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Inflação chega a 0,33% em janeiro, puxada pela alta dos combustíveis; Salvador tem segundo pior resultado

Por Edu Mota, de Brasília

Aumento de preços das gasolinas nos postos
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Apesar da redução nos preços da luz elétrica residencial, a alta da gasolina levou a inflação oficial do país a ficar em 0,33% no mês de janeiro, mesmo índice verificado em dezembro do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,44%. 

 

O resultado foi divulgado na manhã desta terça-feira (10) pelo IBGE. O instituto apresentou os números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registra a inflação oficial brasileira. 

 

Para a composição dos 0,33% de janeiro, a maior influência veio da alta de preços de combustíveis, em especial da gasolina, que subiu em média 2,06% no mês. Também houve variação dos demais combustíveis, como etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).

 

A subida de preços de combustíveis acabou anulando o impacto positivo gerado pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial. Com isso, o índice em janeiro ficou bem acima do que o verificado no início do ano passado, quando o IPCA foi de 0,16%. 

 

Ainda no setor de Transportes, houve impacto com aumentos nas passagens de ônibus urbano, que variaram 5,14% em janeiro, especialmente por conta de reajustes tarifários em seis capitais do país: Fortaleza (20,00%), São Paulo (6,00%), Rio de Janeiro (6,38%), Salvador (5,36%), Belo Horizonte (8,70%) e Vitória (4,16%). 

 

Já o grupo Alimentação e bebidas desacelerou, na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, ante o 0,14% do mês anterior, com influência das quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%). 

 

No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%). A alimentação fora do domicílio (0,55%) também desacelerou em relação ao mês anterior (0,60%). 

 

A refeição saiu de 0,23% em dezembro para 0,66% em janeiro, enquanto o lanche, que havia registado 1,50% no mês anterior, variou 0,27% no mês.

 

Entre as 16 capitais pesquisadas pelo IBGE, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,81%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) e dos artigos de higiene pessoal (1,75%). A menor variação ocorreu em Belém (0,16%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,85%) e da passagem aérea (- 11,01%).

 

A cidade de Salvador teve o segundo maior índice de inflação no mês de janeiro entre todas as capitais, marcando 0,52%. Apesar de alto, e acima da média nacional de 0,33%, o resultado de janeiro ficou abaixo do que foi apurado em dezembro do ano passado, quando a capital baiana teve alta de preços de 0,59%.

 

Na variação acumulada de 12 meses, a inflação em Salvador está em 3,94%. O índice está abaixo da média nacional, que ficou em 4,44%.