ex-ministro ressaltou que não recebeu nenhuma notificação oficial acerca de seu desligamento da sigla.
IMPASSE NO DC?
O impasse entre Rebelo e a cúpula do Democracia Cristã se intensificou após a direção nacional apresentar o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como o novo pré-candidato oficial da legenda. Rebelo afirmou que soube da filiação de Barbosa e do plano partidário para a disputa presidencial por meio de reportagens na imprensa.
O ex-ministro classificou o ato de expulsão sumária como inconstitucional e abusivo, sob o argumento de que a medida viola os princípios constitucionais do devido processo legal e da ampla defesa. Ele informou que pretende recorrer ao Poder Judiciário para contestar a decisão partidária.
"A explicação tem que ser dada pelo próprio Joaquim Barbosa e por quem convidou o Joaquim Barbosa para uma pré-candidatura, que ele não assumiu até agora", pontuou Rebelo em entrevista ao jornal Estadão.
O prefeito de Cairu, Baixo Sul, Hildécio Meireles (União), afirmou nesta quinta-feira (21) que a gestão do município vive um momento de aproximação com o governo da Bahia, vide Jerônimo Rodrigues (PT).
Durante agenda no distrito de Torrinhas, o gestor de Cairu classificou o atual cenário como uma “virada de página” na relação entre a administração municipal e o Estado. A declaração foi feita durante a assinatura da ordem de serviço para o início das obras da BA-884, estrada que liga a comunidade de Torrinhas à sede do município.
Na ocasião, o prefeito frisou investimentos realizados pelo governo estadual no Baixo Sul e demonstrou satisfação com o diálogo estabelecido com a gestão estadual.
“Agora, com esse estreitamento de entendimento entre município e governo do estado, vamos de mãos dadas. Não apenas virar uma página, mas vamos ler um livro todo”, afirmou Meireles.
O prefeito também ressaltou a importância da parceria institucional para a execução de obras e ações voltadas ao desenvolvimento regional. O evento contou com a presença de representantes do governo estadual e lideranças políticas locais.
O publicitário Eduardo Fischer assume, nesta quinta-feira (21), a pré-campanha do senador Flavio Bolsonaro à Presidência da República, com a missão de “recuperar a confiança” no candidato em razão de seu envolvimento no Caso Master, segundo o entorno do time.
A expectativa é de que ele faça reformulações em parte da equipe e traga pessoas de sua confiança para integrar o grupo. Uma dessas mudanças ocorreu já na quarta-feira (20), com a saída de Rodrigo Saccone da assessoria de imprensa da campanha. Ele continuará, porém, a atuar com o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN).
A carta-branca de Fischer foi acertada nas conversas que ele teve com Marinho e Flávio nesta semana, muito embora tenha havido também o acerto de que haja um alinhamento entre eles nas decisões que forem sendo tomadas. O marketeiro deve gerenciar também as ações da gestão da crise atual vivida pelo senador.
A percepção na pré-campanha é de que a primeira missão do novo chefe da comunicação é recuperar a confiança perdida por Flávio na classe política, no mercado e no setor produtivo. A avaliação é de que o estrago chega a ser maior nesses setores do que no eleitor, ainda que as pesquisas apontem queda na intenção de votos dele.
O atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera todos os cenários de intenção de voto para as eleições estaduais. O levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta quinta-feira (21) mostra que o gestor é o principal pré-candidato ao governo estadual, seguido pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).
Em cenário espontâneo — quando não são divulgados os nomes dos possíveis candidatos —, o aliado da família Bolsonaro aparece com ampla margem de vantagem frente aos demais citados, com cerca de 24,7% das respostas. Já Haddad, que também é ex-prefeito da capital paulista, foi citado por 8,8% dos entrevistados.
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) aparecem, respectivamente, com 0,4% e 0,3%. Entre as demais respostas, 59,6% dos paulistas não souberam responder, 5,2% disseram que vão votar em branco ou nulo e 1,0% citou outros nomes.
Já em cenário estimulado, quando são apresentados os nomes dos pré-candidatos, a liderança de Tarcísio se mantém, mas com menor margem em relação a Fernando Haddad. O levantamento aponta que, neste caso, Tarcísio registra 47,3% das intenções de voto, frente a 33,5% do petista. Neste cenário, Paulo Serra aparece com 4,3% e Kim Kataguiri com 3,4%.
Considerando esses números, o instituto Paraná Pesquisas realizou ainda uma simulação de segundo turno entre Tarcísio e Haddad. Neste caso, o republicano também lidera, com 52,7% das intenções de voto, contra 37,6% de Fernando Haddad. Votos brancos ou nulos somariam cerca de 5,7%, e 4,0% não souberam ou não opinaram.
A Paraná Pesquisas entrevistou 1.640 eleitores entre os dias 18 e 20 de maio, por meio de entrevistas pessoais domiciliares presenciais. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo SP-02706/2026.
O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a endurecer o tom nesta terça-feira (19) ao comentar a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Zema classificou o episódio como uma "traição" ao Partido Novo, recuando de uma declaração feita no último sábado, quando havia afirmado que o assunto era uma "página virada". As informações foram confirmadas pelo G1.
A nova manifestação ocorreu após Flávio Bolsonaro admitir publicamente ter se reunido com o dono do Banco Master após a primeira prisão do banqueiro, ocorrida no fim de 2025. O senador, que também é pré-candidato à Presidência pelo PL, justificou o encontro afirmando que o objetivo era "botar um ponto final na questão" do financiamento do filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Ninguém do Novo foi avisado que ele tinha contato com Vorcaro. Todos nós do Novo supúnhamos que isso não existia. Se alguém foi traído nessa história, foi o Partido Novo", declarou Zema durante entrevista coletiva concedida em Blumenau (SC).
Anteriormente, Zema vinha defendendo publicamente a união dos candidatos de direita em um eventual segundo turno contra o presidente Lula. Embora fosse questionado de forma recorrente por jornalistas sobre a possibilidade de compor uma chapa como vice de Flávio Bolsonaro, o ex-governador sempre negou a hipótese, sustentando sua pré-candidatura presidencial.
Zema chegou a ironizar a situação nas redes sociais e em coletivas, afirmando que ele próprio havia convidado o senador para ser seu vice.
O distanciamento e a mudança de tom começaram após o vazamento de conversas entre Flávio e Vorcaro, na última quarta-feira (13). Na ocasião, Zema classificou como "imperdoável" o fato de o parlamentar ter pedido dinheiro ao banqueiro. Flávio rebateu a crítica, afirmando que o correligionário havia se precipitado.
O filme Dark Horse ganhou relevância após reportagens revelarem que a produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro. Flávio Bolsonaro admitiu ter intermediado as negociações e cobrado repasses do banqueiro, que totalizaram cerca de R$ 61 milhões para o projeto antes de sua prisão.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visitou Daniel Vorcaro em casa após sua primeira prisão. O banqueiro, dono do Banco Master, já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). Em coletiva após se reunir com as lideranças do partido, o pré-candidato chegou a mencionar que Vorcaro estava de tornozeleira.
"Como eu falei lá dentro para os deputados, mas já vi que a imprensa divulgou. Estive mais uma vez, nesse evento, para encontrar ele [Daniel Vorcaro]. Ele passou a usar monitoramento eletrônico, eu fui, sim, ao encontro dele para pôr um ponto final na história. Se tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito tempo", admite o pré-candidato.
O senador alegou que foi informar ao suspeito que não faria mais negócios com ele após a prisão. A confirmação da visita ocorreu depois de reunião com membros do PL no diretório nacional. O encontro foi motivado pela crise na imagem do presidenciável causada pela divulgação de áudios em que o senador negocia com Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Confira o momento em que o senador admite isso para as câmeras:
IMPRENSA NA COLA
Segundo informações reveladas pelo portal Metrópoles, a visita aconteceu na residência do banqueiro em São Paulo, quando ele já havia deixado a prisão e foi autorizado a ir para casa com algumas restrições. Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025.
Ele foi detido pela PF no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar para o exterior. Ele foi solto pouco tempo depois e preso novamente em 4 de março de 2026. Desta vez, por ordem do ministro do STF André Mendonça, que alegou “risco concreto de interferência nas investigações”.
Na última prisão, foi descoberto que Vorcaro mantinha uma espécie de milícia pessoal, com acesso a dados sigilosos da PF, comandada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.
No evento de lançamento de sua pré-candidatura ao governo do estado, realizado no sábado (16) no Conjunto Ceará, o pré-candidato Ciro Gomes (PSDB) mencionou seu voto no segundo turno da disputa eleitoral de Fortaleza.
Na ocasião, o então candidato André Fernandes (PL) concorreu contra um nome do Partido dos Trabalhadores (PT). Ciro afirmou: “No segundo turno. A gente é obrigado a escolher um lado. É obrigado para quem não se omite, como eu. E eu escolhi o lado de votar no André Fernandes, que é um jovem talento que era uma página em branco,”
Em seguida, complementou: “O André é um grande deputado, mas não tinha vivência. A idade nem permite, mas eu achava que o PT eu sabia que era corrupto, o PT eu sabia que era um desastre como tá todo mundo vendo.”
Veja vídeo:
Com entrevistas realizadas antes da revelação das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, pesquisa realizada pela Vox Brasil e divulgada nesta sexta-feira (15) mostra o pré-candidato da direita na frente de seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tanto nas simulações de primeiro turno quanto em um cenário de disputa no segundo turno.
As entrevistas da Vox Brasil foram fechadas na última terça (12), um dia antes da matéria divulgada pelo site Intercept Brasil que caiu como uma bomba no meio político brasileiro, com a exposição de áudios e prints que mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro para custear o filme “Dark Horse”, que fala da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a Vox, na simulação de segundo turno, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, tem 43,8% das intenções de voto. Já o presidente Lula teria 40,2%, o que não configuraria empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de 2,15 pontos percentuais.
Confira abaixo os resultados dos quatro cenários de segundo turno auferidos pela Vox em sua pesquisa:
Flávio Bolsonaro 43,8 x 40,2% Lula
Lula 44,4% x 26,2% Renan Santos
Lula 43,1% x 34,3% Romeu Zema
Lula 42,9% x 32,5% Ronaldo Caiado
Em relação ao primeiro turno, a Vox Brasil questionou seus entrevistados apresentando duas listas, e em um delas aparecia o nome do ex-governador Ciro Gomes, do PSDB. Ciro, entretanto, anunciou na última segunda (11) que não será candidato a presidente, preferindo concorrer ao governo do Ceará.
Na simulação do instituto em primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro aparece pela primeira vez na liderança da corrida presidencial. Confira abaixo o cenário da Vox Brasil sem a inclusão do nome de Ciro Gomes.
Flávio Bolsonaro (PL) - 37,8%
Lula (PT) - 35,1%
Romeu Zema (Novo) - 4,5%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,3%
Renan Santos (Missão) - 1,8%
Augusto Cury (Avante) - 0,8%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,5%
Aldo Rebelo (DC) - 0,2%
Nenhum/branco/nulo - 0,5%
Não sabe - 6,5%
No campo da rejeição aos candidatos a presidente, o quadro apurado pela pesquisa Vox é o seguinte:
Lula - 54,1%
Flávio Bolsonaro - 39,3%
Romeu Zema - 22,4%
Ronaldo Caiado - 18,5%
Ciro Gomes - 15,5%
Aldo Rebelo - 14,5%
Cabo Daciolo - 13,3%
Renan Santos - 11,1%
Augusto Cury - 10,3%
Não rejeita nenhum - 2,1%
Não sabe - 6,3%
A pesquisa entrevistou 2.100 pessoas de 9 a 12 de maio de 2026. A margem de erro é 2,15% pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-02423/2026 . O estudo custou R$ 50.000 e foi pago com recursos próprios.
A crise que se instalou na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a revelação de seus diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro pode vir a estancar o bom desempenho que ele vinha obtendo em seus perfis oficiais nas diversas plataformas de redes sociais. Levantamento realizado pelo Bahia Notícias mostra que o candidato da direita brasileira cresceu pelo menos cinco vezes mais nas redes do que seu adversário direto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos últimos dois meses.
Neste levantamento atual, o BN comparou os números de agora com pesquisa feita em 17 de março que mostra a quantidade de seguidores de Lula e de Flávio Bolsonaro nas principais plataformas de redes sociais. Foram considerados, para essa totalização, os perfis oficiais dos dois candidatos no Instagram, no Facebook, no X, no Youtube, no Threads, no TikTok e na rede BlueSky (Flávio não tem conta nesta plataforma).
Em março, o presidente Lula tinha um total de 40,975 milhões de seguidores distribuídos pelas plataformas listadas acima. Já o senador Flávio Bolsonaro totalizava 19,575 milhões nas mesmas plataformas de redes.
A contabilização feita pelo BN nesta sexta-feira (15) revela que Fávio Bolsonaro ganhou perto de três milhões de novos seguidores nos últimos dois meses. Já Lula viu sua quantidade de seguidores aumentar em algo próximo a 500 mil no mesmo período.
Confira abaixo a quantidade de seguidores de dois principais candidatos a presidente, e entre parênteses, o número que eles tinham em cada rede no levantamento do BN de março deste ano.
Lula
Instagram - 14,5 milhões (14,5)
Facebook - 6,2 milhões (6,1)
X - 10,2 milhões (10,1)
Threads - 3,1 milhões (3,1)
Blue Sky - 295,6 mil (295,3)
TikTok - 5,5 milhões (5,3)
Youtube - 1,6 milhão (1,58)
Total: 41,395 milhões (40,975)
Flávio Bolsonaro
Instagram - 10,3 milhões (8,2)
Facebook - 3,4 milhões (3,2)
X - 3,7 milhões (3,6)
Threads - 2,3 milhões (2)
TikTok - 2 milhões (1,8)
Youtube - 804 mil (0,3)
Total: 22,504 milhões (19,575)
Os números demonstram que o presidente Lula ainda mantém uma larga distância do seu adversário na quantidade total de seguidores, com 41,3 milhões contra 22,5 milhões de Flávio Bolsonaro. Essa distância, entretanto, diminuiu do mês de março para cá, mas as revelações desta semana sobre o pedido de dinheiro do senador do PL ao dono do Banco Master podem acabar refreando o crescimento que vinha sendo obtido pelo senador do PL, principalmente no Instagram.
A polarização da política brasileira invadiu o futebol, e há poucos dias da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de Futebol, a expectativa em torno da inclusão ou não do atacante Neymar entre os que disputarão a competição mobiliza opiniões e posicionamentos que mudam quando o torcedor é de direita ou de esquerda.
Para medir a pulsação do tema Neymar entre torcedores de diferentes posturas políticas e ideológicas, o Centro de Estudos Aplicados de Marketing da ESPM-SP entrevistou centenas de torcedores de todo o Brasil, e pediu que cada um dos entrevistados indicasse até três jogadores que considerava indispensáveis para uma convocação e até três que não convocaria de forma alguma.
Nesse recorte inicial da pesquisa, o atacante Neymar liderou os dois rankings com folga. Um total de 56% da amostra afirmam que querem Neymar de volta à Seleção, e 30% disseram que não o convocariam de jeito nenhum.
Nenhum outro jogador chegou perto dos dois lados ao mesmo tempo. Vinícius Jr., o segundo mais querido com 38,5%, tem apenas 8,5% de rejeição. Paquetá e Danilo aparecem com mais opiniões de rejeição do que de aprovação.
Se a divisão em torno de Neymar parecia apenas esportiva, os dados indicam que ela vai além das quatro linhas. Como afirma o relatório da pesquisa, a percepção do torcedor sobre o camisa 10 acompanha, de forma consistente, o espectro político brasileiro.
Os dados do levantamento mostram que entre os que se identificam com o campo ideológico da direita, 66% defendem a presença de Neymar na Seleção, enquanto 24% são contrários, um saldo amplamente favorável. Entre os torcedores de esquerda, o cenário se inverte: a rejeição chega a 40%, superando a aprovação, de 37%.
“Os índices de aprovação e rejeição de Neymar se aproximam da dinâmica observada em pesquisas eleitorais. Segundo o levantamento, a relação entre posicionamento político e opinião sobre o jogador é estatisticamente significativa, mais do que coincidência, trata-se de padrão”, afirma a ESPM-SP.
No campo da centro-esquerda, o cenário é de equilíbrio absoluto: 45,5% defendem a presença do jogador, enquanto outros 45,5% são contrários. É o único grupo em que a divisão é total, um retrato que lembra disputas eleitorais em segundo turno.
Para os pesquisadores do CEAM, a explicação sobre a divisão em torno do atacantes do Santos passa por fatores que vão além do futebol.
“Neymar declarou apoio político em 2022 e se envolveu em episódios que alimentaram narrativas em diferentes espectros ideológicos. Nesse contexto, o futebol, tradicionalmente visto como espaço de trégua, passa a refletir também as tensões do debate público”, afirma o relatório da pesquisa.
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro admitiram para a CNN Brasil o potencial destrutivo das recentes denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro. Diante do desgaste, o grupo político já cogita retomar o debate sobre o lançamento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como candidata à Presidência da República.
Segundo apuração dos bastidores pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, o entorno de Flávio Bolsonaro iniciou uma ofensiva para averiguar a extensão da relação entre o senador e o banqueiro. Aliados dentro do Partido Liberal (PL) teriam acionado o círculo próximo de Vorcaro.
OPOSIÇÃO REAGE
Questionada ainda pela SBT News, a deputada federal Glesi Hoffman (PT) responde não temer enfrentar Michelle nas eleições de 2026: "independente de quem vai ser, seja Michele, seja Flávio Bolsonaro. Eles estão envolvidos, a gente não. Não podemos deixar a extrema direita voltar a governar esse país", diz.
Ainda dentro da Câmara dos Deputados, o deputado Pedro Uczai (PT) informou que o partido já acionou advogados para analisar o caso e tomar medidas judiciais cabíveis. No campo político, disse que a sigla reforça o pedido de instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.
O presidente Lula saiu mais forte após encontro com o líder norte-americano Donald Trump, que ocorreu na semana passada na Casa Branca. Para 43% dos entrevistados pela Genial/Quaest, essa foi a impressão ao final da reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, conforme revelou a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13).
Ainda sobre o encontro, outros 26% dos entrevistados disseram que Lula saiu mais fraco após a conversa com Donald Trump. Para 13%, o presidente brasileiro ficou igual, e 18% não souberam ou não quiseram responder.
Veja abaixo outros questionamentos da Genial/Quaest a respeito do encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.
- A reunião com Trump foi mais positiva ou mais negativa para Lula?
Mais positiva - 37%
Nem positiva, nem negativa - 6%
Mais negativa - 20%
Não sabe/não respondeu - 37%
- Lula teve postura mais dura ou mais amigável na reunião com Trump?
Dura - 13%
Amigável - 56%
Nem dura, nem amigável - 3%
Não sabe/Não respondeu - 28%
- Reunião de Lula com Trump na Casa Branca é bom ou ruim para o Brasil?
Bom para o Brasil - 60%
Nem bom, nem ruim - 10%
Ruim para o Brasil - 18%
Não sabe/não respondeu - 12%
- Para você, qual a relação que o presidente do Brasil deve ter com os Estados Unidos?
Aliado - 56%
Independente - 29%
Opositor - 6%
Não sabe/Não respondeu - 9%
A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
A mais nova pesquisa da Genial/Quaest sobre as eleições nacionais de outubro deste ano, divulgada nesta quarta-feira (13), revelou mudanças tanto na simulação de primeiro turno quanto na disputa do segundo turno: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a dianteira no primeiro turno e voltou a aparecer na frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na avaliação sobre o segundo turno, embora a situação seja de empate técnico.
Desde que o nome de Flávio Bolsonaro começou a ser testado na pesquisa Genial/Quaest, Lula manteve a liderança nas simulações de segundo turno até que ambos chegaram empatados no levantamento de março. Na pesquisa seguinte, em abril, Flávio Bolsonaro já liderava, com 42% a 40%.
Agora na pesquisa deste mês de maio, o presidente Lula teve uma pequena recuperação e retornou a 42%, ficando à frente do senador do PL, que marcou 41%. Os números configuram empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Confira abaixo as simulações de disputa no segundo turno:
Lula 42% x 41% Flávio Bolsonaro
Lula 44% x 37% Romeu Zema
Lula 44% x 35% Ronaldo Caiado
Lula 45% x 28% Renan Santos
Já no cenário de primeiro turno colocado pela Genial/Quaest aos entrevistados, o presidente Lula segue na liderança acima da margem de erro. A diferença dessa pesquisa para a que foi divulgada em abril é a melhora de Lula, que ganhou dois pontos percentuais, e a piora de Flávio Bolsonaro, que caiu um ponto.
Veja abaixo o cenário único de primeiro turno:
Lula (PT) - 39%
Flávio Bolsonaro (PL) - 33%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Renan Santos (Missão) - 2%
Augusto Cury (Avante) - 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 0%
Hertzs Dias (PSTU) - 0%
Indecisos - 5%
Branco/Nulo/Não vai votar - 10%
Assim como foi verificado nas simulações de primeiro e segundo turno, o presidente Lula também teve melhora em seus números na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados respondem sem verem qualquer lista com nomes. Veja abaixo como ficou o cenário de respostas espontâneas.
Lula - 22%
Flávio Bolsonaro - 14%
Outros - 5%
Jair Bolsonaro - 2%
Indecisos - 57%
Outro dado que mostrou o presidente Lula se saindo melhor do que o senador Flávio Bolsonaro foi na rejeição. Lula, que em abril era rejeitado por 55% em abril, viu esse índice cair para 53% agora em maio. Já o candidato do PL, que tinha 52% de rejeição no mês passado, agora viu esse indicador subir para 54%, ficando acima do que foi registrado pelo seu principal adversário.
A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
O levantamento realizado pela Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Noticias, também analisou o cenário de disputa pelas duas cadeiras baianas ao Senado Federal. A pesquisa revela certa vantagem ao ex-governador Rui Costa (PT).
No cenário estimulado, quando os candidatos são apresentados aos eleitores, podendo citar até dois nomes, Rui Costa surge com 48,8% dos votos, seguido do atual senador Jaques Wagner (PT) com 40,6%. Na sequência aparece João Roma (PL) com 24,8% e o atual senador Ângelo Coronel (Republicanos) com 23,2%. Delliana Ribeiro (PSOL) soma 5,3%. Nenhum, branco ou nulo são 14,1% e não sabem ou não opinaram formam 7,7%.

Registro da pesquisa eleitoral BN/Paraná Pesquisas / Cenário estimulado
Já no cenário espontâneo, sem citar os candidatos, Rui Costa também lidera com 4,7%, seguido de Jaques Wagner com 3,6%, João Roma surge com 2,7%, seguido de Ângelo Coronel com 1,7%. Na sequência aparece o atual senador Otto Alencar (PSD) com 0,5%. Outros nomes são 0,7%, brancos, ninguém e nulos surgem com 5,8%. Não sabem ou não responderam são 80,4%.
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Registro da pesquisa eleitoral BN/Paraná Pesquisas / Cenário espontâneo
O levantamento está de acordo com a Resolução-TSE n.º 23.600/2019, essa pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n. BA-03619/2026. Com coleta de dados realizada através de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, entre os dias 10 e 12 de maio de 2026.
Para a realização desta pesquisa foi utilizada uma amostra de 1510 eleitores em 65 municípios. Tal amostra representativa do Estado da Bahia atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6 pontos percentuais para os resultados gerais.
A disputa pelo governo da Bahia ganhou mais uma avaliação eleitoral, nesta quarta-feira (13). O levantamento realizado pela Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, aponta vantagem para o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) frente ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Em cenário espontâneo, ACM Neto aparece com 26,3% das intenções de voto. Já Jerônimo Rodrigues surge com 19,8%, seguido de Ronaldo Mansur (PSOL) com 0,1%. Outros nomes citados constam com 1,1% das menções e não sabem ou não opinaram somam 47% dos entrevistados.
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Registro da pesquisa eleitoral BN/Paraná Pesquisas / Cenário espontâneo
Com cenário estimulado, quando os candidatos são apresentados, ACM Neto lidera com 47,8% e Jerônimo Rodrigues surge com 38,7% das intenções. Ronaldo Mansur aparece com 1,7%, seguido de nenhum, branco ou nulo. Não sabem ou não responderam aparecem com 4,9% das menções no levantamento.

Registro da pesquisa eleitoral BN/Paraná Pesquisas / Cenário estimulado
A rejeição dos postulantes ao governo da Bahia também foi avaliada. Em cenário estimulado, o atual governador Jerônimo Rodrigues desponta com maior rejeição com 37,1%, seguido de ACM Neto com 27,4% e Ronaldo Mansur com 25,2%. A opção “poderia votar em todos” consta com 12,4% e não sabem ou não opinaram surge com 7,6%.
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Registro da pesquisa eleitoral BN/Paraná Pesquisas / Cenário de rejeição
O levantamento está de acordo com a Resolução-TSE n.º 23.600/2019, essa pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n. BA-03619/2026. Com coleta de dados realizada através de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, entre os dias 10 e 12 de maio de 2026.
Para a realização desta pesquisa foi utilizada uma amostra de 1510 eleitores em 65 municípios. Tal amostra representativa do Estado da Bahia atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6 pontos percentuais para os resultados gerais.
Em um dos recortes da pesquisa Futura/Apex divulgada nesta segunda-feira (11), os entrevistados responderam a um questionamento sobre um eventual processo de impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Um total de 57% disse ser a favor do impeachment, sem citação de nenhum ministro particularmente.
O recorte mostrou ainda que 27,2% se posicionaram contra o processo de impeachment de algum ministro do STF. Outros 15,9% disseram não saber ou não ter opinião.
Na avaliação dos poderes, todos os três possuem mais desaprovação do que aprovação às suas atividades. O Congresso Nacional foi o poder com desaprovação mais alta, de 60,1% (com aprovação de 26,1%. Na sequência vem o STF, com desaprovação de 54,3% (contra aprovação de 33,9%) e depois a presidência da República, com 51,8% de percentual de desaprovação e 44,9% de aprovação.
Em relação à anistia aos presos e condenados pelos atos de 8 de janeiro e por tentativa de golpe, 37% afirmaram ser contra a concessão desse tipo de benefício. Outros 31,5% se colocaram a favor da anistia aos presos do 8 de janeiro, e 20,3% disseram não saber.
O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-03678/2026.
Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (11) pela Futura/Apex mostrou o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reduzindo a distância para o líder nas simulações de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas abrindo uma distância maior no cenário de segundo turno.
Na simulação de primeiro turno, o presidente Lula lidera, mas a diferença para Flávio, que já foi bem maior, caiu para apenas 2,2%. A pesquisa ainda havia incluído o ex-governador Ciro Gomes, que, entretanto, anunciou nesta segunda (11) que não será candidato a presidente.
Confira abaixo o resultado do cenário de primeiro turno:
Lula (PT) - 38,3%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36,1%
Ciro Gomes (PSDB) - 4,4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,4%
Romeu Zema (Novo) - 3,6%
Renan Santos (Missão) - 1,5%
Augusto Cury (Avante) - 1,4%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,6%
Aldo Rebelo (DC) - 0,1%
Ninguém/branco/nulo - 5,5%
Não sabe/indeciso - 4,1%
Nos cenários de segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro segue na liderança, mas neste levantamento, ele abre distância de 2,5% sobre o presidente Lula. A pesquisa Futura/Apex fez diversas simulações de disputas de segundo turno, inclusive com outros candidatos no lugar do líder petista. Veja abaixo as simulações:
Flávio 46,9% x 44,4% Lula
Lula 45,1% x 36,9% Ronaldo Caiado
Lula 46% x 37,8% Romeu Zema
Lula 41,4% x 37,8% Ciro Gomes
Flávio 47,8% x 36,2% Fernando Haddad
Flávio 45,5% x 37% Ciro Gomes
Flávio 43,9% x 27,1% Romeu Zema
Fernando Haddad 38,9% x 32,8% Ronaldo Caiado
Fernando Haddad 39% x 35,6% Romeu Zema
O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-03678/2026.
O tamanho do município onde um cidadão reside no Brasil define não apenas sua rotina, mas também o tipo de violência a que está exposto. É o que aponta o relatório "Medo do Crime e Eleições 2026", publicado neste domingo (10). Baseado em dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Instituto Datafolha, traça um diagnóstico sobre a vitimização no país, revelando que a insegurança possui características distintas em metrópoles e no interior.
Segundo os mesmos dados, nos municípios com mais de 500 mil habitantes, a dinâmica criminal está ligada à circulação de pessoas e bens. O roubo ou assalto na rua é mais de quatro vezes mais frequente nestes centros (11,6%) em comparação com cidades de até 50 mil habitantes (2,7%).
A maior disparidade, contudo, ocorre em casos de violência armada voltada ao patrimônio: o roubo à mão armada apresenta uma incidência quase cinco vezes maior nas metrópoles (6,7%) do que em municípios de pequeno porte (1,4%). Esse cenário reforça a percepção de que a criminalidade nas metrópoles é pautada pelo contato direto e pelo uso ostensivo de armas de fogo para a subtração de bens, aproveitando-se da alta densidade populacional e da concentração de ativos financeiros.
A conectividade das grandes cidades também impulsiona os crimes digitais. As fraudes financeiras e golpes por telemóvel ou internet atingem 19,2% da população das metrópoles, enquanto no interior do país o índice é de 12,7%. Na verdade, é possível checar os números abaixo:
Por outro lado, os dados mostram que a violência letal e interpessoal não se concentra apenas nos grandes centros. O índice de pessoas que tiveram um familiar ou conhecido assassinado é maior nas cidades de até 50 mil habitantes (14,5%) do que nas cidades com mais de 500 mil habitantes (13,9%).
Segundo os editores do relatório, a violência nas cidades pequenas tende a repercutir mais diretamente no cotidiano local devido às redes sociais mais densas. Outro destaque negativo para o interior é a violência doméstica: a agressão física por parceiro íntimo é mais comum em cidades pequenas (4,5%) e médias (5,0%) do que nas grandes metrópoles (3,6%).
A circulação de armas também não segue uma hierarquia urbana simples. A vitimização por bala perdida apresenta índices similares em diferentes portes: cidades médias-grandes (200 a 500 mil habitantes) lideram com 11,0%, seguidas de perto pelas metrópoles (10,4%) e pelas cidades pequenas (10,0%).
Essa distribuição indica que o risco de vida e a violência interpessoal são desafios que atravessam todo o território nacional, independentemente do nível de urbanização.
Em uma semana com a perspectiva de esvaziamento do Congresso Nacional por conta da realização da Brazil Week 2026, evento que transforma Nova York na capital extraoficial dos negócios brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia um ambicioso plano para tentar conter a expansão do crime organizado no país.
Lula anunciará nesta terça-feira (12) o plano “Brasil Contra o Crime Organizado”, programa que poderá contar com mais de R$ 11 bilhões em recursos que têm como motivação o enfraquecimento de organizações criminosas. Lula também deve ter reuniões nesta semana com o advogado-geral da União, Jorge Messias, além de buscar conversar com o presidente do Senado (Davi Alcolumbre-AP).
O Judiciário vive a expectativa da posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques. No calendário da economia, a semana terá a divulgação de indicadores importantes, como a inflação oficial do país no mês de abril e o índice nacional de desemprego no primeiro trimestre deste ano.
Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula inicia sua semana com uma reunião, no final da manhã desta segunda (11), para tratar dos ajustes finais do plano contra o crime organizado, que será anunciado nesta semana. Participam da reunião os ministros da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; da Fazenda, Dario Durigan; da Casa Civil, Miriam Belchior; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; das Minas e Energia, Alexandre Silveira; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira.
Na parte da tarde, o presidente Lula se reunirá com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para sanção do Projeto de Lei nº 2.120, de 2022. O projeto institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
Por volta das 15h30, Lula receberá, no Palácio do Planalto, a visita da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet. Ela é cotada para ser secretária-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em 2027.
No encontro desta segunda, o presidente Lula deve reafirmar o seu apoio à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo. Jamais uma mulher foi secretária-geral da ONU desde a fundação da entidade internacional.
Lula fecha o seu dia com outra reunião no final da tarde no Palácio do Planalto, que contará com a presença de diversos ministros.
Na terça (12), o presidente Lula vai lançar, em solenidade no Palácio do Planalto, o plano “Brasil Contra o Crime Organizado”. Na ocasião, será publicado um decreto presidencial e quatro portarias para regulamentar o programa com especificação de investimentos em cada área.
Em publicação nas redes sociais, o presidente Lula disse que um dos objetivos do plano será o de “enfraquecer o potencial financeiro do crime organizado”. O investimento do projeto será ao todo de R$ 11,1 bilhões, sendo R$ 968,2 milhões em investimentos diretos e R$ 10 bilhões em financiamento via FIIS para estados e municípios.
O plano “Brasil Contra o Crime Organizado” será centrado em quatro eixos principais: asfixia financeira, sistema prisional seguro, esclarecimento de homicídios e combate ao tráfico de armas.
O primeiro eixo do plano receberá R$ 302,2 milhões para combater o fluxo de dinheiro das organizações criminosas. Esse eixo terá fortalecimento das FICCOs (Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado), criação de um FICCO Nacional para operações interestaduais, expansão do Comitê de Investigação Financeira para rastreamento de ativos e leilões centralizados de bens apreendidos.
A agenda do presidente Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
No calendário da divulgação de indicadores da economia, um dos destaques da semana será a apresentação dos números da inflação oficial brasileira. Nesta terça (12), o IBGE apresenta os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para o mês de abril.
Também na terça (12) será divulgado pelo IBGE o estudo que mostra a situação do setor da construção civil no mês de abril. O mesmo IBGE apresenta, na quarta (13), Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil os números da atividade, no mês de março, dos setores da indústria e do comércio.
Na quinta (14), o IBGE apresenta os resultados da sua pesquisa que trata da atividade agropecuária em todo o país. No mesmo dia, o órgão divulga a Pnad Contínua que revela os números do desemprego no Brasil no primeiro trimestre de 2026.
PODER LEGISLATIVO
Por conta da realização de eventos em Nova York da chamada “Brasil Week”, que prevê seminários com investidores e autoridades para falar de oportunidades no Brasil, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), programaram uma semana sem a necessidade de presença física. Isso porque diversos parlamentares participarão dos eventos nos Estados Unidos.
Na Câmara, Motta prevê realizar sessões no plenário todos os dias, para a contagem do prazo necessário à aceleração da votação, na comissão especial, do projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1. A pauta das votações, entretanto, não envolve projetos polêmicos.
Motta programou uma pauta para votação de projetos voltados para áreas como segurança pública, infância, mobilidade urbana, agricultura, transparência e esporte. A pauta inclui propotas sobre pornografia infantil com uso de inteligência artificial, marco legal do transporte coletivo, incentivo à indústria de fertilizantes, regras para candidatas gestantes em concursos públicos e fim do sigilo sobre gastos federais.
A primeira sessão deliberativa da semana está marcada para esta segunda (11), às 18h. No Plenário, os deputados devem analisar dois requerimentos de urgência.
Um deles trata do projeto de lei 5.900/2025, que dá ao órgão federal responsável pela agricultura competência privativa para fazer análise econômica e manifestação prévia vinculante sobre normas que impactem espécies de interesse produtivo. O outro requerimento pede urgência para o projeto de lei complementar 100/2021, que altera a Lei Complementar 116/2003, norma que trata do Imposto sobre Serviços.
Entre os projetos em pauta, os deputados podem votar o PL 488/2019, que torna obrigatória a imposição de penas restritivas de direitos a condenados por crimes de pedofilia. A proposta está em regime de urgência e tem como relator o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Também está na lista o projeto de lei 3.0660/2025, que cria medidas de enfrentamento e repressão a crimes de pornografia infantil praticados com uso de inteligência artificial e técnicas de mascaramento de endereço de IP. O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código de Processo Penal, a Lei de Execução Penal, a Lei dos Crimes Hediondos e a Lei das Organizações Criminosas.
Outro item da pauta é o projeto de lei 4.295/2025, que aumenta a pena para estupro de vulnerável no Código Penal Militar quando o crime resultar em lesão corporal grave.
A Câmara também pode votar o projeto de lei 1.054/2019, aprovado no Senado, que estabelece regras para a realização de testes de aptidão física por candidatas gestantes ou em fase puerperal em concursos públicos. A proposta vale para cargos e empregos públicos da administração direta e indireta de todos os Poderes da União. O objetivo é evitar que a gravidez ou o período pós-parto prejudiquem candidatas em seleções que exigem exame físico.
Na área de mobilidade, a pauta inclui o projeto de lei 3.278/2021, que institui o marco legal do transporte público coletivo urbano. A proposta altera o Estatuto da Cidade, a Lei de Mobilidade Urbana e outras normas relacionadas ao setor.
O texto busca reorganizar regras para o transporte coletivo nas cidades, tema que afeta diretamente usuários, municípios, empresas operadoras e o financiamento do serviço.
Outro item de impacto econômico é o projeto de lei 699/2023, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, o Profert. A proposta altera leis tributárias e de infraestrutura para incentivar a produção nacional de fertilizantes. O tema é sensível para o agronegócio, já que o Brasil depende fortemente de importações para abastecer o setor.
A pauta da semana também reserva espaço para o esporte. O projeto de lei 2.978/2023 altera a Lei da Sociedade Anônima do Futebol para aperfeiçoar regras de governança das SAFs, proteger investidores e preservar direitos de clubes, profissionais do futebol e atletas em formação.
Já o projeto de lei complementar 21/2026 cria o Regime Especial de Tributação para Associações Desportivas, o Retad. A proposta unifica a cobrança de tributos federais incidentes sobre receitas de associações civis desportivas sem fins lucrativos.
No Senado, o presidente Davi Alcolumbre programou uma semana de votações com temas que vão de trânsito e justiça criminal a saúde, educação, infância, ciência e tecnologia e combate à violência contra a mulher.
Um dos principais itens da semana é a Medida Provisória 1.327/2025. A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro e trata de mudanças na Carteira Nacional de Habilitação. A MP, já aprovada pela Câmara, permite a emissão da CNH em formato digital e prevê renovação automática para condutores cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores.
Também está na pauta o projeto de lei 3.777/2023, que altera o Código de Processo Penal para estabelecer regras sobre a fixação de valor mínimo de indenização em favor da vítima de crime. A ideia é que, na própria sentença penal condenatória, o juiz fixe um valor mínimo para reparar os danos causados pela infração.
Na prática, esse tipo de proposta busca facilitar a reparação à vítima, evitando que ela precise iniciar outro processo apenas para discutir uma indenização mínima.
Outro item previsto é o projeto de lei 4.676/2019, que muda regras sobre certificação no sistema de armazenagem de produtos agropecuários. O texto confere caráter voluntário à adesão ao sistema de certificação criado para o setor.
A pauta também inclui o projeto de lei 336/2024, que cria diretrizes básicas para melhorar a atenção à saúde de pessoas com dor crônica e institui o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica. A proposta teve parecer favorável na Comissão de Assuntos Sociais.
O objetivo é dar maior visibilidade a uma condição que pode afetar a qualidade de vida, a rotina de trabalho, a saúde mental e o acesso a tratamentos adequados.
Para a sessão deliberativa de quarta (13), a pauta prevê a análise do projeto de lei 1.049/2026, que cria a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação. O texto também institui o Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação.
A proposta ainda depende de deliberação sobre requerimentos. Um deles pede urgência para a matéria. Outro solicita que o texto tramite em conjunto com projeto correlato apresentado no Senado.
Outro tema social previsto para a sessão de quarta é o projeto de lei 385/2024, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para tratar dos Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente em âmbito nacional, estadual, distrital e municipal.
Esses conselhos são responsáveis por formular, acompanhar e fiscalizar políticas voltadas à infância e à adolescência. Por isso, mudanças em sua composição ou funcionamento podem afetar diretamente a governança das políticas públicas para crianças e adolescentes.
Também está na lista o projeto de lei 3.102/2022, que altera a lei do plano de carreiras da área de ciência e tecnologia da administração federal direta, das autarquias e das fundações federais. A proposta inclui novos órgãos e institutos no plano de carreiras da área.
O projeto ainda depende da apreciação de requerimento de urgência. Se avançar, poderá impactar servidores e instituições ligadas à pesquisa, inovação, tecnologia, saúde e desenvolvimento científico.
Na área de direitos humanos e comunicação, os senadores podem analisar o projeto de lei 754/2023. O texto altera o Código Brasileiro de Telecomunicações para prever a divulgação, no programa A Voz do Brasil, de canais de atendimento a mulheres vítimas de violência.
A proposta já recebeu pareceres favoráveis da senadora Damares Alves nas comissões de Direitos Humanos e de Ciência e Tecnologia. A intenção é usar o alcance nacional do programa de rádio para informar mulheres sobre serviços de proteção, denúncia e acolhimento.
PODER JUDICIÁRIO
A semana no Judiciário tem como destaque a posse do ministro Kássio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A posse do magistrado, que acontece nesta terça (12), marca a transição da gestão de Cármen Lúcia para o novo comando.
Junto com Nunes Marques, assumirá a vice-presidência do TSE o ministro André Mendonça. O novo comando do Tribunal atuará nas eleições gerais de outubro deste ano.
Com a saída de Cármen Lúcia, a terceira cadeira reservada no TSE ao Supremo Tribunal Federal passará a ser ocupada pelo ministro Dias Toffoli, que era substituto da magistrada.
No STF, a agenda da semana no plenário da Corte tem como destaque o julgamento, na próxima quarta (13), da ADI 6304, que questiona dispostivos do Pacote Anticrime (Lei 13.964/2019). A ação é relatada pelo ministro Luiz Fux.
A ADI foi ajuizada no STF pela Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim) para questionar a constitucionalidade da Lei 13.964 aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2019, e que prevê a perda de bens como um dos efeitos da condenação criminal. Na ação, a associação afirma que a regra cria uma pena de “confisco de bens”, em violação ao princípio da individualização da pena e da função social da propriedade.
Outro ponto questionado é a introdução do artigo 28-A no Código de Processo Penal, que trata da possibilidade de o Ministério Público formalizar com o investigado “acordo de não persecução penal”. Segundo a entidade, a obrigação de que o investigado confesse o crime para que o acordo seja proposto viola o princípio da presunção de inocência.
Ainda na pauta do dia 13 está ADPF 881, que questiona a possibilidade de membros do Poder Judiciário e do Ministério Público serem responsabilizados criminalmente em decorrência de interpretação do ordenamento jurídico no exercício regular de suas funções – o chamado “crime de hermenêutica”.
O processo é relatado pelo ministro Dias Toffoli, que, em fevereiro de 2022, deferiu liminar nos autos. O julgamento será retomado com o voto-vista do ministro Alexandre de Moraes.
Já para a sessão plenária da próxima quinta (14), está agendado o julgamento do RE 1537165, no qual a Corte definirá se o Ministério Público pode requisitar relatórios de inteligência financeira sem autorização judicial às autoridades fiscais e se o compartilhamento dessas informações exige a abertura de investigação criminal formal.
Em liminar concedida no final do mês de março, o ministro Alexandre de Moraes (relator) estabeleceu uma série de critérios para a requisição e a utilização dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo a decisão, o descumprimento dos requisitos torna ilícitas as provas produzidas.
Também ficou definido que os critérios se aplicam a pedidos judiciais e a comissões parlamentares de inquérito (CPIs).
O deputado federal da Bahia, Capitão Alden (PL) avaliou como “inocência” a hesitação do pré-candidato ao governo da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), em declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), Alden destacou que a falta de clareza sobre os vínculos políticos é um erro na campanha da oposição ao governo petista na Bahia.
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— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 11, 2026
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“Eu acho que chega a ser inocência demais você pensar assim. A pesquisa que foi feita indica que, a cada 10 votos que ACM Neto teve na última eleição, a cada 10 votantes, cerca de 7 a 8 teriam votado em Lula”, contextualiza. “Então, na cabeça deles, se eles apoiarem, por exemplo, o Flávio Bolsonaro, esse votantes ou aqueles que votaram e Lula poderiam não votar neles, mas chega a ser inocência você dizer ‘olhe, é certo que eu vou apoiar Flávio no segundo turno’, aí esse eleitor não está ouvindo isso? Ele é burro? Ele é ignorante?”
Na Bahia, a principal chapa de oposição, montada por ACM Neto, tem o PL como um dos principais aliados, por meio da figura de João Roma (PL-BA), candidato ao Senado Federal pela chapa majoritária da oposição. Nesse sentido, Capitão Alden ressalta que há uma falta de alinhamento entre os posicionamentos nacionais e estaduais.
“Eu não consigo ver racionalidade nesse cálculo. Eu acho que você tem que ter posicionamento, qual é o seu posicionamento? Acho que você pode até dizer, as minhas convicções são essas, o meu papel como gestor vai ser esse, mas palanque aberto? Até Lula poderá vir no palanque dele? E porque existe [o discurso] vamos nos unir para derrotar o PP lá em cima, no [cenário] nacional, mas não vai ser unir para derrotar o PT aqui no estado?”, questiona.
Segundo ele, “essa estratégia é ruim”. “Eu tenho ouvido isso no interior, muito, inclusive de pessoas que pretendem ou pretendiam votar em Neto e peçam postura dele de não definir claramente o que ele defende. Não quem ele defende, mas o que ele defende”, finaliza o parlamentar.
Confira o trecho da entrevista:
Há pouco mais de três meses para o prazo de formalização das chapas para as eleições nacionais, as vagas para suplência de Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) na disputa ao Senado Federal seguem indefinidas. Nos bastidores, aponta-se que os caciques do Partido dos Trabalhadores aguardam a indicação de um dos maiores aliados do grupo, Otto Alencar (PSD).
O fato é que, em março deste ano, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), integrante da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), formalizou a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária, como suplente de um dos dois candidatos majoritários, na frente liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
Na época, a vereadora e ex-líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador destacou que “é realmente uma alegria muito grande ter meu nome indicado pelo partido para essa suplência”. O partido não indicou para qual suplência a vereadora seria indicada, o cenário que se forma, no entanto, é que a principal vaga em aberto é a suplencia do senador Jaques Wagner.
Ainda nesta quarta-feira (06), o senador petista Jaques Wagner indicou que as chapas estariam “quase formadas”. “Não definimos ainda a primeira e segunda suplência, nem minha nem de Rui. Tem vários nomes citados, vários partidos que têm interesse em participar; a gente vai ter que amadurecer isso. Tem muito nome bom que quer entrar”, afirmou.
Por outro lado, fontes nos bastidores do grupo governista apontam que a indicação do Partido Comunista à suplência estaria “de molho” até que novos nomes também fossem apresentados. A indicativa é que a chapa petista deve priorizar as indicações do presidente estadual do Partido Social Democrata (PSD), Otto Alencar, que não se manifestou, até o momento.
Já para as vagas relacionadas a candidatura do ex-ministro Rui Costa, um desses nomes seria o presidente estadual do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto. Atualmente, o Avante é um dos partidos com maior expressividade no interior do estado, com cerca de 60 prefeituras eleitas em 2024. Nesse sentido, as podem ganhar destaques nos bastidores da negociação.
INDEFINIÇÃO NO PSD
Ao final de janeiro, o PSD perdeu um de seus principais “soldados”. O senador Angelo Coronel e sua família romperam com o partido de Otto Alencar após meses de negociações para a composição da chapa majoritária do grupo governista. Com a confirmação da “chapa puro-sangue” do PT, com Jerônimo, Wagner e Rui, o senador teria sido “deixado de lado” em sua tentativa de reeleição.
Hoje, vinculado ao Republicanos, o senador declarou apoio ao pré-candidato ao Palácio de Ondina, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto e passou a compôr a chapa "Unidos para Mudar a Bahia", que tem como segundo candidato à "Câmara Alta", o ex-deputado federal e presidente do PL na Bahia, João Roma.
O governo vem anunciando medidas para tentar reverter o quadro de desaprovação em alta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, até aqui, os números não cedem e não demonstram sinal de virada. Essa análise foi feita pela pesquisa Meio/Ideia, ao apresentar os números sobre a avaliação a respeito do governo Lula.
O levantamento revelou um aumento na desaprovação do presidente Lula da última pesquisa, em abril, para esse mais recente de maio, quando a avaliação negativa subiu de 51% para 53%. Já a aprovação ao trabalho do presidente caiu de 45% para 44%.
Confira abaixo a avaliação do terceiro mandato do líder petista:
Ótimo - 11%
Bom - 20,5%
Regular - 21%
Ruim - 14%
Péssimo - 32,3%
Não sabe - 1,2%
A região onde Lula recebeu o maior percentual de menções “ótimo” foi no Nordeste, com 18,3%. Já a menção “péssimo” teve seu pior índice na região Centro-Oeste, com 43,3%.
Em outro recorte da pesquisa, o Meio/Ideia perguntou aos seus entrevistados se o presidente Lula merecia um novo mandato. Um total de 52% disseram que Lula não merece conquistar o seu quarto mandato, enquanto 44% afirmaram que sim.
A região Nordeste foi a única em que mais pessoas disseram que Lula merece um novo mandato, com 57,8% marcando essa opção. A região que mais rejeitou um novo mandato do líder petista foi a Centro-Oeste, com 65,8% rejeitando o quarto mandato de Lula.
O levantamento Meio/ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 5 de maio. O nível de confiança é de 95% e o protocolo no TSE é BR-05356/2026.
Liderança do presidente Lula nas simulações de primeiro turno, dianteira de Flávio Bolsonaro na disputa de um eventual segundo turno. Esse cenário que vem se repetindo em pesquisas recentes de intenção de voto de diversos institutos também foi apresentado nesta quarta-feira (6) no mais novo levantamento do Meia/Ideia.
A pesquisa Meia/Ideia entrevistou 1.500 pessoas em todo o Brasil de 1º a 5 de maio de 2026. Os resultados confirmam o quadro de total estabilidade nos cenários da disputa presidencial que já haviam sido identificados por todos os últimos levantamentos.
Confira abaixo o cenário único de primeiro turno apresentado pelo Meia/Ideia aos seus entrevistados:
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Ronaldo Caiado (União) - 5,6%
Romeu Zema (Novo) - 3%
Ciro Gomes (PSDB) - 2,3%
Augusto Cury (Avante) - 1,6%
Renan Santos (Missão) - 1,4%
Aldo Rebelo (DC) - 0,8%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,3%
Hertz Dias (PSTU) - 0%
Samara Martins (UP) - 0%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0%
Ninguém/branco/nulo - 3,7%
Não sabe - 5,4%
Entre os recortes da pesquisa Meio/Ideia, houve o questionamento aos entrevistados de forma espontânea a respeito de suas preferências na disputa presidencial. Nessa modalidade, o entrevistado diz o seu nome de escolha sem a apresentação de qualquer lista. Veja o resultado:
Lula - 33,4%
Flávio Bolsonaro - 20%
Jair Bolsonaro - 4%
Ronaldo Caiado - 3,7%
Romeu Zema - 3%
Outros - 2,5%
Renan Santos - 1,4%
Ciro Gomes - 1,3%
Nikolas Ferreira - 0,5%
Michelle Bolsonaro - 0,5%
Eduardo Bolsonaro - 0,4%
Augusto Cury - 0,3%
Cabo Daciolo - 0,3%
Tarcísio de Freitas - 0,3%
Marina Silva - 0,2%
Aldo Rebelo - 0,1%
Ratinho Junior - 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo - 5%
Não sabe - 23,1%
Já nas simulações de segundo turno, a pesquisa Meio/Ideia aponta que Flávio Bolsonaro, com 45,3%, e o presidente Lula, com 44,7%, estão tecnicamente empatados na corrida pelo Palácio do Planalto. Eles oscilaram dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais na comparação com a rodada anterior, em abril. Há um mês, Flávio tinha 45,8% e Lula 45,5%.
A pesquisa também aponta empate técnico de Lula contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) - o placar é de 44,7% a 40%, respectivamente. O líder petista, contudo, ganharia do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por 44% a 39%.
Abaixo, um resumo das disputas de segundo turno:
Flávio 45,3% x 44,7% Lula
Lula 44,7% x 40% Ronaldo Caiado
Lula 44% x 39% Romeu Zema
Lula 44,7% x 27,6% Renan Santos
Lula 44,7% x 24% Aldo Rebelo
Lula 44% x 34,5% Ciro Gomes
No quesito da rejeição, o presidente Lula segue na liderança entre os pré-candidatos. Confira abaixo o panorama dos candidatos mais rejeitados pelos entrevistados:
Lula - 44,8%
Flávio Bolsonaro - 38%
Ronaldo Caiado - 18,5%
Romeu Zema - 18%
Renan Santos - 14,5%
Ciro Gomes - 14%
Cabo Daciolo - 11,9%
Samara Martins - 9,6%
Aldo Rebelo - 9,1%
Edmilson Costa - 9%
Rui Costa Pimenta - 8,7%
Augusto Cury - 7,4%
Hertz Dias - 5,3%
Não rejeita ninguém - 2,8%
Não sabe - 8%
O levantamento Meio/ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 5 de maio. O nível de confiança é de 95% e o protocolo no TSE é BR-05356/2026.
Centenas de eleitores soteropolitanos e baianos compareceram, nesta terça-feira (5), à sede do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para realizar atendimentos de regularização do título de eleitor. Conforme o calendário oficial, o prazo final para a regularização da situação eleitoral é esta quarta-feira, 6 de maio.
Dados divulgados pelo Tribunal em 23 de abril deste ano apontam que, até então, 453.414 eleitoras e eleitores estariam com o título cancelado na Bahia. No atendimento presencial, os eleitores poderão emitir a primeira via do título, regularizar a situação eleitoral, coletar a biometria, realizar a transferência de domicílio eleitoral, alterar o local de votação, revisar os dados cadastrais, dentre outros procedimentos eleitorais.

Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
Para atender à demanda, o TRE-BA ampliou o horário de atendimento nos plantões de atendimento nesta e na última semana. Na capital baiana, o funcionamento é das 8h às 18h, nos cartórios eleitorais e na Central de Atendimento ao Público (CAP). No interior do estado, nas CAPs e Cartórios, os trabalhos são realizados das 8h às 15h.
PRESENCIAL OU VIRTUAL?
Para realização do atendimento presencial, o eleitor ou a eleitora deve ter em mãos o comprovante de residência atualizado e documento de identificação com foto. Homens que completam 19 anos no ano do alistamento precisam comprovar quitação militar.
Para quem já possui a biometria, é possível realizar uma série de atendimentos. Por meio do e-título, os eleitores podem realizar consulta da situação eleitoral; verificação e pagamento de multas por ausência às urnas; emissão da certidão de quitação eleitoral; acesso ao local de votação com mapa; justificativa de ausência no dia da eleição e atualização de dados cadastrais.
Eleitoras e eleitores com o título cancelado, além de não poderem votar nas eleições, ficam sujeitos a outras restrições, como impedimento para emissão de passaporte, posse em cargo público e renovação de matrícula em instituições de ensino, entre outras sanções.
O instituto Real Time Big Data divulgou nesta terça-feira (5) a primeira pesquisa sobre a disputa presidencial após os acontecimentos da semana passada, com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas. Os números revelam que o cenário de momento ainda não foi afetado pelas derrotas sofridas pelo governo Lula no Congresso Nacional.
No cenário de primeiro turno, o presidente Lula segue liderando as intenções de voto à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A diferença entre os dois principais adversários segue no mesmo patamar revelado recentemente por outros institutos de pesquisa.
Lula aparece com 40% das intenções de voto, ante 34% de Flávio. Em seguida, aparece o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 5%.
Confira abaixo o principal cenário da pesquisa Big Data:
Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 34%
Ronaldo Caiado (PSD) - 5%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Renan Santos (Missão) - 3%
Augusto Cury (Avante) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Branco/nulo - 6%
Não sabe/não opinou - 5%
Na pesquisa espontânea, Lula também segue na liderança nesta modalidade de pesquisa em que o entrevistado diz um nome sem que seja apresentada a ele alguma lista de candidatos. Nesta modalidade, Flávio segue na segunda colocação, e o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é o terceiro nome mais citado pelos eleitores. Veja os números abaixo:
Lula (PT) - 31%
Flávio Bolsonaro (PL) - 24%
Jair Bolsonaro (PL) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 1%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 1%
Ciro Gomes (PSDB) - 1%
Nenhum/branco/nulo - 14%
Não sabe - 24%
Na rejeição, o presidente Lula lidera entre todos os outros candidatos. Confira os dados da rejeição:
Lula - 44%
Flávio Bolsonaro - 41%
Ciro Gomes - 5%
Romeu Zema - 4%
Ronaldo Caiado - 2%
Cabo Daciolo - 2%
Augusto Cury - 2%
Aldo Rebelo - 2%
Rui Costa Pimenta - 2%
Samara Martins - 2%
Hertz Dias - 2%
Não rejeito ninguém - 2%
Em relação aos cenários de segundo turno, há um empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Conforme aponta o levantamento, Flávio surge com 44% das intenções de voto, contra 43% de Lula.
Outros quatro possíveis cenários de segundo turno entre Lula e nomes da direita também foram testados. Veja a seguir os resultados:
Flávio 44% x 43% Lula
Lula 43% x 43% Ciro Gomes
Lula 43% x 42% Ronaldo Caiado
Lula 43 x 39% Romeu Zema
Lula 48% x 24% Renan Santos
Para fazer a pesquisa, o Real Time Big Data ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03627/2026.
O Partido dos Trabalhadores irá olhar para o Nordeste como foco nas eleições de 2026. Com forte protagonismo no último pleito presidencial, a região deve passar por uma estratégia específica para as demandas e peculiaridades eleitorais deste ano. Com eleições "acirradas", os estados da Bahia, Pernambuco e Ceará podem capitanear um "Comitê Nordeste", de acordo com lideranças petistas baianas.
Ao Bahia Notícias, alguns interlocutores do partido e lideranças do grupo que gere o governo do estado, a formação desse comitê, preferencialmente localizado em Recife, capital de Pernambuco, tem sido analisada. O projeto também tem como ideal "uniformizar" o discurso de campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região e resgatar pontos de contato direto das campanhas ao governo nos três estados. Lula possui três nomes que irá apoiar, com a reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, a reeleição de Elmano de Freitas (PT) no Ceará e, além deles, João Campos (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco.
Tradicional reduto petista, o Nordeste foi decisivo para a vitória de Lula. Ele recebeu 69,34% dos votos válidos da região – única em que ele superou Jair Bolsonaro (PL). A larga vantagem de petista na região foi capaz de conduzi-lo à Presidência em 2022, ainda que atual mandatário tenha sido mais votado em outras localidades. No último pleito, o ex-presidente Bolsonaro venceu em todas as outras regiões do país, tendo a maior vantagem no Sul, onde conquistou 61,84% dos votos válidos. No Sudeste, que concentra o maior número de eleitores, Lula recebeu 45,73% dos votos válidos. Bolsonaro, 54,27%.
Petistas baianos revelaram ao BN que a estratégia é adequar alguns pontos de campanha e facilitar a interlocução de três estados "chaves" para a reeleição de Lula. O movimento também busca contrapor um "avanço" de aliados do ex-presidente Bolsonaro, que possui uma estratégia nacionalizada, também focada em "encorpar" as cadeiras do grupo no Congresso. "É buscar traduzir para o nordestino o que o presidente Lula tem feito para a região, da melhor forma. Unificar as estratégias estaduais e focar na regão", revelou um interlocutor do grupo que defende a medida.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) realizou 2.173 atendimentos em todo o estado até as 10h deste sábado (2/5). A Central de Atendimento ao Público (CAP) e os cartórios eleitorais, tanto da capital quanto do interior, registraram movimento intenso desde o início do plantão, o que evidenciou a alta procura pelos serviços eleitorais.
O atendimento foi encerrado ao meio-dia e integra o calendário de ações do TRE-BA por causa da proximidade do fechamento do cadastro eleitoral, previsto para o dia 6 de maio.
Segundo o tribunal, após essa data o cadastro será temporariamente suspenso para viabilizar a organização do pleito, conforme estabelece a Lei das Eleições. Somados os dois primeiros plantões realizados pelo Tribunal, o total já chega a 14.400 atendimentos em toda a Bahia.
No dia 25 de abril, foram atendidas 5.484 pessoas, enquanto no feriado do Dia do Trabalhador (1º de maio) o número chegou a 8.916 eleitores e eleitoras.
O TRE-BA informou que o atendimento regular será retomado na próxima segunda-feira (4/5). Na capital, os cartórios eleitorais e as Centrais de Atendimento ao Público funcionarão das 8h às 18h. Já no interior do estado, o horário será das 8h às 15h.
A derrota do governo Lula na noite desta quarta-feira (29), no Senado, na votação da indicação de Jorge Messias para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi repercutida por diversos presidenciáveis em postagens nas redes sociais e entrevistas. Todos os que comentaram a rejeição de Messias fizeram críticas a Lula e ao STF, mas também a Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, que como senador votou contra a indicação ao STF e ainda teria participado de articulações para a rejeição de Jorge Messias, disse que não tinha “motivos para comemorar”, mas que via a derrota como o “fim do governo Lula”.
“Por 42 votos a 34, o Senado fez história e evitou que a esquerda e o PT aparelhassem ainda mais o Estado e a Justiça. Podemos dizer com confiança que o Brasil tem futuro”, afirmou o pré-candidato do PL, que promoveu um churrasco em sua casa para comemorar a derrota do governo Lula.
Na mesma linha, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) disse que a votação do Senado conta Messias foi um “golaço do Brasil”. Zema, que recentemente manteve discussões públicas com o ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou que a derrota de Messias foi um “basta” à politização do Supremo.
“Finalmente o Senado fez o que devia ter sido feito. Barrou mais uma indicação política do Lula. É um basta à politização do STF. Um basta ao comportamento vergonhoso de ministros, um basta às perseguições. O Brasil está se levantando. Não é escada, Alexandre de Moraes. Não é ofensa, Gilmar Mendes. É o Brasil que trabalha, que paga impostos, batendo na porta de vocês. Chega de intocáveis”, afirmou o presidenciável.
Já o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), foi mais econômico e fez apenas um pequeno comentário em seu perfil na rede X, criticando principalmente o presidente Lula.
“O que melhor define a rejeição é um termo muito usado por nós: O Senado não aceitou que o Lula indicasse seu cabo de chicote como membro do Supremo”, disse Caiado.
Renan Santos, candidato a presidente pelo partido Missão, também fez fortes críticas a Lula, dizendo que a votação teria representado o “começo do fim do governo”. Renan Santos, entretanto criticou também Davi Alcolumbre e o centrão, chamando-os de “lixo da República”.
“Essa é uma das maiores derrotas do STF. O Lula queria colocar o seu terceiro advogado pessoal no STF. Era Dias Toffoli, era Cristiano Zanin e agora seria o Messias. O próprio STF aceitava, porque queriam uma operação em que se salvariam da treta do Banco Master. Mais um ministro com força e com nome limpo. Foram lá, fecharam com nomes do centrão, da esquerda, fizeram o acordo com o PL. Estava todo mundo só naquele teatrinho. De treta com um dos piores seres humanos da República que é o Alcolumbre. Quando a República brasileira é tocada por lixo, o lixo faz isso com você”, afirmou o pré-candidato.
“Então Lula foi traído por pessoas que incentivou. O centrão sempre foi parceiro de negócios do petismo, então, o STF está na sarjeta e Lula está no seu pior momento em toda a sua história. Nunca foi tão grande a chance de Lula sequer ser candidato. Lula não concorre para perder, e sem apoio do centrão, não vai buscar voto no Nordeste”, completou Renan Santos.
Em outra corrente de raciocínio, o pré-candidato a presidente pelo DC, Aldo Rebelo, relacionou a derrota na indicação de Jorge Messias à insatisfação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com dificuldades impostas pelo governo Lula à exploração de petróleo na margem equatorial, próxima ao Amapá. Para o pré-candidato, o governo Lula, ao dificultar a possibilidade de desenvolvimento do estado do presidente do Senado, levou ele a “dar o troco” na votação do indicado ao STF.
“O Amapá que está dentro da margem equatorial, que aspira a ter uma indústria de petróleo e gás, que tem sido bloqueada por ações do Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama. Então se Lula, que se mostrou indignado pela derrota com Messias, quer saber as razões, pergunte ao presidente do Ibama”, disse Aldo.
“O Amapá é um estado que tem 73% da população vivendo da transferência de renda, do Bolsa Família. Não há atividade econômica. O Amapá é um estado sem futuro para a sua juventude, e a única esperança que tem é na mineração, na agricultura, na área de petróleo e gás, e está tendo esse crescimento impedido pelo governo federal. O governo menosprezou a aspiração do Amapá a ter um futuro com a sua indústria de petróleo e gás. Messias pagou pelos erros, pelas omissões e caprichos do governo Lula com o presidente do Senado”, completou o pré-candidato do DC.
Outros presidenciáveis como Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) não se pronunciaram sobre a rejeição da indicação de Jorge Messias.
Churrasco, futebol noturno, comemoração e articulação para impor novas derrotas ao governo Lula. Foi dessa forma que o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta quarta-feira (29).
A festa da oposição foi realizada na própria casa do senador Flávio Bolsonaro, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Senadores e deputados de oposição e de partidos do centrão, como PP, União Brasil, PSD e Republicanos estiveram presentes no encontro para celebrar a derrota histórica do presidente Lula.
Em votação relâmpago comandada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a indicação de Jorge Messias ao STF recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários. Como eram necessários 41 votos para ter seu nome aprovado, a votação acabou sendo encerrada com o anúncio feito por Alcolumbre: “A matéria vai ao Arquivo e será feita a devida comunicação à Presidência da República”.
Antes de chegar ao churrasco, Flávio Bolsonaro falou rapidamente com a imprensa ainda no Senado, logo após a rejeição ao nome de Jorge Messias. O pré-candidato a presidente disse que a posição majoritária do Senado representou uma vitória da oposição e um recado do Senado aos outros poderes.
“Não estou comemorando, mas por outro lado fico feliz em saber que esse resultado foi o resultado no Senado. Na minha opinião, é a prova de que o governo Lula não tem mais governabilidade”, afirmou ao sair do plenário do Senado.
“Eu não derrotei ninguém. Óbvio que estou satisfeito com a vitória da oposição. É um recado que o Senado dá. É um reposicionamento diante da opinião pública, um grito de independência do Senado, mas não é uma vitória pessoal de ninguém”, disse Flávio.
O líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), um dos principais articuladores da rejeição ao nome de Jorge Messias junto com Davi Alcolumbre, também conversou com a imprensa e disse que o Congresso decretou o fim do governo Lula.
“Nós trabalhamos para derrotar o ministro Jorge Messias. Nada de pessoal contra ele. Mas contra o que ele representa neste momento. Hoje acaba o Lula 3. Perde credibilidade e capacidade de articulação. Perde inclusive a legitimidade para conduzir um processo de negociação na Casa. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante”, afirmou Marinho.
Já nas comemorações com futebol e churrasco na casa do senador Flávio Bolsonaro, os parlamentares presentes também discutiram estratégias para impor nova derrota ao governo na sessão do Congresso Nacional marcada para esta quinta-feira (30). Em sessão conjunta, será analisado o veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe.
A articulação da oposição tem como objetivo derrubar o veto integral de Lula ao projeto. A derrubada do veto e a retomada da validade do projeto aprovado pelo Congresso pode beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com a redução de sua pena.
O psiquiatra Augusto Cury, pré-candidato a presidente da República pelo Avante, disse nesta terça-feira (28) que, se for eleito, concederá anistia a “quase todos” os condenados pelos atos do dia 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Cury deu a declaração durante entrevista à CNN.
Ao justificar a medida, Augusto Cury disse que os envolvidos nos atos de 8 de janeiro cometeram crimes “muito menores” quando comparados ao escândalo do caso do Banco Master.
“Grande parte das pessoas que estão ali cometeram crimes muito menores do que esse escândalo do Banco Master. Estão lá presos e já pagaram uma sentença absurda”, afirmou.
A promessa feita por Cury já foi anunciada anteriormente por outros pré-candidatos, como Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL). Caiado, por exemplo, afirmou que seu primeiro ato como presidente seria a concessão de uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, buscando, segundo ele, a pacificação do país.
Ao contrário dos outros presidenciáveis, Augusto Cury disse na entrevista que a anistia que propõe não alcançaria os “cabeças” dos acontecimentos em 8 de janeiro.
“Eu daria [anistia] para quase todos que estão ali. Eu não sei se daria para todos, para aqueles que são cabeças, para aqueles que tinham consciência, porque eu não conheço exatamente a história e os elementos jurídicos que compõem toda aquela peça”, disse Cury.
O pré-candidato Ronaldo Caiado incluiu o ex-presidente Jair Bolsonaro entre os beneficiados por uma medida de anistia caso ele seja eleito em outubro, e Flávio Bolsonaro foi além: disse que seu pai subiria a rampa junto com ele. Já Augusto Cury afirmou que, em relação a Bolsonaro, teria que fazer uma análise junto com sua equipe antes de tomar uma decisão.
“Jair Bolsonaro eu analisaria. Muito provavelmente, se eu estivesse convencido, com uma equipe de pessoas, de que ele não cometeu crime o suficiente para estar encarcerado, eu provavelmente o libertaria. Mas eu não tenho segurança ainda, porque não tenho todos os elementos para esse julgamento’, colocou o pré-candidato.
Viralizou nas redes sociais, nesta segunda-feira (27), um vídeo feito por um morador da cidade de Presidente Prudente, em São Paulo, que teria sido abordado por agentes da Polícia Federal. O morador filmou uma conversa com os policiais em que foi pedido a ele que retirasse da sua varanda uma faixa estendida com a palavra “ladrão”.
A faixa foi colocada pelo morador por conta da perspectiva de uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à cidade nesta segunda. Lula, entretanto, cancelou sua visita após passar por um procedimento cirúrgico na última sexta (24), quando removeu do couro cabeludo uma lesão de carcinoma basocelular, tipo menos grave e mais comum de câncer de pele.
Durante a conversa que aparece no vídeo, um policial diz: “A gente já está informando o senhor que já vai dar (problema)”. O morador respondeu: “É opinião, cara”. O agente afirmou: “Eles não vão considerar isso como opinião”.
O vídeo divulgado nas redes gerou milhares de comentários, e a hashtag “Governo da censura” alcançou o topo dos trending topics da rede X no final da tarde de hoje. Outros termos relacionados ao episódio também entraram nos assuntos mais comentados da plataforma, como “Ladrão”, “Censura”, entre outros.
Políticos e influenciadores de oposição fizeram diversas críticas à ação dos agentes da Polícia Federal. Em publicação nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) destacou o fato de a faixa não fazer referência direta ao líder petista.
“A faixa não tava nem com o nome do Lula… a carapuça serviu?”, questionou Nikolas.
O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), também se pronunciou e classificou o episódio como “absurdo”. Em publicação nas redes, Mello Araújo afirmou que a faixa estava na propriedade do morador e indagou sobre a atuação dos agentes.
“Fato gravíssimo em Presidente Prudente, um direito constitucional sendo quebrado. Como podem agentes da Polícia Federal adentrar no prédio e solicitar a retirada de cartazes? Isso é o fim do país, espero que os órgãos competentes apurem esse fato. Isso é o começo de outro regime em nosso país, sem consultar seu povo”, afirmou.
Até mesmo o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou sobre a retirada da faixa. O senador do PL disse que o governo da censura estaria com os dias contados: "Se Lula achou que a faixa escrito LADRÃO era pra ele, quem sou eu pra discordar!"
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) revela que o cenário da eleição presidencial de 2026 segue sendo disputado voto a voto entre os dois principais candidatos, principalmente nas simulações de segundo turno. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera nos cenários de primeiro turno, na simulação de segundo turno o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece praticamente empatado, como outras pesquisas já vêm mostrando desde o mês de março.
No principal cenário estimulado de primeiro turno da BRG/Nexus, Lula tem 41% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro. A vantagem do presidente varia de três a cinco pontos percentuais, a depender da composição da disputa.
O levantamento também mostra que o presidente Lula marcou 41% em todos os cenários de primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou com mais ou menos votos nas simulações. Segundo o relatório da pesquisa, esses percentuais indicam um núcleo mais consolidado de voto em torno dos dois principais nomes.
Confira abaixo os cenários de primeiro turno:
Cenário 1
Lula (PT) - 41%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 3%
Renan Santos (Missão) - 3%
Augusto Cury (Avante) - 2%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Brancos, nulos ou nenhum - 6%
Não sabem/não responderam - 2%
Cenário 2
Lula - 41%
Flávio Bolsonaro - 36%
Romeu Zema - 5%
Ronaldo Caiado - 4%
Renan Santos - 4%
Aldo Rebelo - 1%
Brancos, nulos ou nenhum - 7%
Não sabem/não responderam - 2%
Cenário 3
Lula - 41%
Flávio Bolsonaro - 38%
Ronaldo Caiado - 6%
Renan Santos - 4%
Aldo Rebelo - 1%
Brancos, nulos ou nenhum - 7%
Não sabem/não responderam - 2%
Nas simulações de segundo turno, o quadro fica mais apertado, como vem sendo visto em todas as últimas pesquisas dos mais diversos institutos. Neste BTG/Nexus, Lula aparece numericamente à frente dos adversários testados, mas a disputa contra Flávio Bolsonaro é a mais acirrada.
Na comparação com a pesquisa BTG/Nexus anterior, Lula e Flávio estavam empatados em 46% a 46%. Agora, o presidente mantém os mesmos 46%, enquanto Flávio oscila para 45%, quadro que, entretanto, segue entendido como de empate técnico.
Cenários de segundo turno:
Lula 46% x 45% Flávio Bolsonaro
Lula 45% x 41% Romeu Zema
Lula 45% x 41% Ronaldo Caiado
A disputa presidencial também é marcada por rejeição elevada dos dois principais oponentes. Quando os entrevistados da BTG/Nexus são perguntados sobre o potencial de voto em cada candidato, 49% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum. No caso de Flávio Bolsonaro, esse percentual é de 48%.
Esse recorte do levantamento mostra ainda que 34% dizem que Lula é o único candidato em quem votariam, e 16% afirmam que poderiam votar nele, mas também em outro. No caso de Flávio, 27% dizem que ele é o único em quem votariam, e 21% afirmam que poderiam votar nele e em outro nome.
A pesquisa foi realizada pela Nexus por telefone, entre os dias 24 e 26 de abril, com 2.028 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-01075/2026.
O deputado estadual Antonio Henrique Jr (PV) comentou sobre a migração partidária dos parlamentares eleitos pelo Progressistas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após a consolidação da federação PP-União Brasil, na oposição ao governo estadual. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (27), o deputado afirmou que a decisão de romper com o partido e se manter na base governista foi coletiva.
Ele contextualiza, por sua vez, que a relação com o governo começou bem antes, com Rui Costa, e apenas se estendeu a Jerônimo Rodrigues, ainda que o Progressistas não tenha apoiado o PT nas eleições de 2022.
"Nos dois mandatos que tive, sempre fui bem recebido pelo ex-governador Rui Costa, sempre as nossas demandas foram atendidas, então nós tínhamos um laço de amizade, coisas muito importantes nós levamos para o oeste da Bahia. Então, nós queríamos dar continuidade a esse trabalho com o governador Jerônimo, que tem nos recebido muito bem, tem feito o trabalho, liberado as emendas parlamentares, levamos as demandas no oeste da Bahia e ele tem atendido bem", afirmou.
Ele destaca que, neste cenário, onde Jerônimo concorre à reeleição, "não vi a possibilidade de, com a federação do PP com o União Brasil, ficar com ACM Neto". "Queremos dar continuidade ao mandato com Jerônimo para a sua reeleição, para poder cada vez mais trabalhar pela Bahia, e os quatro deputados do PP tomaram a decisão de sair do PP", explicou Antônio Henrique.
O parlamentar relata que teve uma "conversa boa" com diversos partidos, incluindo o PSB, também da base governista, mas "não deu certo". Sobre a escolha do Partido Verde, Antônio Henrique destaca que houve uma identificação temática: "É um partido que defende o que eu defendo".
"Eu defendo o meio ambiente, eu defendo o desenvolvimento cuidado do meio ambiente, defendo a agricultura familiar, defendo que o recurso chegue a quem mais precisa e a bandeira do PV é isso, então a gente tem conversado com o presidente e estamos alinhados nesse sentido", destaca.
Especialmente sobre esses diálogos com a liderança Verde, na figura do presidente estadual Ivanilson Gomes, o deputado aponta que o presidente "viu a intenção" dos novos filiados em promover as pautas tradicionais do partido.
"Ele sabe que a gente está alinhado com várias pautas importantes do PV, não tem dificuldade. Como eu disse, a gente defende a agricultura na figura do agronegócio, mas também o pequeno produtor, o homem do campo, que para produzir precisa do apoio do governo. Tem divergência em algum campo? Pode ter, mas nós sabemos que estamos alinhados com a bandeira do PV"
Em entrevista ao Projeto Prisma em agosto de 2025, o próprio Ivanilson Gomes definiu que o partido por vezes serviu como “barriga de aluguel” para filiados que não estiveram alinhados com os propósitos ideológicos da sigla. Questionado sobre os alinhamentos internos do PV com os novos filiados, o deputado Antonio Henrique afirmou estar alinhado às expectativas do grupo.
"A discussão com ele foi boa, o diálogo. Ninguém está aqui para querer um partido 'de aluguel', a gente veio representar o partido, ajudar o partido a crescer e se desenvolver e é isso que vamos fazer", aponta o parlamentar. "Ele vai ter grandes companheiros de luta, de defender o partido e as causas importantes da nossa Bahia", conclui.
Confira o trecho:
Em uma postagem com o título “Textão”, publicada na noite desta sexta-feira (24), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) buscou apaziguar mais um conflito envolvendo membros de sua família com expoentes do campo da direita, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Flávio disse no texto que sua pré-candidatura a presidente vem recebendo boa acolhida nas cidades por onde passa, mas lhe causam preocupação as brigas, provocações e cobranças, segundo ele, “dentro do próprio time”.
O presidenciável do PL entrou em campo após uma discussão, via redes sociais, entre Nikolas Ferreira e um dos irmãos de Flávio, o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan (PL-SC). Em resposta a comentários irônicos de Jair Renan com um influenciador de direita, Nikolas disse que o “filho 04” de Jair Bolsonaro teria uma capacidade cognitiva que não alcança a de uma “toupeira cega”.
Sem citar o caso ou sair em defesa de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro pediu união da direita em torno da sua candidatura. O pré-candidato disse precisar de todos do seu campo político para o defender “das mentiras criminosas da esquerda e esfregando a verdade na cara deles”.
“Fica aqui meu pedido sincero: não precisa ´pressionar´ ninguém ou me ´defender´ de pessoas que também querem Bolsonaro na Presidência da República. Já disse algumas vezes e repito, cada um tem o seu tempo e a sua forma de ajudar. Todos são importantes e preciso de todos para tornar essa caminhada menos difícil!”, disse Flávio Bolsonaro, em um apelo para aliados de sua candidatura não ataquem outros igualmente aliados.
“Apoio não se impõe, conquista-se! Deixe-me fazer do meu jeito. Se não der certo, assumo a responsabilidade. Mas tenho certeza que Deus está no comando de tudo e isso é galho fraco pra Ele!”, completou o senador do PL.
Também nas redes sociais, o deputado Nikolas Ferreira reagiu à postagem feita por Flávio com a publicação de um outro “textão”. O deputado mineiro alega que vem sofrendo provocações há três anos e que permanece calado, mas diz ter um limite em tolerar ataques de quem se diz aliado.
O deputado do PL citou nomes de políticos que, como ele, sempre estiveram “na linha de frente” de defesa da direita, e da mesma forma se tornaram alvos de perseguição de influenciadores e políticos bolsonaristas. Nikolas Ferreira citou, entre esses nomes, parlamentares como Bia Kicis, Carol De Toni, Carlos Jordy, Gustavo Gayer, André Fernandes, Filipe Barros, entre outros.
“Isso tem gerado um clima que ninguém mais suporta. Poucos tem coragem de enfrentar, e quando enfrentam, recebem o rótulo de ´traidores´. Sendo que todos, inclusive eu, faremos de tudo para que você ganhe as eleições esse ano. Mas obviamente, cada um do seu jeito, no seu papel, da sua melhor forma. Sem acusar ou perseguir ninguém. E sem colocar uma forma do que é ou não ideal de se fazer. E que mesmo após todos os seus pedidos de pacificação, insistem em criar atritos e desobedecem publicamente aquele que, de fato, é a liderança escolhida por Jair Bolsonaro. Até cor de camisa é argumento para conflitos. Como aturar isso?”, questionou Nikolas, se dirigindo diretamente a Flávio Bolsonaro.
Considerado um dos principais nomes da direita nas redes sociais, o deputado Nikolas Ferreira se defende das acusações de bolsonaristas e diz que “pessoas de bom coração” estariam sendo enganadas por influenciadores “dissimulados” que nada contribuíram para o país. O deputado faz ainda um alerta: se os ataques injustos e mentirosos continuarem, “muita gente irá começar a desistir, desanimar e perceber que esse não é um projeto que realmente mudará a nação”.
Ao fim do seu texto, Nikolas Ferreira afirma que seguirá atuando para ajudar o senador Flávio Bolsonaro em sua campanha para vencer a disputa presidencial de 2026.
“Flávio, saiba que eu farei de tudo para você chegar ao planalto. As pessoas do dia 08 merecem a anistia e os perseguidos políticos também. Seu pai igualmente. O homem que mudou o país e que sempre demonstrei lealdade e gratidão. Além de que você representa a esperança de mudança que o Brasil precisa”, concluiu o deputado.
Uma pessoa dotada de capacidade cognitiva que não alcança a de uma “toupeira cega”. Foi desta forma que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) qualificou a inteligência (ou falta dela) do vereador pela cidade de Balneário Camboriú, Jair Renan (PL), apelidado de “filho 04” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O comentário de Nikolas foi postado na rede X nesta sexta-feira (24), em relação a um diálogo mantido pelo vereador com o blogueiro bolsonarista Fernando Lisboa. Os dois fizeram comentários sobre uma resposta dada pelo deputado mineiro a uma crítica que recebeu de outro influenciador de direita, Junior Japa.
Junior Japa reproduziu uma postagem de Nikolas no Instagram e criticou o fato dele ter trocado a camisa preta de seus vídeos por uma camiseta branca. Nikolas reagiu no próprio post, dizendo que iria mandar uma emenda para “internar vocês no hospício”.
Em reação à resposta de Nikolas Ferreira, Jair Renan escreveu: “Galvão”. Logo depois o influenciador Fernando Lisboa, do “Vlog do Lisboa” disse “Diga, Tino”, e o filho mais novo de Jair Bolsonaro completou: “Sentiu!”.
Reproduzindo um print desse diálogo, foi então que Nikolas Ferreira afirmou, na rede X: “Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega”.
Até a noite desta sexta, o vereador Jair Renan ainda não havia se manifestado sobre o comentário do seu colega de partido. Já Fernando Lisboa reproduziu uma crítica que tem sido feita por membros da família Bolsonaro, como Eduardo e Carlos, de que Nikolas Ferreira não se engaja na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Falou a voz da sabedoria. O cara que passou o Eduardo Bolsonaro para trás. Não satisfeito, ainda deu um chega pra lá em Jair Bolsonaro. Vivia lá na porta do Alvorada, mendigando atenção. Subiu um pouco e já entrou o rei na barriga. Hoje faz frescura para apoiar o filho do cara que te deu projeção política. Com todo carinho: tome vergonha na sua cara. Você ainda é jovem, dá tempo”, disse o dono do Vlog do Lisboa.
A discussão levou Nikolas para o quarto lugar entre os assuntos mais comentados da rede X, enquanto Jair Renan aparece nesta noite de sexta na 18ª colocação no trending topics. Já o termo “briguem”, com referência aos ataques de um lado ao outro, figura na 21ª colocação.
Os filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo, Carlos e o pré-candidato a presidente Flávio, até esta noite não tinham saído em defesa do irmão Jair Renan.
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá (PP), confirmou o apoio a pré-candidatura de Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União) ao Governo da Bahia para as eleições de outubro. A colaboração foi firmada em visita do vice-presidente do União ao município, nesta sexta-feira (24).
A esperada conversa entre os líderes aconteceu durante um almoço na casa do prefeito Marabá, onde ambos discutiram principalmente as eleições de 2026. Para ACM Neto, o apoio de Marabá reforça a estratégia de ampliar alianças no oeste baiano, região considerada estratégica no estado, onde o prefeito de Luís Eduardo Magalhães se tornou uma das maiores lideranças.
Reeleito com ampla margem, 83,5% dos votos, Marabá é uma das principais lideranças políticas da Bahia e sua adesão à pré-campanha de ACM Neto é vista como um movimento relevante na disputa pelo governo estadual.
Estavam presentes no almoço, o presidente estadual do PL João Roma, o prefeito Zé Ronaldo, o senador Ângelo Coronel, o deputado Luciano Ribeiro, o pré-candidato Ditinho, o secretário municipal Jaime Cappellesso e o sub-prefeito do Distrito do Novo Paraná, Walter Baldoni.
Após ter feito uma série de críticas ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recuou e disse ter cometido um erro ao relacionar a homossexualidade com algum tipo de conteúdo ofensivo. Além de reconhecer o erro, na postagem feita na noite desta quinta-feira (23), o ministro pediu desculpas pelos comentários que fez.
“Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro”, afirmou Gilmar Mendes na rede X.
Apesar do pedido de desculpas, o ministro do STF completou seu post afirmando que “reitero o que está certo”, embora não tenha dado maiores detalhes. A postagem na rede X fez referência a declarações que ele tinha dado um dia antes, em entrevista ao site Metrópoles, quando questionou se uma eventual criação de vídeo sugerindo que Romeu Zema seria homossexual não poderia ser considerado ofensivo.
“Agora, se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que nós começássemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?”, questionou Gilmar ao Metrópoles.
A declaração de Gilmar Mendes ao Metrópoles mereceu uma resposta do pré-candidato Romeu Zema. Em vídeo postados nas suas redes sociais, o ex-governador, além de falar que “sabe que não é gay”, alegou que o ministro do STF teria comparado um homossexual a um ladrão.
“Eu gostaria de dizer pro ministro Gilmar que ele pode fazer o bonequinho que for meu. Pode fazer boneco do Zema homossexual, porque eu sou muito seguro da minha sexualidade; eu não tenho preconceito nenhum e eu sei que não sou gay pra um boneco me ofender. Pode até fazer boneco de Zema roubando dinheiro, porque eu sei que eu nunca roubei nada na minha vida e não vai ser um boneco que vai me ofender. Só não acho correto o ministro comparar homossexual com ladrão e dizer que é tudo ofensivo”, disse Romeu Zema.
O pré-candidato a presidente voltou também a fazer críticas não apenas a Gilmar Mendes, mas a diversos ministros do Supremo Tribunal Federal, em uma entrevista ao site Metrópoles, publicada nesta sexta (24). Para o ex-governador de Minas Gerais, o STF tornou-se um “Supremo Balcão de Negócios” e seria responsável por causar crises no Brasil.
Na entrevista, Zema disse que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes teriam se associado a Daniel Vorcaro e ao banco Master para enriquecer.
“Nós temos ali dois ministros que sabemos nitidamente que se associaram com o maior criminoso do Brasil, que é o fundador e controlador do Banco Master. Foram tomar uísque juntos, voaram no jatinho, tiveram festas, reuniões, eram íntimos, vamos deixar bem claro”, disse ele.
Para Zema, Toffoli e Moraes deveriam não apenas sofrer impeachment, como também ser investigados e, eventualmente, presos. O presidenciável do partido Novo afirmou ainda que, se em outros momentos o STF ajudou a atenuar crises, agora a Corte se tornou causadora de problemas.
“Quem antes era bombeiro para apagar incêndio agora se transformou em incendiário. Está colocando a nossa República e as nossas instituições em risco”, disse Zema na entrevista ao Metrópoles.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse se tratar de “fake news” a notícia divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira (22), sobre supostas discussões de sua equipe de campanha a respeito de medidas econômicas que podem envolver cortes em gastos sociais e mudanças estruturais que afetariam diretamente aposentados, trabalhadores e serviços públicos.
Em postagem nas suas redes sociais, Flávio mostra a reportagem da Folha com um carimbo de “fake news”. O pré-candidato afirma ainda, no post, que a notícia seria “furada”, e que ele nunca teria tratado desse tema internamente com sua equipe.
A matéria da Folha de S.Paulo, que se baseia em relatos de aliados e integrantes da equipe do pré-candidato, afirma que a campanha de Flávio Bolsonaro trabalharia com a perspectiva de promover ajustes de natureza fiscal com impacto de cerca de 2% do PIB. Entre as propostas em discussão pela equipe do senador do PL estariam, segundo a Folha:
- Desvinculação de gastos com saúde e educação dos pisos constitucionais, o que, na prática, pode limitar o crescimento real de investimentos nessas áreas essenciais;
- Mudanças na política do salário mínimo, separando os reajustes reais dos benefícios previdenciários e assistenciais;
- Revisão das regras da Previdência, incluindo possíveis alterações na forma como os benefícios são corrigidos.
As supostas medidas econômicas de um eventual governo Flávio Bolsonaro já vêm sendo criticadas por seus adversários em postagens nas redes sociais. A conta oficial do PT no Instagram, por exemplo, postou uma imagem da matéria da Folha em meio a uma foto do senador, com a seguinte mensagem: “URGENTE! Vaza plano de Flávio Bolsonaro para congelar gastos com saúde, educação e aposentadorias”.
A postagem vem sendo replicada por diversos parlamentares e ativistas de partidos de esquerda. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, não apenas replicou o post do partido como gravou vídeo denunciando o que seria uma iniciativa do candidato a presidente de congelar o salário mínimo e prejudicar aposentados e trabalhadores.
“A Folha revelou hoje o que o Flávio Bolsonaro e a equipe econômica dele tanto querem esconder: o brutal ataque aos trabalhadores que eles querem fazer acabando com a política de valorização do salário mínimo do Lula. E não é só isso. Eles querem destruir os pisos constitucionais da saúde e da educação. Eles querem repetir o governo do pai dele que congelou o salário mínimo por anos sem nenhum centavo de ganho real”, disse Lindbergh no vídeo.
Quem também repercutiu o suposto plano econômico de Flávio Bolsonaro foi o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. À coluna “Painel”, da Folha, Guimarães afirmou que o presidenciável do PL vai promover um “desmonte” na saúde e na educação do país.
“Este é o verdadeiro Flávio, a fiel cópia do pai. É o inimigo da saúde e da educação”, disse o ministro ao “Painel”.
Um levantamento realizado pela consultoria Bites e divulgado nesta quinta-feira (23) pelo jornal O Globo revela que as recentes críticas do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão impulsionando as redes sociais e elevando a interação do pré-candidato a presidente.
Nos últimos dias, o embate entre Zema e o STF subiu de patamar após ele compartilhar em suas redes sociais um vídeo mostrando fantoches dos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli discutindo sobre o escândalo do Banco Master. Depois da postagem, Gilmar enviou ao colega Alexandre de Moraes, uma solicitação para que o ex-governador de Minas Gerais passe a ser investigado no inquérito das fake news.
Em declaração à jornalista Renata LoPrete, da TV Globo, Gilmar Mendes disse que Romeu Zema “tenta sapatear aproveitando o momento eleitoral”, e completou afirmando que a atuação na vida pública requer responsabilidade. Já Romeu Zema classificou a postura do ministro como “antidemocrática” e disse que a reação de Gilmar Mendes confirmaria a sua convicção de que “nós temos hoje ministros que querem calar qualquer um que discorde dos mesmos”.
Os dados divulgados pela consultoria Bites revelam que este embate de Zema com o STF é o tema que mais impulsiona as redes sociais do mineiro neste ano. Dos dez posts dele que mais geraram engajamento em 2026, sete criticam o Supremo e decisões de seus ministros.
De acordo com o levantamento da Bites, foram publicadas 406 mil menções a Romeu Zema ou Gilmar nos últimos dias. As postagens geraram mais de 4,1 milhões de interações nas redes sociais X, Instagram, Facebook, Youtube e Bluesky. Como comparação, o Caso Master teve 239 mil menções nesses mesmos dias, com 3,2 milhões de interações.
O levantamento mostra que o pré-candidato do Novo teve a maior repercussão entre os postulantes à presidência da República neste período recente. Zema liderou o engajamento na segunda (20) e terça (21), e quase empatou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na quarta (22).
Os dois vídeos de Zema com críticas ao STF que tiveram maior repercussão alcançaram 729 mil e 535 mil curtidas, respectivamente. Num deles, o político mineiro sugere que foi alvo de uma tentativa de silenciamento e conseguiu o quarto maior número de interações (métrica que reúne curtidas, compartilhamentos e comentários).
O post de Zema, segundo a Bites, só ficou abaixo de duas publicações criticando Lula pelo carnaval e de uma na qual pediu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.