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Ronne Oliveira
Estudante de Jornalismo pela UFBA e bacharel em Humanidades pela mesma instituição. Foi pesquisador documental e de dados no Observatório de Dispositivos Legais, vinculado ao Instituto de Ciência da Informação da UFBA (ICI/UFBA), e atuou como pesquisador historiográfico na Academia de Letras da Bahia.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou uma votação de 4 a 3 a favor da análise separada dos processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A deliberação ocorre em sessão no plenário desta terça-feira (15), após questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu a unificação das matérias e a redistribuição da relatoria por sorteio.
Acompanharam o entendimento de Gilmar Mendes os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Já o presidente da Corte, Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia, votaram pela tramitação separada dos casos e pela manutenção da condução do processo sob a responsabilidade de Fachin.
A favor do entendimento de Gilmar Mendes (tramitação conjunta dos casos):
-
Gilmar Mendes
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Alexandre de Moraes
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Cristiano Zanin
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Flávio Dino (antecipou voto nesse sentido, mas pediu vista e seu voto não foi contabilizado no placar oficial).
Pela tramitação separada dos casos e manutenção da relatoria com Fachin:
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Edson Fachin
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André Mendonça
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Cármen Lúcia
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Luiz Fux
Não votaram [impedidos]:
-
Dias Toffoli (declarou-se suspeito)
-
Kassio Nunes Marques (declarou-se impedido).
Ao proferir seu voto, Cármen Lúcia afirmou estar "profundamente envergonhada" com a situação do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu desculpas ao povo brasileiro pelos fatos em discussão e disse não ter sido tão eficiente quanto deveria, atuando com uma "tristeza cívica". Em seguida, acompanhou o entendimento do presidente da Corte por considerar sua posição "excessivamente institucional".
Confira o momento da consternação da única ministra da casa:
Nos casos de empate, o Regimento Interno do STF prevê que o presidente da Corte exerce o chamado voto de qualidade, também conhecido como voto de minerva. Assim, caso o placar permaneça empatado, caberá ao presidente, ministro Edson Fachin, proferir o voto decisivo sobre a questão em julgamento.
Com o pedido de vista apresentado por Flávio Dino, entretanto, a análise foi suspensa por até 90 dias, adiando uma definição sobre o impasse e, consequentemente, prolongando a crise institucional que envolve a Corte. Com isso, a PET 16.662 teve sua tramitação suspensa e o placar ficou em 4 a 3. Dino era um dos outros quatro votos em juntar os casos; o ministro havia votado com Moraes, Zanin e Gilmar Mendes.
A situação ocorre em um contexto incomum: o STF está atualmente com 10 integrantes, após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para a vaga aberta. Como a composição do tribunal é par, aumenta a possibilidade de empates em julgamentos. Nesses casos, a palavra final cabe ao presidente da Corte, que exerce a função de desempate prevista no regimento.
RELEMBRE:
- Moraes e Mendonça discutem sobre atuação da PF na investigação do Caso Master;
- VÍDEO: "Pode chorar, pode chorar", Gilmar Mendes interrompe André Mendonça e ministros discutem no STF após fala do PGR;
- Site do STF apresenta instabilidade durante julgamento sobre investigação contra Moraes.
O julgamento contabiliza dois impedimentos declarados: o ministro Dias Toffoli alegou envolvimento prévio no caso do Banco Master, enquanto o ministro Kassio Nunes Marques citou questões relativas a mudanças eleitorais e à sua atuação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a publicação dos autos, o Supremo passa por um novo teste de disputa na próxima quarta-feira (23).
(Nota atualizada às 18h32 após o ministro Flavio Dino pedir vista, deixando o placar em 4 a 3).
Após o pronunciamento do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, o ministro André Mendonça fazia acréscimos à sessão quando foi interrompido pelo ministro Gilmar Mendes, dando início a uma discussão no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).
Confira o momento:
O procurador abordou suas relações com Daniel Vorcaro e reconheceu que esteve com ele uma única vez. Em seguida, Mendonça, que relatava a investigação, justificou-se afirmando: "Nós estamos aqui por questão de ofício". Segundos depois do início de sua fala, o ministro Gilmar Mendes o interrompeu com críticas.
"É impressionante, presidente, que uma pessoa dessa estatura como Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isso sim é leviandade, é leviandade. Tem de ser um sentimento polianesco. É impressionante a desfaçatez desse sujeito", criticou Gilmar Mendes.
Mesmo pedindo a palavra diversas vezes, Mendonça rebate. "Pode chorar, pode chorar", esbraveja Gilmar Mendes. "Não estou chorando, não. Aqui não tem choro, não. Respeite!", responde Mendonça. Durante a reação no julgamento, Gilmar Mendes subiu o tom com o magistrado e declarou: "Me respeite. É impressionante". O bate-boca entre os ministros ocorreu em meio aos debates no plenário da Corte.
Em sessão de julgamento da Petição 16.662, realizada no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta terça-feira (15), que julga a abertura de uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino respondeu às declarações sobre possíveis sanções do governo dos Estados Unidos contra integrantes da Corte. Para o magistrado, o caso representa uma "evidente tentativa de desrespeito à instituição" e que a movimentação "não me surpreende".
"Não tenho medo de nada e de ninguém. Às vezes sou muito incisivo, minha esposa briga comigo de vez em quando. Mas acredite que essa incisividade é por crença patriótica. Me orgulho de ser servidor público há 37 anos, isso se deve por ser patriota", argumenta Dino em sessão.
Confira o momento:
Segundo autoridades dos Estados Unidos ouvidas reservadamente pelo veículo de imprensa, novas sanções fundamentadas na Lei Global Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes podem ser anunciadas a qualquer momento.
“Há a ideia falsa que o tribunal deve se submeter a pressões! (…) não me impressiono! Já atravessamos isso na primeira turma", acrescenta o ministro Dino.
Ainda durante a manifestação, o ministro leu uma revelação publicada pelo portal UOL. O processo contra Moraes, que resultou na imposição de sanções no ano passado, continua sendo considerado válido pelo Tesouro dos EUA. Bastaria que o Departamento de Estado, sob o comando de Marco Rubio, desse o aval para que a Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (Ofac, na sigla em inglês) reativasse as punições financeiras direcionadas ao ministro, à sua esposa, Viviane Barci, e ao escritório do casal.
Procurado, o Tesouro dos EUA informou que não comenta a possibilidade de aplicação de sanções. No ano passado, o próprio Departamento de Estado havia revogado as punições a Moraes citando novas prioridades da política externa norte-americana.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo viajam a Washington na quarta-feira (16) para reuniões que, segundo fontes norte-americanas, podem acelerar a análise e a imposição de sanções aos ministros da Corte brasileira.
Na mesma sessão, ministros também vão analisar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório.
Em manifestação enviada ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que Mendonça, relator do caso Master, não poderia ter determinado diligências para identificar o destinatário das mensagens sem provocação do Ministério Público ou da própria Polícia Federa.
Os ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin votaram para manter a análise conjunta dos processos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) em sessão no plenário nesta terça-feira (15). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, ficou isolado ao votar pela tramitação e análise dos casos em separado. Acompanhe os desdobramentos do julgamento.
A manifestação do presidente do STF ocorre no âmbito de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu que os casos envolvendo Moraes e Mendonça sejam analisados de forma conjunta, além de solicitar que a relatoria dos processos seja definida por sorteio.
LEIA MAIS:
- Moraes e Mendonça discutem sobre atuação da PF na investigação do Caso Master;
- Toffoli se declara suspeito e não participa de julgamento sobre possível investigação de Moraes;
- Nunes Marques defende "equilíbrio nas eleições", nega relação com Vorcaro, mas se declara impedido em processo contra Moraes no STF.
A questão de ordem apresentada por Gilmar está sendo analisada pelo plenário e ainda faltam os votos dos demais ministros. O julgamento registra dois impedimentos: os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques se declararam impedidos — Toffoli devido ao seu envolvimento no caso do Banco Master já revelado, e Nunes Marques em razão de questões sobre mudança eleitoral e sua atuação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O placar contabiliza três votos a favor da análise conjunta (dos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino) e o voto contrário do presidente Edson Fachin. Moraes e Mendonça deverão se manifestar após os votos.
(Nota em atualização).
A poucas semanas das eleições de 2026 no Brasil, o candidato Ronaldo Mansur (PSOL) foi o sabatinado do Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias (BN). Durante a entrevista, o prefeiturável/candidato abordou os gargalos da infraestrutura estadual e os desafios da logística para o transporte de mercadorias e serviços na Bahia.
Veja em forma de vídeo:
Um dos pontos centrais da sabatina Vota BN foi o projeto da Ponte Salvador-Itaparica. Mansur defendeu categoricamente a revisão do contrato vigente antes de dar prosseguimento às intervenções. “O governo tem que sentar na cadeira da humildade e dialogar com as comunidades”, dispara.
Ao comentar o histórico e a execução do empreendimento, o candidato apontou a falta de clareza nos valores envolvidos e a ausência de debate com as populações atingidas. "Em relação à ponte, que não começa a obra em 5 e 6 anos, agora temos uma caixa preta nesse contrato. A ponte que ia custar 5 bi, agora dizem que é 14 bilhões de reais. Quais serão os impactos nas áreas de saúde, segurança e educação lá nas cidades onde a ponte vai desembocar?", questiona.
O candidato também cobrou do governo estadual uma reavaliação da viabilidade econômica e social da região, apontando a existência de conflitos de interesse no contrato. "Não custa nada abrir esse contrato, é preciso dialogar e esclarecer a ponte", reforçou.
"As comunidades tradicionais e terreiros dizem que o governo não dialogou, e isso é preciso. Temos que colocar o Ministério Público da Bahia (MP-BA) para intermediar esse conflito, não custa nada abrir um caderno da democracia", alega Mansur.
Apesar das críticas severas à condução do contrato da ponte, Mansur reconheceu o porte e a relevância do projeto para a logística baiana. No entanto, retratou um cenário de abandono na malha rodoviária do estado, criticando a manutenção das rodovias estaduais (BA's) durante a gestão petista.
Segundo o postulante, enquanto grandes projetos avançam com entraves, as estradas estaduais seguem sem os investimentos necessários para garantir o escoamento seguro e eficiente de cargas e passageiros. Mansur abordou ainda os planos para o desenvolvimento da malha ferroviária no estado, projetada em parceria com o Governo Federal.
Confira o momento logo abaixo:
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) decidiu por unanimidade em sessão plenária, nesta segunda-feira (14), indeferir o registro de candidatura do deputado estadual Binho Galinha (AVANTE) para as Eleições de 2026. Os desembargadores acompanharam o entendimento do Ministério Público Eleitoral, que apontou suposta ligação do parlamentar com uma organização de natureza paramilitar.
Por meio de sua defesa, o advogado alegou que não há indícios suficientes nem critérios objetivos para caracterizar a existência de uma organização criminosa paramilitar. "Não foi isso que o Tribunal Superior Eleitoral determinou; vossas excelências não podem fazer que critérios sejam expandidos, até porque a regra de inelegibilidade deve ser interpretada de modo restrito. Um paradigma é uma exceção à regra", argumentou.
A defesa também sustentou que o deputado era CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) e que a juíza teria proferido uma sentença para cada arma encontrada, o que configuraria um erro de dosimetria. "Embora o conjunto probatório mostre excessivo armamento bélico, não se torna necessário que teria organização criminosa", afirmou o advogado.
O relator do caso, o desembargador Moacyr Piita Lima, destacou que, em parte, é difícil associar a realidade baiana à do Rio de Janeiro, como fez o Ministério Público. "Lá no Rio de Janeiro há controle territorial, mas há, nesse caso concreto aqui, um domínio geográfico e econômico, que é o jogo do bicho de Feira de Santana e municípios vizinhos", conclui.
Contudo, ao final de seu voto, o relator manifestou-se pelo indeferimento da candidatura. O desembargador destacou a grande quantidade de contatos de Binho Galinha com policiais de Feira de Santana e região encontrados no celular apreendido pela polícia, além de apontar a prática de agiotagem atribuída ao parlamentar.
Segundo o magistrado, embora Rio de Janeiro e Bahia tenham realidades distintas, é inegável a existência de um domínio geográfico e econômico no caso analisado. Diante desses elementos, Moacyr Piita Lima votou pelo indeferimento do registro de candidatura.
Sem nenhuma divergência no plenário, os demais desembargadores acompanharam o relator, e Binho Galinha teve a candidatura barrada nessas eleições. Confira o momento da votação:
ENTENDA O CONTEXTO
Esse julgamento da candidatura ganhou caráter prioritário para o Ministério Público Eleitoral por envolver uma discussão inédita sobre a aplicação da vedação constitucional a candidatos supostamente ligados a organizações com características milicianas. Como pontua o magistrado Cláudio Gusmão.
Nas alegações finais apresentadas ao TRE-BA, o procurador regional eleitoral Cláudio Gusmão afirmou que o deputado estadual está entre os vários alvos investigados pelo Ministério Público Federal em um conjunto de apurações que, segundo o órgão, revelariam a atuação de uma estrutura criminosa armada com influência política.
"A Polícia Federal já aponta [Binho Galinha] como líder de organização criminosa estruturada e permanente na região de Feira de Santana e municípios vizinhos. Com quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático, além das realizações patrimoniais, o órgão do Ministério Público da Bahia (MP-BA) narra a prática de graves delitos", alerta Cláudio Gusmão.
Para a Procuradoria, o caso ultrapassa a análise tradicional da Lei da Ficha Limpa e representa um teste da eficácia do artigo 17, § 4º, da Constituição Federal, dispositivo que proíbe a utilização de organizações paramilitares ou de natureza semelhante por partidos políticos.
O Ministério Público sustenta que as investigações apontam a existência de uma organização com "características milicianas e perfil parlamentar", motivo pelo qual defende o indeferimento do registro independentemente da existência de condenação criminal definitiva.
Binho Galinha é apontado como alvo central das Operações El Patrón, Hybris e Estado Anômico, que investigam supostos crimes de organização criminosa, exploração do jogo do bicho, agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e a utilização de agentes de segurança como braço armado do grupo.
Durante as apurações, foram apreendidas armas de uso permitido e restrito, algumas com numerações adulteradas ou suprimidas, além do bloqueio de contas bancárias de familiares e operadores financeiros ligados ao esquema investigado.
Em julho deste ano, o parlamentar foi condenado em primeira instância a mais de 36 anos de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento e teve a prisão preventiva decretada. A defesa, porém, argumenta que a sentença não vinculou o arsenal apreendido ao fortalecimento de organização criminosa e sustenta que não há condenação colegiada capaz de gerar inelegibilidade nos termos da Lei da Ficha Limpa.
Também nega a existência de milícia ou de qualquer interferência da suposta estrutura criminosa no processo eleitoral. Com bens bloqueados, o candidato chegou a levantar uma vaquinha para disputar o cargo novamente. Mesmo preso, muitos apoiadores chegaram a fazer um boneco em campanha.
Confira em vídeo:
A decisão do TRE-BA poderá definir não apenas o futuro eleitoral de Binho Galinha, mas também estabelecer um importante precedente sobre os limites da aplicação da vedação constitucional a candidatos investigados por suposta participação em grupos armados com atuação política.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter atuado de forma seletiva ao levantar parcialmente o sigilo das investigações relativas ao caso do Banco Master. A manifestação foi formalizada em despacho proferido na Petição (PET) 16.704, apresentado após o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, acolher um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e fixar o prazo de 24 horas para a liberação dos procedimentos ligados ao processo.
No documento encaminhado à presidência do STF, obtido pelo Bahia Notícias (BN), Mendonça afirmou ter atendido às determinações de Fachin e tornado públicos os procedimentos diretamente relacionados à pauta de julgamento agendada para a próxima terça-feira (15).
O relator sustentou que a manutenção do segredo sobre determinados autos decorreu de uma análise prudente para resguardar investigações em andamento e a privacidade dos envolvidos.
CENTENAS DE DOCUMENTOS
No despacho da PET 16.704, Mendonça respondeu diretamente às declarações do ministro Alexandre de Moraes sobre a suposta ausência de 180 documentos nos procedimentos vinculados à PET 15.556. O relator rebateu a tese de que teria havido ocultação de peças ou liberação parcial seletiva, algo também negado pelo diretor Andrei Rodrigues.
Segundo o magistrado, a diferença entre o número de peças disponibilizadas e a contagem apresentada no sistema e-digital decorre do próprio funcionamento do STF Digital e de decisões processuais, e não de omissão:
- Desentranhamento e traslado de peças: Documentos foram remetidos a outros processos por autonomia temática ou ritos próprios, como ocorreu com a Pet 16.662, autuada a partir de elementos retirados da Pet 15.556.
- Comunicações administrativas: O registro do sistema inclui atos processuais internos, como ofícios expedidos e mandados cumpridos, que não configuram provas ou relatórios investigativos.
- Incongruências do sistema: O ministro anexou capturas de tela do sistema e-digital para demonstrar imprecisões no contador automático, argumentando que a tabela utilizada para apontar omissões não reflete a realidade dos autos.
Mendonça reiterou que todas as peças efetivamente disponíveis na PET 15.556 foram devidamente publicizadas e que a totalidade dos procedimentos com relação direta com o julgamento agendado foi disponibilizada aos gabinetes de todos os ministros.
SIGILO LIMITADO
Quanto à impossibilidade de liberar de forma irrestrita todos os procedimentos correlatos à PET 15.556, o relator destacou que a apuração em questão limita-se à representação policial da terceira fase ostensiva da Operação Compliance Zero.
De acordo com o ministro, a abertura integral de frentes paralelas violaria a proteção constitucional a dados pessoais e o sigilo bancário e fiscal de terceiros e de investigados em inquéritos em andamento.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) de Salvador formalizou a renovação do contrato com a 'Pejota Construções LTDA' para a manutenção de equipamentos esportivos da capital baiana. O extrato do 4º Termo Aditivo ao Contrato nº 08/2024 foi assinado na última terça-feirsa (8) e publicado no Diário Oficial, assegurando a prorrogação das atividades por mais 360 dias, o que estende o vínculo até 3 de setembro de 2027, com valor global estimado em R$ 3,75 milhões.
A formalização do aditivo ocorre dias após a empresa se tornar alvo de uma operação policial na capital baiana. No último dia 31, a Polícia Civil da Bahia (PC-BA), por meio do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), cumpriu mandado de busca e apreensão contra os proprietários da Pejota Construções e Terraplanagem Ltda.
Os agentes estiveram na sede da construtora, localizada na região entre Sussuarana e o Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. A ação policial investiga a prática de possíveis crimes ocorridos no município de Feira de Santana.
HISTÓRICO DE CONTRATOS
A Pejota acumula um histórico expressivo de contratos com a administração pública nas esferas estadual, federal e municipal:
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Governo do Estado da Bahia: A empresa obteve mais de R$ 282,74 milhões em contratos estaduais desde 2017. Desse montante, R$ 232,51 milhões (cerca de 82%) foram desembolsados pelo Executivo estadual durante gestões em que o atual governador Jerônimo Rodrigues atuou como secretário de Estado. Entre as intervenções realizadas pela construtora estão a ampliação do setor norte do sistema de abastecimento de água de Feira de Santana, sistemas de esgotamento sanitário no interior e obras de contenção de encostas em Salvador;
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Governo Federal (DNIT): A empresa também firmou contrato de R$ 49,9 milhões com a Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na Bahia para serviços de manutenção em 61,1 quilômetros da BR-324, no trecho entre o acesso a Santo Amaro (BA-420) e Salvador;
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Prefeitura de Salvador: Além do contrato em vigor com a Seinfra, a construtora já realizou outras prestações de serviços junto à administração municipal.
O aditivo contratual assinado com a Seinfra prevê a execução de obras e intervenções de manutenção de campos de futebol e quadras poliesportivas sob o regime de empreitada por preços unitários, englobando o fornecimento de mão de obra, materiais e equipamentos.
As atividades estão concentradas no Lote 03 do programa municipal, abrangendo duas Regiões Administrativas:
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Prefeitura Bairro VIII: Cabula / Tancredo Neves;
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Prefeitura Bairro X: Pau de Lima.
O documento oficial foi assinado pelo secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas, Julio Cesar dos Santos, representando a Seinfra, e por Maria Gorete de Araujo Oliveira, em nome da Pejota Construções LTDA.
Um levantamento realizado pelo Bahia Notícias (BN) acompanhou as agendas e os deslocamentos dos três candidatos mais bem posicionados na disputa pelo Governo da Bahia durante os primeiros 23 dias da campanha eleitoral de 2026. O período analisado compreende o intervalo entre o início oficial da propaganda eleitoral, em 16 de agosto, e a última segunda-feira (7), feriado da Independência do Brasil.
A apuração reuniu informações fornecidas pelas equipes de campanha de Jerônimo Rodrigues (PT), ACM Neto (União) e Ronaldo Mansur (PSOL), além de registros publicados nas redes sociais e da cobertura de campo realizada pelos repórteres do portal. A partir desses dados, foram mapeados os trajetos percorridos e os municípios visitados por cada candidato.
Os números revelam estratégias distintas de campanha:
- Jerônimo Rodrigues (PT): o governador e candidato à reeleição lidera em número de municípios visitados. Até o dia 7 de setembro, passou por 47 cidades baianas e percorreu ao menos 8.741,1 quilômetros;
- ACM Neto (União Brasil): o ex-prefeito de Salvador registrou a maior quilometragem acumulada. O candidato percorreu uma distância estimada em 11.125,1 quilômetros e esteve em 25 municípios do estado;
- Ronaldo Mansur (PSOL): visitou 11 municípios e somou pelo menos 4.092,6 quilômetros em deslocamentos pela Bahia.
Quando o critério analisado é a quantidade de municípios visitados, Jerônimo apresenta a agenda mais capilarizada, com presença predominante em cidades de pequeno e médio porte do interior. Apesar das diferenças de roteiro, alguns destinos aparecem como pontos de convergência entre os três candidatos, além de Salvador. É o caso de Feira de Santana, principal entroncamento rodoviário do estado, e de Juazeiro, município estratégico localizado na divisa entre Bahia e Pernambuco.
Confira no mapa:
(Mapa por municípios - Flourish)
Já sob a perspectiva dos deslocamentos entre as cidades — considerando apenas os trajetos realizados dentro do território baiano e excluindo viagens para outros estados —, ACM Neto lidera em distância percorrida. O levantamento aponta uma campanha marcada por deslocamentos mais longos e pela presença em cidades maiores de maior influência econômica no Oeste baiano.
ESTRATÉGIA DAS CAMPANHAS?
A distribuição geográfica das agendas sugere abordagens distintas entre os principais concorrentes. Enquanto ACM Neto concentrou esforços em viagens de longa distância e em centros regionais considerados estratégicos para a disputa eleitoral, Jerônimo Rodrigues priorizou uma agenda mais pulverizada, com visitas a um número maior de municípios.
Essa presença do petista no interior reforça uma estratégia histórica do partido de consolidar apoio em cidades de pequeno porte. Até o dia 7 de setembro, contudo, o governador ainda não havia cumprido agendas de campanha em parte do extremo sul e do oeste baiano.
Algo que, segundo as novas agendas enviadas ao BN, deve mudar nessa semana, ou seja, entre terça-feira (8) e sexta-feira (11) Em certa medida, o roteiro repete a lógica observada na eleição de 2022, quando o PT construiu vantagem eleitoral nos municípios do interior, como observado no resultado da eleição de 2022.
Paralelamente ao levantamento, a pesquisa Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, divulgada após o início oficial da campanha, mostra ACM Neto em vantagem numérica sobre os adversários. Outros levantamentos publicados nas últimas semanas, entretanto, apontam cenário de empate técnico entre os dois principais candidatos, seja dentro da margem de erro ou em eventuais projeções de segundo turno.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) oficializou nesta terça-feira (8) a criação do Projeto de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAEP), no território Pesqueiro Santo Antônio, localizado no município de Santa Cruz Cabrália, no extremo sul da Bahia. Essa medida regulariza uma área de 24.195 hectares destinada a 140 famílias que atuam na pesca artesanal e dependem dos recursos marinhos e fluviais para sua subsistência.
Segundo o Incra, o assentamento reconhece a ocupação de comunidades tradicionais que já vivem e trabalham na região. O modelo agroextrativista busca conciliar a permanência das atividades pesqueiras com a preservação ambiental, estabelecendo regras para o uso sustentável do território.
Com a inclusão da área no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), as famílias beneficiadas poderão acessar políticas públicas voltadas ao setor, como linhas de crédito, investimentos em infraestrutura e programas de apoio à produção e ao desenvolvimento da pesca artesanal.
Com publicação em Diário Oficial da União, haverá um início das etapas de seleção e cadastramento das famílias que poderão integrar o projeto. De acordo com o Incra na Bahia, os interessados deverão comprovar a condição de pescador artesanal por meio do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo.
A criação do Território Pesqueiro Santo Antônio integra ações voltadas à regularização fundiária de comunidades tradicionais e ao fortalecimento das atividades econômicas ligadas ao extrativismo e à pesca artesanal no litoral baiano.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).