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Alana Dias
Graduanda em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), cofundadora do projeto fashion consciente 'Movimento 12 por 8' e fundadora do projeto de cobertura de eventos 'Desabrochou Salvador'. Atua na produção de conteúdos para as redes sociais do Bahia Notícias, com foco no Instagram.
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Após o Carnaval de 2026, o prefeito Bruno Reis anunciou a inversão dos dias das festas pré-Carnaval de Salvador: Fuzuê e Furdunço. Neste sábado (7), foi a realizada a primeira edição do Furdunço alterada.
A mudança teve como justificativa a oportunidade do público do Furdunço, dia de maior programação, ter mais tempo para descansar e trabalhar tranquilo na segunda-feira. Na rua, o Bahia Notícias ouviu a opinião dos foliões sobre a novidade.
Para além do sagrado e do profano, a Lavagem de Itapuã é uma celebração comunitária do bairro boêmio ao litoral norte da capital. A cerca de 20 km do Centro de Salvador, Itapuã e seus nativos promovem sua própria festa popular há 121 anos, como uma data de reafirmação de sua origem local e étnica. Nesta quinta-feira (5), durante a celebração, ativistas comunitários destacaram o caráter social e ancestral da Lavagem.
Um dos organizadores da festa é Raimundo Bujão, nativo de Itapuã e um dos líderes fundadores do Movimento Negro Unificado (MNU) na Bahia. Ao Bahia Notícias, o ativista relata que o empenho da comunidade na festa reflete a história por trás dela. “A festa de Itapuã, ela tem uma história, tem uma tradição que, para além da festa, é um espaço de resistência. A festa surge exatamente a partir da impossibilidade do lazer, da veneração à sua fé, dos nossos ancestrais escravizados”, conta.
O militante destaca, no entanto, que, apesar da longevidade e representatividade da festa, que chega aos seus 121 anos em 2026, o reconhecimento público ainda não chegou. “Surge a festa de Itapuã, que era chamada Festa da Mãe d'Água e que este ano está completando 121 anos. Apesar da sua longevidade, a gente ainda encontra dificuldades sobre a questão da estrutura por parte do poder público”, explica.
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Raimundo Bujão, Coordenador Estadual de Formação Política do Movimento Negro Unificado da Bahia. Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
Assim, Bujão resume que “o que sustenta essa festa é a participação popular”. “Se não fossem os moradores, se não fosse a dedicação, a entrega, essa festa teria muito mais dificuldade. O que você vê de brilho aqui, tudo isso é em função do envolvimento direto da comunidade.” Isso fica claro quando observados os mais de 30 blocos que desfilaram na Avenida Octávio Mangabeira, entre Piatã e Itapuã, nesta quinta. A maior parte deles era organizada, financiada e “aproveitada” por nativos.
E é pensando na manutenção desse ecossistema que gera lazer, renda e cidadania cultural para os moradores, que Rose Santiago, uma das líderes comunitárias vinculadas à Associação de Moradores de Itapuã, entidade organizadora da Lavagem. “Cultura, eu acho que cultura é inegociável. E eu vejo hoje assim, a cultura virando comércio. Quem faz cultura não vive da cultura, pode querer ter certeza de que hoje quem está ganhando dinheiro, quem está vivendo da cultura, é justamente essa galera que se apropria”, conta.
A apropriação citada por Rose diz respeito a caricatura do que é a Bahia e seus costumes. “A gente tem que separar o que é uma baiana tradicional e o que é as baianas ditas, ‘baianas de evento’, essas mulheres que ficam nos aeroportos, distribuindo suvenires. Eu acho que não é bem essa imagem que a gente traz consigo conosco da nossa ancestralidade”, afirma.

Rose Santiago. Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
A nativa de Itapuã destaca ainda que, para evitar mais desgastes provocados por essa influência do mercado do turismo, é necessário manter as tradições populares. “A gente tem que prestar atenção e ver e o que é que a gente está fabricando, porque a gente começa a arenar a participação espontânea, uma manifestação popular com o dinheiro”, destaca.
“Porque eles querem é isso, eles querem é acabar, eles querem apagar a gente. Então, a gente aqui, o povo unido, jamais será vencido”, finaliza Rose.
A Lavagem de Itapuã de 2026 trouxe para o seu tradicional desfile, nesta quinta-feira (5), a temática de tradição e ancestralidade. A festa, organizada pela Associação dos Moradores de Itapuã (AMI), homenageou em sua 121ª edição, o morador Ulisses dos Santos, o mestre Ulisses, e Teresa Alves de Souza, Ekedi do terreiro Ilê Axé Oya Demim, de Lauro de Freitas. O Bahia Notícias, participou dos desfiles e conversou com os homenageados da celebração comunitária.
Para o mestre Ulisses, nativo de Itapuã, o reconhecimento deve ser utilizado para trazer ainda mais força para a festa. Ao BN, ele conta que atuou como mestre de bateria do bloco de Afoxé, Filhos de Gandhy, considerado o maior do mundo, iniciando a participação tradicional do grupo na Lavagem. “Talvez aqui hoje eu seja o mais velho que está aqui. Fiz essa lavagem por vários anos, porque em 1950 acho que eu já estava participando da Lavagem”, relata. Hoje, Mestre Ulisses comanda o grupo Afoxé Korin Nagô, em Itapuã.

Mestre Ulisses ao lado de sua filha, Raimunda Santos, rainha do Afoxé Korin Nagô. Foto: Alana Dias / Bahia Noticias
Ele explica que, inicialmente, o homenageado seria o seu primo, Carlos Teles, ex-ativista comunitário do bairro. “O homenageado não seria eu. Seria Carlos Telles, que é um primo meu. Essa pessoa faleceu e por ser mais velho do que ele, ser da família Telles, eles me escolheram. Então eu hoje estou cumprindo uma missão em homenagem a Carlos Telles”, relata.
Mas para Ulisses, que recebe essa homenagem simbólica pela segunda vez, a Lavagem de Itapuã passa por um momento crucial em sua manutenção. “Essa Lavagem era feito pelos filhos de Itapuã natos, estivadores e doqueiros que vinham da cidade para cá para fazer esse trabalho com a gente. Mas hoje a gente, por não ter o capital, não ter quem ajude, a gente se espera pela Prefeitura, espera pelo [Governo do] Estado. Isso para mim é uma tristeza”, conta.
O Mestre resume que, para a manutenção da festa, é necessária a participação jovem: “Eu espero que essa turma jovem, tome conta”. Ao lado do Mestre Ulisses, estava a segunda homenageada, Teresa Alves de Souza, que atua na Lavagem de Itapuã desde 2013, trazendo consigo um coletivo de baianas de acarajé da região metropolitana de Salvador, que compõe o cortejo da Lavagem.
Em entrevista, Teresa resume “para mim, é uma grande alegria, uma satisfação e estou muito grata”. “Porque eu já faço parte dessa lavagem há muitos anos e não esperava ser homenageada desse ano, mas estou grata”, sucinta.
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Teresa Alves de Souza, ao centro e seu coletivo de baianas. Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
Ela conta que sua relação com a gestão da Lavagem teve início com a sua amizade com Rose, uma das organizadoras da festa, junto a AMI. “Minha relação em Itapuã e assim sou casinha baiana. Que tenho um grupo de baianas em Lauro de Freitas. Tenho um grupo de baianas com mais de 100 mulheres, inclusive estou com todas aí, desci para fazer essa linda homenagem”, completa.
O cortejo das baianas sai de Piatã por volta das 10h da manhã desta quinta-feira, cumprindo o rito religioso da festa com flores e águas de cheiro. Ao lado delas, que são simbolo da resistência cultural baiana, também desfilaram os integrantes do bloco Filhos de Gandhy e líderes religiosos realizando uma liturgia com pipocas e milho branco.
Responsável por abrir o último dia do Festival Virada Salvador, o cantor Xanddy Harmonia subiu ao palco principal ainda no início da noite desta quarta-feira (31) e deu o tom de alegria da virada na Arena O Canto da Cidade, na Boca do Rio. E de fato ele fez a galera "se jogar" aos saltos nesse dia da virada, ele desejou felicidade para todo mundo.
No palco, Xanddy iniciou a apresentação com muita empolgação e clima emocionante, utilizando áudios da cantora Anitta para abrir o show. Logo nos primeiros minutos, o cantor puxou o hit “Comando” (2020) e "Descontrolada" (2023), fazendo o público responder em coro e transformando a arena em um grande clima de festa.
Veja momento que ele chega no palco:
Vestidos majoritariamente de branco, os fãs chegaram aos poucos e já entraram no clima da virada, cantando, dançando e celebrando desde o começo da noite. A energia do público acompanhou o ritmo do show, que marcou o início oficial do último dia do festival com animação e alto astral.
Confira momentos do show:
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Fotos: Alana Dias / André Carvalho / Bahia Notícias
O último dia do Festival Virada Salvador começou com público chegando de forma gradual à Arena O Canto da Cidade, na Boca do Rio, na noite desta quarta-feira (31). Por volta das 18h30, não havia grandes filas nos acessos ao espaço e, de forma geral, a presença de público ainda era reduzida no início da noite, com a arena sendo ocupada aos poucos.
A movimentação no espaço ainda era moderada, com maior presença de ambulantes e equipes de apoio, enquanto o público começava a ocupar a arena aos poucos. A expectativa é de que o fluxo aumente ao longo da noite, à medida que o horário dos shows se aproxima.
Para este último dia de festival, são esperadas apresentações de artistas que atraem grande público, como Xanddy Harmonia, Jorge & Mateus, Ivete Sangalo e Timbalada. Na madrugada, o público acompanha os shows de Mari Fernandez e Manu Bahtidão, com apresentação prevista para as primeiras horas de 2026.
Confira imagens do espaço:

Fotos: Alana Dias / Bahia Notícias
A cantora Sarajane animou o público do Palco Brisa durante o penúltimo dia do Festival Virada Salvador, na terça-feira (30). Com o clássico “Gritos de Guerra”, do Chiclete com Banana, a artista colocou todo mundo para dançar e aqueceu a atmosfera do espaço alternativo do evento.
O Palco Brisa reúne artistas e DJs que representam diferentes gerações e estilos da música baiana, oferecendo uma experiência diversificada aos fãs. Nesta terça-feira, além de Sarajane, também se apresentam Tiri, DJ Belle, Malê Dembalê e Aila Menezes.
Enquanto isso, no Palco Principal, o público já conferiu shows de Olodum e Alok. Ainda nesta noite, sobem ao palco nomes como Bell Marques, Felipe Amorim e Belo.


O Olodum foi a primeira atração a se apresentar no quarto e penúltimo dia do Festival Virada Salvador 2026, nesta terça-feira (30). Durante entrevista à Dinho Junior, a banda fez um pedido a Prefeitura de Salvador.
Referência no samba-reggae, o vocalista Lucas de Fiori pediu um reconhecimento maior ao gênero musical e sua contribuição para a música tanto baiana, quanto mundial, relembrando a colaboração feita com o rei do pop Michael Jackson.
“O samba reggae é nosso, é soteropolitano, criado no Pelourinho por esse cara aqui: Neguinho do Samba e ele já deixou de ser nosso, a partir do momento que Paul Simon foi quem deu o pontapé inicial [na] década de 90 e depois vem o Michael Jackson”, comenta.
“E a gente fala que a cidade é afro, a nossa cidade é afro, é negra, a gente tem a cidade da música, e a gente exige, prefeito, uma estátua, um busto de Neguinho do Samba lá no Largo do Pelourinho para que se transforme esse local, que um dia foi de dor, em amor, em alegria”, pediu Lucas.
A apresentadora baiana Val Benvindo, responsável pelo comando da Virada Salvador, revelou os projetos que tem engatilhado para o ano de 2026. A profissional ainda comentou sobre o clima de final de ano.
A apresentadora deixou a Band em março deste ano e participou de novos projetos como o Casamento às Cegas, da Netflix. Parte da Agência Una, casa de criadores da Rede Bahia, Benvindo compartilhou ao Bahia Notícias alguns projetos preparados para o próximo ano.
“Eu tô na Una, a agência da Rede Bahia, então nós temos alguns projetos aí pra rolar. Tem também o ‘Preta’, que é o podcast do iBahia, que eu tô duplando ali com Lucas Salles”, contou.
A profissional confirmou ainda o retorno “com força total” do projeto “Humor Negro”, idealizado por Benvindo que teve sua primeira temporada em 2023. Val comentou ainda sobre adorar trabalhar no Réveillon.
“Eu adoro essa energia de renovação, de recomeço e aí trabalhar com essa energia, com a galera ali conversando, a galera curtindo, a galera vibrando, a galera esperando pra ver os seus ídolos….”, comentou.
Primeira atração a subir ao palco do Festival Virada Salvador no penúltimo dia de festa, nesta terça-feira (30), o Olodum reafirmou sua conexão histórica com o público. Durante a apresentação, integrantes da banda desceram do palco e levaram a percussão para os braços da multidão.
Ao som de “Alegria Geral”, a banda deu início ao show embalada por um compilado de imagens que revisitam momentos marcantes de sua trajetória. O samba-reggae, marca registrada do Olodum, conduziu a entrada do grupo e deu o tom da apresentação desde os primeiros minutos.
A plateia demonstrou animação e respondeu com entusiasmo à abertura do festival. O repertório da noite incluiu sucessos como “Ginga Olodum”, lançamento recente em parceria com o BaianaSystem, além de “Avisa Lá”, “Prefixo de Verão” e “Baianidade Nagô”, antecipando o clima do Carnaval de Salvador.


Sem Lazinho, o grupo Olodum é o responsável por inaugurar os trabalhos nesta terça-feira (30), na Arena Canto da Cidade, na Boca do Rio. O local recebe o penúltimo dia de festa do Festival Virada Salvador.
Ao som de “Alegria Geral” e acompanhado de um compilado de momentos históricos da banda, Olodum entrou no palco carregando consigo o samba-reggae já conhecido pelos fãs.
O público do começo desta noite está agitado e aguardou, ansioso, pelo começo da apresentação. Com um salve para Lazinho, o repertório contou com sucessos como "Avisa Lá", "Prefixo de Verão" e "Baianidade Nagô" dando um gostinho do Carnaval de Salvador.
O grupo se apresenta nesta terça sem a presença de Lazinho, afastado dos trabalhos do verão 2026 por recomendação médica. Os portões da Arena Canto da Cidade foram abertos ao público por volta das 16h, ainda se apresentam nesta noite Alok, Bell Marques, Felipe Amorim e Belo.



Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Monteiro
"É realmente uma questão que precisa se encontrar uma solução. Tanto do ponto de vista de se colocar limite, quanto na garantia de contratação dos artistas do forró da Bahia. É uma discussão que nós temos interesse".
Disse o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro ao comentar a situação dos cachês milionários pagos aos cantores durante os festejos de São João. A declaração aconteceu em entrevista à Antena 1 nesta segunda-feira (9).