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Parque em Barreiras recebe casal de gatos ameaçados de extinção e abre votação para escolha de nomes

Por Redação

Parque em Barreiras recebe casal de gatos ameaçados de extinção e abre votação para escolha de nomes
Foto: Reprodução / Parque Vida Cerrado

O Parque Vida Cerrado, localizado em Barreiras, no Extremo Oeste, recebeu um casal de gatos-mouriscos (Herpailurus yagouaroundi), espécie nativa da fauna brasileira classificada como vulnerável à extinção. Também conhecido como jaguarundi, o felino vive em diferentes biomas do país e desempenha papel importante na manutenção do equilíbrio ecológico.

 

Segundo o g1, o casal chegou ao Parque Vida Cerrado em abril deste ano, marcando a retomada da recepção de novas espécies pela instituição, que não recebia animais inéditos há vários anos. Atualmente, o parque abriga 18 animais distribuídos em sete espécies nativas.

 

 

Segundo a instituição, os felinos foram encontrados na região de Quijingue, na região sisaleira, em ocorrências distintas e pertencentes a ninhadas diferentes. A fêmea foi encaminhada ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) em 26 de fevereiro de 2023, enquanto o macho chegou ao órgão ambiental em 10 de janeiro do ano passado.

 

Para celebrar a chegada do casal, o Parque Vida Cerrado lançou uma votação pública para a escolha dos nomes dos animais. As opções disponíveis são: Buriti e Pitanga, Mafalda e Miguelito ou Muriel e Eustácio. A votação está aberta no site oficial da instituição, e o resultado será divulgado no dia 29 de junho.

 

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) diz que a classificação “vulnerável” integra o grupo das espécies ameaçadas de extinção e representa o primeiro nível de ameaça. Nessa categoria, os animais apresentam elevado risco de desaparecer da natureza caso os fatores de pressão sobre suas populações persistam.

 

Os gatos-mouriscos atuam como predadores de pequenos mamíferos, aves, répteis e outros vertebrados, contribuindo para o controle populacional dessas espécies e para a estabilidade das cadeias alimentares. A presença do felino em ambientes naturais também é considerada um indicativo da qualidade ambiental, uma vez que a espécie depende de habitats preservados para sobreviver.

 

Especialistas apontam que a perda de habitat provocada pelo desmatamento, especialmente nos biomas Mata Atlântica e Caatinga, tem levado esses animais a ocupar áreas destinadas à agricultura e à pecuária. Nessas regiões, os felinos frequentemente são mortos em decorrência de conflitos com atividades humanas.