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E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
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Cerca de dois terços dos brasileiros são a favor de um processo de impeachment de ministros envolvidos no escândalo do Banco Master, e Alexandre de Moraes é o principal responsável pela crise enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Essas são algumas conclusões retiradas da pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta terça-feira (15).
De acordo com o levantamento, que teve entrevistas realizadas entre os dias 10 e 13 de setembro, um total de 68% dos brasileiros afirmam que são “totalmente a favor’ de um processo de impeachment contra os ministros do STF. Por outro lado, segundo a pesquisa, 9% dizem ser mais a favor do que contra, ante 4% que dizem ser mais contra do que a favor.
Apenas 15% dos entrevistados da Indexa/Broadcast dizem ser totalmente contra o afastamento dos magistrados. Os que afirmam que não conhecem o assunto o suficiente para avaliar totalizam 3%, e os que não sabem ou não responderam marcam 1% no levantamento.
Em outro recorte da pesquisa, 46% dos eleitores atribuem a responsabilidade da crise ao ministro Alexandre de Moraes. Já 16% dos entrevistados afirmam que André Mendonça seria o principal responsável pelos problemas da Corte.
Há também um grupo de 6% de eleitores que acreditam que a responsabilidade seja do ministro Dias Toffoli, que foi o primeiro relator do caso Master antes de os trabalhos serem assumidos por Mendonça. A pesquisa também aponta que 4% atribuem a responsabilidade a Flávio Dino; e 3% a Fachin.
Uma parcela de 2% dos entrevistados acredita que a crise pode ser atribuída a outro ministro, sem especificar qual. Eleitores que não conhecem o assunto o suficiente para responderem a a aparecem em 10%, ante 5% que não acham que há uma crise na Corte, e 5% que afirmam que nenhum deles são responsáveis.
A sondagem mediu ainda a percepção do eleitorado sobre os critérios usados pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça para basearem suas decisões no Supremo. Para 45% dos entrevistados, Moraes age baseado em critérios políticos, 16% acreditam que o ministro age por critérios técnicos e jurídicos e outros 24% apontam que as duas alternativas são usadas pelo magistrado.
Sobre a atuação de Mendonça, 33% acreditam que o ministro utiliza critérios técnicos e políticos, ante 28% que apontam o uso de critérios políticos. Já os que acreditam ser os dois tipos de critério somam 17% dos entrevistados.
O Indexa/Broadcast ouviu 2.000 entrevistados entre os dias 10 a 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com o nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03482/2026.
A ministra Cármen Lúcia afirmou, nesta terça-feira (15), estar “envergonhada” com a situação vivida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento da Petição 16.662. Segundo ela, os recentes episódios envolvendo a Corte provocaram um “mal-estar cívico” entre os brasileiros. A declaração ocorreu durante a sessão que analisa a abertura de uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, marcada por discussões entre integrantes do tribunal.
“Eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarem todos voltados a questões do Supremo”, declarou.
Cármen Lúcia afirmou que o Judiciário deveria contribuir para tranquilizar a população, mas avaliou que o STF acabou produzindo o efeito contrário nos últimos dias. Ela também pediu desculpas ao presidente da Corte, aos demais ministros e aos brasileiros por considerar que poderia ter adotado uma postura diferente para ajudar a reduzir a tensão.
“Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente, mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais”, disse.
A ministra também mencionou a repercussão dos acontecimentos fora do tribunal. Segundo Cármen, passou a encontrar referências à crise do STF em locais do cotidiano e nos telejornais, enquanto a população deveria estar concentrada nas eleições. Para ela, houve uma “espetacularização” dos casos em análise pelo Supremo. “Faz mal não apenas ao Supremo nem ao Poder Judiciário, faz mal ao país”, afirmou.
Cármen Lúcia também negou ter sofrido pressões para votar em determinado sentido. Ela disse ter conversado com Alexandre de Moraes, André Mendonça e o presidente do STF, mas afirmou que ninguém lhe pediu voto. A ministra votou com o presidente por ser "excessivamente institucional".
ASSISTA:
???????? “Me sinto envergonhada”, diz Carmen Lúcia, única ministra do Supremo, sobre crise na Corte. pic.twitter.com/0QKXiIbEBy
— Eixo Político (@eixopolitico) September 15, 2026
O portal de notícias do Supremo Tribunal Federal (STF) registrou instabilidade nesta terça-feira (15), durante a realização de uma sessão extraordinária destinada a julgar a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O procedimento apura um suposto envolvimento do magistrado com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Segundo a assessoria de imprensa da Suprema Corte, a oscilação no sistema foi causada por um "excesso de acessos" no site.
Em razão da falha técnica, o acompanhamento em tempo real das publicações oficiais sobre o andamento do julgamento ficou indisponível para os usuários. Até o momento, a equipe do tribunal não divulgou previsão para a normalização do acesso ao portal.
Em sessão de julgamento da Petição 16.662, realizada no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta terça-feira (15), que julga a abertura de uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino respondeu às declarações sobre possíveis sanções do governo dos Estados Unidos contra integrantes da Corte. Para o magistrado, o caso representa uma "evidente tentativa de desrespeito à instituição" e que a movimentação "não me surpreende".
"Não tenho medo de nada e de ninguém. Às vezes sou muito incisivo, minha esposa briga comigo de vez em quando. Mas acredite que essa incisividade é por crença patriótica. Me orgulho de ser servidor público há 37 anos, isso se deve por ser patriota", argumenta Dino em sessão.
Confira o momento:
Segundo autoridades dos Estados Unidos ouvidas reservadamente pelo veículo de imprensa, novas sanções fundamentadas na Lei Global Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes podem ser anunciadas a qualquer momento.
“Há a ideia falsa que o tribunal deve se submeter a pressões! (…) não me impressiono! Já atravessamos isso na primeira turma", acrescenta o ministro Dino.
Ainda durante a manifestação, o ministro leu uma revelação publicada pelo portal UOL. O processo contra Moraes, que resultou na imposição de sanções no ano passado, continua sendo considerado válido pelo Tesouro dos EUA. Bastaria que o Departamento de Estado, sob o comando de Marco Rubio, desse o aval para que a Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (Ofac, na sigla em inglês) reativasse as punições financeiras direcionadas ao ministro, à sua esposa, Viviane Barci, e ao escritório do casal.
Procurado, o Tesouro dos EUA informou que não comenta a possibilidade de aplicação de sanções. No ano passado, o próprio Departamento de Estado havia revogado as punições a Moraes citando novas prioridades da política externa norte-americana.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo viajam a Washington na quarta-feira (16) para reuniões que, segundo fontes norte-americanas, podem acelerar a análise e a imposição de sanções aos ministros da Corte brasileira.
Na mesma sessão, ministros também vão analisar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório.
Em manifestação enviada ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que Mendonça, relator do caso Master, não poderia ter determinado diligências para identificar o destinatário das mensagens sem provocação do Ministério Público ou da própria Polícia Federa.
Os ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin votaram para manter a análise conjunta dos processos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) em sessão no plenário nesta terça-feira (15). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, ficou isolado ao votar pela tramitação e análise dos casos em separado. Acompanhe os desdobramentos do julgamento.
A manifestação do presidente do STF ocorre no âmbito de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu que os casos envolvendo Moraes e Mendonça sejam analisados de forma conjunta, além de solicitar que a relatoria dos processos seja definida por sorteio.
LEIA MAIS:
- Moraes e Mendonça discutem sobre atuação da PF na investigação do Caso Master;
- Toffoli se declara suspeito e não participa de julgamento sobre possível investigação de Moraes;
- Nunes Marques defende "equilíbrio nas eleições", nega relação com Vorcaro, mas se declara impedido em processo contra Moraes no STF.
A questão de ordem apresentada por Gilmar está sendo analisada pelo plenário e ainda faltam os votos dos demais ministros. O julgamento registra dois impedimentos: os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques se declararam impedidos — Toffoli devido ao seu envolvimento no caso do Banco Master já revelado, e Nunes Marques em razão de questões sobre mudança eleitoral e sua atuação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O placar contabiliza três votos a favor da análise conjunta (dos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino) e o voto contrário do presidente Edson Fachin. Moraes e Mendonça deverão se manifestar após os votos.
(Nota em atualização).
Zema lidera protesto em Brasília com imagens de montanhas de dinheiro e de Alexandre de Moraes preso
Com o acesso à Praça dos Três Poderes fechado ao público, em razão da sessão realizada nesta terça-feira (15) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), manifestantes que defendem a abertura de investigação do ministro Alexandre de Moraes se reuniram no gramado em frente ao Congresso Nacional.
O protesto foi convocado por Romeu Zema (Novo), candidato a presidente da República. Os manifestantes levaram desenhos e uma bandeira gigante com a imagem do ministro Moraes preso, além de uma montanha de dinheiro de papelão e outras menções ao escândalo do Banco Master.
Um outro cartaz dizia “Chega de intocáveis”, slogan utilizado pelo ex-governador Romeu Zema desde a pré-campanha eleitoral. Outras placas e faixas levadas pelos manifestantes também fizeram menção aos R$ 131 milhões do contrato firmado entre o Banco Master e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.
Em seu pronunciamento no ato de protesto, o candidato Romeu Zema afirmou que o julgamento que acontece no STF, e que pode levar à abertura de uma investigação contra Moraes, marcaria um dia histórico para o Brasil.
“Há mais de um ano eu tenho insistido nisso. Boa parte do nosso Supremo está apodrecida”, disse Zema.
O candidato do partido Novo também comentou que espera que o corporativismo não atrapalhe o julgamento. “Que Deus ilumine o presidente Fachin nesse dia tão decisivo para o futuro do nosso país. Espero que os ministros que sejam do bem, votem pelo futuro do Brasil e não pelo corporativismo, que tem prevalecido até o momento”, colocou Zema.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente na chapa com Zema, também presente ao protesto, comentou a suposta relação entre o ex-banqueiro e o ministro e fez um apelo ao presidente do STF.
“Foi ele [Moraes] mesmo que disse que apagar a mensagem de WhatsApp, de celular, era obstrução de justiça. Agora ele fala em vingança. Ou seja, são dois pesos e duas medidas. Isso não vai funcionar não. Esperamos justiça, viu, Fachin? Esperamos coragem, liderança. E que Deus abençoe a nossa nação. Hoje a diferença, Zema, entre vingança e justiça são os espinhos no travesseiro antes de dormir”, disse Girão.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli declarou-se suspeito, por motivo de “foro íntimo”, e decidiu não participar do julgamento que poderá definir a abertura de uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes.
Antes de André Mendonça, Toffoli era o relator das apurações relacionadas ao Banco Master no STF.
Durante a sessão, Toffoli explicou que a decisão foi tomada para evitar possíveis questionamentos sobre sua atuação no caso. “Entendo que, como tenho me manifestado na turma pela suspeição, e reforço, não por me sentir impedido, mas por suspeição de foro íntimo, para preservação da Corte, no ponto de vista de eventuais especulações, eu declaro a minha suspeição para participar desse julgamento, mas não me retirarei”, afirmou.
Desde então, Toffoli também não participou de julgamentos sobre o caso na Segunda Turma do STF, incluindo decisões que mantiveram as prisões de Daniel Vorcaro, de familiares do ex-banqueiro e do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
Toffoli também declarou-se suspeito para analisar um pedido que cobrava a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master na Câmara dos Deputados.
JULGAMENTO NO STF
O STF analisa nesta terça-feira (15) a validade de um relatório produzido pela PF a pedido de André Mendonça. O documento trouxe mensagens encaminhadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes, nas quais o ex-banqueiro teria sugerido uma possível blindagem contra as investigações.
A Corte também deve avaliar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) pela nulidade do relatório.
Na manifestação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que Mendonça, relator do caso Master no STF, não deveria ter determinado apurações sobre o destinatário das mensagens enviadas por Vorcaro sem solicitação do Ministério Público ou da própria Polícia Federal.
Ao encerrar sua manifestação, Toffoli reforçou que não participaria do julgamento, mas afirmou que permaneceria na sessão.
RELAÇÃO ENTRE TOFFOLI E MASTER
Toffoli deixou a relatoria das investigações após o avanço das apurações da PF apontar possíveis conexões entre o ministro e negócios envolvendo a instituição financeira.
As investigações identificaram relações entre o Banco Master, a gestora de investimentos Reag e o Resort Tayayá, localizado no Paraná.
Em 2021, uma empresa administrada pelos irmãos de Toffoli, da qual o ministro informou ser sócio, vendeu a um fundo de investimentos uma participação que mantinha no resort.
A transação, no valor de R$ 3,1 milhões, envolveu o fundo Arleen, que possui ligação com outro fundo, denominado Leal. Este último é administrado pelo cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A empresa Maridt, pertencente aos irmãos de Toffoli, manteve participação no resort até o ano passado.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, se declarou impedido de julgar o processo contra o também ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do plenário da Suprema Corte. Em declaração dada durante a sessão extraordinária do STF nesta terça-feira (15), Nunes Marques, que também atua como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),, falou dos impactos do processo nas eleições e disse “não se sentir confortável” para atuar no processo.
No início de sua fala, o ministro esclarece informações divulgadas entre os ministros nesta segunda-feira (14) e publicadas pela Folha de S. Paulo nesta terça, com relação ao seu filho, Kevin Marques, que teria mantido contato com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Nesse sentido, Nunes Marques diz que “eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master, meu filho nunca prestou nenhum serviço pelo Banco e nunca foi remunerado”. "É fato, porque o sigilo já foi quebrado. Quanto a isso, eu tenho absoluta isenção”, afirmou.
Ainda sobre o tema, o presidente do TSE diz ainda que “Nós ministros, todos os magistrados, sempre irão sofrer algum tipo de influência das pessoas que tentam se aproximar. Isso é uma realidade da qual nenhum de nós estará livre enquanto não erguermos nossas tropas”, disse o ministro.
Nunes Marques diz ainda que “nunca troquei nenhuma mensagem, não há registros de mensagens minhas com Daniel Vorcaro”.
Ao se declarar impedido de julgar o processo acerca do ministro Alexandre de Moraes, investigado após o registro de mensagens encontradas pela Polícia Federal com Daniel Vorcaro, ele cita que “é mais importante assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026, a que faltam apenas 19 dias.”.
“Eu tenho feito um esforço enorme e isso é de fácil constatação. O Tribunal Superior Eleitoral tem se mantido, a que pese uma ou outra crítica, equidistante de influências partidárias, membros e assessores de todos aqueles que estão em processo eleitoral. Posso até estar errado, mas eu reputo que o TSE está indo muito bem. Eu não tenho dúvida de que, em que pese, que os debates vão fluir e esse julgamento pode eventualmente também impactar no processo eleitoral, então na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e declaro meu impedimento”, afirmou o ministro.
Minutos após a declaração, o ministro Nunes Marques solicitou ao presidente da Corte, Edson Fachin, para deixar o plenário antes da sequência do julgamento e declarações dos demais membros.
"Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas, não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual. A divergência é legítima, mas o confronto pessoal não, a decisão pertence ao plenário, não a um ministro individualmente", afirmou o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) na abertura da sessão plenária desta terça-feira (15).
Na ocasião, os ministros da Suprema Corte se reúnem para debater a troca de mensagens entre Vorcaro e Alexandre de Moraes e decidir se os elementos reunidos justificam a abertura de uma investigação contra o ministro.
Fachin iniciou a sessão relembrando a trajetória de cada um dos ministros e agradecendo aos antigos magistrados que ocupavam as cadeiras da corte. "Não podemos entregar às gerações futuras um STF menor do que o que recebemos. Essa instituição não nos pertence, nós a recebemos do passado, temos o dever de preservá-la no presente e haveremos de entregá-la ao futuro", completou o ministro.
Segundo o presidente da corte, os magistrados precisam ter a consciência de que não é a posição pessoal dos ministros que deve falar pelo Supremo, e sim a decisão do plenário. "O país olha para esta corte, a história também olhará para esse momento. Há respeito institucional quando há discordância, há consideração pelo colega mesmo quando não há convergência, há limites que não decorrem da amizade ou da afinidade pessoal, mas da própria função que exercemos", acrescentou.
Na sequência, Fachin fez um resumo das investigações sobre Daniel Vorcaro e do andamento das apurações na Polícia Federal e no STF, e leu o relatório da investigação do ministro André Mendonça sobre Alexandre de Moraes.
Pela primeira vez, o STF discute o julgamento de um ministro da própria corte. A sessão começou às 10h e está sendo transmitida ao vivo na Rádio e TV Justiça e pelo canal oficial da Corte no YouTube.
A senadora Damares Alves, presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), iniciou às 10h20 uma reunião do colegiado para discutir os desdobramentos do julgamento que acontece no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15). Os ministros do STF analisam se abrem ou não uma investigação contra Moraes por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Além de Damares, participam da sessão os senadores Esperidião Amin (PP-SC), Jorge Seiff (PL-SC), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Alessandro Vieira (MDB-SE) e Jaime Bagatolli (PL-RO). Outros senadores foram chegando após a abertura, como Carlos Viana (PSD-MG), Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN).
Os senadores presentes na CDH criticam principalmente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não colocar em votação os pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Já são mais de 50 os pedidos de impeachment de Moraes acumulados na Mesa Diretora do Senado.
Para o senador Alessandro Vieira, autor do pedido de realização da sessão na CDH, a atuação de Alcolumbre tem servido como blindagem para uma série de excessos que, segundo ele, “vem penalizando a sociedade”. Vieira diz ainda que Alcolumbre vem impedindo os senadores de exercerem as suas prerrogativas, como a de julgar a atuação de ministros do STF.
“A Constituição Federal atribuiu expressamente a esta Casa responsabilidades próprias em relação às instituições que compõem a República. Cabe ao Senado, entre outras competências, participar da escolha dos Ministros do STF e, nas hipóteses e condições previstas constitucionalmente, processar e julgar Ministro daquela Corte nos crimes de responsabilidade. Essas atribuições não autorizam interferência indevida na função jurisdicional. Ao contrário, impõem ao Senado responsabilidade, prudência e permanente compromisso com a Constituição”, defendeu o senador.
Um dos temas em debate pelos parlamentares é uma possível mudança no regimento do Senado, para forçar a abertura dos processos de impeachment. Atualmente, o regimento determina que o presidente da Casa é a autoridade com a prerrogativa regimental exclusiva de decidir se abre ou engaveta um processo de impeachment contra ministros do STF.
Senadores como Alessandro Vieira defendem a aprovação de projetos que mudem o regimento e determinem uma quantidade mínima de assinaturas para que um processo de impeachment vá a voto. Uma das propostas é que requerimentos de impeachment que obtenham um mínimo de 49 assinaturas provoquem automaticamente a votação, em plenário, sobre a possível abertura de um pedido de impeachment contra ministro do STF, “independente da vontade do presidente da Casa”.
As discussões na comissão acontecem simultaneamente à transmissão da sessão do Supremo Tribunal Federal para avaliar abertura de investigação contra Alexandre de Moraes.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou um ofício à Corte, na noite desta segunda-feira (14), negando irregularidades na condução da investigação que envolve Alexandre de Moraes. Na manifestação enviada ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, Mendonça esclareceu que a determinação para a identificação das pessoas mencionadas no documento foi feita no âmbito da supervisão judicial da investigação, visando preservar o sigilo e a eficiência das apurações.
O ofício foi enviado às vésperas da sessão plenária desta terça-feira (15), que analisará o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes e decidirá se os elementos reunidos justificam a abertura de uma investigação contra o ministro.
A manifestação de Mendonça foi feita em resposta a um despacho de Fachin, emitido em 3 de setembro, quando o presidente da Corte determinou a coleta de informações sobre as condições em que o relatório foi elaborado e sobre a atuação da Polícia Federal.
Anteriormente, a Procuradoria-Geral da República havia se posicionado a favor da anulação do relatório, argumentando que Mendonça teria ultrapassado suas atribuições, contudo, Mendonça afirma que não realizou uma investigação contra Moraes, mas determinou aos policiais responsáveis pelo caso que apresentassem informações atualizadas sobre a identificação dos integrantes de uma suposta rede de influência e monitoramento mantida por Vorcaro.
Conforme Mendonça, ele determinou que os delegados encarregados apresentassem informações atualizadas sobre as investigações, porque as conversas continham dados que indicavam que Vorcaro buscava intervenção de autoridades públicas envolvidas nos "processos decisórios pertinentes".
Em manifestação enviada na noite desta segunda-feira (14), véspera do julgamento no STF, Moraes afirmou que a investigação conduzida por André Mendonça é ilegal e negou a existência de provas contra si, atribuindo as acusações a interesses político-eleitorais. Nesta terça-feira (15), o plenário da Corte analisará o relatório da Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Vorcaro e discutirá se os elementos reunidos justificam a abertura de uma investigação envolvendo Moraes.
Essa é a primeira vez que o ministro Alexandre de Moraes se pronunciou publicamente sobre as suspeitas levantadas contra ele em relatórios das investigações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro. Na petição enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, o magistrado refutou todas as denúncias, assegurando que nunca favoreceu o Banco Master ou Vorcaro e reafirmou que nunca julgou processos envolvendo o banqueiro ou a instituição financeira.
Moraes também caracterizou as acusações como uma tentativa de responsabilizá-lo por anotações feitas por terceiros, alegando que a ofensiva tem motivação "político-eleitoral", alegando que o relatório policial é baseado em conjecturas e fragmentos de mensagens sem comprovação, violando a cadeia de custódia das provas.
"A tentativa de golpe não se encerrou em 8 de janeiro, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas, assim como na primeira vez, o Supremo Tribunal Federal saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a defesa plena da Constituição, do Estado de Direito e da Democracia", declarou Alexandre de Moraes.
Segundo o ministro, André Mendonça já tinha ciência formal dos documentos contendo menções ao nome de Moraes desde maio, mas guardou o material deliberadamente para deflagrar a investigação no período político-eleitoral, às vésperas de 7 de setembro de 2026 Na manifestação, Moraes também argumenta que a investigação determinada por André Mendonça é ilegal, pois foi instaurada sem solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR), sem provocação da Polícia Federal e sem autorização prévia do plenário do STF.
"Na presente hipótese, de maneira absolutamente inconstitucional e ilegal, o ministro relator determinou, de ofício, a realização de atos de investigação em relação a um ministro da Corte", diz a manifestação.
Segundo ele, o relatório produzido não indicou a existência de qualquer indício de infração penal de sua parte e se baseia em anotações encontradas em blocos de notas do celular de Vorcaro. O ministro afirma que nunca teve conhecimento prévio da Operação Compliance, não contatou autoridades responsáveis pela investigação e não vazou informações do procedimento. Ele também destaca que nunca tomou qualquer ação para favorecer o Banco Master ou Vorcaro e que não participou de processos envolvendo o banqueiro ou a instituição financeira.
Um dos principais argumentos da defesa é que a hipótese de vazamento não se sustenta diante dos resultados da própria operação. Moraes afirma que Vorcaro foi preso enquanto se preparava para embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, portando um passaporte verdadeiro e seu telefone celular. Ele argumenta que o sucesso da prisão e a apreensão do aparelho demonstram que o investigado não tinha conhecimento prévio da existência de um mandado judicial contra si.
Outro ponto central da manifestação é a contestação das supostas mensagens. Moraes afirma que o relatório não apresenta "nenhuma mensagem" de sua autoria que indique consultoria jurídica, favorecimento ao Banco Master ou conhecimento prévio de operações policiais.
A defesa também critica a metodologia utilizada no relatório da PF. Moraes afirma que as provas não foram preservadas adequadamente e que o relatório foi elaborado a partir de interpretações, e não de uma perícia técnica. Segundo o ministro, as conclusões foram formadas a partir de recortes de mensagens e interpretações sem comprovação técnica.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o ministro Kassio Nunes Marques se reuniram, nesta segunda-feira (14), na véspera do julgamento entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Kassio já havia se reunido com Fachin durante a rodada de conversas individuais que o presidente da Corte teve com os colegas sobre o julgamento de amanhã. Na quinta-feira da última semana, Fachin também se encontrou com Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Fachin tem usado as conversas para ouvir os colegas sobre o rito a ser adotado na sessão extraordinária e sobre a forma de condução do julgamento. O presidente do STF, porém, tem adotado uma postura de escuta e evitado antecipar suas próprias posições. Nos encontros de quinta-feira, ouviu avaliações e sugestões dos ministros, mas não indicou qual caminho pretende seguir diante das ponderações apresentadas.
Por conta da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de pedir ao ministro André Mendonça que retirasse o sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro, veio à tona a informação sobre um pedido da Polícia Federal que há seis meses está parado na mesa do relator da investigação sobre o Banco Master.
Em 10 de março deste ano, a Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça que ele revelasse integralmente dados de um relatório do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaria pagamentos do ecossistema de Daniel Vorcaro a uma autoridade com foro privilegiado. O relatório de inteligência financeira elaborado pelo Coaf ocultava, com tarjas, o nome da autoridade mencionada.
No pedido feito a Mendonça, a PF pediu autorização para ter acesso ao documento completo do Coaf, sem as tarjas, para que se soubesse o nome da autoridade implicada no esquema de pagamentos. Passados seis meses do pedido, o ministro não permitiu à PF saber o nome da autoridade envolvida.
Em seu ofício encaminhado em março a Mendonça, a Polícia Federal registrou de forma expressa as razões técnicas que tornavam indispensável a intervenção do relator:
“A cautela do Coaf em não compartilhar automaticamente dados que envolvam autoridades com foro por prerrogativa de função alinha-se ao respeito às regras de competência jurisdicional. Todavia, considerando que a presente investigação criminal já tramita regularmente perante este Supremo Tribunal Federal, o juízo competente para supervisionar a higidez das provas e autorizar o acesso a dados sigilosos é, indubitavelmente, Vossa Excelência”, afirma o pedido.
Mesmo com a justificativa, o ministro André Mendonça manteve o requerimento paralisado. No volume de 13 páginas elaborado pelo Coaf, as tarjas pretas encobrem os beneficiários diretos que possuem foro privilegiado, beneficiados com repasses sistemáticos efetuados por empresas e operadores ligados a Fabiano Zettel, cunhado e apontado como braço financeiro de Vorcaro. Entre as entidades que figuram na malha de transações está a Igreja da Lagoinha Belvedere, instituição fundada por Zettel.
Fontes ligadas à investigação ouvidas pela reportagem do jornal O Globo afirmam que a autoridade mencionada no relatório seria um ministro do Supremo Tribunal Federal. Entre o grupo do ministro Alexandre de Moraes, há a aposta de que se trate do ministro Dias Toffoli.
Toffoli já havia sido citado em outro relatório da PF, de cerca de 200 páginas, que listava supostas ligações com Daniel Vorcaro. Entre os pontos mencionados estava a compra de uma participação avaliada em R$ 35 milhões na empresa que controlava o resort Tayaya, ligado à família do ministro.
Esse relatório, no entanto, foi arquivado pelo presidente do STF em uma sessão secreta realizada em fevereiro deste ano.
Uma pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) aponta que 37% das pessoas consideram que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem agido de forma correta no embate com Alexandre de Moraes. Outros 16% veem Moraes como quem age corretamente.
O levantamento também apontou que 20% dos entrevistados consideram que "nenhum dos dois" tem agido de forma correta, e 25% não souberam responder. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
Os dados foram coletados em meio ao acirramento de uma disputa entre Moraes e Mendonça, que também transbordou para a corrida presidencial. Nesta terça-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) marcou sessão para decidir se abre investigação contra Moraes, depois que um relatório da Polícia Federal (PF) apontou diálogos entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro às vésperas da prisão dele, em 2025.
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, nesta segunda-feira (14), os procedimentos e diretrizes que conduzirão a sessão plenária extraordinária agendada para esta terça-feira (15). A Suprema Corte debaterá o conjunto de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Todos os pontos de entrada terão detectores de metais e equipamentos de raio X. Os participantes também passarão por procedimentos de inspeção antes de entrar no plenário.
Segundo comunicado, o acesso ao espaço será restrito a convidados previamente autorizados pelo Cerimonial. Os celulares deverão ser desligados e colocados em sacolas de segurança com lacre durante toda a sessão. Segundo o STF, quem romper o lacre dentro do plenário poderá ser retirado do local.
Toda a abertura dos trabalhos no STF está prevista para as 10h, com transmissão em tempo real pelos veículos oficiais do tribunal: TV Justiça, Rádio Justiça e o canal do Supremo no YouTube. A dinâmica do plenário seguirá o protocolo da Corte: após o início da sessão, os ministros farão a leitura e a votação da ata anterior, acompanhadas das saudações formais. Na sequência, o STF realizará o pregão do processo, ato formal que abre oficialmente o julgamento.
O supremo informou que a limitação de público ocorre devido à capacidade do espaço. Jornalistas credenciados não terão acesso ao plenário e poderão acompanhar a sessão de uma estrutura montada na marquise do prédio, com telões, cadeiras e mesas. O esquema de segurança foi organizado em conjunto pela Polícia Judicial, órgãos de segurança do Distrito Federal, Comando Militar do Planalto, Forças Armadas, GSI, Abin e demais instituições envolvidas.
RITO REGIMENTAL
Como presidente da Corte e relator do processo, função que assumiu no sábado (12) em substituição ao ministro André Mendonça, o presidente Edson Fachin abrirá a fase de debates com a leitura do relatório e a delimitação das teses a serem apreciadas pelo plenário.
Após a apresentação do relatório, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os advogados (em eventuais sustentações orais) poderão se manifestar. Concluídas as intervenções, Fachin proferirá o primeiro voto, seguido pelos demais ministros de acordo com a ordem regimental do STF. Caberá ao presidente proclamar o resultado final ao término da votação.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter em sigilo as quebras de sigilo bancário e fiscal de mais de 30 pessoas físicas e jurídicas investigadas no caso Master, incluindo empresas do próprio Daniel Vorcaro.
Em março, a Polícia Federal (PF) pediu a Mendonça a retirada de dados do relatório do Coaf e, oito dias depois, enviou uma nova solicitação para as quebras de sigilo dos mesmos alvos. A segunda medida foi autorizada, e o ministro considerou que a primeira havia perdido a validade, já que os relatórios do Coaf são mais superficiais que as quebras de sigilo.
As quebras autorizadas afetam empresas como a Super Empreendimentos, investigada por supostamente facilitar pagamentos de Vorcaro a uma milícia e a agentes públicos, e a Moriah Asset, fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como seu operador financeiro.
Os dados também revelaram que a Igreja da Lagoinha, sob a gestão de Zettel, teve movimentação atípica de R$ 57 milhões entre 2014 e 2015, enquanto seu faturamento anual é de R$ 950 mil.
Em ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, Moraes destacou que Mendonça não havia tornado público o material do Coaf, que é essencial para o julgamento desta terça-feira (15). Na ocasião, o plenário se reunirá para discutir a crise na corte, após Mendonça expor mensagens que Vorcaro teria enviado a Moraes, indicando disposição para investigar o colega.
Fachin solicitou manifestação à Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a divulgação do documento por sua relevância. A decisão agora está com Fachin, que assumiu a relatoria do caso Moraes-Vorcaro e determinou o levantamento do sigilo do caso Master, exceto em diligências ainda em andamento.
Ele também ordenou que Mendonça enviasse os autos dos casos Master e INSS ao seu gabinete, o que paralisa as investigações e impede novas decisões do relator original. A PF ainda não apresentou o relatório de análise de movimentação bancária e financeira, levando o gabinete de Mendonça a considerar que o caso deve permanecer sigiloso.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) alinhados ao ministro André Mendonça articulam nos bastidores uma estratégia para reagir a um eventual pedido de vista durante o julgamento que definirá a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (14).
Segundo informações da colunista Andréia Sadi, do g1, obtidas em apuração com interlocutores no Supremo, a articulação prevê que magistrados antecipem seus votos pela abertura do procedimento mesmo se a sessão for interrompida por solicitação de mais tempo de análise. A orientação desse grupo é para que o relator do caso, ministro Edson Fachin, registre seu voto logo no início da sessão.
A avaliação mantida por integrantes dessa ala é de que atualmente há maioria formada no plenário favorável à autorização da apuração. O objetivo da antecipação dos votos seria deixar registrada a posição da Corte e evitar o sobrestamento do tema até o período posterior às eleições.
Do outro lado, ministros próximos a Alexandre de Moraes analisam a possibilidade de recorrer ao pedido de vista para suspender o julgamento, em movimento intensificado após a decisão de Fachin de manter a tramitação do procedimento de forma separada das demais apurações em curso no tribunal.
Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a retirada do sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.
Segundo informações da Agência Brasil, o parecer da PGR foi produzido em resposta a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, que em ofício ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro.
Antes de decidir, Fachin requereu o parecer da PGR, para quem o sigilo deve ser retirado para que se “possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve”, diz a manifestação assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hidenburgo Chateaubriand Filho.
O vice-PGR fez referência ao julgamento marcado para esta terça-feira (15), quando o plenário do Supremo deverá analisar se abre ou não uma investigação contra Moraes.
Até o momento, o STF levantou o sigilo de 53 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro.
Essa última petição sobre os pagamentos do ex-banqueiro, contudo, segue em segredo. Em sua manifestação, a PGR informou que sequer sabia da existência desse processo, que “não aparece visível à PGR no sistema do STF”, diz o parecer.
JULGAMENTO
No julgamento de terça, os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação próxima.
O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. As mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente.
Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores.
O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre material foi retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. Em resposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual haveria direcionamento das investigações do caso Master por Mendonça, com objetivo de atingir desafetos políticos.
O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”.
Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.
Em uma semana com expectativa sobre a decisão do Banco Central a respeito da taxa básica de juros, as atenções em Brasília estarão voltadas principalmente para a sessão marcada para esta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF). Marcada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, inclusive com determinação para que seja transmitida ao vivo pela TV Justiça, a sessão pode representar o ápice da crise que começou no início de setembro, desde que o ministro André Mendonça tornou públicas as mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Com a escalada da crise no STF e em meio às incessantes revelações sobre casos como o do financiamento do filme “Dark Horse”, que envolve o candidato Flávio Bolsonaro (PL), as eleições perderam protagonismo no debate político em Brasília. Ainda assim, a campanha segue a todo vapor e entra em uma fase decisiva, já que faltam apenas três semanas para o primeiro turno, em 4 de outubro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem realizado viagens de campanha mais em dias como sextas, sábados e domingos, inicia sua semana com compromissos internos no Palácio do Planalto e a sanção da medida provisória que destina recursos para o financiamento de veículos a motoristas de transporte privado de passageiros. A medida inclui benefícios a motoristas de aplicativo (motos ou carros), taxistas, cooperativas de taxistas e profissionais de transporte escolar.
Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula inicia sua semana em Brasília nesta segunda-feira (14) com compromissos internos no Palácio do Planalto. A agenda de Lula para a manhã inclui apenas uma reunião com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.
Na parte da tarde, o presidente Lula terá uma reunião às 14h40 com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, e logo depois, às 15h, haverá uma solenidade para a sanção da medida provisória 1359/2026, que institui linhas de financiamento do MOVE para veículos novos.
A medida, aprovada pelo Senado no dia 1º de setembro, destina até R$ 30 bilhões para o financiamento da compra de veículos novos que respeitem critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O texto da medida também abre permissão para o financiamento de infraestrutura, equipamentos e renovação da frota do transporte urbano de passageiros ou cargas, com foco principal na concessão de empréstimos para a compra de motos e motocicletas por entregadores de aplicativo.
Nesta segunda, o presidente Lula ainda terá uma reunião, no Palácio do Planalto, com os ministros da Fazenda, Dario Durigan, da Casa Civil, Miriam Belchior, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, às 16h30.
A agenda de Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
No calendário da economia, a semana tem como destaque a decisão do Comitê de Política Econômica do Banco Central na chamada “superquarta” (16). O Banco Central anunciará a nova taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, e a expectativa dos analistas de mercado é de mais um corte de 0,25 ponto percentual, principalmente depois de o IPCA de agosto registrar deflação de 0,32%.
Antes do Copom, será divulgado nesta semana, nesta terça (15), o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, um estudo completo do IBGE sobre a situação da agropecuária no país. O estudo mostrará os resultados da produção brasileira no mês de agosto deste ano.
Também na terça o IBGE apresenta os resultados da sua Pesquisa Mensal do Comércio. A pesquisa mostrará um raio-x da situação do comércio brasileiro no mês de julho.
PODER LEGISLATIVO
O Congresso Nacional segue paralisado, em um momento de recesso branco por conta da campanha eleitoral. Depois de realizar dois período de esforço concentrado, Senado Federal e Câmara dos Deputados só terão sessões em plenário após o primeiro turno das eleições.
Apesar da paralisação, um grupo de parlamentares vêm pressionando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a realizar uma sessão no plenário nesta semana. Senadores como Carlos Viana (PSD-MG) e Eduardo Girão (Novo-CE) reivindicam a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Alcolumbre, não dá sinais de que irá ceder às pressões e até o momento, não há indicação de realização de qualquer sessão no plenário do Senado.
PODER JUDICIÁRIO
Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal se prepara para viver um dos momentos mais delicados de seus mais de 130 anos de história. Nesta terça (15), às 10h, o plenário se reúne em sessão extraordinária para analisar o procedimento originado a partir de informações da Polícia Federal sobre suposta relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Os ministros devem definir o destino dos elementos reunidos pela PF e indicar se há espaço para que seja iniciada uma investigação na Corte relacionada ao ministro Alexandre de Moraes. Na votação, os ministros também poderão decidir se prevalecerá a tese da Procuradoria-Geral da República (PGR), que questiona a validade do relatório da PF e pede a sua nulidade.
A crise ganhou maior dimensão quando o relatório da PF foi tornado público, no início do mês de setembro. O documento levou André Mendonça a separar o material para apreciação dos demais ministros do Supremo.
Já Alexandre de Moraes reagiu em outro procedimento, o inquérito das fake news, e apresentou elementos para questionar a relatoria do próprio ministro Mendonça, responsável pelas investigações. O STF então passou a conviver com duas frentes distintas: uma relacionada aos elementos que alcançaram Moraes e outra referente à conduta de Mendonça na condução dos procedimentos.
Apesar da pressão do grupo ligado a Moraes, o presidente do STF, Edson Fachin, colocou na pauta apenas o pedido relacionado às conversas de Daniel Vorcaro com o ministro do STF. A denúncia apresentada por Alexandre de Moraes contra Mendonça foi agendada para a sessão plenária do dia 23 deste mês.
Edson Fachin também tomou para si a relatoria do caso contra Moraes, por identificar possível impedimento de juiz por relação com envolvidos, fato previsto no Código de Processo Civil. A decisão concentra na presidência da Corte as decisões que guiarão desdobramentos da crise no STF.
Na sessão desta terça, há expectativa também sobre um possível pedido de vista, que levaria o caso relacionado a Moraes a um futuro incerto, já que a votação dos demais ministros pode acabar ficando apenas para o ano que vem.
Com os ministros divididos entre as posições de Alexandre de Moraes e André Mendonça, ainda não se sabe se o presidente do STF, Edson Fachin, manterá a sessão plenária da próxima quarta (16), para julgamentos de uma pauta de ações previamente acertadas. Na semana passada, duas sessões no plenário foram canceladas devido à crise no Tribunal.
Os ministros do STF deixaram de julgar, na semana passada, ações com a ADC 91, que tem como tema central o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). A ação julga a validade de um trecho que prevê que dados de registro de conexão, como o IP (informação utilizada para identificar usuários), só podem ser disponibilizados mediante ordem judicial.
Também foram adiados os julgamentos das ADIs 5059 e 5073, que envolvem o alcance do poder de requisição de provas, informações, dados e documentos por delegados de polícia em investigações criminais, conforme previsto em trechos da Lei 12.840/2013.
Para esta semana, a pauta previamente agendada tem como primeiro item a análise da ADI 7495, que discute diferenças nas regras de licença parental, incluindo a equiparação entre maternidade biológica e adotiva e a possibilidade de compartilhamento do período de afastamento entre os responsáveis pela criança. A ação foi proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes, que pediu destaque do processo no Plenário Virtual.
Também estão pautados dois processos que discutem a aplicação do Estatuto da Pessoa Idosa a reajustes de planos de saúde por faixa etária. Na ADC 90, o STF analisa se a proibição de cobrança de valores diferenciados em razão da idade alcança contratos firmados antes da entrada em vigor do estatuto, em 2004.
O tema também é tratado no RE 630852, com repercussão geral (Tema 381), cujo julgamento aguarda a proclamação do resultado. A Presidência do STF indicou que os entendimentos dos dois processos serão harmonizados para a proclamação conjunta.
A pauta inclui ainda a retomada do julgamento da ADI 5385, que questiona lei de Santa Catarina que redefiniu os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e criou o Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras de Massiambu. O julgamento foi suspenso em agosto, diante da possibilidade de empate em cinco a cinco, em razão da cadeira vaga no Tribunal.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, em ofício neste domingo (13), que incluir novos elementos e abrir a íntegra das informações extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro "somente contribuiria para tumultuar o julgamento" e "colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações".
A manifestação ocorre a dois dias do julgamento no plenário do STF, marcado para a próxima terça-feira (15), no qual os ministros devem analisar o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
"A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural", disse Mendonça.
Nos últimos dias, os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e o próprio Alexandre de Moraes acionaram a presidência da Corte para cobrar o acesso integral ao espelhamento do aparelho — um iPhone apreendido pela PF nas apurações ligadas ao Banco Master.
Zanin e Gilmar argumentaram que os magistrados precisam de todo o contexto para decidir, enquanto Moraes pontuou que "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento".
No documento deste domingo, Mendonça rebateu as cobranças e assegurou que todos os integrantes do tribunal têm acesso ao mesmo material que ele próprio utilizará.
"Reitero que todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os ministros deste tribunal. Para tal fim, este ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão", escreveu.
Ao citar o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, Mendonça concluiu afirmando que "como bem enfatizou o eminente Presidente, 'a gravidade dos fatos não autoriza atalhos', mas também não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça".
PEDIDO DE EXPLICAÇÕES A DELEGADOS DA PF
No mesmo despacho, Mendonça solicitou a Fachin que determine a quatro delegados da PF a prestação de informações, no prazo de 24 horas, sobre como se deu o envio de relatórios e mídias ao seu gabinete em março de 2026.
Mendonça solicitou que os policiais esclareçam as circunstâncias da entrega do material e informem se sofreram eventuais "constrangimentos sofridos ao longo das investigações".
IMPASSE PRÉ-JULGAMENTO
A manifestação de Mendonça é mais um capítulo da crise e da troca de ofícios que se intensificou no STF às vésperas da sessão de terça-feira (15).
No sábado (12), Fachin havia concedido prazo de 24 horas para que a Polícia Federal esclarecesse a situação do celular de Vorcaro e a integridade da cadeia de armazenamento das provas.
Na manhã deste domingo (13), a PF respondeu que o aparelho e a extração originais permanecem guardados com segurança na corporação e que tem plenas condições técnicas de remeter cópias idênticas a todos os gabinetes que requisitarem.
A PF pontuou ainda que o arquivo repassado ao gabinete de Mendonça em março era uma cópia, atendendo a uma solicitação formal do relator.
Mendonça, por sua vez, já havia argumentado anteriormente que mantinha os arquivos lacrados e criptografados em seu gabinete como contraprova de segurança, sem tê-los manuseado.
Enquanto isso, a ala de Moraes no Supremo articula levantar questões preliminares e nulidades processuais na sessão de terça-feira, apontando supostas irregularidades na confecção e no direcionamento do relatório de Mendonça e a falta de acesso prévio a todo o celular de Vorcaro.
Seria uma tentativa de barrar a abertura de uma apuração contra o ministro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também já opinou pelo arquivamento do relatório com base em vícios de tramitação.
O ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assumiu neste sábado (12) a relatoria do caso que avalia a abertura de um inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes. Na semana que vem, o plenário do Supremo vai decidir se abre a investigação contra Moraes após documentos liberados por André Mendonça associarem a figura do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao vice-presidente do STF.
Em decisão tomada já na noite deste sábado, Edson Fachin retirou o processo das mãos do ministro André Mendonça e o transferiu para a presidência da Corte. A transferência da relatoria foi fundamentada nas regras internas do tribunal, já que o regimento do STF estabelece que apurações preliminares contra magistrados da própria Corte devem ser conduzidas por seu presidente.
Na mesma decisão, ele pediu o envio das íntegras dos processos das investigações do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e do Banco Master. Com isso, ele paralisa os andamentos dos dois casos.
O plenário do STF decidirá na próxima terça-feira (15) o futuro do caso de Moraes. Os ministros deverão definir, em transmissão ao vivo, se abrem uma investigação formal contra o magistrado ou se determinam o arquivamento do pedido.
Para 28% dos brasileiros, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria sofrer um processo de impeachment. Já para 37% das pessoas, o ministro André Mendonça deveria se afastar temporariamente do seu cargo no STF.
Esses foram alguns resultados obtidos em pesquisa divulgada pelo Datafolha neste sábado (12). O instituto entrevistou cerca de duas mil pessoas nos últimos dias.
Ainda em relação a Moraes, cerca de 34% acreditam que ele deveria se afastar de seu cargo, enquanto 12% dizem que André Mendonça é que deveria sofrer um impeachment. A pesquisa também apurou que 7% não viram nada de errado na atuação de Alexandre de Moraes, enquanto 5% acreditam que não há problemas porque o vazamento de conversas das investigações foi ilegal.
Confira abaixo os resultados em relação aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça:
Sobre Alexandre de Moraes
34% defendem afastamento temporário
28% pedem impeachment
13% querem renúncia do cargo
7% afirmam que não há nada de errado nas mensagens
5% acreditam que o vazamento de conversas foi ilegal
13% se disseram indecisos
Sobre André Mendonça
37% defendem afastamento temporário
25% dizem que não há nada de errado nas ações dele
12% pedem impeachment
11% querem renúncia do cargo
12% se disseram indecisos
Em outro recorte da pesquisa Datafolha, 76% dos brasileiros consideram que os ministros do STF possuem poder demais. Desse total, 18% não acreditam em tal afirmação.
A pesquisa também mostra que 3% não concordam nem discordam do acúmulo de poder dos magistrados, enquanto 4% não souberam responder.
Um outro questionamento foi feito para avaliar a percepção dos eleitores se confiam menos no STF atualmente do que no passado. Do total, 77% acreditam que a Corte era mais acreditada no passado, enquanto 16% discordam. Aqueles que não concordam nem discordam com a colocação somam 3%, e os que não souberam responder são 4%.
O levantamento do Datafolha ouviu 2.002 eleitores entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-01833/2026.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, negou o pedido do ministro Alexandre de Moraes para julgar de forma unificada duas investigações paralelas sobre o caso Banco Master. A decisão foi oficializada neste sábado (12).
Com a decisão, Fachin manteve a realização da sessão Plenária da próxima terça-feira (15) dedicada exclusivamente ao processo relativo a Moraes e agendou para 23 de setembro a análise do caso que envolve a conduta do ministro André Mendonça.
Moraes havia apresentado um requerimento à Presidência alegando o "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual", caso os processos fossem apreciados separadamente.
O presidente da Corte, no entanto, explicou que os dois casos estão em fases diferentes: o processo sobre as mensagens relativas a Moraes já se encontrava pronto e liberado para julgamento pelos ministros; enquanto o processo sobre a conduta de Mendonça ainda possui prazos abertos para a colheita de informações e manifestações formais.
No caso da apuração sobre as mensagens de Alexandre de Moraes, o STF analisa informações da Polícia Federal (PF) sobre contatos e mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro.
Já a investigação sobre a conduta de André Mendonça reúne relatórios da Polícia Federal (PF) sobre a atuação do próprio André Mendonça na condução das operações. O relatório trata de suspeitas levantadas pela PF quanto à imparcialidade e a um suposto direcionamento seletivo das apurações contra alvos políticos, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o próprio Moraes.
Nesse cenário, Fachin concluiu que levar o segundo processo ao Plenário antes do fim dos prazos inviabilizaria a análise, optando por marcá-lo para o fim de setembro.
O ministro e decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, enviou, nesta sexta-feira (11), um ofício ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, afirmando que não é possível julgar nenhuma das duas petições que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e o ministro André Mendonça em diferentes casos.
No primeiro caso, Gilmar Mendes se refere ao de número 16.662, o relatório da Polícia Federal (PF-DF) feito a pedido de André Mendonça e utilizado pelo magistrado para afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, decisão que foi revertida posteriormente pelo presidente do STF.
O outro caso, o de número 16.704, suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino relacionadas à cúpula da Polícia Federal e determinou que procedimentos envolvendo investigação de integrantes da Corte sejam previamente encaminhados à Presidência.
Gilmar argumenta que há "sérias dúvidas" de que o caso de Moraes, no atual "estágio processual", esteja em condições de ser julgado. Para o decano, não há definição "adequada" sobre o caso, seja em relação a quem ocupa a posição de investigado, ao objeto da apuração, ao rito a ser adotado ou à própria maturidade da questão que será debatida pelo plenário.
A Polícia Federal identificou mensagens que apontam para uma suposta participação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na PixBet e na Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Atlético-MG. Segundo os diálogos encontrados pelos investigadores, Vorcaro seria proprietário da empresa de apostas e teria 25% da SAF do clube mineiro.
As conversas fazem parte das investigações sobre as fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master e também sobre as relações mantidas por Vorcaro com autoridades da República.
As mensagens foram trocadas em outubro de 2024 entre Marilson Roseno da Silva, ex-escrivão da PF investigado por integrar um grupo chamado “A Turma”, e um contato identificado como “Pk Caiava”. De acordo com a investigação, o grupo teria atuado no monitoramento e na intimidação de pessoas consideradas adversárias de Vorcaro.
Em áudio enviado no dia 3 de outubro, Marilson afirmou que a PixBet pertenceria ao “chefe” de São Paulo, expressão que, segundo os investigadores, seria uma referência a Vorcaro.
“Cara, ele não vai conseguir, esquece. Só os p… Sabe de quem é essa PixBet ai? Do chefe lá de São Paulo. Que tem 25% do Galo. Aliás, o patrocínio vai até mudar lá. Acho que no ano que vem vai ficar Pixbet. É dele. Acho que ele vai me colocar para gerenciar isso”, disse o funcionário do banqueiro, em mensagem de áudio.
Na sequência, “Pk Caiava” questionou quem seria o homem citado. Marilson respondeu: “É o Daniel Vorcaro, pô, que comprou 25% lá. É a SAF”.
As investigações também identificaram referências a outro integrante ligado ao grupo. Em uma das conversas, “Pk Caiava” mencionou “Mexirica”, apontado como alguém que trabalharia para Vorcaro. A PF identificou o apelido como sendo de Felipe Mourão, que também seria conhecido como “Sicário” e, segundo os investigadores, teria atuado ao lado do banqueiro nas fraudes atribuídas ao Banco Master.
INGRESSOS PARA FAMÍLIA DE MORAES
Outro conjunto de mensagens apreendidas pela PF indica que Vorcaro teria buscado ingressos VIP para os filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acompanharem uma partida entre Atlético-MG e Grêmio, disputada na Arena MRV, em maio de 2024.
Para os investigadores, a iniciativa seria mais um elemento relacionado à proximidade entre Vorcaro e Moraes. O ministro entrou no radar da investigação porque o escritório de advocacia de sua esposa firmou um contrato de R$ 131 milhões para prestar serviços ao banqueiro.
Em novembro do ano passado, o Atlético-MG informou o afastamento de Vorcaro da SAF, responsável pela administração do clube. Na ocasião, a equipe declarou que a medida ocorreu em razão de “fatos de conhecimento público que geraram impedimentos para o exercício regular de suas funções”.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta sexta-feira (11) um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.
Moraes pediu a derrubada imediata de todo e qualquer sigilo dos documentos. O ministro também solicitou o julgamento conjunto de duas petições que tramitam no tribunal sobre o caso:
- a que trata das mensagens trocadas por Daniel Vorcaro com o próprio Alexandre de Moraes;
- e a que reúne representações que apontam suposta quebra de imparcialidade e suspeitas de improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade por parte de Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero".
"O julgamento fracionado das PETs 16.704 e 16.662 (...) somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos de cada PET deverão ser entregues aos Ministros julgadores, com a supressão de 180 (cento e oitenta) documentos, obstaculiza gravemente a análise probatória", escreveu Moraes.
No ofício a Fachin, Moraes anexou uma tabela comparativa detalhando a diferença entre as peças disponibilizadas e as registradas no sistema eletrônico do tribunal.
- Inquérito 5026: 61 peças pendentes (1.025 disponibilizadas de 1.086);
- PET 15556: 54 peças pendentes (504 disponibilizadas de 558);
- Reclamação (RCL) 88121: 35 peças pendentes (413 disponibilizadas de 448);
- PET 15198: 23 peças pendentes (1.049 disponibilizadas de 1.072);
- PET 15978: 7 peças pendentes (392 disponibilizadas de 399).
Segundo o ministro, das 4.514 peças constantes no sistema para os 15 procedimentos listados, apenas 4.334 foram tornadas acessíveis.
Ele pediu ainda que a Diretoria de Tecnologia da Informação (TI) do STF certifique a quantidade exata de procedimentos existentes relacionados à investigação.
JULGAMENTO CONJUNTO COM MENDONÇA
Moraes também criticou o fato de ter sido pautada apenas a análise da PET 16.662, deixando de fora a PET 16.704.
Esta última reúne representações que apontam suposta quebra de imparcialidade e suspeitas de improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade por parte de Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero".
Entre os pontos citados por Moraes contra Mendonça na comunicação original de 3 de setembro estão:
- Usurpação da direção das investigações policiais com quebra da cadeia de custódia;
- Condução irregular de tratativas de colaboração premiada;
- Suposto direcionamento de alvos (incluindo o próprio Moraes e o senador Davi Alcolumbre) por motivações pessoais e políticas
CRISE MASTER NO STF
O embate ocorre após André Mendonça retirar, na quinta-feira (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin.
Contudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como apurações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme "Dark Horse" — produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a direção-geral da PF.
A revista britânica The Economist publicou um editorial no qual afirma que o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ser uma "ameaça" à democracia do Brasil. Sob o título "When the defenders of democracy turn their backs on it instead" [Quando os defensores da democracia lhe viram as costas], a publicação desta quinta-feira (10) faz severas críticas à Corte e questiona os métodos e a conduta do ministro Alexandre de Moraes, no momento em que o país se aproxima das eleições gerais marcadas para 4 de outubro.
De acordo com a publicação, a crise institucional no tribunal tem como eixos centrais as decisões proferidas por Moraes nos julgamentos relacionados ao 8 de Janeiro, o seu envolvimento com o caso do Banco Master e a disputa pública travada com o ministro André Mendonça.
A revista define o cenário atual como "um escândalo de corrupção repugnante e cada vez maior" no seio do tribunal que supervisionou o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O texto ressalta ainda que falhas processuais atribuídas a Mendonça e as tentativas de autoproteção por parte de Moraes poderiam ser utilizadas como justificativa jurídica para anular e encerrar toda a investigação referente ao Banco Master.
Depois de ter desmarcado pronunciamento que faria na manhã desta quinta-feira (10), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou que dará explicações na próxima segunda (14), pela manhã. Segundo jornal Estado de S.Paulo, a fala do ministro ocorrerá na véspera da sessão plenária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para as 10h de terça (15).
O ministro informou que seu pronunciamento não terá espaço para perguntas nem questionamentos por parte da imprensa. Alexandre de Moraes não informou qual será o conteúdo da sua fala.
Apesar de ter marcado o pronunciamento para esta quinta, Moraes, segundo interlocutores, teria cancelado por conta da operação deflagrada pela Polícia Federal a partir de autorização do ministro Flávio Dino, para investigar o repasse de dinheiro público à produtora responsável pelo filme “Dark Horse”.
Um grupo de deputados, entre eles Capitão Alden, do PL da Bahia, protocolou requerimento na Câmara para pedir a convocação de uma sessão especial no plenário com o objetivo de ouvir esclarecimentos do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada.
O requerimento foi encaminhado ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tem o poder de decidir se realizará a sessão no plenário, chamada de Comissão Geral. No requerimento, os deputados afirmam que a intenção é a de apurar circunstâncias de elaboração, autoria, supervisão e eventual utilização institucional ou processual de documentos de inteligência atribuídos à Polícia Federal, juntados em inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na justificativa da convocação, o deputado Capitão Alden e os demais que assinam o documento alegam a necessidade de esclarecimento público e institucional acerca dos relatórios atribuídos a unidades da Polícia Federal que teriam analisado atos, condutas e circunstâncias envolvendo altas autoridades da República.
Os deputados afirmam que os documentos, que se tornaram públicos por conta da guerra aberta entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, apresentam avaliações de cenário sem valor probatório, e teriam ingressado em procedimento judicial e sido utilizados como elementos para a adoção de providências de significativa repercussão institucional.
O texto do requerimento afirma também que a questão assumiria especial gravidade diante de decisão judicial segundo a qual o documento da PF seria apócrifo, sem timbre ou qualquer outro símbolo gráfico capaz de lhe empregar o mínimo grau de legitimidade e confiabilidade.
“A ausência, conforme apontada, de assinatura, numeração, data, identificação inequívoca da unidade produtora e de outros mecanismos ordinários de autenticação suscita questões objetivas e incontornáveis acerca da origem, integridade, rastreabilidade, autenticidade e responsabilidade funcional relacionada ao material”, dizem os parlamentares sobre os relatórios da Polícia Federal utilizados por Moraes para pedir abertura de investigação contra André Mendonça.
“Não se trata, portanto, de discutir apenas aspectos formais de documentos administrativos ou de inteligência. É necessário esclarecer se foram observados os limites jurídicos e técnicos que distinguem atividade de inteligência, produção de conhecimento e investigação criminal, bem como quais critérios foram empregados para coleta, tratamento, validação, classificação e difusão das informações”, diz o requerimento.
A União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) defendeu, nesta quarta-feira (9), que relatórios de inteligência não sejam utilizados como instrumentos de investigação, acusação ou disputas políticas. A manifestação ocorre após o ministro do STF André Mendonça questionar o uso de documentos de inteligência da Polícia Federal (PF) relacionados a ele pelo ministro Alexandre de Moraes.
Em nota pública, a entidade afirmou que a atividade de inteligência deve atender exclusivamente aos interesses do Estado e da sociedade, sem influência de governos, partidos ou grupos políticos. A Intelis também defendeu que o setor seja orientado pela Constituição, pela legalidade, pelo profissionalismo, pelo controle democrático e pelo “absoluto apartidarismo”.
Segundo a organização, o episódio evidencia a necessidade de estabelecer limites e mecanismos de fiscalização para a área. A entidade citou o PL 6.423/2025, que propõe atualizar o marco legal da inteligência, e a PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. Para a Intelis, a ausência de uma regulamentação mais clara representa um risco à democracia, ao Estado e à segurança nacional.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou a suspensão de todos os procedimentos que envolvam investigações contra integrantes da própria Corte. A decisão ocorre após sete anos de concentração desses procedimentos no âmbito do inquérito das fake news, relatado por Moraes.
Com a determinação, expedientes e apurações referentes a ministros do STF deixam de tramitar sob relatorias isoladas ou no âmbito do inquérito conduzido por Moraes. A condução e centralização dos casos passam a ocorrer sob supervisão direta da Presidência da Corte, na Petição (Pet) 16.704.
A medida altera o funcionamento do Inquérito das Fake News (Inq. 4.781/DF), criado em 2019 e relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. O alcance dessa investigação será reavaliado pela Presidência da Corte em um relatório completo. Com essa mudança, o pedido feito por Moraes para investigar o ministro André Mendonça foi retirado do inquérito original e transferido para a análise direta de Fachin.
O ministro Flávio Dino deu uma decisão em outro processo ainda nesta quarta-feira (9), determinando o retorno imediato dos diretores da Polícia Federal aos seus cargos. Para conter o impasse gerado por decisões individuais e opostas entre os ministros, Edson Fachin interveio e tomou as seguintes medidas:
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Suspendeu a decisão de André Mendonça que afastava a cúpula da PF e paralisou o processo;
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Suspendeu a decisão de Flávio Dino que reconduzia os diretores;
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Suspendeu a apuração interna aberta pela Procuradoria-Geral da República.
Para resolver a situação de forma coletiva, Fachin marcou uma Sessão Plenária Extraordinária para a próxima terça-feira, 15 de setembro de 2026, quando todos os ministros do STF vão julgar o caso juntos. O presidente do tribunal também deu prazo de 48 horas para que o diretor-geral da Polícia Federal preste explicações antes da decisão final do colegiado sobre o seu cargo.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (9), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, alertou para o risco que as instituições brasileiras correm com a crise vivida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No documento intitulado “Não vamos desistir do Brasil”, Alban cobrou das autoridades públicas uma reação “vigorosa, justa e responsável” para impedir o aprofundamento da crise.
“A República enfrenta um teste de integridade inédito. As sucessivas crises que ocorrem em Brasília colocam as instituições em risco. Os recorrentes episódios podem lançar o Brasil num momento de especial gravidade, pois a confiança da população nos poderes públicos é alicerce da democracia”, disse Alban.
A CNI foi uma das cerca de três mil entidades do setor produtivo brasileiro que assinaram um manifesto que pede ao STF transparência, imparcialidade e celeridade na análise de episódios recentes que envolvem os ministros da Corte. O documento defende que os fatos sejam examinados pelo plenário do STF, em sessão pública e com urgência, além de reforçar o princípio de que ninguém está acima da lei.
Na mesma linha, o presidente da CNI, no seu comunicado “Não vamos desistir do Brasil”, destacou a importância da atuação das instituições para a preservação do Estado de Direito. Ricardo Alban fez um alerta sobre a necessidade de os próximos passos da crise acontecerem com “equilíbrio e atenção”.
“Não podemos deixar que questões políticas, eleitorais ou crises institucionais travem o desenvolvimento. Não podemos, mais uma vez, perder as oportunidades de crescimento no cenário internacional”, colocou o dirigente principal da indústria brasileira.
“Por isso, convocamos todos os poderes constituídos, empresários e trabalhadores pelo consenso em torno de temas estratégicos para o País, como o estabelecimento de metas fiscais e políticas econômicas estruturantes que possam garantir investimentos e crescimento econômico. Isso só se dará de forma justa, com amplo direito à defesa, sem que haja qualquer influência político-partidária”, completou Ricardo Alban em seu comunicado.
O manifesto conjunto assinado pelas entidades e que foi capitaneado pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) faz o mesmo apelo por soluções emergenciais e transparentes para o abrandamento da crise, além de destacar que o Supremo Tribunal Federal é o “guardião da Constituição”, mas que não está “dispensado de prestar contas”.
“Quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História. A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas”, observam as entidades.
O manifesto afirma ainda que a sociedade brasileira exige que o “Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo”.
A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) abriu, nesta terça-feira (8), um processo ético-disciplinar contra o escritório Barci e Barci Sociedade de Advogados, que pertence à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida foi determinada pelo presidente da entidade, Paulo Maurício Siqueira (Poli), e anunciada em uma sessão extraordinária do Conselho Pleno.
Segundo informações do g1, a decisão considera "os fatos recentemente tornados públicos e constantes de relatório da Polícia Federal" a partir dos dados do celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
No Cadastro Nacional dos Advogados (CNA), da OAB, constam como sócios do Barci e Barci: Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes; Giuliana Barci de Moraes, filha do casal; Alexandre Barci de Moraes, filho do casal; Ana Claudia Consani de Moraes, cunhada de Moraes; e Fernanda Ghiuro Valentini Fritoli.
Com relação ao relatório da PF, citado por Paulo Siqueira, o relator do caso Master no STF, o ministro André Mendonça, retirou o sigilo sobre esse material no dia 1º de setembro. Os documentos mostram que Vorcaro enviou mensagens de visualização única a um número registrado no celular do ex-banqueiro como "Alexandre de Moraes BRASILIA".
Conforme análise da PF, as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro mostram uma série de relações com a família de Moraes, incluindo a discussão de dois contratos com Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e Vorcaro dizendo a Moraes que tinha uma "dívida de vida" com ele.
Durante a sessão do Conselho Pleno, Poli afirmou que caberá ao Tribunal de Ética apreciar o que chamou de "fatos graves trazidos no relatório da Polícia Federal tornado público."
"A advocacia não é meio para cometimento de crimes. E a OAB-DF, na sociedade, inscrita em nossa casa, nós temos o dever de apurar esses fatos", declarou o presidente da entidade.
A seccional da OAB no Distrito Federal também abrirá um procedimento ético-disciplinar contra o advogado Ciro Soares. Segundo o relatório da Polícia Federal, ele intermediava a comunicação entre Vorcaro e o procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
Na nota divulgada após a reunião, a entidade destaca que o procedimento "observará todas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa” e que esses processos ético-disciplinares devem tramitar em sigilo na OAB.
As punições possíveis em um processo ético-disciplinar na OAB podem incluir multa, censura e suspensão, por exemplo. A punição mais grave é a exclusão ou o cancelamento da inscrição do advogado. Ela exige voto favorável de dois terços do Conselho Pleno da seccional.
Em resposta as medidas, o escritório Barci e Barci Sociedade de Advogados afirmou que a OAB-DF utiliza, em "contexto eleitoral", questões que já foram "analisadas e arquivadas" pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
“O escritório Barci de Moraes lamenta que questões já analisadas e arquivadas pela PGR sejam utilizadas em contexto eleitoral na OAB/DF. Espera que o presidente da entidade, Paulo Maurício Braz Siqueira, reveja suas declarações e faça os esclarecimentos necessários, evitando a adoção das medidas cabíveis”, diz a nota. As informações são do g1.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, avalia retirar do ministro André Mendonça a relatoria das investigações que envolvem o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida em estudo prevê a transferência temporária dos casos para a presidência da Corte, com o objetivo de desacelerar o conflito institucional entre integrantes do tribunal.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Fachin reuniu seus auxiliares mais próximos no domingo (6) para alinhar a condução desse cenário inédito. A avaliação de interlocutores é de que a centralização dos processos na presidência é necessária para conter os ânimos e reduzir o poder de ataque entre as alas do tribunal que apoiam Mendonça e Alexandre de Moraes.
A articulação da presidência teve início antes de Mendonça determinar, nesta terça-feira (8), o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A ordem do relator foi submetida a julgamento na Segunda Turma do STF e chegou a formar maioria para ser mantida, mas a análise foi suspensa após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Em reação à decisão de Mendonça, diretores da Polícia Federal puseram seus cargos à disposição. O desgaste entre os ministros tornou-se público após Mendonça derrubar o sigilo de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, endereçadas a Moraes dias antes de sua prisão, em novembro de 2025.
Em resposta, Moraes abriu apuração contra Mendonça com base em relatório interno da PF. A investigação de Moraes contra o colega, contudo, foi retirada do inquérito das fake news por determinação do próprio Fachin.
O presidente do STF demonstrou insatisfação com os métodos adotados por ambos os colegas e cobrou informações formais em até cinco dias de Mendonça, Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de Andrei Rodrigues sobre as circunstâncias dos relatórios produzidos.
Em declaração recente, Fachin afirmou que a resposta da instituição será "firme, proporcional e rigorosa", destacando como metas prioritárias de sua gestão a aprovação de um código de ética no tribunal, o encerramento do inquérito das fake news .
Na manhã desta segunda-feira (7), Renan Santos, candidato à presidência pelo partido Missão, liderou um protesto no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. O evento teve como foco manifestação a favor da prisão e afastamento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O ato foi uma resposta às recentes revelações sobre as ligações de autoridades com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Renan criticou a elite política, acusando-a de ser responsável pela deterioração do país e de se conformar com a corrupção e a violência.
Durante seu discurso, o candidato afirmou que tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) não oferecem soluções viáveis para os problemas do Brasil. Ele descreveu Lula como um potencial governante autoritário de esquerda e Bolsonaro como parte de uma "oligarquia corrupta".
O candidato lançou o "Manifesto pelo Futuro da Nação", um documento que considera o debate político atual uma "farsa" e argumentou que não existe polarização ideológica, mas sim uma aliança entre a direita e a esquerda, ambas dominadas por interesses escusos.
O manifesto apresenta quatro exigências principais: a prisão imediata de Toffoli e Moraes, o afastamento de Andrei Rodrigues da PF, a demissão de Paulo Gonet da Procuradoria-Geral da República e a continuidade das investigações do caso Master sob a supervisão do ministro André Mendonça.
Além disso, o texto pede a realização de mandados de busca e apreensão em locais relacionados ao escândalo, incluindo o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e o Resort Tayayá, no Paraná.
O deputado federal Kim Kataguiri, presente no evento, reforçou a necessidade de compromisso dos demais candidatos em nomear ministros do STF que atuem com independência. Ele criticou a omissão de outros concorrentes em relação ao escândalo financeiro, afirmando que apenas o partido Missão tem a coragem de exigir a prisão de Moraes.
Durante ato de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizado na manhã desta segunda-feira (7), no Farol da Barra, em Salvador, o deputado estadual Diego Castro (PL) defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e reforçou o movimento pela saída do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação, realizada no Dia da Independência, reuniu lideranças e militantes da direita baiana e teve como principais bandeiras o apoio a Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto e o “Fora Moraes”. Atos com pautas semelhantes foram convocados em outras cidades do país.
O parlamentar afirmou que a militância bolsonarista na Bahia estará mobilizada para ampliar a votação de Flávio em um estado onde o PT historicamente obtém vantagem nas disputas presidenciais.
“Flávio Bolsonaro representa hoje a continuidade de um projeto que milhões de brasileiros escolheram defender. Aqui na Bahia, sabemos do tamanho do desafio, mas não vamos entregar nenhum voto sem disputa. Vamos para as ruas mostrar que existe uma Bahia conservadora, que defende a liberdade e quer Flávio Bolsonaro presidente”, afirma.
A candidatura de Flávio tem apostado nos atos do 7 de Setembro para mobilizar a base bolsonarista na reta final da campanha. O senador também convocou apoiadores para manifestações sob as palavras de ordem “Fora Lula” e “Fora Moraes”. Na Bahia, a mobilização no Farol da Barra já vinha sendo organizada por integrantes do PL como uma demonstração de apoio ao presidenciável.
Diego também direcionou críticas a Alexandre de Moraes. A pressão sobre o ministro ganhou novo impulso entre integrantes da oposição após a divulgação de informações da investigação envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que ampliaram a crise interna no STF e passaram a ser exploradas politicamente por aliados de Flávio Bolsonaro.
“Ninguém pode estar acima da lei, nem mesmo um ministro do STF. Diante de tudo o que veio à tona, Alexandre de Moraes precisa responder ao país. Por isso dizemos, de forma clara: fora Moraes”, declarou Diego.
O deputado baiano ainda relacionou as duas principais bandeiras do ato. Segundo ele, a mobilização em torno de Flávio Bolsonaro e as críticas ao ministro fazem parte de uma mesma agenda política da direita para as eleições deste ano.
“O 7 de Setembro é o Dia da Independência, e independência também significa ter coragem para enfrentar abusos, cobrar respostas e defender a liberdade. O recado que sai hoje do Farol da Barra é muito claro: a direita está nas ruas, está mobilizada e vai trabalhar até o último dia para eleger Flávio Bolsonaro e mudar os rumos do Brasil”, completa.
Em meio ao acirramento da crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, declarou nesta sexta-feira (4) que a Corte é “maior do que qualquer um que a integra”. Em publicação feita em seu perfil no Instagram, o magistrado defendeu a “lealdade institucional” e afirmou que a exigência do momento é enfrentar os “problemas reais” com o “devido processo legal e no tempo certo”.
Na manifestação, Dino destacou que a superação de momentos de crise exige a “consulta aos clássicos”, citando o filósofo romano Cícero para enfatizar a necessidade de valorizar “o poder da palavra, a ponderação, o julgamento racional, a sobriedade e os procedimentos”.
O ministro alertou sobre os riscos do enfraquecimento institucional para o país. “Um país sem instituições jurídicas sólidas é o sonho dos criminosos e abusadores de todos os feitios. E dos equivocados que se acham tão fortes que não precisam do Estado Nacional. Supostamente ‘se bastam’, por isso estão prontos a tocar lira enquanto Roma arde em chamas”, escreve.
Dino ressaltou ainda a relevância de saber ouvir e de respeitar o “tempo oportuno” para evitar que o sistema jurídico se transforme em “joguete de outros poderes”. Segundo ele, a continuidade dos trabalhos na Corte não representa alienação perante o cenário atual.
“Seguir julgando os nossos processos judiciais não é autossuficiência ou ‘fingir que não há crise’”, mas sim garantir que a “toga fale mais alto do que as armas ou eventuais gritos de hipócritas”.
ENTENDA A CRISE
A declaração de Dino ocorre no dia seguinte ao pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes para que o ministro André Mendonça seja investigado por suposto abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Moraes também acusou o colega de quebra de imparcialidade judicial e de favorecimento de grupos políticos.
As acusações estão vinculadas a investigações sobre um esquema de fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao escândalo do Banco Master.
A representação foi encaminhada na quinta-feira ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que se junta ao Executivo em uma crise de como resolver o caso. Isso dois dias após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que citava mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, a um contato atribuído a Moraes.
Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a defender que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não atue no caso sobre as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O motivo é que o próprio Gonet foi citado nessas mensagens.
Segundo informações do Globo, para os magistrados que defendem essa posição, o ideal seria que o vice-procurador-geral, Hindemburgo Chateaubriand, atuasse no lugar de Gonet como representante da Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso.
Gonet já tomou decisões sobre o processo. Mesmo tendo sido citado nas mensagens de Vorcaro, ele pediu a nulidade do relatório da Polícia Federal que detalha a relação entre o ex-banqueiro e o ministro Moraes.
As mensagens apreendidas pela Polícia Federal mostram que Vorcaro também mantinha relações com Gonet. Em uma conversa de março de 2025, o advogado baiano Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, pergunta ao banqueiro se poderia incluir Pedro Gonet, filho do procurador-geral, no grupo que participaria de um evento em Londres. Vorcaro confirma o convite e, segundo a mensagem, ficaria responsável por bancar a viagem do filho de Gonet até a capital inglesa.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria sinalizado a parlamentares que poderia autorizar o avanço de um pedido de impeachment contra o ministro André Mendonça, caso a pressão pela abertura de processo contra Alexandre de Moraes se tornasse insustentável. A informação foi divulgada pela GloboNews.
A estratégia, tratada como um possível “impeachment cruzado”, teria contribuído para reduzir a tensão entre os senadores nos últimos dias. O cenário ganhou força após Moraes pedir, na quinta-feira (3), que o presidente do STF, Edson Fachin, investigasse Mendonça. Na solicitação, Moraes apontou indícios de possível crime de responsabilidade e citou suspeitas de que Mendonça teria ultrapassado atribuições na condução de investigações, além de interferido em negociações envolvendo eventual delação premiada.
O ministro também acusou o colega de direcionar apurações por “motivos pessoais e políticos”, mencionando entre os possíveis alvos o próprio Moraes e Alcolumbre. Segundo ele, o relatório da Polícia Federal indicaria atuação com “flagrante perda de imparcialidade”. A crise se intensificou após Mendonça determinar o levantamento do sigilo de um relatório da PF que revelou mensagens e contatos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Nesta sexta-feira (4), Fachin retirou o pedido de Moraes do âmbito do inquérito das fake news. O presidente do STF determinou que a PGR e Mendonça se manifestem em até cinco dias e transferiu os casos para a Presidência da Corte.
O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), acusou nesta sexta-feira (4) o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), de atuar para proteger o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante da pressão da oposição para que a Casa analise pedidos de impeachment contra o magistrado.
Confira o momento:
“Eu acho que ele se equivocou ao querer proteger um amigo, ao invés de proteger a instituição”, disse Flávio durante agenda em São Carlos, no interior de São Paulo. Ao ser questionado sobre a postura do presidente do Senado e sobre declarações recentes de Alcolumbre envolvendo recursos destinados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, o parlamentar afirmou enxergar uma busca por “autoproteção”.
“Eu, infelizmente, vejo que o Davi Alcolumbre está muito preocupado, assim como o Alexandre de Moraes, com a sua autoproteção”, alega. A fala de Flávio ocorre após um embate registrado na última quarta-feira (2), quando Alcolumbre foi pressionado por senadores da oposição a dar andamento aos processos de impeachment contra Moraes.
Na ocasião, o presidente do Senado mencionou o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro para argumentar que as relações de Vorcaro não se limitavam ao integrante do STF. “Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. Agora o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes”, disse Alcolumbre durante a discussão, em referência a Flávio e à captação para Dark Horse.
Ao responder sobre o tema nesta sexta-feira (4) ao portal Metrópoles, Flávio negou qualquer irregularidade na captação de recursos que ele mesmo pediu ao Vorcario. “Não tem absolutamente nada a esconder, não tem nada de errado com o filme do presidente Bolsonaro”, diz.
IMPEACHMENT NO SENADO
Durante a entrevista coletiva, Flávio Bolsonaro sustentou ainda que uma reunião entre Alcolumbre e Moraes teria resultado em articulações com o ministro Flávio Dino para a adoção de medidas contra ele. “Eu lamento que ele tenha feito uma reunião longa com o Alexandre de Moraes na terça-feira, pouco antes do plenário, em que parece que foi combinado alguma coisa com o Flávio Dino para tomar algumas ações ilegais contra mim”, afirmou o candidato.
Ele não apresentou provas que confirmem a existência da articulação. Anteriormente, o parlamentar já havia feito publicação semelhante em suas redes sociais, alegando que Moraes e Alcolumbre teriam conversado com Dino sobre medidas de reação às revelações feitas pelo ministro André Mendonça, com o objetivo de desgastá-lo eleitoralmente.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, declara que “não haverá omissão” diante da crise institucional instaurada na Corte ao longo da semana. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o magistrado defende a urgência de três pilares centrais de sua gestão: o estabelecimento de um código de ética para o tribunal, a modernização do sistema de justiça e o encerramento do inquérito das fake news, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Fachin assegura que a resposta das instituições se dará de forma “firme, proporcional e rigorosa”, contudo pondera que a gravidade dos acontecimentos não justifica a busca por “atalhos” nem ações precipitadas na apuração dos fatos. Conforme destaca o presidente da Corte durante o ato de sanção de medidas para fundos do sistema de Justiça, o correto será feito no tempo e na forma exigidos pela ordem jurídica, preservando-se as instituições nos momentos de maior tensão.
O evento conta com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declara que Fachin e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, precisam tranquilizar a sociedade "sem tentar esconder nada". Gonet também comparece à cerimônia no Planalto em um momento no qual se vê citado em trocas de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A cerimônia serve de contexto para que o presidente do STF reitere compromissos éticos, tema que ganha tração com o acirramento das tensões entre os integrantes do tribunal. Conforme detalha o Estadão, Fachin solicita explicações aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça após relatório da Polícia Federal expor interlocuções entre Moraes e Vorcaro.
Mendonça, relator dos processos que apuram fraudes no Banco Master e responsável por dar publicidade ao documento policial, pede a inclusão dos indícios relativos a Moraes na pauta do plenário do STF, para avaliação dos ministros sobre a abertura de inquérito.
Em contrapartida, Moraes questiona a conduta de Mendonça e pede que o colega seja investigado por suposto abuso de poder e direcionamento das apurações contra magistrados do tribunal. O cenário de crise desdobra-se em manifestações de outros atores políticos e jurídicos. O presidente Lula defende em vídeo a necessidade de uma reforma no Judiciário e afirma que todos devem ser investigados sem exceções ou blindagens.
Na mesma linha, o ministro Flávio Dino manifesta-se em redes sociais ressaltando que o STF "é maior do que qualquer um que o integra". Paralelamente, o ministro Gilmar Mendes propõe a Fachin a vedação da atuação de delegados da Polícia Federal em gabinetes de magistrados, sob a justificativa de evitar interferências indevidas e direcionamentos nas investigações.
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu retirar as acusações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes contra André Mendonça do inquérito das fake news, transferindo-as para outro procedimento.
Fachin unificou as acusações de ambos os ministros em um único processo e determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Mendonça se manifestem sobre as alegações de Moraes em até cinco dias, com a PGR apresentando primeiro seu parecer.
Moraes solicitou a investigação de Mendonça por suposto abuso de poder e favorecimento político em casos relacionados ao Banco Master e fraudes no INSS, utilizando relatórios da Polícia Federal como base, embora esses documentos não tenham valor probatório.
O pedido ocorreu após Mendonça divulgar um relatório da Polícia Federal que mostrava comunicações entre Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sugerindo que o banqueiro tentava influenciar investigações.
Moraes acusa Mendonça de comprometer a imparcialidade judicial e direcionar investigações para incriminar alvos específicos, incluindo ele mesmo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Dessa forma, Fachin retirou o pedido de Moraes do inquérito das fake news e o submeteu à presidência do STF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, pediu ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, o afastamento do ministro Alexandre de Moraes das funções de ministro. A informação foi confirmada pela jornalista Natura Nery, do Globonews, nesta quinta-feira (3).
O pedido foi feito em meio aos novos desdobramentos do caso Master. Na terça-feira (1°), Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF), feito por sua determinação, que expôs mensagens e contatos entre Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Já nesta quinta, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça por supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS.
No momento, ambos os pedidos estariam “na mesa” da presidência da Suprema Corte que, até o momento, pediu que os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues se expliquem em 5 dias sobre investigações relacionadas ao Banco Master.
Vence às 12h desta quinta-feira (3) o prazo dado pelo senador Carlos Viana (PSD-MG) para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), coloque em votação um dos mais de 50 pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um desses pedidos foi protocolado pelo próprio Viana, na última terça (1º).
Em entrevista coletiva, Carlos Viana, que foi o presidente da CPMI Mista do INSS, deu um ultimato a Alcolumbre para que parasse de se omitir e desse o “encaminhamento institucional” aos pedidos de impeachment. O senador disse que se até o prazo desta quinta os pedidos seguissem sem qualquer avanço, ele irá apresentar formalmente medidas para buscar o afastamento de Alcolumbre da Presidência da Casa, alé de dizer que pedirá aos demais senadores o impeachment do próprio presidente do Senado.
A nova denúncia contra Moraes foi protocolado por Viana depois da divulgação do relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. O senador sustenta que os elementos justificam a apuração de possível crime de responsabilidade e que o Senado não pode novamente enterrar o caso sem examiná-lo.
“Não se trata de condenar Moraes antecipadamente, mas de abrir o procedimento constitucional, preservar as provas e assegurar ao ministro o direito de defesa”, disse Carlos Viana.
O parlamentar afirma que a Constituição delega ao Senado processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal por crimes de responsabilidade. Para ele, Alcolumbre, ao transformar essa competência em uma gaveta pessoal, estaria impedindo que os demais senadores possam exercer as suas prerrogativas.
“Durante anos entregaram a chave do Senado. Chega”, dosse Viana. Segundo ele, essa chave não pertence ao Supremo nem ao governo, mas ao povo brasileiro. O recado a Alcolumbre foi direto: “exerça a autoridade conferida ao Senado ou deixe a Presidência”.
A ação que o senador Carlos Viana pode vir a tomar seria a apresentação de uma representação no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A representação deve acusar Alcolumbre por obstruir investigações, impedir a instalação de comissões parlamentares de inquérito e engavetar pedidos de abertura de processo de impeachment contra ministros do STF.
A determinação de Viana em contestar o presidente do Senado esbarra, entretanto, na falta de movimentação e na estrutura do Conselho de Ética. O órgão é presidido pelo senador Jayme Campos (União-MT), aliado do presidente do Senado, e na composição do Conselho, um dos 15 membros titulares é o próprio Davi Alcolumbre.
Outro fator que deve complicar o andamento de uma futura representação contra o presidente do Senado é o fato de o Conselho não se reunir desde 2024. A última sessão do Conselho ocorreu no dia 9 de julho de 2024, o que corresponde a mais de dois anos sem qualquer deliberação.
Uma eventual representação de Carlos Viana não seria a primeira contra Davi Alcolumbre. Já existem no Conselho de Ética outras representações apresentadas contra ele, também pela falta de ação na análise e prosseguimento a pedidos de impeachment de ministros do STF.
VÍDEO: Alcolumbre rebate oposição e diz que “todo mundo esqueceu” pedido de R$ 130 milhões a Vorcaro
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rebateu nesta quarta-feira (2) as críticas de senadores da oposição sobre sua atuação diante dos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a sessão do plenário, Alcolumbre afirmou que parlamentares teriam solicitado R$ 130 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Eu vou voltar para a pauta porque senão, terei que responder muitas agressões que, como presidente do Senado, estou recebendo nos últimos dias. Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar, todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes”, disse Alcolumbre durante sessão do plenário do Senado.
A declaração foi direcionada a integrantes da oposição. Na véspera, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria solicitado recursos a Vorcaro para a produção, cobrou Alcolumbre sobre a tramitação dos pedidos contra Moraes. Segundo informações da revista piauí, além disso, veio a público um novo repasse de US$ 1,6 milhão para o longa-metragem, realizado em setembro de 2025, após Flávio cobrar o ex-banqueiro sobre parcelas atrasadas.
Alcolumbre foi questionado sobre o impeachment de Moraes por Flávio e outros três parlamentares de oposição entre terça (1º) e quarta-feira (2). As cobranças ocorrem após a divulgação de mensagens entre Moraes e Vorcaro. Os diálogos indicam que o ministro discutia com o ex-banqueiro a possibilidade de uma operação da Polícia Federal que poderia ter Vorcaro como alvo.
ASSISTA:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou nesta terça-feira (1º) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre a crise provocada pelas revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. No mesmo dia, o decano da Corte, Gilmar Mendes, também procurou o petista.
Segundo as informações da Folha de São Paulo, o ministro alertou Lula sobre o que considera falta de apoio das instituições de governo à Polícia Federal em meio à disputa sobre a condução das investigações do caso. A crise ganhou força após um relatório da PF, determinado pelo ministro André Mendonça, revelar interações entre Moraes e Vorcaro. O material passou a pressionar o Supremo e também aumentou a cobrança de setores da oposição pelo impeachment do magistrado.
Diante do desgaste, aliados de Lula avaliam que o presidente deve adotar a linha de que ninguém está acima da lei, mas sem transformar o episódio em uma pauta espontânea do governo. O próprio Lula já havia cobrado publicamente que Moraes se declarasse impedido de atuar em questões relacionadas ao Banco Master. Em abril, o presidente afirmou que o ministro deveria preservar sua trajetória diante das repercussões envolvendo Vorcaro.
O caso ocorre em um momento de maior sensibilidade para o governo, diante da proximidade política que Lula manteve com integrantes do Supremo durante o atual mandato. Moraes, em particular, esteve entre os ministros mais próximos do presidente. A oposição, por sua vez, voltou a defender o impeachment de Moraes.
Na primeira sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) após a retirada do sigilo de investigações sobre relações do banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades da República, os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes participam dos julgamentos como se nada tivesse acontecido. A sessão desta quarta-feira (2) transcorre, desde o início, sem que tenha havido qualquer discussão entre ambos, mesmo com os dois se sentando lado a lado.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, não tocou no assunto da troca de mensagens entre Vorcaro e Alexandre de Moraes em nenhum momento desde que abriu os trabalhos da sessão plenária. Mais cedo, Fachin havia dito que as revelações sobre a relação entre Moraes e o ex-banqueiro do Master configurariam um momento de "especial gravidade". Segundo ele, "medidas cabíveis" serão anunciadas nos próximos dias.
Edson Fachin iniciou a sessão plenária anunciando julgar o Recurso Extraordinário 1495108 sobre a cobrança do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) pelas imobiliárias ao transferir bens e direitos para incorporação em seu capital social. O processo tem repercussão geral reconhecida, e a tese fixada deverá ser aplicada a casos semelhantes.
Quando foi chamado a proferir o seu voto sobre o caso, o ministro Alexandre de Moraes saudou o presidente, o procurador-geral, Paulo Gonet, também presente à sessão, a ministra Carmem Lúcia e os "demais colegas", sem olhar para o lado, onde estava sentado o seu desafeto André Mendonça.
Apesar de Alexandre de Moraes e André Mendonça terem tido uma conversa "ríspida" e "dura" na última segunda (31), durante a sessão de hoje, não houve ainda qualquer animosidade entre ambos. O desentendimento teria ocorrido durante uma conversa, após Mendonça avisar Moraes que encaminharia o relatório da Polícia Federal à Procuradoria-Geral da República (PGR).
No relatório de 218 páginas, a corporação lista uma série de textos em que Vorcaro teria pedido ajuda a Moraes para “bloquear” as investigações contra o banco e até mesmo impedir a liquidação extrajudicial e a prisão do ex-banqueiro, além de diversos outros detalhes de relações até mesmo comerciais do banqueiro com a esposa do ministro.
Nesta terça (1º), André Mendonça tornou público o relatório e conversou com o presidente do STF, Edson Fachin, e pediu que um pedido de investigação contra Alexandre de Moraes fosse julgado no plenário, em sessão aberta, "de forma pública e transparente".
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA) protocolou, nesta terça-feira (1º), uma manifestação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a possibilidade de pedir a prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes, no contexto das novas revelações do caso Banco Master.
O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator das investigações, e solicita que os fatos sejam submetidos à PGR, a quem caberia analisar eventual abertura de investigação e a adoção de medidas cautelares.
Segundo a petição, informações divulgadas após o levantamento do sigilo dos autos apontam que a análise do celular apreendido com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, identificou cerca de 187 interações associadas a um contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
O material também faria referência a encontros presenciais e mensagens de visualização única entre os envolvidos. No pedido, Leandro de Jesus solicita que a PGR avalie a possibilidade de requerer ao Plenário do STF a prisão preventiva de Moraes. Como alternativas, o parlamentar cita afastamento cautelar da função, proibição de contato com investigados, apreensão de dispositivos eletrônicos e suspensão do passaporte.
“Diante da gravidade do que veio a público, esses fatos precisam ser investigados com rigor e transparência. Ninguém pode estar acima da lei”, afirmou o deputado.
Em outra declaração, Leandro defendeu que eventuais medidas sejam analisadas caso exista risco à preservação das provas. “O que não pode existir é tratamento diferente dependendo de quem esteja sendo investigado”, declarou.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta terça-feira (1º) que não deve prosseguir com os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu após senadores do grupo de oposição ao Governo Federal iniciarem uma ofensiva da oposição para afastar Alexandre de Moraes.
Alcolumbre avaliou que é necessário aguardar os desdobramentos do caso dentro do próprio Supremo antes de bater o martelo sobre o pedido de impeachment.
“A minha percepção é que tem 109 pedidos. Isso não é normal. 109 solicitações no Congresso dos 10 ministros do Supremo de pedido de impeachment de ministro do Supremo”, disse o presidente do Senado ao responder à imprensa sobre o motivo de não seguir com o processo.
O número citado por Alcolumbre é de representações apresentadas contra os 10 atuais ministros do STF. Entre esses, Moraes tem a maior quantidade de parcelas. O 54º pedido de impeachment contra o magistrado foi protocolado nesta terça-feira pelo senador Carlos Viana (PSD-MG).
O novo pedido chega após a divulgação de mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As conversas mostram Vorcaro pedindo a Moraes ajuda diante das investigações sobre o Banco Master e mencionando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).