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Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Equipe
Francis Juliano
Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Atuou em assessoria de imprensa e site noticioso. Escreveu um perfil biográfico do jornalista Jorge Calmon para a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia.
Últimas Notícias de Francis Juliano
O deputado estadual Radiovaldo Costa (PT) avaliou os impactos da privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), hoje Refinaria de Mataripe, no aumento dos preços de combustíveis na Bahia. A exemplo, a capital baiana entrou no ranking das gasolinas mais caras do país na 9ª posição, com preço médio de R$ 6,99, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em março deste ano.
Ao Bahia Notícias, o deputado, que esteve presente no evento oficial do presidente Lula em Salvador, nesta quinta-feira (2), destacou que o cenário é comum em cenários de privatização de refinarias. “A privatização que ocorreu em 2021, e naquele momento nós já anunciávamos que, se privatizasse, os preços de combustível iam aumentar. Hoje, a Bahia e o Amazonas são os dois estados que têm os combustíveis mais caros do Brasil. Preço refinaria. Em função do processo de privatização.”
Ele explica que a situação se complexifica com a instabilidade no mercado internacional. “O Mubadala [fundo árabe, dono da RLAM] não produz um barril de petróleo. Ela compra todo o petróleo no mercado internacional ao preço do Brent. E é isso que tem provocado esses aumentos elevados. Só para você ter ideia, eu estive no Rio de Janeiro recentemente, abastecido pela Petrobras, a diferença do preço da gasolina para a Bahia é de R$ 1,00 por litro”, detalha.
O parlamentar petista destaca que a negociação para uma possível recompra segue no radar, especialmente após a demonstração do interesse do fundo árabe em repassar a refinaria para a Petrobrás. “O Mubadala, com quem a gente tem contato, conversa com a direção da empresa, eles não têm nada contrário a fazer a venda. Ou seja, há o interesse também do Mubadala de vender. Eu acho que eles avaliaram que é um negócio complexo, não é da expertise deles, e devolver para a Petrobras seria de fato uma solução. Mas é claro que é preciso, é uma negociação comercial”, ressalta.
O deputado conclui dizendo que espera, inclusive, um aceno do presidente Lula sobre o tema durante sua passagem pela Bahia. “Espero que, inclusive hoje na Bahia, ele [Lula] possa sinalizar algo, possa ser concretizada como o anúncio efetivo da recompra pela Petrobras da refinaria e, com isso, a Bahia possa ter mais empregos, mais arrecadação, porque vai aumentar o processamento e principalmente preços adequados com a realidade”, finaliza.
O ex-prefeito de Amargosa e ex-Secretário Especial do governo federal, Júlio Pinheiro (PT), comentou sobre a aliança entre Zé Cocá, prefeito de Jequié, e o pré-candidato ao governo estadual, ACM Neto (União), na chapa majoritária das eleições de outubro. Pinheiro, que é pré-candidato à deputado estadual, destacou que a articulação da oposição em torno do Vale do Jiquiriçá é reduzida em comparação a popularidade governista na região.
“Eu acredito na política com muita coerência e o prefeito de Jequié mostrou total desconhecimento do trabalho que o governo tem no interior do estado e muito especialmente, particularmente no Vale do Jiquiriçá, assim como também mostrou que a política para ele não cabe coerência. Ele foi muito incoerente porque Zé Cocá passou durante todo o período que teve no governo, apoiando o governo, exaltando os feitos do governo pela Bahia inteira, inclusive no interior”, destaca Pinheiro.
A “incoerência” apontada por Júlio ocorre pois, até 2022, o então prefeito de Jequié era aliado do governo de Rui Costa (PT) e demonstrou certa aproximação com o governo no último mandato.
“Então, acho que a política não pode ser feita com conveniência com aquilo que interessa no momento, para o seu projeto pessoal. Acredito muito no que o governador Jerônimo tem feito, no que os governos do PT têm feito no Vale do Jiquiri e na Bahia. O Vale do Jiquiriçá é apenas um exemplo que eu utilizei para mostrar de tudo que nós temos em todo o interior da Bahia”, afirma.
Júlio diz ainda que devido a esse fortalecimento da presença do Estado na região, o cenário é mais favorável para a chapa governista na região do que em 2022. “Essa eleição, inclusive, nós temos um cenário muito mais positivo no Vale do Jiquiriçá do que nós tínhamos em 2022, quando o Jerônimo foi candidato pela primeira vez. Nós tínhamos pelo menos três ou quatro prefeitos de oposição. Hoje nós só temos um, que é do menor município do Vale do Jiquiriçá. Então nós temos hoje um cenário muito mais favorável”, conclui.
Recém filiada ao MDB, a ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, revelou detalhes sobre a decisão de mudança. Após 46 anos no PT, ela deixa o partido e afirma ter recebido o conselho do senador Jaques Wagner (PT).
“Não estava prevendo sair do PT. Mas eu tive convite do PSOL, do PSB e do MDB e antes de dar uma resposta consultei as lideranças, uma delas é o Jaques Wagner. Ele me orientou a ir pro MDB para fazermos uma base sólida para reeleger Jerônimo e Lula.
Moema oficializou sua filiação ao MDB na noite desta quarta-feira (1º), em Salvador, e pretende fortalecer a unidade da base aliada para a disputa de outubro.
“É bom que essa base esteja unida, e ele [Wagner] acha que eu posso fazer esse elo de ligação MDB, Governo do Estado e Governo Federal para que a gente possa ter sucesso nas eleições”, afirmou a ex-prefeita.
A deputada federal e presidente estadual do PSB, Lídice da Mata, teceu críticas ao novo formato de filiação e domicílio eleitoral, promovido pelas atualizações da legislação. Presente no evento oficial da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às obras de implantação do VLT em Salvador, nesta quinta-feira (2), a líder partidária destaca que, com a redução do tempo de migração entre os candidatos na janela partidária, de 1 ano para 6 meses, as discussões políticas foram substituídas pelas análises matemáticas.
“Isso é o resultado de um sistema absolutamente esquizofrênico que criamos na Câmara dos Deputados, que define como prazo de filiação seis meses antes da eleição. Isso é um absurdo. Sempre foi, historicamente, um ano. Não tem partido que se organize dessa maneira. Vai ser a maior mudança de cadeiras de um partido para outro, de toda a história política do país. Então, se isso está acontecendo, obviamente está errado”, afirmou a deputada.
Segundo Lídice, a nova modalidade complexifica e dificulta discussões relacionadas a ideologias e projetos partidários. “Fala-se que era para fortalecer os partidos, estão enfraquecendo os partidos, porque ninguém mais discute qual é a ideia do partido. A pessoa senta e quer saber onde eu vou me eleger. Claro que não pode se eleger todo mundo, todo partido vai eleger meia dúzia, e olha lá”, destaca.
Especialmente sobre a organização dentro do PSB, liderado nacionalmente pelo prefeito de Recife, João Campos, a representante baiana afirma que buscou ir na contramão da “tendência”, privilegiando a formação de uma chapa conceitualmente sólida.
“O PSB entrou nessa discussão com uma chapa, com pessoas que queriam vir para o partido e depois cada um foi mudando seus planos de acordo com o seu interesse particular, porque o processo indica que os interesses coletivos são minoritários. É isso, eu estou lutando muito, acho que vou conseguir, porque não vou parar de lutar, vamos fazer uma chapa e vamos disputar”, garante.
Ela ainda comenta sobre a saída de um forte quadro do PSB baiano, Fabíola Mansur, apontada como novo quadro do PSD. Sobre a desfiliação da ex-correligionária, Lídice aponta que “as pessoas estão compreendendo que esse é o resultado desse sistema". "Fabíola foi, nessa mesma lógica. Ela saiu do PSB, mas ainda nem decidiu qual é o partido para o qual vai. Então, está fazendo conta. Nós atualmente não discutimos ideias, discutimos matemática”, conclui.
Uma clínica sediada em Irecê, no Centro Norte baiano, é alvo de denúncias após ao menos 31 idosos relatarem perda de visão após mutirões oftalmológicos realizados entre os dias 28 de fevereiro e 1º de março deste ano. Os atendimentos ocorreram na Clínica Ceom, localizada no centro da cidade.
Na ocasião, foram oferecidas, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), aplicações de medicamentos antiangiogênicos, utilizados no tratamento de doenças que afetam a visão. Um dos pacientes submetidos ao procedimento, Gilberto Pontes, morreu na terça-feira (31).
Até esta quarta-feira (1°), não há confirmação de que o óbito tenha relação com as complicações relatadas. O advogado Hermias Sancho, que representa cinco pacientes afetados, afirmou ao Bahia Notícias que a clínica ainda não disponibilizou os prontuários médicos, o que, segundo ele, dificulta a apuração dos casos.
“A gente tem solicitado para que eles [pacientes] entrem em contato com a clínica e solicitem os prontuários que devem ser entregues a eles”, declarou ao BN.
O advogado também orientou que os pacientes busquem avaliação em outras unidades de saúde para diagnóstico das possíveis consequências dos procedimentos realizados.
Quatro dias após o mutirão, a clínica divulgou uma nota informando a ocorrência de intercorrências em 24 pacientes, de um total de 643 procedimentos realizados no período. Segundo o comunicado, 18 desses pacientes teriam recebido alta médica, enquanto os demais permaneceriam internados. Não há atualização sobre o estado de saúde desses pacientes.
Em resposta a denúncia, o Hospital infomou que "concluiu auditoria minuciosa de todos os prontuários relacionados aos atendimentos, com análise técnica detalhada dos registros clínicos, condutas adotadas e fluxos assistenciais". Segundo a organização, os prontuários estão sendo organizados e disponibilizados aos pacientes interessados, na tentativa de garantir a transparência das ações.
Além disso, o CEOM infomou que "seguem em curso as apurações técnicas junto à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e aos órgãos de vigilância em saúde". (A reportagem foi atualizada às 21h do dia 01/04).
Confira o posicionamento na íntegra:
"O Hospital CEOM Irecê informa a atualização dos dados referentes aos eventos adversos observados após procedimentos de terapia antiangiogênica realizados em pacientes acometidos por degeneração macular relacionada à idade (DMRI) ou por retinopatia diabética (RD), nos dias 28 de fevereiro e 1º de março de 2026. No período, foram realizados 643 procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos na unidade de saúde, todos obedecendo critérios médicos pré-determinados pela literatura, com realização de exames prévios específicos, tendo sido identificadas ocorrências em 24 pacientes que realizaram a terapia antiangiogênica no acompanhamento pós-procedimento imediato, número que permanece sob monitoramento contínuo pela equipe assistencial.
O tratamento com antiangiogênico (ou anti-VEGF) no olho é uma injeção intravítrea usada para bloquear o crescimento de vasos sanguíneos anormais e reduzir o vazamento de fluidos na retina. Ele é indicado para tratar doenças graves que causam inchaço na retina e perda de visão, como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) forma úmida, edema macular diabético, retinopatia diabética proliferativa e oclusões vasculares da retina. Por conta disto, desde a identificação dos casos, todos os pacientes permanecem em acompanhamento ativo, com assistência integral, incluindo avaliações especializadas, terapias medicamentosas e monitoramento evolutivo. Parte significativa dos pacientes já apresenta evolução clínica favorável, com melhora progressiva, conforme registros assistenciais mais recentes.
No âmbito institucional, o CEOM concluiu auditoria minuciosa de todos os prontuários relacionados aos atendimentos, com análise técnica detalhada dos registros clínicos, condutas adotadas e fluxos assistenciais. Como medida de transparência e respeito aos direitos dos pacientes, os prontuários já estão sendo organizados e disponibilizados aos interessados, garantindo pleno acesso às informações assistenciais. Paralelamente, seguem em curso as apurações técnicas junto à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e aos órgãos de vigilância em saúde, bem como as diligências relacionadas à rastreabilidade de insumos.
Com 24 anos de existência, tendo realizado mais de 25 mil procedimentos ao longo dos últimos quatro anos, o Hospital CEOM reafirma seu compromisso absoluto com a segurança do paciente, a transparência institucional e a condução rigorosa das medidas necessárias para completa elucidação dos fatos, permanecendo disposição dos pacientes, da sociedade e das autoridades competentes."
O ex-prefeito de Serrinha, na região sisaleira, Adriano Lima (PSD), também foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação deflagrada nesta quarta-feira (1°) pela Polícia Federal (PF). Outro político investigado é o deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD), que tem base na mesma região e foi vice-prefeito de Santaluz entre 2017 e 2020.
A ação inclui o cumprimento de mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação sobre supostos desvios de verbas públicas.
De acordo com a PF, a apuração envolve irregularidades na execução de contratos de locação de veículos em Serrinha. Os fatos investigados abrangem possíveis crimes de fraude à licitação, lavagem de capitais e organização criminosa, com ocorrências entre os anos de 2017 e 2024, perído que Adriano Lima governou Serrinha.
As investigações indicam que o então gestor municipal, em conjunto com servidores públicos da prefeitura, teria atuado em conluio com a empresa vencedora das licitações e outras empresas envolvidas para fraudar os processos licitatórios relacionados à locação de veículos.
Ainda segundo a PF, após a suposta fraude, o proprietário da empresa [apontado como ex-vice-prefeito de um município da região e atualmente ocupante de cargo eletivo na Assembleia Legislativa da Bahia, que seria Marcinho Oliveira] teria realizado transferências bancárias e pagamentos em espécie a servidores e gestores públicos.
Os valores, conforme a investigação, teriam origem em superfaturamento e na não execução dos serviços contratados.
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Durante a operação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e valores em espécie, que serão submetidos à perícia para aprofundamento das investigações e verificação de possíveis outros crimes.
A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), não participou da oficialização da chapa formada por ACM Neto (União) e Zé Cocá (PP). O evento ocorreu na noite de segunda-feira (30), em Feira de Santana.

Evento em Feira formalizou chapa oposicionista / Foto: Reprodução / Youtube
A ausência da gestora passou a ser comentada em Vitória da Conquista. No mesmo dia da oficialização, Sheila Lemos permaneceu no município, onde participou da abertura do 1º Fórum da Indústria, Comércio e Logística, promovido pela Câmara de Vereadores local.
Nas redes sociais, a prefeita publicou apenas uma imagem nos stories, no qual saudou a composição da chapa formada por correligionários.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
No mês passado, Sheila Lemos havia se manifestado mais de uma vez pela vontade de ser a candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por ACM Neto. Chegou a se comentar que estaria disposta a renunciar à prefeitura para se concentrar na candidatura.
Depois, com a definição de Zé Cocá como pré-candidato a vice, a prefeita esteve em Jequié. Na ocasião, o próprio ACM Neto disse que ela teria contribuído para a escolha do nome do gestor jequieense.
Um dos prefeitos presentes no ato do entregas de equipamentos de saúde em Salvador pelo governo do Estado nesta segunda-feira (30) estava o gestor de Brumado, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano, Fabrício Abrantes (Avante).
O gestor, que apoiou ACM Neto (União) em 2022 e se tornou defensor de Jerônimo Rodorigues (PT), preferiu não opinar sobre o nome que ocupará a condição de pré-candidato a vice na chapa de reeleição do governador.
Ao Bahia Notícias, Fabrício Abrantes se ateve a fazer uma avaliação diplomática sobre o tema. "Acredito que a escolha do vice deva ser feita com muita responsabilidade, buscando alguém que fortaleça a chapa e contribua para a vitória nas eleições", se resumiu.
Em 2024, Fabrício Abrantes concorreu em Brumado contra o candidato Guilherme Bonfim (PT) e venceu por uma margem apertada, menos de 1% dos votos, com apenas 419 votos de frente.
Brumado é o segundo maior colégio eleitoral do chamado Sertão Produtivo e tem cerca de 70,5 mil habitantes, atrás apenas de Guanambi [com 87,8 mil] que tem a maior população do território.
O prefeito Luiz Caetano (PT), comentou a presença de Zé Cocá (PP) em Camaçari neste domingo (29). O atual candidato a vice na chapa de ACM Neto esteve no município ao lado de Elinaldo Araújo (União), ex-prefeito e opositor de Caetano.
O gestor afirmou que o novo vice não é conhecido em sua cidade. “Praticamente ninguém conhece Zé Cocá lá em Camaçari. Eles foram participar, ‘pongaram’ no movimento das mulheres”, disparou Caetano.
A aparição aconteceu na corrida “Correr por Elas”, que alerta sobre a violência contra a mulher. O evento reuniu mais de 8 mil participantes e contou com a presença de figuras da política, como a do senador Ângelo Coronel (PSD), pré-candidato à reeleição na mesma chapa.
Questionado sobre as articulações a respeito do nome da vice na chapa do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), o prefeito afirmou que as negociações são comuns no momento de pré-campanha e previu a entrada de novos nomes.
“Todo momento pré-campanha é muito sintomático e existem muitas articulações, Jerônimo, Wagner, Rui e Otto estão buscando o melhor desenho. É normal que haja essa tensão política. Eu acho que vai entrar mais gente”, revelou o prefeito.
“Penso que Jerônimo estava se consolidando cada vez mais, porque a agenda dele é só trabalho. A maioria absoluta dos prefeitos estão com Jerônimo”, completou.
Diante de novas articulações para eventual aliança do deputado federal Elmar Nascimento com o governo da Bahia e possível indicação para o vice de Jerônimo Rodrigues (PT), o senador Jaques Wagner (PT) reforçou sua posição nesta segunda-feira (30), ao comentar que caminharia com a manutenção da chapa vitoriosa em 2022, com Geraldo Júnior (MDB) como vice mais uma vez na chapa.
Em conversa com jornalistas, o senador - que vai concorrer a reeleição - foi questionado sobre as recentes declarações do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos articuladores do MDB na Bahia, pressionando Jerônimo a tomar uma decisão. Segundo Wagner, o movimento faz parte do processo de "estica e puxa" dos partidos.
"Minha posição já é pública do que eu acho. O tripé está montado com governador e dois senadores, a chapa conforme ela foi vitoriosa em 2022. Essa é a minha opinião. Agora é evidente que perto do final da janela partidária, chegando perto da eleição, fica o puxa e estica", disse.
"Eu acho que eles defendem o direito de manter o vice-governador, que foi importante quando veio. Mas já já isso aí termina, porque o governador vai bater o martelo. Ele é o comandante do processo junto do conselho político. O grupo não trabalha com veto", emendou.
O Bahia Notícias revelou neste domingo (30) que Elmar Nascimento esteve reunido no Palácio de Ondina para negociar uma possível composição com o grupo petista. Uma das possibilidades ventiladas foi a indicação de um nome da escolha de Elmar para assumir a vice na disputa de outubro. O nome do deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) seria uma das principais opções, por conta da relação com ambos os grupos e seria um “ponto médio”.
Como resposta, Geddel reagiu afirmando que o MDB não será barriga de aluguel. Nas redes sociais, ele destacou que a legenda está aberta a novos quadros, mas impõe limites quanto à forma de ingresso. “O MDB estará sempre aberto a receber tantos quantos queiram participar como militantes, galgando seus espaços [...] mas sempre hermeticamente fechado aos que imaginam que o partido possa se prestar ao papel de barriga de aluguel”, escreveu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Quem defende ditadura não deveria ser candidato".
Disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante sua despedida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ao indicar ter ficado “honrado” com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor novamente a chapa nas eleições de 2026, e também fazer duras críticas ao principal adversário do atual governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).