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Sara Santos
Jornalista formada pela Universidade Católica do Salvador (UCSal), pós-graduanda em Jornalismo e Comunicação pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Possui experiência em rádio, pela Rádio Sociedade da Bahia, e assessoria de comunicação, pela Secreteria de Cultura do Estado (Secult-BA) e UCSal. Atualmente, atua como estagiária na editoria de esportes do Bahia Notícias.
Últimas Notícias de Sara Santos
Convidado do episódio #317 do BAR FC, exibido nesta terça-feira (21), Éder Ferrari, Diretor de Futebol do Estrela de Março, analisou os problemas na formação das categorias de base no futebol brasileiro, destacando a falta de espaço para jovens nos elencos profissionais e os impactos do uso excessivo de celulares e apostas no desenvolvimento dos atletas.
O Estrela de Março atua na captação, formação e desenvolvimento de jovens talentos, com foco em aprimorar as valências técnicas e táticas dos jogadores para inseri-los de forma estruturada no mercado nacional e internacional.
Durante entrevista concedida aos apresentadores Pedro Sento Sé e Thiago Tolentino, Ferrari afirmou que o déficit cognitivo e a falta de concentração dos jovens jogadores estão diretamente ligados ao tempo excessivo gasto em frente às telas, o que prejudica o raciocínio rápido e a tomada de decisão dentro de campo.
"Alguma das principais causas que eu enxergo hoje com relação ao cognitivo é porque os meninos, hoje, não trabalham nem o corpo, nem a mente. Você ficar no celular de manhã, de tarde e de noite jogando Free Fire, não trabalha seu cognitivo para o dia a dia, para a sua tomada de decisão no campo. [...] O principal, na minha opinião, é realmente a questão cognitiva que é tirada tudo por isso aqui, pelo celular. Porque os meninos passam o tempo todo no tigrinho, em rede social e, infelizmente, nas bets", afirmou.
O diretor também criticou o modelo de gestão de clubes como Bahia e Vitória, argumentando que as equipes frequentemente priorizam a contratação de atletas medianos para compor elenco em vez de dar oportunidades reais aos talentos formados em casa. Ele usou como contraponto positivo o trabalho realizado pelo Palmeiras, que concede autonomia à base e utiliza os jovens no time principal.
"Um dos grandes defeitos do futebol brasileiro é que a torcida, a imprensa, ela gosta mais de contratação do que do jogo. Então, pro gestor, é muito mais fácil você contratar um cara aleatório [...] que vai vir aqui pra completar e talvez jogue poucos minutos do que dar oportunidade pro menino da base. Existe um bloqueio na formação, que é a falta de espaço pra você jogar no profissional", explicou.
Na sequência, Ferrari destacou que a pressão por resultados imediatos nas categorias de base e a busca excessiva por jogadores com força física (biotipo) em detrimento da qualidade técnica acabam atrapalhando a evolução natural dos garotos, gerando atletas profissionais cheios de deficiências.
"O cara tá preocupado em ganhar o próximo jogo, não tá preocupado em formar. [...] Ou muda esse conceito de que tem que ganhar o próximo jogo de qualquer jeito, porque o trabalho não presta, ou então a gente vai continuar formando jogadores cheios de deficiência, com muito talento, mas que na hora do vamos ver, vão de alguma forma ou de outra falhar, porque faltou trabalho lá atrás", completou.
Assista o programa na íntegra abaixo:
BAHIA NOTÍCIAS E BAR FC
O portal Bahia Notícias e o canal esportivo BAR FC firmaram uma parceria para o compartilhamento de conteúdos durante as transmissões realizadas de segunda a sexta-feira, a partir das 11h38.
O BAR FC tem como proposta apresentar diariamente análises, debates, opiniões e resenhas sobre o futebol brasileiro, com atenção especial aos principais jogos da rodada, polêmicas, bastidores e outros assuntos que movimentam o mundo da bola.
O projeto também conta com entrevistas, correspondentes de outros estados e interação ao vivo com os internautas. O programa é apresentado por Cáscio Cardoso e Pedro Sento Sé, que passaram a contar com a participação do jornalista esportivo Thiago Tolentino, responsável por levar conteúdos exclusivos do Bahia Notícias para os debates.
O projeto é patrocinado por marcas como Nuv, Boteco do França, Buonna Pizza, Saideira Express, Prússia Bier, Berna Barbearia, Casa Esportiva e Casa de Apostas.
Um dos principais nomes da Seleção Brasileira na Copa de 2022, Richarlison ficou de fora dos 26 convocados para a edição deste ano, mas renovou o seu acervo de piadas contra a Argentina. Em vídeo gravado pela namorada e compartilhado por meio dos stories, no domingo (19), o atacante aparece dando um “peixinho” no chão após o gol de Ferran Torres, que garantiu a vitória da Espanha sobre os alvicelestes.
O jogador do Tottenham já demonstrou antipatia pelos argentinos mais de uma vez. Defensor da rivalidade entre os brasileiros e os hermanos, Richarlison, em 2021, durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, zoou a Argentina após a eliminação ainda na fase de grupos.
Ele e outros jogadores brasileiros publicaram "Tchau, hermanitos!" nas redes sociais após a queda argentina. Mais tarde, após conquistar a medalha de ouro, o atacante provocou os rivais durante uma live pós-título, recitando a frase: “jogaram como nunca, perderam como sempre”. Veja o momento abaixo.
Os argentinos, campeões em 2022, terminaram a edição de 2026 com o vice-campeonato. O jogo deste domingo foi finalizado em 1 a 0 para a Espanha, com o gol de Ferran na prorrogação, fazendo com que a La Furia conquistasse o mundo após 16 anos. A primeira taça havia sido levantada em 2010, na África do Sul, quando a seleção venceu a Holanda por 1 a 0, também na prorrogação.
O Brasil caiu na Copa de 2026 ainda nas oitavas de final contra a Noruega, por 2 a 1. Após uma temporada abaixo da média pelo Tottenham, que brigou para não cair na Premier League, o atacante, apesar de ter feito parte do ciclo, ficou fora da convocação para o torneio.
A idade influencia as preferências dos moradores de Salvador para a final da Copa do Mundo de 2026. Pesquisa realizada pela Duplamente Inteligência, em parceria com o Bahia Notícias, divulgada neste sábado (18), aponta que os mais jovens demonstram maior apoio à Espanha, enquanto entre os idosos cresce a parcela dos que preferem não torcer por nenhuma das seleções finalistas.
Entre os entrevistados de 16 a 24 anos, a maioria acredita no título espanhol, com 55% das respostas. Além da confiança no bicampeonato da Fúria, 48% afirmam que vão torcer pela seleção europeia na decisão.
Já entre os participantes da terceira idade, com 60 anos ou mais, a Argentina lidera quando a pergunta é sobre quem será campeã do Mundial. 62% apontam a seleção sul-americana como favorita ao título. Na hora de declarar torcida, porém, a maior parcela (44%) se distancia da decisão afirmando não apoiar nenhuma das finalistas.
No cenário geral, segundo a pesquisa, 54,5% dos soteropolitanos apontam a Argentina como campeã do Mundial, enquanto 45,5% apostam no título espanhol. Quando o assunto é torcida, a vantagem argentina também aparece: 48% afirmam que vão torcer pela equipe comandada por Lionel Scaloni, contra 29,5% que declaram preferência pela Espanha. Outros 22,5% dizem não torcer por nenhuma das seleções.
A pesquisa ouviu 400 moradores de Salvador no dia 17 de julho, às vésperas da grande final. A margem de erro é de 4,9%, com nível de confiança de 95%.
A Argentina entra em campo em busca do tetracampeonato mundial, enquanto a Espanha tenta conquistar o bicampeonato, 16 anos após seu primeiro título. A bola rola neste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A rivalidade entre Bahia e Vitória ultrapassou as fronteiras do futebol baiano e chegou a final da Copa do Mundo 2026. A sétima rodada da pesquisa Duplamente Inteligência, em parceria com o Bahia Notícias, mostra que tricolores e rubro-negros enxergam favoritos diferentes para a decisão entre Argentina e Espanha.
Entre os torcedores do Esquadrão de Aço, a Espanha aparece como principal escolha. Segundo a pesquisa, 51% acreditam que a seleção europeia conquistará o título, enquanto 42% afirmam que irão torcer pelos espanhóis na decisão.
Já entre os torcedores do Leão da Barra, o cenário é invertido. A Argentina é apontada como favorita por 67% dos entrevistados, enquanto 64% declaram torcida pelos sul-americanos.
Os números mostram que a divisão entre os dois maiores clubes de Salvador também reflete nas preferências para a principal partida do futebol mundial, com cada torcida demonstrando maior identificação com uma das finalistas.
A pesquisa ouviu 400 moradores de Salvador no dia 17 de julho, antecedendo a grande final. A margem de erro é de 4,9%, enquanto o nível de confiança é de 95%.
A Argentina entra em campo sonhando com o tetracampeonato, enquanto a Espanha espera conquistar o bicampeonato após 16 anos longe das finais. A bola rola no domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey/Nova York, nos Estados Unidos.
A Argentina chega à final da Copa do Mundo de 2026 como favorita ao título entre os soteropolitanos. O levantamento realizado pela Duplamente Inteligência, em parceria com o Bahia Notícias, divulgado neste sábado (18), mostra que mais da metade dos entrevistados acredita que a seleção sul-americana conquistará o título diante da Espanha.
Segundo a pesquisa, 54,5% dos soteropolitanos apontam a Argentina como campeã do Mundial, enquanto 45,5% apostam no título espanhol. Quando o assunto é torcida, a vantagem argentina também aparece: 48% afirmam que vão torcer pela Scaloneta, contra 29,5% que declaram preferência pela Fúria Espanhola. Outros 22,5% dizem não torcer por nenhuma das seleções.
O levantamento também perguntou qual seria o placar mais provável para a final. A vitória da Argentina por 2 a 1 foi a resposta mais frequente, escolhida por 31% dos entrevistados. Em seguida, aparecem o triunfo da Espanha por 1 a 0 (24,5%), a vitória argentina por 1 a 0 (18%) e a decisão nos pênaltis (15%).
A pesquisa ouviu 400 moradores de Salvador no dia 17 de julho, antecedendo a grande final. A margem de erro é de 4,9%, enquanto o nível de confiança é de 95%.
A Argentina entra em campo sonhando com o tetracampeonato, enquanto a Espanha espera conquistar o bicampeonato após 16 anos longe das finais. A bola rola no domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey/Nova York, nos Estados Unidos.
Projetando um possível hexacampeonato do Brasil na Copa do Mundo de 2030, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez um apelo para que Neymar volte a defender a Seleção Brasileira no próximo Mundial. O atacante anunciou a aposentadoria da equipe nacional após a eliminação para a Noruega por 2 a 1, nas oitavas da edição de 2026.
A declaração foi feita durante entrevista ao Flow News, nesta quarta-feira (15). Ao comentar sua trajetória política, Flávio relembrou a eleição para deputado estadual, em 2002. "Eu fui o deputado mais jovem da história do Brasil, com 21 anos de idade. Foi em 2002 a minha eleição, já estou com uma estrada, já estou com cabelinho branco", afirmou.
Na sequência, o host do programa, Igor Coelho, lembrou que aquele também foi o ano da primeira eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio então relacionou o tema ao desempenho da Seleção Brasileira.
"Também foi o ano que o Brasil ganhou a última Copa. Desde que o Lula é presidente, o Brasil não ganhou mais nada. Campeão do mundo, esquece", declarou. Em seguida, fez uma promessa em tom de brincadeira: "Se eu for presidente do Brasil, nós vamos voltar a ser campeões do mundo. Bora, Brasil."
Ao falar sobre a próxima Copa, o senador direcionou um recado ao camisa 10 da Canarinho. "Neymar, prepara aí, bicho, tu tem que voltar. Olha o que o Messi tá fazendo, você pode também."
Flávio também contou que conversou com o presidente da Argentina, Javier Milei, sobre o desempenho de Lionel Messi, destaque da seleção argentina na Copa do Mundo de 2026. Segundo o senador, Milei teria afirmado que o atacante realiza um tratamento regenerativo envolvendo o próprio DNA para manter o alto rendimento aos 39 anos, e sugeriu que Neymar adotasse um procedimento semelhante.
"Por exemplo, eu tenho um problema no joelho, ele faz um tratamento que recompõe o joelho e deixa zerado. O Neymar tá com 34, ele tem que pegar umas dicas com o Messi e bora se dedicar. Não tem nenhum talento igual ao Neymar no Brasil. Imagina ele bem fisicamente, não tem pra ninguém, ele vai destruir", afirmou.
Até o momento, não há qualquer confirmação pública de que Lionel Messi realize um tratamento de "recomposição de DNA", como citado por Flávio Bolsonaro. O tratamento médico amplamente conhecido na carreira do argentino foi a reposição do hormônio do crescimento (GH), realizada na infância após o diagnóstico de deficiência do hormônio do crescimento (DGH), condição que comprometia seu desenvolvimento físico.
Caso volte a disputar uma Copa do Mundo, Neymar terá 38 anos, idade próxima à de Messi na edição de 2026, em que o argentino conduziu a seleção à final contra a Espanha, que ocorrerá no próximo domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLIfe Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, tentou afastar o contexto histórico que envolve o confronto contra a Inglaterra antes da semifinal da Copa do Mundo de 2026, disputada nesta quarta-feira (15). Na véspera da partida, o treinador defendeu que o duelo fosse tratado apenas como um evento esportivo.
"É uma partida de futebol. Não posso misturar as coisas, especialmente por respeito ao que aconteceu há tantos anos. Foi um período muito triste da nossa história, e não há muito o que possamos fazer a respeito. Essa é a realidade", afirmou.
Apesar do discurso de Scaloni, a conquista da vaga na final foi marcada por uma manifestação dos jogadores argentinos. Após a vitória por 2 a 1, o elenco celebrou no gramado do Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos Estados Unidos, exibindo uma faixa com a frase "Las Malvinas son argentinas" ("As Malvinas são argentinas").
Nas imagens da comemoração aparecem jogadores como Lionel Messi, Lisandro Martínez, Cuti Romero e Giuliano Simeone próximos à faixa.
Antes da partida, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) havia determinado a proibição da entrada de torcedores com faixas, bandeiras ou qualquer referência à Guerra das Malvinas, além de mensagens consideradas provocativas relacionadas ao conflito histórico entre os dois países.
Com a classificação, a Argentina disputará sua segunda final consecutiva de Copa do Mundo e tentará conquistar o tetracampeonato. A equipe enfrenta a Espanha no próximo domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
GUERRA DAS MALVINAS
A Guerra das Malvinas foi um conflito armado travado entre Argentina e Reino Unido entre abril e junho de 1982 pela soberania do arquipélago das Ilhas Malvinas, conhecido pelos britânicos como Falkland Islands. O confronto durou 74 dias e terminou com a vitória do Reino Unido, que manteve o controle do território. Ao todo, 907 pessoas morreram, sendo 649 argentinos, 255 britânicos e três civis. A disputa pela soberania das ilhas permanece como um tema sensível nas relações entre os dois países e segue sendo reivindicada pela Argentina.
A classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo de 2026 foi comemorada por torcedores em um bar de Nova Jersey/Nova York, nos Estados Unidos, país que receberá a decisão do torneio no próximo domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium.
Após a vitória de virada por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nesta quarta-feira (15), os argentinos celebraram o resultado com cantos, bandeiras e muita festa.
A seleção argentina garantiu a vaga na decisão com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez, que saiu do banco de reservas para marcar o gol da vitória. Gordon havia aberto o placar para a Inglaterra.
Na final do torneio, os alvicelestes enfrentam a Espanha, que venceu a França na última terça-feira (14) por 2 a 0, e volta a uma final de Mundial após 16 anos.
Lautaro Martínez saiu do banco de reservas para selar a grande virada da Argentina sobre a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2026, nesta quarta-feira (15), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos Estados Unidos. Gordon abriu o placar para os Three Lions, mas a seleção sul-americana buscou uma reação espetacular na reta final do confronto, adiando por mais quatro anos o sonho inglês de levar o futebol de volta para casa.
O futebol bem jogado foi um detalhe na primeira etapa do aguardado duelo desta tarde. A primeira finalização, sem grande perigo, saiu apenas aos 32 minutos, em um cabeceio para fora do zagueiro Stones, da Inglaterra, após cobrança de falta na área.
Se faltou emoção com a bola rolando, sobrou rispidez nas divididas. Foram sete faltas cometidas pelos ingleses e 12 pelos argentinos. O primeiro tempo terminou sem nenhum chute no alvo e com apenas três tentativas de finalização no total: duas da Argentina e uma da Inglaterra.
Toda a emoção reservada para os 45 minutos finais da partida acabou definindo os rumos das duas seleções no Mundial de forma dramática. A Argentina começou bem o segundo tempo, mas a melhora foi interrompida por um longo lançamento pela lateral para Rogers, que deu o passe para Gordon abrir o placar.
Mas os argentinos não se acomodaram e cercaram a área da Inglaterra. Foram algumas chances até o empate. A bola chegou aos pés de Enzo Fernández e, na sobra do escanteio, o meio-campista mandou um chutaço direto para o fundo da rede.
Com um futebol irresistível, os alvicelestes pressionaram até conquistar a virada. Lionel Messi apareceu para mandar a bola para Lautaro Martínez. Um 2 a 1 que transformou Atlanta em Buenos Aires.
Com o resultado positivo, a Argentina vai à sua segunda final de Copa do Mundo seguida e sonha em conquistar a quarta estrela. A equipe entra em campo contra a Espanha para disputar a grande final da Copa do Mundo no domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, às 16h (horário de Brasília).
Seja como dança, jogo ou arte marcial, a capoeira permeia a história do Brasil desde o período colonial. Forjada como instrumento de defesa e resistência pelos povos escravizados, a prática marginalizada no passado ganha, nesta quarta-feira (15), o seu primeiro Dia Nacional da Capoeira. A celebração não é apenas simbólica, mas um reconhecimento do Estado brasileiro a uma das expressões culturais mais complexas e ricas do país.
Salvador, como berço incontestável dessa tradição, respira as duas vertentes que moldaram a capoeira praticada no mundo todo hoje. A Capoeira Angola, derivada do termo banto ngolo, é caracterizada por movimentos mais rasteiros, cadência estratégica e teve como principal expoente o lendário Mestre Pastinha.
Já a Capoeira Regional, inicialmente chamada de Luta Regional Baiana, introduziu movimentos mais aéreos, rápidos e objetivos. Seu criador, o saudoso Mestre Bimba, fundou na capital baiana a primeira academia e escola de capoeira do Brasil, em 1937, tirando a arte da clandestinidade.
A oficialização do dia 15 de julho ocorreu após a aprovação do Projeto de Lei 7536/10, de autoria do deputado baiano Márcio Marinho (Republicanos-BA). A escolha da data se deu por neste exato dia que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) registrou a Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
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Associação Cultural Linha Oito - Foto: Divulgação/ACL Oito
Enquanto a lei tramita em Brasília, é nas ruas de Salvador que a capoeira cumpre o seu papel social diário. No bairro da Liberdade, reduto da cultura afro-baiana, a Associação Cultural Linha Oito (ACL Oito) utiliza a arte para transformar a realidade de dezenas de jovens.
Fundada em 16 de agosto de 2005, a instituição nasceu do desejo de moradores de dar visibilidade ao bairro e cuidar das crianças por meio da educação, do esporte e da cultura. Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da associação, Derivaldo Silva Pereira, explicou que o próprio nome do projeto é um resgate da memória dos ancestrais que ergueram a Liberdade.
"No início do povoamento do bairro, muitos negros vindos do Recôncavo e imigrantes europeus chegaram a Salvador sem escolaridade. Quando foram instaladas as primeiras conduções de bonde elétrico, a identificação para quem não sabia ler era feita pelos números. A Ribeira era a Linha 19, a Barroquinha a Linha 5, e a Liberdade ficou conhecida como Linha 8. Por conta dessa história ancestral, nós adotamos esse nome", relatou.
Atualmente, a ACL Oito atende cerca de 150 crianças com oficinas de capoeira e boxe, financiadas em parceria com a Secretaria de Promoção Social (Sempre) da Prefeitura de Salvador. O projeto já abrigou reforço escolar, artesanato e corte e costura, mas hoje luta pela própria sustentabilidade.
"Precisamos muito de apoio para manter a associação. Estamos fazendo campanhas de doação para garantir que esse trabalho de base não pare", reforça o presidente.
"UMA TECNOLOGIA AFRO-BRASILEIRA"
Quem vivencia o impacto desse trabalho de formiguinha no tatame é Ronaldo Santana da Penha, conhecido nas rodas de Salvador e do mundo como Mestre Careca. Com os primeiros contatos com a capoeira em 1978, em Itaparica, ele rodou a América Latina levando os ensinamentos que recebeu de Mestre Val no grupo Meninos da Ilha.
Há cerca de dois anos, Mestre Careca cruzou o caminho da ACL Oito na Liberdade e encontrou ali a essência do que acredita ser a verdadeira função da capoeira.
"A capoeira tem sido esse círculo maravilhoso de transformação na minha vida. Ela é um instrumento tecnológico, uma verdadeira tecnologia afro-brasileira espetacular. Eu penso que todas as escolas já deveriam estar usando essa tecnologia para desenvolver o cognitivo dos nossos alunos", afirmou o Mestre.
Para ele, o Dia Nacional da Capoeira é o reflexo do suor de instituições que não deixam a peteca cair, independentemente das dificuldades financeiras. "A ACL Oito é uma instituição apaixonante. As pessoas levam as coisas muito a sério. Mesmo com projeto ou sem projeto aprovado, eu estarei fazendo parte desse processo com eles sempre."
Seja nas academias, nas praças ou nos projetos sociais de bairro, o primeiro Dia Nacional da Capoeira reafirma o que os mestres baianos já sabiam: a capoeira é mais que um patrimônio, é a força motriz que continua educando e salvando vidas no país.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar da Costa Neto
"Isso é uma loucura, eu acho que o Trump tá, ele perdeu um pouco o rumo nisso aí, e espero que ele estabeleça uma linha melhor, porque o Brasil sempre foi um grande parceiro dos Estados Unidos".
Disse o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao criticar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incluir o Brasil no pacote de tarifas norte-americanas. O dirigente classificou a medida como uma "loucura" e defendeu a negociação diplomática entre os dois governos como caminho para reverter as tarifas.