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Ufba resiste a queda geral e mantém posição em ranking global das melhores universidades do mundo

Por Ronne Oliveira

Ufba resiste a queda geral e mantém posição em ranking global das melhores universidades do mundo
Entrada principal da Ufba em Ondina | Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

Em um cenário de queda generalizada para o ensino superior brasileiro, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) destacou-se ao assegurar a sua posição no novo levantamento global elaborado pelo Center for World University Rankings (CWUR) 2026, divulgado nesta segunda-feira (1º). Única representante baiana a integrar a lista das duas mil melhores instituições do mundo, a Ufba sustentou a 1.024ª colocação mundial e a 21ª posição em nível nacional, resistindo à forte retração do setor no país. Confira abaixo:

 

 

Ao todo, o Brasil conta com 52 instituições no ranking global. No entanto, cerca de 87%, quase 9 em 10 das universidades brasileiras perderam posições em comparação com edições anteriores do levantamento. Em números, isso representa que 45 das 52 listadas apresentaram recuo.

 

No topo da lista global, a China lidera como o país com o maior número de instituições classificadas, somando 360 representantes e superando os Estados Unidos, que registram 313 universidades no ranking.

 

Entretanto, o ranking segue sendo liderado entre grandes nomes americanos e seculares, como a Universidade de Harvard, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (M.I.T) e a Universidade de Stanford. O Reino Unido manteve suas fortes posições, como a Universitdade de Cambridge e a Universidade de Oxford.

 

RESILIÊNCIA BAIANA
Enquanto a
Ufba conseguiu manter seu posto histórico, as principais universidades brasileiras sofreram perdas expressivas. Entre as dez primeiras colocadas do país, nove registraram recuo em relação ao compilado de 2025. Tendo como única exceção a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que conseguiu manter a 476ª colocação em ambos os anos.

 

Entenda as oscilações das dez principais universidades brasileiras e da representante baiana foram as seguintes:

  • Universidade de São Paulo (USP): caiu 1 posição (atual 119ª)

  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): caiu 15 posições (atual 346ª)

  • Universidade Estadual de Campinas (Unicamp): caiu 10 posições (atual 379ª)

  • Universidade Estadual Paulista (Unesp): caiu 22 posições (atual 479ª)

  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): caiu 11 posições (atual 508ª)

  • Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): caiu 4 posições (atual 621ª)

  • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): caiu 14 posições (atual 682ª)

  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): caiu 5 posições (atual 732ª)

  • Universidade Federal do Paraná (UFPR): caiu 16 posições (atual 799ª)

  • Universidade Federal da Bahia (UFBA): manteve a posição (atual 1.024ª)

 

Segundo a análise do CWUR, o principal fator para o declínio das instituições brasileiras é o desempenho na área de pesquisa científica, que sofre o impacto de uma acirrada concorrência global com universidades estrangeiras que dispõem de maior volume de investimentos.

 

"As universidades brasileiras estão lutando para oferecer uma educação de alta qualidade, atrair e reter talentos e produzir pesquisa de qualidade em escala", cita Nadim Mahassen, presidente do CWUR.

 

Classificação completa das instituições brasileiras no ranking mundial dde 2026, a Bahia ficou na quarta posição regional do Nordeste. Confira a lista completa:

 

(Nota atualizada às 20h02 para correção nos dados do gráfico ilustrativo)