Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
/
Tag

Artigos

Valdemir Medeiros
É nosso dever combater a violência contra a mulher
Foto: Acervo pessoal

É nosso dever combater a violência contra a mulher

Nos últimos anos, o Brasil tem assistido a uma escalada dos casos de feminicídio, um cenário que exige atenção e ação imediata. Segundo dados do Ministério da Justiça, ao menos quatro mulheres são assassinadas por dia no país.

Multimídia

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"
O deputado federal Elmar Nascimento (União) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) com o que classificou como uma "presunção de culpa" adotada pelo judiciário e pela opinião pública contra a classe política brasileira.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

donald trump

"Aqui ninguém diz o que vamos fazer", afirma Lula em cutucada no governo Trump na véspera do tarifaço
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em uma terça-feira (21) de compromissos com sua equipe no Palácio do Planalto e sem agendas públicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu nas redes sociais apenas com uma postagem na qual volta a defender a soberania nacional. O comentário de Lula foi postado na véspera da entrada em vigor das novas tarifas de 25% aplicadas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. 

 

“Este país foi criado e construído por brasileiro. Aqui ninguém diz o que vamos fazer”, diz o presidente Lula em um card publicado no Instagram, em uma mensagem indireta ao governo Donald Trump. 

 

Lula diz ainda na sua postagem que nada é mais sagrado do que a defesa da soberania nacional. 

 

“Precisamos fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho. Aqui nós erramos por nós. Acertamos por nós. E aqui ninguém diz o que vamos fazer. O Brasil não se entrega”, completou o presidente Lula na legenda da sua postagem. 

 

O novo tarifaço de 25% imposto sobre produtos brasileiros que são vendidos aos EUA foram resultado de uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio. Mesmo com a imposição das tarifas, cerca de dois mil itens essenciais foram deixados de fora. 

 

Em meio às críticas do presidente Lula à medida aplicada pelos Estados Unidos, o governo federal iniciou nesta terça (21) uma série de reuniões com representantes dos setores que potencialmente sofrerão os impactos pela tarifa de 25%. O objetivo dos encontros é identificar as principais demandas de cada segmento e definir medidas de apoio.

 

A coordenação dos encontros ficará a cargo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, devem participar das reuniões.
 

Polícia Federal conclui inquérito e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono do cargo de escrivão
Foto: Reprodução Redes Sociais

Escrivão da Polícia Federal concursado desde 2010, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro deve ser demitido por abandono de cargo. Foi o que decidiu a Polícia Federal após concluir um Processo Administrativo Disciplinar aberto em fevereiro contra o ex-parlamentar por abandono de cargo.

 

Com a conclusão do processo, caberá agora ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, assinar o ato de expulsão de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal. O posto de escrivão da corporação, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupava, tem remuneração inicial de cerca de R$ 14 mil mensais.

 

Eduardo Bolsonaro se auto-exilou nos Estados Unidos desde o mês de fevereiro do ano passado. Como ainda era deputado federal, estava licenciado de suas funções na PF. 

 

No final de 2025, entretanto, Eduardo teve decretada a perda de seu mandato pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por excesso de faltas. Desde então, Eduardo Bolsonaro recebeu diversas advertências da Polícia Federal para que se apresentasse à unidade onde é lotado, no Rio de Janeiro. A PF alertou que a ausência injustificada poderia resultar em providências administrativas e disciplinares.

 

Como o ex-parlamentar não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro determinou que ele entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo.

 

A perda do cargo na Polícia Federal representa mais um revés para Eduardo Bolsonaro. Além da perda de mandato como deputado federal, o irmão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda foi  condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, acusado de atuar nos Estados Unidos para impedir a análise de ações por tentativa de golpe de Estado.

 

Quando o seu julgamento transitar em julgado no STF, Eduardo Bolsonaro ficará inelegível por 12 anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. 

 

Apesar da condenação pelo STF, o ex-deputado não tem intenção de retornar ao Brasil. Inclusive porque nesta terça (21) o governo dos Estados Unidos concedeu a ele o visto de residência permanente (green card). 

 

O documento assegura ao cidadão estrangeiro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações adicionais.
 

EUA anunciam tarifa de 50% sobre produtos canadenses e ampliam tensão comercial com o Canadá
Foto: Molly Riley / White House

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (20) a aplicação de tarifas de 50% sobre uma ampla lista de produtos importados do Canadá, em uma decisão que aumenta a tensão comercial entre os dois países e pode reabrir uma disputa que havia perdido força nos últimos meses.

 

Segundo integrantes do governo do presidente Donald Trump, a medida foi adotada em resposta ao que Washington classifica como práticas comerciais desleais por parte do Canadá. Entre as acusações estão a suspensão da compra de bebidas alcoólicas americanas por províncias canadenses, tarifas sobre automóveis produzidos nos EUA e suposta discriminação contra queijos norte-americanos.

 

As novas taxas devem entrar em vigor em 30 dias. A lista divulgada pelo governo inclui leite e derivados, bebidas alcoólicas, peças de vestuário, móveis e outros bens de consumo. Por outro lado, alguns setores ficarão de fora da medida, como energia, potássio, minerais críticos, pescados, aço e alumínio, que já estão sujeitos a tarifas específicas ligadas à segurança nacional.

 

Um dos pontos que mais chamou atenção foi a decisão de não manter a isenção para produtos enquadrados no Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), firmado em 2020 durante o primeiro mandato de Trump. Com isso, diversos itens canadenses que atualmente entram nos EUA sem cobrança de tarifas poderão passar a enfrentar tributação elevada.

VÍDEO: Ronaldo Fenômeno leva taça da Copa do Mundo para Donald Trump tocar 
Foto: Reprodução / Redes sociais

O pentacampeão mundial brasileiro, Ronaldo Nazário, chamou a atenção neste domingo (19), durante o confronto entre Espanha e Argentina no Estádio Nova York/Nova Jersey em busca do título da Copa do Mundo. No camarote oficial da Federação Internacional de Futebol (FIFA), o craque levou a taça para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a tocou logo no início da partida. 

 

 

 

Na ocasião, Trump estava ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino. O presidente americano participou ainda da cerimônia de entrega da taça e das medalhas à equipe vencedora do torneio após a partida. 

 

 

Segundo as regras da FIFA, apenas campeões mundiais e estadistas e o presidente da Fifa podem tocar o troféu sem utilizar luvas. 

 

No palco da seleção espanhola, Trump ainda tentou participar do levantamento do troféu e se recusou a deixar o palco no momento em que a taça era erguida. A cena, conforme lembraram internautas, é parecida com a da Copa do Mundo de Clubes, em 2025, onde Trump também viralizou por querer participar da vitória do Chelsea. 

Jerônimo critica Trump e acusa Flávio Bolsonaro de estimular tarifa contra o Brasil
Foto: Flickr / Jerônimo Rodrigues

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) criticou neste sábado (18) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o anúncio de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, e acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de atuar politicamente para estimular a medida. Segundo o petista, a taxação tem motivação política e coloca em risco empregos e setores estratégicos da economia nacional.

 

Durante declaração pública, Jerônimo afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que a taxação não fosse aplicada, argumentando que o comércio entre os dois países também beneficia exportadores norte-americanos. O governador disse ainda que Lula só deverá se pronunciar oficialmente após a manifestação de Trump.

 

“O Brasil não vai baixar a cabeça”, afirmou Jerônimo, ao acusar integrantes da família Bolsonaro de incentivarem a medida nos Estados Unidos. “É muito grave ver um político brasileiro torcer contra o próprio país. A família de Flávio Bolsonaro e do ex-presidente Jair Bolsonaro está pedindo aos Estados Unidos para nos punir”, declarou.

 

O governador avaliou que a sobretaxa é desproporcional e pode afetar setores como frutas, pescados e mineração, com impacto direto na geração de empregos. Ele também disse acreditar que o governo federal buscará alternativas em conjunto com representantes da indústria, da agricultura e dos trabalhadores para enfrentar os efeitos da medida.

Infantino diz que a Copa “não teria sido um sucesso tão incrível” sem Trump
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

 

O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, afirmou nesta sexta-feira (17) que a Copa do Mundo de 2026 "não teria sido um sucesso tão incrível" sem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita durante uma recepção realizada na Trump Tower, em Nova York.

 

Durante o evento, Infantino elogiou o mandatário norte-americano e atribuiu a ele parte do êxito do torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. "Você não precisa de pessoas para bajulá-lo, mas esta Copa do Mundo não teria sido um sucesso tão incrível sem você", declarou o dirigente.

 

A reunião não constava na agenda oficial da Fifa e só se tornou pública após a divulgação de imagens de Infantino ao lado de Trump na Trump Tower. O edifício abriga, desde o ano passado, um escritório da entidade em Nova York, inaugurado em meio à aproximação entre o presidente da Fifa e o chefe da Casa Branca.

 

Na quinta-feira (16), a Casa Branca confirmou que Donald Trump acompanhará a final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha, marcada para domingo (19), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.

Superstição impede Milei de acompanhar final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina nos EUA
Foto: Divulgação/Governo da Argentina

 

O presidente da Argentina, Javier Milei, não irá aos Estados Unidos acompanhar in loco a final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina, no próximo domingo (19). A informação foi confirmada pelo próprio mandatário ao jornal La Derecha Diario. Segundo Milei, uma superstição o impede de viajar, já que assistiu a todas as partidas desta Copa do Mundo no mesmo local.

 

“Não viajarei aos Estados Unidos neste domingo, de jeito nenhum. Assistirei à partida em Olivos, assim como no primeiro dia”, explicou Milei.

 

O presidente detalhou que assistirá ao jogo no cinema da residência presidencial com sua irmã, assim como tem feito desde a estreia da Argentina nesta Copa do Mundo.

 

Além do local da partida, Milei afirmou que uma jaqueta também tem sido uma companheira nos jogos.

 

"Como estava frio e eu não ligo o aquecimento, estou usando uma jaqueta da companhia de petróleo", comentou. Ele acrescentou, porém, que "no dia em que jogamos contra a Suíça estava muito quente, mas quando tirei a jaqueta eles fizeram um gol, então a vesti de novo".

 

Com a decisão tomada, o argentino segue o padrão dos seus antecessores. Em 2014, quando a seleção perdeu para a Alemanha, Cristina Fernández não viajou ao Brasil para assistir à final. Alberto Fernández, seu sucessor, também esteve ausente da final do Catar, em 2022, contra a França.

 

Do outro lado, Pedro Sánchez, acompanhado da Família Real Espanhola, estará presente na final.

Levantamentos mostram que Flávio sofreu desgaste contínuo nas redes com foto ao lado do Sicário e tarifaço dos EUA
Foto: Reprodução Redes Sociais

Levantamentos divulgados nesta quinta-feira (16) revelam que, nas redes sociais, o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sofreu o maior desgaste com a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. E o engajamento negativo para o senador do PL não saiu apenas das tarifas, mas também da foto divulgada nesta quarta (15) em que ele aparece ao lado do “Sicário” de Daniel Vorcaro. 

 

Segundo o site da revista Veja, desde que foram anunciadas as novas tarifas para os produtos brasileiros, mais de 21 milhões de menções e interações digitais foram feitas nas principais redes sociais. O tema do tarifaço imposto por Donald Trump ultrapassou o campo econômico e se transformou em uma disputa política sobre quem deveria ser responsabilizado pela crise. 

 

Realizado pela Ativaweb DataLab para a revista Veja, o levantamento mostrou que o senador Flávio Bolsonaro concentrou o maior desgaste, impulsionado pela disseminação da expressão “TariFlávio”, utilizada nas redes sociais para atribuir à família Bolsonaro a responsabilidade pela aplicação de tarifas ao Brasil. 

 

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com o levantamento, levou vantagem em relação ao seu adversário ao ser associado à defesa da soberania nacional, do Pix e da reação brasileira às medidas adotadas pelo governo Trump. 

 

A revista Veja destaca ainda que um outro ponto destacado pelo levantamento foi a transformação do Pix em um símbolo da soberania brasileira. A ferramenta de pagamentos passou a ser retratada nas redes como um patrimônio nacional e exemplo da capacidade brasileira de desenvolver infraestrutura pública própria. 

 

Outro estudo, desta vez realizado pela empresa Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, mostrou que desde a última terça (14) o senador Flávio Bolsonaro vem sofrendo desgaste nas redes sociais, por conta da foto em que aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, mais conhecido como “Sicário”. A imagem foi divulgada pelo site ICL Notícias no início da tarde de terça. 

 

Segundo o levantamento da nexus, as publicações sobre a imagem de Flávio ao lado do chefe da milícia privada de Daniel Vorcaro registraram 1.247.615 interações nas três redes entre 9h da terça (15) e 9h da quarta (16). O volume total representa um engajamento 22% superior ao das publicações sobre as novas tarifas norte-americanas, que somaram 1.020.184 interações no mesmo período em redes como X, Facebook e Instagram.
 

Donald Trump confirma presença na final da Copa do Mundo de 2026
Foto: Joyce N. Boghosian/Official White House

O presidente dos Estados Unidos, principal país-sede da Copa do Mundo de 2026, Donald Trump, confirmou presença na final do torneio, marcada para o domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela Casa Branca.

 

O mandatário passará primeiro pela cidade de Nova York na sexta-feira (17) para participar de uma recepção da Federação Internacional de Futebol (Fifa) na Trump Tower, antes da partida.

 

"Na sexta-feira, o presidente viajará para Nova York para participar de uma recepção da Fifa na Trump Tower, seguida de sua presença, no domingo, na final da Copa do Mundo da Fifa entre Espanha e Argentina", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. "Sua presença coroará aquela que foi a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história americana", finalizou.

 

Esta edição do Mundial é a primeira a ocorrer em mais de um país, sendo sediada em conjunto com o México e o Canadá. Até o momento, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, não confirmou presença na final do Mundial.

 

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também não confirmou presença, mas já declarou anteriormente que não comparecerá a nenhuma partida do torneio. Em solidariedade à população mexicana, ela abriu mão de seus ingressos.

Ricardo Alban diz que novo tarifaço dos EUA vai corroer a competitividade dos produtos brasileiros no exterior
Foto: Agência de Notícias CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, declarou que o tarifaço de 25% imposto nesta quarta-feira (15) aos produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos amplia um cenário que pressiona as exportações e amplia a insegurança para as empresas brasileiras. A taxação entra em vigor na próxima quarta, 22 de julho.

 

Para Ricardo Alban, o cenário de disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos tende a piorar, corroendo a competitividade da indústria brasileira. 

 

“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirmou o presidente da CNI.

 

Segundo a entidade, as vendas de produtos brasileiros aos Estados Unidos caíram 13% no primeiro semestre deste ano, o equivalente a US$ 2,6 bilhões (R$ 13 bilhões). Para Alban, a nova sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações brasileiras. 

 

O governo dos Estados Unidos oficializou nesta quarta a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. A medida foi anunciada após recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) e faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

 

O órgão afirma que a apuração identificou práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos Estados Unidos, levando Trump a autorizar uma ação responsiva.

 

Apesar da nova rodada de sobretaxas, produtos como café e carne bovina não serão atingidos pela medida. Além disso, o documento do USTR prevê dezenas de exceções para produtos considerados essenciais à economia americana ou sem fornecedores alternativos suficientes, incluindo determinados produtos farmacêuticos, pescados, couros, ferro-gusa, mel orgânico, hidróxido de alumínio e componentes da indústria aeronáutica.
 

Presidente da Fifa é denunciado ao COI sob suspeita de violar política de neutralidade na Copa
Foto: Elizabeth Ruiz Ruiz/Fifa

Com uma Copa do Mundo marcada por polêmicas, a relação entre Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos – principal país-sede da competição, chamou a atenção do Comitê Olímpico Internacional (COI) após uma denúncia da ONG de direitos humanos Fair Square à Comissão de Ética da entidade contra Infantino.

 

A ONG alega que o dirigente teria violado regras de neutralidade política previstas na Carta Olímpica. Ainda segundo a organização, o mandatário da Fifa, que é membro do COI desde 2020, teria demonstrado apoio político ao presidente dos Estados Unidos em diferentes ocasiões, contrariando o compromisso assumido de atuar de forma independente de interesses políticos e comerciais.

 

"A Fair Square apresentou hoje uma queixa contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao Comitê Olímpico Internacional. A queixa alega que Infantino violou repetidamente as regras do COI sobre neutralidade política ao oferecer seu apoio político ao presidente dos EUA, Donald Trump", afirmou o comunicado.

 

Na denúncia, a Fair Square cita episódios de proximidade entre os dois líderes. Entre eles, é citada a participação de Infantino no chamado 'Conselho da Paz', evento promovido por Trump em fevereiro. Na ocasião, o presidente da Fifa apareceu usando um boné com as inscrições 'USA' e '45-47', uma referência aos dois mandatos presidenciais de Trump.

 

Por fim, a ONG pediu que o COI investigue uma suposta interferência política de Trump em decisões disciplinares da Fifa durante a Copa do Mundo de 2026, citando o caso envolvendo o jogador Folarin Balogun – que, segundo Trump, teve a suspensão por cartão vermelho revertida após o mandatário norte-americano interceder junto a Infantino. O presidente da Fifa alega que a decisão foi tomada de forma autônoma pela Comissão de Arbitragem, negando qualquer interferência externa.

 

Infantino foi eleito para o COI em janeiro de 2020 e, ao assumir o cargo, se comprometeu a respeitar a Carta Olímpica e seguir o Código de Ética da organização. A denúncia agora será analisada pela estrutura ética do comitê.

Claus agradece apoio “nos momentos de alegria e nos desafios” após polêmicas do caso Balogun
Foto: Carmen Mandato/Fifa

Um dos representantes da arbitragem brasileira na Copa do Mundo de 2026, Raphael Claus agradeceu as mensagens de apoio após as polêmicas do caso Balogun. Por meio das redes sociais, nesta terça-feira (14), o juiz enfatizou que atuar no torneio é a concretização de um sonho e ressaltou a honra em representar as instituições, agradecendo "pela confiança e apoio".

 

"Sou muito grato a Deus por me permitir viver, mais uma vez, esse sonho. Minha gratidão às instituições que tenho a honra de representar pela confiança e pelo apoio. À minha família, que é meu alicerce, minha força e meu porto seguro. Obrigado a todos que dedicaram um tempo para me enviar uma mensagem tanto nos momentos de alegria quanto nos desafios. Meu muito obrigado!", escreveu o árbitro.

 

 

ENTENDA O CASO
Durante a fase eliminatória do Mundial, Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina se enfrentaram nos 16 avos de final. Na partida, o atacante americano Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro depois de pisar no calcanhar do adversário Tarik Muharemovi?.

 

Com a suspensão automática prevista no regulamento, o jogador não deveria ter entrado em campo contra a Bélgica nas oitavas de final, mas a decisão foi revertida pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), o que gerou protestos e falas acaloradas de Trump a favor da revogação da punição.

 

“Ele é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores. É um atleta muito importante. Quando deram o cartão vermelho, eu nem sabia exatamente o que aquilo significava. Depois me explicaram que ele ficaria fora do próximo jogo. Pensei: 'Isso é muito grave.' Se acontecesse com qualquer jogador já seria injusto, mas quando tiram o seu principal jogador de uma partida decisiva, isso é ainda pior. Uma coisa é puni-lo durante aquele jogo. Outra é castigá-lo por uma partida que ainda nem aconteceu. Isso é muito injusto. Não se pode fazer isso”, afirmou Trump.

 

O que mais atiçou a torcida brasileira foi o presidente norte-americano afirmar que Claus seria um árbitro “um pouco suspeito”.

 

“Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, declarou.

 

Trump ainda chegou a afirmar que havia feito o pedido de revisão diretamente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.

 

“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, disse.

 

Em comunicado, Infantino confirmou a conversa com Trump, mas tentou desvincular a decisão do comitê da influência do presidente americano. A Fifa também divulgou um posicionamento oficial em defesa do árbitro brasileiro. Em nota, a entidade reconheceu Claus como "um dos principais árbitros profissionais do mundo" e disse manter "total confiança" em seu trabalho.

12 estados americanos contestam venda da Warner para a Paramount
Foto: Montagem Splash/UOL

A venda da Warner Bros. Discovery para a Paramount Skydance virou alvo de uma ação movida por 12 dos 50 estados norte-americanos. O processo foi protocolado em Oakland, na Califórnia, nesta segunda-feira (13). O argumento principal sustenta que a aquisição reduziria a concorrência, aumentaria preços e ampliaria o poder de um único grupo sobre o cinema e a televisão no país, criando quase que um monopólio. Esta ação representa uma nova frente contra um negócio que já foi aprovado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, mas que ainda aguarda outras avaliações regulatórias. Também questiona judicialmente as suspeitas de que a estreita ligação da família Ellison, controladora da Paramount, com o presidente Donald Trump teria influenciado o governo federal a não contestar a operação.

 

A transação chega a US$ 110 bilhões se somadas as dívidas assumidas. A coalizão pede uma liminar para congelar o negócio, o que pode gerar atrasos custosos, estimados em US$ 650 milhões por trimestre em pagamentos a acionistas.

 

A nova empresa controlaria cerca de 27% da distribuição de filmes nos EUA e 30% dos grandes lançamentos. O receio é de que a concentração eleve os preços das assinaturas e reduza a diversidade de conteúdo. Menos estúdios significam menos poder de negociação para atores, roteiristas e técnicos, além do risco de demissões em massa para reduzir custos, já que a Paramount prevê um corte de US$ 6 bilhões. Além disso, a união colocaria sob a mesma direção gigantes do jornalismo como CNN e CBS News, aumentando temores de interferência política.

 

Larry Ellison, cofundador da Oracle e pai de David Ellison (CEO da Paramount Skydance), é um aliado próximo de Donald Trump. Por isso, os estados questionam se essa relação influenciou a decisão do governo federal de não contestar a operação inicialmente.

 

Já a Paramount argumenta que a fusão é necessária para ganhar escala e competir com gigantes de tecnologia como Netflix e Amazon. A empresa afirma que a união irá reforçar o setor, com a intenção de lançar cerca de 30 filmes anuais após a fusão.

Balogun admite que polêmica com Fifa e Trump afetou clima dos EUA antes da eliminação na Copa do Mundo
Foto: Instagram / @balogun

A polêmica envolvendo Folarin Balogun não terminou com a eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026. Dias após a derrota por 4 a 1 para a Bélgica, o atacante reconheceu que a decisão da Fifa de suspender sua punição às vésperas das oitavas de final afetou o ambiente da seleção norte-americana.

 

Em entrevista ao programa CBS Mornings concedida nesta semana, Balogun comentou pela primeira vez a repercussão do caso. O jogador admitiu que recebeu com alívio a notícia de que poderia enfrentar os belgas, mas percebeu rapidamente que a liberação viria acompanhada de pressão.

 

"Minha reação inicial foi de felicidade por voltar à equipe. Mas, quando comecei a pensar melhor, percebi que isso geraria muita controvérsia", afirmou.

 

Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase anterior. O cartão vermelho renderia suspensão automática para o jogo seguinte, mas a Fifa decidiu transformar a punição em uma sanção suspensa, permitindo que o atacante entrasse em campo contra a Bélgica.

 

A decisão ocorreu depois de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmar que conversou com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para tratar da expulsão. O episódio provocou críticas no futebol internacional e levantou questionamentos sobre uma possível interferência política em um processo disciplinar da entidade.

 

Para Balogun, a repercussão saiu dos bastidores e chegou ao grupo.

 

"Era possível perceber um certo nervosismo entre os jogadores, porque era uma situação muito incomum. Conforme o jogo se aproximava, tentei manter o foco, mas foi difícil. Havia muito barulho do lado de fora, e é complicado ignorar isso", disse.

 

Os Estados Unidos acabaram derrotados pela Bélgica por 4 a 1 e se despediram da Copa nas oitavas de final. Balogun foi titular na partida, mas não conseguiu evitar a eliminação da seleção anfitriã.

 

A liberação do atacante já havia provocado reação antes mesmo de a bola rolar. A federação belga contestou a elegibilidade do jogador, enquanto a Uefa criticou publicamente a decisão da Fifa e afirmou que a entidade havia cruzado uma “linha vermelha”.

 

O caso também foi comentado por Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca criada para acompanhar a Copa do Mundo. Ele admitiu que a controvérsia pode ter pesado no contexto da partida, embora tenha evitado apontar uma relação direta com o desempenho dos jogadores.

 

"Não sou psicólogo esportivo, então não posso dizer até que ponto isso afetou os jogadores. Mas continuo orgulhoso da maneira como esse grupo demonstrou caráter, mesmo nos momentos mais difíceis", afirmou.

 

A Fifa sustenta que o processo foi conduzido de forma independente. 

Caso Balogun ganha novo capítulo com decisão tomada por um só dirigente da Fifa, diz rádio
Foto: Instagram / @balogun

A liberação de Folarin Balogun para defender os Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 segue provocando desgaste nos bastidores da Fifa. Dias depois da eliminação norte-americana para a Bélgica, novos detalhes sobre o julgamento disciplinar ganharam repercussão nesta semana.

 

Segundo a rádio inglesa talkSPORT, a decisão que suspendeu a punição automática do atacante foi tomada apenas por Mohammad Al-Kamali, presidente da Comissão Disciplinar da Fifa. Embora o regulamento permita decisões individuais em alguns processos, casos de maior repercussão costumam ser analisados por um painel formado por três membros.

 

Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, pela fase anterior. O cartão vermelho foi aplicado após revisão do VAR, depois de o atacante atingir Tarik Muharemovic com a sola da chuteira em uma disputa de bola.

 

Pela regra disciplinar, a expulsão resultaria em suspensão automática para o jogo seguinte. A Fifa, no entanto, transformou a punição em uma sanção suspensa, o que permitiu que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final. Os Estados Unidos acabaram eliminados com derrota por 4 a 1.

 

O caso ganhou dimensão política depois que Donald Trump confirmou ter procurado Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir uma revisão da expulsão. A entidade sustenta que a análise foi conduzida de forma independente, mas a sequência dos acontecimentos aumentou a pressão sobre a transparência do processo.

 

A situação de Balogun também passou a ser comparada com a de outros jogadores expulsos no Mundial. Ainda segundo a talkSPORT, ele foi o único entre 14 atletas que receberam cartão vermelho na competição a não cumprir suspensão imediata.

 

O contraste mais citado envolve Jarell Quansah, da Inglaterra. Expulso contra o México, o zagueiro recebeu dois jogos de suspensão e desfalcou a seleção inglesa nas quartas de final contra a Noruega. Ele também ficará fora da semifinal diante da Argentina.

 

A Federação Inglesa não teve margem para reverter a punição da mesma forma, apesar de considerar que a análise do lance também se apoiou em imagens em câmera lenta e quadros congelados, elementos semelhantes aos usados na defesa apresentada pelos Estados Unidos no caso Balogun.

 

Antes da vitória da Inglaterra sobre a Noruega, o auxiliar técnico Anthony Barry lamentou a ausência de Quansah, mas evitou transformar o episódio em crítica direta à Fifa.

 

"É decepcionante, não pela decisão em si, mas porque perdemos um bom jogador. Ele vinha treinando muito bem e havia uma oportunidade para atuar. A decisão foi tomada e não vamos gastar mais energia com isso", afirmou.

 

A Fifa defende que o julgamento foi feito por um órgão disciplinar independente e dentro das regras previstas no seu código. Ainda assim, a falta de explicações públicas mais detalhadas e a diferença de tratamento em relação aos demais expulsos mantêm o caso no centro das discussões sobre arbitragem, disciplina e influência política na Copa.

 

A Uefa e a Federação Belga já haviam criticado a decisão, classificando a liberação como um precedente perigoso. 

Kane confirma ter jogado golfe com Trump e descreve a experiência como “surreal”
Fotos: Federação Inglesa de Tutebol | Daniel Torok/Casa Branca

 

Capitão da Inglaterra, Harry Kane confirmou já ter jogado golfe com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (10), às vésperas de uma decisão contra a Noruega, o atacante afirmou que o encontro aconteceu em Palm Beach, na Flórida, há cerca de um ano e meio e descreveu a experiência como “surreal”.

 

"Foi uma experiência bastante surreal apenas conhecê-lo e, obviamente, jogar golfe com ele. Para ser sincero, ele joga muito bem. Espero conseguir jogar tão bem quanto ele quando tiver a idade dele. Foi uma experiência única e fiquei muito grato pelo convite", afirmou Kane aos jornalistas em Miami, onde ocorrerá a decisão pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.

 

No início desta semana, Trump havia contado a jornalistas que disputou uma partida de golfe com o camisa 9. “Acho que Kane é um grande jogador. Joguei golfe com ele e gosto muito dele. É um bom golfista. É realmente excelente", declarou.

 

Um dia antes da revelação, a Inglaterra havia vencido o México por 3 a 2, pelas oitavas de final da competição. Logo após a partida, o presidente elogiou Kane na rede Truth Social: “Harry Kane, da Inglaterra, é um GRANDE jogador!!!", escreveu.

 

Inglaterra e Noruega entram em campo para disputar uma vaga na semifinal neste sábado (11), às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami (EUA). A partida tem transmissão exclusiva da CazéTV, pelo YouTube.

VÍDEO: Manifestantes queimam boneco de Donald Trump durante funeral de Ali Khamenei no Irã
Fotos: Reprodução / Press TV

Manifestantes iranianos queimaram um boneco gigante de blocos de montar (estilo Lego) com a fisionomia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o funeral público do ex-líder supremo do país, Ali Khamenei. O ato ocorreu na quinta-feira (9) em Mashhad, cidade sagrada onde o corpo foi sepultado, encerrando quase uma semana de cerimônias fúnebres.


Confira o vídeo:

 

Toda a ação foi divulgada pela emissora estatal iraniana PressTV. Imagens mostram a figura erguida por um guindaste enquanto a multidão ateava fogo em sua base. O fogo se alastrou rapidamente pela estrutura, que acabou desmoronando.

 

Ali Khamenei morreu no dia 28 de fevereiro de 2026, vítima de bombardeios conjuntos realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel no início do conflito na região. Para a realização das homenagens e do funeral público, o governo iraniano preservou o corpo do líder supremo e os de familiares que faleceram no mesmo ataque por cerca de quatro meses antes do sepultamento.

EUA almejam sediar novo Mundial de Clubes em 2029, mas Brasil também entra na disputa
Foto: Reprodução / YouTube / Fifa

Os Estados Unidos querem transformar o sucesso comercial da Copa do Mundo de 2026 em novo ativo para o calendário da Fifa. Depois de receberem a primeira edição ampliada do Mundial de Clubes, em 2025, os norte-americanos manifestaram interesse em sediar novamente a competição em 2029.

 

A informação é do jornal britânico The Guardian. Segundo a publicação, a Fifa já manteve conversas com autoridades dos Estados Unidos sobre a possibilidade, embora o processo oficial de candidatura ainda não tenha sido aberto.

 

O interesse americano surge em um momento favorável para a relação entre o país e a entidade. A Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, México e Canadá, bateu recordes comerciais. A Fifa vendeu 6,5 milhões de ingressos e deve superar a meta de receita de US$ 11 bilhões, cerca de R$ 56,3 bilhões.

 

Além da infraestrutura já testada em competições recentes, os Estados Unidos oferecem à Fifa um mercado de alto retorno financeiro, com estádios de grande capacidade, forte presença de patrocinadores e potencial de expansão do futebol.

 

O caminho, no entanto, não está livre. O Brasil também manifestou interesse em sediar o Mundial de Clubes de 2029. A CBF já comunicou à Fifa o desejo de receber a competição, em um movimento que busca aproveitar a tradição do país no futebol e a experiência de organização de grandes eventos.

 

O Catar é outro interessado. O país recebeu a Copa do Mundo de 2022 e avalia a possibilidade de voltar a abrigar um torneio da Fifa, embora questões de calendário e clima possam pesar em uma eventual candidatura.

 

Havia expectativa de que a edição de 2029 pudesse ser entregue a países envolvidos na organização da Copa do Mundo de 2030, especialmente Espanha e Marrocos. A movimentação dos Estados Unidos, porém, recoloca o país no centro da disputa.

 

A relação próxima entre a Fifa e o governo norte-americano também virou tema durante a Copa de 2026. Um dos episódios mais discutidos foi o caso Folarin Balogun, quando Donald Trump afirmou ter pedido ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma revisão da expulsão do atacante dos Estados Unidos contra a Bósnia e Herzegovina. A entidade suspendeu a punição automática e liberou o jogador para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.

 

O episódio gerou críticas de federações europeias e da Uefa, mas também evidenciou o canal direto entre a Fifa e a Casa Branca. Para a escolha de uma nova sede, esse ambiente político pode ter peso nos bastidores.

 

A Fifa ainda não anunciou o cronograma oficial nem os critérios de escolha da sede do Mundial de Clubes de 2029. A decisão é esperada para o próximo ano, provavelmente depois da eleição presidencial da entidade, marcada para abril.

 

A edição de 2025 foi entregue aos Estados Unidos sem um processo formal de candidatura. Na época, a escolha foi aprovada por unanimidade pelo Conselho da Fifa, em junho de 2023, como parte da implantação do novo formato ampliado do torneio.

 

Para 2029, a tendência é que a competição volte a crescer. A Fifa discute a possibilidade de ampliar o Mundial de Clubes de 32 para 48 equipes, o que aumentaria o número de jogos, a exigência de infraestrutura e o peso comercial da sede escolhida.

EUA retomam ataques ao Irã após Trump declarar fim da trégua
Daniel Torok / White House

As forças dos Estados Unidos voltaram a realizar ataques contra alvos no Irã nesta quarta-feira (8), poucas horas após o presidente norte-americano, Donald Trump, declarar o fim da trégua entre os dois países, em vigor desde 17 de junho.

 

Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, a nova ofensiva busca impedir que o governo iraniano cumpra a ameaça de bloquear o Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

 

A escalada ocorre após o Irã atacar três petroleiros na região. Na terça-feira (7), os Estados Unidos bombardearam posições iranianas próximas ao Golfo Pérsico. Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra bases militares americanas localizadas no Bahrein e no Kuwait.

 

O aumento das hostilidades eleva novamente a tensão no Oriente Médio e reforça as preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global de energia e na segurança da navegação em uma das principais rotas marítimas do mundo.

EUA nega avaliação do Itamaraty sobre risco de ação militar no Brasil: “É um absurdo”
Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House

O governo do presidente dos Estados Unidos negou a avaliação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, de que a decisão de enquadrar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas possa abrir espaço para uma ação militar norte-americana no Brasil. 

 

Em nota enviada ao g1 nesta terça-feira (7), um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que os EUA classificou o comentário do ministro Mauro Vieira como “absurdo” e afirmou que o governo de Donald Trump está adotando medidas com base na própria legislação para combater os grupos brasileiros.

 

"Esse comentário [sobre risco de uma ação militar] é um absurdo. Os Estados Unidos estão adotando medidas decisivas, com base em suas próprias prerrogativas soberanas, para combater narcoterroristas", escreveu. 

 

Em junho, o Departamento de Estado classificou as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas, contrariando os pedidos do governo federal. A determinação abriu espaço para ações mais duras e unilaterais dos EUA contra o Brasil.

 

"Essas facções brasileiras agora operam nos Estados Unidos, e defenderemos nosso povo delas. Alegações vagas de intervenção costumam servir de pretexto para ajudar e favorecer alguns dos grupos mais violentos do mundo", disse o porta-voz.

 

No dia 2 de julho, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou um documento à Câmara dos Deputados afirmando haver o risco de uma eventual ação militar dos Estados Unidos em território brasileiro. O documento é uma resposta a um pedido de informações do deputado Evair de Melo (Republicanos-ES). 

 

Na nota, assinada por Vieira, o Itamaraty destaca que uma operação norte-americana no Brasil é uma das possíveis consequências da classificação do PCC e do CV como organizações terroristas. Ele completa dizendo que o governo brasileiro não foi formalmente comunicado sobre a decisão do governo dos EUA antes do anúncio feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio.

 

"A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional", diz o ministro.

VÍDEO: Bélgica imita dança de Trump em goleada contra os EUA e ironiza polêmica da Fifa
Foto: YouTube / CazéTV

A Bélgica não respondeu à polêmica apenas com nota oficial, recurso e reclamação nos bastidores. Respondeu com quatro gols, classificação e deboche. Após golear os Estados Unidos por 4 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, a seleção belga transformou a comemoração em recado direto sobre o caso Folarin Balogun.

 

O episódio aconteceu depois do quarto gol, marcado por Romelu Lukaku nos acréscimos. Em roda, jogadores belgas foram flagrados fazendo gestos associados à chamada “dança de Trump”, movimento em que o presidente dos Estados Unidos balança o quadril e movimenta os braços lentamente, gesto popularizado durante a campanha presidencial de 2024.

 

 

A brincadeira veio em meio à insatisfação belga com a decisão da Fifa de permitir que Balogun enfrentasse a equipe nas oitavas. O atacante dos Estados Unidos havia recebido cartão vermelho direto no jogo anterior, contra a Bósnia e Herzegovina, mas teve a aplicação da suspensão automática suspensa pela entidade.

 

A liberação aconteceu após Donald Trump afirmar que pediu à Fifa uma revisão do lance. O presidente norte-americano negou ter determinado qualquer mudança, mas comemorou publicamente a decisão e disse que a entidade corrigiu uma injustiça.

 

Dentro da Bélgica, o caso foi tratado como combustível. O meio-campista Nicolas Raskin afirmou que o elenco entrou em campo incomodado com o episódio.

 

"Muita coisa aconteceu fora de campo nos últimos dois dias. Houve um sentimento de injustiça no elenco, e estávamos determinados a responder em campo", afirmou.

 

Capitão da equipe, Youri Tielemans seguiu a mesma linha e disse que a resposta precisava vir no jogo.

 

"Dissemos a nós mesmos que tínhamos que responder em campo. Foi isso que fizemos", disse.

 

A provocação não parou no gramado. Após a classificação, a conta oficial da seleção belga publicou uma imagem de Lukaku com a mão na orelha e a legenda “anula isso”, em referência direta à discussão sobre a suspensão de Balogun.

 

Antes da partida, a Federação Belga de Futebol já havia manifestado surpresa com a decisão da Fifa. A entidade argumentou que o Código Disciplinar prevê suspensão automática para expulsões e afirmou que a liberação do atacante contrariava regras reforçadas pela própria Fifa em reuniões e circulares durante o torneio.

 

A Uefa também criticou a decisão e afirmou que a Fifa havia “cruzado uma linha vermelha” ao permitir que a punição não fosse cumprida imediatamente. A entidade europeia disse que o episódio colocava em risco a integridade da competição.

 

A Fifa, por sua vez, defendeu a legalidade do procedimento e afirmou que o cartão vermelho não foi anulado. Segundo a entidade, apenas a aplicação da suspensão foi adiada por período probatório, com base no Código Disciplinar.

 

Em campo, Balogun jogou, mas os Estados Unidos não resistiram. A Bélgica dominou a partida, construiu a goleada e eliminou uma das seleções anfitriãs da Copa. Com o resultado, os belgas avançaram às quartas de final, onde enfrentarão a Espanha.

Após polêmica com Balogun, Pochettino desabafa e rejeita desculpas para eliminação dos EUA: "Estou frustrado"
Foto: YouTube / Fifa

A eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026, após a goleada por 4 a 1 sofrida para a Bélgica nesta segunda-feira (6), foi acompanhada por uma das maiores polêmicas do torneio. No entanto, apesar de lamentar o ambiente criado em torno do caso envolvendo Folarin Balogun, o técnico Mauricio Pochettino garantiu que a controvérsia não serviu como justificativa para a queda da equipe nas oitavas de final.

 

Em entrevista após a partida disputada em Seattle, o treinador argentino demonstrou incômodo com as críticas, acusações e ataques direcionados ao atacante e à seleção norte-americana desde que a Fifa decidiu reverter a suspensão automática do jogador.

 

"Quero dizer uma coisa, mas é muito pessoal. Estou muito frustrado e decepcionado com as pessoas. Elas deveriam compreender a situação e não misturar as coisas. Não acredito que isso tenha afetado o nosso desempenho. Não é uma desculpa, e não podemos usar desculpas. Simplesmente não era o nosso dia", afirmou.

 

Pochettino também criticou a repercussão gerada nas redes sociais e a tentativa de associar a decisão da Fifa a interesses políticos.

 

"Qual é o sentido de insultar alguém, enviar uma quantidade enorme de mensagens ofensivas ou até ameaças? Estou muito decepcionado com muitas pessoas. Misturam política, falam em manipulação e questionam ética e integridade", completou.

 

A discussão ganhou força após o Comitê Disciplinar da Fifa anular a suspensão de Balogun, expulso na vitória sobre a Bósnia. O cartão vermelho foi aplicado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus após revisão do VAR por uma entrada no zagueiro Muharemovic.

 

Nos bastidores, o caso ganhou dimensão internacional depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter conversado com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sobre a situação do atacante. Na ocasião, Trump chegou a classificar Claus como um "árbitro suspeito", provocando reação da CBF, que saiu em defesa do brasileiro e destacou sua trajetória marcada por "excelência técnica e conduta ética".

 

Questionado sobre o tema, Pochettino evitou alimentar a controvérsia e reforçou que apenas seguiu o regulamento da entidade.

 

"Eu sou o treinador da seleção. Existe uma regra que permite à federação solicitar que um jogador fique disponível. Minha função era treinar a equipe. Se o jogador estava liberado porque o regulamento da Fifa permitia isso, então não havia problema", explicou.

 

O comandante norte-americano ainda demonstrou incômodo com a forma como o debate se desenvolveu nos últimos dias.

 

"Se começarmos a discutir a história deste jogo falando de ética ou tentando misturar esses assuntos, isso me decepciona pessoalmente. O debate deveria ser apenas sobre uma possibilidade prevista no regulamento, algo que já aconteceu com outros jogadores e outras seleções", declarou.

 

Com a derrota, os Estados Unidos encerram sua participação na Copa do Mundo disputada em casa. Já a Bélgica segue viva na competição e enfrentará a Espanha nas quartas de final.

Classificação de PCC e CV como terroristas pode levar até a uma invasão militar pelos EUA, afirma o Itamaraty
Foto: Reprodução Redes Sociais

A classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas eleva o risco de o governo dos Estados Unidos articular algum tipo de uso de força militar contra o Brasil. Além disso, a medida da administração Donald Trump em relação às organizações criminosas pode causar prejuízos tanto no plano econômico como na soberania nacional. 

 

As colocações foram feitas pelo Ministério das Relações Exteriores em ofício enviado à Câmara dos Deputados. O documento foi elaborado em resposta a um pedido de informações apresentado pelo deputado federal Evair Vieira de Melo (PP-ES).

 

“A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”, afirma o Itamaraty. 

 

O ofício foi assinado pelo ministro Mauro Vieira. No documento enviado à Câmara, o Itamaraty afirmou que a posição do governo brasileiro tem como base o entendimento de órgãos de segurança pública, inteligência e justiça, assim como informou que os Estados Unidos não comunicaram formalmente o Brasil sobre a decisão.

 

No início de junho, o governo dos Estados Unidos classificou CV e PCC como organizações terroristas. Ao anunciar a decisão, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que PCC e CV “são estrangeiros que cometeram ou tentaram cometer, representam um risco significativo de cometer, ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos norte-americanos ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos”.

 

O ministro Mauro Vieira reforça na resposta à Câmara que não houve notas diplomáticas ou comunicações ao governo brasileiro sobre o tema. Para o Itamaraty, a classificação feita pelos norte-americanos seria um ato unilateral que não exige manifestação formal do governo brasileiro.

 

“O governo brasileiro tem reiterado sua posição de que tal classificação não traz benefícios concretos ao combate ao crime organizado, e vem buscando reforçar o diálogo bilateral para incrementar a cooperação na matéria, com base no respeito ao Estado de Direito e à soberania nacional”, explica o Itamaraty.

 

Ao site Poder360, o deputado Evair de Melo criticou a resposta dada pelo Ministério das Relações Exteriores à Câmara. O parlamentar do PL disse que o governo deixou de apresentar informações objetivas sobre providências adotadas pelo Estado brasileiro diante do tema. 

 

“O Ministério limitou-se a cumprir uma formalidade burocrática, mas deixou de responder aquilo que o Congresso Nacional efetivamente perguntou”, declarou.

 

Melo questionou a falta de detalhamento sobre a atuação diplomática do governo. Segundo ele, embora o ministério tenha declarado ter manifestado sua posição aos Estados Unidos, não informou quando os contatos foram realizados, quais canais diplomáticos foram utilizados nem quais autoridades participaram das discussões. 

 

“O Parlamento não pediu um posicionamento político; pediu informações objetivas sobre a estratégia do governo”, disse. 

 

O deputado também criticou a ausência de informações sobre a articulação entre diferentes órgãos do governo e questionou se as avaliações apresentadas pelo Itamaraty foram fundamentadas em pareceres técnicos ou estudos oficiais.
 

Uefa acusa Fifa de "cruzar linha vermelha" após liberação de Balogun para enfrentar Bélgica
Fotos: Divulgação | Sarah Stier / FIFA

A classificação dos Estados Unidos às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ganhou um capítulo político e institucional antes mesmo de a bola rolar contra a Bélgica. A decisão da Fifa de liberar o atacante Folarin Balogun para a partida desta segunda-feira (6) provocou reação da Uefa, da União Europeia e da Federação Belga de Futebol.

 

Balogun havia sido expulso na vitória norte-americana por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, na última quarta-feira (1º), pela fase de 16 avos de final. Após revisão no VAR, o árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou cartão vermelho direto ao atacante por um pisão no tornozelo de Tarik Muharemovic.

 

Pelo regulamento disciplinar, expulsões diretas resultam em suspensão automática de uma partida. A Fifa, no entanto, decidiu suspender por um ano a aplicação da punição, em período probatório, o que permite que Balogun esteja à disposição dos Estados Unidos contra a Bélgica. O cartão vermelho segue registrado, mas a suspensão não será cumprida neste momento.

 

A decisão gerou questionamentos por causa dos relatos de intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a imprensa internacional, Trump entrou em contato com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir uma revisão do caso. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente norte-americano agradeceu à entidade e afirmou que a decisão corrigiu uma “grande injustiça”.

 

A reação mais dura veio da Uefa. Em comunicado oficial, a entidade europeia afirmou que a Fifa “cruzou uma linha vermelha” ao suspender a punição automática.

 

"Manifestamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável. Quando a certeza das regras deixa de ser garantida por seus responsáveis, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é prejudicada", declarou a Uefa.

 

A crítica também chegou à União Europeia. Glenn Micallef, comissário europeu responsável por esporte, afirmou que decisões esportivas devem permanecer dentro das instituições esportivas e não sofrer interferência política.

 

"Influenciar decisões esportivas prejudicaria a autonomia do esporte. Nosso foco deveria estar nos verdadeiros desafios de governança que o esporte enfrenta, incluindo a instrumentalização do esporte para fins políticos", afirmou.

 

A Bélgica, adversária dos Estados Unidos nas oitavas, também protestou. Em nota, a federação belga declarou “surpresa” com a liberação de Balogun e citou o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa, que prevê suspensão automática para a partida seguinte em caso de cartão vermelho.

 

A entidade belga também mencionou o Artigo 10.5 do regulamento da Copa do Mundo de 2026 e afirmou que a regra havia sido reforçada pela Fifa em circulares e reuniões oficiais antes dos jogos. Segundo a federação, todas as opções estão sendo avaliadas para proteger os princípios de fair play e os direitos das seleções participantes.

 

Do lado norte-americano, a decisão foi recebida como correção de um erro. O técnico Mauricio Pochettino afirmou que os Estados Unidos já haviam sido punidos durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina por atuarem cerca de 30 minutos com um jogador a menos.

 

"Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto", disse o treinador argentino.

 

A polêmica desloca parte da atenção do campo para os bastidores no dia do confronto. Estados Unidos e Bélgica se enfrentam nesta segunda-feira (6), às 21h, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O vencedor avança às quartas e segue na disputa pelo título.

 

Mais do que a presença de Balogun em campo, o caso abriu uma discussão maior sobre limites entre regra, interpretação disciplinar e influência política no futebol. Para os críticos da decisão, o problema não está apenas em revisar uma punição, mas no precedente criado em uma competição em andamento.

Trump pediu para Infantino rever suspensão de Balogun por cartão vermelho na Copa
Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e pediu que ele revisasse a suspensão do principal goleador dos Estados Unidos, Folarin Balogun, que recebeu um cartão vermelho na partida contra a Bósnia e Herzegovina, na quarta-feira (1º). A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times.

 

Neste domingo (5), a FIFA anunciou que Balogun estaria elegível para jogar na segunda-feira contra a Bélgica após sua suspensão por cartão vermelho ser retirada. Por meio da rede social Truth Social, Donald Trump celebrou o anúncio da entidade.

 

“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente no Truth Social. O presidente americano não cita a suposta ligação nem atribui a si mesmo a reversão da medida.

 

A decisão, no entanto, provocou forte reação da Federação Belga de Futebol (RBFA). Em comunicado oficial, a entidade afirmou estar "surpresa" com a decisão da FIFA de declarar Balogun apto para atuar e argumentou que a medida contraria o próprio Código Disciplinar da entidade.

 

Segundo a federação, o artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA determina que um cartão vermelho, incluindo a expulsão por dois cartões amarelos, gera automaticamente suspensão para a partida seguinte, como ocorreu em todos os demais cartões vermelhos aplicados durante esta Copa do Mundo. A RBFA também afirmou que a decisão contradiz o regulamento da Copa do Mundo de 2026, que prevê suspensão automática para jogadores expulsos, além de uma circular enviada pela FIFA a todas as federações participantes em maio deste ano reforçando a mesma regra.

 

Ainda no comunicado, a federação informou que está avaliando "todas as opções possíveis" para proteger os direitos da seleção belga e os princípios de fair play da competição.

 

A reversão é altamente incomum e a primeira vez desde 1962 que a FIFA permitiu que um jogador participasse de um jogo quando ele estaria suspenso. Também ocorre enquanto Infantino passou anos tentando ganhar o favor de Trump. No ano passado, a FIFA criou e deu a Trump o Prêmio da Paz da FIFA em meio à campanha pública, mas fracassada, do presidente para ganhar o Prêmio Nobel da Paz.

 

CARTÃO DE BALOGUN

Balogun foi expulso de campo no jogo de quarta-feira depois de receber um cartão vermelho por cometer uma falta contra um defensor da Bósnia e Herzegovina. O cartão vermelho também acarretou uma suspensão de um jogo para a partida de segunda-feira contra a Bélgica. Mas no domingo, a FIFA disse que Balogun poderia jogar.

 

“De acordo com o artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, a aplicação da suspensão da partida está suspensa por um período probatório de um ano”, disse o órgão regulador em um comunicado. “Se Folarin Balogun cometer outra infração de natureza e gravidade similares durante o período probatório, a suspensão será revogada e a sanção aplicada sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração”, informou a FIFA.

 

Permitir que Balogun jogue beneficia os Estados Unidos, com o atacante sendo a principal ameaça de gol enquanto a equipe tenta avançar às quartas de final pela primeira vez em 24 anos.

Flávio Bolsonaro propõe aos EUA restrição a sistemas não ocidentais e defende que Pix não substitui cartões
Fotos: Reprodução / Google Maps / Redes Sociais via @flaviobolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), protocolou uma manifestação formal junto ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), na qual propõe um "compromisso legislativo" para garantir que o sistema de pagamentos Pix não seja interconectado a arranjos de liquidação financeira "não ocidentais".


O documento de 86 páginas, enviado nesta quarta-feira (1º), solicita ao órgão governamental norte-americano o adiamento por 180 dias da aplicação de uma tarifa de 25% proposta pela gestão de Donald Trump sobre exportações brasileiras. O senador defende que a eventual cobrança seja postergada para o período posterior às eleições presidenciais no Brasil.


Na petição, obtida pelo G1, Flávio Bolsonaro argumenta que uma sanção comercial contra o país devido ao Pix é uma medida inadequada que, além de não alterar a arquitetura do sistema financeiro nacional, prejudicaria diretamente os investimentos e as empresas norte-americanas no mercado brasileiro.

 

PAGAMENTOS E O PIX
De acordo com o senador, os cartões de crédito e débito de bandeiras privadas (majoritariamente controlados por empresas dos Estados Unidos) oferecem funcionalidades que o Pix não substitui, tais como crédito ao consumidor, financiamento, proteção contra disputas comerciais e mecanismos de reembolso (estorno).

 

Flávio sustenta que, paralelamente ao crescimento das transações instantâneas, o volume de operações com cartões norte-americanos no Brasil continuou a expandir. Ele também classificou como "exagerada" a teoria de conflito de interesses levantada pelo governo de Donald Trump, o qual aponta práticas desleais de mercado por parte do Banco Central do Brasil na gestão do Pix.

 

"O Pix é uma infraestrutura pública soberana de pagamentos, não uma empresa comercial concorrente. A teoria de conflito de interesses é exagerada, visto que o Federal Reserve dos EUA é, da mesma forma, regulador e operador de um sistema de pagamentos instantâneos, o FedNow", diz o parlamentar na manifestação.

Suprema Corte dos EUA encerra tentativa de Trump de reverter condenação por abuso sexual e difamação
Joyce N. Boghosian / White House

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (29), o recurso apresentado pelo presidente Donald Trump e encerrou mais uma tentativa de reverter a condenação por abuso sexual e difamação em ação movida pela escritora e jornalista E. Jean Carroll. Com a decisão, permanece válida a indenização de US$ 5 milhões, cerca de R$ 26 milhões na cotação atual.

 

Sem apresentar justificativa ou votos divergentes, a Corte decidiu não analisar o pedido da defesa, mantendo a decisão de um júri proferida em 2023 e posteriormente confirmada por um tribunal federal de apelações.

 

No processo, os jurados concluíram que Trump foi responsável por abusar sexualmente de Carroll em um episódio ocorrido em uma loja de departamentos de Nova York na década de 1990. A acusação de estupro, no entanto, foi rejeitada. O presidente também foi responsabilizado por difamação após contestar publicamente o relato da escritora e atacar sua credibilidade.

 

Trump ainda responde a outro processo movido por Carroll, no qual foi condenado a pagar US$ 83,3 milhões por declarações feitas em 2019. Paralelamente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação para apurar se a escritora cometeu perjúrio durante os depoimentos prestados nas ações, procedimento que segue em andamento.

Quem fica com a taça da Copa? Presença de Trump na final relembra episódio polêmico no Mundial de Clubes; entenda
Foto: Divulgação / Casa Branca

A final da Copa do Mundo de 2026 deve ter a presença de Donald Trump na cerimônia de premiação. Segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o presidente dos Estados Unidos estará no estádio de Nova Jersey e participará da entrega da taça ao campeão do torneio.

 

A declaração foi dada na última terça-feira (23), em entrevista à emissora norte-americana Fox News. A decisão da Copa está marcada para o dia 19 de julho, no New York/New Jersey Stadium.

 

"Estaremos juntos com o presidente (Trump), aproveitando a final e entregando o troféu ao vencedor, claro, juntos. Estamos juntos o tempo todo", afirmou Infantino.

 

 

O trecho da entrevista foi publicado pelo perfil oficial da Casa Branca na rede social X. Trump ainda não se manifestou oficialmente sobre a declaração.

 

A fala do presidente da Fifa trouxe novamente atenção ao protocolo de entrega dos troféus da entidade. No caso da Copa do Mundo, a seleção campeã recebe a taça original durante a cerimônia, ergue o troféu no gramado e participa da celebração com o elenco. Depois, o objeto principal retorna aos cuidados da Fifa.

 

Desde 2005, a entidade não entrega mais a taça original de forma definitiva ao campeão. A seleção vencedora passa a receber uma réplica oficial, conhecida como Troféu dos Vencedores da Copa do Mundo da Fifa. A peça é banhada a ouro e fica com a federação campeã.

 

Ou seja, o campeão mundial levanta a taça original na cerimônia, mas não fica com ela. O troféu principal permanece sob responsabilidade da Fifa.

 

A situação é diferente do que ocorreu recentemente no Mundial de Clubes. Em 2025, Trump e Infantino participaram juntos da premiação da competição disputada nos Estados Unidos. Na final, o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0 e recebeu a taça das mãos do presidente norte-americano.

 

Durante a comemoração, Trump permaneceu no palco ao lado dos jogadores do Chelsea.

 

O tema ganhou outro desdobramento quando Trump afirmou, em entrevista à DAZN, que havia ficado com uma versão do troféu do Mundial de Clubes no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo ele, a Fifa teria produzido outro exemplar para o Chelsea.

 

"Eles (a Fifa) disseram: ‘Vocês poderiam segurar este troféu por um tempinho?’. Nós o colocamos no Salão Oval e então eu disse: ‘Quando vocês vão pegar o troféu?’, e Gianni Infantino disse: ‘Nós nunca vamos pegá-lo, vocês podem ficar com ele para sempre no Salão Oval. Estamos fazendo um novo’. E eles realmente fizeram outro", revelou.

 

De acordo com a Fifa, o Mundial de Clubes conta com três versões do troféu: uma original e duas réplicas. A taça principal fica guardada junto aos demais troféus da entidade, em Zurique, na Suíça. Uma das cópias ficou com o Chelsea, campeão do torneio, e outra foi destinada ao país sede.

 

Na Copa do Mundo, o procedimento é tratado de forma mais restrita pela entidade. A taça original é usada nos principais eventos oficiais e na cerimônia de premiação, mas não permanece com o campeão.

 

A presença prevista de Trump na final de 2026 também ocorre em um contexto específico. A Copa será disputada em três países: Estados Unidos, México e Canadá. A decisão, no entanto, acontecerá em território norte-americano.

 

Com isso, a cerimônia de premiação deve reunir o presidente da Fifa, o presidente dos Estados Unidos e a seleção campeã no momento de entrega do troféu. A definição sobre o posicionamento das autoridades no palco e a condução da entrega seguirá o protocolo da entidade para a final.

Justiça dos EUA autoriza AGU a atuar em ação contra Alexandre de Moraes
Valter Campanato / Agência Brasil

A Justiça dos Estados Unidos autorizou, nesta terça-feira (23), a participação da Advocacia-Geral da União (AGU) na ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Com a decisão, fica suspensa a possibilidade de o magistrado ser considerado revel por não ter apresentado defesa no processo.

 

A AGU havia solicitado sua habilitação na última semana, argumentando que a atuação é necessária para defender a soberania do Estado brasileiro. Segundo o órgão, agentes públicos não podem ser submetidos diretamente à jurisdição estrangeira por atos praticados no exercício de suas funções sem o consentimento do Brasil.

 

A ação foi apresentada pelas plataformas, que contestam decisões de Moraes relacionadas ao bloqueio de perfis de brasileiros residentes nos Estados Unidos, entre eles o blogueiro Allan dos Santos. As medidas foram determinadas pelo ministro no âmbito de investigações sobre ataques às instituições democráticas.

 

No mês passado, a Justiça norte-americana autorizou que Moraes fosse notificado por e-mail, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar um pedido da Rumble para realizar a citação por carta rogatória, mecanismo utilizado para comunicações judiciais internacionais.

Trump parabeniza Abelardo de la Espriella por vitória na eleição presidencial da Colômbia
Daniel Torok / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou nesta segunda-feira (22) o candidato Abelardo de la Espriella pela vitória nas eleições presidenciais da Colômbia, conforme a contagem preliminar divulgada pela autoridade eleitoral do país. Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que pretende trabalhar ao lado do presidente eleito para ampliar a cooperação entre os dois países.

 

O republicano também lembrou que declarou apoio público à candidatura de Espriella durante a campanha. "Parabéns ao 'El Tigre' Abelardo de la Espriella, o novo presidente da Colômbia. Foi uma grande honra apoiá-lo e espero que trabalhemos juntos para construir uma relação poderosa entre a Colômbia e os Estados Unidos", escreveu.

 

Abelardo de la Espriella derrotou nas urnas o senador Iván Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro, segundo o resultado preliminar divulgado após a votação de domingo. A confirmação oficial do resultado ainda depende da conclusão do escrutínio realizado pelas autoridades eleitorais colombianas.

Trump diz que "não poderia se importar menos" com Lula e chama presidente de "volátil"
Ricardo Stuckert / PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (19). Em entrevista ao site norte-americano Axios, o republicano afirmou que "não poderia se importar menos" com o chefe do Executivo brasileiro e o classificou como uma pessoa "muito volátil".

 

Ao ser questionado sobre sua relação com Lula, Trump declarou que não costuma pensar no presidente brasileiro. "Não se trata de ser fã ou não ser fã. Para ser sincero, eu não penso nele. Realmente não penso nele. Não poderia me importar menos. Mas agora ele é um tipo diferente de pessoa. Muito volátil", afirmou.

 

As declarações ocorrem em um momento de tensão entre os dois países. Recentemente, o governo dos Estados Unidos anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros e passou a classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
 

VÍDEO: Trump chama situação política do Brasil de "perigosa" e se confunde ao falar sobre prisão de Bolsonaro Junior
Foto: Reprodução / Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a situação política do Brasil como "perigosa" e "complicada" durante entrevista a jornalistas na cúpula do G7 nesta quarta-feira (17). Na ocasião, o líder norte-americano também se confundiu ao comentar a situação jurídica dos familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro, acreditando que prenderam o "Bolsonaro junior".

 

"O Brasil se tornou um país um pouco complicado, certo? Politicamente. Ficou um pouco perigoso do ponto de vista político", diz Trump ao ser questionado se havia conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as propostas de novas tarifas de importação de até 37,5% e a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA.

 

Confira o momento em que ele é questionado em vídeo registrado pelo portal Metrópoles:

 

Segundo informações apuradas pela Folha de S.Paulo. Durante a coletiva, o presidente norte-americano demonstrou desconhecimento sobre os detalhes das recentes decisões do Judiciário brasileiro.

 

"Ouvi dizer que prenderam hoje alguém que está concorrendo a um cargo público. [...] Ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr.",  comenta Trump, acrescentando que a suposta prisão teria ocorrido devido a uma declaração feita no Texas.

 

SEM PRISÃO
A declaração faz referência à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.

 

Diferente do afirmado por Trump, não houve decretação de prisão, uma vez que a decisão ainda cabe recurso. Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde março de 2025. O presidente norte-americano também confundiu o ex-deputado com seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República.

 

Ao comentar o cenário, Trump afirmou que as autoridades brasileiras "jogam pesado", mas alegou que as eleições em seu próprio país seriam "manipuladas". Em Genebra, na Suíça, o presidente Lula rebateu as declarações do líder norte-americano. O petista afirmou que, se o republicano avalia o Brasil apenas pela relação que mantém com a família Bolsonaro, ele "desconhece o Brasil".

 

"Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania", declarou Lula. "Ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto. [...] Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil".

Koulibaly critica restrições dos EUA na Copa: "Não entendo por que pessoas da África não podem ter representantes"
Foto: X / @wire_pitch

A derrota de Senegal por 3 a 1 para a França, na estreia da Copa do Mundo de 2026, não foi o único assunto abordado pelo capitão Kalidou Koulibaly após a partida disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O experiente zagueiro aproveitou a zona mista para lamentar a ausência de parte da torcida senegalesa no estádio em razão das restrições migratórias impostas pelos Estados Unidos.

 

Em dezembro do ano passado, o governo norte-americano implementou limitações parciais de viagem para cidadãos de alguns países, entre eles Senegal, Costa do Marfim, Haiti e Irã, todos representados no Mundial. Embora atletas, dirigentes e familiares próximos tenham recebido exceções, muitos torcedores ficaram impossibilitados de viajar para acompanhar suas seleções.

 

Koulibaly afirmou que a federação senegalesa tentou viabilizar a presença de familiares e apoiadores, mas reconheceu que muitos não conseguiram entrar no país.

 

"A federação fez o possível para que nossos pais ou familiares próximos pudessem estar conosco. Mas é verdade que alguns torcedores não puderam viajar para os Estados Unidos. Acho que cada equipe pode ter seus representantes, então não entendo por que pessoas da África não podem ter os seus", declarou.

 

O defensor, que construiu carreira de destaque no futebol europeu com passagens por Napoli e Chelsea, evitou aprofundar o debate político, mas reforçou que o futebol deve ser um espaço acessível para todos os povos.

 

"Não quero falar de política. Só quero falar de futebol, aproveitar o futebol. Acho que o futebol é para todos. Espero que a situação fique bem, mas o mais importante é que temos de jogar pelo nosso povo", completou.

 

Apesar das dificuldades, Senegal contou com apoio de integrantes da comunidade senegalesa residente nos Estados Unidos. Torcedores vindos principalmente de Nova York, onde há uma significativa diáspora do país africano, marcaram presença nas arquibancadas e tentaram transformar o MetLife Stadium em uma extensão de Dakar durante a estreia da equipe no Mundial.

 

Dentro de campo, porém, o apoio não foi suficiente para evitar a derrota para a França. Agora, os senegaleses buscam recuperação na próxima rodada para seguir vivos na briga por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. O próximo confronto será contra a Noruega, de Erling Haaland, na próxima segunda-feira (22). 

Semana tem Lula tentando conversa com Trump, decisão sobre jornada 6x1 e julgamento de Eduardo Bolsonaro
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Com a Copa do Mundo 2026 já dominando conversas e postagens nas redes sociais, os três poderes em Brasília terão uma semana intensa, com definições importantes no Congresso Nacional, julgamentos de destaque no Judiciário e com o governo federal tentando negociar acordos durante a reunião das maiores economias do mundo, na França.

 

Esta reunião, do chamado G7, conta com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve fazer discursos no evento e manter encontros com Emmanuel Macron e a premiê do Japão. Lula tenta ainda uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar reverter uma nova aplicação de tarifas impostas aos produtos brasileiros.

 

E na França, Lula estará de olho no que acontece nessa semana no Congresso, principalmente em relação aos rumos do projeto que muda a jornada 6x1. Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) marcou a votação do projeto do governo que muda a jornada 6x1 e que tem urgência constitucional, e no Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) ainda segura o envio da PEC que trata do tema para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

 

A semana ainda tem dois importantes julgamentos no Supremo Tribunal Federal: a Corte julga o ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação, e retoma a análise de recursos contra trechos do Marco Civil da Internet, uma decisão que vai definir a responsabilidade das big techs em relação a danos causados por conteúdos publicados por usuários. 

 

Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes. 

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula chegou nesta segunda-feira (15) à cidade de Évian-les-Bains, na França, onde vai acontecer a reunião dos líderes do G7, o grupo formado pelas principais economias do mundo. Essa reunião acontece pouco depois de o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, anunciar que chegou a um acordo para encerrar a guerra com o Irã.

 

E além de discutir os próximos passos desse acordo entre Estados Unidos, Israel e Irã, os líderes globais vão debater temas como a interminável guerra entre Rússia e Ucrânia, assim como os desequilíbrios econômicos globais, o fornecimento de minerais críticos fora da China, entre outros assuntos.

 

Durante a cúpula, o presidente Lula participará de debates sobre parcerias internacionais, desenvolvimento global e crescimento econômico equilibrado. Lula deve cobrar dos países ricos a manutenção do financiamento de iniciativas voltadas ao combate à pobreza e ao desenvolvimento das economias emergentes.

 

Na agenda de Lula está previsto um encontro bilateral com o presidente da França, Emmanuel Macron, além de outra reunião fechada com a premiê do Japão, Sanae Takaichi. A delegação brasileira também quer aproveitar a cúpula para tentar reverter a proibição de importação determinada em 5 de junho pela União Europeia a vários produtos agropecuários brasileiros. 

 

Outro encontro que está sendo negociado pelo Brasil é com o presidente norte-americano Donald Trump. O governo brasileiro quer tentar reverter a disposição dos EUA de aplicar novas tarifas ao Brasil e busca acertar uma conversa entre Lula e Trump. O presidente brasileiro retorna ao Brasil na próxima quinta (18). 

 

No calendário da economia, o destaque da semana será a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que decidirá sobre a taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião, no final de abril, o Copom reduziu a Selic de 14,75% para 14,50%, o segundo corte seguido de 0,25% nos juros neste ano.

 

Para a reunião desta semana, o mercado financeiro aposta em um novo corte de 0,25% na taxa de juros, reduzindo a Selic a 14,25% ao ano. O Comitê começa a se reunir na terça (16) e divulga a sua decisão sobre a Selic na quarta (17). 

 

PODER LEGISLATIVO

 

Cansado de esperar que o governo retirasse a urgência constitucional do projeto que modifica a escala de trabalho 6x1, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para esta terça (16) a votação da matéria no plenário. A apreciação do projeto do governo levará à desobstrução da pauta de plenário.

 

Motta escalou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para ser o relator do projeto no plenário. Prates já havia sido o relator da proposta de emenda constitucional que tratava do tema, e que foi aprovada em 27 de maio pelos deputados. 

 

O texto proposto pelo governo é parecido com a PEC do fim da 6x1, que estabelece o limite de 40 horas de jornada e dois dias de descanso semanais. A diferença entre os dois textos está justamente no regime de urgência do projeto de lei. Como foi apresentado em 14 de abril, o texto deveria ser votado até o final de maio.

 

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente da Câmara deixou claro que a análise do projeto que trata sobre a redução de jornada de trabalho tem como objetivo destravar a pauta para focar em dois projetos ainda neste semestre: a regulamentação da Inteligência Artificial no Brasil e a proposta que reajusta o teto de faturamento para os MEIs (Microempreendedores Individuais).

 

O primeiro foi aprovado no Senado no fim de 2024, mas deve retornar se os deputados fizeram mudanças no texto. O projeto determina quais são os compromissos das empresas que desenvolvem IA no país e orienta a finalidade para o uso dessa ferramenta. Para isso, a proposta define o SIA (Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial).

 

Já a outra proposta aumenta o limite de faturamento de MEI para R$ 130 mil e passa a permitir a contratação de até dois empregados.

 

Esses projetos são o foco de Motta para este semestre, mas outra proposta também volta à Câmara e deve gerar pressão para ser votada antes do recesso: o texto aprovado pelo Senado que cria uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos e dificuldades econômicas.

 

Caso haja a desobstrução da pauta, Motta deve priorizar também a votação do “PL dos Combustíveis”. O texto entrou em pauta no plenário nas últimas semanas, mas não foi discutido e pode ser levado à votação.

 

Criado com o objetivo de diminuir impactos econômicos gerados pelo conflito no Oriente Médio, o projeto busca reduzir os tributos incidentes em combustíveis, como gasolina e etanol.

 

Nas comissões da Câmara, o destaque será a análise do relatório da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) ao projeto que criminaliza a misoginia. A relatora manteve em seu parecer o ponto central da proposta original, de tornar a misoginia crime inafiançável e imprescritível, nos moldes do racismo. A principal mudança feita pela deputada está na definição jurídica da conduta.  

 

Em vez de caracterizar a misoginia como “ódio” ou “aversão” às mulheres, o novo texto fala em “menosprezo ou discriminação” em razão da “condição de mulher”. Segundo Tabata Amaral, a mudança que ela introduziu no texto busca aproximar o projeto da linguagem já usada na legislação penal e processual penal. 

 

No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, apresentou uma pauta de temas diversificados para serem analisados no plenário nesta semana. Entre os destaques estão projetos sobre formação continuada de professores, criação de uma universidade voltada ao esporte e inclusão da educação política no currículo escolar.

 

Na sessão deliberativa de terça (16), os senadores devem analisar o projeto de lei 96/2024, de autoria do deputado Idilvan Alencar (PDT-CE), que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para detalhar quais atividades poderão ser consideradas para fins de aperfeiçoamento profissional continuado dos profissionais da educação básica pública.

 

Também está na pauta o projeto de lei 5.672/2025, de autoria do deputado Leo Prates, que prevê a transferência simbólica da sede do governo federal para Salvador no dia 2 de julho de cada ano, em referência à consolidação da Independência do Brasil na Bahia.

 

Outro destaque é o projeto de lei 6.133/2025, encaminhado pela Presidência da República, que cria a Universidade Federal do Esporte. A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Esporte e busca ampliar a formação acadêmica e a produção de conhecimento voltadas ao setor esportivo.

 

Já na quarta (17), o plenário deve apreciar o projeto de lei 4.088/2023, da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), que inclui educação política e direitos da cidadania como componente curricular obrigatório da educação básica. A proposta também institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania.

 

Os senadores ainda poderão analisar o projeto de lei 162/2024, que institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania, e o projeto de lei 6.113/2023, do deputado Duda Ramos (Podemos-RR), que cria o Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher.

 

Além das votações, o Senado realizará na terça a cerimônia de entrega da Comenda Santa Dulce dos Pobres e, na quinta (18), uma sessão especial em homenagem aos 70 anos de criação do Conselho Federal de Química.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

A semana começa no Supremo Tribunal Federal com o julgamento, marcado para esta terça (16) na Primeira Turma, do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O ex-parlamentar é acusado de coação por articular sanções a autoridades brasileiras junto ao governo dos Estados Unidos, como forma de influenciar no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, o objetivo de Eduardo Bolsonaro com suas ações nos Estados Unidos teria sido o de constranger integrantes do STF e interferir nas investigações relacionadas aos atos antidemocráticos e à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.

 

A acusação tem como base elementos reunidos pela Polícia Federal, que apontam que Eduardo passou a atuar de forma mais intensa nos EUA após deixar o Brasil. O ex-deputado afirma ser alvo de perseguição política.

 

Na Primeira Turma do STF votarão os ministros Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, além de Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. 

 

No plenário virtual, os ministros do STF analisarão decisão do ministro Flávio Dino que cobra do Congresso Nacional a regulamentação da mineração em terras indígenas. A decisão em debate estabelece prazo de dois anos para que os parlamentares aprovem uma lei sobre o tema e, enquanto isso não ocorre, prevê regras provisórias para a atividade, como a realização de consulta às comunidades afetadas, participação dos povos indígenas nos lucros da exploração e medidas de proteção ambiental. 

 

Já no plenário físico, o presidente do STF, Edson Fachin, agendou para a próxima quarta (17) a continuidade do julgamento dos recursos apresentados a uma decisão da Corte sobre o Marco Civil da Internet. No julgamento, o STF deve consolidar a tese que servirá de referência para milhares de processos envolvendo redes sociais e plataformas digitais em todo o país, na discussão do marco civil. 

 

Os dois recursos que serão analisados esta semana são relatados pelos ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. A Corte já definiu que grandes empresas de tecnologia terão de adotar medidas para combater conteúdos ilegais, como publicações relacionadas à pornografia infantil, terrorismo, tráfico de pessoas, discursos de ódio e incentivo à automutilação. 

 

A redação final da tese deve esclarecer em quais situações as plataformas poderão ser responsabilizadas por danos causados por conteúdos publicados por usuários, encerrando um dos julgamentos mais relevantes dos últimos anos para a regulação da internet no Brasil. Um dos pontos de consenso, até o momento é de que as plataformas terão 60 dias, a partir do final do julgamento, para implementar as mudanças estruturais previstas na tese. 

 

As determinações abrangem, além do chamado dever de cuidado (adoção de medidas concretas para reduzir riscos de ofensas a direitos fundamentais), a autorregulação e a disponibilização de canais de atendimento específico para pedidos de retirada de conteúdo. 

 

Também ficou definido que os provedores de aplicações de internet terão responsabilidade solidária pelos danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros em casos de crime ou atos ilícitos. Na responsabilidade solidária, a dívida pode ser cobrada de todos ou apenas da parte que tem mais probabilidade de quitá-la.  

 

Ainda nesta semana, está na pauta do STF a discussão sobre os efeitos da decisão que passou a exigir a comprovação de intenção de cometer irregularidades para enquadrar um agente público por improbidade administrativa. Na prática, o entendimento dificulta a punição de gestores por erros, negligência ou má administração quando não houver prova de má-fé, tema que divide especialistas em combate à corrupção e defesa da administração pública. 
 

Trump ameaça novo ataque ao Irã após escalada militar entre os dois países
Joyce N. Boghosian / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que pretende realizar novos ataques contra o Irã ainda hoje, em meio à escalada militar entre os dois países no Oriente Médio. Em declaração a jornalistas na Casa Branca, Trump disse que os EUA voltariam a agir após os bombardeios realizados na terça-feira (9) contra alvos iranianos.

 

Segundo ele, as ações são uma resposta à derrubada de um helicóptero militar americano na região do Estreito de Ormuz. “Eles deveriam ter assinado um acordo”, declarou o presidente norte-americano ao comentar as negociações que buscam encerrar as hostilidades.

 

A tensão aumentou após forças dos Estados Unidos atacarem sistemas de defesa aérea, radares e centros de controle iranianos localizados próximos ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. O Comando Central dos EUA informou que a operação foi conduzida como medida de autodefesa e retaliação ao incidente envolvendo o helicóptero Apache.

 

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra instalações militares americanas no Bahrein. A Guarda Revolucionária iraniana classificou a ofensiva como uma reação “contundente”, enquanto o chanceler Abbas Araghchi afirmou que o país revidará.

 

Apesar da troca de bombardeios, negociações diplomáticas seguem em andamento. De acordo com informações divulgadas pela agência Reuters, representantes do Catar viajaram a Teerã para tentar avançar em um acordo entre os dois países.

Comissão aprova PEC que amplia autonomia do Banco Central e garante manutenção da gratuidade do Pix
Foto: Edu Mota / Brasília

Os senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovaram, na reunião desta quarta-feira (10), a PEC 65/2023, que cria um regime jurídico próprio e concede autonomia orçamentária e financeira para o Banco Central. A proposta segue agora para ser apreciada pelo plenário. 

 

O projeto, de autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), garante ao Banco Central autonomia não apenas operacional — já prevista em lei desde 2021 —, mas também administrativa, orçamentária e financeira. Além disso, a PEC transforma o BC em uma entidade pública de natureza especial, integrante do setor público financeiro e dotada de poder de polícia, incluindo poderes de regulação, supervisão e resolução.

 

Um dos principais pontos do texto do relator Plínio Valério (PSD-AM) é a inclusão de dispositivos para blindar o Pix. O projeto estabelece competência exclusiva do Banco Central para regular e operar o sistema de pagamentos instantâneos, vedando a transferência da estrutura para entidades privadas. A proposta também preserva a gratuidade do Pix para pessoas físicas.

 

A alteração que fortalece o Pix surge em um momento no qual ele vem sendo atacado pelo governo norte-americano, que acusa o sistema de pagamentos brasileiro de prejudicar empresas dos Estados Unidos. Os defensores do projeto afirmam que haverá o fortalecimento do Pix ao incluí-lo na Constituição e garantir recursos para seu funcionamento e aprimoramento. Em seu parecer, o senador Plínio Valério garante a gestão do Pix pelo Banco Central.

 

O projeto, aprovado em votação simbólica na CCJ, apesar da resistência do governo Lula, foi enfaticamente defendido pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Os servidores da instituição, representados pela ANBCB (Associação Nacional de Auditores do Banco Central), também deram seu apoio ao projeto.

 

Na manhã desta terça (9), 43 chefes de departamento do BC divulgaram uma carta reforçando o apoio à proposta do Senado, e pedindo celeridade na sua aprovação. 

 

De acordo com o projeto, o orçamento da instituição será aprovado e executado por ato próprio do BC, custeado por receitas que passariam a ser próprias, não mais do Tesouro. O Banco Central hoje realiza operações financeiras e administra ativos bilionários, como ganhos com aplicação das reservas internacionais em ativos no exterior, receitas relacionadas à emissão de moeda e títulos públicos.

 

Essas operações geram receitas, às quais a PEC dá a destinação de financiar o funcionamento do BC. O relator inseriu na PEC a previsão de que uma lei complementar vai estabelecer limites para o crescimento das despesas de custeio e de investimento do Banco Central. 

 

As despesas de pessoal e encargos sociais, de custeio administrativo, de benefícios e assistência a pessoal e de investimento deverão passar por apreciação prévia do Conselho Monetário Nacional (CMN) e por deliberação conclusiva da comissão temática do Senado Federal.
 

Semana tem decisão sobre jornada 6x1, votação de PEC que reduz maioridade e julgamento de big techs no STF
Foto: Reprodução Agência Senado

Na semana em que será iniciada a Copa do Mundo de Futebol 2026, os três poderes terão dias agitados, com foco em temas como a jornada de trabalho 6x1, as novas tarifas que podem ser impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, a redução da maioridade penal, entre outros. 

 

Sobre a mudança na jornada de trabalho, o governo federal está de olho na decisão que será tomada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a respeito da tramitação da matéria já aprovada pela Câmara. Alcolumbre vai conversar com os líderes para definir um calendário próprio para a matéria, mas já adiantou que não pretende apressar a tramitação do projeto que é considerado prioritário pelo Palácio do Planalto.

 

Nesta semana o governo busca ainda acelerar negociações com a administração Trump nos Estados Unidos,  para discutir as tarifas anunciadas após o fim da investigação comercial contra o Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia solicitar um encontro com Donald Trump na próxima semana, durante a realização da reunião do G7, na França, para debater o tema das tarifas. 

 

No Judiciário, o destaque é o julgamento, no Supremo Tribunal Federal, de recursos relacionados ao Marco Civil da Internet. O STF discute a responsabilidade civil de plataformas digitais por conteúdos publicados por usuários e a possibilidade de remoção de material ofensivo sem ordem judicial.

 

Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula terá um início de semana, nesta segunda-feira (8), com uma pauta de reuniões internas no Palácio do Planalto. Na parte da manhã, Lula terá reuniões com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e com a secretária-executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, Raimunda Monteiro.

 

Na parte da tarde, o presidente Lula se reunirá, no Palácio do Planalto, em horários diferentes, com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.

 

Às 19h, Lula assiste à exibição do documentário “Oceano com David Attenborough”, por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos. O filme será exibido no Cine Alvorada, do Palácio da Alvorada.

 

A agenda do presidente Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Entretanto, já se sabe que uma das prioridades para o governo nos próximos dias será a negociação técnica com os Estados Unidos sobre as tarifas anunciadas contra produtos brasileiros.

 

A expectativa do Palácio do Planalto é que sejam realizadas conversas envolvendo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A partir dessas negociações o governo vai decidir se buscará uma nova reunião formal com o presidente norte-americano Donald Trump, durante a cúpula do G7. 

 

O resultado dessas conversas será determinante para o governo avaliar a conveniência de um encontro oficial entre Lula e Trump durante a cúpula do G7, que ocorrerá entre os dias 15 e 17 de junho, em Evian, na França. O Brasil participará do evento na condição de país convidado.

 

No calendário da divulgação de indicadores da economia brasileira, a semana começa com a divulgação nesta segunda (8), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) do resultado da balança comercial da primeira semana de junho. No mês de maio passado, as exportações somaram US$ 32 bilhões e as importações, US$ 24,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 56 bilhões.

 

Para a próxima quarta (10), são aguardadas as pesquisas realizadas pelo IBGE sobre a situação do setor industrial nacional no mês de abril, assim como o levantamento anual a respeito do setor da construção civil. Já para a quinta (11) o IBGE programou a divulgação do levantamento sobre a produção agrícola brasileira no mês de maio deste ano.

 

Para fechar a semana, o IBGE divulgará na sexta (12) os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), indicador que registra a inflação oficial do país no mês de maio. Analistas estimam alta de 0,5% no mês. 

 

Se for confirmado este índice, o resultado ficará abaixo dos 0,67% registrados em abril. O acumulado em 12 meses, porém, deve permanecer acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve reunir os líderes partidários nesta terça (9) para definir a pauta de votações no plenário para esta semana. Já há a sinalização de que um dos temas que devem ser votados é o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Efta (Associação Europeia de Livre Comércio). A expectativa é que os deputados aprovem a ratificação do tratado.

 

Nas comissões, o destaque da semana será a votação, na Comissão de Constituição e Justiça, da PEC 32/2015, que reduz de 18 para 16 anos a idade mínima para responsabilização criminal. Os deputados da CCJ vão analisar, nesta terça (9), a admissibilidade da alteração constitucional.

 

O parecer do relator, deputado Coronel Assis (União-MT), é favorável à aprovação da proposta. Caso seja aprovada, a PEC seguirá para uma comissão especial antes de eventual votação no plenário da Casa.

 

O texto da PEC estabelece que “a maioridade é atingida aos dezesseis anos, idade a partir da qual a pessoa é considerada penalmente imputável e capaz de exercer plenamente todos os atos da vida civil”. 

 

O tema tem sido defendido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. O parlamentar se posicionou a favor de reduzir a maioridade penal e vinculou o assunto diretamente com sua pré-campanha.

 

Na discussão da redução da maioridade penal, deputados do PT têm se posicionado contra e tentado impedir a aprovação na CCJ. Em audiência pública na CCJ quando o tema estava em discussão, o deputado Patrus Ananias (PT-MG) afirmou que a redução vai fazer com que jovens sejam recrutados mais cedo pelo crime organizado.

 

A Câmara também recebe nesta semana o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. O ministro foi convocado por deputados da oposição para esclarecer informações sobre uma suposta cooperação entre Brasil e Estados Unidos no caso envolvendo o deputado licenciado Alexandre Ramagem (PL-RJ). 

 

Também está prevista para quarta (10) a apresentação do relatório final do grupo de trabalho criado para discutir o projeto de lei 896/2023, que equipara a misoginia aos crimes previstos na Lei do Racismo. A proposta, aprovada pelo Senado, prevê punições para atos de discriminação, hostilidade e violência motivados por ódio ou aversão às mulheres.

 

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) informou que haverá esforço concentrado nesta semana, com foco na votação de autoridades. A principal delas é a indicação de Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) até 2028 (OFS 4/2026). 

 

No último dia 20 de maio, Alcolumbre cancelou a votação da indicação de Gonçalves para o CNJ, diante do número de votantes. Dos 67 senadores presentes na Casa na ocasião, apenas 59 registraram voto, número inferior ao verificado nas dez deliberações anteriores de indicações de autoridades. A votação demanda maioria absoluta (41) para aprovação. 

 

Além do esforço concentrado, Alcolumbre pretende reunir os líderes partidários nesta terça (9), para definir o calendário de tramitação da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados na última semana de maio, chegou ao Senado há mais de dez dias, mas ainda aguarda despacho formal de Alcolumbre. 

 

A expectativa é que o tema seja discutido no encontro com os chefes de bancada, quando o presidente da Casa deve alinhar os próximos passos da tramitação. É possível que dessa reunião seja definido quem será o relator da proposta.

 

Alcolumbre já afirmou que a PEC não seguirá diretamente ao plenário e precisará passar pela análise das comissões da Casa. Apesar da pressão do governo para uma votação rápida, o presidente do Senado tem defendido uma discussão mais ampla da matéria e sinalizado que mudanças podem ser promovidas no texto aprovado pelos deputados.

 

O presidente do Senado já anunciou qual será a pauta de votações no plenário para esta semana. Um dos destaques será a votação do projeto de lei 3.995/2024, que cria uma política de governança para toda a administração pública federal. Encaminhada pelo Executivo, a proposta estabelece mecanismos obrigatórios de projeto de planejamento, gestão de riscos, controle interno, monitoramento de resultados e avaliação de desempenho nos órgãos públicos.

 

O texto também fortalece instrumentos de auditoria interna, mecanismos de transparência e cria diretrizes para a formulação de estratégias de longo prazo para a administração pública federal.

 

Na área econômica, os senadores devem analisar o projeto de lei 5.122/2023, que cria mecanismos para renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta autoriza a utilização de recursos do Fundo Social do pré-sal para financiar linhas especiais de crédito e é considerada uma das prioridades da bancada ruralista.

 

Também está prevista a análise do projeto de lei 5.760/2023, que amplia os instrumentos de combate ao trabalho análogo à escravidão e cria medidas de proteção e acolhimento para trabalhadores resgatados dessas condições.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, programou como destaque da pauta de julgamentos no plenário na próxima quarta (10) a discussão de embargos de declaração à decisão da Corte sobre o Marco Civil da Internet. Os recursos contestam o julgamento que considerou parcialmente inconstitucional a regra do artigo 19 do Marco Civil sobre a responsabilidade das plataformas na retirada de conteúdos de terceiros que representem crimes ou atos ilícitos. 

 

A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), por exemplo, pede ao Supremo que declare a validade de trecho do Marco Civil para garantir que dados de registro de conexão só possam ser acessados mediante decisão judicial. Na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 91, a Abrint discute o parágrafo 1º do artigo 10 da lei, que prevê que dados de registro de conexão, como o IP (informação utilizada para identificar usuários), só podem ser disponibilizados mediante ordem judicial.

 

A Abrint pede ao STF que reconheça a constitucionalidade da exigência da ordem judicial para acesso a dados de registro do usuário, garantindo assim o direito à intimidade, à vida privada e ao sigilo das comunicações e a proteção aos dados pessoais.

 

Também no dia 10/6, está pautado o RE 1296829, que envolve o compartilhamento com o Ministério Público Eleitoral (MPE) de dados fiscais de pessoas físicas e jurídicas obtidos com base em convênio firmado entre a Receita Federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse compartilhamento acontece sem autorização prévia do Poder Judiciário, em casos de apuração de irregularidades em doações eleitorais. 

 

Caberá ao Supremo decidir sobre o direito à privacidade, incluído o sigilo fiscal e bancário, considerada eventual ilicitude de compartilhamento de dados fiscais entre a Receita Federal e o MPE. Os ministros vão avaliar se esse compartilhamento pode se dar sem observância da prévia autorização judicial, em contraposição ao interesse público na regularidade do curso das eleições, mediante coerção às doações eleitorais efetuadas acima do limite legal.

 

Na pauta de quinta (11), Fachin agendou para o plenário julgamento que vai decidir se provas produzidas em processos e julgamentos de crimes sexuais em que há violações de direitos fundamentais da vítima,?especialmente em relação à dignidade e à honra,?podem ser consideradas ilícitas. Em sessão do Plenário Virtual no mês de março, o Plenário reconheceu a repercussão geral na matéria discutida no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1541125 (Tema 1.451), e a tese a ser fixada no julgamento do mérito deverá ser seguida pelas demais instâncias da Justiça. 

 

Em manifestação pela repercussão geral do recurso, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a relevância da controvérsia está na necessidade de definir os limites do contraditório e da ampla defesa no processo penal a fim de assegurar o devido processo legal e o respeito aos direitos fundamentais da vítima. 

 

Segundo Moraes, os direitos relativos a dignidade, intimidade, vida privada, honra e imagem assumem maior importância na apuração de crimes sexuais. A seu ver, a discussão sobre a licitude da prova obtida em condições como as verificadas no caso é imprescindível para determinar e reforçar a conduta a ser adotada pelos atores processuais em situações envolvendo vítimas de crimes sexuais, além de definir a extensão de suas responsabilidades por ações ou omissões que resultem em revitimização. 
 

Gustavo Gómez projeta gol contra Estados Unidos e brinca sobre presença de Trump: “Ele vai ficar triste”
Foto: Reprodução/Instagram (@gustavogomez462)

Capitão da seleção paraguaia e do Palmeiras, Gustavo Gómez demonstrou confiança para a estreia do Paraguai na Copa do Mundo. Em entrevista, o zagueiro afirmou que imagina marcar um gol diante dos Estados Unidos, adversário da equipe no primeiro compromisso do Mundial.

 

A partida está marcada para o dia 12 de junho, em Los Angeles, às 22h (horário de Brasília). Ao comentar suas expectativas para o confronto, o defensor descreveu uma cena que espera vivenciar durante o jogo e fez uma brincadeira envolvendo o presidente norte-americano, Donald Trump.

 

"Vai vir o escanteio, eu vou pular, vou cabecear, fazer o gol e comemorar. Visualizo isso. Não sei se o Donald Trump vai estar no jogo, mas acho que vai estar meio triste se nós ganharmos. É nessas coisas que começamos a pensar", disse Gustavo Gómez em entrevista à PodpahTV.

 

O Paraguai disputará sua nona edição de Copa do Mundo. A seleção esteve presente nos torneios de 1930, 1950, 1958, 1986, 1998, 2002, 2006, 2010 e volta a participar em 2026. O melhor desempenho da equipe ocorreu em 2010, quando alcançou as quartas de final.

 

Além dos Estados Unidos, os paraguaios terão pela frente Turquia e Austrália no Grupo D. Após a estreia, a equipe enfrentará os turcos no dia 20 de junho, à 1h (horário de Brasília), em Santa Clara. O encerramento da participação na fase de grupos será contra a Austrália, em 25 de junho, às 23h (horário de Brasília), também em Santa Clara.

Lula diz que não vai “adotar mais a política do vira-lata” em negociação com os EUA e indica busca por novos parceiros comerciais
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que não vai mais adotar a “política do vira-lata” em meio à negociação com os Estados Unidos. Em reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos das novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros. 

 

“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse Lula aos ministros de Estado.

 

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou. As informações são da Agência Brasil. 

 

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

 

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar "injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

 

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

 

NEGOCIAÇÃO
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

 

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

 

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

 

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.

 

“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Governo acusa “falsos patriotas” e rebate investigação comercial dos EUA contra o Brasil
Ricardo Stuckert / PR

O governo federal elevou o tom contra os Estados Unidos após a divulgação da conclusão preliminar da investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que recomendou a aplicação de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros. Em nota divulgada nesta terça-feira (2), o Palácio do Planalto classificou a iniciativa como injustificada e acusou aliados da família Bolsonaro de atuarem contra os interesses brasileiros.

 

Segundo o governo, a investigação teve início em julho de 2025 e estaria relacionada a tentativas de interferência em assuntos internos do Brasil. O texto cita diretamente a atuação do pré-candidato a presidencia da República, Flávio Bolsonaro (PL) em viagens a Washington e afirma que as medidas contam com o apoio de pessoas que utilizam cargos públicos para favorecer interesses políticos e familiares.

 

"Essa investigação está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais", afirma.

 

 

A nota também critica a inclusão do Pix entre os temas analisados pelas autoridades norte-americanas. O governo argumenta que o sistema de pagamentos instantâneos é uma infraestrutura pública administrada pelo Banco Central e que opera sob regras aplicadas de forma igualitária a empresas nacionais e estrangeiras.

 

Ao rebater as alegações de práticas comerciais desleais, o Planalto destacou que os Estados Unidos acumulam superávit comercial nas relações com o Brasil há mais de uma década. De acordo com os dados apresentados, o saldo positivo norte-americano em bens e serviços chegou a US$ 424,5 bilhões entre 2011 e 2025.

 

O governo também ressaltou que a maior parte dos produtos importados dos EUA entra no mercado brasileiro sem cobrança de imposto de importação. Segundo a nota, 76% das importações norte-americanas tiveram tarifa zero em 2025, enquanto a alíquota média efetiva cobrada foi de 3,1%.

 

Entre os pontos contestados pelo Brasil estão ainda temas relacionados ao comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol e preservação ambiental. O governo sustenta que as políticas brasileiras seguem padrões internacionais e não discriminam empresas ou produtos dos Estados Unidos.

 

Apesar das críticas, o Planalto informou que continuam as negociações iniciadas após encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado em maio, em Washington. O objetivo é encerrar a investigação antes da conclusão prevista para 15 de julho e evitar a adoção de tarifas ou outras restrições comerciais.

Trump elogia Flávio Bolsonaro após nova proposta de tarifaço
Divulgação / Truth Social

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a comentar publicamente o encontro que teve com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizado na Casa Branca na semana passada. Em publicação feita nesta terça-feira (2) na rede social Truth Social, Trump elogiou o parlamentar brasileiro e destacou a reunião ocorrida no Salão Oval.

 

"Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!", escreveu o presidente norte-americano.

 

A postagem foi divulgada no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos apresentou uma proposta de sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de supostas práticas consideradas restritivas ao comércio americano. 

 

Após a repercussão, Flávio afirmou que pediu diretamente ao vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, que evitassem medidas que prejudicassem empresas brasileiras.

 

CONFIRA:

Embaixada iraniana publica vídeo com IA em que Cristo Redentor ataca Trump e viraliza nas redes: 'Seu acerto de contas chegou'
Foto: Reprodução / Redes sociais

A Embaixada do Irã na Tunísia publicou um vídeo gerado por inteligência artificial, no qual uma figura do Cristo Redentor e atacada e luta contra a Estátua da Liberdade, um dos principais símbolos dos Estados Unidos. A publicação foi feita na rede X, nesta segunda-feira (1°), e viralizou. 

 

 

O texto diz que é a 'vitória da fé sobre o imperialismo'. O episódio não é um caso isolado, uma outra publicação, feita pela Embaixada do Irã no Tajiquistão mostra Jesus Cristo atacando o presidente americano Donald Trump. Nas imagens, a sequência é direta: a figura desce do céu, aproxima-se de Trump e o derruba com um soco no rosto.

 

No áudio, uma frase reforça o tom da peça: "your reckoning has come", que significa algo como "a sua hora chegou” ou "o seu acerto de contas chegou". O vídeo incorpora uma postagem anterior do próprio Trump na Truth Social, usada como base para a montagem.

 

Segundo o site americano The Hill, representações diplomáticas iranianas têm recorrido com frequência a conteúdos produzidos com inteligência artificial para satirizar adversários, como Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. 

 

Essas produções, algumas associadas a empresas ligadas ao governo iraniano, apostam em caricaturas e exageros visuais para disputar atenção e narrativa. O objetivo, segundo o próprio material, é influenciar a opinião pública internacional.

Trump pode receber moção de aplausos na AL-BA após EUA classificarem PCC e CV como terroristas
Daniel Torok / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá receber uma moção de aplausos na Assembleia Legislativa da Bahia após a decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A proposta foi protocolada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL), que acompanhou o senador Flávio Bolsonaro (PL) em viagem aos Estados Unidos para discutir o tema com o governo americano.

 

No documento enviado à Casa, o parlamentar afirma que as facções representam ameaça à segurança pública e destaca crimes ligados ao tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e homicídios. O texto também menciona os impactos da atuação criminosa em cidades baianas, incluindo episódios de violência armada e domínio territorial.

 

 

“A iniciativa do Governo norte-americano reforça a necessidade de ampliação da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado transnacional”, diz a moção.

 


Divulgação

 

Além da moção de aplausos, o deputado também apresentou um projeto para criar a Política Estadual de Combate ao Narcoterrorismo na Bahia, com ações voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas e fortalecimento da presença do Estado em áreas afetadas pela violência.

EUA oficializam PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas internacionais
Agencia Brasil e Google Street View

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (28) a classificação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio e passa a valer oficialmente a partir de 5 de junho de 2026.

 

Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que as duas facções estão entre as organizações criminosas “mais violentas do Brasil” e possuem atuação além das fronteiras brasileiras. Segundo o governo americano, os grupos comandam milhares de integrantes e são responsáveis por ataques contra policiais, agentes públicos e civis.

 

Rubio declarou que a gestão do presidente Donald Trump continuará utilizando “todas as ferramentas disponíveis” para bloquear financiamento e recursos destinados ao que chamou de “narcoterroristas”. O anúncio ocorre após viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Durante a agenda, o parlamentar se reuniu com Trump, Rubio e o vice-presidente JD Vance.

 

CONFIRA:

 

Com a classificação, pessoas ligadas aos grupos podem ter bens bloqueados nos EUA, sofrer sanções econômicas e ficar impedidas de entrar no país. Instituições financeiras americanas também passam a ser obrigadas a reportar movimentações suspeitas relacionadas às organizações. 

 

A legislação brasileira prevê enquadramento por terrorismo apenas em casos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito com objetivo de provocar terror social generalizado. Já a legislação americana permite a classificação de grupos estrangeiros considerados ameaça à segurança nacional dos EUA.

 

Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump que PCC e CV sejam tratados como organizações terroristas
Andressa Anholete / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas. A declaração foi dada após reunião entre os dois no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo Flávio, o tema foi tratado diretamente durante o encontro com o presidente norte-americano.

 

“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou o parlamentar durante entrevista coletiva.

 

O senador também criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas relações com os Estados Unidos e disse que atua em direção oposta ao governo federal no debate sobre segurança pública e combate às facções criminosas.

 

Apesar do pedido, Flávio Bolsonaro afirmou que Trump não deu uma resposta definitiva sobre a possibilidade de enquadrar as facções brasileiras como grupos terroristas. “Ele ficou de avaliar”, declarou.

UFC divulga estrutura que será montada na Casa Branca para evento com Poatan e Topuria; veja imagens
Foto: Divulgação / UFC

O UFC divulgou novas imagens da estrutura que será montada no gramado sul da Casa Branca para o UFC Freedom 250. O evento está marcado para o dia 14 de junho e fará parte das celebrações pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos. Veja abaixo: 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por UFC (@ufc)

 

Entre os detalhes exibidos pela organização está “a garra”, estrutura que ficará posicionada sobre o octógono. O equipamento foi construído na Europa e transportado aos Estados Unidos exclusivamente para o evento. A peça será utilizada como cobertura e também como suporte de iluminação para a área de luta.

 

A expectativa é de que cerca de 4 mil pessoas acompanhem o UFC Freedom 250 presencialmente na Casa Branca. O público será formado por integrantes das forças armadas, convidados do UFC e convidados do presidente Donald Trump.

 

A presença de fãs no local do evento não será permitida. Ainda assim, segundo Dana White, presidente do UFC, aproximadamente 85 mil ingressos gratuitos serão distribuídos para que o público acompanhe a transmissão ao vivo em uma área montada no parque Elipse, próximo ao complexo da Casa Branca, em Washington, D.C.

 

O espaço destinado aos torcedores contará com telões, atrações musicais e atividades voltadas aos fãs durante a programação do evento.

 

Até o momento, sete lutas estão confirmadas no card. Entre os principais nomes estão Alex Poatan, que enfrentará Ciryl Gane pelo cinturão interino dos pesos pesados, e Ilia Topuria, que encara Justin Gaethje em combate de unificação do cinturão dos leves.

 

Lutas confirmadas no UFC Freedom 250:

  • Peso-leve: Ilia Topuria x Justin Gaethje — unificação do cinturão
  • Peso-pesado: Alex Poatan x Ciryl Gane — cinturão interino
  • Peso-galo: Sean O'Malley x Aiemann Zahabi
  • Peso-leve: Mauricio Ruffy x Michael Chandler
  • Peso-médio: Bo Nickal x Kyle Daukaus
  • Peso-pena: Diego Lopes x Steve Garcia
  • Peso-pesado: Josh Hokit x Derrick Lewis
Morte de homem acusado de iniciar tiroteio na Casa Branca é confirmada e Trump agradece ao serviço secreto 
Foto: The Official White House

O homem acusado de iniciar um tiroteio perto da Casa Branca neste sábado (23) foi dado como morto, segundo informações atualizadas pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos. Ele foi um dos dois baleados no confronto perto do cruzamento da Avenida Pensilvânia com a Rua 17. 

 

Segundo a jornalista Carolina Cimenti, da TV Globo, o suspeito que morreu foi o homem que se aproximou de um dos portões da Casa Branca e disparou ao menos três vezes, iniciando o tiroteio. O momento foi registrado por jornalistas. Não há informações sobre o estado de saúde da segunda pessoa baleada, que estava passando pelo local no momento do confronto. 

 

Toda a região do entorno da Casa Branca foi colocada sob bloqueio de agentes armados. As circunstâncias que envolveram o incidente não estão claras, mas, para agências de notícias, oficiais disseram se tratar de uma pessoa com "distúrbios emocionais".

 

As identidades dos envolvidos não foram divulgadas. Ainda na noite deste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump se pronunciou sobre o ocorrido na rede Truth Social:

 

“Obrigado ao nosso grande Serviço Secreto e às forças de segurança pela ação rápida e profissional tomada nesta noite contra um homem armado perto da Casa Branca, que tinha um histórico violento e uma possível obsessão com a estrutura mais querida do nosso país. O atirador está morto após uma troca de tiros com agentes do Serviço Secreto perto dos portões da Casa Branca. Este evento acontece um mês após o tiroteio no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca e mostra como é importante, para todos os futuros presidentes, obter o que será o espaço mais seguro e protegido de seu tipo já construído em Washington, D.C. A Segurança Nacional do nosso país exige isso!”
 

Putin viajará à China após visita de Trump e discutirá parceria estratégica com Xi Jinping
Divulgação/Xinhua

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fará uma visita oficial à China nos dias 19 e 20 de maio, poucos dias após a passagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo país asiático. Segundo o Kremlin, Putin terá reuniões com o presidente chinês, Xi Jinping, para discutir o fortalecimento da cooperação estratégica entre os dois países, além de temas internacionais e regionais. 

 

O líder russo ainda deve se reunir com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, para tratar de acordos econômicos e comerciais bilaterais.A viagem acontece em meio à estagnação das negociações por um acordo de paz na guerra entre Rússia e Ucrânia.

 

Antes da chegada de Putin, Trump esteve na China e afirmou ter fechado acordos comerciais “fantásticos”, incluindo um compromisso inicial para compra de 200 aeronaves da Boeing.
 

Donald Trump publica mapa da venezuela como 51° “estado americano”
Foto: The White House/Twitter

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (12) uma imagem que mostra a Venezuela como o 51º estado norte-americano. A postagem foi feita na rede social Truth Social e o X, antigo Twitter.

 

 

A publicação ocorre um dia depois de Trump sugerir que o país latino-americano poderia se tornar parte dos EUA. O correspondente da Fox News, John Roberts, informou que o presidente estaria “considerando seriamente” a possibilidade. “A Venezuela ama Trump”, teria dito Trump.

 

No dia 3 de janeiro, os EUA bombardearam Caracas e outras regiões durante uma operação de captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. No episódio, cerca de 100 pessoas morreram. Após o ocorrido, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interinamente.

 

Desde então, integrantes da Casa Branca têm viajado com frequência entre Washington e Caracas para negociar acordos com empresas americanas dos setores de energia e mineração. Ainda de acordo com a Fox News, o republicano citou as reservas de petróleo venezuelanas, avaliadas em US$ 40 trilhões, como principal motivo por trás da ideia de “anexar” o país.

Maioria da população avalia que encontro de Lula com Trump foi positivo e que ele saiu fortalecido, mostra Quaest
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula saiu mais forte após encontro com o líder norte-americano Donald Trump, que ocorreu na semana passada na Casa Branca. Para 43% dos entrevistados pela Genial/Quaest, essa foi a impressão ao final da reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, conforme revelou a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13).

 

Ainda sobre o encontro, outros 26% dos entrevistados disseram que Lula saiu mais fraco após a conversa com Donald Trump. Para 13%, o presidente brasileiro ficou igual, e 18% não souberam ou não quiseram responder.

 

Veja abaixo outros questionamentos da Genial/Quaest a respeito do encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.

 

  • A reunião com Trump foi mais positiva ou mais negativa para Lula?

 

Mais positiva - 37%
Nem positiva, nem negativa - 6%
Mais negativa - 20%
Não sabe/não respondeu - 37%

 

  • Lula teve postura mais dura ou mais amigável na reunião com Trump?

 

Dura - 13%
Amigável - 56%
Nem dura, nem amigável - 3%
Não sabe/Não respondeu - 28%

 

  • Reunião de Lula com Trump na Casa Branca é bom ou ruim para o Brasil?

 

Bom para o Brasil - 60%
Nem bom, nem ruim - 10%
Ruim para o Brasil - 18%
Não sabe/não respondeu - 12%

 

  • Para você, qual a relação que o presidente do Brasil deve ter com os Estados Unidos?

 

Aliado - 56%
Independente - 29%
Opositor - 6%
Não sabe/Não respondeu - 9%

 

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

 

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Vem aí a estreia das campanhas políticas de 2026, mas, antes de conhecer o elenco, é preciso entender o enredo. Aqui na Bahia, os ventos bons parecem mudar de lado. É o que prova a relação de Card e Pernambucano estar mais tranquila que a de Galego e Correria. Mas ninguém vive mais leve atualmente do que Ottinho - ou mais pesado, a depender do ponto de vista. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar da Costa Neto

Valdemar da Costa Neto
Foto: Beto Barata/ PL

"Isso é uma loucura, eu acho que o Trump tá, ele perdeu um pouco o rumo nisso aí, e espero que ele estabeleça uma linha melhor, porque o Brasil sempre foi um grande parceiro dos Estados Unidos". 

 

Disse o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao criticar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incluir o Brasil no pacote de tarifas norte-americanas. O dirigente classificou a medida como uma "loucura" e defendeu a negociação diplomática entre os dois governos como caminho para reverter as tarifas.

Podcast

Projeto Prisma entrevista o deputado federal Elmar Nascimento nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o deputado federal Elmar Nascimento nesta segunda
O deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (20). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

Mais Lidas