Brasileiros com renda acima de cinco salários mínimos se preocupam mais com o lixo, aponta pesquisa
Por Redação
A preocupação com o destino do lixo no Brasil varia de acordo com a renda e o nível de escolaridade da população. É o que aponta uma pesquisa inédita da Nexus, realizada em parceria com o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindplast).
Segundo o estudo Hábitos Sustentáveis & Percepções sobre o Plástico, 30% dos brasileiros com renda acima de cinco salários mínimos citam a destinação inadequada dos resíduos como um dos principais problemas ambientais do país. Entre quem ganha de um a dois salários mínimos, o percentual cai para 14%. Na média geral, 22% dos entrevistados apontam o lixo como uma das maiores preocupações ambientais.
A percepção também muda conforme a escolaridade. Entre pessoas com ensino superior, uma em cada quatro considera o lixo um dos grandes vilões ambientais. Já entre quem tem apenas o ensino fundamental, esse número cai para uma em cada cinco.
Entre os entrevistados que dizem se preocupar com o lixo, 76% afirmam separar os resíduos sempre ou na maioria das vezes. Outros 23% admitem que fazem a separação raramente ou nunca.
A falta de coleta seletiva aparece como o principal obstáculo para a reciclagem, apontada por 35% dos entrevistados. Em seguida, surgem a falta de hábito ou o esquecimento (29%) e a falta de informação (29%).
O plástico lidera a lista dos materiais mais reciclados. De acordo com a pesquisa, 90% dos entrevistados dizem separar plástico ou garrafas PET. O alumínio aparece em seguida, com 73%. Papel, papelão e vidro ficam empatados, com 68% das menções.
O levantamento ouviu 2.009 pessoas por telefone, em todas as 27 unidades da federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
