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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

donald trump

Trump pode receber moção de aplausos na AL-BA após EUA classificarem PCC e CV como terroristas
Daniel Torok / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá receber uma moção de aplausos na Assembleia Legislativa da Bahia após a decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A proposta foi protocolada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL), que acompanhou o senador Flávio Bolsonaro (PL) em viagem aos Estados Unidos para discutir o tema com o governo americano.

 

No documento enviado à Casa, o parlamentar afirma que as facções representam ameaça à segurança pública e destaca crimes ligados ao tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e homicídios. O texto também menciona os impactos da atuação criminosa em cidades baianas, incluindo episódios de violência armada e domínio territorial.

 

 

“A iniciativa do Governo norte-americano reforça a necessidade de ampliação da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado transnacional”, diz a moção.

 


Divulgação

 

Além da moção de aplausos, o deputado também apresentou um projeto para criar a Política Estadual de Combate ao Narcoterrorismo na Bahia, com ações voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas e fortalecimento da presença do Estado em áreas afetadas pela violência.

EUA oficializam PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas internacionais
Agencia Brasil e Google Street View

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (28) a classificação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio e passa a valer oficialmente a partir de 5 de junho de 2026.

 

Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que as duas facções estão entre as organizações criminosas “mais violentas do Brasil” e possuem atuação além das fronteiras brasileiras. Segundo o governo americano, os grupos comandam milhares de integrantes e são responsáveis por ataques contra policiais, agentes públicos e civis.

 

Rubio declarou que a gestão do presidente Donald Trump continuará utilizando “todas as ferramentas disponíveis” para bloquear financiamento e recursos destinados ao que chamou de “narcoterroristas”. O anúncio ocorre após viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Durante a agenda, o parlamentar se reuniu com Trump, Rubio e o vice-presidente JD Vance.

 

CONFIRA:

 

Com a classificação, pessoas ligadas aos grupos podem ter bens bloqueados nos EUA, sofrer sanções econômicas e ficar impedidas de entrar no país. Instituições financeiras americanas também passam a ser obrigadas a reportar movimentações suspeitas relacionadas às organizações. 

 

A legislação brasileira prevê enquadramento por terrorismo apenas em casos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito com objetivo de provocar terror social generalizado. Já a legislação americana permite a classificação de grupos estrangeiros considerados ameaça à segurança nacional dos EUA.

 

Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump que PCC e CV sejam tratados como organizações terroristas
Andressa Anholete / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas. A declaração foi dada após reunião entre os dois no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo Flávio, o tema foi tratado diretamente durante o encontro com o presidente norte-americano.

 

“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou o parlamentar durante entrevista coletiva.

 

O senador também criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas relações com os Estados Unidos e disse que atua em direção oposta ao governo federal no debate sobre segurança pública e combate às facções criminosas.

 

Apesar do pedido, Flávio Bolsonaro afirmou que Trump não deu uma resposta definitiva sobre a possibilidade de enquadrar as facções brasileiras como grupos terroristas. “Ele ficou de avaliar”, declarou.

UFC divulga estrutura que será montada na Casa Branca para evento com Poatan e Topuria; veja imagens
Foto: Divulgação / UFC

O UFC divulgou novas imagens da estrutura que será montada no gramado sul da Casa Branca para o UFC Freedom 250. O evento está marcado para o dia 14 de junho e fará parte das celebrações pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos. Veja abaixo: 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por UFC (@ufc)

 

Entre os detalhes exibidos pela organização está “a garra”, estrutura que ficará posicionada sobre o octógono. O equipamento foi construído na Europa e transportado aos Estados Unidos exclusivamente para o evento. A peça será utilizada como cobertura e também como suporte de iluminação para a área de luta.

 

A expectativa é de que cerca de 4 mil pessoas acompanhem o UFC Freedom 250 presencialmente na Casa Branca. O público será formado por integrantes das forças armadas, convidados do UFC e convidados do presidente Donald Trump.

 

A presença de fãs no local do evento não será permitida. Ainda assim, segundo Dana White, presidente do UFC, aproximadamente 85 mil ingressos gratuitos serão distribuídos para que o público acompanhe a transmissão ao vivo em uma área montada no parque Elipse, próximo ao complexo da Casa Branca, em Washington, D.C.

 

O espaço destinado aos torcedores contará com telões, atrações musicais e atividades voltadas aos fãs durante a programação do evento.

 

Até o momento, sete lutas estão confirmadas no card. Entre os principais nomes estão Alex Poatan, que enfrentará Ciryl Gane pelo cinturão interino dos pesos pesados, e Ilia Topuria, que encara Justin Gaethje em combate de unificação do cinturão dos leves.

 

Lutas confirmadas no UFC Freedom 250:

  • Peso-leve: Ilia Topuria x Justin Gaethje — unificação do cinturão
  • Peso-pesado: Alex Poatan x Ciryl Gane — cinturão interino
  • Peso-galo: Sean O'Malley x Aiemann Zahabi
  • Peso-leve: Mauricio Ruffy x Michael Chandler
  • Peso-médio: Bo Nickal x Kyle Daukaus
  • Peso-pena: Diego Lopes x Steve Garcia
  • Peso-pesado: Josh Hokit x Derrick Lewis
Morte de homem acusado de iniciar tiroteio na Casa Branca é confirmada e Trump agradece ao serviço secreto 
Foto: The Official White House

O homem acusado de iniciar um tiroteio perto da Casa Branca neste sábado (23) foi dado como morto, segundo informações atualizadas pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos. Ele foi um dos dois baleados no confronto perto do cruzamento da Avenida Pensilvânia com a Rua 17. 

 

Segundo a jornalista Carolina Cimenti, da TV Globo, o suspeito que morreu foi o homem que se aproximou de um dos portões da Casa Branca e disparou ao menos três vezes, iniciando o tiroteio. O momento foi registrado por jornalistas. Não há informações sobre o estado de saúde da segunda pessoa baleada, que estava passando pelo local no momento do confronto. 

 

Toda a região do entorno da Casa Branca foi colocada sob bloqueio de agentes armados. As circunstâncias que envolveram o incidente não estão claras, mas, para agências de notícias, oficiais disseram se tratar de uma pessoa com "distúrbios emocionais".

 

As identidades dos envolvidos não foram divulgadas. Ainda na noite deste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump se pronunciou sobre o ocorrido na rede Truth Social:

 

“Obrigado ao nosso grande Serviço Secreto e às forças de segurança pela ação rápida e profissional tomada nesta noite contra um homem armado perto da Casa Branca, que tinha um histórico violento e uma possível obsessão com a estrutura mais querida do nosso país. O atirador está morto após uma troca de tiros com agentes do Serviço Secreto perto dos portões da Casa Branca. Este evento acontece um mês após o tiroteio no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca e mostra como é importante, para todos os futuros presidentes, obter o que será o espaço mais seguro e protegido de seu tipo já construído em Washington, D.C. A Segurança Nacional do nosso país exige isso!”
 

Putin viajará à China após visita de Trump e discutirá parceria estratégica com Xi Jinping
Divulgação/Xinhua

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fará uma visita oficial à China nos dias 19 e 20 de maio, poucos dias após a passagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo país asiático. Segundo o Kremlin, Putin terá reuniões com o presidente chinês, Xi Jinping, para discutir o fortalecimento da cooperação estratégica entre os dois países, além de temas internacionais e regionais. 

 

O líder russo ainda deve se reunir com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, para tratar de acordos econômicos e comerciais bilaterais.A viagem acontece em meio à estagnação das negociações por um acordo de paz na guerra entre Rússia e Ucrânia.

 

Antes da chegada de Putin, Trump esteve na China e afirmou ter fechado acordos comerciais “fantásticos”, incluindo um compromisso inicial para compra de 200 aeronaves da Boeing.
 

Donald Trump publica mapa da venezuela como 51° “estado americano”
Foto: The White House/Twitter

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (12) uma imagem que mostra a Venezuela como o 51º estado norte-americano. A postagem foi feita na rede social Truth Social e o X, antigo Twitter.

 

 

A publicação ocorre um dia depois de Trump sugerir que o país latino-americano poderia se tornar parte dos EUA. O correspondente da Fox News, John Roberts, informou que o presidente estaria “considerando seriamente” a possibilidade. “A Venezuela ama Trump”, teria dito Trump.

 

No dia 3 de janeiro, os EUA bombardearam Caracas e outras regiões durante uma operação de captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. No episódio, cerca de 100 pessoas morreram. Após o ocorrido, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interinamente.

 

Desde então, integrantes da Casa Branca têm viajado com frequência entre Washington e Caracas para negociar acordos com empresas americanas dos setores de energia e mineração. Ainda de acordo com a Fox News, o republicano citou as reservas de petróleo venezuelanas, avaliadas em US$ 40 trilhões, como principal motivo por trás da ideia de “anexar” o país.

Maioria da população avalia que encontro de Lula com Trump foi positivo e que ele saiu fortalecido, mostra Quaest
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula saiu mais forte após encontro com o líder norte-americano Donald Trump, que ocorreu na semana passada na Casa Branca. Para 43% dos entrevistados pela Genial/Quaest, essa foi a impressão ao final da reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, conforme revelou a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13).

 

Ainda sobre o encontro, outros 26% dos entrevistados disseram que Lula saiu mais fraco após a conversa com Donald Trump. Para 13%, o presidente brasileiro ficou igual, e 18% não souberam ou não quiseram responder.

 

Veja abaixo outros questionamentos da Genial/Quaest a respeito do encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.

 

  • A reunião com Trump foi mais positiva ou mais negativa para Lula?

 

Mais positiva - 37%
Nem positiva, nem negativa - 6%
Mais negativa - 20%
Não sabe/não respondeu - 37%

 

  • Lula teve postura mais dura ou mais amigável na reunião com Trump?

 

Dura - 13%
Amigável - 56%
Nem dura, nem amigável - 3%
Não sabe/Não respondeu - 28%

 

  • Reunião de Lula com Trump na Casa Branca é bom ou ruim para o Brasil?

 

Bom para o Brasil - 60%
Nem bom, nem ruim - 10%
Ruim para o Brasil - 18%
Não sabe/não respondeu - 12%

 

  • Para você, qual a relação que o presidente do Brasil deve ter com os Estados Unidos?

 

Aliado - 56%
Independente - 29%
Opositor - 6%
Não sabe/Não respondeu - 9%

 

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

 

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
 

Trump diz que EUA estão prontos para dialogar com Cuba e chama país de “falido”
Foto: Daniel Torok/White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (12) que o governo norte-americano está preparado para iniciar um diálogo com Cuba. Em publicação na rede social Truth Social, o republicano descreveu a ilha como “um país falido” que estaria “pedindo ajuda” em meio à crise econômica enfrentada pelo país.

 

Trump afirmou que nenhum integrante de seu partido o procurou para tratar do tema, mas sinalizou abertura para negociações. “Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!”, escreveu o presidente.

 

A sinalização ocorre em um momento de endurecimento da política externa de Washington contra Havana. O governo Trump intensificou recentemente sanções econômicas contra indivíduos e associações ligadas aos setores de energia, mineração, segurança e defesa cubanos. As medidas também atingem a Gaesa, empresa controlada pelos militares da ilha.

 

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, defendeu as sanções afirmando que elas não têm como alvo a população cubana, mas sim uma empresa que, segundo ele, estaria “roubando” recursos do povo para beneficiar poucos.

 

Já o governo cubano, liderado pelo presidente Miguel Díaz-Canel, declarou que responderá a qualquer tentativa de agressão e criticou o que classificou como ameaças “perigosas” de ação militar por parte dos Estados Unidos.

 

Governo dos EUA divulga arquivos sobre OVNIs e Donald Trump celebra: "Divirtam-se e aproveitem"
Foto: Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA

O governo dos Estados Unidos publicou na última sexta-feira (8) documentos inéditos sobre "vida extraterrestre" e objetos voadores não identificados (OVNIs). 

 

A liberação cumpre uma promessa feita pelo presidente Donald Trump em fevereiro deste ano, em um momento em que ele buscava recuperar popularidade em meio a tensões militares no exterior.

 

Nas redes sociais, Trump celebrou a abertura dos arquivos, que agora podem ser consultados pelo público através da internet.

 

"Quanto à minha promessa, o Departamento de Guerra liberou o primeiro lote de arquivos sobre OVNIs/UAPs para que o público os revise e estude. Em um esforço por total e máxima transparência, tive a honra de orientar minha administração a identificar e fornecer arquivos governamentais relacionados à vida alienígena e extraterrestre (...). Enquanto administrações anteriores falharam em ser transparentes sobre este assunto, com esses novos documentos e vídeos, as pessoas podem decidir por si mesmas: 'O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO?' Divirtam-se e aproveitem!."

 

O material inclui mais de 160 arquivos vindos de diferentes agências, como o FBI, a NASA e o próprio Pentágono, com destaque para um registro da missão Apollo 17, de 1972, onde astronautas fotografaram três pontos de luz descritos como "partículas ou fragmentos de forma triangular e muito brilhantes".

 

O Departamento de Guerra esclareceu que os documentos tratam de casos não resolvidos.

 

"Os materiais arquivados se referem a casos não resolvidos, o que significa que o governo não é capaz de determinar de forma definitiva a natureza dos fenômenos observados."

 

Ao se pronunciar sobre o caso, o governo utilizou o termo UAP (Fenômenos Anômalos Não Identificados) para falar sobre as imagens. É necessário reforçar que a classificação de um objeto como UAP ou OVNI não confirma a existência de alienígenas; significa apenas que a ciência e os sensores militares ainda não conseguiram explicar o que foi visto.

 

O governo prometeu novas divulgações para as próximas semanas e afirmou ainda que "é hora do povo americano ver por si mesmo" a verdade.

Trump se impressiona com Poatan na Casa Branca e elogia força do brasileiro: ‘Mão poderosa’
Foto: Divulgação / Casa Branca

Alex Poatan teve um encontro com Donald Trump na última quarta-feira (6), na Casa Branca, durante uma ação promocional do UFC Freedom 250. O evento, marcado para o dia 14 de junho, será realizado na residência presidencial dos Estados Unidos e terá o brasileiro em uma das lutas de maior destaque do card.

 

Ao comentar a presença de Poatan, Trump chamou atenção para a potência do brasileiro e citou o aperto de mão que recebeu do ex-campeão do UFC.

 

"Um dos melhores socos da história do negócio. Eu acabei de cumprimentá-lo e ele tem uma mão enorme, uma mão poderosa", afirmou o presidente.

 

Poatan esteve no encontro ao lado de Ciryl Gane, seu próximo adversário. Os dois se enfrentam pelo cinturão interino dos pesos pesados. A luta pode colocar o brasileiro em uma posição inédita na história do UFC.

 

Caso vença, Alex Poatan poderá se tornar o primeiro atleta da organização a conquistar cinturões em três categorias diferentes. O paulista já foi campeão dos pesos médios e dos meio-pesados no Ultimate Fighting Championship. O UFC confirma o evento para 14 de junho na Casa Branca, em Washington.

 

O card também terá outra disputa de cinturão. Ilia Topuria, campeão linear invicto dos leves, enfrentará Justin Gaethje, campeão interino, em combate de unificação da categoria. Os quatro atletas participaram de atividades promocionais antes do evento, incluindo encaradas nos arredores da Casa Branca.

 

O UFC Freedom 250 é tratado como um evento histórico pela organização por ser realizado na Casa Branca e integrar as celebrações pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos.

Lula e sua comitiva já estão na Casa Branca em reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump
Foto: Reprodução TV Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na manhã desta quinta-feira (7) à Casa Branca, em Washington, para uma reunião com o líder norte-americano, Donald Trump. Na chegada à sede do governo dos EUA, Lula foi recebido na porta por Trump, e trocaram um rápido cumprimento antes de entrarem na Casa Branca.

 

Lula participa de uma reunião de trabalho, em atendimento ao convite feito pelo presidente dos Estados Unidos. A reunião foi negociada durante os últimos meses entre a área diplomática dos dois países. 

 

Esta é a segunda vez que os dois presidentes se encontram para tratar de temas de interesse entre os dois países. A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os EUA e de sanções a autoridades brasileiras.

 

Desde então, Lula e Trump têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países. O telefonema mais recente foi na última sexta (1º), quando o líder petista recebeu uma ligação do presidente dos EUA e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.

 

Durante o telefonema, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar o encontro presencial. No encontro desta quinta, o presidente Lula está acompanhado de uma comitiva pequena, de apenas cinco pessoas.
 

Trump critica papa e diz que fala sobre Irã deixa "católicos em risco"
Daniel Torok/White House e Reprodução/Instagram @pontifex

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira (5) o Papa Leão XIV ao comentar sobre o conflito envolvendo o Irã. O líder do execultivo afirmou que as declarações do pontífice podem representar risco aos religiosos.

 

“Não acho isso correto. Ele pode estar colocando em risco muitos católicos e outras pessoas. [...] Mas suponho que, se depender do papa, ele acha perfeitamente normal o Irã ter uma arma nuclear”, disse em entrevista ao apresentador Hugh Hewitt.

 

Apesar das críticas, o papa não defendeu publicamente o acesso do Irã a armamentos nucleares. O pontífice tem reiterado publicamente sua oposição a conflitos armados e à escalada de tensões no Oriente Médio.

Fifa chama Irã para reunião na Suíça em meio a impasse sobre jogos da Copa do Mundo
Foto: Divulgação / Fifa

A Fifa convidou a Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) para uma reunião em sua sede, em Zurique, na Suíça, antes do dia 20 de maio. O encontro tem como objetivo tratar da preparação da seleção iraniana para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho na América do Norte. A informação foi divulgada nesta terça-feira (5) pela AFP, com base em fontes próximas ao processo.

 

A participação do Irã no Mundial ainda gera atenção nos bastidores em meio à guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, após bombardeios de Israel e dos Estados Unidos em território iraniano. Mesmo diante do cenário político e diplomático, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem afirmado publicamente que a seleção iraniana disputará normalmente suas partidas da fase de grupos em solo norte-americano.

 

"Quero confirmar, sem ambiguidades, que o Irã vai participar da Copa do Mundo de 2026. E, com certeza, o Irã jogará nos Estados Unidos", reiterou Infantino, durante a abertura do 76º Congresso da Fifa, realizado em Vancouver, no Canadá, em 30 de abril.

 

A posição do dirigente também recebeu sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração posterior.

 

"Se o Gianni falou, então estou de acordo", declarou Trump.

 

"Eu disse a ele: 'Faça o que quiser. Você pode ficar com eles' (...) Acho que eles devem poder jogar", acrescentou.

 

Em outras ocasiões, Trump havia indicado dúvidas sobre a segurança dos jogadores iranianos caso viajassem aos Estados Unidos. As declarações provocaram reação de dirigentes do futebol do Irã, que chegaram a avaliar um boicote antes de solicitar que os jogos da seleção fossem transferidos para o México. O pedido foi recusado pela Fifa.

 

Apesar da posição pública de Infantino, o Congresso da Fifa também expôs dificuldades operacionais envolvendo a presença do Irã no Mundial. A delegação iraniana cancelou sua participação no evento em Vancouver na véspera da abertura, alegando comportamento ofensivo por parte da polícia de imigração após a chegada ao aeroporto de Toronto.

 

O Canadá classifica a Guarda Revolucionária Iraniana, braço armado ideológico da República Islâmica, como grupo terrorista. O presidente da FFIRI, Mehdi Taj, é ex-integrante da organização.

 

Ao retornar ao Irã, Taj afirmou à imprensa local que pretendia ter "uma reunião" com a Fifa, na qual teria "muitas questões a tratar".

 

A entidade máxima do futebol espera uma resposta da federação iraniana até, no máximo, três semanas antes do início da Copa do Mundo.

 

O Irã está previsto para estrear no Mundial no dia 16 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A segunda partida da seleção será contra a Bélgica, no dia 21, também em Los Angeles.

 

O encerramento da participação iraniana na fase de grupos está marcado para o dia 27 de junho, contra o Egito, em Seattle. Durante a competição, a seleção ficará concentrada em Tucson, no Arizona.

Lula estará na Casa Branca na próxima quinta para encontro oficial com o presidente dos EUA, Donald Trump
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na próxima quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na Casa Branca, em Washington, onde se encontrará com o líder norte-americano, Donald Trump, um encontro que já vem sendo preparado desde o começo do ano. A possível reunião ocorre após a crise aberta entre os dois países por conta da prisão e posterior liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem, nos Estados Unidos.

 

O episódio foi mais um capítulo nas tensas relações entre os governos Trump e Lula. O caso Ramagem levou o governo americano a expulsar um policial federal brasileiro que atuava nos EUA, e em resposta, o Palácio do Planalto também descredenciou um oficial americano que atuava no Brasil.

 

A visita de Lula a Trump vem sendo tratada pelo Itamaraty como um passo crucial para normalizar as relações comerciais e diplomáticas entre os dois países. Além da economia, temas como a situação na Venezuela e parcerias em minerais críticos e terras raras devem compor a mesa de discussões.

 

Durante um compromisso nesta segunda (4) em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse que espera que o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump seja pautado pelo diálogo. 

 

“Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente”, disse Alckmin a jornalistas. 

 

Para o vice-presidente, a reunião entre os dois presidentes será muito importante, principalmente porque os Estados Unidos são o principal investidor do País.

 

“Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. Mas ele é o primeiro investidor no Brasil. Então é [uma reunião] muito importante”, afirmou.

 

A confirmação da viagem vem depois de um momento negativo para o governo Lula. O Congresso impôs duas derrotas ao presidente na semana passada, rejeitando a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubando o veto presidencial ao PL da Dosimetria.

 

A previsão inicial era que o petista seria recebido na Casa Branca em março, mas isso não se concretizou. O adiamento foi atribuído ao conflito entre EUA e Irã, que monopolizou a atenção americana, além de desafios domésticos de Trump, como impacto da alta dos combustíveis no bolso dos americanos.

 

A confirmação da visita agora acontece a poucas semanas do que interlocutores do presidente brasileiro consideravam a janela de oportunidade possível para que esse encontro acontecesse.

 

De acordo com a avaliação de alguns de seus assessores, a chance de uma reunião entre os dois presidentes ficaria cada vez menor à medida em que o período eleitoral brasileiro se aproximasse. O cálculo é de que essa espécie de janela de oportunidade só se manteria aberta até o fim do primeiro semestre porque a equipe de Lula não acredita que Trump gostaria de mostrar proximidade com o petista em meio à disputa eleitoral no país.
 

Petistas avaliam impacto de eventual apoio de Trump a Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) avaliam, nos bastidores, que uma eventual declaração de apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026 poderia ter reflexos no cenário político brasileiro.

 

De acordo com relatos atribuídos a lideranças petistas, a possibilidade é vista como um elemento que poderia ser explorado politicamente durante a campanha. A avaliação é de que um eventual posicionamento público de Trump teria potencial de influenciar o debate eleitoral.

 

Ainda segundo essas lideranças, a estratégia seria associar o apoio internacional ao discurso de soberania nacional, além de reforçar críticas ao adversário no contexto da disputa presidencial.

 

As informações são do Metrópoles.

Ramagem foi solto nesta noite pela imigração dos EUA e deve continuar por lá até análise do pedido de asilo
Foto: Reprodução / Site do Corrections Department Orange County

O ex-deputado Alexandre Ramagem foi solto nesta quarta-feira (15) após ter sido preso na última segunda (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Ramagem estava preso no sistema penitenciário de Orange County, na Flórida, onde foi detido. 

 

Segundo o governo dos Estados Unidos, Alexandre Ramagem foi preso por questões migratórias. Documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos mostra que ele estava com visto expirado.

 

O também ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) confirmou, em suas redes sociais, que Ramagem foi colocado em liberdade pelas autoridades prisionais norte-americanas. Segundo Eduardo, o ex-chefe da Abin já estaria em casa com a família.

 

De acordo com informação dada pelo influenciador Paulo Figueiredo à jornalista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Ramagem não precisou pagar fiança para ser liberado, e aguardará em liberdade pelo julgamento do seu pedido de asilo político.

 

"Ele foi solto, está em casa, em lugar seguro. Não será deportado. Sua situação foi considerada regular pois o pedido de asilo que fez aos EUA está em análise", afirmou Figueiredo à colunista da Folha.

 

Alexandre Ramagem é foragido da Justiça brasileira. Ele foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Ramagem teve o mandato cassado em 18 de dezembro, no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados também declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi condenado por participação na tentativa de golpe para reverter o resultado das eleições de 2022. Após a condenação, ele deixou o país e fugiu para os EUA, em setembro.

 

No final de janeiro, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública informou ao STF que o pedido de extradição do ex-deputado federal foi entregue ao governo dos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2025.
 

Trump diz que EUA vão bloquear navios no Estreito de Ormuz que pagam pedágio para o Irã e faz novas ameaças
Foto: Reprodução / Globo News

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12), por meio de sua rede social Truth Social, que a Marinha americana iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz.

 

A medida, segundo Trump, ocorre após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano realizadas no Paquistão. Em sua publicação, o presidente afirmou que “qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será EXPLODIDO PARA O INFERNO”. Trump justificou a decisão afirmando que, embora a maioria dos tópicos tenha avançado, a falta de consenso sobre o programa nuclear inviabilizou um pacto. “O único ponto que realmente importava, o NUCLEAR, não foi [acordado]”, escreveu.

 

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

De acordo com o anúncio, Trump autorizou a Marinha dos EUA a buscar e interceptar, inclusive em águas internacionais, qualquer navio comercial que tenha pago taxas ou pedágios ao governo do Irã para navegar na região. “Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar”, declarou o presidente.

 

Ele afirmou ainda que o bloqueio contará com a participação de outros países e que as Forças Armadas estão prontas para “terminar o pouco que resta do Irã”, alegando que a infraestrutura militar de Teerã já estaria devastada. “A Marinha deles acabou, a Força Aérea deles acabou. A defesa antiaérea e o radar deles são inúteis”, escreveu Trump, acrescentando: “A Marinha dos EUA iniciará o processo de BLOQUEIO de toda e qualquer embarcação que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz. Estamos totalmente ‘travados e carregados’.”

 

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que liderou a delegação americana no Paquistão, afirmou ao deixar o país que “o Irã escolheu não aceitar os termos americanos”. Segundo Vance, o ponto de ruptura foi a recusa de Teerã em dar garantias afirmativas de que não buscará armas nucleares a longo prazo.

 

Do lado iraniano, o líder do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou as exigências de Washington como “não razoáveis” e acusou os EUA de violarem cláusulas de cessar-fogo prévias. Ghalibaf afirmou que a postura americana impediu qualquer progresso real, mantendo o “profundo déficit de confiança” entre as duas nações.

 

 

“Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso, não brigaria com Brasil”, diz Lula sobre política externa de Trump
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, nesta sexta-feira (10), sobre a política externa dos Estados Unidos,liderada pelo presidente americano, Donald Trump. A declaração foi dada durante uma visita ao novo prédio do Campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo. Segundo Lula, Trump está "ameaçando todo mundo". 

 

"O mundo está difícil. O Trump está aí ameaçando todo mundo. Trump não sabe o que é um pernambucano. Senão ele não vai fazer ameaça nunca aqui. Se ele soubesse da minha descendência com Lampião ele tomava muito cuidado. Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso ele não brigaria com o Brasil. De qualquer forma, não queremos guerra. Queremos paz", disse Lula.

 

Nesta sexta, o presidente dos Estados Unidos voltou a elevar o tom contra o Irã dizendo que eles "só estão vivos hoje para negociar" e ameaçou reagir caso as conversas fracassem, enquanto o Irã impôs condições para avançar no diálogo. Esse diálogo deve ocorrer a partir deste sábado (11), no Paquistão, onde representantes dos dois países se reúnem em meio a um cessar-fogo frágil. 

 

Ainda na cerimônia desta sexta, Lula reforçou que o Brasil é um país de paz. "Queremos paz. Nós queremos ter acesso a cultura, passear, estudar, namorar, brincar. Só queremos coisa boa. Quem quiser guerra, vai para o outro lado do planeta porque aqui somos a terra de paz e do amor. Aqui somos a terra de quem não tem medo de ser feliz."

 

Durante um ligação em janeiro, Lula e Trump combinaram um encontro em Washington em março deste ano, mas o agravamento da guerra no Oriente Médio e as dificuldades para fechar a pauta bilateral, o encontro foi adiado e segue sem data definida. 

 

Um dos temas que seriam tratados entre Lula e Trump seria a agenda de segurança e combate ao crime organizado, tema considerado prioritário também na conjuntura eleitoral do Brasil.

Filho de Joe Biden propõe combate contra filhos de Donald Trump em formato "Steel Cage"; entenda
Fotos: X / @hakaanyzb | Jeff Vinnick / Divulgação

O cenário político dos Estados Unidos ganhou um episódio inusitado nesta semana. Hunter Biden, filho do ex-presidente Joe Biden, lançou um desafio público aos filhos mais velhos do atual presidente Donald Trump, sugerindo uma luta em jaula contra Donald Trump Jr. e Eric Trump.

 

 

A proposta foi divulgada em um vídeo publicado pelo Canal 5, do comentarista Andrew Callaghan, na última quinta-feira (9). Segundo Hunter, a ideia surgiu a partir de um convite feito pelo próprio comunicador.

 

"Eu disse a ele que participaria — 100% dentro se ele conseguisse. E se ele não conseguisse, eu ainda iria", afirmou.

 

Até o momento, Donald Jr. e Eric Trump não se pronunciaram sobre o desafio, e também não há informações sobre data ou possibilidade real de realização do combate.

 

A sugestão envolve o formato conhecido como "Steel Cage", tradicional em eventos de luta livre, em que o confronto acontece dentro de um ringue cercado por uma estrutura de aço.

 

O episódio ocorre dentro de um contexto onde vem existindo uma aproximação entre política e entretenimento esportivo nos Estados Unidos. Ainda em 2026, está previsto um evento inédito do UFC nos jardins da Casa Branca, residência oficial do presidente norte-americano.

 

Na mesma linha, Donald Trump compartilhou recentemente uma montagem feita com inteligência artificial em que aparece ao lado de Dana White, presidente do UFC, reforçando a ligação com o universo das lutas.

 

 

Irã confirma acordo de cessar-fogo com os EUA e indica reabertura do Estreito de Ormuz
Foto: Reprodução /X @CENTCOM

O Irã confirmou um acordo com os Estados Unidos e indicou que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas. A informação foi divulgada na noite desta terça-feira (7), após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o adiamento do ataque que faria ao país.

 

O G1 informou que o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o acordo foi alcançado com mediação de autoridades do Paquistão. Ele afirmou que Teerã vai suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país sejam interrompidos.

 

Araghchi disse ainda que a passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante a trégua, com algumas condições.

 

"Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas", afirmou.

 

O ministro iraniano também declarou que os Estados Unidos pediram negociações com base em uma proposta de 15 pontos e aceitaram o plano de 10 pontos do Irã como base para o diálogo. As conversas devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão.

 

A TV estatal do Irã classificou o anúncio como um "recuo humilhante de Trump" e disse que os EUA aceitaram os termos de Teerã para encerrar a guerra.

 

Trump havia dado até as 21h desta terça para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos e reabrisse o Estreito de Ormuz, rota por onde passa grande parte do petróleo mundial.

Após prometer “dizimar uma civilização”, Trump adia ataque ao Irã depois de encerramento de prazo
Foto: Molly Riley / Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou os ataques que faria ao Irã na noite desta terça-feira (7) após o prazo do ultimato dado para o país fechar um acordo com os EUA e reabrir o Estreito de Ormuz encerrar. Mais cedo, o chefe de Estado estadunidense tinha prometido que iria “dizimar uma civilização inteira”, caso as tratativas não avançassem.

 

Segundo publicação do presidente na rede social “The Truth Social”, os ataques ao Irã serão suspensos por um período de duas semanas, sendo um cessar-fogo bilateral. Trump também informou que teria recebido uma proposta do Irã para que seja alcançado um “acordo de paz”

 

“Concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um Acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação. Quase todos os pontos de discórdia anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o Acordo seja finalizado e consolidado” disse Trump na publicação.

 

O presidente estabeleceu o prazo em uma publicação na rede Truth Social no domingo (5), após divulgar uma mensagem ameaçando bombardear infraestruturas iranianas importantes caso Teerã, capital do Irã, não abra o Estreito de Ormuz.

 

A validade do primeiro prazo se expirou na segunda-feira (6), mas também foi adiada por Trump após não receber uma devolutiva do país. Em publicação, o presidente afirmou que os EUA tinham um plano segundo o qual todas as pontes e usinas de energia do Irã poderiam ser destruídas até a meia-noite desta terça.

Em pronunciamento oficial, Trump ameaça eliminar civilização iraniana
Foto: The Official White House

Em pronunciamento nesta terça-feira (7), por meio da rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”. A ameaça é direcionada ao Irã, caso o país não reabra o Estreito de Ormuz.

 

"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!", afirmou.

 

Após várias declarações atribuídas por autoridades iranianas mostrando que Teerã não deve ceder, Trump disse que não quer "que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", e condenou o atual regime, que está no comando do país há 47 anos.

 

A Fox News, o presidente norte-americano teria dito a um repórter do canal que “até 8pm vai acontecer”, em relação ao horário-limite dado a Teerã para fechar um acordo. A referência é o horário de Washington e equivale às 21h de Brasília.

 

"Ele disse que, se chegarmos a esse ponto, haverá um ataque como nunca se viu antes. E ele mantém essa posição até o momento. Agora, ele disse que se as negociações avançarem hoje e houver algo concreto, isso pode mudar. Mas, neste momento, ele não quis apostar que isso vai ocorrer. Só disse que as negociações estão avançando com os planos que temos", disse o repórter Brett Baier.

 

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas estratégicas do planeta: cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passa por ali. O Irã fechou praticamente a passagem desde que os EUA e Israel bombardearam seu território em 28 de fevereiro, o que desencadeou repercussões nos preços mundiais do petróleo e do gás.

Trump ironiza casamento de Macron e presidente francês diz que falas “não são elegantes”
Foto: The Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ironizou o relacionamento entre Emmanuel Macron, o presidente da França, e sua esposa, Brigitte Macron, durante seu tradicional discurso de 1° de abril, nesta quarta-feira (1°). No seu pronunciamento, Trump afirmou que Brigittie trata Macron "extremamente mal".

 

“Eu ligo para a França, Macron — cuja esposa o trata extremamente mal. Ainda se recuperando de um soco no queixo”, disse o presidente norte-americano. A declaração faz referência a um vídeo divulgado em 2025 que parecia mostrar Brigitte empurrando o rosto de Macron. O episódio gerou repercussão à época, e o presidente francês se pronunciou e disse tratar-se apenas de uma "brincadeira". 

 

"Eu estava discutindo, ou melhor, brincando, com minha esposa", disse Macron a repórteres em Hanói. "Não é nada". Um assessor do presidente descreveu o incidente como uma inofensiva "briga" de casal. O caso não teve outros desdobramentos oficiais. 

 

Já sobre a fala de Trump, Macron afirmou que declarações sobre seu casamento “não são nem elegantes nem têm lugar” diante do momento em que Trump promove uma guerra no Oriente Médio. “Segundo ele, a "esfera pública mundial" é dominada por "questões bem mais graves, especialmente a guerra", completou. As informações são do g1.
 

México se coloca à disposição para sediar jogos do Irã na Copa do Mundo
Foto: Reprodução/@claudia_shein

 

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o país está disposto a receber os jogos que o Irã disputaria nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. Ambos os países sediam a competição junto ao Canadá.

 

“Estão analisando com a Fifa se isso é viável, porque os jogos seriam nos Estados Unidos; se podem realizar o torneio aqui no México. Está sendo avaliado e, no momento oportuno, informaremos”, disse Sheinbaum durante sua tradicional coletiva de imprensa matinal.

 

“O México tem relações com todos os países do mundo, então vamos ver o que a Fifa estabelece e, a partir disso, informaremos”, acrescentou. Questionada diretamente se o México está aberto a receber os jogos e se a questão é apenas logística da Fifa, Sheinbaum respondeu que "sim".

 

O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou nesta segunda-feira (16) que a entidade está em negociação com a Fifa para transferir os jogos dos EUA para o México. A preocupação é a segurança dos jogadores.

 

Donald Trump afirmou na última semana que o Irã não deveria participar da Copa do Mundo por “suas próprias vidas e segurança”, em meio à guerra no Oriente Médio.

 

A Copa do Mundo 2026 começa no dia 11 de junho e será disputada entre Estados Unidos, Canadá e México. O Irã integra o Grupo G e tem partidas programadas contra Bélgica e Nova Zelândia, em Los Angeles, e contra o Egito, em Seattle. O Centro de Treinamento (CT) da seleção está previsto para Tucson, no estado do Arizona.

Irã rebate Trump após presidente recomendar ausência na Copa do Mundo: “Ninguém pode excluir a seleção”
Foto: Reprodução/@teammellifootball

 

A seleção de futebol do Irã utilizou as redes sociais, nesta quinta-feira (12), para responder às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a participação iraniana na Copa do Mundo. Mais cedo, o mandatário norte-americano havia afirmado que os iranianos seriam bem-vindos, mas que deveriam temer pela própria segurança.

 

A equipe declarou que não pode ser excluída da competição e destacou que foi uma das primeiras a garantir sua vaga.

 

“A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional, e seu órgão regulador é a Fifa, não qualquer indivíduo ou país. A seleção nacional do Irã, com sua força e uma série de vitórias decisivas conquistadas pelos bravos filhos do Irã, esteve entre as primeiras equipes a se classificar para este grande torneio. 
Certamente, ninguém pode excluir a seleção nacional do Irã da Copa do Mundo, o único país que poderia ser excluído é aquele que ostenta apenas o título de ‘anfitrião’, mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes deste evento global”, publicou o perfil oficial da seleção iraniana no Instagram.

 

A postagem foi realizada nos stories do perfil, tanto na língua oficial do país quanto em inglês. Os perfis da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e do presidente da entidade, Gianni Infantino, foram marcados.

 

Trump afirmou não achar “apropriado” que o Irã esteja no torneio. O comentário foi feito em sua rede social, a Truth. “A seleção iraniana de futebol é bem-vinda para a Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado eles estarem lá, para sua própria vida e segurança. Obrigado pela atenção nesse assunto”, escreveu.

 

A seleção iraniana integra o Grupo G do Mundial, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três confrontos da equipe na primeira fase estão agendados para serem realizados em solo norte-americano, dois em Los Angeles e um em Seattle.

Trump recomenda ausência do Irã na Copa do Mundo de 2026: "Não creio que seja apropriado, pela própria vida e segurança"
Foto: Instagram / @realdonaldtrump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Seleção Iraniana de Futebol não deveria participar da Copa do Mundo FIFA 2026, competição que será realizada na América do Norte. A declaração foi publicada em uma mensagem na rede social Truth Social.

 

"Não creio mesmo que seja apropriado que estejam lá, para a sua própria vida e segurança", disse. Apesar da declaração, Trump também afirmou que a delegação do Irã será recebida caso decida participar do torneio.

 

O tema ganhou repercussão após declaração do ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, concedida a uma emissora estatal do país na última quarta-feira. Durante a entrevista, o dirigente afirmou que o cenário político pode impedir a presença da seleção no torneio internacional.

 

"Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo", disse o ministro.

 

Segundo Donyamali, a decisão também envolve questões de segurança para atletas e integrantes da delegação iraniana.

 

A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre os dias 11 de junho e 19 de julho em estádios dos Estados Unidos, México e Canadá. No sorteio realizado em dezembro, o Irã foi colocado no Grupo G ao lado das seleções da Bélgica, Egito e Nova Zelândia.

 

Os jogos da equipe estavam programados para ocorrer em território norte-americano, com duas partidas previstas em Los Angeles e uma em Seattle.

 

ESTADOS UNIDOS X IRÃ
A crise se intensificou após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel no fim de fevereiro. O episódio desencadeou um conflito regional que já dura dias e gera impactos políticos e econômicos.

 

Apesar do cenário, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou ter discutido o tema com o presidente norte-americano, Donald Trump.

 

"Também falamos sobre a situação atual no Irã e sobre o fato de que a Seleção Iraniana se classificou para disputar a Copa do Mundo de 2026”, afirmou Infantino em publicação em sua conta oficial nas redes sociais.

 

"Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo", acrescentou.

 

A seleção iraniana havia garantido presença no torneio após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. Mesmo antes do anúncio oficial, o presidente da Football Federation of the Islamic Republic of Iran, Mehdi Taj, já havia demonstrado preocupação com a possibilidade de participação do país diante da escalada do conflito.

Ministro confirma que Irã não disputará a Copa do Mundo de 2026: "Não existem condições"
Foto: Divulgação

A Seleção Iraniana de Futebol não participará da Copa do Mundo da FIFA 2026. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo ministro do Esporte do país, Ahmad Donyamali, em declaração à uma televisão estatal iraniana.

 

Durante a entrevista, o dirigente afirmou que o cenário político atual inviabiliza a presença da delegação no torneio internacional.

 

"Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo", disse o ministro.

 

Segundo ele, a decisão também está relacionada às condições de segurança para atletas e integrantes da delegação.

 

"Nossas crianças não estão seguras e, fundamentalmente, não existem condições para participação", disse Ahmad Donyamali.

 

"Diante das ações maliciosas que realizaram contra o Irã, eles nos impuseram duas guerras em oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares de nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter esse tipo de presença", completou.

 

A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho e terá partidas nos Estados Unidos, México e Canadá. No sorteio realizado em dezembro, o Irã havia sido incluído no Grupo G ao lado das seleções da Bélgica, Egito e Nova Zelândia.

 

Os compromissos da equipe estavam programados para ocorrer em território norte-americano, com duas partidas previstas em Los Angeles e uma em Seattle.

 

Nos últimos dias, a situação da Seleção Iraniana já gerava dúvidas dentro do planejamento da competição. O país foi o único classificado para o Mundial que não enviou representantes a uma reunião de organização realizada pela FIFA em Atlanta.

 

A entidade máxima do futebol ainda não comentou oficialmente o anúncio feito pelo governo iraniano.

 

ESTADOS UNIDOS X IRÃ
A crise se intensificou após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel no fim de fevereiro. O episódio desencadeou um conflito regional que já dura dias e gera impactos políticos e econômicos.

 

Apesar do cenário, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou ter discutido o tema com o presidente norte-americano, Donald Trump.

 

"Também falamos sobre a situação atual no Irã e sobre o fato de que a Seleção Iraniana se classificou para disputar a Copa do Mundo de 2026”, afirmou Infantino em publicação em sua conta oficial nas redes sociais.

 

"Durante as conversas, o presidente Trump reiterou que a equipe do Irã é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos."

 

"Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo", acrescentou.

 

A seleção iraniana havia garantido presença no torneio após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. Mesmo antes do anúncio oficial, o presidente da Football Federation of the Islamic Republic of Iran, Mehdi Taj, já havia demonstrado preocupação com a possibilidade de participação do país diante da escalada do conflito.

Bolsonaro pede autorização para receber visita de conselheiro dos EUA na prisão
Foto: Reprodução / Departamento de Estado

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) para receber a visita de Darren Beattie, conselheiro de Donald Trump, na prisão. Segundo informações da Folha de S. Paulo, o pedido ocorre em meio a visita do representante do governo estadunidense a São Paulo e Brasília na semana que vem. 

 

Ativista de ultradireita, Beattie foi nomeado pelo governo dos EUA para o cargo de Conselheiro Sênior de Política para o Brasil. Nos Estados Unidos, o Conselheiro estabeleceu uma relação com Eduardo Bolsonaro e nesta semana, a agenda de Beattie inclui reunião com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e compromissos ligados ao processo eleitoral brasileiro.

 

Em um requerimento a Moraes, o advogado Paulo da Cunha Bueno pede que Moraes autorize a visita em dias excepcionais. "O visitante cumprirá agenda oficial no Brasil e estará em Brasília por curto período, circunstância que acaba por inviabilizar a realização da visita nas datas ordinárias atualmente previstas para visitação (quartas-feiras e sábados)", diz ele.

 

"Diante dessa limitação objetiva de agenda — comum em compromissos de natureza diplomática —, requer-se autorização excepcional para que a visita possa ocorrer no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17 de março, no período da manhã ou início da tarde, observadas todas as demais regras de segurança e controle do estabelecimento custodiante", segue.

 

O advogado pede ainda "autorização para que o visitante esteja acompanhado de intérprete, a fim de viabilizar a adequada comunicação durante a visita, considerando que o Peticionário [Bolsonaro] não possui plena fluência na língua inglesa".

 

HISTÓRICO DE BEATTIE
O novo conselheiro já possui um histórico de críticas a Moraes em suas redes sociais no ano passado, quando os EUA chegaram a aplicar a Lei Magnitsky contra o magistrado para pressionar contra a prisão do ex-presidente.

 

"O ministro Moraes é o coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro, o que, por sua vez, tem restringido a liberdade de expressão nos EUA. Graças à liderança do presidente Trump e do secretário [Marco] Rubio, estamos atentos e tomando as devidas providências", disse ele, citando o chefe da diplomacia americana.

Governo dos EUA libera arquivos do caso Epstein sobre adolescente que teria sido estuprada por Trump
Foto: The Official White House

 

O Departamento de Justiça americano divulgou, nesta quinta-feira (5), documentos descrevendo várias entrevistas com uma mulher que acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estuprá-la nos anos 1980. As páginas, que pertencem ao FBI (Departamento Federal de Investigação dos EUA), haviam sido anteriormente retidas do vasto acervo de documentos relacionados ao abusador Jeffrey Epstein

 

Segundo informações da Folha de S. Paulo, as notas datilografadas descrevem entrevistas conduzidas pelo FBI com a vítima em 2019, na ocasião em que ela disse ter sido estuprada tanto por Epstein quanto por Trump. Ela fez a denúncia pouco depois de Epstein ter sido preso naquele ano sob acusações de tráfico sexual.

 

Suas acusações contra Trump remontam à década de 1980, quando ela era adolescente. O relato da mulher está entre uma série de acusações não comprovadas contra homens conhecidos contidas nos milhões de documentos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça.

 

O departamento já havia divulgado documentos descrevendo a existência dos memorandos liberados na quinta-feira, indicando que o FBI havia conduzido quatro entrevistas relacionadas às acusações dela e havia escrito resumos de cada conversa.

 

Mas apenas uma dessas entrevistas parecia estar incluída na divulgação inicial, o que levantou dúvidas sobre por que as três restantes estavam ausentes, já que a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada em novembro de 2025 pelo Congresso norte-americano, exigia que o governo divulgasse todos os arquivos investigativos relacionados a Epstein, sem revelar informações que identificassem suas vítimas.

 

Quando os arquivos foram tornados públicos no final de janeiro, autoridades descreveram o acervo como incluindo todo o material enviado pelo público ao FBI e reconheceram que isso incluia acusações não corroboradas.

 

"Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020", disse o departamento em um comunicado.

“Quem é melhor, Pelé ou Messi?”, questionou Trump em visita do Inter Miami à Casa Branca
Foto: Reprodução/YouTube/DWS News

 

Seguindo a tradição, o argentino Lionel Messi, junto aos companheiros do Inter Miami, visitou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (5), na Casa Branca, após se consagrarem campeões da Major League Soccer (MLS).

 

Messi entrou ao lado de Trump no local do evento. Companheiro de longa data do argentino, o uruguaio Luis Suárez também marcou presença.

 

Em seu discurso, o presidente relembrou ter visto o brasileiro Pelé atuar nos Estados Unidos pelo New York Cosmos, clube que ajudou a popularizar o futebol no país nos anos 1970.

 

"Vocês vão me chamar de velho, mas eu vi o Pelé jogar, lembram?", disse Trump durante a cerimônia. "Ele jogava pelo Cosmos".

 

Na sequência, Trump chegou a questionar: "Quem é melhor, Pelé ou Messi?". Os jogadores atrás dele responderam que é Messi. Em resposta, o presidente afirmou: "Eu acho que ele é. Mas Pelé era muito bom".

 

Em outro momento, o líder estadunidense chegou a se referir a Suárez como “atacante brasileiro”. O uruguaio, que estava logo atrás do púlpito, reagiu com um sorriso e aparentou encarar a situação com bom humor. O atacante defendeu o Grêmio na temporada de 2023.

 

A visita de Messi à Casa Branca ocorre meses depois de outro grande nome do futebol mundial passar por lá. Em novembro de 2025, o português Cristiano Ronaldo acompanhou o príncipe saudita Mohammed bin Salman em uma visita a Trump. Na ocasião, o jogador presenteou o presidente com uma camisa autografada, pedindo paz.

Lionel Messi deve encontrar Donald Trump em evento na Casa Branca

O atacante Lionel Messi deverá participar nesta quinta-feira (5) de um evento na Casa Branca ao lado do elenco do Inter Miami CF. A presença do jogador argentino foi confirmada pelo governo dos Estados Unidos e marcará o primeiro encontro do atleta com o presidente Donald Trump.

 

A visita ocorre após a conquista do título da Major League Soccer (MLS) na última temporada. A equipe da Flórida levantou o troféu pela primeira vez na história da competição.

 

Messi também é esperado como uma das principais atrações da próxima Copa do Mundo FIFA de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Em 2022, o camisa 10 liderou a Seleção Argentina de Futebol na conquista do tricampeonato mundial durante a Copa do Mundo FIFA de 2022, disputada no Catar.

 

Atualmente com 38 anos, o jogador completará 39 durante o torneio. A decisão do Mundial está prevista para 19 de julho e será realizada no MetLife Stadium, em East Rutherford, no estado de Nova Jersey.

Wagner Moura compara Bolsonaro a Donald Trump em TV norte-americana e destaca: "Nosso Trump está preso"
Foto: ABC

O ator Wagner Moura comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

Em uma participação no talk show Jimmy Kimmel Live!, que foi ao ar na quarta-feira (4), Wagner Moura não poupou críticas ao cenário político brasileiro e voltou a falar sobre o impacto do governo Bolsonaro em 'O Agente Secreto'.

 

O baiano chegou a brincar sobre agradecer ao presidente, caso vencesse o Oscar de Melhor Ator, indicação inédita para o Brasil na premiação.

 

"Esse filme não teria acontecido se não fosse por causa dele. Obrigado, Sr. Presidente, por todas as muitas coisas ridículas que você faz a cada dia. Foram semanas excepcionais, e mal podemos esperar para voltar ao ar amanhã à noite para falar sobre elas", afirmou.

 

Ao fazer a comparação de Bolsonaro com Trump, o baiano destacou uma diferença fundamental que arrancou aplausos da plateia americana: "O nosso Trump está na prisão". 

 

Questionado sobre o sentimento de ver o ex-presidente punido, o ator foi direto: "É uma sensação boa".

 

Kimmel, que teve o programa suspenso após fazer um comentário sobre a morte de Charlie Kirk, apoiador de Donald Trump, chegou a agradecer de forma irônica ao presidente dos EUA  ao vencer o Critics Choice Awards.
 

"E, acima de tudo, quero agradecer ao nosso presidente, Donald Jennifer Trump, sem o qual estaríamos indo para casa de mãos vazias esta noite. Então, obrigado, Sr. Presidente, por todas as muitas coisas ridículas que você faz a cada dia. Foram semanas excepcionais, e mal podemos esperar para voltar ao ar amanhã à noite para falar sobre elas. Obrigado a todos."

 

As votações do Oscar se encerram hoje. Os membros da Academia têm até as 22h no horário de Brasília para escolher seus favoritos em cada categoria. A cerimônia de entrega dos prêmios acontece no dia 15 de março, em Los Angeles, na Califórnia.

Donald Trump afirma que considera uma “tomada de controle amigável" de Cuba
Foto: The Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (27), que está considerando uma "tomada de controle amigável" de Cuba, enquanto Washington pressiona a ilha comunista.

 

“O governo cubano está conversando conosco e eles têm problemas muito sérios, como vocês sabem. Eles não têm dinheiro, não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez vejamos uma tomada de poder amigável em Cuba”, disse o presidente a repórteres ao sair da Casa Branca para uma viagem ao Texas. “Sabe, temos pessoas morando aqui que querem voltar para Cuba”, justificou. 

 

Os comentários de Trump vêm após o governo anunciar, no início da semana, que planejava permitir o envio de combustível de empresas energéticas americanas para empresas privadas cubanas. A estratégia visa tornar Cuba mais dependente dos EUA e impulsionar o setor privado da ilha, ao mesmo tempo que enfraquece o governo comunista.

 

Trump disse que Cuba era, "para dizer o mínimo, uma nação falida" e que o secretário de Estado Marco Rubio estava trabalhando para exercer influência sobre o governo a fim de promover os interesses dos EUA.

COI abre investigação após Infantino utilizar boné pró-Donald Trump em evento nos EUA
Foto: X / @bbbrezenski

A presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, informou que a entidade vai apurar se o presidente da Fifa e membrodo COI, Gianni Infantino, comprometeu o princípio de neutralidade da Carta Olímpica. O questionamento surgiu após a presença de Infantino na reunião de abertura do Conselho da Paz, em Washington D.C., na última quinta-feira (19), a convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

Durante o evento, o dirigente da Fifa utilizou um boné com referências aos mandatos de Trump e anunciou uma parceria entre a federação de futebol e o conselho norte-americano. O projeto detalhado por Infantino prevê a reconstrução de infraestrutura esportiva em Gaza, com a instalação de 50 campos de futebol em áreas escolares, cinco campos de tamanho oficial, uma academia e um estádio com capacidade para 20 mil pessoas.

 

A Carta Olímpica determina que os integrantes do comitê atuem de forma independente de governos ou organizações que possam influenciar a liberdade de voto e ação. Coventry, que se manifestou durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina, declarou que a instituição avaliará os documentos assinados no encontro para verificar se houve interferência política nas funções do dirigente.

 

Em nota posterior às declarações de Coventry, o COI afirmou que a participação de Infantino não configura uma quebra de neutralidade. A entidade argumentou que a colaboração entre a Fifa e o Conselho da Paz possui caráter humanitário e de desenvolvimento esportivo, funções que se inserem nas competências de uma federação internacional.

 

A presença de Infantino no encontro ocorre durante a preparação para a Copa do Mundo de 2026, que terá os Estados Unidos como sede principal ao lado de México e Canadá. O debate sobre a conduta do dirigente envolve o acúmulo de suas funções na Fifa e sua posição como membro do COI, cargo que exige um compromisso formal com a isenção política.

 

A investigação interna deve observar se o uso de símbolos partidários e a assinatura do acordo em Washington ferem os estatutos de conduta do esporte mundial.

Lula fala sobre expectativas para encontro com Donald Trump e diz esperar conversa "altamente respeitosa"
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Minerais de terras raras, comércio exterior, investimentos, crime organizado, cooperação na área de segurança pública. Esses serão alguns dos temas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende discutir com o norte-americano Donald Trump, em encontro que ainda não tem uma data marcada.

 

O presidente Lula falou sobre suas expectativas para esse encontro durante entrevista coletiva neste domingo (22). Lula está na Índia desde quinta (19), onde participou de um fórum sobre inteligência artificial e realizou reuniões bilaterais com outros líderes presentes no evento. Neste domingo Lula foi para Seul, na Coreia do Sul, onde se reúne com o presidente Lee Jae Myung e executivos de grandes empresas sul-coreanas. 

 

Na entrevista coletiva, Lula disse que a pauta da reunião com o presidente dos Estados Unidos terá uma pauta longa, e que a cooperação na área de segurança é um dos pontos centrais. O presidente brasileiro afirmou estar “muito otimista” com o encontro e defendeu uma relação “altamente civilizada, altamente respeitosa" entre os dois países. 

 

Para Lula, o combate ao crime organizado é uma área em que Brasil e Estados Unidos podem atuar conjuntamente. 

 

“Se tem uma coisa que nós precisamos trabalhar juntos é no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro”, declarou.

 

Sobre a questão da segurança pública, o presidente Lula disse que  pretende levar para a reunião com Trump representantes da Receita Federal, da Polícia Federal, do Ministério da Justiça e do Ministério da Fazenda. Segundo ele, o objetivo é estruturar uma cooperação mais ampla no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado internacional.

 

“Vou levar minha Polícia Federal, meu ministro da Justiça, a Receita. Eles levam o FBI, a CIA, o Departamento de Justiça deles”, afirmou.

 

Lula classificou o crime organizado como uma “empresa multinacional altamente sofisticada”, com atuação em diversos países e infiltração em diferentes esferas da sociedade. “Tem braço no poder Judiciário, tem braço no futebol, tem braço na política, tem braço no empresariado”, colocou.

 

Segundo ele, o Brasil já criou estruturas específicas para reforçar o combate a ilícitos na fronteira amazônica, com cooperação entre países vizinhos, e está disposto a ampliar a articulação com os Estados Unidos.

 

Ainda sobre questões de segurança pública, Lula disse na entrevista que já tratou do tema por telefone com Trump ao menos três vezes e que o Brasil enviou às autoridades norte-americanas documentos, fotografias e nomes de investigados. O presidente citou como exemplo um caso envolvendo contrabando de combustíveis e afirmou que o governo brasileiro encaminhou informações detalhadas sobre suspeitos que estariam nos Estados Unidos.

 

“Eu não quero recebê-los. Eu quero prendê-los”, declarou, ao rebater questionamento de jornalista sobre eventual pedido de repatriação de brasileiros. Segundo o presidente, a intenção é que pessoas investigadas por crimes no Brasil sejam entregues para responder à Justiça.

 

O presidente brasileiro afirmou ainda que espera restabelecer um diálogo direto e estável entre os dois países. 

 

“Eu espero que depois dessa reunião a gente possa garantir que volte a ter uma relação altamente civilizada, altamente respeitosa e que a gente não vai deixar de conversar por telefone quando tiver qualquer novidade entre Brasil e Estados Unidos. E eu quero também dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova guerra fria”, disse.

 

Lula também fez um apelo direto ao diálogo pessoal com Trump. “Nós somos as duas maiores democracias da América Latina, nós somos dois homens com 80 anos de idade, portanto a gente não pode ficar brincando de fazer democracia. A gente tem que tratar com muita seriedade. Eu disse por telefone ao presidente Trump: é preciso a gente pegar um na mão do outro, olhar um no olho do outro pra gente ver o que a gente quer entre Brasil e Estados Unidos. E não tem veto, não tem nada proibido na mesa de negociação. Vamos colocar todos os temas na mesa de negociação”, explicou.

 

Ao comentar ainda a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas de comércio exterior, o presidente Lula disse que não cabe a ele julgá-la. 

 

“O que eu quero conversar com o Trump é a relação entre Brasil e Estados Unidos. Temos uma relação diplomática de 201 anos. Somos duas grandes democracias. Não tem veto, não tem nada proibido na mesa de negociação. Vamos colocar todos os temas na mesa”, disse Lula. 
 

Trump anuncia tarifa global de 10% após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifaço
Foto: Daniel Torok / Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova tarifa global de 10%, com efeito imediato, nesta sexta-feira (20). A medida veio após a Suprema Corte do país derrubar o tarifaço imposto pelo republicano em diversos países.

 

O anúncio foi realizado em coletiva de imprensa nesta terça, ao mesmo tempo que ele fazia uma publicação com a medida na rede social “Truth Social”.

 

Em declaração a jornalistas, Trump afirmou que há "métodos ainda mais fortes" à sua disposição para impor novas tarifas comerciais. "Outras saídas serão usadas", disse, acrescentando que os EUA podem arrecadar "ainda mais dinheiro".

 

Ele anunciou, então, que recorrerá à Seção 122, dispositivo da legislação comercial dos EUA que permite ao presidente impor tarifas temporárias, para estabelecer uma nova tarifa global de 10%.

 

Segundo publicação do G1, Trump também afirmou que recorrerá à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais desleais, o que pode resultar em tarifas adicionais. Além disso, classificou a decisão da Suprema Corte como "vergonhosa" e "terrível", e disparou contra os ministros do tribunal americano.

 

"Os ministros que votaram contra as tarifas são uma vergonha para a nossa nação. Nossa Suprema Corte está sendo pressionada por interesses estrangeiros", afirmou o republicano.

 

A decisão desta sexta atinge principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, continuam valendo.

Em meio a política anti-imigratória de Trump, rejeição de visto dos EUA para brasileiros cai em 2025
Foto: Micah & Sammie Chaffin / Unsplash

Brasileiros tiveram seus vistos menos rejeitados durante tentativas de viajar aos Estados Unidos em 2025. O percentual de vistos de turismo e negócios para brasileiros aprovados pelos Estados Unidos em 2025 foi maior do que no ano anterior, apesar das políticas de restrição do governo de Donald Trump, que atingiram diversos países.

 

Segundo informações divulgadas pelo G1, neste domingo (1°), o Departamento de Estado dos EUA registrou negativas para apenas 14,8% das solicitações de visto B1/B2 (turismo e negócios) feitas por brasileiros. A queda é de cerca de 0,6% em comparação ao ano de 2024, ainda no governo de Joe Biden, quando a taxa de rejeição foi de 15,4%.

 

O recorde nos últimos dez anos foi em 2020, durante o início da pandemia, quando a taxa de rejeição de vistos brasileiros chegou a 23,1%. O menor índice, por sua vez, foi em 2023, no governo Biden, quando os EUA negaram 11,9% das solicitações de visto a brasileiros.

 

RESTRIÇÕES 
Uma medida que impactou o processo para obter o visto de turista, por exemplo, foi que menores de 14 anos e maiores de 79 voltaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial, para obtenção do documento, a partir de outubro de 2025.

 

Já a suspensão temporária para a emissão de vistos para 75 países foi anunciada em 2026 e, apesar de incluir o Brasil, não afeta vistos de turismo e nem os demais da categoria de "não imigrantes". 

 

Trump também emitiu uma ordem em abril de 2025 exigindo que turistas de 38 países, principalmente da África, Oceania e parte da Ásia, paguem um caução de até US$ 15 mil para que o documento seja emitido. O Brasil, no entanto, não faz parte da lista.

 

Além disso, desde junho de 2025, candidatos a vistos de estudante dos EUA passaram a ser obrigados a manter seus perfis em redes sociais abertos ao público para análise das autoridades americanas.

 

A verificação busca identificar “qualquer indício de hostilidade” contra cidadãos, instituições ou princípios dos EUA. No último mês de outubro, menores de 14 anos e maiores de 79 passaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial para obtenção de visto, com algumas exceções.

 

A mudança vale para cidadãos de todos os países que precisam de visto para entrar nos EUA, incluindo brasileiros.

Site afirma que Alexandre de Moraes frequentava mansão de R$ 36 milhões de Daniel Vorcaro em Brasília
Foto: Divulgação/studioHub Arquitetura

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, (STF), em pelo menos dois momentos diferentes, teria frequentado a mansão em Brasília do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em uma dessas ocasiões, Moraes foi apresentado ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que autorizou a compra do Master pelo banco público do Distrito Federal mesmo com pareceres contrários à operação.

 

A informação foi revelada nesta terça-feira (27) pelo site Metrópoles. Colunistas do site apontam que o encontro entre Moraes e Paulo Henrique Costa na casa de Vorcaro teria ocorrido em um fim de semana do primeiro semestre de 2025.

 

A mansão de R$ 36 milhões localizada em Brasília foi comprada pelo dono do Banco Master por meio de um empréstimo desviado do próprio banco. A aquisição foi feita por meio da Super Empreendimentos e Participação, empresa que, de acordo com Vorcaro, tem como sócio seu cunhado, Fabiano Zettel.

 

O imóvel tem 1.700 m², de acordo com a escritura, e uma área privativa de 4.300 m². Antes de Vorcaro, a casa foi alugada por Salim Mattar, que era secretário de Desestatização do Ministério da Economia do governo Jair Bolsonaro (PL).

 

A coluna da jornalista Andreza Matais informa que Daniel Vorcaro teria solicitado ao então presidente do BRB a visita à sua mansão, informando que “o homem [Moraes] estava lá”. A colunista afirma que quatro pessoas presenciaram a cena.

 

Durante o período em que Moraes e Paulo Henrique Costa se conheceram, o Master buscava no BRB uma possível salvação, por meio da aquisição pelo banco público. Teria sido no encontro que Moraes e Henrique deram opiniões sobre o assunto.

 

O BRB chegou a cogitar a compra do Master, e a situação foi anunciada. No entanto, a repercussão negativa barrou a aquisição. Houve constatação de inconsistências nos ativos do Master e ainda suspeitas de transações de vendas de carteiras ao BRB.

 

Ainda de acordo com a colunista Andreza Matais, a outra ocasião em que Alexandre de Moraes foi visto na mansão de Vorcaro foi para acompanhar a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, em 2024. Nas duas ocasiões, Moraes teria ficado em área reservada da casa. 

 

Relatos feitos à coluna dizem que Alexandre Moraes estava nesta área reservada do imóvel, fumando charutos e degustando vinhos caros e raros. O espaço é descrito como uma espécie de bunker, localizado no subsolo, com acesso restrito, quatro poltronas e estrutura própria para o consumo de charutos.

 


 

Lula e Macron conversam sobre Conselho da Paz e fortalecimento da ONU
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na manhã desta terça-feira (27), um telefonema do presidente da França, Emmanuel Macron. A ligação, que durou cerca de 1 hora, veio após uma conversa entre Lula e o presidente americano, Donald Trump, nesta segunda-feira (26). 

 

Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, os dois líderes conversaram sobre a proposta de Conselho da Paz apresentada pelos Estados Unidos. Sobre o tema, ambos defenderam o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e “coincidiram que iniciativas em matéria de paz e segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU”, diz o informe do governo brasileiro.

 

Os chefes de Estado ainda conversaram sobre a situação na Venezuela, tema sobre o qual condenaram o uso da força em violação ao direito internacional e concordaram com a necessidade de paz e estabilidade na América do Sul e no mundo.

 

Segundo o Planalto, o Acordo MERCOSUL - União Europeia também foi abordado na conversa. Atualmente, o acordo Mercosul-UE está paralisado, depois que o Parlamento Europeu decidiu levar o texto final à Justiça. Publicamente, o presidente francês Emmanuel Macron se posicionou contra o acordo desde o início das negociações, argumentando que o texto não garante proteção suficiente ao setor agrícola europeu, especialmente aos produtores franceses.

 

A nota do governo Lula aponta que o presidente brasileiro “reafirmou sua visão de que o Acordo MERCOSUL - União Europeia é positivo para os dois blocos e constitui uma importante contribuição para a defesa do multilateralismo e do comércio baseado em regras”. 

 

Ao final da ligação, ambos os presidentes garantiram a manutenção da cooperação bilateral, em especial nos temas de defesa, ciência e tecnologia e energia. “A esse respeito, comprometeram-se a instruir suas equipes técnicas a ultimar as negociações em curso, com vista à conclusão de acordos ainda no primeiro semestre de 2026”, conclui a nota.

Lula conversa com presidente da Turquia sobre comércio exterior e convite de Trump para Conselho de Paz em Gaza
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Segundo informações da Agência Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. A conversa, que aconteceu nesta quarta-feira (21), teve como um dos principais assuntos a situação da Faixa de Gaza e o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a criação de um Conselho de Paz para a região.

 

Brasil e Turquia estão entre os mais de 50 países convidados pelo presidente norte-americano para fazerem parte do Conselho. O governo brasileiro ainda não deu uma resposta sobre o convite, e a avaliação do Itamaraty é que ainda há muitas dúvidas sobre os objetivos da iniciativa, e que o Brasil pode enfrentar consequências diplomáticas tanto se aceitar quanto se recusar a participar do grupo.

 

Já a Turquia, junto com outros sete países árabes e de maioria islâmica, anunciaram a adesão ao Conselho da Paz para a guerra na Faixa de Gaza. O grupo de países árabes e de maioria islâmica que decidiram integrar o Conselho são a Turquia, a Jordânia, os Emirados Árabes Unidos, a Indonésia, o Paquistão, a Arábia Saudita, o Catar e o Egito. 

 

A adesão turca e desses países ao Conselho foi mencionada por Erdogan na conversa com Lula. De acordo com o Palácio do Planalto, os dois chefes de Estado trocaram impressões sobre Gaza e os esforços internacionais em favor da paz na região.

 

A conversa entre os presidentes do Brasil e da Turquia também girou sobre temas como a agenda climática e a ampliação das relações econômicas entre ambos países. A Agência Brasil informou que Erdogan parabenizou Lula pela condução das presidências do G20 e da COP-30. 

 

No tema climático, Erdogan afirmou ter interesse em contar com a experiência do Brasil na organização da COP-31, que será realizada em novembro, na Turquia. O líder turco citou ainda a disposição de empresas de seu país em investir no Brasil, com foco em projetos de infraestrutura.

 

Outro ponto da conversa se deu em torno do tema da agenda bilateral entre Brasil e Turquia. Os presidentes defenderam a ampliação e a diversificação do intercâmbio comercial, que superou US$ 5,5 bilhões em 2025. Eles concordaram em estimular reuniões entre representantes do setor privado.
 

Trump revela que EUA e Otan avançaram em acordo sobre Groenlândia e Ártico
Foto: The Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estabeleceram a estrutura de um futuro acordo envolvendo a Groenlândia e a região do Ártico. Em declaração dada na tarde desta quarta-feira (21), por meio de sua rede social, Truth Social, ele diz que o acordo atende aos interesses mútuos. 

 

A fala do líder americano foi feita após uma reunião com o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte. Ele não detalhou os termos, mas indicou que as negociações envolvem questões estratégicas de segurança e presença no Ártico.

 

“O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e outros, conforme necessário, serão responsáveis pelas negociações — e se reportarão diretamente a mim”, afirmou.

 


Foto: Truth Social

 

Com o andamento da negociação, Trump disse que não irá impor tarifas que estavam previstas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. No domingo, ele disse que iria impor taxas contra países europeus que estavam contrariando os interesses dos EUA na Groenlândia.

 

O presidente também afirmou que há discussões adicionais em andamento sobre o chamado “Domo de Ouro”, estrutura militar planejada pelos EUA para interceptar mísseis, em relação à Groenlândia.

 

As declarações ocorrem em meio ao aumento da relevância geopolítica do Ártico, região estratégica tanto por razões militares quanto econômicas, e que tem sido alvo de crescente disputa entre potências globais.

França descarta boicote e confirma presença na Copa do Mundo de 2026, apesar de críticas a Trump
Foto: Divulgação | Reprodução / Instagram / @realdonaldtrump

A França confirmou que disputará a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. De acordo com a ministra dos Esportes francesa, Marina Ferrari, o governo do país não tem, neste momento, qualquer intenção de boicotar o torneio, apesar das pressões políticas vindas de diferentes setores da Europa em razão da política internacional do presidente norte-americano Donald Trump.

 

"Até agora, não há vontade de boicote", afirmou a ministra. Segundo ela, embora existam manifestações contrárias dentro de alguns blocos políticos, o esporte deve permanecer dissociado de questões diplomáticas.

 

"Agora, não faço previsões sobre o que pode acontecer, mas também ouvi vozes que se levantam vindas de alguns blocos políticos. Faço questão de que se dissocie o esporte (da política). A Copa do Mundo de futebol é um momento extremamente importante para todos os amantes do esporte", acrescentou.

 

As declarações ocorrem em meio a um debate crescente na Europa sobre a permanência dos Estados Unidos como uma das sedes do Mundial. Na última terça-feira (20), o deputado francês Éric Coquerel, do partido A França Insubmissa (LFI), solicitou à Fifa que a competição seja disputada apenas no México e no Canadá.

 

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar questionou a realização do torneio em solo americano. "Sério, dá para imaginar jogar uma Copa do Mundo de futebol em um país que agride seus ‘vizinhos’, ameaça invadir a Groenlândia, destrói o direito internacional, quer sabotar a ONU, instaura uma milícia fascista e racista em seu território, ataca as oposições, proíbe o acesso à competição de torcedores de cerca de quinze países, planeja banir dos estádios qualquer sinal LGBT, etc.?", escreveu Coquerel no X.

 

 

O tema também repercute em outros países europeus. Na Alemanha, a secretária de Estado para o esporte, Christiane Schenderlein, afirmou que uma eventual decisão sobre boicote caberia exclusivamente à Federação Alemã de Futebol e à Fifa, ressaltando que ambas teriam total “autonomia” para deliberar sobre o assunto.

 

Já na França, o ex-treinador do Senegal, Claude Le Roy, levantou dúvidas sobre a participação no Mundial. Em entrevista ao jornal Figaro, ele disse "se perguntar se não seria o caso de convocar um boicote à Copa do Mundo de 2026, diante do comportamento de Donald Trump em relação ao continente", citando também as dificuldades de obtenção de visto para torcedores senegaleses.

 

No Reino Unido, o debate ganhou contornos políticos. O parlamentar conservador Simon Hoare defendeu que a retirada da seleção inglesa da Copa do Mundo de 2026 poderia representar uma forma de protesto contra o presidente dos Estados Unidos.

 

"(Trump) é sensível, tem um ego inflado e não gosta de passar vergonha. A visita de Estado (do Rei Charles aos EUA) deve acontecer? As seleções de futebol devem jogar em estádios americanos na Copa do Mundo? Essas são coisas que envergonhariam o presidente em casa. É necessário combater fogo com fogo", declarou.

 

Apesar das críticas e pressões políticas, até o momento não há indicação oficial de que grandes seleções europeias deixarão de disputar o próximo Mundial.

Lula diz que Trump quer "governar o mundo pelo Twitter" e acusa oposição de mentir e distorcer suas falas
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os conflitos e controvérsias gerados pelo norte-americano Donald Trump, que nesta terça-feira (20) completou um ano à frente do governo dos EUA, foram citados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma solenidade para entrega de unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida. A cerimônia aconteceu no município gaúcho de Rio Grande. 

 

 

No pronunciamento, Lula fez críticas a Trump e disse que ele quer “governar o mundo pelo Twitter”. O governo brasileiro está entre os países convidados pelo presidente dos Estados Unidos para participar de um “Conselho de Paz” de Gaza. 

 

“Vocês já perceberam uma coisa, que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter? É fantástico. Todo dia ele fala uma coisa e todo dia o mundo aborda a coisa que ele falou. Vocês acham que é possível? É possível tratar o povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês, se eu achar que vocês são objetos, e não um ser humano”, afirmou Lula. 

 

Acompanhado dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Jader Filho (Cidades), Lula inaugurou um empreendimento que entregou 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida na cidade de Rio Grande. O empreendimento contou com investimento total de R$ 123,6 milhões, provenientes do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), com contrapartida do governo do Rio Grande do Sul.

 

Além das críticas a Trump, o presidente Lula da Silva defendeu ser necessário acabar com a “era da mentira”. Lula afirmou que seus discursos, assim como as falas de aliados, são monitorados por opositores que buscam frases isoladas para descontextualizar em vídeos e postagens nas redes sociais. 

 

“Eles querem pegar uma palavra para que eles possam distorcer e mandar para o mundo na internet”, afirmou.

 

O presidente relembrou vídeos recentes que circularam pelas redes sociais com uma fala dele distribuída de forma descontextualizada. Cortes de vídeo de um discurso feito pelo presidente dão a entender que ele teria afirmado que “pobre não precisa estudar”, porque “nasceu para trabalhar”. 

 

Na fala original, o presidente defende a necessidade de dar oportunidades para que pessoas de baixa renda sejam da profissão que quiserem, e fez ironias sobre o discurso das elites de que “pobre não precisa estudar”.

 

Segundo Lula, “é mais fácil acreditar em uma mentira que, na verdade”, principalmente em ambientes digitais.

 

“Todos vocês aprenderam desde pequenos que é mais fácil acreditar em uma mentira do que, na verdade, porque a verdade tem que ser explicada, a mentira é só falar. E tem muita mentira circulando”, concluiu o presidente Lula.
 

Lula inicia semana de olho na crise em torno da Groenlândia e avaliando convite de Trump para Conselho de Paz em Gaza
Foto: Reprodução Youtube

Com o Congresso Nacional ainda em período de recesso e o Supremo Tribunal Federal (STF) funcionando em regime de plantão, o governo federal é o único poder em atividade, e os assuntos externos estão entre os principais focos de preocupações no Palácio do Planalto. De olho nessa agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a sua semana, nesta segunda-feira (19), em uma reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

 

As atenções do Brasil estão voltadas para dois movimentos que envolvem o governo dos Estados Unidos e geram tensão e discussões em todo o mundo. O primeiro deles é a ameaça de algum tipo de ação norte-americana para tomar o controle da Groenlândia. 

 

No último sábado (17), Donald Trump anunciou tarifas extras a oito países da União Europeia que se opõem aos planos dos EUA de comprar e anexar a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca. A União Europeia convocou uma reunião de emergência para esta segunda a fim de avaliar como irá lidar com as investidas dos Estados Unidos. 

 

Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia divulgaram uma declaração conjunta em que afirmam que permanecerão unidos e comprometidos com a segurança da Groenlândia. Os países também informaram que irão reforçar a segurança na região.

 

O segundo tema na mesa é o convite feito por Donald Trump para que o presidente Lula integre o Conselho de Paz para Gaza. A proposta, recebida na última sexta (16) pela embaixada brasileira em Washington, daria a Lula a chance de participar dessa importante negociação para a paz no Oriente Médio.

 

O convite de Trump, entretanto, tem um alto custo. Segundo informou a Bloomberg News neste final de semana, o presidente norte-americano quer que os países convidados paguem US$ 1 bilhão para permanecer no chamado “Conselho da Paz”.

 

De acordo com a reportagem, Trump atuaria como o presidente inaugural do conselho, e cada país-membro teria mandato de até três anos a partir da entrada em vigor do estatuto do Conselho, com possibilidade de renovação a critério do presidente do órgão.

 

Além dos temas internacionais, o presidente Lula também tem diversos compromissos internos nesta segunda (19). Na parte da tarde, Lula terá reuniões com o secretário para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, com o ministro dos Transportes, Renan Filho, além de um encontro com dirigentes de instituições comunitárias de educação superior.

 

Nesta semana o presidente Lula também fará viagens para outros estados. Na terça (20), Lula participa da cerimônia de assinatura de contratos da Petrobras para a construção de cinco navios gaseiros da Transpetro no Estaleiro de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Ainda no estado, o presidente comandará uma cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida. 

 

Já na sexta (23), o presidente Lula seguirá para Maceió, capital de Alagoas. No estado, Lula também promoverá a entrega de de novas unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida do governo federal.

 

Na área econômica, o destaque é a reunião, na próxima quinta (22), do Conselho Monetário Nacional (CMN). Esta pode ser a última reunião do CMN com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 

 

O ministro já comunicou que deve deixar a pasta até o final do mês de janeiro, e no seu lugar provavelmente deve entrar o atual secretário executivo Dario Durigan. Além de Haddad, são membros do Conselho a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No encontro deve ser definida a meta da inflação para 2026. 

 

No Judiciário, que ainda está de recesso, o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou que a Polícia Federal interrogue nesta semana os investigados no caso do Banco Master. Alguns investigados já foram ouvidos pela Polícia Federal em 30 de dezembro, como, por exemplo, o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.
 

Genial/Quaest: maioria apoia captura de Maduro por Trump e critica Lula por ter condenado invasão na Venezuela
Foto: Reprodução Youtube

Donald Trump acertou em invadir a Venezuela para prender Nicolás Maduro, o presidente Lula errou em condenar a ação do governo dos Estados Unidos, mas há um temor de que algo parecido seja feito também no Brasil. Essas foram algumas das opiniões que predominaram na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (15).

 

O instituto entrevistou pessoas em todo o país para avaliar a visão dos brasileiros a respeito dos acontecimentos recentes na Venezuela, assim como a posição do governo brasileiro a respeito da captura do presidente Nicolás Maduro. A pesquisa revelou, por exemplo, que 46% dos entrevistados aprovaram a ação militar dos Estados Unidos naquele país, contra 39% que desaprovaram. 

 

Entre as razões que teriam levado o presidente norte-americano a invadir a Venezuela, o combate ao narcotráfico foi a principal resposta na pesquisa Genial/Quaest, com 31% de menções. Na sequência aparecem entre as motivações restaurar a democracia (23%), controlar o petróleo venezuelano (21%), reduzir a influência da China (4%), e uma combinação de todas as intenções (6%). 

 

O Levantamento revelou também que 50% dos brasileiros consideraram aceitável interferir em outro país para prender um ditador, enquanto 41% discordaram dessa possibilidade. A opinião favorável à intervenção foi majoritária principalmente entre os que se declaram ser “direita não bolsonarista”, com 75% de concordância. Já entre os que são contrários à ação em outro país, a opinião foi mais presente entre os que se declaram “lulistas”, com 66%.

 

Apesar de um maior apoio dos entrevistados à ação ordenada por Donald Trump para capturar Maduro, 58% dos brasileiros disseram temer que os Estados Unidos façam algo similar no Brasil. Outros 40% afirmaram que não temem uma iniciativa do tipo em nosso país. 

 

Perguntados sobre o que o Brasil deveria fazer a respeito das ações de Trump na Venezuela, a grande maioria, 66%, optou por dizer que nosso país deve se manter neutro em relação ao problema. Apoiar as ações de Trump foi a opção de 18% dos entrevistados, e apenas 10% disseram que o Brasil deveria se opor ao presidente dos Estados Unidos. 

 

Em outro recorte da pesquisa, 51% afirmaram que a postura do presidente Lula de condenar as ações ordenadas por Donald Trump teria sido errada. Outros 37% disseram que Lula acertou em condenar a invasão da Venezuela pelas forças especiais do governo dos EUA. 

 

Apesar de a pesquisa ter revelado uma maioria com posição crítica à postura do governo Lula em relação à invasão na Venezuela, 71% disseram acreditar que a postura do presidente não afeta a sua decisão de voto nas eleições de outubro. 

 

Para 17%, as críticas do presidente brasileiro à operação na Venezuela levam à preferência por votar na oposição. Somente 7% dizem que a postura do líder petista reforça o voto nele neste ano. 

 

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
 

Itamaraty diz que cabe "somente ao Irã decidir futuro do país" e relata que não há brasileiros mortos ou feridos
Foto: Reprodução Rede X

Em meio à escalada da repressão do governo iraniano sobre os manifestantes que há dias ocupam as ruas de Teerã, que já levou a mais de duas mil mortes, a área externa do governo Lula declarou que acompanha “com preocupação”, a evolução dos acontecimentos naquele país. O Itamaraty declarou também que “lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas”.

 

Os protestos contra o governo do Irã eclodiram no país no final de dezembro, em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos. As manifestações tiveram início nos bazares da capital, Teerã, inicialmente contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em atos principalmente contra o regime.

 

As manifestações violentas provocaram a morte de civis, autoridades e integrantes das forças de segurança. Em sua comunicação nesta terça-feira (13), o Itamaraty destaca que “cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”. 

 

“O Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, acrescenta o comunicado do Ministério das Relações Exteriores. 

 

O Itamaraty afirmou ainda que a Embaixada do Brasil em Teerã mantém contato permanente com a comunidade brasileira no Irã, estimada em 85 pessoas. Segundo relatos recebidos pelo Itamaraty de interlocutores naquele país, não há registro até o momento de nacionais brasileiros atingidos ou afetados pelas manifestações.

 

Enquanto o governo brasileiro pede diálogo e defende a soberania do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça que cancelou qualquer conversa com autoridades do Irã. O líder norte-americano instou manifestantes a “tomarem as instituições”, em meio aos grandes protestos nas ruas de diversas cidades do país persa.
 

Argentina reembolsa empréstimo de US$ 20 bilhões dos EUA antes de eleição, diz secretário do Tesouro
Foto: The Official White House

O governo argentino devolveu os US$ 20 bilhões, valor equivalente a R$ 107 bilhões, na cotação atual, enviados pelos Estados Unidos em outubro do ano passado como uma linha de financiamento, dias antes da eleição legislativa. Segundo comunicado do secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, o valor foi devolvido dias antes do pleito, que teve vitória do partido de Milei. 

 

"Tenho o prazer de anunciar que, como sinal de sua estabilidade financeira, a Argentina reembolsou rápida e integralmente [o empréstimo]", postou o secretário na rede social X. O anúncio do "swap", acordo de troca de moedas, em apoio de Trump ao governo do presidente argentino, Javier Milei, aliado ideológico de Donald na América Latina. 

 

A ideia era contribuir com a estabilização do peso argentino antes da disputa eleitoral. "Estabilizar um aliado sólido dos Estados Unidos é essencial para avançar rumo à política ‘Estados Unidos Primeiro’", comentou Bessent.

 

Além do swap, o Tesouro anunciou na época que vinha trabalhando há semanas com agentes privados em outro programa de US$ 20 bilhões para ajudar a Argentina a pagar sua dívida. Essa assistência acabou se limitando a um empréstimo de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões) concedido no início de janeiro, que não envolveu bancos americanos, mas sim os bancos europeus Santander, BBVA e Deutsche Bank.

Wagner Moura gera polêmica ao criticar Donald Trump em entrevista a revista dos EUA: "Simplesmente inaceitável"
Foto: Divulgação

Wagner Moura segue a mesma personalidade em português ou em inglês. O baiano, que está nos holofotes mundiais desde o lançamento de 'O Agente Secreto', fez questão de se posicionar politicamente durante uma entrevista ao The Hollywood Reporter, e falou sobre a invasão do governo dos Estados Unidos a Venezuela.

 

Para a revista norte-americana, o brasileiro falou sobre a relação do filme de Kleber Mendonça Filho com o cenário atual dos EUA, e se posicionou contra as ações de Trump.

 

O artista ainda frisou não apoiar o governo de Maduro, mas entender que a atitude do presidente dos EUA é inaceitável.

 

"É simplesmente inaceitável. Isso não tem nada a ver com apoiar Maduro ou seu regime — eu acho que ele é um ditador e a Venezuela merece alguém melhor do que Maduro. Mas os Estados Unidos invadirem um país, bombardearem um país, matarem pessoas em um país e sequestrarem seu presidente? É um precedente muito, muito perigoso."

 

Moura ainda pontuou que não está vendo uma grande repercussão internacional do caso e comparou a política utilizada por Trump com o 'big stick'.

 

"Nos faz lembrar dos velhos tempos do imperialismo americano, da Doutrina Monroe e da política do grande porrete. Tenho certeza de que você sabe que todas as ditaduras na América do Sul nas décadas de 60 e 70 — aquela da qual estamos falando em O Agente Secreto, por exemplo — foram apoiadas pela CIA nos Estados Unidos. Portanto, isso não pode ser aceito. E não estou vendo uma reação forte da comunidade internacional."

 

O baiano também faz questão de fazer críticas a política brasileira nas entrevistas internacionais e chegou a citar o ex-presidente Jair Bolsonaro em algumas ocasiões como uma figura que não apoiava a cultura.

Macron acusa EUA de desrespeitar normas internacionais após ataque a Venezuela
Foto: Durand Thibault / Présidence de la République

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que os Estados Unidos estão "desrespeitando as normas internacionais" e "se distanciando progressivamente" de alguns aliados. A fala do líder francês ocorreu nesta quinta-feira (8), durante seu tradicional discurso aos embaixadores franceses em todo o mundo. Na ocasião, Macron cita que o mundo vive um contexto diplomático de crescente "agressividade neocolonial". 

 

"Os Estados Unidos são uma potência consolidada, mas estão se distanciando progressivamente de alguns de seus aliados e desrespeitando as normas internacionais que ainda promoviam até recentemente", disse Macron no Palácio do Eliseu, residência presidencial.

 

Sobre o cenário mundial, ele aponta que "as instituições multilaterais funcionam de forma cada vez pior. Estamos evoluindo para um mundo de grandes potências com uma verdadeira tentação de dividir o mundo", acrescentou o presidente francês. Ele disse ainda que vai "rejeitar o novo colonialismo, o novo imperialismo".

 

A fala ocorre em um contexto no qual a França, embora tenha comemorado o fim da "ditadura de Maduro", afirmou que a operação militar dos EUA é "ilegal" e "contraria a Carta das Nações Unidas", segundo as palavras do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, nesta terça-feira (6).

 

Em seguida, Macron afirmou que a UE deve proteger seus interesses e defendeu a "consolidação" da regulamentação europeia do setor tecnológico, que tem sido alvo de críticas nos Estados Unidos, e a aceleração da agenda de preferências comerciais europeias. A França, que detém a presidência do G7 este ano, também buscará promover uma "reforma da governança global", assegurou aos embaixadores.

 

O presidente francês fez um apelo para que "os grandes países emergentes que desejam participar" também se unam a esse objetivo. Macron já havia defendido uma reforma do Conselho de Segurança da ONU para incluir as potências emergentes e expressou seu apoio à inclusão do Brasil como membro permanente desse órgão.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O bicho tá solto na política baiana. E tem até tigre pronto pra virar papagaio. Por via das dúvidas, Cunha vestiu logo suas asas. Mas quem tá de ovo virado é o Potro. Ainda mais depois que tentaram passar por cima do rebento do Cavalo. Enquanto isso, tem gente apelando pros santos pra ver se as coisas na campanha vão pra frente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: CanalGovBr

"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF).  O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.

Podcast

Olivia Santana é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda

Olivia Santana é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda-feira (1°). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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