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O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União) comentou sobre a possibilidade de integrar o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União), na vice em sua chapa na disputa pelo Palácio de Ondina neste ano. Reforçando o perfil de uma pessoa “com grande representatividade no inteirior”, Neto contou, durante entrevista na noite desta segunda-feira (9), em Feira de Santana, que tem sido questionado sobre a possibilidade e afirmou que avalia a hipótese, mas disse que o prefeito só tomaria a decisão de ocupar a vice “se fosse o melhor" para o povo da Princesa do Sertão.
“Eu tenho sido perguntado várias vezes sobre a possibilidade de José Ronaldo. Como disse várias vezes, ele (José Ronaldo) é um nome que tem força política, densidade eleitoral, que representa Feira de Santana, a região e o interior da Bahia. Então, é claro que José Ronaldo que tem de ser considerado em qualquer avaliação para o interior. José Ronaldo não faria nenhum movimento, se não for o desejo da população de Feira, eu acho que a hipótese dele figurar na chapa estaria diretamente relacionada à compreensão e isso é bom para a Feira, o que seria o desejo da vontade da população de Feira. Então, é claro que o nome dele é um nome forte”, comentou Neto momentos antes de participar, no distrito de Humildes, de mais uma edição da tradicional Lavagem da Lenha.
Segundo o pré-candidato ao governo, o nome ideal para a vice tem que possuir densidade eleitoral no interior e o prazo para o anúncio da chapa é até o mês de março.
“Temos algumas opções que são avaliadas, que são consideradas e, no momento adequado, ainda no mês de março, nós vamos anunciar a chapa completa. Então, o meu desejo é que, antes do dia 4 de abril, que é quando se encerra o prazo das filiações partidárias para quem vai disputar a eleição de 2026, a gente tenha uma chapa completa para apresentar aos Bahia”, contou ACM Neto.
CORONEL
Sobre a chegada do senador Angelo Coronel (PSD) ao grupo de oposição, o ex-prefeito de Salvador apontou que as conversas têm avançado desde o início. Segundo Neto, existe a expectativa de anúncio ainda para o mês de fevereiro sobre a aliança entre as partes.
“Essas conversas começaram na semana passada, logo depois que o senador anunciou o seu afastamento da base do governo. Eu tinha colocado essa pré-condição para o diálogo. Então, estamos conversando. Claro que agora vem Carnaval, está todo mundo com mobilizado em torno da festa, mas nossa expectativa é que ainda em fevereiro a gente tenha condições de anunciar essa aliança, assim como informar por qual partido o senador deverá disputar as eleições deste ano”, disse o ex-prefeito de Salvador.
O senador Angelo Coronel (PSD) recebeu o apoio de vereadores da Câmara Municipal de Salvador (CMS) ligados ao pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (9). Na gravação, realizada na casa de Coronel, o líder da maioria na CMS, o vereador Kiki Bispo (União), convidou o senador formalmente para integrar a chapa de Neto nas eleições deste ano.
“Nós somos vereadores da capital, mas o senhor é, sobretudo, um senador que se notabilizou em Brasília pelas pautas municipalistas e, principalmente, pelo fortalecimento dos vereadores da Bahia. Então, não por acaso, estamos aqui neste ato para formalizar e te convidar e formalizar oficialmente para poder integrar a chapa do nosso candidato ACM Neto. Tenho certeza que você chega para somar com toda sua expertise”, disse Kiki Bispo.
Confira:
Até então, Coronel só tinha formalizado sua saída do PSD após imbróglio envolvendo sua candidatura à reeleição pela base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O congressista alegou ser “rifado” da chapa após o PT visar o lançamento de uma chapa “puro-sangue”, com o ministro da Casa Civi, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, ocupando as duas vagas para o Senado.
O governo vinha alegando que, apesar de pedir desfiliação, Coronel ainda não tinha sinalizado a sua saída da base governista. No sábado (7), o secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, afirmou que a bancada ainda aguardava um aviso formal.
O pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União) foi questionado em relação às negociações sobre sua vice na chapa das eleições deste ano e estimou um prazo até março para ter uma definição. Em conversa com a imprensa nesta quinta-feira (5), durante a 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, em Irecê, Neto traçou o perfil do candidato “ideal” e destacou a influência que o player terá que ter no interior do estado.
“Temos até março para decidir. Existem algumas alternativas, alguns nomes que estão sendo examinados. Comecei muito em off algumas conversas. Tenho um perfil claro em mente: alguém do interior ou com grande representatividade no interior, com capacidade de articulação política e que agregue eleitoralmente”, explicou.
Questionado sobre o nome do deputado federal Ricardo Maia (MDB), citado antecipadamente pelo Bahia Notícias como um dos quadros observados pela oposição, ACM Neto reconheceu a relevância política do parlamentar, especialmente em regiões onde a oposição teve dificuldades na eleição passada.
“Ricardo Maia é um deputado que tem uma liderança importante em uma região da Bahia que a gente olha hoje com muita atenção, porque foi uma das regiões em que tivemos dificuldade na eleição passada. Ele é um deputado com serviços prestados ao interior do estado”, afirmou.
Apesar disso, o ex-prefeito ponderou que não houve, até o momento, diálogo direto entre os dois. Segundo ACM Neto, a definição dependerá do cenário político e da disposição das partes.
“Ele é do MDB e nós não tivemos nenhuma conversa até hoje. Eu não posso dizer que ele é uma opção ou não, porque nós pessoalmente nunca conversamos. Tenho amigos e pessoas da política que dialogam com ele, mas nós dois nunca conversamos diretamente. Se isso vai ou não acontecer, depende do desdobramento do cenário político na Bahia e da vontade dos dois lados”, concluiu.
O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, avaliou o cenário da saúde e segurança pública na Bahia, nesta quinta-feira (5), durante evento em Irecê, município no centro-norte baiano. Ao liderar o Fórum S.O.S Bahia, iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil, em reunião com lideranças políticas e especialistas, o atual vice-presidente do partido afirmou que os dados sobre ambos os setores indicam que o atual governo estadual, liderado por Jerônimo Rodrigues (PT), “virou as costas para as pessoas mais pobres”.
“Eu acho que os dois problemas acabam mostrando como está sendo tratada a vida dos baianos. Os baianos mais pobres, os baianos que dependem do sistema de saúde, que esperam dentro de casa a fila da regulação, que esperam dentro de uma ambulância na porta do hospital, que esperam numa maca no corredor do hospital. Do outro lado, os baianos que morrem vítimas do crime organizado, das balas perdidas, do tráfico de drogas, do banditismo que tomou conta do nosso território”, frisou Neto.
Ele que é pré-candidato ao governo estadual nas eleições estaduais de outubro, pleiteando o cargo de Governador da Bahia, disse ainda que esse cenário “mostra que o PT da Bahia, que depois de 20 anos, virou as costas das pessoas mais pobres, deixou de lado o cuidado com a vida das pessoas, não está nem aí para quem precisa, não protege o cidadão não cuida do seu filho”, sucinta.
Na mesma ocasião, Neto comentou sobre acusações de que o governo estadual estaria “segregando” propositalmente as cidades as quais os prefeitos não demonstrassem apoio à sua reeleição. “Eu também espero que ele se faça presente, porque nada justifica a ausência do governador. Não é porque o prefeito integra um partido adversário ao governo do estado que isso justifica a ausência ou a omissão por parte do governador. O que está presente tem que garantir os investimentos, é isso que a gente espera que aconteça. Caso, infelizmente, prevalência de sedição política, descaso político, não tem nada não, porque isso já tem data para acabar”, conclui.
A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, compareceu a 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil, que ocorre nesta quinta-feira (5), em Irecê, no centro-norte baiano. Ao lado de Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, líder da Associação empresarial comentou sobre os reflexos do cenário político no setor privado.
“Acho que o empresário, de certa forma, está desanimado e a gente precisa de um estímulo para que o Brasil trabalhe no máximo da sua potência, valorizando seus recursos naturais, encontrando um ambiente de negócios cada vez mais favorável”, diz a empresária baiana. Em sua fala, Suarez atribui parte dessa “desanimação” ao cenário que chamou de “insegurança jurídica”.
“A crise de segurança jurídica no qual a gente vive é fundamental, é determinante para o não sucesso da atividade empresarial, mas ao mesmo tempo eu convoco e peço aos empresários, que a gente se reúna e que o espírito de associativismo tome conta dos empresários, que eles voltem a fazer parte das instituições. Afinal de contas, se a gente não tiver um trabalho e uma atuação uníssona, coesa, ninguém vai nos ouvir”, explica a gestora.
Ao ser questionada sobre sua aproximação com figuras políticas, como o caso de ACM Neto, que lídera as reuniões do Fórum em Irecê, a presidente da ACB diz que “atende o convite de quem convocar”.
“Eu vou atender o convite de quem me convocar de quem me convidar, exatamente por isso que eu estou aqui. Então, atendendo gentilmente o convite do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, o convite do ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes, um dos idealizadores do Plano Real, e curiosa para saber o que ele pensa sobre a reforma fiscal, sobre a reforma tributária. Eu acho que os representantes das instituições devem fazer exatamente isso, conversar, abrir um canal de diálogo”, explica Isabela.
Respondendo as especulações de que ela pudesse iintegrar alguma legenda partidária, em especial a da oposição ao atual governo estadual, ela responde que sua aproximação com a política não é “um sinal”: “Eu nunca atuei politicamente de forma partidária, mas eu sempre atuei politicamente. Eu acho que o empresário precisa cada vez mais estreitar as relações com os políticos e com a atividade política partidária. Afinal de contas, nós somos executores das políticas públicas”, conclui.
Durante a 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, em Irecê, no interior do estado, o pré-candidato ao governo do estado e presidente da Fundação Índigo, ACM Neto (União), fez críticas aos governos do PT pela condução das políticas públicas voltadas ao semiárido baiano. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5), Neto afirmou que, mesmo após duas décadas de gestão petista no estado, não houve a execução de obras estruturantes capazes de garantir segurança hídrica à população mais vulnerável.
O Fórum S.O.S Bahia é uma iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil e tem como tema “Caminhos para Transformar a Realidade do Semiárido Baiano”. A programação inclui debates com lideranças políticas, como o pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gome (PSDB), e especialistas sobre os impactos da seca no estado.
O dirigente do União Brasil destacou que o semiárido ocupa cerca de 85% do território baiano e abriga metade da população do estado, mas, ainda assim, segue sem investimentos consistentes.
“Mais uma vez, a gente mostra que o PT, que se diz defensor dos mais pobres, que se diz protetor das pessoas que mais precisam, vira as costas para algo que toca no coração das pessoas mais pobres da Bahia. Quando a gente olha, em 20 anos de governo do PT, não houve o início e a conclusão de uma grande obra para reforçar a segurança hídrica em todo o semiárido da Bahia. Não há, por exemplo, uma barragem que tenha sido começada e concluída pelo governo do PT no semiárido que eles possam mostrar”, disse.
ACM Neto apontou que a escassez de água afeta diretamente o abastecimento humano, a produção agrícola e a criação de animais, com reflexos em toda a economia local. Segundo ele, os impactos da seca ultrapassam a zona rural e atingem também os centros urbanos.
“A gente olha a situação de diversos municípios: falta água para o abastecimento humano, falta água para garantir a produção animal, falta água para a produção de alimentos. O pequeno produtor foi esquecido. Não existe apoio técnico, não existe linha de crédito, não existe acesso à água. Isso acaba vitimando não só quem vive na zona rural, mas tem um efeito em cascata. Em algumas cidades, compromete a economia, o comércio gira menos, tem menos emprego e isso impacta diretamente na arrecadação das prefeituras”, afirmou.
Presente na 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, reforçou seu apoio ao pré-candidato ao governo estadual da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União). Em entrevista coletiva, o político afirmou que a Bahia “têm uma alternativa de mudança que não é um salto no escuro”.
“É preciso mudar. A sorte da Bahia é que vocês têm uma alternativa de mudança que não é um salto no escuro. Ao contrário, é uma experiência que tem longa tradição nas construções da Bahia Moderna, mas é uma renovação impressionante, recém praticada em Salvador”, afirma Ciro.
Em sua fala, Ciro completou que “o Neto é um sopro de modernidade um sopro de competência, um sopro de seriedade numa esclerose múltipla que tomou conta do poder político da Bahia, que é o abuso de poder”. Ao citar indiretamente o governoe estadual, liderado pelo PT há cerca de 20 anos, o ex-ministro da integração nacional diz que “[Eles, políticos vinculados ao PT] Brigam violentamente entre si, mas se juntam para poder conservar o poder sem projeto, sem estratégia, sem compromisso, renovando promessas”.
Entre as promessas, o ex-líder do PDT cita a Ponte Salvador-Itaparica. “A ponte de Itaparica talvez seja a caricatura maior, desde que eu me entendo por gente que essa gente do PT promete a Ponte de Itaparica que vai ser, mas tem muitas outras promessas”, destaca.
Especialmente sobre a disputa eleitoral à presidência, que vem se estruturando entre a tentativa de reeleição de Lula e a articulação de pré-candidatos no campo da oposição, Ciro avalia que, a posiçção de Gilberto Kassab, líder nacional do PSD, é inteligênte. Atualmente o PSD nacional reúne um grupo de sete governadores estaduais, entre eles Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), todos se apresentando como potenciais candidatos ao Palácio do Planalto.
“Acho que o Kassab é uma pessoa muito inteligente e muito visionária”, destaca Ciro. “Eu acho que ele está sentindo que tem uma parte grande de brasileiros que está votando no A porque odeia o B e está votando no B porque odeia o A. E que se tivesse um C, provavelmente poderiam votar. E ele está, acho que, explorando essa possibilidade de lançar um C. Acho que isso é muito bom para o país”, conclui.
O deputado estadual Angelo Coronel Filho (PSD) informou que seu pai, o senador Angelo Coronel (PSD), e seu irmão, deputado federal Diego (PSD), estão em Brasília para articular o futuro partidário do “clã” após rompimento com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), na retomada dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o parlamentar informou que foram recebidos convites de diversos partidos, mas indicou que o prazo para a decisão será na janela partidária.
“Vários outros partidos fizeram convite. O próprio União Brasil, o Republicanos, o DC (Democracia Cristã), o Agir. Agora a gente analisar com calma, sem precipitação. Coronel [pai] e Diego estão em Brasília e vão cuidar dessa demanda. Para onde Coronel [pai] for a gente acompanha. O prazo é até março, o prazo eleitoral, até o final de março”, disse Angelo Filho.
O deputado também evitou falar que seu pai foi “traído” ao ser retirado da chapa majoritária do governador, e classificou que ele foi “rifado”: “Traído eu não sei dizer, eu sei que ele foi rifado da chapa. O que cabe a gente agora, e a ele, é tomar uma decisão de caminhar com um lado ou do outro”.
Uma inédita movimentação pode mudar os rumos e surpreender o tabuleiro político baiano nos próximos dias. Trata-se do debate e possível articulação para a chegada do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ao Partido Social Democrático (PSD) da Bahia para as eleições de 2026.
Informações reveladas ao Bahia Notícias por interlocutores do ex-prefeito apontaram que a ideia e a eventual movimentação deve ser um dos temas discutidos e comentados, durante a viagem do atual vice-presidente do União para Brasília, nesta terça-feira (3).
Durante agenda na capital federal, um dos encontros previstos de Neto é com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O encontro teria sido mediado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Ele seria uma das figuras protagonistas nesta ação. A estratégia chega depois que ele anunciou filiação ao Partido Social Democrático (PSD), no último dia 27.
Segundo publicação do Políticos do Sul da Bahia, parceiro do BN, Caiado iria sugerir a nova configuração a Kassab durante a reunião. De acordo com a publicação, o deputado federal Elmar Nascimento (União) e o senador Angelo Coronel, que anunciou sua saída do PSD no último sábado para migrar a uma sigla do grupo da oposição baiana, vão embarcar com o ex-prefeito para participar das conversas desta terça.
A transferência do pré-candidato ao governo da Bahia poderia servir também para que ele conseguisse o tão requisitado “palanque nacional”, tendo um candidato à presidência do seu próprio partido. Desta forma, o ex-gestor da capital baiana, não precisaria anunciar apoio a figuras ligadas ao PL e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o filho dele, Flávio Bolsonaro.
Vale lembrar que Caiado e Neto mantiveram suas relações, mesmo após a saída do gestor goiano do União, após a sigla não oficializar sua candidatura ao Palácio do Planalto, com o veto do presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, um dos dirigentes da federação União Progressista.
MOVIMENTAÇÃO NEGADA
O presidente do PSD da Bahia, senador Otto Alencar, negou a cartada que seria feita por seu adversário político, ACM Neto. Em contato com a reportagem, Otto negou a possível filiação e afirmou que a possibilidade foi descartada inicialmente pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Otto afastou a possibilidade de perder o comando da sigla baiana com essa possível chegada do ex-prefeito de Salvador. Ele denominou a movimentação como “boato” e disse que o partido vai continuar apoiando a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
O pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), reforçou o desejo de integrar o senador Angelo Coronel (PSD) na chapa da oposição. Em entrevista nesta tera-feira (2), Neto também afirmou que aguardou os desdobramentos da relação de Coronel com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e acusou o Partido dos Trabalhadores de “fome de poder” em razão da provável chapa puro-sangue.
“Vocês sabem que eu esperei os desdobramentos da desavença entre o PT e o senador Coronel e os fatos mostraram que o PT é insaciável, tem fome de poder e não quer dar espaço para ninguém. Imaginem que eles (PT) simplesmente desprezaram um político do tamanho, peso e liderança de Coronel, que já foi deputado estadual, presidente da Assembleia e é o senador com o maior respaldo entre prefeitos da Bahia. Depois de tudo o que aconteceu, eu me sinto à vontade para dar início às conversas com o senador”, disse Neto em entrevista à Band News, na festa de Iemanjá, no Rio Vermelho.
Neto afirmou também que o União Brasil “estará deportas abertas” para receber o senador Coronel, que deverá se desfilar do PSD. “Mas quem vai tomar esta decisão é o senador, ele pode vir para o nosso partido ou mesmo para outra legenda que compõe a nossa base”. “Não temos nenhum motivo para apressar nada (a formação da chapa). Estamos trabalhando para tudo ser definido em março. Até lá, vamos conversar com os partidos”.
Atualmente, o grupo de Neto possui dois pré-candidatos ao Senado, o presidente do PL na Bahia, João Roma, e o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PSDB). A tendência, caso Coronel passe a integrar oficialmente a oposição, é de que o tucano seja preterido dentro da chapa.
Em seu primeiro dia após o anúncio de migração para o PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), garantiu que recebeu aval do presidente do partido, Gilberto Kassab (PSD), para realizar suas filiações de campanha de forma independente ao diretório estadual. Em entrevista ao GloboNews, nesta quarta-feira (28), Caiado aponta que, no caso da Bahia, deverá manter o apoio da ACM Neto, ainda que seu novo partido seja base de Jerônimo Rodrigues.
"O Kassab liberou nossas bases para que nós tivéssemos essa independência também, aquele que for escolhido. Por exemplo, eu cito, na Bahia, por exemplo, se lá o PSD estiver vinculado ao governador candidato pelo PT, o candidato nosso estará ali no palanque do ACM Neto", afirmou o governador do Goiás.
Ele reitera que "isto mostra a nossa capacidade e nosso bom desempenho hoje no Nordeste também”. Ele afirma ainda que essa é uma estratégia de enfraquecimento do PT: “Então, não será fácil para o PT, já que ele decepcionou muito a esperança daquele povo", completa.
Em entrevista em outra emissora, ainda nesta quarta, o posicionamento de Ronaldo Caiado seguiu o mesmo caminho: "O compromisso que tem é que aquele que for escolhido terá o apoio dos outros. E que nós teremos total liberdade nos estados"
"Então é dada a nós quem for escolhido a liberdade de estar no palanque de quem seja compatível com os nossos princípios com as nossas ideias e ao mesmo tempo com aquilo que nós defendemos", finaliza.
O ex-prefeito de Juazeiro Isaac Carvalho (PSD) passou a integrar a base do pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), em uma movimentação estratégica para angariar votos para a oposição no norte do estado. A migração, no entanto, não teria surpreendido a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que já via um clima de rompimento desde as eleições de 2024, conforme relatos feitos ao Bahia Notícias.
No do final do ano passado e no início deste ano, a reportagem apurava com lideranças políticas de Juazeiro o provável destino de Isaac. Em relatos ao BN, um dos líderes da região apontou que a movimentação “ia acontecer na alguma hora”, visto que o ex-prefeito teria se afastado da base após o imbróglio envolvendo o candidato do grupo de Jerônimo na última eleição municipal.
A fonte, inclusive, afirmou que “faria a mesma coisa”, caso estivesse na posição de Isaac Carvalho: “Era esperado, alguma hora ia acontecer [a mudança de lado]. Se eu tivesse no mesmo lugar que ele, talvez eu fizesse a mesma coisa”.
Ao BN, uma outra liderança da região do Sertão do São Francisco afirmou que, na época, a provável movimentação de Isaac se daria por uma “questão de sobrevivência política”. Foi confidenciado à reportagem que, dificilmente, o ex-prefeito de Juazeiro teria um espaço relevante dentro do governo Jerônimo.
“Olhe, é uma questão de sobrevivência política. Depois das eleições ele ficou escanteado, muito por culpa dele próprio também”, disse a outra fonte da reportagem.
AS ELEIÇÕES
Isaac Carvalho foi um dos principais personagens em um dos episódios mais conflituosos da pré-campanha municipal na Bahia em 2024. O processo foi marcado por disputas internas entre “caciques” da região, a chegada de um novato e decisões partidárias que geraram desgaste político na época.
Isaac Carvalho, governou Juazeiro por dois mandatos e, durante anos, foi considerado o nome natural para voltar a disputar a prefeitura com o apoio do grupo governista estadual. No entanto, o ex-prefeito enfrentava incertezas jurídicas sobre sua candidatura, visto que estava inelegível em razão de uma condenação por improbidade administrativa.
Em meio ao imbróglio sobre seus direitos políticos, outros caciques da região, os deputados estaduais Zó (PCdoB) e Roberto Carlos (PV), além do ex-prefeito e ex-deputado federal Joseph Bandeira (PSB), também chegaram a se lançar como candidatos.
Mesmo com o PT, partido em que era filiado da época, lançando a candidatura oficialmente a candidatura de Isaac em agosto de 2024, a situação jurídica pesou contra sua permanência no jogo. O ex-prefeito chegou a tentar um acordo com o Ministério Público para recuperar seus direitos políticos, porém o pedido foi rejeitado pelo Judiciário, mantendo o impedimento legal e enfraquecendo sua viabilidade como candidato em 2024.
Com Isaac fora do páreo e sua indicação rejeitada, a base de Jerônimo avançou em negociações com o MDB e acabou fechando apoio ao “novato” no meio político, Andrei da Caixa, como candidato a prefeito. A decisão foi anunciada como uma solução de unidade, mas, na prática, aprofundou o racha no grupo governista em Juazeiro, fazendo Isaac pedir sua desfiliação do PT em agosto, ainda antes das eleições.
Aliados históricos de Isaac viram a escolha como uma preterição política, e lideranças do PSD, partido com forte presença local, reclamaram de falta de diálogo e de uma condução centralizada por parte do núcleo do governo estadual. Insatisfeito, o ex-prefeito lançou seu sobrinho, Celso Carvalho (PSD), para o pleito, mas não foi acolhido pela federação nem pelos principais partidos da base de Jerônimo, que descartaram a indicação e seguiram com o apoio a Andrei da Caixa, que foi o vencedor do pleito.
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O desfecho político desse imbróglio veio um ano e meio depois, já com repercussões para além da disputa municipal. Em um movimento que simbolizou a ruptura definitiva com a base governista, Isaac Carvalho anunciou apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, principal líder da oposição ao PT na Bahia.
Ao justificar a decisão, Isaac afirmou que a gestão de Jerônimo vinha “frustrando expectativas” e criticou o que classificou como falta de diálogo com lideranças do interior.
O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, comentou nesta segunda-feira (26) a possibilidade de o senador Angelo Coronel (PSD) integrar a chapa majoritária do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União Brasil).
Durante a inauguração do viaduto José Linhares, Marinho afirmou que há espaço para diálogo com Coronel dentro do grupo liderado por ACM Neto, mas ponderou que uma eventual aliança não pode enfraquecer nomes que já caminham há bastante tempo com o vice-presidente nacional do União Brasil.
“Não pode trazer um e perder o outro. Não pode trazer um e enfraquecer aqueles que caminham com ele há muito tempo. Mas, se o Angelo Coronel vier, há espaço para a gente estar conversando”, declarou.
Questionado sobre um prazo para a definição da chapa majoritária, o líder do Republicanos disse que ainda não há uma data estabelecida e que essa decisão caberá ao próprio ACM Neto. Segundo ele, o pré-candidato ao governo já sinalizou a intenção de dialogar sobre a composição.
“O prazo a gente não consegue definir, porque quem vai dar esse tempo é o próprio candidato. Agora há pouco ele desceu do palanque e disse: ‘Marinho, a gente precisa conversar’. Esse é o momento da reflexão para a composição da chapa, sem questão emocional ou de amizade, mas de forma objetiva, pensando em quem agrega mais votos”, afirmou.
Ainda durante a coletiva, Marinho disse que o Republicanos está aberto a uma possível filiação do deputado federal Elmar Nascimento, caso ele deixe o União Brasil.
“Elmar Nascimento é uma grande liderança política e um grande deputado do nosso estado. O Republicanos é um partido de portas abertas para quem quer ajudar a construir uma legenda forte. Eu, particularmente, ainda não tive nenhuma conversa com Elmar sobre isso, mas, se acontecer, será bem-vindo”, concluiu.
O grupo da oposição na disputa pelo governo do estado, liderado por ACM Neto (União), não descarta a presença do senador Ângelo Coronel (PSD) na chapa. Apesar da aliança histórica com o PT, o senador não estaria satisfeito com o espaço na chapa governista, mas ele ainda não definiu, de fato, sua posição nas eleições de outubro.
Durante a inauguração do viaduto José Linhares, nesta segunda-feira (26), o atual prefeito, Bruno Reis (União) comentou sobre a possibilidade de receber o senador no grupo. “Nós estamos abertos ao diálogo, temos toda disposição de conversar e tentar construir uma parceria. Temos já uma relação e parcerias pretéritas que nos permitem construir planos para o futuro”, afirmou
O candidato a governador, ACM Neto, também comentou a migração de Coronel para sua base. “Espaço aberto existe, eu nunca escondi nossa disposição em dialogar. Entretanto, eu não posso tratar isso no campo da especulação. Só tenho condições no momento que houver uma real sinalização de que o senador não vai caminhar no projeto de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues”, ponderou.
O candidato ainda criticou a possibilidade de uma chapa “puro-sangue”. “Me parece um absurdo que só exista PT [...] O PSD está sendo excluído, mas eu não vou falar pelo PSD, quem fala é Otto.”, declarou Neto.
A definição da chapa, no entanto, deve ocorrer apenas em março.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, completa 47 anos nesta segunda-feira (26). A data tem sido marcada por homenagens de familiareres, amigos, aliados e lideranças políticas, que utilizaram as redes sociais para celebrar o aniversário.
“Pai, falar de você é, antes de tudo, falar de orgulho. Orgulho pela pessoa íntegra, leal aos seus princípios e que nunca se escondeu diante dos desafios. Orgulho do pai amoroso, atencioso e presente que você sempre foi. E orgulho, também, pelo homem público que você se tornou”, escreveu Livia Magalhães, filha mais velha do político.
Entre as mensagens, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, destacou a relação pessoal e política construída ao longo dos anos. “Aniversário do meu grande irmão, parceiro de uma vida, de quem não abro mão de estar ao lado em todas as batalhas. Que Deus siga abençoando o seu caminho e que nunca falte saúde, força, resistência, garra e fé. Parabéns, meu irmão”, desejou.
A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, também homenageou o ex-prefeito e ressaltou a trajetória compartilhada e a amizade construída ao longo do tempo. “Hoje é dia de celebrar a vida de ACM Neto, amigo de caminhada, de sonhos e de muitos desafios. Nossa amizade vem de muitos anos, construída com diálogo, lealdade e respeito”, afirmou. “Nossa amizade vem de muitos anos, construída com diálogo, lealdade, respeito e a certeza de que a política também se faz com afeto e propósito”, completou Ana.
O BN Hall deseja um feliz aniversário e um novo ciclo repleto de boas realizações!
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O ex-prefeito de Juazeiro, no Sertão do São Francisco, Isaac Carvalho, anunciou apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), pré-candidato ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Ao justificar a decisão, Isaac avaliou que a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem frustrado as expectativas da população baiana, ao adotar, segundo ele, uma condução centralizadora e com pouco diálogo com lideranças regionais. O fato foi também noticiado pelo Rede GN, parceiro do Bahia Notícias,
De acordo com Isaac Carvalho, o atual governo estadual tem enfrentado dificuldades na articulação política e na manutenção de sua base aliada em diversos municípios. Ele também apontou indicadores considerados preocupantes nas áreas de segurança pública, geração de empregos e educação.
Durante o anúncio, Isaac fez questão de agradecer ao presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar (PSD), a quem classificou como “sempre muito correto conosco”. O ex-prefeito também agradeceu ao senador Ângelo Coronel (PSD) e ao deputado federal Diego Coronel (PSD).
Isaac Carvalho é considerado uma das principais lideranças da esquerda em Juazeiro e na região do Vale do São Francisco. Ele exerceu dois mandatos como prefeito pelo PCdoB e, posteriormente, filiou-se ao PT. “Não faz sentido a continuidade do atual governo. Existe um sentimento claro de mudança na Bahia, e ACM Neto reúne experiência administrativa, capacidade de diálogo e compromisso com o futuro do nosso estado, para restaurar a esperança do nosso povo”, afirmou Isaac.
Na mesma ocasião, Carvalho e os deputados do PSDB, Adolfo Viana (federal) e Jordávio Ramos (estadual), convidaram ACM Neto para participar do carnaval antecipado de Juazeiro, programado para a próxima sexta-feira (30). O pré-candidato ao governo confirmou presença e informou que, no mesmo dia, concederá entrevista coletiva à imprensa.
O vereador Duda Sanches (União) será candidato a deputado federal, ocupando o espaço deixado pelo seu pai, o ex-deputado estadual Alan Sanches (1968-2026), que vinha articulando sua candidatura à Câmara Federal. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias com interlocutores, o edil se reuniu com o pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União) e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), nesta terça-feira (20) e comunicou a decisão.
Conforme as fontes da reportagem, Neto, inclusive, teria apoiado a candidatura de Duda, e firmado que poderia declarar publicamente o voto ao vereador. A expectativa é de que o edil realize o anúncio de sua candidatura até a próxima sexta-feira (23), avisando também as lideranças que tinham um compromisso político-eleitoral com Alan para as eleições deste ano.
Até o momento, havia uma indecisão se o pré-candidato a deputado estadual, o empresário de Santo Antônio de Jesus, Diltinho, iria herdar os votos de Alan em um possível lançamento ao legislativo federal. Todavia, após a decisão de Duda, o nome dele foi mantido para a disputa de uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
A movimentação ocorre após a morte precoce de Alan Sanches, que, desde 2024, buscava apoio político para sua candidatura à Câmara dos Deputados. O ex-parlamentar morreu no último sábado (17), após infarto fulminante dentro de sua residência.
O vereador Cláudio Tinoco (União), atual líder do União Brasil na Câmara Municipal de Salvador (CMS), deve se licenciar de seu quarto mandato legislativo. Há cerca de nove meses do pleito, Tinoco deve anunciar sua licença para atuar em prol da campanha eleitoral de Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, líder da oposição na Bahia e vice-presidente do partido União Brasil, ao Palácio de Ondina em outubro.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, o legislador deve atuar como coordenador de campanha do ex-prefeito de Salvador na capital baiana e região metropolitana (RMS). Há de se lembrar que, na disputa eleitoral de 2022, ACM Neto venceu, com margem considerável nas dez maiores cidades do estado, incluindo Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari.
Um coordenador de campanha assume a responsabilidade com relação à estratégia de divulgação e agenda de campanha, além do gerenciamento de recursos e equipes em uma disputa eleitoral. A chegada de Tinoco no cargo, que praticamente exige dedicação exclusiva, abre espaço para um novo mandato de suplência na Câmara Municipal de Salvador.
Considerando que Palhinha, primeiro suplente do União nas urnas, já assumiu um mandato no lugar de Alberto Braga, vereador eleito que atualmente ocupa o cargo de secretário municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT), a substituição deve recair sobre a ex-vereadora e segunda suplente, Cátia Rodrigues.

Foto: Reginaldo Ipê / CMS
Quadro conhecido do grupo na Bahia, Cátia Rodrigues foi eleita para três mandatos na capital baiana, tendo assumido o cargo no legislativo entre 2013 e 2024, ao final de seu terceiro mandato. Durante seu histórico na Casa, a edil foi a primeira mulher a ser 1ª vice-presidente do Legislativo Municipal da história da capital baiana, durante o biênio de 2023/2024.
Esposa do ex-vereador e ex-deputado federal, Pastor Luciano Braga, Cátia Rodrigues é diretamente vinculada à Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD), tendo base no eleitorado cristão e conservador da capital baiana. No pleito de 2024, a vereadora registrou 7.257 votos nas urnas soteropolitanas, ficando a 1.616 votos do último vereador eleito pelo União, Marcelo Guimarães Neto, que finalizou a campanha com 8.873 votos.
O deputado federal Márcio Marinho afirmou que o Republicanos não abrirá mão de indicar um nome para uma das vagas ao Senado na chapa majoritária de 2026. A declaração foi feita durante a reunião executiva estadual do partido, realizada na manhã desta segunda-feira (19), na sede da legenda, no Centro Empresarial Iguatemi, em Salvador.
Ao discursar para a executiva, Marinho destacou que o partido considera ter maturidade política e capilaridade suficiente para disputar um espaço majoritário nas próximas eleições.
“É hora de alçarmos voos mais altos. O Republicanos está pronto e apto para indicar uma das vagas ao Senado. Não abriremos mão de construir esse novo projeto com a Bahia”, afirmou.
O parlamentar já havia sinalizado publicamente a intenção de disputar o Senado. Em agosto de 2025, em entrevista ao Bahia Notícias, Marinho disse que seu nome vinha sendo citado como sugestão para compor a chapa liderada por ACM Neto.
“Sempre serei citado. Tenho seis mandatos, as pessoas me conhecem. Essa possibilidade não está descartada. Meu nome está como sugestão para a chapa de Neto ao Senado”, declarou à época.
Durante a reunião desta segunda, Márcio Marinho também reforçou a necessidade de união entre as forças políticas do partido para ampliar as bancadas na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara dos Deputados. Além disso, ele ratificou o apoio do Republicanos ao pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto.
O encontro contou com a presença do presidente municipal do Republicanos em Salvador, vereador Luiz Carlos; do deputado federal Alex Santana; da deputada federal Rogéria Santos; dos deputados estaduais José de Arimateia, Jurailton Santos e Samuel Júnior; além de vereadores como Júlio Santos, Kell Torres, Ireuda Silva e Edilson Ferreira. Também participaram lideranças e filiados, entre eles Marcelo Nilo, Talita Oliveira e Francisco Edes.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), falou sobre sua disputa pela presidência e a conquista de votos na Região Nordeste. Para ele, a população está insatisfeita com a gestão do PT, que “convive bem com as facções criminosas”. A declaração aconteceu durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15).
Ao lado de ACM Neto e Bruno Reis, o governador marcou presença num dos eventos mais tradicionais da política baiana em meio à definição do nome do candidato à presidência da chapa de oposição à Jerônimo Rodrigues.
Avaliando a possibilidade de expandir sua base de eleitores, o governador falou sobre o trabalho realizado no estado.
“O brasileiro vai observar aquele que só tem discurso e ver o que eu já fiz em sete anos como governador no estado de Goiás. É o estado primeiro lugar em segurança, educação, saúde regionalizada... Eu não estou sendo candidato pra ficar prometendo o que não cumpre.”
Caiado também acredita que a insatisfação com a gestão do PT pode ser favorável para sua campanha, e reforça os problemas da insegurança e corrupção como questões principais para o país.
“O que o Brasil quer é elevar o país. O PT não tem coragem de enfrentar o crime porque ele é complacente, ele convive bem com as facções criminosas”, afirmou o presidenciável.
“O povo vai acordar com isso. A maior demanda no Brasil é violência e corrupção. E o PT é exatamente o sinônimo de corrupção e de violência. Então eu tenho muita fé de que a Bahia vai eleger Neto e que eu terei chance real de presidir o Brasil”, completou.
Questionado sobre o apoio do União Brasil e da chapa de ACM Neto na Bahia, Caiado afirmou ter conversado com os líderes do partido e disse ter outras opções.
“Eu respeito as decisões partidárias, já conversei muito com ACM Neto e com [Antonio] Rueda, eles sabem da minha disposição em disputar a presidência. Agora, tem outros partidos que já abriram alternativa pra eu sair candidato”, disse o governador.
O deputado estadual Alan Sanches também marcou presença na tradicional Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (15) e reafirmou seu apoio ao candidato a governador ACM Neto. O parlamentar ainda não definiu se deverá sair deputado federal junto ao grupo da oposição.
“Vamos fazer as avaliações de quem vai ser candidato a deputado federal, já conversei com Neto, temos até 3 de abril para tomar essa decisão”, afirmou.
Questionado sobre o imbróglio envolvendo a saída de Angelo Coronel (PSD) da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Sanches não confirmou nenhum movimento de contato com o senador, mas garantiu o desejo de construir a chapa mais forte possível.
“Nosso momento é da expectativa. Espaço pra conversar e agregar, tem. Temos o candidato a governador, o primeiro senador e o resto a gente ‘tá’ fazendo a composição”, disse o deputado.
Pablo Roberto nega tensão na relação entre ACM Neto e Zé Ronaldo e afirma que 2025 foi “ano difícil”
O vice-prefeito de Feira de Santana, Pablo Roberto (PSDB), negou haver um tensionamento entre o pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), e o prefeito do município, Zé Ronaldo (União). Questionado pelo Bahia Notícias nesta quinta-feira (15), o tucano afirmou que Zé Ronaldo enfrentou um ano “difícil” em 2025, mas garantiu que a relação com Neto estaria “tranquila”.
“A relação está tranquila. Eles dois têm conversado, Neto tem ido à feira. Zé Ronaldo tem um jeito dele, tem um perfil dele, que é muito na dele, muito focado na gestão de Feira. O ano 2025, eu tenho certeza que foi o ano mais difícil que o Zé Ronaldo enfrentou na prefeitura de Feira de Santana, então ele se dedicou muito lá. Mas os dois têm conversado, tá no clima, o Zé Ronaldo tá tocando a gestão, mas com o olho também nas eleições, eu tenho certeza que tá tudo tranquilo”, comentou Pablo Roberto durante a Lavagem do Bonfim.
O vice-prefeito, que era deputado estadual, também falou sobre suas articulações para a disputa à Câmara dos Deputados neste ano. Segundo Pablo, as conversas devem se intensificar este ano, após 2025 ter sido focado na gestão de Feira de Santana.
“Desde quando assumi o mandato de deputado estadual, que eu não me escondi, o desejo que já tinha em disputar a eleição esse ano para a Câmara. Então, a movimentação está acontecendo. Eu confesso que 2025 realmente foi um ano de muito trabalho, seguindo a orientação, inclusive, do prefeito Zé Ronaldo, que nós pudéssemos focar na gestão por conta dos desafios. Começando agora, em 2026, o movimento começa a se organizar e a expectativa é que nós possamos ficar à frente da secretaria até o prazo legal e a partir daí se afastar para se dedicar única exclusivamente para a campanha”, afirmou Pablo Roberto.
O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), revelou que fará uma agenda focada no interior do estado para iniciar sua pré-campanha. Em entrevista coletiva durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15) em Salvador, o vice-presidente do União Brasil apontou que está confiante na garantia de apoios regionais.
“A gente agora tem agenda toda semana no interior, estamos fechando, inclusive, alguns compromissos para o mês de abril, porque janeiro e fevereiro já estão fechados. Março já tem uma parte fechada, então já estamos entrando na agenda de abril na programação”, afirmou.
Ele revela que tem “conversado com os deputados de mandato, pedindo paciência e compreensão, porque sempre alguém pede alguma coisa, então a gente tem que ir ali administrando”. O líder da oposição revela, no entanto, que “ter candidaturas regionais é muito importante para a gente, porque fortalece o palanque, aumenta a representatividade, incrementa a campanha”.
ACM Neto detalha que vai mudar a estratégia com relação ao último pleito estadual. “Então, a gente vai vir com poucos partidos, mas partidos muito fortes. Essa é a estratégia”, sucinta. No âmbito federal, ele diz que “quando a gente decidiu fazer a Federação, a gente abriu mão de decidir sozinho”.
“A gente compartilhou essa decisão, então ela vai ter que ser dividida com progressistas. O senador Ciro [Nogueira] é um homem muito inteligente, um dos políticos mais experientes do país e vai saber, conosco, construir o melhor caminho para a federação, sem atrito, sem divergência, sem nada a ver”, completa.
O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), abriu espaço para diálogo com o senador Angelo Coronel na oposição ao grupo petista, como resposta a uma possível chapa “puro-sangue” do Partido dos Trabalhadores (PT) na eleição. Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (15) durante a Lavagem do Bonfim em Salvador, o líder da oposição teceu críticas ao grupo petista e garantiu que, no caso de uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner, “os três vão perder de uma vez só”.
“Depois de 20 anos, eles não conseguem mais separar o que é o público do que é o partidário. Então, eles se acham numa posição de tal força política que podem impor três do PT. Vão perder os três de uma vez só, é o que eu acredito. Os três vão perder de uma vez só. Nós vamos pegar essa panela, vamos fazer ela entornar e ela vai virar de uma vez só e a gente começa a construir uma nova história em 2026”, afirma.
Sobre o diálogo com o senador Angelo Coronel, que até então não foi confirmado como candidato à reeleição, ACM diz que “se o [Angelo] Coronel quiser fazer parte disso e quiser continuar senador, existe espaço para dialogar conosco. Nós só vamos tratar desse assunto se houver essa possibilidade”.
O vice-presidente nacional do União Brasil comenta ainda sobre a presença do governador do Goiás, Ronaldo Caiado, durante a celebração do Bonfim. Neto afirma que a pré-candidatura do goiano ao Palácio do Planalto segue mantida e tem o apoio do grupo. “A pré-candidatura dele foi lançada aqui em Salvador em abril do ano passado, eu estou com ele [Ronaldo Caiado] e vamos seguir juntos”.
A fala ocorre após o representante do União afirmar, durante evento em Ilhéus, que poderia apoiar “qualquer candidato” contra Lula, incluindo o senador Flávio Bolsonaro. ACM garante, no entanto, que Caiado “é o pré-candidato a presidente do União Brasil, agora até outubro, muitas coisas vão acontecer, muito diálogo pela frente há de se fazer temos que respeitar a possibilidade de conversar com todos os partidos que fazem oposição PT”, afirma.
Ainda sobre as eleições, o ex-prefeito de Salvador afirma que vai deixar a chapa em aberto até abril, no período de oficialização das candidaturas. “Não tem nenhuma razão para ser antes disso. A gente vai acompanhar os fatos, vai ver o desdobramento do que acontece com Jerônimo e companhia. Não que eu dependa dele, mas também não vou resolver o problema deles e eu não tenho pressa”, sucinta.
Ele garante ainda que, o que é possível confirmar é a candidatura do então líder do PL na Bahia, João Roma. “A gente vai ajustando e mudando as coisas, agora, com relação a João Roma, ele é o pré-candidato ao Senado hoje. Claro que isso depende da própria confirmação dele, mas eu acho que é natural hoje a pré-candidatura de João ao Senado, ao nosso lado. Isso seria já uma definição natural e vai se consolidando”, completa.
O grupo de oposição ao governo na Bahia aguarda o posicionamento do senador Angelo Coronel para revelar sua chapa para as eleições estaduais. Isso é o que aponta o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), que deve ser um dos principais coordenadores da campanha de Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto na Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda-feira (12), o prefeito garante que “estamos aguardando o desfecho do lado de lá” para finalização da chapa.
"Nós falamos [com Angelo Coronel] no final do ano, éramos amigos na época de deputados. [O grupo oposicionista] Estamos aguardando o desfecho do lado de lá, quem tem que resolver esse problema são eles", destaca.
O prefeito garante, no entanto, que não está 100% dependente desta resolução para o sucesso da oposição: "Então, caso Coronel não seja candidato lá, vocês têm interesse em ter uma conversa para construir algum tipo de parceria? Com certeza! Estamos dependendo disso? Não, enquanto isso estamos conversando com as pessoas do nosso grupo, nos preparando para ir para o enfrentamento", garante o gestor.
Apesar disso, “evidente que caso, ele seja rifado da chapa lá [junto ao grupo petista], estamos abertos ao diálogo", diz Bruno. O aliado de ACM Neto comenta ainda sobre a chapa “puro-sangue” do PT, que seria composta por Jerônimo Rodrigues, em caráter de reeleição, e Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos às vagas no Senado Federal.
Ele afirma que a esta formação petista é "a panelinha, ou seja, vão disputar os três que são os principais responsáveis pela situação da Bahia como se encontra hoje". "Então, tenho certeza que essa é a melhor chapa para a gente enfrentar, ela é que traz o desgaste dos 24 anos que eles querem ir de poder", aponta.
Já sobre o que seria a chapa “dos sonhos” para o grupo da oposição, o prefeito evita cravar nomes para além de ACM Neto e João Roma. "Temos nomes aqui, alguns já, digamos assim, definidos ou a se definir. Temos ACM Neto definido como candidato a governador, João Roma, como senador, então estamos aqui aguardando como vai se comportar, como vai ser a posição do governo [com Coronel]”, conclui.
Ele finaliza dizendo que “agora temos outros nomes aqui, mas não é o momento [de revelar os nomes]".
Confira o trecho da entrevista:
O deputado federal pelo União Brasil, Paulo Azi, afirmou que “torce” para que o Partido dos Trabalhadores escolha disputar as eleições estaduais e federais de 2026 com uma chapa “puro-sangue”. O parlamentar, que é um dos caciques do União Brasil, disse em entrevista nesta terça-feira (6), que uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jacques Wagner, poderia garantir uma vitória do seu grupo ao lado de ACM Neto, como oposição ao PT na Bahia.
“O voto 13 vai se resumir aos três votos do candidato a governador de dois senadores. Eu, pessoalmente, torço muito para que eles tomem essa decisão de colocar os três juntos, porque aí nós teremos a oportunidade de derrotar todos de uma única vez”, afirma. Na formação sugerida, Jerônimo Rodrigues sairia como candidato a reeleição no governo estadual, ao lado de Rui Costa e Jacques Wagner, ambos concorrendo as vagas no Senado.
Sobre o viés nacional da disputa eleitoral, o veterano do União destacou que ainda é cedo para fechar o apoio do União ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, que disputa pelo PL. “Nós ainda estamos com um cenário muito aberto em relação à eleição presidencial. Existem inúmeros candidatos, o próprio União Brasil tem um pré-candidato que é o [Ronaldo] Caiado, outros candidatos no campo do centro, no campo da direita”, explica o parlamentar.
O deputado disse ainda que “torço muito para que nós possamos sentar a mesa e buscar um nome que possa agregar a todos”. “Se isso não for possível, cada partido deve lançar o seu candidato com o compromisso de que todos possam estar com aquele que for ao segundo turno disputar a eleição, provavelmente contra o presidente Lula”, completa.
Aventado como possível vice na chapa de oposição encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), o deputado federal Ricardo Maia (MDB) descartou qualquer movimento de migração do seu apoio para 2026. Em conversa com o Bahia Notícias, nesta terça-feira (6), durante posse da nova mesa diretora do Tribunal de Constas do Estado (TCE), o parlamentar reforçou o apoio ao governador Jerônimo Rodrigues.
“Sim [estive em contato com aliados de ACM Neto]. Conversamos com todo mundo. Colegas deputados federais, temos a disputa dos dias de campanhas, mas depois abrimos o diálogo com todos os partidos. Mas nada foi formalmente dito, pois acredito que minha postura política é de estar ao lado de Jerônimo”, revelou Maia.
“Eu não costumo colocar um passo a frente do que não me pertence. Sou pré-candidato a deputado federal. A gente é da base do governador Jerônimo, estamos com o governador. Ele esteve na nossa região, com obras estruturantes. Vinhamos reivindicando, muitas vezes taxados como não sendo da base, mas estamos aqui para cobrar o desenvolvimento do Sertão”, completou.
Além disso, o deputado também confirmou a permanência no MDB, partido pelo qual foi eleito deputado federal em 2022. “Sempre aprendi na política que se tem que estar dialogando, existe divergência e disputa política, mas não leva inimizade. Conversamos com todo mundo, a conjuntura politica nesse período é salutar. Sou pré-candidato a deputado federal, estou no MDB e irei permanecer no MDB. Juntamente com nosso grupo politico, estaduais, federais, o vice-governador. Nossa meta é reeleição como deputado federal”, disse.
Recentemente, informações obtidas pelo Bahia Notícias apontaram que sondagens ao parlamentar teriam sido feitas, dando início às tratativas de uma possível migração para a base de ACM Neto. O emedebista possui forte influência na região do Semiárido, onde foi prefeito de Ribeira do Pombal (2013-2021) e elegeu seu sucessor no pleito de 2020, e no Sisal, com seu filho, Ricardo Maia Filho (MDB), comandando a prefeitura de Tucano.
As regiões são consideradas estratégicas para a campanha de ACM Neto, que visa diminuir a considerável distância de votos que teve nos pequenos municípios quando enfrentou o então candidato a governador, Jerônimo Rodrigues (PT), em 2022. Maia é visto como um forte nome para vice por ser um dos principais municipalistas baianos no Congresso Nacional, transitando com facilidade entre as prefeituras do estado. Além disso, o parlamentar teria forte aporte eleitoral, visto que foi eleito com mais de 136 mil votos em sua primeira disputa para a Câmara dos Deputados.
Fontes ouvidas pela reportagem informaram que a oposição prepara um “forte anúncio” de desembarque do governo até o fim do mês de novembro. Segundo informações do Bahia Notícias, a coordenação de campanha de Neto projeta anunciar, em breve, a migração de três parlamentares que estariam “insatisfeitos” na base de Jerônimo, fortalecendo o palanque do ex-prefeito em pontos estratégicos do estado.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, confirmou a descompatibilização de, ao menos, dois secretários municipais para a disputa eleitoral de 2026. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (6), o gestor municipal garantiu que dois nomes já estão totalmente confirmados, sendo eles o secretário de governo, Cacá Leão e Igor Dominguez, chefe de gabinete do prefeito.
“Tem datas definidas, mas nós temos aí pelo menos dois ou mais secretários, que serão candidatos. Cacá Leão [secretário de Governo] é candidato a deputado federal, Igor Dominguez [secretário do Gabinete] é candidato a deputado estadual”, disse Bruno Reis. Além dos cargos públicos, ambos os nomes também possuem forte influência na política partidária: Cacá ocupa o cargo de presidente do Partido Progressista em Salvador e Dominguez é ex-presidente do partido Democracia Cristã na Bahia.
Sobre os demais nomes, o prefeito garante que o grupo mantém as possibilidades em aberto. “Luiz Carlos [titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas] pode ser ou não candidato a deputado federal e pode ser que, daqui para lá, o desejo da política bata no coração de mais alguém, que tenha vontade de ser [candidato], terá nosso apoio e ajuda, naturalmente, e compreensão”, afirma o prefeito.
Ele explica que a janela até o prazo limite da descompatibilização permite que sejam avaliados “os melhores” candidatos para a disputa do grupo de ACM Neto. “Até para ver quais são os melhores nomes disponíveis para, junto com ACM Neto, disputar a eleição. O que eu tenho dito a todos do grupo é que precisamos ir para a disputa com os melhores que tenham disponibilidade para o enfrentamento r peço que todos tenham essa compreensão. Afinal de contas, nós vamos enfrentar uma máquina estadual, uma máquina federal e temos que ir para esta disputa com os melhores que possam entrar em campo”, completa.
A confirmação da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto ainda repercute em solo baiano. Suposto herdeiro do espólio eleitoral do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — preso desde 2025 — , o nome de Flávio reabriu o debate sobre a condução da direita em 2026. A indefinição sobre um nome de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também divide dois aliados na Bahia: o prefeito de Salvador Bruno Reis (União) e o ex-prefeito da capital ACM Neto (União).
Em conversas reservadas com aliados, Bruno e Neto têm sinalizado avaliações sobre a continuidade de Flávio na disputa, o que também traria uma mudança da estratégia do grupo, na Bahia. Para ACM Neto, a confirmação do nome de Flávio seria “martelo batido”, não dando margem para um retorno do senador em retirar seu nome da disputa presidencial. Interlocutores indicaram ao BN que a avaliação é que o ex-presidente Jair Bolsonaro só teria essa forma de garantir a manutenção do “bolsonarismo”.
Já para o prefeito Bruno Reis, o cenário seria distinto. O gestor estaria pregando mais "cautela" com o movimento. Na percepção de Reis, o foco de Flávio seria na liberdade do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que, de certa forma, dificultaria a candidatura. Para além disso, com esse foco e percebendo que a única viabilidade para uma alteração de panorama sobre a prisão de Bolsonaro ser uma vitória da oposição, em 2026, Flávio ficaria "emparedado" por outra candidatura. O nome é um velho conhecido, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, também aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em um encontro recente em Porto Seguro, que contou com as principais lideranças da oposição na Bahia, além do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, o tema foi debatido. O líder nacional do PL confirmou que Flávio Bolsonaro deve manter sua candidatura para as eleições presidenciais de 2026 e, na Bahia, o grupo vinculado ao ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser unir em torno da candidatura do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto.
“Vamos estar juntos de um jeito ou de outro, porque nós queremos estar com os melhores e aqui na Bahia, nós vamos com o ACM Neto”, afirma o presidente do PL, que garantiu que “o candidato nosso é o Flávio Bolsonaro, vamos seguir em frente e vamos ganhar essa eleição”.
No evento, inclusive, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), cravou sua candidatura ao governo da Bahia e ainda se colocou contrário a Lula em qualquer cenário no segundo turno. Questionado sobre um eventual embate presidencial entre Lula — que pode disputar um quarto mandato — e um nome da oposição, como Flávio Bolsonaro (PL) ou outro representante da direita, Neto foi direto. “Ficarei contra o PT”, confirma ACM Neto.
Outro aceno feito durante o evento em Porto Seguro feito pelo ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto foi o apoio ao nome de João Roma (PL) para a disputa ao Senado Federal nas eleições de 2026. Ao comentar a formação da chapa majoritária da oposição no estado, Neto defende a importância da unidade entre os partidos do campo conservador e de centro-direita. “Se depender de mim, um dos nomes a concorrer ao Senado Federal está aqui do lado, o presidente do PL em nosso estado”, afirma, apontando para João Roma.
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) revelou, nesta quinta-feira (25), que pretende levar mais deputados e outros caciques e lideranças políticas da base do Governo do Estado para o grupo de oposição. A declaração chega após os deputados estaduais Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD) anunciarem apoio ao atual vice-presidente do União nas eleições de 2026.
Em entrevista à reportagem do Bahia Notícias, o ex-gestor municipal apontou que há negociações para a chegada de novos nomes da base governista no grupo opositor, a exemplo de deputados e prefeitos, entre outros caciques.
“Sim, estamos conversando com muita gente, deputados, prefeitos, ex-prefeitos. Existe um sentimento hoje crescente na Bahia de mudança. As pessoas deixam hoje essa expressão clara. O coração das pessoas está dizendo que a gente quer mudança. Então, isso impacta nos políticos. Isso faz com que deputados da base do governo comecem a conversar conosco. Isso faz com que lideranças da base de Jerônimo queiram falar conosco”, disse ao BN durante o show de Frei Gilson, na festa de Natal de Salvador.
Segundo Neto, o desejo de lideranças políticas deixarem o governo petista ocorre em meio a frustração devido a promessas não cumpridas pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
“Isso se soma a uma certa frustração do lado de lá, porque foram muitas promessas não cumpridas. Jerônimo tentando cooptar pessoas nossas, abriu o seu saco de promessas e foi para a estratosfera. Isso trouxe uma chateação para a base dele, porque a turma estava aqui comigo e ele em cima prometendo. Ele não consegue cumprir nem com os que ele tentou trazer para o nosso lado, nem com os deles. Acho que é um sentimento de insatisfação política grande que reflete também no sentimento de mudança dos baianos”, comentou ao BN.
Nelson Leal, que agora é coordenador da campanha de ACM Neto para 2026, e Cafu Barreto deixaram a base de Jerônimo no mês de novembro. A ofensiva do grupo do ex-prefeito faz parte de uma estratégia de fortalecer os votos de Neto no interior do estado, onde Jerônimo conseguiu ampla vantagem na disputa pelo Palácio de Ondina em 2022.
Durante o encontro político que confirmou a pré-candidatura de ACM Neto ao governo baiano ocorrido nesta segunda-feira (22) em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, os realizadores do evento fizeram uma surpresa ao ex-prefeito de Salvador. Em um telão, apareceu uma imagem feita por inteligência artificial do avô e ex-chefe político Antônio Carlos Magalhães, o ACM.
Na onda da pré-candidatura ao governo do estado em 2026, o ACM virtual faz um discurso, desejando sorte para o herdeiro no pleito do próximo ano. “E a você, meu neto, deixe o meu amor, o meu coração e a minha história. E espere Deus que o povo da Bahia o ame como eu amei profundamente quando existi. E escute as pessoas, as mesmas que um dia me escutaram. Tenho certeza de que, assim, você ocupará um lugar no coração do povo baiano”, disse o ACM virtual em um trecho da surpresa.
?? ACM virtual manda sorte a Neto durante encontro de oposição em Porto Seguro
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 23, 2025
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Derrotado na eleição de 2022 em que era tido como favorito, Neto admitiu no encontro que vai tentar de novo o cargo de governador em 2026.
Além dele, estiveram presentes no evento, realizado no Hotel Solar do Imperador, o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal; o prefeito de Salvador, Bruno Reis; o presidente estadual do PL, João Roma; e o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. Na ocasião, Valdemar chegou a declarar que Flávio Bolsonaro (PL) deve ser candidato a presidente da República em 2026.
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, durante o evento, ACM Neto e Valdemar Costa Neto também foram homenageados com o título de cidadão portosegurense.
O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Tiago Correia (PSDB), destacou que a oficialização da candidatura de ACM Neto as eleições estaduais de 2026 não foram uma surpresa. Em entrevista durante a última sessão plenária da AL-BA nesta segunda-feira (22), o parlamentar destaca que “não restava nenhuma dúvida de que Neto seria candidato”.
“[Recebemos a notícia] De maneira muito tranquila, afinal de contas, esse já era um discurso que a gente vinha dizendo. Neto já vem viajando a Bahia há algum tempo, já tem uma estrutura de pré-campanha montada. Então não restava nenhuma dúvida de que Neto seria candidato, apenas o momento em que ele faria esse anúncio. O momento foi hoje, mas independente do momento, nós não temos outro nome colocado para disputar o governo contra o governador Jerônimo”, ressalta.
O anúncio da candidatura do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil ocorreu em evento do União e PL em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia. Ao lado de Jânio Natal, João Roma e Valdemar Costa Neto, ACM Neto anunciou sua candidatura ao Palácio de Ondina e firmou apoio a candidatura de Flávio Bolsonaro no cenário nacional.
Na ocasião, Neto afirmou que estaria disposto a apoiar “qualquer candidato contra Lula”. “Eu acho que é um gesto a todos os candidatos. Como a imprensa tem noticiado, diversos partidos têm levantado a hipótese de lançar candidatos, não só Flávio Bolsonaro, mas diversos outros nomes, e eu acho que Neto se posiciona como um candidato que está aberto ao diálogo, independente do União Brasil lançar candidato ou não, ele está aberto a conversar com qualquer candidato que esteja no campo da oposição ao presidente Lula”, aponta o líder da oposição.
Com relação ao “clima eleitoral” e as expectativas para a disputa em 2026, Correia afirma que “Na verdade, o que a gente sente é um nervosismo da bancada do governo diante dos números mostrados nas pesquisas, que mostram o governador Jerônimo como governador em exercício, que tem a pior avaliação na história”, conclui.
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, confirmou que Flávio Bolsonaro deve manter sua candidatura para as eleições presidenciais de 2026 e, na Bahia, o grupo vinculado ao ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser unir em torno da candidatura do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto. A declaração foi dada em evento do partido em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, nesta segunda-feira (22).
“Vamos estar juntos de um jeito ou de outro, porque nós queremos estar com os melhores e aqui na Bahia, nós vamos com o ACM Neto”, afirma o presidente do PL, que garantiu que “o candidato nosso é o Flávio Bolsonaro, vamos seguir em frente e vamos ganhar essa eleição”.
Ao firmar Flávio como herdeiro de Jair nas próximas eleições, o presidente do PL negou, por sua vez, que haja resistência do campo da direita com o nome do primogênito do ex-presidente. “Não, todos estão dispostos para o Flávio Bolsonaro. Anunciado, de repente, sem o conhecimento dos outros partidos, gerou um mal-estar, mas isso já passou, nós vamos contornar. O Flávio é o nosso candidato, vai crescer e nós vamos ganhar as eleições. Nós temos muita coisa pela frente, muito trabalho para fazer e vamos fazer o melhor para que o Flávio ganhe as eleições”, ressalta.
Durante o anúncio do apoio, Costa Neto relembrou o governo e a influência do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (ACM) na Bahia. “Há 30 anos, eu era líder do partido e viajava muito o Brasil. Chegava no interior da Bahia, cedia água, luz e orelhão, naquele tempo. Você ia ao interior de Pernambuco, era um lixo, o interior do Ceará era um lixo, porque o Antônio Carlos Magalhães, muito inteligente, ele elegia 30, 35 deputados federais dele e levava para Brasília, mandava para o partido, que era um grande partido, e nomeava a gente qualificada para ser ministro e para trabalhar”, relembra.
Com o repertório do avô, o líder do PL elogia o pré-candidato ao governo da Bahia e o compara com o ex-presidente Jair Bolsonaro: “Veja bem, o neto seguiu o exemplo do avô. Escolheu o Bruno Reis para prefeito de Salvador. Ele foi um grande prefeito. O ACM é um grande prefeito, mas ele escolheu uma pessoa séria e com habilidade para substituir. Por que o Bolsonaro foi bem? Porque só põe gente séria no governo e colheu muito resultado, só que pegou dois anos de pandemia. Isso foi uma desgraça no Brasil e no mundo”, completa. (A reportagem foi atualizada às 18h23, para adicionar um novo pronunciamento de Valdemar Costa Neto.)
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, reforçou publicamente apoio ao nome de João Roma (PL) para a disputa ao Senado Federal nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante um encontro da oposição realizado nesta segunda-feira (22), no Hotel Solar Imperador, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.
Ao comentar a formação da chapa majoritária da oposição no estado, Neto defende a importância da unidade entre os partidos do campo conservador e de centro-direita. “Se depender de mim, um dos nomes a concorrer ao Senado Federal está aqui do lado, o presidente do PL em nosso estado”, afirma, apontando para João Roma.
A fala consolida uma reaproximação política entre as lideranças, que estiveram em campos distintos em disputas anteriores, mas agora articulam uma frente comum para enfrentar o grupo governista na Bahia. Confira momento em vídeo:
? ACM Neto reforça apoio a João Roma para disputa ao Senado em 2026 pic.twitter.com/A8EuKlDnSw
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 22, 2025
Roma, ex-ministro e ex-candidato ao governo estadual, desponta como o principal nome do Partido Liberal no estado. O evento foi marcado pelos questionamentos do prefeito Jânio natal (PL) para as figuras e durante as respostas ACM neto reforçou seu apoio, endossado pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
Com lideranças regionais e locais da oposição em evento realizado nesta segunda-feira (22), no Hotel Solar Imperador, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, o cenário político para as eleições de 2026 ganhou novos contornos. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), cravou sua candidatura ao governo da Bahia e ainda se colocou contrário a Lula em qualquer cenário no segundo turno.
Questionado sobre um eventual embate presidencial entre Lula — que pode disputar um quarto mandato — e um nome da oposição, como Flávio Bolsonaro (PL) ou outro representante da direita, Neto foi direto. “Ficarei contra o PT”, confirma ACM Neto.
Confira momento em vídeo:
A afirmação reforça o alinhamento de ACM Neto com o campo oposicionista ao governo federal e sinaliza que o União Brasil na Bahia deve caminhar junto com forças de direita e centro-direita no pleito nacional com uma aliança entre o Partido Liberal (PL).
O discurso também busca consolidar uma narrativa unificada da oposição no estado, tanto no plano estadual quanto federal.
Durante a inauguração da nova sede do União Brasil em Feira de Santana, a postura do prefeito José Ronaldo diante de elogios públicos feitos por ACM Neto chamou a atenção de lideranças políticas e participantes do evento. Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a solenidade, ocorrida na tarde desta quinta-feira (18), reuniu dirigentes partidários e nomes influentes da política baiana.
No discurso, ACM Neto, apontado de novo como possível candidato da oposição ao governo da Bahia em 2026, fez rasgos de elogios ao prefeito feirense. “[Esse é] um dos maiores líderes políticos de todo o Estado da Bahia e o maior prefeito de toda a história em Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho”, afirmou Neto.

Inauguração de sede do União Brasil em Feira / Foto: Paulo José / Acorda Cidade
Apesar das palmas do público, a reação do prefeito foi considerada discreta por parte dos presentes, o que gerou comentários nos bastidores do evento. A postura de José Ronaldo reacendeu especulações sobre possíveis desconfortos que remetem à fatídica eleição de 2022 para os oposicionistas baianos, quando Ronaldo foi descartado no dia de lançamento da chapa.
No lugar, ACM Neto escolheu para candidata a vice a empresária Ana Coelho (Republicanos), após rearranjos partidários. O movimento foi interpretado, à época, como um desgaste político entre aliados.
Após o fato, José Ronaldo declarou publicamente que ficou abalado com a decisão, mas afirmou que o episódio foi superado e que não guardava ressentimentos. No entanto, a reação observada no evento desta quinta levanta diferentes interpretações entre lideranças políticas, que avaliam se o comportamento do prefeito foi apenas circunstancial ou se sinaliza posicionamentos futuros no cenário eleitoral baiano.
Até o momento, nenhuma manifestação oficial foi feita por José Ronaldo ou ACM Neto sobre o assunto. O episódio segue sendo acompanhado como parte das movimentações políticas com vistas às eleições de 2026.
O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Tiago Correia (PSDB), negou que a candidatura de Luciano Araújo tenha sido uma articulação exclusiva do bloco oposicionista e afirmou que o nome surgiu a partir de um movimento interno do próprio Parlamento. As declarações foram feitas nesta terça-feira, na AL-BA.
Segundo Correia, Luciano Araújo conseguiu apoio tanto de deputados da base governista quanto da oposição, o que descaracteriza qualquer tentativa de polarização política na iniciativa.
“Na verdade, ele conseguiu reunir assinaturas de membros tanto da base do governo quanto da oposição. Foi uma candidatura de colegas do Parlamento, com uma bandeira específica”, afirmou.
Ao comentar o cenário político para 2026, Tiago Correia também minimizou a ausência de um candidato presidencial forte que possa servir de cabo eleitoral para o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Para ele, a experiência da eleição estadual de 2022 demonstra que isso não é determinante.
“Esse quesito se desmonta quando você analisa a eleição anterior. ACM Neto não teve um candidato nacional e praticamente empatou com Jerônimo, numa disputa de 51% a 49%”, disse.
O deputado avaliou que o resultado apertado daquela eleição foi influenciado diretamente pela força do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que apoiava o atual governador. Correia afirmou ainda que o cenário atual é diferente, destacando a queda na avaliação do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“As pesquisas internas mostram um governador em exercício que nunca esteve tão mal avaliado como Jerônimo está hoje. Já não existe aquela força nacional que desequilibrou a eleição passada a favor do PT”, afirmou.
Por fim, o tucano ressaltou que o campo oposicionista ainda não definiu quem será o nome para a disputa presidencial em 2026.
“No bloco de oposição, não há ainda uma definição de qual será o candidato à Presidência, inclusive não sendo o Flávio Bolsonaro colocado como esse nome”, concluiu.
O senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, comentou sobre a migração do deputado estadual Cafu Barreto (PSD) para a base do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), e afirmou ter se surpreendido com a movimentação. Em entrevista ao Bahia Notícias, o congressista descartou expulsar Cafu do PSD, mas informou que o deputado precisará procurar uma nova legenda na abertura da janela partidária em março do próximo ano.
Em conversa com a reportagem, Otto afirmou que “não tem o costume” de convocar reuniões do diretório estadual para expulsar filiados e desejou “boa sorte” a Cafu em seu futuro partido. O senador também relembrou que foi um dos principais apoiadores da campanha do parlamentar quando venceu a disputa para a prefeitura de Ibititá em 2012 e 2016.
“Esse caso de Cafu me surpreendeu. Ele não falou comigo. Ele foi prefeito lá em Ibititá, por minhas mãos. Eu ajudei ele duas vezes na época. Ele nasceu no PSD e agora, certamente, ele deve buscar outro partido, né? Eu não tenho o perfil de reunir o diretório do estado para expulsar ninguém, mas, certamente, diante disso, eu vou aceitar que ele possa tomar o caminho que ele quiser, desejo boa sorte a ele. Não tem nenhum problema comigo, Cafu tomou a decisão dele e vai cumprir a decisão dele", disse Otto Alencar.
Ao BN, no entanto, o senador revelou uma “mágoa” com Cafu Barreto e afirmou ter se sentido desrespeitado pelo parlamentar. O presidente do PSD-BA relembrou uma fala do deputado durante coletiva de imprensa realizada em novembro, quando, ao ser questionado sobre uma possível visão negativa de Otto Alencar em relação à migração para a base de ACM Neto, ele respondeu: “Com todo respeito ao meu líder, mas não sabia que ele era Mãe Dináh não”.
“Até deu entrevista usando uma frase jocosa contra mim, eu não esperava dele dizer que eu não era uma ‘Mãe Dináh’, um adivinho. Eu fui desrespeitado por ele, tá certo? Até porque eu sempre respeitei muito ele (...). Eu só achei que, pelas relações de respeito, pela família dele, inclusive, eu tinha uma relação familiar com a mãe dele, eu não merecia que ele formulasse uma frase jocosa a meu respeito, até porque eu não tenho um perfil de ser ‘adivinho’”, contou Otto.
DEBANDADA?
A reportagem também questionou o senador se ele teria preocupações com uma possível “debandada” de filiados do PSD rumo à base oposicionista. Contudo, Otto informou que, em conversas com lideranças do interior, ele não teria sido informado de uma procura do grupo do ex-prefeito ACM Neto.
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“Não tem nenhum líder meu de base que tenha me consultado a respeito de conversa com ACM Neto. Assim, esses meus amigos que me seguem há muitos anos, que eu chamo PSD de raiz, esses nunca me falaram que o Neto assediou, que conversou com o Neto. Eu converso com os prefeitos e ex-prefeitos quase que semanalmente, todos eles. Semana passada estiveram aqui vários prefeitos e não disseram absolutamente nada”, comentou o presidente do PSD.
“Nesse momento, que precede uma formação da chapa, exige de cada um de nós um bom senso, um equilíbrio, compostura e linguagem ética e correta para respeitar todo mundo, até aqueles que saem do nosso grupo, que nos deixam, entendeu?”, completou.
O deputado estadual Nelson Leal (PP) contou mais detalhes sobres as razões que motivaram seu rompimento com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e adesão ao grupo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). O parlamentar contou, nesta quarta-feira (3), que vinha mantendo diálogos com a bancada oposicionista “há um tempo” e afirmou que Jerônimo “perdeu o controle do Estado”
“Confesso que essa decisão não é em função de nenhum problema político, ela está sendo maturada há algum tempo. Eu comecei a ver que o governador perdeu o controle total do Estado. Não quero nem falar de uma área específica, ele perdeu a condição que se colocou na época da eleição, mas a gente começou a ver que todas as áreas que são importantes para o crescimento de um estado foram abandonadas”, declarou Nelson Leal em entrevista ao Boa Tarde Bahia, da Band.
O parlamentar também disse que os recorrentes pedidos de empréstimos do governo do estado influenciaram na decisão. Além disso, Leal informou que a “inquietação” para deixar a base governista começou há mais de 1 ano e chegou ao ponto de “não aguentar mais”.
“Culminou com esse exagero de pedidos de empréstimos. São 22 empréstimos totalizando quase R$ 26 bilhões em 35 meses de administração. É quase R$ 800 milhões por mês (...). Eu não votei em nenhum dos empréstimos, você não tem como captar quase metade de um orçamento em cima de recursos que obviamente impactarão no futuro da Bahia (...). É uma situação que me incomodava há muito tempo e chega um dia que você não suporta mais. Essa inquietação existe dentro de mim há mais de 1 ano”, criticou o deputado do Progressistas.
Sobre a desistência de disputar a reeleição, Nelson Leal informou que a decisão veio para focar exclusivamente na coordenação da campanha de ACM Neto ao governo do estado em 2026. Em razão disso, o parlamentar relatou que foi preciso “deixar o projeto pessoal de lado”.
“Eu conversei com ACM Neto e há algum tempo eu vinha conversando com ele esse meu desconforto de fazer parte do trabalho do governo. Isso já tem muito tempo. Um dia eu falei que não estava aguentando mais e queria contribuir com esse projeto de mudança e automaticamente ele [ACM Neto] me convidou para coordenar a campanha dele [...]. Se eu tiver trabalhando única e exclusivamente na coordenação, deixando de lado o projeto pessoal, eu acho que posso desenvolver muito melhor essa função”, afirmou Nelson Leal.
PALANQUE
Leal também criticou a agenda extensa de Jerônimo Rodrigues e comentou que o governador não teria tempo para “despachar com os secretários”. Para o deputado, o petista não deixar de realizar campanhas políticas mesmo após assumir o mandato no Palácio do Rio Branco em janeiro de 2023.
“É inadmissível que um governador saia às 5h00 e retorne às 23h00 todos os dias da semana. Como que um governador não despacha com seus secretários? Ele vive hoje em uma bolha (...). Ele não desceu do palanque, ele está em campanha eleitoral desde a eleição passada. Não tem um dia que ele senta”, discorreu o parlamentar.
No Projeto Prisma, o radialista baiano e ex-prefeito de Salvador, Mário Kertesz, revela que ajudou a montar duas das principais candidaturas eleitorais da Bahianos últimos anos. Em entrevista nesta segunda-feira (1°), Kertesz dia que acompanhou as tentativas do PT em emplacar uma candidatura vitoriosa na Bahia, mas acabou dando força a formação da chapa de Bruno Reis, atual prefeito de Salvador, na sucessão de ACM Neto, ambos do União Brasil.
“Em termos de Salvador, o PT é aquele que diz assim ‘faço questão de errar tudo’”, sucitou Mário. Ele relembra que “desde que eu fui candidato a prefeito em 1985, todas as eleições de lá para cá o PT teve candidato, e não ganhou uma”.
Para Kertesz, falta “o povo”. “O PT tem uma visão, o próprio Wagner [Jaques Wagner, atual senador brasileiro e ex-governador da Bahia entre 2007 e 2014] apoiava três candidatos. A teoria deles é o seguinte: um candidato tem um determinado filão do eleitorado, outro tem outro e eles juntos levam a gente para o segundo turno. Nunca levaram”, afirma.
Ao falar sobre o cenário eletoral de 2020, nas eleições municipais, o radialista conta que possuía, pessoalmente, um “pré-candidato” favorito: Guilherme Bellintani, soteropolitano e então presidente do Esporte Clube Bahia. Mário relembra que o presidente tricolor foi convidado pelo PT a disputar a eleição ao Palácio Thomé de Souza.
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Foto: Montagem / Reprodução. Fotos: Felipe Oliveira / EC Bahia e Reprodução / Facebook.
“Dessa vez, estava tudo armado para Bellintani ser candidato, Guilherme Bellintani, que eu acho um excelente quadro. Eu gostaria muito de ver Bellintani oocupando um cargo de prefeito ou governador da Bahia. Uma renovação, um sujeito de uma mente aberta, inteligente, pagil. Bellintani estava tudo certo para ser o candidato do PT e foi conversar com Rui, então governador”, explica.
Mário conta que o posicionamento de Rui foi o mesmo que o Partido do Trabalhadores vinda adotando há décadas: “Rui diz assim: ‘Eu não posso ter um candidato único porque eu não posso me arriscar a perder essa eleição’ - não sei que raciocínio é esse de Rui, que é um homem inteligente -, e ainda ‘Então, não vou colocar a máquina para trabalhar e nós vamos ter três candidatos’”, relata.
“E Bellintani vem conversar comigo e eu digo: ‘Não vá nessa rapaz, é esparro, você vai ser queimado’. Ele desistiu e comunicou a Rui, ai no domingo, Rui me chama para tomar café com ele em Ondina [no Palácio de Ondina, sede do governo estadual] na segunda e eu fui. Chegando lá, ele me diz: ‘estou decepcionado com Belintani, ele frouxou’, ai eu digo: ‘Como é, rapaz? Ele frouxou? Você que frouxou, venha cá você acha que essa é proposta a se fazer para ele? Você tinha que chegar, se você quisesse, não é meu candidato, vamos fazer toda a força política para te eleger e ele seguiria como candidato viável, e bom candidato”, completa o radialista.
Ele reforça que foi neste cenário, que a candidatura de Bruno Reis (União), atual prefeito de Salvador, se consolidou, tendo se tornado vitoriosa em outubro de 2020. Eleição que só veio após a resolução de um impasse entre União e MDB, partido liderado por Gedel e Lúcio Vieira Lima, na Bahia.
Confira o trecho:
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto dará mais um passo importante nas estratégias para as eleições de 2026. Conforme apuração da reportagem, o vice-presidente nacional do União Brasil vai se reunir com uma bancada de deputados estaduais da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nesta segunda-feira (24).
O encontro vai reunir parlamentares do bloco de oposição do Legislativo baiano. A ocasião deve servir como um balanço do ano político do grupo político. A reunião deve ser marcada também para que Neto e outros caciques do grupo possam traçar os planejamentos políticos para a disputa eleitoral do próximo ano. A reunião vai ocorrer na sede do União Brasil, no bairro da Garibaldi, em Salvador.
A reunião deve contar ainda com a participação do deputado estadual Cafu Barreto (PSD), que apesar de ser de um partido da base, anunciou apoio a Neto na disputa pelo Governo do Estado no próximo ano.
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste, Junior Marabá (PP), voltou a falar sobre o futuro político e sobre a relação marcada por críticas com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. No início do ano, declarações do gestor contra o ex-aliado repercutiram e mostraram um mal-estar entre os dois não revelado.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o gestor, que migrou para a base do governador Jerônimo Rodrigues, disse que mantém a avaliação feita e que as colocações se tratavam de uma “análise política”. Desde então, Marabá não mantém diálogo com Neto.
Reeleito com 83% dos votos, Junior Marabá afirma que não está envolvido em articulações eleitorais e que a prioridade é concluir o mandato, mesmo admitindo o gosto de concorrer para deputado federal no próximo ano.
Na conversa, o prefeito também detalhou as ações da gestão em áreas como segurança pública, educação e sustentabilidade, e comenta como vê a sucessão dele em 2028. Clique aqui e leia a entrevista na íntegra na Coluna Municípios.
As movimentações para o fortalecimento da candidatura do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), ao governo do estado seguem intensas e podem ganhar novos capítulos nas próximas semanas. Após anunciar a chegada dos deputados estaduais Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD), o grupo de Neto agora foca em um nome de “peso” que poderia compor a chapa majoritária: o deputado federal Ricardo Maia (MDB), que poderia ocupar a vaga de vice do ex-prefeito da capital baiana.
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, sondagens já foram feitas, dando início às tratativas de uma possível migração para a base de ACM Neto. O emedebista possui forte influência na região do Semiárido, onde foi prefeito de Ribeira do Pombal (2013-2021) e elegeu seu sucessor no pleito de 2020, e no Sisal, com seu filho, Ricardo Maia Filho (MDB), comandando a prefeitura de Tucano.
As regiões são consideradas estratégicas para a campanha de ACM Neto, que visa diminuir a considerável distância de votos que teve nos pequenos municípios quando enfrentou o então candidato a governador, Jerônimo Rodrigues (PT), em 2022. Maia é visto como um forte nome para vice por ser um dos principais municipalistas baianos no Congresso Nacional, transitando com facilidade entre as prefeituras do estado. Além disso, o parlamentar teria forte aporte eleitoral, visto que foi eleito com mais de 136 mil votos em sua primeira disputa para a Câmara dos Deputados.
Fontes ouvidas pela reportagem informaram que a oposição prepara um “forte anúncio” de desembarque do governo até o fim do mês de novembro. Segundo informações do Bahia Notícias, a coordenação de campanha de Neto projeta anunciar, em breve, a migração de três parlamentares que estariam “insatisfeitos” na base de Jerônimo, fortalecendo o palanque do ex-prefeito em pontos estratégicos do estado.
Maia é visto como um dos nomes insatisfeitos com a gestão, além de, segundo pessoas ligadas a Neto, ser considerado um parlamentar que sempre foi distante dos “ideais defendidos pelo governo do estado”. Em diferentes oportunidades, durante declarações públicas, o deputado federal realizou cobranças ou “alfinetou” a alta cúpula da gestão petista.
No mês de março, em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, Maia criticou a falta de pavimentação asfáltica nas estradas vicinais dos municípios e fez cobranças de promessas realizadas por Jerônimo durante a campanha eleitoral.
“Aqui, uma cobrança ao meu governador Jerônimo, que ele prometeu. Prometeu ao povo da minha terra, Ribeira do Pombal. Prometeu em Tucano, cidade do meu filho, pavimentação em asfalto nas estradas vicinais. E, infelizmente, cobro eu, cobra o prefeito, cobra a população, mas, meu governador, o senhor não deve ao deputado federal Ricardo Maia. O senhor deve ao povo de Ribeira do Pombal. O senhor deve ao povo de Tucano”, declarou o deputado.
Falando sobre as estratégias de 2026, o coordenador da campanha de Neto, Nelson Leal, afirmou que traçou como objetivo a montagem de palanques para o ex-prefeito em todos os 417 municípios da Bahia até o final deste ano. Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (18), ele também avaliou que a campanha atual será “completamente diferente de 2022”.
“Não vai ficar um município sem Neto no palanque. Eu já cheguei com esse trabalho sendo realizado. Hoje, poucas são as cidades em que Neto não tem palanque. Eu acho que a gente não finda o ano sem estar com palanque em cada cidade. A realidade desta campanha é completamente diferente da de 2022”, afirmou Leal.
ATRITO DO MDB
Os diálogos com Ricardo Maia ocorrem em meio a um estremecimento na relação entre Jerônimo Rodrigues e o MDB. Recentemente, um dos caciques do partido, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, veio a público afirmar que Neto será “extremamente competitivo” em 2026.
A declaração, segundo uma fonte do BN, teria motivado uma reunião entre Geddel e o secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, para colocar “panos quentes”. Há uma tensão interna no MDB de que o atual vice-governador, Geraldo Júnior (MDB), seja sacado da chapa majoritária, diminuindo o espaço da legenda em postos de peso na base governista.
O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), utilizaram um helicóptero do sócio do Banco Master, o empresário baiano Augusto Lima, para cumprir uma agenda no município de Conceição do Coité na última sexta-feira (14). A viagem ocorreu três dias antes da prisão de Augusto em operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) por suspeita de cometer fraude bancária.
A viagem de Neto e Bruno Reis para Conceição do Coité foi realizada para acompanhar o Natal Luz do município. Por lá, eles encontraram o prefeito de cidade, Marcelo Araújo (União), o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União), o presidente do PL-BA, João Roma, o secretário de Governo de Salvador, Cacá Leão (PP) e o deputado federal Arthur Maia (União).
Conforme a coluna Andreza Matais, do Metrópoles, o uso da aeronave de Augusto Lima por ACM Neto e Bruno Reis expõe uma certa relação de proximidade entre as partes. Além da prisão do empresário baiano, a operação da PF também alcançou o CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, que foi detido no aeroporto de Guarulhos (SP), enquanto tentava embarcar em um jatinho privado.
Daniel Vorcaro comprou três jatos pelo valor total de R$ 258 milhões em apenas dois anos e meio. As aquisições foram feitas entre fevereiro de 2022 e agosto deste ano. Nenhuma delas está alienada a bancos, o que indica que foram compradas e quitadas à vista, sem financiamento.
Seguindo o movimento do deputado estadual Nelson Leal (PP), Cafu Barreto (PSD) anunciou que deixaria a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para apoiar o projeto de ACM Neto (União), ex-prefeito de Salvador que deve disputar o Executivo estadual novamente em 2026.
Até então vice-líder do governo na Casa Legislativa, Edicley Souza Barreto, o Cafu, se apresenta como empresário e já foi prefeito de Ibititá, na região de Irecê, por dois mandatos: eleito em 2012 e reeleito em 2016. Filiado ao PSD desde 2011, ele chegou à AL-BA em 2023 após ser eleito com mais de 67 mil votos no último pleito.
O deputado também já esteve no centro da Operação Rochedo, deflagrada em 2022 para apurar suspeitas de fraudes em licitações nas áreas de saúde e educação, com período investigado entre 2013 e 2020. Uma aeronave, registrada em nome de empresa do deputado, foi apreendida. O parlamentar também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e cumpriu mandado de prisão temporária na sede da PF em Salvador.
Conforme a apuração, além do prefeito, um grupo formado por empresários, agentes públicos, advogado, contadores e “laranjas” integravam o esquema. A estimativa é que a organização teria desviado mais de R$ 7 milhões durante as gestões de Cafu no município baiano.
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Ainda conforme a PF, “o governo federal repassou vultosos recursos para o município de Ibititá oriundos do Pnate (Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar), do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), contratos de repasse, pagamento de parcela dos “precatórios do Fundef” (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), bem como recursos destinados ao combate da pandemia de Covid-19”.
Nas investigações foi revelado que o grupo se apropriou de grande parte desses recursos por meio de licitações com suspeitas de fraudes, superfaturamento de contratos e lavagem de dinheiro. No período de 2013 a 2016, a PF diz que uma única empresa de construção civil firmou 15 contratos superfaturados com o Município de Ibititá, no valor de R$ 11 milhões. Essa mesma empresa, no mesmo período, repassou parte significativa desses valores para empresas constituídas em nome de “laranjas” do ex-gestor.
Em agosto deste ano, o Bahia Notícias revelou que a Justiça Federal derrubou um habeas corpus e retomou as investigações contra ele.
O mandado havia suspendido as investigações contra o ex-gestor pelos crimes de improbidade administrativa, além de ter anulado as provas coletadas pelas operações.
Na determinação proferida no dia 8 de agosto deste ano, a vice-presidente do TRF1, desembargadora federal Gilda Sigmaringa Seixas, divergiu de uma decisão da Terceira Turma do tribunal, que considerou as investigações ilegais “desde sua origem”.
“O acórdão recorrido encontra-se em dissonância com o entendimento firmado pelo STJ no ponto em que anulou todos os atos da ação civil que apurava atos de improbidade administrativa, ainda que não haja previsão de foro por prerrogativa de função ação de improbidade administrativa”, diz a decisão.
Na decisão da Terceira Turma, os magistrados definiram que a investigação instaurada foi desenvolvida por uma “autoridade incompetente”, no caso, a Procuradoria da República no Município de Irecê. Na ata, foi escrito que a investigação foi considerada ileal desde sua origem, anulando assim as provas colhidas pela entidade.
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Rosemberg Pinto (PT), negou que o grupo aliado do governador Jerônimo Rodrigues esteja vivendo um processo de debandada, ou abandono de aliados. A declaração, dada nesta terça-feira (18), ocorre após os deputados Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD) declararam apoio formal a candidatura do ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto, principal figura da oposição na Bahia.
“Eu acho que não [há debandada], porque há uma relativa satisfação na relação com o governo. Ainda hoje estiveram reunidos os deputados ligados aos partidos da base aliada. O PSB eu tenho conversado, tirado todas as dúvidas que possam ter, e não vi nenhuma insatisfação ao ponto de ser respondido com uma mudança de lado. Esses dois deputados já tinham suas manifestações feitas anteriormente. Eu vim acompanhando todos os dois e o governador também já sabia que havia essa perspectiva”, ressaltou.
O parlamentar destaca que não se surpreendeu com o posicionamento dos deputados. “Olha, na realidade, acho que o deputado Nelson volta ao seu espaço. Ele, na eleição passada, não apoiou o governador”, inicia. “Conversei com Cafu, e ele também tem toda a sua base formada na oposição e disse que se sentiria mais confortável para o seu projeto de reeleição no alinhamento com a base de oposição na sua região”, explica.
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Compreendendo o cenário, Rosemberg afirma que essas saídas “não altera o resultado do ponto de vista da pretensão da reeleição do governador”. O líder da base governista ainda defende que não há movimentação de debandada.
O petista destaca ainda que “se me pedissem opinião, eu ia dizer que eles estão errados, porque eles estão indo para uma candidatura, na minha opinião, derrotada. É esse o sentimento dos colegas da oposição aqui na casa, de que é uma candidatura com suas dificuldades”, completa.
O vice-líder do União Brasil na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual, Luciano Simões Filho, afirmou que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), terá uma diminuição na quantidade de partidos em seu palanque na disputa pelo governo do estado durante as eleições de 2026. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (18), o parlamentar contou que a estratégia será para “focalizar” melhor “as atenções”, evitando dispersar em mais legendas.
Durante a conversa com a imprensa, Luciano também contou que a campanha trabalha em um cenário com, no máximo, oito partidos compondo a aliança com Neto. Além disso, o deputado projetou que a articulação facilitaria a composição da chapa proporcional e majoritária para o pleito do próximo ano.
“A gente tem que lembrar que em 2022 o nosso grupo, liderado por ACM Neto, montou 13 partidos, o que na minha opinião e na maioria da nossa bancada não foi muito positivo. A gente perdeu até um pouco da energia para concentrar na majoritária e dispersou a energia para organizar 13 legendas. Isso não se repetirá. A gente deve ir do palácio de a ACM Neto aí com no mínimo 5 a 6 legendas, mas eu acho que não chegará nem a 8 legendas (...).
Então a gente vai fazer uma composição que a abra o máximo de número de cadeiras possíveis com o menor número de voltas para o desempenho das vagas”, disse Luciano Simões.
Ainda durante a coletiva, o líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Tiago Correia (PSDB), explicou que a bancada tem investido em dar robustez aos palanques no interior de ACM Neto, visando a sua candidatura para o governo do estado em 2026.
“Nós temos acompanhado pesquisas em todos os municípios e temos visto, majoritariamente, Neto com uma frente muito ampla nos grandes municípios. Nos pequenos municípios onde Jerônimo tinha uma diferença muito grande na última eleição, já com a força menor (...). Então um cenário totalmente diferente e eu acho que essas movimentações como o próprio deputado Cafu, inclusive foi ouvindo as pessoas, principalmente os pequenos municípios, entendendo esse desejo de mudança”, discorreu Tiago Correia.
O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Tiago Correia (PSDB), explicou que a bancada tem investido em dar robustez aos palanques no interior do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), visando a sua candidatura para o governo do estado em 2026. Durante coletiva de imprensa na AL-BA nesta terça-feira (18), com a presença do “recém-chegado” na oposição Cafu Barreto (PSD), Correia avaliou que o cenário do próximo ano é “totalmente diferente” do de 2022.
“Nós temos acompanhado pesquisas em todos os municípios e temos visto, majoritariamente, Neto com uma frente muito ampla nos grandes municípios. Nos pequenos municípios onde Jerônimo tinha uma diferença muito grande na última eleição, já com a força menor (...). Então um cenário totalmente diferente e eu acho que essas movimentações como o próprio deputado Cafu, inclusive foi ouvindo as pessoas, principalmente os pequenos municípios, entendendo esse desejo de mudança”, discorreu Tiago Correia.
O novo coordenador da campanha de Neto, deputado estadual Nelson Leal (PP), traçou como objetivo a montagem de palanques para o ex-prefeito em todos os 417 municípios da Bahia até o final deste ano. A estratégia visa fortalecer a votação de Neto no interior, onde Jerônimo conquistou uma grande diferença de votos em 2022.
“Não vai ficar um município sem Neto no palanque. Eu já cheguei com esse trabalho sendo realizado. Hoje, poucas são as cidades hoje em que Neto não tem palanque. Eu acho que a gente não finda o ano sem tá com palanque em cada cidade. A realidade desta campanha é completamente diferente de 2022”, afirmou Leal.
O deputado estadual Nelson Leal (PP) explicou o motivo da desistência em sua candidatura nas eleições de 2026, para apoiar e coordenar a campanha do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto ao Governo do Estado. Durante entrevista coletiva, nesta terça-feira (18), o parlamentar fez sua escolha por acreditar que o vice-presidente do União teria preparo e “qualificação para resgatar o estado”.
Leal disse ainda que já efetuava diálogo com Neto para tratar sobre o tema.
“Tenho dialogado com ACM Neto já há algum tempo. E, por intermédio de vários amigos que aqui estão, deputados estaduais, por sinal, tenho que elogiar. Espero que todos consigam se reeleger, o papel nosso é manter essa bancada aqui na Assembleia. Confesso que foi um desafio que me trouxe muita alegria, que é coordenar uma campanha de alguém que de fato a gente enxerga que tem as condições necessárias para administrar com muita competência o estado da Bahia”, afirmou o progressista.
O parlamentar ainda reforçou que deixa seu mandato de lado para apoiar Neto, e que somente o ex-gestor poderia convencê-lo a não ser candidato no próximo ano.
“Acho que só Neto para me convencer a não ser candidato. Coloco meu mandato de lado em prol de algo muito mais importante que é ter um governador que venha, sem sombra de dúvida, trazer a Bahia de volta para o caminho da prosperidade, do crescimento e do desenvolvimento”, observou.
“Acho que tem algumas pautas que são muito importantes, que nós deixamos de lado, e que a Bahia hoje figura nos piores índices do Brasil. Para a gente fazer esse resgate, acredito que só um homem que tem preparo, tem qualificação. É em função disso que não sou eu, mas todos nós que estamos abraçando essa coordenação que é algo conjunto, tem Marcelo [Nilo], tem Reinaldinho [Braga], tem Luciano [Ribeiro], todos nós, estamos abraçados nesse projeto que vai ser muito importante para a Bahia”, completou.
O vereador Jorge Araújo (PP) oficializou sua pré-candidatura a deputado federal visando as eleições de 2026. O anúncio foi realizado nas redes sociais nesta sexta-feira (14), em vídeo com a presença do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), e o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira. Nos últimos dias, os três se reuniram em Brasília para discutirem estratégias, alimentando rumores de que Jorge Araújo, atualmente primeiro suplente de deputado federal, poderia assumir a vaga de João Leão (PP).
Na publicação, Neto relembrou a votação expressiva de Araújo no pleito de 2024, sendo o vereador mais votado da história da capital baiano, e reforçou que o edil será um forte candidato no próximo ano.
“Tá mais que confirmado, Jorge Araújo como pré-candidato a deputado federal e, assim como foi para vereador de Salvador, vai ser um dos candidatos mais votados de toda a Bahia. Se alguém tinha dúvidas da candidatura de Jorge a deputado federal, estão vendo agora, com as bençãos do presidente do PP, tá mais do que confirmado”, disse Neto.
Ciro Nogueira também defendeu a candidatura e afirmou que, caso eleito, o vereador será uma importante voz no Congresso Nacional.
“Não tenho dúvidas, Jorge, quando você assumir o mandato de deputado federal aqui esse Congresso vai ser outro. Precisamos de uma voz firme em defesa da Bahia, para defender o governo ACM Neto e todas as bandeiras do PP aqui em Brasília”, afirmou o senador.
A articulação para lançar a pré-candidatura a federal foi revelada ao Bahia Notícias por Jorge Araújo nesta quinta (13). Contudo, ele também contou que não houve uma concretização de que assumiria a vaga deixada por Leão no Congresso Nacional.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Monteiro
"É realmente uma questão que precisa se encontrar uma solução. Tanto do ponto de vista de se colocar limite, quanto na garantia de contratação dos artistas do forró da Bahia. É uma discussão que nós temos interesse".
Disse o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro ao comentar a situação dos cachês milionários pagos aos cantores durante os festejos de São João. A declaração aconteceu em entrevista à Antena 1 nesta segunda-feira (9).