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Thiago Tolentino
Formado em Jornalismo pela UNIFTC e pós-graduando em Jornalismo Esportivo e Multimídia pela Unifacs, atuou como estagiário no portal IN Magazine da Record TV, onde cobriu as editorias de esportes, cinema e música. Também exerceu a função de estagiário de mídias sociais no BN Hall. Atualmente, como repórter do Bahia Notícias, é colunista esportivo na Rádio Antena 1 Salvador 100.1 FM no programa "Bahia Notícias no Ar" e um dos apresentadores do podcast "BN na Bola".
Últimas Notícias de Thiago Tolentino
À medida que a maior festa de rua do planeta se aproxima, foliões de todas as idades se preparam para os circuitos oficiais do Carnaval de Salvador: Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Centro) e Batatinha (Pelourinho). Para curtir a folia com tranquilidade, o Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), reforça as orientações sobre o que pode ou não ser levado para as ruas, além das medidas de fiscalização que estarão em vigor.
Durante a festa, a SSP-BA opera um esquema especial com portais de abordagem equipados com detectores de metais. Nesses pontos, bolsas, mochilas e objetos pessoais passam por inspeção rigorosa. O objetivo é impedir a entrada de itens que representem risco à integridade física do público.
De acordo com balanços oficiais, milhares de objetos proibidos são apreendidos anualmente. De acordo com o secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, apenas no pré-carnaval foram mais de 500 itens proibidos apreendidos nos portais. A recomendação principal é priorizar o essencial e evitar volumes desnecessários, facilitando a fluidez nos pontos de controle.
O QUE É PERMITIDO LEVAR
Para garantir uma passagem rápida pelos portais, dê preferência a:
- Documento oficial de identificação (RG, CNH ou equivalente digital);
- Celular (recomenda-se o uso de capas protetoras ou doleiras);
- Dinheiro em espécie e cartões (em quantidades moderadas);
- Abadás, ingressos ou credenciais de camarotes e blocos;
- Itens de uso pessoal: protetor solar, lenços e protetor labial;
- Água em garrafas plásticas pequenas (transparentes);
- Capa de chuva descartável.
O QUE É PROIBIDO LEVAR
A entrada nos circuitos é vetada para qualquer objeto que possa ser utilizado como arma ou causar ferimentos. Confira as principais restrições:
Objetos cortantes ou perfurantes
- Facas, canivetes, lâminas, estiletes e tesouras;
- Espetos de madeira ou metal e qualquer objeto pontiagudo.
Ferramentas e objetos rígidos
- Chaves de fenda, chaves de boca, alicates e martelos;
- Peças metálicas ou hastes rígidas que possam causar lesões.
Materiais perigosos e recipientes
- Garrafas, copos ou recipientes de vidro (proibição absoluta);
- Algemas ou objetos que as simulem;
- Serpentinas metálicas: proibidas por lei estadual devido ao alto risco de curto-circuito e acidentes na rede elétrica.
Itens de grande volume ou tecnologia restrita
- Guarda-chuvas com ponta ou estrutura metálica exposta;
- Caixas de som, coolers grandes, tripés, drones ou câmeras profissionais (sem a devida credencial de imprensa).
Além das proibições, a SSP-BA orienta que o folião evite mochilas volumosas, que dificultam a circulação na multidão e tornam a abordagem nos portais mais demorada. O uso de pochetes ou "doleiras" discretas, usadas por dentro da roupa, continua sendo a estratégia mais segura para transportar celulares e documentos.
Este guia, elaborado pela reportagem do Bahia Notícias com base em informações oficiais, visa garantir que sua única preocupação durante os dias de folia seja seguir o trio elétrico. O Carnaval de Salvador tem início marcado para esta quinta-feira (12) com os circuitos oficiais em atividade e desfiles de trios elétricos nos principais circuitos da cidade. A programação segue até a Quarta-feira de Cinzas, no dia 18 de fevereiro.
Zico elevou as expectativas dos torcedores que aguardam ansiosamente o lançamento dos novos uniformes da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. Em publicação nas redes sociais, o Galinho de Quintino surgiu segurando o novo modelo amarelo e verde, já autografado, ao lado de Sergei Bubka — lenda do salto com vara e atual presidente da International Masters Games Association.
A foto foi tirada durante a participação de Zico no Open Masters Games 2026, em Abu Dhabi. O modelo confirma as imagens que vazaram recentemente: a nova camisa titular homenageia a histórica Seleção de 1970. Entre os detalhes, destacam-se:
- Mangas e Gola: Acabamentos em verde-escuro, com a gola apresentando um detalhe em ponta na base.
- Laterais: Grafismos em tons de verde-claro e escuro.
- Textura: O tecido apresenta uma trama que remete a elementos da bandeira do Brasil.

Foto: Divulgação / Footy Headlines
A grande surpresa, no entanto, deve ficar para a camisa reserva. Segundo as informações, o modelo azul será o mais ousado da coleção: no lugar do tradicional "swoosh" da Nike, será utilizado o logo da Air Jordan. O design traz detalhes em azul-escuro, linhas amarelas nas mangas e acabamentos laterais em verde e amarelo.

Foto: Divulgação / Footy Headlines
Os novos uniformes serão lançados oficialmente em março, com estreia confirmada para os amistosos de preparação nos Estados Unidos.
Brasil e França se enfrentam no dia 26 de março, às 18h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston. A Seleção usará o uniforme amarelo.
Já Brasil e Croácia travam embate no dia 31 de março, às 21h (de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando. A Seleção estreará o uniforme azul.
Curiosamente, as três seleções (Brasil, França e Croácia) são patrocinadas pela Nike e devem apresentar suas novas coleções simultaneamente nesses confrontos.
Uma confusão generalizada marcou o encerramento da partida entre Juazeirense e Bahia, disputada no Estádio Adauto Moraes pela sétima rodada do Baianão 2026. Segundo o relato oficial da arbitragem, membros da comissão técnica, dirigentes e torcedores do Cancão de Fogo protagonizaram uma série de manifestações agressivas após o apito final, o que exigiu a intervenção imediata da Polícia Militar e da Guarda Municipal.
De acordo com a súmula, o treinador da Juazeirense, Carlos Fernando Rabelo Barbosa, foi expulso com cartão vermelho logo após o término do jogo. O árbitro relatou que o técnico invadiu o campo e se dirigiu de forma hostil à equipe de arbitragem, fazendo gestos obscenos e proferindo ofensas diretas.
"Você não pode fazer isso, você prejudicou nosso time, seu safado. O Bahia não precisa disso, você é um ladrão!", teria gritado o comandante, conforme o documento. Após a manifestação, o treinador precisou ser contido por policiais e integrantes da própria equipe.
O relatório aponta ainda que dirigentes e torcedores também invadiram o gramado para protestar. Entre eles, foi identificado o presidente do clube, Roberto Carlos Leal, que passou a intimidar diretamente os árbitros.
"Vocês roubaram meu time, você não tem consciência, seu ladrão safado. Vocês não vão dormir à noite. Eu poderia mandar prender você porque eu sou autoridade!", disparou o dirigente, que também precisou ser contido pelo policiamento.
Outro nome citado no documento oficial foi o do diretor de futebol, Sérgio Fernandes dos Santos. Ele teria se aproximado da equipe de arbitragem com palavras ofensivas, afirmando: "Vocês roubaram a gente, seus safados. A gente trabalha a semana toda e você vem aqui fazer isso? Não precisa roubar para o Bahia, eles já estão classificados". Além dos dirigentes, o clima de insegurança aumentou quando pessoas não identificadas cercaram os árbitros, proferindo ameaças de morte e xingamentos, o que obrigou a polícia a escoltar a equipe de arbitragem para fora do campo.
Por fim, o árbitro justificou que os acréscimos aplicados durante a partida ocorreram devido às substituições, aos gols e às paradas técnicas para hidratação. O caso agora deverá ser analisado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-BA), com base nas graves acusações relatadas na súmula.
Dentro de campo, a partida terminou empatada em 1 a 1, com gols de pênalti marcados por Everaldo, para o Bahia, e Adaílton Bravo, para a Juazeirense.
O Flamengo terá baixas confirmadas para o duelo contra o Vitória, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. A ausência mais recente é a de Jorginho: o volante teve uma lesão muscular na coxa constatada e a previsão de retorno é de três semanas. Com isso, ele está fora da partida desta terça-feira (10), no Barradão.
Jorginho se junta ao departamento médico, que já conta com Saúl Ñíguez (em recuperação de cirurgia no calcanhar) e Luiz Araújo. O atacante, que também lida com uma lesão muscular na coxa, segue sendo preservado pela comissão técnica para evitar que o problema se agrave.
Luiz Araújo já havia desfalcado o time contra o Sampaio Corrêa, no último sábado (7), e dificilmente terá condições de enfrentar o Rubro-Negro baiano. Com essas limitações, o técnico Filipe Luís deve escalar o que tem de melhor à disposição, buscando dar ritmo aos jogadores que ainda não atingiram o mesmo nível de desempenho de 2025.
O Flamengo deve entrar em campo com: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Lucas Paquetá, Samuel Lino (ou Cebolinha), De Arrascaeta e Plata (ou Jorge Carrascal); Pedro.
A bola rola para Vitória e Flamengo às 21h30. Na tabela, o Leão ocupa a 12ª colocação com três pontos conquistados, enquanto o time da Gávea somou apenas um ponto em dois jogos, aparecendo logo atrás, na 13ª posição.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu um passo importante em sua missão de reorganizar o futebol brasileiro e, de quebra, trouxe à tona um dos debates mais sensíveis do esporte na Bahia. No dia 27 de janeiro, a entidade publicou o novo Manual de Competições, documento que substitui o antigo Regulamento Geral de Competições (RGC) e concentra, em um único texto, normas que antes estavam dispersas em diretrizes técnicas e ofícios circulares. Com estrutura alinhada às melhores práticas da Fifa e da Conmebol, a CBF frisa que o Manual incorpora sugestões de clubes e federações estaduais com o objetivo de simplificar regras, reduzir brechas interpretativas e reforçar a isonomia técnica das competições nacionais.
Entre os pontos que mais geraram debate está o endurecimento do texto contra acordos firmados entre clubes para a realização de partidas com torcida única. A nova redação foi interpretada, inicialmente, como uma possível ameaça a clássicos marcados por um histórico de violência, como o Ba-Vi. No entanto, essa leitura perde força quando a medida decorre de decisões diretas do poder público, e não de um mero acordo de conveniência entre as agremiações. No caso do clássico baiano, o tema ganha contornos ainda mais delicados por conta do histórico recente, que remete ao dia 9 de abril de 2017, quando uma confusão generalizada no Dique do Tororó resultou na morte de um torcedor e motivou a recomendação de restrição pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).
A situação se agravou em fevereiro de 2018, quando a tentativa de retomar as duas torcidas no chamado "Ba-Vi da Paz" — posteriormente apelidado de "Ba-Vi da Vergonha"— terminou de forma igualmente traumática, com nove expulsões e o encerramento da partida por W.O. após nova confusão generalizada dentro de campo. Desde então, a exceção virou regra e, em 2026, o clássico alcançou a marca de 31 jogos com torcida única, em um universo de mais de 500 confrontos na história. Mesmo com tentativas de diálogo entre a Federação Bahiana de Futebol (FBF), a Polícia Militar e os clubes ao longo de 2024 e 2025, novos episódios de violência mantiveram a restrição em vigor.
Embora a norma não proíba jogos com torcida única recomendados por autoridades de segurança, a CBF reforçou que possui autonomia total, por meio da Diretoria de Competições (DCO), para avaliar se tais condições comprometem o equilíbrio técnico dos torneios nacionais. Em cenários extremos, a entidade pode considerar o remanejamento da partida para outra praça esportiva ou, em último caso, a realização do jogo com portões fechados. Essas possibilidades, no entanto, não são automáticas e dependem de uma análise criteriosa de cada caso pela autoridade esportiva.
O Manual também endurece o discurso sobre responsabilidade, estabelecendo que mandante e visitante respondem solidariamente pela conduta de suas torcidas, dentro e fora do estádio. O texto prevê, inclusive, o adiamento ou veto da partida caso não haja consenso em torno do Plano Especial de Ação entre clubes e Polícia Militar. Nessa situação, o árbitro ou o Delegado do Jogo podem impedir a realização do evento antes mesmo do apito inicial, se avaliarem que a segurança é insuficiente.
As sanções previstas incluem multas de até R$ 500 mil, perda de mando de campo com jogos realizados a mais de 100 quilômetros da sede do clube, e a aplicação do protocolo de interrupção, que permite a paralisação ou encerramento definitivo da partida diante de cânticos discriminatórios ou desordem generalizada.

Foto: Maurícia da Matta / Bahia Notícias.
O futuro dos próximos Ba-Vis, portanto, passa por um alinhamento fino entre a CBF, as autoridades de segurança e os órgãos de justiça da Bahia. Enquanto a decisão sobre a torcida única seguir amparada por critérios técnicos de segurança pública, o clássico permanece dentro das exceções previstas pelo próprio regulamento, ainda que sob vigilância constante da entidade máxima do futebol.
Para entender o que na prática define o Manual de Competições da CBF sobre o tema clássicos com torcida única, a reportagem do Bahia Notícias conversou com dois advogados desportivos Dilson Pereira Junior, advogado da área esportiva e membro do IBDD (Instituto Brasileiro de Direito Desportivo), e Milton Jordão, especialista em Direito Desportivo com mais de 20 anos de experiência, que explicaram como a norma é interpretada na prática.
Segundo Dilson, o novo Manual de Competições não proíbe jogos com torcida única, e "essa é uma leitura equivocada que vem sendo feita". O que as novas normas vedam são "acordos feitos entre os próprios clubes para mudar o formato da competição por conveniência", algo que não acontece na Bahia, já que a torcida única é determinada por um ajustamento de conduta envolvendo Ministério Público e pela Polícia Militar, com base em histórico de conflitos e critérios técnicos.
"O jogo com torcida única não é proibido, essa é uma leitura equivocada. A CBF exige que a medida não seja tomada por vontade dos clubes. Tem que haver uma razão técnica ou de segurança que justifique a decisão, como é o caso aqui na Bahia. Os jogos não são fruto de acordo entre Vitória e Bahia, mas sim de determinações do Ministério Público e da Polícia Militar, baseadas em histórico de conflitos e critérios técnicos. A prioridade é a segurança do público, e não a conveniência dos clubes", explicou Dílson.
Ele ainda reforçou que o novo Manual de Competições da CBF está disponível na íntegra para consulta pública. Segundo Dilson Junior, a interpretação de que a medida afetaria o clássico Ba-Vi foi precipitada e não considera o texto completo da norma.
"Fizeram uma leitura apressada do Manual. Como todo o corpo de normas, o Manual deve ser lido no todo, o que a gente chama de interpretação sistêmica, pois existem interligações entre as normas contidas no Manual. Não podem ser lidas de forma isolada. Interpretaram equivocadamente, pois não há proibição de partida única quando isso é decorrente do poder público. Não afeta Bahia e Vitória", explicou o advogado.
No entendimento de Dilson, o foco principal é que a medida não beneficie nenhum dos clubes.
"Quando os clubes apenas cumprem ordens das autoridades, sem alterar o formato da competição por interesse próprio, o regulamento da CBF admite a situação e mantém a validade da competição. Não há violação de igualdade esportiva", finalizou.

Foto: Maurícia da Matta / Bahia Notícias.
Para Milton Jordão, a alteração realizada pela CBF visa evitar o que vinha acontecendo em Pernambuco, que, por determinação da Federação Pernambucana, em conjunto com autoridades dos locais, os clássicos estaduais e regionais passariam a contar apenas com a presença da torcida mandante.
“É porque começou a chover, com isso todos os clubes começaram a propor medidas lá no STJD. Então, a organização de um campeonato fica, digamos assim, meio abalada, né? Porque você define uma coisa e de repente vem um terceiro, que pode ser um governador ou uma secretária de estado e diz: "Não, aqui não é dessa forma". E aí o clube visitante sofre um prejuízo em relação à possibilidade de não poder contar com sua torcida”, explicou.
Questionado se a medida pode afetar o clássico Ba-Vi e fazer com que o confronto possa ser realizado fora do estado da Bahia ou com portões fechados, Milton explicou o porque pensa que dificilmente a disposição será aplicada aqui no estado.
“A CBF, o seu departamento de competições, vai, em cada caso, avaliar se é recomendável ou fazer um jogo com portas fechadas ou fora da localidade. Casos em que há acordo entre clubes, ela pode até interferir. Mas o que é levado em consideração? O equilíbrio. Então, por exemplo, por que acho que dificilmente essa disposição vai ser aplicada na Bahia? Porque aqui há equilíbrio. Jogos em que o Bahia é o mandante, o clube é 100% mandante, a mesma coisa no caso do Vitória. Me parece que aqui é mais difícil de verificarmos essa intervenção da DCO”.
Na Bahia, há uma recomendação do MP-BA, que havia entendido que havia riscos de morte em confrontos entre as organizadas da dupla Ba-Vi (Bamor e Imbatíveis). Com isso, o órgão emitiu uma resolução e mandou para a Federação Bahiana de Futebol, clubes e Polícia Militar, citando os riscos e recomendando a realização dos clássicos Ba-Vis com torcida única e citando, que em caso de descumprimento, e se ocorresse alguma tragédia, os clubes e órgãos iriam responder civil e criminalmente.
"Então, os clubes e a federação disseram assim: 'pô, eu não vou assumir uma coisa que não está na minha competência'. Porque lidar com segurança pública não é algo que está na minha competência. Porque a grande confusão toda não é a briga dentro do estado. É a briga fora nos arredores, né?", declarou.
“Para a nossa realidade, ela [a informação] é descontextualizada. É aquela coisa abstrata. Em abstrato pode acontecer? Pode. Mas na nossa história (do Ba-Vi), no caso concreto, eu acho muito difícil de acontecer”.
"Cria" de Lauro de Freitas, o boxeador baiano Rubens “Manchinha” vive um dos momentos mais importantes de sua trajetória profissional. Eleito o 12º melhor pugilista do mundo em sua categoria, o atleta celebra a entrada no ranking internacional como o resultado de anos de suor e aponta a conquista como um passo decisivo rumo à disputa de um título mundial.
"Entrar no ranking mundial é algo muito especial para mim. Foram anos de trabalho e agora estou muito perto de realizar meu objetivo, que é disputar o título mundial. Isso muda tudo, porque agora sou ranqueado e o nível de exigência é outro", afirmou o pugilista em entrevista concedida ao Bahia Notícias nesta semana.
O reconhecimento internacional coloca Manchinha em uma nova prateleira. Com adversários cada vez mais qualificados, o baiano agora passa a figurar no radar de grandes lutas e eventos do boxe profissional ao redor do mundo
Apesar da projeção mundial, Rubens Manchinha não esquece de onde veio. Ele faz questão de destacar a importância de Lauro de Freitas e dos projetos sociais em sua formação.
"O projeto Lutar para Vencer, do professor Reizinho, foi fundamental para mim. Sou muito grato a ele por ter me iniciado nesse esporte. Hoje estou em uma grande equipe, a The Oliveira Brothers, que gerencia minha carreira e me dá o suporte necessário para crescer", contou.
Nem tudo foi "vencer o gongo". Manchinha ressaltou que a falta de incentivo estrutural aos esportes que não são o futebol ainda é o maior nocaute que o atleta brasileiro sofre.
"Falta apoio e incentivo. Infelizmente, nosso país foca muito no futebol, e os outros esportes precisam lutar dobrado para conquistar seu espaço”, desabafou.

Foto: Acervo Pessoal
Para ele, sua posição no ranking também é um recado para a juventude:"Essa conquista mostra que tudo é possível para quem tem disciplina. Para todos que acompanham meu trabalho: nunca desistam dos seus sonhos", destacou.
Com o nome consolidado entre os melhores, o foco agora é a defesa de título e a busca por uma grande promotora que fortaleça seu caminho até o topo do mundo. Manchinha revelou que sempre soube que poderia competir em alto nível, sentimento que só cresceu com os resultados recentes.
"Sempre sonhei em lutar com os melhores, em grandes eventos. Agora acredito que esses momentos vão chegar porque fiz por merecer. Quando a oportunidade aparecer, pode ter certeza de que estarei pronto", garantiu.
Mesmo com tantas conquistas, a motivação de Rubens segue intacta. Ele sabe exatamente o que falta para completar sua galeria: "Ainda falta a cereja do bolo, que é o título mundial", concluiu.
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Foto: Acervo Pessoal
Pouco comum no futebol baiano, a parceria firmada entre o Fluminense de Feira e o Jequié tornou-se um dos pilares do planejamento esportivo da SAF do Touro do Sertão para a temporada. Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da SAF, Filemon Neto, detalhou o funcionamento do acordo, explicou por que o futebol do Jipão passou a ser gerido integralmente em Feira de Santana e defendeu o modelo como uma solução estratégica para enfrentar um calendário estadual curto e competitivo.
Segundo Filemon, a parceria tem duração inicial de um ano e foi construída sob um princípio inegociável: o controle total do futebol ficaria com a SAF do Fluminense de Feira. Desde a montagem do elenco até a definição da comissão técnica, todas as decisões passam pelo mesmo núcleo de gestão.
"Nós conduzimos 100% do futebol. Não há ninguém do Jequié lá dentro [na tomada de decisão]", revelou o dirigente.
O gestor explicou que não há divisão de poder ou interferência externa no dia a dia esportivo. O elenco é unificado, assim como a comissão técnica, e o planejamento segue um calendário integrado para atender às duas frentes competitivas. Na prática, o Jequié transferiu sua base operacional para Feira de Santana, utilizando a estrutura do Fluminense para garantir controle físico, técnico e logístico.

O elenco do Jequié atualmente utiliza as dependências do Fluminense de Feira durante a preparação para os jogos do Baianão | Foto: Divulgação / ADJ
"O Jequié está treinando em Feira de Santana. Isso não é por acaso; é para garantir padrão de trabalho, metodologia e acompanhamento diário", frisou Filemon, destacando que a unificação evita os improvisos comuns no futebol estadual.
Dentro desse modelo, Neto também fez questão de esclarecer o que acontece em um cenário hipotético em que Fluminense de Feira e Jequié passem a disputar a mesma divisão no Campeonato Baiano simultaneamente. Segundo o dirigente, a parceria foi desenhada justamente para evitar qualquer tipo de conflito esportivo ou institucional. O acordo, firmado por prazo determinado, não prevê coexistência dos clubes na mesma divisão.
"A parceria da gente é de um ano. Terminou, o Jequié segue o caminho dele e o Fluminense segue o caminho dele. Cada um vai para o seu canto", explicou.
MODELO FUNCIONAL E IDENTIDADE
O presidente da SAF reconheceu que o modelo pode gerar estranhamento inicial por fugir do padrão tradicional de parcerias, muitas vezes marcadas por conflitos de interesse. Ele reforçou, no entanto, que a parceria não representa perda de identidade para o Jequié, mas sim uma alternativa para manter a competitividade diante das limitações financeiras.
"É um modelo que pouca gente conhece por dentro, mas ele funciona porque existe clareza de comando. Não é incorporação nem fusão. É uma parceria esportiva com regras claras", destacou.

Filemon concedeu entrevista exclusiva ao Bahia Notícias nesta semana | Foto: Thiago Tolentino / Bahia Notícias
AMBIÇÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO
Mesmo sendo uma inovação na gestão, Filemon deixou claro que o projeto não é experimental. O objetivo é ser competitivo em ambos os clubes. Ele reiterou que o elenco atual é considerado o mais forte desde a criação da SAF e que a camisa do clube impõe uma cobrança natural por resultados.
Ao comentar os acessos que bateram na trave nas últimas duas campanhas da Série B do Campeonato Baiano, o dirigente defendeu uma análise racional: "Nem sempre o melhor vence. Isso é o que torna o futebol maravilhoso".
Ao centralizar decisões e otimizar o calendário, a SAF do Fluminense de Feira aposta que a parceria com o Jequié representará um ganho competitivo imediato e um passo à frente na profissionalização do futebol do interior, visando aproximar-se do nível de competitividade da dupla Ba-Vi.
"Futebol é processo. E processo exige convicção", concluiu.
Atual gerente de futebol do Jacuipense, Danilo Rios reviveu um dos episódios mais traumáticos da história Esporte Clube Bahia durante participação no episódio #89 do BN na Bola, exibido na última terça-feira (3) no canal do Bahia Notícias, no YouTube. Revelado pelo Tricolor, o ex-meio-campista detalhou o dia em que parte da torcida invadiu o gramado da Arena Fonte Nova após a derrota para o Ipatinga, pela Série C do Campeonato Brasileiro de 2006, resultado que encerrou as chances de acesso do clube.
Na ocasião, o Bahia entrou em campo pressionado e viu o cenário se agravar ao longo da partida. Segundo Danilo, a tensão ultrapassou os limites das arquibancadas ainda durante o jogo, quando torcedores passaram a depredar a estrutura do estádio e avançaram em direção ao campo na segunda etapa.
O ex-jogador explicou que, inicialmente, sequer estava previsto entre os titulares. A mudança ocorreu horas antes da partida.
"Estávamos perdendo alguns jogos e a torcida invadiu a Fonte Nova e deu uma confusão. Eu não ia jogar esse jogo. Lembro que estava concentrado e estava no banco. Um meia que na época não lembro quem era machucou na véspera e o treinador me chamou na época. Falou: 'você vai ser titular', e eu: 'beleza'. Se a gente perdesse o jogo não tinha mais chance de classificar", relatou.

Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias
Danilo também fez questão de contextualizar o comportamento da torcida, destacando que nem todos os que invadiram o campo tinham intenção de agressão. Segundo ele, muitos estavam tomados pela frustração e pelo sentimento de impotência diante do fracasso esportivo do clube.
"Nós entramos no jogo e o time do Ipatinga era muito bom. Tinham jogadores que foram até pro Flamengo depois. Começa o primeiro tempo, a gente toma o gol. No segundo tomamos o segundo gol. Antigamente tinha um portão de ferro atrás do gol da Fonte Nova e ai começaram a chutar o portão até arrebentar. Os caras começaram a entrar. A gente tentou correr para o vestiário e a outra galera começou a jogar pedra. Não tivemos muito o que fazer, estava até com o Luis Alberto. Quando a gente achou que ia apanhar naquela loucura, os caras começaram a se ajoelhar. Falaram: 'pelo amor de Deus, o que vocês estão fazendo?, chorando no desespero"
Com a invasão e o agravamento da situação, a Polícia Militar da Bahia precisou intervir. Pouco depois, o árbitro sergipano Antônio Hora Filho determinou o encerramento da partida.
A derrota marcou o fim da campanha do Bahia naquela Série C. Ao término da competição, garantiram acesso à Série B Criciúma, campeão do torneio, Vitória, vice-campeão, além de Ipatinga e Grêmio Barueri.
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O Estádio Joia da Princesa, uma das praças esportivas mais tradicionais do futebol baiano, pode passar por uma transformação profunda nos próximos anos. A SAF do Fluminense de Feira venceu o processo de concessão do equipamento e apresentou um projeto que prevê investimentos de grande porte, requalificação urbana do entorno e a retomada do estádio como o centro das atividades do futebol profissional do clube.
A licitação para a concessão onerosa do Estádio Alberto Oliveira — seu nome oficial — teve apenas uma proposta apresentada. O certame foi realizado em janeiro deste ano pela Prefeitura de Feira de Santana e contou exclusivamente com a participação de uma empresa vinculada ao grupo Core 3, responsável pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Touro do Sertão.
Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, o presidente da SAF, Filemon Neto, detalhou o estágio atual do processo, os pilares do projeto e os planos alternativos caso o Fluminense não consiga utilizar o estádio de imediato.
FASE DOCUMENTAL DA CONCESSÃO
De acordo com o dirigente, o processo encontra-se atualmente na etapa documental, conduzida pelo departamento jurídico da SAF. O projeto foi concebido com estudos prévios de viabilidade econômica e urbana.
"Está na parte documental. O projeto do Joia foi concebido de forma completa. Contratamos, ainda na fase de confecção, uma empresa para realizar todo o estudo de viabilidade, desde a assunção até a execução, com todas as derivações de negócio possíveis", explicou Filemon.
O gestor ressaltou que o investimento será feito exclusivamente pela SAF, sem o modelo de Parceria Público-Privada (PPP). "A prefeitura cede o espaço e a gente faz. Todo o investimento é nosso", pontuou.
COMPLEXO MULTIUSO E IMPACTO URBANO
O projeto vai além da reforma dos gramados e prevê a criação de um complexo multiuso, com impacto direto na economia local. Entre as intervenções previstas estão:
- Infraestrutura: Reformulação da arena, novos banheiros, lanchonetes e acessibilidade;
- Comercial: Criação de uma cadeia de lojas ao redor da arquibancada com paisagismo;
- Turismo e Negócios: Construção de um hotel com centro de convenções e alojamento para times visitantes.
O investimento estimado ao longo do período de concessão de 50 anos é de R$ 240 milhões. "Nada ali é ideia solta. Estudamos se cada loja cabia naquele bairro e se geraria receita. O somatório ao longo dos anos é alto, mas o prazo também é longo", frisou o presidente.
RESGATE DO FATOR CASA
A SAF pretende utilizar o Joia da Princesa para recuperar a força do mando de campo. A ideia é transferir parte das atividades do departamento profissional para dentro do estádio.
"Queremos levar o futebol profissional para dentro do Joia. Não para treinar diariamente, mas para ter treinos periódicos lá e voltar a fazer o Fluminense forte dentro de casa", explicou.
PLANO B
Apesar do cronograma de longo prazo, a SAF avalia intervenções emergenciais para permitir que o time jogue no estádio o quanto antes.
"Tenho ansiedade, mas a burocracia existe. Espero que até a Série B do Baianão essa questão já esteja encaminhada", disse Filemon.
Caso o estádio não esteja liberado a tempo, o plano alternativo é o município de Santo Estêvão. "Temos uma afinidade muito grande com a cidade. Já mandamos jogos da base lá e fomos muito bem recebidos. Pensamos em investir naquela praça também e criar um núcleo esportivo do Fluminense", revelou.
HISTÓRICO RECENTE
O Joia da Princesa foi reaberto com dois jogos oficiais no Baianão 2025 (Jacuipense x Porto e Colo-Colo x Jacobina). No último ano, o equipamento também foi palco da final da Série B estadual, vencida pelo Bahia de Feira.
Além do futebol masculino, o estádio recebeu partidas do Brasileiro Feminino e jogos da equipe principal do Bahia pelo Campeonato Baiano.
O O'Higgins, adversário do Bahia na segunda fase preliminar da Copa Libertadores, estreou com vitória em seu primeiro compromisso oficial da temporada. A partida foi válida pela rodada de abertura da Liga Chilena.
O "Capo de Provincia", como é popularmente conhecido em sua região, enfrentou o Deportes Concepción em casa, no Estádio El Teniente, em Rancagua, e venceu por 2 a 1. Benega e Brizuela marcaram para os donos da casa, enquanto Fausto Grillo descontou para os visitantes.
O próximo desafio do O'Higgins na liga nacional será contra o La Serena. As duas equipes se enfrentam neste sábado (7), às 18h (horário de Brasília).
Antes do primeiro duelo contra o Bahia — marcado para o dia 18 de fevereiro, no Chile —, a equipe de Rancagua ainda terá mais um compromisso pelo campeonato local: enfrentará o Deportes Limache, no dia 14 de fevereiro.
O confronto decisivo entre O'Higgins e Bahia, pelo jogo de volta da Libertadores, acontece no dia 25 de fevereiro, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador. Entre as duas partidas contra o Esquadrão, os chilenos ainda terão um clássico contra o Colo-Colo, no dia 21 de fevereiro.
Em 2025, o clube chileno disputou duas competições: o Campeonato do Chile, no qual terminou na terceira colocação — atrás de Coquimbo Unido (1º) e Universidad Católica (2º) — e a Copa Chile, em que foi eliminado ainda na fase de grupos. Nesta última, a equipe ficou na lanterna do Grupo P, enfrentando rivais como Huachipato, Temuco e Rangers de Talca.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Monteiro
"É realmente uma questão que precisa se encontrar uma solução. Tanto do ponto de vista de se colocar limite, quanto na garantia de contratação dos artistas do forró da Bahia. É uma discussão que nós temos interesse".
Disse o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro ao comentar a situação dos cachês milionários pagos aos cantores durante os festejos de São João. A declaração aconteceu em entrevista à Antena 1 nesta segunda-feira (9).