Professores da rede privada da Bahia mantêm paralisação e marcam nova assembleia para o dia 16
Por Redação
Os professores da rede privada da Bahia anunciaram uma nova paralisação das atividades para a próxima quinta-feira (16), quando também será realizada uma assembleia da categoria, a partir das 8h, no Real Classic Bahia Hotel, com participação presencial e transmissão on-line. A decisão foi tomada após mais uma rodada de negociação entre o Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe).
Na reunião desta quarta-feira (8), o sindicato patronal apresentou uma proposta de reajuste salarial de 4,11%, com aplicação na folha de julho e pagamento em agosto, além do retroativo referente aos meses de maio e junho. Também foram oferecidas a manutenção das bolsas de estudo, ampliação do recesso de meio de ano para 19 dias em 2026 e a criação de grupos de trabalho para discutir o excesso de atividades dos docentes.
Entre as principais reivindicações do Sinpro-BA estão:
- Reajuste salarial com ganho real de 5%, com base no Índice do Custo de Vida (ICV/Dieese);
- Fixação da hora-aula em R$ 16 (50 minutos) e R$ 19,20 (60 minutos);
- Valorização progressiva da hora-aula em 25% nos anos de 2027 e 2028;
- Oferta obrigatória de plano de saúde e odontológico para professores e dependentes;
- Reserva de 8% das vagas das escolas para bolsas destinadas a filhos e dependentes dos trabalhadores.
Sem consenso entre as partes, a categoria decidiu manter a mobilização enquanto as negociações da campanha salarial seguem em andamento.
Em nota, a Sinepe manifestou as medidas tomadas:
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (SINEPE-BA) informa que, em negociação realizada nesta quarta-feira (8) com o Sindicato dos Professores da Bahia (SINPRO-BA), reafirmou os direitos já acordados pelas duas entidades:
• Bolsas escolares para professores e coordenadores;
• Recesso do meio do ano garantindo, além do mínimo de 15 dias dentro do acordo anterior, a ampliação para 19 dias no acordo de 2026.
Também propusemos o reajuste salarial de 4,11% (INPC) a ser implementado já na folha do mês de julho (paga no mês de agosto). Orientamos também as escolas associadas a aplicar o novo reajuste a partir da folha do mês de julho, incluindo o retroativo dos meses de maio e junho.
O SINEPE-BA acrescenta que está sensível à questão do excesso de trabalho para as escolas, intensificado especialmente pela inclusão e personalização do ensino. Diante disso, propomos ao SINPRO-BA a criação de dois grupos de trabalho: um dedicado à Educação Infantil e Fundamental I e outro dedicado ao Fundamental II e Ensino Médio, para construirmos soluções efetivas.
A discussão sobre excesso de trabalho envolve inúmeros atores, incluindo o estado, as escolas, os professores e as famílias. Para ser plenamente sanado, o assunto precisa ser tratado em toda a sua complexidade e não reduzido à questão da remuneração.
Reiteramos que não há nenhum impasse nesta negociação e que avançaremos em temas como férias e pré-aposentadoria, confiantes de que, em breve, chegaremos a um consenso para a celebração plena deste acordo.
Salvador, 8 de julho de 2026.
