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Gabi Lins lança música com Tonho Matéria e sample de Olodum
Foto: Divulgação / Leonardo Mendonça
Companhia brasileira de teatro chega a Salvador com residência artística, seminário e apresentações abertas ao público
Foto: Romulo Juracy
Ao todo, serão 80 horas de atividades de criação e troca intensa que abordam as questo?es tema?ticas e de linguagem que envolvem a pesquisa para a criac?a?o desse trabalho da companhia
Colunista
Luis Ganem
Luis Ganem: Preciso correr léguas
Luis Ganem
Foto: Bahia Notícias
“Você sabe do novo buchicho da música? Não? Se você não sabe, fique tranquilo, pois, nada de novo aconteceu nem acontece desde o carnaval. Aliás, se você caro leitor e leitora percebeu, nada aconteceu de novo, nem no carnaval – musicalmente falando, diga-se de passagem. E olha que esse texto depois de passados quatro meses da festa, poderia ser uma simples redação falando da música na visão de um cara que enxerga o carnaval por um outro prisma e coisa e tal, mas infelizmente a verdade é, que mais nada aconteceu.
Foto: Bahia Notícias
É justo dizer que esperei o quanto pude. E junto a isso, o quanto torci pra coisa melhorar, mas infelizmente, em nada, absolutamente nada mudou o cenário musical baiano de três meses pra cá, em se tratando de novas músicas. O nosso mar de mesmice atingiu um ápice que, acredito eu, nunca aconteceu – o que quero estar, muito, mas muito errado.
Foto: Bahia Notícias
“Finalmente chegou dezembro e, com ele, bom perceber que as rádios estão tocando nossas músicas (música baiana) a todo vapor.” O Começo desse texto já foi dito por diversas vezes anos atrás, sendo totalmente verdadeiro na construção a que ele se propõe, mas em nada atual, importante ressaltar também. Poderia eu ou qualquer pessoa ter dito essa frase lá pelo fim da década de noventa ou ainda nos primeiros anos do século 21, mas neste momento, esta frase em nada representa a realidade da música baiana como um todo.
Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias
A vida é cheia de reparações. Se formos parar pra ver, sempre e a qualquer tempo estamos rearrumando a ordem das coisas, ou pelo menos, em tese, tentando. E nessa coisa de rearrumar, é preciso sempre rever o passado. Como bem disse o escritor irlandês Edmund Burke, “um povo que não conhece a sua história, está condenado a repeti-la” – no que concordo em gênero, número e grau.
Luis Ganem: Se avexe não!
Luis Ganem
Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias
Não estou aqui para falar mal de ninguém ou entender que esse ou aquele artista deve ser dono ou cativo de espaço. Mas há alguns dias nesse nosso mundo da música – que não o da música baiana –, um fato chamou mais uma vez a atenção. E digo mais uma vez porque já tinha havido um manifesto desse que vou comentar, salvo engano, em 2017, feito pela cantora Elba Ramalho. Só que, dessa vez, a polêmica se deu muito forte por conta das redes sociais. Falo do desabafo de Flavio José. Cantor de forró, renomado e veterano, que, nas palavras do mesmo, teve que diminuir o seu show para atender uma solicitação do cantante sertanejo Gusttavo Lima.
Luis Ganem: Mais uma vez a mesma chatice
Luis Ganem
Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias
Esse meu mais recente texto, confesso, demorou. Estou aqui pela enésima vez pensando o que iria comentar, o que iria trazer enquanto análise crítica para o contexto do nosso mercado musical baiano. Os fatos artísticos e musicais que se sucederam na festa de momo deste ano são, talvez, dignos de nota – mas talvez, eu disse talvez.
Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias
Não vou começar meu texto dizendo que ‘já é carnaval cidade, acorda pra ver’. Nada contra a música do meu amigo Gerônimo – o compositor e cantor –, mas não vou começar com esse trecho da música, pois ele já é muito usado. Por mais que seja um ícone de versos carnavalescos, tal como a música de Nizan Guanaes, ‘We are the world of carnaval” – obviamente nada contra nenhuma das duas – dessa vez eu passo de fazer o jargão.
Luis Ganem: Tocando com Saulo
Luis Ganem
Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias
Alguém aqui que não é músico, nem trabalha no meio artístico, tem ideia de como é tocar em um trio ou com artistas da música baiana? Acredito que ninguém – e me incluo – tem ideia de como é tocar em cima de um trio, por mais de três, quatro, cinco, seis horas, levando consigo um bloco e uma multidão a reboque. Pois bem, resolvi encarar esse desafio e conto um pouco agora como é tocar (ensaiar) com um grande músico. Neste caso, estou falando de Saulo Fernandes, a quem pude finalmente (explico melhor no final) ver tocar em um pequeno show de mais ou menos uma hora. E lhe digo: é algo que beira a loucura e a extenuação.
Luis Ganem: Meu encontro com Bell
Luis Ganem
Foto: Bahia Notícias
Agora que acabou a política, vamos falar um pouco de música, entretenimento. Apesar do futebol estar vindo aí com a Copa, é preciso falar também do nosso mercado musical, seus lamentos e suas histórias. E uma delas quero contar aqui, sobre um bate-papo agradável que tive com Bell Marques em um encontro inusitado fora da Bahia, num ensolarado dia de domingo, desses que o sol e o céu parecem paisagem.
Foto: Divulgação
A saída do carnaval do bairro da Barra é algo meio que um sonho dos seus moradores há muito tempo. Creio que, desde que o circuito foi criado, seus moradores começaram a sonhar com o fim dele. É forçoso dizer que o circuito, na sua concepção original, previa, salvo engano, melhoria nas ruas principais e adjacências do bairro, além do incremento do comércio, trazendo mais movimento comercial para a Barra, que era até então somente um bairro residencial. Mas, infelizmente – na visão dos moradores –, com a chegada do circuito e sua consolidação, a melhora que era um sonho acabou-se tornando uma realidade muito dura. O que eventualmente foi bom para o comércio – até onde eu sei – tornou-se ruim para os moradores.
Curtas e venenosas
Meu povo, deixa eu falar um negocinho aqui antes que esqueça: é óbvio que Bethânia não iria deixar de reverenciar Iemanjá por causa de Grammy. Até parece que vocês não conhecem a abelha rainha. Vampirinha de Mainha realmente é uma canção de gosto bem duvidoso, tal qual 80% das que são lançadas por aqui. Mas eu prefiro assim: quando a afronta é na cara. Até porque sabemos que não é o seu forte ter posicionamentos mais políticos, né? Quer dizer, a não ser quando se trata de amigos. Sim, porque a aparição de Veveta e Cady na posse de Roto deu o que falar, e já começaram os rumores de uma reconciliação. Tenho que confessar que o Leandro do BBB ganhou um pouco do meu respeito ao fazer a analogia que, de fato, colar na corda de Tio Bell é para poucos e isso define claramente caráter. Ainda estamos em clima de Carnaval, porém o ti ti ti é novamente a alta dos cachês das bandas para o São João. Engraçado que no bolso do Carnaval e Réveillon ninguém quer mexer. Mas acho justo um critério mais bem estabelecido sim. Chega de milhões para atrações que valem centavos. Leia mais!
Entrevistas
Produtor de sucessos de Anitta, Léo Santana, Pedro Sampaio, Rafinha RSQ fala sobre mercado no verão: “Todo artista quer acontecer”
Foto: Instagram/ Montagem Bahia Notícias