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Carlos Matos
Jornalista em formação pelo Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge). Possui experiências na TV Band Bahia, Núcleo Audiovisual e Rádio universitária da Unijorge. Atualmente, estagia na editoria de Esportes do Bahia Notícias.
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As Copas do Mundo de 1942 e 1946 jamais aconteceram. As duas edições do torneio foram canceladas em meio ao maior conflito armado do século XX: a Segunda Guerra Mundial. O impacto do confronto ultrapassou fronteiras políticas e militares e atingiu também o esporte, interrompendo o crescimento da principal competição de seleções organizada pela Fifa. Entre os dois torneios cancelados, a edição de 1942 acabou simbolizando o momento em que o futebol internacional entrou em colapso diante do avanço da guerra e da radicalização política que tomava conta da Europa.
Quando a Fifa criou a Copa do Mundo, nos anos 30, existia a ideia de alternar a sede do torneio entre Europa e América do Sul. O Uruguai recebeu e venceu a primeira edição, em 1930. Quatro anos depois, a Itália sediou a competição em meio ao fortalecimento do regime fascista de Benito Mussolini. A expectativa sul-americana era de que a Copa de 1938 retornasse ao continente, com a Argentina aparecendo como principal candidata.
A decisão da Fifa de realizar novamente o torneio na Europa, desta vez na França, provocou forte reação na América do Sul. Argentina e Uruguai boicotaram a competição em protesto contra o rompimento do modelo de alternância continental defendido nos primeiros anos do Mundial. O episódio ampliou tensões políticas dentro da própria Fifa e influenciou diretamente a disputa pela sede da edição seguinte, marcada para 1942.
Sem definição oficial, Alemanha e Brasil surgiram como os principais candidatos para receber o torneio. A Alemanha nazista aparecia como favorita nos bastidores. O governo de Adolf Hitler via o esporte como instrumento de propaganda política e de fortalecimento da imagem internacional do regime, estratégia já utilizada nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936. Uma Copa do Mundo em território alemão seria mais uma oportunidade de exibir poder político, capacidade organizacional e influência internacional em um momento de crescimento das tensões na Europa.

Congresso da Fifa, na França, em 1938 | Foto: Victor Sinet/Fifa
Ao mesmo tempo, o cenário político europeu se agravava rapidamente. A expansão territorial da Alemanha, a anexação de regiões vizinhas e o aumento das disputas diplomáticas indicavam que o continente caminhava para um conflito de grandes proporções. Em setembro de 1939, a invasão da Polônia pelas tropas alemãs marcou oficialmente o início da Segunda Guerra Mundial e encerrou qualquer possibilidade prática de realização da Copa de 1942.
A guerra alterou completamente a estrutura do futebol internacional. Campeonatos nacionais foram interrompidos ou reduzidos, estádios passaram a ser utilizados para funções militares e milhares de jogadores foram convocados para os exércitos de seus países. Muitos atletas morreram durante o conflito, enquanto outros tiveram suas carreiras interrompidas por anos. A própria Fifa perdeu capacidade operacional em meio ao cenário de instabilidade internacional.
A entidade nunca chegou a anunciar oficialmente a sede da Copa de 1942. O torneio acabou abandonado antes mesmo da conclusão do processo de escolha do país anfitrião. Em poucos meses, o avanço da guerra pela Europa e posteriormente por outros continentes tornou inviável qualquer organização internacional de grande porte.
Mesmo distante dos campos, o futebol continuou sendo utilizado como ferramenta política durante o conflito. Regimes autoritários, como os da Alemanha e da Itália, exploravam o esporte como elemento de propaganda nacionalista e de fortalecimento ideológico. Ao mesmo tempo, partidas locais e amistosos continuaram sendo realizados em algumas regiões como tentativa de preservar aspectos da vida cotidiana em meio à guerra.

Início dos conflitos da Segunda Guerra Mundial | Foto: Ullstein Bild
O cancelamento da Copa de 1942 interrompeu um processo de expansão internacional do torneio. A competição ainda era recente, pois havia sido criada apenas 12 anos antes e buscava consolidar sua dimensão global. A ausência do Mundial durante a guerra criou uma lacuna que também atingiria a edição de 1946, posteriormente cancelada pelas consequências econômicas, políticas e estruturais deixadas pelo conflito.
No pós-guerra, a Fifa precisou reorganizar o futebol internacional em um mundo profundamente transformado. Países destruídos economicamente, mudanças territoriais e a nova configuração geopolítica afetaram diretamente o esporte. A Alemanha, derrotada e dividida após a guerra, deixou de ocupar o espaço de protagonismo internacional que buscava consolidar no fim da década de 1930.
A Copa de 1942 permaneceu apenas como um projeto interrompido pela guerra. Ainda assim, o torneio inexistente se transformou em símbolo de um período em que o futebol deixou de ser prioridade diante de uma crise humanitária sem precedentes. O cancelamento revelou como o esporte, apesar de sua crescente popularidade mundial, jamais esteve isolado das disputas políticas, ideológicas e militares que marcaram o século XX.
CICLO SEGUINTE: 1946
Há exatamente 80 anos, o planeta ainda tentava sarar as feridas abertas pela Segunda Guerra Mundial, encerrada em 1945. Com a Europa em ruínas, ferrovias destruídas e economias colapsadas, o Velho Continente caminhava a passos lentos rumo a uma reconstrução. Diante desse cenário de terra arrasada, a Fifa não teve alternativa a não ser cancelar a Copa do Mundo de 1946, repetindo a medida de 1942.
Os motivos para o cancelamento iam muito além da falta de estádios. Os anos de conflito impediram completamente a realização das eliminatórias e desmanchou ligas inteiras. Dezenas de milhares de atletas, entre amadores e profissionais, trocaram as chuteiras pelos fuzis nas frentes de batalha. De acordo com dados da Commonwealth War Graves Commission (organização intergovernamental responsável por marcar, registrar e manter os túmulos e memoriais de quase 1,7 milhão de militares mortos durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial), embora não exista um censo global exato, estima-se que cerca de 80 jogadores profissionais britânicos tenham perdido a vida em combate.
As baixas humanas foram severas e remodelaram o mapa do esporte. Na Polônia e na União Soviética, o cenário do futebol foi praticamente dizimado. Talentos judeus de grande destaque, como o húngaro József Braun, foram assassinados em campos de concentração nazistas. Em solo ucraniano, o período foi marcado pelo horror da famosa "Partida da Morte" (1942), onde jogadores do Dínamo de Kiev que ousaram desafiar e vencer oficiais nazistas em campo foram presos pela Gestapo, culminando na execução de quatro atletas. Nomes consolidados do futebol inglês, como Tom Cooper (Liverpool) e Harry Goslin (capitão do Bolton), também tombaram em missões militares no exterior.

Jogadores do Bolton Wanderers, da Inglaterra, servindo na Segunda Guerra Mundial | Foto: IWM (H 7496)
O martelo sobre o destino do futebol mundial foi batido em julho de 1946, durante um congresso da Fifa na cidade de Luxemburgo. Com a Europa incapacitada de sediar qualquer evento de grande porte, o Brasil colocou-se a disposição. O país apresentou a única candidatura viável para organizar o torneio, assumindo a missão de trazer a Copa de volta após um hiato de 12 anos de paralisação.
Originalmente planejado para 1949, o Mundial acabou adiado para 1950 a pedido das próprias autoridades brasileiras, garantindo um tempo maior de planejamento interno e permitindo que as nações europeias se reorganizassem minimamente. Para o Brasil, o torneio representava a oportunidade de ouro para se projetar internacionalmente como uma nação moderna, pacífica e em pleno desenvolvimento, distanciando-se do clima sombrio do pós-guerra.
Para receber o planeta, o país abriu mão de centralizar os jogos e dividiu o torneio em seis cidades-sede: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife. O grande símbolo dessa afirmação nacional foi a construção do icônico Estádio do Maracanã, idealizado para ser o maior do mundo, com capacidade para cerca de 200 mil pessoas.
Treze seleções participaram daquela edição. Países do Eixo sofreram severas restrições, com a Alemanha sendo banida pela FIFA e o Japão não participando. Enquanto isso, nações do Leste Europeu enfrentaram barreiras geopolíticas e fronteiras alteradas pelo conflito.
A própria campeã de 1938, a Itália, chegou ao Brasil com uma equipe enfraquecida não apenas pelos anos de guerra, mas pela recente Tragédia de Superga, acidente aéreo de 1949 que matou todo o elenco do Torino, base da seleção azzurra.
O torneio, como a história bem lembra, terminou em uma das tristezas esportivas do nosso povo, o Maracanaço, derrota por 2 a 1 para o Uruguai que gerou um trauma cultural profundo na sociedade da época.
BRASIL COPA DO MUNDO 2026
Apesar dos paralelos históricos inevitáveis sobre como a política e os conflitos internacionais cruzam o caminho do esporte, a exemplo os recentes pontos diplomáticos envolvendo a segurança da seleção do Irã na América do Norte, a ideia de um cancelamento passou longe em 2026.
Hoje, o mundo do futebol respira a contagem regressiva. Estamos a apenas 12 dias do pontapé inicial para mais uma edição da Copa do Mundo, espalhada por três países-sede: Estados Unidos, Canadá e México. A bola rola oficialmente no dia 11 de junho, às 13h (horário de Brasília), com o confronto entre México e África do Sul no Estádio Azteca.
Como maior campeão da história da competição, o Brasil mais uma vez reivindica para si os holofotes. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a Canarinho faz a sua estreia no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), contra o Marrocos. Integrando o Grupo C ao lado de Haiti, Escócia e Marrocos.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada com a bola rolando em três países, mas seu centro de gravidade político estará concentrado em um deles. Sede de 78 dos 104 jogos do torneio, os Estados Unidos chegam às vésperas do Mundial diante de uma combinação de fatores que extrapolam o campo: política migratória mais rígida, reforço da segurança interna, pressão de entidades de direitos humanos, tensão diplomática com o Irã e a necessidade logística de receber milhões de torcedores estrangeiros no maior evento da história da Fifa.
Diante desse cenário, o Bahia Notícias preparou uma matéria especial dentro do quadro BN na Copa, com um levantamento sobre a conjuntura política dos países-sede e os possíveis impactos diretos na organização do Mundial. A proposta é mostrar como Estados Unidos, Canadá e México chegam ao torneio a partir de temas como imigração, segurança, circulação de torcedores, logística internacional e relações diplomáticas.
ESTADOS UNIDOS
Os Estados Unidos terão de administrar uma Copa atravessada por decisões governamentais e por uma ampla operação federal. Em março de 2025, a Casa Branca criou uma força-tarefa específica para coordenar as ações relacionadas ao Mundial de 2026. A estrutura reúne órgãos ligados à segurança, transporte, turismo e imigração, e foi desenhada para centralizar a atuação do governo federal junto às cidades-sede. O próprio governo norte-americano aponta que a força-tarefa ficará administrativamente vinculada ao Departamento de Segurança Interna.
Entre as medidas associadas à preparação do torneio estão o reforço da segurança em eventos de grande porte, apoio às cidades-sede e investimentos em tecnologia para proteção de estruturas estratégicas. O orçamento federal de 2027 também cita recursos voltados ao fortalecimento da capacidade estadual e local para eventos especiais, incluindo a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
O ponto mais sensível de toda a operação está na entrada de torcedores estrangeiros no país. Para tentar reduzir "gargalos" no atendimento consular, foi criado o Fifa Pass, em parceria com o Departamento de Estado dos EUA. O sistema concede prioridade no agendamento de entrevistas de visto para torcedores que compraram ingressos diretamente pelos canais oficiais da Fifa e optaram pelo procedimento.
A medida busca dar maior previsibilidade ao fluxo de visitantes, mas não substitui a análise migratória tradicional. Na prática, o Fifa Pass não é um visto, não garante aprovação do pedido e também não assegura a entrada automática em território norte-americano. O torcedor segue obrigado a cumprir as exigências legais de viagem e imigração dos Estados Unidos.
Esse rigor ocorre em meio a um momento de endurecimento da política migratória dos EUA. Por conta disso, organizações de direitos humanos vêm pressionando a Fifa para garantir que o torneio mantenha compromissos de inclusão, segurança e liberdade de circulação. Os alertas envolvem riscos de restrições de visto, deportações, abordagens migratórias e impactos sobre torcedores, trabalhadores, comunidades imigrantes e profissionais da imprensa durante o Mundial.
CIDADES-SANTUÁRIO
A tensão política também se reflete no ambiente doméstico americano. Segundo informações da Reuters, o secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, alertou executivos do setor de viagens sobre a possibilidade de suspender o processamento alfandegário e migratório em aeroportos localizados em “cidades-santuário” — municípios que adotam políticas locais de proteção a imigrantes e não cooperam integralmente com determinadas diretrizes federais de imigração.
Ainda de acordo com as informações preliminares, a eventual medida foi associada ao período posterior à Copa do Mundo, mas o tema já entrou no debate público por envolver aeroportos de grande fluxo internacional. Entidades do setor de viagens e aviação manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre passageiros, cargas e turismo, enquanto integrantes do próprio governo indicaram cautela sobre a adoção de restrições que afetem o funcionamento de aeroportos.
CONFLITO ENTRE EUA/ISRAEL E IRÃ
Para além da organização interna, a Copa também está inserida em um contexto de instabilidade geopolítica. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã colocou a participação da seleção iraniana no centro de uma discussão diplomática e esportiva. O Irã está classificado para o Mundial e tem partidas previstas em território norte-americano, mas a tensão entre os países levou a questionamentos sobre vistos, segurança e circulação da delegação.
Embora a presença do Irã tenha sido tratada com incerteza nas últimas semanas, a Federação Iraniana confirmou a participação do país no torneio. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a federação apresentou condições relacionadas à emissão de vistos, segurança, tratamento da delegação, circulação de torcedores e atuação de profissionais de imprensa.
A situação segue acompanhada de perto pela Fifa. Em reunião recente com representantes da federação iraniana, a entidade afirmou ter mantido conversas positivas sobre questões operacionais. Ainda assim, a seleção do Irã iniciou preparação fora do país, em Antalya, na Turquia, em meio a pendências de visto. Parte da delegação também passou por procedimentos relacionados a solicitações de entrada no Canadá e nos Estados Unidos.
Do lado norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que Washington não se opõe à presença dos atletas iranianos na Copa. No entanto, o governo indicou que poderá aplicar restrições a integrantes de delegação ou comitiva que tenham ligação com a Guarda Revolucionária Islâmica, organização classificada como terrorista pelos Estados Unidos e pelo Canadá.
O caso iraniano também envolve a tabela do torneio. O Irã chegou a solicitar a transferência de seus jogos para o México, mas a Fifa manteve o calendário original. A seleção iraniana tem jogos previstos nos Estados Unidos na fase de grupos e poderá precisar entrar no Canadá em caso de avanço na competição.
Com isso, os Estados Unidos chegam à Copa de 2026 como principal sede esportiva e também como epicentro político da operação. A promessa de um Mundial histórico, impulsionado pelo crescimento do futebol no mercado norte-americano e pelo retorno do país ao posto de sede após 32 anos, convive com alguns desafios.
Contudo, os Estados Unidos representam apenas uma parte dessa engrenagem. Para compreender o funcionamento completo do torneio, também é preciso olhar para os papéis de Canadá e México. Embora fiquem com uma fatia menor do calendário, com 13 jogos cada, os dois vizinhos serão decisivos nas operações de fronteira, na logística de deslocamento entre países e na recepção do fluxo de torcedores que circulará pela América do Norte durante a competição.
MÉXICO
Enquanto os EUA lidam com os holofotes e as pressões de segurança do principal país-sede, o vizinho México assume um papel ponderado na geopolítica da Copa do Mundo de 2026. Historicamente posicionado como uma ponte diplomática, o país latino chamou atenção para si ao se colocar como resposta para um dos maiores impasses esportivos e militares recentes que antecedem o torneio: a participação do Irã.
A escalada da tensão militar no Oriente Médio, transferiu o conflito diretamente para as pranchetas da Fifa (Federação Internacional de Futebol). O Irã, sorteado no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, tinha seus três jogos iniciais programados para Los Angeles e Seattle. Alegando falta de garantias de segurança em solo americano, reforçadas pelos movimentos do ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, que chegou a classificar a participação como impossível, a federação iraniana iniciou uma forte pressão para mudar seus jogos de sede.
Em meio ao impasse, o México se posicionou. A presidente Claudia Sheinbaum declarou publicamente que o país estava de portas abertas para acolher as demandas logísticas e de segurança da República Islâmica.
O desfecho dessa costura de bastidores ganhou contornos oficiais neste sábado (23), quando o Irã confirmou a transferência de sua base de treinamentos. A delegação, que inicialmente ficaria em Tucson, no Arizona (EUA), cruzou a fronteira para se estabelecer em Tijuana, cidade mexicana colada no território americano. Embora o remanejamento dos locais das partidas ainda aguarde a chancela oficial da federação, a mudança da base para o México foi aprovada pela entidade máxima do futebol como um respiro humanitário e logístico diante das incertezas da guerra.
A CORRIDA CONTRA O TEMPO NA CAPITAL
Se na diplomacia o governo federal atua com folga, nos canteiros de obras das três cidades-sede (Monterrey, Guadalajara e Cidade do México) o cenário é de pura pressão. A menos de um mês para o início do torneio, a capital mexicana vive uma frenética corrida contra o tempo para entregar intervenções urbanas cruciais até o fim de maio, poucas semanas antes do jogo de abertura, no dia 11 de junho, entre México e África do Sul, no Estádio Azteca.
Um levantamento da agência Reuters aponta que as obras estruturais têm gerado forte controvérsia e dividido opiniões entre os moradores locais. Na Calzada de Tlalpan, uma das artérias viárias mais movimentadas da Cidade do México, equipes trabalham em turnos ininterruptos para erguer um corredor de dois quilômetros voltado para pedestres e ciclistas, gerando congestionamentos caóticos e protestos contra a poluição sonora noturna.
Parte da população critica as intervenções, acusando a gestão pública de priorizar a estética e o turismo em detrimento de melhorias estruturais urgentes para o dia a dia da comunidade, como a manutenção do antigo sistema de metrô de superfície.
Por outro lado, as autoridades locais, representadas pelo diretor do metrô, Adrián Rubalcava, defendem que a vitrine da Copa do Mundo foi a oportunidade ideal para acelerar investimentos profundos em estações que precisavam de atenção urgente e que serão o verdadeiro legado de longo prazo para os mais de 1,2 bilhão de passageiros que utilizam o sistema anualmente.
“A OLA, SIM; O GRITO, NÃO”
Além da infraestrutura e do acolhimento, a Federação Mexicana de Futebol (FMF) trava uma batalha cultural interna para garantir que o país passe uma imagem de modernidade. Historicamente punida pela Fifa devido aos recorrentes gritos de cunho homofóbico entoados por sua torcida nos tiros de meta adversários, a entidade máxima do futebol mexicano lançou uma campanha de conscientização de massa.
Com o nome “A ola, sim; o grito, não”, a ação é apadrinhada por lendas do futebol local, como Hugo Sánchez e o técnico Javier Aguirre, além de outros integrantes do elenco histórico da Copa de 1986.
Segundo a entidade, a estratégia utiliza a nostalgia para combater o preconceito: a campanha incentiva o torcedor a abafar os gritos discriminatórios levantando a famosa "ola", o movimento de onda humana nas arquibancadas que o próprio México popularizou para o mundo no Mundial de 86. A ação será massificada nas redes sociais e nos últimos amistosos preparatórios da seleção.
ACERTOS FINAIS
Para os torcedores que seguirão rumo às 13 partidas que o México irá sediar, o governo estabeleceu medidas para facilitar o fluxo. Desde fevereiro, os turistas brasileiros que viajam por via aérea podem emitir um visto eletrônico de forma simplificada na internet, acelerando a imigração para o evento.
O plano nacional para a Copa prevê ainda um forte esquema de segurança unificado entre as forças federais e a inteligência da Fifa para blindar os pólos turísticos contra os recentes episódios de violência interna que preocupavam o comitê organizador.
Para garantir que a festa seja inclusiva, o governo mexicano confirmou a criação de Fan Fests e exibições públicas gratuitas com transmissões dos jogos em praças de todo o país, descentralizando o evento para quem não conseguiu ingressos.
Carregando a representatividade latina desta edição, o México Busca se provar como o porto seguro e o coração pulsante da América do Norte em 2026.
CANADÁ
Se os Estados Unidos concentram a maior pressão política e operacional da Copa do Mundo de 2026, o Canadá chega ao torneio tentando consolidar uma imagem de estabilidade institucional, segurança pública e abertura internacional. Mesmo com apenas 13 partidas distribuídas entre Toronto e Vancouver, o país terá papel estratégico na logística do Mundial, especialmente pela circulação constante de delegações e torcedores entre as três sedes norte-americanas.
A preparação canadense ocorre em meio a debates sobre imigração, custo de vida, segurança urbana e relações diplomáticas. Em abril de 2025, o Partido Liberal manteve o comando do governo após a saída de Justin Trudeau, e Mark Carney assumiu o cargo de primeiro-ministro em um cenário de desaceleração econômica, pressão sobre políticas migratórias e necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura antes da Copa.
Apesar da mudança de liderança, o governo federal manteve o compromisso assumido com a Fifa de transformar o Mundial em uma vitrine internacional para o país. As autoridades canadenses tratam a competição como uma das maiores operações de segurança da história recente do Canadá, principalmente pelo aumento esperado no fluxo de visitantes estrangeiros e pela integração operacional com Estados Unidos e México.
CONTROLE DE FRONTEIRAS
Um dos principais desafios canadenses está na gestão das fronteiras. A realização conjunta do torneio obrigará o Canadá a atuar em coordenação direta com as agências migratórias e de segurança dos EUA, sobretudo em voos, conexões terrestres e deslocamentos de torcedores entre os três países durante a competição.
Nos últimos meses, o governo canadense ampliou investimentos em vigilância de fronteiras, inteligência e segurança cibernética. O foco está em evitar incidentes relacionados a terrorismo, crimes transnacionais, ataques digitais e ações extremistas durante grandes eventos internacionais.
Ao mesmo tempo, Ottawa tenta equilibrar a imagem de país receptivo com um discurso político mais cauteloso sobre imigração. O governo federal anunciou limites temporários para determinados programas migratórios e estudantis, alegando pressão sobre habitação, serviços públicos e custo de vida. O debate ganhou força dentro do Parlamento canadense às vésperas da Copa.
DIPLOMACIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS
O Canadá também aparece envolvido em temas diplomáticos que cercam o Mundial. Assim como os Estados Unidos, o país mantém a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em sua lista de organizações terroristas, fator que colocou as autoridades canadenses nas discussões relacionadas à eventual entrada de integrantes da delegação iraniana no território canadense durante a competição.
O tema ganhou relevância porque seleções classificadas poderão cruzar a fronteira canadense nas fases eliminatórias, aumentando a necessidade de coordenação diplomática e migratória entre os países-sede.
Ao mesmo tempo, o Canadá busca utilizar o torneio como ferramenta de projeção internacional. O governo federal e as províncias envolvidas vêm destacando pautas ligadas à diversidade, inclusão e multiculturalismo como marcas da participação canadense na Copa. Vancouver e Toronto, as duas cidades-sede, já anunciaram programas culturais paralelos voltados para comunidades imigrantes e populações indígenas durante o período do Mundial.
INFRAESTRUTURA E PRESSÃO SOBRE AS CIDADES-SEDE
Apesar da imagem de estabilidade, o Canadá também enfrenta críticas internas relacionadas aos custos públicos da Copa. Em Toronto e Vancouver, parte da população questiona o aumento dos investimentos em estádios, segurança e mobilidade urbana em meio à crise habitacional que atinge diferentes regiões do país.
Autoridades locais defendem que os investimentos deixarão legado permanente em transporte, turismo e infraestrutura urbana, enquanto opositores apontam preocupação com gastos públicos elevados. Em Toronto, o foco das autoridades está na modernização do sistema de transporte e no reforço da capacidade hoteleira para receber turistas durante o torneio.
Dentro da estrutura da competição, o Canadá será peça importante para aliviar parte da pressão logística concentrada nos Estados Unidos. O país participa das negociações sobre integração tecnológica entre os três governos para compartilhamento de informações de segurança, controle de fronteiras e monitoramento de riscos durante o evento.
Assim, embora ocupe uma posição mais discreta em comparação aos Estados Unidos, o Canadá chega à Copa de 2026 tendo papel relevante na integração logística e migratória entre os três países-sede, sendo importante na engrenagem diplomática. Entre debates internos sobre imigração, pressão por infraestrutura e necessidade de coordenação internacional, o país tentará equilibrar a imagem de estabilidade global com os desafios de sediar um dos maiores eventos esportivos do planeta.
O Vitória venceu o Internacional por 2 a 0 neste sábado (23), no Barradão, pela 17ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Após a partida, o técnico Jair Ventura destacou a atuação defensiva da equipe e ressaltou a importância do aspecto mental para suportar a sequência de jogos em diferentes competições.
O treinador também elogiou o apoio da torcida rubro-negra, mesmo sob forte chuva em Salvador na noite deste sábado.
“Agradecer nossa torcida, fez mais uma linda festa. Choveu muito, mas a paixão é maior que qualquer chuva. Estar em muitas competições é ótimo, mas gera um desgaste maior, você acaba tendo algumas situações no meio do caminho, como foi com o Ramon, que não sofreu uma lesão, mas ficou fora por uma pancada. A entrega de todos hoje, fazendo de cada jogo uma final de Copa do Mundo, estamos fazendo um mês muito bom, alcançando os objetivos. Jogo difícil hoje, o Inter é muito qualificado”, afirmou.
De olho na sequência da temporada, Jair Ventura revelou que a comissão técnica ainda definirá a estratégia para o confronto diante do ABC, no jogo de volta das semifinais da Copa do Nordeste. Após vencer o duelo de ida por 6 a 2, o Vitória avalia a possibilidade de poupar jogadores no compromisso da próxima quarta-feira (27), na Arena das Dunas.
“A gente vai se reunir segunda-feira e avaliar. Ou vamos mais descansado para os próximos jogos ou vamos para o risco. Para decidir em casa a gente tem que ganhar e o Sport perder. Vamos decidir isso. Se vamos para o “all-in”, para tentar ganhar o jogo lá, ou se vamos descansar para ter a perna mais fresca”, explicou o treinador.
Com o resultado positivo no Barradão, o Vitória volta as atenções para a partida de volta da semifinal do Nordestão. O confronto contra o ABC será disputado às 21h30 (de Brasília), em Natal. Depois, a equipe retoma o foco no duelo diante do Santos pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, disputado em São Paulo, no sábado (30), às 21h.
O Vitória venceu o Internacional por 2 a 0 neste sábado (23), no Barradão, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Depois da partida, o goleiro Lucas Arcanjo foi um dos destaques na zona mista ao ressaltar que o fato do setor defensivo estar se conhecendo cada vez mais ajuda na sequência de bons resultados que o Leão vem somando dentro de casa na Série A e para mais um jogo sem sofrer gols.
“É muito importante vencer no Barradão e com a força do torcedor isso é possível. Foi um jogo complicado, eles também tiveram oportunidades, mas estamos nos conhecendo cada vez (defesa), nos entrosando cada vez mais e isso ajuda bastante”, declarou.
O arqueiro também comentou a sua marca recente de 250 jogos vestindo a camisa vermelha e preta. Arcanjo até brincou ao revelar que já falou com o presidente Fábio Mota para renovar o seu contrato até 2030 e negou que tenha recebido ofertas para outros clubes.
“É sempre uma honra vestir a camisa do Vitória e fico feliz pelo reconhecimento. Eu bati essa marca e meu objetivo é bater mais marcas. Já até conversei com Fábio (Mota) que era para renovar meu contrato até 2030. Para mim não chegou nada (de propostas), não sei para o meu empresário, mas para mim não chegou nada”, afirmou.
Nesta edição do Campeonato Brasileiro, o Vitória completou hoje o seu oitavo jogo no Barradão. Ao lado do seu torcedor, o Rubro-Negro registra seis vitórias, um empate e uma derrota, além de 14 gols marcados e apenas três sofridos.
Na quarta-feira (27), o Leão pega o ABC, no Frasqueirão, em Natal, às 21h30, em jogo de volta das semifinais da Copa do Nordeste. No sábado (30), o Vitória joga pelo Campeonato Brasileiro, contra o Santos, na Vila Belmiro, às 21h, pela 18ª rodada.
Fora dos planos do São Paulo para o decorrer da temporada, Robert Arboleda, zagueiro do Tricolor Paulista que tem contrato até o fim de 2027, foi especulado no Vitória por empréstimo. Após a vitória por 2 a 0 contra o Internacional, neste sábado (23), o diretor esportivo do Leão, Sérgio Papellin, negou que exista qualquer possibilidade de negociação do Rubro-Negro pelo defensor.
“Isso é conversa de sonhador. Isso é rumor de sonhador. Arboleda está sendo procurado por times do Sudeste e do Sul. Não existe a menor possibilidade dele no Vitória. Não tem nada”, enfatizou.
Em abril, Arboleda viajou para o Equador, ficou quase um mês longe do São Paulo e não deu justificativa. O clube paulista notificou o zagueiro equatoriano, afastou do restante do elenco para os treinamentos, mas não rescindiu o contrato do jogador.
Neste sábado (23), o Vitória venceu o Internacional por 2 a 0 em partida válida pela décima sétima rodada do Campeonato Brasileiro 2026. No Estádio Manoel Barradas, 25.114 torcedores estiveram presentes para uma renda de R$585.241,00.
O público rubro-negro foi formado por 22.757 filiados ao Sou Mais Vitória, 421 ingressos corporativos e 1.624 pagantes na bilheteria, somando 24.802 de público pagante total. Além disso, houve 312 crianças (não pagantes), totalizando 25.114 pessoas presentes no estádio do Leão.
A renda de R$585.241,00 foi dividida em R$129.680,00 pagantes da bilheteria, junto a R$421,00 dos pagantes corporativos e R$455.140,00 dos sócios do Sou Mais Vitória.
Agora o Leão se prepara para o jogo de volta das semifinais da Copa do Nordeste. No duelo de ida contra o ABC, o Rubro-Negro goleou por 6 a 2 no Barradão. Agora no Frasqueirão, o Vitória enfrenta o Alvinegro na próxima quarta-feira (27), às 21h30.

Público e Renda de VItória x Internacional | Foto: Divulgação/Ascom EC Vitória
Vitória e Internacional se enfrentaram na tarde deste sábado (23), no Barradão, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. No duelo do Rubro-Negro contra o Colorado, o Leão prevaleceu e fez valer, mais uma vez, o mando de campo. Depois de um lançamento em profundidade de Erick, Renê cabeceou e fez o primeiro gol. Nos acréscimos do segundo tempo, Diego Tarzia bateu cruzado e fechou a conta, fazendo 2 a 0 para o Colossal.
A vitória de hoje do Leão também representa a continuidade de uma sequência invicta do Rubro-Negro no Barradão. O Leão já soma nove partidas sem derrotas em casa, saindo vencedor em oito oportunidades. Destas partidas, quatro foram pela Série A.
Com o resultado positivo, o Vitória ultrapassa o próprio Internacional, que agora é 12º colocado, e passa a ocupar a 10ª posição, com 22 pontos somados. Vale ressaltar que o Leão tem um jogo atrasado, da quarta rodada, contra o Botafogo, então disputou apenas 16 das 17 rodadas do Brasileirão.
Agora o time comandado por Jair Ventura direciona suas atenções para o jogo de volta das semifinais da Copa do Nordeste. Depois de derrotar o ABC por 6 a 2 no Barradão, o Rubro-Negro volta a enfrentar o time potiguar, na próxima quarta-feira (27), na Arena das Dunas, em Natal, às 21h30.
Pelo Campeonato Brasileiro, o Vitória só volta a atuar daqui uma semana. No próximo sábado (30), às 21h, o Leão enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, pela 18ª rodada do Brasileirão.
O JOGO
Aos cinco minutos de jogo, o Vitória subiu no contra-ataque e Matheuzinho deixou Martínez na cara do gol. O volante finalizou no centro, facilitando para Anthoni e perdendo a primeira grande chance da partida.
Boa chegada
Matheus Bahia roubou a bola de Erick e conduziu o contra-ataque do Inter. O lateral avançou e tocou para Alerrandro, que girou, e mesmo desequilibrado, finalizou e obrigou Arcanjo a fazer boa defesa. Aos sete minutos, a bola sobrou para Bahia, que chutou, mas o goleiro rubro-negro fez nova defesa.
Jogada perigosa
Bruno Henrique cobrou escanteio para Juninho, que cabeceou aos 22’. A bola desviou em Vitinho e sobrou para Mercado, que chutou. A zaga do Vitória cortou, mas Borré arriscou no rebote e mandou longe do gol de Lucas Arcanjo.
GOOOL DO LEÃO
Aos 28 minutos, o Vitória recuperou a bola, e na sequência da jogada, Erick ajeitou para a perna direita e lançou em profundidade para Renê, que cabeceou no canto e balançou as redes para o Leão. Vitória 1 a 0.

Erick disputando espaço com Matheus Bahia | Foto: Maurícia da Matta/Bahia Notícias
SEGUNDO TEMPO
O Vitória voltou desatento para a segunda etapa, enquanto o Inter veio com gás para buscar o gol de empate. Aos doze minutos, Renê recebeu a bola, fez a parede, mas girou errado e a marcação do Colorado tomou a posse. Bernabei recebeu o passe, ajeitou para a perna esquerda e bateu cruzado com perigo. A bola passou raspando na trave de Lucas Arcanjo.
Boa finalização, boa defesa
Com mais volume de jogo, o Internacional voltou a subir no ataque e quando a bola chegou em Alerrandro, o camisa 9 girou, e com pouco equilíbrio, finalizou de fora da área com muito perigo, obrigando Lucas Arcanjo a fazer uma boa defesa aos 22 minutos.
Grande chance perdida
Em nova subida ao ataque aos 38 minutos, Bernabei acionou Allex na ponta, o jogador cruzou para a grande área e Alerrandro fez o mais difícil ao desviar para fora mesmo estando de cara para o gol.
GOOOL DO LEÃO!
Depois de receber cruzamento aos 51 minutos, Diego Tarzia dominou, driblou Mercado e conduziu até a área. O atacante ajeitou para a perna esquerda e bateu cruzado no canto inferior do goleiro Anthoni. O argentino balançou as redes e confirmou a vitória do Leão por 2 a 0.
FICHA TÉCNICA
Vitória 2x0 Internacional
Campeonato Brasileiro - 17ª rodada da Série A
Local: Barradão, em Canabrava
Data: 23/5/2026 (quarta-feira)
Horário: 17h
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Brigida Cirilo Ferreira (AL)
VAR: Felipe da Silva Goncalves Paludo (RJ)
Onde assistir: TV Bahia e Premiere
Gols: Renê aos 28’ do 1º tempo; Diego Tarzia aos 51' do 2º tempo
Cartões: Caíque [Vitória] / Bruno Gomes, Bernabei (dois amarelos: expulso) [Internacional]
Vitória: Lucas Arcanjo; Nathan Mendes, Cacá, Luan Cândido e Jamerson (Zé Breno); Caíque (Edenílson), Baralhas e Martínez; Matheuzinho (Tarzia), Erick (Marinho) e Renê (Kayzer). Técnico: Jair Ventura.
Internacional: Anthoni; Bruno Gomes (Alan Patrick), Mercado, Juninho (Victor Gabriel) e Matheus Bahia (Bruno Tabata); Villagra, Bruno Henrique (Thiago Maia), Vitinho e Bernabei; Borré (Allex)e Alerrandro. Técnico: Paulo Pezzolano.
Vitória e Internacional se enfrentam na tarde deste sábado (23), no Barradão. A partir das 17h, a bola vai rolar pela décima sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Acompanhe a partida em tempo real pelo Bahia Notícias.
Após aplicar uma goleada por 6 a 2 no ABC, pelas semifinais da Copa do Nordeste, o Leão volta ao Campeonato Brasileiro, busca manter uma sequência invicta em casa e subir na na tabela. Sem perder a quatro jogos na Série A, o Inter quer seguir na boa fase pelo Brasileirão.
A bola já está rolando! Confira abaixo, o tempo real da partida:
Neste sábado (23), a partir das 17h, é dado o pontapé inicial para Vitória e Internacional, pela décima sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Ambas as equipes já estão escaladas para o confronto de logo mais.
O Leão de Canabrava, comandado por Jair Ventura, vai para o jogo com Lucas Arcanjo; Nathan Mendes, Cacá, Luan Cândido e Jamerson; Caíque, Baralhas e Martínez; Matheuzinho, Erick e Renê.
O Colorado, liderado por Paulo Pezzolano, vai para o jogo com Anthoni; Bruno Gomes, Mercado, Juninho e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique, Vitinho e Bernabei; Borré e Alerrandro.
Carlo Ancelotti anunciou, nesta segunda-feira (18), a lista final da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. Em evento realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, o treinador italiano definiu os 26 jogadores que representarão o Brasil no Mundial, que será disputado entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá.
A convocação marca a primeira Copa de Ancelotti no comando da Amarelinha. O técnico, que assumiu o cargo em 2025, conduzirá a equipe em busca do hexacampeonato. Vale lembrar que seu contrato já está renovado até o fim do Mundial de 2030.
Entre os nomes chamados, o grande destaque é a volta de Neymar Júnior. Ele voltará a vestir a amarelinha, além de retornar ao torneio em sua quarta e última participação na carreira. A presença do atacante do Santos era a principal expectativa do anúncio, já que a comissão técnica havia indicado que sua convocação dependeria da evolução física apresentada na reta final da temporada.
A lista também conta com os pilares deste ciclo, como Alisson, Marquinhos, Casemiro, Bruno Guimarães, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.
Outro nome que ficou de fora da convocação, foi o do lateral-esquerdo Luciano Juba, destaque do Bahia da última e atual temporada. O jogador vinha sendo citado por torcedores e parte da imprensa como um possível nome para a lista final, mas acabou não sendo incluído entre os convocados para a Copa do Mundo.
Antes de a bola rolar oficialmente, a Seleção Brasileira fará dois amistosos preparatórios: contra o Panamá, no dia 31 de maio, no Maracanã, e contra o Egito, no dia 6 de junho, já em solo americano. Essas partidas serão os últimos testes do treinador antes do início do torneio.
O Brasil está no Grupo C da Copa do Mundo, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti. A estreia oficial do canarinho será no dia 13 de junho (sábado), às 19h, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Confira a seguir a lista completa dos convocados para a Seleção Brasileira:
GOLEIROS
Alisson (Liverpool)
Ederson (Fenerbahçe)
Weverton (Grêmio)
DEFENSORES
Alex Sandro (Flamengo)
Bremer (Juventus)
Douglas Santos (Zenit)
Roger Ibanez (Al-Ahli)
Danilo (Flamengo)
Léo Pereira (Flamengo)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Marquinhos (PSG)
Wesley (Roma)
MEIO-CAMPISTAS
Casemiro (Manchester United)
Bruno Guimarães (Newcastle)
Danilo Santos (Botafogo)
Fabinho (Al-Ittihad)
Lucas Paquetá (Flamengo)
ATACANTES
Vini Jr. (Real Madrid)
Raphinha (Barcelona)
Igor Thiago (Brentford)
Rayan (Bournemouth)
Endrick (Lyon)
Luiz Henrique (Zenit)
Matheus Cunha (Manchester United)
Gabriel Martinelli (Arsenal)
Neymar Jr. (Santos)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.